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Paciente SFH, 67 anos, dona de casa sedentária, relata queixa de dor na parte medial dos joelhos há sete anos, principalmente ao final do dia e para subir escadas. Recebeu diagnóstico médico de osteoartrite bilateral de joelhos. Pela manhã seus joelhos estão rígidos, e quando sente dor diz que fica deitada e faz aplicação de compressas quentes. A paciente relata também que tem receio de ajoelhar no chão e se agachar para pegar pesos ou fazer o serviço de casa.
Diante deste caso quais seriam as diretrizes recomendadas para a avaliação adequada desta paciente para que ela possa receber um tratamento embasado pela prática baseada em evidências?
a. Primeiramente excluir qualquer evidência de bandeiras vermelhas, questionar a presença de comorbidades, avaliar outras possíveis queixas músculos esqueléticas que possam ser a fonte de dor, mobilidade das articulações dos MMII, força e equilíbrio. Focar a avaliação apenas na parte física e funcional, a qual pode ser complementada com o questionário WOMAC que avalia de forma específica a incapacidade funcional relacionada à osteoartrite de joelhos.
b. Primeiramente excluir qualquer evidência de bandeiras vermelhas, questionar a presença de comorbidades, avaliar as expectativas da paciente quanto à sua evolução, avaliar o componente social, cognitivo comportamental e funcional, qualidade do sono, atitudes da paciente frente à prática de atividade física já que neste momento os exercícios de fortalecimento e aeróbico deverão ser evitados, já que o tratamento deverá focar apenas a analgesia, mobilizações e alongamentos passivos, além de repouso nos dias que a dor incomodar mais.
c. Primeiramente excluir qualquer evidência de bandeiras amarelas que exigem retorno imediato ao médico, questionar a presença de comorbidades, avaliar as bandeiras vermelhas como as expectativas da paciente quanto à sua evolução, avaliar o componente social, cognitivo comportamental e funcional, qualidade do sono, atitudes da paciente frente à prática de atividade física. Avaliar outras possíveis queixas músculos esqueléticas que possam ser a fonte de dor, mobilidade das articulações dos MMII, força e equilíbrio.
d. Primeiramente excluir qualquer evidência de bandeiras vermelhas, questionar a presença de comorbidades, avaliar as expectativas da paciente quanto à sua evolução, avaliar o componente social, cognitivo comportamental e funcional, qualidade do sono, atitudes da paciente frente à prática de atividade física, já que neste primeiro momento são contraindicados os exercícios de fortalecimento e exercícios aeróbicos para não sobrecarregar a cartilagem articular e os meniscos.
e. Primeiramente excluir qualquer evidência de bandeiras vermelhas, questionar a presença de comorbidades, avaliar as expectativas da paciente quanto à sua evolução, avaliar o componente social, cognitivo comportamental e funcional, qualidade do sono, atitudes da paciente frente à prática de atividade física. Avaliar outras possíveis queixas músculos esqueléticas que possam ser a fonte de dor, mobilidade das articulações dos MMII, força e equilíbrio.
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Desafios Para o Conhecimento

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar cada alternativa cuidadosamente: a. Esta alternativa menciona a exclusão de bandeiras vermelhas, avaliação de comorbidades, queixas musculoesqueléticas, mobilidade, força e equilíbrio, mas sugere focar apenas na parte física e funcional, o que é uma limitação. Além disso, menciona o uso do questionário WOMAC, que é relevante, mas não abrange todos os aspectos necessários. Portanto, não é a melhor opção. b. Esta alternativa exclui bandeiras vermelhas, questiona comorbidades e menciona a avaliação de expectativas, componente social, cognitivo e funcional, mas sugere evitar exercícios de fortalecimento e aeróbicos, o que não é adequado, pois a atividade física é importante na osteoartrite. Portanto, não é a melhor opção. c. Esta alternativa menciona a exclusão de bandeiras amarelas, o que não é o foco principal, e depois fala sobre bandeiras vermelhas, expectativas, componente social, cognitivo e funcional, mas não aborda a questão da mobilidade, força e equilíbrio de forma completa. Portanto, não é a melhor opção. d. Esta alternativa exclui bandeiras vermelhas, questiona comorbidades, avalia expectativas, componente social, cognitivo e funcional, mas sugere que exercícios de fortalecimento e aeróbicos são contraindicados, o que não é correto. Portanto, não é a melhor opção. e. Esta alternativa exclui bandeiras vermelhas, questiona comorbidades, avalia expectativas, componente social, cognitivo e funcional, qualidade do sono, atitudes em relação à atividade física e também menciona a avaliação de outras queixas musculoesqueléticas, mobilidade, força e equilíbrio. Esta opção abrange todos os aspectos relevantes para uma avaliação adequada. Portanto, a alternativa que contém todos os itens verdadeiros e relevantes é: e.

