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DISCIPLINA historia do maranhao PARA CONCURSOS
História do Piauí (Universidade Federal do Piauí)
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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
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TJ-MA
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO MARANHÃO
Pós-edital
HISTÓRIA DO MARANHÃO
HISTÓRIA DO MARANHÃO
Livro Eletrônico
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
Prof. Daniel Vasconcellos
História do Maranhão ................................................................................11
França Equinocial: expedição de Daniel de La Touche ....................................13
Fundação de São Luís ...............................................................................18
Batalha de Guaxenduba.............................................................................19
A invasão Holandesa .................................................................................25
A expulsão dos Holandeses ........................................................................27
O Estado do Maranhão e Grão-Pará: a Revolta de Bequimão – Causas – 
Companhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará – Os objetivos da Revolta ...29
A Revolta de Bequimão (1684) ...................................................................30
Companhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará .......................................35
Período do Império: adesão do Maranhão – A Independência do Brasil – Causas 
da não adesão: a Batalha do Jenipapo .........................................................39
A Batalha de Jenipapo ...............................................................................40
A Balaiada: caracterização e causas do movimento .......................................43
Período Republicano: adesão do Maranhão à República ..................................46
A Revolução de 1930 no Maranhão..............................................................53
O Vitorinismo e a Greve de 1951 ................................................................58
O Vitorinismo ...........................................................................................58
Greve de 1951 .........................................................................................62
Os principais fatos políticos, econômicos e sociais ocorridos no Maranhão na 
segunda metade do século XX ....................................................................63
Política maranhense ..................................................................................63
Economia do Maranhão .............................................................................69
Questões sociais .......................................................................................74
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
Prof. Daniel Vasconcellos
Cultura....................................................................................................77
Resumo ...................................................................................................84
Questões de Concursos .............................................................................88
Gabarito ................................................................................................ 114
Gabarito Comentado ............................................................................... 115
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
Prof. Daniel Vasconcellos
Daniel Vasconcellos é Pós-graduado em Docência do Ensino Superior pela Facul-
dade Darwin (2013). Graduado em História pelo Centro Universitário de Patos de 
Minas - UNIPAM (2003). Possui mais de 15 anos de experiência em docência nas 
áreas de História, Filosofia, Sociologia, Geografia e Metodologia Científica, no En-
sino Médio, Superior e em Preparatório para Vestibulares e Concursos. Atua como 
professor concursado da Secretária de Estado da Educação do Distrito Federal.
Apresentação
Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?
O Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (Edital TJ MA) divulgou no 
Diário Oficial do Estado o edital de abertura do concurso para provimento de 63 va-
gas. Trata-se de uma excelente oportunidade para que você consiga a tão sonhada 
aprovação, a estabilidade empregatícia e toda a gama de vantagens que poderá 
valer-se na condição de servidor público. Não é mesmo uma boa notícia?
Nesse sentido, ao elaborar esse material, o objeto primordial é que você alcance 
plenas condições de GABARITAR A PROVA DE HISTÓRIA.
A organização do certame é de responsabilidade do Fundação Carlos Chagas 
(FCC), uma das mais tradicionais do país, o que favorece o melhor entendimento 
de como os conteúdos deverão ser abordados.
Assim, nosso curso será inteiramente focado na FCC. Abordaremos a forma 
como os conteúdos serão cobrados e alguns “macetes” para que você, querido(a) 
aluno(a), consiga resolver com tranquilidade e confiança as questões de His-
tória do Maranhão.
Devemos ressaltar que a FCC é uma banca habitual na elaboração das provas 
de concursos para todo o país, tanto para órgãos públicos, quanto para a iniciativa 
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História do Maranhão
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privada e outras organizações, deixando um vasto banco de dados para estudo. 
Nesse sentido, poderemos analisar, em detalhes, as questões de História do Ma-
ranhão produzidas pela FCC. Além disso utilizaremos questões de outras bancas 
que se assemelham ao “modelo” cobrado na prova, sempre com uma abordagem 
coerente com o conteúdo listado no edital.
Por falar em conteúdo, o edital valoriza, e muito, a tão rica e significativa 
História do Maranhão. Não é para menos. Registros de povoamento na região 
remontam pelo menos 9.000 anos. O Maranhão foi motivo de disputas entre espa-
nhóis, portugueses, holandeses e franceses. Tão importante a ponto de influenciar 
os destinos do país, os destinos de países europeus. Realmente, não é para menos! 
Daí a necessidade de esmiuçarmos temas tão regionais e ao mesmo tempo tão ex-
pressivos para a história do Brasil.
Além disso, você, meu(minha) querido(a) aluno(a), precisa ter como re-
quisito o conhecimento da História da sociedade a qual deverá servir, ze-
lar. Você será membro do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, Estado da 
Federação que possui uma população com características culturais muito específi-
cas. Como poderá intervir em uma sociedade que você não conhece? Não é apenas 
uma disciplina cobrada para “encher linguiça”, para testar sua alfabetização. É uma 
necessidade lógica muito bem trabalhada na seleção pela FCC.
Assim, é muito importante que você tenha um grande estofo de conhecimento 
sobre a História do Maranhão, conhecimento esse que possibilitará que você te-
nha um alto índice de acertos nas questões ou, melhor ainda, que você gabarite 
a prova e encaminhe com solidez a sua aprovação em um cargo público.
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
Prof. Daniel Vasconcellos
Para tanto, a base que norteará todo o nosso curso será o diálogo, favorecen-
do uma boa interação entre aluno(a) e professor e a resolução oportuna das 
eventuais e possíveis dúvidas que por ventura surgirem.
Antes, porém, peço licença para uma breve apresentação.
Me chamo Daniel Vasconcellos, sou de Patos de Minas, interior de Minas Gerais. 
Pouco antes de me formar em História, coisa de um ano antes, 2003, comecei a 
trabalhar como professor no ensino médio. Tomei gosto pela coisa. Gosto do que 
faço, amo a docência. Foi muito rápido, quando percebi já atuava em cursinhos 
preparatórios para concursos públicos, vestibulares e no ensino médio da rede par-
ticular no interior de Minas. Passei a ministrar também aulas de Filosofia, Sociologia 
e Geografia. Não faltava trabalho.
Tive a sorte de ser “engolido” pelo sistema particular de ensino e re-
cebia um salário razoável, pelo menos pra quem desejava uma vida pacata no 
interior. Com isso não criei o interesse por concurso público. Era feliz: trabalhava 
com o que gostava, mas... os ventos mudaram. Em 2013, após perder minha maior 
carga horária de trabalho, resolvi ir para Brasília, onde ainda resido.
Entre agosto e dezembro de 2013 tentei os concursos do Ministério do Trabalho, 
Câmara dos Deputados e Secretaria de Educação do Distrito Federal. Fiquei muito 
mal quando não vi meu nome aprovado no concurso da Câmara. Me sentia prepa-
rado, mas não era a minha área. A concorrência era enorme para um salário de R$ 
18.000. Três meses de preparação é muito pouco tempo. Para um concurso deste 
porte eu já deveria estar me preparando. Tudo é planejamento e disciplina.
Mas o negócio é levantar a cabeça, estudar mais e focar no próximo. Em 
dezembro fiz as provas para a Secretaria de Educação, em fevereiro saiu o resulta-
do e em julho já estava fazendo o que gosto de novo! Mas o melhor de tudo: fazen-
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
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do o que gosto, ganhando bem e com estabilidade!!! A estabilidade é a cereja 
do bolo do serviço público. Não existe mais aquela pressão de todos os finais de 
anos letivos em que ficávamos apreensivos sem saber ao certo se teríamos empre-
go no ano seguinte. Em apenas um ano minha vida deu uma guinada radical e hoje 
só me arrependo de não ter buscado os concursos públicos antes.
Se existe algo que eu possa passar com essa experiência é que não se pode 
perder tempo! Você precisa se dedicar, mas com planejamento, sem de-
sespero. Esse material foi feito com muito carinho para que seu tempo seja otimi-
zado, para que você não perca tempo com o que não tem possibilidade aparecer na 
prova. Vamos ajudá-lo(a) a alcançar seu objetivo, e digo mais, num curto espaço 
de tempo.
Você verá, meu(minha) caro(a) aluno(a) que o sacrifício vale muito! Não 
vá se sentir culpado por não dedicar o tempo que seria justo à sua família e a seus 
amigos. Aquele encontro fica pra depois, e vai ser muito mais prazeroso porque 
carregado da alegria pela conquista do seu esforço!
Então vamos!!! Bora buscar seu cargo! Conte comigo em tudo o que for preciso 
para alcançar seu objetivo.
Muito bem, feitas as apresentações, vamos aos detalhes do concurso e do cur-
so:
Detalhes do Edital:
Concurso: Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (Edital TJ/MA)
Banca organizadora: Fundação Carlos Chagas (FCC)
Cargo(s): Técnico, Analista e Oficial de Justiça
Escolaridade: Nível médio e superior
Inscrições: de 05 de agosto a 28 de agosto de 2019.
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
Prof. Daniel Vasconcellos
Valor da inscrição: R$ 70,00 ou R$ 100,00
Número de vagas: 63
Remuneração: até R$ 9,1 mil
Data da prova objetiva: 29 de setembro de 2019
Curso: História do Maranhão:
•	 França equinocial: expedição de Daniel de La Touche.
−	 Fundação de São Luís.
−	 Batalha de Guaxenduba.
•	 A invasão holandesa.
−	 Expulsão dos holandeses.
•	 O Estado do Maranhão e Grão-Pará: a Revolta de Bequimão. Causas. Compa-
nhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará. Os objetivos da Revolta
−	 A Revolta de Bequimão.
−	 Companhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará.
•	 Período do Império: adesão do Maranhão. A Independência do Brasil. Causas 
da não adesão: a Batalhado Jenipapo.
−	 A Batalha de Jenipapo
•	 A Balaiada: caracterização e causas do movimento.
•	 Período Republicano: adesão do Maranhão à República.
•	 A Revolução de 1930 no Maranhão.
•	 O Vitorinismo e a Greve de 1951.
•	 Os principais fatos políticos, econômicos e sociais ocorridos no Maranhão na 
segunda metade do século XX.
−	 Política maranhense
−	 Economia do Maranhão
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
Prof. Daniel Vasconcellos
−	 Questões sociais
−	 Cultura
Metodologia:
A ideia do curso é que você não precise utilizar nenhum outro material 
além deste para se preparar para as questões de História. Cada detalhe do curso 
foi meticulosamente preparado para sanar todas as dúvidas que puderem surgir.
Na parte teórica você encontrará uma narrativa leve e objetiva, com intuito 
de que consiga enxergar, compreender a História do Amapá como um processo. 
Variados exemplos, esquemas e mapas mentais serão utilizados para que 
consiga criar links cognitivos. Você, em curto espaço de tempo, conseguirá ler 
uma alternativa e perceber o seu erro por um pequeno detalhe, saberá identificar 
a única alternativa lógica para o Universo da História do Maranhão.
Ao final de cada aula, os principais pontos dos temas estudados serão reunidos 
em um RESUMO. É ele o responsável para que você não tenha que voltar a ler as 
aulas incontáveis vezes. Esse resumo terá a função de fazer você recordar o que 
fora estudado como uma cadeia códigos que se conecta com sua memória, 
fazendo se lembrar, inclusive, de como o assunto poderá ser cobrado.
Além disso, as questões de História do Maranhão elaboradas pela FCC se-
rão comentadas para que você entenda o “jeito” da banca. Uma lista de exer-
cícios com questões sobre o tema também o(a) ajudará na fixação do conteúdo.
Detalharemos cada fato relevante à compreensão do processo, mas isto só terá 
sentido na medida em que ajudá-lo(a) a resolver as questões, a fazer bem a prova. 
Não vamos perder tempo com detalhes menores já que o objetivo não é que você 
escreva um artigo científico sobre “A Influência da Revolução Científica Moderna 
sobre o Governo de Maurício de Nassau em Pernambuco”.
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
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Não se preocupe, ao final do curso você estará muito bem preparado para rea-
lizar uma excelente prova.
Suporte
A dúvida é o princípio do conhecimento. Questionar, indagar... é assim que a 
humanidade chegou no atual estágio de desenvolvimento. Por isso, questione. Não 
tenha receio em perguntar.
Caso a dúvida não seja sanada de maneira firme, objetiva, o processo de apren-
dizagem pode ser comprometido. Por isso, não hesite em questionar. Estarei à dis-
posição para sanar quaisquer dúvidas que tiver.
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
Querido(a), a história do Maranhão começa com o “descobrimento” das terras 
da nação, em 1500. Na época do Descobrimento do Brasil, o atual Estado do Ma-
ranhão era povoado por diferentes tribos indígenas. Os primeiros habitantes do 
Maranhão faziam parte de dois grupos indígenas: os tupis e os jês.
Os tupis habitavam o litoral. Já os jês habitavam o interior. Os dois povos indí-
genas que pertencem ao grupo tupi são os guajajaras e os urubus. Os guajaja-
ras e os urubus apenas foram pacificados no século XX. Os dois povos indígenas 
do grupo jê são os timbiras e os sacamecras. Diversas tribos do Piauí entraram 
no Maranhão. Isso ocorreu no século XVIII. Naquela época, esses povos indígenas 
piauienses escaparam para evitar que os brancos os caçassem.
Não existem notícias feitas com exatidão a respeito das primeiras expedições 
que começaram a explorar a costa maranhense. Reza a crença que, em 1500, 
o espanhol Vicente Yáñez Pinzón já navegara por toda a costa norte do 
Brasil. A viagem feita por Pinzón na costa norte do Brasil tem origem em Pernam-
buco e destino na foz do rio Amazonas. No meio da viagem, o navegador espanhol 
já atravessou o litoral do Maranhão.
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
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Figura 1. Mapa Terra Brasilis, 1519, autoria do Português Lopo Homem.
O mapa Terra Brasilis, da imagem acima, é de domínio público. Nele, apare-
cem escritos alguns nomes de acidentes geográficos da costa maranhense. A partir 
de 1524, os franceses começaram a frequentar o litoral do Maranhão. A explicação 
para o motivo dessa frequência é que o litoral do Maranhão foi esquecido pelos 
portugueses. Naquele lugar, os franceses trocavam com os indígenas produtos da 
região por objetos que trouxeram da Europa.
Em 1531, Martim Afonso de Sousa chegou ao Brasil. Esse homem foi o coman-
dante da primeira expedição que começou a colonizar a região. O militar e nobre 
português exigiu que Diogo Leite fosse responsável pela exploração do litoral norte. 
Diogo Leite aproximou-se da foz do rio Gurupi. Atualmente, o rio Gurupi serve de 
divisa entre os Estados do Maranhão e do Pará. A divisa entre os dois atuais esta-
dos brasileiros ficou por muito tempo conhecida como “abra de Diogo Leite”.
Em 1534, quando Dom João III dividiu a Colônia Portuguesa no Brasil 
em Capitanias Hereditárias, os portugueses ainda não chegaram a colonizar o 
Maranhão. Um ano depois, o monarca português concedeu a terra a três fidalgos 
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
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queeram homens de sua confiança. Foram eles: João de Barros, Fernando Álvares 
de Andrade e Aires da Cunha. Ambos os primeiros idealizaram seu plano para a 
tomada de posse da capitania. Os dois donatários encarregaram sua execução a 
Aires da Cunha.
Aires da Cunha veio ao Brasil, no mesmo ano da doação. Durante a viagem, 
dez veleiros, 900 homens de armas e 130 a cavalo estavam a caminho. Mas a 
frota afundou nas costas maranhenses devido a violento temporal e o capitão 
faleceu, assim como a maior parte dos integrantes. Os sobreviventes fundaram 
um núcleo de povoamento denominado Nazaré e passaram a explorar o terreno 
através dos acidentes geográficos fluviais. Entretanto, os indígenas não lhes favo-
receram essa ocupação. Do núcleo de povoamento, não restou nada. Quando essa 
povoação foi destruída, os portugueses abandonaram-na.
Em 1539, foi a vez de outro fidalgo lusitano denominado Luís de Melo da Sil-
va. Esse homem também teve seu navio afundado no litoral maranhense. Entre-
tanto, retornou para Portugal em 1554. João de Barros, em 1555, mandou seus 
descendentes João e Jerônimo para a donataria. Naquela época, os franceses já 
tinham entrado ali. De acordo com narrativa de Jerônimo dirigida ao monarca por-
tuguês, estiveram na capitania 17 naus de franceses. Os franceses edificaram, 
com materiais de construção da época, casas de pedra e faziam comércio com os 
indígenas.
França Equinocial: expedição de Daniel de La Touche
Caro(a) aluno(a), a França Equinocial representou a segunda tentativa dos fran-
ceses de se fixarem no Brasil, na região maranhense, entre os anos de 1612 a 1615.
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A origem do nome está relacionada com o território de conquista, posto que 
estava próximo da linha do Equador, antes denominada linha Equinocial. Esse 
evento ocorreu após a França Antártica, colônia francesa que durou cerca de quinze 
anos no Rio de Janeiro.
Desde a chegada dos portugueses na América, outros povos europeus vinham 
disputando as terras encontradas com intuito de explorá-las. Nesse ínterim, Portu-
gal, a maior potência marítima europeia dos séculos XV e XVI, disputava territórios 
da América, ao lado da Espanha. Os espanhóis saíram na frente quando Cristóvão 
Colombo alcançou o Caribe em 1492.
Ademais, franceses e holandeses, procuraram se estabelecer na costa da colô-
nia portuguesa na América durante o século XVI e XVII. Diversas foram as tentati-
vas, no entanto, os portugueses defenderam o território combatendo as invasões.
Precisamos lembrar que, num primeiro momento, Portugal não fixou colonos no 
território. A atividade se limitava em comercializar o pau-brasil com os indígenas 
através do escambo. Porém, com o assédio à região, a Coroa portuguesa começou 
a enviar pessoas com o intuito de povoar e estabelecer uma colônia.
Povoar a terra foi uma tática importante encontrada pela Coroa Portuguesa a 
fim de consolidar a presença lusitana no território. Dessa maneira, se evitavam as 
invasões que aumentavam cada vez mais diante da ânsia dos povos europeus pela 
exploração e conquista.
Nesse momento, a França passava por momentos difíceis, com embates entre 
os protestantes e católicos. Assim, os protestantes que estavam sendo perseguidos 
pela Igreja Católica e a coroa francesa, encontraram na América portuguesa um 
reduto mais tranquilo.
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Quando os franceses aqui chegaram, em 1555, se apossaram da cidade do Rio 
de Janeiro e erigiram um forte na Baía de Guanabara, o atual forte Villegagnon.
Estava fundada, assim, a primeira colônia francesa no país: a França Antár-
tica, pelo francês calvinista Nicolas Durand Villegagnon. No contexto em que 
os franceses se apossaram do Rio de Janeiro, esta não passava de uma possessão 
registrada nos mapas luso-espanhóis e fundamentado no Tratado de Tordesilhas 
(1494). A maioria das Capitanias Hereditárias (1534) haviam fracassado pouco 
tempo depois de seus estabelecimentos. O Governo Geral, instaurado nos idos 
de 1549 não dava conta da administração daquelas regiões. O norte era tido como 
verdadeiro sertão (lugar longínquo), onde diferentes nações europeias e indígenas 
empreendiam trocas comerciais em larga escala.
Em 1560, os portugueses se prepararam para expulsar os invasores franceses 
do Rio de Janeiro, com apoio dos índios Tamoios. No entanto, não saíram vitorio-
sos, sendo derrotados durante o governo do terceiro governador geral do Brasil, 
Mem de Sá, em 1567. Os franceses somente foram do Rio de Janeiro em 1570, na 
batalha de Cabo Frio.
Dadas as dificuldades de acesso luso e a facilidade de comércio com os indíge-
nas, os franceses empreenderam o estabelecimento colonial e a posse dos territó-
rios indígenas no Maranhão.
A partir da expulsão do Rio de Janeiro, os franceses resolveram ocupar outra 
parte do território colonial português. Na época, o rei da França era Henrique IV, 
a quem La Touche teria convencido sobre a importância de tomar posse das regiões 
não ocupadas pelos portugueses.
La Touche conhecia bem a região pois, em 1604, havia explorado as costas da 
Guiana com o navegador Jean Mocquet. Porém, Henrique faleceu deixando como 
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sucessor seu filho Luis XIII, ainda criança. A viúva de Henrique, Maria de Médici, 
assumiu a regência e, de religião católica, impediu a expedição pelas diferenças 
religiosas com La Touche, que era calvinista.
Depois de algumas barganhas na corte, tendo angariado fundos com o almiran-
te François de Rossilly, Senhor Almers (líder católico), e o senhor de Sancy, Nicolau 
de Herley, La Touche partiu de Cancale, em Março de 1612, com uma caravela e 
duas naus: “Saint-Anne”, “Régente” e “Charlote”, tripuladas por 500 homens, 
entre eles frades capuchinhos, viajando por cinco meses completos, enfrentando 
os dissabores do mal tempo. Chegou, em setembro do mesmo ano, à “Montanha 
dos Canibais”, um ponto elevado na Ilha Grande, domínio dos Tupinambás.
