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PROVA APLIC
ADA
 
 
 
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL 
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO NO 1 – RM/SES-DF/2022, DE 28 DE SETEMBRO DE 2021. 
 
P R O G R A M A S – G R U P O 0 2 8 Data e horário da prova: 
Ortopedia e Traumatologia em Cirurgia da 
Coluna – R4 (701). 
 
 
Terça-feira, 30/11/2021. 
 
Tipo 
“U” 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
 Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens – cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, 
de acordo com o(s) comando(s) a que se refere –; e 
o uma folha de respostas personalizada. 
 Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. 
 Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
 Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
Toda força será fraca, se não estiver unida. 
 
 Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. 
 Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. 
 Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. 
 Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material 
transparente. 
 Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. 
 Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. 
 Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. 
 Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A 
 
 Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. 
 Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. 
 A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem pode conter registro fora dos locais 
destinados às respostas. 
 O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da 
prova objetiva para a folha de respostas. 
 A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, 
fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. 
 Marque as respostas assim: 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO	SELETIVO	–	RM/SES	–	DF/2022 GRUPO	028 – TIPO	“U” PÁGINA	2/7
 
ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA 
Itens de 1 a 120 
 
Uma criança de 7 anos de idade foi levada a consulta por dor 
e edema em joelho esquerdo há dois dias, sem história de 
trauma. Apresenta Tax = 38,5 oC, VHS = 47 mm/h, 
PCR = 7 mg/dL, contagem global de leucócitos de 
12.500 células/mm e radiografia do joelho sem diferença da 
distância no espaço articular. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
1. Nessa criança, a probabilidade preditiva de artrite 
séptica é maior que 95%. 
2. O pico de elevação da VHS ocorre entre três e cinco 
dias após o início da infecção, retornando ao normal em 
aproximadamente três semanas após o início do 
tratamento. 
3. A PCR aumenta até seis horas após o início da infecção, 
atingindo o pico de elevação dois dias depois, 
retornando ao normal em seguida, uma semana após o 
início do tratamento adequado. 
4. O VHS é a melhor maneira de acompanhar a resposta 
da infecção ao tratamento. 
5. Na análise do líquido sinovial dessa criança, 
provavelmente a contagem de células é superior a 
80.000/mm3 e com mais de 75% das células sendo 
neutrófilos. 
6. Radiografias simples mostram edema dos tecidos 
moles, estreitamento ou alargamento do espaço articular 
e destruição óssea e são muito úteis no diagnóstico das 
infecções ósseas e articulares agudas. 
 
 
Um paciente de 72 anos de idade, vítima de queda de altura 
com trauma em coluna cervical, refere mecanismo de 
flexoextensão exagerado. Após realização dos exames de 
imagem, foi verificada uma fratura de processo odontoide 
tipo II, de Anderson e D`alonzo. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
7. As fraturas do tipo II ocorrem acima do ligamento 
transverso. Geralmente, acontecem por avulsão pelo 
ligamento apical ou alar. 
8. As fraturas de odontoide do tipo II são mais estáveis 
que as fraturas do tipo III, e o tratamento pode ser feito 
de forma conservadora ou cirúrgica. 
9. Com tratamento conservador, o risco de pseudoartrose 
varia de 26% a 80% na literatura. Esse risco elevado de 
pseudoartrose é atribuído à instabilidade da fratura. 
10. Os fatores de risco para pseudoartrose são desvio inicial 
maior do que 4 mm a 6 mm, angulação maior do que 
10 graus e retardo no diagnóstico. 
11. As fraturas do processo odontoide correspondem à 
fratura cervical mais comum na população com mais de 
70 anos de idade. 
12. O envolvimento neurológico varia de 2% a 27%, sendo 
de alta gravidade ou, até mesmo, fatal quando presente. 
 
