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PROVA APLIC ADA GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO NO 1 – RM/SES-DF/2022, DE 28 DE SETEMBRO DE 2021. P R O G R A M A S – G R U P O 0 2 8 Data e horário da prova: Ortopedia e Traumatologia em Cirurgia da Coluna – R4 (701). Terça-feira, 30/11/2021. Tipo “U” I N S T R U Ç Õ E S Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens – cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere –; e o uma folha de respostas personalizada. Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: Toda força será fraca, se não estiver unida. Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem pode conter registro fora dos locais destinados às respostas. O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da prova objetiva para a folha de respostas. A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. Marque as respostas assim: PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES – DF/2022 GRUPO 028 – TIPO “U” PÁGINA 2/7 ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA Itens de 1 a 120 Uma criança de 7 anos de idade foi levada a consulta por dor e edema em joelho esquerdo há dois dias, sem história de trauma. Apresenta Tax = 38,5 oC, VHS = 47 mm/h, PCR = 7 mg/dL, contagem global de leucócitos de 12.500 células/mm e radiografia do joelho sem diferença da distância no espaço articular. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 1. Nessa criança, a probabilidade preditiva de artrite séptica é maior que 95%. 2. O pico de elevação da VHS ocorre entre três e cinco dias após o início da infecção, retornando ao normal em aproximadamente três semanas após o início do tratamento. 3. A PCR aumenta até seis horas após o início da infecção, atingindo o pico de elevação dois dias depois, retornando ao normal em seguida, uma semana após o início do tratamento adequado. 4. O VHS é a melhor maneira de acompanhar a resposta da infecção ao tratamento. 5. Na análise do líquido sinovial dessa criança, provavelmente a contagem de células é superior a 80.000/mm3 e com mais de 75% das células sendo neutrófilos. 6. Radiografias simples mostram edema dos tecidos moles, estreitamento ou alargamento do espaço articular e destruição óssea e são muito úteis no diagnóstico das infecções ósseas e articulares agudas. Um paciente de 72 anos de idade, vítima de queda de altura com trauma em coluna cervical, refere mecanismo de flexoextensão exagerado. Após realização dos exames de imagem, foi verificada uma fratura de processo odontoide tipo II, de Anderson e D`alonzo. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 7. As fraturas do tipo II ocorrem acima do ligamento transverso. Geralmente, acontecem por avulsão pelo ligamento apical ou alar. 8. As fraturas de odontoide do tipo II são mais estáveis que as fraturas do tipo III, e o tratamento pode ser feito de forma conservadora ou cirúrgica. 9. Com tratamento conservador, o risco de pseudoartrose varia de 26% a 80% na literatura. Esse risco elevado de pseudoartrose é atribuído à instabilidade da fratura. 10. Os fatores de risco para pseudoartrose são desvio inicial maior do que 4 mm a 6 mm, angulação maior do que 10 graus e retardo no diagnóstico. 11. As fraturas do processo odontoide correspondem à fratura cervical mais comum na população com mais de 70 anos de idade. 12. O envolvimento neurológico varia de 2% a 27%, sendo de alta gravidade ou, até mesmo, fatal quando presente. Um atleta de luta esportiva de 33 anos de idade relata que, há três meses, teve entorse do joelho, evoluindo com dor, aumento de volume e bloqueios articulares esporádicos desde então. Apresenta hipotrofia muscular do quadríceps direito, estabilidade ligamentar em todos os testes realizados e manobras de Mcmurray, Thessaly e Apley positivas para menisco medial. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 13. As manobras de Mcmurray, Thessaly e Apley são classificadas como testes meniscais de rotação do joelho e não necessitam de palpação da interlinha. 14. As radiografias comuns não vão confirmar o diagnóstico de um menisco lesionado, porém são importantes para excluir corpos livres osteocartilaginosos, osteocondrite dissecante e outros processos patológicos que podem imitar um menisco rompido. 