Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Legislação Trabalhista e Previdenciária
Da duração do trabalho e períodos 
de descanso
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de:
•	 identificar as jornadas legais;
•	 diferenciar os intervalos;
•	 classificar as profissões conforme a CLT.
Olá, turma!
Nesta aula, estudaremos sobre a duração do contrato 
de trabalho e períodos de descanso. Vamos compreender de 
que maneira esse assunto contribui e influencia nas jornadas 
de trabalho. Tal discussão é importante uma vez que todo 
empregado tem jornada de trabalho e descanso. Assim, 
atendendo aos objetivos de aprendizagem propostos no plano 
de ensino desta disciplina, vamos refletir acerca da jornada 
diária e semanal. 
Desejo a todos(as) uma excelente aula. Boa leitura!
Bons estudos!
3º Aula
29
1 - Da duração do trabalho
2 - Dos períodos de descanso
1 - Da duração do trabalho
Nesse contexto, devemos entender que considera-se 
como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja 
à disposição do empregador, aguardando ou executando 
ordens, salvo disposição especial expressamente consignada 
(Artigo 4 da CLT). Ou seja, após a contratação, o empregado 
só está à disposição do empregador, quando aguarda ou 
executa ordens.
Aqui, destaca-se os cursos obrigatórios que o empregado 
realiza pela empresa:
[...] HORAS EXTRAS. PARTICIPAÇÃO 
EM CURSOS. Esta Corte Superior já firmou 
o entendimento de que o período destinado 
para realização de cursos obrigatórios 
de aperfeiçoamento, quando ultrapasse 
o limite máximo da jornada, deve ser 
remunerado como labor extraordinário, 
por se tratar de tempo à disposição do 
empregador (artigo 4º da CLT). Precedentes. 
(...) (Ag-RR-20429-61.2014.5.04.0292, 7ª 
Turma, Relator Ministro Cláudio Mascarenhas 
Brandão, DEJT 22/02/2019).
Por outro lado, se o curso for facultativo:
[…] 2 – HORAS EXTRAS. TEMPO GASTO 
NA PARTICIPAÇÃO EM CURSO DE 
APERFEIÇOAMENTO PELA INTERNET. 
2.1. Esta Corte possui o entendimento de que a 
participação facultativa em curso oferecido 
pelo empregador não enseja a condenação 
ao pagamento de horas extras, pois o 
empregado não se encontra à disposição da 
empresa. (…) (RR– 4744-09.2012.5.12.0018, 
Relatora Ministra: Delaíde Miranda Arantes, 
Data de Julgamento: 04/09/2018, 2ª Turma, 
Data de Publicação: DEJT 14/09/2018)
Deste modo, computar-se-ão, na contagem de tempo 
de serviço, para efeito de indenização e estabilidade (iremos 
abordar futuramente), os períodos em que o empregado 
estiver afastado do trabalho prestando serviço militar e por 
motivo de acidente do trabalho (§ 1 do Artigo 4 da CLT). 
Logo, quando ocorrer esses afastamentos do serviço, conta-se 
como tempo de serviço na carteira de trabalho.
Agora, por não se considerar tempo à disposição 
do empregador, não será computado como período 
extraordinário (horas extras) o que exceder a jornada 
normal (jornada de trabalho, exemplo: 8h diárias e 44h 
semanais), ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos, 
quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção 
pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más 
Seções de estudo
condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas 
dependências da empresa para exercer atividades particulares, 
entre outras: práticas religiosas; descanso; lazer; estudo; 
alimentação; atividades de relacionamento social; higiene 
pessoal; troca de roupa ou uniforme, quando não houver 
obrigatoriedade de realizar a troca na empresa. (§ 2 do Artigo 
4 da CLT).
Aqui, destaco que quando for obrigatório a troca de 
uniforme antes e depois da jornada de trabalho, ou seja, por 
exemplo, antes de registrar o cartão de ponto, será considerado 
horas extras, pois existe uma imposição da troca de uniforme. 
1.1 - Quadro de horário 
O horário de trabalho será anotado em registro de 
empregados. Assim, para os estabelecimentos com mais 
de 20 (vinte) trabalhadores, será obrigatória a anotação 
da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico 
ou eletrônico, conforme instruções expedidas pela Secretaria 
Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da 
Economia, permitida a pré-assinalação do período de 
repouso (§ 2 e caput do Artigo 74 da CLT).
Se o trabalho for executado fora do estabelecimento, 
o horário dos empregados constará do registro manual, 
mecânico ou eletrônico em seu poder (§ 3 e caput do Artigo 
74 da CLT).
CLT permite a utilização de registro de ponto por 
exceção à jornada regular de trabalho, mediante acordo 
individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de 
trabalho (§ 4 e caput do Artigo 74 da CLT). Assim, nesse caso, 
o empregado registra somente as horas extras excedentes da 
jornada normal. 
1.2 - Jornada de trabalho
A duração normal do trabalho, para os empregados em 
qualquer atividade privada, não excederá de 8 (oito) horas 
diárias (por dia), desde que não seja fixado expressamente 
outro limite. (Artigo 58 da CLT). Lembrando que, em regra, 
são 8h diárias e 44h semanais, podendo ser diferente, o que 
iremos estudar. 