Com o patrocínio da Coroa Francesa, Daniel de La Touche e Charles des 
Vaux fundaram a França Equinocial, em março de 1612, cuja capital recebeu o 
no de São Luís, em homenagem ao rei e ao santo patronoda França.
Figura 2. Busto de Daniel de La Touche, em frente à Prefeitura de São Luís.
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As trocas voluntárias que já se processavam a mais de um século com os nati-
vos, foi substituída pelo domínio da terra e da mão de obra indígena pelos france-
ses.
As tribos indígenas e os franceses já estavam familiarizados uns com os outros, 
pois navegantes vindos da França já rondavam a região. O próprio La Touche este-
ve por ali duas vezes.
Os indígenas, por sua vez, apelidaram os franceses de papagaios amarelos, 
pois estes eram loiros e tagarelas como as aves. Um Tupinambá chamado de Mom-
boréuaçu chegou à conclusão de que, semelhante aos portugueses, os franceses 
estavam começando a se fixar na terra, desrespeitar os costumes de seu povo e 
ainda querendo-lhes escravizar. Os resultados desse empreendimento arriscado foi 
o despontar de grandes conflitos de caráter local com os grupos indígenas que não 
aceitavam tais medidas.
Apesar de ser de religião calvinista, Daniel de La Touche trazia frades capuchi-
nhos (franciscanos) na sua esquadra que rezaram a primeira missa pela fundação 
da cidade. Em três anos, o território francês se expandiu para os atuais estados do 
Pará, Amapá e Tocantins.
Os portugueses, neste momento, estavam ligados aos espanhóis pela União 
Ibérica. No entanto, não se descuidavam dos negócios da colônia e é preciso lem-
brar que os espanhóis eram históricos inimigos dos franceses.
Assim, em 1615, uma expedição luso-espanhola alcançou São Luís e empre-
endeu o processo de reconquista dos territórios. Liderados por Jerônimo de Al-
buquerque e Alexandre de Moura, os portugueses expulsaram os franceses e 
tomaram o Forte de São Luís. Aliados aos Tupinambás, empreenderam o processo 
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de efetivação de territórios a oeste e fundaram, em 1616, o Forte do Presépio 
que deu origem à cidade de Belém, capital do Pará.
Criaram o Estado do Maranhão, com administração independente do Estado do 
Brasil e estabeleceram uma relação direta com a metrópole que teve fim apenas 
com o processo de Independência do Brasil (1822).
Desse modo, a tentativa francesa de estabelecer aquela colônia contribuiu para 
a criação do Estado do Maranhão, uma outra colônia portuguesa na América, com 
administração e características próprias que a diferenciaram, inclusive em termos 
históricos, da outra colônia portuguesa chamada Estado do Brasil.
Os franceses, contudo, jamais desistiram de fixar uma colônia na América do 
Sul. Finalmente, conseguiram fazê-lo no território que hoje é a Guiana Francesa, 
com a fundação de Caiena em 1637.
Fundação de São Luís
São Luís é a única cidade brasileira fundada por franceses, no dia 8 de setem-
bro de 1612.
Os franceses chegaram ao Maranhão no dia 26 de julho e aportaram numa ilha 
denominada pelos índios de Upaon-mirim, que, na língua indígena, quer dizer “ilha 
pequena”. A ilha de Upaon-mirim não era o ponto final da jornada, lugar desabitado 
e localizado a cerca de doze léguas da Ilha Grande ou Upaon-Açu, como os aborí-
gines chamavam a atual ilha de São Luís.
O senhor Daniel de La Touche enviou uma expedição à ilha Grande sob o co-
mando do senhor Des Vaux, para averiguar como seriam recebidos pelos nativos. 
A recepção foi acolhedora, pois, como vimos, já havia contatos anteriores com os 
nativos.
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A expedição teria partido para a Ilha Grande, onde foi festivamente recebido, 
não só pelos nativos, mas também por alguns náufragos franceses que viviam na 
ilha, entre os quais o capitão Gérard e o compatriota Du Manoir, responsável pela 
recepção grandiosa aos seus patrícios.
Quando a expedição chegou a Upaon-Açu realizaram a celebração da primeira 
missa, em 12 de agosto de 1612. Em seguida, fizeram a busca de um local para a 
construção do forte de “São Luís”. No dia 8 de setembro de 1612 era fundada 
a cidade de São Luís, uma ilha e também capital do Maranhão.
Batalha de Guaxenduba
A Batalha de Guaxenduba foi um confronto militar ocorrido em 19 de novembro 
de 1614, próximo de onde hoje se localiza a cidade de Icatu, no estado do Mara-
nhão, entre forças portuguesas e tabajaras, de um lado, e francesas e tu-
pinambás, de outro. A batalha foi um importante passo dado pelos portugueses 
para a expulsão definitiva dos franceses do Maranhão, a qual viria a ocorrer 
em 4 de novembro de 1615. A expulsão dos franceses possibilitou que grande 
parte da Amazônia passasse para domínio português e, posteriormente, brasileiro.
Ciente da presença dos franceses ao norte da capitania do Maranhão, Gaspar 
de Souza envia tropas de Pernambuco. Em 23 de agosto de 1614, Diogo de 
Campos parte do Recife com 300 homens e, no Rio Grande do Norte, se junta 
a Jerônimo de Albuquerque, que leva consigo um grande contingente de indígenas.
A expedição portuguesa com 500 homens liderados pelo capitão-mor 
Jerônimo de Albuquerque acampa na barra do rio Perejá (Periá) com a intenção 
de buscar um local para edificar uma fortificação, enfrentando falta de alimentos 
e de água de qualidade. Um grupo de 14 exploradores portugueses descobre um 
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local adequado para a construção de um forte, e a expedição novamente zarpa em 
2 de outubro de 1614.
Em 26 de outubro, chegam a uma área chamada de Guaxindubá pelos indíge-
nas, na margem direita da Baía de São José, entre muitas ilhas e canais estreitos. 
Ali, na praia de Guaxenduba, sob a orientação do engenheiro Francisco Frias de 
Mesquita é construída uma fortificação de forma hexagonal à qual é dado o nome 
de Forte de Santa Maria, a cerca de 20 km da atual sede do município de Icatu, 
diante dasposições francesas no Forte de São José de Itapari, instalados em 
São José de Ribamar.
Uma vez estabelecidos, os portugueses passam a trabalhar na construção e vi-
gilância do forte e no reconhecimento da região. Num primeiro contato com os por-
tugueses, alguns indígenas da Ilha diziam que a mesma estava cheia de franceses, 
outros, que eles haviam ido embora.
Em 30 de outubro, um grupo de indígenas da ilha matou quatro índias e um ín-
dio que acompanhavam os portugueses, fazendo-os desconfiar dos nativos e acre-
ditar que haviam sido enviados pelos franceses para reconhecer seus navios. Nos 
dias do final de outubro, os portugueses no forte de Santa Maria e na ilha de 
Santana observam o movimento de navios franceses na Baía de São José e o 
desembarque de peças de artilharia.
Em 10 de novembro de 1614, o sargento-mor do Estado, Diogo de Campos, 
após se desentender com Jerônimo de Albuquerque, envia um grupo de marinhei-
ros para defender as embarcações que estavam ancoradas ou encalhadas no estu-
ário, pedindo que ficassem vigilantes.
Na madrugada de 11 de novembro, os franceses, guiados por Monsieur de Pi-
sieu, Monsieur du Prat e François Rasilly, se aproximam dos navios silenciosamen-
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te. Quando percebem o ataque, os marinheiros tocaram as trombetas e alertaram 
os soldados do forte, que disparam a artilharia sem cessar, entretanto, não gerou 
nenhum efeito nos franceses. Os marinheiros abandonam e deixam livres as em-
barcações, das quais três são capturadas pelos franceses: uma caravela, um pata-
cho Abaeté de guerra e um barco que estavam mais afastados da terra.
Na manhã de 19 de novembro de 1614, os soldados portugueses notaram que, 
ao lado do forte de Santa Maria, o mar estava repleto de embarcações a vela e à 
remo se aproximando da costa. Para atacá-los no desembarque, Diogo de Campos 
dirigiu-se à praia com 80 soldados portugueses, mas, percebendo que o número de 
inimigos era muito maior, retrocedeu.
Logo, havia centenas de combatentes na praia. Os franceses dispunham de 200 
soldados, muitos dos quais eram fidalgos, em duas tropas, levando coletes de aço, 
espadas e mosquetes de grande qualidade. Contavam com 50 canoas e 2500 ín-
dios, incluindo 2 mil índios de Tapuitapera (atualmente Alcântara) e 100 índios de 
Cumã (atual Guimarães).
Daniel de la Touche, comandante dos franceses, estava no mar com mais 200 
soldados liderados pelo cavaleiro François Rasilly. Foi iniciada uma longa troca de 
tiros e nesse primeiro encontro, foram mortos um soldado português e dois fran-
ceses.
Os franceses desembarcaram pelo mar. Sob o comando de Monsieur de La Fos-
-Benart, cerca de 400 tupinambás que lutavam pelo lado francês receberam a or-
dem de fortificar o máximo que pudessem seu topo: construíram, ao todo, 7 trin-
cheiras com pedras grandes, fortificando todo o espaço entre a maré e o topo 
do outeiro, de modo que as canoas que chegavam ficavam parcialmente ocultas.
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Por um caminho secreto, Jerônimo de Albuquerque subiu o morro com 75 sol-
dados e 80 arqueiros, enquanto Diogo de Campos atacava os franceses e indígenas 
que desembarcavam. Em terra, saltou de uma canoa com um trombeta (mensagei-
ro), que levava o brasão de armas reais da França e uma carta em francês escrita 
por Daniel de La Touche, a qual dizia que os portugueses deviam se render em 4 
horas ou seriam massacrados. Diogo de Campos percebeu que a carta era uma 
tentativa dos franceses de ganhar tempo e obter informações sobre o estado das 
tropas portuguesas.
A esta altura, o grupo de soldados e arqueiros que acompanhava Jerônimo de 
Albuquerque já havia chegado à primeira trincheira. Os índios que a defendiam 
com os franceses eram uma grande multidão, e neles, os portugueses não perdiam 
um tiro.
Daniel de La Touche observava do mar que o exército francês sofria pesadas 
baixas: em menos de uma hora, a área ao redor do forte de Santa Maria estava 
repleta de mortos franceses e indígenas. Ravardière mandou para próximo da praia 
os navios mais velozes para prevenir maiores danos à sua tropa, mas, sob o bom-
bardeio da artilharia portuguesa, foi forçado a desistir. Havendo os portugueses 
dominado o outeiro fortificado, Diogo de Campos ordena que eles ateiem fogo a 
todas as canoas que estavam abicadas na base do morro.
Com todas as canoas em chamas, os franceses restantes em terra não tiveram 
como fugir e tudo o que puderam fazer foi se recolher na fortificação no topo do 
outeiro. Entre eles estavam Monsieur de la Fos Benart e Monsieur de Canonville. 
Ao final da batalha, próximo ao outeiro, muitos dos soldados portugueses se pu-
nham à frente dos mosquetes dos inimigos, que ainda resistiam. Turcou, que era 
o intérprete dos franceses na comunicação com os índios, foi baleado pelos portu-
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gueses, e com ele, Monsieur de la Fos Benart, líder dos indígenas que lutavam com 
os franceses.
Sem orientação, os índios restantes, mais de 600, começaram a fugir, descendo 
o outeiro e a eles se misturaram os soldados franceses, que não possuíam mais 
pólvora para atirar.
Após a Batalha de Guaxenduba, as tropas francesas restantes no Maranhão es-
tavam recolhidas no Forte de São Louis. Para ganhar tempo, Ravardière propôs 
uma trégua aos portugueses e sua proposta foi aceita, ficando estipulado que um 
oficial português e um francês fossem à França e um oficial português e um fran-
cês fossem a Portugal, para procurar nas cortes desses países uma solução para o 
conflito.
Com o cessar-fogo anunciado, portugueses, franceses e nativos permaneceram 
em paz. Em outubro de 1615, chega ao Maranhão o capitão-mor de Pernambuco, 
Alexandre de Moura, trazendo um reforço de tropas e mantimentos. Por ser de pa-
tente superior, assumiu o comando geral das tropas portuguesas. Sob seu coman-
do, os portugueses violaram o tratado feito com os franceses e intimaram Daniel de 
la Touche a abandonar o Maranhão em 5 meses, comprometendo-se a indenizá-lo.
Como garantia de sua palavra, Ravardière entrega o Forte de Itapari. Três me-
ses depois, chegaram da Europa Diogo de Campos e Martim Soares, trazendo mais 
tropas portuguesas e ordens terminantes da corte para os franceses abandonarem 
definitivamente o Brasil.
Em 1º de novembro de 1615, Alexandre de Mouraordenou que o Forte de São 
Luís fosse cercado e desembarcou suas tropas na ponta de São Francisco.
Em vez de indenizar os franceses, como fora combinado, os portugueses os 
embarcaram de volta para a França em dois navios, apenas com o que lhes era 
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indispensável. Alguns franceses ficaram no Maranhão, como Charles Des Vaux, 
que ajudava na comunicação com os nativos; os que permaneceram eram em sua 
maioria ferreiros.
Em janeiro de 1616, Daniel de La Touche foi levado à força para Pernambuco, 
onde recebeu uma indenização e perdão do governador-geral, para evitar que se 
juntasse a outros corsários franceses e os liderasse novamente. Em 1619, ao exigir 
o aumento da pensão estipulada pela Coroa portuguesa, foi preso em Lisboa, per-
manecendo encarcerado por três anos na Torre de Belém.
No livro “História da Companhia de Jesus na Extinta Província do Maranhão e 
Pará”, de 1759, o padre José de Moraes relata a aparição de Nossa Senhora da 
Vitória entre os batalhões portugueses. É recorrente, na literatura histórica, en-
contrar-se a expressão “Jornada Milagrosa” sobre essa aparição que animou os 
soldados durante todo o tempo da batalha e transformou areia em pólvora e seixos 
em projéteis. Nossa Senhora da Vitória é considerada a padroeira de São Luís e a 
Catedral da Sé da cidade recebe seu nome.
Questão 1 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) No início do século XVII, os franceses 
tentaram organizar uma colônia no Brasil. Para isso, fundaram a chamada de Fran-
ça Equinocial, no Maranhão. Identifique os fatos históricos associados a essa colo-
nização.
I – Contrariando as determinações do rei francês, Daniel de La Touche autorizou 
a difusão da religião dos protestantes entre os indígenas no Maranhão.
II – Com o objetivo de fixar a colonização no Brasil, os franceses construíram o 
forte que denominaram de São Luís, em homenagem ao rei francês.
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III – Um dos ordenamentos instituídos na França Equinocial era a conversão da 
população ao cristianismo, segundo determinação do rei da França.
IV – Os franceses fundaram a França Equinocial para garantir a posse das terras 
do Maranhão, conforme determinava as normas do Tratado de Tordesilhas.
É correto o que se apresenta APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
Letra c.
Os franceses se fixaram em São Luís objetivando o acesso ao comércio de produtos 
da região. Para tanto, construíram o forte de São Luís como meio de defesa para 
garantir a posse da terra. Daniel de La Touche recebeu apoio da coroa francesa 
para realizar a incursão ao Maranhão, mas deveria impor o catolicismo aos locais, 
o que torna falsa a afirmativa I. A afirmativa IV também é falsa pois o Tratado de 
Tordesilhas, celebrado entre Espanha e Portugal, garantia as terras do Maranhão 
aos portugueses.
A invasão Holandesa
Querido(a), chamamos Invasões Holandesas as incursões da República das 
Províncias Unidas (Holanda) no Nordeste Brasileiro:
•	 Bahia em 1624
•	 Pernambuco em 1630
•	 Maranhão em 1641
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
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Os holandeses criaram uma empresa que seria responsável por recuperar o 
comércio do açúcar invadindo o nordeste brasileiro: a Companhia das Índias 
Ocidentais. Após serem derrotados em Salvador, tiveram a sorte de encontrar 
e saquear um navio espanhol carregado de prata sul-americana! Com o capital, 
se prepararam para voltar ao Brasil, agora em Pernambuco, onde conseguiram 
triunfar. Os brasileiros e portugueses até tentaram montar uma resistência, 
no chamado Arraial do Bom Jesus, mas foram traídos por Domingos Calabar e 
caíram diante das tropas holandesas.
Em 1637 a, W.I.C. (Cia. Das Índias Ocidentais) enviou Maurício de Nassau 
para administrar os negócios na Nova Holanda (Pernambuco).
Nassau governou percebendo que teria que atuar de forma pacífica com os se-
nhores de engenho. Ao invés de pressioná-los, proibiu a agiotagem praticada por 
agentes holandeses e conseguiu empréstimos para os senhores de engenho. 
Como “mimo” ainda concedeu a liberdade religiosa dos católicos. Ocorre que os 
Holandeses eram calvinistas (religião cristã protestante) e costumavam impor seu 
credo em suas colônias. Ainda promoveu obras de urbanização no Recife.
Era um humanista, influenciado pelo Renascimento Cultural e, por isso, esti-
mulou as ciências e as artes. Construiu um observatório astronômico, criou o 
jardim botânico. Trouxe grandes mestres da pintura flamenga como Albert Eckout e 
Frans Post. Convidou diversos artistas e cientistas para um grande projeto que ele 
mesmo definiu como “exploração profunda e universal da terra”.
Entretanto, esses gastos com a colônia provocaram desavenças com a W.I.C. 
A Cia. Das Índias Ocidentais era uma empresa que visava o lucro maximizado. Foi 
para isso que Nassau foi chamado a governar. Por isso, em maio de 1644 Maurício 
de Nassau retorna a Holanda.
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Os holandeses seriam expulsos de Pernambuco em 1654, quando ocorrera a 
Insurreição Pernambucana (1645-1654)
Em 1641, aportou em São Luís uma esquadra holandesa formada por 18 
embarcações, com mais de mil militares, sob o comando do almirante Jan Cor-
nelizoon Lichtardt e pelo coronel Koin Handerson.
O principal objetivo dos holandeses seria a expansão da indústria açucareira na 
região. Antes da invasão em São Luís, os holandeses já haviam invadido grande 
parte do nordeste brasileiro e tomado outras cidades como Salvador, Recife e Olin-
da.
Os holandeses investiram contra São Luís e amedrontaram os moradores, o que 
fez a cidade ficar deserta. Foi feito prisioneiro o governador da cidade, o fidalgo 
português BentoMaciel Parente, e também foi hasteada a bandeira holandesa. 
A cidade toda foi saqueada, igrejas e cerca de cinco mil arrobas de açúcar foram 
roubados. Isso tudo resultou numa paralisação da economia maranhense. A pro-
dução da capitania era baseada na comercialização de tabaco, cravo, algodão, 
aguardente, açúcar, sal, azeite, couro, farinha de mandioca, baunilha entre outros 
produtos.
A expulsão dos Holandeses
Após a expansão dos holandeses para o interior além da ilha de São Luís, foram 
em busca do controle sobre outros engenhos maranhenses. Os portugueses esta-
vam insatisfeitos, então iniciaram em 1642 os movimentos de revolta e de mobili-
zação para tentar expulsar os holandeses das terras maranhenses. Começou então 
uma guerrilha que durou cerca de três anos e em consequência causou a destruição 
da cidade de São Luís.
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A insurreição começou em 30 de setembro de 1642. Os colonos toma-
ram o Forte do Calvário, localizado na foz do rio Itapicuru, e exterminaram toda a 
guarnição holandesa que ocupava o local. Durante um ano foram travadas batalhas 
entre holandeses e colonos, comandados pelo sargento-mór Antônio Teixeira de 
Melo. Em 28 de fevereiro de 1644, as debilitadas tropas holandesas foram 
obrigadas a fugir do Maranhão, partindo para o Ceará e, em seguida, para 
o Rio Grande do Norte.
Finalmente depois de uma violenta batalha que levou a morte de muitas pesso-
as, em 1644 os holandeses foram expulsos do Maranhão, após ocuparem 
São Luís por 27 meses.
No ano seguinte eclodiu a Insurreição Pernambucana, que contou, em sua etapa 
final, com a aliança entre os moradores de Pernambuco e os portugueses. Depois 
de diversas batalhas, os holandeses foram derrotados em 1654.
Em 1661, na cidade holandesa de Haia, Portugal e Holanda assinaram um acor-
do que estabelecia uma indenização devida aos holandeses pelos investimentos 
feitos no Brasil.
Encerrada a ocupação holandesa no Brasil, restava à colônia a herança dos com-
promissos estabelecidos pela metrópole portuguesa com a Coroa inglesa, outra for-
ma de dominação colonial. Isso porque, tanto na luta contra os holandeses quanto 
nas disputas contra os espanhóis pelo trono, os portugueses contaram com o apoio 
dos ingleses. Em consequência, Portugal e Brasil tornaram-se dependentes 
do capital inglês.
