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FRATURAS CONTENTS 1. Conceitos Básicos ..................................................... 3 2. Classificação das Fraturas ...................................... 7 3. Consolidação .............................................................11 4. Estabilidade no Tratamento das Fraturas ......19 5. Quadro Clínico ...........................................................23 6. Abordagem ................................................................24 7. Tipos de Imobilização .............................................26 8. Complicações ............................................................27 9. Fraturas Expostas ....................................................35 10. Fraturas da Fise de Crescimento ....................39 Referências Bibliograficas .........................................42 3FRATURAS 1. CONCEITOS BÁSICOS O conceito de fratura é a perda da continuidade óssea. Ou seja, qualquer perda de continuidade ós- sea, mesmo que não seja completa, é uma fratura! A B Figura 1. Fratura ou perda de continuidade óssea incompleta (A) e Fratura ou perda de continuidade óssea completa (B). Fonte: Adaptado de https://bit.ly/2VNxepX Geralmente as fraturas surgem atra- vés de traumas de alta energia. O osso, em condições normais, possui a habilidade de suportar cargas e ab- sorver essa energia. Caso haja um grande nível de energia associado ao trauma, o osso não consegue supor- tar e acaba sofrendo uma fratura. SE LIGA! Fraturas relacionadas a trau- mas de baixa energia devem acender um alerta sobre a possibilidade de fra- turas patológicas, ou seja, associadas a doenças ósseas, entre outras que cul- minam com a fragilidade óssea, como por exemplo a Osteoporose ou Lesões Tumorais. 4FRATURAS Fratura intertrocantérica do colo femoral Fratura proximal do Úmero Fratura do rádio distal ou fratura de Colles Fratura por compressão do corpo vertebral Figura 2. Fraturas tipicamente patológicas, associadas a Osteoporose. A osteoporose é uma doença que predomina na idade senil, cursando com fraturas típicas, como a fratura compressiva dos corpos vertebrais. Fonte: Adaptado de https://bit.ly/2O3i8bz As fraturas podem acometer a epífise do osso (região articular), metáfise ou na diáfise (corpo ósseo). 5FRATURAS Para cada tipo de energia aplicada ao osso, podemos observar tipos espe- cíficos de fratura relacionadas. For- ças angulares implicam em fraturas transversas ou oblíquas, forças de torção implicam em fratura em es- piral, forças de tração implicam em fratura por avulsão e forças com- pressivas implicam em fraturas de compressão. Epífise Lâmina epifisial Diáfise Metáfise Lâmina epifisial Epífise Figura 3. Anatomia e Crescimento do Osso Longo. O osso longo em processo de crescimento finalizado é composto pela epífise, lâmina epifisial (onde existia a cartilagem epifisial ou placas de crescimento), metáfise e diáfise (ou corpo do osso). Fonte: Adaptado de Anatomia Orientada para a Clínica, 6ª Ed., 2013) 6FRATURAS Forças Angulares Forças de Torção Forças de Compressão Fraturas transversas ou oblíquas Fraturas em Espiral Fraturas de Compressão Figura 4. Tipos de força e fraturas relacionadas. Fonte: Adaptado de UptoDate, 2020) MAPA MENTAL: FRATURA – CONCEITOS BÁSICOS Fratura Baixa Energia: Fraturas Patológicas? Completa Incompleta Forças angulares – Fraturas transversas ou oblíquas Forças de torção – Fraturas em espiral Forças de tração – Fraturas por avulsão Forças compressivas – Fraturas de compressão Traumas de alta energia Epífise, Metáfise ou Diáfise Perda de continuidade óssea Para cada tipo de força, determinado tipo de fratura 7FRATURAS 2. CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS Na Ortopedia, existem diversos tipos de classificação para as fraturas. De uma maneira geral, elas podem ser classificadas por seu traço, pelo com- prometimento articular e pelo com- prometimento de partes moles. De acordo com o traço da fratura ob- servado radiograficamente, podemos classifica-la em simples, quando há apenas um traço, sendo uma lesão única que realiza a transfixação de todo o osso. Caso sejam observados dois traços de fratura formando uma cunha, considera-se a fratura como em cunha. Por fim, quando ob- servam-se múltiplos traços de fratu- ra, com o osso fraturado em vários se- guimentos, podemos classificar esse tipo de fratura como cominutiva. Fratura em Cunha Fratura Simples Fratura Cominutiva Figura 5. Classificação da Fratura de acordo com traço. A fratura pode ser classificada como simples (apenas um tra- ço), em cunha (dois traços formando uma cunha) e cominutiva (multifragmentar). Fonte: UptoDate, 2020) Quanto ao comprometimento arti- cular da lesão, podemos ter fraturas intra-articulares ou extra-articula- res. Na primeira, pode-se observar a invasão do traço da fratura até na ar- ticulação e na segunda podemos ve- rificar que o traço fraturário não aco- mete a articulação. 