15. A ressonância magnética nuclear é eficiente em detectar lesões do menisco e eficaz em prever o reparo dessas lesões. 16. Entre as técnicas de reparo meniscal, a técnica de dentro para fora (inside-out) é o padrão-ouro, já que permite a fixação sólida e reprodutível das lesões nos terços médios e posteriores dos meniscos. 17. O tratamento das lesões do corno posterior segundo a técnica tudo dentro (all-inside) constitui uma contraindicação relativa em razão da dificuldade em alcançar a lesão com essa técnica. 18. A menisectomia total não é mais considerada o tratamento de escolha em atletas jovens, e a remoção completa é justificada apenas quando o menisco está irreparavelmente lesionado. Um paciente de 8 anos de idade refere dor em virilha e em face medial do joelho esquerdo há três meses, sem história de trauma. Ao exame físico, apresenta marcha claudicante, restrição da rotação interna e abdução do quadril esquerdo. Ao se realizar radiografia do quadril, observa-se aumento da densidade óssea na cabeça do fêmur. Acerca desse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 19. A principal hipótese diagnóstica é deslizamento da epífise da cabeça femoral. 20. Nesse caso, a radiografia pode não auxiliar e até enganar, uma vez que a cabeça femoral não está calcificada. 21. A avaliação clínica associada à ultrassonografia é mandatória nesse caso. 22. Claudicação, marcha na ponta do pé e limitação da abdução são achados clínicos tardios na displasia do desenvolvimentodo quadril. 23. Em razão da irradiação da dor no território sensitivo do nervo sartório, é comum a presença de dor na região medial e anterior do joelho. 24. Um dado clínico que interfere no prognóstico é a idade de início da doença. Quanto menor a idade da criança, maior a possibilidade de melhor remodelação e adaptação. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES – DF/2022 GRUPO 028 – TIPO “U” PÁGINA 3/7 Uma gestante de 40 anos de idade, com 35 semanas de gestação, compareceu ao consultório, pois, durante a última ultrassonografia, foi informada de que seu feto, do sexo feminino, apresenta uma deformidade em pé esquerdo, característica de pé torto congênito. A paciente nega história familiar prévia e outras alterações associadas. Quanto a esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 25. A ultrassonografia pré-natal permite vários diagnósticos morfológicos, porém o pé torto congênito não está entre eles. 26. O pé torto congênito é mais comum no sexo masculino. O envolvimento bilateral ocorre na metade dos casos e, quando unilateral, é mais frequente à direita. 27. Trata-se de uma deformidade com retropé equino e varo, associada ao antepé aduto e cavo. 28. A primeira deformidade a ser corrigida é a cavo. Essa correção é obtida com a elevação da cabeça do primeiro raio, em um movimento de supinação. 29. O navicular e o calcâneo estão deslocados lateral e plantarmente em relação ao tálus, o qual apresenta a maior deformidade. 30. A tenotomia percutânea do tendão de Aquiles faz parte do tratamento conservador do método de Ponseti, e todas as crianças submetidas ao método necessitam desse procedimento. Uma adolescente de 12 anos de idade compareceu a uma consulta com queixa de deformidade em coluna vertebral há dois anos, de caráter progressivo e sem outras queixas associadas. A paciente apresentava assimetria dos ombros e do triângulo de talhe e sem discrepâncias entre os membros inferiores. Em relação a esse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 31. Ao se realizar a manobra de Adams, a paciente apresentava gibosidade torácica à direita com 3 cm de altura, o que provavelmente determina uma curva torácica principal à esquerda. 32. A classificação proposta por Lenke considera o tipo da curva, o modificador lombar e o perfil da coluna torácica. Essas informações são obtidas nas radiografias ortostáticas em AP e perfil de toda a coluna vertebral e nas radiografias AP em inclinação lateral direita e esquerda. 33. No modificador lombar da classificação de Lenke tipo B, a linha central do sacro passa entre os pedículos da vértebra apical. 34. O modificador sagital é definido como a medida da cifose do segmento T5 ao T12 e é classificado como hipercifótico quando a cifose está acima de 30 graus. 