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Aula 09
Direito Tributário p/ Receita Federal
(Analista Tributário) 2021 - Pré-Edital
Autor:
Fábio Dutra
Aula 09
8 de Março de 2021
85667350483 - Rafael Barbosa Lima
 
 
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AULA: CRÉDITO TRIBUTÁRIO E LANÇAMENTO 
Sumário 
OBSERVAÇÕES SOBRE A AULA ......................................................................................................................... 2 
1 – CRÉDITO TRIBUTÁRIO ................................................................................................................................... 3 
2 – LANÇAMENTO.............................................................................................................................................. 4 
2.1 – Competência para lançar ...................................................................................................................... 6 
2.2 – Legislação aplicável ao lançamento ..................................................................................................... 7 
2.2.1 – Legislação aplicável em relação aos aspectos materiais ............................................................... 7 
2.2.2 – Legislação aplicável em relação aos aspectos formais .................................................................. 9 
2.3 - Taxa de câmbio aplicável ao lançamento ........................................................................................... 11 
3 – ALTERAÇÃO DO LANÇAMENTO ................................................................................................................ 13 
3.1 – Impugnação do sujeito passivo (Art. 145, I) ........................................................................................ 15 
3.2 – Recurso de ofício (Art. 145, II) ............................................................................................................. 16 
3.3 – Iniciativa de ofício da autoridade administrativa (Art. 145, III) .......................................................... 17 
3.4 – Alteração do Lançamento decorrente de erro de direito e erro de fato ........................................... 19 
4 – MODALIDADES DE LANÇAMENTO ............................................................................................................. 23 
4.1 – Lançamento de ofício ........................................................................................................................... 23 
4.2 – Lançamento por declaração ................................................................................................................ 24 
4.2.1 – A técnica do arbitramento ............................................................................................................ 25 
4.3 – Lançamento por homologação ............................................................................................................ 27 
5 - QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS ......................................................................................... 33 
Crédito Tributário e Lançamento .................................................................................................................. 33 
Alteração do Lançamento ............................................................................................................................. 44 
Modalidades de Lançamento........................................................................................................................ 52 
6 - LISTA DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES ................................................................................................ 69 
Crédito Tributário e Lançamento .................................................................................................................. 69 
Alteração do Lançamento ............................................................................................................................. 75 
Modalidades de Lançamento........................................................................................................................ 81 
7 - GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES ....................................................................................... 91 
8 - RESUMO DOS ASSUNTOS MAIS IMPORTANTES ........................................................................................ 92 
Crédito Tributário ......................................................................................................................................... 92 
Lançamento ................................................................................................................................................... 92 
Alteração do Lançamento ............................................................................................................................. 93 
Modalidades de Lançamento........................................................................................................................ 94 
 
 
Fábio Dutra
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OBSERVAÇÕES SOBRE A AULA 
Fala pessoal, tudo joia? 
Estou aqui, completamente engajado, para iniciarmos mais uma aula do nosso curso de Direito Tributário 
no Estratégia Concursos. E vocês, como estão? Tudo certo por aí? Espero que sim! Afinal, vocês já 
caminharam vários passos em direção ao objetivo final! Vocês estão indo muito bem!!! ☺ 
No encontro de hoje, vamos estudar os temas “Crédito Tributário” e “Lançamento”, bem como os assuntos 
a eles relativos. Será uma aula um pouco menor. Porém, como sempre fizemos no nosso curso, a aula está 
recheada de questões de alto nível! 
Vamos começar? 
 
"Se todos se propusessem a fazer o que são capazes, ficaríamos impressionados com nossas criações" – 
Thomas Edison 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fábio Dutra
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1 – CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
Você já ouviu falar repetidas vezes sobre o “crédito tributário” durante o nosso curso. Até o presente 
momento, você foi capaz de definir o que vem a ser crédito tributário? 
Veremos isso a partir de agora! 
O termo “crédito tributário” deve ser lembrado como crédito do Fisco e dívida do contribuinte. Logo, o 
Estado tem o direito ao recebimento do valor, e o contribuinte tem o dever de pagar o valor exigido pelo 
Fisco. 
Ademais, deve-se destacar que o crédito tributário não se refere unicamente a tributo, mas também às 
dívidas decorrentes de multas tributárias. Isso se dá porque o crédito tributário decorre da obrigação 
tributária principal e, como você já aprendeu em outra aula, esta tem por objeto o pagamento de tributo 
ou penalidade pecuniária (CTN, art. 113, § 1º). 
Nesse sentido, o art. 139 do CTN estabelece o seguinte: 
Art. 139. O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza 
desta. 
É válido ressaltar que, embora o crédito tributário decorra da obrigação tributária, as circunstâncias que 
modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos, 
ou que excluem sua exigibilidade não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem (CTN, art. 140). 
Observação: Por mais que você não entenda tudo o que foi dito, no momento, é 
importante que você guarde que as modificações no crédito tributário não afetam a 
obrigação tributária. 
Assim, relembrando a linha do tempo que já estudamos, quando o fato gerador ocorre, surge a obrigação 
principal, consistente no dever de pagar tributo ou penalidade pecuniária (multa). Contudo, para que a 
dívida se torne exigível (guarde essa palavra), é necessário que a autoridade administrativa realize o 
lançamento. 
 
O lançamento confere liquidez (quanto ao valor) e certeza (quanto à existência) à 
obrigação tributária principal,além de torná-la exigível. 
 
 
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2 – LANÇAMENTO 
Para explicarmos melhor o que vem a ser o lançamento, nada melhor do que transcrevermos o art. 142 do 
CTN: 
Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito 
tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a 
verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria 
tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo 
caso, propor a aplicação da penalidade cabível. 
Com o surgimento da obrigação tributária, é necessário que alguém (a autoridade administrativa), com 
conhecimento da legislação aplicável, defina o valor exato a ser pago de tributo ou multa, apurando a base 
de cálculo e aplicando sobre ela a alíquota vigente. Além disso, deve-se verificar quem é o sujeito passivo 
(contribuinte ou responsável) que possui o dever legal de pagar o montante devido. A esse procedimento, 
denominamos lançamento. 
Para memorizar todo o procedimento de lançamento, guarde o seguinte mnemônico: 
 
 
A função do lançamento não é fazer nascer a dívida, mas sim torná-la exigível. 
 
• Verificar a ocorrência do fato gerador da 
obrigação tributáriaV
• Determinar a matéria tributávelD
• Calcular o montante do tributo devidoC
• Identificar o sujeito passivoI
• Propor aplicação da penalidade cabível (se for o 
caso)P
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Embora o próprio art. 142 do CTN mencione que o lançamento é considerado um procedimento 
administrativo, o entendimento da doutrina é o de que se trata de um ato administrativo. 
Ao estudar Direito Administrativo, você verá que os atos administrativos possuem certos requisitos para que 
se tornem válidos. Além disso, há também determinadas características ou atributos típicos dos atos 
administrativos. Com base nos conceitos oriundos do Direito Administrativo, é possível concluir que de fato 
o lançamento é um ato administrativo. 
Para enfrentar as provas de concurso público, o que você deve ter em mente é o seguinte: 
➢ O lançamento é um procedimento administrativo (se a questão não fizer ressalvas); 
➢ O lançamento é um ato administrativo, embora resulte de um procedimento, por possuir determinados 
requisitos de validade e características inerentes aos atos administrativos (se a questão se aprofundar 
na discussão, o que normalmente não ocorre). 
Outro ponto de discussão seria a natureza do lançamento. Novamente, em vez de nos prolongarmos nos 
comentários, vou ensinar como o tema deve ser levado para a prova: o lançamento declara a obrigação 
tributária (verifica a ocorrência do fato gerador) já existente e constitui o crédito tributário (previsto no 
início do caput do art. 142). Portanto, pode-se dizer que o lançamento possui natureza jurídica mista. 
 
Lançamento = Natureza jurídica mista 
 
 
Mais detalhes sobre a natureza declaratória e constitutiva do lançamento. 
No art. 142, caput, do CTN, o legislador estabelece que “compete privativamente à 
autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento”. Com isso, fica 
bastante clara a natureza constitutiva do lançamento, operando efeitos ex nunc, criando 
direitos e deveres a partir de então, no âmbito da relação jurídico-tributária. 
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Ainda no caput do art. 142, do CTN, é dito que o lançamento é um procedimento 
administrativo tendente a “verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação 
correspondente”. Isso torna patente a natureza declaratória do lançamento, operando 
efeitos ex tunc, isto é, confirmando a ocorrência de um fato gerador anterior. 
2.1 – Competência para lançar 
O caput do art. 142, do CTN, apenas estabelece que compete, privativamente, à autoridade administrativa 
constituir o crédito tributário pelo lançamento. Quem seria essa autoridade administrativa? Cabe ao 
legislador de cada ente federativo determinar. 
 
A rigor, a competência é exclusiva da autoridade determinada pelo legislador. 
Por conseguinte, não há possibilidade de delegação ou avocação. 
 
Observação: 
Delegação: Ocorre quando uma pessoa delega a outra o exercício de uma atribuição. 
Avocação: Ocorre quando o superior hierárquico exerce temporariamente a competência 
de um subordinado. 
A título de exemplo, em relação aos tributos de competência da União, cabe privativamente ao Auditor-
Fiscal da Receita Federal do Brasil o lançamento. Nos Estados ou Municípios, cabe ao Auditor-Fiscal Estadual 
ou Municipal, ou denominação equivalente. 
Como decorrência disso, nem mesmo o juiz tem competência para realizar o procedimento previsto no art. 
142 do CTN, culminando no lançamento. 
Por fim, cabe ressaltar que, de acordo com o par. único do art. 142, do CTN, a atividade administrativa do 
lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Isso significa que não há 
discricionariedade por parte da autoridade competente quanto ao lançamento, em decorrência do princípio 
da indisponibilidade do interesse público, visto em nossa aula inicial. 
Aliás, nós vimos, quando do estudo do conceito de tributo (CTN, art. 3º), que a atividade de cobrança é 
plenamente vinculada. Como o lançamento é o procedimento para tornar a obrigação exigível, a atividade 
de lançamento também é vinculada. 
Fábio Dutra
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2.2 – Legislação aplicável ao lançamento 
Ao realizar o lançamento, a autoridade fiscal deve considerar a legislação material e a legislação formal. O 
que seria isso? 
A legislação material (ou legislação substantiva) diz respeito, obviamente, aos aspectos materiais do 
lançamento, ou seja, refere-se à estrutura da obrigação tributária. Como exemplo, podemos citar a lei que 
define os fatos geradores, as bases de cálculo e alíquotas, o sujeito passivo da obrigação (contribuintes e 
responsáveis) etc. De acordo com Aliomar Baleeiro1, a lei que discipline tais aspectos sobrevive para as 
situações jurídicas definitivamente constituídas ao tempo de sua vigência. 
A legislação formal (ou legislação adjetiva), por seu turno, trata dos procedimentos, dos aspectos formais, 
a serem levados a cabo pela autoridade administrativa no momento do lançamento. Trata-se de disposições 
relativas ao Direito Processual Tributário. Assim como em outros ramos do direito, as normas processuais 
têm eficácia imediata. A título de exemplo, temos os poderes que possuem as autoridades lançadoras, os 
prazos para início e conclusão das atividades relativas ao lançamento, o modo de notificação ao contribuinte 
etc. 
 
Aspectos materiais = Compõem a estrutura da obrigação tributária 
Aspectos formais = Relacionados aos procedimentos do lançamento 
 
Essa distinção deve ser feita, pois o CTN estabeleceu critérios diferenciados para aplicação de cada uma. 
Vamos, então, ver quais foram os critérios definidos pelo legislador. 
2.2.1 – Legislação aplicável em relação aos aspectos materiais 
Vimos que, além de constituir o crédito tributário, o lançamento tem natureza declaratória, ou seja, declara 
a existência da obrigação tributária. Logo, quando a autoridade administrativa vai realizar o lançamento de 
determinado tributo, deve levar em consideração a legislação substantiva que se deve aplicar é a que estava 
em vigor na data da ocorrência do fato gerador(quando surgiu a obrigação tributária): 
Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e 
rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. 
 
1 BALEEIRO, Aliomar. Direito tributário brasileiro. Atualizada por Misabel Abreu Machado Derzi. 13ª 
Edição. 2015. Pág. 1.197. 
Fábio Dutra
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Com isso, podemos dizer que o lançamento possui efeitos ex tunc, ou seja, efeitos retroativos. 
Observação: Lembre-se de que quando a lei já tenha sido revogada (não esteja mais 
vigente), ainda assim, neste caso específico, pode produzir efeitos futuros, fato que se 
denomina ultratividade da lei tributária. 
Por exemplo, imagine que tenha ocorrido no mês de janeiro de 2014 o fato gerador de um imposto, cuja 
alíquota era de 20%. No mês de março, uma nova lei alterou a alíquota do imposto para 30%. Digamos que 
em janeiro de 2015, a autoridade administrativa realizou o lançamento. Qual será a alíquota aplicada? 
Certamente, será 20% (alíquota vigente na data de ocorrência do fato gerador). 
Perceba que a alíquota de 30% somente será aplicada aos fatos geradores que surgirem a partir do 
momento em que a lei que a alterou começar a produzir efeitos. Logo, pode-se concluir que a legislação 
substantiva somente se aplica a fatos geradores futuros. 
Agora, caro(a) aluno(a), imagine que, no lançamento, a autoridade tenha que aplicar uma multa pelo não 
recolhimento do tributo por parte do contribuinte e que o percentual dessa multa em janeiro de 2014 era 
de 50%. Se outra lei alterar essa multa para 20% em março de 2014, qual seria a multa aplicável pela 
autoridade quando do lançamento? 
Neste caso, precisamos nos ater à regra contida no art. 106, do CTN, que estabelece a aplicação retroativa 
da lei que aplique penalidade menos severa que a lei anterior. A resposta, portanto, seria 20%, e não 50%. 
Por outro lado, se a lei estivesse majorando o percentual da multa (75%, por exemplo), a autoridade teria 
que utilizar o percentual de 50%, isto é, referente à norma vigente na data da infração. 
Diante do exposto, podemos dizer que o art. 144 do CTN encontra fundamento no princípio constitucional 
da irretroatividade da lei tributária, já que a nova lei (alíquota de 30%) não poderá se aplicar a fatos 
geradores ocorridos antes do início da sua vigência. 
Assim, você deve entender o seguinte: 
• O lançamento possui efeitos ex tunc (retroativos); 
• No realização do lançamento, pode ocorrer a ultratividade da lei tributária vigente na data do fato 
gerador, mas que, posteriormente, tenha sido revogada; 
• A nova lei que tenha alterado os aspectos materiais da obrigação tributária não produz efeitos sobre os 
fatos geradores ocorridos antes do início da sua vigência (princípio da irretroatividade da lei tributária). 
• 
 
Não confunda: 
Fábio Dutra
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A legislação material somente se aplica aos fatos geradores futuros, pois ela deve estar 
vigente e produzindo efeitos no momento da ocorrência do fato gerador. Cumpre-se, 
assim, o princípio da irretroatividade tributária. 
Sob outra ótica, quando for realizado o lançamento, deve-se levar em consideração a legislação 
material vigente na data do fato gerador, ainda que já tenha sido revogada. 
Cabe destacar que, de acordo com o § 2º do próprio art. 144, não se aplica o que acabamos de ver aos 
impostos lançados por períodos certos de tempo (IPVA e IPTU, por exemplo), desde que a lei fixe 
expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. 
Vamos entender o que o legislador quis dizer com isso. O que vimos até agora foi que o lançamento deve 
utilizar como base a legislação vigente na data da ocorrência do fato gerador, correto? 
Em relação aos impostos lançados por períodos certos de tempo, isso não se aplica se a lei fixar a data em 
que o fato gerador se considera ocorrido. Na prática, a situação não muda muito, já que, quando a lei fixar 
um momento em que o imposto se considera ocorrido, aplica-se a legislação que estiver em vigor nesse 
momento. 
A título de exemplo, se o fato gerador do IPVA ocorre no dia 1º de Janeiro de cada ano, aplica-se ao 
lançamento a legislação que estiver em vigor nessa data. 
Assim, na essência, a regra do § 2º do art. 144 não é uma exceção, mas deve ser memorizada para fins de 
prova! 
2.2.2 – Legislação aplicável em relação aos aspectos formais 
Além dos aspectos materiais, no momento do lançamento, a autoridade deve respeitar regras formais. Para 
entender qual será a legislação aplicável em cada caso, vamos ver o que o legislador estabeleceu no § 1º do 
art. 144: 
§ 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato 
gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de 
fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou 
outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o 
efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. 
Como já foi explicado, os aspectos formais dizem respeito aos procedimentos, não se relacionando com a 
estrutura da obrigação tributária. Por esse motivo, o legislador optou pela aplicação das regras formais 
vigentes na data do lançamento, ainda que tenham sido alteradas após a ocorrência do fato gerador. 
Na redação desse parágrafo, percebe-se que os aspectos procedimentais estão relacionados a 
procedimentos de fiscalização, poderes de investigação e, até mesmo, maiores garantias e privilégios ao 
crédito tributário. 
Observação: 
Fábio Dutra
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Garantias do crédito tributário: tornam mais efetiva a atividade de cobrança dos tributos. 
 
Privilégios do crédito tributário: regras que outorgam prioridade de pagamento aos 
tributos, em detrimento de outras dívidas, quando há pluralidade de credores contra o 
devedor. 
 
>Nós estudaremos em momento oportuno as garantias e privilégios do crédito tributário. 
Novamente, vamos analisar a situação sobre outra ótica: se a autoridade administrativa deve aplicar a 
legislação formal em vigor no momento do lançamento, como este ocorre em data posterior ao fato gerador, 
pode-se dizer que a legislação alcança fatos geradores passados (anteriores a ela), mas que estão sendo 
objeto de apuração pela autoridade fiscal no momento do lançamento. 
Imagine, como ocorrido exemplo anterior, que no mês de Janeiro de 2014 ocorra o fato gerador de um 
imposto. A legislação que regulava os procedimentos formais a serem adotados pela autoridade 
administrativa era a Lei “A”. Em Julho de 2014, a Lei “B” revogou a Lei “A”, alterando os procedimentos 
aplicáveis ao lançamento do referido imposto. Aí eu te pergunto: qual lei deve ser aplicada ao lançamento, 
realizado em Janeiro de 2015? Certamente, é a Lei “B”. 
Veja que, no momento do lançamento, a autoridade fiscal aplicou a legislação em vigor nessa data (em 
obediência ao § 1º do art. 144). Analisando a situação sob outro ângulo, você será capaz de perceber também 
que a Lei “B” atingiu fatos geradores passados, em cujo momento estava em vigor outra legislação formal (A 
Lei “A”). Entendido? 
 
Não confunda! 
A legislação formal se aplica aos fatos geradores passados, pois o que importa é a legislação 
vigente na data do lançamento (pode ter havido alteração após o fato gerador). 
 
Contudo, há uma exceção: não pode ser aplicada a legislação que, posteriormente à data da ocorrência do 
fato gerador da obrigação, tenha atribuído responsabilidadetributária a terceiros. 
Vamos entender a lógica dessa exceção. Nós aprendemos que o sujeito passivo da obrigação tributária é um 
aspecto material a ser levado em consideração no momento do lançamento. Sendo assim, não faz sentido 
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inserir no pólo passivo da obrigação uma pessoa que, na data da ocorrência do fato gerador, não era 
obrigada a cumpri-la. Entendido? 
2.3 - Taxa de câmbio aplicável ao lançamento 
Deve ser ressaltado também que, em alguns casos, o valor da base de cálculo do tributo é expresso em 
moeda estrangeira. Isso é comum nos tributos aduaneiros, sobretudo no imposto de importação. 
Como a taxa de câmbio se altera diariamente, é necessário saber, no momento de realizar o lançamento, 
qual a taxa de câmbio a ser utilizada. 
Como a taxa de câmbio influencia no valor do tributo devido (um aspecto material), o legislador do CTN 
optou por manter a mesma lógica da legislação relativa aos aspectos materiais: a data de ocorrência do fato 
gerador, lembrando que isso foi determinado “salvo disposição de lei em contrário”, conforme preceitua o 
art. 143 do CTN: 
Art. 143. Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso 
em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao 
câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação. 
Vamos esquematizar isso de forma bastante simples: 
 
 
 
 
Aspectos 
Formais
Legislação vigente 
na data do 
lançamento
Aspectos 
Materiais
Legislação vigente 
na data do fato 
gerador
Taxa de 
Câmbio
Data do fato 
gerador
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(TRF4-Técnico Judiciário/2019) Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito 
tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a 
ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o 
montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade 
cabível. 
Comentário: Trata-se da definição exata do art. 142, caput, do CTN, trazendo a definição de lançamento. 
Gabarito: Correta 
(TCE-RS-Auditor Público Externo/2018) Competem privativamente às autoridades administrativas e judiciais 
constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o processo administrativo tendente a 
verificar, pelo agente fiscal, a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria 
tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, com autorização do órgão 
competente, aplicar a penalidade cabível. 
Comentário: A definição trazida no art. 142 foi alterada. Senão, vejamos: compete privativamente à 
autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento 
administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a 
matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor 
a aplicação da penalidade cabível. 
Gabarito: Errado 
(STJ-Analista Judiciário/2018) Em regra, a constituição do crédito tributário é regida pela legislação vigente 
na data do vencimento do tributo. 
Comentário: Como regra, de acordo com o caput do art. 144, do CTN, o lançamento reporta-se à data da 
ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente 
modificada ou revogada. 
Gabarito: Errada 
(PGM-Procurador-João Pessoa/2018) Considere que lei tributária tenha instituído novos critérios de 
apuração de tributo municipal e que tenha ampliado os poderes de investigação do auditor. Com relação a 
esse caso, é correto afirmar, com base nos dispositivos normativos do Código Tributário Nacional (CTN), que 
será aplicada ao lançamento 
a) lei nova apenas se tiver vigência retroativa ao tempo do fato gerador. 
b) lei nova vigente após a ocorrência do fato gerador, desde que não amplie os poderes de investigação. 
c) lei antiga vigente ao tempo do fato gerador, mesmo que tenha sido modificada. 
d) lei vigente ao tempo do fato gerador, mesmo que tenha sido revogada. 
e) lei nova vigente após a ocorrência do fato gerador e vigente também ao tempo do lançamento. 
Comentário: Com relação aos critérios formais, que não impactam no valor do tributo ou na definição do 
sujeito passivo, deve ser aplicada a lei vigente na data do lançamento, ainda que modificada após a 
ocorrência do fato gerador. 
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Gabarito: Letra E 
(AL-MS-Consultor de Processo Legislativo/2016) Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor 
tributário estiver expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional 
ao câmbio da data em que o contribuinte tomou ciência do lançamento. 
Comentário: De acordo com o art. 143, do CTN, salvo disposição de lei em contrário, quando o valor 
tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional 
ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação. Como a data mencionada na assertiva é a 
ciência do lançamento, a questão está errada. 
Gabarito: Errada 
(PGE-MT-Procurador do Estado/2011) Dispõe o art. 144, do CTN que “o lançamento reporta-se à data da 
ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente 
modificada ou revogada”. Esta regra legal encontra fundamento de validade no princípio constitucional da 
a) irretroatividade da lei tributária. 
b) anterioridade anual. 
c) anterioridade nonagesimal. 
d) legalidade. 
e) vedação ao confisco. 
Comentário: A regra prevista no art. 144, do CTN, encontra fundamento de validade no princípio 
constitucional da irretroatividade da lei tributária, já que impede que nova lei que altere os aspectos 
materiais da obrigação tributária produza efeitos sobre fatos passados, isto é, fatos geradores ocorridos 
antes do início da sua vigência. 
Gabarito: Letra A 
 
3 – ALTERAÇÃO DO LANÇAMENTO 
Após a conclusão do lançamento, para que este possa produzir efeitos em relação ao sujeito passivo, é 
necessário que haja a notificação do lançamento. Trata-se de comunicação oficial feita ao devedor por meio 
de notificação de lançamento ou mesmo por carnê de cobrança, conforme se depreende da jurisprudência 
do STJ: 
Súmula STJ 397 - O contribuinte do IPTU é notificado do lançamento pelo envio do carnê ao seu 
endereço. 
Quanto a este ponto, é válido informar que, em 2016, ao julgar caso semelhante relativo ao IPVA (imposto 
lançado periodicamente, da mesma forma que o IPTU), o STJ considerou que a ciência do contribuinte a 
respeito do lançamento realizado pelo Fisco pode ser realizada por qualquer meio idôneo, como o envio de 
carnê ou a publicação de calendário de pagamento, com instruções para a sua efetivação. 
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A notificação pode ser realizada por qualquer meio idôneo. 
 
