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subtítulo do 
documento] 
 
RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
1 www.radegondesresumos.com 
 
SUMÁRIO 
 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS ............................................................................................................. 1 
CRÉDITO TRIBUTÁRIO .................................................................................................................... 2 
CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL (CTN) ........................................................................................ 2 
LANÇAMENTO ............................................................................................................................... 3 
LEGISLAÇÃO APLICÁVEL ................................................................................................................ 4 
MODALIDADES DE LANÇAMENTO................................................................................................. 8 
LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO................................................................................................. 9 
LANÇAMENTO DE OFÍCIO ............................................................................................................ 10 
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO ......................................................................................... 11 
 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
 
Pessoal, hoje iniciaremos o estudo do título “III” do livro segundo do Código Tributário Nacional (CTN). 
Essa parte do CTN trata do assunto “CRÉDITO TRIBUTÁRIO”, que se subdivide em 6 capítulos, 
começando no art. 139 e terminando no art. 193. 
➢ Capítulo I – Disposições Gerais (art. 139 ao art. 141) 
➢ Capítulo II – Constituição do Crédito Tributário (art. 142 ao art. 150) 
➢ Capítulo III – Suspensão do Crédito Tributário (art. 151 ao art. 155-A) 
➢ Capítulo IV – Extinção do Crédito Tributário (art. 156 ao art. 174) 
➢ Capítulo V – Exclusão do Crédito Tributário (art. 175 ao 182) 
➢ Capítulo VI – Garantias e Privilégios do Crédito (art. 183 ao art. 193) 
 
Neste material abordaremos os capítulos I e II, deixando os demais para os próximos PDF’s. 
 
 
Sugestão de estudo: 
➢ Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes, 
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo. 
 
Bons estudos! 
 
http://www.radegondesresumos.com/
 
RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
2 www.radegondesresumos.com 
 
CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 
O termo “crédito tributário” representa o direito de crédito da Fazenda Pública, já devidamente 
apurado por procedimento administrativo denominado lançamento, estabelecendo um vínculo jurídico 
que obriga o contribuinte ou responsável (sujeito passivo) a pagar o tributo ao sujeito ativo (Estado). 
 
 
 
DEFINIÇÕES 
 
✓ Hipótese de Incidência: É a previsão legal (em lei) de uma situação que enseja a tributação. 
✓ Fato Gerador: Acontecimento da previsão legal que se verifica no mundo real. 
✓ Obrigação Tributária: Surge com a ocorrência do Fato Gerador. 
✓ Lançamento: Procedimento administrativo que constitui (formaliza) o crédito tributário. 
✓ Crédito Tributário: Crédito que a Fazenda possui em razão do não pagamento de um tributo. 
 
 
 
 
CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL (CTN) 
 
Art. 139. O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta. 
 
 
COMENTÁRIO: Quando o CTN diz “o crédito tributário decorre da obrigação principal”, significa 
que o crédito tributário não se refere unicamente a tributo, mas também às dívidas decorrentes 
de multas tributárias. Isso se dá porque a obrigação tributária principal tem por objeto o 
pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Por isso, o crédito tributário terá a mesma 
natureza da obrigação principal (natureza de tributo ou de multa). 
 
 
 
Art. 140. As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as 
garantias ou os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem sua exigibilidade não afetam a obrigação 
tributária que lhe deu origem. 
 
 
 
 
HIPÓTESE DE 
INCIDÊNCIA
FATO 
GERADOR
OBRIGAÇÃO 
TRIBUTÁRIA
LANÇAMENTO
CRÉDITO 
TRIBUTÁRIO
http://www.radegondesresumos.com/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sujeito_passivo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tributo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sujeito_ativo
 
RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
3 www.radegondesresumos.com 
 
EXEMPLO 
 
Considere que determinado crédito tributário tenha sido anulado por vício da notificação de 
lançamento. Nesse caso, a obrigação tributária, por estar vinculada ao referido crédito fiscal, não 
é automaticamente declarada nula, pois as circunstâncias que modificam o crédito tributário 
(anulação por vício da notificação de lançamento) não afetam a obrigação tributária que lhe deu 
origem. 
 