Outra grave consequência da expulsão dos holandeses foi a concorrência 
promovida por eles na produção de açúcar. Utilizando os conhecimentos acu-
mulados no Brasil, passaram a produzir açúcar em suas possessões nas Antilhas 
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com custos mais baixos e melhor qualidade, provocando a decadência da produção 
açucareira no Nordeste do Brasil.
Alguns historiadores afirmam que a expulsão holandesa também contribuiu para 
o surgimento do nativismo pernambucano, já que a província seria o palco de 
boa parte das revoltas posteriores contra a metrópole portuguesa.
O Estado do Maranhão e Grão-Pará: a Revolta de Bequi-
mão – Causas – Companhia de Comércio do Maranhão e 
Grão-Pará – Os objetivos da Revolta
O Estado do Grão-Pará e Maranhão foi uma unidade administrativa portuguesa 
na América do Sul. Criado com a denominação de Estado do Maranhão em 13 de 
junho de 1621, por Filipe II de Portugal (ou Filipe III da Espanha), no Norte da 
América Portuguesa (atual Brasil), e renomeado Estado do Maranhão e Grão-
-Pará em 1654, e Estado do Grão-Pará e Maranhão em 1751, o qual foi dividido 
em 1772.
No seu período áureo, sua extensão territorial abrangia os atuais estados do 
Maranhão, Piauí, Pará, Amazonas, Amapá e Roraima.
Em 1621, é criado o Estado do Grão-Pará e Maranhão (com capital em São 
Luís), separado do estado do Brasil (com capital em Salvador), cuja criação ti-
nha o objetivo de melhorar o contato da região com sua metrópole, além de 
incentivar a coleta das “drogas do sertão”, o cultivo da cana, algodão, café 
e do cacau, além da vinda de colonos.
Em 1637, uma expedição comandada por Pedro Teixeira partiu de Belém até 
chegar a Quito, no Equador. Ao voltar, tomou posse, em nome de Portugal, de todas 
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as terras na margem esquerda do Rio Napo até o Oceano Atlântico, ou seja, quase 
toda a Amazônia.
Nas décadas seguintes, foram explorados os principais afluentes do Amazonas 
devido à procura das chamadas “drogas do sertão”, como a canela, a baunilha, 
o cravo, o urucu e o cacau. Sertanistas, religiosos, tropas de resgate, tropas 
de guerra, contratadas para vencer a resistência dos índios ou escravizá-
-los, subiam e desciam rios, montando feitorias, explorando a floresta, pescando, 
num esforço que resultaria mais tarde em uma ocupação efetiva da região. Na 
segunda metade do século XVII é criada a Companhia Geral do Comércio do Grão-
-Pará e Maranhão, para fomento da região, com a introdução de escravos negros.
A união com o Maranhão é desfeita em 1774, ao mesmo tempo em que a região 
sofria com uma estagnação da economia local. À época da independência, o Grão-
-Pará é uma das regiões onde há conflito armado contra o domínio português.
A Revolta de Bequimão (1684)
A Revolta de Beckman, também conhecida como Revolta dos Irmãos Beckman 
ou Revolta de Bequimão, ocorreu no Estado do Maranhão, em 1684. É tradicio-
nalmente considerada como um movimento nativista pela historiografia em His-
tória do Brasil.
Como vimos, o Estado do Grão Pará e Maranhão foi criado à época da Dinastia 
Filipina, em 1621, compreendendo os atuais territórios do Maranhão, Ceará, Piauí, 
Pará e Amazonas. Essa região subordinava-se, desse modo, diretamente à Coroa 
Portuguesa. Entre as suas atividades econômicas destacavam-se a lavoura de cana 
e a produção de açúcar, o cultivo de tabaco, a pecuária (para exportação de couros) 
e a coleta de cacau. A maior parte da população vivia em condições de extrema 
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pobreza, sobrevivendo da coleta, da pesca e praticando uma agricultura de subsis-
tência.
Rebeliões Nativistas: são rebeliões entre colonos ou em defesa do interesse das 
elites coloniais.
•	 Revolta dos Beckman de 1684;
•	 A Guerra dos Emboabas de 1708 e 1709;
•	 A Revolta de Felipe dos Santos de 1720;
•	 A Guerra dos Mascates. 1710 e 1711.
Rebeliões Separatistas: visam a independência em relação a Portugal.
•	 Inconfidência Mineira 1789;
•	 Conjuração Baiana 1798;
•	 Insurreição Pernambucana de 1817. (A Insurreição Pernambucana 1645-
1654 é a que expulsou os holandeses.)
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Desde meados do século XVII, o Estado do Maranhão enfrentava séria crise 
econômica, pois desde a expulsão dos Holandeses da Região Nordeste do 
Brasil, a empresa açucareira regional não tinha condições de arcar com os 
altos custos de importação de escravos africanos.
Neste contexto, teve importância a ação do padre Antônio Vieira (1608-1697) 
que, na década de 1650, como Superior das Missões Jesuíticas no Estado do 
Maranhão, implantou as bases da ação missionária na região: pregação, batismo 
e educação, nos moldes da cultura portuguesa e das regras estabelecidas pelo Con-
cílio de Trento (1545-1563).
Posteriormente, pela lei de 1º de abril de 1680 a Coroa determinava a abo-
lição da escravidão indígena, sem qualquer exceção, delimitando, mais adiante, 
as respectivas áreas de atuação das diversas ordens religiosas.
Para contornar a questão de mão de obra, os senhores de engenho locais or-
ganizaram tropas para invadir os aldeamentos organizados pelos Jesuítas 
e capturar indígenas como escravos. Estes indígenas, evangelizados, constitu-
íam a mão de obra utilizada pelos religiosos na atividade de coleta das chamadas 
drogas do sertão. Diante das agressões, a Companhia de Jesus recorreu à Coroa, 
que interveio e proibiu a escravização do indígena, uma vez que esta não trazia 
lucros para a Metrópole.
Para solucionar esta questão, a Coroa instituiu a Companhia do Comércio do 
Maranhão (1682), em moldes semelhantes ao da Companhia Geral do Comércio 
do Brasil (1649). Pelo Regimento, a nova Companhia deteria o estanco (monopó-
lio) de todo o comércio do Maranhão por um período de vinte anos, com a obriga-
ção de introduzir dez mil escravos africanos (à razão de quinhentas peças por 
ano), comercializando-os a prazo, a preços tabelados.
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Além do fornecimento destes escravos, deveria fornecer tecidos manufaturados 
e outros gêneros europeus necessários à população local, como por exemplo o ba-
calhau, os vinhos, e a farinha de trigo. Em contrapartida, deveria enviar anualmen-
te a Lisboa pelo menos um navio do Maranhão e outro do Grão-Pará, com produtos 
locais. O cacau, a baunilha, o pau-cravo e o tabaco, produzidos na região, seriam 
vendidos exclusivamente à Companhia, por preços tabelados.
Para obtenção da farinha de mandioca necessária à alimentação dos africanos 
escravizados, era permitido à Companhia recorrer à mão de obra indígena, remu-
nerando-a de acordo com a legislação em vigor. Graças à intercessão do Governa-
dor Francisco de Sá de Meneses, apenas os jesuítas e franciscanos ficaram livres do 
monopólio exercido pela Companhia.
Sem conseguir cumprir adequadamente os compromissos, a operação da Com-
panhia agravou a crise econômica e fez crescer o descontentamento na região:
•	 os comerciantes locais sentiam-se prejudicados pelo monopólio da Compa-
nhia;
•	 os grandes proprietários rurais entendiam que os preços oferecidos pelos 
seus produtos eram insuficientes;
•	 os apresadores de indígenas, contrariados em seus interesses, reclamavam 
da aplicação das leis que proibiam a escravidão dos nativos;
•	 a população em geral, protestava contra a irregularidade do abastecimento 
dos gêneros e os elevados preços dos produtos.
A Companhia passou a ser objeto de acusações de não fornecer anual-
mente o número de escravos estipulado pelo Regimento, de usar pesos e me-
didas falsificados, de comercializar gêneros alimentícios deteriorados e de praticar 
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preços exorbitantes. Esses fatos, somados às isenções concedidas aos religiosos 
conduziria a uma revolta.
Após alguns meses de preparação, aproveitando a ausência do Governador Fran-
cisco de Sá de Menezes, em visita a Belém do Pará, a revolta eclodiu na noite de 
24 de fevereiro de 1684, durante as festividades de Nosso Senhor dos Passos.
Sob a liderança dos irmãos Manuel e Tomás Beckman, senhores de enge-
nho na região, e de Jorge de Sampaio de Carvalho, com a adesão de outros proprie-
tários, comerciantes e religiosos insatisfeitos com os privilégios dos Jesuítas, um 
grupo de sessenta a oitenta homens mobilizou-se para a ação, assaltando 
os armazéns da Companhia.
Já nas primeiras horas do dia seguinte os sediciosos tomaram o Corpo da 
Guarda em São Luís, integrado por um oficial e cinco soldados. Partiram dali, com 
outros moradores arregimentados no trajeto, para a residência do Capitão-mor 
Baltasar Fernandes, que clamava por socorro, sem sucesso. Beckman intimou-lhe 
a voz de prisão e suspensão do cargo, acrescentando, como que por chacota, que 
para tornar-lhe aquela mais suave o deixava em casa entregue à guarda da sua 
própria mulher, com obrigações de fiel carcereira.
Por sua vez, em 1685 no Brasil, os revoltosos ocuparam o Colégio dos Mascates 
e expulsaram os jesuítas que viviam ali. Por cerca de um ano, Manuel Beckman 
controlou uma junta revolucionária e governou a Província do Maranhão.
Por fim, em 15 de maio de 1685, o novo governador, Gomes Freire de An-
drade, no comando de tropas portuguesas, desembarca na cidade, onde 
não encontra resistência. Ele reempossa as autoridades e, com a confirmação 
das acusações feitas à Companhia do Comércio do Maranhão, solicita o fim de suas 
atividades.
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Já os líderes da revolta, Manuel Beckman e Jorge de Sampaio, serão pre-
sos, julgados e condenados à morte pela forca, enquanto os outros envolvidos 
são condenados à prisão perpétua.
Questão 2 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) Em 1684, eclodiu uma revolta de pro-
prietários de terra no Maranhão, conhecida por Revolta de Bequimão. Os revoltosos 
posicionaram-se
a) contra o monopólio da companhia de comércio e contra os jesuítas.
b) contra a escravidão dos africanos e dos indígenas maranhenses.
c) a favor da catequização dos indígenas realizada pelos jesuítas.
d) a favor do monopólio real sobre a exploração dos produtos da região.
e) contra a expulsão dos jesuítas determinada pela coroa portuguesa.
Letra a.
Querido(a), como vimos, a Revolta de Bequimão foi resultado do monopólio da 
companhia de comércio, pelo não cumprimento do fornecimento de mão de obra 
escrava, e da interferência dos jesuítas, que proibiam a escravização de indígenas.
Companhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará
A Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão ou Companhia Geral 
do Grão-Pará e Maranhão foi uma empresa privilegiada, de carácter monopolista, 
criada pelo Marquês de Pombal, na segunda metade do século XVIII, em Portugal. 
Confirmada pelo Alvará Régio de 7 de junho de 1755, destinava-se a controlar e fo-
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mentar a atividade comercial com o Estado do Grão-Pará e Maranhão, fortalecendo 
a prática do mercantilismo no reino.
Querido(a), não confunda a Companhia do Comércio do Maranhão (1682) 
com a Companhia do Comércio do Maranhão e Grão-Pará (1755). A primeira 
acabamos de estudá-la quando tratamos da Revolta de Bequimão. A segunda foi 
criada pelo Marquês de Pombal.
Diante da proibição da escravidão indígena no Estado do Grão-Pará e Maranhão, 
a Companhia teve a sua origem numa petição, encaminhada em 1752 pela Câma-
ra Municipal de São Luís do Maranhão ao governador e capitão-general, Francisco 
Xavier de Mendonça Furtado, para que fosse criada uma sociedade autorizada 
a explorar o comércio de importação de escravos africanos. Como vimos, 
a falta de mão de obra escrava, obrigação não cumprida pela Companhia do Co-
mércio do Maranhão, foi o principal motivo da Revolta de Bequimão de 1682.
O governador acolheu de bom grado a ideia e, após ter conseguido o apoio dos 
cidadãos mais influentes de Belém do Pará, encaminhou-a com sua aprovação ao 
seu meio-irmão, o Marquês de Pombal.
No Reino, no âmbito da vasta reestruturação administrativa que promovia à 
época, Pombal atraiu, para a ideia, grandes comerciantes das praças de Lisboa e do 
Porto. Desse modo, fundava-se a Companhia, a 7 de agosto de 1755.
O objetivo da Companhia era vender escravos africanos em grande es-
cala nas capitanias do Grão-Pará e Maranhão, com isso desenvolvendo a agri-
cultura e fomentando o comércio. Para esse fim, recebeu diversos privilégios, como: 
o monopólio por vinte anos do tráfico de escravos e do transporte naval de outras 
mercadorias para aquelas capitanias; dispor de navios da Armada Real para a es-
colta de seus navios de transporte; o reconhecimento de que os seus funcionários 
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estavam oficialmente a serviço de El-Rei; prioridade para as suas mercadorias nas 
alfândegas; foro especial para as suas causas; entre outros. Esses privilégios foram 
posteriormente ampliados pelo chamado “Alvará Secreto” de 1757, ano anterior ao 
em que zarparia a primeira de suas frotas para o Brasil (1758).
Esse grande número de facilidades e prerrogativas concedido à Companhia por 
parte do Estado foi criticado pela Companhia de Jesus, prejudicada em suas explo-
rações comerciais na região. Como exemplo, o padre Manuel Ballestre, de seu púl-
pito em Lisboa, afirmou: “quem entrar nesta Companhia não entrará na de Cristo, 
nosso Redentor.” Essa fala custou-lhe o desterro sumário da Corte.
Ao mesmo tempo, de São Luís, o bacharel em direito João Tomaz de Negreiros, 
instigado pelo vice-provincial dos jesuítas e procurador das Missões no Maranhão, 
padre Bento da Fonseca, peticionou à Coroa Portuguesa expondo o descontenta-
mento dos comerciantes locais, que se sentiam lesados pela concorrência desleal.
Pombal considerou a petição ofensiva e o seu desagrado traduziu-se na deten-
ção do bacharel, do religioso, e de alguns dos comerciantes signatários da petição. 
Ao mesmo tempo, o governador e capitão-general recebeu ordens de não mais 
admitir qualquer ataque contra a Companhia, nomeadamente se originado de inte-
resses particulares eventualmente prejudicados.
Todos os envolvidos deveriam ser punidos, tornando-se objeto de devassa. 
A mesma prática deveria ser aplicada aos padres que se aproveitassem do púlpito 
para instigar o descontentamento entre a população.
Apesar das críticas, a ação da Companhia trouxe grandes benefícios a 
São Luís: o comércio com a metrópole, antes incipiente, floresceu. Se, até então, 
o movimento resumia-se a um navio por ano para a Metrópole, entre 1760 e 1771 
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setenta e um navios dali partiram para o reino, transportando, em seus porões, 
cargas de algodão, arroz, cacau, gengibre, madeira e outras.
Com relação ao movimento de escravos, calcula-se que, até 1755, data de sua 
criação, ingressaram apenas três mil africanos no Estado do Grão-Pará e Maranhão. 
Entre 1755 e 1777, esse número saltou para doze mil. A aquisição dessa mão de 
obra em Cacheu, Bissau e Angola era financiada pela Companhia.
Maria I de Portugal extinguiu o monopólio no início da década de 1780, no con-
texto da chamada “Viradeira”, extinguindo a própria Companhia em 25 de fevereiro 
de 1778. A sua liquidação, entretanto, arrastou-se ao longo das décadas, sendo 
concluída apenas em 1914.
Viradeira é uma designação que sedá ao período que se iniciou a 13 de março 
de 1777 com a nomeação por D. Maria I de novos Secretários de Estado, em subs-
tituição do marquês de Pombal. Neste período, deu-se uma progressiva quebra 
do controle estatal sobre muitas das áreas econômicas, com a extinção de alguns 
dos monopólios mercantis estabelecidos por Pombal, e permitiu-se uma retoma da 
influência da Igreja e da alta nobreza sobre o Estado. Muitos dos presos políticos 
foram libertados e muitos nobres foram reabilitados, incluindo alguns a título pós-
tumo.
No que se refere à Universidade de Coimbra, muitos professores e alunos foram 
expulsos sob diversas acusações ligadas à heresia, como enciclopedismo, natura-
lismo e deísmo. Francisco de Melo Franco, um dos expulsos, escreveu O reino da 
estupidez em represália.
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Questão 3 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) A primeira companhia privilegiada de comércio, surgida 
em 1755, voltada ao desenvolvimento da região Norte, e que pretendia oferecer 
preços atraentes para os produtos que a região deveria exportar para o mercado 
europeu, foi instituída pelo Marquês de Pombal e denominada
a) Companhia Geral do Comércio do Brasil.
b) Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão.
c) Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba.
d) Companhia das Índias Ocidentais.
e) Companhia Comercial do Governo Geral.
Letra b.
Querido(a), não confunda a Companhia do Comércio do Maranhão (1682) com a 
Companhia do Comércio do Maranhão e Grão-Pará (1755). A primeira estudamos 
quando tratamos da Revolta de Bequimão. A segunda foi criada pelo Marquês de 
Pombal objetivando o comércio intercontinental de escravos africanos.
Período do Império: adesão do Maranhão – A Indepen-
dência do Brasil – Causas da não adesão: a Batalha do 
Jenipapo
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No dia 7 de setembro de 1822, o imperador Dom Pedro I, com o conhecido 
“Grito do Ipiranga”, proclamou definitivamente a Independência do Brasil. Curioso 
é o fato do Maranhão só ter aderido à Independência praticamente um ano 
depois, ou seja: em 28 de julho de 1823.
O motivo da resistência e da não adesão imediata maranhense ao Império, 
à época, era por conta da elite que dominava o Maranhão. O grupo não aceitava 
as ordens vindas do Rio de Janeiro, capital do Brasil Imperial, por ter interesse em 
continuar com as relações com Portugal por conta das situações política e 
econômica.
O almirante britânico Lorde Thomas Cochrane aportou em São Luís em julho 
de 1823, após ter apoiado a independência da província da Bahia, com o intuito de 
aumentar a presença inglesa no Atlântico Sul.
No Maranhão, a adesão só aconteceu no dia 28 de julho, na Bahia foi 2 de julho 
e no Pará, 15 de agosto. Isso mostra como tínhamos projetos diferentes no país 
naquele momento. No caso do Maranhão, os interesses quanto a exportação, 
a manutenção da escravidão e as relações políticas eram muito mais vin-
culados a Portugal do que aquela ideia nova de união com o Rio de Janeiro.
A Batalha de Jenipapo
No dia 13 de março de 1823 ocorreu uma batalha decisiva para a indepen-
dência do Brasil: A Batalha do Jenipapo. Cearenses e maranhenses se juntaram 
ao povo do Piauí para lutar contra resistentes tropas portuguesas lideradas pelo 
Major João José da Cunha Fidié.
A data é geralmente esquecida nas aulas de história do ensino fundamental e 
médio. Apesar de ter sido de grande importância para todo o país, não é facilmente 
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encontrada em livros sobre o assunto. Mesmo no estado onde aconteceu a batalha, 
o Piauí, poucas pessoas têm conhecimento sobre a grandeza dela, mas alguns his-
toriadores e alguns políticos já estão tentando mudar a situação e já está em curso 
a implantação da Batalha do Jenipapo na disciplina de História.
Figura 3. Óleo sobre tela retratando o conflito
A batalha aconteceu às margens do Rio Jenipapo, onde atualmente encon-
tramos a cidade Campo Maior, no Piauí. A batalha se iniciou após terem sido des-
cobertas as intenções do comandante das tropas portuguesas: manter a 
região sob o domínio português para abafar os movimentos de independência 
que se desenvolviam na área.
Os brasileiros decidiram então impedir que o plano dos portugueses fosse rea-
lizado e travaram uma luta entre o Império do Brasil e o Reino Unido de Portugal.
Do lado brasileiro estavam pessoas simples, lavradores, artesãos, escravos, 
roceiros, vaqueiros, etc. Enquanto do lado português haviam soldados bem treina-
dos, bem armados e a cavalo.
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A batalha do Jenipapo é conhecida como uma das mais sangrentas batalhas 
realizadas no solo brasileiro, isso se deve ao fato de que os brasileiros não foram 
para a luta com armas de guerra, e sim com facões, machados, porretes e armas 
artesanais. Cerca de 200 brasileiros foram mortos e outros 542 foram feitos 
prisioneiros por Portugal, enquanto 116 portugueses morreram e 60 fica-
ram feridos.