 
-Envio do carnê; 
-Publicação de calendário de pagamento. 
 
Ao ser notificado, o contribuinte terá duas opções: quitar a obrigação ou impugnar o lançamento contra ele 
realizado. Obviamente, ele terá um prazo para agir diante da notificação. Portanto, antes de o contribuinte 
ser notificado da existência do crédito tributário, o lançamento nãoproduz qualquer efeito (contagem do 
prazo para impugnação, por exemplo). 
É por esse motivo que, antes da comunicação oficial, a autoridade administrativa pode alterar o 
lançamento para corrigir informações ou valores, já que o contribuinte ainda não foi informado da dívida 
tributária. Podemos dizer, então, que nesse período o lançamento é revisível. 
 
Até a notificação, a revisibilidade do lançamento é absoluta. 
 
Com a notificação, a situação muda totalmente. A partir deste momento, a regra é a vedação da alteração 
do lançamento efetuado. Dizemos, neste caso, que o lançamento é presumidamente definitivo. 
Contudo, tal presunção é relativa, já que o art. 145 do CTN, seguindo a lógica do que acabamos de ver, previu 
situações excepcionais que permitem a alteração do lançamento regularmente notificado. Senão, vejamos: 
Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado 
em virtude de: 
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I - impugnação do sujeito passivo; 
II - recurso de ofício; 
III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. 
Vamos estudar cada uma dessas hipóteses de alteração do lançamento. Antes disso, seria interessante que 
você entendesse a seguinte dica de prova: 
 
DICA DE PROVA: Fique atento quando a questão mencionar o lançamento, afirmando que 
é definitivo. Ele é apenas presumidamente definitivo, pois pode ser alterado nas hipóteses 
do art. 145 do CTN. Como consequência, o crédito tributário também não está 
definitivamente constituído com o lançamento. 
3.1 – Impugnação do sujeito passivo (Art. 145, I) 
Acabamos de estudar que, após ser notificado do lançamento efetuado, existem três situações possíveis de 
ocorrer: pagamento, impugnação ou revelia. 
Dessa forma, caso o sujeito passivo concorde com o valor lançado, poderá efetuar o seu pagamento, 
hipótese em que ocorrerá a extinção do crédito tributário, nos termos do art. 156, I, do CTN. 
Observação: Existem outras formas de se extinguir o crédito tributário, como, por exemplo, 
compensando, na forma da lei, os créditos que o sujeito passivo tenha contra a Fazenda 
Pública. Para estudar este assunto, contudo, só nos interessa o pagamento. 
Por outro lado, quando o sujeito passivo discorda do lançamento realizado, tem o direito de contestar, 
dentro de determinado prazo fixado na legislação tributária de cada ente, o lançamento por meio da 
impugnação. Instaura-se, então, a fase litigiosa (ou contenciosa) do lançamento. 
Se a decisão administrativa de primeira instância proferida for desfavorável ao sujeito passivo, tem ele a 
oportunidade de pagar e desistir do processo ou recorrer de forma voluntária ao órgão de segunda instância, 
o que se denomina “recurso voluntário”. 
Observação: Ainda que obtenha decisão definitiva desfavorável na esfera administrativa, 
o contribuinte sempre pode se socorrer no âmbito do Poder Judiciário. 
Veja que o art. 145 do CTN apenas citou a impugnação. Contudo, como acaba de se analisar, o sujeito passivo 
pode obter a alteração do lançamento tanto na impugnação, como no recurso voluntário. 
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Para tornar a explicação mais clara, entenda que a impugnação se refere à contestação do lançamento 
efetuado e o recurso ocorre quando a decisão da autoridade julgadora é atacada. 
 
Deve-se destacar que, ao impugnar o lançamento ou ao oferecer o recurso voluntário, é 
possível que o valor do crédito tributário seja alterado, inclusive para maior, se for 
detectado erro no lançamento. 
 
 
Imagino que, neste momento, você já deve estar pensando: e se o contribuinte não pagar e também não 
impugnar? Será declarada a sua revelia, em razão de ter permanecido inerte. Neste caso, o processo é 
encaminhado para cobrança. Evidentemente, se o crédito tributário não foi contestado, torna-se 
definitivamente constituído. 
3.2 – Recurso de ofício (Art. 145, II) 
Em se tratando de decisão administrativa, proferida na primeira instância, desfavorável ao Fisco, fica sujeita 
ao recurso de ofício. Isso significa que o processo é encaminhado ao órgão de segunda instância para novo 
julgamento. 
Nessa instância, o julgamento pode ser a favor do sujeito passivo novamente (em desfavor da Fazenda 
Pública) ou a favor do Fisco. No primeiro caso, ocorre alteração do lançamento. 
Observação: O recurso de ofício também pode vir em prova com a denominação reexame 
necessário, remessa necessária ou duplo grau obrigatório. 
 
Se a decisão administrativa definitiva é favorável ao sujeito passivo, o crédito tributário é 
extinto, nos termos do art. 156, IX, do CTN. 
 
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3.3 – Iniciativa de ofício da autoridade administrativa (Art. 145, III) 
Já estudamos que o lançamento, regularmente notificado ao sujeito passivo, só pode ser alterado em três 
situações: impugnação do sujeito passivo, recurso de ofício e iniciativa de ofício da autoridade 
administrativa. É sobre esta que vamos falar neste tópico da aula. Trata-se de alteração de lançamento que 
decorre da atuação da própria autoridade administrativa que efetuou o lançamento ou seu superior 
hierárquico. 
Essa modalidade de alteração do lançamento está fundada no princípio da legalidade, segundo o qual a 
Administração Pública deve tomar as medidas necessárias para o fiel cumprimento da lei. Assim, se for 
constatada alguma ilegalidade no lançamento, a autoridade administrativa deve promover a alteração a fim 
de corrigi-lo, independentemente de provocação do sujeito passivo. 
Nesse caso, deve ser ressaltado que a alteração ocorre de ofício. Isso significa que, caso se faça necessário, 
em cumprimento ao art. 145, III, a autoridade deve promover o lançamento de ofício. 
Observação: Nós já vimos, em outra aula, que existem três modalidades de lançamento: 
de ofício, por declaração e por homologação. Nesta aula, estudaremos todas elas 
detalhadamente. 
Portanto, sempre que ocorrer alguma das situações previstas no art. 149 do CTN, a autoridade deve fazer a 
alteração do lançamento de ofício, mesmo que o tributo tenha sido originariamente lançado por meio de 
outra modalidade de lançamento. Vamos ver quais são essas situações previstas no art. 149: 
Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos 
seguintes casos: 
I - quando a lei assim o determine; 
II - quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da 
legislação tributária; 
III - quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos 
do inciso anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido 
de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não 
o preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade; 
IV - quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido 
na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória; 
V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, 
no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte; 
VI - quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente 
obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária; 
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VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiroem benefício daquele, agiu com 
dolo, fraude ou simulação; 
VIII - quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do 
lançamento anterior; 
IX - quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional 
da autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade 
especial. 
 
Observação: O inciso V se refere ao art. 150 (artigo seguinte ao 149), referindo-se à 
atividade do sujeito passivo no lançamento por homologação, que será estudado adiante. 
 
Todo tributo pode ser lançado de ofício, caso ocorra alguma das hipóteses do art. 149 do 
CTN. 
 
Destaque-se que tais alterações somente podem ser efetuadas, enquanto não estiver extinto o direito da 
Fazenda Pública pela decadência. 
Por fim, uma dica para guardar as hipóteses previstas no art. 149 é, além de fazer reiteradas leituras como 
recomendado na aula inicial do curso, entender que quase todas as hipóteses representam algum vício no 
lançamento. A exceção é o inciso I, que estabelece a alteração quando a lei determinar. 
Para facilitar a memorização, lembre-se das palavras-chave descritas a seguir (só irá funcionar se você ler a 
lei): 
• Quando a lei determinar (óbvio); 
• Quando a declaração for entregue fora do prazo ou na forma prevista na legislação; 
• Deixar de atender pedido de esclarecimento da autoridade administrativa; 
• Falsidade, erro, inexatidão ou omissão; 
• Ação ou omissão que resulte em penalidade pecuniária (multas); 
• Dolo, fraude ou simulação; 
• Fato não conhecido ou não provado; 
• Fraude ou falta funcional da autoridade lançadora. 
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Observação: O lançamento de multas é realizado pela lavratura de auto de infração, uma 
das formas de lançamento de ofício (art. 149, VI). Fique ligado, pois a questão da prova 
pode se referir à constituição do crédito tributário, citando o auto de infração. 
Agora é com você! Leia o art. 149 e veja como tudo ficou mais fácil de ser compreendido e armazenado na 
memória. 
 
 
 
3.4 – Alteração do Lançamento decorrente de erro de direito e 
erro de fato 
Vejamos, inicialmente, o que diz o art. 146 do CTN: 
Art. 146. A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão 
administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa 
no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito 
passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. 
Quando o legislador fala em “critérios jurídicos” adotados pela autoridade no lançamento, está se referindo 
à interpretação da legislação tributária aos casos concretos. 
A
lt
e
ra
çã
o
 d
e
 la
n
ça
m
e
n
to
 
n
o
ti
fi
ca
d
o
Impugnação do 
sujeito passivo
Recurso de ofício
Iniciativa de ofício 
(CTN, art. 149)
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A interpretação de determinada norma pode ser alterada com o decorrer do tempo, já que a tecnologia, a 
sociedade e a economia, por exemplo, são fatores que se alteram, podendo resultar em outro modo de 
entender a lei tributária. Essa modificação nos critérios jurídicos é denominada erro de direito. 
O dispositivo em análise tem por objetivo proteger a alteração do lançamento efetuado, com base em erro 
de direito, prestigiando a boa-fé do contribuinte que, ao fazer acontecer o fato gerador, tinha por base a 
interpretação anterior da lei tributária. 
Portanto, as alterações nos critérios jurídicos, ou melhor, na interpretação da lei só pode ser feita, em relação 
ao mesmo sujeito passivo, quanto aos fatos geradores que vierem a ocorrer após a mudança na 
interpretação. 
 
A mudança nos critérios jurídicos possui efeitos ex nunc, aplicando-se apenas aos fatos 
geradores futuros. 
 
 
Com efeito, o art. 146, do CTN, tem como objetivo reforçar a imodificabilidade do lançamento que já foi 
regularmente notificado ao sujeito passivo. Trata-se de decorrência do princípio da segurança jurídica, 
assegurando ao sujeito passivo a estabilidade das relações jurídicas já constituídas. 
Da mesma forma, o referido dispositivo impede que determinado sujeito passivo, que tenha se submetido 
a lançamento realizado com base no critério jurídico “X”, seja sujeito passivo de outro lançamento 
posterior, realizado com base no critério jurídico “Y”, quando este lançamento tenha como objeto fato 
gerador anterior à introdução do critério “Y”. 
 
 
O marco temporal para aplicabilidade do novo critério jurídico é a data da sua introdução. 
 
Dito isso, o candidato deve memorizar que não cabe alteração de lançamento com base em erro de direito. 
Ora, se a alteração dos critérios jurídicos só pode alcançar fato gerador praticado pelo mesmo sujeito passivo 
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posterior a essa alteração, é evidente que não alcançará fatos anteriores que já foram, inclusive, objeto de 
lançamento. 
Vejamos o entendimento do STJ sobre o assunto: 
TRIBUTÁRIO - IMPORTAÇÃO - DESEMBARAÇO ADUANEIRO - RECLASSIFICAÇÃO DA MERCADORIA 
- REVISÃO DE LANÇAMENTO POR ERRO DE DIREITO - IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 227 DO 
EXTINTO TFR. 
1. É permitida a revisão do lançamento tributário, quando houver erro de fato, entendendo-se 
este como aquele relacionado ao conhecimento da existência de determinada situação. Não se 
admite a revisão quando configurado erro de direito consistente naquele que decorre do 
conhecimento e da aplicação incorreta da norma. 
2. A jurisprudência do STJ, acompanhando o entendimento do extinto TRF consolidado na Súmula 
227, tem entendido que o contribuinte não pode ser surpreendido, após o desembaraço 
aduaneiro, com uma nova classificação, proveniente de correção de erro de direito. 
3. Hipótese em que o contribuinte atribuiu às mercadorias classificação fiscal amparada em laudo 
técnico oficial confeccionado a pedido da auditoria fiscal, por profissional técnico credenciado 
junto à autoridade alfandegária e aceita por ocasião do desembaraço aduaneiro. 
4. Agravo regimental não provido. 
(STJ, AgRg no REsp n° 1.347.324, Segunda Turma, Rel. Eliana Calmon, Julgamento em 
06/08/2013) 
Por outro lado, o “erro de fato”, quando ocorrido, deve ser indubitavelmente alterado, com base no art. 
149 do CTN, respeitando, é claro, o prazo decadencial, conforme a regra prevista no par. único do mesmo 
artigo. 
O erro de fato ocorre quando algum fato relevante deixa de ser levado em consideração no momento do 
lançamento ou mesmo quando as informações, tomadas como base para o lançamento, não correspondem 
à realidade. Como exemplo, imagine que o IPVA referente a um carro foi calculado sobre uma base de cálculo 
relativa a outro carro. Nesse caso, o lançamento deve ser alterado de ofício com base no art. 149, VIII, do 
CTN. 
 
(PGE-TO-Procurador/2018) O Código Tributário Nacional, em seu art. 145, estabelece, de modo indireto, a 
definitividade do lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo. O referido dispositivo estabelece, 
expressamente, que o lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em 
virtude de: I − impugnação do sujeito passivo; 
II − recurso de ofício; 
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III − iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. 
De acordo com o artigo 149 do CTN, a revisão do lançamento só pode ser iniciadaa) quando o processo administrativo tributário tiver corrido à revelia das autoridades fazendárias. 
b) enquanto não transcorrido o prazo decadencial. 
c) enquanto não transcorrido o prazo prescricional. 
d) quando se comprove que a autoridade fiscal, ou terceiro em benefício daquela, agiu com dolo, fraude ou 
simulação. 
e) quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da 
atividade de auto aplicação de penalidade pecuniária − lançamento de penalidade por homologação. 
Comentário: 
Alternativa A: As hipóteses que ensejam revisão do lançamento tributário são bastante restritas e foram 
previstas no art. 149, do CTN, não estando ali inclusa a situação descrita nesta assertiva. Alternativa errada. 
Alternativa B: De acordo com o art. 149, par. único, a revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto 
não estiver extinto o direito da Fazenda Pública pela decadência. Alternativa correta. 
Alternativa C: No Direito Tributário, a prescrição está relacionada à perda do direito à cobrança do crédito 
tributário. Logo, não faz sentido relacionar este prazo à revisão do lançamento. Alternativa errada. 
Alternativa D: De acordo com o art. 149, VII, do CTN, a revisão pode ocorrer quando o sujeito passivo ou 
terceiro em benefício daquele (e não a autoridade fiscal), tenha agido com dolo, fraude ou simulação. 
Alternativa errada. 
Alternativa E: Na realidade, o art. 149, V, do CTN, prevê que o lançamento pode ser revisto de ofício quando 
se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade de 
antecipação do pagamento do tributo lançado por homologação. Alternativa errada. 
Gabarito: Letra B 
(MPE-CE-Promotor de Justiça/2011) Segundo o Código Tributário Nacional, o lançamento 
a) constitui a obrigação tributária. 
b) não pode ser modificado após a notificação válida ao sujeito passivo. 
c) por homologação ou misto é aquele em que o sujeito passivo declara a prática do fato gerador e o Fisco 
constitui o crédito para pagamento. 
d) é atividade discricionária quanto à sua realização em situações de calamidade pública. 
e) reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que 
revogada ou modificada posteriormente. 
Comentário: 
Alternativa A: A obrigação tributária decorre do fato gerador, e não do lançamento. Alternativa errada. 
Alternativa B: O art. 145 prevê algumas situações que permitem a alteração do lançamento já regularmente 
notificado ao sujeito passivo. Alternativa errada. 
Alternativa C: Não se pode confundir lançamento por homologação com o lançamento por declaração (ou 
misto), já que naquele o sujeito passivo tem o dever de realizar o pagamento antecipado sem prévio exame 
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da autoridade administrativa, sendo que esta, ao tomar conhecimento da atividade assim exercida pelo 
obrigado, a homologa. Alternativa errada. 
Alternativa D: De acordo com o art. 142, par. único, a atividade administrativa de lançamento é vinculada e 
obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Alternativa errada. 
Alternativa E: Esta regra consta no caput, do art. 144, do CTN: O lançamento reporta-se à data da ocorrência 
do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou 
revogada. Alternativa correta. 
Gabarito: Letra E 
 
4 – MODALIDADES DE LANÇAMENTO 
Já sabemos que existem três, e apenas três, modalidades de lançamento. São elas: de ofício, por declaração 
e por homologação. 
No CTN, eles foram disciplinados nos seguintes dispositivos: 
• Lançamento de ofício: Art. 149 
• Lançamento por declaração: Art. 147 
• Lançamento por homologação: Art. 150 
 
É a lei que determina a modalidade de lançamento pela qual o tributo será lançado. 
Vamos estudar cada uma delas a seguir. Vamos lá! 
4.1 – Lançamento de ofício 
No lançamento de ofício, o fisco possui dados suficientes para realizar o lançamento sem a participação do 
contribuinte. Assim, todo aquele procedimento (VDCIP) que compõe o lançamento é realizado pela 
autoridade administrativa. 
Observação: O lançamento de ofício também é denominado ex officio ou direto. 
O art. 149 do CTN estabelece as situações que justificam a realização do lançamento ou sua revisão. Vimos 
isso quando estudamos as formas de alteração do lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo. 
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Pela leitura do art. 149 do CTN, nota-se que, mesmo quando o lançamento inicial tenha sido efetuado por 
outra modalidade (por declaração ou por homologação), pode haver revisão de ofício. Portanto, vale frisar 
que todo tributo, havendo alguma das irregularidades previstas no art. 149, pode vir a ser lançado de 
ofício. 
O que pode suscitar dúvida é que você estudou que alguns impostos estão sujeitos ao lançamento de ofício, 
mesmo não havendo irregularidade. Isso é feito com base no art. 149, I, segundo o qual o lançamento é 
efetuado de ofício quando a lei determinar. 
Como naquele momento nós vimos apenas os impostos que são lançados de ofício, vamos ampliar o nosso 
rol de exemplos. São lançados de ofício, entre outros, os seguintes tributos: 
• IPTU; 
• IPVA; 
• Taxas; 
• Contribuição de Melhoria; 
• Contribuições Corporativas (de interesse das categorias profissionais ou econômicas); 
• Contribuição de Iluminação Pública. 
 
Não há nenhuma norma geral que determine quais os tributos que devem ser lançados de 
ofício. O art. 149, I, permite que a lei de cada ente federativo venha definir se será ou não 
de ofício. 
 
4.2 – Lançamento por declaração 
Na sistemática do lançamento por declaração (ou misto), o sujeito passivo atua mais intensamente, 
auxiliando a autoridade administrativa com as informações necessárias para efetuar o lançamento. 
Nessa modalidade lançamento, o contribuinte fica obrigado a prestar declaração com informações sobre a 
matéria de fato (valor, data de ocorrência do fato gerador, informações pessoais etc.). Com base nas 
informações fornecidas pelo contribuinte, a autoridade providencia o lançamento, notificando-o para 
pagamento. 
 
A entrega de declaração constitui típica obrigação acessória. 
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Um aspecto pertinente a essa modalidade de lançamento é a retificação da declaração, quando provocada 
pelo próprio declarante. Vamos ver o que o CTN estabelece sobre o assunto: 
Art. 147: 
 (...) 
§ 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir 
ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e 
antes de notificado o lançamento. 
§ 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício 
pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela. 
Portanto, prestada a declaração pelo sujeito passivo, só pode ser feita alteração com o intuito de reduzir ou 
excluir tributo, antes da notificação. Além disso, o contribuinte deve provar que a declaração realmente 
continha erros. 
Observação: Veja que para aumentar tributo (embora isso seja difícil de ocorrer na prática) 
não há tal restrição. 
Caso a declaração contenha erros, e o contribuinte não consiga retificá-la por já ter sido notificado, poderá 
apresentar impugnação, conforme estudamos no art. 145, I, do CTN. 
Pode acontecer também de a autoridade administrativa, ao analisar a declaração prestada pelo contribuinte, 
detectar erros. Nesse caso, aretificação ocorrerá de ofício, com base no § 2º do art. 147, do CTN. 
Por fim, como exemplo de lançamento por declaração temos o ITBI. 
4.2.1 – A técnica do arbitramento 
O art. 148 do CTN prevê a possibilidade de se realizar o lançamento por arbitramento nas seguintes 
hipóteses: 
Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor 
ou o preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante 
processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não 
mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos 
pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de 
contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial. 
Portanto, sempre que o valor ou o preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos fornecidos pelo 
contribuinte por meio das declarações não merecerem ou forem omissos, a autoridade administrativa 
deverá realizar o arbitramento. 
Um exemplo prático seria o de um contribuinte que adquire imóvel de luxo, por um preço de R$ 
2.000.000,00, declarando ao fisco que a operação foi de R$ 100.000,00, para escapar da tributação do ITBI. 
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O fisco, ao detectar que a declaração do sujeito passivo não merece fé, arbitrará o valor mais próximo da 
realidade. 
 
O arbitramento não é considerado como uma modalidade de lançamento, mas, sim, como 
técnica para definição da base de cálculo. 
 
