Prévia do material em texto
ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA AULA xx - RODRIGO NUNES 06/04/2022 LOMBALGIA E TUMORES CASO CLÍNICO • Paciente feminino, 75 anos com dor lombar há 2 anos. Refere piora importante há 1 semana. • Refere início insidioso e progressivo, com piora aos movimentos e ortostase. • Melhora ao deitar-se. Quais outros dados poderiam contribuir na anamnese?? Frequência, irradiação, intensidade, qualidade. Nega Febre, perda de peso, alterações urinarias, irradiação para MMII e diminuição da força ou parestesias. Vale a pena perguntar se irradia para os MMII, se tem histórico de queda ou cirurgia, diminuição de força, parestesias relacionadas à compressão e perguntar sobre sintomas associados. Perguntar também sobre a perda de peso para afastar causas que consumam a paciente como infecção e tumor. Perguntar também sobre alteração urinária para afastar uma infecção do trato urinário, pielonefrite, síndrome da cauda equina (incontinência urinária + fecal frequentemente) – normalmente, essa síndrome é uma emergência, muitas vezes súbita com necessidade cirúrgica imediata. ANAMNESE LOMBALGIA EXAME FÍSICO Para avaliar dor lombar no exame físico, é importante que: • Inspeção estática: o Marcados anatômicos: T6 na altura da escapula. o Busca por de assimetrias o Triangulo de Talhe: quando se coloca o paciente em ortostase para o examinador e vê se a simetria do membro com a região da cintura. Se um lado é diferente do outro, esse triangulo está assimétrico indicando uma escoliose. o Teste de Adams: pede-se para o paciente fazer a flexão do tronco, sem dobrar o joelho e observa-se os marcos anatômicos: espinhas ilíacas posteriores, processos espinhos da vertebra, angulação. o Se houver formação de giba assimétrica – significa que o gradil costal está se desviando mais pra um lado que pro outro. Se +, paciente tem escoliose. o Avaliar os eixos da coluna: altura do ombro, triângulo de talhe (na assimetria desse triângulo formado entre o MMSS e a silhueta da nossa cintura), já começamos a suspeitar de escoliose: desvio coronal. • Palpação: o Marcos anatômicos: § C6-C7 no occipto. § T3 na altura do processo espinhoso da escapula. § T6-T7 no ângulo inferior da escapula. § L4 na altura da borda. o TESTE DE BLUMBERG: positivo se dor à descompressão brusca indicando reatividade peritoneal. Irritabilidade abdominal que pode ser confundida com dorsalgia. o TESTE DE GIORDANO: punho percussão da região do flanco que avalia se existe uma inflamação da capsula renal. Se tiver dor é positivo. Preditor positivo de pielonefrite (cápsula do rim). Lembrar do occipito, da protuberância occipital, os processos transversos que são mais proeminentes (C7, principalmente, que é a vértebra mais proeminente de todas). L4 fica na altura da borda da crista ilíaca. Lembrar da borda inferior da escápula. Lembrar dos marcos anatômicos. • Testes especiais o LASEGUE: elevação passiva do membro, descrita a partir de um quadro de alteração sensitiva ou dor com o grau de elevação do membro. Resposta relacionada a sensibilidade. o Testes neurológicos habituais; o Avaliação de MIOTOMOS (músculos autonomicamente inervados por uma determinada raiz), DERMATOMOS (mesmo que o miotomo só que da parte sensitiva), arcos reflexos (ex: reflexo patelar). o DERMÁTOMOS: cervical, torácico, lombar e sacrais, principalmente os cervicais e lombares pra saber quais nervos espinhais podem estar envolvidos. o Reflexo patelar, calcâneo, braquio estilorradial. Existem vários arcos reflexos que podem ser testados a fim de detectar se existe hiper ou hiporreflexia. ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA AULA xx - RODRIGO NUNES 06/04/2022 EXAMES COMPLEMENTARES RADIOGRAFIA Ao localizar o segmento específico dar dor, pedir RX sempre em dois planos no mínimo. Imagem 1: Artrose – possível ver os osteófitos marginais (seta), redução de espaço de alguns discos – redução bem evidente entre L5 e S1 (parte mais esbranquiçada). Imagem 2: possível ver osteófitos também – parte mais proeminente. • Indicações para pedir radiografia: o Idade maior que 50 anos; o Trauma; o Déficit neuromuscular; o Perda de peso; o Suspeita de espondilite anquilosante – artrite inflamatória; o Abuso de drogas e álcool; o História de neoplasia; o Uso de corticoide; o Hipertermia maior que 37,8 °; o Segunda consulta em menos de um mês sem melhora. • Geralmente pedida em dois planos, incluindo a transição toraco-lombar e a lombosacral. o Normal: espaços intervertebrais e altura preservada, sem desvio de eixo. o Artrose: osteofitos marginais, redução de espaço intervertebral, formação de bordas, fusão das vertebras. § Bico de papagaio são justamente os osteofitos formados nas vertebras. SINDROMES DOLOROSAS DA COLUNA • Síndrome dolorosa miofascial – relacionada a um quadro psicológico; • Dor discogênica: inflamação do ângulo do disco. • Artrose facetaria: sobrecarga das facetas articulares que culminam com desgaste e dor, ocorre degeneração da articulação. Para aliviar a dor, é necessário infiltração da faceta. • Estenose lombar: obliteração do espaço da raiz ou do canal por conta de complexo do disco fibrosos junto com um processo osteofitário, ou abaulamento de disco ou escorregamento da vertebra (espondilolistese). • Hérnia de disco; • Também pode causar e o que mais deixa em alerta: SÍNDROME DA CAUDA EQUINA e ainda infecções, tumores e dores referidas. • *A cauda equina fica abaixo do L1. SÍNDROME DA CAUDA EQUINA • É uma emergência ortopédica – essa pessoa precisa de uma abordagem imediata para descomprimir essa medula. • Paciente chega com incontinência fecal, incontinência urinária, dor lancinante, detecta no raio x alteração com desvio, que pode ter histórico de trauma. • A conduta ideal é encaminhar para um especialista em coluna para abordar de imediato podendo ter perda perene dessas funções. • O cone medular vai até L1 e abaixo de L1 há as eferências de raízes que formam o entremeado na coluna chamada de cauda equina. o Quando existe uma hérnia em L4 e L5, não há uma compressão da medula propriamente dita e sim, as raízes da medula. o A síndrome da cauda equina é justamente um quadro agudo em que algo oblitera as raízes que compõem a cauda equina e, portanto, inervam o quadro inferior como o todo. • O quadro clínico será dor intensa, anestesia em sela, plegia súbita, paraparesia de membros inferiores, alteração de força, sensibilidade, perda do controle esfincteriana. É importante saber as funções das raízes para, a partir dos sintomas e funções, saber o nível da lesão. ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA AULA xx - RODRIGO NUNES 06/04/2022 Na imagem: até L1 tem o cone medular. De L1 pra baixo, tem a cauda equina. Vale ressaltar que o nervo sempre sai da vértebra acima (entre D9 e D10, sai D9. Entre D10 e D11, sai D10 e assim por diante). Então, se fala que está saindo entre L4-L5, já sabemos que está comprimindo L4, claro que de L4 pra baixo. Na imagem, vemos a região cortical envolvendo o osso esponjoso, isso ocorre para podermos suportar a carga. É importante lembrar das estruturas, de como o disco é formado, do anel fibroso que envolve o núcleo pulposo que tem uma constituição gelatinosa que confere um poder de resiliência. ESTRUTURA LIGAMENTAR → Ligamento longitudinal anterior e posterior, interespinhosos. Importante para fazer o diagnóstico diferencial de artrose facetária que pode acabar gerando dor (imagem da direita). É possível ver também o disco afilado, sobrecarregando a faceta que, consequentemente, gera artrose que sobrecarrega o