 
Um atleta de luta esportiva de 33 anos de idade relata que, há 
três meses, teve entorse do joelho, evoluindo com dor, 
aumento de volume e bloqueios articulares esporádicos desde 
então. Apresenta hipotrofia muscular do quadríceps direito, 
estabilidade ligamentar em todos os testes realizados e 
manobras de Mcmurray, Thessaly e Apley positivas para 
menisco medial. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
13. As manobras de Mcmurray, Thessaly e Apley são 
classificadas como testes meniscais de rotação do 
joelho e não necessitam de palpação da interlinha. 
14. As radiografias comuns não vão confirmar o diagnóstico 
de um menisco lesionado, porém são importantes para 
excluir corpos livres osteocartilaginosos, osteocondrite 
dissecante e outros processos patológicos que podem 
imitar um menisco rompido. 
15. A ressonância magnética nuclear é eficiente em detectar 
lesões do menisco e eficaz em prever o reparo dessas lesões. 
16. Entre as técnicas de reparo meniscal, a técnica de 
dentro para fora (inside-out) é o padrão-ouro, já que 
permite a fixação sólida e reprodutível das lesões nos 
terços médios e posteriores dos meniscos. 
17. O tratamento das lesões do corno posterior segundo a 
técnica tudo dentro (all-inside) constitui uma 
contraindicação relativa em razão da dificuldade em 
alcançar a lesão com essa técnica. 
18. A menisectomia total não é mais considerada o 
tratamento de escolha em atletas jovens, e a remoção 
completa é justificada apenas quando o menisco está 
irreparavelmente lesionado. 
 
 
Um paciente de 8 anos de idade refere dor em virilha e em 
face medial do joelho esquerdo há três meses, sem história de 
trauma. Ao exame físico, apresenta marcha claudicante, 
restrição da rotação interna e abdução do quadril esquerdo. 
Ao se realizar radiografia do quadril, observa-se aumento da 
densidade óssea na cabeça do fêmur. 
 
Acerca desse caso clínico e considerando os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
19. A principal hipótese diagnóstica é deslizamento da 
epífise da cabeça femoral. 
20. Nesse caso, a radiografia pode não auxiliar e até 
enganar, uma vez que a cabeça femoral não está 
calcificada. 
21. A avaliação clínica associada à ultrassonografia é 
mandatória nesse caso. 
22. Claudicação, marcha na ponta do pé e limitação da 
abdução são achados clínicos tardios na displasia do 
desenvolvimentodo quadril. 
23. Em razão da irradiação da dor no território sensitivo do 
nervo sartório, é comum a presença de dor na região 
medial e anterior do joelho. 
24. Um dado clínico que interfere no prognóstico é a idade 
de início da doença. Quanto menor a idade da criança, 
maior a possibilidade de melhor remodelação e 
adaptação. 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO	SELETIVO	–	RM/SES	–	DF/2022 GRUPO	028 – TIPO	“U” PÁGINA	3/7
 
Uma gestante de 40 anos de idade, com 35 semanas de 
gestação, compareceu ao consultório, pois, durante a última 
ultrassonografia, foi informada de que seu feto, do sexo 
feminino, apresenta uma deformidade em pé esquerdo, 
característica de pé torto congênito. A paciente nega história 
familiar prévia e outras alterações associadas. 
 
Quanto a esse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
25. A ultrassonografia pré-natal permite vários diagnósticos 
morfológicos, porém o pé torto congênito não está entre 
eles. 
26. O pé torto congênito é mais comum no sexo masculino. 
O envolvimento bilateral ocorre na metade dos casos e, 
quando unilateral, é mais frequente à direita. 
27. Trata-se de uma deformidade com retropé equino e 
varo, associada ao antepé aduto e cavo. 
28. A primeira deformidade a ser corrigida é a cavo. Essa 
correção é obtida com a elevação da cabeça do primeiro 
raio, em um movimento de supinação. 
29. O navicular e o calcâneo estão deslocados lateral e 
plantarmente em relação ao tálus, o qual apresenta a 
maior deformidade. 
30. A tenotomia percutânea do tendão de Aquiles faz parte 
do tratamento conservador do método de Ponseti, e 
todas as crianças submetidas ao método necessitam 
desse procedimento. 
 