Os brasileiros perderam a batalha, mas fizeram a tropa mudar de percurso e 
evitaram que o exército português fosse até a capital, onde, por não haver exército 
de prontidão, seria muito fácil tomar o comando de tudo. Ali os portugueses perde-
ram a esperança de ter uma colônia na América, sendo afastados definitivamente 
das terras brasileiras. A Batalha do Jenipapo assegurou a unidade territorial 
do Brasil.
Embate, que foi crucial para o processo de emancipação do Brasil, é lembrado 
até hoje como um gesto de coragem, onde o bem da maioria se sobrepôs ao medo 
de perder a vida. Em 1973 foi criado um monumento na cidade de Campo Maior 
para homenagear as pessoasque se sacrificaram na Batalha do Jenipapo, que com-
pletou 196 anos em 2019.
Questão 4 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) A Batalha do Jenipapo foi um movi-
mento
a) contra as forças nacionalistas que lutavam pela independência política do Brasil.
b) decisivo para a consolidar a independência e a configuração geográfica do Brasil.
c) organizado pelos portugueses para resistir ao processo de independência do 
Brasil.
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d) idealizado pela burguesia, que defendia o pacto colonial entre Portugal e Brasil.
e) promovido pelos estados do Nordeste que pretendiam se separar do Brasil.
Letra b.
A Batalha de Jenipapo foi importante fator para garantir que o Maranhão se conso-
lidasse como território do Império Brasileiro.
A Balaiada: caracterização e causas do movimento
A Balaiada foi uma luta popular que ocorreu na província do Maranhão durante 
os anos de 1838 e 1841. A revolta surgiu como um levante social por melho-
res condições de vida e contou com a participação de vaqueiros, escravos e 
outros desfavorecidos. O nome dessa luta popular provém do apelido de uma de 
seus líderes, Manoel Balaio. Balaios eram cestos de bambu fabricados na região.
Para ampliar sua influência junto à política e à sociedade, os conservadores ten-
tam através de uma medida, ampliar os poderes dos prefeitos. Essa medida impo-
pular fez com que a insatisfação social crescesse consideravelmente, alimentando 
a revolta conhecida como Balaiada.
A origem da revolta remete à confrontação entre duas facções, os Cabanos (de 
linha conservadora) e os chamados “bem-te-vis” (de linha liberal). Eram es-
ses dois partidos que representavam os interesses políticos da elite do Maranhão.
Até 1837, o governo foi chefiado pelos liberais, mantendo seu domínio 
social na região. No entanto, diante da ascensão de Araújo de Lima ao governo da 
província e dos conservadores ao governo central, no Rio de Janeiro, os cabanos 
do Maranhão afastaram os bem-te-vis e ocuparam o poder.
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Essa mudança dá início à revolta em 13 de dezembro de 1838, quando um 
grupo de vaqueiros liderados por Raimundo Gomes invade a cadeia local para li-
bertar amigos presos. O sucesso da invasão dá a chance de ocupar o vilarejo como 
um todo.
A Balaiada era contrária ao poder e aos aristocratas rurais que, até então, do-
minavam aquela região. Em dezembro de 1838, Raimundo Gomes (líder do movi-
mento), com objetivo de libertar seu irmão que se encontrava preso em vila Manga, 
invadiu a prisão libertando não só seu irmão, mas também todos os outros que se 
encontravam presos.
Enquanto a rivalidade transcorria e aumentava, Raimundo Gomes e Manoel 
Francisco do Anjos Ferreira (Manoel Balaio) levou a revolta até o Piauí, no ano 
de 1839. Este último líder era artesão, e fabricava cestos de palha, chamados de 
balaios na região, daí o nome da revolta. Essa interferência externa altera o cenário 
político da revolta e muda seu rumo.
Devido aos problemas causados aos interesses da elite da região, bem-te-vis e 
cabanos se unem contra os balaios. A agitação social causada pela revolta beneficia 
os bem-te-vis e coloca o povo em desagrado contra o governo cabano.
Após algumas conquistas dos balaios, como a tomada de Caxias em 1839, 
segunda cidade mais importante do Maranhão, e a organização de uma Junta Pro-
visória, o governo brasileiro uniu tropas de diferentes províncias para atacá-los. 
Contudo, os balaios venceram alguns combates.
Uma das táticas para enfraquecer os revoltosos foram as tentativas de suborno 
e desmoralização que visavam desarticular o movimento.
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O governo imperial nomeou o coronel Luís Alves de Lima e Silva como gover-
nador da província do Maranhão e Comandante Geral das Forças Militares. O gene-
ral, que mais tarde seria o Duque de Caxias, atuou no combate aos revoltosos e 
reconquistou a Vila de Caxias.
O Comandante resolveu os problemas que atravancavam o funcionamento ade-
quado das forças militares. Pagou os atrasados dos militares, organizou as tropas, 
cercou e atacou redutos balaios já enfraquecidos por deserções e pela perda do 
apoio dos bem-te-vis. Organizou toda a estratégia e a execução do plano que visa-
va acabar de vez por todas com a revolta.
Após algumas derrotas, o comandante dos balaios, Raimundo Gomes, ren-
deu-se. Após a morte de Manuel Balaio, Cosme (ex-escravo e um dos principais 
chefes dos balaios) assumiu a liderança do movimento e partiu em fuga para o 
sertão. 
Em 1840 a chance de anistia, dada pelo governo, estimula a rendição de 2500 
balaios, inviabilizando o já combalido exército. Os que resistiram, foram derrota-
dos. A Balaiada chega ao fim, entrando para história do Brasil como mais um mo-
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mento conflituoso da ainda frágil monarquia e da história do Brasil. Cerca de 30 mil 
pessoas morreram no conflito.
Questão 5 (FCC/PREFEITURA DE LUCÉLIA-SP/MÉDICO PEDIATRA/2019) A res-
peito da história do Brasil leia o trecho abaixo: A Balaiada foi uma luta popular que 
sucedeu durante os anos de 1838 e 1841. A revolta surgiu como um levante social 
por melhores condições de vida e contou com a participação de vaqueiros, escravos 
e outros desfavorecidos. O nome dessa luta popular provém dos “balaios”, nome 
dos cestos fabricados na região. Onde ocorreu a Balaiada?
a) nos municípios de Espirito Santo.
b) na província do Maranhão.
c) no estado de Santa Catarina.
d) Nenhuma das alternativas.
Letra b.
Muito fácil, não é mesmo?
Período Republicano: adesão do Maranhão à República
Querido(a), antes de partirmos para o estudo da Proclamação da República e 
de sua adesão pelo Maranhão,é necessário que contextualizemos, que voltemos 
ao início do Império. Isso é necessário para que compreenda o embrião do ideário 
republicano na região. Vamos lá:
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A região do alto sertão maranhense, onde se localiza a cidade de Pastos Bons, 
foi a primeira a ser colonizada na região sul do Maranhão. Seus primeiros coloni-
zadores foram os bandeirantes que partiam do interior do Ceará, da Bahia e do 
Pernambuco à procura de índios para servir de mão de obra escrava no litoral, e de 
terras para o cultivo agropastoril.
Formou-se no povoado de Pastos Bons um destacamento militar – “a tropa de 
1ª linha” – que serviria unicamente para firmar posse de territórios e impor sub-
missão aos selvagens. Dada esta característica, o vilarejo tornou-se importante 
entreposto, abrigando grande quantidade de colonos em busca de terras.
Apesar de tal importância, a “segunda porção” do território maranhense (alto 
sertão e zona sul dos cocais) ficou à margem dos grandes ciclos econômicos da pro-
víncia, recebendo pouca ou nenhuma atenção de São Luís (capital maranhense).
A situação social agravou-se com os problemas de estiagem, somados à 
ocupação e exploração desordenada da terra, o que levava a sérios conflitos 
entre latifundiários e pequenos agricultores. Outro fator relevante diz respeito 
a comunicação da região com a capital maranhense, que estava geograficamen-
te distante da região. Para os colonos era mais fácil manter contato com Oeiras, 
a época capital do Piauí, do que com São Luís.
Esta característica chamou a atenção dos líderes da Confederação do Equador, 
que após a derrota do referido movimento emancipacionista em 1824, fugiram 
para o interior nordestino em busca de um novo local para se esconderem e resta-
belecerem-se. Foram estes mesmos, os líderes rebeldes que haviam fugido após o 
debelar da Confederação do Equador, que passaram a residir no vilarejo de Pastos 
Bons, que idealizaram a pretensa república.
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Seguindo a mesma linha de pensamento da Confederação do Equador, preten-
diam formar no Alto Sertão uma república baseada na constituição da Colômbia. 
Pelo plano original, a república de 1828 se estenderia desde rio Gurgueia, até a foz 
do Araguaia, com o rio Tocantins sendo o limite sul. Planejavam fazer uma revolu-
ção em Pastos Bons, e para isto, semearam entre a população os ideais republica-
nos.
Após a declaração de 1828, o governo provincial maranhense transfere a co-
marca de Pastos Bons para Grajaú, para assim enfraquecer politicamente o movi-
mento emancipatório desenvolvido na primeira. Entretanto esta atitude fez fortale-
cer ainda mais o movimento, pois concentrou a massa crítica da região em Grajaú.
Em 1835, Militão Bandeira de Barros, Juiz de Paz da Chapada do Bonfim 
(atual Grajaú), admirador dos conceitos de liberdades constitucionais republica-
nas, propagou entre a população e os políticos da região, estes ideais. Conseguin-
do o apoio que desejava junto aos sertanejos do sul do Maranhão, proclamou a 
República dos Pastos Bons. A declaração de 1835 formulou uma república 
nacional e democrática, mas não passou de idealização abstrata.
Ao longo do ano de 1828 o movimento pela república de Pastos Bons ga-
nhou força e apoio. Entretanto, acontecia, paralelamente no sertão pernambucano, 
diversas ações de cunho republicano, principalmente nas cidades de Afogados e 
Santo Antão. Em fevereiro de 1828 foi proclamada a República Pernam-
bucana. Este fato obrigou o império a tomar medidas enérgicas: foi decretado o 
estado de sítio da região em setembro de 1828; prisão de todos os líderes republi-
canos; e imposição de censura na região. Dado este acontecimento, e temendo a 
mesma represália em Pastos Bons, a sedição que se formava cessou.
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Diante da crise do algodão, que assolou o Maranhão entre as décadas de 1830 
e 1840, levando inúmeros sertanejos pobres, escravos e prisioneiros a viver em 
situação de extrema miséria e abandono, explode a maior revolta popular já acon-
tecida em terras maranhenses e piauienses, a Balaiada.
Paralela a esta revolta e a todo caos econômico vivido nas baixadas maranhen-
ses, em Oeiras e em São Luís, o alto sertão maranhense vivia uma situação 
de maior penúria. A região dependia quase que exclusivamente da economia do 
algodão, e ao ver as regiões produtoras em profunda crise, automaticamente en-
trou em crise.
O clima de insatisfação popular se agravou e em 1840, ainda durante os acon-
tecimentos da Balaiada, explode no alto sertão – nas cidades de Grajaú, Barra 
do Corda, Carolina e Pastos Bons – a Revolta de 1840. Os sertanejos se 
levantaram contra a Guarda Nacional e atacaram os presídios, libertando 
os prisioneiros. Em seguida, saques e depredações aos diversos edifícios 
públicos aconteceram.
Grupos oligarcas de ideologia liberal-republicana, se beneficiando do caos po-
pular, espalharam a proposta separatista republicana. Em junho de 1840 a re-
gião sul do Maranhão e sul do Piauí, se declarou independente do império 
do Brasil, estabelecendo a capital da república de Pastos Bons em Grajaú. 
Os revoltosos receberam apoio de uma das facções da balaiada, os “vaqueiros”, 
com cerca de 4.000 sertanejos comandados por Raimundo Gomes, o Cara Preta.
O império como resposta, enviou tropas da Guarda Nacional vindas do Grão-Pa-
rá, da Bahia e de Goiás para sufocar a rebelião de Grajaú. Grandes embates foram 
registrados em Grajaú e Pastos Bons. Mal preparados e praticamente desarmados, 
os revoltosos foram totalmente derrotados e seus líderes presos e torturados.
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Com as cadeias destruídas,e não havendo local adequado para acomodar a 
grande quantidade de rebeldes capturados, coronel Luís Alves de Lima e Silva 
(Duque de Caxias) ordenou que se ateasse fogo nos locais de prisão para elimi-
nar de uma só vez todos os prisioneiros. Este ato infame foi feito nas prisões de 
Pastos Bons e Grajaú, e ficou conhecido como “o suplício dos prisioneiros”.
Após os conflitos de 1840, o projeto de criação de uma república no alto sertão 
maranhense findou. A forte repressão feita pelo império, desmobilizou as correntes 
político-ideológicas que davam suporte ao projeto.
Entretanto, na década de 1870, Visconde de Taunay, deputado da província 
de Goiás, propôs a criação de uma província com territórios desmembrados do 
norte de Goiás e do sul do Maranhão, com capital em Boa Vista do Tocantins ou Ca-
rolina. O projeto foi protocolado por duas vezes junto ao congresso estadual, mas 
nunca chegou ao plenário.
A partir da década de 1880, ressurgem em Grajaú e Carolina lutas entre 
grupos oligarcas pelo domínio da região. Os grupos liberais, que apoiavam 
a causa republicana, liderados pelas famílias Leitão e Leda travaram intensas 
batalhas com os grupos conservadores maranhenses, ligados ao Império. 
Os liberais tentaram por diversas vezes a proclamação da república de Pastos Bons, 
mas os conservadores, com o apoio da igreja Católica. conseguiram os expulsar da 
região, expropriando suas propriedades e excomungando-os, sendo obrigados a 
estabelecerem-se em Boa Vista do Tocantins, no norte de Goiás.
Os primeiros liberais maranhenses que mudaram para o norte de Goiás foram 
do grupo liderado por Carlos Leitão. Trazendo os ideais consigo, disseminou-os 
em Boa Vista. Rapidamente Leitão conseguiu mobilizar a parte da população em 
torno da proposta republicana (República de Pastos Bons). Entretanto, com a 
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proclamação da república brasileira em 1889, é obrigado a reformular sua propos-
ta, apelando somente para a criação de um ente federativo, o estado de Boa Vista, 
que seria formado a partir do desmembramento de territórios paraense e goiano.
Os grupos conservadores de Goiás, sob a liderança de frei Gil de Villa Nova e 
Marciel Perna, fizeram uma forte campanha contrária, derrotando Leitão e desmo-
bilizando o processo emancipatório. Leitão é obrigado a mudar-se para o Grão-Pará.
Da mesma forma que Leitão, o grupo liderado por Leão Leda é expulso do Ma-
ranhão por incitar insurreições contra o governo maranhense, e disseminar ideias 
separatistas. Leão Leda fixa-se em Boa Vista e retoma a proposta de Leitão – de 
formar um estado com territórios do Goiás e do Grão-Pará – acrescentando tam-
bém os territórios maranhenses.
Leão Leda conseguiu o apoio que desejava para declarar o estado autônomo 
de Pastos Bons, mas os grupos opositores mobilizaram-se, e iniciaram uma das 
mais sangrentas guerrilhas do meio-norte do Brasil. As lutas são travadas nos três 
estados que perderiam territórios.
Após ser derrotado no Maranhão e no Goiás, foge para o Grão-Pará, onde chega 
a proclamar a criação do estado de Pastos Bons. Com forte oposição das dioceses 
do Goiás e do Maranhão, Leda é derrotado, sendo morto em 1909 após uma em-
boscada planejada por Dom Carrerot.
Após a morte de Leda, o movimento pela criação do estado de Pastos Bons é 
desmobilizado. Alguns líderes do movimento são presos e outros obrigados a fugir 
para estados vizinhos.
Só três dias após o ato do marechal Deodoro, o comandante do Exército em São 
Luís, o coronel João Luis Tavares, resolveu agir, já que o presidente do Maranhão, 
Tito Augusto Pereira de Matos, por acomodação ou medo, não sabia o que fazer. 
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O militar, no dia 18 de novembro, para manter a tranquilidade social e restabele-
cer a governabilidade, reuniu a tropa nas primeiras horas da manhã, declarando a 
Adesão do Maranhão à República.
Em seguida, em cumprimento às ordens recebidas do Rio de Janeiro, nomeou 
a Junta Provisória Governativa para responder não mais pelos destinos da Pro-
víncia, mas de um dos vinte Estados Unidos da República do Brasil.
Mais tarde, às 11 horas, em solenidade simples, rápida e sem a presença do 
povo, que assistia passivamente e sem entender o que acontecia no palá-
cio, a Junta Governativa presidida pelo coronel João Luis Tavares tomava posse.
Como tudo na região continuava a ocorrer com atraso, só a 22 de novembro 
uma passeata de estudantes desfilou pela cidade em regozijo ao novo regime. 
Posteriormente, no dia 30, as ruas de São Luís também assistiram manifesta-
ções populares, organizadas pelo poeta Joaquim Sousândrade, que endereçou uma 
mensagem de saudação ao marechal Deodoro com estas singelas palavras: “Paus 
d’arco em flor. Viva a República”.
Como todo governo que toma conta do poder, os republicanos que assumiram 
o comando do Maranhão deflagraram diversas medidas de caráter vingativo, res-
saltando-se a destruição de materiais e símbolos do antigo regime – bandei-
ras, insígnias, brasões e retratos do ex-imperador -, demissões de funcionários 
públicos, extinção de instituições, como a Escola de Aprendizes Artífices, 
prisões dos considerados inimigos ou adversários do regime implantado, 
e castigos aos negros que idolatravam a Princesa Isabel, que lhes outorgara 
o direito à liberdade.
Esse legado de represálias que a República trouxe no seu bojo, perdura até hoje 
no Maranhão, a despeito dos avanços democráticos conquistados pelo povo brasi-
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leiro. Se há algo que os detentores do poder aprenderam com o regime instalado 
em 1889, são as práticas consubstanciadas nas perseguições e nos revanchismos 
contra os eventuais opositores e adversários.
Durante a era Vargas, Lysias Rodrigues tenta criar um estado com os terri-
tórios desmembrados do Pará, Maranhão e Goiás, sob o nome de estado do To-
cantins. Embora tenha a mesma configuração territorial, não parte da proposta de 
Pastos Bons.
Após as revoluções de Boa Vista, a proposta do estado de Pastos Bons é aban-
donada. Entretanto ressurge em quatro outros movimentos:
•	 Tocantins, que se fortalece como movimento e, em 1989, é emancipado. 
O único a lograr sucesso desde então;
•	 Carajás, que inicialmente surge com o nome de estado do Itacaiunas em 
1910, nasce ideologicamente no seio das propostasde Pastos Bons;
•	 Maranhão do Sul, que embora tenha sido a base da proposta de Pastos 
Bons, é desmobilizado após a década de 1900. Ressurge na década de 1970 
e é o principal herdeiro da República dos Pastos Bons;
•	 Gurgueia, que fez parte da proposta republicana inicial, foi desmobilizado 
ainda no século XIX, somente ressurgindo na década de 1950.
A Revolução de 1930 no Maranhão
Caro(a) aluno(a), novamente é necessário que contextualizemos. Não é possí-
vel compreender a participação do Maranhão na Revolução de 1930 sem que antes 
você compreenda a própria Revolução de 1930 em si. Vamos lá:
Ao longo da década de 1920, a República Oligárquica definhou. Vejamos os ele-
mentos que levaram ao processo da Revolução de 1930.
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A Queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929, gerou uma cri-
se sem precedentes no capitalismo mundial. O café, carro chefe da economia 
nacional, tornou-se produto supérfluo para os países em crise. Assim, o governo 
brasileiro em crise cortou o subsídio, a ajuda financeira que prestava aos cafeicul-
tores desde o início do século XX. Na esperança vã de manter os preços altos do 
café, produtores chegaram a queimar milhares de sacas, com objetivo de diminuir 
a oferta. Na nossa segunda aula, sobre História Geral, voltaremos a tratar dessa 
temática com maior profundidade. Por enquanto, basta que tenha em mente que 
a crise de 1929 derrubou a economia brasileira e o poder econômico das 
oligarquias cafeeiras.
Além disso, o movimento tenentista, apesar de combatido, disseminou ideais 
republicanos que ameaçavam a hegemonia dos coronéis. Junte-se a isso, o movi-
mento operário, que espalhou as ideias comunistas e mobilizou organizações de 
operários e camponeses.
É nesse contexto, de grande efervescência, que eclodiu a Revolução de 1930. 
Meu(minha) querido(a), as oligarquias mineira e paulista dominavam a cena polí-
tica com o revezamento dos presidentes escolhidos. Em 1929 esperava-se que a 
candidatura fosse de um político mineiro, entretanto, o presidente Washington Luís 
apoiou a candidatura do paulista Júlio Prestes para a presidência da República e de 
Vital Soares para a vice-presidência.