8FRATURAS Por fim, de acordo com o compro- metimento de partes moles, uma fratura pode ser classificada como aberta ou fechada. Fraturas aber- tas, também chamada de expostas, são aquelas em que há o contato do foco da fratura com o meio externo, podendo culminar desde em lesões puntiformes até fraturas extensas, como no esmagamento. As fraturas fechadas, por outro lado, são aque- las em que não há contato do foco da fratura com o meio externo. A B Figura 6. Incidência radiográfica (A) e reconstrução tomográfica (B) demonstrando fratura intra-articular, com frag- mento ósseo desviado. Fonte: Adaptado de Rev Bras Ortop. 2015;50(3):352-5) SAIBA MAIS! A grande maioria das fraturas são fechadas, com um nível de gravidade associado menor que as fraturas abertas. 9FRATURAS a b Figura 7. Imagem e demonstração gráfica de Fratura fechada (A e a) e Fratura aberta ou exposta (B e b), onde há contato do foco de fratura com o ambiente externo. Fonte: Adaptado de Ortopedia e Traumatologia para a Graduação, 2010 e UptoDate, 2020 10FRATURAS Classificação das Fraturas Traço da Fratura Comprometimento articular Comprometimento de partes moles Fechada Aberta Extra-articular Intra-articularEm cunha Cominutiva Simples MAPA MENTAL: CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS 11FRATURAS 3. CONSOLIDAÇÃO Inicialmente, devemos saber que a fratura gera um processo de cicatri- zação chamado de consolidação, que é um processo único e natural, ocorrendo de forma espontânea em conjunto com as ferramentas perten- centes ao organismo para tal. SE LIGA! Via de regra, não há necessi- dade de utilização de medicamentos ou suplementos para favorecer o processo de consolidação, que ocorre de forma natural! Sendo assim, a consolidação é a ca- pacidade de regeneração depen- dente da reindução das cascatas osteogênicas do período embrioná- rio. Ou seja, durante a consolidação há necessidade que ocorra uma nova osteogênese, como se tivéssemos re- tornado para o período de formação óssea! A estabilização dos fragmentos ós- seos fraturados ocorre, portanto, de forma gradativa, através da reindução das cascatas osteogênicas, gerando uma dureza progressiva ao osso. Figura 8. A consolidação óssea é um processo de cicatrização, capaz de regenerar o osso através da indução de cascatas osteogênicas. Ou seja, durante a consolidação o osso adquire uma dureza progressiva. Fonte: Adaptado de Aula SanarFlix Toda vez que pensamos em conso- lidação, devemos ter em mente que o osso sofrerá um processo de repa- ração da lesão. Em seguida, em um período mais tardio, o osso passará por um período de remodelamento ósseo, para o retorno anatomofun- cional. Para que a reparação e remo- delamento ocorram, é necessário que haja a estabilidade, permitindo um retorno a função anterior à fratura. 12FRATURAS Fatores Existem alguns fatores que influen- ciam diretamente no processo de consolidação, sendo eles o fator me- cânico e o fator biológico. Caso haja deficiência em um desses fatores, di- ficilmenteocorrerá a consolidação. Fator Mecânico: Para que o osso consolide, há a ne- cessidade de estabilização do foco fraturário por imobilização. O osso não consolidará caso haja uma movi- mentação excessiva! A principal célula responsável pelo processo de consolidação é o Os- teoblasto, o qual necessita de um espaço entre os fragmentos ósseos reduzido para que possa realizar a deposição óssea, o que explica a ne- cessidade de estabilização. Figura 9. A consolidação envolve o processo de reparação que se segue pelo remodelamento, permitindo a diminuição da angulação e o retorno morfofuncional ósseo. Fonte: Adaptado de Aula SanarFlix) 13FRATURAS Figura 10. Processo de consolidação óssea, participação dos Osteoblastos. Nessa imagem é possível observar uma fileira de osteoblastos, com citoplasma basófilo devido sua atividade de intensa produção proteica. Fonte: Adaptado de Histologia Básica, 12ª Ed., 2013 HORA DA REVISÃO! O tecido ósseo é um tecido conjuntivo especializado, formado por um material extracelu- lar calcificado – a Matriz Óssea – e alguns tipos celulares: os osteócitos (ocupam cavida- des ou lacunas no interior da matriz óssea, sendo essenciais para a sua manutenção), os osteoblastos (sintetizam a parte orgânica da matriz óssea e se localizam em sua periferia) e os osteoclastos (células gigantes, multinucleadas e móveis que possuem como função a reabsorção óssea, gerando processo de remodelação. Figura 11. Tecido Ósseo. Podem ser observados Osteoblastos (Ob), Osteoclastos (Ocl) e Osteócitos (Oc) em