 
Uma adolescente de 12 anos de idade compareceu a uma 
consulta com queixa de deformidade em coluna vertebral há 
dois anos, de caráter progressivo e sem outras queixas 
associadas. A paciente apresentava assimetria dos ombros e 
do triângulo de talhe e sem discrepâncias entre os membros 
inferiores. 
 
Em relação a esse caso clínico e considerando os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
31. Ao se realizar a manobra de Adams, a paciente 
apresentava gibosidade torácica à direita com 3 cm de 
altura, o que provavelmente determina uma curva 
torácica principal à esquerda. 
32. A classificação proposta por Lenke considera o tipo da 
curva, o modificador lombar e o perfil da coluna 
torácica. Essas informações são obtidas nas radiografias 
ortostáticas em AP e perfil de toda a coluna vertebral e 
nas radiografias AP em inclinação lateral direita e 
esquerda. 
33. No modificador lombar da classificação de Lenke tipo 
B, a linha central do sacro passa entre os pedículos da 
vértebra apical. 
34. O modificador sagital é definido como a medida da 
cifose do segmento T5 ao T12 e é classificado como 
hipercifótico quando a cifose está acima de 30 graus. 
35. Os principais parâmetros biológicos que influenciam no 
tratamento são a gravidade, a localização da curva e a 
maturidade do paciente. 
36. De modo geral, o tratamento cirúrgico está indicado 
para as curvas torácicas entre 40 graus e 50 graus nos 
pacientes que não atingiram a maturidade esquelética, 
enquanto, em pacientes maduros, a indicação fica 
restrita para as curvas com 50 graus ou maiores. 
Um paciente de 62 anos de idade é portador de carcinoma 
metastático, de origem desconhecida, na extremidade 
proximal do fêmur direito, com aspecto radiográfico lítico e 
acometimento maior que 2/3. Apresenta ainda dor de forte 
intensidade, com limitação de suas atividades diárias. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
37. Segundo o sistema de pontuação para avaliação de 
fraturas patológicas de Mirels, a pontuação desse 
paciente é 9, estando indicada a fixação profilática. 
38. A mama e a próstata são locais incomuns para doenças 
primárias nesse grupo de pacientes. 
39. O aspecto radiográfico do carcinoma metastático 
proveniente do câncer renal e de tireoide, em geral, é 
puramente lítico. 
40. O estádio IIB do sistema de Enneking para 
estadiamento de tumores refere-se a qualquer lesão que 
metastatizou. 
41. Uma lesão benigna ativa é sintomática, causa destruição 
óssea limitada e pode apresentar-se com fratura 
patológica. Um exemplo desse tipo de lesão é o tumor 
de células gigantes. 
42. O mieloma múltiplo e o carcinoma metastático devem 
ser incluídos no diagnóstico diferencial para qualquer 
paciente com mais de 40 anos de idade e que tenha um 
tumor ósseo novo. 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO	SELETIVO	–	RM/SES	–	DF/2022 GRUPO	028 – TIPO	“U” PÁGINA	4/7
 
Uma paciente de 66 anos de idade sofreu queda da própria 
altura com trauma em punho esquerdo. Apresentava dor e 
deformidade e, ao realizar radiografias, foi evidenciada uma 
fratura da porção distal do rádio esquerdo. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
43. Para essa paciente, a idade não configura um sinal de 
instabilidade da fratura. 
44. Desvio dorsal maior que 10 graus, cominuição dorsal e 
envolvimento intra-articular são fatores indicativos de 
instabilidade. 
45. Para esse tipo de fratura, a classificação de Fernandez é 
embasada no mecanismo de trauma, sendo o tipo III de 
cisalhamento. 
46. Uma fratura da porção distal do rádio intra-articular e 
não desviada é classificada como tipo III, segundo a 
classificação universal. 
47. O degrau articular menor que 2 mm e o encurtamento 
radial menor que 2 mm a 3 mm são parâmetros 
aceitáveis de redução da fratura. 
48. Na imobilização para as fraturas de Colles, pode ser 
utilizada a posição de leve flexão palmar, desvio ulnar e 
pronossupinação neutra. 
 