Assim, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba formalizaram a Aliança 
Liberal, com a candidatura de Getúlio Vargas para presidência e de João Pes-
soa para vice. Contaram, ainda, com o apoio do movimento tenentista e grupos de 
oposição. Dentre suas principais propostas, listamos:
•	 A representação popular pelo voto secreto;
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•	 anistia aos insurgentes do movimento tenentista na década de 1920;
•	 reformas trabalhistas;
•	 a autonomia do setor Judiciário;
•	 a adoção de medidas protecionistas aos produtos nacionais para além do café.
A eleição aconteceu em 1º de março de 1930, com vitória de Júlio Prestes. 
A Aliança Liberal contestou a eleição, mas se retraiu até que, em 26 de julho de 
1930, João Pessoa foi assassinado por conflitos políticos regionais. A Aliança 
Liberal se aproveitou do incidente para se organizar e pegar em armas para tomar 
o poder. Entraram em contato com os generais das Forças Armadas para apoiarem 
a deposição de Washington Luís e garantirem que Getúlio Vargas se tornasse o 
próximo dirigente do país.
Em 3 de outubro de 1930, começou a intervenção. Na região Nordeste do país, 
Juarez Távora liderou as incursões armadas. Na região Sul foi o general Góis 
Monteiro o responsável por tomar o poder. As tropas se dirigiram ao Rio de Ja-
neiro onde depuseram Washington Luís e entregaram a presidência da República à 
Getúlio Vargas.
Muito bem! Contextualizados, podemos seguir para a Revolução de 1930 no 
Maranhão.
O movimento revolucionário tornou-se mais extenso e os revolucionários depu-
seram o governador José Pires Sexto em 1930. A Assembleia Legislativa aprovou 
uma nova constituição do estado durante a administração de Antônio Martins de 
Almeida, datada de 16 de outubro de 1934. Em 1936, a Assembleia Legislativa 
emendou a constituição estadual dando posse a Paulo Martins de Sousa Ramos. 
Importante destacar que Getúlio Vargas nomeou Sousa Ramos como interventor 
do Estado.
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Em 8 de outubro, a “Revolução de 30” tornou-se vitoriosa no Maranhão. Seu 
principal articulador civil e chefe da Junta Revolucionária formada, foi o jornalista 
e advogado José Maria dos Reis Perdigão. Nascido em São Luís em 1900, Reis 
Perdigão era uma das “promessas da terra” quando se dirigiu ao Rio de Janeiro em 
1928 com o objetivo de formar-se em Direito. Na capital federal, passou a integrar 
a imprensa oposicionista, fazendo críticas ao mandonismo então dominante no país 
através do coronelismo e da política do café com leite. Reis Perdigão radica-
lizou sua militância incorporando-se à segunda rebelião tenentista (5 de julho de 
1924), iniciada em São Paulo.
Durante a década de 1920, consolidou-se um grupo oposicionista que apregoa-
va a ideia de revolução, entendida como a tomada de poder pela via armada com 
vistas à superação da “política oligárquica”. Viriam a ser conhecidos como “tar-
quinistas”, porque uma de suas principais lideranças era o médico maranhense 
Tarquínio Lopes Filho.
O grupo aderiu à ruptura oligárquica nacional representada pela Reação Repu-
blicana de 1921-1922 que, após a derroa nas urnas em março de 1922, passou 
a defender um levante armado nacional com ajuda de alguns militares. Entretanto, 
não logrou êxito.
No dia 26 de abril de 1922, chegaram a depor o governador interino do Estado, 
Raul da Cunha Machado. Essa deposição não durou 24 horas.
Aderindo ao Tenentismo, os “tarquinistas” estreitaram relações com Reis Per-
digão que passou a figurar como uma espécie de “farol revolucionário”. Em maio 
de 1930 tornou-se elemento fundamental para levar a efeito a “conspiração de 30. 
O sucesso da empreitada se deve, em grande parte, ao trabalho de propaganda do 
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ideário revolucionário feito pelo jornal dos tarquinistas durante a década de 1920: 
a Folha do Povo.
A atuação histórica dessas pessoas foi vista sob uma perspectiva em que as 
ideias funcionam como marcadores estratégicos de seus posicionamentos políticos, 
notadamente no que concerne à apreciação e construção de temporalidades (cul-
tura histórica), valores e imagens por muitas vezes entrecruzados.
Tenentismo:
Durante a década de 1920, militares de média patente começaram a se organizar 
contra a imoralidade da política dos governadores e do coronelismo.
Em 5 de julho de 1922, em um episódio que entrou para a história como os “18 
do Forte de Copacabana”, o tenente Siqueira Campos e um grupo de militares 
rebeldes pegaram armas e marcharam as ruas em direção ao Palácio do Catete 
(sede do governo federal). Alguns militares desistiram ao longo da caminhada, res-
tando apenas 17 que receberam o apoio de um civil. Após forte tiroteio entre os 18 
e as tropas do governo, sobreviveram apenas Siqueira Campos e Eduardo Campos, 
que acabaram presos.
Dois anos depois, exatamente no mesmo 5 de julho, o general Isidoro Dias 
Lopes liderou a Revolução Paulista de 1924 em que cerca de mil militares to-
maram a cidade de São Paulo por 23 dias. A cidade foi palco do maior bombardeio 
de sua história provocando deslocamento de mais de 300 mil pessoas. A eminente 
derrota ante ao avanço de tropas federais fez com que deixassem a cidade forman-
do uma coluna, a Coluna Paulista. Dirigiram-se ao sul do país, onde se uniram a 
Coluna Prestes.
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A Coluna Prestes teve início também em 5 de julho de 1924, na cidade de Ale-
grete (sul do Rio Grande do Sul). Percorreu cerca de 25 mil quilômetros no interior 
do país realizando discursos de conscientização contra os desmandos do coronelis-
mo e das oligarquias. Após dois anos e meio, depois de passar por 11 estados, ter-
minou dividido: parte do grupo foi para a Bolívia, enquanto outra para o Paraguai.
Questão 6 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) Acerca da história do Maranhão no 
período republicano, julgue os próximos itens. José Maria dos Reis Perdigão e Tar-
quínio Lopes Filho foram grandes lideranças dos tarquinistas — grupo maranhense 
que apoiou o tenentismo e a Revolução de 1930.
Certo.
Receberam o nome de Tarquinistas justamente porque um de seus líderes foi Tar-
quínio Lopes Filho.
O Vitorinismo e a Greve de 1951
O Vitorinismo foi uma prática de controle político do maranhão pelo grupo co-
ronelista e mandonista liderado por Vitorino Freire. Tal sistema acabou recebendo 
resistência dos trabalhadores maranhenses, contrariados com o resultado das 
eleições de 1950, culminando na Greve de 1951
O Vitorinismo
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O mandonismo e coronelismo, como lados de uma só moeda, deveriam ter 
sido extirpados do cenário brasileiro pela famosa Revolução de 30, contudo, não o 
foi. Ao contrário, continuou em toda a plenitude, chegando mesmo a consolidar-se. 
Nem mesmo a redemocratização do país, eclodida em 1945, conseguiu erradicá-
-los, pois a estrutura que os sustentava permaneceu inalterada até a alvorada da 
década de 60, quando o Brasil enveredou no caminho da industrialização.
Coronelismo: prática de cunho político-social, própria do meio rural e das peque-
nas cidades do interior, que floresceu durante a Primeira República (1889-1930) e 
que configura uma forma de mandonismo em que uma elite, encarnada emblema-
ticamente pelo proprietário rural, controla os meios de produção, detendo o poder 
econômico, social e político local.
Foi, portanto, em plena fase do mandonismo e do coronelismo que Vitorino 
Freire aportou no Maranhão. Aqui chegou, no começo dos anos 1930, a convite do 
interventor Martins de Almeida, para exercer o cargo de secretário-geral do gover-
no e organizar a vida partidária do estado.
A partir daí, junto a outros políticos de seu tempo, construiu as pilastras do sis-
tema através do qual conquistou e exerceu o poder, mantendo-se nele por 
duas décadas.
Ao longo desse tempo, o vitorinismo tornou-se hegemônico no Maranhão, trans-
formando Vitorino, pela sua astúcia e competência, numa figura emblemática, para 
a qual convergiam sentimentos antípodas.
Filho de Vitorino José Freire e Ana de Brito Freire, estudou em Arcoverde antes 
de mudar para o Rio de Janeiro onde conheceu militares como Eurico Gaspar Du-
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tra. Após concluir o ensino médio, foi morar no Recife a fim de cursar a Faculdade 
de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, curso que não concluiu devido 
à sua participação na Revolução de 1930, quando se tornou primeiro tenente do 
Exército Brasileiro. Antes, servira à Secretaria de Agricultura do estado como oficial 
de gabinete.
De volta à cidade do Rio de Janeiro, integrou a equipe do ministro de Viação e 
Obras Públicas, José Américo de Almeida e dirigiu o Departamento de Meteorologia 
sob a gestão do ministro da Agricultura, Juarez Távora, cargo do qual se afastou 
para combater a Revolução Constitucionalista de 1932.
Diretor do Departamento Nacional de Saúde Pública por força do ministro da 
Educação, Gustavo Capanema, foi escolhido secretário-geral do Maranhão em 1933 
e nessa condição serviu ao interventor Antônio Martins de Almeida. Oficial 
de gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Antônio Carlos Ribeiro de 
Andrada, afastou-se da política maranhense durante o Estado Novo por recomen-
dação do presidente Getúlio Vargas e foi contemplado com uma vaga no gabinete 
de João de Mendonça Lima, ministro de Viação e Obras Públicas.
Após o ingresso no PSD foi eleito deputado federal em 1945 e assim ajudou 
a elaborar a Constituição de 1946. Contudo, em questão de poucos meses, mi-
grou para o Partido Proletário do Brasil (PPB) e elegeu-se senador em 1947, 
ano que seu correligionário, Sebastião Archer, se elegeu governadordo Maranhão. 
Mudar de partido foi a saída que a corrente “vitorinista” encontrou para 
conquistar o Palácio dos Leões após a vitória de Genésio Rego à convenção 
do PSD.
Os que o tinham como líder e chefe – mais chefe do que líder- não economiza-
vam palavras para exaltá-lo quanto aos métodos usados para chegar ao poder. Já 
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os que não rezavam na sua cartilha e tão pouco concordavam com o seu modo de 
agir, não o perdoavam e nem o poupavam das pesadas e impiedosas censuras.
Despertando, cumulativamente, admiração e ódio, Vitorino, por um lado, era 
duramente criticado e denunciado pelo atraso e malefícios causados ao Maranhão; 
de outro, porém, foi apontado e venerado como responsável pelos recursos que o 
governo federal mandava ao estado e destinados à construção de obras e empre-
endimentos públicos.
Só no fim dessa dura e encarniçada luta entre vitorinistas e anti-vitorinistas, 
nos meados dos anos 60, com a vitória de Sarney nas urnas, é que começaram a 
surgir as condições propícias para um juízo de valor sobre ele e os atores políticos 
que o acompanharam e participaram de um processo histórico, que para chegarem 
ao poder ora usavam instrumentos legais e legítimos, ora utilizavam mecanismos 
antijurídicos, sem a intenção de proveitos pecuniários e vantagens pessoais, mas 
do usufruto de prestígio e de regalias políticas.
Em 1950, Vitornino discordou da escolha de Altino Arantes como candi-
dato a vice-presidente da República via PSD e disputou o cargo de forma 
avulsa pelo PST e nesse ínterim foi o mais votado em todo o Maranhão, 
o que permitiu ao seu aliado, Eugênio de Barros, eleger-se governador do estado. 
Reintegrado ao PSD, foi reeleito senador em 1954 e 1962, escolhendo filiar-se à 
ARENA após a outorga do bipartidarismo pelo Regime Militar de 1964.
A hegemonia do “vitorinismo” terminou em 1965 quando o deputado federal 
José Sarney venceu as eleições para o governo do Maranhão pela UDN com o auxí-
lio do presidente Castelo Branco, embora o novo governador, curiosamente, tenha 
iniciado a carreira política no PSD.
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Estabelecida a rivalidade, cada um passou a liderar sua própria facção da ARE-
NA, partido dos militares durante a Ditadura. Graças à amizade de seu líder com o 
presidente Ernesto Geisel, o “vitorinismo” foi agraciado com a escolha de Osvaldo 
da Costa Nunes Freire como titular do Palácio dos Leões em 1974.
Greve de 1951
Prezado(a), as revoltas operárias, ou greves operárias como ficaram conhecidas 
no Brasil no início do século XX, foram movimentos liderados por proletariados que 
lutaram por melhores condições de trabalho, de salário e garantias trabalhistas.
Nesse contexto, a luta dos trabalhadores era pela obtenção de benefícios para 
si próprios ou evitar a perda deles. Normalmente, as greves eram utilizadas como 
único recurso durante as tentativas de negociações entre a classe dos empregados 
e patrões. Cruzando os braços e deixando de produzir, os trabalhadores causavam 
um prejuízo imediato a boa parte das empresas.
A greve de 1951, por exemplo, não foi somente o resultado de uma alian-
ça eleitoral. Significou o mais formidável movimento urbano da história do Mara-
nhão. Representou movimento popular amplo, radical e heterogêneo que mobilizou 
a massa urbana revoltada com as práticas fraudulentas e coronelistas de 
Victorino Freire, cujas consequências foram marcantes.
Ela também foi um poderoso movimento social, em que as multidões obriga-
ram realmente todas as correntes a enfrentar as questões colocadas pelos mani-
festantes maranhenses. Apesar da proibição das forças de repressão, acabou se 
desenvolvendo uma manifestação. Evocou-se um movimento espontâneo e a ira 
dos trabalhadores, operários e trabalhadores em geral foi crucial para o sucesso da 
revolta.
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História do Maranhão
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A contradição entre os revoltosos e a moderação dos dirigentes e políticos, que 
não desejavam, aparecia mais claramente nos jornais no dia a dia de São Luís. Du-
rante o desfecho do movimento, como estratégia, os rebeldes fecharam o porto 
de São Luís, diminuindo a oferta de alimentos no Estado.
São Luís ficou totalmente paralisada por uma greve geral nos meses de fe-
vereiro, março e posteriormente setembro e outubro. Nesse contexto, o mo-
vimento alcançou grande repercussão nacional e internacional, transformando-se 
numa campanha de libertação contra o jugo coronelista vitorinista. Tamanha 
foi a repercussão que a Greve de 1951 ficou conhecida como “Balaiada Urbana”.
Os principais fatos políticos, econômicos e sociais ocor-
ridos no Maranhão na segunda metade do século XX
Política maranhense
O primeiro governador do século XX foi João Gualberto Torreão da Costa. 
Em 1906, no governo de Benedito Pereira Leite, o presidente da república eleito, 
Afonso Pena, visitou o estado. Em 1930, a revolução que irrompera no sul do país 
estendeu-se ao Maranhão e o governador José Pires Sexto foi deposto. Em 16 de 
outubro de 1934 foi promulgada uma nova constituição estadual, no governo de 
Antônio Martins de Almeida. Em 1936, a constituição foi emendada e assumiu o 
governo Paulo Martins de Souza Ramos, que com o golpe de 10 de novembro de 
1937 foi nomeado interventor.
Em 28 de julho de 1947, com a redemocratização do país, a Assembleia Cons-
tituinte do estado promulgou nova carta constitucional. Em 1966 assumiu o go-
verno José Sarney da Costa, que iniciou o período de modernização “Maranhão 
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Novo”, cujos destaques foram a construção do porto de Itaqui e a pavimenta-
ção da estrada São Luís-Teresina.
Hoje, o estado possui a segunda pior expectativade vida do Brasil, também 
superior apenas à de Alagoas. Segundo o livro Honoráveis Bandidos, a família 
Sarney, através do seu envolvimento na política, fez com que o estado empobre-
cesse e as pessoas migrassem da região.
Aliás, cabe aqui uma discussão mais aprofundada. Primeiro é preciso ficar claro 
que Sarney é um produto do chamado vitorinismo. Ele começou na política 
maranhense protegido pelo pai, o desembargador Sarney Costa, amigo de Vitori-
no Freire e presidente do TRE, num período em que as eleições no Maranhão eram 
marcadas por enormes fraudes eleitorais, montados para ajudar os candidatos do 
vitorinismo.
Como dito acima, em 1965 Sarney se elegeu governador do Maranhão ini-
ciando ali a construção do seu próprio esquema de poder. Disputaram o governo 
naquela eleição três candidatos. Todos nascidos dentro PSD, isto é, no esquema 
vitorinista. Coincidentemente, nenhum dos três foi lançado pelo próprio Vitorino 
Freire, que chegou naquela eleição politicamente fraco, rompido com o então go-
vernador Newton Belo e sem o controle do PSD, o partido que simbolizava o seu 
poder no Maranhão.
Sarney ganhou aquela eleição de 1965 por conta do esfacelamento do PSD e, 
principalmente, do apoio que recebeu da ditadura militar instalada no Brasil 
no ano anterior. Foi a ditadura que determinou a vitória dele. Durante a campanha 
vieram vários generais e coronéis ao Maranhão a fim de garantir sua eleição. Até o 
acordo com a aposição maranhense foi articulado pelos militares golpistas.
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Sarney nasceu no vitorinismo e se beneficiou dele a partir de cargos, do PSD, 
dos palanques e das articulações junto à Justiça Eleitoral. Depois, quando esse 
mesmo Sarney substitui Vitorino, o antigo chefe político também soube participar 
do poder no Maranhão. E sob os ares do sarneysmo, a partir da ditadura militar, 
a mesma que botou Sarney no poder, Vitorino também tirou grandes vantagens.
Assim se deu uma substituição: com a decadência natural de Vitorino dando 
lugar ao oportunismo e o despudor de Sarney. Sem o consentimento direto do 
substituído, mas com aproximações e afastamentos circunstanciais, sem um con-
fronto direto e definitivo, sem uma batalha final que determinasse os vencidos e os 
vencedores.
Mas, juntos ou separados, Sarney e Vitorino sempre utilizaram o Maranhão para 
ter poder. Um nasceu em Pernambuco e veio para cá em busca desse poder. O ou-
tro nasceu aqui e depois foi se eleger no Amapá para continuar mantendo o poder 
que tem aqui. E lá se vão 60 anos, seis décadas, um período onde a população des-
se Estado foi, de fato, a grande derrotada, pois esteve sempre inteiramente des-
prezada pelo poder conquistado, tanto pelo primeiro, como pelo segundo coronel.
Questão 7 (NUCEPE/PREFEITURA DE PARNARAMA-MA/PROFESSOR/2014) “A ori-
gem política de José Sarney no Maranhão, está a princípio claramente associada à 
liderança do Senador Vitorino Freire, chefe oligárquico que dominou a política ma-
ranhense de 1946 a 1965. O período em que Sarney se insere no grupo vitorinista 
ocorre durante a gestão do Governador Eugênio Barros.
(1951-1954)”. (MELO, Francivaldo. História do Maranhão. São Luís: Gráfica & Edi-
tora Alpha, 2009. p.184).
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O trecho nos leva a concluir que:
a) A trajetória política de José Sarney está relacionada com os grupos menos favo-
recidos na política local.
b) Atividade política de José Sarney tem sua gênese na sua relação com grupos 
tradicionais da oligarquia maranhense
c) Sua ampla atividade política foi favorecida pela sua oposição ao governo Eugênio 
de Barros, adversário político de Vitorino Freire, responsável direto pela trajetória 
inicial de José Sarney na política.
d) O grupo vitorinista apoio José Sarney na eleição para concorrer com Eugênio 
Barros.
e) A origem política de José Sarney foi favorecida pela oligárquica maranhense e 
que fazia oposição a Vitorino Freire e apoiava o grupo político de Eugênio Barros.
Letra b.
A liderança política de José Sarney no estado do Maranhão tem seu embrião na re-
lação que construiu com a classe política maranhense, particularmente, na pessoa 
de Vitorino Freire.