 
 
 
LANÇAMENTO 
 
Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo 
lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato 
gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo 
devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. 
 
Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de 
responsabilidade funcional. 
 
 
 
 
 
MNEMÔNICO: VDCIP 
 
 
 
É o procedimento 
administrativo 
tendente a:
V Verificar a ocorrência do fato gerador
D Determinar a matéria tributável
C Calcular o montante do tributo devido
I Identificar o sujeito passivo 
P
Propor a aplicação da penalidade 
cabível (se for o caso)
LANÇAMENTO
@RADEGONDESS 
http://www.radegondesresumos.com/
 
RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
4 www.radegondesresumos.com 
 
ATENÇÃO! 
 
O lançamento declara a obrigação tributária (verifica a ocorrência do Fato Gerador) e constitui 
(formaliza) o crédito tributário para torná-lo exigível. Ou seja, o lançamento declara e constitui, 
por isso a doutrina diz que o lançamento possui natureza jurídica mista. 
 
PEGADINHA → Compete privativamente à autoridade administrativa constituir a obrigação 
tributária pelo lançamento. (O correto seria: constituir o crédito tributário) 
 
 
 
Art. 143. Salvo disposição de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em moeda 
estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da ocorrência 
do fato gerador da obrigação. 
 
 
 
LEGISLAÇÃO APLICÁVEL 
 
Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei 
então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. 
 
 
COMENTÁRIO: O lançamento possui efeitos retroativos (ex tunc), ou seja, reporta-se à data da 
ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei vigente à época dos fatos (ainda que 
posteriormente revogada). 
 
 
 
EXEMPLO 
 
Imagine que tenha ocorrido no mês de fevereiro o fato gerador de um imposto, cuja alíquota era 
de 30%. No mês de abril, uma nova lei revogou a lei anterior e alterou a alíquota do imposto para 
10%. Digamos que em setembro, a autoridade administrativa realizou o lançamento. Nesse caso, 
a alíquota aplicada será de 30% (alíquota vigente na data de ocorrência do fato gerador). 
 
OBS.: Note que o lançamento possui efeitos retroativos, mas a lei tributária não, ou seja, a nova 
lei (que alterou a alíquota para 10%), ainda que mais benéfica ao contribuinte, não poderá ser 
aplicada a fatos geradores ocorridos antes do início da sua vigência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.radegondesresumos.com/
 
RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
5 www.radegondesresumos.com 
 
 
 
 
 
Art. 144 (...) 
§ 1º Aplica-se ao lançamento alegislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da 
obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os 
poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou 
privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMENTÁRIO: Conforme já explicado, a nova lei não poderá ser aplicada a fatos geradores 
ocorridos antes do início da sua vigência, exceto quanto aos aspectos FORMAIS (procedimentos). 
Ou seja, se uma nova lei altera aspectos formais da lei anterior (ex.: ampliando os poderes de 
investigação das autoridades administrativas), então ela (nova lei) poderá ser aplicada a fatos 
geradores ocorridos antes do início da sua vigência. 
 
 
LANÇAMENTO
Possui efeitos retroativos (ex tunc), ou
seja, rege-se pela lei vigente à época do
fato gerador.
LEGISLAÇÃO 
TRIBUTÁRIA
Em regra, não possui efeitos retroativos
(princípio da irretroatividade), porém o §
1º abre uma exceção.
Após a ocorrência do Fato Gerador
Aplica-se ao lançamento a legislação que tenha
Instituído novos 
critérios de apuração 
ou novos processos 
de fiscalização
Ampliado os poderes 
de investigação das 
autoridades 
administrativas
Outorgado ao crédito 
maiores garantias ou 
privilégios 
(só não pode atribuir 
responsabilidade 
tributária a terceiros)
Aspectos FORMAIS da lei 
@RADEGONDESS 
CTN: Art. 144, § 1º 
http://www.radegondesresumos.com/
 
RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
6 www.radegondesresumos.com 
 
EXEMPLO 
 
Em maio de 2023, o Município X publicou lei instituindo novos critérios de apuração e ampliando 
os poderes de investigação das autoridades administrativas. Com base nessa nova orientação, 
em outubro do mesmo ano, o fisco municipal verificou a ausência de declaração e recolhimento 
de valores do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) devidos pela pessoa jurídica 
ABC, referentes ao ano-calendário 2020. Diante dessa constatação, lavrou auto de infração para 
cobrança dos valores inadimplidos. Nessa situação, a nova legislação é aplicável ao presente 
caso, pois a legislação que institui novos critérios de apuração e amplia poderes de investigação 
das autoridades administrativas aplica-se aos lançamentos referentes a fatos geradores ocorridos 
antes de sua vigência. 
 
 
 
ATENÇÃO! 
 
Aqui vale lembrar que a retroatividade benéfica não se aplica às alíquotas dos tributos, mas sim 
às multas (penalidade pecuniária) menos severas, desde que o ato ainda não tenha sido 
definitivamente julgado. (CTN: art. 106, II, c) 
 
 
 
 
Art. 144 (...) 
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo, desde 
que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. 
 
 
COMENTÁRIO: De acordo com o § 2º, o lançamento não retroage à época dos fatos quando se 
trata de impostos lançados por períodos certos de tempo (ex.: IPVA e IPTU), desde que a lei fixe 
expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. 
 
 
 
EXEMPLO 
 
Se a lei dispõe que o fato gerador do IPVA ocorre no dia 1º de janeiro de cada ano, aplica-se ao 
lançamento a legislação que estiver em vigor nessa data. Note que, na essência, a regra do § 2º 
do art. 144 não é uma exceção, mas deve ser memorizada para fins de prova. 
 
 
 
 
 
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RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
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Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: 
I - impugnação do sujeito passivo; 
 
II - recurso de ofício; 
 
III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. 
 
 
 
COMENTÁRIO: O lançamento efetuado e devidamente notificado ao sujeito passivo não poderá 
ser alterado em virtude de livre iniciativa da autoridade administrativa, mas sim em virtude de: 
✓ Impugnação (contestação) do sujeito passivo; 
✓ Recurso de ofício; e 
✓ Iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149. 
 
O recurso de ofício ocorre quando uma decisão administrativa, proferida na 1º instância, foi 
desfavorável ao Fisco. 
 
 
 
Art. 146. A modificação introduzida, de ofício ou em consequência de decisão administrativa ou judicial, 
nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente 
pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido 
posteriormente à sua introdução. 
 
 
COMENTÁRIO: O art. 146 trata do chamado ERRO DE DIREITO e quando ele diz “a modificação 
introduzida nos critérios jurídicos adotados”, podemos entender como “a modificação da 
interpretação da norma jurídica”, ou seja, outro modo de entender a lei tributária. Dessa forma, 
quando isso acontece (outro modo de entender a lei tributária) no exercício do lançamento, 
somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador 
ocorrido posteriormente à sua introdução (modificação do entendimento). 
 
Aqui vale conhecermos a súmula 227 do STJ. 
STJ SÚMULA 227: A mudança de critério jurídico adotado pelo Fisco não autoriza a revisão do 
lançamento. 
 
CONCLUSÃO: Não se admite a revisão de lançamento motivada por erro de direito, pois a 
mudança nos critérios jurídicos adotados possui efeitos ex nunc (aplica-se apenas aos fatos 
geradores futuros). 
 
 
 
 
 
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RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
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MODALIDADES DE LANÇAMENTO 
 
Existem 3 modalidades de lançamento: (1) Por Declaração; (2) de Ofício; e (3) Por Homologação. 
 