 
Um paciente de 23 anos de idade, vítima de colisão carro 
versus moto, com trauma de alta energia em membro inferior 
esquerdo, apresenta fratura exposta da porção proximal da 
tíbia e da fíbula esquerdas, com extensas lacerações nos 
tecidos moles (maior que 10 cm), com cobertura óssea 
adequada, perfusão preservada em extremidades e lesão 
completa do nervo fibular. 
 
A respeito desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
49. Segundo a classificação de Tscherne das lesões abertas 
de partes moles, essa fratura pode ser classificada como 
grau III (Fr. O 3). 
50. Trata-se do tipo IIIC de Gustilo e Anderson. 
51. Um dos objetivos do desbridamento cirúrgico é a 
criação de uma ferida vascularizada. O critério dos 
4 Cs (cor, contratilidade, circulação e consistência) deve 
ser pesquisado em toda a área traumatizada, pois define, 
na prática e com precisão, as características de 
viabilidade tecidual. 
52. Uma fratura caracterizada como tipo I de Gustilo pode 
ser tratada da mesma forma que uma fratura fechada 
comparável. 
53. É universalmente aceito que a administração 
intravenosa de antibióticos deve ser realizada somente 
após o desbridamento cirúrgico e a coleta de material 
para cultura. 
54. Há consenso quanto à necessidade de promover limpeza 
exaustiva das feridas nas fraturas expostas como parte 
inicial do tratamento dessas lesões. 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
Um paciente de 22 anos de idade compareceu a consulta com 
relato de dor e limitação funcional em ombro direito há três 
meses após queda durante prática de skate, que provocou 
deslocamento do ombro com necessidade de auxílio médico 
para redução da luxação glenoumeral. Ao exame físico, 
apresentava apreensão +; recolocação +; gaveta -; sulco -. 
RMN evidenciava lesão de Hill-Sachs, lesão de Bankart e 
SLAP tipo II, segundo classificação de Snyder. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
55. Esse paciente apresenta uma ruptura em alça de balde 
do lábio gleinodal superior, com uma inserção normal 
do tendãodo bíceps. 
56. Os testes para hiperfrouxidão ligamentar são negativos, 
enquanto os testes relacionados a uma lesão traumática 
são positivos. 
57. O principal estabilizador estático do ombro, nos casos 
de luxação recidivante, é o ligamento glenoumeral 
superior. 
58. O atleta de esporte de contato constitui um fator de 
risco para falha do tratamento artroscópico. 
59. A lesão de Hill-Sachs corresponde a uma fratura por 
impacção localizada na região posterolateral da cabeça 
umeral. 
60. A frouxidão ligamentar glenoumeral pode estar presente 
e não ocasionar instabilidade. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO	SELETIVO	–	RM/SES	–	DF/2022 GRUPO	028 – TIPO	“U” PÁGINA	5/7
 
Um paciente de 50 anos de idade compareceu a consulta 
queixando-se de dor no quadril esquerdo com irradiação para 
a região inguinal há dois anos. Relata ainda etilismo regular. 
Ao exame físico, demonstra arco de movimento limitado 
pela dor, principalmente a abdução. Radiografias em AP e 
perfil da bacia evidenciaram osteonecrose grau III de Ficat. 
 
Acerca desse caso clínico e considerando os conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
61. A dor na região inguinal indica geralmente 
acometimento da articulação do quadril. 
62. A dor em abdução do quadril sugere que, nessa posição, 
a área de colapso da cabeça femoral entra em contato 
com a área de maior pressão no acetábulo. 
63. Esse paciente apresenta exames de imagem com sinais 
de acometimento acetabular com estreitamento do 
espaço articular. 
64. A osteotomia de Sugioka está bem indicada nesse caso, 
uma vez que apresenta ampla indicação e baixos índices 
de complicação. 
65. O objetivo do estadiamento radiográfico deve ser 
identificar osteonecrose na fase 1 de Ficat. 
66. A cintilografia óssea é o exame mais sensível para 
identificação precoce da doença. 
 
