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RECREAÇÃO E LAZER 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Marcos Ruiz da Silva 
 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
A capacidade de se divertir, de realizar atividades pelo simples prazer de 
diversão, não é prerrogativa do ser humano; o animal também tem experiências 
lúdicas. No entanto, existem questões muito distintas entre a diversão de um 
cachorro, por exemplo, e a de um ser humano. 
A fruição das experiências prazerosas dos seres humanos é construída 
sócio-historicamente e, à medida que a sociedade se transforma, elas ficam mais 
complexas. Fatores como etnia, classe social, sexo, influência do meio, entre 
outros, compõem um conjunto de variáveis que, de certa forma, determinam 
como o indivíduo se diverte. 
Acreditamos que é complexo realizar julgamento prévio sobre a 
possibilidade de alguém se divertir com alguma atividade. Considere uma família 
que resolve participar de um programa recreativo e encontra uma programação 
com atividades em desacordo com suas referências morais e éticas. Para eles, 
se a atividade proposta for considerada imprópria, comprometerá sua 
experiência. De outra forma, o lazer e a recreação desenvolvem um estilo de 
vida intimamente ligado ao universo da ludicidade. Para isso, é preciso pensar 
em políticas públicas de lazer que deem condições de acesso aos mais diversos 
grupos sociais. 
Nesta aula, veremos como recreação e lazer se relacionam com o aspecto 
educativo do ser humano, além da influência das políticas públicas de lazer na 
vida das pessoas, da gestão das experiências de lazer e da íntima relação entre 
qualidade de vida e lazer. 
Boa leitura! 
TEMA 1 – EDUCAÇÃO PARA E PELO LAZER 
O duplo aspecto educativo do lazer – educação para e pelo lazer – não é 
um assunto recente. Dumazedier (1980) já tratava desse assunto na década de 
1970. Outros autores, como Marcellino (1990), trataram do mesmo tema na 
década de 1990; é um assunto recorrente na pedagogia. 
O lazer, como instrumento ou veículo de educação, é analisado sob a 
ótica da “educação para o lazer”. Nesse sentido, é considerado um espaço 
educativo que oferece às pessoas condições para informalmente ampliar seu 
 
 
3 
universo cultural. É com suas diversas vivências – sociais e culturais – que o 
indivíduo tem contato com práticas – praticar esportes, assistir a filmes, visitar 
exposições de arte e museus, participar de festas e confraternizações, viajar, ler 
um livro, ir a um espetáculo teatral – que o estimulam a usufruir de seu tempo 
livre e conviver com outras pessoas e ocupações diversas. 
Ainda sob a perspectiva da educação pelo lazer, o indivíduo é capaz de 
assimilar conhecimentos, adquirir competências e habilidades que serão 
convenientes para outras dimensões de sua vida social, como estudos e 
trabalho. 
Sobre educação para o lazer – lazer como objeto de educação –, as 
pessoas podem ser “educadas” para explorar seu tempo livre – ou disponível – 
de diversas formas. Todas as instituições sociais podem contribuir para 
despertar no indivíduo o interesse em assistir a uma ópera, ler um livro, jogar 
bola com os amigos, apreciar um pôr do sol, entre outras experiências. 
Pensando particularmente na escola, uma educação para o lazer pode 
surgir com estratégias, nas distintas disciplinas, que aproximem o conteúdo da 
vida cotidiana do aluno, fazendo os conhecimentos adquiridos estimulá-lo a um 
lazer mais consciente. O duplo aspecto educativo do lazer consiste numa forma 
equilibrada, para que o indivíduo adquira atitudes, valores e conhecimentos – a 
“arte de viver”. O ser humano não é educado somente para o trabalho, mas para 
as demais esferas de sua vida também. 
No entanto, Marcellino (2010) nos alerta sobre o que ele considera 
essencial para o indivíduo desenvolver suas oportunidades de lazer. Para o 
autor, os programas recreativos precisam de estratégias que levem as pessoas 
a romper com a visão conformista de mundo para uma visão crítica e criativa. 
Ao falarmos do duplo aspecto educativo do lazer, acreditamos que o 
processo de o indivíduo melhorar sua vida cotidiana – lazer, trabalho, educação 
– ocorre informalmente e, de certa forma, de maneira espontânea. Não 
consideramos a proposta de um “pedagogismo do lazer”, que seria a reprodução 
de uma prática muito próxima da escolar, mas de ações planejadas, conscientes, 
levando o indivíduo a descobertas no seu tempo livre. 
Acreditamos que um indivíduo que vai ao estádio assistir a um jogo de 
futebol ou a um show, ou ainda visita o museu ou uma exposição de artes, pode 
 