 
 
 
LANÇAMENTO POR 
DECLARAÇÃO (MISTO) 
LANÇAMENTO DE 
OFÍCIO (DIRETO) 
LANÇAMENTO POR 
HOMOLOGAÇÃO 
É aquele em que o sujeito 
passivo (contribuinte) atua 
declarando para a 
autoridade administrativa 
as informações necessárias 
para efetuar o lançamento. 
É aquele em que todo o 
procedimento que compõe 
o lançamento (VDCIP) é 
realizado pela autoridade 
administrativa, sem a 
participação do sujeito 
passivo (contribuinte). 
É aquele em que o sujeito 
passivo antecipa o 
pagamento sem prévio 
exame da autoridade 
administrativa, sendo que 
esta, ao conferir a exatidão 
dos valores recolhidos, 
realiza a homologação do 
pagamento. 
Ex.: ITBI, ITCMD 
Ex.: IPTU, IPVA, Taxas, 
Contribuições 
Ex.: IPI, ICMS, ISS, IR 
 
 
É a Lei que determina a modalidade de lançamento. Contudo, vale lembrar que as normas gerais sobre 
lançamento devem ser estabelecidas por meio de LEI COMPLEMENTAR, conforme art. 146, III, b, CF/88: 
 
Art. 146. Cabe à lei complementar: 
 
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: 
 
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; 
 
 
 
 
 
MODALIDADES DE 
LANÇAMENTO
LANÇAMENTO
POR DECLARAÇÃO
Art. 147
LANÇAMENTO
DE OFÍCIO
Art. 149
LANÇAMENTO
POR HOMOLOGAÇÃO
Art. 150
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RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
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LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO 
 
Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando 
um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre 
matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. 
 
 
COMENTÁRIO: Esse art. 147 trata do lançamento por declaração, aquele em que o sujeito 
passivo atua declarando para a autoridade administrativa informações necessárias para efetuar o 
lançamento. Com base nas informações fornecidas pelo contribuinte, a autoridade providencia o 
lançamento, notificando-o para pagamento. Exemplo: ITBI, ITCMD. 
 
 
 
§ 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir 
tributo, só é admissível mediantecomprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o 
lançamento. 
 
 
COMENTÁRIO: Caso a declaração contenha erros e o contribuinte não consiga retificá-la por já 
ter sido notificado, poderá apresentar impugnação, conforme estudamos no art. 145, I, do CTN. 
 
 
 
§ 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício pela 
autoridade administrativa a que competir a revisão daquela. 
 
 
COMENTÁRIO: Se a autoridade administrativa, ao analisar a declaração prestada pelo 
contribuinte, detectar erros, a retificação ocorrerá de ofício. 
 
 
 
Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de 
bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo regular, arbitrará 
aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os 
esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro 
legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória, administrativa ou 
judicial. 
 
 
EXEMPLO: Bruna adquire imóvel de luxo, por um preço de R$ 5.000.000, mas declara ao fisco 
que a operação foi de R$ 2.000.000, para escapar de uma tributação maior do ITBI. O fisco, ao 
detectar que a declaração do sujeito passivo não merece fé, arbitrará o valor mais próximo da 
realidade. 
 
 
 
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RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
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LANÇAMENTO DE OFÍCIO 
 
O lançamento de ofício está previsto no art. 149, que vamos esquematizá-lo resumindo todos os incisos. 
Caso seja do seu interesse estudá-lo na íntegra, basta acessar o CTN. 
 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO! 
 
Todo e qualquer lançamento está sujeito à revisão de ofício. Dessa forma, ainda que o tributo 
tenha sido originalmente lançado por homologação, é possível que seja revisto de ofício pela 
autoridade administrativa. Além disso, a revisão de ofício do lançamento só pode ser iniciada 
enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública (art. 149, parágrafo único). 
 
