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[Escolha a data] [Ano] [Digite aqui o resumo do documento. Em geral, o resumo é uma breve descrição do conteúdo do documento. Digite aqui o resumo do documento. Em geral, o resumo é uma breve descrição do conteúdo do documento.] [Digite o subtítulo do documento] RESUMO 08 @RADEGONDESS 1 www.radegondesresumos.com SUMÁRIO CONSIDERAÇÕES INICIAIS ............................................................................................................. 1 CRÉDITO TRIBUTÁRIO .................................................................................................................... 2 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL (CTN) ........................................................................................ 2 LANÇAMENTO ............................................................................................................................... 3 LEGISLAÇÃO APLICÁVEL ................................................................................................................ 4 MODALIDADES DE LANÇAMENTO................................................................................................. 8 LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO................................................................................................. 9 LANÇAMENTO DE OFÍCIO ............................................................................................................ 10 LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO ......................................................................................... 11 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Pessoal, hoje iniciaremos o estudo do título “III” do livro segundo do Código Tributário Nacional (CTN). Essa parte do CTN trata do assunto “CRÉDITO TRIBUTÁRIO”, que se subdivide em 6 capítulos, começando no art. 139 e terminando no art. 193. ➢ Capítulo I – Disposições Gerais (art. 139 ao art. 141) ➢ Capítulo II – Constituição do Crédito Tributário (art. 142 ao art. 150) ➢ Capítulo III – Suspensão do Crédito Tributário (art. 151 ao art. 155-A) ➢ Capítulo IV – Extinção do Crédito Tributário (art. 156 ao art. 174) ➢ Capítulo V – Exclusão do Crédito Tributário (art. 175 ao 182) ➢ Capítulo VI – Garantias e Privilégios do Crédito (art. 183 ao art. 193) Neste material abordaremos os capítulos I e II, deixando os demais para os próximos PDF’s. Sugestão de estudo: ➢ Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes, pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo. Bons estudos! http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 2 www.radegondesresumos.com CRÉDITO TRIBUTÁRIO O termo “crédito tributário” representa o direito de crédito da Fazenda Pública, já devidamente apurado por procedimento administrativo denominado lançamento, estabelecendo um vínculo jurídico que obriga o contribuinte ou responsável (sujeito passivo) a pagar o tributo ao sujeito ativo (Estado). DEFINIÇÕES ✓ Hipótese de Incidência: É a previsão legal (em lei) de uma situação que enseja a tributação. ✓ Fato Gerador: Acontecimento da previsão legal que se verifica no mundo real. ✓ Obrigação Tributária: Surge com a ocorrência do Fato Gerador. ✓ Lançamento: Procedimento administrativo que constitui (formaliza) o crédito tributário. ✓ Crédito Tributário: Crédito que a Fazenda possui em razão do não pagamento de um tributo. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL (CTN) Art. 139. O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta. COMENTÁRIO: Quando o CTN diz “o crédito tributário decorre da obrigação principal”, significa que o crédito tributário não se refere unicamente a tributo, mas também às dívidas decorrentes de multas tributárias. Isso se dá porque a obrigação tributária principal tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Por isso, o crédito tributário terá a mesma natureza da obrigação principal (natureza de tributo ou de multa). Art. 140. As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem. HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA FATO GERADOR OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA LANÇAMENTO CRÉDITO TRIBUTÁRIO http://www.radegondesresumos.com/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Sujeito_passivo https://pt.wikipedia.org/wiki/Tributo https://pt.wikipedia.org/wiki/Sujeito_ativo RESUMO 08 @RADEGONDESS 3 www.radegondesresumos.com EXEMPLO Considere que determinado crédito tributário tenha sido anulado por vício da notificação de lançamento. Nesse caso, a obrigação tributária, por estar vinculada ao referido crédito fiscal, não é automaticamente declarada nula, pois as circunstâncias que modificam o crédito tributário (anulação por vício da notificação de lançamento) não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem. LANÇAMENTO Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. MNEMÔNICO: VDCIP É o procedimento administrativo tendente a: V Verificar a ocorrência do fato gerador D Determinar a matéria tributável C Calcular o montante do tributo devido I Identificar o sujeito passivo P Propor a aplicação da penalidade cabível (se for o caso) LANÇAMENTO @RADEGONDESS http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 4 www.radegondesresumos.com ATENÇÃO! O lançamento declara a obrigação tributária (verifica a ocorrência do Fato Gerador) e constitui (formaliza) o crédito tributário para torná-lo exigível. Ou seja, o lançamento declara e constitui, por isso a doutrina diz que o lançamento possui natureza jurídica mista. PEGADINHA → Compete privativamente à autoridade administrativa constituir a obrigação tributária pelo lançamento. (O correto seria: constituir o crédito tributário) Art. 143. Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. COMENTÁRIO: O lançamento possui efeitos retroativos (ex tunc), ou seja, reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei vigente à época dos fatos (ainda que posteriormente revogada). EXEMPLO Imagine que tenha ocorrido no mês de fevereiro o fato gerador de um imposto, cuja alíquota era de 30%. No mês de abril, uma nova lei revogou a lei anterior e alterou a alíquota do imposto para 10%. Digamos que em setembro, a autoridade administrativa realizou o lançamento. Nesse caso, a alíquota aplicada será de 30% (alíquota vigente na data de ocorrência do fato gerador). OBS.: Note que o lançamento possui efeitos retroativos, mas a lei tributária não, ou seja, a nova lei (que alterou a alíquota para 10%), ainda que mais benéfica ao contribuinte, não poderá ser aplicada a fatos geradores ocorridos antes do início da sua vigência. http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 5 www.radegondesresumos.com Art. 144 (...) § 1º Aplica-se ao lançamento alegislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. COMENTÁRIO: Conforme já explicado, a nova lei não poderá ser aplicada a fatos geradores ocorridos antes do início da sua vigência, exceto quanto aos aspectos FORMAIS (procedimentos). Ou seja, se uma nova lei altera aspectos formais da lei anterior (ex.: ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas), então ela (nova lei) poderá ser aplicada a fatos geradores ocorridos antes do início da sua vigência. LANÇAMENTO Possui efeitos retroativos (ex tunc), ou seja, rege-se pela lei vigente à época do fato gerador. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA Em regra, não possui efeitos retroativos (princípio da irretroatividade), porém o § 1º abre uma exceção. Após a ocorrência do Fato Gerador Aplica-se ao lançamento a legislação que tenha Instituído novos critérios de apuração ou novos processos de fiscalização Ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas Outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios (só não pode atribuir responsabilidade tributária a terceiros) Aspectos FORMAIS da lei @RADEGONDESS CTN: Art. 144, § 1º http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 6 www.radegondesresumos.com EXEMPLO Em maio de 2023, o Município X publicou lei instituindo novos critérios de apuração e ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas. Com base nessa nova orientação, em outubro do mesmo ano, o fisco municipal verificou a ausência de declaração e recolhimento de valores do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) devidos pela pessoa jurídica ABC, referentes ao ano-calendário 2020. Diante dessa constatação, lavrou auto de infração para cobrança dos valores inadimplidos. Nessa situação, a nova legislação é aplicável ao presente caso, pois a legislação que institui novos critérios de apuração e amplia poderes de investigação das autoridades administrativas aplica-se aos lançamentos referentes a fatos geradores ocorridos antes de sua vigência. ATENÇÃO! Aqui vale lembrar que a retroatividade benéfica não se aplica às alíquotas dos tributos, mas sim às multas (penalidade pecuniária) menos severas, desde que o ato ainda não tenha sido definitivamente julgado. (CTN: art. 106, II, c) Art. 144 (...) § 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo, desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. COMENTÁRIO: De acordo com o § 2º, o lançamento não retroage à época dos fatos quando se trata de impostos lançados por períodos certos de tempo (ex.: IPVA e IPTU), desde que a lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. EXEMPLO Se a lei dispõe que o fato gerador do IPVA ocorre no dia 1º de janeiro de cada ano, aplica-se ao lançamento a legislação que estiver em vigor nessa data. Note que, na essência, a regra do § 2º do art. 144 não é uma exceção, mas deve ser memorizada para fins de prova. http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 7 www.radegondesresumos.com Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: I - impugnação do sujeito passivo; II - recurso de ofício; III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. COMENTÁRIO: O lançamento efetuado e devidamente notificado ao sujeito passivo não poderá ser alterado em virtude de livre iniciativa da autoridade administrativa, mas sim em virtude de: ✓ Impugnação (contestação) do sujeito passivo; ✓ Recurso de ofício; e ✓ Iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. O recurso de ofício ocorre quando uma decisão administrativa, proferida na 1º instância, foi desfavorável ao Fisco. Art. 146. A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. COMENTÁRIO: O art. 146 trata do chamado ERRO DE DIREITO e quando ele diz “a modificação introduzida nos critérios jurídicos adotados”, podemos entender como “a modificação da interpretação da norma jurídica”, ou seja, outro modo de entender a lei tributária. Dessa forma, quando isso acontece (outro modo de entender a lei tributária) no