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DIREITOS HUMANOS Fernanda Franklin Seixas Revisão técnica: Renato Selayaram Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais Especialista em Ciências Políticas Mestre em Direito Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin — CRB 10/2147 A658d Arakaki, Fernanda Franklin Seixas. Direitos humanos [recurso eletrônico] / Fernanda Franklin Seixas Arakaki, Guérula Mello Viero [revisão técnica: Renato Selayaram]. – Porto Alegre : SAGAH, 2018. ISBN 978-85-9502-537-0 1. Direitos humanos I. Viero, Guérula Mello. II.Título. CDU 342.7 O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Definir o que é a Comissão e a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Analisar a origem e os objetivos do sistema interamericano de proteção dos direitos humanos. Explicar o procedimento do sistema interamericano de proteção dos direitos humanos. Introdução Estudar o sistema interamericano de proteção aos direitos humanos é analisar o processo de universalização desses direitos e a formação de sistemas de garantia no contexto do continente americano, verificando a sua origem e os seus objetivos, bem como a sua normatização, a sua positivação, o seu procedimento e a sua efetividade. Neste capítulo, você vai estudar a definição da Comissão Interameri- cana de Direitos Humanos (CIDH) e da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH) e vai aprender sobre a origem, os objetivos e o pro- cedimento do sistema interamericano de proteção aos direitos humanos. A análise do sistema interamericano de proteção aos direitos humanos contribuirá para um aprendizado dinâmico de suma relevância às relações humanas, extremamente valiosas ao estudo do Direito, estimulando o raciocínio crítico e a reflexão como cidadão e como profissional, iden- tificando e compreendendo as relações interamericanas e os direitos humanos. A Comissão e a Corte Interamericana de Direitos Humanos O processo de universalização dos direitos humanos acarretou a formação de sistemas globais de proteção a esses direitos. Desenvolveu-se o sistema global de proteção da Organização das Nações Unidas (ONU) e os sistemas regionais de proteção: o sistema interamericano, o sistema europeu e o sistema africano. Para simplifi car, podemos esquematizar o sistema de proteção aos direitos humanos conforme a Figura 1. Figura 1. Sistema de proteção aos direitos humanos. Direitos internacionais dos direitos humanos (sistema internacional de proteção dos direitos humanos) Sistema global de proteção da ONU Sistemas regionais de proteção Sistema interamericano Sistema europeu Sistema africano O sistema interamericano de proteção aos direitos humanos é bifásico e possui dois órgãos distintos e permanentes: a CIDH e a CorteIDH. Comissão Interamericana de Direitos Humanos A CIDH é um órgão administrativo e autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), criado em 1959 pela própria OEA, com sede em Washing- ton, D.C. Possui como integrantes sete membros independentes, eleitos pela Assembleia Geral, que não necessariamente possuem formação jurídica — são pessoas de alta autoridade moral e com reconhecido saber em direitos humanos (art. 1.3 do Regulamento da CIDH), que têm como objetivos a promoção e a proteção dos direitos humanos nas Américas. A CIDH possui como base os seguintes tratados do sistema interamericano: O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos2 Carta da OEA, de 1948 (alterada em 1970); Convenção Americana de Direitos Humanos, de 1969 (em vigor desde 1978). Os membros da CIDH exercem mandatos de quatro anos, permitida uma reeleição. São representantes de todos os Estados-membros da OEA, e não apenas dos seus países de origem, e reúnem-se na sede da Comissão em pelo menos duas sessões ao ano. A CIDH constitui um organismo efetivo de proteção aos direitos humanos nos Estados-partes da Convenção Americana de Direitos Humanos, e a sua principal função é promover a observância e a proteção dos direitos humanos na América. As suas funções incluem fazer recomendações com adoção de medidas para a tutela dos direitos convencionados pela OEA, e fazer relatórios e solicitar informações sobre violações de direitos humanos dos Estados que compõem o CIDH, podendo, para tanto, realizar visitas aos Estados, para averiguação da situação que coloca os direitos protegidos em risco, ou para elaborar relatórios sobre a situação geral dos direitos humanos. Segundo o art. 18 do Estatuto da CIDH, tem a Comissão as seguintes atribuições com relação aos Estados-membros da Organização (Figura 2): 1. estimular a consciência dos direitos humanos nos povos da América; 2. formular recomendações aos governos dos Estados, no sentido de que adotem medidas progressivas em prol dos direitos humanos, no âm- bito da sua legislação, dos seus preceitos constitucionais e dos seus compromissos internacionais, bem como disposições apropriadas para promover o respeito a esses direitos; 