 
PELA AUTORIDADE 
ADMINISTRATIVA NOS 
SEGUINTES CASOS:
Quando a lei determinar
Quando a declaração for entregue 
fora do prazo
Deixar de atender pedido de 
esclarecimento da autoridade 
administrativa
Falsidade, erro, inexatidão ou omissão
Omissão ou inexatidão no 
lançamento por homologação
Ação ou omissão que resulte em 
penalidade pecuniária (multas)
Dolo, fraude ou simulação
Fato não conhecido ou não provado
Fraude ou falta funcional da 
autoridade lançadora
O LANÇAMENTO É 
EFETUADO E REVISTO 
DE OFÍCIO
CTN: Art. 149 
@RADEGONDESS 
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RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
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LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO 
 
Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao 
sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, 
opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida 
pelo obrigado, expressamente a homologa. 
 
 
COMENTÁRIO: O lançamento por homologação é aquele em que o sujeito passivo (contribuinte) 
antecipa o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, sendo que esta, ao 
conferir a exatidão dos valores recolhidos, realiza a homologação do pagamento. Exemplos: IPI, 
ICMS, ISS, IR. 
 
 
 
ATENÇÃO! 
 
Não cometa o equívoco de imaginar que o imposto de renda das pessoas físicas (IRPF) é lançado 
por declaração, pelo fato de haver aquela famosa declaração a ser entregue à Receita Federal. 
Repare a diferença: no lançamento por declaração, o contribuinte presta as informações e 
aguarda o lançamento da autoridade fiscal (ex.: ITBI). Por outro lado, no caso do IRPF, o 
contribuinte prepara a declaração, antecipa o pagamento sem prévio exame da autoridade 
administrativa, e esta apenas faz a posterior conferência, homologando o procedimento. 
 
 
 
§ 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição 
resolutória da ulterior homologação ao lançamento. 
 
 
§ 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo 
sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. 
 
 
COMENTÁRIO: O que esse parágrafo quer dizer é que se os atos anteriores à homologação não 
forem validados pela autoridade administrativa, o fisco tem o direito de cobrar eventual 
diferença de ofício (art. 149, V), isto é, o crédito ainda não estará extinto. Ou seja, qualquer ato 
do sujeito passivo antes da homologação pela autoridade fiscal não influi (não tem o condão de 
extinguir) sobre a Obrigação Tributária (OT) que surgiu com o Fato Gerador, ou melhor, a OT 
continua existindo. 
 
 
 
§ 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo 
porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. 
 
 
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RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
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Art. 150 (...) 
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato 
gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se 
homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de 
dolo, fraude ou simulação. 
 
 
COMENTÁRIO: Ocorrendo o pagamento antecipado dos impostos lançados por homologação 
(ex.: IPI, ICMS, ISS) por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de 
eventuais diferenças pelo fisco é de cinco anos a contar do fato gerador. 
 
Aqui vale lembrarmos uma diferença crucial: 
➢ Prazo DECADENCIAL = Prazo para o fisco efetuar o lançamento 
➢ Prazo PRESCRICIONAL = Prazo para o fisco acionar o sujeito passivo na justiça 
 
 
 
Esquematizando a linha do tempo para o art. 150, § 4º, temos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS.: Essa linha do tempo aplica-se tão somente aos lançamentos por homologação que foram 
declarados e pagos pelo sujeito passivo. Todas as outras modalidades de lançamento obedecem 
ao disposto no art. 173, I, do CTN (o início da contagem da decadência começa no primeiro dia do 
exercício seguinte em que o lançamento poderia ter sido efetuado). 
 
 
Nesse contexto, vale destacarmos as súmulas 436 e 555 do STJ. 
 
 
STJ. SÚMULA 436 
 
A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o crédito 
tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco. 
 
