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PIDCP – Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos - Direitos 
Enumerados
DIREITOS HUMANOS
PIDCP – PACTO INTERNACIONAL DOS DIREITOS 
CIVIS E POLÍTICOS - DIREITOS ENUMERADOS
DIREITOS ENUMERADOS NO PIDCPDIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP
• O direito à vida é inerente à pessoa humana.
• Esse direito deverá ser protegido pela Lei.
• Ninguém poderá ser arbitrariamente privado de sua vida.
Justamente da conclusão de que ninguém poderá ser privado arbitrariamente de sua 
vida que derivam as discussões sobre a pena de morte.
É importante ressaltar que o PIDCP não proíbe a pena de morte, e sim o Protocolo 
Facultativo do PIDCP, que busca a condição de abolição da pena de morte, protocolo do 
qual o Brasil se torna signatário em 2023.
Já o pacto do qual o Brasil é signatário de 1992 não proíbe a pena de morte.
DIREITO À VIDADIREITO À VIDA
Nos países em que a pena de morte não tenha sido abolida:
• Só poderá ser imposta nos casos de crimes mais graves;
• Só pode ser aplicada em decorrência de uma sentença transitada em julgado e 
proferida por tribunal competente;
Obs.: o tribunal competente está em consonância com o princípio do juiz natural.
• O condenado à morte terá o direito de pedir indulto ou comutação da pena;
• A anistia, o indulto ou a comutação da pena poderá ser concedido em todos os casos;
Obs.: enquanto uma decisão sobre indulto, anistia ou comutação de pena estiver pendente, 
a pena de morte não poderá ser executada.
• Não deverá ser imposta em casos de crimes cometidos por pessoas menores de 18 
anos;
Obs.: observa-se a data da perpetração, ou seja, a idade que o indivíduo possuía no 
momento em que cometeu o crime. 
• Não deverá ser aplicada a mulheres em estado de gravidez.
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PIDCP – Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos - Direitos 
Enumerados
DIREITOS HUMANOS
Não se pode condenar uma pessoa menor de 18 anos de idade à pena de morte, enquanto 
o problema com as mulheres gravidez se dá no tocante à aplicação, que não pode ocorrer 
com uma mulher que esteja com uma vida em seu corpo.
No Pacto de São José da Costa Rica, há um dispositivo muito parecido, mas traz também 
restrições à pena de morte aplicada aos maiores de 70 anos, o que não existe na PIDCP.
PENA – DE MORTEPENA – DE MORTE
Ninguém poderá ser submetido à tortura, nem a penas ou tratamento cruéis, desumanos 
ou degradantes.
• Será proibido sobretudo, submeter uma pessoa, sem seu livre consentimento, a 
experiências médicas ou científicas.
Obs.: trata-se de um tipo de regra que não comporta exceções. As experiências médicas 
ou científicas sem consentimento foram realizadas ao longo da Segunda Guerra 
Mundial e são lembradas e citadas por defensores dos direitos humanos.
DIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – VEDAÇÃO À TORTURADIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – VEDAÇÃO À TORTURA
Não serão considerados “trabalhos forçados ou obrigatórios”:
• Qualquer trabalho ou serviço normalmente exigido de um indivíduo que tenha sido 
encarcerado em cumprimento de decisão judicial;
• Qualquer serviço de caráter militar;
• Qualquer serviço exigido em casos de emergência ou de calamidade que ameacem o 
bem-estar da comunidade;
• Qualquer trabalho ou serviço que faça parte das obrigações cívicas normais.
Ninguém poderá ser submetido à escravidão; a escravidão e o tráfico de escravos, em 
todos as suas formas, ficam proibidos.
Ninguém poderá ser submetido à servidão.
Ninguém poderá ser obrigado a executar trabalhos forçados ou obrigatórios.
Obs.: o pacificador que não aceitar se envolver diretamente em caso de guerra deverá 
aceitar e executar outros tipos de trabalhos forçados ou obrigatórios.
Esse dispositivo não poderá ser interpretado no sentido de proibir nos países em que 
certos crimes sejam punidos com prisão e trabalhos forçados ou qualquer serviço nacional 
que a Lei venha a exigir daqueles que se oponham ao serviço militar por motivo de consciência.