suas determinadas Lacunas (L). Fonte: Adaptado de Tratado de Histologia em Cores, 3ª Ed., 2007 Ocl Ob Oc Op Os L LC 14FRATURAS Para a imobilização pode-se utili- zar tala gessada, aparelho gessado e imobilizadores internos e externos, como será melhor explicado adian- te. A escolha do imobilizador utiliza- do é fundamental para o sucesso da estabilização. Em casos selecionados, como fratu- ras instáveis, há necessidade de lan- çar mão da cirurgia para promoção da estabilização adequada. Fator Biológico Está relacionado com o aporte san- guíneo e a chegada de substâncias essenciais na consolidação óssea, in- cluindo o aporte de oxigênio e nu- trientes. Nesse caso, é imprescindível a manutenção da irrigação no foco da fratura. Como células e substâncias essen- ciais, podemos citar as células san- guíneas, mediadores químicos infla- matórios (como as citocinas), células osteogênicas e células de preenchi- mento (tecido conjuntivo). Etapas O processo de consolidação ocor- re, didaticamente, em 3 etapas que se sobrepõem durante esse proces- so. Inicialmente, ocorre a inflama- ção, seguida do reparo e, por fim, da remodelação. Intensidade Resposta Tempo10% 40% 70% Figura 12. O processo de consolidação ocorre em 3 etapas que se sobrepõem: a inflamação, seguida do reparo e, por fim, da remodelação. Fonte: Adaptado de Aula SanarFlix 15FRATURAS Mecanismos de Consolidação De um modo geral, o hematoma fra- turário recruta plaquetas para redu- zir o processo de sangramento. As plaquetas liberam fatores de cres- cimento, gerando o recrutamento de células inflamatórias, como neutró- filos, linfócitos e monócitos, os quais também participam da cascata imu- nológica da consolidação óssea. Os macrófagos teciduais participam de uma maneira expressiva da con- solidação, liberando citocinas infla- matórias e fatores de crescimento. Todo esse processo culmina na di- ferenciação celular de células me- senquimais presentes no periósteo, gerando a diferenciação do Pré-os- teoblasto a Osteoblasto, as células responsáveis pela deposição óssea. TGFβ PDGF FGF Endotélio Capilar FGF PDGF BMP2 Pré-osteoblasto OsteoblastoMacrófago Fibroblasto Neutrófilos Linfócitos Monócitos Plaquetas 48h 24h 72h Tecido de granulaçãoTGFβ FGF PDGF Os osteoblastos se originam de células mesenquimais pluripotentes Figura 13. Mecanismo Imunológico da consolidação óssea. Fonte: Aula SanarFlix. 16FRATURAS Tipos de Consolidação A consolidação óssea pode ser pri- mária ou secundária. A consolidação primária ocor- re quando não há nenhum grau de mobilidade no foco da fratura. Nesse tipo de consolidação, os fragmentos fraturados não se movimentam em relação uns aos outros, usualmente pela utilização de imobilizações in- terfragmentárias cirúrgicas. Sendo assim, não há formação de calo ósseo! Ocorre o contato direto nas corticais dos fragmentos fraturados. Esse con- tato direto possibilita a proliferação dos canais de Havers (Ósteons). Ou seja, formam-se túneis ósseos, contendo capilares, células mesen- quimais e osteoblastos que se proli- feram conjuntamente, entre ambos os fragmentos, através dos canais de Havers, possibilitando a consolidação óssea. SAIBA MAIS! Por esse motivo, esse tipo de consolidação é chamado de Remodelação Haversiana. Linha de fratura Seção demonstrada abaixo Linha de fratura Osso morto Atividade osteoclástica Crescimento vascular Lamela de osso novoOsteóide Osteoblastos Figura 14. A Consolidação Primária ocorre quando não há movimentação no foco de fratura, havendo contato direto entre os fragmentos, gerando a proliferação pelos canais de Havers (Ósteons). Não há formação de calo ósseo. Fonte: Aula SanarFlix 17FRATURAS A consolidação secundária ocorre quando há uma movimentação con- trolada no foco da fratura, utilizando- -se processos de estabilização que per- mitam esse grau de mobilidade. Nesse caso, há formação de calo ósseo! Esse tipo de consolidação possui algu- mas fases mais prolongadas e demar- cadas, sendo elas: • 1º Estágio – Hematoma: Ocorre no momento imediato após ao trau- ma que levou à fratura. Devemos lembrar que tanto o tecido ósseo quanto os tecidos moles que o en- volvem são bastante vasculariza- dos, o que implica na formação de sangramento local e acúmulo de células inflamatórias no foco da fratura. Sendo assim, essa fase cur- sa clinicamente com dor e edema no local da fratura. • 2º Estágio – Inflamação: Fase em que ocorre a proliferação de célu- las inflamatórias, como ocorre em lesões de qualquer tecido do orga- nismo humano. Nesse momento, há o início da angiogênese, de forma a promover uma melhor irrigação no foco da fratura. Além disso, células e substâncias que participam da re- paração óssea iniciam seu papel no local, como fibroblastos, condro- blastos, fatores