 
 
 
 
 
Ocorrência 
do Fato 
Gerador 
5 anos 5 anos 
Prazo para 
pagar ou 
impugnar 
(Regra: 30 dias) 
DECADÊNCIA 
Notificação 
do 
Lançamento 
Definitividade 
do 
Lançamento 
PRESCRIÇÃO 
Ação de 
Execução 
Fiscal 
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RESUMO 08 
 
@RADEGONDESS 
 
13 www.radegondesresumos.com 
 
 
COMENTÁRIO: Ao entregar a declaração, o contribuinte constitui o crédito tributário 
reconhecendo a dívida que tem com o fisco. A consequência disso, para o STJ, é de que cessa a 
contagem do prazo decadencial (prazo para constituir o crédito pelo lançamento) e se inicia a 
contagem do prazo prescricional (prazo para o fisco acionar o sujeito passivo na justiça). 
 
 
 
 
STJ. SÚMULA 555 
 
Quando não houver declaração do débito, o prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir 
o crédito tributário conta-se exclusivamente na forma do art. 173, I, do CTN, nos casos em que a 
legislação atribui ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da 
autoridade administrativa. 
 
 
 
COMENTÁRIO: Nos casos de lançamento por homologação, ou seja, nos casos em que o sujeito 
passivo deve antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, se ele não 
declarar o débito, o início da contagem da decadência começano primeiro dia do exercício 
seguinte em que o lançamento poderia ter sido efetuado (art. 173, I). 
 
 
 
 
INÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO DECADENCIAL 
SUJEITO PASSIVO 
DECLAROU E PAGOU 
SUJEITO PASSIVO 
NÃO DECLAROU 
SUJEITO PASSIVO 
DECLAROU E NÃO PAGOU 
CTN: Art. 150, § 4º STJ. SÚMULA 555 STJ. SÚMULA 436 
O prazo DECADENCIAL 
para o lançamento de 
eventuais diferenças pelo 
fisco é de 5 anos a contar 
do FATO GERADOR. 
O prazo DECADENCIAL para 
o lançamento pelo fisco é 
de 5 anos a contar do 
primeiro dia do exercício 
seguinte em que o 
lançamento poderia ter 
sido efetuado. 
Cessa a contagem do 
prazo decadencial e se 
inicia a contagem do prazo 
PRESCRICIONAL. 
 
 
 
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RESUMO 08 
 
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CADERNOS DE QUESTÕES 
 
Galera, terminamos nosso resumo! Agora você precisa estudar as questões. Faça uma assinatura em 
algum site de questões. Existem vários no mercado, mas nós recomendamos o TEC CONCURSOS, pois 
ele possui diversas ferramentas que ajudam a diagnosticar seu desempenho no decorrer da sua 
preparação. 
 
 
AVISO 01: Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com 
alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim 
de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!? 
 
 
 
AVISO 02: Estude com calma (qualidade) as questões e não se esqueça de “favoritar” também as que 
você errar ou ficar com dúvidas, pois, quando for efetuar sua revisão, o reestudo do comentário do 
professor e dos alunos, no fórum dessas questões “favoritas”, deverá ser seu foco. 
 
 
AVISO 03: Para não perder tempo, quando estiver no fórum dos alunos, procure pelos dois comentários 
com maior número de curtidas, leia-os com calma (procure entender) e depois avance para a próxima 
questão. Somente procure por algum outro comentário caso ainda não tenha entendido a questão. 
 
 
AVISO 04: Se você possui assinatura em algum outro site de questões que não seja o TEC CONCURSOS, 
monte seu caderno com os assuntos estudados neste PDF. 
 
 
AVISO 05: Se você possui a assinatura do TEC CONCURSOS, escolha a banca do seu concurso e clique no 
link abaixo para abrir o caderno de questões do assunto estudado. 
 
CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO 
LINKS BANCA 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giQE CEBRASPE 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giQi FCC 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giQu FGV 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giRC VUNESP 
 
Forte abraço e até a próxima! 
Caso a sua plataforma não seja a do TEC 
CONCURSOS, procure anotar em algum lugar 
as questões que te deixaram com dúvidas. 
Elas devem ser revisadas periodicamente. 
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https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giQu
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2giRC

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