3. preparar os estudos ou relatórios que considerar convenientes para o desempenho das suas funções; 4. solicitar aos governos dos Estados que lhe proporcionem informações sobre as medidas que adotarem em matéria de direitos humanos; 5. atender às consultas que, por meio da secretaria-geral da organização, formularem os Estados-membros sobre questões relacionadas com os direitos humanos e, dentro das suas possibilidades, prestar o assesso- ramento que solicitarem; 6. apresentar um relatório anual à assembleia geral da organização, no qual deve ser levado em conta o regime jurídico aplicável aos Estados-partes da Convenção Americana de Direitos Humanos e aos Estados que não o são; 7. fazer observações in loco em um Estado, com a anuência ou a convite do governo respectivo; 3O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos 8. apresentar ao secretário-geral o orçamento-programa da Comissão, para que o submeta à assembleia geral. Figura 2. Competências da CIDH. Competências da Comissão Elaborar relatório anual Receber petições Receber comunicações Esses relatórios são submetidos à assembleia geral da OEA Do indivíduo cujos direitos humanos foram violados, de terceiros ou de organizações não governamentais Um Estado pode denunciar outro que violou os direitos humanos Corte Interamericana de Direito Humanos A CorteIDH é um órgão judicial e autônomo da OEA. Foi criada pela Con- venção Americana de Direitos Humanos e possui sede em São José, capital da República da Costa Rica. A CorteIDH é um tribunal composto por sete juízes eleitos dentre juristas da mais alta autoridade moral, de reconhecida competência em direitos humanos, de acordo com o art. 52 da Convenção Interamericana, não podendo os juízes terem mesma nacionalidade: Art. 52 1. A Corte compor-se-á de sete juízes, nacionais dos Estados membros da Organização, eleitos a título pessoal dentre juristas da mais alta autoridade moral, de reconhecida competência em matéria de direitos humanos, que reúnam as condições requeridas para o exercício das mais elevadas funções judiciais, de acordo com a lei do Estado do qual sejam nacionais, ou do Estado que os propuser como candidatos. 2. Não deve haver dois juízes da mesma nacionalidade. Art. 53 1. Os juízes da Corte serão eleitos, em votação secreta e pelo voto da maioria absoluta dos Estados Partes na Convenção, na Assembleia Geral da Organi- zação, de uma lista de candidatos propostos pelos mesmos Estados. O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos4 2. Cada um dos Estados Partes pode propor até três candidatos, nacionais do Estado que os propuser ou de qualquer outro Estado membro da Organização dos Estados Americanos. Quando se propuser uma lista de três candidatos, pelo menos um deles deverá ser nacional de Estado diferente do proponente. Art. 54 1. Os juízes da Corte serão eleitos por um período de seis anos e só poderão ser reeleitosuma vez. O mandato de três dos juízes designados na primei- ra eleição expirará ao cabo de três anos. Imediatamente depois da referida eleição, determinar-se-ão por sorteio, na Assembleia Geral, os nomes desses três juízes (CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS, 1969, documento on-line). Essa Corte tem competência para a interpretação e a aplicação das dispo- sições da própria Convenção que a criou, a CIDH, e as exerce nos Estados- -partes que tiverem reconhecido a sua competência. É necessário para sua deliberação um quórum mínimo de cinco juízes, e só pode ser acionada pelos Estados-partes ou pela CIDH (Figura 3). Figura 3. Competências da CorteIDH. Consultiva (é válida para todos os países do globo e não só para os Estados que são membros da OEA) Contenciosa Desenvolver análises elucidativas a respeito do alcance e o impacto dos dispositivos da Convenção Uniformizar a interpretação do Pacto de São José e dos tratados de direitos da OEA Analisar a compatibilidade entre o sistema interamericano de proteção dos direitos humanos e a legislação interna dos Estados É limitada aos Estados-partes da convenção que reconheceram expressamente a jurisdição Para apreciação de denúncias que envolvem violação, por qualquer Estado-parte, de direitos protegidos pela Convenção 5O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos Origem e objetivos do sistema interamericano de proteção dos direitos humanos A positivação da proteção internacional dos direitos humanos só começou a acontecer após a Segunda Guerra Mundial, tendo, inicialmente, como obje- tivo evitar as barbáries contra seres humanos. Desde então, a proteção aos direitos humanos vem se desenvolvendo no decorrer dos tempos e estabele- cendo garantias mínimas de proteção a esses direitos, no chamado sistema de universalização dos direitos humanos, constituído pelo sistema global de proteção dos direitos humanos e pelos sistemas regionais de proteção (europeu, americano e africano). A América Latina tem uma grande característica no seu contexto histórico: a