35. Os principais parâmetros biológicos que influenciam no tratamento são a gravidade, a localização da curva e a maturidade do paciente. 36. De modo geral, o tratamento cirúrgico está indicado para as curvas torácicas entre 40 graus e 50 graus nos pacientes que não atingiram a maturidade esquelética, enquanto, em pacientes maduros, a indicação fica restrita para as curvas com 50 graus ou maiores. Um paciente de 62 anos de idade é portador de carcinoma metastático, de origem desconhecida, na extremidade proximal do fêmur direito, com aspecto radiográfico lítico e acometimento maior que 2/3. Apresenta ainda dor de forte intensidade, com limitação de suas atividades diárias. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 37. Segundo o sistema de pontuação para avaliação de fraturas patológicas de Mirels, a pontuação desse paciente é 9, estando indicada a fixação profilática. 38. A mama e a próstata são locais incomuns para doenças primárias nesse grupo de pacientes. 39. O aspecto radiográfico do carcinoma metastático proveniente do câncer renal e de tireoide, em geral, é puramente lítico. 40. O estádio IIB do sistema de Enneking para estadiamento de tumores refere-se a qualquer lesão que metastatizou. 41. Uma lesão benigna ativa é sintomática, causa destruição óssea limitada e pode apresentar-se com fratura patológica. Um exemplo desse tipo de lesão é o tumor de células gigantes. 42. O mieloma múltiplo e o carcinoma metastático devem ser incluídos no diagnóstico diferencial para qualquer paciente com mais de 40 anos de idade e que tenha um tumor ósseo novo. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES – DF/2022 GRUPO 028 – TIPO “U” PÁGINA 4/7 Uma paciente de 66 anos de idade sofreu queda da própria altura com trauma em punho esquerdo. Apresentava dor e deformidade e, ao realizar radiografias, foi evidenciada uma fratura da porção distal do rádio esquerdo. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 43. Para essa paciente, a idade não configura um sinal de instabilidade da fratura. 44. Desvio dorsal maior que 10 graus, cominuição dorsal e envolvimento intra-articular são fatores indicativos de instabilidade. 45. Para esse tipo de fratura, a classificação de Fernandez é embasada no mecanismo de trauma, sendo o tipo III de cisalhamento. 46. Uma fratura da porção distal do rádio intra-articular e não desviada é classificada como tipo III, segundo a classificação universal. 47. O degrau articular menor que 2 mm e o encurtamento radial menor que 2 mm a 3 mm são parâmetros aceitáveis de redução da fratura. 48. Na imobilização para as fraturas de Colles, pode ser utilizada a posição de leve flexão palmar, desvio ulnar e pronossupinação neutra. Um paciente de 23 anos de idade, vítima de colisão carro versus moto, com trauma de alta energia em membro inferior esquerdo, apresenta fratura exposta da porção proximal da tíbia e da fíbula esquerdas, com extensas lacerações nos tecidos moles (maior que 10 cm), com cobertura óssea adequada, perfusão preservada em extremidades e lesão completa do nervo fibular. A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 49. Segundo a classificação de Tscherne das lesões abertas de partes moles, essa fratura pode ser classificada como grau III (Fr. O 3). 50. Trata-se do tipo IIIC de Gustilo e Anderson. 51. Um dos objetivos do desbridamento cirúrgico é a criação de uma ferida vascularizada. O critério dos 4 Cs (cor, contratilidade, circulação e consistência) deve ser pesquisado em toda a área traumatizada, pois define, na prática e com precisão, as características de viabilidade tecidual. 52. Uma fratura caracterizada como tipo I de Gustilo pode ser tratada da mesma forma que uma fratura fechada comparável. 53. É universalmente aceito que a administração intravenosa de antibióticos deve ser realizada somente após o desbridamento cirúrgico e a coleta de material para cultura. 54. Há consenso quanto à necessidade de promover limpeza exaustiva das feridas nas fraturas expostas como parte inicial do tratamento dessas lesões. Área livre Um paciente de 22 anos de idade compareceu a consulta com relato de dor e limitação funcional em ombro direito há três meses após queda durante prática de skate, que provocou deslocamento do ombro com necessidade de auxílio médico para redução da luxação glenoumeral. Ao exame físico, apresentava apreensão +; recolocação +; gaveta -; sulco -. RMN evidenciava lesão de Hill-Sachs, lesão de Bankart e SLAP tipo II, segundo classificação de Snyder. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 55. Esse paciente apresenta uma ruptura em alça de balde do lábio gleinodal superior, com uma inserção normal do tendãodo bíceps. 56. Os testes para hiperfrouxidão ligamentar são negativos, enquanto os testes relacionados a uma lesão traumática são positivos. 57. O principal estabilizador estático do ombro, nos casos de luxação recidivante, é o ligamento glenoumeral superior. 58. O atleta de esporte de contato constitui um fator de risco para falha do tratamento artroscópico. 59. A lesão de Hill-Sachs corresponde a uma fratura por impacção localizada na região posterolateral da cabeça umeral. 60. A frouxidão ligamentar glenoumeral pode estar presente e não ocasionar instabilidade. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES – DF/2022 GRUPO 028 – TIPO “U” PÁGINA 5/7 Um paciente de 50 anos de idade compareceu a consulta queixando-se de dor no quadril esquerdo com irradiação para a região inguinal há dois anos. Relata ainda etilismo regular. Ao exame físico, demonstra arco de movimento limitado pela dor, principalmente a abdução. Radiografias em AP e perfil da bacia evidenciaram osteonecrose grau III de Ficat. Acerca desse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 61. A dor na região inguinal indica geralmente acometimento da articulação do quadril. 62. A dor em abdução do quadril sugere que, nessa posição, a área de colapso da cabeça femoral entra em contato com a área de maior pressão no acetábulo. 63. Esse paciente apresenta exames de imagem com sinais de acometimento acetabular com estreitamento do espaço articular. 64. A osteotomia de Sugioka está bem indicada nesse caso, uma vez que apresenta ampla indicação e baixos índices de complicação. 65. O objetivo do estadiamento radiográfico deve ser identificar osteonecrose na fase 1 de Ficat. 66. A cintilografia óssea é o exame mais sensível para identificação precoce da doença. Uma criança de 6 anos de idade foi levada a consulta com trauma em cotovelo esquerdo por causa de queda de bicicleta, com queixa de dor e apresentando edema (++++/4+), deformidade, hematoma em região anterior do cotovelo, pulso radial ausente e sem sinais de lesão nervosa. Radiografias em anteroposterior e perfil evidenciaram fratura supracondilar do úmero esquerdo tipo III de Gartland, com desvio posterolateral. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 67. A presença do hematoma em região anterior do cotovelo e o desvio posterolateral são sinais de alerta para o risco de lesão vascular. 68. A ausência do pulso radial é o principal sinal de uma possível síndrome compartimental. 69. As fraturas supracondilares com presença de pulso radial e sem alterações de perfusão capilar podem ser imobilizadas e o tratamento cirúrgico programado. 70. A posição ideal de imobilização após estabilização com fios de Kirschner é 120 graus de flexão do cotovelo. 71. Não há indicação para exploração cirúrgica imediata de lesão neurológica associada a fraturas supracondilares, uma vez que a maioria delas são casos de neuropraxia. 72. Nas fraturas em extensão com desvio posteromedial, o nervo lesionado em geral é o nervo ulnar. Área livre Uma paciente de 40 anos de idade veio a consulta queixando-se de dor em região lombar de forte intensidade, com irradiação para membro inferior direito há duas semanas. Ao exame físico, observaram-se hipoestesia no território de S1 à direita e sinal de Lasègue positivo, com dor irradiada no trajeto da raiz de S1, também à direita. A RMN demonstrou volumosa hérnia central e posterolateral direita comprimindo raízes de S1 à direita. Em relação a esse caso clínico e aos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 73. Foi encontrada hipoestesia em face lateral da perna, dorso do pé e hálux da paciente. 74. Caso fosse encontrada paresia, o extensor longo do hálux e o extensor longo dos dedos seriam os músculos provavelmente afetados. 75. O tratamento inicial para essa paciente deve ser cirúrgico, com a microdiscectomia lombar, uma cirurgia de pequeno porte, com a qual é possível descomprimir a raiz nervosa sintomática. 