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1 - Noite - Curitiba - Questões - Direito das Coisas 1) Sobre os direitos reais, analise as assertivas abaixo: I – Os direitos reais não podem ser objeto de renúncia pelo seu titular. II – Nos direitos reais o próprio bem responde pelo inadimplemento da obrigação. III – O princípio do absolutismo estabelece que o titular de um direito real pode fazer o que bem entender com ele, sem possibilidade de serem impostas restrições legais ao uso do bem. IV – Os direitos reais, via de regra, se extinguem pelo decurso do tempo, de modo que a ausência de utilização de um bem por mais de 10 anos leva à sua automática perda em favor do Estado. Assinale a alternativa correta: Apenas a assertiva II é verdadeira. Todas as assertivas são verdadeiras. Apenas as assertivas I, II e IV são verdadeiras. Apenas a assertiva I é verdadeira. Apenas as assertivas I e IV são verdadeiras. Maria é proprietária de uma unidade em um condomínio residencial. Ela deixou de pagar as taxas condominiais referentes aos últimos três anos. O síndico do condomínio notificou Maria por escrito sobre a sua dívida, mas ela não quitou o débito até o momento. Diante da impossibilidade de quitação, Maria resolve vender o imóvel, o qual foi comprado por João. Considerando que os débitos condominiais são obrigações propter rem, também chamadas de “obrigações ambulatoriais”, assinale a alternativa correta: João poderá ter a sua unidade penhorada para pagamento da dívida. O condomínio somente poderá realizar a cobrança das taxas condominiais de Maria. O condomínio somente poderá realizar a cobrança das taxas condominiais de João. João não sofrerá nenhuma consequência legal, pois a dívida é de responsabilidade do proprietário anterior. Maria poderá ser multada pelo síndico do condomínio, mas não terá que pagar a dívida em si, pois já realizou a venda do imóvel. Ricardo e João são vizinhos em um condomínio de casas. Devido à amizade de ambos, Ricardo permite que João utilize a piscina da sua casa com frequência, de forma gratuita, inclusive na sua ausência. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: João possui a posse precária da piscina. João possui a posse indireta ou mediata da piscina. João possui a posse de má-fé da piscina. João possui a posse ad usucapionem da piscina. João não possui a posse da piscina. Mévio cedeu em comodato um apartamento de sua propriedade para João, amigo de longa data que estava desempregado. Contudo, estabeleceu que o amigo poderia ficar apenas um mês no imóvel, pois pretendia alugar o apartamento para um terceiro interessado. Ocorre que, passado o prazo concedido por Mévio, João não arrumou um emprego e se recusa a sair do imóvel, pois alega que não tem para onde ir. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: João possui a mera detenção do imóvel, tendo a posse de boa-fé transmutado para mera detenção. Mévio não detém a posse do imóvel, pois quem detém o domínio fático do imóvel é João. João possui a posse clandestina do imóvel, pois está vencido o prazo para sua permanência regular no imóvel. João possui a posse precária do imóvel, tendo ocorrido a conversão da posse de boa-fé em posse de má-fé. João possui a posse justa do imóvel, pois não foi obtida com violência ou clandestinidade. Frangélico, sabendo que sua vizinha, Claudeonice, estava viajando e ficaria um mês na Europa, resolveu invadir a sua residência, uma vez que o imóvel é muito confortável e possui piscina, sauna e cinema. Frangélico ingressou pelos fundos da residência, durante o horário de trabalho dos demais vizinhos, sem que alguém o visse, e desde então passou a utilizar o imóvel de Claudeonice como se fosse seu. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: Frangélico possui a mera detenção do imóvel, uma vez que não possui o domínio fático sobre o bem. Frangélico possui a posse precária do imóvel, pois foi obtida com abuso de confiança de Claudeonice. Frangélico possui a posse justa do imóvel, pois não foi obtida de forma violenta. Frangélico possui a posse clandestina do imóvel, pois foi obtida de modo sorrateiro. Frangélico não detém a posse do imóvel, pois a invasão de residência configura ato ilícito e não gera qualquer direito possessório. João adquiriu uma casa de praia de um vendedor que se apresentou como proprietário. João tomou posse do imóvel imediatamente após a compra e começou a desfrutá-lo. Um ano depois, Marcos, o verdadeiro proprietário, apareceu e exigiu a restituição da propriedade, alegando que o vendedor não era o real proprietário e que João teria sido vítima de um golpe. Durante o período em que esteve na posse da propriedade, João alugou o imóvel para Ana e também realizou obras na residência, como conserto do telhado, colocação de ar condicionado e construção de uma piscina. Com base no caso apresentado, assinale a alternativa correta: João é possuidor de boa-fé e tem direito de ficar com o valor dos alugueis recebidos e pode exigir de Marcos indenização por todas as obras realizadas no imóvel. João é possuidor de má-fé, pelo que deve repassar os valores recebidos de aluguel para Marcos e não terá direito à indenização pelas benfeitorias realizadas na residência. João é possuidor de boa-fé, mas não tem direito à indenização pelas obras realizadas e deve repassar os valores recebidos de aluguel para Marcos. João é possuidor de boa-fé e tem direito de ser indenizado por Marcos em relação ao conserto do telhado e o ar condicionado instalado, mas não tem direito de ficar com os valores recebidos de aluguel. João é possuidor de boa-fé e tem direito de ficar com o valor dos alugueis recebidos, porém não pode exigir de Marcos que o indenize em relação à piscina construída. Resposta correta João é possuidor de boa-fé e tem direito de ficar com o valor dos alugueis recebidos, porém não pode exigir de Marcos que o indenize em relação à piscina construída. João emprestou sua bicicleta para Pedro, que a utilizou por um período de seis meses. Durante esse período, Pedro realizou diversas melhorias na bicicleta, como a troca dos pneus e da borracha dos freios, já que os existentes estavam muito velhos e sem funcionamento adequado. Ao fim dos seis meses, João solicitou a devolução da bicicleta, porém Pedro sustentou que tem o direito de ser indenizado pelas melhorias realizadas. João ficou indignado com a situação, pois não solicitou a troca dos pneus e freios, bem como por entender absurdo a cobrança de quaisquer valores, uma vez que Pedro ficou 6 meses utilizando a bicicleta de forma gratuita. Diante do impasse, Pedro se recusou a devolver a bicicleta, alegando ter direito de retenção da bicicleta em razão das melhorias realizadas. Diante disso, João procura um advogado para entender seus direitos. Considerando a situação acima, assinale a alternativa correta: Pedro não tem direito de condicionar a devolução da bicicleta à indenização das melhorias realizadas, uma vez que João é o proprietário legítimo da bicicleta e tem o direito de reavê-la. Caso João não indenize as melhores realizadas na bicicleta, Pedro poderá vender o bem para ressarcir os valores dispensados com as melhorias. Pedro não tem direito de cobrar indenização pelas melhorias realizadas, uma vez que João não solicitou que fossem trocados os pneus e borracha dos freios. Pedro tem direito de ficar com a posse da bicicleta até ser indenizado pelas melhorias realizadas, não podendo utilizar o bem nesse período. João tem o direito de reaver imediatamente a bicicleta, sem ter que indenizar as melhorias realizadas, e poderá cobrar indenização de Pedro por ter feito modificações na bicicleta sem a sua solicitação. Resposta correta Pedro tem direito de ficar com a posse da bicicleta até ser indenizado pelas melhorias realizadas, não podendo utilizar o bem nesse período. Ana Maria cedeu em comodato uma casa que fica nos fundos do seu quintal para Luiza, por um período de 1 mês. Após o período, Ana Maria exigiu a devolução do imóvel, porém Luiza alegou que estava desempregada e permaneceu na área por 1ano e 4 meses, até que conseguiu um excelente emprego e saiu do local. Ocorre que, nos 12 meses anteriores a devolução, o imóvel começou a apresentar sinais de deterioração, como rachaduras nas paredes e infiltrações no telhado. Considerando o caso em questão, assinale a alternativa correta: Ana Maria tem direito de pleitear indenização de Luiza pelas deteriorações ocorridas no bem, pois a posse desta era de má-fé quando ocorreu a deterioração do bem. Ana Maria não tem direito de pleitear indenização de Luiza pelas deteriorações ocorridas no bem, pois a posse desta era de boa-fé quando ocorreu a deterioração do bem. Ana Maria não tem direito de pleitear indenização de Luiza pelas deteriorações ocorridas no bem, pois as deteriorações teriam ocorrido mesmo que o bem estivesse em posse de Ana Maria. Ana Maria não tem direito de pleitear indenização de Luiza pelas deteriorações ocorridas no bem, pois sempre cabe ao proprietário o dever de arcar com as despesas de reparação dos danos causados aos seus bens. Ana Maria tem direito de pleitear indenização de Luiza pelas deteriorações ocorridas no bem, pois a recusa ilegítima na devolução do imóvel leva à sua responsabilização por todos os danos que o bem venha a sofrer. Caso um fazendeiro tenha sua propriedade invadida por terceiros, porém consiga permanecer na área e se recuse a sair do imóvel, estaremos diante de qual situação possessória: Turbação da posse, cabendo o manejo de ação de manutenção da posse. Turbação da posse, cabendo o manejo de ação de interdito proibitório. Ameaça da posse, cabendo o manejo de ação de reintegração de posse. Esbulho da posse, cabendo o manejo de ação de manutenção da posse. Esbulho da posse, cabendo o manejo de ação de reintegração de posse. Thais comprou um apartamento em um leilão realizado pela Caixa Econômica Federal. Contudo, os antigos possuidores, que residem no imóvel, se recusam a sair consensualmente do bem. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: Thais poderá utilizar-se da legítima defesa para obter a posse do imóvel. Thais poderá manejar ação de reintegração de posse para obter a posse do imóvel. Thais poderá manejar ação dano infecto para obter a posse do imóvel. Thais poderá manejar ação reivindicatória para obter a posse do imóvel. Thais poderá utilizar-se do desforço imediato para obter a posse do imóvel. Juliana perdeu seu cachorrinho de estimação chamado Xicória. O animal foi encontrado por Luzia, a qual acreditava ser um cão sem dono. Após vários dias de buscas pelo bairro, Juliana descobre que o animal estava na casa de Luzia, a qual se recusa a devolver Xicória para Juliana. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: Xicória deverá ficar com Juliana enquanto ambas discutem judicialmente a quem pertence o animal. Xicória deverá ficar com Luzia enquanto ambas discutem judicialmente a quem pertence o animal. Xicória deverá ficar com um tutor judicial enquanto ambas discutem judicialmente a quem pertence o animal. Juliana poderá utilizar-se da legítima defesa para reaver o animal. Juliana deverá ingressar com ação de interdito proibitório para reaver o animal. Indiara é proprietária de uma casa residencial que se encontrava desocupada na cidade de Curitiba. Durante uma viagem de 6 meses para o Rio de Janeiro, o imóvel foi invadido por vizinhos, que passaram a ocupar de forma clandestina o bem. Faz 5 meses que os vizinhos encontram-se ocupando o imóvel. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: Para reaver a posse do bem, Indiara poderá manejar ação de força nova, que seguirá procedimento especial do CPC. Para reaver a posse do bem, Indiara poderá manejar ação de força velha, que seguirá procedimento comum do CPC. Caso manejada ação de reintegração de posse, poderá o juiz deferir ou não ordem liminar de reintegração de posse. Indiara não poderá pleitear no bojo da ação de reintegração de posse a condenação dos invasores em perdas e danos, devendo o pedido ser manejado em ação judicial própria. Indiara poderá manejar a ação de reintegração de posse no foro de Curitiba ou do Rio de Janeiro. Resposta correta Para reaver a posse do bem, Indiara poderá manejar ação de força nova, que seguirá procedimento especial do CPC. 3 - Noite - Curitiba - Questões - Direito das Coisas Total de pontos8/12 Sobre o direito de propriedade, analise as assertivas abaixo: I – Dentre os 4 atributos do direito de propriedade, a faculdade de gozar ou fruir da coisa (ius fruendi) estabelece o direito do proprietário de usar a coisa como bem entender, desde que respeite as limitações estabelecidas legalmente. II – Dentre os 4 atributos do direito de propriedade, a faculdade de dispor (ius disponendi) permite que o proprietário disponha dos seus bens como bem entender, sendo vedada qualquer restrição legal. III - Nu proprietário é o titular do domínio (proprietário), ou seja, é aquele que tem o bem em seu nome, não possuindo os atributos do direito de propriedade de uso e fruição. IV – A pessoa que possui o direito de usar e gozar de um bem, mas não é titular da coisa (proprietário), possui apenas o seu domínio útil. Assinale a alternativa correta: 1/1 Apenas a assertiva II é verdadeira. Todas as assertivas são verdadeiras. Apenas as assertivas I, II e III são verdadeiras. Apenas as assertivas I, III e IV são verdadeiras. Apenas as assertivas III e IV são verdadeiras. Ricardo e Mateus são proprietários de fazendas contíguas. Na área de Ricardo existem várias nascentes, que formam um pequeno córrego, o qual atravessa a área de Mateus. Mateus usa as águas do córrego para regar algumas hortaliças. Após uma briga entre os vizinhos, Ricardo decide desviar o curso do rio dentro da sua propriedade, visando cortar o fornecimento de água para o imóvel do vizinho. Como consequência, as plantas de Mateus morrem por falta de irrigação, trazendo prejuízo financeiro de pequena monta. Diante do caso em questão e o ordenamento jurídico brasileiro, assinale a alternativa correta: 1/1 A conduta de Ricardo é permitida pelo ordenamento jurídico, visto que o seu direito de propriedade é absoluto e permite ao proprietário desfrutar da coisa como bem entender. A conduta de Ricardo é permitida pelo ordenamento jurídico, mas caberá fixação de indenização em favor Ricardo. A conduta de Ricardo é vedada pelo ordenamento jurídico, eis que se trata de exercício irregular do direito de propriedade. A conduta de Ricardo é permitida pelo ordenamento jurídico, pois o corte no fornecimento de água foi justificado. A conduta de Ricardo é permitida pelo ordenamento jurídico, considerando que gerou prejuízos de pequena monta. João e Lucas são proprietários de imóveis ribeirinhos ao Rio das Moscas, rio particular, não navegável, localizado no oeste do Estado do Paraná. João possui uma área de 100 hectares na margem do lado esquerdo do rio e Lucas possui uma área de 15 hectares na margem do lado direito do rio. As propriedades fazem divisa uma com a outra, sendo cortadas pelo rio. Em determinado local do rio, onde do lado esquerdo fica a propriedade de João e do lado direito a propriedade de Lucas, formou-se naturalmente uma ilha, exatamente no meio do rio, ou seja, na linha média do leito até cada uma das margens. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 A ilha pertence a João, pois a sua propriedade é incorporada ao imóvel ribeirinho de maior área. A ilha pertence a Lucas, pois a sua propriedade é incorporada ao imóvel ribeirinho de menor área. A ilha pertence a Lucas e João, devendo ser incorporada aos terrenos ribeirinhos fronteiros de ambas as margens, na proporção de suas testadas, até a linha que dividir o álveo em duas partes iguais. A ilha não pertence a ninguém, sendo considerada res nullius ou coisas sem dono. A ilha pertence ao Estado. Elias é proprietário de um terreno ribeirinho, que fica na margem do Rio Solimões, rio Navegável no Oeste do Amazonas. Devido às fortes chuvas prolongadas que ocorreram no Brasil no ano de 2022, o rio que passa na lateraldo seu imóvel acabou trazendo terra e areia para a margem da sua propriedade, fazendo surgir nova área de terras pelo acúmulo do material. O rio, nesse período, subiu o volume de suas águas. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 A União é proprietária da área de terras que surgiu nas margens do terreno de Elias. A área de terras que surgiu nas margens do terreno de Elias não pertence a ninguém, sendo considerada res nullius ou coisas sem dono. Elias é proprietário da área de terras que surgiu nas margens do seu terreno, ocorrendo a sua aquisição mediante fenômeno denominado aluvião impróprio. Elias é proprietário da área de terras que surgiu nas margens do seu terreno, ocorrendo a sua aquisição mediante fenômeno denominado aluvião próprio. Elias é proprietário da área de terras que surgiu nas margens do seu terreno, ocorrendo a sua aquisição mediante fenômeno denominado avulsão. Joana e Vinicius possuem união estável. Pedro, pai de Vinicius e sogro de Joana, autorizou, a título gratuito, que ambos construíssem uma casa na parte dos fundos do seu terreno. O valor da construção é menor que o valor do terreno e da residência de Pedro. Devido a uma briga familiar por política, Joana e Vinicius resolveram se mudar do local. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 Pedro adquiriu a propriedade da casa construída por Joana e Vinicius, os quais não têm direito à indenização. Pedro adquiriu a propriedade da casa construída por Joana e Vinicius, os quais têm direito à indenização. Pedro, Joana e Vinicius tornaram-se coproprietários do terreno. Nessa situação, não havendo acordo, Joana e Vinicius adquirirão a propriedade do terreno mediante pagamento da indenização fixada pelo juiz. Joana e Vinicius não possuem direito à indenização por terem se mudado do local. Assinale qual dos requisitos abaixo é dispensável em algumas modalidades de usucapião: 1/1 Posse mansa e pacífica. Posse com intenção de dono (animus domini). Não ser proprietário de outro imóvel urbano ou rural. Posse justa. Posse contínua e duradoura, em regra, e com determinado lapso temporal. Não sendo proprietário de imóvel anteriormente, Daniel passou a ocupar, com a sua família, como seu, no ano de 2005, imóvel localizado em área urbana de Brasília, com 200 metros quadrados. Ali estabeleceu sua moradia habitual, tornando pública a posse. O imóvel era de propriedade de Ricardo, o qual faleceu em 2012, deixando como única herdeira sua filha Amanda, a qual possuía 1 ano de idade. No ano de 2018, Daniel propôs ação de usucapião contra o Espólio de Ricardo, o qual é representado por Amanda. 0/1 Cabível no caso a ação de usucapião ordinária, já que Daniel possui a posse do imóvel de forma mansa, pacífica, ininterrupta e com animus domini por 10 anos. Cabível no caso a ação de usucapião extraordinária por posse-trabalho, já que Daniel possui a posse do imóvel de forma mansa, pacífica, ininterrupta, com animus domini e moradia habitual por 10 anos. Cabível no caso a ação de usucapião especial urbana, já que Daniel possui a posse do imóvel de forma mansa, pacífica, ininterrupta, com animus domini e moradia habitual por 5 anos, não sendo proprietário de outro imóvel urbano ou rural. Cabível no caso a ação de usucapião familiar, já que Daniel possui a posse do imóvel de forma mansa, pacífica, ininterrupta, com animus domini e moradia habitual por 2 anos. Incabível no caso qualquer modalidade de usucapião, já que Daniel embora possua a posse do imóvel de forma mansa, pacífica, ininterrupta e com animus domini, não houve a contagem do prazo da prescrição aquisitiva suficiente para usucapir o bem. Resposta correta Cabível no caso a ação de usucapião especial urbana, já que Daniel possui a posse do imóvel de forma mansa, pacífica, ininterrupta, com animus domini e moradia habitual por 5 anos, não sendo proprietário de outro imóvel urbano ou rural. Gilberto comprou, em janeiro de 2015, mediante compromisso de compra e venda, um apartamento de 200 m2, localizado em área urbana de Curitiba, de Alan, que se apresentou como proprietário do imóvel. Gilberto passou a residir no imóvel com posse mansa, pacífica, ininterrupta e com animus domini, tendo feitos diversas melhorias no bem, como reforma da parte elétrica e hidráulica, as quais estavam comprometidas. Ocorre que João, o verdadeiro proprietário, ajuizou ação, em 2022, para reaver a posse do imóvel. Só então, Gilberto descobriu que fora vítima de uma fraude, pois Alan havia falsificado os documentos para induzi-lo a erro. Gilberto não possui outro imóvel urbano ou rural e jamais adquiriu anteriormente algum bem por usucapião. Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta: 0/1 O ajuizamento de ação possessória fez com que a posse de Gilberto deixasse de ser mansa e pacífica, inviabilizando a usucapião do bem. Gilberto poderá contestar a ação de João, alegando como matéria de defesa a aquisição da propriedade pela usucapião extraordinária por posse-trabalho. Gilberto não poderá usucapir o bem, porém terá direito de cobrar de João indenização pelas benfeitorias realizadas no imóvel. Gilberto poderá contestar a ação de João, alegando como matéria de defesa a aquisição da propriedade pela usucapião especial urbana. Gilberto não poderá usucapir o bem e não terá direito à indenização pelas reformas realizadas no imóvel. Resposta correta Gilberto poderá contestar a ação de João, alegando como matéria de defesa a aquisição da propriedade pela usucapião especial urbana. Maria ocupou, em janeiro de 2005, terreno em área rural de 100 hectares abandonado. Cercou a área, pagou impostos e passou a cuidar do local, muito embora não tenha estabelecido moradia habitual ou dado finalidade econômica para terra. Maria exerceu posse mansa, pacífica, ininterrupta e com animus domini até 2013, quando realizou, por escritura pública, cessão de direitos possessórios para Roberto, o qual passou a morar no imóvel e a realizar o manejo de soja, exercendo posse mansa, pacífica, ininterrupta e com animus domini. No ano de 2018, Roberto propõe ação de usucapião contra Dolores, maior e capaz, proprietária registral do imóvel. Considerando o caso em questão, assinale a alternativa correta. 0/1 Cabível no caso a ação de usucapião ordinária regular ou comum, já que Roberto poderá somar a sua posse a posse de Maria e restará cumprido o prazo de 10 anos. Cabível no caso a ação de usucapião extraordinária regular ou comum, já que Roberto poderá somar a sua posse a posse de Maria e restará cumprido o prazo de 10 anos. Cabível no caso a ação de usucapião constitucional agrária ou especial rural, já que o imóvel é rural e Roberto permaneceu na posse do imóvel pelo prazo de 5 anos. Cabível no caso a ação de usucapião extraordinária por posse-trabalho, já que Roberto poderá somar a sua posse a posse de Mária e restará cumprido o prazo de 10 anos. Incabível no caso qualquer modalidade de usucapião, já que Roberto não completou o prazo prescricional suficiente para usucapir o bem. Resposta correta Incabível no caso qualquer modalidade de usucapião, já que Roberto não completou o prazo prescricional suficiente para usucapir o bem. Mévio caminhava pelo calçadão da rua XV de Novembro, em Curitiba, quando localizou uma carteira perdida com R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Mévio buscou localizar o proprietário, porém não conseguiu obter qualquer forma de contato. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 Diante da ausência de localização do proprietário, Mévio adquirirá a propriedade da carteira por meio da ocupação. Diante da ausência de localização do proprietário, Mévio adquirirá a propriedade da carteira por meio da descoberta. Diante da ausência de localização do proprietário, a carteira deverá ser vendida em hasta pública e o valor deverá ser entregue para Mévio. Mévio terá direito a uma recompensa pela localização da carteira. Diante da ausência de localização do proprietário, a carteira deverá ser vendida em hasta pública e o valor entreguepara uma instituição de caridade. Marilia, solteira, maior e capaz, recebeu por herança uma casa situada na zona rural do município de Xiririca da Serra. O imóvel estava completamente destruído e ficava localizado em uma região muito perigosa, por sofrer constantes invasões de grupos armados. Diante disso, Marilia, que é a única herdeira do bem, resolveu abandonar o imóvel, com a intenção de não mais o conservar em seu patrimônio. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 0/1 O imóvel poderá, após 3 anos, passar à propriedade da União. O imóvel deverá ser leiloado em hasta pública e, deduzidas do preço as despesas com o leilão, pertencerá o remanescente à União. O imóvel poderá, após 3 anos, passar à propriedade do município de Curitiba. O imóvel deverá ser leiloado em hasta pública e, deduzidas do preço as despesas com o leilão, pertencerá o remanescente a Marilia. O imóvel permanecerá indefinidamente como propriedade de Marilia, pois o direito de propriedade é perpetuo e não admite renúncia. Resposta correta O imóvel poderá, após 3 anos, passar à propriedade da União. Jaqueline emprestou o carro de Agnaldo, seu melhor amigo. Contudo, Agnaldo faleceu e não deixou herdeiros conhecidos. Jaqueline continua na posse do veículo, de forma mansa, pacífica e com animus domini, utilizando-o para suas atividades diárias. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 Jaqueline poderá adquirir a propriedade do veículo por usucapião ordinário, no prazo de 2 anos. Jaqueline poderá adquirir a propriedade do veículo por meio da descoberta. Jaqueline não poderá adquirir a propriedade do veículo por usucapião, pois a aquisição por usucapião restringe-se aos bens imóveis. Jaqueline não poderá adquirir a propriedade do veículo por usucapião, pois as coisas abandonadas devem passar à propriedade do Município em cuja circunscrição se encontra o objeto. Jaqueline poderá adquirir a propried 4 - Noite - Curitiba - Questões - Direito das Coisas Total de pontos5/6 João é proprietário de uma casa em um bairro residencial. Ele é músico e toca bateria todos os dias no período das 10h às 18h. No entanto, isso tem gerado reclamações constantes de seus vizinhos, que se queixam do barulho excessivo e das dificuldades para trabalhar, ver TV e até mesmo conversar dentro de suas casas. Alguns vizinhos já fizeram até mesmo uma petição para que as autoridades tomem providências. Diante da situação, João argumenta que tem o direito de usar a propriedade da maneira que melhor lhe convier, inclusive treinando bateria, pois a sua profissão é de músico. Ele afirma que a sua propriedade é um espaço privado, no qual ele deve ser livre para fazer o que quiser. Por outro lado, seus vizinhos alegam que João está prejudicando o sossego e a saúde de todos. Nesse contexto, assinale a afirmativa correta: * 1/1 Os vizinhos não poderão exigir judicialmente que João reduza o barulho decorrente da sua profissão, pois o direito ao trabalho é um direito fundamental. Os vizinhos poderão exigir judicialmente que João mude de residência. Os vizinhos poderão exigir judicialmente que João reduza o barulho, ou elimine o barulho, por meio da instalação de isolamentos acústicos. Os vizinhos não poderão exigir a redução do som, eis que a lei do silêncio veda ruídos apenas das 22h até às 7h horas. Os vizinhos somente poderão pleitear indenização pelos incômodos causados por João. O Sr. José possui uma casa com um belo jardim em um bairro tranquilo. Ao lado de sua propriedade, mora o Sr. João, que tem uma laranjeira, a qual tem crescido e espalhado suas raízes para além dos limites da propriedade do Sr. João e invadido o terreno do Sr. José. O problema é que essas raízes estão causando sérios danos na tubulação da casa do Sr. José, que já gastou muito dinheiro para tentar solucionar o problema. Inconformado com a situação, o Sr. José decidiu tomar uma atitude. Ele sabe que a árvore pertence ao Sr. João e deseja fazer de algum modo cessar os transtornos causados pelas raízes da árvore. Diante desse caso concreto, qual é a alternativa correta? * 1/1 O Sr. José não pode cortar as raízes da árvore do Sr. João, mesmo que as raízes estejam causando danos à sua propriedade, por expressa vedação legal. O Sr. José pode cortar as raízes da árvore que invadem o seu imóvel somente se houver prévia e expressa autorização do Sr. João, proprietário da árvore. O Sr. José pode cortar as raízes da árvore do Sr. João que invadem o seu imóvel, desde que notifique o proprietário da árvore com antecedência mínima de 15 dias, comprovando a necessidade da ação por meio de um laudo técnico. O Sr. José pode cortar a árvore do Sr. João, independente de prévia notificação ou concordância de João. O Sr. José pode cortar as raízes da árvore do Sr. João que invadem o seu terreno, até a linha divisória do imóvel, independente de prévio consentimento do Sr. João. Em uma cidadezinha tranquila, vivia João, um empresário bem-sucedido que possuía um terreno em uma região isolada da cidade, cercada por montanhas e vegetação exuberante. Após anos de trabalho árduo, João decidiu se aposentar e aproveitar a tranquilidade do campo, construindo uma linda casa na área isolada. Ocorre que, o acesso ao imóvel é muito tortuoso, tendo João que contornar as montanhas para chegar ao imóvel, cujo trajeto demora mais de 1 hora. Contudo, caso João utilize uma estrada que existe no terreno de Maria, conseguiria chegar no seu imóvel em menos de 15 minutos. Ocorre que, ao perguntar para Maria se poderia utilizar a estrada, foi surpreendido com um “não”. Desesperado, João procurou um advogado para ajudá-lo a resolver a situação. Após uma análise minuciosa do caso, o advogado explicou a João que, de acordo com o Código Civil Brasileiro, a passagem forçada é um mecanismo previsto no Código Civil e pode ser solicitada desde que sejam cumpridos alguns requisitos. Diante disso, qual é a alternativa correta sobre a obrigatoriedade do fornecimento de passagem? * 1/1 Maria tem o direito de negar a passagem pelo seu terreno, pois não há obrigatoriedade de fornecer passagem forçada no caso em questão. B) João tem o direito de exigir a passagem forçada, desde que pague uma indenização justa a Maria pela passagem. C) O juiz pode conceder a passagem forçada, pois nesse caso o único acesso existente é muito oneroso, trazendo prejuízos a João. D) João tem o direito de exigir a passagem forçada, sendo desnecessário pagar qualquer indenização para Maria, pois a área continuará como propriedade de Maria. E) Para Maria poder negar a fornecer passagem forçada, terá que provar que a passagem de João pelo seu imóvel pode colocar em risco a sua família. Carlos possui um terreno localizado em um bairro residencial e deseja construir uma casa. Ocorre que, a saída de esgoto do imóvel precisa passar por baixo do terreno de Amanda, pois não há outro local que a canalização possa passar para chegar até a galeria de esgoto que fica na rua. No entanto, Amanda, que trabalha como terapeuta enérgica, se recusa a permitir a passagem do cano de esgoto em seu terreno, alegando que isso prejudicará a valorização do seu imóvel e também pode causar “desequilíbrio energético” na sua residência, na medida em que as vezes do vizinho passarão pela canalização por debaixo do seu quarto, trazendo energias negativas para o ambiente. Com base no caso em questão, assinale a alternativa correta: * 1/1 A passagem do cano de esgoto é obrigatória, independente de pagamento de indenização para Amanda. A passagem do cano de esgoto é facultativa, pois ninguém pode ser obrigado a tolerar a passagem de cano de esgoto sob sua propriedade. A passagem do cano de esgoto é obrigatória somente se houver acordo entre as partes envolvidas, não havendo qualquer imposição legal. A passagem do cano de esgoto é obrigatória, cabendo o pagamento de indenização para Amanda. A passagem do cano de esgoto poderia ser exigida judicialmente, porém presente no caso justificativa suficiente para o indeferimento do pedido. João, Maria,Ricardo e Jaqueline possuem terrenos contíguos devidamente registrado em cartório, os quais não possuem marcas divisórias. O terreno de João confronta nos fundos com o de Maria e nas laterais com o de Ricardo do lado esquerdo e Jaqueline do lado Direito. João decidiu construir uma casa e morar no local. Ocorre que, João possui um cachorro, Tody, e necessita murar seu imóvel para que o animal não escape. Contudo, João, que gastou quase todas suas reservas financeiras com a construção da casa, não possui dinheiro suficiente para murar todo imóvel. Diante disso, João procurou os vizinhos e propôs que cada um arcasse com a metade do valor do muro que fizesse divisa com a sua propriedade. Ocorre que, os vizinhos não desejam murar seus imóveis, pois na região os imóveis sem divisões são mais valorizados, bem como recusam contribuir com qualquer quantia para criação das divisas. Considerando o caso em questão, assinale a alternativa correta: * 1/1 João tem o direito de construir o muro divisório, mas, por ser o único interessado, deve arcar sozinho com todas as despesas da obra. Maria, Ricardo e Jaqueline possuem o direito de impedir a construção do muro divisório, já que os terrenos sem divisões são mais valorizados. João tem o direito de construir o muro divisório e pode exigir que cada vizinho contribua com as despesas da construção do muro que faz divisa com o seu imóvel. Maria, Ricardo e Jaqueline tem o dever de contribuir financeiramente com a construção do muro divisório, mas apenas se concordarem com a construção do muro. João tem o direito de construir o muro divisório, porém terá que indenizar os vizinhos pela desvalorização dos seus imóveis. Genoveva, que reside em área urbana, construiu uma janela na cozinha da sua casa, cujo objetivo era trazer mais luminosidade e, consequentemente, economizar energia elétrica com o uso de iluminação artificial. Contudo, a janela foi construída a uma distância perpendicular de 1 metro de um imóvel lindeiro, de propriedade de Claudeonice. A janela fica situada 10 cm abaixo do topo de um muro que divide os imóveis, impedindo a visão direta para o terreno de Claudeonice. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: * …/1 Genoveva não violou qualquer norma de vizinhança, tendo em vista que a parede de tijolos de vidro translúcido pode ser levantada a menos de metro e meio do imóvel vizinho. Genoveva violou as normas de vizinhança, pois é defeso construir paredes de tijolos translúcidos a menos de metro e meio do imóvel vizinho. Claudeonice poderá, no lapso de até ano e dia após a conclusão da obra, exigir que se desfaça a parede. Claudeonice poderá, a qualquer tempo, exigir que se desfaça a parede, não se sujeitando a qualquer prazo prescricional ou decadencial. Claudeonice não poderá exigir que se desfaça a parede de tijolos de vidro translúcido, mas poderá pleitear indenização de Genoveva pela construção irregular. Nenhuma resposta correta 4 - Quarta - Noite - Curitiba - Questões - Direito das Coisas Total de pontos8/10 Atenção: após o envio do formulário não é possível editar as respostas. Portanto, responda quando tiver certeza da alternativa correta. Quando existem vários herdeiros, a herança, antes da partilha, é um exemplo de condomínio: 1/1 Voluntário. Eventual. Edilício. Convencional. Particular. Daniel, Felipe, Luzardo e Ricardo são proprietários, em condômino, de um apartamento. Os condôminos possuem as seguintes frações do imóvel: i) Daniel 25%; ii) Felipe 45%; iii) Luzardo 20% e iv) Ricardo 10%. Daniel deseja vender sua parte. Rafaela, uma amiga muito próxima de Daniel, possui interesse em comprar a parte do imóvel de Daniel. Ocorre que os demais condôminos, Felipe, Luzardo e Ricardo, ao tomarem conhecimento do interesse na venda, manifestam o desejo de adquiri-la, cada um oferecendo o mesmo preço que Rafaela estava disposta a pagar. Nenhum dos condôminos possui benfeitorias no apartamento. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 0/1 Daniel poderá vender sua parte à Rafaela, pois foi a primeira que manifestou vontade em adquiri-la. Daniel não poderá vender sua parte à Rafaela e, com relação aos condôminos, poderá escolher vender para qualquer um dos demais condôminos. Daniel não poderá vender sua parte à Rafaela e, com relação aos condôminos, deverá vender para Ricardo. Daniel não poderá vender sua parte à Rafaela e, com relação aos condôminos, deverá vender para Felipe. Poderá vender sua parte para Rafaela ou a qualquer um dos condôminos, a seu critério. Resposta correta Daniel não poderá vender sua parte à Rafaela e, com relação aos condôminos, poderá escolher vender para qualquer um dos demais condôminos. Gabrielle, Alfredo e Marcos herdaram, do seu falecido genitor, há cerca de um ano, um imóvel residencial. Antes de realizar a partilha do bem, Gabrielle contratou a empresa “Doce Faxina” para realizar a limpeza do imóvel, que estava extremamente sujo, e, em seguida, realizou a locação do bem para terceiro. Cabe ressaltar que Alfredo e Marcos nunca cuidaram ou zelaram da residência. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 A empresa “Doce Faxina” poderá realizar a cobrança pelos serviços de limpeza de qualquer um dos condôminos, tendo em vista que a obrigação é de responsabilidade solidária de todos os condôminos. Gabrielle terá direito à integralidade dos alugueis recebidos, pois Alfredo e Marcos não zelaram ou cuidaram do imóvel. A empresa “Doce Faxina” poderá realizar a cobrança pelos serviços de limpeza apenas de Gabrielle e os alugueis recebidos deverão ser repartidos de forma igualitária entre Gabrielle, Alfredo e Marcos. Gabrielle terá direito a uma parcela proporcionalmente maior dos alugueis recebidos, pois Alfredo e Marcos não zelaram ou cuidaram do imóvel. Apenas Gabrielle será responsável pelo adimplemento dos custos da faxina, não podendo Gabrielle realizar a cobrança de qualquer valor de Alfredo e Marcos. Fernanda e Gabriel, casados pelo regime de comunhão universal de bens, resolveram se divorciar. O casal possuía um único imóvel residencial, o qual, com o término da relação, passou a ser ocupado exclusivamente por Fernanda. Gabriel ingressou com ação de divórcio, a qual foi julgada procedente, declarando o divórcio do casal e estabelecendo que o imóvel comum passaria à copropriedade dos cônjuges, na fração de 50% para cada um. A sentença já transitou em julgado. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 Caso Gabriel deseje vender sua quota parte do imóvel, poderá escolher livremente qualquer comprador, não existindo direito de preferência de Fernanda. Considerando que se trata de bem comum, Gabriel não pode cobrar de Fernando qualquer valor a título de indenização em razão do uso exclusivo do imóvel. Gabriel poderá exigir de Fernanda, a título de indenização, parcela correspondente à metade da renda de um presumido aluguel, em razão do uso exclusivo do imóvel comum. Gabriel poderá ingressar com ação de reintegração de posse contra Fernanda, exigindo sua retirada forçada do imóvel. A despesa do imóvel com IPTU deverá ser arcada exclusivamente por Fernanda, em razão do uso exclusivo do imóvel comum. Ricardo, João, Amanda e Caroline são coproprietários de uma casa de praia em Balneário Camboriú. Os coproprietários possuem as seguintes frações do imóvel: (i) Ricardo 10%; (ii) João 20%; (iii) Amanda 40%; (iv) Caroline 30%. Ricardo deseja realizar a locação do imóvel fora do período de veraneio, porém João não concorda, com receio que o imóvel sofra danos pelos locatários. Diante da divergência, a questão é posta para deliberação dos demais coproprietários. Ricardo e Caroline votam pela locação do imóvel. João e Amanda votam para que o imóvel não seja locado. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 0/1 O imóvel poderá ser colocado para locação e os condôminos terão preferência na locação em relação a terceiros. O imóvel poderá ser colocado para locação e os condôminos não terão preferência na locação em relaçãoa terceiros. O imóvel não poderá ser colocado para locação. Diante da divergência, a questão deverá ser deliberada judicialmente. Diante da divergência, o imóvel deverá ser colocado à venda. Resposta correta O imóvel não poderá ser colocado para locação. Em relação ao condomínio edilício, analise as assertivas abaixo: I - As partes suscetíveis de utilização independente, tais como apartamentos, escritórios, salas, lojas e sobrelojas, com as respectivas frações ideais no solo e nas outras partes comuns, sujeitam-se à propriedade exclusiva, podendo ser alienadas e gravadas livremente por seus proprietários, exceto os abrigos para veículos, que não poderão ser alienados ou alugados a pessoas estranhas ao condomínio, salvo autorização expressa na convenção de condomínio. II - O condômino inadimplente ficará sujeito aos juros moratórios convencionados ou, não sendo previstos, os de 1% ao mês e multa de 10% sobre o débito. III - A taxa condominial ordinária ou extraordinária constitui título executivo extrajudicial e é quinquenal o prazo prescricional para que o condomínio edilício (vertical ou horizontal) exercite a pretensão de cobrança. IV - O apartamento térreo, com acesso direto à via pública, cujo elevador não lhe traz qualquer utilidade, está dispensado de arcar com as despesas condominiais relativas ao elevador, como manutenção e energia elétrica, salvo disposição condominial em contrário. V - Nas relações jurídicas estabelecidas entre condomínio e condôminos pode ser aplicado o Código de Defesa do Consumidor - CDC. Assinale a alternativa correta: 1/1 Apenas as assertivas I, III, IV e V são verdadeiras. Todas as assertivas são verdadeiras. Apenas as assertivas I, II, III e V são verdadeiras. Apenas as assertivas I, IV e V são verdadeiras. Apenas as assertivas I, III e IV são verdadeiras. Lolita possui um apartamento, no edifício Bosque das Capivaras, cujas janelas não possuem sistema de vedação de claridade e de ruídos externos. Por essa razão, deseja trocar as janelas atuais por um modelo com veneziana e duplo vidro, para redução de ruídos. Além disso, as janelas atuais são brancas, mas gostaria de alterar a cor para preto, já que a decoração da sua residência é cinza com tons de preto. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 Lolita poderá realizar a alteração das janelas, sendo dispensável autorização do síndico ou dos demais condôminos, pois a alteração será em área exclusiva, não em área comum do edifício. Lolita poderá realizar a alteração das janelas, sendo necessária somente autorização do síndico do edifício. Lolita não poderá realizar a alteração das janelas, pois é vedada toda e qualquer alteração, interna e externa, das unidades condominiais. Lolita poderá realizar a alteração das janelas se obtiver a aquiescência da unanimidade dos condôminos. Lolita poderá realizar a alteração das janelas, independentemente de autorização do síndico ou dos demais condôminos, desde que indenize o condomínio pelos transtornas com a troca das janelas. Denis, proprietário e morador do edifício Ilhas Baleares, possui conflito com diversos condôminos. Denis já agrediu 5 vizinhos, de apartamentos distintos, por discussões banais no grupo de WhatsApp do condomínio. Além disso, toda vez que é notificado por problemas com barulho na sua unidade, faz ameaças de morte ao síndico. Não bastasse isso, já advertiu, retiradas vezes, que irá cortar a língua ou sufocar com um saco plástico as crianças que fizerem barulho no parquinho do condomínio que fica próximo da sua janela. O morador já foi multado mais de 30 vezes pelo condomínio, porém não deixou de ter comportamento nocivo ao convívio social. Ante o comportamento de Denis, os condôminos desejam expulsar o morador do condomínio. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 Os condôminos poderão expulsar Denis do imóvel mediante desforço imediato. Os condôminos poderão deliberar a propositura de ação judicial com o fim de exigir que Denis aliene seu imóvel para terceiros. Os condôminos poderão deliberar a propositura de ação judicial para pleitear que Denis se abstenha de fazer o uso direto do imóvel. O síndico poderá impor a Denis a proibição do uso direto do imóvel. O condomínio, o síndico ou os condôminos não poderão pleitear, judicial ou extrajudicialmente, que Denis seja proibido do uso direito do imóvel, pois o direito de propriedade é absoluto. Vladimir adquiriu, na planta, uma cobertura duplex no edifício Pé das Jabuticabeiras. O edifício é composto por 10 unidades autônomas, uma por andar, todas com metragem de 150 m², com exceção da cobertura duplex, que possui o dobro da metragem, ou seja, 300 m². O prédio foi entregue pela construtora e a convenção e o regime interno do condomínio elaborados, votados e registrados. Contudo, não restou previsto na convenção, nem no regimento interno, como seria a forma de rateio das despesas condominiais. Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta. 1/1 Não será possível exigir o pagamento de taxa condominial dos condôminos, pois não houve previsão no regimento e na convenção sobre a forma de rateio das cotas condominiais. Considerando que não houve previsão no regimento e na convenção sobre a forma de rateio das cotas condominiais, as despesas condominiais deverão ser rateadas em parcelas iguais entre todos os condôminos. Considerando que não houve previsão no regimento e na convenção sobre a forma de rateio das cotas condominiais, o condomínio não poderá contrair despesas. Considerando que não houve previsão no regimento e na convenção sobre a forma de rateio das cotas condominiais, as despesas condominiais deverão ser rateadas de forma proporcional ao tamanho das unidades autônomas (fração ideal). Considerando que não houve previsão no regimento e na convenção sobre a forma de rateio das cotas condominiais, as despesas condominiais somente poderão ser cobradas judicialmente dos condôminos. Daniel adquiriu uma fração de tempo em regime de multipropriedade imobiliária, de um chalé, em um hotel-fazenda. Pelo termo de instituição do regime de multipropriedade, ele tem direito a ocupar o chalé durante os meses de dezembro e janeiro, em regime fixo. Em determinado ano, Daniel ficou doente em dezembro e não pode ir viajar até o chalé. Considerando que o imóvel ficaria vazio, Daniel resolve ceder seu direito de utilizar o chalé para Luiz, um amigo de infância, o que faz por meio de um contrato de comodato. Contudo, ao chegar ao hotel, Luiz é barrado pela administração do empreendimento, alegando que somente Daniel e sua família poderiam utilizar o chalé. Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta. 1/1 A decisão da administração do hotel está correta. Considerando que o direito de fruição no regime de multiptopriedade é personalíssimo, somente Daniel e sua família podem utilizar o chalé. A decisão da administração do hotel está correta. A multipropriedade, por ser hipótese de condomínio necessário, somente admite a fruição do imóvel pelos multiproprietários. A decisão da administração do hotel está correta. O multiproprietário tem apenas o direito de doar ou vender a sua fração de tempo, mas nunca cedê-la em comodato. A decisão da administração do hotel é ilegal. O regime de multipropriedade permite que o multiproprietário alugue ou ceda gratuitamente a fruição da sua fração de tempo para terceiros. A decisão da administração do hotel é ilegal. Daniel não pode vender, doar ou ceder em comodato ou locação sua fração de tempo para Luiz. 5 - Noite - Quarta - Questões - Direito das Coisas Total de pontos5/10 Lucas é proprietário de um terreno localizado em área urbana e deseja construir um estacionamento para alugar vagas a terceiros. No entanto, ele não possui recursos financeiros suficientes para realizar a construção. Lucas decide então conceder a Carlos o direito de superfície sobre o imóvel, permitindo que Carlos construa e utilize o estacionamento pelo prazo de 15 anos, mediante pagamento de um valor previamenteacordado. Considerando esse caso concreto, assinale a alternativa correta: * 0/1 Caso Carlos, que possui herdeiros sucessíveis, venha a falecer no curso do prazo estipulado, ocorrerá a extinção do direito de superfície, dado seu caráter personalíssimo. O direito de superfície é uma modalidade de contrato de locação em que o proprietário concede ao superficiário a utilização do terreno para construção do estacionamento, sendo que ao final do contrato, o terreno volta à posse do proprietário. O direito de superfície é uma modalidade de direito pessoal em que o proprietário transfere a propriedade do terreno ao superficiário, que passa a ser o novo proprietário, podendo construir e utilizar o estacionamento pelo prazo estipulado. O direito de superfície é uma modalidade de servidão em que o proprietário permite ao superficiário a utilização do terreno para estacionamento, mediante pagamento de uma taxa, sem transferir a posse ou a propriedade. Ao final do prazo estipulado, Lucas passará a ter a propriedade plena sobre o terreno e o estacionamento, independentemente de pagamento de indenização para Carlos. Resposta correta Ao final do prazo estipulado, Lucas passará a ter a propriedade plena sobre o terreno e o estacionamento, independentemente de pagamento de indenização para Carlos. João, proprietário de um imóvel rural, que possui menos de 50 hectares, denominado Fazenda São João, de difícil acesso à via pública, utiliza informalmente há 22 anos uma estrada de terra, de forma mansa, pacífica e de descontinua, que passa dentro da Fazenda dos Coqueiros, de propriedade de Pedro, para chegar mais rápido até a cidade. Pedro jamais havia autorizado o trânsito de qualquer pessoa sobre sua propriedade. Por questões de segurança, Pedro resolve fechar a estrada e impedir a circulação de pessoas pela via. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta. * 0/1 João poderá manejar ação de reintegração de posse para continuar exercendo seu direito de passagem sobre a propriedade de Pedro. João poderá manejar ação de usucapião de servidão especial rural. João poderá manejar ação de usucapião de servidão extraordinário. João poderá manejar ação de servidão forçada para impor a Pedro seu direito de passagem pela estrada existente em sua propriedade. João não poderá adotar qualquer medida judicial para continuar utilizando a via existente sobre a propriedade de Pedro. Resposta correta João poderá manejar ação de usucapião de servidão extraordinário. Filomena instituiu direito real de usufruto, por alienação, pelo prazo de 10 anos, sobre um imóvel em favor de Miguel. O usufruto foi instituído por meio de escritura pública e registrado no competente Cartório do Registro de Imóveis. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: * 1/1 Miguel adquiriu a propriedade plena da casa, podendo utilizá-la como desejar e dispor dela. Miguel tem apenas o direito de residir na casa por prazo determinado, mediante pagamento de um valor mensal. Miguel recebeu apenas a posse direta da casa, enquanto a propriedade permaneceu com Filomena. Miguel recebeu apenas a propriedade da casa, enquanto a posse direta permaneceu com Filomena. Miguel recebeu a posse precária da casa, pois Filomena poderá, a qualquer momento, renunciar o usufruto concedido para Miguel. Maria, proprietária de um apartamento, deseja conceder a Antônia, sua genitora, o direito de residir no imóvel, porém resguardando para si a nua-propriedade do bem. Contudo, gostaria que o imóvel fosse utilizado somente por Antônia. Diante do caso em questão, qual direito real Maria pode instituir em favor da sua genitora? * 0/1 Direito de propriedade Concessão de uso para fins de moradia Direito de moradia Direito de uso Direito de usufruto Resposta correta Direito de uso Angélica realiza, sobre imóvel de sua propriedade, direito real de usufruto por retenção em favor de Otávia. O direito real é constituído por meio de escritura pública, que é registrada no competente Cartório do Registro de Imóveis. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: * 1/1 Otávia não poderá alienar o direito real de usufruto, mas poderá ceder o imóvel em locação ou comodato. Angélica poderá locar o imóvel, mas Otávio terá direito de receber os valores dos aluguéis. Otávia não poderá ceder o imóvel para terceiros, pois o direito real de usufruto é personalíssimo. Angélica poderá ceder, a título gratuito (comodato), o direito de uso do imóvel para terceiros. Angélica poderá alienar o direito real de usufruto para terceiros, a título gratuito ou oneroso. Mauricio e Amanda doaram uma residência para Felipe, filho do casal, maior e capaz, reservando para si o direito de usufruto vitalício do bem. O direito real foi constituído por meio de escritura pública, registrada no competente Cartório do Registro de Imóveis. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: * 0/1 Felipe deverá pagar as despesas ordinárias de conservação e tributos do imóvel. O usufruto, por ser vitalício, somente poderá ser extinto com a morte de Maurício e Amanda. A nua-propriedade não poderá ser objeto de penhora ou qualquer outro gravame. Felipe poderá alienar o bem, sem necessidade de prévia autorização dos usufrutuários. Felipe poderá ceder o uso do imóvel para terceiros, sem necessidade de prévia autorização dos usufrutuários. Resposta correta Felipe poderá alienar o bem, sem necessidade de prévia autorização dos usufrutuários. Carlos é proprietário de um terreno e deseja ceder o direito de uso de uma área específica para seu amigo, Paulo. Carlos e Paulo firmam um contrato em que fica estabelecido que Paulo terá o direito de utilizar a área para instalar uma horta e cultivar alimentos, pelo prazo de 10 anos, o qual foi averbado na matrícula do imóvel. Considerando esse caso concreto, assinale a alternativa correta: * 1/1 O direito real de uso é uma modalidade de direito real em que Paulo adquire a propriedade do imóvel cedido por Carlos, tornando-se o novo possuidor do bem, podendo utilizá-la como desejar. O direito real de uso é uma modalidade de contrato de locação em que Carlos cede a posse direta da área para Paulo, mediante o pagamento de um valor mensal. O direito real de uso é uma modalidade de direito real em que Carlos cede apenas a posse direta da área para Paulo, mantendo a propriedade. O direito real de uso é uma modalidade de usufruto em que Carlos permite a Paulo a utilização da área, podendo Paulo locar ou ceder em comodato o bem. O direito real de uso é uma modalidade de posse precária em que Carlos cede a posse da área para Paulo, mas a propriedade permanece com Carlos, podendo ser retomada a qualquer momento. James é proprietário de um imóvel urbano de 150 m². Alfredo, irmão de James, ao ficar desempregado e correndo o risco de despejo, solicita a James autorização para construir uma residência sobre ou abaixo da sua, considerando que não há espaço no solo para construção de uma segunda moradia. James concede direito real de laje em favor de Alfredo. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: * 1/1 O direito real de laje autoriza Alfredo à construção de unidade autônoma somente na superfície superior do imóvel de James, pois não há direito de laje da parte inferior de imóvel. Alfredo poderá ceder a superfície de sua construção para a instituição de um sucessivo direito real de laje, desde que haja autorização de James. Alfredo não poderá dispor do seu direito real de laje, por ser um direito inalienável. Alfredo não poderá alienar ou ceder o direito real de laje para terceiros, por se tratar de direito personalíssimo. Alfredo poderá alienar livremente seu direito de laje, não existindo direito de preferência de James na aquisição da sua unidade autônoma. Guilherme e Fábio pactuaram, por instrumento particular, compromisso de compra e venda de um imóvel. No contrato preliminar ficou estabelecido que Guilherme pagaria pelo imóvel R$ 100.000,00 (cem mil reais), sendo uma entrada de R$ 30.000,00 (trintamil) e o restante em 35 parcelas de R$ 2.000,00 (dois mil reais). Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: * 1/1 O compromisso de compra e venda pode ser averbado na matrícula do imóvel, gerando a transferência da propriedade de Fábio para Guilherme. Em caso de inadimplência de Guilherme, Fábio poderá rescindir o contrato e reter toda a entrada paga pelo imóvel. Em caso de inadimplência de Guilherme, Fábio poderá rescindir o contrato e reter todo o valor pago até a data da inadimplência, entrada e parcelas quitadas, pelo imóvel. Em caso de inadimplência de Guilherme, Fábio poderá rescindir o contrato e deverá devolver todo o valor pago pelo imóvel. Caso o contrato seja integralmente adimplido e Fábio não outorgue escritura pública de compra e venda, Guilherme poderá manejar “Ação de Adjudicação Compulsória” para executar a transferência forçada do imóvel. Laura possui um imóvel residencial e decide transferir o direito de usufruto do mesmo para sua filha, Alice. O contrato de usufruto estabelece que Alice terá o direito de utilizar o imóvel e receber os frutos e rendimentos dele. No entanto, em determinado momento, Laura decide vender o imóvel para uma terceira pessoa, Juliana. Considerando esse caso concreto, assinale a alternativa correta: * 0/1 No caso apresentado, Laura pode vender o imóvel para Juliana, mas o direito de usufruto em favor de Alice permanecerá válido, mantendo-se os direitos de utilização e fruição do imóvel. No caso apresentado, Laura pode vender o imóvel para Juliana, extinguindo assim o direito de usufruto em favor de Alice, pois o usufruto por alienação ocorre quando o titular do direito de usufruto vende o bem a terceiros. No caso apresentado, Laura não pode vender o imóvel para Juliana, uma vez que o direito de usufruto de Alice impede a alienação do imóvel, garantindo a sua permanência como usufrutuária. No caso apresentado, Laura pode vender o imóvel para Juliana, desde que Alice concorde com a transferência do direito de usufruto para a nova proprietária. No caso apresentado, apenas Alice pode vender o imóvel para Juliana, uma vez que o usufruto permite a venda do bem. Resposta correta No caso apresentado, Laura pode vender o imóvel para Juliana, mas o direito de usufruto em favor de Alice permanecerá válido, mantendo-se os direitos de utilização e fruição do imóvel. 6 - Quarta - Noite - Curitiba - Questões - Direito das Coisas Total de pontos6/10 Juvenal, diante de uma crise nos negócios, resolveu contrair empréstimo com Carla, no valor de R$ 100.000,00, deixando como garantia o penhor de um colar de pérolas, avaliado em R$ 500.000,00. Carla, sabendo que Juvenal estava desesperado pelo empréstimo, exige, como condição para realizar o negócio, que conste no ato de instituição do penhor cláusula prevendo que, em caso de inadimplemento, o bem passaria automaticamente para sua propriedade. Juvenal, necessitando com urgência do dinheiro, acaba cedendo à exigência de Carla. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 A cláusula proposta por Carla é válida, tendo em vista o fato de que as partes podem, no exercício de sua autonomia privada, estipular livremente os termos do contrato. A cláusula proposta por Carla é válida, tendo em vista que Juvenal, como proprietário do bem, pode livremente dispor do objeto, como bem entender. A cláusula proposta por Carla é nula, pois houve evidente coação para realizar do negócio. A cláusula proposta por Carla é nula, tendo em vista o fato de que o Código Civil brasileiro proíbe o pacto comissório. A cláusula proposta por Carla é nula, pois no caso de penhor é vedado exigir em garantia real bem cujo valor seja excessivamente superior ao da dívida. Anna ficou hospedada por 5 dias na pousada Dona Catarina e, ao final da estadia, relatou ter perdido sua carteira e não possuir dinheiro para pagar as despesas com consumo de produtos do frigobar. Anna possui bagagens e joias no quarto da pousada. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 A pousada Dona Catarina poderá proibir que Anna deixe o local até a quitação da dívida. A pousada Dona Catarina poderá reter as bagagens de Anna até a quitação da dívida. A pousada Dona Catarina não poderá tomar qualquer medida de imediato para garantir o pagamento da dívida, restando possível tão somente ingresso de ação judicial de cobrança. A pousada Dona Catarina poderá se apropriar das joias de Anna como forma de adimplemento das dívidas. Considerando a justificativa plausível para falta de pagamento, a pousada Dona Catarina não poderá adotar qualquer medida contra Anna. Genoveva locou, por 2 anos, um imóvel residencial para Carlos. Faltando 6 meses para finalizar o contrato, Carlos deixou de pagar os alugueis e passou a ignorar os telefonemas e cobranças efetivadas por Genoveva. Diante da situação, Genoveva ingressou com ação de despejo e teve decisão liminar de despejo deferida ao seu favor. No ato de cumprimento do mandato de despejo, Genoveva se apossou de um piano e um quadro de pintor famoso de propriedade de Carlos, os quais se encontravam no imóvel, como forma de garantia pelo pagamento dos débitos locatícios. Diante do caso em questão, assinale a alternativa correta: 1/1 O ato de Genoveva de tomar posse do piano e do quadro é ilegal, visto que os bens móveis de residência familiar são impenhoráveis. O ato de Genoveva de tomar posse do piano e do quadro é ilegal, pois não houve ordem judicial autorizando a retenção dos bens para garantia da dívida. O ato de Genoveva de tomar posse do piano e do quadro é legal, pois tornou-se credora pignoratícia dos bens móveis existentes na residência pertencentes a Carlos. O ato de Genoveva de tomar posse do piano e quadro é legal, podendo se apropriar dos objetos como forma de quitação dos débitos locatícios. O ato de Genoveva de tomar posse do piano e do quadro é ilegal, pois Genoveva deveria ter manejado a competente ação de cobrança para ver satisfeito os débitos locatícios. Ricardo, visando obtenção de vultosa quantia para investir na abertura de um novo negócio, contrai empréstimo junto ao Banco BCN, no valor de R$ 10.000.000,00, constituindo, como garantia, hipoteca do seu sítio. Passados 34 anos da instituição da hipoteca e diante da ausência de quitação da dívida, o Banco ingressou com ação visando a execução da hipoteca, por meio da alienação judicial do imóvel. O sítio possui plantação de pinus, cocheira e uma casa luxuosa. Diante do exposto, assinale a opção correta. 