Figura 8
Fonte: https://m.facebook.com/cnj.oficial/photos/a.191159914290110/975174562
555304/?type=3&_se_imp=1RBpIrdM8TKEzAtMN. Acesso em: 01 mai. 2022.
30Legislação Trabalhista e Previdenciária
Há casos em que a jornada é, como regra, máxima de 6 
horas diárias. Veja alguns exemplos:
CLT (aprendiz), Art. 432. A duração do 
trabalho do aprendiz não excederá de seis 
horas diárias, sendo vedadas a prorrogação e 
a compensação de jornada.
§ 1º O limite previsto neste artigo poderá ser de 
até oito horas diárias para os aprendizes que já 
tiverem completado o ensino fundamental, se 
nelas forem computadas as horas destinadas à 
aprendizagem teórica.
CLT (bancário), Art. 224-A duração normal 
do trabalho dos empregados em bancos, casas 
bancárias e Caixa Econômica Federal será de 
6 (seis) horas contínuas nos dias úteis, com 
exceção dos sábados, perfazendo um total de 
30 (trinta) horas de trabalho por semana.
§ 2º As disposições deste artigo não se aplicam 
aos que exercem funções de direção, gerência, 
fiscalização, chefia e equivalentes ou que 
desempenhem outros cargos de confiança 
desde que o valor da gratificação não seja 
inferior a um terço do salário do cargo efetivo. 
CLT (mineiros de subsolo), Art. 293. A 
duração normal do trabalho efetivo para 
os empregados em minas no subsolo não 
excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 
(trinta e seis) semanais.
Art. 295. A duração normal do trabalho efetivo 
no subsolo poderá ser elevada até 8 (oito) 
horas diárias (...), mediante acordo escrito 
entre empregado e empregador ou contrato 
coletivo de trabalho, sujeita essa prorrogação 
à prévia licença da autoridade competente em 
matéria de higiene do trabalho.
Parágrafo único. A duração normal do 
trabalho efetivo no subsolo poderá ser inferior 
a 6 (seis) horas diárias, por determinação da 
autoridade de que trata este artigo, tendo em 
vista condições locais de insalubridade e os 
métodos e processos do trabalho adotado.
CLT (operadores cinematográficos), Art. 234. 
A duração normal do trabalho dos operadores 
cinematográficos e seus ajudantes não excederá 
de seis horas diárias, assim distribuídas:
a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho 
em cabina, durante o funcionamento 
cinematográfico;
b) 1 (um) período suplementar, até o máximo 
de 1 (uma) hora para limpeza, lubrificação dos 
aparelhos de projeção, ou revisão de filmes.
Lei n. 3.270/1957 (cabineiros de elevador), 
Art. 1º É fixado em seis (6) o número de horas 
de trabalho diário dos cabineiros de elevador.
CLT (telefonistas), Art. 227. Nas empresas 
que explorem o serviço de telefonia, telegrafia 
submarina ou subfluvial, de radiotelegrafia 
ou de radiotelefonia, fica estabelecida para os 
respectivos operadores a duração máxima de 
seis horas contínuas de trabalho por dia ou 36 
(trinta e seis) horas semanais.
Art. 229. Para os empregados sujeitos a 
horários variáveis, fica estabelecida a duração 
máxima de 7 (sete) horas diárias de trabalho 
e 17 (dezessete) horas de folga, deduzindo-sedeste tempo 20 (vinte) minutos para descanso, 
de cada um dos empregados, sempre que se 
verificar um esforço contínuo de mais de 3 
(três) horas.
Sobre os telefonistas:
Súmula n. 178 do TST
TELEFONISTA. ART. 227, 
E PARÁGRAFOS, DA CLT. 
APLICABILIDADE (mantida) – Res. 
121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
É aplicável à telefonista de mesa de empresa 
que não explora o serviço de telefonia o 
disposto no art. 227, e seus parágrafos, da 
CLT.
Sobre o operador de telemarketing:
[...] VENDAS POR TELEFONE. 
OPERADOR DE TELEMARKETING. 
DIREITO À JORNADA REDUZIDA DOS 
EMPREGADOS TELEFONISTAS. O 
Tribunal Regional deu provimento parcial ao 
recurso ordinário da reclamada para afastar o 
pagamento da 7ª e 8ª horas como extras, sob o 
fundamento de que o trabalho de vendas por 
telefone não tem previsão legal. Esta Corte 
Superior, após o cancelamento da OJ 273 da 
SBDI-1 do TST, firmou entendimento no 
sentido de que o operador de telemarketing 
está sujeito à jornada reduzida dos empregados 
telefonistas, na forma do art. 227 da CLT e 
do Anexo II da NR 17 do MTE, em face da 
similitude do desgaste físico e mental inerente 
a essas funções. Assim, delimitado no acórdão 
regional que o trabalho do autor consistia 
na realização de vendas por telefone, tem 
direito à jornada de trabalho reduzida de seis 
horas diárias e 36 horas semanais, conforme 
determinado na sentença, nos moldes do 
art. 227 da CLT. Precedentes. Recurso 
de revista conhecido e provido. (...) (RR-
533-81.2012.5.02.0090, 2ª Turma, Relatora 
Ministra Maria Helena Mallmann, DEJT 
13/09/2019).