 
Uma criança de 6 anos de idade foi levada a consulta com 
trauma em cotovelo esquerdo por causa de queda de 
bicicleta, com queixa de dor e apresentando edema 
(++++/4+), deformidade, hematoma em região anterior do 
cotovelo, pulso radial ausente e sem sinais de lesão nervosa. 
Radiografias em anteroposterior e perfil evidenciaram fratura 
supracondilar do úmero esquerdo tipo III de Gartland, com 
desvio posterolateral. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
67. A presença do hematoma em região anterior do 
cotovelo e o desvio posterolateral são sinais de alerta 
para o risco de lesão vascular. 
68. A ausência do pulso radial é o principal sinal de uma 
possível síndrome compartimental. 
69. As fraturas supracondilares com presença de pulso 
radial e sem alterações de perfusão capilar podem ser 
imobilizadas e o tratamento cirúrgico programado. 
70. A posição ideal de imobilização após estabilização com 
fios de Kirschner é 120 graus de flexão do cotovelo. 
71. Não há indicação para exploração cirúrgica imediata de 
lesão neurológica associada a fraturas supracondilares, 
uma vez que a maioria delas são casos de neuropraxia. 
72. Nas fraturas em extensão com desvio posteromedial, o 
nervo lesionado em geral é o nervo ulnar. 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma paciente de 40 anos de idade veio a consulta 
queixando-se de dor em região lombar de forte intensidade, 
com irradiação para membro inferior direito há duas 
semanas. Ao exame físico, observaram-se hipoestesia no 
território de S1 à direita e sinal de Lasègue positivo, com dor 
irradiada no trajeto da raiz de S1, também à direita. A RMN 
demonstrou volumosa hérnia central e posterolateral direita 
comprimindo raízes de S1 à direita. 
 
Em relação a esse caso clínico e aos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
73. Foi encontrada hipoestesia em face lateral da perna, 
dorso do pé e hálux da paciente. 
74. Caso fosse encontrada paresia, o extensor longo do 
hálux e o extensor longo dos dedos seriam os músculos 
provavelmente afetados. 
75. O tratamento inicial para essa paciente deve ser 
cirúrgico, com a microdiscectomia lombar, uma cirurgia 
de pequeno porte, com a qual é possível descomprimir a 
raiz nervosa sintomática. 
76. Apesar de possuir Lasègue positivo, não é comum o 
paciente jovem apresentar sinais francos de paresia, uma 
vez que sua raiz costuma ser resistente à compressão. 
77. A instabilidade lombar apresenta sinais clínicos e pode 
ser confirmada por meio de radiografias dinâmicas de 
flexão e extensão. 
78. O sinal mais precoce de comprometimento esfincteriano 
na síndrome da cauda equina é a retenção urinária. 
 
 
Uma atleta de futebol nos finais de semana, de 40 anos de 
idade, compareceu a consulta relatando que sentiu dor súbita 
na face posterior da panturrilha direita durante uma partida, 
com sensação de “pedrada”. Refere dor de forte intensidade 
com dificuldade para marcha, gap em porção distal e 
posterior da perna e manobra de Thompson positiva para 
lesão tendinosa. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
79. Nesse caso clínico, é provável a rotura do tendão tibial 
posterior. 
80. Mesmo com esse quadro clínico característico, o 
diagnóstico, em cerca de 25% das lesões, não é 
realizado no primeiro atendimento médico. 
81. A nutrição desse tendão é derivada dos vasos do 
peritendão, provenientes das artérias tibial posterior e 
fibulares. 
82. O local de acometimento mais frequente é 2 cm a 6 cm 
da inserção, que corresponde à zona de maior 
vascularização. 
83. O uso de antibióticos do grupo das fluorquinolonas 
constitui sinal de risco para lesão. 
84. É reconhecidamente a de maior incidência entre atletas 
recreacionais e na faixa etária dos 30 anos aos 50 anos 
de idade. 
 