Uma das maneiras de efetuar o arbitramento é por meio das pautas fiscais, sendo esta semelhante a uma 
tabela dos valores aproximados dos produtos, utilizada para definir a base de cálculo do tributo. 
Contudo, o uso da pauta fiscal é restrito às hipóteses previstas no art. 148 do CTN, não podendo ser utilizada 
como presunção absoluta de valor, ou seja, quando for possível apurar o valor real da base de cálculo, isso 
deve ser feito. 
Nesse sentido, como já foi citado em outra aula, o STJ já decidiu o seguinte: 
Súmula STJ 431 - É ilegal a cobrança de ICMS com base no valor da mercadoria submetido ao 
regime de pauta fiscal. 
Na verdade, o que o STJ considerou ilegal foi o uso indiscriminado dessa técnica para apuração da base de 
cálculo do ICMS. 
 
DICA DE PROVA: Se uma questão transcrever a Súmula 431 do STJ, você pode considerar 
correta, sem pestanejar. 
Deve ser destacado, em tempo, que o lançamento por arbitramento não possui natureza punitiva, embora 
seja utilizado em situações em que o contribuinte seja inidôneo ou omisso. 
Por fim, não cometa o equívoco de imaginar que o imposto de renda das pessoas físicas (IRPF) é lançado por 
declaração, pelo fato de haver aquela famosa declaração a ser entregue à Receita Federal. 
Repare a diferença: no lançamento por declaração, o contribuinte presta as informações e aguarda o 
lançamento da autoridade fiscal bem como a notificação para pagamento. Por outro lado, no caso do IRPF, 
o contribuinte prepara a declaração, antecipa o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, 
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e esta apenas faz a posterior conferência, homologando o procedimento. Trata-se, pois, de lançamento por 
homologação, estudado no tópico a seguir. 
 
No lançamento por declaração, a atividade do contribuinte consiste em informar a 
autoridade. 
No lançamento por homologação, a atividade do contribuinte consiste em antecipar o 
pagamento. 
 
4.3 – Lançamento por homologação 
O lançamento por homologação, também denominado “autolançamento”, tem como característica 
intrínseca a intensa atuação do sujeito passivo no procedimento. Vejamos o que diz o caput do art. 150: 
Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação 
atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da 
autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando 
conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. 
Como já foi visto, no lançamento por homologação o sujeito passivo antecipa o pagamento sem prévio 
exame da autoridade administrativa, sendo que esta, ao conferir a exatidão dos valores recolhidos, realiza a 
homologação do pagamento. 
No § 1º do art. 150, o legislador afirmou que o pagamento antecipado extingue o crédito tributário, sob 
condição resolutória da ulterior homologação. Na realidade, a redação foi imprecisa, pois nós aprendemos 
que a condição resolutória, caso seja implementada, desfaz os efeitos de algo. 
Em vez de afirmar que a homologação do pagamento desfaz os efeitos da extinção do pagamento (na prática, 
ela não desfaz, mas torna os efeitos definitivos), deveria ter dito que “sob condição resolutória da não 
homologação”. 
Observação: É importante que você entenda a essência, mas nunca se esqueça de que em 
prova, se vier a cobrança literal, a questão estará correta! 
Nesse contexto, fortalecendo a tese por nós estudada, o § 2º do mesmo artigo 150 estabeleceu que 
quaisquer atos praticados pelo sujeito passivo ou terceiro, anteriores à homologação, com o objetivo de 
extinguir total ou parcialmente o crédito, não influem sobre a obrigação tributária. O que isso significa? A 
obrigação continua existindo! 
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Nessa esteira, se a autoridade administrativa detectar que os valores declarados e pagos não condizem com 
o montante devido, cabe a ela lançar a diferença de ofício, com base no art. 149, V, do CTN. Dissemos que 
deve ser lançada apenas a diferença, pois o § 3º assegura que o que foi pago deve ser pago na apuração do 
saldo devido, inclusive para fins de aplicação de penalidades. 
Ainda sobre a homologação do pagamento, deve-se destacar que pode ser expressa ou tácita. Para ficar mais 
claro, vamos ver o que estabelece o § 4º do art. 150, do CTN: 
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência 
do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, 
considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se 
comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 
A que se refere esse prazo de 5 anos? Você se lembra da decadência? Esse é o prazo decadencial para o fisco 
verificar o que foi pago e, sendo o caso, lançar de ofício eventuais diferenças. 
Sendo assim, se decorrer o prazo quinqüenal, o lançamento é considerado homologado tacitamente, não 
havendo possibilidade de se constituir as diferenças porventura cabíveis. 
Como o assunto se refere ao instituto da decadência, vamos deixar para aprofundar o tema no momento 
certo, a fim de evitar confusões. 
Por ora, é apenas necessário que você saiba que a homologação é expressa, se for feita dentro do prazo de 
cinco anos, contado da ocorrência do fato gerador, ou tácita, caso não ocorra dentro do referido prazo. 
Deve ser guardado, ainda, que tal prazo não se aplica se for comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou 
simulação. 
É importante dizer também que o CTN permite que outra lei venha fixar o prazo para homologação. Como 
vimos, trata-se de prazo decadencial. Sendo assim, a referida lei deve ser complementar, seguindo o 
comando previsto no art. 146, III, b, da CF/88. 
Antes de encerrar o estudo do lançamento por homologação, cabe destacar que o entendimento do STJ é 
que a entrega de declaração (obrigação acessória criada para tributos sujeitos a esta modalidade de 
lançamento) pelo contribuinte constitui o crédito tributário.Vejamos o que diz a Súmula 436: 
Súmula STJ 436 - A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui 
o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco. 
Portanto, ao entregar a declaração, o contribuinte reconhece a dívida que tem com o fisco. A consequência 
disso, para o STJ, é de que cessa a contagem do prazo decadencial. 
Para encerrar, é essencial que você tenha em mente que o lançamento de ofício dispensa a participação do 
sujeito passivo, que fica evidente no lançamento por declaração e, com maior intensidade, no lançamento 
por homologação. Podemos ilustrar a explicação do seguinte modo: 
 
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(SEFAZ-DF-Auditor Fiscal/2020) O lançamento tributário deve ser feito por homologação se o sujeito passivo 
da obrigação tributária antecipar o pagamento do tributo sem prévio exame da autoridade administrativa. 
Comentário: O art. 150, do CTN, prevê que o lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos 
cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade 
administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim 
exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. 
Gabarito: Correta 
(SEFAZ-AL-Auditor Fiscal/2020) No caso de lançamento por homologação, não influem sobre a obrigação 
tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando 
à extinção total ou parcial do crédito. 
Comentário: A extinção do crédito tributário, e consequentemente a extinção da obrigação tributária, só 
ocorre com a homologação (expressa ou tácita). Assim, não influem sobre a obrigação tributária quaisquer 
atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou 
parcial do crédito. 
Gabarito: Correta 
Por homologação Por declaração De ofício
Participação do sujeito passivo 
Modalidades de Lançamento 
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(TRF4-Analista Judiciário/2019) Considerando-se as modalidades de lançamento previstas no Código 
Tributário Nacional (CTN), 
(A) quando a autoridade administrativa arbitra valor ou preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos 
para o cálculo do tributo que tenha por base, ou tome em consideração, estes valores, sem a necessidade 
de processos regulares ou complexos, em tributos de baixo valor, tal procedimento se classifica como 
“lançamento simplificado”. 
(B) o lançamento efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, 
na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, 
indispensáveis à sua efetivação, pode ser classificado como “lançamento por declaração”. 
(C) o lançamento pode ser realizado pelo sujeito passivo, quando a legislação estabelece que ele deva 
elaborar sua escrituração fiscal, mediante procedimento regulado e regular, calcular o valor devido, 
apresentar os cálculos a autoridade administrativa, obter a guia de recolhimento com o visto autorizativo e 
recolher o valor devido, hipótese em que se configura o “lançamento passivo”. 
(D) as leis tributárias da União, Estados, Distrito Federal e Municípios podem estabelecer outras modalidades 
de lançamento e de modificação do lançamento realizado, não previstas no Código, conhecidas por 
“lançamento especial”. 
(E) o lançamento é realizado de ofício pela autoridade administrativa apenas na hipótese de indício ou 
suspeita de falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como 
sendo de declaração obrigatória, ou de não localização do sujeito passivo. 
Comentário: 
Alternativa A: O CTN não previu essa modalidade de lançamento simplificado. Alternativa errada. 
Alternativa B: O lançamento por declaração foi previsto no art. 147, estando esta alternativa correta. 
Alternativa C: O CTN não previu essa modalidade de lançamento passivo. Alternativa errada. 
Alternativa D: Não há que se falar em outras modalidades de lançamento, além daquelas previstas no CTN, 
isso porque o lançamento deve ser tratado em norma geral (lei complementar). Alternativa errada. 
Alternativa E: Existem várias hipóteses que ensejam a realização do lançamento de ofício, descritas no art. 
149, do CTN. Alternativa errada. 
Gabarito: Letra B 
(TRF4-Técnico Judiciário/2019) Compete ao contribuinte, responsável ou coobrigado pelo valor devido, 
constituir o crédito tributário pelo pagamento do imposto devido, após o prévio exame da autoridade 
administrativa, no chamado alto lançamento, na hipótese de tributo relativo a operações no mercado 
financeiro, grandes heranças ou grandes fortunas, por exemplo. 
Comentário: De uma forma um tanto confusa, a banca tentou confundir o candidato com o conceito de 
lançamento por homologação. 
Gabarito: Errada 
(Pref. Recife-PE-Analista de Gestão Contábil/2019) De acordo com o art. 142 do Código Tributário Nacional, 
compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento. De 
acordo com este Código, os créditos tributários podem ser constituídos por meio dos seguintes lançamentos: 
a) amplo, limitado e restritivo. 
b) contábil, escritural e originário. 
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c) de ofício, por homologação e por declaração. 
d) preambular, complementar e suplementar. 
e) originário, derivado e reparador. 
Comentário: As modalidades de lançamento são as seguintes: de ofício, por declaração e por homologação. 
Logo, vamos diretamente para o gabarito da questão, que é a Letra C. 
Gabarito: Letra C 
(SEFAZ-GO-Auditor Fiscal/2018) É fundamental, para o exercício do cargo de Auditor-Fiscal da Receita 
Estadual, conhecer as regras do Código Tributário Nacional a respeito do lançamento tributário, pois uma de 
suas atividades funcionais poderá ser a de promover a constituição do crédito por meio daquele 
procedimento administrativo. De acordo com o referido código 
A) a legislação tributária de cada tributo poderá fixar prazo para homologação da atividade desenvolvida 
pelo sujeito passivo, que será de cinco anos, a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o 
lançamento poderia ter sido efetuado, e de 8 anos, no caso de se comprovar que o sujeito passivo agiu com 
dolo, fraude ou simulação. 
B) quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou 
simulação, a autoridade administrativa deverá desenvolver a atividade de lançamento por homologação do 
tributo e da penalidade pecuniária. 
C) quando o sujeito passivo ou terceiro presta à autoridade administrativa, na forma da legislação tributária, 
informações sobre matéria de fato indispensáveis à constituição do crédito tributário, está-se distante do 
denominado “lançamento de ofício”. 
D) O lançamento que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo, ou a terceiro a 
obrigação de prestar à autoridade administrativa, na forma da legislação tributária, informações sobre 
matéria de fato, as quais deverão ser homologadas no prazo decadencial de cinco anos, denomina-se 
“lançamento por homologação”. 
E) quando se comprova ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar 
a aplicação da penalidade pecuniária, o lançamento será efetuado de ofício aplicando-se ao infrator a 
penalidade pecuniária correspondente. 
Comentário:Alternativa A: Nos casos de dolo, fraude ou simulação, o prazo para homologação da atividade desenvolvida 
pelo sujeito passivo será também de cinco anos, sendo iniciada sua contagem a partir do primeiro dia do ano 
seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Alternativa errada. 
Alternativa B: Nos termos do art. 149, VII, em tal caso cabe o lançamento de ofício. Alternativa errada. 
Alternativa C: Trata-se do disposto no art. 147, do CTN, que prevê o lançamento “por declaração”. 
Alternativa errada. 
Alternativa D: Não se trata de homologação, mas sim de lançamento “por declaração”, nos termos do art. 
147, do CTN. Alternativa errada. 
Alternativa E: O art. 149, VI, determina o lançamento de ofício quando se comprovar ação ou omissão do 
sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar a aplicação da penalidade pecuniária, 
aplicando-se ao infrator a penalidade pecuniária correspondente. Alternativa correta. 
Gabarito: Letra E 
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(SEGEP-MA-Técnico da Receita Estadual/2016) Quando o lançamento tributário é efetuado com base em 
informações prestadas à autoridade administrativa pelo sujeito passivo ou por terceiro, na forma 
estabelecida pela legislação tributária, e sendo essas informações indispensáveis à efetivação do referido 
lançamento, estamos diante de uma modalidade de lançamento que, de acordo com a disciplina do Código 
Tributário Nacional, é conhecida como lançamento 
a) por homologação. 
b) informativo. 
c) de ofício. 
d) direto. 
e) por declaração. 
Comentário: Trata-se do lançamento por declaração. A dúvida que poderia haver aqui é quanto ao 
lançamento por homologação. Porém, como a questão não mencionou haver “pagamento antecipado”, mas 
tão somente a prestação de informações, só há uma resposta para a questão: lançamento por declaração. 
Gabarito: Letra E 
 
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5 - QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS 
 