Há outros casos que no máximo são 5 horas diárias:
Lei n. 3.857/1960 (músicos profissionais), 
Art. 41. A duração normal do trabalho dos 
músicos não poderá exceder de 5 (cinco) 
horas, excetuados os casos previstos nesta lei.
§ 1º O tempo destinado aos ensaios será 
computado no período de trabalho.
Art. 42. A duração normal do trabalho poderá 
ser elevada:
I – a 6 (seis) horas, nos estabelecimentos de 
diversões públicas, tais como cabarés, boates, 
dancings, táxi-dancings, salões de danças e 
congêneres, onde atuem 2 (dois) ou mais 
31
conjuntos.
II – excepcionalmente, a 7 (sete) horas, nos 
casos de força maior, ou festejos populares e 
serviço reclamado pelo interesse nacional.
Lei n. 6.615/1978 (locutores de rádio)
Art. 18. A duração normal do trabalho do 
Radialista é de:
I – 5 (cinco) horas para os setores de autoria 
e de locução;
CLT (jornalistas profissionais), Art. 303. A 
duração normal do trabalho dos empregados 
compreendidos nesta Seção não deverá 
exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como 
à noite.
Art. 304. Poderá a duração normal do 
trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, mediante 
acordo escrito, em que se estipule aumento 
de ordenado, correspondente ao excesso do 
tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo 
destinado a repouso ou a refeição.
Assim, existem outras leis especiais que regulam outras 
profissões, diferente da CLT, que é uma norma geral. 
Agora a OJ 323 da SDI-I do TST, regula a semana 
espanhola:
OJ 323 da SDI-I
ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE 
JORNADA. “SEMANA ESPANHOLA”. 
VALIDADE (DJ 09.12.2003)
É válido o sistema de compensação de horário 
quando a jornada adotada é a denominada 
“semana espanhola”, que alterna a 
prestação de 48 horas em uma semana e 
40 horas em outra, não violando os arts. 59, 
§ 2º, da CLT e 7º, XIII, da CF/1988 o seu 
ajuste mediante acordo ou convenção coletiva 
de trabalho.
Toda empresa que tiver mais de 20 empregados, é 
obrigatório o cartão de ponto, assim, não serão descontadas 
nem computadas como jornada extraordinária as variações 
de horário no registro de ponto não excedentes de cinco 
minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
Por exemplo, a jornada encerra às 06h, mas o empregado 
registra o cartão de ponto às 6h04min, não configura horas 
extras. (§ 1 do Artigo 58 da CLT)
No mais, o tempo de deslocamento de ida e volta, 
ou seja, o tempo despendido pelo empregado desde a sua 
residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o 
seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, 
inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado 
na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do 
empregador (§ 2 do Artigo 58 da CLT). 
Isto é, o tempo que o empregado fica no ônibus até 
chegar ao local de trabalho, não é considerado tempo à 
disposição do empregador. 
1.2.1 - Tempo parcial
Pois bem, vimos que o empregador poderá contratar o 
empregado 8h diárias e 44 semanais. Agora, o empregador 
poderá contratar no regime de tempo parcial, ou seja, 
considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele 
cuja duração não exceda a trinta horas semanais (30h), 
sem a possibilidade de horas suplementares semanais, 
ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis 
horas semanais (26h), com a possibilidade de acréscimo 
de até seis horas suplementares semanais (até 6 horas 
extras) (Artigo 58 - A da CLT).
O salário a ser pago aos empregados sob o regime de 
tempo parcial será proporcional à sua jornada, em relação 
aos empregados que cumprem, nas mesmas funções, tempo 
integral (§ 1 do Artigo 58 - A da CLT)
Para os atuais empregados, a adoção do regime de tempo 
parcial será feita mediante opção manifestada perante a 
empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de 
negociação coletiva (§ 2 do Artigo 58 - A da CLT). Isto é, 
dependerá do sindicato dos empregados, numa negociação 
coletiva para sua aplicação. 
Lembrando que as horas suplementares (horas 
extras), deverão ser pagas com adicional de 50% a mais 
da hora normal de trabalho. Assim, as horas suplementares 
à duração do trabalho semanal normal serão pagas com o 
acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o salário-hora 
normal. 
Na hipótese de o contrato de trabalho em regime 
de tempo parcial ser estabelecido em número inferior a 
vinte e seis horas semanais, as horas suplementares a 
este quantitativo serão consideradas horas extras para fins 
do pagamento, estando também limitadas a seis horas 
suplementares semanais (§ 3 e 4 do Artigo 58 - A da CLT).
Ainda, as horas suplementares da jornada de trabalho 
normal poderão ser compensadas (descansadas ao 
invés de receber as horas extras) diretamente até a semana 
imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita 
a sua quitação na folha de pagamento do mês subsequente, 
caso não sejam compensadas (§ 5 do Artigo 58 - A da CLT).
É facultado ao empregado contratado, sob regime de 
tempo parcial, converter um terço do período de férias (de 
30 dias) a que tiver direito em abono pecuniário (§ 6 do 
Artigo 58 - A da CLT).