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Vale 1,00 ponto(s). 14 sinais de alerta para as doenças reumáticas: ”As doenças reumáticas compreendem as doenças que afetam o aparelho locomotor, ou seja, articulações, ossos, músculos, cartilagens, tendões e ligamentos. Popularmente conhecidas como reumatismo, elas acometem mais de 15 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Devido às consequências que podem gerar na saúde e na qualidade de vida dos enfermos, é importante conhecer os indícios da existência das doenças reumáticas para, com isso, iniciar o tratamento o quanto antes. Conheça, a seguir, alguns sinais para prestar atenção e buscar ajuda médica. Além da dor nas articulações, que é considerado um dos sintomas mais comuns, existem sinais que muitas pessoas nem imaginam que tenham relação com as doenças reumáticas.
De acordo com a reportagem acima e com os seus conhecimentos de reumatologia assinale a alternativa incorreta:
a. Reumatismo afeta apenas os indivíduos idosos e a cartilagem articular devido às alterações relacionadas ao envelhecimento.
b. A dor nas articulações é considerada um dos sintomas mais comuns, mas pode estar presente em outras condições clínicas que confundem o diagnóstico.
c. Algumas doenças reumáticas têm sintomas parecidos, é importante o tratamento apropriado àquela doença específica identificada.
d. Algumas doenças reumáticas podem vir acompanhadas da presença do Fator Reumatoide positivo no exame de sangue.
e. Os fatores genéticos, imunológicos e infecciosos são considerados as causas principais para o surgimento ou agravamento das doenças.

Paciente CDF, 45 anos, dona de casa, procura a sua clínica de fisioterapia devido a uma dor crônica no ombro direito (D) há 6 meses. A sua queixa principal é dor na região superior e na face lateral do ombro ao realizar movimentos de elevação de ombro acima de 90º. No exame físico a paciente relatou dor à palpação na parte superior do tubérculo maior do úmero. O teste especial de Jobe foi positivo. Além disso, apresenta grau de força 3 em abdução do ombro direito e amplitude de movimento ativa dolorosa de abdução de 85º à direita. Nas suas AVDs relata dificuldades para pentear e lavar os cabelos, para pegar objetos nas prateleiras e para estender roupas no varal.
Diante do caso apresentado, assinale a alternativa que apresenta corretamente a possível estrutura lesionada e os músculos responsáveis pela abdução que no teste de força apresentaram grau 3.
a. Tendão infraespinal, músculos deltoide e supraespinal.
b. Tendão supraespinal, músculos deltoide e supraespinal.
c. Tendão tríceps braquial, músculos peitoral maior e deltoide.
d. Tendão bíceps braquial, músculos bíceps braquial e peitoral maior.
e. Tendão redondo menor, músculos deltoide e trapézio.

Os testes de força muscular manual são comumente utilizados na prática clínica. Para a realização dos testes é fundamental o conhecimento prévio das ações musculares primárias e dos movimentos articulares.
De acordo com os seus conhecimentos básicos de miologia, qual das alternativas abaixo não representa o movimento correto para ser solicitado no teste de força muscular manual de acordo com o músculo citado?
a. Quadríceps: extensão do joelho.
b. Isquiotibiais: extensão do quadril.
c. Glúteo máximo: extensão do quadril.
d. Peitoral maior: adução horizontal do ombro.
e. Tríceps braquial: extensão do cotovelo.