 
4 
ser absorvido por uma dimensão educativa sem uma ação rigorosamente 
dirigida. 
TEMA 2 – DIMENSÕES EDUCATIVAS DA RECREAÇÃO 
Conversamos sobre o duplo aspecto educativo do lazer no tópico anterior. 
Agora, vamos falar sobre o que alguns autores chamam de dimensões 
educativas da recreação. Para Pimentel (2003), ao contrário do lazer, no qual a 
apreensão do conhecimento é informal, na recreação esse conhecimento é 
adquirido por um movimento dirigido. Nesse caso, para o autor, a participação 
do profissional – chamado por ele de recreador – é essencial, porque conduz as 
atividades devidamente planejadas para alcançar determinadas finalidades. 
Com esse raciocínio, o autor apresenta diferentes ramos da recreação, 
como recreação hospitalar, empresarial, hoteleira, escolar, ecológica, 
terapêutica e fitness, afirmando que, para cada uma dessas áreas, 
aprofundamentos e conhecimentos específicos são necessários. 
Existem vários preconceitos em relação aos ramos da recreação; isso 
acontece pela complexidade do tema. Ainda existe o velho pensamento de que, 
para atuar com recreação, é necessário ao profissional apenas ser “divertido e 
desinibido”. Marcellino et al. (2007) criticam a atuação dos recreadores e afirmam 
que o modo de trabalho deles reproduz a ideia de “bobo da corte”. Para os 
autores, a atuação profissional muitas vezes fomenta o consumo puro e simples 
de atividades e estimula uma participação conformista. 
Vejamos agora algumas orientações de como a recreação pode ser 
educativa. Para Waichmann (2004), enquanto atividade lúdica dirigida, a 
recreação pode acolher três dimensões sociais predominantes, que não podem 
ser comparadas como melhores ou piores – isso dependerá do propósito 
pensado para cada recreação. 
A primeira dimensão é o recreacionismo: a recreação voltada para a 
diversão, sem nenhum outro propósito, senão o prazer de ter participado de algo. 
Neste caso, o aspecto educativo da recreação é indireto, restrito a aprendido 
espontaneamente pela própria experiência. Em outras palavras, não é 
intencional. 
A segunda dimensão é a animação sociocultural, cuja proposta é dirigir 
as atividades com caráter lúdico para melhorar a mobilização de determinada 
 