A seguir, uma lista de todos os governadores do Maranhão após 1982:
51
Ivar 
Saldanha
Partido 
Democrático 
Social
PDS
14 
de maio 
de 1982
15 de 
março 
de 1983
Presidente da 
Assembleia 
Legislativa
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Ivar_Saldanha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ivar_Saldanha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Democrático_Social
https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Democrático_Social
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Sexta República Brasileira (1985-presente)
52
Luís 
Rocha
Partido 
Democrático 
Social
PDS
15 
de março 
de 1983
15 
de março 
de 1987
Governador 
eleito em sufrá-
gio universal
53
Epitácio Cafe-
teira
Partido 
Democrata 
Cristão
PDC
15 
de março 
de 1987
3 de abril 
de 1990
Governador 
eleito em sufrá-
gio universal
54
João Alberto 
de Souza
Partido 
da Frente
 Liberal
PFL
3 de abril 
de 1990
15 
de março 
de 1991
Vice-Governador 
eleito, 
assumiu após a 
renúncia do titu-
lar
55 Edison Lobão
Partido 
da Frente 
Liberal
PFL
15 
de março 
de 1991
2 de abril 
de 1994
Governador 
eleito em sufrá-
gio universal
56
José de 
Ribamar 
Fiquene
Partido 
da Frente 
Liberal
PFL
2 de abril 
de 1994
1º 
de janeiro 
de 1995
Vice-Governador 
eleito, 
assumiu após a 
renúncia do titu-
lar
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Luís_Rocha
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Democrático_Social
https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Democrático_Social
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Epitácio_Cafeteira
https://pt.wikipedia.org/wiki/Epitácio_Cafeteira
https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Democrata_Cristão_(1985-1993)https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Democrata_Cristão_(1985-1993)
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https://pt.wikipedia.org/wiki/João_Alberto_de_Souza
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Frente_Liberal
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Edison_Lobão
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57
Roseana 
Sarney
Partido 
da Frente 
Liberal
PFL
1º 
de janeiro 
de 1995
1º 
de janeiro 
de 1999
Governadora 
eleita em 
sufrágio univer-
sal
1º 
de janeiro 
de 1999
5 de abril 
de 2002
Governadora ree-
leita em sufrágio 
universal que 
renunciou 
ao cargo
58
José 
Reinaldo 
Tavares
Partido 
Socialista Bra-
sileiro
PSB
5 de abril 
de 2002
1º 
de janeiro 
de 2007
Vice-Governador 
eleito, 
assumiu após 
a renúncia da 
titular, reeleito 
em sufrágio uni-
versal
59 Jackson Lago
Partido 
Democrático 
Trabalhista
PDT
1º 
de janeiro 
de 2007
17 de abril 
de 2009
Governador 
eleito em sufrá-
gio 
universal, cas-
sado em 3 de 
março de 2009
60
Roseana 
Sarney]
Partido do 
Movimento 
Democrático 
Brasileiro
PMDB
17 de 
abril 
de 2009
1º 
de janeiro 
de 2011
Segundo lugar 
nas eleições 
de 2006, 
assumiu após 
a cassação do 
titular
1º 
de janeiro 
de 2011
10 
de 
dezembro 
de 2014
Governadora ree-
leita em sufrágio 
universal 
que renunciou 
ao cargo
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61
Arnaldo 
Melo
Partido do 
Movimento 
Democrático 
Brasileiro
PMDB
10 de 
dezembro 
de 2014
1º de 
janeiro 
de 2015
Presidente 
da Assembleia 
Legislativa
62
Flávio 
Dino
Partido Comu-
nista do Brasil
PCdoB
1º de 
janeiro 
de 2015
1º de 
janeiro 
de 2019
Governador 
eleito em sufrá-
gio universal
1º de 
janeiro 
de 2019
a atuali-
dade
Governador 
reeleito em 
sufrágio univer-
sal
Economia do Maranhão
A economia maranhense foi uma das mais prósperas do país até a metade do 
século XIX. Mas, após o fim da Guerra Civil Americana, quando perdeu espaço na 
exportação de algodão, o estado entrou em colapso, agravado pelo abandono ge-
rado pelos governos imperial e republicano.
Mas somente nas décadas seguintes, 1960 e 1970, a economia do Maranhão 
ganha impulso. São feitos investimentos nos setores de agropecuária e de extrati-
vismo vegetal e mineral, estimulados pelos incentivos fiscais da Superintendência 
de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência de Desenvolvi-
mento do Nordeste (Sudene). Assim, sobreveio a mudança do perfil econômico do 
estado, com profundas repercussões no Maranhão: em 1970 entrou em operação a 
usina de Boa Esperança e três anos depois foi inaugurada a fábrica de celulose 
e papéis (cepalma), que utiliza matéria-prima local.
Grandes projetos de criação de gado, de plantação de soja e arroz e de 
extração de minério de ferro, como o Projeto Carajás, trazem riqueza, mas 
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aumentam a concentração fundiária e, por consequência, as migrações, além 
de provocar devastação florestal.
Somente após o final da década de 1960, no século XX, o estado passou a rece-
ber incentivos e saiu do isolamento, com ligações férreas e rodoviárias com outras 
regiões. A inauguração do Porto do Itaqui, em São Luís, um dos mais profundos 
e movimentados do país, serviu para escoar a produção industrial e de minério de 
ferro vinda de trem da Serra dos Carajás, atividade explorada pela Vale.
No fim dos anos 1970, quase a metade da formação original das matas de tran-
sição maranhense entre o cerrado e a floresta Amazônica já havia se perdido. Esses 
projetos econômicos também impulsionam disputas de terra e conflitos com a 
população indígena, causando tensão e violência.
Em 1984, inaugurou-se a primeira etapa da fábrica de alumínio do con-
sórcio Alumar, primeiro projeto do programa Grande Carajás. Em 1987 começou 
a ser construído o centro de lançamento de foguetes de Alcântara, projeto 
militar que provocou a saída de quilombolas da área.
A estratégica proximidade com os mercados europeus e norte-americanos fez 
do Porto uma atraente opção de exportação, mas padece de maior navegação de 
cabotagem.A economia estadual atualmente se baseia na indústria de transfor-
mação de alumínio, alimentícia, madeireira, extrativismo (babaçu), agri-
cultura (soja, mandioca, arroz, milho), na pecuária e nos serviços.
São Luís concentra grande parte do produto interno bruto do estado. 
A capital passa por um processo marcante de crescimento econômico, sediando 
mais de três universidades (duas públicas e uma privada), além de uma dezena de 
centros de ensino e faculdades particulares. A expansão imobiliária é visível, mas 
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o custo de vida ainda é bastante elevado e a exclusão social acentuada. Há grande 
dependência de empregos públicos.
O estado conta com um eficiente sistema de abastecimento de energia, através 
da Subestação da Eletronorte instalada no Distrito Industrial do Município de 
Imperatriz, além de estar bastante próxima das hidroelétricas de Estreito (1 328 
megawatts) e de Serra Quebrada. A concessionária de energia elétrica que cobre o 
Maranhão é a Companhia Energética do Maranhão.
A agricultura e a pecuária são atividades importantes na economia do Mara-
nhão, além da pesca, que lhe dá a liderança na produção de pescado artesa-
nal do país. Afinal, o estado possui 640 km de litoral, o segundo maior do Brasil, 
que fornece produtos bastante utilizados na culinária regional, como o camarão, 
caranguejo e sururu. O Maranhão aumentou a produção de grãos, em 2000, 
e teve significativo crescimento industrial, de acordo com a Sudene. Nesse sentido, 
existe uma grande pressão sobre o bioma do cerrado, já que o aumento da ativi-
dade pecuária e agrícola está aumentando a área de fronteira agrícola da região.
O Maranhão, por ser localizado em um bioma de transição entre o sertão nor-
destino e a Amazônia, apresentando ao visitante uma mescla de ecossistemas 
somente comparada, no Brasil, com a do Pantanal Mato-grossense. Como já dito, 
possui mais de 640 km de litoral, sendo, portanto, o estado com o segundo maior 
litoral brasileiro, superado apenas pela Bahia.
O turismo praticado nele pode ser classificado em dois tipos: turismo ecológi-
co e turismo cultural/religioso. O Maranhão tem o privilégio de possuir, devido 
a exuberante mistura de aspectos da geografia, a maior diversidade de ecossiste-
mas de todo o País. São 640 quilômetros de extensão de praias tropicais, floresta 
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amazônica, cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do mundo 
com milhares de lagoas de águas cristalinas.
Essa diversidade está organizada em cinco polos turísticos, cada um com seus 
atrativos naturais, culturais e arquitetônicos. São eles: o polo turístico de São 
Luís, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o Parque Nacional da 
Chapada das Mesas, o Delta do Parnaíba e o polo da Floresta dos Guarás.
O Polo turístico de São Luís, localizado na ilha Upaon-Açu, abrange os muni-
cípios que compõem a Ilha, a capital São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar 
e Raposa, e a cidade Monumento de Alcântara.
O Parque dos Lençóis, situado no litoral oriental do Maranhão, envolve os 
municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas. 
Seu maior atrativo é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, belo e intrigante 
fenômeno da natureza, um paraíso ecológico com 155 mil hectares de dunas, rios, 
lagoas e manguezais.
O Parque Nacional da Chapada das Mesas é uma área de 160.046 hec-
tares de cerrado localizado no Sudoeste Maranhense. Possui cachoeiras, trilhas 
ecológicas em cavernas e desfiladeiros, rappel, sítios arqueológicos com inscrições 
rupestres e rios de águas cristalinas. As principais cidades do polo são Imperatriz, 
Carolina e Riachão.
O Delta do Parnaíba é o terceiro maior delta oceânico do mundo. Raro fenô-
meno da natureza que ocorre também no rio Nilo, na África, e Mekong, no Vietnã. 
Sua configuração se assemelha a uma mão aberta, onde os dedos representariam 
os principais afluentes do Parnaíba, que se ramificam formando um grandioso san-
tuário ecológico. Rios, flora, fauna, dunas de areias alvas, banhos em lagoas e de 
mar são alguns atrativos que o lugar oferece. Localizado a nordeste do estado, na 
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divisa com o Piauí. Envolve a região sob influência do Delta do Rio Parnaíba, que 
tem setenta por cento da sua área no Maranhão. Tutoia, Paulino Neves e Araioses 
são os principais municípios. Deste último, partem excursões turísticas para o delta.
O polo da Floresta dos Guarás fica na parte amazônica do Maranhão, no lito-
ral ocidental do estado. Envolve os municípios de Cedral, Mirinzal, Cururupu, Gui-
marães e Porto Rico do Maranhão, entre outros. Seu nome deve-se à bela ave de 
plumagem vermelha, comum na região. O lugar, que conta com incríveis atrativos 
naturais e culturais, destaca-se como um santuário ecológico, formado por baías e 
estuários onde os rios deságuam em meio a manguezais. Entre os maiores atrati-
vos turísticos deste polo, está a Ilha dos Lençóis, em Cururupu. Outros atrativos: 
praias de Caçacueira, São Lucas e Mangunça, Parcel de Manuel Luís, um banco de 
corais ao alcance apenas de mergulhadores profissionais, estaleiros, onde os mes-
tres constroem embarcações típicas do Maranhão, inteiramente artesanais, pássa-
ros como guarás, garças, colhereiros e marrecos.
Questão 8 (FCC/SEGEP-MA/TÉCNICO DE FISCALIZAÇÃO AGROPECUÁ-
RIO/2018) Sobre a agropecuária maranhense é correto afirmar que
a) a nova fronteira agrícola em expansão no centro-sul do estado tem exercido 
forte pressão sobre o cerrado.
b) o leste do estado abriga importante atividade relacionada ao cultivo de eucalip-
tos para a indústria
c) a principal área de pecuária bovina do estado ocupa pastagens cultivadas em 
substituição à caatinga.
d) o moderno cultivo comercial do arroz transformou o estado no maior produtor 
nacional do cereal em 2017.
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e) a agricultura familiar reduziu o espaço no estado que, atualmente, precisa im-
portar café e mandioca do Piauí.
Letra a.
Devido ao avanço da agricultura, o bioma do cerrado vem dando lugar a lavouras, 
principalmente de soja.
Questões sociais
Antes de falarmos das questões sociais no maranhão, é preciso que conheçamos 
um pouco de seus números. O Maranhão possui 217 municípios distribuídos em 
uma área de 331.983,293 km², sendo o oitavo maior estado do Brasil, um pouco 
menor que a Alemanha. Sua população estimada em 2007 é de 6.118.995 habitan-
tes, sendo o décimo estado mais populoso do país, com população superior à da 
Jordânia. Cerca de 70% dos maranhenses vivem em áreas urbanas. O Maranhão 
possui 18,43 habitantes por km², sendo o décimo sexto na lista de estados brasi-
leiros por densidade demográfica.
O Maranhão é um dos estados mais pobres do Brasil, com um Índice de De-
senvolvimento Humano igual a 0,683, comparável ao do Brasil em 1980 e superior 
apenas ao de Alagoas na lista dos estados brasileiros por IDH. A população de 
grande parte do estado ainda sofre com problemas de saneamento básico e de 
desnutrição infantil. O Maranhão apresenta altos índices de desnutrição entre 
as crianças de zero a cinco anos, de acordo com levantamento do Fundo da 
Nações Unidas para a Infância feito em 1999.
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O segundo maior índice de mortalidade infantil do Brasil é do Mara-
nhão, inferior apenas ao de Alagoas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística, de cada mil nascidos no Maranhão por ano, 39 não 
sobreviverão ao primeiro ano de vida. Vários fatores contribuem para o alto 
índice de mortalidade infantil no estado: dentre eles, o fato de que apenas metade 
da população tem acesso à rede de esgoto e o de que quase quarenta por cento da 
população não tem acesso a água tratada.
De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas em 2007, 
o Maranhão é o estado com o maior déficit habitacional relativo do país. O Mara-
nhão apresenta um índice de 38,1 por cento (que equivale ao número de imóveis 
existentes, dividido pelo de moradias necessárias para suprir a demanda da popu-
lação).
Em termos absolutos, o déficit no estado chega a 570.606 unidades, o quinto 
maior do país. O déficit maranhense representa 7,14 por cento do déficit absoluto 
total brasileiro, estimado em 7.984.057. A média maranhense é quase três vezes 
maior do que a nacional, de 14,6 por cento.
Para a Fundação Getúlio Vargas, as causas do déficit no estado estariam rela-
cionadas à má distribuição de renda, à inadimplência do estado e Municípios 
e à política aplicada no setor. O então secretário adjunto da Secretaria de Estado 
das Cidades, Desenvolvimento Regional Sustentável e Infraestrutura, Heraldo Ma-
rinelli, contestou parte dessas causas. Para ele, o déficit “não tem correlação com a 
falta de políticas ao setor e com a inadimplência de estado e municípios” e também 
influenciaria o “processo histórico de concentração de renda” no estado.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Esta-
tística em 2009, o Maranhão possui o maior número de crianças entre oito e 
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nove anos de idade analfabetas no país. Quase quarenta por cento das crian-
ças do estado nessa faixa etária não sabem ler e escrever, enquanto que a média 
nacional é de 11,5 por cento. Os dados do instituto, porém, não oferecem um 
diagnóstico completo da situação, pois se baseiam somente na informação de pais 
sobre se seus filhos sabem ler e escrever um bilhete simples.
Em 2006, os alunos do Maranhão obtiveram a quarta pior nota na prova do 
Exame Nacional do Ensino Médio de língua portuguesa. Em 2007, obtiveram a sé-
tima pior, que foi mantida na avaliação de 2008. Na redação, os alunos se saíram 
um pouco melhor, apresentando a sexta pior nota em 2006 e subindo seis posições 
em 2007.
A rede estadual tem majoritariamente escolas de Ensino Médio e, atualmente, 
ocupa o 20º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica 
(Ideb), com nota 3,1. Está na mesma posição da Paraíba e do Amapá e à frente 
somente de Sergipe (2,6), Alagoas e Rio Grande do Norte (2,8), Bahia (2,9), Mato 
Grosso e Pará (3,0). No topo da lista estão Pernambuco e São Paulo (3,9). “Quere-
mos atingir a nota 3,7, no mínimo, estipulada para 2017 pelo MEC”, explica Felipe 
Camarão (DEM), secretário da pasta. Nas outras etapas, a situação do Maranhão 
não é melhor. O Ideb dos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental estão abaixo 
da média do Brasil.
Uma das principais mudanças colocadas em cena pela gestão do atual governa-
dor, Flávio Dino, foi o aumento de salário para os profissionais do Magistério, 
com um reajuste de 6,81% no piso (que não vale para professores dos municípios). 
Educadores que trabalham 40 horas semanais passaram a ganhar 5.750 reais. São 
os mais bem pagos do Brasil. Mas vale notar que esse valor contempla apenas 7% 
dos docentes da rede, pouco mais de 2 mil deles.
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Para bancar a remuneração, o governo investiu recursos do tesouro maranhen-
se, fazendo um aporte de 248 milhões de reais às cifras recebidas do Fundo de Ma-
nutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais 
da Educação (Fundeb), que somam pouco mais de 1,3 bilhão de reais. De fato, 
a valorização da profissão docente passa pela remuneração adequada e confere 
atratividade à carreira.
O Maranhão é um dos estados mais miscigenados do país, o que pode ser de-
monstrado pelo número de 68,8% de pardos autodeclarados ao Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística, resultado da grande concentração de escravos indígenas 
e africanos nas lavouras de cana de açúcar, arroz e algodão.
Cultura
Os grupos indígenas remanescentes e predominantes são dos grupos linguís-
ticos macro-jê e macro-tupi. No tronco macro-Jê, destaca-se a família jê, com 
povos falantes da língua Timbira (Mehim), Kanela (Apanyekra e Ramkokamekra), 
Krikati, Gavião (Pukobyê), Kokuiregatejê, Timbira do Pindaré e Krejê.
No Tronco macrotupi, a família tupi-guarani, com os povos falantes das lín-
guas tenetehára: Guajajara, Tembé eUrubu-Kaapor, além dos Awá-Guajá e de um 
pequeno grupo guarani, concentrados principalmente na pré-Amazônia, no Alto 
Mearim e na região de Barra do Corda e Grajaú.
Houve forte tráfico negreiro entre os séculos XVIII e XIX, que trouxe milhares 
de negros da Costa da Mina e da Guiné, mais precisamente do Benin, antigo 
Daomé, Gana e Togo, mas também em levas não menos importantes de africanos 
do Congo, Cabinda e Angola.
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Muitas tradições maranhenses têm a forte marca das culturas africanas: culiná-
ria (Arroz de Cuxá), religião (Tambor de Mina e Terecô), festas (Bumba-Meu-Boi e 
Tambor de Crioula) e músicas (Reggae). Atualmente, o Maranhão conta com muitas 
comunidades quilombolas em toda região da Baixada, rio Itapecuru e Mearim.
As comunidades quilombolas no Maranhão surgiram a partir da formação de 
quilombos, considerados um local de refúgio dos africanos e seus descendentes 
escravizados, bem como de sua reorganização com a abolição da escravidão. 
No Maranhão, a história da formação das comunidades quilombolas está relaciona-
da a expansão da lavoura de algodão e de arroz no final do século XVIII, com 
a criação da Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, bem 
como ao abandono de terras por proprietários rurais, com a decadência econô-
mica no final do século XIX.
A população branca, 24,9 por cento, é quase exclusivamente composta de des-
cendentes de portugueses, dada a pequena migração de outros europeus para a 
região. Ainda no início do século XX, a maior parte dos imigrantes portugueses era 
oriunda dos Açores e da região de Trás-os-Montes. Também no século XX, vieram 
contingentes significativos de sírios e libaneses, refugiados do desmonte do Im-
pério Otomano e que hoje têm grande e tradicional presença no estado.
A proximidade com a cultura portuguesa e o isolamento do estado até a metade 
do século XX gerou aqui um sotaque próprio e ainda bastante similar ao português 
falado em Portugal, praticando os maranhenses uma conjugação verbal e pronomi-
nal vizinha àquela lusitana.
A culinária maranhense sofreu influência francesa portuguesa, africana e 
indígena. O tempero é diferenciado fazendo uso de ingredientes como cheiro-ver-
de (coentro e cebolinha verde), cominho em pó e pimenta-do-reino. No Maranhão, 
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é marcante a presença de peixes e frutos do mar como camarão, sururu, caran-
guejo, siri, pescada, robalo, tainha, curimbatá, mero, surubim e outros peixes de 
água doce e salgada.
Pratos de destaque também são o sarrabulho, a dobradinha, o mocotó, a carne 
de sol, a galinha ao molho pardo, todos acompanhados de farinha d’água. Da farta 
cozinha maranhense, destaca-se o arroz de cuxá, símbolo da culinária do Ma-
ranhão, feito com uma mistura de gergelim, farinha seca, camarão seco, pimenta 
de cheiro e o ingrediente especial - a vinagreira (hortaliça de origem africana muito 
comum no Maranhão).
Dentre os bolos consumidos pelos maranhenses, podem ser destacados o bolo 
de macaxeira e o de tapioca. As sobremesas típicas da mesa maranhense são os 
doces portugueses e uma infinidade de doces, pudins e sorvetes feitos de frutas 
nativas como bacuri, buriti, murici, jenipapo, tamarindo, caju, cupuaçu, jaca etc. 
A juçara (ou açaí) é muito apreciada pelos maranhenses, consumida com farinha, 
camarão, peixe, carne de sol ou mesmo na forma de suco, sorvete e pudim. Dada 
a importância da juçara na cultura maranhense, é realizada anualmente a Festa 
da Juçara.
A panelada, um cozido preparado a partir das vísceras da vaca, é popular em 
Imperatriz, segunda maior cidade no interior do estado, é oferecida em diversos 
pontos da cidade.
Em São Luís, patrimônio cultural da humanidade, encontramos a maior 
parte dos valores históricos do estado. Com mais de 3.500 imóveis dos séculos 
XVIII e XIX, é referência no Brasil em termos de arquitetura colonial brasileira, 
principalmente nas fachadas das casas do Centro Histórico de São Luís. A uma hora 
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de barco, saindo da capital, podemos encontrar Alcântara, outro ponto de referên-
cia histórico/arquitetônico do estado.