0/1 Será possível a alienação judicial tão somente da terra nua, pois a hipoteca interpreta-se restritivamente, não compreendo as acessões, benfeitorias e melhoramentos feitos no imóvel. Será possível a alienação judicial de todo imóvel, compreendendo a plantação de pinus, cocheira e a casa luxuosa. Será possível a alienação judicial apenas da terra nua, da plantação de pinus e da cocheira, pois a casa luxuosa não pode ser objeto de hipoteca. A ação deverá ser julgada improcedente, pois a hipoteca já se encontra extinta. A ação deverá ser julgada improcedente, pois o imóvel rural produtivo não pode ser alienado em caso de inadimplemento da hipoteca. Resposta correta A ação deverá ser julgada improcedente, pois a hipoteca já se encontra extinta. Julia e Matias, menores, representados por Andréia, sua genitora, ingressaram com ação de alimentos pleiteando a condenação de seu genitor, Rene, ao pagamento de pensão alimentícia mensal no valor de R$ 1.000,00. A ação foi julgada procedente, já tendo transitado em julgado. Ocorre que, logo após tomar ciência da condenação, Rene, embora esteja adimplente com os alimentos, começou a dilapidar seu patrimônio, colocando para venda as 2 salas comerciais que é proprietário. Ciente dessa conduta e receosa que Rene deixe de pagar os alimentos e, no futuro, não tenha mais bens para satisfação da dívida alimentar, Andréia procura um advogado para saber se existe algo que pode ser feito juridicamente. Diante do exposto, assinale a opção correta. 0/1 Andréiapoderá requerer judicialmente o bloqueio da venda dos imóveis como forma de garantia da satisfação dos débitos alimentares. Andréia poderá instituir penhor judicial sobre os imóveis como forma de garantia pela quitação dos débitos alimentares. Andréia poderá instituir hipoteca judicial sobre os imóveis como forma de garantira pela quitação dos alimentos. Andréia poderá instituir anticrese judicial sobre os imóveis como forma de garantia pela quitação dos alimentos. Andréia não poderá adotar qualquer medida judicial ou extrajudicial para garantir o adimplemento dos alimentos, pois Rene está adimplente com os débitos alimentares. Resposta correta Andréia poderá instituir hipoteca judicial sobre os imóveis como forma de garantira pela quitação dos alimentos. Anísio exerceu posse de uma propriedade imóvel, como se sua fosse, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição. Consta no Registro de Imóveis que o imóvel pertence a Cleonaldo, maior e capaz, e está hipotecado para o Banco BDH. Diante do exposto, assinale a opção correta. 1/1 Anísio poderá fazer usucapião do imóvel, sendo a hipoteca extinta. Anísio não poderá fazer usucapião do imóvel, pois a existência de hipoteca descaracteriza a posse com animus domini. Anísio poderá fazer a usucapião do imóvel, porém o bem continuará respondendo pela dívida objeto da hipoteca, dado o direito de sequela. A hipoteca foi extinta desde o momento que Anísio passou a exercer a posse do bem com animus domini. O Banco poderá ingressar com ação de reintegração de posse contra Anísio, visando a retomada da posse do bem dado em garantia hipotecaria. Mariana adquiriu um veículo de uma concessionaria mediante financiamento bancário na modalidade alienação fiduciária. Diante do exposto, assinale a opção correta. 1/1 Mariana detém a propriedade resolúvel do bem, permanecendo o Banco apenas com a posse indireta do bem. Em caso de inadimplência de Mariana, o Banco adquirirá, de imediato, a plena propriedade do automóvel, podendo ficar com o veículo. Em caso de inadimplência de Mariana, o Banco poderá ficar com o bem e Mariana terá direito à restituição integral do preço pago. Em caso de inadimplência de Mariana, o Banco poderá, mediante desforço imediato, retomar a posse do veículo e realizar a alienação extrajudicial do automóvel. Em caso de inadimplência e realizada a busca e apreensão do automóvel, Mariana, para ter restituído o veículo, deverá, no prazo de 15 dias, pagar as parcelas vencidas e vincendas do contrato. Em março de 2015, Clemerson adquiriu um imóvel de R$ 500.000,00, pagando R$ 50.000,00 ao vendedor e financiando R$ 250.000,00 perante determinado Banco. A operação de financiamento se deu por alienação fiduciária em garantia e o pagamento seria realizado em 10 anos. Em maio de 2017, Clemerson foi desligado da empresa onde trabalhava, razão pela qual começou a passar por dificuldades financeiras e tornou-se inadimplente com o financiamento imobiliário. Além disso, Clemerson deixou de adimplir os débitos condominiais do imóvel, gerando um grande passivo. Nesse contexto, é correto afirmar que 0/1 O Banco tem que intimar pessoalmente Clemerson para satisfazer toda a dívida do contrato no prazo de 15 dias, ou seja, quitar parcelas vencidas e vincendas, sob pena de consolidação da propriedade em favor da instituição. O Banco pode ingressar com ação de reintegração de posse, independente de prévia intimação de Clemerson para satisfação da dívida. Os débitos do condomínio são de responsabilidade de Clemerson, não podendo o imóvel em alienação fiduciária responder pelo adimplemento da dívida. Caso Clemerson seja intimado para quitar parcelas vencidas e vincendas até a data da quitação e demais encargos e deixe transcorrer o prazo sem quitação, o Banco poderá ingressar com ação de reintegração de posse. O inadimplemento motivado de Clemerson torna defeso ao Banco a retomada do bem e a sua alienação judicial. Resposta correta Caso Clemerson seja intimado para quitar parcelas vencidas e vincendas até a data da quitação e demais encargos e deixe transcorrer o prazo sem quitação, o Banco poderá ingressar com ação de reintegração de posse. “Em “Um Lugar Ao Sol“, novela exibida pela Rede Globo, Bárbara (Alinne Moraes) assumiu a autoria de um conto escrito por Janine (Indira Nascimento). Apaixonado pelo texto, Christian/Renato (Cauã Reymond) decidiu escrever a obra em um concurso de contos. E o que a ricaça mais temia aconteceu: O texto foi o vencedor. (...) Janine coloca Bárbara contra a parede e a moça se desespera. Bárbara chega a oferecer uma joia valiosa em troca do silêncio de Janine.” (Fonte: https://www.ofuxico.com.br/noticias/um-lugar-ao-sol-barbara-e-confrontada-por-janine/) Diante do caso em questão e considerando as normas sobre direitos autorais no Brasil, assinale a alternativa correta: 0/1 Janine poderá vender o direito de indicação da autoria do conto para Barbara, desde que haja pagamento por preço justo. Janine não poderá vender o direito de indicação da autoria do conto para Barbara, pois os direitos autorais são intransmissíveis. Barbara não cometeu qualquer violação, pois os contos não são protegidos pelas normas de direitos autorais. Janine poderá vender o direito de utilização comercial do conto para Barbara, mas não poderá vender o direito de indicação da autoria para Barbara. Considerando que a obra foi divulgada e exposta ao público como de autoria de Barbara, Janine não poderá reivindicar a sua autoria. Resposta correta Janine poderá vender o direito de utilização comercial do conto para Barbara, mas não poderá vender o direito de indicação da autoria para Barbara. Na literatura há alguns autores que publicaram suas obras com pseudônimos. Um exemplo é Agatha Christie, que assinou seis romances de época com o pseudônimo de Mary Westmacott. Diante do caso em questão e considerando as normas sobre direitos autorais no Brasil, assinale a alternativa correta: 1/1 As normas de direito autorais não protegem as obras publicadas com pseudônimos. A obras publicadas com pseudônimos caem em domínio público após 70 anos, contados de 1.º de janeiro do ano imediatamente posterior ao da última publicação. A obras publicadas com pseudônimos podem ser reproduzidas e comercializadas, sem conferir qualquer direito patrimonial ao autor. As obras publicadas com pseudônimo jamais caem em domínio público. O autor das obras publicadas com pseudônimo pode alienar os direitos morais e materiais sobre a obra.