 
5 
comunidade sobre seus problemas sociais. Seu objetivo é sensibilizar as 
pessoas para questões sociais e mudanças da realidade. Podemos dizer que ela 
atua de forma indireta. 
A terceira dimensão é a recreação educativa, que trata especificamente 
de ações educativas complementares na escola. Waichmann (2005) destaca 
que essa dimensão também é encontrada no campo não formal de atividades 
lúdicas em colônias de férias, gincanas, excursões, acampamentos, entre 
outras. As ações são desenvolvidas com intencionalidades, agregando valores 
e significados às brincadeiras e jogos. 
O princípio fundamental na recreação educativa é similar ao princípio do 
duplo aspecto educativo do lazer; ambas são elaboradas para que o indivíduo 
consiga transformar seu tempo livre num espaço de descobertas, gerando 
autonomia. Apesar de a recreação educativa se fundamentar na organização e 
direção da atividade por um profissional, Moyles (2002) nos alerta sobre 
cuidados que devemos ter sobre o excesso de atividades dirigidas. Segundo a 
autora, esse possível excesso na direção e na rigidez pode inibir o processo 
criativo. 
Uma sugestão metodológicapara a intervenção profissional é o método 
de exploração. Com ele os indivíduos são encorajados a explorar e fazer as 
experiências sem um modelo ou forma-padrão. Um bom exemplo seria a 
atividade com bexigas, na qual o recreador solicita preliminarmente que as 
pessoas explorem as mais diversas possibilidades de movimento do objeto – 
sem uma forma “correta” de brincar com elas. 
TEMA 3 – POLÍTICA PÚBLICA DE LAZER 
Vamos considerar, nessa temática, política pública como um meio 
institucionalizado que procura garantir os direitos do cidadão. Podemos aceitar 
a ideia de que política pública é a gestão do que é comum a todos, principalmente 
a respeito da vida em sociedade. Elas garantem o acesso das pessoas a direitos 
básicos, como saúde, educação e lazer. 
Para Prates e Prates (2005), políticas públicas são um conjunto de 
estratégias que dizem respeito ao âmbito da reprodução e redistribuição do 
consumo social, com o objetivo de produzir bens e serviços garantidos a todos 
de forma universal e igualitária. 
 
 
6 
Uma política pública de lazer é realizada em etapas e níveis. No primeiro 
nível, encontramos teorias, consensos e manifestos, oriundos de instituições que 
justificam por que o lazer deve fazer parte de uma política de Estado, 
identificando problemas que afligem a sociedade e estão ligados ao direito ao 
lazer. 
As políticas públicas de lazer no Brasil surgiram no século XX de forma 
gradativa, diante da pressão popular concomitante ao reconhecimento de leis 
sociais que garantissem benefícios às pessoas, como férias remuneradas, 
direito ao descanso semanal, feriados, construção de espaços públicos para 
recreação, entre outras iniciativas – seja do governo federal, estadual ou 
municipal. 
Uma contribuição de Marcellino (2001) para entendermos políticas 
públicas para o lazer diz respeito à forma como elas devem ser avaliadas – sob 
três aspectos: concepção de lazer dos gestores, formação dos agentes e 
intersetorialidade das ações. 
Em relação ao primeiro aspecto, Mascarenhas (2003) complementa o 
raciocínio de Marcellino (2002) e diz que a concepção de lazer dos gestores 
públicos deve superar a visão funcionalista que restringe o lazer à função de 
descanso e divertimento. Para Mascarenhas (2003), essa forma de enxergar o 
lazer restringe sua possibilidade como direito social. 
Para Marcellino (2001), o segundo aspecto compromete o 
desenvolvimento de uma política pública de lazer (formação do quadro de 
profissionais), uma das maiores dificuldades para implementar políticas públicas, 
porque existem disputas internas entre funcionários, ausência de cargos e 
funções bem definidas. O autor reforça ainda a incapacidade técnica dos 
profissionais, que contribuem para degradar as ações desenvolvidas pelo 
Estado. 
Sobre a intersetorialidade das ações, Marcellino (2001) afirma que as 
ações de planejamento devem ser elaboradas coletivamente pelos diversos 
setores da administração pública, o que deve acontecer com a participação de 
entidades que representem os interesses da sociedade. 
Apesar de várias conquistas sociais e do direito ao lazer das pessoas no 
último século, algumas políticas públicas o utilizaram como instrumento de 
dominação para controlar seu tempo livre. Sob o discurso de que “manter um 
 