Em São Luís existem inúmeras lendas derivadas da cultura popular. Nesse senti-
do, destaco a lenda de Joaquina Jansen Pereira, também conhecida como Donana, 
(São Luís do Maranhão, 1787 - 11 de abril de 1869). Joaquina foi uma empresária 
e política brasileira que se tornou uma personagem controversa na história do Ma-
ranhão. Por sua crueldade com seus escravos, criou-se uma lenda sobre seu 
espírito vagar pelas ruas de São Luís, conduzindo uma carruagem fantasma-
górica.
No que se refere a turismo religioso, o Maranhão possui três eventos impor-
tantes. Um deles acontece em junho, na capital maranhense, onde são feitas fes-
tas em homenagem a Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal. Já 
em Alcântara, no segundo domingo de agosto, acontece a festa de São Benedito. 
Também lá, em maio, acontece a Festa do Divino, o mais badalado evento pro-
fano-religioso do Estado.
Principais municípios turísticos:
•	 O Centro Histórico de São Luís foi tombado como Patrimônio Cultural da 
Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência 
e a Cultura. São Luís é rica em manifestações culturais, como: o bumba meu 
boi, tambor de crioula, cacuriá, dança portuguesa, quadrilhas juninas, reg-
gae e outras. Possui o maior conjunto arquitetônico de azulejos portugueses 
da América Latina. Possui uma vasta área de praias de água salgada e uma 
culinária peculiar. A cidade possui uma vida noturna muito movimentada, 
possuindo muitos bares, restaurantes, clubes de festas, teatros, cinemas e 
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muitos shows de artistas locais, nacionais e internacionais. A vida noturna 
ocorre todos os dias da semana. É uma cidade com muitas opções de lazer e 
divertimentos.
•	 Alcântara. Tem como principal atração a festa do Divino Espírito Santo, 
no mês de maio. A base de lançamento de foguetes está localizada nesse 
município. Possui muitos prédios em ruínas que foram tombados pelo Patri-
mônio Histórico Estadual.
•	 Barreirinhas. É o município portal dos lençóis maranhenses. Possui um gran-
de rio chamado Preguiças que é uma das atrações do município. Possui vários 
bares, restaurantes e hotéis que recebem os milhares de turistas que vêm 
conhecer os lençóis.
•	 Pindaré Mirim. Conhecido como berço da cultura maranhense, Pindaré Mirim 
traz, no período junino, a festividade dos seus arraiais, com apresenta-
ções de várias atrações folclóricas, mas o principal foco dos pindareenses 
e turistas é o bumba meu boi. Durante esse período, nos quatro cantos da 
cidade ouvem-se as batucadas dos tambores que se aquecem até o amanhe-
cer com as danças.
•	 Carolina. Tem, como atrações, as cachoeiras e o Parque Nacional da Cha-
pada das Mesas. Está na região das Águas Maranhenses. As principais ca-
choeiras turísticas são Pedra Caída e Itapecuruzinho. A cidade possui, 
também, importância histórica, pois suas ruas são todas calçadas de pedra-
-sabão, possuindo também um conjunto de casario colonial.
•	 Caxias. É conhecida como a Princesa do Sertão Maranhense. No passado, 
concorria de perto com a capital São Luís em termos de economia. Atualmen-
te, possui uma economia modesta. A principal atração turística é o balneário 
Veneza, que é um local de rio.
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•	 São José de Ribamar. É um município da Ilha de São Luís, verdadeiro bal-
neário de águas salgadas. Possui, como atrações: a Procissão de São José 
no mês de setembro, o lava-pratos (o carnaval fora de época mais antigo 
do Brasil), que acontece no domingo seguinte do domingo de carnaval e o 
lava-boi que acontece no mês de julho. A cidade é conhecida pela culinária 
do peixe frito nos bares e restaurantes.
•	 Raposa. É um município da Ilha de São Luís. Destaca-se por suas praias. 
Possui um comércio de rendas (toalhas, colchas, cobertores etc.) feitas por 
mulheres de ascendência cearense. Possui muitos bares que servem peixes. 
Ultimamente, o município tem se destacado nas pequenas dunas existentes, 
chamadas de fronhas maranhenses. Estas fronhas estão localizadas princi-
palmente na Ilha de Carimã. A cidade oferece passeios de barcos, banhos em 
rios e passeio em trilhas.
•	 Pinheiro. É conhecida como a Princesa da Baixada Maranhense por ser a 
mais bonita dessa região. Possui, como atrações turísticas, os campos onde 
ficam os búfalos. Esses campos são pântanos, por essa razão é também co-
nhecida como a Cidade do Pantanal Maranhense.
•	 São Bento. É conhecida por seus campos (regiões alagadas onde podem ser 
observadas inúmeras espécies de aves), pelo seu artesanato (redes e con-
fecções feitas a partir do babaçu), pelas manifestações culturais nos períodos 
juninos, além dos festejos religiosos que acontecem durante o ano.
•	 São João dos Patos. Tem um dos melhores carnavais do estado. Cidade 
festeira, destacando eventos como Exposertão em maio, Festejos de São 
João e São Francisco e Patos Folia em julho (considerada a melhor mica-
reta do interior).
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Questão 9 (NUCEPE/PREFEITURA DE PARNARAMA-MA/FISCAL DE TRIBU-
TOS/2014) “Segundo o Centro de Cultura Negra do Maranhão, existem 527 comu-
nidades quilombolas no Estado do Maranhão distribuídas em 134 municípios. Elas 
concentram-se principalmente nas regiões da Baixada Ocidental, da Baixada Orien-
tal, do Munim, de Itapecuru, do Mearim, de Gurupi e do Baixo Parnaíba. [...]”. Aces-
so em 14/02/2014 http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/i_brasil_ma.html
Sobre o texto acima podemos afirmar que
a) os quilombos no Maranhão são resultados da política do Império na libertação 
dos escravos.
b) os números de quilombos são consideráveis pelo fato de o Maranhão desen-
volver uma política de criação de áreas sociais para a instalação das comunidades 
negras do Estado desde o Império.
c) os quilombos no Maranhão são resultados de luta constante pelo seu reconhe-
cimento e pela posse de suas terras de origem.
d) os quilombos no Estado do Maranhão estão passando pelo processo de extinção 
por falta de políticas públicas de preservação.
e) o Maranhão é o Estado com menor número de quilombos na região nordeste.
Letra c.
Os quilombos surgiram no estado do Maranhão em decorrência da fuga de escra-
vos. Escravos africanos eram trazidos pela Companhia Geral do Comércio do Grão-
-Pará e Maranhão para trabalhar nas lavouras de algodão e arroz.
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RESUMO
Indígenas: Propriedade coletiva, ágrafos, coivara, coletores, caçadores e agri-
cultores
•	 Tupis: guajajaras e urubus
•	 Jê: timbiras e xacamecras
Primeira expedição no território do Maranhão: Espanha: Vicente Yáñez 
Pinzón.
França Equinocial:
•	 Não reconhecimento do Tratado de Tordesilhas (Portugal e Espanha)
•	 Daniel de La Touche e Charles des Vaux fundaram a França Equinocial, em 
março de 1612, cuja capital recebeu o no de São Luís
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
História do Maranhão
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Batalha de Guaxenduba: 19 de novembro de 1614. Expulsão dos franceses
Invasão e expulsão dos holandeses: 1641
•	 Esquadra holandesa formada por 18 embarcações, com mais de mil militares, 
sob o comando do almirante Jan Cornelizoon Lichtardt e pelo coronel Koin 
Handerson
•Expulsão dos Holandeses: 28 de fevereiro de 1644, as debilitadas tropas ho-
landesas foram obrigadas a fugir do Maranhão, partindo para o Ceará e, em 
seguida, para o Rio Grande do Norte.
Estado do Maranhão e Grão-Pará. Unidade administrativa portuguesa na 
América do Sul. Criado com a denominação de Estado do Maranhão em 13 de junho 
de 1621, por Filipe II de Portugal (ou Filipe III da Espanha), no Norte da América 
Portuguesa (atual Brasil), e renomeado Estado do Maranhão e Grão-Pará em 1654, 
e Estado do Grão-Pará e Maranhão em 1751, o qual foi dividido em 1772.
Revolta de Bequimão (Beckman) 1682. Colonos revoltam-se contra o não 
fornecimento de mão de obra escrava africana pela Companhia Geral do Comércio 
do Maranhão. Revoltosos foram presos e seus líderes assassinados.
Companhia de Comércio do Maranhão e Grão-Pará. A Companhia Geral de 
Comércio do Grão-Pará e Maranhão ou Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão 
foi uma empresa privilegiada, de carácter monopolista, criada pelo Marquês de 
Pombal, na segunda metade do século XVIII, em Portugal. Confirmada pelo Alva-
rá Régio de 7 de junho de 1755, destinava-se a controlar e fomentar a atividade 
comercial com o Estado do Grão-Pará e Maranhão, fortalecendo a prática do mer-
cantilismo no reino. Sua principal atividade seria o fornecimento de mão de obra 
escrava africana. não confunda a Companhia do Comércio do Maranhão (1682) 
com a Companhia do Comércio do Maranhão e Grão-Pará (1755).
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História do Maranhão
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Batalha de Jenipapo (13 de março de 1823): Cearenses e maranhenses se 
juntaram ao povo do Piauí para lutar contra resistentes tropas portuguesas lide-
radas pelo Major João José da Cunha Fidié. Foi importante por definir a adesão do 
maranhão à independência Império Brasileiro.
Balaiada: (1838 a 1841). Movimento popular contra as péssimas condições de 
vida e o autoritarismo do governo regencial que indicara um presidente da provín-
cia sem nenhuma ligação com a região.
Adesão do Maranhão à República: Junta Governativa. População assistiu 
sem compreender o que acontecia.
Revolução de 1930 no Maranhão: Reação Republicana de 1921-1922. Tar-
quinistas. Tenentismo. José Maria dos Reis Perdigão.
Vitorinismo: mandonismo e coronelismo.
•	 Greve de 1951: contra o resultado das eleições e o domínio político de Vito-
rino Freire.
José Sarney: “Maranhão Novo”. Carreira política nasceu no seio do vitorinismo. 
Tornou-se influente, mandonista e coronelista como Vitorino Freire.
Economia do Maranhão:
•	 Sudam
•	 Sudene
•	 Usina de Boa Esperança.
•	 Subestação da Eletronorte
•	 Cepalma
•	 Projeto Carajás: mineração
•	 Alumar
•	 Centro de lançamento de foguetes de Alcântara.
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•	 Porto de Itaqui
•	 Gado, soja, arroz, mandioca, milho
•	 Turismo
Questões sociais:
•	 Baixo IDH
•	 Alta mortalidade infantil: desnutrição e saneamento básico
•	 Analfabetismo
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QUESTÕES DE CONCURSOS
Questão 1 (FCC/SEGEP-MA/TÉCNICO DE FISCALIZAÇÃO AGROPECUÁ-
RIO/2018) Sobre a agropecuária maranhense é correto afirmar que
a) a nova fronteira agrícola em expansão no centro-sul do estado tem exercido 
forte pressão sobre o cerrado.
b) o leste do estado abriga importante atividade relacionada ao cultivo de eucalip-
tos para a indústria
c) a principal área de pecuária bovina do estado ocupa pastagens cultivadas em 
substituição à caatinga.
d) o moderno cultivo comercial do arroz transformou o estado no maior produtor 
nacional do cereal em 2017.
e) a agricultura familiar reduziu o espaço no estado que, atualmente, precisa im-
portar café e mandioca do Piauí.
Questão 2 (FCC/SEGEP-MA/ANALISTA AMBIENTAL/2016) Em relação a organi-
zação espacial da cidade de São Luís do Maranhão:
a) O espaço urbano e sua paisagem expressam-se fragmentados e interligados por 
políticas territoriais urbanas.
b) A cidade possui um amplo segmento da população que se organizou a partir dos 
princípios constitucionais como: moradia, saúde, segurança e dignidade.
c) A cidade possui uma organização trivial das cidades subdesenvolvidas, na qual 
a divisão do território urbano, se dá pela definição de periferia e centro.
d) São Luís é uma cidade em harmonia que se processa evidenciando um anta-
gonismo dada a intensidade e veloz metamorfose urbana que não reflete a sua 
história.
e) São Luís é uma cidade segregada mas nas últimas décadas vem experimentan-
do uma forte transformação territorial para reduzir as desigualdades sociais.
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Questão 3 (FCC/SEGEP-MA/ANALISTA AMBIENTAL/2016)
Considerando que as intervenções Estatais influem nas novas territorializações 
e promovem ao mesmo tempo desterritorialização o projeto que articulou uma 
política nacional à formação territorial do Estado do Maranhão no século XX, foi a:
a) Implantação, no município de Alcântara de um centro de alta tecnologia de lan-
çamento de foguetes que provocou a desterritorialização de comunidades quilom-
bolas e tradicionais.
b) implantação do Porto de Itaqui na baía de São Marcos que provocou um forte 
investimento em melhorias urbanas atraindo setores sociais de alta renda para a 
região.
c) implantação da ferrovia Norte-Sul que promoveu um choque negativo na poro-
sidade territorial e facilitou a relação com o exterior incentivando a exportação de 
commodities agrícolas.
d) expansão das rodovias que levou a região da Baixada Maranhense a falência do 
modelo agroexportador e confinou essa região ao contato apenas com as localida-
des mais próximas, configurando um ambiente de marasmo.
e) expansão de todas as infraestruturas territoriais, que promoveram somente o 
setor de exportaçãonão trazendo nenhum benefício social.
Questão 4 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) No início do século XVII, os franceses 
tentaram organizar uma colônia no Brasil. Para isso, fundaram a chamada de Fran-
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ça Equinocial, no Maranhão. Identifique os fatos históricos associados a essa colo-
nização.
I – Contrariando as determinações do rei francês, Daniel de La Touche autorizou 
a difusão da religião dos protestantes entre os indígenas no Maranhão.
II – Com o objetivo de fixar a colonização no Brasil, os franceses construíram o 
forte que denominaram de São Luís, em homenagem ao rei francês.
III – Um dos ordenamentos instituídos na França Equinocial era a conversão da 
população ao cristianismo, segundo determinação do rei da França.
IV – Os franceses fundaram a França Equinocial para garantir a posse das terras 
do Maranhão, conforme determinava as normas do Tratado de Tordesilhas.
É correto o que se apresenta APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
Questão 5 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) Em 1684, eclodiu uma revolta de pro-
prietários de terra no Maranhão, conhecida por Revolta de Bequimão. Os revoltosos 
posicionaram-se
a) Contra o monopólio da companhia de comércio e contra os jesuítas.
b) Contra a escravidão dos africanos e dos indígenas maranhenses.
c) A favor da catequização dos indígenas realizada pelos jesuítas.
d) A favor do monopólio real sobre a exploração dos produtos da região.
e) Contra a expulsão dos jesuítas determinada pela coroa portuguesa.
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Questão 6 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) A Batalha do Jenipapo foi um movi-
mento
a) contra as forças nacionalistas que lutavam pela independência política do Brasil.
b) decisivo para a consolidar a independência e a configuração geográfica do Brasil.
c) organizado pelos portugueses para resistir ao processo de independência do 
Brasil.
d) idealizado pela burguesia, que defendia o pacto colonial entre Portugal e Brasil.
e) promovido pelos estados do Nordeste que pretendiam se separar do Brasil.
Questão 7 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) A Balaiada foi uma revolta que ocorreu 
na província do Maranhão, no período regencial (1831-1840). Ela estava inserida 
no contexto histórico de grande efervescência política nas províncias do Brasil. 
Identifique as afirmações que estejam associadas corretamente ao contexto socio-
econômico e político na qual emergiu essa revolta.
I – Como outras revoltas do período, a Balaiada limitou-se a uma disputa política 
entre membros das elites locais, de um lado os conservadores e do outro os 
liberais.
II – As divergências políticas entre líderes e à falta de unidade entre os rebeldes 
acarretaram o declínio do movimento, facilitando sua derrota pelas tropas do 
governo.
III – Os líderes populares da revolta eram liberais e tinham como objetivos princi-
pais a proclamação de uma República democrática e a distribuição igualitária 
da terra.
IV – A revolta aglutinou imensa massa de excluídos, que acabou atemorizando 
os grandes proprietários e mobilizando as autoridades regenciais contra os 
insurrectos.
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Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
Questão 8 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) Os chamados “republicanos de 16 de 
novembro” acabaram roubando a cena política dos republicanos históricos na maior 
parte dos estados brasileiros. O “festival” adesionista foi tamanho que deixou inco-
modado um conjunto de republicanos idealistas. O editorial de 18 de novembro de 
1891 do jornal “Pacotilha”, ao fazer a avaliação dos dois primeiros anos de Repúbli-
ca afirma que tão logo fora nomeada a Junta Governativa, em 18 de novembro de 
1889, tornou-se difícil encontrar monarquistas no Maranhão. (Luis Alberto Ferreira. 
In: www.outrostempos.uema.br)
A análise do texto permite afirmar que:
a) não havia políticos monarquistas na província do Maranhão antes do novo regi-
me.
b) os “republicanos de 16 de novembro” proclamaram a República no Maranhão.
c) os maranhenses republicanos demitiram os monarquistas dos cargos políticos.
d) os republicanos maranhenses condenaram os monarquistas ao exílio político.
e) os monarquistas maranhenses não tiveram receio em aderir ao novo regime.
Questão 9 (PREFEITURA DE LUCÉLIA-SP/MÉDICO PEDIATRA/2019) A respeito 
da história do Brasil leia o trecho abaixo: A Balaiada foi uma luta popular que suce-
deu durante os anos de 1838 e 1841. A revolta surgiu como um levante social por 
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melhores condições de vida e contou com a participação de vaqueiros, escravos e 
outros desfavorecidos. O nome dessa luta popular provém dos “balaios”, nome dos 
cestos fabricados na região. Onde ocorreu a Balaiada?
a) nos municípios de Espirito Santo.
b) na província do Maranhão.
c) no estado de Santa Catarina.
d) Nenhuma das alternativas.
Questão 10 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) No que diz respeito à história do 
Maranhão nos períodos colonial e imperial, julgue os itens subsequentes. O Estado 
do Maranhão e Grão Pará foi instituído devido a dificuldades relacionadas à admi-
nistração das possessões portuguesas na América, como, por exemplo, a disputa 
entre colonos e jesuítas pelo controle da mão de obra indígena na região Norte, 
a qual motivou o movimento denominado Revolta de Bequimão, contrário à decisão 
régia que entregou aos inacianos o controle dos índios livres.
Questão 11 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) No que diz respeito à história do 
Maranhão nos períodos colonial e imperial, julgue os itens subsequentes. A adesão 
da Província do Maranhão à independência do Brasil resultouda derrota militar de 
parte da elite maranhense que defendeu, por meio das armas, a manutenção dos 
laços com Portugal, a despeito das estreitas relações existentes entre o Maranhão e 
a Corte no Rio de Janeiro. As tropas portuguesas, mesmo tendo vencido a Batalha 
de Jenipapo, foram derrotadas por Thomas Cochrane em São Luís.
Questão 12 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) No que diz respeito à história do 
Maranhão nos períodos colonial e imperial, julgue os itens subsequentes. A Balaia-
da, que sofreu violenta repressão comandada pelo coronel do Exército Luiz Alves 
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de Lima, foi um movimento de composição social complexo, pois agregou artesãos, 
escravos, libertos e pequenos proprietários das províncias do Maranhão e Piauí con-
trários à opressão dos governos locais.
Questão 13 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) No que diz respeito à história do 
Maranhão nos períodos colonial e imperial, julgue os itens subsequentes. No início 
do século XX, difundiu-se a ideia de que a cidade de São Luís, fundada por Jerô-
nimo de Albuquerque após a expulsão dos franceses da região, teria sido fundada 
pelos franceses.
Questão 14 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) Acerca da história do Maranhão no 
período republicano, julgue os próximos itens. O domínio do chefe oligárquico Vic-
toriano Freire sobre a política maranhense foi desafiado na década de 60 do século 
XX, quando José Sarney, com propostas modernizadoras, despontou como lideran-
ça estadual e opositor a Victoriano.
Questão 15 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) Acerca da história do Maranhão no 
período republicano, julgue os próximos itens. Após a conturbada adesão do Mara-
nhão à República, a ordem foi estabelecida a partir da ação das lideranças que já 
atuavam na política maranhense desde meados do século XIX.
Questão 16 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) Acerca da história do Maranhão no 
período republicano, julgue os próximos itens. José Maria dos Reis Perdigão e Tar-
quínio Lopes Filho foram grandes lideranças dos tarquinistas — grupo maranhense 
que apoiou o tenentismo e a Revolução de 1930.