Área livre 
 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO	SELETIVO	–	RM/SES	–	DF/2022 GRUPO	028 – TIPO	“U” PÁGINA	6/7
 
Uma paciente de 52 anos de idade foi a consulta por sentir 
dor em joelho esquerdo, de caráter progressivo, há cinco 
anos. Apresenta uma marcha com varismo tipo II (duplo 
varo) em joelho esquerdo, derrame articular ++/4+ e dor à 
palpação na interlinha medial. Radiografias evidenciaram 
uma gonartrose classificada como Ahback III. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
85. A paciente apresenta, além da geometria alterada, uma 
abertura da fenda lateral em consequência do 
afrouxamento das estruturas laterais. 
86. A radiografia em perfil da paciente provavelmente 
exiba uma porção posterior do platô tibial intacto. 
87. A deformidade encontrada comumente na doença 
degenerativa articular do joelho por osteoartrose é a 
deformidade angular em valgo no plano coronal. 
88. Na osteotomia valgizante da tíbia, em joelho varo, não 
se deve corrigir o varismo, pois, nas osteotomias 
proximais da tíbia, o eixo de correção deve ser mantido 
em varo. 
89. Nas artroplastias unicompartimentais mediais no joelho, 
a correção completa do eixo evita sobrecarga dos 
componentes da prótese. 
90. Após uma artroplastita total de joelho, a carga e a 
deambulação com auxílio de apoio serão realizados 
assim que tolerado pelo paciente. 
 
 
Um paciente de 25 anos de idade, vítima de colisão moto 
versus caminhão, foi encaminhado à emergência com dor na 
região púbica e andar inferior do abdome, além de 
mobilidade anormal à compressão lateral da bacia. Os 
membros apresentam boa perfusão distal e sem 
deformidades, bem como ausência de sangramento uretral ou 
de sangue ao toque retal. Radiografia em AP do anel pélvico 
demonstrou uma disjunção da sínfise púbica maior que 3 cm. 
 
No que se refere a esse caso clínico e aos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
91. As duas incidências complementares à radiografia em 
AP são a inlet view e outlet view, que são de fácil 
realização, pois não há necessidade de mobilizar o 
paciente. 
92. O provável e principalmecanismo de trauma para essa 
lesão foi uma compressão lateral. 
93. As fraturas em livro aberto são consideradas 
parcialmente instáveis, uma vez que existe estabilidade 
no plano vertical. 
94. Os ligamentos sacroilíacos posteriores, sacrotuberosos e 
sacroespinhosos atuam como limitadores da rotação 
lateral da hemipelve. 
95. O critério para estabilização cirúrgica é abertura da 
sínfise púbica maior que 2.5 cm ou, ainda, associação 
com lesão das vias urinárias. 
96. O reto e o ânus são as estruturas mais frequentemente 
lesadas nas fraturas expostas de pelve. 
 
Área livre 
 
 
 
 
A respeito da osteomielite, julgue os itens a seguir. 
 
97. O abscesso de Brodie é uma forma localizada de 
osteomielite subaguda, que ocorre mais frequentemente 
nos ossos longos das extremidades inferiores de jovens 
adultos. 
98. Quando a criança tem idade inferior a 2 anos, pode 
haver, associada à osteomielite, a presença de artrite 
séptica. 
99. O sistema de estadiamento para osteomielite crônica de 
Cierny e Mader caracteriza o tipo III como superficial, 
sendo limitada a superfície do osso e infecção 
secundária a um defeito de cobertura. 
 
 
No que concerne à ortopedia pediátrica, julgue os itens a 
seguir. 
 