 
7 
corpo sadio requer uma mente sadia”, a promoção de atividades no lazer das 
pessoas tinha como objetivo preparar o cidadão para enfrentar as incansáveis 
jornadas de trabalho (Porter, 1992). 
Dessa forma, o que poderia ser compreendido apenas como conquista 
legítima do trabalhador também foi alvo do interesse de classes dominantes 
como instrumento de dominação. 
TEMA 4 – GESTÃO ESTRATÉGICA DAS EXPERIÊNCIAS DE LAZER 
Quem administra os espaços e serviços de lazer costuma ser chamado 
de administrador ou gestor. Considerando que nossa discussão não estabelece 
parâmetros conceituais, para este trabalho adotaremos ambos como sinônimos. 
É comum associarmos gestor a adjetivos como liderança, que julgamos 
ser uma qualidade desejável a esse profissional. De modo geral, o gestor é o 
líder que motiva e desenvolve sua equipe, procurando atingir metas. Apesar de 
a liderança ser uma competência indispensável para um gestor, ele também tem 
a responsabilidade de cumprir diversas tarefas, subordinadas a quatro funções 
fundamentais: planejamento, organização, execução e avaliação, conforme a 
Figura 1: 
Figura 1 – Funções de um gestor 
 
Organizar: 
pessoas, tempo, 
espaço, tarefas, 
recursos
Executar: liderarAvaliar: 
resultados, 
ações corretivas
Planejar: definir 
objetivos
 
 
8 
O objetivo da Figura 1 é didático; em determinado momento da rotina de 
um gestor, apesar de uma ou outra função predominar, todas elas são 
concomitantes, e cada função apresenta características específicas. Por 
exemplo, o planejamento se dá quando o gestor define os objetivos a serem 
alcançados com algum projeto a ser executado. Na função de organizar, estão 
as diversas tarefas relacionadas à organização das pessoas – distribuir tarefas 
e responsabilidades –, o tempo disponível para executar as tarefas ou cumprir 
as metas, organizar o espaço de trabalho, as tarefas e as rotinas, além dos 
recursos disponíveis, sejam eles físicos, materiais ou financeiros. 
Na função de executar, encontramos de forma mais acentuada a ação de 
liderança, frente à equipe, no cumprimento das tarefas e objetivos de um setor, 
departamento ou mesmo uma empresa. Quanto à função de avaliar, vemos a 
tarefa de controlar os resultados alcançados e, quando necessário, tomar 
medidas corretivas. 
 Pimentel (2008, p. 2) corrobora com nosso pensamento quando afirma 
que a gestão no campo do lazer envolve 
um conjunto de tarefas que procuram garantir a política na prática. Ao 
gestor compete interpretar a política e dar direcionamentos 
instrumentais para que ela ocorra de forma eficaz. Isso significa 
desenvolver planos estratégicos e operacionais, por meio de 
planejamento, organização, liderança e avaliação do processo e dos 
resultados. 
O termo política mencionado não se restringe às políticas públicas. Todas 
as instituições são concebidas sob suas políticas internas. Isso define a forma, 
o conteúdo, o público, entre outras questões que norteiam a vida da empresa, 
seja ela pública, privada ou do terceiro setor. 
TEMA 5 – LAZER E QUALIDADE DE VIDA 
Vamos falar de um tema que, embora comum, é sujeito a várias 
interpretações. Em geral, a noção de qualidade de vida depende de cada 
pessoa, conforme suas referências culturais, ambientais e o modo muito 
particular de como ela se relaciona com a vida. A título de exemplo, duas 
pessoas que moram na mesma região podem ter interpretações distintas sobre 
a qualidade de vida a respeito de questões climáticas. Uma pessoa pode se 
sentir ótima no calor, e outra pode se sentir muito mal pelo mesmo motivo. 
 