Um paciente de 48 anos, sexo masculino, que trabalha como digitador, chega à clínica da UNIP referindo como queixa principal dor irradiada para a região posterolateral do MID, diminuição da força muscular na parte posterolateral da perna do MID e alterações de sensibilidade na porção lateral da perna direita e dorso do pé direito. Relata dores na coluna lombar que irradiam para o MID há 3 anos e desde então tratou apenas com medicamentos.
Diante deste caso, assinale V ou F e em seguida escolha a alternativa correta:
I. ( ) O diagnóstico deste paciente é sugestivo de uma hérnia discal lombar L4/L5 posterolateral.
II. ( ) O paciente apresenta sinais característicos de uma lombociatalgia, o que pode ser confirmado pela positividade dos testes de Laségue e Slump Test.
III. ( ) Os sintomas apresentados condizem com o nível da herniação na coluna lombar.
IV. ( ) Ao ser solicitado para andar na ponta dos pés o paciente apresentou um sinal condizente com alteração do miótomo correspondente a S1, que está diretamente relacionado à contração muscular do tríceps sural.
V. ( ) O paciente apresenta dor irradiada de origem isquiática, mas não apresenta sinais e sintomas que indiquem compressão da raiz nervosa.
VI. ( ) A dor que o paciente relata pode ser classificada como aguda.
a. Apenas as afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
b. Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
c. As afirmativas I, II, IV e V estão corretas.
d. Apenas as afirmativas I, III e VI estão corretas.
e. Todas as afirmativas estão corretas.

Uma mulher de 24 anos lesionou seu joelho direito há quinze dias durante uma viagem de férias, enquanto esquiava. Na viagem foi avaliada por um médico clínico geral, o qual recomendou medicação anti-inflamatória e crioterapia. Já no Brasil, passou por um ortopedista e após a realização da ressonância magnética o mesmo optou pela indicação da cirurgia de sutura meniscal e substituição do LCA com enxerto de semitendíneo e grácil.
De acordo com a evolução do protocolo de tratamento abaixo para esta paciente quanto à analgesia, trabalho de mobilização, fortalecimento, descarga de peso e treino de marcha, analise qual das alternativas abaixo apresenta as indicações de tratamento adequadas ao momento atual do pós-operatório em que a paciente se encontra.
a. Paciente está liberada para amplitude de flexão de joelho até 60 graus, extensão completa, marcha de 3 pontos, exercícios de fortalecimento isométricos para quadril e quadríceps com eletroestimulação funcional.
b. Paciente está liberada para a amplitude máxima de flexão e extensão de joelho conforme a sua tolerância, descarga de peso parcial no membro operado e exercícios isométricos para os músculos do quadril e quadríceps com eletroestimulação funcional.
c. Paciente está liberada para amplitude completa de flexão conforme a tolerância, extensão completa, sem descarga de peso e exercícios isométricos para quadril e quadríceps com eletroestimulação funcional.
d. Paciente está liberada para amplitude de flexão de joelho até 60 graus, extensão completa de joelho, marcha de 3 pontos e exercícios isotônicos de quadríceps e quadril com eletroestimulação funcional.
e. Paciente está liberada para amplitude de flexão de joelho até 90 graus, extensão completa de joelho, descarga de peso parcial e exercícios isométricos para os músculos do quadril e quadríceps com eletroestimulação funcional.