de crescimento, interleucinas, prostaglandinas e células mesenquimais. • 3º Estágio – Calo Mole: Formação de um calo provisório, chamado de calo mole. Esse tipo de calo ainda é fibrocartilaginoso, em processo de consolidação óssea, apresentan- do ainda um grau importante de mobilidade ao exame físico. Ocor- re usualmente 2 semanas após a fratura. • 4º Estágio – Calo Duro: Ocorre uma substituição gradual do calo mole pelo calo duro, o osso em si. Na ra- diografia, nesse momento, pode-se observar uma matriz óssea calci- ficada, com estruturação óssea já expressiva. • 5º Estágio – Remodelação Óssea: Essa fase é mais prolongada, duran- te até 2 anos após a fratura. Nesse momento, o excesso de tecido ós- seo será absorvido, remodelando-o. HORA DA REVISÃO! A maior parte do osso compacto é composto pelos Sistemas de Havers ou Ósteons. Cada um desses sistemas é composto por cilindros de lamelas concêntricas em torno de um espaço neurovascular, chamado de Canal de Havers ou Canal Haversiano. Os canais de Havers adjacentes são unidos por Canais de Volkmann. Figura 17. Desenho esquemático de área diafisária de um osso, demonstrando tecido ósseo cortical compac- to, com a presença dos Canais de Havers (formando os ósteons) e Canais de Volkmann, que realizam a conexão entre os Canais de Havers. Fonte: Adaptado de Tratado de His- tologia em Cores, 3ª Ed., 2007) 18FRATURAS Hematoma Inflamação Calo Mole Calo Duro Remodelação Óssea Imediata ao trauma que levou à fratura Células inflamatórias Substituição gradual do calo moleCalo provisório Sangramento local AngiogêneseMatriz calcificada formando um calo de tecido ósseo no foco fraturado Tecido fibrocartilaginoso Acúmulo de células Fibroblastos, condroblastos, fatores de crescimento, interleucinas, prostaglandinas e células mesenquimais Visualização na radiografia Excesso de tecido ósseo será reabsorvido Dor e edema no local MAPA MENTAL: CONSOLIDAÇÃO SECUNDÁRIA 19FRATURAS 4. ESTABILIDADE NO TRATAMENTO DAS FRATURAS O tipo de estabilidade realizado para o tratamento das fraturas pode ser de dois tipos, relativa ou absoluta. Estabilidade Relativa Gera uma movimentação controla- da no foco da fratura, o que promove uma consolidação do tipo secundá- rio, como já foi explicitado. Sendo assim, existe uma movimen- tação interfragmentária adequada e controlada para a formação do calo ósseo. Podem ser utilizadas sínteses flexíveis (como placa e parafuso). A B Figura 15. Realização de Estabilidade Relativa através da utilização de sínteses flexíveis (A) e haste intramedular (B). Fonte: Adaptado de Ortopedia e Traumatologia, 1ª Ed., 2018 20FRATURAS Habitualmente, utiliza-se a estabili- dade relativa em fraturas diafisárias, onde há necessidade de formação do calo ósseo. Porém, isso não é uma regra! SE LIGA! Na estabilidade relativa há formação de calo ósseo, movimentação controlada e a consolidação é secundá- ria! Utilizada usualmente para fraturas diafisárias Estabilidade Absoluta Existem métodos que podem ser uti- lizados de forma cirúrgica para pro- mover a estabilidade absoluta, como certos tipos de placa e parafusos, parafusos interfragmentários, en- tre outros. Nesse caso, não existe no foco fra- turário a formação de hematoma ou calo ósseo, ocorrendo uma res- tauração óssea anatômica com a jun- ção dos fragmentos fraturários, após redução dos mesmos. Figura 16. Estabilidade Absoluta obtida através de placas e parafusos, gerando uma união entre os fragmentos e consolidação sem a formação de calo ósseo. Fonte: Adaptado de Ortopedia e Traumatologia para a Graduação, 2010) 21FRATURAS A estabilidade absoluta implica que não há movimentação no foco de fratura. Ou seja, o paciente será sub- metido nessa caso a uma consolida- ção primária! As superfícies do foco de fratura não se deslocam mesmo sob aplicação de car- ga. Inclusive, deve-se estimular a mo- bilização precoce nesses casos, com a utilização de carga de forma mais rápida que na estabilidade relativa. Via de regra, utiliza-se a estabilidade absoluta em fraturas intra-articula- res, para evitar a movimentação e fa- vorecer a consolidação. SE LIGA! Na estabilidade absoluta não há formação de calo ósseo, não há mo- vimentação e a consolidação é primá- ria! Utilizada usualmente para fraturas intra-articulares. 