presença de regimes autoritários e ditatoriais e, como consequência, da violência e da impunidade. É também marcada pela transição político-demo- crática, obrigando os indivíduos a conviverem com as desigualdades sociais e o desrespeito pelos direitos humanos. Conforme Piovesan (2012, p. 138): [...] dois períodos demarcam, assim, o contexto latino-americano: o período dos regimes ditatoriais e o período da transição política aos regimes demo- cráticos, marcado pelo fim das ditaduras militares na década de 80, no Chile, no Uruguai e no Brasil. Dessa forma, a democratização na América Latina, segundo Piovesan (2012, p. 139): [...] tem um duplo desafio: romper em definitivo com o legado da cultura autoritária ditatorial e consolidar o regime democrático, com o pleno respeito aos direitos humanos, amplamente considerados — direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais. Para a autora (PIOVESAN, 2012), é justamente com base nessa inspiração que o sistema americano de proteção dos direitos humanos deve ser compreen- dido. Nesse sentido, desenvolveu-se o sistema regional de proteção americano, tendo como alicerce a OEA, criada em 1948 por meio da Carta da OEA, tendo como objetivo cumprir nas Américas os ideais da Carta das Nações Unidas. O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos6 A OEA é um órgão autônomo: trata-se de uma organização internacional que objetiva garantir a paz e a segurança no continente americano. A OEA tem como propósitos, conforme o art. 1º da Carta da OEA (OR- GANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS, 1951): garantir a paz e a segurança continentais; promover e consolidar a democracia representativa, respeitando o prin- cípio da não intervenção; prevenir as possíveis causas de dificuldades e assegurar a solução pacífica das controvérsias que surjam entre seus membros; organizar a ação solidária destes em caso de agressão; procurar a solução dos problemas políticos, jurídicos e econômicos que surgirem entre os Estados-membros; promover, por meio da ação cooperativa, seu desenvolvimento econô- mico, social e cultural; erradicar a pobreza crítica, que constitui um obstáculo ao pleno desen- volvimento democrático; e alcançar uma efetiva limitação de armamentos convencionais que per- mita dedicar a maior soma de recursos ao desenvolvimento econômico- -social dos Estados-membros (art. 2º da Carta da OEA). A Carta da OEA também culminou na aprovação da Declaração Ame- ricana de Direitos e Deveres do Homem, em 1948, um dos mais relevantes instrumentos de proteção internacional dos direitos humanos. Na sequência, em 1959, foi instituída a CIDH, para mais tarde ser criada a Convenção Americana de Direitos Humanos, mais conhecida como Pacto de São José da Costa Rica. A Convenção Americana de Direitos Humanos disciplina os deveres dos Estados-membros e estrutura o sistema interamericano de proteção dos direitos humanos, prevendo a instauração de uma Corte para julgar as violações ocorridas nas Américas pelos Estados que expressamente se submeterem a ela, reconhecendo a competência da Corte. 7O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos Destaca-se que a Convenção entrou em vigor depois de onze ratificações, ocorrendo em 1978 e originando, no ano seguinte, a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Para entender melhor alguns conceitos relacionados a este capítulo, leia o estudo de Flávia Piovesan intitulado “Sistema interamericano de proteção dos direitos humanos: impactos, desafios e perspectivas à luz da experiência brasileira” (PIOVESAN, 2012), disponível no link a seguir: https://goo.gl/baPU4u Procedimentos do sistema interamericano de proteção dos direitos humanos Os procedimentos do sistema interamericano podem se dar na Comissão ou na Corte, conforme veremos a seguir. Procedimentos na Comissão Legitimados — Qualquer pessoa, grupo de pessoas ou entidade não go- vernamental de Estado-parte (art. 44 da CIDH), no seu próprio nome ou no de terceiros, pode apresentar petições para denunciar violações dos direitos humanos contra um ou mais Estados da OEA. Os Estados-partes podem denunciar supostas ofensas incorridas por outros Estados-membros, contanto que reconheçam eles próprios a competência da Comissão para examinar violações suas (art. 45 da CIDH). Uma pessoa pode ser, ao mesmo tempo, parte peticionária e suposta vítima em uma denúncia. O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos8 Direcionamento — As petições devem ser enviadas para a Comissão Inte- ramericana de Direitos Humanos (OEA, 1889 F Street, N. W., Washington, D.C., 20006 — Estados Unidos). A petição também pode ser enviada por fax para o número (1-202) 458-3992. Destaca-se que o sistema interamericano não é instância de apelação de decisões internas, não sendo competente para examinar erros de direito ou de fato que possam ter sido cometidos pelos tribunais internos dos Estados-partes. Na verdade, o sistema interamericano de proteção