Diferente é a lei dos domésticos:
LC n. 150/2015, Art. 3º Considera-se trabalho 
em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda 25 (vinte e cinco) horas 
semanais.
§ 1º O salário a ser pago ao empregado sob 
regime de tempo parcial será proporcional a 
sua jornada, em relação ao empregado que 
cumpre, nas mesmas funções, tempo integral.
§ 2º A duração normal do trabalho do 
empregado em regime de tempo parcial poderá 
ser acrescida de horas suplementares, em 
número não excedente a 1 (uma) hora diária, 
mediante acordo escrito entre empregador 
e empregado, aplicando-se-lhe, ainda, o 
disposto nos §§ 2º e 3º do art. 2º, com o limite 
máximo de 6 (seis) horas diárias.
32Legislação Trabalhista e Previdenciária
Assim, a jornada do regime em tempo parcial é de, no 
máximo, de 25 horas semanais, podendo ser realizada 1 hora 
extra por dia.
1.2.2 - Horas extras, Banco de 
horas, Regime de compensação e 
jornada 12x36 
A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas 
extras, em número não excedente de duas, por acordo 
individual (empregado e empregador), convenção 
coletiva ou acordo coletivo de trabalho. A remuneração 
da hora extra será, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) 
superior à da hora normal. (Artigo 59 - A e § 1º da CLT).
Compete explicar que convenção coletiva de 
trabalho é um documento que estipula direitos e obrigações, 
negociadopelo sindicato dos trabalhadores e empregadores 
de uma determinada categoria, por exemplo, categoria dos 
caminhoneiros. Já o acordo coletivo de trabalho é um 
documento que também negocia direitos e obrigações entre 
uma ou mais empresas e o sindicato dos empregados, aplicando 
somente para os empregados da empresa negociante. 
Ainda, a jornada do doméstico segue a jornada normal:
LC n. 150/2015, Art. 2º A duração normal 
do trabalho doméstico não excederá 8 (oito) 
horas diárias e 44 (quarenta e quatro) semanais, 
observado o disposto nesta Lei.
§ 1º A remuneração da hora extraordinária 
será, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) 
superior ao valor da hora normal.
Por outro lado, existem categorias que não podem 
fazer horas extras ou só quando a lei autorizar. Veja 
alguns exemplos:
Lei n. 3.270/1957 (cabineiros de elevador), 
Art. 1º É fixado em seis (6) o número de horas 
de trabalho diário dos cabineiros de elevador.
Parágrafo único. É vetado a empregador 
e empregado qualquer acordo visando ao 
aumento das horas de trabalho fixadas no art. 
1º desta lei.
CLT, Art. 432. A duração do trabalho do 
aprendiz não excederá de seis horas diárias, 
sendo vedadas a prorrogação e a compensação 
de jornada.
CLT (bancários), Art. 225. A duração 
normal de trabalho dos bancários poderá ser 
excepcionalmente prorrogada até 8 (oito) 
horas diárias, não excedendo de 40 (quarenta) 
horas semanais, observados os preceitos gerais 
sobre a duração do trabalho.
Sobre quem trabalha por comissão, a Súmula n. 340 do 
TST:
COMISSIONISTA. HORAS EXTRAS 
(nova redação) – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 
21.11.2003
O empregado, sujeito a controle de horário, 
remunerado à base de comissões, tem direito 
ao adicional de, no mínimo, 50% (cinquenta 
por cento) pelo trabalho em horas extras, 
calculado sobre o valor-hora das comissões 
recebidas no mês, considerando-se como 
divisor o número de horas efetivamente 
trabalhadas.
E se o trabalhador é comissionista misto:
OJ 397 da SDI-I do TST
COMISSIONISTA MISTO. HORAS 
EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. 
APLICAÇÃO DA SÚMULA N.º 340 DO 
TST. (DEJT divulgado em 02, 03 e 04.08.2010)
O empregado que recebe remuneração mista, 
ou seja, uma parte fixa e outra variável, 
tem direito a horas extras pelo trabalho 
em sobrejornada. Em relação à parte fixa, 
são devidas as horas simples acrescidas do 
adicional de horas extras. Em relação à parte 
variável, é devido somente o adicional de horas 
extras, aplicando-se à hipótese o disposto na 
Súmula n.º 340 do TST.
A seguir entenderemos o banco de horas anual. 
Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por 
força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso 
de horas em um dia for compensado (descansado) pela 
correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não 
exceda, no período máximo de um ano, a soma das jornadas 
semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite 
máximo de dez horas diárias (8h+2h) (§ 1º, Artigo 59 - A da 
CLT). Neste caso, deve ser obrigatoriamente negociado com 
o sindicato dos trabalhadores. 
Na hipótese de rescisão (encerramento) do contrato 
de trabalho sem que tenha havido a compensação (descanso) 
integral da jornada extraordinária, o trabalhador terá direito 
ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas 
sobre o valor da remuneração na data da rescisão (data da 
demissão). (§ 3º, Artigo 59 - A da CLT)
O banco de horas poderá ser pactuado por acordo 
individual escrito (empregado e empregador), desde que a 
compensação ocorra no período máximo de seis meses (§ 
4º, Artigo 59 - A da CLT). Nesse caso, não precisa passar pelo 
sindicato, somente quando for um banco de horas de 1 ano. 