22FRATURAS Sem mobilidade, sem formação de calo ósseo Com mobilidade, com formação de calo ósseo CONSOLIDAÇÃO ÓSSEA Hematoma – Plaquetas – Fatores de Crescimento e Citocinas – Células inflamatórias – Pré-osteoblasto a Osteoblasto – Deposição Óssea Inflamação, reparo e remodelação Biológico: Aporte sanguíneo – células e mediadores químicos Absoluta Secundária Mecânico: Estabilização por imobilização - Osteoblasto Relativa Primária Processo natural, regeneração dependente das cascatas osteogênicas Estabilidade - Reparação -Remodelamento Fatores Estabilidade Etapas Tipos de Consolidação Mecanismos de Consolidação MAPA MENTAL: PROCESSO DE CONSOLIDAÇÃO ÓSSEA 23FRATURAS 5. QUADRO CLÍNICO O quadro clínico habitual do pacien- te que sofreu uma fratura é composto de dor (não necessariamente aguda, podendo ser inclusive progressiva ou regressiva), incapacidade funcional (nem sempre está presente, muitas vezes o paciente mantém a funcio- nalidade), impotência funcional (re- dução da funcionalidade, dificuldade de realizar as ações) e deformidade (nem sempre está presente). SE LIGA! Pode-se perceber, portanto, que o quadro clínico não é muito elabo- rado. Devemos nos atentar sempre para a queixa de dor localizada em algum segmento, associada a alguns dos fa- tores, como incapacidade ou impotên- cia funcional e/ou deformidade, e a as- sociação com a imagem sugestiva de fratura! Figura 17.. Presença de deformação em fratura fechada. Fonte: Adaptado de Aula SanarFlix 24FRATURAS 6. ABORDAGEM A abordagem inicial para um caso suspeito de fratura envolve o exame clínico, checando alterações anatô- micas no local da lesão, assim como alterações funcionais e neurovas- culares associadas. SAIBA MAIS! Devemos sempre avaliar e inspecionar a região acometida, em busca de lesão de tecidos moles ou a presença de osso em contato com o meio externo pelo foco de fratura. A avaliação neurovascular inclui a palpação de pulsos distais, observação do tempo de enchimento capilar, examinando sempre a função motora, sensória e discriminação entre dois pontos em região distal a fratura. Além disso, em um segundo momen- to, é fundamental a realização do exa- me radiológico, o qual deve ser rea- lizado em pelo menos 2 incidências ortogonais. Geralmente realiza-se as incidências AP (Anteroposterior) e em Perfil nas lesões ortopédicas em geral. A B Figura 18. Radiografia óssea para avaliação de fraturas. Devem ser realizadas em 2 incidências básicas, anteroposte- rior (AP) – A e perfil – B. Fonte: Adaptado de Aula SanarFlix 25FRATURAS Já o tratamento definitivo envolve o alívio da dor, a redução da fratura (recolocação do osso em sua posição habitual, podendo ser realizado de forma aberta (cirúrgica) ou fecha- da), a imobilização (manter o contato estável entre os fragmentos fraturá- rios para favorecer a consolidação) e restaurar a função do paciente (após a consolidação, buscar a reabilitação). SE LIGA! Em algumas situações, como fraturas instáveis ou associadas com muita dor, é necessária a realização de redução aberta no centro cirúrgico, sob sedação e anestesia. Sendo assim, para escolha do trata- mento adequado para uma determi- nada fratura, devemos sempre nos questionar 3 questões: • Que tipo de estabilidade desejo? • Que implante é necessário para garantir essa estabilidade? • Que tipo de consolidação eu espero? Exame Radiológico • Exame clínico • Alterações anatômicas, funcionais e neurovasculares • 2 Incidências • Anteroposterior (AP) e Perfil • Alívio da dor • Redução da fratura (aberta ou fechada) • Imobilização • Reabilitação Abordagem Inicial Tratamento Definitivo Que tipo de estabilidade desejo? Que imobilização é necessária para garantir essa estabilidade? Que tipo de consolidação espero? Figura 19. Abordagem de uma Fratura 26FRATURAS 7. TIPOS DE IMOBILIZAÇÃO Existem diversos tipos de imobiliza- ção que podem ser utilizados no tra- tamento das fraturas. Contenção Externa Utilização do aparelho gessado, em torno de todo o membro onde houve a fratura ou com uma tala gessada, apenas em uma face do local onde houve a fratura. Figura 20. Contenção externa através de Aparelho Gessado. Fonte: Adaptado de Aula SanarFlix Fixação Cirúrgica Externa Utilização de fixadores externos, como os fixadores circulares Ilizarov, com estabilização do foco fraturário, possibilitando a consolidação. Figura 21. Fixação cirúrgica externa. A – Utilização de Fixador externo Unilateral. B – Fixador Ilizarov Circular. Fonte: https://bit.ly/3dYEXb3 27FRATURAS Fixação Cirúrgica Interna Categoria usualmente mais conhecida no âmbito das cirurgias ortopédicas, pautada pelo uso de placas e para- fusos que realizam a fixação óssea. Figura 22. Utilização de placas e parafusos como método de fixação interna para realização de consolidação primária. A- Radiografia inicial da lesão. B – Radiografia pós-operatória. C – Radiografia após 52 semanas. Fonte: Adaptado de Ortopedia e Traumatologia, 1ª Ed., 2018) 8. COMPLICAÇÕES Osteomielite Existe um risco associado às fraturas de ocorrência de infecções, principal- mente as fraturas expostas, as quais possuem um contato do foco fraturá-rio com o meio externo, possibilitando o contato com bactérias que, ino- culadas no osso, podem gerar uma Osteomielite. A osteomielite é uma complicação muito séria e de difícil tratamento, já que na grande maioria das vezes há uma cronificação e necessidade de antibioticoterapia estendida. 