Crédito Tributário e Lançamento 
1. FCC/SEFAZ-BA-Auditor Fiscal/2019 
O Código Tributário Nacional, ao tratar do crédito tributário e do lançamento tributário, assim dispõe: 
a) As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão, seus efeitos, as garantias ou os 
privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade afetam a obrigação tributária que lhe deu 
origem. 
b) Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, 
tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ou ampliado os poderes de 
investigação das autoridades administrativas. 
c) Ao constituir o crédito tributário, a Administração Fiscal não poderá aplicar ao lançamento a legislação 
que, posteriormente à data da ocorrência do fato gerador, tenha ampliado os poderes de investigação das 
autoridades administrativas. 
d) A lei posterior à ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, que tenha outorgado ao crédito 
maiores garantias ou privilégios, poderá atribuir responsabilidade tributária a terceiros. 
e) O lançamento constitui o crédito tributário e rege-se pela lei vigente na data de sua notificação ao sujeito 
passivo. 
Comentário: 
Alternativa A: De acordo com o art. 140 do CTN, as circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua 
extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade 
não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem. Alternativa errada. 
Alternativa B: Em conformidade com o art. 144, §1º do CTN. Alternativa correta. 
Alternativa C: Conforme art. 144, §1º, a legislação que instituir novos processos de fiscalização pode ser 
aplicada ao lançamento. Alternativa errada. 
Alternativa D: Ainda de acordo com o art. 144, §1º, aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente 
à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de 
fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito 
maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade 
tributária a terceiros. Alternativa errada. 
Alternativa E: O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei 
então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada (art. 144 do CTN). Alternativa errada. 
Gabarito: letra B 
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2. FCC/COPERGÁS-Contador/2016 
De acordo com o Código Tributário Nacional, o crédito tributário relativo a um determinado imposto 
a) é constituído pela simples ocorrência do fato gerador, desde que esse fato gerador ocorra dentro do prazo 
decadencial. 
b) é extinto, provisoriamente, quando, pelo menos, metade do valor do acordo de parcelamento é satisfeito. 
c) tem sua exigibilidade suspensa com a consignação em pagamento. 
d) é extinto temporariamente pela moratória. 
e) é constituído por meio do lançamento, formalizado nos termos da legislação aplicável. 
Comentário: Embora esta questão envolva outros assuntos (suspensão e extinção do crédito tributário), a 
resposta é bem simples. Senão, vejamos: 
Alternativa A: A obrigação tributária surge com a simples ocorrência do fato gerador, mas o crédito tributário 
é constituído pelo lançamento (art. 113, §1º e art. 142 do CTN). Alternativa errada. 
Alternativa B: O pagamento extingue o crédito tributário quando integral (CTN, art. 156, I). Alternativa 
errada. 
Alternativa C: Consignação em pagamento é hipótese de extinção do crédito tributário (CTN, art. 156, VIII). 
Alternativa errada. 
Alternativa D: Moratória é hipótese de suspensão do crédito tributário (CTN, art. 151, I). Alternativa errada. 
Alternativa E: Conforme visto na alternativa A, o crédito tributário é constituído pelo lançamento (art. 142 
do CTN). Alternativa correta. 
Gabarito: Letra E 
3. FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal da Receita Estadual/2016 
A empresa de Marcelo está considerando a hipótese de importar cestas de natal do exterior, para revendê-
las por ocasião das festas de fim de ano. Se ela efetivamente realizar essas importações, terá de recolher 
todos os tributos incidentes sobre a mercadoria importada. Não havendo disposição de lei em contrário, e 
considerando que essa importação será feita em dólares americanos, o valor tributário dessa transação, em 
reais, de acordo com o CTN, será apurado mediante 
a) a aplicação da alíquota do imposto correspondente, diretamente sobre o valor tributário expresso em 
dólares americanos, tratando-se de incidência de imposto federal ou estadual que deva ser pago pelo 
importador, em moeda conversível. 
b) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da notificação da efetivação do lançamento 
tributário, apenas quando se tratar de impostos estaduais e municipais. 
c) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação, salvo 
disposição de lei em contrário. 
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d) a aplicação da alíquota do tributo correspondente,diretamente sobre o valor tributário expresso em 
moeda estrangeira, tratando-se de incidência de tributo federal que deva ser pago pelo importador em 
moeda conversível. 
e) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da efetivação do lançamento tributário. 
Comentário: O art. 143 do CTN preceitua que, salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário 
esteja expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio 
do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação. Alternativa C correta. 
Gabarito: Letra C 
4. FCC/AL-MS-Consultor de Processo Legislativo/2016 
O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, 
salvo quando essa lei for posteriormente modificada ou revogada. 
Comentário: Na realidade, o que o caput do art. 144, do CTN prevê é que o lançamento reporta-se à data da 
ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente 
modificada ou revogada. 
Gabarito: Errada 
5. FCC/TCM-GO-Auditor de Controle Externo/2015 
A constituição do crédito tributário é fundamental para que se possa exigir o seu pagamento pelo sujeito 
passivo. De acordo com o Código Tributário Nacional, a constituição do crédito tributário 
a) deve ser feita a partir do momento do surgimento da obrigação tributária, sob pena de ocorrer a prescrição 
do direito de a Fazenda Pública promover seu lançamento. 
b) é de competência exclusiva das autoridades administrativa e judicial. 
c) é feita por meio do lançamento, em relação ao tributo, mas, em relação à penalidade pecuniária por 
inobservância de obrigação acessória, não o é. 
d) é feita por meio de uma das quatro formas de lançamento previstas no CTN: lançamento de ofício, 
lançamento contábil, lançamento por homologação e lançamento por declaração. 
e) é procedimento administrativo que verifica a ocorrência do fato gerador da obrigação, identifica o 
contribuinte e o responsável, calcula o montante do tributo devido e determina a matéria tributável. 
Comentário: 
Alternativa A: A alternativa misturou alguns conceitos. A obrigação tributária surge com a simples ocorrência 
do fato gerador, mas o crédito tributário é constituído pelo lançamento. Ainda, embora não seja assunto 
desta aula, se não há lançamento corre prazo decadencial, e não prescricional. Alternativa errada. 
Alternativa B: Lançamento é ato privativo da autoridade administrativa (art. 142 do CTN). Alternativa errada. 
Alternativa C: Lançamento é o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato 
gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo 
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devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível (art. 142 do CTN). 
Alternativa errada. 
Alternativa D: O CTN não prevê a modalidade de lançamento contábil. Alternativa errada. 
Alternativa E: Em conformidade com o art. 142 do CTN. Alternativa correta. 
Gabarito: Letra E 
6. FCC/TJ-AL-Juiz/2015 
João adquiriu um veículo automotor novo, de procedência estrangeira, pelo valor de € 30.000,00 (trinta mil 
euros). 
A lei do IPVA do Estado de domicílio de João estabelece que o fato gerador do IPVA relativo a propriedade 
de veículo novo, importado do exterior, ocorre na data do desembaraço aduaneiro do veículo. Essa lei, 
porém, nada diz a respeito da regra de conversão do valor do bem, da moeda estrangeira constante da 
documentação de importação, para a moeda nacional, para fins de lançamento do imposto. 
Considerando o que dispõe o CTN, 
a) a taxa de câmbio a ser utilizada para cálculo do valor tributário do bem, em moeda nacional, para fins de 
lançamento, será a mesma utilizada para cálculo do ICMS. 
b) o lançamento do IPVA incidente sobre a aquisição da propriedade desse veículo não poderá ser feito, pois 
a regra de conversão do valor tributário deveria estar prevista na lei que instituiu esse imposto. 
c) a taxa de câmbio a ser utilizada para cálculo do valor tributário do bem, em moeda nacional, para fins de 
lançamento, será a mesma utilizada para cálculo do Imposto de Importação. 
d) o lançamento do IPVA incidente sobre a aquisição da propriedade desse veículo será feito em moeda 
estrangeira. 
e) como o valor tributário do bem estava expresso em moeda estrangeira, sua conversão em moeda nacional, 
para fins de lançamento, será feita ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação. 
Comentário: O art. 143 do CTN preceitua que, salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário 
esteja expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio 
do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação. À luz deste dispositivo, veja as alternativas: 
Alternativa A: Embora não seja objeto desta aula, de acordo com o art. 14 da LC 87/96 (Lei Kandir), o preço 
de importação expresso em moeda estrangeira será convertido em moeda nacional pela mesma taxa de 
câmbio utilizada no cálculo do imposto de importação, sem qualquer acréscimo ou devolução posterior se 
houver variação da taxa de câmbio até o pagamento efetivo do preço. Não há vinculação entre a taxa usada 
na conversão de diferentes tributos. Dessa forma, no caso do IPVA, a taxa será a da ocorrência do fato 
gerador, que é o desembaraço aduaneiro. Alternativa errada. 
Alternativa B: Se não há disposição na lei do IPVA do estado, utiliza-se a regra geral do CTN. Alternativa 
errada. 
Alternativa C: Conforme visto na alternativa A, esta é a taxa usada no cálculo do ICMS. Alternativa errada. 
Alternativa D: O lançamento será sempre feito em moeda nacional. Alternativa errada. 
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Alternativa E: Em conformidade com o art. 143 do CTN. Alternativa correta. 
Gabarito: Letra E 
7. FCC/SEFAZ-PE-Julgador Administrativo Tributário do Tesouro Estadual/2015 
Considere a proposição a seguir, com base no CTN: 
Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no 
lançamento farse-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da 
obrigação. 
Comentário: O item traz a literalidade do art. 143 do CTN. Item correto. 
Gabarito: Correta 
8. FCC/Pref. Recife-Procurador/2014 
Auditor fiscal de rendas de pequeno município do agreste pernambucano, consciente da alta carga tributária 
que assola o país e das dificuldades dos pequenos empresários, comerciantes, produtores rurais e 
prestadores de serviço de seu município, em nome do princípio da razoabilidade, ao invés de efetuar 
diretamente lançamento de ofício ao descobrir, em prestadoras de serviço de seu município, a não emissão 
de notas fiscais por serviços no campo de incidência do ISSQN e ali prestados, com o consequente não 
pagamento do tributo devido, orienta os contribuintes flagrados a emitirem, mesmo após o início de ação 
fiscal, as correspondentes notas fiscais de serviço e de recolherem o respectivo tributo devido. Neste 
contexto, considere as seguintes afirmações: 
I. Louvável a atitude do fiscal municipal, pois a orientação é o melhor caminho para um bom relacionamento 
entre fisco e contribuinte, sendo que ele, em face do princípio da razoabilidade, agira dentro da lei. 
II. Não poderia o fiscal deixar de lavrar o auto de infração por falta de pagamento de ISSQN por não emissão 
de notas fiscais de serviço, tendo em vista que com o início do procedimento fiscalizatório, cessa a 
possibilidade de denúncia espontânea, além do procedimento de lançamento ser atividade vinculada e 
obrigatória, sob pena de responsabilidadefuncional. 
III. Não poderia o fiscal deixar de lavrar o auto de infração por não emissão de notas fiscais de serviço, mas, 
em relação ao não pagamento, poderia o contribuinte ficar livre de autuação se o fizesse com o acréscimo 
de juros de mora. 
Está correto o que consta APENAS em 
a) II. 
b) I. 
c) II e III. 
d) III. 
e) I e III. 
Comentário: 
Item I: O art. 142, §único do CTN afirma que a atividade administrativa de lançamento é vinculada e 
obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. A atitude do auditor é, portanto, ilegal. Item errado. 
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Item II: Item em conformidade com art. 142, §único e art. 138 do CTN. Item correto. 
Item III: Uma vez iniciada a ação de fiscalização, não há mais que se falar em denúncia espontânea (art. 138 
do CTN). Item errado. 
Gabarito: Letra A 
9. FCC/TCE-GO-Analista de Controle Externo/2014 
Segundo o art. 144, do CTN, “o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador e rege-se pela 
lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada”. A partir da interpretação desta regra, 
é correto afirmar que 
a) este dispositivo não foi recepcionado pela CF/88, que prevê a regra da irretroatividade da lei tributária. 
b) a lei que disciplina o lançamento tributário retroage à data da ocorrência do fato gerador para que o 
crédito tributário possa ser constituído. 
c) trata-se de regra que confere ultra-atividade à lei instituidora do tributo, que será a lei aplicável aos fatos 
geradores ocorridos em sua vigência. 
d) esta regra não tem eficácia prática, pois o lançamento ocorre no momento da prática do fato gerador. 
e) assim como acontece com a lei penal, a lei que institui ou majora tributo é irretroativa, mas a lei que reduz 
ou revoga tributo poderá retroagir no momento do lançamento. 
Comentário: O referido dispositivo foi recepcionado pela CF/88, e se refere à ultratividade da lei instituidora 
do tributo, já que a norma vigente na data do fato gerador, ainda que já revogada, produz efeitos quando 
do lançamento. 
Gabarito: Letra C 
10. FCC/Pref. Cuiabá-Procurador/2014 
Ao analisar auto de infração, cujo termo de início de fiscalização e lavratura deu-se em 2013 por autoridade 
administrativa fazendária municipal, em face de infração cometida em 2009 por contribuinte do ISSQN, 
verifica-se que a legislação aplicável ao contribuinte à época do fato gerador fora revogada em 2011, e a 
legislação instituindo novos critérios de apuração e processos de fiscalização fora alterada em 2012. Com 
base nestas informações, considere as assertivas a seguir: 
I. A legislação aplicável ao lançamento referente ao contribuinte infrator deve ser a vigente em 2009. 
II. A legislação aplicável ao lançamento referente ao contribuinte infrator deve ser a de 2009 e a aplicável à 
autoridade administrativa, em sua fiscalização e procedimento de lavratura, deve ser a vigente em 2013. 
III. A legislação aplicável à autoridade administrativa em sua fiscalização e procedimento de lavratura deve 
ser a vigente em 2009. 
Estão de acordo com os dispositivos do Código Tributário Nacional em relação ao lançamento tributário, o 
que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I. 
c) II. 
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d) III. 
e) I e III. 
Comentário: 
Item I: O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então 
vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada (art. 144 do CTN). Item correto. 
Item II: Conforme visto no item I, o lançamento reporta-se à legislação de 2009. Já no que se refere à 
fiscalização pela autoridade administrativa, aplica-se a legislação de 2013, de acordo com o art. 144, §1º do 
CTN. Item correto. 
Item III: Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, 
tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de 
investigação das autoridades administrativas (art. 144, §1º do CTN). Item errado. 
Gabarito: Letra A 
11. CESPE/FUB-Contador/2015 
O ato denominado lançamento compete à autoridade tributária tendente a constituir o crédito tributário. 
Comentário: De fato, segundo dispõe o art. 142, do CTN, o lançamento é o procedimento que constitui o 
crédito tributário, sendo privativo da autoridade administrativa. 
Gabarito: Correta 
12. CESPE/TJ-PI-Juiz/2012 
O lançamento do crédito reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei 
vigente, salvo se esta for posteriormente modificada ou revogada. 
Comentário: Na verdade, dispõe o caput do art. 144, do CTN, que o lançamento reporta-se à data da 
ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente 
modificada ou revogada. 
Gabarito: Errada 
13. CESPE/MP-PI-Promotor/2012 
Considere que determinado crédito tributário tenha sido anulado por vício da notificação de lançamento. 
Nesse caso, a obrigação tributária, por estar vinculada ao referido crédito fiscal, é automaticamente 
declarada nula. 
Comentário: Consta no art. 140, do CTN, que as circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua 
extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade 
não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem. Portanto, se o lançamento foi anulado por vício da 
notificação de lançamento, subsiste a obrigação tributária, que decorre do fato gerador. 
Gabarito: Errada 
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14. CESPE/PROMOTOR-MP-PI/2012 
Compete privativamente à autoridade administrativa a constituição do crédito tributário pela concretização 
da hipótese descrita em lei, o que dá origem à obrigação tributária. 
Comentário: A questão “enrolou” as palavras. O correto é dizer que compete privativamente à autoridade 
administrativa a constituição do crédito tributário por meio do lançamento. 
Gabarito: Errada 
15. CESPE/JUIZ-TJ-BA/2012 
No caso de, após a ocorrência do fato gerador, advir lei que amplie os poderes de investigação das 
autoridades administrativas, o lançamento será regido pela lei que estiver em vigor na data 
a) do pagamento do tributo. 
b) da inscrição da dívida na repartição administrativa competente. 
c) da ocorrência do fato gerador. 
d) da cobrança do tributo. 
e) da feitura do lançamento. 
Comentário: Aprendemos que, em relação aos aspectos formais, aplica-se a legislação vigente na data do 
lançamento. Portanto, a alternativa correta é a Letra E. 
Gabarito: Letra E 
16. FGV/CODEMIG-Advogado Societário/2015 
No mês de janeiro de 2013, a alíquota do IOF de uma liquidação de operação de câmbio para remessa de 
juros sobre o capital próprio e dividendos recebidos por investidor estrangeiro era de 4%. No dia 15 de julho 
do mesmo ano, o Poder Executivo editou um decreto, elevando-a para 6%. No ano seguinte, houve novo 
aumento da alíquota, que passou para 8%, e a partir de janeiro de 2015, a alíquota foi reduzida para zero. 
Em maio de 2015, um auditor fiscal da Receita Federal autuou uma instituição financeira pelo não 
recolhimento do IOF incidente sobre uma liquidação de operação de câmbio, ocorrida em novembro de 
2013. Além da multa e juros de mora, o fiscal deverá lançar o imposto aplicando a alíquota de: 
a) 0%; 
b) 4%; 
c) 6%; 
d) 8%; 
e) 9%. 
Comentário: De acordo com o art. 144, do CTN, o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato 
gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificadaou revogada. 
Logo, o auditor fiscal deverá utilizar a alíquota vigente na data da ocorrência do fato gerador. Vamos 
esclarecer os fatos: 
Janeiro de 2013 – Alíquota de IOF: 4% 
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Julho de 2013 – Alíquota de IOF: 6% 
Ano 2014 – Alíquota de IOF: 8% 
Janeiro de 2015 – Alíquota de IOF: zero 
Fato Gerador: Novembro de 2013 
Diante do exposto, a alíquota do IOF em novembro de 2013 (mês da ocorrência do fato gerador) era de 6%, 
e é a que será utilizada no lançamento de ofício pela autoridade fiscal. 
Gabarito: Letra C 
17. FGV/Câmara Municipal de Recife-PE-Consultor Legislativo/2014 
De acordo com o sistema tributário nacional, o lançamento tributário compete: 
a) ao defensor público; 
b) à autoridade judiciária; 
c) ao promotor de justiça; 
d) ao juiz de direito; 
e) à autoridade administrativa. 
Comentário: De acordo com o art. 142, do CTN, compete privativamente à autoridade administrativa 
constituir o crédito tributário pelo lançamento. 
Gabarito: Letra E 
18. ESAF/AFRFB/2012 
Embora obrigação e crédito sejam, no direito privado, dois aspectos da mesma relação, o direito tributário 
houve por bem distingui-los: a obrigação como um primeiro momento na relação tributária, de conteúdo e 
sujeito passivo ainda não determinados e formalmente identificados; o crédito como um segundo momento 
na mesma relação, que surge com o lançamento. 
Comentário: Realmente, apenas com o lançamento (segundo momento) é que se identifica formalmente o 
sujeito passivo da obrigação tributária (primeiro momento). Lembre-se de que no mnemônico VDCIP, a letra 
“I” representa o ato de identificar o sujeito passivo da relação jurídico-tributária. 
Gabarito: Correta 
19. ESAF/ATRFB/2009 
Por meio do lançamento, constitui-se o crédito tributário, apontando o montante devido correspondente à 
obrigação tributária principal, que abrange o tributo, mas não abrange eventuais penalidades pecuniárias 
pelo descumprimento da obrigação tributária. 
Comentário: O lançamento é o ato pelo qual se constitui o crédito tributário, relativo à obrigação principal, 
que pode ter por objeto tanto o pagamento de tributo como de penalidades pecuniárias (multas). 
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Gabarito: Errada 
20. VUNESP/PGE-SP-Procurador/2018 
Após a ocorrência do fato gerador, inovação legislativa amplia os poderes de investigação da Administração 
Tributária. Nessa circunstância, de acordo com o Código Tributário Nacional, é correto afirmar: 
a) a autoridade poderá aplicar amplamente a lei nova, inclusive para alterar o lançamento, até a extinção do 
crédito tributário. 
b) a autoridade poderá aplicar os novos critérios de apuração exclusivamente em casos de lançamento por 
homologação. 
c) a lei nova apenas poderá ser aplicada pela autoridade se, e somente se, seus critérios resultarem em 
benefício para o contribuinte. 
d) a autoridade competente não poderá aplicar a lei nova ao fato gerador pretérito, ocorrido anteriormente 
à sua vigência. 
e) a lei nova será aplicada pela autoridade competente na apuração do crédito tributário respectivo até a 
finalização do lançamento. 
Comentário: 
Alternativa A: A autoridade pode aplicar a lei nova apenas na realização do lançamento. Alternativa errada. 
Alternativa B: A possibilidade de aplicação dos novos critérios de apuração se estende a qualquer 
modalidade de lançamento. Alternativa errada. 
Alternativa C: Não há qualquer condição nesse sentido no CTN. Alternativa errada. 
Alternativa D: O art. 144, § 1º, do CTN, autoriza a aplicação da lei nova ao lançamento. Alternativa errada. 
Alternativa E: O art. 144, § 1º, do CTN, autoriza a aplicação da lei nova ao lançamento. Alternativa correta. 
Gabarito: Letra E 
21. VUNESP/PC-BA-Delegado/2018 
O artigo 144 do Código Tributário Nacional dispõe que o lançamento se reporta à data da ocorrência do fato 
gerador da obrigação, regendo-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. 
O Código Tributário Nacional excepciona essa regra, admitindo a aplicação da legislação tributária que, 
posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, 
a) interprete expressamente ato ou fato pretérito quanto à aplicação de penalidade à infração dos 
dispositivos interpretados. 
b) institua novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os poderes de investigação 
das autoridades administrativas. 
c) outorgue ao crédito maiores garantias ou privilégios para o efeito de atribuir responsabilidade tributária 
a terceiros. 
d) altere os critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento. 
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e) deixe de definir ato definitivamente julgado como infração. 
Comentário: O art. 144, § 1º, do CTN, traz exceção à regra prevista no caput do mesmo artigo, dispondo que 
se aplica ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha 
instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das 
autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último 
caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. Logo, somente a Letra B está correta. 
Gabarito: Letra B 
22. VUNESP/Câmara Municipal de Sertãozinho-SP- Procurador Jurídico Legislativo/2014 
Excetuando-se os impostos lançados por períodos certos de tempo, o lançamento reporta-se à data da 
ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se, regra geral, pela lei vigente na data da 
a) constituição do crédito tributário 
b) ocorrência do fato gerador, ainda que posteriormente modificada ou revogada. 
c) constituição definitiva do crédito tributário 
d) extração da Certidão de Dívida Ativa. 
e) inscrição do crédito na Dívida Ativa. 
Comentário: De acordo com o art. 144, caput, do CTN, o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato 
gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. 
Logo, a única alternativa correta é a Letra B. 
Gabarito: Letra B 
23. VUNESP/Pref. Poá-SP-Procurador Jurídico/2014 
O procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação 
correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante devido, identificar o sujeito passivo e, 
sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível, é de ser entendido, nos termos do Código Tributário 
Nacional, como 
a) Dívida Ativa. 
b) Inscrição na Dívida Ativa. 
c) Certidão de Dívida Ativa. 
d) Lançamento. 
e) Denúncia espontânea. 
Comentário: Trata-se de questão muito simples, abordando a literalidade do caput do art. 142, do CTN, que 
define a atividade de lançamento. 
Gabarito: Letra D 
 
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Alteração do Lançamento 
24. FCC/TRF 5ª Região- Analista Judiciário/2017 
Em fevereiro do corrente ano, 2017, um Município nordestino efetuou o lançamento de ofício do IPTU, cujo 
fato gerador ocorreu no dia 1º de janeiro do mesmo exercício. O referido lançamento foi feito em nome do 
Sr. Aníbal de Oliveira, que, segundo informações constantes do cadastro municipal, seria o proprietário do 
referido imóvel, na data da ocorrência do fato gerador. 
Em março de 2017, depois de devidamente notificado do lançamento realizado,o Sr. Aníbal de Oliveira 
apresentou, tempestivamente, no órgão municipal competente, impugnação contra o lançamento efetuado, 
alegando que, em 15 de dezembro de 2016, havia formalizado a doação do referido imóvel a seu filho, Sérgio 
de Oliveira, e que, em razão disso, não seria devedor do crédito tributário referente ao IPTU 2017. A 
impugnação estava instruída com cópia da escritura de doação e de seu respectivo registro, ainda em 2016, 
no Cartório de Registro de Imóveis competente. O doador esclareceu, ainda, na referida impugnação, que o 
órgão municipal competente não foi comunicado, nem por ele, nem pelo donatário, da transmissão da 
propriedade do referido imóvel, pois a legislação local não os obrigava a prestar tal informação. 
Sérgio de Oliveira, a seu turno, foi corretamente identificado como contribuinte do ITCMD devido em razão 
da doação por ele recebida, e pagou crédito tributário devido. 
Considerando os dados acima, bem como as regras do Código Tributário Nacional e da Constituição Federal 
acerca do lançamento tributário, constata-se que o lançamento de ofício do IPTU poderá ser revisto pelo 
Município, ainda em 2017, pois, embora a doação tenha ocorrido antes de 1º de janeiro de 2017, a Fazenda 
Pública não teve conhecimento de tal fato antes de o contribuinte apresentar sua impugnação. 
Comentário: De acordo com art. 149, §único, a revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não 
extinto o direito da Fazenda Pública. No caso em tela, em 2017 o direito da Fazenda não foi extinto, então o 
município poderá revisar o lançamento de ofício corrigindo o sujeito passivo. Item correto. 
Gabarito: Correto 
25. FCC/AL-MS-Consultor de Processo Legislativo/2016 
A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios 
jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento, somente pode ser efetivada, 
em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. 
Comentário: Trata-se do art. 146, do CTN, segundo o qual o lançamento não pode ser alterado em virtude 
de erro de direito. A literalidade do referido dispositivo estabelece o seguinte: a modificação introduzida, de 
ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela 
autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo 
sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. 
Gabarito: Correta 
26. FCC/AL-MS-Consultor de Processo Legislativo/2016 
O lançamento não pode ser alterado em virtude de impugnação do sujeito passivo, de iniciativa de ofício da 
autoridade administrativa ou de recurso de ofício. 
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==1c136e==
 
 
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Comentário: O art. 145, do CTN, estabelece que o lançamento pode ser alterado em virtude de impugnação 
do sujeito passivo, de iniciativa de ofício da autoridade administrativa ou de recurso de ofício. 
Gabarito: Errada 
27. FCC/SEGEP-MA-Técnico da Receita Estadual/2016 
De acordo com a disciplina do Código Tributário Nacional, o lançamento tributário é efetuado e revisto de 
ofício 
a) pela autoridade administrativa, quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer 
elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória. 
b) pelo sujeito passivo, quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da 
legislação tributária. 
c) pela autoridade judicial, quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, 
agiu com dolo, fraude ou simulação e tal fato constituir crime. 
d) por funcionário público efetivo, não pertencente ao ente tributante, quando se comprove que, no 
lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou. 
e) pelo sujeito passivo, quando a pessoa legalmente obrigada, deixe de atender a pedido de esclarecimento 
formulado pela autoridade administrativa. 
Comentário: 
Alternativa A: Trata-se do disposto no art. 149, IV, do CTN. Alternativa correta. 
Alternativa B: Trata-se de hipótese que enseja revisão de ofício pela autoridade fiscal, e não pelo sujeito 
passivo. Alternativa errada. 
Alternativa C: Trata-se de hipótese que enseja revisão de ofício pela autoridade fiscal, e não pela autoridade 
judicial. Alternativa errada. 
Alternativa D: O art. 149, IX, do CTN, estabelece a revisão de ofício pela autoridade fiscal quando se 
comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou 
omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade especial. Trata-se, pois, de autoridade fiscal 
pertencente ao ente tributante e hierarquicamente superior àquela que efetuou o lançamento inicialmente. 
Alternativa errada. 
Alternativa E: Trata-se de hipótese que enseja revisão de ofício pela autoridade fiscal, e não pelo sujeito 
passivo. Alternativa errada. 
Gabarito: Letra A 
28. FCC/SEFAZ-MA-Técnico da Receita Estadual/2016 
O lançamento tributário regularmente notificado ao sujeito passivo, em regra, não pode mais ser alterado. 
Essa regra, porém, comporta exceções. De acordo com o CTN, o lançamento tributário, quando regularmente 
notificado ao sujeito passivo, pode ser alterado em razão de 
a) iminência de configuração de decadência; de recurso de ofício; de impugnação de pessoa interessada. 
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b) impugnação do sujeito passivo; de comprovação inequívoca de que foi cometido erro de fato pela 
autoridade administrativa que procedeu ao lançamento; de recurso de ofício. 
c) comprovação inequívoca de que foi cometido erro de fato pela autoridade administrativa que procedeu 
ao lançamento; de impugnação do contribuinte; de iminência de configuração de decadência. 
d) recurso de ofício; de impugnação do responsável; de necessidade de apreciação de fato não conhecido ou 
não provado por ocasião do lançamento objeto de alteração. 
e) iminência de configuração de prescrição; de comprovação inequívoca de que foi cometido erro de direito 
pela autoridade administrativa que procedeu ao lançamento; de impugnação do sujeito passivo. 
Comentário: O art. 145 do CTN estabelece as hipóteses de alteração do lançamento regularmente notificado 
ao sujeito passivo, a saber: impugnação do sujeito passivo, recurso de ofício e iniciativa de ofício da 
autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. À luz deste artigo, veja as alternativas: 
Alternativa A: A iminência de configuração de decadência não é hipótese de alteração prevista no CTN. 
Alternativa errada. 
Alternativa B: A comprovação inequívoca de que foi cometido erro de fato pela autoridade administrativa 
que procedeu ao lançamento não é hipótese de alteração prevista no CTN. Alternativa errada. 
Alternativa C: Ver alternativas A e B. Alternativa errada. 
Alternativa D: Em conformidade com o art. 145, combinado com art. 149,VIII do CTN. Alternativa correta. 
Alternativa E: A iminência de configuração de prescrição e a de comprovação inequívoca de que foi cometido 
erro de direito pela autoridade administrativa que procedeu ao lançamento não são hipóteses de alteração 
previstas no CTN. Alternativa errada. 
Gabarito: Letra D 
29. FCC/MANAUSPREV-Procurador/2015 
O Código Tributário Nacional contém normas jurídicas atinentes ao lançamento e ao crédito tributário. De 
acordo com esse código, o lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser alterado em 
virtude de 
I. iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. 
II. qualquer situação que suspenda a exigibilidadedo crédito tributário. 
III. recurso de ofício. 
IV. impugnação oferecida pelo sujeito passivo. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) I, III e IV. 
d) II e III. 
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e) II, III e IV. 
Comentário: O art. 145 do CTN estabelece as hipóteses de alteração do lançamento regularmente notificado 
ao sujeito passivo, a saber: impugnação do sujeito passivo, recurso de ofício e iniciativa de ofício da 
autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. Alternativa C correta. 
Gabarito: Letra C 
30. FCC/SEAD-PI-Analista de Planejamento e Orçamento/2013 
Considere as seguintes afirmações: 
I. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação, no entanto, rege-se pela lei 
da data em que for efetuado, quando a lei vigente à época do fato gerador tiver sido revogada. 
II. Decisão administrativa que modifique critério jurídico adotado por autoridade administrativa no exercício 
de lançamento alcança, em relação a um mesmo sujeito passivo, fato gerador anterior à sua introdução. 
III. Quando houver omissão comprovada por parte do contribuinte na sua atividade de lançamento por 
homologação, a autoridade administrativa efetuará lançamento de ofício. 
Está correto o que se afirma apenas em 
a) II e III. 
b) I. 
c) III. 
d) I e II. 
e) II. 
Comentário: 
Item I: O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então 
vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada (art. 144 do CTN). Item errado. 
Item II: A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos 
critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser 
efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua 
introdução (art. 146 do CTN). Item errado. 
Item III: O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa quando se comprove 
omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade sujeita a 
lançamento por homologação (art. 149, V do CTN). Item correto. 
Gabarito: Letra C 
 
 
 
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31. CESPE/PGM-Fortaleza-Procurador/2017 
Considera-se válida e regular a notificação do lançamento de ofício do imposto predial e territorial urbano 
por meio de envio de carnê ou da publicação de calendário de pagamento juntamente com as instruções 
para o cumprimento da obrigação tributária. 
Comentário: Vimos durante a aula que a notificação do lançamento de ofício do IPTU ou IPVA pode ser 
realizada por meio idôneo, como o envio de carnê ou a publicação de calendário de pagamento, com 
instruções para a sua efetivação. 
Gabarito: Correta 
32. CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016 
Comprovada a falsidade, o erro ou a omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária 
como de declaração obrigatória, o lançamento deverá ser efetuado e revisto de ofício pela autoridade 
administrativa. 
Comentário: De acordo com o art. 149, IV, do CTN, o lançamento é efetuado e revisto de ofício pela 
autoridade administrativa quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento 
definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória. 
Gabarito: Correta 
33. CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
Considerando que lançamento é o procedimento pelo qual a autoridade administrativa constitui o crédito 
tributário, assinale a opção correta. 
a) A revisão do lançamento só poderá ser iniciada enquanto não tiver sido extinto o direito da fazenda 
pública. 
b) O ato de lançamento é corretamente classificado como um ato discricionário. 
c) Os erros contidos na declaração do sujeito passivo não poderão ser retificados de ofício pela autoridade 
administrativa responsável. 
d) Após a regular notificação do sujeito passivo, o lançamento não poderá ser alterado. 
e) Salvo disposição legal em contrário, o lançamento realizado em moeda estrangeira terá a sua conversão 
para moeda nacional com base no câmbio do dia do pagamento do tributo. 
Comentário: 
Alternativa A: A revisão de ofício do lançamento, conforme estabelece o art. 149, par. único, do CTN, só 
pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública. Alternativa correta. 
 