76. Apesar de possuir Lasègue positivo, não é comum o paciente jovem apresentar sinais francos de paresia, uma vez que sua raiz costuma ser resistente à compressão. 77. A instabilidade lombar apresenta sinais clínicos e pode ser confirmada por meio de radiografias dinâmicas de flexão e extensão. 78. O sinal mais precoce de comprometimento esfincteriano na síndrome da cauda equina é a retenção urinária. Uma atleta de futebol nos finais de semana, de 40 anos de idade, compareceu a consulta relatando que sentiu dor súbita na face posterior da panturrilha direita durante uma partida, com sensação de “pedrada”. Refere dor de forte intensidade com dificuldade para marcha, gap em porção distal e posterior da perna e manobra de Thompson positiva para lesão tendinosa. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 79. Nesse caso clínico, é provável a rotura do tendão tibial posterior. 80. Mesmo com esse quadro clínico característico, o diagnóstico, em cerca de 25% das lesões, não é realizado no primeiro atendimento médico. 81. A nutrição desse tendão é derivada dos vasos do peritendão, provenientes das artérias tibial posterior e fibulares. 82. O local de acometimento mais frequente é 2 cm a 6 cm da inserção, que corresponde à zona de maior vascularização. 83. O uso de antibióticos do grupo das fluorquinolonas constitui sinal de risco para lesão. 84. É reconhecidamente a de maior incidência entre atletas recreacionais e na faixa etária dos 30 anos aos 50 anos de idade. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES – DF/2022 GRUPO 028 – TIPO “U” PÁGINA 6/7 Uma paciente de 52 anos de idade foi a consulta por sentir dor em joelho esquerdo, de caráter progressivo, há cinco anos. Apresenta uma marcha com varismo tipo II (duplo varo) em joelho esquerdo, derrame articular ++/4+ e dor à palpação na interlinha medial. Radiografias evidenciaram uma gonartrose classificada como Ahback III. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 85. A paciente apresenta, além da geometria alterada, uma abertura da fenda lateral em consequência do afrouxamento das estruturas laterais. 86. A radiografia em perfil da paciente provavelmente exiba uma porção posterior do platô tibial intacto. 87. A deformidade encontrada comumente na doença degenerativa articular do joelho por osteoartrose é a deformidade angular em valgo no plano coronal. 88. Na osteotomia valgizante da tíbia, em joelho varo, não se deve corrigir o varismo, pois, nas osteotomias proximais da tíbia, o eixo de correção deve ser mantido em varo. 89. Nas artroplastias unicompartimentais mediais no joelho, a correção completa do eixo evita sobrecarga dos componentes da prótese. 90. Após uma artroplastita total de joelho, a carga e a deambulação com auxílio de apoio serão realizados assim que tolerado pelo paciente. Um paciente de 25 anos de idade, vítima de colisão moto versus caminhão, foi encaminhado à emergência com dor na região púbica e andar inferior do abdome, além de mobilidade anormal à compressão lateral da bacia. Os membros apresentam boa perfusão distal e sem deformidades, bem como ausência de sangramento uretral ou de sangue ao toque retal. Radiografia em AP do anel pélvico demonstrou uma disjunção da sínfise púbica maior que 3 cm. No que se refere a esse caso clínico e aos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 91. As duas incidências complementares à radiografia em AP são a inlet view e outlet view, que são de fácil realização, pois não há necessidade de mobilizar o paciente. 92. O provável e principalmecanismo de trauma para essa lesão foi uma compressão lateral. 93. As fraturas em livro aberto são consideradas parcialmente instáveis, uma vez que existe estabilidade no plano vertical. 94. Os ligamentos sacroilíacos posteriores, sacrotuberosos e sacroespinhosos atuam como limitadores da rotação lateral da hemipelve. 95. O critério para estabilização cirúrgica é abertura da sínfise púbica maior que 2.5 cm ou, ainda, associação com lesão das vias urinárias. 96. O reto e o ânus são as estruturas mais frequentemente lesadas nas fraturas expostas de pelve. Área livre A respeito da osteomielite, julgue os itens a seguir. 