28FRATURAS SAIBA MAIS! A Osteomielite é uma infecção do osso, que pode ser classificada de acordo com o meca- nismo de infecção (hematogênico ou não hematogênico) ou de acordo com a duração da patologia (aguda ou crônica). Com relação as fraturas, o tipo mais comum de Osteomielite é a não hematogênica, que resulta da disseminação direta para osso de tecidos moles adjacentes ou por inoculação direta, principalmente por mecanismos de trauma ou cirurgia. Pode ser polimicrobiana ou monomicrobiana, predominando as bactérias S. aureus, Sta- phylococcus coagulase negativos ou bacilos aeróbios gram negativos. Figura 23. A - Osteomielite da tíbia após fratura exposta. Presença de fístula associada a lesões tróficas de pele. B – Intra- operatório, observa-se área de sequestro. Fonte: Adaptado de Ortopedia e Traumatologia para a Graduação, 2010) 29FRATURAS Lesão Arterial As fraturas podem estar associadas a lesões vasculares da região de partes moles envolvida, sendo que devemos ressaltar as lesões arteriais, as quais possuem um maior nível de gravidade. Muitas vezes o fragmento ósseo se torna muito “afiado”, possibilitando as lesões vasculares! Vasos Nervos Rádio Ulna Úmero Figura 24. Demonstração gráfica da possibilidade de lesão vasculonervosa durante mecanismos de fratura. Fonte: https://bit.ly/3e503EG) Síndrome Compartimental Os grupamentos musculares huma- nos são divididos em compartimen- tos, circundados por fortes fáscias membranosas. Quando há um au- mento da pressão nesses com- partimentos, devido principalmente ao acúmulo de edema ou sangra- mento, pode ocorrer a Síndrome Compartimental. É uma importante complicação das fraturas, sendo uma emergência ci- rúrgica, justamente por implicar em compressão de estruturas como vasos e nervos, gerando isquemia tecidual e sintomas de compres- são nervosa periférica, devendo ser imediatamente abordadas através de fasciotomia. 30FRATURAS SAIBA MAIS! A fasciotomia consiste na aberta cirúrgica dos compartimento musculares para aliviar a pressão interna e, assim, reestabelecer a circulação sanguínea para os tecidos e evitar lesões nervosas irreversíveis. Entretanto, resulta em uma ferida cirúrgica aberta que necessita de cuidados otimizados, em prol de acelerar a sua cicatrização e minimizar o risco de infecções ou outras complicações. Figura 25. Aspecto da fasciotomia do compartimento anterior do antebraço devido Síndrome Compartimental. Fonte: Adaptado de Rev. Port. Ortop. Traum. vol.22 no.1 Lisboa mar. 2014 Trombose Venosa Profunda (TVP) A fratura pode gerar trombos pela hemostasia que ocorre ao redor da lesão, sendo que esses trombos podem migrar, gerando TVP e, em alguns casos, Tromboembolismo Pulmonar (TEP). 31FRATURAS HORA DA REVISÃO! É importante nos relembrarmos sobre o quadro clínico sugestivo de TVP e TEP! As apresentações clínicas de TVP muitas vezes podem ser inespecíficas, e muitos pa- cientes podem se apresentar assintomáticos. Entretanto, deve ser suspeitada em pacien- te que apresente edema de membros, dor, aumento da temperatura no local e erite- ma. Na maioria dos casos, os sintomas são unilaterais (no membro em que a trombose ocorreu) e devem ser avaliados em conjunto com os seus fatores de risco associados. O TEP também varia muito de apresentação clínica, podendo se apresentar desde assin- tomático até com morte súbita. Os sintomas mais comumente apresentados são disp- neia, seguido de dor torácica (de natureza pleurítica, ou seja, respiratório-dependente) e tosse, normalmente associados a sintomas de TVP. Figura 26. Aspecto clínico da Trombose Venosa Profunda, com ocorrência de dor, edema, rubor e calor no local. Fonte: https://bit.ly/3gwERcC) 32FRATURAS Necrose Avascular A depender do tipo e localização da fratura, pode ocorrer um rompimento tão acentuado dos vasos da região que o suporte sanguíneo para uma área do osso pode ficar comprometi- do, gerando isquemia e necrose ós- sea avascular. Figura 27. RMN de região de quadril demonstrando área esclerótica hipocontrastante em região central de cabeça do fêmur, denotando uma importante Osteonecrose (seta). Fonte: Radiol Bras vol.52 no.3 São Paulo maio/jun. 2019) Pseudoartrose É uma complicação que ocorre em 5 a 10% das fraturas, culminando na não união óssea. Se existe uma deficiência em algum dos fatores que influenciam a consoli- dação, como a irrigação local ou a es- tabilização da fratura, é possível que a fratura não venha a se consolidar. 