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DIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – VEDAÇÃO À ESCRAVIDÃODIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – VEDAÇÃO À ESCRAVIDÃO
Toda pessoa tem direito à liberdade e à segurança pessoal.
• Ninguém poderá ser preso ou encarcerado arbitrariamente.
• Ninguém poderá ser privado de liberdade, salvo pelos motivos previstos em lei e em 
conformidade com os procedimentos nela estabelecidos.
Qualquer pessoa, ao ser presa, deverá ser informada das razões da prisão e notificada, 
sem demora, das acusações formuladas contra ela.
• Qualquer pessoa presa ou encarcerada em virtude de infração penal deverá ser 
conduzida, sem demora, à presença do juiz ou de outra autoridade habilitada por 
lei a exercer funções judiciais e terá o direito de ser julgada em prazo razoável ou de 
ser posta em liberdade.
• A prisão preventiva de pessoas que aguardam julgamento não deverá constituir a 
regra geral, mas a soltura poderá estar condicionada a garantias que assegurem o 
comparecimento da pessoa em questão à audiência, a todos os atos do processo e, 
se necessário for, para a execução da sentença.
• Qualquer pessoa que seja privada de sua liberdade por prisão ou encarceramento 
terá o direito de recorrer a um tribunal para que este decida sobre a legislação de 
seu encarceramento e ordene sua soltura, caso a prisão tenha sido ilegal.
Obs.: há um grande alinhamento entre o dispositivo e o que se compreende como aplicável 
na audiência de custódia no Brasil.
No caso concreto, é possível adicionar garantias para o cumprimento de uma pena em 
liberdade, sendo a prisão preventiva mantida como medida de exceção.
Obs.: Qualquer pessoa vítima de prisão ou encarceramento ilegais terá direito à indenização.
DIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – LIBERDADE E SEGURANÇA PESSOALDIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – LIBERDADE E SEGURANÇA PESSOAL
Toda pessoa privada de sua liberdade deverá ser tratada com humanidade e respeito 
à dignidade inerente à pessoa humana.
• As pessoas processadas deverão ser separadas das pessoas condenadas.
Obs.: essa separação busca evitar a “contaminação criminal”. 
• As pessoas processadas recebem tratamento distinto, condizente com sua condição 
de pessoa não condenada.
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Obs.: a “contaminação criminal” consiste na influência ou motivação para que a pessoa 
não condenada se envolva no mundo do crime e agrave a sua condição.
• Os jovens processados deverão ser separados dos adultos;
• Os jovens processados deverão ser julgados o mais rápido possível;
• Os delinquentes juvenis deverão receber tratamento condizente com sua idade e 
condição jurídica.
Obs.: salvo em circunstâncias excepcionais.
DIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – DIGNIDADE DA PESSOA HUMANADIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
Ninguém poderá ser preso apenas por não poder cumprir com uma obrigação contratual.
Obs.: não há discussão sobre depositário infiel nem inadimplemento de obrigação.
Pela Constituição Federal, há a exceção prevista em relação ao inadimplemento de 
obrigação alimentar e de depositário infiel.
No Pacto de São José da Costa Rica, existe como exceção apenas o inadimplemento de 
obrigação alimentar.
Já no PIDCP, tem-se apenas a regra de não se empregar a prisão civil.
DIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – PROIBIÇÃO DA PRISÃO CIVILDIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – PROIBIÇÃO DA PRISÃO CIVIL
Toda pessoa que se ache legalmente no território de um Estado terá o direito de nele 
livremente circular e escolher sua residência. 
• Toda pessoa terá o direito de sair livremente de qualquer país, inclusive de seu próprio 
país.
• Ninguém poderá ser privado arbitrariamente do direito de entrar em seu próprio país.
Obs.: trata-se do chamado “direitode regresso”.
O direito à liberdade de locomoção não pode sofrer restrições, salvo quando previstas 
em lei e sejam necessárias para:
• proteger a segurança nacional;
• proteger a ordem pública;
• proteger a saúde pública;
• proteger a moral pública;
• proteger os direitos e liberdades das demais pessoas.
As restrições relacionadas à liberdade de locomoção durante a pandemia estão entre 
os principais exemplos.