disco – é um ciclo vicioso. Se existe artrose facetária, provavelmente tem um disco afilado ali que perdeu altura. CASO CLÍNICO 2 Paciente de 56 anos, com dor lombar há 12 dias. Refere início insidioso e progressivo, com piora aos movimentos. Nos últimos 5 dias, iniciouirradiação da dor para os membros inferiores associada com parestesias (formigamento). Pouca melhora com analgésicos. Rx: pouco claro; RNM: Degeneração discal evidente – escurecida sem a porção mais acinzentada. Desidratação entre L3-L4, L4-L5 (seta), além de uma proeminência (parte esbranquiçada do lado da seta). • Degeneração discal é indicada em 35% dos casos entre 20-39 anos. E 100% acima de 50 anos; o Isso significa que há um ponto de fragilidade, principalmente com a postura inadequada, sendo necessário mudanças de hábitos de vida. • CLÍNICA = IMAGEM. O importante é a clínica falar e a imagem confirmar. Não adianta cada uma dizer uma coisa. Tem que ter uma associação clínico-radiográfica: tem que saber fazer o direcionamento do exame complementar. se a imagem está com várias degenerações, mas a clínica está bem – não é definida bem como doença, mas sim com medidas preventivas. • Parece ser algo compressivo, tem uma localização neurológica, tem irradiação pra MMII, parestesias. • Redução de espaço entre L4 e L5; um pouco de osteófito marginal. TUMORES ÓSSEOS: METÁSTASES • Na 1ª imagem: já há uma radiolucência de T12. ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA AULA xx - RODRIGO NUNES 06/04/2022 • Na 2ª imagem em um perfil mais detalhado observamos uma fratura. • RX: apagamento da vertebra/ imagem lítica – existe algo que está corroendo aquela vertebra. Em perfil, já há fratura patológica, por isso deve-se afastar a possibilidade de implante secundário desse tumor na coluna. Em um paciente de 56 anos que, aparentemente, não tem osteopenia radiográfica grave, essa fratura deixa em alerta: o que causou? Um trauma de alta energia? Se não, um processo expansivo chama muita atenção. • Metástase: sugere um implante secundário. A radiografia e RNM de coluna lombar tem que estar incluindo as vértebras distais do segmento torácico. CASO CLÍNICO 3 Paciente feminina, 52 anos, queixa de dor lombar há 30 dias sem trauma que piora com a deambulação. Nega febre ou sintomas sistêmicos. Antecedentes Médicos: HAS controlada. Neoplasia de mama operada há 2 anos. • Exame físico: paciente em BEG, eupneica; • Marcha com pequena diminuição da fase de apoio do membro inferior direito. • Sem deformidades. Dor em flexão e rotação do membro do quadril. ATENÇÃO: PACIENTE TEVE NEOPLASIA DA MAMA. ACENDE O ALERTA! • 52 anos, piora ao deambular, sem trauma, sem febre, sem sintomas sistêmicos, operada de neoplasia de mama. • Conduta → solicitar raio x. RX: Lesão lítica do fêmur (cabeça, principalmente) do lado direito da paciente, lesões múltiplas, mal delimitada, invadindo a cartilagem. TC IMAGEM DO LADO ESQUERDO: lesão bem delimitada na cabeça, epífise do fêmur. Lado direito: lesão bem delimitada na tíbia proximal. CASO CLÍNICO 4 Paciente feminina, 60 anos, queixa de dor em quadril direito há 45 dias sem trauma que piora com a deambulação. Nega febre ou sintomas sistêmicos. Antecedentes Médicos - HAS controlada. Neoplasia de mama operada há 2 anos. Exame físico: paciente em BEG, eupneica, marcha com pequena diminuição da fase de apoio do membro inferior direito (marcha claudicante). Sem deformidades. Dor em flexão e rotação do membro do quadril. • RX: no fêmur proximal imagem lítica irregular, o que é um alerta de lesão tumoral. LESÕES NO RX • Lesões bem delimitadas tendem a ser defeitos corticais benignos. SINAIS DE AGRESSIVIDADE RADIOGRÁFICA (Não necessariamente só tumores malignos serão agressivos) • Imagens múltiplas erosivas sem respeito a cortical; • Lesões múltiplas; • Margens mal delimitadas; • Erosão ou destruição da cortical; • Reação periosteal; • Extensão para partes moles. LESÃO LÍTICA • É absortiva, mostra uma absorção óssea como se o osso estivesse apagado. • O osteoclasto é que faz lise óssea gerando a lesão lítica. ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA AULA xx - RODRIGO NUNES 06/04/2022 LESÃO BLÁSTICA • Depósito de osso. Osso fica igual a giz. • É um osso muito duro, porém frágil porque ele não é flexível = osteopetrose. • Muito rico em matriz mineral, mas perde matriz orgânica que da flexibilidade ao osso. • O osteoblasto é que faz a formação de osso, gerando a lesão blástica. FRATURA PATOLÓGICA • Paciente sofreu uma queda de baixa energia. • Lesão lítica ou blástica que fragilizou a cortical a ponto de causar uma fratura patológica. o Qualquer situação que reduza a resistência mecânica do osso, como por exemplo osteoporose, pode causar fratura patológica. CINTILOGRAFIA ÓSSEA • Serve para avaliar a extensão dessas lesões; o Hipercaptação maior na região do centro proximal, indicando onde está acometido na imagem. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA • Imagem de sítio de reabsorção do osso, com invasão de partes moles, o que é um indico de malignidade. • Lesões múltiplas em todo fêmur proximal aparentando lesão lítica (lado direto). • CONDUTA → Pedir biópsia. BIOPSIA • É indicada nessas situações; • A coleta é feita com essas tefinas. CRITÉRIOS MIRELS • Utilizado para, quando for avaliar um paciente com tumor e fragilidade, decidir se vai fazer fixação ou não. • Por exemplo: o paciente tem uma fratura ou ainda não tem fratura evidente (mas tem fragilidade) mas tem dor: fixar o osso ou não? Vai saber por esse critério. Usa-se: membro superior, inferior e peritrocantérica. São avaliados: local, dor, lesão e o tamanho da lesão. Se a dor ou função >9: alto risco de fratura. Se <7: baixo risco de fratura. A PARTIR DE 9, FIXA PROFILATICAMENTE PRA EVITAR QUE HAJA FRATURA NO SÍTIO ONDE ELE TEM UM TUMOR DETECTADO E HÁ RISCO DE FRATURA. • Além disso, a conduta vai depender se é um tumor metastático ou primário. • Se implante for primário, o critério é diferente. Se você faz todo o screening e vê que é uma lesão primária: trata o tumor. • Lesão metastática, recidiva de tumor: fixação profilática. • Quando a lesão é de implante secundário, ou seja, quando ela é decorrente de um tumor de outro lugar que não o osso deve se analisar a lesão, pois ela pode causar risco de fratura. o Se houver esse risco, pode ou não indicar fixação profilática daquele segmento acometido. • Se o score for maior ou igual a 9, há um risco eminente de fratura – necessita fixar; • Se for um score menor que 9, não é necessário fixar. • Sempre fixar para articulação de implante secundário. ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA AULA xx - RODRIGO NUNES 06/04/2022 Mirels: fêmur 2, dor 2, lítica 3, mais de 2/3 da circunferência óssea 3 – score 10 – fixação para trazer conforto e evitar complicações inerentes a uma fratura patológica. Mirels: lesão lítica 3, membro inferior 2, fêmur proximal 3, lesão lítica 3, comprometimento de mais de 2/3 da circunferência óssea 3 – score 13 – fixação profilática para que além da lesão, não haja fratura. • Geralmente são pacientes que com implante secundário tem quadro terminal, por isso a fixação visa dar conforto para o paciente e evitar dor. MIELOMA MÚLTIPLO • Como o osso também é um órgão hematopoetico, é um tumor de origem óssea, plasmocitoma. • Causa imagens líticas múltiplas no crânio, na pelve, aumentando o risco de fratura. • A ideia nesse caso, é tratar a lesão óssea, e não a fratura. Em vez de fazer fixação, se faz uma endoprótese (retira todo o segmento acometido pela lesão e implanta uma prótese – visa uma ressecção tumoral). • É um tumor plasmocítico com desenvolvimento irregular dos plasmócitos e tem repercussões ortopédicas. RX: pode encontrar esse granulado, cheio de bolinhas no crânio, gera suspeita de mieloma. • Tem um plasmocitoma, então começa a fragilização do osso porque vai tendo reabsorção pelos plasmócitos do osso. • Há repercussão sistêmica: renal, o sistema imunológico fica deteriorado. • A célula plasmática se volta contra o próprio organismo, gera essa fragilidade óssea que,muitas vezes, culmina com fratura. É UM TUMOR PRIMÁRIO DO OSSO – faz uma prótese: resseca a lesão completa e substitui por uma prótese – a abordagem dele é diferente de quando é metastático (pode fixar desde que confirme a metástase). O osso é um órgão hematopoiético e em casos de mieloma, tem que tratar a lesão. IMAGEM DE OSSOS INFILTRADOS POR MIELOMAS. Fratura de colo de fêmur → cirurgia para tratar o tumor (não tem cura por ser uma lesão completamente difusa), mas trata para trazer conforto e qualidade de vida ao paciente. Dependendo do estágio do mieloma (se é local ou se está difundido), as abordagens são distintas: 1. Se é local (só proximal, por exemplo), faz a ressecção e trata o tumor, coloca uma prótese com o intuito de tratar a lesão. Nesse caso da imagem acima, também faz uma prótese, mas com o intuito de tratar a fratura do colo do fêmur pra trazer conforto ao paciente – é um caso difuso. FRATURA DE QUADRIL CASO CLÍNICO 4: ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA AULA xx - RODRIGO NUNES 06/04/2022 Paciente feminina, 84 anos, trazida pelo SAMU por dor intensa no quadril direito há 1 hora após queda da própria altura. Refere que escorregou no tapete. Nega perda da consciência ou sintomas neurológicos. Antecedentes médicos: HAS e diabetes controlada. ROTAÇÃO DO MEMBRO: membro inferior está rodado. Fratura do fêmur proximal provavelmente. Se estiver rodado de maneira evidente como na foto, é uma fratura extracapsular. FRATURA INTRACAPSULAR: a rotação existe, mas é menor e o encurtamento também. Exemplo: colo do fêmur (idoso mais velho, normalmente). FRATURA EXTRACAPSULAR: rotação maior e maior encurtamento. Exemplo: região trocantérica (idoso mais jovem, normalmente) ou abaixo. FRATURA DE FÊMUR PROXIMAL NO IDOSO É UMA EMERGÊNCIA ORTOPÉDICA. LEMBRAR DA VASCULARIZAÇÃO DO FÊMUR PROXIMAL: tem a artéria circunflexa oriunda da femoral, ela é o principal vaso que nutre a cabeça do fêmur. Tem a artéria do ligamento redondo. FRATURA DO COLO DO FÊMUR • Costuma acontecer em idoso em queda da própria altura. Tem que saber distinguir uma da outra. As deformações nas fraturas subtrocantéricas costuman ser bem maiores, por isso que elas encurtam mais e rodam mais o membro. PREVENÇÃO • Tratamento de osteoporose; • Síndrome da fragilidade do idoso; • Atividade física: força motora e propriocepção; • Evitar quedas. TRATAR SINDROME DA FRAGILIDADE DO IDOSO: relacionada à sarcopenia, doenças crônicas, desregulação endócrina, inflamatória, metabólica e nutricional. Interessante fazer exercício, atividade de autonomia (andar, subir escada e se levantar da cadeira com qualidade). Quanto menos atividade física, mais sarcopenia. PREVENIR QUEDAS É MUITO IMPORTANTE!! Fratura colo, trans ou sub? Transtrocantérica: destacamento no trocanter. Conduta → tem que operar logo. Ideal: em até 24 horas – o mais rápido possível, porque quanto mais esse paciente idoso fica acamado, com dor, mais risco de ter complicações do idoso acamado como estase ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA AULA xx - RODRIGO NUNES 06/04/2022 venosa, estase vascular, risco de escara, de estase cerebral, pulmonar, edema pulmonar, cerebral, pneumonia etc. Operou, no dia seguinte, coloca o paciente pra deambular! Importante deambulação precoce.