33FRATURAS Figura 28. Classificação das Pseudoartroses em Vasculares ou viáveis (A-C) ou em Avasculares ou atróficas (D-F). Fonte: Adaptado de Ortopedia e Traumatologia, 1ª Ed., 2018) 34FRATURAS Osteomielite TVP e TEPLesão Arterial Necrose Avascular Síndrome Compartimental Pseudoartrose Infecção polimicrobiana do osso Aumento da pressão nos compartimentos miofasciais por edema/sangramento Lesões vasculares de partes moles pelo fragmento ósseo Hemostasia - Trombos Rompimento dos vasos localmente 5 a 10% das Fraturas Fraturas Abertas Compressão vasculonervosa TVP: Dor, edema, rubor e calor no local. Unilateral Comprometimento da irrigação local Deficiência na consolidação Não hematogênico: disseminação direta ou inoculação direta Fasciotomia TEP: Dispneia, dor torácica e tosse Isquemia e necrose óssea Não união óssea MAPA MENTAL: COMPLICAÇÕES DAS FRATURAS 35FRATURAS 9. FRATURAS EXPOSTAS É importante lembrarmos que as fra- turas expostas são as que existe um contato do foco de fratura com o meio externo, como já explicado anteriormente. Nem sempre uma fratura exposta é tão bem visualizada no exame clíni- co, podendo ocorrer fraturas expos- tas que geram lesões puntiformes, pouco visíveis ao exame físico, di- ficultando a sua percepção. Sendo assim, é sempre importante avaliar o foco de fratura com atenção! Figura 29. Devemos sempre observar o foco de fratura com atenção pois, apesar de algumas fraturas serem classifi- cadas mais facilmente como expostas, outras podem demandar um pouco mais de observação para que se verifique o rompimento das partes moles e contato do foco fraturário com o meio externo, como observado na primeira imagem. Fonte: Adaptado de Aula SanarFlix 36FRATURAS SE LIGA! O prognóstico desse tipo de fratura é proporcional à energia apli- cada no trauma. Quanto pior o trauma, pior será o prog- nóstico da fratura externa. A evolução da fratura exposta está relacionada com a quantidade de te- cidos moles que sofreram lesão e foram desvitalizados, justamente pela maior dificuldade que o organis- mo encontrará em distribuir o sangue nessa região e promover a cicatriza- ção desse foco. As fraturas expostas podem ser clas- sificadas de acordo com a Classifi- cação de Gustilo e Anderson. Essa classificação guia a necessidade de antibioticoprofilaxia de acordo com o tipo de lesão ocorrida, visto que a pre- valência de infecções ósseas é alta no caso de fraturas expostas! Nessa classificação, dividem-se as fraturas em 3 tipos (I, II e III): • Fratura Tipo I: ferida pequena ( 10cm), contaminada, com lesão de partes moles grave, mas cobertura cutânea ainda possível e lesão óssea mul- tifragmentarEm caso de PAF (Projéteis de Arma de Fogo), o paciente é classificado auto- maticamente em IIIA. ◊ B: ferida grande (> 10cm), contaminada, com lesão de partes moles grave com per- da de continuidade cutânea(reconstrução de partes moles, enxerto/retalho) e lesão óssea multifragmentar. ◊ C: ferida grande (> 10cm), contaminada, com lesão de partes moles grave associa- da a lesão vascular (requer reparo vascular) e lesão óssea multifragmentar. 37FRATURAS Figura 30. Exemplo de Fratura exposta de Grau IIIA produzida por Projétil de Arma de Fogo (PAF). Pode-se observar uma fratura cominutiva ao Raio-X (A), associada a grande destruição de partes moles (B). Fonte: Ortopedia e Trauma- tologia: Princípios e Práticas, 5ª Ed., 2017. TIPO FERIDA CONTAMINAÇÃO LESÃO DE PARTES MOLES LESÃO ÓSSEA I 1 e 10 cm Contaminada Grave + cobertura cutânea possível Multifragmentar IIIB > 10 cm Contaminada Grave + perda da continuidade cutâ- nea – reconstrução de partes moles Multifragmentar IIIC > 10 cm Contaminada Lesão vascular (re- quer reparo). Graves lesões de partes moles Multifragmentar Tabela 1. Classificação de Gustilo e Anderson das Fraturas Externas. Fonte: Adaptado de Aula SanarFlix. Sendo assim, fraturas classificadas como Tipo I e II devem receber Ce- falosporinas de 1ª Geração (Cefalo- tina ou Cefazolina). Fraturas Tipo III devem receber Cefalosporinas de 1ª Geração + Aminoglicosídeo (Genta- micina). Por fim, caso a fratura ocorra em ambientes rurais devemos tam- bém cobrir anaeróbios, incluindo no esquema a Penicilina Cristalina! 