exercício do lançamento, somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução (modificação do entendimento). Aqui vale conhecermos a súmula 227 do STJ. STJ SÚMULA 227: A mudança de critério jurídico adotado pelo Fisco não autoriza a revisão do lançamento. CONCLUSÃO: Não se admite a revisão de lançamento motivada por erro de direito, pois a mudança nos critérios jurídicos adotados possui efeitos ex nunc (aplica-se apenas aos fatos geradores futuros). http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 8 www.radegondesresumos.com MODALIDADES DE LANÇAMENTO Existem 3 modalidades de lançamento: (1) Por Declaração; (2) de Ofício; e (3) Por Homologação. LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO (MISTO) LANÇAMENTO DE OFÍCIO (DIRETO) LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO É aquele em que o sujeito passivo (contribuinte) atua declarando para a autoridade administrativa as informações necessárias para efetuar o lançamento. É aquele em que todo o procedimento que compõe o lançamento (VDCIP) é realizado pela autoridade administrativa, sem a participação do sujeito passivo (contribuinte). É aquele em que o sujeito passivo antecipa o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, sendo que esta, ao conferir a exatidão dos valores recolhidos, realiza a homologação do pagamento. Ex.: ITBI, ITCMD Ex.: IPTU, IPVA, Taxas, Contribuições Ex.: IPI, ICMS, ISS, IR É a Lei que determina a modalidade de lançamento. Contudo, vale lembrar que as normas gerais sobre lançamento devem ser estabelecidas por meio de LEI COMPLEMENTAR, conforme art. 146, III, b, CF/88: Art. 146. Cabe à lei complementar: III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; MODALIDADES DE LANÇAMENTO LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO Art. 147 LANÇAMENTO DE OFÍCIO Art. 149 LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO Art. 150 http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 9 www.radegondesresumos.com LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. COMENTÁRIO: Esse art. 147 trata do lançamento por declaração, aquele em que o sujeito passivo atua declarando para a autoridade administrativa informações necessárias para efetuar o lançamento. Com base nas informações fornecidas pelo contribuinte, a autoridade providencia o lançamento, notificando-o para pagamento. Exemplo: ITBI, ITCMD. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediantecomprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. COMENTÁRIO: Caso a declaração contenha erros e o contribuinte não consiga retificá-la por já ter sido notificado, poderá apresentar impugnação, conforme estudamos no art. 145, I, do CTN. § 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela. COMENTÁRIO: Se a autoridade administrativa, ao analisar a declaração prestada pelo contribuinte, detectar erros, a retificação ocorrerá de ofício. Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial. EXEMPLO: Bruna adquire imóvel de luxo, por um preço de R$ 5.000.000, mas declara ao fisco que a operação foi de R$ 2.000.000, para escapar de uma tributação maior do ITBI. O fisco, ao detectar que a declaração do sujeito passivo não merece fé, arbitrará o valor mais próximo da realidade. http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 10 www.radegondesresumos.com LANÇAMENTO DE OFÍCIO O lançamento de ofício está previsto no art. 149, que vamos esquematizá-lo resumindo todos os incisos. Caso seja do seu interesse estudá-lo na íntegra, basta acessar o CTN. ATENÇÃO! Todo e qualquer lançamento está sujeito à revisão de ofício. Dessa forma, ainda que o tributo tenha sido originalmente lançado por homologação, é possível que seja revisto de ofício pela autoridade administrativa. Além disso, a revisão de ofício do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública (art. 149, parágrafo único). PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA NOS SEGUINTES CASOS: Quando a lei determinar Quando a declaração for entregue fora do prazo Deixar de atender pedido de esclarecimento da autoridade administrativa Falsidade, erro, inexatidão ou omissão Omissão ou inexatidão no lançamento por homologação Ação ou omissão que resulte em penalidade pecuniária (multas) Dolo, fraude ou simulação Fato não conhecido ou não provado Fraude ou falta funcional da autoridade lançadora O LANÇAMENTO É EFETUADO E REVISTO DE OFÍCIO CTN: Art. 149 @RADEGONDESS http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 11 www.radegondesresumos.com LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. COMENTÁRIO: O lançamento por homologação é aquele em que o sujeito passivo (contribuinte) antecipa o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, sendo que esta, ao conferir a exatidão dos valores recolhidos, realiza a homologação do pagamento. Exemplos: IPI, ICMS, ISS, IR. ATENÇÃO! Não cometa o equívoco de imaginar que o imposto de renda das pessoas físicas (IRPF) é lançado por declaração, pelo fato de haver aquela famosa declaração a ser entregue à Receita Federal. Repare a diferença: no lançamento por declaração, o contribuinte presta as informações e aguarda o lançamento da autoridade fiscal (ex.: ITBI). Por outro lado, no caso do IRPF, o contribuinte prepara a declaração, antecipa o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, e esta apenas faz a posterior conferência, homologando o procedimento. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. COMENTÁRIO: O que esse parágrafo quer dizer é que se os atos anteriores à homologação não forem validados pela autoridade administrativa, o fisco tem o direito de cobrar eventual diferença de ofício (art. 149, V), isto é, o crédito ainda não estará extinto. Ou seja, qualquer ato do sujeito passivo antes da homologação pela autoridade fiscal não influi (não tem o condão de extinguir) sobre a Obrigação Tributária (OT) que surgiu com o Fato Gerador, ou melhor, a OT continua existindo. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 12 www.radegondesresumos.com Art. 150 (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. COMENTÁRIO: Ocorrendo o pagamento antecipado dos impostos lançados por homologação (ex.: IPI, ICMS, ISS) por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças pelo fisco é de cinco anos a contar do fato gerador. Aqui vale lembrarmos uma diferença crucial: ➢ Prazo DECADENCIAL = Prazo para o fisco efetuar o lançamento ➢ Prazo PRESCRICIONAL = Prazo para o fisco acionar o sujeito passivo na justiça Esquematizando a linha do tempo para o art. 150, § 4º, temos: OBS.: Essa linha do tempo aplica-se tão somente aos lançamentos por homologação que foram declarados e pagos pelo sujeito passivo. Todas as outras modalidades de lançamento obedecem ao disposto no art. 173, I, do CTN (o início da contagem da decadência começa no primeiro dia do exercício seguinte em que o lançamento poderia ter sido efetuado). Nesse contexto, vale destacarmos as súmulas 436 e 555 do STJ. STJ. SÚMULA 436 A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco. Ocorrência do Fato Gerador 5 anos 5 anos Prazo para pagar ou impugnar (Regra: 30 dias) DECADÊNCIA Notificação do Lançamento Definitividade do Lançamento PRESCRIÇÃO Ação de Execução Fiscal http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 13 www.radegondesresumos.com COMENTÁRIO: Ao entregar a declaração, o contribuinte constitui o crédito tributário reconhecendo a dívida que tem com o fisco. A consequência disso, para o STJ, é de que cessa a contagem do prazo decadencial (prazo para constituir o crédito pelo lançamento) e se inicia a contagem do prazo prescricional (prazo para o fisco acionar o sujeito passivo na justiça). STJ. SÚMULA 555 Quando não houver declaração do débito, o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário conta-se exclusivamente na forma do art. 173, I, do CTN, nos casos em que a legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. COMENTÁRIO: Nos casos de lançamento por homologação, ou seja, nos casos em que o sujeito passivo deve antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, se ele não declarar o débito, o início da contagem da decadência começano primeiro dia do exercício seguinte em que o lançamento poderia ter sido efetuado (art. 173, I). INÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL SUJEITO PASSIVO DECLAROU E PAGOU SUJEITO PASSIVO NÃO DECLAROU SUJEITO PASSIVO DECLAROU E NÃO PAGOU CTN: Art. 150, § 4º STJ. SÚMULA 555 STJ. SÚMULA 436 O prazo DECADENCIAL para o lançamento de eventuais diferenças pelo fisco é de 5 anos a contar do FATO GERADOR. O prazo DECADENCIAL para o lançamento pelo fisco é de 5 anos a contar do primeiro dia do exercício seguinte em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Cessa a contagem do prazo decadencial e se inicia a contagem do prazo PRESCRICIONAL. http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 08 @RADEGONDESS 14 www.radegondesresumos.com CADERNOS DE QUESTÕES Galera, terminamos nosso resumo! Agora você precisa estudar as questões. Faça uma assinatura em algum site de questões. Existem vários no mercado, mas nós recomendamos o TEC CONCURSOS, pois ele possui diversas ferramentas que ajudam a diagnosticar seu desempenho no decorrer da sua preparação. AVISO 01: Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!? AVISO 02: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco. AVISO 03: Para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois comentários com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance para a próxima questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido a questão. AVISO 04: Se você possui assinatura em algum outro site de questões que não seja o TEC CONCURSOS, monte seu caderno com os assuntos estudados neste PDF. AVISO 05: Se você possui a assinatura do TEC CONCURSOS, escolha a banca do seu concurso e clique no link abaixo para abrir o caderno de questões do assunto estudado. CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO LINKS BANCA https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giQE CEBRASPE https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giQi FCC https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giQu FGV https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giRC VUNESP Forte abraço e até a próxima! Caso a sua plataforma não seja a do TEC CONCURSOS, procure anotar em algum lugar as questões que te deixaram com dúvidas. Elas devem ser revisadas periodicamente. http://www.radegondesresumos.com/ https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giQE https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giQi https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giQu https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giRC