Por outro lado, temos a compensação, sendo lícito 
(permitido) o regime de compensação de jornada 
estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para 
a compensação no mesmo mês (§ 6º, Artigo 59 - A da 
CLT). Normalmente, tem como objetivo a redução ou 
supressão do trabalho aos sábados, segundas-feiras que 
antecedem feriados às terças-feiras, sextas-feiras que 
sucedem feriados às quintas-feiras, dias de carnaval e 
outros feriados. 
O não atendimento das exigências legais para 
compensação de jornada, inclusive quando estabelecida 
mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento 
das horas excedentes à jornada normal diária se não 
33
ultrapassada a duração máxima semanal, sendo devido apenas 
o respectivo adicional (50% de adicional). A prestação de 
horas extras habituais não descaracteriza o acordo de 
compensação de jornada e o banco de horas (Artigo 59 
- A da CLT).
É facultado às partes, mediante acordo individual escrito, 
convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer 
horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e 
seis horas ininterruptas de descanso (12x36), observados 
ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação (ao 
invés de descansar o intervalo o empregador indenizará, ou 
seja, paga o valor da hora do intervalo) (Art. 59-B e parágrafo 
único da CLT).
A remuneração mensal pactuada pelo horário abrange 
os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e 
pelo descanso em feriados, e serão considerados compensados 
os feriados e as prorrogações de trabalho noturno, quando 
houver. (Art. 59-A e parágrafo único da CLT). 
1.2.3 - Horas extras nas atividades 
insalubres
Nas atividades insalubres (prejudicial à saúde do 
trabalhador), assim consideradas as constantes dos quadros 
“Da Segurança e da Medicina do Trabalho”, ou que neles 
venham a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho, 
Indústria e Comércio, quaisquer prorrogações (horas 
extras) só poderão ser acordadas mediante licença prévia das 
autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, 
as quais, para esse efeito, procederão aos necessários exames 
locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho, 
quer diretamente, quer por intermédio de autoridades 
sanitárias federais, estaduais e municipais, com quem entrarão 
em entendimento para tal fim. Excetuam-se da exigência 
de licença prévia as jornadas de doze horas de trabalho por 
trinta e seis horas (12x36) ininterruptas de descanso. (Art. 60 
e parágrafo único da CLT). 
Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a 
duração do trabalho exceder do limite legal (8h diária) ou 
convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, 
seja para atender à realização ou conclusão de serviços 
inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo 
manifesto. O excesso pode ser exigido independentemente de 
convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. (Artigo 61 
e § 1º da CLT).
Nos casos de excesso de horário por motivo de força 
maior, a remuneração da hora excedente não será inferior 
à da hora normal. Nos demais casos de excesso previstos, a 
remuneração será, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) 
superior à da hora normal, e o trabalho não poderá exceder de 
12 (doze) horas, desde que a lei não fixe expressamente outro 
limite. (§ 2º, Artigo 59 - A da CLT).
Sempre que ocorrer interrupção do trabalho (por 
exemplo, acidente do trabalho), resultante de causas acidentais, 
ou de força maior, que determinem a impossibilidade de sua 
realização, a duração do trabalho poderá ser prorrogada pelo 
tempo necessário até o máximo de 2 (duas) horas, durante 
o número de dias indispensáveis à recuperação do tempo 
perdido, desde que não exceda de 10 (dez) horas diárias, em 
período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano, 
sujeita essa recuperação à prévia autorização da autoridade 
competente. (§ 3º, Artigo 59 - A da CLT).
1.2.4 - Base de cálculo e reflexos 
das horas extras
A base de cálculo das horas extras:
Súmula n. 264 do TST
HORA SUPLEMENTAR. CÁLCULO 
(mantida) – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 
21.11.2003 A remuneração do serviço 
suplementar é composta do valor da hora 
normal, integrado por parcelas de natureza 
salarial e acrescido do adicional previsto em 
lei, contrato, acordo, convenção coletiva ou 
sentença normativa.
Se o trabalhadorrecebe adicional de insalubridade 
ou periculosidade (possui natureza salarial), essas parcelas 
integram o cálculo das horas extras:
SDI-I do TST:
OJ 47 da SDI-I do TST
HORA EXTRA. ADICIONAL DE 
INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO 
(alterada) – Res. 148/2008, DJ 04 e 07.07.2008 
– Republicada DJ 08, 09 e 10.07.2008
A base de cálculo da hora extra é o resultado 
da soma do salário contratual mais o adicional 
de insalubridade.
Súmula n. 132 do TST
ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. 
INTEGRAÇÃO (incorporadas as Orientações 
Jurisprudenciais n.s 174 e 267 da SBDI-I) – 
Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005
I – O adicional de periculosidade, pago em 
caráter permanente, integra o cálculo de 
indenização e de horas extras.
As gorjetas não integram a base de cálculo das horas 
extras:
Súmula n. 354 do TST
GORJETAS. NATUREZA JURÍDICA. 