97. O abscesso de Brodie é uma forma localizada de osteomielite subaguda, que ocorre mais frequentemente nos ossos longos das extremidades inferiores de jovens adultos. 98. Quando a criança tem idade inferior a 2 anos, pode haver, associada à osteomielite, a presença de artrite séptica. 99. O sistema de estadiamento para osteomielite crônica de Cierny e Mader caracteriza o tipo III como superficial, sendo limitada a superfície do osso e infecção secundária a um defeito de cobertura. No que concerne à ortopedia pediátrica, julgue os itens a seguir. 100. A característica principal do exame laboratorial do raquitismo é a baixa fosfatemia. É uma doença osteometabólica caracterizada por redução da atividade osteoblástica. 101. Os portadores de osteogênese imperfeita tipo III possuem prognóstico compatível com a vida, dentinogênese imperfeita e escleras azuladas que tendem a se opacificar. 102. As crianças portadoras de paralisia cerebral que conseguem se sentar, de forma independente, até os 4 anos de idade possuem um bom preditor de deambulação independente. 103. Quando o ângulo metáfiso-diafisário descrito por Levine e Drennan é maior que 11 graus, há uma possibilidade maior de se desenvolver tíbia vara infantil. Em relação à pseudoartrose, julgue os itens a seguir. 104. A pseudoartrose do tipo “pata de elefante”, apesar de vascularizada, não é hipertrófica, e o calo é ausente. 105. Para uma pseudoartrose não infectada de diáfise de osso longo, uma osteossíntese com placa ponte e compressão interfragmentária está bem indicada. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM/SES – DF/2022 GRUPO 028 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 Acerca da anatomia ortopédica e cirúrgica, julgue os itens a seguir. 106. A pressão exata pela qual um torniquete deve ser inflado depende somente da pressão arterial do paciente. 107. Na abordagem anterior da coluna cervical para acesso à porção média e inferior da coluna, é preferível uma exposição do lado esquerdo medialmente à artéria carótida e à veia jugular interna para minimizar o risco de lesão do nervo laríngeo recorrente. 108. O arco de movimento que o joelho realiza no decorrer da marcha é de extensão completa a 30 graus de flexão. 109. O nervo radial é o principal responsável pela inervação dos músculos envolvidos na extensão do cotovelo. 110. A zona II dos flexores é conhecida como zona de ninguém e é onde está localizada a origem dos lumbricais. 111. O contato patelofemoral se inicia entre 10 graus e 20 graus de flexão. Quando a flexão progride, o contato se move proximal e lateralmente, sendo maior aos 45 graus. 112. Os músculos tibial anterior e o posterior fazem parte da musculatura extrínseca e são os inversores do pé e do tornozelo. No que tange à avaliação clínica e aos exames físicos rotineiros utilizados em ortopedia, julgue os itens a seguir. 113. Na claudicação neurogênica, característica da estenose lombar, há dor de surgimento rápido e melhora rápida com repouso. 114. O teste de Nachlas é realizado com o paciente em decúbito ventral com flexão passiva do joelho até que o calcanhar toque na nádega. O aparecimento de dor na região lombar na altura de L2-L3, nádega ou coxa pode indicar compressão radicular. 115. O nível de C5-C6, a raiz de C6, possui, como área sensitiva, o dedo médio; como motor, a raiz de C6 é responsável pelo tríceps e pelos flexores do punho. O reflexo é o tricipital. 116. No teste de impacto de Neer, o tubérculo maior do úmero se projeta contra o ligamento coracoacromial, e o tubérculo menor se aproxima da ponta do processo coracoide, podendo também reproduzir o discutido “impacto coracoide”. 117. Na síndrome de Brown-Séquard, o quadro clínico reflete uma hemissecção do cordão medular com perda da função motora ipsilateral, associado a um deficit de sensibilidade dolorosa e térmica contralateral. 118. O teste de Phallen é considerado o mais sensível e específico para a síndrome do túnel do carpo. 119. O teste de Thomas avalia a contratura em flexão do quadril e o teste de Ely, a contratura do músculo retofemoral. 120. O exame físico mais provável de um paciente com lesão apenas da banda anteromedial do ligamento cruzado anterior do joelho é uma gaveta anterior positiva e Lachmann duvidoso. Área livre Área livre