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Uma mulher com 43 anos de idade foi encaminhada, pelo médico da família, a uma
clínica de fisioterapia, em razão de uma dor crônica no pescoço. Trabalha, há 20 anos,
como assistente administrativa. A dor no pescoço surgiu dois anos antes do
encaminhamento e aumentou, significativamente, nos últimos seis meses. Na escala
analógica visual de dor, a paciente relatou um valor de 2/10 no começo do dia, com
progressão para 10/10 no final do dia. Descreveu os próprios sintomas como “rigidez”
e “dor generalizada” desde a escápula superior e o ombro até o pescoço e a área
occipital. Além disso, a paciente relatou dores de cabeça recentes e uma dor
“generalizada” que se irradia até o braço direito, dominante, principalmente no final
do dia. A rotina dela consiste em trabalhar, no computador, sentada, 75% do tempo,
usando o mouse durante 50% desse tempo. A carga horária de trabalho aumentou
duas a três horas por dia (hora extra) devido à falta de funcionários nos últimos seis
meses. Ela afirmou não ter nada notável em seu histórico de saúde nem trauma na
coluna cervical, e os raios X cervicais não registraram alterações. A paciente disse que
os sintomas reduziram um pouco na última semana, depois que começou a tomar um
medicamento anti-inflamatório não esteroide e um relaxante muscular prescritos pelo
médico da família. Acrescentou, ainda, que o seu nível de atividade física (p. ex.,
exercícios ou esportes de lazer) diminuiu nos últimos dois anos por falta de tempo.
1. Com base no diagnóstico da paciente, o que se pode antecipar a respeito dos fatores
envolvidos nessa condição?]
Postura de trabalho: A paciente trabalha como assistente administrativa e passa a maior parte do
tempo sentada em frente a um computador. Além disso, ela usa o mouse com frequência. Essa
postura prolongada e a falta de ergonomia adequada podem causar estresse e sobrecarga nos
músculos do pescoço, ombros e costas, contribuindo para a dor. 
Aumento na carga de trabalho: Nos últimos seis meses, a paciente tem trabalhado horas extras
devido à falta de funcionários. Isso aumentou sua carga horária de trabalho, o que pode ter agravado
os sintomas devido ao estresse adicional e à falta de tempo para cuidar de si mesma. E como ela
estava tomando medicamentos anti-inflamatório não esteroide e um relaxante muscular, a
inflamação e a tensão muscular podem estar contribuindo para a dor. 
Atividade física reduzida: A paciente mencionou que seu nível de atividade física diminuiu nos
últimos dois anos. A falta de exercício regular pode enfraquecer os músculos do pescoço e das
costas, tornando-os mais propensos a lesões e dor. 
2. Quais são os objetivos e intervenções de fisioterapia ortopédica mais apropriadas
para dores no pescoço e para à dor que se irradia para o ombro?
Os objetivos da fisioterapia ortopédica para dores no pescoço e dor que se irradia para o ombro são
reduzir a dor, melhorar a mobilidade e a funcionalidade da região afetada, fortalecer os músculos do
pescoço e ombro, corrigir a postura e prevenir recorrências.
As intervenções mais apropriadas podem incluir:
• Alongamentos e exercícios de fortalecimento;
Técnicas de mobilização articular: Para melhorar a mobilidade das articulações do pescoço e
ombro, ajudando a reduzir a rigidez e a dor;
• Massagem terapêutica: Realizada para aliviar a tensão muscular, melhorar a circulação
sanguínea e reduzir a dor;
• Terapia manual: Técnicas como a liberação miofascial e manipulação articular para
melhorar a mobilidade e aliviar a dor;
• Correção postural: Instruir o paciente sobre a postura adequada e fornecer exercícios e
orientações para melhorar a postura durante as atividades diárias;
• Educação do paciente: Orientações sobre ergonomia, exercícios de autocuidado e estratégias
para prevenir recorrências da dor.

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