Alternativa B: De acordo com o art. 142, par. único, do CTN, a atividade administrativa de lançamento é 
vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Alternativa errada. 
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Alternativa C: A permissão para que a autoridade administrativa responsável retifique de ofício os erros 
contidos na declaração do sujeito passivo consta no art. 147, § 2º, do CTN. Alternativa errada. 
Alternativa D: Após a regular notificação do sujeito passivo, o lançamento poderá ser alterado, mas apenas 
nas estritas hipóteses do art. 145, do CTN. Alternativa errada. 
Alternativa E: Neste caso, o câmbio a ser utilizado é aquele correspondente ao dia do fato gerador da 
obrigação, e não a data do pagamento. Alternativa errada. 
Gabarito: Letra A 
34. CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
Considere que um sujeito passivo tenha sido regularmente notificado de um lançamento tributário. Nesse 
caso, o lançamento tributário poderá ser alterado em virtude de impugnação proposta pelo sujeito passivo, 
mas não em decorrência de recurso de ofício. 
Comentário: Na verdade, o art. 145, do CTN, estabelece três formas de alteração do lançamento 
regularmente notificado ao sujeito passivo. São elas: I - impugnação do sujeito passivo; II - recurso de ofício 
e III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. 
Gabarito: Errada 
35. CESPE/Câmara dos Deputados-Analista Legislativo/2014 
No lançamento realizado com base em declaração do sujeito passivo, conhecido como lançamento por 
declaração, não é permitida a impugnação, já que não poderia o próprio contribuinte insurgir-se contra ato 
administrativo para cuja concretização ele tenha colaborado com o fisco. 
Comentário: Qualquer lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser alterado em virtude 
de impugnação do sujeito passivo, recurso de ofício e iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos 
casos previstos no artigo 149. 
Gabarito: Errada 
36. FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015 
Uma vez regularmente notificado ao sujeito passivo, o lançamento só pode ser alterado em virtude de: 
a) decurso do prazo decadencial; 
b) majoração superveniente das alíquotas do tributo; 
c) alteração posterior da lei tributária no tocante à base de cálculo; 
d) impugnação do sujeito passivo; 
e) responsabilização tributária de pessoa imune. 
Comentário: São três as possibilidades de alteração do lançamento regularmente notificado ao sujeito 
passivo: impugnação do sujeito passivo, recurso de ofício e iniciativa de ofício da autoridade administrativa, 
nos termos do art. 149, do CTN. 
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Gabarito: Letra D 
37. FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 
O proprietário de um imóvel realizou, no fim de 2013, uma obra em seu imóvel. Por conta dessa obra, a área 
do imóvel foi ampliada de 120m2 para 280m2. O proprietário nada informou ao Município, descumprindo 
normas administrativase tributárias que impõem a comunicação. Assim, a administração tributária 
municipal realizou os lançamentos do IPTU dos fatos geradores ocorridos em 2014 e 2015 com valores que 
consideravam uma área construída de 120m2 e não de 280m2. A prefeitura tomou conhecimento do 
aumento da área construída em agosto de 2015. Considerando a situação exposta e as normas do CTN, a 
fiscalização do Município: 
a) poderá revisar de ofício apenas o lançamento do IPTU referente ao exercício de 2015, pois o exercício 
ainda está em curso; 
b) não poderá revisar de ofício apenas os lançamentos do IPTU dos exercícios de 2014 e 2015, pois os 
lançamentos já foram regularmente notificados e não podem ser alterados; 
c) não poderá revisar de ofício apenas os lançamentos do IPTU dos exercícios de 2014 e 2015, pois a 
constatação do aumento da área construída é introdução de modificação nos critérios jurídicos adotados 
pela autoridade administrativa no exercício do lançamento e somente pode ser efetivada, em relação a um 
mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução; 
d) poderá revisar de ofício os lançamentos do IPTU dos exercícios de 2014 e 2015, pois o aumento da área 
construída representa apreciar fatos desconhecidos anteriormente, mas essa revisão do lançamento só 
poderá ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública; 
e) poderá revisar de ofício, a qualquer tempo, os lançamentos do IPTU dos exercícios de 2014 e 2015, por 
conta do descumprimento por parte do contribuinte das normas que determinam a comunicação da obra. 
Comentário: O art. 145, III, do CTN, permite que haja alteração do lançamento regularmente notificado ao 
sujeito passivo, por iniciativa de ofício da autoridade administrativa nos termos do art. 149, do CTN. Desta 
forma, a referida omissão do sujeito passivo quanto ao aumento da área construída do imóvel enseja revisão 
de ofício do IPTU correspondente aos exercícios de 2014 e 2015, já que em agosto de 2015 ainda não houve 
decadência do crédito tributário. 
A decadência extingue o crédito tributário, pelo decurso do prazo previsto no CTN, sem que a Fazenda 
Pública tenha promovido o lançamento. Ainda que não tenhamos estudado a decadência, guarde, por ora, 
que é um prazo de 05 anos. No momento certo, você entenderá com clareza. 
Gabarito: Letra D 
38. FGV/SEAD-AP-Auditor/2010 
Em relação à revisão do lançamento regularmente notificado ao contribuinte, não é correto afirmar que: 
a) é possível quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na 
legislação tributária como sendo de declaração obrigatória 
b) é possível nas hipóteses de erro de fato e desde que iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda 
Pública promover o lançamento. 
c) pode se dar em razão de impugnação do sujeito passivo. 
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d) pode ser feita a qualquer tempo, sempre que caracterizado erro de direito. 
e) é cabível quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, 
fraude ou simulação. 
Comentário: Preste atenção, pois o que se pede é a alternativa errada, ok? Vamos comentar cada uma delas: 
Alternativa A: Conforme prevê o art. 149, IV, do CTN, trata-se de hipótese de que permite a realização de 
lançamento ou revisão de ofício. Item correto. 
Alternativa B: O erro de fato, quando ocorrido, deve ser alterado, com base no art. 149 do CTN, respeitando, 
é claro, o prazo decadencial, conforme a regra prevista no par. único do mesmo artigo. Item correto. 
Alternativa C: A impugnação do sujeito passivo, nos termos do art. 145, I, do CTN, é uma das hipóteses que 
justificam a alteração de lançamento regularmente notificado ao contribuinte. Item correto. 
Alternativa D: De acordo com o art. 146, do CTN, não é possível alterar o lançamento efetuado, com base 
em erro de direito. Item errado. 
Alternativa E: De fato, cabe lançamento de ofício na hipótese aventada, nos termos do art. 149, VII, do CTN. 
Item correto. 
Gabarito: Letra D 
39. ESAF/ATRFB/2012 
Se o lançamento não foi notificado ao sujeito passivo, pode ser livremente alterado pela autoridade. 
Comentário: Antes da comunicação oficial, a autoridade administrativa pode alterar o lançamento para 
corrigir informações ou valores, já que o contribuinte ainda não foi informado da dívida tributária. Podemos 
dizer, então, que nesse período o lançamento é revisível. 
Gabarito: Correta 
40. ESAF/ATRFB/2012 
A alteração de entendimento (modificação dos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa) 
no exercício do lançamento pode ser efetivada, em relação aos outros contribuintes, quanto a fato gerador 
ocorrido anteriormente à sua introdução. 
Comentário: Essa modificação nos critérios jurídicos é denominada erro de direito. Aqui está uma boa 
“pegadinha” da ESAF. O candidato fica focado na palavra “anteriormente” e pensa que está errado. Contudo, 
a banca diz “em relação a outros contribuintes”, o que afasta por completo a aplicação da vedação prevista 
no art. 146 do CTN. Na dúvida, releia o dispositivo, antes de partir para a próxima questão. 
Gabarito: Correta 
41. ESAF/ATRFB/2009 
O tributo, por força do CTN, é lançado mediante atividade administrativa plenamente vinculada, não sendo 
admissíveis impugnações de qualquer natureza. 
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Comentário: Realmente, a atividade administrativa de lançamento é plenamente vinculada. Contudo, 
admitem-se impugnações, conforme prevê o CTN. 
Gabarito: Errada 
42. VUNESP/TJ-SP-Juiz Substituto/2018 
De acordo com os dispositivos do Código Tributário Nacional sobre o lançamento, é correto afirmar: 
a) ele reporta-se à data da ocorrência do fato gerador, mas deverá considerar a alíquota vigente na data em 
que foi efetuado. 
b) trata-se de atividade vinculada e obrigatória e que, por isso, ressalvados os casos previstos em lei, não 
está sujeita aos juízos de conveniência e oportunidade da autoridade fiscal. 
c) a posterior mudança de orientação administrativa, de ofício ou em razão de decisão judicial, sobre os 
critérios jurídicos observados pelo Fisco no exercício do lançamento possibilita a revisão do ato. 
d) a ele se aplica legislação superveniente ao fato gerador que, mediante alteração de critérios 
procedimentais, amplie os poderes de investigação do Fisco. 
Comentário: 
Alternativa A: O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador, devendo utilizar a legislação 
vigente nesta data. Logo, a alternativa está errada. 
Alternativa B: Não há exceções quanto a obrigatoriedade do lançamento pela autoridade fiscal. Alternativa 
errada. 
Alternativa C: O art. 146, do CTN, veda a modificação de lançamento já efetuado motivada por mudança de 
orientação administrativa, de ofício ou em razão de decisão judicial, sobre os critérios jurídicos observados 
pelo Fisco no exercício do lançamento. Alternativa errada. 
Alternativa D: Em se tratando apenas de critérios procedimentais, tais como poderes de investigação das 
autoridades fiscais, admite-se a aplicação da legislação superveniente ao fato gerador, vigente na data da 
feitura do lançamento. Alternativa correta. 
Gabarito: Letra D 
 
Modalidades de Lançamento 
 
43. FCC/SEFAZ-BA-Auditor Fiscal/2019 
Relativamente aos temas obrigação tributária, fato gerador e lançamento o nosso Ordenamento Jurídico 
prescreve: 
Se a lei não fixar prazo para homologação do lançamento, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do 
fato gerador, sendo que, expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-
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se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, 
fraude ou simulação. 
Comentário: O item traz a literalidade do §4º do art. 150 do CTN. Item correto. 
Gabarito: Correto 
44. FCC/Pref. Caruaru-Procurador/2018 
Sobre o lançamento por homologação, 
a) é absolutamente incompatível com o lançamento de ofício, pois este depende sempre de dolo, fraude ou 
simulação do contribuinte. 
b) não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito 
passivo ou por terceiro, visando a extinção total ou parcial do crédito. 
c) é comumente utilizado para conhecer da matéria tributável no caso do Imposto sobre Propriedade 
Territorial Urbana. 
d) não se aplica ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. 
e) trata-se de atividade da administração tributária tendente a conhecer da matéria tributável, 
complementada pela declaração final do contribuinte. 
Comentário: 
Alternativa A: O art. 149 do CTN traz diversas possibilidades de lançamento de ofício. Não há 
incompatibilidade de utilizar-se lançamento de ofício quando o sujeito passivo obrigado a declarar débito 
fiscal e efetuar o pagamento se omitir, ou o fizer com erro, por exemplo, ainda que não haja dolo, fraude ou 
simulação. Alternativa errada. 
Alternativa B: Em conformidade com o art. 150, §2º do CTN. Alternativa correta. 
Alternativa C: O tipo de lançamento do IPTU pode ser definido livremente por cada município. No entanto, 
a maioria dos municípios utiliza-se do lançamento de ofício. Alternativa errada. 
Alternativa D: Lançamento por homologação é o mais comum em tributos sobre consumo. No âmbito 
municipal, o ISS geralmente é sujeito a este tipo de lançamento. Alternativa errada. 
Alternativa E: O item está mais relacionado ao lançamento por declaração. No lançamento por homologação 
a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade 
administrativa (art. 150 do CTN). Alternativa errada. 
Gabarito: Letra B 
45. FCC/SEFAZ-SC-Auditor-Fiscal/2018 
De acordo com o Código Tributário Nacional, a constituição do crédito tributário pode ser feita por meio de 
lançamento por declaração, lançamento por homologação e lançamento de ofício. Feito o lançamento por 
qualquer uma destas modalidades, e devidamente notificado o sujeito passivo, tal lançamento pode ser 
alterado em virtude de: 
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I. iniciativa de ofício da autoridade administrativa, com base na ocorrência das hipóteses do art. 149 do CTN, 
que autorizam a realização do lançamento de ofício. 
II. determinação expressa de autoridade competente para proferir decisões a que a lei atribua eficácia 
normativa. 
III. impugnação do sujeito passivo. 
IV. recurso de ofício. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I, II e III. 
b) II e III. 
c) I, II e IV. 
d) II, III e IV. 
e) I, III e IV. 
Comentário: 
Item I: O art. 149 estabelece as situações em que o lançamento pode ser realizado e revisto de ofício. Item 
correto. 
Item II: Esta situação não foi definida no CTN como ensejadora do lançamento de ofício. Item errado. 
Item III: Trata-se de situação que implica alteração do lançamento de ofício, conforme art. 145, I, do CTN. 
Item correto. 
Item IV: Trata-se de situação que implica alteração do lançamento de ofício, conforme art. 145, II, do CTN. 
Item correto. 
Gabarito: Letra E 
46. FCC/AL-MS-Assistente Jurídico/2016 
Sobre o lançamento tributário, é correto afirmar: 
a) Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário estiver expresso em moeda estrangeira, no 
lançamento farse- á sua conversão em moeda nacional ao câmbio da data em que o contribuinte tomou 
ciência do lançamento. 
b) O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então 
vigente, salvo quando essa lei for posteriormente modificada ou revogada. 
c) A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, 
só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e somente após o contribuinte ter sido 
notificado o lançamento. 
d) A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos 
critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento, somente pode ser 
efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua 
introdução. 
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e) O lançamento não pode ser alterado em virtude de impugnação do sujeito passivo, de iniciativa de ofício 
da autoridade administrativa ou de recurso de ofício. 
Comentário: 
Alternativa A: De acordo com o art. 143 do CTN, em regra a conversão ocorre ao câmbio do dia de ocorrência 
do fato gerador da obrigação. Alternativa errada. 
Alternativa B: De acordo com o art. 144 do CTN, o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato 
gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. 
Alternativa errada. 
Alternativa C: De acordo com o art. 147, §1º do CTN, a retificação da declaração por iniciativa do próprio 
declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em 
que se funde, e antes de notificado o lançamento. Alternativa errada. 
Alternativa D: A alternativa traz a literalidade do art. 146 do CTN. Alternativa correta. 
Alternativa E: De acordo com o art. 145 do CTN, o lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só 
pode ser alterado em virtude de: impugnação do sujeito passivo, recurso de ofício e iniciativa de ofício da 
autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. Alternativa errada. 
Gabarito: Letra D 
47. FCC/SEMPLAN Teresina-Analista em Gestão Pública/2016 
A respeito do lançamento, considere: 
I. Lançamento feito quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o 
pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa no que concerne à sua determinação. 
II. Lançamento feito por iniciativa da autoridade administrativa, independentemente de qualquer 
colaboração do sujeito passivo. 
III. Lançamento feito em face de declaração fornecida pelo sujeito passivo ou por terceiro, quando um ou 
outro presta à autoridade administrativa informações quanto à matéria de fato indispensável à sua 
efetivação. 
As situações indicadas em I, II e III são hipóteses, respectivamente, de lançamento 
a) por homologação, por declaração e de ofício. 
b) por homologação, de ofício e por declaração. 
c) por declaração, de ofício e por homologação. 
d) por declaração, por homologação e de ofício. 
e) de ofício, por homologação e por declaração. 
Comentário: 
Item I: Trata-se do lançamento por homologação (art. 150 do CTN). 
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Item II: Trata-se do lançamento de ofício (art. 149 do CTN). 
Item III: Trata-se do lançamento por declaração (art. 147 do CTN). 
Alternativa B correta. 
Gabarito: Letra B 
 
48. FCC/PGE-MT-Procurador/2016 
Considere: 
I. A modalidade de lançamento a ser aplicada pelo fisco por ocasião da constituição do crédito tributário é a 
que impõe o menor ônus ao contribuinte, inclusive quanto às opções fiscais relativas a regimes de apuração, 
créditos presumidos ou outorgados e demais benefíciosfiscais que o contribuinte porventura não tenha 
aproveitado. 
II. A modalidade de lançamento por declaração é aquela na qual o contribuinte, tendo efetivado o cálculo e 
recolhimento do tributo devido com base na legislação, apresenta à autoridade fazendária a declaração dos 
valores correspondentes à base de cálculo, alíquota, tributo devido e recolhimento efetuado. 
III. O pagamento antecipado efetivado pelo contribuinte poderá ser efetuado mediante guia de 
recolhimentos, compensação ou depósito judicial. 
IV. O lançamento de ofício é o formalizado quando a autoridade fazendária identifica diferenças no crédito 
tributário constituído espontaneamente pelo contribuinte. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) IV. 
b) II e III. 
c) III e IV. 
d) I. 
e) I e II. 
Comentário: 
Item I: A legislação tributária traz o tipo de lançamento de cada tributo. Não fica a cargo do Fisco, escolher 
a modalidade de forma a impor menor ônus ao contribuinte. Ainda, o art. 149 do CTN estabelece os casos 
em que o lançamento será efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa. Item errado. 
Item II: A modalidade descrita no item é de lançamento por homologação e não por declaração (art. 147 e 
150 do CTN). Item errado. 
Item III: Embora não seja assunto desta aula, o pagamento é efetuado em moeda corrente, cheque ou vale 
postal, e, nos casos previstos em lei, em estampilha, em papel selado, ou por processo mecânico (art. 162 
do CTN). Item errado. 
Item IV: O item uma das possibilidades de lançamento de ofício (art. 149, V do CTN). Item correto. 
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Gabarito: Letra A 
49. FCC/AL-MS-Consultor de Processo Legislativo/2016 
A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só 
é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e somente após o contribuinte ter sido 
notificado o lançamento. 
Comentário: O art. 147, do CTN, ao tratar do lançamento por declaração, estabeleceu que a retificação da 
declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível 
mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. 
Gabarito: Errada 
50. FCC/Pref. São Luiz-MA-Procurador/2016 
A legislação de um Município brasileiro estabeleceu que o lançamento do ISSQN por ele instituído seria feito 
por homologação, sendo que a atividade de lançamento desse imposto deveria ser desenvolvida nos livros 
fiscais e nos documentos fiscais criados por esta legislação para esse fim específico. 
Uma empresa prestadora de serviços localizada nesse Município promoveu o lançamento do ISSQN incidente 
sobre uma prestação de serviços realizada, mas, por puro engano, acabou lançando o tributo a menor, por 
erro na aplicação da alíquota correspondente. Ao invés de constituir o crédito tributário no valor correto de 
R$ 10.000,00, ele o constituiu no valor de R$ 8.000,00. Esses R$ 8.000,00 foram integralmente recolhidos 
aos cofres municipais. 
Passados três anos da ocorrência do fato gerador, a autoridade fiscal encarregada da fiscalização desse 
estabelecimento não homologou essa atividade desenvolvida pelo contribuinte, pois identificou a existência 
da referida falta de pagamento parcial do imposto devido, ocasionada pelo erro na aplicação da alíquota. 
Com base nas normas do Código Tributário Nacional relacionadas a essa matéria, e considerando que a 
legislação municipal comina, para tais casos, penalidade no percentual de 10% do valor do imposto, a 
autoridade fiscalizadora deverá promover lançamento de ofício 
a) da penalidade pecuniária, no valor de R$ 1.000,00, vedado o lançamento da parcela do imposto sonegada, 
pois o pagamento efetuado, ainda que parcial, extinguiu o crédito tributário como um todo. 
b) do imposto devido, no valor de R$ 2.000,00, e da penalidade pecuniária, no valor de R$ 400,00. 
c) do imposto devido, no valor de R$ 10.000,00, e da penalidade pecuniária, no valor de R$ 1.000,00. 
d) do imposto devido, no valor de R$ 10.000,00, e da penalidade pecuniária, no valor de R$ 200,00. 
e) do imposto devido, no valor de R$ 2.000,00, e da penalidade pecuniária, no valor de R$ 200,00. 
Comentário: Esta questão é longa, mas bem simples. O tributo é originalmente lançado por homologação. 
Isso, contudo, não impede a autoridade administrativa de revisar o lançamento de ofício. No caso em tela, a 
empresa prestadora de serviços deixou de declarar R$ 2.000,00. Neste caso, a autoridade administrativa 
lançará de ofício R$ 2.000,00 a título de imposto e R$ 200,00 (10% x R$ 2.000,00) a título de multa. 
Observação: Chama-nos atenção o fato de, não obstante no art. 142 do CTN estabelecer que o lançamento 
é de competência privativa da autoridade administrativa, a FCC mencionar que a empresa “lançou o tributo”. 
Precisamos ficar atentos quanto ao posicionamento da banca! 
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Gabarito: Letra E 
51. FCC/TCE-CE-Auditor/2015 
“O sujeito passivo, tão logo seja inaugurada a relação obrigacional, tem o dever de apurar o montante 
devido, efetuar o pagamento no prazo estabelecido em lei, fazer declarações tempestivas e recolher a 
importância devida antes de qualquer manifestação da Fazenda Pública” (DERZI, Misabel Abreu Machado, 
in: NASCIMENTO, Carlos Valder do. Comentários ao Código Tributário Nacional. 6. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2002, p. 359). Considerando as lições acima descritas, o 
a) prazo para homologação do pagamento antecipado é de 5 anos a contar do pagamento, salvo dolo, fraude 
ou simulação. 
b) prazo para pagamento antecipado no lançamento por declaração é de 5 anos a contar da ocorrência do 
fato gerador. 
c) lançamento por declaração traz inserta a obrigação principal de fazer declarações previstas em lei para 
que o fisco tenha meios de realizar o lançamento. 
d) não pagamento antecipado importa em lançamento de ofício pelo sujeito passivo da obrigação tributária. 
e) lançamento por homologação pressupõe que o sujeito passivo faz o pagamento antecipado do tributo 
após ter praticado fato imponível. 
Comentário: 
Alternativa A: O prazo começa a contar do fato gerador e não do pagamento (art. 150, §4º do CTN). 
Alternativa errada. 
Alternativa B: Prazo de 5 anos, contado do fato gerador, é a regra geral para homologação (art. 150, §4º do 
CTN). Não há no CTN prazo para pagamento antecipado de tributo lançado por declaração. Alternativa 
errada. 
Alternativa C: A apresentação de declaração é obrigação acessória e não principal. Alternativa errada. 
Alternativa D: O lançamento compete privativamente à autoridade fiscal. Portanto, não há lançamento de 
ofício feito pelo sujeito passivo. Alternativa errada. 
Alternativa E: Em conformidade com o art. 150 do CTN. Alternativa correta. 
Gabarito: Letra E 
52. CESPE/MPE-RR-Promotor de Justiça/2017 
A legislação que instituiu determinada taxa atribuiu ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento do 
tributo, sem qualquer exame prévio por parte do órgão da fazenda pública competente pela respectiva 
arrecadação. A mesma lei prevê que o lançamento do tributo ocorrerá em momento posterior ao 
pagamento, por meio de ato administrativo com o qual a autoridade tributária, tomando conhecimento da 
declaração prestada pelo contribuinte quanto à atividade exercida, confirmará ou não o montante do tributo 
devido. Nesse caso, estando o pagamento correto, a autoridade tributária reconhecerá de ofício a extinção 
do respectivo crédito tributário. 
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Nessa situação hipotética, de acordo com o CTN, a modalidade de lançamento tributário prevista pela 
referida lei consiste em lançamento 
a) direto. 
b) por homologação. 
c) de ofício. 
d) por declaração. 
Comentário: Ao mencionar que foi atribuído ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento do tributo, 
sem qualquer exame prévio por parte do órgão da fazenda pública competente pela respectiva arrecadação, 
fica muito claro que se trata do lançamento por homologação, previsto no art. 150, do CTN. 
Gabarito: Letra B 
53. CESPE/PGM-Fortaleza-Procurador/2017 
A declaração prestada pelo contribuinte nos tributos sujeitos a lançamento por homologação não constitui 
o crédito tributário, pois está sujeita a condição suspensiva de ulterior homologação pela administração 
tributária. 
Comentário: De acordo com a Súmula 436, do STJ, a entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo 
débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco. 
Há que se atentar também para o art. 150, § 1º, do CTN, segundo o qual o pagamento antecipado pelo 
obrigado extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. 
Gabarito: Errada 
54. CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016 
A constituição de um crédito tributário pode ser ato unilateral da administração pública, bem como pode 
depender de declaração do contribuinte. 
Comentário: Realmente, a constituição do crédito tributário pode se resumir em ato unilateral da 
administração pública (lançamento de ofício), dispensando qualquer participação do sujeito passivo, mas 
também pode depender diretamente da declaração do contribuinte, como ocorre no lançamento por 
declaração e também é possível ocorrer no lançamento por homologação. 
Gabarito: Correta 
55. CESPE/TCE-PB-Procurador/2014 
Um contribuinte do ICMS foi autuado em fiscalização ordinária que constatou fraude na escrituração dos 
livros fiscais e supressão de parte do tributo devido e, em função disso, lhe foi cobrado o valor da diferença 
entre o que havia recolhido e o que realmente deveria recolher aos cofres públicos, bem como as 
penalidades respectivas, tudo corrigido monetariamente e com juros de mora. 
a) Na hipótese considerada, tem-se um lançamento direto, que é a modalidade de lançamento executada 
pelo contribuinte do ICMS com a finalidade de informar ao fisco suas operações. 
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b) No caso da constatação de fraude, o lançamento a ser feito pelo fisco é da modalidade mista, pois, na 
apuração do valor devido de ICMS, o próprio contribuinte informa as operações ao fisco 
c) Todo lançamento feito pelo fisco é da modalidade de ofício ou direto, pois cuida dos tributos ditos diretos 
e não para os considerados como indiretos, como é o caso do ICMS. 
d) A modalidade de lançamento que o contribuinte realizou antes da autuação feita pelo fisco foi a de 
lançamento por homologação. 
e) O lançamento realizado pelo fisco foi o de homologação do auto de infração. 
Comentário: Como o contribuinte já havia recolhido antecipadamente ICMS, sem prévio exame da 
autoridade administrativa, trata-se de lançamento por homologação. Contudo, o valor cobrado pela 
fiscalização constitui lançamento de ofício, nos termos do art. 149, do CTN. Vamos, então, analisar cada uma 
das alternativas: 
Alternativa A: O lançamento é inicialmente realizado por homologação. Alternativa errada. 
Alternativa B: O lançamento realizado pelo fisco, no caso da constatação de fraude, é de ofício, com base no 
art. 149, do CTN. Alternativa errada. 
Alternativa C: O lançamento, de acordo com o art. 142, é privativo da autoridade administrativa. Ou seja, 
todas as modalidades de lançamento cabem ao fisco. Alternativa errada. 
Alternativa D: Discordamos da redação desta assertiva, apontada pelo CESPE como o gabarito da questão, 
haja vista que o contribuinte não realiza qualquer lançamento, já que este é privativo da autoridade 
administrativo, conforme estabelece o art. 142, do CTN. Não obstante nossa discordância, o lançamento 
inicialmente realizado ocorreu por homologação. Alternativa correta. 
Alternativa E: O lançamento realizado pelo fisco, no caso da constatação de fraude, é de ofício, com base no 
art. 149, do CTN. Alternativa errada. 
Gabarito: Letra D 
56. CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
Considere que um contribuinte tenha feito uma declaração necessária à elaboração de um lançamento 
tributário. Considere, ainda, que, posteriormente, ele tenha pretendido retificá-la, por ter observado que o 
valor do tributo que dela resultaria seria superior ao devido. Nessa situação, o contribuinte poderá realizar 
tal retificação desde que comprove o erro que fundamenta a retificação e desde que a faça antes de 
notificado o lançamento. 
Comentário: Após prestar a declaração ao fisco, o contribuinte possui o direito de retificá-la, visando reduzir 
ou excluir o tributo, desde que mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o 
lançamento. É o que consta no art. 147, § 1º, do CTN. Portanto, esta questão está correta. 
Gabarito: Correta 
 