38FRATURAS Fraturas Expostas Pode gerar lesões puntiformes até lesões exuberantes. Prognóstico proporcional a energia do trauma! Pequena ( 10cm), contaminada, com lesão de partes moles grave mas cobertura cutânea ainda possível e lesão óssea multifragmentar. PAF! B: grande (> 10cm), contaminada, com lesão de partes moles com perda de continuidade cutânea e lesão óssea multifragmentar C: grande (> 10cm), contaminada, com lesão de partes moles grave associada a lesão vascular e lesão óssea multifragmentar Contato do foco de fratura com o meio externo Tipo I Classificação de Gustilo e Anderson Tipo II Tipo III Cefalosporina de 1ª Geração Ambiente Rural: + Penicilina Cristalina! Cefalosporina de 1ª Geração + Aminoglicosídeo MAPA MENTAL: FRATURAS EXPOSTAS 39FRATURAS 10. FRATURAS DA FISE DE CRESCIMENTO Ocorrem por trauma nas epífises dos ossos longos, a placa de cres- cimento nos ossos das crianças e adolescentes. Esses traumas podem gerar fecha- mento precoce das fises, alterando o processo de crescimento e angu- lação óssea. Geralmente ocorrem em rádio distal, fêmur distal, cotovelo e tíbia distal. A B Figura 31. Fise de Crescimento (A) e Fratura fisária (B) do Tipo II de Salter e Harris. Fonte: Adaptado de Ortopedia e Traumatologia para a Graduação, 2010 Esse tipo de fratura pode ser classi- ficado de acordo com a Classifica- ção de Salter Harris, a qual define o prognóstico de cada fratura e o trata- mento que deve ser realizado. Nessa Classificação, as fraturas da placa epifisária são classificadas em I a V, sendo: • I: Deslocamento da placa epifisária • II: Deslocamento da placa epifisá- ria associada a fratura acima da placa de crescimento. Mais usual (cerca de 80% dos casos). • III: Fratura que envolve a epífise, separando-a em fragmentos. • IV: Fratura que envolve toda a região distal do osso, envol- vendo metáfise, epífise e regiões adjacentes. • V: Compressão da placa de cres- cimento, o tipo mais grave. Ge- ralmente culmina em deficiência angular pelo fechamento precoce das placas de crescimento. 40FRATURAS Figura 32. Classificação de Salter e Harris das Fraturas Fisárias. Fonte: Adaptado de Aula SanarFlix Separação do platô de crescimento Acima do platô de crescimento Fragmentação do platô de crescimento Através do platô de crescimento e regiões adjacentes Compressão do platô de crescimento Inicialmente, fraturas do Tipo I e II possuem um bom prognóstico, o que orienta para um tratamento conservador. Fraturas do Tipo III e IV usualmente necessitam de um tra- tamento cirúrgico, justamente por apresentarem maior gravidade. Por fim, as fraturas do Tipo V estão as- sociadas a um maior grau de energia, possuindo um pior prognóstico, com sequelas angulares praticamente inevitáveis por conta do fechamento das placas epifisárias. 41FRATURAS Consolidação Estágios: hematoma, inflamação, calo mole, calo duro, remodelação Com mobilidade, com formação de calo ósseo Sem mobilidade, sem formação de calo ósseo Biológicos: Aporte de oxigênio e nutrientes (irrigação) Primária Hematoma – Plaquetas – Fatores de Crescimento e Citocinas – Células inflamatórias – Pré-osteoblasto a Osteoblasto – Deposição Óssea Mecânicos: Estabilização por imobilização Secundária Tipos Cicatrização do osso: Reparação e remodelamento Fatores Estabilidade AbsolutaEstabilidade Relativa Mecanismos Etapas: Inflamação, Reparo e Remodelação Classificação Completa/incompletaSimples/Em Cunha/ Cominutiva Transversa/ oblíqua/ espiralada/ Avulsão/ Compressivas Epifisárias/Metafisárias/ DiafisáriasIntra-Articular/Extra-Articular Aberta/Fechada O que é Qualquer solução de contiguidade de um osso! Fraturas da Fise de Crescimento Classificação de Salter Harris Trauma nas epífises dos ossos longos – Fechamento precoce – Alteração de Crescimento e Angulação Fraturas Expostas Tipo I: 1 e 10cm, cobertura cutânea possível, multifragmentar. PAF! Tipo IIIB: > 10cm, perda de continuidade cutânea, multifragmentar Tipo IIIC: > 10cm, lesão vascular, multifragmentar Classificação de Gustilo e Anderson Contato do foco de fratura com meio externo Tratamento Definitivo: alívio da dor, redução da fratura e restaurar função Abordagem Exame Radiológico: AP e Perfil Exame Clínico: Alterações anatômicas, funcionais e neurovasculares Imobilizações: Contenção Externa: Aparelho ou Tala Gessada Fixação Cirúrgica Externa: Fixadores Externos Fixação Cirúrgica Interna: Placas e Parafusos (Ex). Complicações Lesões vasculares de partes moles envolvidas Hemostasia - Trombos Rompimento dos vasos – Isquemia e Necrose Edema/Sangramento Elevação de pressão nos compartimentos Fasciotomia Não união óssea Fraturas Abertas Não Hematogênica Síndrome Compartimental Pseudoartrose Necrose Avascular Lesão Arterial Osteomielite TVP e TEP MAPA MENTAL: FRATURAS 42FRATURAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS Allyson S. Howe, MD. General principles of fracture management: Early and late complica- tions. In Uptodate, Post, TW (Ed), UpToDate, Waltham, MA, 2014. https://www.uptodate. com (Accessed on July 02, 2020.) Anthony Beutler, MD. General principles of definitive fracture management. In Uptodate, Post, TW (Ed), UpToDate, Waltham, MA, 2014. https://www.uptodate.com (Accessed on July 02, 2020.) Anthony Beutler, MD. General principles of fracture management: Bone healing and fracture description. 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