REPERCUSSÕES (mantida) – Res. 121/2003, 
DJ 19, 20 e 21.11.2003
As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota 
de serviço ou oferecidas espontaneamente 
pelos clientes, integram a remuneração do 
empregado, não servindo de base de cálculo 
para as parcelas de aviso prévio, adicional 
noturno, horas extras e repouso semanal 
remunerado.
Observe os reflexos das horas extras em 13º salário, 
repouso semanal remunerado, aviso prévio indenizado 
e férias:
Súmula n. 45 do TST
34Legislação Trabalhista e Previdenciária
SERVIÇO SUPLEMENTAR (mantida) – 
Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
A remuneração do serviço suplementar, 
habitualmente prestado, integra o cálculo da 
gratificação natalina prevista na Lei n. 4.090, 
de 13.07.1962.
Súmula n. 172 do TST
REPOUSO REMUNERADO. HORAS 
EXTRAS. CÁLCULO (mantida) – Res. 
121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
Computam-se no cálculo do repouso 
remunerado as horas extras habitualmente 
prestadas CLT, Art. 487, § 5º O valor das 
horas extraordinárias habituais integra o aviso 
prévio indenizado.
Art. 142, § 5º Os adicionais por trabalho 
extraordinário, noturno, insalubre ou perigoso 
serão computados no salário que servirá de 
base ao cálculo da remuneração das férias.
Para se calcular:
Súmula n. 347 do TST
HORAS EXTRAS HABITUAIS. 
APURAÇÃO. MÉDIA FÍSICA (mantida) – 
Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
O cálculo do valor das horas extras habituais, 
para efeito de reflexos em verbas trabalhistas, 
observará o número de horas efetivamente 
prestadas e a ele aplica-se o valor do salário-
hora da época do pagamento daquelas verbas.
No que tange ao FGTS:
Súmula n. 63 do TST
FUNDO DE GARANTIA (mantida) – Res. 
121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
A contribuição para o Fundo de Garantia do 
Tempo de Serviço incide sobre a remuneração 
mensal devida ao empregado, inclusive horas 
extras e adicionais eventuais.
Quanto aos reflexos das horas extras, é fundamental 
compreender que se tratam de repercussões financeiras das 
horas extras em outras parcelas. 
1.2.5 - Trabalhadores excluídos da 
jornada de trabalho
Não são abrangidos pelo regime de jornada de trabalho: 
I - os empregados que exercem atividade 
externa incompatível com a fixação de horário 
de trabalho, devendo tal condição ser anotada 
na Carteira de Trabalho e Previdência Social e 
no registro de empregados; 
II - os gerentes, assim considerados os 
exercentes de cargos de gestão, aos quais se 
equiparam, para efeito do disposto neste 
artigo, os diretores e chefes de departamento 
ou filial; 
III - os empregados em regime de teletrabalho 
que prestam serviço por produção ou tarefa 
(Art. 62 da CLT).
Cuidado! Quando se tratar de motorista profissional que 
atua no transporte rodoviário coletivo de passageiros e de 
cargas, embora atue de forma externa, a jornada será, como 
regra, de oito horas diárias por determinação legal:
CLT, Art. 235-C. A jornada diária de trabalho 
do motorista profissional será de 8 (oito) 
horas, admitindo-se a sua prorrogação por até 
2 (duas) horas extraordinárias ou, mediante 
previsão em convenção ou acordo coletivo, 
por até 4 (quatro) horas extraordinárias.
No entanto, esse motorista pode ter jornada no regime 
12x36:
CLT, Art. 235-F. Convenção e acordo 
coletivo poderão prever jornada especial de 
12 (doze) horas de trabalho por 36 (trinta e 
seis) horas de descanso para o trabalho do 
motorista profissional empregado em regime 
de compensação.
O regime será aplicável aos empregados e aos gerentes, 
assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos 
quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os 
diretores e chefes de departamento ou filial, quando o salário 
do cargo de confiança, compreendendo a gratificação de 
função, se houver, for inferior ao valor do respectivo salário 
efetivo, acrescido de 40% (Art. 62 da CLT).
1.2.6 - Teletrabalho
A Lei nº 14.442/2022, regulamenta o teletrabalho 
trazendo algumas alterações com o objetivo de aumentar a 
segurança jurídica dessa modalidade. O trabalho home office/ 
trabalho remoto ou teletrabalho ficou muito conhecido e 
utilizado na pandemia – COVID 19, sendo um dos meios 
utilizados para precaução do enfrentamento as questões 
sanitárias da pandemia. A possibilidade de desenvolver o 
trabalho de qualquer lugar se tornou uma realidade muito 
atrativa e adotada por muitas empresas, de modo que foram 
necessárias alterações na Lei para melhor aplicação dessa 
modalidade que cresce a cada dia.
Considera-se teletrabalho ou trabalho remoto a prestação 
de serviços fora das dependências do empregador, de maneira 
preponderante ou não, com a utilização de tecnologias de 
informação e de comunicação, que, por sua natureza, não 
configure trabalho externo. (Art. 75-B da CLT-Redação dada 
pela Lei nº 14.442, de 2022).
O empregado que exerça sua função em regime 
hibrido, não sendo trabalho externo, será reconhecido como 
teletrabalho ou trabalho remoto.