 
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57. FGV/SEFIN-RO-Técnico Tributário/2018 
Com relação ao lançamento tributário, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa. 
( ) Compete, privativamente, à autoridade administrativa constituir, pelo lançamento, a obrigação tributária, 
verificando a ocorrência do fato gerador. 
( ) Uma nova lei, que tenha estabelecido novos procedimentos fiscalizatórios para a apuração do tributo, é 
plenamente aplicável ao fato gerador já ocorrido, porém com crédito ainda não lançado. 
( ) Quando o valor tributário estiver expresso em moeda estrangeira, salvo disposição legal distinta, no 
lançamento será feita a conversão para moeda nacional, ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador do 
tributo. 
Na sequência em que aparecem, as afirmativas são, respectivamente, 
a) V – F – V. 
b) F – V – V. 
c) F – F – V. 
d) F – V – F. 
e) V – V – F. 
Comentário: 
Item I: O lançamento é realmente privativo da autoridade administrativa, porém constitui o crédito 
tributário, e não a obrigação tributária, que já surgiu desde a ocorrência do fato gerador. Item errado. 
Item II: De fato, por se tratar de legislação formal, estabelecendo novos procedimentos fiscalizatórios para 
a apuração do tributo, tal lei, é plenamente aplicável ao fato gerador já ocorrido, porém com crédito ainda 
não lançado. Item correto. 
Item III: Realmente, o art. 143, do CTN, prevê que, salvo disposição de lei em contrário, quando o valor 
tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional 
ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação. Item correto. 
Gabarito: Letra B 
58. FGV/COMPESA-Analista de Gestão-Advogado/2016 
Sobre a constituição do crédito tributário, analise as afirmativas a seguir. 
I. A entrega da declaração de rendimentos, seja mediante DCTF, GFIP e GIA pelo próprio contribuinte 
reconhecendo o débito fiscal, constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte 
do fisco. 
II. O envio do carnê de cobrança do IPTU ao endereço do contribuinte constitui o crédito tributário. 
III. A revisão do lançamento só pode ser iniciada se não extinto pela decadência o direito de a Fazenda Pública 
lançar. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, apenas. 
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b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
Comentário: 
Item I: Esta é a jurisprudência pacífica do STJ, nos termos da Súmula 436: a entrega de declaração pelo 
contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra 
providência por parte do fisco. Item correto. 
Item II: É o que dispõe a Súmula 397 do STJ: o contribuinte do IPTU é notificado do lançamento pelo envio 
do carnê ao seu endereço. Item correto. 
Item III: O art. 149, par. único, do CTN, prevê que a revisão de ofício do lançamento realmente só pode ser 
iniciada se não extinto pela decadência o direito de a Fazenda Pública lançar. Item correto. 
Gabarito: Letra E 
59. FGV/CGE-MA-Auditor/2014 
Quanto ao lançamento, analise as afirmativas a seguir. 
I. É declaratório da obrigação tributária e constitutivo do crédito tributário. 
II. Pode ser revisto pela autoridade tributária, desde que haja erro de direito. 
III. É constitutivo da obrigação tributária e declaratório do crédito tributário. 
IV. É revisto de ofício pela autoridade administrativa quando determinado em lei. 
Assinale: 
a) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
b) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
e) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas. 
Comentário: 
Item I: O lançamento declara a obrigação tributária e realmente constitui o crédito tributário. Item correto. 
Item II: O art. 146, do CTN, veda a revisão de lançamento motivada por erro de direito. Item errado. 
Item III: Como comentamos, o lançamento declara a obrigação tributária e realmente constitui o crédito 
tributário. Item errado. 
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Item IV: O art. 149, I, do CTN, estipula que o lançamento seja revisto de ofício pela autoridade administrativa 
quando determinado em lei. Item correto. 
Gabarito: Letra B 
60. FGV/SEFAZ-RJ-Fiscal de Rendas/2010 
Com relação ao lançamento tributário, analise as afirmativas a seguir. 
I. De acordo com a redação do CTN o lançamento por homologação é aquele efetuado com base na 
declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta 
à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. 
II. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser alterado a qualquer tempo em virtude 
da caracterização de erro de direito. 
III. Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, 
tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de 
investigação das autoridades administrativas ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, 
exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente a afirmativa III estiver correta. 
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
Comentário: 
Item I: De acordo com a redação do CTN, esta modalidade de lançamento é por declaração. O lançamento 
por homologação apresenta como característica básica o pagamento antecipado pelo sujeito passivo sem 
prévio exame por parte da autoridade administrativa. Item errado. 
Item II: O art. 146, do CTN, veda a revisão de lançamento motivada por erro de direito. Item errado. 
Item III: É o que prescreve o art. 144, § 1º, do CTN: aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente 
à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de 
fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito 
maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade 
tributária a terceiros. Item correto. 
Gabarito: Letra C 
61. ESAF/AFRFB/2014 
Qualquer que seja a modalidade escolhida para o arbitramento, o fisco poderá levar a efeito a que mais 
favorecer o contribuinte. 
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Comentário: O arbitramento só deve ser utilizado quando não for possível se chegar ao valor correto da base 
de cálculo do tributo. Neste caso, a autoridade fiscal está vinculada à lei, não podendo utilizar uma ou outra 
modalidade para beneficiar qualquer contribuinte. 
Gabarito: Errada 
62. ESAF/AFRFB/2014 
A legislação brasileira utiliza-se largamente da modalidade do lançamento por declaração, a maior parte dos 
tributos, especialmente nos impostos e contribuições sociais, segue tal sistemática. 
Comentário: A modalidade mais utilizada é o lançamento por homologação, já que facilita muito o trabalho 
da fiscalização, que se restringe a conferir a exatidão dos valores arrecadados. 
Gabarito: Errada 
63. ESAF/AFRFB/2014 
A natureza do ato homologatório difere da do lançamento tributário: enquanto este certifica a quitação, 
aquele certifica a dívida. 
Comentário: O lançamento tem por objetivo tornar a obrigação tributária exigível, ou seja, certificar e 
quantificar a dívida do sujeito passivo. Já o ato homologatório se restringe a certificar a quitação do tributo 
devido. Ou seja, a questão inverteu os conceitos. 
Gabarito: Errada 
64. ESAF/ATRFB/2009 
Ainda quando de fato seja o lançamento feito pelo sujeito passivo, o Código Tributário Nacional, por ficção 
legal, considera que a sua feitura é privativa da autoridade administrativa, e por isto, no plano jurídico, sua 
existência fica sempre dependente de homologação por parte da autoridade competente. 
Comentário: Como foi dito, embora o contribuinte acabe realizando o cálculo do tributo e o respectivo 
pagamento antecipado, no plano jurídico, cabe privativamente à autoridade administrativa a homologação 
do procedimento levado a cabo pelo sujeito passivo. 
Gabarito: Correta 
65. ESAF/ATRFB/2012 
No lançamento por homologação, a legislação impõe ao sujeito passivo o dever de pagar, sem que o fisco 
tenha previamente examinado a matéria ou cobrado o tributo. 
Comentário: Essa é a lógica do lançamento por homologação: o sujeito passivo antecipa o pagamento do 
tributo, sem prévio exame da autoridade administrativa, cabendo a esta a homologação posterior. 
Gabarito: Correta 
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66. ESAF/APOFP-SP/2009 
É ilegal a cobrança de ICMS com base em valores previstos em pauta fiscal. 
Comentário: A ESAF cobrou a literalidade da Súmula 431 do STJ. 
Gabarito: Correta 
67. VUNESP/Pref. Sorocaba-SP-Procurador/2018 
O imposto municipal sobre propriedade territorial urbana (IPTU) é tributo classificado, segundo a forma de 
lançamento, como sujeito a lançamento 
a) de ofício, considerando-se não ser necessária ação ou declaração do contribuinte para que seja lançado o 
tributo, mas apenas ação da administração tributária tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da 
obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido e 
identificar o sujeito passivo. 
b) por homologação, considerando-se que o envio da notificação de lançamento do tributo ao contribuinte, 
junto à ficha bancária de pagamento, não esgota a relação jurídico-tributária, a qual apenas se aperfeiçoa 
com o pagamento do tributo pelo contribuinte ou seuresponsável. 
c) por declaração, considerando-se que cabe ao sujeito passivo, na forma da legislação tributária, prestar à 
autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação, tais como a 
existência de edificações no terreno que alterem a área construída ou outras características do imóvel que 
afetem a obrigação tributária. 
d) de ofício, considerando-se que o envio da notificação de lançamento do tributo ao contribuinte, junto à 
ficha bancária de pagamento, não esgota a relação jurídico-tributária, cabendo ao sujeito passivo, na forma 
da legislação tributária, prestar à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, 
indispensáveis à efetivação do lançamento. 
e) por homologação, considerando-se que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o 
pagamento do IPTU sem prévio exame da autoridade administrativa, operando-se, ato contínuo, pelo ato 
em que a referida autoridade, tomando conhecimento do pagamento antecipado, expressamente o 
homologa. 
Comentário: 
Alternativa A: O lançamento de ofício realmente dispensa qualquer atuação do sujeito passivo na atividade 
de lançamento. Alternativa correta. 
Alternativa B: O IPTU é lançado de ofício. Logo, esta alternativa já deve ser descartada. 
Alternativa C: O IPTU é lançado de ofício. Logo, esta alternativa já deve ser descartada. 
Alternativa D: No lançamento de ofício, não cabe ao sujeito passivo prestar à autoridade administrativa 
informações sobre matéria de fato. Alternativa errada. 
Alternativa E: O IPTU é lançado de ofício. Logo, esta alternativa já deve ser descartada. 
Gabarito: Letra A 
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68. VUNESP/TJ-RS-Juiz/2018 
Acerca do lançamento tributário, é correto afirmar que 
a) a retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, 
só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde e antes de notificado o lançamento. 
b) salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no 
lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia em que este ato for realizado. 
c) é vedado à autoridade administrativa responsável pela revisão da declaração retificar de ofício os erros 
nela contidos e apuráveis pelo seu exame. 
d) a modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos 
critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento, alcança os fatos 
geradores ocorridos anteriormente à sua introdução, desde que relacionados ao mesmo sujeito passivo. 
e) não se aplica ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, 
tenha ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito 
maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade 
tributária a terceiros. 
Comentário: 
Alternativa A: É o que estabelece o art. 147, § 1º, do CTN: a retificação da declaração por iniciativa do próprio 
declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em 
que se funde, e antes de notificado o lançamento. Alternativa correta. 
Alternativa B: O câmbio a ser utilizado é aquele do dia do fato gerador, conforme art. 143, do CTN. 
Alternativa errada. 
Alternativa C: O art. 147, § 2º, do CTN, autoriza a autoridade retificar de ofício os erros contidos nas 
declarações prestadas pelo sujeito passivo. Alternativa errada. 
Alternativa D: O art. 146, do CTN, estabelece exatamente o contrário, isto é, a modificação introduzida, de 
ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela 
autoridade administrativa no exercício do lançamento, alcança apenas os fatos geradores ocorridos 
posteriores à sua introdução, quanto ao mesmo sujeito passivo. Alternativa errada. 
Alternativa E: O art. 144, § 1º, do CTN, autoriza a aplicação da lei nova ao lançamento, desde que relativa a 
aspectos formais. Alternativa errada. 
Gabarito: Letra A 
69. VUNESP/Câmara de Indaiatuba-SP-Controlador/2018 
Exceto se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, se não houver disposição legal em 
contrário, o prazo para lançamento por homologação será de 5 (cinco) anos a contar da data 
a) da ocorrência do fato gerador. 
b) do pagamento antecipado. 
c) em que a autoridade administrativa toma conhecimento do pagamento realizado pelo sujeito passivo. 
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d) em que a autoridade administrativa toma conhecimento das informações prestadas pelo sujeito passivo. 
e) em que da autoridade fazendária expressamente se pronunciar sobre o pagamento. 
Comentário: O art. 150, § 4º, do CTN, estabeleceu como termo inicial para a contagem do prazo decadencial 
para homologação a data de ocorrência do fato gerador. 
Gabarito: Letra A 
70. VUNESP/IPRESB-Controlador Interno/2017 
O lançamento por homologação consiste 
a) no ato do contribuinte que, antecipando-se à ação do Fisco, recolhe o tributo devido, sem necessidade de 
confirmação posterior por parte da administração tributária. 
b) no ato da autoridade administrativa de constituição do crédito tributário baseado em declaração do 
sujeito passivo ou de terceiro a respeito de informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua 
efetivação. 
c) no procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação 
correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido e identificar o 
sujeito passivo. 
d) no ato da autoridade administrativa que, tomando conhecimento da antecipação de pagamento efetivada 
pelo sujeito passivo sem prévio exame, expressamente ou tacitamente a homologa. 
e) no ato da autoridade administrativa de constituição do crédito tributário por iniciativa própria quando a 
declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária. 
Comentário: O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao 
sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se 
pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, 
expressamente, ou tacitamente por decurso do prazo, a homologa. 
Gabarito: Letra D 
71. VUNESP/Câmara de Altinópolis-SP-Procurador/2017 
No lançamento por homologação, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, se a lei 
não fixar prazo para a homologação, será ele de cinco anos. Expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública 
se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito 
tributário. Segundo disposição expressa do Código Tributário Nacional, referido prazo conta-se 
a) da ocorrência do fato gerador. 
b) da materialização da obrigação tributária. 
c) da constituição do crédito. 
d) do lançamento. 
e) da inscrição na Dívida Ativa. 
Comentário: O art. 150, § 4º, do CTN, estabeleceu como termo inicial para a contagem do prazo decadencial 
para homologação a data de ocorrência do fato gerador. 
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Gabarito: Letra A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6 - LISTA DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES 
Crédito Tributário e Lançamento 
1. FCC/SEFAZ-BA-Auditor Fiscal/2019 
O Código Tributário Nacional, ao tratar do crédito tributário e do lançamento tributário, assim dispõe: 
a) As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão, seus efeitos, as garantias ou os 
privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade afetam a obrigação tributária que lhe deu 
origem. 
b) Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, 
tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ou ampliado os poderes de 
investigação das autoridades administrativas. 
c) Ao constituir o crédito tributário, a Administração Fiscal não poderá aplicar ao lançamento a legislação 
que, posteriormente à data da ocorrência do fato gerador, tenha ampliado os poderes de investigação das 
autoridades administrativas. 
d) A lei posterior à ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, que tenha outorgado ao crédito 
maiores garantias ou privilégios, poderá atribuir responsabilidade tributária a terceiros. 
e) O lançamento constitui o crédito tributário e rege-se pela lei vigente na data de sua notificação ao sujeito 
passivo. 
 
2. FCC/COPERGÁS-Contador/2016 
De acordo com o Código Tributário Nacional, o crédito tributário relativo a um determinado imposto 
a) é constituído pela simples ocorrência do fato gerador, desde que esse fato gerador ocorra dentro do prazo 
decadencial. 
b) é extinto, provisoriamente, quando, pelo menos, metade do valor do acordo de parcelamento é satisfeito. 
c) tem sua exigibilidade suspensa com a consignação em pagamento. 
d) é extinto temporariamente pela moratória. 
e) é constituído por meio do lançamento, formalizado nos termos da legislação aplicável. 
 
3. FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal da Receita Estadual/2016 
A empresa de Marcelo está considerando a hipótese de importar cestas de natal do exterior, para revendê-
las por ocasião das festas de fim de ano. Se ela efetivamente realizar essas importações, terá de recolher 
todos os tributos incidentes sobre a mercadoria importada. Não havendo disposição de lei em contrário, e 
considerando que essa importação será feita em dólares americanos, o valor tributário dessa transação, em 
reais, de acordo com o CTN, será apurado mediante 
a) a aplicação da alíquota do imposto correspondente, diretamente sobre o valor tributário expresso em 
dólares americanos, tratando-se de incidência de imposto federal ou estadual que deva ser pago pelo 
importador, em moeda conversível. 
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b) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da notificação da efetivação do lançamento 
tributário, apenas quando se tratar de impostos estaduais e municipais. 
c) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação, salvo 
disposição de lei em contrário. 
d) a aplicação da alíquota do tributo correspondente, diretamente sobre o valor tributário expresso em 
moeda estrangeira, tratando-se de incidência de tributo federal que deva ser pago pelo importador em 
moeda conversível. 
e) sua conversão em moeda nacional, ao câmbio do dia da efetivação do lançamento tributário. 
 
4. FCC/AL-MS-Consultor de Processo Legislativo/2016 
O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, 
salvo quando essa lei for posteriormente modificada ou revogada. 
 
5. FCC/TCM-GO-Auditor de Controle Externo/2015 
A constituição do crédito tributário é fundamental para que se possa exigir o seu pagamento pelo sujeito 
passivo. De acordo com o Código Tributário Nacional, a constituição do crédito tributário 
a) deve ser feita a partir do momento do surgimento da obrigação tributária, sob pena de ocorrer a prescrição 
do direito de a Fazenda Pública promover seu lançamento. 
b) é de competência exclusiva das autoridades administrativa e judicial. 
c) é feita por meio do lançamento, em relação ao tributo, mas, em relação à penalidade pecuniária por 
inobservância de obrigação acessória, não o é. 
d) é feita por meio de uma das quatro formas de lançamento previstas no CTN: lançamento de ofício, 
lançamento contábil, lançamento por homologação e lançamento por declaração. 
e) é procedimento administrativo que verifica a ocorrência do fato gerador da obrigação, identifica o 
contribuinte e o responsável, calcula o montante do tributo devido e determina a matéria tributável. 
 