Paciente WLS, 42 anos, foi submetido a uma cirurgia de artroplastia total de quadril à esquerda com colocação de prótese híbrida, devido à história de necrose avascular da cabeça de fêmur.
Qual das alternativas abaixo descreve corretamente o tipo de cirurgia realizada e representa a conduta mais coerente com os cuidados pós-operatórios recomendados?
a. A prótese híbrida, conforme observada na radiografia, apresenta o encaixe femoral e acetabular fixados com cimento, permite descarga total de peso e deambulação com bengala contralateral à cirurgia. A fisioterapia deverá mobilizar passivamente o quadril do paciente em todas as direções conforme amplitude tolerada pelo paciente e realizar exercícios isométricos para MMII.
b. A prótese híbrida, conforme observada na radiografia, apresenta o encaixe femoral com cimento e o acetabular fixado com parafuso, requer nesta fase descarga parcial de peso e deambulação com muletas. A fisioterapia deverá mobilizar passivamente o quadril do paciente em todas as direções conforme amplitude tolerada pelo paciente e realizar exercícios isométricos para MMII.
c. A prótese híbrida conforme observada na radiografia apresenta o encaixe femoral com cimento e o acetabular fixado com parafuso, requer nesta fase descarga parcial de peso e deambulação com muletas. A fisioterapia deverá mobilizar passivamente o quadril do paciente em flexão, extensão e abdução máximas de quadril conforme tolerância do paciente, sendo contraindicadas as amplitudes de adução e rotações e realizar exercícios isométricos para MMII.
d. A prótese híbrida, conforme observada na radiografia, apresenta o encaixe femoral e acetabular com cimento, requer nesta fase descarga parcial de peso e deambulação com muletas. A fisioterapia deverá mobilizar passivamente o quadril do paciente em flexão até 90 graus, extensão e abdução máximas de quadril conforme tolerância do paciente, sendo contraindicadas as amplitudes de adução e rotações e realizar exercícios isotônicos para MMII e apenas isometria para o glúteo médio.
e. A prótese híbrida, conforme observada na radiografia, apresenta o encaixe femoral com cimento e o acetabular fixado com parafuso, requer nesta fase descarga parcial de peso e deambulação com muletas. A fisioterapia deverá mobilizar passivamente o quadril do paciente em extensão e abdução máximas de quadril conforme tolerância do paciente, sendo contraindicada as amplitudes de adução além da linha média, flexão maior que 90 graus e rotações, realizar exercícios isométricos ou isotônicos para MMII e apenas para glúteo médio manter isometria nesta fase.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia, aproveita o Dia Mundial da Espondilite Anquilosante (7 de maio), para alertar a população que a dor nas costas persistente pode ser sinal desta doença reumática crônica.
São características clínicas importantes desta doença que o fisioterapeuta deverá estar atento na avaliação para fazer um diagnóstico diferencial entre uma Espondilite Anquilosante e uma dor lombar crônica inespecífica:
I. A Espondilite Anquilosante (EA) é um tipo de doença reumática que causa inflamação principalmente na coluna vertebral e nas articulações sacroilíacas e pode gerar acometimentos em outras articulações, nos olhos, coração, pulmões, rins.
II. A Espondilite Anquilosante normalmente vem sempre acompanhada de alterações neurológicas, como déficits motores e sensitivos em membros inferiores.
III. Manifesta-se mais frequentemente no sexo masculino, cinco vezes mais. Os primeiros sinais podem surgir, como uma dor nas costas persistente, a partir do final da adolescência ou em adultos jovens.
IV. Frequentemente observa-se que a dor melhora com exercícios e piora com repouso, sendo pior principalmente pela manhã.
V. Geralmente a dor está associada a uma sensação de enrijecimento na coluna (rigidez), com consequente dificuldade na mobilização.
a. Todas as afirmacoes estão corretas.
b. Apenas as afirmações I, IV e V estão corretas.
c. Apenas as afirmações I, III, IV e V estão corretas.
d. Apenas as afirmações II, IV e V estão corretas.
e. Apenas as afirmações I, II, III e V estão corretas.

Conforme relatado pela literatura, alguns autores comparam a cadeia cinética fechada (CCF) e aberta (CCA) em relação aos efeitos sobre o ligamento cruzado anterior (LCA). Analise as observações desses autores descritas abaixo, compare com seus conhecimentos de reabilitação pós-operatória de LCA e em seguida assinale a alternativa incorreta:
CCF: reduz a tensão no LCA devido à cocontração dos músculos IQT e Quadríceps
CCA: maior força de cisalhamento tibiofemural anterior (0-40º)
Quanto maior a carga, maior cisalhamento anterior
Evitar exercícios em CCA nos últimos graus de extensão!
a. O fortalecimento deve enfatizar os grupos isquiotibiais porque estes são sinergistas do ligamento cruzado anterior.
b. Os exercícios de cadeia cinética aberta nos protocolos de reabilitação pós-enxerto de LCA normalmente são realizados mais tarde, entre o terceiro e o quarto mês de reabilitação porque a CCF é mais segura no que concerne ao controle do cisalhamento anterior da tíbia protegendo desta forma o enxerto.
c. A CCA nos últimos graus de extensão aumenta a tensão sobre o LCA porque devido ao aumento da alavanca o quadríceps é mais exigido e isso resultaria em uma maior tendência de anteriorização da tíbia.
d. Os exercícios de miniagachamento, exemplos de CCF, são terapêuticos e indicados no pós-operatório de LCA.
e. Os exercícios em CCA para o quadríceps, como a cadeira extensora, são uma contraindicação absoluta durante todo o processo de reabilitação do pós-operatório do LCA.

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