O comparecimento, ainda que de modo habitual, às 
dependências do empregador para a realização de atividades 
específicas que exijam a presença do empregado no 
estabelecimento não descaracteriza o regime de teletrabalho 
ou trabalho remoto. (§ 1º do Art. 75-B da CLT - Incluído pela 
35
Lei nº 14.442, de 2022)
O empregado submetido ao regime de teletrabalho ou 
trabalho remoto poderá prestar serviços por jornada ou por 
produção ou tarefa. (§ 2º do Art. 75-B da CLT -Incluído pela 
Lei nº 14.442, de 2022)
Importante destacar as prestações de serviços 
introduzidas pela nova Lei, sendo por produção ou tarefa, 
tendo o empregado liberdade para exercer as tarefas quando 
lhe for conveniente, sem controle de jornada.de modo que 
não haverá o pagamento das horas extras.
Na hipótese da prestação de serviços em regime de 
teletrabalho ou trabalho remoto por produção ou tarefa, 
não se aplicará o disposto no Capítulo II do Título II desta 
Consolidação. (§ 3º do Art. 75-B da CLT - Incluído pela Lei 
nº 14.442, de 2022)
O regime de teletrabalho ou trabalho remoto não 
se confunde nem se equipara à ocupação de operador de 
telemarketing ou de teleatendimento. (§ 4º do Art. 75-B da 
CLT - Incluído pela Lei nº 14.442, de 2022)
O tempo de uso de equipamentos tecnológicos e 
de infraestrutura necessária, bem como de softwares, de 
ferramentas digitais ou de aplicações de internet utilizados 
para o teletrabalho, fora da jornada de trabalho normal do 
empregado não constitui tempo à disposição ou regime de 
prontidão ou de sobreaviso, exceto se houver previsão em 
acordo individual ou em acordo ou convenção coletiva de 
trabalho. (§ 5º do Art. 75-B da CLT - Incluído pela Lei nº 
14.442, de 2022).
Fica permitida a adoção do regime de teletrabalho ou 
trabalho remoto para estagiários e aprendizes. (§ 6º do Art. 
75-B da CLT - Incluído pela Lei nº 14.442, de 2022).
Aos empregados em regime de teletrabalho aplicam-se 
as disposições previstas na legislação local e nas convenções e 
nos acordos coletivos de trabalho relativas à base territorial do 
estabelecimento de lotação do empregado. (§ 7º do Art. 75-B 
da CLT - Incluído pela Lei nº 14.442, de 2022).
Ao contrato de trabalho do empregado admitido no 
Brasil que optar pela realização de teletrabalhofora do 
território nacional aplica-se a legislação brasileira, excetuadas 
as disposições constantes da Lei nº 7.064, de 6 de dezembro 
de 1982, salvo disposição em contrário estipulada entre 
as partes. (§ 8º do Art. 75-B da CLT - Incluído pela Lei nº 
14.442, de 2022).
Acordo individual poderá dispor sobre os horários e os 
meios de comunicação entre empregado e empregador, desde 
que assegurados os repousos legais. (§ 9º do Art. 75-B da CLT 
- Incluído pela Lei nº 14.442, de 2022).
A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho 
deverá constar expressamente do instrumento de contrato 
individual de trabalho. (Art. 75-C da CLT-Redação dada pela 
Lei nº 14.442, de 2022).
As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, 
manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos 
e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do 
trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas 
arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito. 
(Art. 75-D da CLT-Redação dada pela Lei nº 14.442, de 2022).
O empregador deverá instruir os empregados, de 
maneira expressa e ostensiva, quanto às precauções a tomar 
a fim de evitar doenças e acidentes de trabalho. (Art. 75-E da 
CLT-Redação dada pela Lei nº 14.442, de 2022).
Os empregadores deverão dar prioridade aos empregados 
com deficiência e aos empregados com filhos ou criança sob 
guarda judicial até 4 (quatro) anos de idade na alocação em 
vagas para atividades que possam ser efetuadas por meio do 
teletrabalho ou trabalho remoto. (Art. 75-F da CLT-Redação 
dada pela Lei nº 14.442, de 2022).
2 - Dos períodos de descanso
2.1 - Intervalo interjornada
Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período 
mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso 
(Art. 62 da CLT), chamado de intervalo interjornada, ou 
seja, do término de uma jornada para o início da outra, o 
empregado tem direito a 11 horas de descanso.
Figura 8
Fonte: https://m.facebook.com/mptdfto/
photos/a.1614445882117561/2642342959327843/?_se_imp=0gflzgHyEM39bwz4Q. 
Acesso em: 02 mai. 2022.
2.2 - Descanso semanal remunerado 
e feriados
Por outro lado, será assegurado a todo empregado um 
descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas, 
o qual, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade 
imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no 
todo ou em parte. Ainda, nos serviços que exijam trabalho 
aos domingos, com exceção quanto aos elencos teatrais, será 
estabelecida escala de revezamento, mensalmente organizada 
e constando de quadro sujeito à fiscalização (Art. 67 da CLT).