 
9 
Para interpretarmos esse objeto de estudo, julgamos adequada a 
orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o que é qualidade 
de vida. Para eles, trata-se de uma percepção subjetiva em relação à presença 
de aspectos positivos e, consequentemente, ausência de aspectos negativos 
que resultam no bem-estar, ambos ligados ao contexto cultural e ao sistema de 
valores em que o indivíduo está inserido, atrelando-se ainda aos objetivos e 
expectativas de cada um (OMS, 1995). 
O sentido atribuído à qualidade de vida depende da percepção do 
indivíduo sobre diferentes dimensões (ou domínios), conforme o Quadro 1: 
Quadro 1 – Dimensões da qualidade de vida 
Domínios Características gerais 
Saúde física Dor e desconforto, energia e fadiga, sono e repouso. 
Saúde mental Sentimentos positivos, pensar, aprender, memória e 
concentração, autoestima, imagem corporal e aparência, 
sentimentos negativos. 
Independência Mobilidade, atividade da vida cotidiana, dependência de 
medicação ou tratamento, capacidade de trabalho. 
Relaçõessociais Relações pessoais, suporte social, atividade sexual. 
Meio ambiente Segurança física e proteção, ambiente no lar, recursos 
financeiros, cuidados de saúde e sociais disponíveis e de 
qualidade, oportunidade de adquirir novas informações e 
habilidades, participação em oportunidade de recreação e 
lazer, ambiente físico (poluição, ruído, trânsito, clima, 
transporte). 
Aspectos 
espirituais/religião/crenças 
pessoais 
Espiritualidade, religiosidade, crenças pessoais. 
Fonte: OMS, 1995. 
A aproximação entre lazer e qualidade de vida diz respeito à relevância 
da dimensão lúdica na vida das pessoas. A aquisição de hábitos cotidianos que 
permitam ao indivíduo adotar um estilo de vida ativo contribui para que ele amplie 
suas percepções sobre o próprio bem-estar. Por exemplo: participação em 
programas de exercício físico orientado; prática regular de atividades físicas de 
maneira informal, como caminhadas ou andar de bicicleta; envolvimento com 
 
 
10 
grupos sociais diversos em encontros ou festas; grupos de interesses 
específicos, como colecionadores; viajar, fazer passeios e excursões; assistir a 
espetáculos musicais e teatrais; visitar exposições de arte e museus; aprender 
a produzir artesanato e adquirir outras habilidades manuais, entre outras 
possibilidades. 
Não há um tipo de lazer específico que garanta ao indivíduo aspectos 
favoráveis à sua qualidade de vida. No entanto, a variação das experiências com 
diversas oportunidades – sociais e culturais – pode despertar o interesse em 
novas experiências lúdicas. 
NA PRÁTICA 
Vamos levar em conta um processo no qual reconhecemos a relevância 
do duplo aspecto educativo do lazer, e que as oportunidades de lazer dos 
indivíduos atendem a diferentes dimensões ou domínios da qualidade de vida. 
Dessa forma, elabore uma planilha com sugestões de atividades em sintonia 
com as diferentes dimensões da qualidade de vida. Apresente também, de forma 
resumida, qual(is) fator(es) positivo(s) essa atividade pode mostrar ao indivíduo. 
Uma sugestão de resposta pode ser encontrada ao final deste material, 
após a seção Referências. 
FINALIZANDO 
No Tema 1, discutimos sobre o duplo aspecto educativo de lazer – 
educação para e pelo lazer –, e apontamos uma relação de influência entre as 
duas dimensões. Falamos sobre as dimensões educativas da recreação no 
Tema 2, apoiando-nos em Waichmann (2005), ao apresentar três dimensões de 
como conduzir atividades lúdicas dirigidas: o recreacionismo, cuja finalidade é 
somente a diversão das pessoas; a animação cultural, cujo propósito é a 
mobilização comunitária; e a recreação educativa, cujos princípios estão 
fundamentados na complementação das atividades escolares. 
No Tema 3, falamos sobre políticas públicas. Destacamos a observação 
de Marcellino (2001) sobre os parâmetros em que podemos nos apoiar para 
avaliar políticas públicas de lazer: concepção de lazer dos agentes, formação 
profissional e intersetorialidade. No Tema 4, falamos sobre a gestão 
 
 
11 
estratégica das experiências de lazer, e apresentamos uma compreensão sobre 
o que seria atividade de gestão, indicando as tarefas essenciais de um gestor. 
Para finalizar, no Tema 5, falamos sobre lazer e qualidade de vida. 
Destacamos que qualidade de vida é uma percepção subjetiva do indivíduo e 
depende do contexto em que se vive. Apresentamos também diferentes 
dimensões possíveis sobre esse conceito. 
 