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DIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – LIBERDADE DE LOCOMOÇÃODIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO
Todas as pessoas são iguais perante os tribunais e as cortes de justiça.
Toda pessoa terá o direito de ser ouvida publicamente e com devidas garantias por 
um tribunal competente, independente e imparcial, estabelecido por lei, na apuração de 
qualquer acusação de caráter penal formulada contra ela ou na determinação de seus 
direitos e obrigações de caráter civil.
Obs.: o direito de ser ouvido é o “direito de audiência” e o “tribunal competente” está 
relacionado ao conceito de “juiz natural”.
A imprensa e o público poderão ser excluídos de parte da totalidade de um julgamento, 
por motivos:
• de moral pública;
• de ordem pública;
• de segurança nacional em uma sociedade democrática;
• de interesse da vida privada das partes.
Obs.: nesses casos, mantêm-se o sigilo no processo à medida que isso seja estritamente 
necessário e em circunstâncias específicas, nas quais a publicidade venha a prejudicar 
os interesses da justiça.
Qualquer sentença proferida em matéria penal ou civil deverá torna-se pública, a 
menos que:
• o interesse de menores exija procedimento oposto;
• o processo diga respeito à controvérsia matrimoniais; 
• o processo diga respeito à tutela de menores.
Obs.: nessas situações, o sigilo da sentença se mantém.
DIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – GARANTIAS JUDICIAISDIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – GARANTIAS JUDICIAIS
PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIAPRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA
Toda pessoa acusada de um delito terá direito a que se presuma sua inocência enquanto 
não for legalmente comprovada sua culpa.
Obs.: lembre-se de que deve estar expressa a presunção de inocência.
OUTRAS GARANTIAS JUDICIAISOUTRAS GARANTIAS JUDICIAIS
Toda pessoa acusada de um delito terá direito, em plena igualmente, a, pelo menos, as 
seguintes garantias:
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DIREITOS HUMANOS
• de ser informado, sem demora, da natureza e dos motivos da acusação contra ela 
formulada;
• de dispor do tempo e dos meios necessários à preparação de sua defesa;
• de comunicar-se com defensor de sua escolha;
• de ser julgado sem dilações indevidas;
• de estar presente no julgamento e de defender-se pessoalmente ou por intermédio 
de defensor de sua escolha;
• de ser informado do direito de ter um defensor designado ex-officio gratuitamente;
Obs.: trata-se do direito de assistência jurídica, presente em matéria de Processo Penal. 
• de interrogar ou fazer interrogar as testemunhas de acusação;
• de obter o comparecimento e o interrogatório das testemunhas de defesa nas mesmas 
condições de que dispõem as de acusação;
• de ser assistida gratuitamente por um intérprete;
• de não ser obrigada a depor contra si mesma;
• de não ser obrigada a confessar-se culpada.
Obs.: essas duas últimas garantias derivam do princípio da não autoincriminação.
DIREITOS ENUMERADOS NO PIDCP – GARANTIAS JUDICIAIS
DIREITO A RECURSODIREITO A RECURSO
Toda pessoa declarada culpada por um delito terá direito de recorrer da sentença 
condenatória e da pena a uma instância superior.
Obs.: é o que se considera em processo penal como “duplo grau de jurisdição”.
Ne Bis In Idem Processual
Ninguém poderá ser processado ou punido por um delito pelo qual já foi absolvido ou 
condenado por sentença passada em julgado.
RESERVA LEGAL E ANTERIORIDADERESERVA LEGAL E ANTERIORIDADE
Ninguém poderá ser condenado por atos omissões que não constituam delito de acordo 
com o direito nacional ou internacional, no momento em que foram cometidos.
Obs.: respeitando o princípio da irretroatividade da lei penal.
Tampouco poder-se-á impor pena mais grave do que a aplicável no momento da ocorrência 
do delito.
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PIDCP – Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos - Direitos 
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DIREITOS HUMANOS
Exceção: se, depois de perpetrado o delito, a lei estipular a imposição de pena mais 
leve, o delinquente deverá dela se beneficiar.
Obs.: essa exceção busca a retroatividade de lei mais benéfica para o réu.
�� �Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Thiago Silva.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.
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