100. A característica principal do exame laboratorial do 
raquitismo é a baixa fosfatemia. É uma doença 
osteometabólica caracterizada por redução da atividade 
osteoblástica. 
101. Os portadores de osteogênese imperfeita tipo III 
possuem prognóstico compatível com a vida, 
dentinogênese imperfeita e escleras azuladas que 
tendem a se opacificar. 
102. As crianças portadoras de paralisia cerebral que 
conseguem se sentar, de forma independente, até os 4 
anos de idade possuem um bom preditor de 
deambulação independente. 
103. Quando o ângulo metáfiso-diafisário descrito por 
Levine e Drennan é maior que 11 graus, há uma 
possibilidade maior de se desenvolver tíbia vara 
infantil. 
 
 
Em relação à pseudoartrose, julgue os itens a seguir. 
 
104. A pseudoartrose do tipo “pata de elefante”, apesar de 
vascularizada, não é hipertrófica, e o calo é ausente. 
105. Para uma pseudoartrose não infectada de diáfise de osso 
longo, uma osteossíntese com placa ponte e compressão 
interfragmentária está bem indicada. 
 
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PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO	SELETIVO	–	RM/SES	–	DF/2022 GRUPO	028 – TIPO	“U” PÁGINA	7/7
 
Acerca da anatomia ortopédica e cirúrgica, julgue os itens a 
seguir. 
 
106. A pressão exata pela qual um torniquete deve ser 
inflado depende somente da pressão arterial do 
paciente. 
107. Na abordagem anterior da coluna cervical para acesso à 
porção média e inferior da coluna, é preferível uma 
exposição do lado esquerdo medialmente à artéria 
carótida e à veia jugular interna para minimizar o risco 
de lesão do nervo laríngeo recorrente. 
108. O arco de movimento que o joelho realiza no decorrer 
da marcha é de extensão completa a 30 graus de flexão. 
109. O nervo radial é o principal responsável pela inervação 
dos músculos envolvidos na extensão do cotovelo. 
110. A zona II dos flexores é conhecida como zona de 
ninguém e é onde está localizada a origem 
dos lumbricais. 
111. O contato patelofemoral se inicia entre 10 graus e 20 
graus de flexão. Quando a flexão progride, o contato se 
move proximal e lateralmente, sendo maior aos 
45 graus. 
112. Os músculos tibial anterior e o posterior fazem parte da 
musculatura extrínseca e são os inversores do pé e 
do tornozelo. 
 
 
No que tange à avaliação clínica e aos exames físicos 
rotineiros utilizados em ortopedia, julgue os itens a seguir. 
 
113. Na claudicação neurogênica, característica da estenose 
lombar, há dor de surgimento rápido e melhora rápida 
com repouso. 
114. O teste de Nachlas é realizado com o paciente em 
decúbito ventral com flexão passiva do joelho até que o 
calcanhar toque na nádega. O aparecimento de dor na 
região lombar na altura de L2-L3, nádega ou coxa pode 
indicar compressão radicular. 
115. O nível de C5-C6, a raiz de C6, possui, como área 
sensitiva, o dedo médio; como motor, a raiz de C6 é 
responsável pelo tríceps e pelos flexores do punho. O 
reflexo é o tricipital. 
116. No teste de impacto de Neer, o tubérculo maior do 
úmero se projeta contra o ligamento coracoacromial, e o 
tubérculo menor se aproxima da ponta do processo 
coracoide, podendo também reproduzir o discutido 
“impacto coracoide”. 
117. Na síndrome de Brown-Séquard, o quadro clínico 
reflete uma hemissecção do cordão medular com perda 
da função motora ipsilateral, associado a um deficit de 
sensibilidade dolorosa e térmica contralateral. 
118. O teste de Phallen é considerado o mais sensível e 
específico para a síndrome do túnel do carpo. 
119. O teste de Thomas avalia a contratura em flexão do 
quadril e o teste de Ely, a contratura do músculo 
retofemoral. 
120. O exame físico mais provável de um paciente com lesão 
apenas da banda anteromedial do ligamento cruzado 
anterior do joelho é uma gaveta anterior positiva e 
Lachmann duvidoso. 
 
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