 
 
12 
REFERÊNCIAS 
DUMAZEDIER, J. Valores e conteúdos culturais do lazer. São Paulo: Sesc, 
1980. 
MARCELLINO, N. C. Lazer e educação. 2. ed. Campinas: Papirus, 1990. 
_____. (Org.). Lazer e esporte: políticas públicas. 2. ed. Campinas: Autores 
Associados, 2001. 
MARCELLINO, N. C. et al (Org.). Políticas públicas de lazer: formação e 
desenvolvimento de pessoal. Curitiba: Opus, 2007. 
_____. Estudos do lazer: uma introdução. 3. ed. Campinas: Autores 
Associados, 2002. 
MASCARENHAS, F. Lazer como prática de Liberdade. Goiânia: UFG, 2003. 
MOYLES, R. J. Só brincar? O papel do brincar na educação infantil. Porto 
alegre: Artmed, 2002. 
OMS – Organização Mundial da Saúde. WHOQOL-100: versão em português. 
Porto Alegre: Grupo WHOQOL Brasil, 1995. Disponível em: 
<http://www.saudedireta.com.br/docsupload/1336473832WHOQOL-100.pdf>. 
Acesso em: 3 jun. 2020. 
PIMENTEL, G. G. A. Lazer: fundamentos, estratégias e atuação profissional. 
Jundiaí: Fontoura, 2003. 
PORTER, R. História do corpo. In: BURKE, P. (Org.). A escrita da história: 
novas perspectivas. São Paulo: Unesp, 1992. p. 291-326. 
_____. Formação acadêmica do gestor de lazer. In: ENCONTRO NACIONAL DE 
RECREAÇÃO E LAZER – GESTÃO DO LAZER: COMPETÊNCIAS E ATUAÇÃO 
MULTIPROFISSIONAL, 20., 2008, São Paulo. Anais… São Paulo: Sesi, 2008. 
p. 1-8. CD-ROM. 
PRATES, J. C.; PRATES, F. C. A contribuição da pesquisa para o 
desenvolvimento de políticas sociais pelo poder local. Textos & Contextos, 
Porto Alegre, v. 4, n. 1, p. 1-18, dez. 2005. Disponível em: 
<http://revistaseletronicas.pucrs.br/fass/ojs/index.php/fass/article/view/1005/785
>. Acesso em: 3 jun. 2020. 
 
 
13 
WAICHMANN, P. A. A respeito dos enfoques em recreação. Revista da 
Educação Física/UEM, Maringá, v. 15, n. 2, p. 22-31, 2004. 
 
 
 
14 
GABARITO 
Domínio da 
qualidade de vida 
Sugestão de atividades Objetivo 
Saúde física Exercício físico, prática de 
esportes 
Evitar o sedentarismo 
Saúde mental Leitura, quebra-cabeça, 
jogos intelectivos 
Estimular o exercício 
cerebral 
Independência Exercícios de ginásio, 
como alongamento e 
exercício resistido 
Condicionar o 
organismo para tarefas 
cotidianas 
Relações sociais Festas temáticas, passeios, 
dinâmicas de grupo, shows 
Fomentar o encontro 
entre diversas pessoas 
Meio ambiente Piquenique, caminhada no 
bosque, plantio de horta 
Aproximar a pessoa da 
natureza 
Aspectos 
espirituais/religião/crenças 
pessoais 
Meditação, ioga, tai chi Transcendência 
Esse exercício tem como propósito ampliar o repertório quando 
planejamos uma programação de lazer e visualizar como as atividades podem 
trazer contribuições para as pessoas. Existem diversas outras sugestões de 
atividades e fatores positivos que podemos atingir.

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