 
6. FCC/TJ-AL-Juiz/2015 
João adquiriu um veículo automotor novo, de procedência estrangeira, pelo valor de € 30.000,00 (trinta mil 
euros). 
A lei do IPVA do Estado de domicílio de João estabelece que o fato gerador do IPVA relativo a propriedade 
de veículo novo, importado do exterior, ocorre na data do desembaraço aduaneiro do veículo. Essa lei, 
porém, nada diz a respeito da regra de conversão do valor do bem, da moeda estrangeira constante da 
documentação de importação, para a moeda nacional, para fins de lançamento do imposto. 
Considerando o que dispõe o CTN, 
a) a taxa de câmbio a ser utilizada para cálculo do valor tributário do bem, em moeda nacional, para fins de 
lançamento, será a mesma utilizada para cálculo do ICMS. 
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b) o lançamento do IPVA incidente sobre a aquisição da propriedade desse veículo não poderá ser feito, pois 
a regra de conversão do valor tributário deveria estar prevista na lei que instituiu esse imposto. 
c) a taxa de câmbio a ser utilizada para cálculo do valor tributário do bem, em moeda nacional, para fins de 
lançamento, será a mesma utilizada para cálculo do Imposto de Importação. 
d) o lançamento do IPVA incidente sobre a aquisição da propriedade desse veículo será feito em moeda 
estrangeira. 
e) como o valor tributário do bem estava expresso em moeda estrangeira, sua conversão em moeda nacional, 
para fins de lançamento, será feita ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação. 
 
7. FCC/SEFAZ-PE-Julgador Administrativo Tributário do Tesouro Estadual/2015 
Considere a proposição a seguir, com base no CTN: 
Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no 
lançamento farse-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da 
obrigação. 
 
8. FCC/Pref. Recife-Procurador/2014 
Auditor fiscal de rendas de pequeno município do agreste pernambucano, consciente da alta carga tributária 
que assola o país e das dificuldades dos pequenos empresários, comerciantes, produtores rurais e 
prestadores de serviço de seu município, em nome do princípio da razoabilidade, ao invés de efetuar 
diretamente lançamento de ofício ao descobrir, em prestadoras de serviço de seu município, a não emissão 
de notas fiscais por serviços no campo de incidência do ISSQN e ali prestados, com o consequente não 
pagamento do tributo devido, orienta os contribuintes flagrados a emitirem, mesmo após o início de ação 
fiscal, as correspondentes notas fiscais de serviço e de recolherem o respectivo tributo devido. Neste 
contexto, considere as seguintes afirmações: 
I. Louvável a atitude do fiscal municipal, pois a orientação é o melhor caminho para um bom relacionamento 
entre fisco e contribuinte, sendo que ele, em face do princípio da razoabilidade, agira dentro da lei. 
II. Não poderia o fiscal deixar de lavrar o auto de infração por falta de pagamento de ISSQN por não emissão 
de notas fiscais de serviço, tendo em vista que com o início do procedimento fiscalizatório, cessa a 
possibilidade de denúncia espontânea,além do procedimento de lançamento ser atividade vinculada e 
obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. 
III. Não poderia o fiscal deixar de lavrar o auto de infração por não emissão de notas fiscais de serviço, mas, 
em relação ao não pagamento, poderia o contribuinte ficar livre de autuação se o fizesse com o acréscimo 
de juros de mora. 
Está correto o que consta APENAS em 
a) II. 
b) I. 
c) II e III. 
d) III. 
e) I e III. 
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9. FCC/TCE-GO-Analista de Controle Externo/2014 
Segundo o art. 144, do CTN, “o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador e rege-se pela 
lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada”. A partir da interpretação desta regra, 
é correto afirmar que 
a) este dispositivo não foi recepcionado pela CF/88, que prevê a regra da irretroatividade da lei tributária. 
b) a lei que disciplina o lançamento tributário retroage à data da ocorrência do fato gerador para que o 
crédito tributário possa ser constituído. 
c) trata-se de regra que confere ultra-atividade à lei instituidora do tributo, que será a lei aplicável aos fatos 
geradores ocorridos em sua vigência. 
d) esta regra não tem eficácia prática, pois o lançamento ocorre no momento da prática do fato gerador. 
e) assim como acontece com a lei penal, a lei que institui ou majora tributo é irretroativa, mas a lei que reduz 
ou revoga tributo poderá retroagir no momento do lançamento. 
 
 
10. FCC/Pref. Cuiabá-Procurador/2014 
Ao analisar auto de infração, cujo termo de início de fiscalização e lavratura deu-se em 2013 por autoridade 
administrativa fazendária municipal, em face de infração cometida em 2009 por contribuinte do ISSQN, 
verifica-se que a legislação aplicável ao contribuinte à época do fato gerador fora revogada em 2011, e a 
legislação instituindo novos critérios de apuração e processos de fiscalização fora alterada em 2012. Com 
base nestas informações, considere as assertivas a seguir: 
I. A legislação aplicável ao lançamento referente ao contribuinte infrator deve ser a vigente em 2009. 
II. A legislação aplicável ao lançamento referente ao contribuinte infrator deve ser a de 2009 e a aplicável à 
autoridade administrativa, em sua fiscalização e procedimento de lavratura, deve ser a vigente em 2013. 
III. A legislação aplicável à autoridade administrativa em sua fiscalização e procedimento de lavratura deve 
ser a vigente em 2009. 
Estão de acordo com os dispositivos do Código Tributário Nacional em relação ao lançamento tributário, o 
que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I. 
c) II. 
d) III. 
e) I e III. 
 
11. CESPE/FUB-Contador/2015 
O ato denominado lançamento compete à autoridade tributária tendente a constituir o crédito tributário. 
 
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12. CESPE/TJ-PI-Juiz/2012 
O lançamento do crédito reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei 
vigente, salvo se esta for posteriormente modificada ou revogada. 
 
13. CESPE/MP-PI-Promotor/2012 
Considere que determinado crédito tributário tenha sido anulado por vício da notificação de lançamento. 
Nesse caso, a obrigação tributária, por estar vinculada ao referido crédito fiscal, é automaticamente 
declarada nula. 
 
 
14. CESPE/PROMOTOR-MP-PI/2012 
Compete privativamente à autoridade administrativa a constituição do crédito tributário pela concretização 
da hipótese descrita em lei, o que dá origem à obrigação tributária. 
 
15. CESPE/JUIZ-TJ-BA/2012 
No caso de, após a ocorrência do fato gerador, advir lei que amplie os poderes de investigação das 
autoridades administrativas, o lançamento será regido pela lei que estiver em vigor na data 
a) do pagamento do tributo. 
b) da inscrição da dívida na repartição administrativa competente. 
c) da ocorrência do fato gerador. 
d) da cobrança do tributo. 
e) da feitura do lançamento. 
 
16. FGV/CODEMIG-Advogado Societário/2015 
No mês de janeiro de 2013, a alíquota do IOF de uma liquidação de operação de câmbio para remessa de 
juros sobre o capital próprio e dividendos recebidos por investidor estrangeiro era de 4%. No dia 15 de julho 
do mesmo ano, o Poder Executivo editou um decreto, elevando-a para 6%. No ano seguinte, houve novo 
aumento da alíquota, que passou para 8%, e a partir de janeiro de 2015, a alíquota foi reduzida para zero. 
Em maio de 2015, um auditor fiscal da Receita Federal autuou uma instituição financeira pelo não 
recolhimento do IOF incidente sobre uma liquidação de operação de câmbio, ocorrida em novembro de 
2013. Além da multa e juros de mora, o fiscal deverá lançar o imposto aplicando a alíquota de: 
a) 0%; 
b) 4%; 
c) 6%; 
d) 8%; 
e) 9%. 
 
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17. FGV/Câmara Municipal de Recife-PE-Consultor Legislativo/2014 
De acordo com o sistema tributário nacional, o lançamento tributário compete: 
a) ao defensor público; 
b) à autoridade judiciária; 
c) ao promotor de justiça; 
d) ao juiz de direito; 
e) à autoridade administrativa. 
 
18. ESAF/AFRFB/2012 
Embora obrigação e crédito sejam, no direito privado, dois aspectos da mesma relação, o direito tributário 
houve por bem distingui-los: a obrigação como um primeiro momento na relação tributária, de conteúdo e 
sujeito passivo ainda não determinados e formalmente identificados; o crédito como um segundo momento 
na mesma relação, que surge com o lançamento. 
 
19. ESAF/ATRFB/2009 
Por meio do lançamento, constitui-se o crédito tributário, apontando o montante devido correspondente à 
obrigação tributária principal, que abrange o tributo, mas não abrange eventuais penalidades pecuniárias 
pelo descumprimento da obrigação tributária. 
 
20. VUNESP/PGE-SP-Procurador/2018 
Após a ocorrência do fato gerador, inovação legislativa amplia os poderes de investigação da Administração 
Tributária. Nessa circunstância, de acordo com o Código Tributário Nacional, é correto afirmar: 
a) a autoridade poderá aplicar amplamente a lei nova, inclusive para alterar o lançamento, até a extinção do 
crédito tributário. 
b) a autoridade poderá aplicar os novos critérios de apuração exclusivamente em casos de lançamento por 
homologação. 
c) a lei nova apenas poderá ser aplicada pela autoridade se, e somente se, seus critérios resultarem em 
benefício para o contribuinte. 
d) a autoridade competente não poderá aplicar a lei nova ao fato gerador pretérito, ocorrido anteriormente 
à sua vigência. 
e) a lei nova será aplicada pela autoridade competente na apuração do crédito tributário respectivo até a 
finalização do lançamento. 
 
21. VUNESP/PC-BA-Delegado/2018 
O artigo 144 do Código Tributário Nacional dispõe que o lançamento se reporta à data da ocorrência do fato 
gerador da obrigação, regendo-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. 
O Código Tributário Nacional excepciona essa regra, admitindo a aplicação da legislação tributária que, 
posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, 
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a) interprete expressamente ato ou fato pretérito quanto à aplicação de penalidade à infração dos 
dispositivos interpretados. 
b) institua novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os poderes de investigação 
das autoridades administrativas. 
c) outorgue ao crédito maiores garantias ouprivilégios para o efeito de atribuir responsabilidade tributária 
a terceiros. 
d) altere os critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento. 
e) deixe de definir ato definitivamente julgado como infração. 
 
22. VUNESP/Câmara Municipal de Sertãozinho-SP- Procurador Jurídico Legislativo/2014 
Excetuando-se os impostos lançados por períodos certos de tempo, o lançamento reporta-se à data da 
ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se, regra geral, pela lei vigente na data da 
a) constituição do crédito tributário 
b) ocorrência do fato gerador, ainda que posteriormente modificada ou revogada. 
c) constituição definitiva do crédito tributário 
d) extração da Certidão de Dívida Ativa. 
e) inscrição do crédito na Dívida Ativa. 
 
23. VUNESP/Pref. Poá-SP-Procurador Jurídico/2014 
O procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação 
correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante devido, identificar o sujeito passivo e, 
sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível, é de ser entendido, nos termos do Código Tributário 
Nacional, como 
a) Dívida Ativa. 
b) Inscrição na Dívida Ativa. 
c) Certidão de Dívida Ativa. 
d) Lançamento. 
e) Denúncia espontânea. 
 
Alteração do Lançamento 
24. FCC/TRF 5ª Região- Analista Judiciário/2017 
Em fevereiro do corrente ano, 2017, um Município nordestino efetuou o lançamento de ofício do IPTU, cujo 
fato gerador ocorreu no dia 1º de janeiro do mesmo exercício. O referido lançamento foi feito em nome do 
Sr. Aníbal de Oliveira, que, segundo informações constantes do cadastro municipal, seria o proprietário do 
referido imóvel, na data da ocorrência do fato gerador. 
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Em março de 2017, depois de devidamente notificado do lançamento realizado, o Sr. Aníbal de Oliveira 
apresentou, tempestivamente, no órgão municipal competente, impugnação contra o lançamento efetuado, 
alegando que, em 15 de dezembro de 2016, havia formalizado a doação do referido imóvel a seu filho, Sérgio 
de Oliveira, e que, em razão disso, não seria devedor do crédito tributário referente ao IPTU 2017. A 
impugnação estava instruída com cópia da escritura de doação e de seu respectivo registro, ainda em 2016, 
no Cartório de Registro de Imóveis competente. O doador esclareceu, ainda, na referida impugnação, que o 
órgão municipal competente não foi comunicado, nem por ele, nem pelo donatário, da transmissão da 
propriedade do referido imóvel, pois a legislação local não os obrigava a prestar tal informação. 
Sérgio de Oliveira, a seu turno, foi corretamente identificado como contribuinte do ITCMD devido em razão 
da doação por ele recebida, e pagou crédito tributário devido. 
Considerando os dados acima, bem como as regras do Código Tributário Nacional e da Constituição Federal 
acerca do lançamento tributário, constata-se que o lançamento de ofício do IPTU poderá ser revisto pelo 
Município, ainda em 2017, pois, embora a doação tenha ocorrido antes de 1º de janeiro de 2017, a Fazenda 
Pública não teve conhecimento de tal fato antes de o contribuinte apresentar sua impugnação. 
 
25. FCC/AL-MS-Consultor de Processo Legislativo/2016 
A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios 
jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento, somente pode ser efetivada, 
em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. 
 
26. FCC/AL-MS-Consultor de Processo Legislativo/2016 
O lançamento não pode ser alterado em virtude de impugnação do sujeito passivo, de iniciativa de ofício da 
autoridade administrativa ou de recurso de ofício. 
 
 
27. FCC/SEGEP-MA-Técnico da Receita Estadual/2016 
De acordo com a disciplina do Código Tributário Nacional, o lançamento tributário é efetuado e revisto de 
ofício 
a) pela autoridade administrativa, quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer 
elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória. 
b) pelo sujeito passivo, quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da 
legislação tributária. 
c) pela autoridade judicial, quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, 
agiu com dolo, fraude ou simulação e tal fato constituir crime. 
d) por funcionário público efetivo, não pertencente ao ente tributante, quando se comprove que, no 
lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou. 
e) pelo sujeito passivo, quando a pessoa legalmente obrigada, deixe de atender a pedido de esclarecimento 
formulado pela autoridade administrativa. 
 
 
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28. FCC/SEFAZ-MA-Técnico da Receita Estadual/2016 
O lançamento tributário regularmente notificado ao sujeito passivo, em regra, não pode mais ser alterado. 
Essa regra, porém, comporta exceções. De acordo com o CTN, o lançamento tributário, quando regularmente 
notificado ao sujeito passivo, pode ser alterado em razão de 
a) iminência de configuração de decadência; de recurso de ofício; de impugnação de pessoa interessada. 
b) impugnação do sujeito passivo; de comprovação inequívoca de que foi cometido erro de fato pela 
autoridade administrativa que procedeu ao lançamento; de recurso de ofício. 
c) comprovação inequívoca de que foi cometido erro de fato pela autoridade administrativa que procedeu 
ao lançamento; de impugnação do contribuinte; de iminência de configuração de decadência. 
d) recurso de ofício; de impugnação do responsável; de necessidade de apreciação de fato não conhecido ou 
não provado por ocasião do lançamento objeto de alteração. 
e) iminência de configuração de prescrição; de comprovação inequívoca de que foi cometido erro de direito 
pela autoridade administrativa que procedeu ao lançamento; de impugnação do sujeito passivo. 
 
29. FCC/MANAUSPREV-Procurador/2015 
O Código Tributário Nacional contém normas jurídicas atinentes ao lançamento e ao crédito tributário. De 
acordo com esse código, o lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser alterado em 
virtude de 
I. iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. 
II. qualquer situação que suspenda a exigibilidade do crédito tributário. 
III. recurso de ofício. 
IV. impugnação oferecida pelo sujeito passivo. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) I, III e IV. 
d) II e III. 
e) II, III e IV. 
 
30. FCC/SEAD-PI-Analista de Planejamento e Orçamento/2013 
Considere as seguintes afirmações: 
I. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação, no entanto, rege-se pela lei 
da data em que for efetuado, quando a lei vigente à época do fato gerador tiver sido revogada. 
II. Decisão administrativa que modifique critério jurídico adotado por autoridade administrativa no exercício 
de lançamento alcança, em relação a um mesmo sujeito passivo, fato gerador anterior à sua introdução. 
III. Quando houver omissão comprovada por parte do contribuinte na sua atividade de lançamento por 
homologação, a autoridade administrativa efetuará lançamento de ofício. 
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Está correto o que se afirma apenas em 
a) II e III. 
b) I. 
c) III. 
d) I e II. 
e) II. 
 
31. CESPE/PGM-Fortaleza-Procurador/2017 
Considera-se válida e regular a notificação dolançamento de ofício do imposto predial e territorial urbano 
por meio de envio de carnê ou da publicação de calendário de pagamento juntamente com as instruções 
para o cumprimento da obrigação tributária. 
 
32. CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016 
Comprovada a falsidade, o erro ou a omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária 
como de declaração obrigatória, o lançamento deverá ser efetuado e revisto de ofício pela autoridade 
administrativa. 
 
33. CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
Considerando que lançamento é o procedimento pelo qual a autoridade administrativa constitui o crédito 
tributário, assinale a opção correta. 
a) A revisão do lançamento só poderá ser iniciada enquanto não tiver sido extinto o direito da fazenda 
pública. 
b) O ato de lançamento é corretamente classificado como um ato discricionário. 
c) Os erros contidos na declaração do sujeito passivo não poderão ser retificados de ofício pela autoridade 
administrativa responsável. 
d) Após a regular notificação do sujeito passivo, o lançamento não poderá ser alterado. 
e) Salvo disposição legal em contrário, o lançamento realizado em moeda estrangeira terá a sua conversão 
para moeda nacional com base no câmbio do dia do pagamento do tributo. 
 
34. CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
Considere que um sujeito passivo tenha sido regularmente notificado de um lançamento tributário. Nesse 
caso, o lançamento tributário poderá ser alterado em virtude de impugnação proposta pelo sujeito passivo, 
mas não em decorrência de recurso de ofício. 
 
 
 
 
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35. CESPE/Câmara dos Deputados-Analista Legislativo/2014 
No lançamento realizado com base em declaração do sujeito passivo, conhecido como lançamento por 
declaração, não é permitida a impugnação, já que não poderia o próprio contribuinte insurgir-se contra ato 
administrativo para cuja concretização ele tenha colaborado com o fisco. 
 
36. FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015 
Uma vez regularmente notificado ao sujeito passivo, o lançamento só pode ser alterado em virtude de: 
a) decurso do prazo decadencial; 
b) majoração superveniente das alíquotas do tributo; 
c) alteração posterior da lei tributária no tocante à base de cálculo; 
d) impugnação do sujeito passivo; 
e) responsabilização tributária de pessoa imune. 
 
37. FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 
O proprietário de um imóvel realizou, no fim de 2013, uma obra em seu imóvel. Por conta dessa obra, a área 
do imóvel foi ampliada de 120m2 para 280m2. O proprietário nada informou ao Município, descumprindo 
normas administrativas e tributárias que impõem a comunicação. Assim, a administração tributária 
municipal realizou os lançamentos do IPTU dos fatos geradores ocorridos em 2014 e 2015 com valores que 
consideravam uma área construída de 120m2 e não de 280m2. A prefeitura tomou conhecimento do 
aumento da área construída em agosto de 2015. Considerando a situação exposta e as normas do CTN, a 
fiscalização do Município: 
a) poderá revisar de ofício apenas o lançamento do IPTU referente ao exercício de 2015, pois o exercício 
ainda está em curso; 
b) não poderá revisar de ofício apenas os lançamentos do IPTU dos exercícios de 2014 e 2015, pois os 
lançamentos já foram regularmente notificados e não podem ser alterados; 
c) não poderá revisar de ofício apenas os lançamentos do IPTU dos exercícios de 2014 e 2015, pois a 
constatação do aumento da área construída é introdução de modificação nos critérios jurídicos adotados 
pela autoridade administrativa no exercício do lançamento e somente pode ser efetivada, em relação a um 
mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução; 
d) poderá revisar de ofício os lançamentos do IPTU dos exercícios de 2014 e 2015, pois o aumento da área 
construída representa apreciar fatos desconhecidos anteriormente, mas essa revisão do lançamento só 
poderá ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública; 
e) poderá revisar de ofício, a qualquer tempo, os lançamentos do IPTU dos exercícios de 2014 e 2015, por 
conta do descumprimento por parte do contribuinte das normas que determinam a comunicação da obra. 
 
38. FGV/SEAD-AP-Auditor/2010 
Em relação à revisão do lançamento regularmente notificado ao contribuinte, não é correto afirmar que: 
a) é possível quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na 
legislação tributária como sendo de declaração obrigatória 
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b) é possível nas hipóteses de erro de fato e desde que iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda 
Pública promover o lançamento. 
c) pode se dar em razão de impugnação do sujeito passivo. 
d) pode ser feita a qualquer tempo, sempre que caracterizado erro de direito. 
e) é cabível quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, 
fraude ou simulação. 
 
39. ESAF/ATRFB/2012 
Se o lançamento não foi notificado ao sujeito passivo, pode ser livremente alterado pela autoridade. 
 
40. ESAF/ATRFB/2012 
A alteração de entendimento (modificação dos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa) 
no exercício do lançamento pode ser efetivada, em relação aos outros contribuintes, quanto a fato gerador 
ocorrido anteriormente à sua introdução. 
 
41. ESAF/ATRFB/2009 
O tributo, por força do CTN, é lançado mediante atividade administrativa plenamente vinculada, não sendo 
admissíveis impugnações de qualquer natureza. 
 
42. VUNESP/TJ-SP-Juiz Substituto/2018 
De acordo com os dispositivos do Código Tributário Nacional sobre o lançamento, é correto afirmar: 
a) ele reporta-se à data da ocorrência do fato gerador, mas deverá considerar a alíquota vigente na data em 
que foi efetuado. 
b) trata-se de atividade vinculada e obrigatória e que, por isso, ressalvados os casos previstos em lei, não 
está sujeita aos juízos de conveniência e oportunidade da autoridade fiscal. 
c) a posterior mudança de orientação administrativa, de ofício ou em razão de decisão judicial, sobre os 
critérios jurídicos observados pelo Fisco no exercício do lançamento possibilita a revisão do ato. 
d) a ele se aplica legislação superveniente ao fato gerador que, mediante alteração de critérios 
procedimentais, amplie os poderes de investigação do Fisco. 
 
 
 
 
 
 
 
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Modalidades de Lançamento 
 
43. FCC/SEFAZ-BA-Auditor Fiscal/2019 
Relativamente aos temas obrigação tributária, fato gerador e lançamento o nosso Ordenamento Jurídico 
prescreve: 
Se a lei não fixar prazo para homologação do lançamento, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do 
fato gerador, sendo que, expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-
se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, 
fraude ou simulação. 
 