dos direitos humanos é subsidiário e complementar do sistema interno do Estado-parte, que atuará quando houver descaso em violação dos direitos humanos. Recebimento — Na sequência, a corte fará o registro e o recebimento da petição e passará ao exame de admissibilidade. Requisitos de admissibilidade — Para ser admitida uma comunicação de violação à Convenção, é preciso preencher os seguintes requisitos, entre outros: interposição e esgotamento de todos os recursos de direito no âmbito interno; decurso de, no máximo, seis meses desde a decisão final sobre o caso já levado a julgamento (art. 46, b, da CADH); inexistência de outros processos no âmbito internacional acerca dos fatos denunciados (art. 46, c, da CADH); qualificação do denunciante (art. 46, d, da CADH); os fatos denunciados devem representar violação da Convenção (art. 47, b, da CADH); a comunicação não pode ser manifestamenteinfundada (art. 47, c, da CADH); a comunicação não pode ter sido apresentada anteriormente, em termos semelhantes, à Comissão ou outros órgãos internacionais (art. 47, d, da CADH). 9O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos As exigências de interposição e esgotamento de todos os recursos de direito interno e de decurso máximo de seis meses desde a decisão final sobre o caso podem não ser impostas quando inexistir previsão de devido processo legal para apurar ofensas aos direitos garantidos pela Convenção (art. 46.2, a, da CADH), quando o ofendido tiver sido impedido de utilizar os recursos possíveis (art. 46.2, b, da CADH), ou quando houver demora injustificada para decidir o caso (art. 46.2, c, da CADH). Comunicação de violação ao Estado — Após receber a comunicação de violação, a Comissão deverá notifi car o Estado, enviando alguns trechos da petição que entender pertinentes ao Estado em que ocorreu a suposta viola- ção (art. 30.2 da CADH). A Comissão poderá, se o caso for grave e urgente, investigar imediatamente a denúncia (art. 48.2 da CADH). Fase escrita/defesa — O Estado terá dois meses, prorrogáveis por mais um, para apresentar resposta (art. 30.3 da CADH). Manifestação do peticionário sobre a defesa — A corte deverá abrir oportuni- dade ao peticionário para manifestação sobre a resposta do Estado (art. 38.1 da CADH), dentro de dois meses, prorrogáveis por mais um (art. 38.1 da CADH). Manifestação do Estado-parte — Oferecida manifestação do peticionário, o Estado-parte terá igual prazo para apresentar suas observações (art. 38.1 da CADH). Saneamento — Após as novas informações, a Comissão decidirá pelo arquivamento da comunicação ou pela continuação do seu processamento (art. 48.1 da CADH). Solução amistosa — Destaca-se que, em qualquer fase do processo, as partes podem optar por uma solução amistosa; nesse caso, a Comissão elaborará um relatório e o encaminhará ao peticionário, aos Estados-partes da Convenção e ao secretário-geral da OEA. O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos10 Submissão do caso à Corte — Caso não haja solução amistosa, a Comissão deverá produzir um relatório com os votos divergentes (art. 50.1 da CADH), as exposições escritas e verbais dos interessados (art. 50.1 da CADH) e as eventuais proposições e recomendações (art. 50.3 da CADH), não podendo esse relatório ser publicado pelo Estado-parte (art. 51.3 da CADH). Após três meses da remessa do relatório aos interessados, a Comissão poderá, por maioria absoluta, julgar se o Estado solucionou a situação e se deve publicar o relatório (art. 51.3 da CADH). Caso o caso não tenha sido resolvido e não tiver sido submetido à CIDH, poderá ela mesma remetê-lo ao tribunal, ressalvado o caso de oposição pela maioria absoluta dos membros (art. 44.1 da CADH). Procedimento na Corte Legitimidade (Figura 4) Estados-partes da Convenção; Comissão. Figura 4. Fluxograma explicando o procedimento contencioso da CIDH após o envio do caso pela Comissão Americana de Direitos Humanos. Fonte: Adaptada de Correia (2008, p. 126 apud COELHO, 2010, p. 7). Petição da Comissão ou do Estado Registro e recebimento Exame preliminar (presidente da Corte) Noti�cação da demanda dos Estados Fase oral de audiência Exceções preliminares Fim do processo Recurso de interpretação Desistência do caso Pronunciamento sobre questões preliminares pendentes Recurso sobre o sentido ou alcance Rejeitadas Execução Sentença Admissibilidade Encerra o caso Questão de fundoAcolhidas Audiência Fase escrita Contestação Comissão pode solicitar medidas provisórias aos casos ainda não submetidos à Corte Não Sim 11O sistema interamericano de proteção dos direitos humanos As partes ofendidas podem participar, desde que iniciada a demanda (art. 23 do Regulamento da Corte), podendo pedir medidas provisórias “em casos de extrema gravidade e urgência e quando for necessário para evitar prejuízos irreparáveis às pessoas” (ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS, 1951). COELHO, A. F. 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