O trabalho em domingo, seja total ou parcial, será 
sempre subordinado à permissão prévia da autoridade 
competente em matéria de trabalho. A permissão será 
concedida a título permanente nas atividades que, por sua 
natureza ou pela conveniência pública, devem ser exercidas 
aos domingos, cabendo ao Ministro do Trabalho, Indústria 
e Comércio, expedir instruções em que sejam especificadas 
tais atividades. Nos demais casos, ela será dada sob forma 
transitória, com discriminação do período autorizado, o qual, 
de cada vez, não excederá de 60 (sessenta) dias (Art. 68 da 
36Legislação Trabalhista e Previdenciária
CLT).
Na regulamentação do funcionamento de atividades, os 
municípios atenderão aos preceitos estabelecidos, e as regras 
que venham a fixar não poderão contrariar tais preceitos nem 
as instruções que, para seu cumprimento, forem expedidas 
pelas autoridades competentes em matéria de trabalho. 
Aqui, o município poderá regulamentar quantos domingos o 
comércio poderá abrir (Art. 69 da CLT). 
Salvo os trabalhos aos domingos, é vedado o trabalho 
em dias de feriados nacionais e feriados religiosos (Art. 
70 da CLT). 
2.3 - Intervalo intrajornada
Agora, trataremos sobre o intervalo de almoço e janta do 
empregado, sendo que em qualquer trabalho contínuo, cuja 
duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão 
de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, 
no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou 
contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 
(duas) horas. Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, 
será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) 
minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas 
(§ 1º e caput do Artigo 71 da CLT).
Ainda, os intervalos de descanso não serão computados 
na duração do trabalho (§ 2º do Artigo 71 da CLT), ou seja, 
o empregado trabalha 8h diárias, sendo, por exemplo, 4h 
diária + 1h de intervalo + 4h diária. 
O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição 
poderá ser reduzido, por ato do Ministro do Trabalho, 
Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço de Alimentação 
de Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende 
integralmente às exigências concernentes à organização dos 
refeitórios, e quando os respectivos empregados não estiverem 
sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares (§ 
3º do Artigo 71 da CLT).
Figura 9 
Fonte: https://m.facebook.com/cnj.oficial/photos/de-acordo-o-art-71-
da-consolida%C3%A7%C3%A3o-das-leis-do-trabalho-clt-em-qualquer-
trabalho/1061985077207585/.Acesso em: 29 abr. 2022.
O intervalo poderá ser reduzido e/ou fracionado, 
quando compreendidos entre o término da primeira hora 
trabalhada e o início da última hora trabalhada, desde que 
previsto em convenção ou acordo coletivo de trabalho, 
ante a natureza do serviço e em virtude das condições especiais 
de trabalho a que são submetidos estritamente os motoristas, 
cobradores, fiscalização de campo e afins, nos serviços de 
operação de veículos rodoviários, empregados no setor de 
transporte coletivo de passageiros, mantida a remuneração e 
concedidos intervalos para descanso menores ao final de cada 
viagem (§ 5º do Artigo 71 da CLT).
Nos serviços permanentes de mecanografia 
(datilografia, escrituração ou cálculo), a cada período de 90 
(noventa) minutos de trabalho consecutivo corresponderá 
um repouso de 10 (dez) minutos não deduzidos da duração 
normal de trabalho (Artigo 72 da CLT).
A não concessão ou a concessão parcial do 
intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, 
a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de 
natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com 
acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da 
remuneração da hora normal de trabalho (§ 4º do Artigo 71 
da CLT).
Retomando a aula
Chegamos, assim, ao final de nossa aula. Espera-se 
que agora tenha ficado mais claro o entendimento 
de vocês sobre a duração do trabalho e descanso. 
Vamos, então, recordar? 
1 - Da duração do trabalho
Nesta seção, vimos que a jornada legal é de 8h diárias e 
44h semanais. Assim, é possível compreender que, em regra, 
todas as profissões têm jornada de trabalho. Desse modo, 
entendemos que tal reflexão é importante dentro do âmbito 
da empresa. Lembrando que a empresa poderá contratar 
empregados em jornada parcial. No mais, existem profissões 
com jornada diferenciadas. 
2 - Dos períodos de descanso
Nesta seção, vimos que o empregado tem um período 
legal de descanso como, por exemplo, sendo de 1h. Assim, é 
possível compreender que o descanso serve para o empregado 
recuperar as suas energias. Desse modo, entendemos que tal 
reflexão é importante porque o empregador, obrigatoriamente, 
tem que conceder o intervalo para o empregado descansar 
dentro e fora das jornadas de trabalho. 
37
Vale a pena
MARTINEZ, Luciano. Curso de Direito do Trabalho. 11 
ed. São Paulo: Saraiva, 2020. [Minha Biblioteca].
Vale a pena ler
BRASIL. Consolidação das Leis Trabalhistas. Promulgada 
em 1º de maio de 1943. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso 
em: 5. abr. 2022.
Vale a pena acessar
A relação de trabalho no Brasil. Disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=GeKs6rjffA0. Acesso em: 5. 
abr. 2022.
Documentário: História do Direito do Trabalho.
Controle de Jornada. Disponível em: https://www.tst.
jus.br/web/guest/noticia-destaque-visualizacao/-/asset_publisher/89Dk/content/id/24798063. Acesso em: 5. abr. 
2022.
Vale a pena assistir
Minhas anotações

Mais conteúdos dessa disciplina