44. FCC/Pref. Caruaru-Procurador/2018 
Sobre o lançamento por homologação, 
a) é absolutamente incompatível com o lançamento de ofício, pois este depende sempre de dolo, fraude ou 
simulação do contribuinte. 
b) não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito 
passivo ou por terceiro, visando a extinção total ou parcial do crédito. 
c) é comumente utilizado para conhecer da matéria tributável no caso do Imposto sobre Propriedade 
Territorial Urbana. 
d) não se aplica ao Imposto sobre Serviços de QualquerNatureza. 
e) trata-se de atividade da administração tributária tendente a conhecer da matéria tributável, 
complementada pela declaração final do contribuinte. 
 
45. FCC/SEFAZ-SC-Auditor-Fiscal/2018 
De acordo com o Código Tributário Nacional, a constituição do crédito tributário pode ser feita por meio de 
lançamento por declaração, lançamento por homologação e lançamento de ofício. Feito o lançamento por 
qualquer uma destas modalidades, e devidamente notificado o sujeito passivo, tal lançamento pode ser 
alterado em virtude de: 
I. iniciativa de ofício da autoridade administrativa, com base na ocorrência das hipóteses do art. 149 do CTN, 
que autorizam a realização do lançamento de ofício. 
II. determinação expressa de autoridade competente para proferir decisões a que a lei atribua eficácia 
normativa. 
III. impugnação do sujeito passivo. 
IV. recurso de ofício. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I, II e III. 
b) II e III. 
c) I, II e IV. 
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d) II, III e IV. 
e) I, III e IV. 
 
46. FCC/AL-MS-Assistente Jurídico/2016 
Sobre o lançamento tributário, é correto afirmar: 
a) Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário estiver expresso em moeda estrangeira, no 
lançamento farse- á sua conversão em moeda nacional ao câmbio da data em que o contribuinte tomou 
ciência do lançamento. 
b) O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então 
vigente, salvo quando essa lei for posteriormente modificada ou revogada. 
c) A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, 
só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e somente após o contribuinte ter sido 
notificado o lançamento. 
d) A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos 
critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento, somente pode ser 
efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua 
introdução. 
e) O lançamento não pode ser alterado em virtude de impugnação do sujeito passivo, de iniciativa de ofício 
da autoridade administrativa ou de recurso de ofício. 
 
47. FCC/SEMPLAN Teresina-Analista em Gestão Pública/2016 
A respeito do lançamento, considere: 
I. Lançamento feito quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o 
pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa no que concerne à sua determinação. 
II. Lançamento feito por iniciativa da autoridade administrativa, independentemente de qualquer 
colaboração do sujeito passivo. 
III. Lançamento feito em face de declaração fornecida pelo sujeito passivo ou por terceiro, quando um ou 
outro presta à autoridade administrativa informações quanto à matéria de fato indispensável à sua 
efetivação. 
As situações indicadas em I, II e III são hipóteses, respectivamente, de lançamento 
a) por homologação, por declaração e de ofício. 
b) por homologação, de ofício e por declaração. 
c) por declaração, de ofício e por homologação. 
d) por declaração, por homologação e de ofício. 
e) de ofício, por homologação e por declaração. 
 
 
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48. FCC/PGE-MT-Procurador/2016 
Considere: 
I. A modalidade de lançamento a ser aplicada pelo fisco por ocasião da constituição do crédito tributário é a 
que impõe o menor ônus ao contribuinte, inclusive quanto às opções fiscais relativas a regimes de apuração, 
créditos presumidos ou outorgados e demais benefícios fiscais que o contribuinte porventura não tenha 
aproveitado. 
II. A modalidade de lançamento por declaração é aquela na qual o contribuinte, tendo efetivado o cálculo e 
recolhimento do tributo devido com base na legislação, apresenta à autoridade fazendária a declaração dos 
valores correspondentes à base de cálculo, alíquota, tributo devido e recolhimento efetuado. 
III. O pagamento antecipado efetivado pelo contribuinte poderá ser efetuado mediante guia de 
recolhimentos, compensação ou depósito judicial. 
IV. O lançamento de ofício é o formalizado quando a autoridade fazendária identifica diferenças no crédito 
tributário constituído espontaneamente pelo contribuinte. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) IV. 
b) II e III. 
c) III e IV. 
d) I. 
e) I e II. 
 
49. FCC/AL-MS-Consultor de Processo Legislativo/2016 
A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só 
é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e somente após o contribuinte ter sido 
notificado o lançamento. 
 
50. FCC/Pref. São Luiz-MA-Procurador/2016 
A legislação de um Município brasileiro estabeleceu que o lançamento do ISSQN por ele instituído seria feito 
por homologação, sendo que a atividade de lançamento desse imposto deveria ser desenvolvida nos livros 
fiscais e nos documentos fiscais criados por esta legislação para esse fim específico. 
Uma empresa prestadora de serviços localizada nesse Município promoveu o lançamento do ISSQN incidente 
sobre uma prestação de serviços realizada, mas, por puro engano, acabou lançando o tributo a menor, por 
erro na aplicação da alíquota correspondente. Ao invés de constituir o crédito tributário no valor correto de 
R$ 10.000,00, ele o constituiu no valor de R$ 8.000,00. Esses R$ 8.000,00 foram integralmente recolhidos 
aos cofres municipais. 
Passados três anos da ocorrência do fato gerador, a autoridade fiscal encarregada da fiscalização desse 
estabelecimento não homologou essa atividade desenvolvida pelo contribuinte, pois identificou a existência 
da referida falta de pagamento parcial do imposto devido, ocasionada pelo erro na aplicação da alíquota. 
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Com base nas normas do Código Tributário Nacional relacionadas a essa matéria, e considerando que a 
legislação municipal comina, para tais casos, penalidade no percentual de 10% do valor do imposto, a 
autoridade fiscalizadora deverá promover lançamento de ofício 
a) da penalidade pecuniária, no valor de R$ 1.000,00, vedado o lançamento da parcela do imposto sonegada, 
pois o pagamento efetuado, ainda que parcial, extinguiu o crédito tributário como um todo. 
b) do imposto devido, no valor de R$ 2.000,00, e da penalidade pecuniária, no valor de R$ 400,00. 
c) do imposto devido, no valor de R$ 10.000,00, e da penalidade pecuniária, no valor de R$ 1.000,00. 
d) do imposto devido, no valor de R$ 10.000,00, e da penalidade pecuniária, no valor de R$ 200,00. 
e) do imposto devido, no valor de R$ 2.000,00, e da penalidade pecuniária, no valor de R$ 200,00. 
 
51. FCC/TCE-CE-Auditor/2015 
“O sujeito passivo, tão logo seja inaugurada a relação obrigacional, tem o dever de apurar o montante 
devido, efetuar o pagamento no prazo estabelecido em lei, fazer declarações tempestivas e recolher a 
importância devida antes de qualquer manifestação da Fazenda Pública” (DERZI, Misabel Abreu Machado, 
in: NASCIMENTO, Carlos Valder do. Comentários ao Código Tributário Nacional. 6. ed. Rio de Janeiro: 
Forense, 2002, p. 359). Considerando as lições acima descritas, o 
a) prazo para homologação do pagamento antecipado é de 5 anos a contar do pagamento, salvo dolo, fraude 
ou simulação. 
b) prazo para pagamento antecipado no lançamento por declaração é de 5 anos a contar da ocorrência do 
fato gerador. 
c) lançamento por declaração traz inserta a obrigaçãoprincipal de fazer declarações previstas em lei para 
que o fisco tenha meios de realizar o lançamento. 
d) não pagamento antecipado importa em lançamento de ofício pelo sujeito passivo da obrigação tributária. 
e) lançamento por homologação pressupõe que o sujeito passivo faz o pagamento antecipado do tributo 
após ter praticado fato imponível. 
 
52. CESPE/MPE-RR-Promotor de Justiça/2017 
A legislação que instituiu determinada taxa atribuiu ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento do 
tributo, sem qualquer exame prévio por parte do órgão da fazenda pública competente pela respectiva 
arrecadação. A mesma lei prevê que o lançamento do tributo ocorrerá em momento posterior ao 
pagamento, por meio de ato administrativo com o qual a autoridade tributária, tomando conhecimento da 
declaração prestada pelo contribuinte quanto à atividade exercida, confirmará ou não o montante do tributo 
devido. Nesse caso, estando o pagamento correto, a autoridade tributária reconhecerá de ofício a extinção 
do respectivo crédito tributário. 
Nessa situação hipotética, de acordo com o CTN, a modalidade de lançamento tributário prevista pela 
referida lei consiste em lançamento 
a) direto. 
b) por homologação. 
c) de ofício. 
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d) por declaração. 
 
53. CESPE/PGM-Fortaleza-Procurador/2017 
A declaração prestada pelo contribuinte nos tributos sujeitos a lançamento por homologação não constitui 
o crédito tributário, pois está sujeita a condição suspensiva de ulterior homologação pela administração 
tributária. 
 
54. CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016 
A constituição de um crédito tributário pode ser ato unilateral da administração pública, bem como pode 
depender de declaração do contribuinte. 
 
55. CESPE/TCE-PB-Procurador/2014 
Um contribuinte do ICMS foi autuado em fiscalização ordinária que constatou fraude na escrituração dos 
livros fiscais e supressão de parte do tributo devido e, em função disso, lhe foi cobrado o valor da diferença 
entre o que havia recolhido e o que realmente deveria recolher aos cofres públicos, bem como as 
penalidades respectivas, tudo corrigido monetariamente e com juros de mora. 
a) Na hipótese considerada, tem-se um lançamento direto, que é a modalidade de lançamento executada 
pelo contribuinte do ICMS com a finalidade de informar ao fisco suas operações. 
b) No caso da constatação de fraude, o lançamento a ser feito pelo fisco é da modalidade mista, pois, na 
apuração do valor devido de ICMS, o próprio contribuinte informa as operações ao fisco 
c) Todo lançamento feito pelo fisco é da modalidade de ofício ou direto, pois cuida dos tributos ditos diretos 
e não para os considerados como indiretos, como é o caso do ICMS. 
d) A modalidade de lançamento que o contribuinte realizou antes da autuação feita pelo fisco foi a de 
lançamento por homologação. 
e) O lançamento realizado pelo fisco foi o de homologação do auto de infração. 
 
56. CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
Considere que um contribuinte tenha feito uma declaração necessária à elaboração de um lançamento 
tributário. Considere, ainda, que, posteriormente, ele tenha pretendido retificá-la, por ter observado que o 
valor do tributo que dela resultaria seria superior ao devido. Nessa situação, o contribuinte poderá realizar 
tal retificação desde que comprove o erro que fundamenta a retificação e desde que a faça antes de 
notificado o lançamento. 
 
57. FGV/SEFIN-RO-Técnico Tributário/2018 
Com relação ao lançamento tributário, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa. 
( ) Compete, privativamente, à autoridade administrativa constituir, pelo lançamento, a obrigação tributária, 
verificando a ocorrência do fato gerador. 
( ) Uma nova lei, que tenha estabelecido novos procedimentos fiscalizatórios para a apuração do tributo, é 
plenamente aplicável ao fato gerador já ocorrido, porém com crédito ainda não lançado. 
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( ) Quando o valor tributário estiver expresso em moeda estrangeira, salvo disposição legal distinta, no 
lançamento será feita a conversão para moeda nacional, ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador do 
tributo. 
Na sequência em que aparecem, as afirmativas são, respectivamente, 
a) V – F – V. 
b) F – V – V. 
c) F – F – V. 
d) F – V – F. 
e) V – V – F. 
 
58. FGV/COMPESA-Analista de Gestão-Advogado/2016 
Sobre a constituição do crédito tributário, analise as afirmativas a seguir. 
I. A entrega da declaração de rendimentos, seja mediante DCTF, GFIP e GIA pelo próprio contribuinte 
reconhecendo o débito fiscal, constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte 
do fisco. 
II. O envio do carnê de cobrança do IPTU ao endereço do contribuinte constitui o crédito tributário. 
III. A revisão do lançamento só pode ser iniciada se não extinto pela decadência o direito de a Fazenda Pública 
lançar. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, apenas. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
 
59. FGV/CGE-MA-Auditor/2014 
Quanto ao lançamento, analise as afirmativas a seguir. 
I. É declaratório da obrigação tributária e constitutivo do crédito tributário. 
II. Pode ser revisto pela autoridade tributária, desde que haja erro de direito. 
III. É constitutivo da obrigação tributária e declaratório do crédito tributário. 
IV. É revisto de ofício pela autoridade administrativa quando determinado em lei. 
Assinale: 
a) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
b) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
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d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
e) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas. 
 
60. FGV/SEFAZ-RJ-Fiscal de Rendas/2010 
Com relação ao lançamento tributário, analise as afirmativas a seguir. 
I. De acordo com a redação do CTN o lançamento por homologação é aquele efetuado com base na 
declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta 
à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. 
II. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo pode ser alterado a qualquer tempo em virtude 
da caracterização de erro de direito. 
III. Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, 
tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de 
investigação das autoridades administrativas ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, 
exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente a afirmativa III estiver correta. 
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
61. ESAF/AFRFB/2014 
Qualquer que seja a modalidade escolhida para o arbitramento, o fisco poderá levar a efeito a que mais 
favorecer o contribuinte. 
 
62. ESAF/AFRFB/2014 
A legislação brasileira utiliza-se largamente da modalidade do lançamento por declaração, a maior parte dos 
tributos, especialmente nos impostos e contribuições sociais, segue tal sistemática. 
 
63. ESAF/AFRFB/2014 
A natureza do ato homologatório difere dado lançamento tributário: enquanto este certifica a quitação, 
aquele certifica a dívida. 
 
 
64. ESAF/ATRFB/2009 
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Ainda quando de fato seja o lançamento feito pelo sujeito passivo, o Código Tributário Nacional, por ficção 
legal, considera que a sua feitura é privativa da autoridade administrativa, e por isto, no plano jurídico, sua 
existência fica sempre dependente de homologação por parte da autoridade competente. 
 
 
65. ESAF/ATRFB/2012 
No lançamento por homologação, a legislação impõe ao sujeito passivo o dever de pagar, sem que o fisco 
tenha previamente examinado a matéria ou cobrado o tributo. 
 
66. ESAF/APOFP-SP/2009 
É ilegal a cobrança de ICMS com base em valores previstos em pauta fiscal. 
 
67. VUNESP/Pref. Sorocaba-SP-Procurador/2018 
O imposto municipal sobre propriedade territorial urbana (IPTU) é tributo classificado, segundo a forma de 
lançamento, como sujeito a lançamento 
a) de ofício, considerando-se não ser necessária ação ou declaração do contribuinte para que seja lançado o 
tributo, mas apenas ação da administração tributária tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da 
obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido e 
identificar o sujeito passivo. 
b) por homologação, considerando-se que o envio da notificação de lançamento do tributo ao contribuinte, 
junto à ficha bancária de pagamento, não esgota a relação jurídico-tributária, a qual apenas se aperfeiçoa 
com o pagamento do tributo pelo contribuinte ou seu responsável. 
c) por declaração, considerando-se que cabe ao sujeito passivo, na forma da legislação tributária, prestar à 
autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação, tais como a 
existência de edificações no terreno que alterem a área construída ou outras características do imóvel que 
afetem a obrigação tributária. 
d) de ofício, considerando-se que o envio da notificação de lançamento do tributo ao contribuinte, junto à 
ficha bancária de pagamento, não esgota a relação jurídico-tributária, cabendo ao sujeito passivo, na forma 
da legislação tributária, prestar à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, 
indispensáveis à efetivação do lançamento. 
e) por homologação, considerando-se que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o 
pagamento do IPTU sem prévio exame da autoridade administrativa, operando-se, ato contínuo, pelo ato 
em que a referida autoridade, tomando conhecimento do pagamento antecipado, expressamente o 
homologa. 
 
 
 
68. VUNESP/TJ-RS-Juiz/2018 
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Acerca do lançamento tributário, é correto afirmar que 
a) a retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, 
só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde e antes de notificado o lançamento. 
b) salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no 
lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia em que este ato for realizado. 
c) é vedado à autoridade administrativa responsável pela revisão da declaração retificar de ofício os erros 
nela contidos e apuráveis pelo seu exame. 
d) a modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos 
critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento, alcança os fatos 
geradores ocorridos anteriormente à sua introdução, desde que relacionados ao mesmo sujeito passivo. 
e) não se aplica ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, 
tenha ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito 
maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade 
tributária a terceiros. 
 
69. VUNESP/Câmara de Indaiatuba-SP-Controlador/2018 
Exceto se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, se não houver disposição legal em 
contrário, o prazo para lançamento por homologação será de 5 (cinco) anos a contar da data 
a) da ocorrência do fato gerador. 
b) do pagamento antecipado. 
c) em que a autoridade administrativa toma conhecimento do pagamento realizado pelo sujeito passivo. 
d) em que a autoridade administrativa toma conhecimento das informações prestadas pelo sujeito passivo. 
e) em que da autoridade fazendária expressamente se pronunciar sobre o pagamento. 
 
70. VUNESP/IPRESB-Controlador Interno/2017 
O lançamento por homologação consiste 
a) no ato do contribuinte que, antecipando-se à ação do Fisco, recolhe o tributo devido, sem necessidade de 
confirmação posterior por parte da administração tributária. 
b) no ato da autoridade administrativa de constituição do crédito tributário baseado em declaração do 
sujeito passivo ou de terceiro a respeito de informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua 
efetivação. 
c) no procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação 
correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido e identificar o 
sujeito passivo. 
d) no ato da autoridade administrativa que, tomando conhecimento da antecipação de pagamento efetivada 
pelo sujeito passivo sem prévio exame, expressamente ou tacitamente a homologa. 
e) no ato da autoridade administrativa de constituição do crédito tributário por iniciativa própria quando a 
declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária. 
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71. VUNESP/Câmara de Altinópolis-SP-Procurador/2017 
No lançamento por homologação, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, se a lei 
não fixar prazo para a homologação, será ele de cinco anos. Expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública 
se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito 
tributário. Segundo disposição expressa do Código Tributário Nacional, referido prazo conta-se 
a) da ocorrência do fato gerador. 
b) da materialização da obrigação tributária. 
c) da constituição do crédito. 
d) do lançamento. 
e) da inscrição na Dívida Ativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 - GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES 
 
1. B 
2. E 
3. C 
4. E 
5. E 
6. E 
7. C 
8. A 
9. C 
10. A 
11. C 
12. E 
13. E 
14. E 
15. E 
16. C 
17. E 
18. C 
19. E 
20. E 
21. B 
22. B 
23. D 
24. C 
25. C 
26. E 
27. A 
28. D 
29. C 
30. C 
31. C 
32. C 
33. A 
34. E 
35. E 
36. D 
37. D 
38. D 
39. C 
40. C 
41. E 
42. D 
43. C 
44. B 
45. E 
46. D 
47. B 
48. A 
49. E 
50. E 
51. E 
52. B 
53. E 
54. C 
55. D 
56. C 
57. B 
58. E 
59. B 
60. C 
61. E 
62. E 
63. E 
64. C 
65. C 
66. C 
67. A 
68. A 
69. A 
70. D 
71. A 
 
 
 
 
 
 
 
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8 - RESUMO DOS ASSUNTOS MAIS IMPORTANTES 
Crédito Tributário 
• Obrigação tributária principal → Surge com a ocorrência do fato gerador. 
• Crédito tributário → É constituído pelo lançamento, tornando a obrigaçãotributária exigível. 
• O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta. 
• O crédito tributário só é extinto ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída nos casos previstos no 
CTN. 
• O termo “crédito tributário” deve ser lembrado como crédito do Fisco e dívida do contribuinte. Logo, o 
Estado tem o direito ao recebimento do valor, e o contribuinte tem o dever de pagar o valor exigido pelo 
Fisco. 
Lançamento 
• O lançamento constitui o crédito tributário, é realizado privativamente pela autoridade administrativa, 
numa atividade definida pelo CTN como vinculada e obrigatória, podendo ser caracterizado pelo 
esquema abaixo: 
 
 
• Verificar a ocorrência do fato gerador da 
obrigação tributáriaV
• Determinar a matéria tributávelD
• Calcular o montante do tributo devidoC
• Identificar o sujeito passivoI
• Propor aplicação da penalidade cabível (se for o 
caso)P
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• Quando da realização do lançamento, a autoridade administrativa deve se ater à legislação aplicável, 
bem como à data do câmbio a ser utilizado, no caso de valor tributário expresso em moeda estrangeira. 
Para facilitar a memorização, esquematizamos a seguir: 
 
 
 
Alteração do Lançamento 
• Após ser regularmente notificado ao sujeito passivo, o lançamento só pode ser alterado em três 
situações: 
 
 
 
Aspectos 
Formais
Legislação vigente 
na data do 
lançamento
Aspectos 
Materiais
Legislação vigente 
na data do fato 
gerador
Taxa de 
Câmbio
Data do fato 
gerador
A
lt
e
ra
çã
o
 d
e
 la
n
ça
m
e
n
to
 
n
o
ti
fi
ca
d
o
Impugnação do 
sujeito passivo
Recurso de ofício
Iniciativa de ofício 
(CTN, art. 149)
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• Acrescente-se que não se admite a revisão de lançamento motivada por erro de direito, prestigiando a 
boa-fé do contribuinte que, no momento da ocorrência do fato gerador, seguiu os critérios jurídicos 
adotados pela autoridade administrativa naquele momento. 
• Dessa forma, as alterações nos critérios jurídicos, também denominada erro de direito, ou melhor, na 
interpretação da lei só pode ser feita, em relação ao mesmo sujeito passivo, quanto aos fatos geradores 
que vierem a ocorrer após a mudança na interpretação. 
Modalidades de Lançamento 
• Existem três modalidades de lançamento: 
• Lançamento de ofício → É realizado pela autoridade administrativa sem a participação do sujeito 
passivo, isto é, a Fazenda possui informações suficientes sobre a obrigação tributária para 
constituir o crédito tributário. 
• Lançamento por declaração → É realizado com base na declaração apresentada pelo sujeito 
passivo, na qual se informa os elementos de fato que vão subsidiar o Fisco com elementos para 
que seja constituído o crédito tributário. 
• Lançamento por homologação → É aquele em que o sujeito passivo fica obrigado a realizar o 
cálculo do tributo e o seu pagamento antecipado, sem prévio exame da autoridade 
administrativa, ficando sujeito à posterior homologação por parte desta. 
 
 
• Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de 05 anos, a contar da ocorrência do fato gerador. 
Findo tal prazo, o lançamento considera-se tacitamente homologado e extinto o crédito tributário. 
• Arbitramento da base de cálculo → Nos casos em que o cálculo do tributo considere o valor ou o preço 
de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, o CTN admite que a autoridade administrativa lançadora 
arbitre tal valor ou preço, se forem omissos ou não merecerem fé as declarações ou os esclarecimentos 
prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado. 
• Todo e qualquer lançamento está sujeito à revisão de ofício, nos casos previstos no art. 149, do CTN. 
Dessa forma, ainda que o tributo tenha sido originalmente lançado por homologação, é possível que seja 
revisto de ofício pela autoridade administrativa. 
Por homologação Por declaração De ofício
Participação do sujeito passivo 
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• A revisão de ofício do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda 
Pública. 
 
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