Questão 17 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) Foi a partir do estabelecimento dos franceses no Mara-
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nhão, onde fundaram São Luís, na primeira metade do século XVII, que os portu-
gueses passaram a demonstrar interesse por se instalar na porção setentrional de 
sua colônia americana. Considerando-se essa informação, é correto afirmar que a 
mudança de comportamento da metrópole deveu-se, entre outros fatores,
a) à ideia de que a região não se adaptava aos padrões econômicos mercantilistas 
vigentes.
b) aos riscos efetivos de perda territorial, o que a levou à luta contra os franceses.
c) à necessidade de fazer da região norte um ponto de apoio na guerra pelo fim 
da União Ibérica.
d) ao objetivo estratégico de explorar as conhecidas riquezas minerais da região.
e) ao interesse de promover a conexão econômica entre o Norte e a bacia do rio 
da Prata.
Questão 18 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) A primeira companhia privilegiada de comércio, surgida 
em 1755, voltada ao desenvolvimento da região Norte, e que pretendia oferecer 
preços atraentes para os produtos que a região deveria exportar para o mercado 
europeu, foi instituída pelo Marquês de Pombal e denominada
a) Companhia Geral do Comércio do Brasil.
b) Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão.
c) Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba.
d) Companhia das Índias Ocidentais.
e) Companhia Comercial do Governo Geral.
Questão 19 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) Uma das mais conhecidas revoltas ocorridas no período 
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colonial brasileiro, a Revolta de Bequimão envolveu, na segunda metade do século 
XVII, colonos do Maranhão liderados por Manuel Beckman contra as autoridades 
metropolitanas. A respeito desse acontecimento, assinale a opção correta.
a) A dificuldade para a obtenção de escravos negros e alguns produtos da metró-
pole está na raiz do referido movimento.
b) Visando minimizar os efeitos da revolta, os colonos optaram pela não ocupação 
dos armazéns da companhia de comércio existente na época.
c) O forte sentimento religioso dos colonos explica o fato de os jesuítas terem sido 
mantidos livres durante a revolta.
d) Ao assumir o governo local, Bequimão logrou resolver os problemas que afli-
giam os colonos, o que pôs fim à revolta.
e) Anistiado, Bequimão voltou a Portugal e, na metrópole, chegou a ocupar impor-
tantes cargos na administração real.
Questão 20 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) A batalha de Guaxentuba inscreve-se entre os embates 
ocorridos no litoral do Maranhão colonial (século XVII), com reflexos na própria 
colonização do Brasil por Portugal. Essa batalha assinalou
a) a vitória definitiva dos portugueses sobre os franceses pela posse da costa norte 
do Brasil.
b) a histórica decisão de Jerônimo de Albuquerque de render-se a La Ravardière 
para preservar a vida de seus combatentes.
c) o fim das incursões de países europeus sobre o território americano colonizado 
por Portugal.
d) o extermínio dos povos indígenas que, vindos de Pernambuco, ocuparam o lito-
ral maranhense.
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e) a inferioridade bélica francesa, agravada pela inexistência de qualquer aliança 
com índios da região.
Questão 21 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) O britânico cuja ousadia nas guerras napoleônicas lhe 
valeu a alcunha de “lobo do mar” eque, no Brasil, atuou decisivamente nas guerras 
pela independência, tendo sido agraciado com o título de marquês do Maranhão 
após sua vitória sobre as tropas portuguesas, foi
a) Thomas Cochrane.
b) Robert Southey.
c) Henry Koster.
d) Robert Walsh.
e) John Armitage.
Questão 22 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) A respeito da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pa-
rá e Maranhão, assinale a opção correta.
a) A companhia, que detinha o monopólio do comércio de diversas mercadorias 
com o objetivo de evitar o contrabando e sonegação de impostos, submetia-se ao 
poder do Estado do Grão-Pará e Maranhão.
b) A criação da companhia ocorreu no contexto de autonomia do Estado do Grão-
-Pará e Maranhão, em relação ao Brasil, que permitia que o estado tivesse, inclu-
sive, governador próprio.
c) As atividades da companhia não incluíram o comércio de escravos, já que era 
mais comum, na região, o uso da mão de obra indígena.
d) Com o desmembramento do Estado do Grão-Pará e Maranhão a companhia 
também foi extinta, o que resultou em uma súbita redução nas exportações do 
Maranhão e do Pará.
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e) A companhia, apesar de deter o monopólio das exportações, atuou em conso-
nância com os interesses dos produtores locais.
Questão 23 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) No início do século XVII, os franceses tentaram organi-
zar uma colônia no Brasil. Para isso, fundaram a chamada de França Equinocial, no 
Maranhão. Identifique os fatos históricos associados a essa colonização.
I – Contrariando as determinações do rei francês, Daniel de La Touche autorizou 
a difusão da religião dos protestantes entre os indígenas no Maranhão.
II – Com o objetivo de fixar a colonização no Brasil, os franceses construíram o 
forte que denominaram de São Luís, em homenagem ao rei francês.
III – Um dos ordenamentos instituídos na França Equinocial era a conversão da 
população ao cristianismo, segundo determinação do rei da França.
IV – Os franceses fundaram a França Equinocial para garantir a posse das terras 
do Maranhão, conforme determinava as normas do Tratado de Tordesilhas.
É correto o que se apresenta APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
Questão 24 (FGV) As tentativas francesas de estabelecimento definitivo no Brasil 
ocorreram entre a segunda metade do século XVI e a primeira metade do século 
XVII. As regiões que estiveram sob ocupação francesa foram:
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a) Rio de Janeiro (França Antártica) e Pernambuco (França Equinocial);
b) Pernambuco (França Antártica) e Santa Catarina (França Equinocial);
c) Bahia (França Equinocial) e Rio de Janeiro (França Antártica);
d) Maranhão (França Equinocial) e Rio de Janeiro (França Antártica);
e) Espírito Santo (França Equinocial) e Rio de Janeiro (França Antártica).
Questão 25 Sobre as invasões francesas na colônia americana de Portugal, indi-
que a alternativa incorreta.
a) No século XVI, mais especificamente no ano de 1555, os franceses fundaram a 
chamada França Antártica na Baía de Guanabara (atual Rio de Janeiro).
b) Após duas tentativas malsucedidas de estabelecimento de uma civilização fran-
cesa, nos séculos XVI e XVII, no Brasil colonial, os franceses passaram a saquear, 
através de corsários (piratas), algumas cidades do litoral brasileiro, no século XVIII.
c) No ano de 1615, os franceses venceram os portugueses e permaneceram no 
Maranhão. Mas ao não conseguirem obter lucros com o comércio na região, des-
locaram-se para a região das Guianas, onde fundaram uma colônia, a chamada 
Guiana Francesa.
d) Os Tamoios foram os principais povos indígenas que perpetuaram aliança com 
os franceses. Desse acordo surgiu a Confederação dos Tamoios – aliança entre di-
versos povos indígenas do litoral (tupinambás, tupiniquins, goitacás, entre outros) 
que possuíam um objetivo em comum: derrotar os colonizadores portugueses.
Questão 26 Considerando a letra A para a França Antártica e a letra B para a Fran-
ça Equinocial, preencha os parênteses de acordo com as características específicas 
de cada uma dessas tentativas de colonização francesa no litoral do Brasil colonial.
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( )� A maior parte dos colonizadores era formada por protestantes franceses que 
fugiam da perseguição dos católicos em sua terra natal.
( )� A área invadida se localizava no litoral maranhense, onde hoje se localiza a 
cidade de São Luís.
( )� A derrota para os portugueses fez com que os franceses se deslocassem para 
a região das Guianas, formando a Guiana Francesa.
( )� A aliança com os tamoios originou a Confederação dos Tamoios, uma união de 
tribos indígenas que lutavam contra a ocupação portuguesa no litoral do atual 
estado do Rio de Janeiro.
( )� A derrota dessa tentativa de colonização francesa levou os portugueses a 
constatarem que era necessário povoar a região para evitar novas investidas, 
o que originou a fundação da Vila de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Qual alternativa abaixo indica a sequência correta de preenchimento?
a) A; A; A; B; B.
b) B; A; B; A; B.
c) A; B; A; B; A.
d) A; B; B; A; A.
e) A; B; B; A; B.
Questão 27 Além de ocuparem o Rio de Janeiro, os franceses estabeleceram-se 
também em outra cidade. Que cidade era essa?
a) Manaus
b) Campos Grande
c) Olinda
d) São Luís
e) João Pessoa
Questão 28 (CESPE/TJ-RO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012) O recrutamento de 
colonos para povoar regiões consideradas estratégicas por Portugal em sua colônia 
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americana foi uma das medidas políticas empreendidas pelo Marquêsde Pombal, 
por meio de uma política colonial claramente mercantilista, com o objetivo de forta-
lecer o poder da realeza e reduzir históricos privilégios concedidos a comerciantes 
ingleses. Nesse sentido, a decisão tomada pelo governo de Lisboa de enviar colo-
nos provenientes dos Açores e de Mazagão, no norte da África, para a região Norte 
brasileira foi motivada:
a) Pelo comprovado sucesso do emprego de mão de obra imigrante nas lavouras 
de café no centro-sul da colônia, fato que indicava bons prognósticos para sua uti-
lização na Amazônia.
b) Pela urgente necessidade de povoar o Norte do Brasil, uma vez que, em face da 
crescente pressão exercida por Inglaterra, França e Holanda, era preciso integrar a 
área às demais regiões da colônia.
c) Pela expansão da produção aurífera ao longo do século XVIII, cujo andamento 
das atividades dependia do fornecimento de gêneros alimentícios produzidos nos 
mais diversos pontos da colônia.
d) Pela necessidade de controle do território do Norte, que permitiria ao governo 
de Portugal ampliar seus domínios americanos e, a partir do mapeamento hidrográ-
fico da Amazônia, controlar a estratégica bacia platina.
e) Pelo fato de as correntes migratórias externas poderem substituir, com vanta-
gem, as populações nativas que, nesse contexto, haviam sido dizimadas em larga 
medida.
Questão 29 (FCC/SEPLAG/PM-MG/PROFESSOR HISTÓRIA/2012) Com as Gran-
des Navegações os europeus conquistaram inúmeros territórios ao redor do mun-
do, ampliaram suas atividades econômicas e estabeleceram contato com diferentes 
culturas. Nesse processo de expansão, o contato dos europeus com os povos dis-
tantes caracterizou-se pelo
a) Intercâmbio esporádico, dificultado pelas diferenças linguísticas e hábitos cultu-
rais divergentes.
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b) Extenso domínio territorial, sobretudo na África e Ásia, onde existiam povos 
desenvolvidos e com enormes riquezas industriais.
c) Convívio pacífico, incentivado pelos ideais religiosos cristãos, que fundamenta-
vam a evangelização e a prática da tolerância.
d) Estranhamento, com o outro sendo visto, com frequência, por meio das crendi-
ces e lendas que marcavam o imaginário europeu.
Questão 30 (FCC/TJ-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2014) Uma das estratégias da 
Coroa Portuguesa, para a administração de sua colônia na América, foi a instituição 
das capitanias hereditárias, cada qual a cargo de um donatário. Eram atribuições 
do donatário
a) representar o rei, administrar a justiça, distribuir sesmarias.
b) negociar livremente e vender pelo melhor preço a capitania recebida, cobrar 
impostos, criar regras locais.
c) defender o território, estabelecer comércio internacional, viabilizar o tráfico in-
dígena para outras colônias portuguesas.
d) conquistar capitanias vizinhas, fundar vilas, apoiar as missões jesuíticas.
e) arrendar sesmarias, barrar as entradas e bandeiras, erguer igrejas e colégios.
Questão 31 (FCC/PM-AP/SOLDADO/2017) Em diferentes momentos históricos, 
houve disputas entre portugueses e demais colonizadores europeus pela ocupação 
da região do Amapá. Durante o período colonial, um episódio, que exemplifica es-
sas disputas é o da:
a) expulsão dos holandeses, por tropas portuguesas e brasileiras, quando estes 
ocuparam inicialmente o Nordeste e estenderam seus domínios por toda a região 
Norte.
b) reivindicação dessa região pela França como sendo parte de seu território além-
-mar, apesar da divisão territorial em favor de Portugal ter sido oficializada pelo 
Tratado de Utrecht.
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c) construção da Fortaleza de São José de Macapá, para proteger a região da cons-
tante invasão de piratas ingleses e de embarcações russas atraídos pelos minérios 
e pelo comércio da borracha.
d) assinatura do Tratado de Tordesilhas, entre Espanha e Portugal, que retirou a 
região do Amapá e suas adjacências da possessão da Coroa espanhola, após diver-
sos conflitos coloniais.
e) decretação da Guerra da Lagosta, entre colonos portugueses e franceses, uma 
vez que habitantes da Guiana Francesa pescavam ilegalmente lagostas no litoral 
brasileiro.
Questão 32 (FCC/SEDU-ES/PROFESSOR HISTÓRIA/2016) As reformas pomba-
linas, no período colonial, foram um conjunto de medidas decretadas pelo governo 
português, que, entre outras mudanças, acarretaram a
a) fundação das companhias de comércio como a Companhia das Índias Ociden-
tais, para incrementar a exploração colonial e as trocas comerciais.
b) proibição da instalação de manufaturas, a fim de revitalizar o Pacto Colonial e 
reforçar o poder português sobre a colônia, em plena atividade mineradora.
c) expulsão da Companhia de Jesus do território colonial brasileiro sob acusações 
de conspiração, e o confisco de seus bens pelo Estado.
d) centralização do poder sobre a colônia pela Coroa portuguesa mediante a extin-
ção de órgãos administrativos e de cargos importantes, como o de vice-rei.
e) flexibilização da cobrança de impostos em troca de maior apoio político da elite 
colonial, a fim de evitar o contrabando e a sonegação fiscal.
Questão 33 (FCC/TJ-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2014) No século XVIII, tiveram 
grande impacto na administração colonial as chamadas reformas pombalinas, que 
resultaram, entre outras consequências, na
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a) criação de um governo geral como forma de centralizar a defesa e a administra-
ção em Salvador, capital da colônia.
b) concentração de poderes nas mãos do marquês de Pombal, que passa de minis-
tro a rei em virtude do êxito político e econômico de suas medidas.
c) opção pela monocultura da cana como carro-chefe da economia colonial, sendo 
o engenho transformado em unidade administrativa autônoma.
d) abertura dos portos para nações amigas, levando à flexibilização do comércio, 
ao surgimento de arraiais e ao desenvolvimento da vida urbana.
e) expulsão dos jesuítas de Portugal e de suas colônias, acompanhada do confisco 
de seus bens e da dispersão dos índios abrigados nas missões.
Questão 34 (FCC/MPE-RN/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2010) 
Durante a União Ibérica, a Capitania do Rio Grande do Norte passou a fazer partedo interesse expansionista de Filipe II da Espanha, tendo em vista
a) o sucesso da economia de subsistência praticada pelos índios potiguares no 
interior da capitania, cuja produção poderia fornecer altos lucros no mercado con-
sumidor de produtos tropicais.
b) a constante invasão de povos estrangeiros na capitania, particularmente de 
holandeses, que estabeleciam fortes laços de aliança com os indígenas da tribo 
potiguar no sertão nordestino.
c) a posição geográfica da capitania, que possibilitava acesso estratégico à colô-
nia e exploração de todas as terras da costa brasileira, especificamente da região 
nordestina.
d) a necessidade de expansão da colonização e a implantação de núcleos de povo-
amento, a organização e a criação de órgãos administrativos capazes de promover 
a expulsão dos franceses da capitania.
e) o fracasso do sistema de capitanias hereditárias que favorecia incursões estran-
geiras, principalmente francesas, na capitania que colocavam em risco o domínio 
espanhol em terras brasileiras.
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Questão 35 (FGV/SEAD-AP/FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2010) “A conquista e 
ocupação da Amazônia, no período colonial, foram empreendimentos conduzidos 
pelo Estado, planejados e executados com prioridade política pelo governo metro-
politano” (Freitas Rezende, Tadeu Valdir. In: A conquista e a ocupação da Amazônia 
brasileira no período colonial: a definição das fronteiras).
A partir do texto, analise as afirmativas a seguir.
I – Em 1621, a administração do Estado do Maranhão e Grão-Pará, entidade polí-
tica autônoma e independente do Estado do Brasil, passou a ser diretamente 
subordinada ao governo de Lisboa, iniciando-se um processo irreversível de 
exploração e penetração territorial pela vasta rede hidrográfica amazônica.
II – Na primeira metade do século XVIII, Portugal passou a priorizar a definição 
de suas fronteiras coloniais com o propósito de revisar os acordos anteriores 
de limites e abolir o Tratado de Tordesilhas.
III – A aproximação das Coroas Ibéricas favoreceu as negociações diplomáticas 
que resultaram na assinatura, em 1750, do Tratado de Madri, que legalizou, 
pelo argumento de posse da terra (uti possidetis) e pela busca de fronteiras 
naturais, a ocupação da Amazônia.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
Questão 36 (CESPE/TJ-RO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012) O recrutamento de 
colonos para povoar regiões consideradas estratégicas por Portugal em sua colônia 
americana foi uma das medidas políticas empreendidas pelo Marquês de Pombal, 
por meio de uma política colonial claramente mercantilista, com o objetivo de forta-
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lecer o poder da realeza e reduzir históricos privilégios concedidos a comerciantes 
ingleses. Nesse sentido, a decisão tomada pelo governo de Lisboa de enviar colo-
nos provenientes dos Açores e de Mazagão, no norte da África, para a região Norte 
brasileira foi motivada:
a) pelo comprovado sucesso do emprego de mão de obra imigrante nas lavouras 
de café no centro-sul da colônia, fato que indicava bons prognósticos para sua uti-
lização na Amazônia.
b) pela urgente necessidade de povoar o Norte do Brasil, uma vez que, em face da 
crescente pressão exercida por Inglaterra, França e Holanda, era preciso integrar a 
área às demais regiões da colônia.
c) pela expansão da produção aurífera ao longo do século XVIII, cujo andamento 
das atividades dependia do fornecimento de gêneros alimentícios produzidos nos 
mais diversos pontos da colônia.
d) pela necessidade de controle do território do Norte, que permitiria ao governo 
de Portugal ampliar seus domínios americanos e, a partir do mapeamento hidrográ-
fico da Amazônia, controlar a estratégica bacia platina.
e) pelo fato de as correntes migratórias externas poderem substituir, com vanta-
gem, as populações nativas que, nesse contexto, haviam sido dizimadas em larga 
medida.
Questão 37 (CFSD/PM-PA) O ano de 1570 marca a publicação da primeira lei da 
Coroa Portuguesa proibindo a escravização indígena na colônia estabelecida no 
Novo Mundo. O efeito concreto dessa legislação foi:
a) a disputa acirrada com outras potências europeias pelo controle dos nativos do 
novo continente recém descoberto.
b) a escalada da luta das elites coloniais pela revogação da proibição de exploração 
compulsória da mão de obra africana.
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c) alianças e conflitos com diferentes grupos indígenas, através dos quais foi ne-
gociada a expansão colonialista portuguesa.
d) a escolha pela escravização de africanos, pela completa impossibilidade de ex-
ploração do trabalho indígena.
e) o aumento de conflitos entre missionários de ordens religiosas, colonos portu-
gueses e autoridades coloniais pela exploração da mão de obra indígena.
Questão 38 (FGV/PM-MA/SOLDADO COMBATENTE/2012) Quase um ano após o 
Grito do Ipiranga (1822), a Província do Maranhão ainda se mantinha leal a Portu-
gal e se recusava a aderir ao movimento de independência de D. Pedro I.
A respeito do processo de adesão do Maranhão à independência do Brasil, assinale 
a afirmativa correta.
a) A adesão foi atrasada pelas tropas do Ceará e do Piauí, que chegaram ao Mara-
nhão nos primeiros meses de 1823, e apoiaram a formação de uma confederação 
independente reunindo as províncias do Nordeste.
b) A Batalha do Jenipapo (março de 1823) foi vencida pelos comerciantes portu-
gueses e pela elite sertaneja ligada ao comércio de gado para o Nordeste, que se 
recusavam a aderir à independência.
c) Os comerciantes portugueses de São Luís e os grandes algodoeiros exportado-
res, mais próximos de Lisboa do que do Rio de Janeiro, não aderiram à indepen-
dência, preferindo manter-se ligados à Coroa portuguesa.
d) A vila de Caxias, localizada na região produtora de algodão (vale do rio Itape-
curu), foi um dos focos de apoio à independência, em razão do descontentamento 
com o monopólio comercial imposto pela Coroa portuguesa.
e) O almirante britânico Lorde Thomas Cochrane aportou em São Luís em julho de 
1823, após ter apoiado a independência da província da Bahia,com o intuito de 
aumentar a presença inglesa no Atlântico Sul.
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Questão 39 (FGV/PM-MA/SOLDADO COMBATENTE/2012)
O não cumprimento desse acordo
a) permitiu a instalação de um governo autônomo no Maranhão.
b) foi o principal motivo para a revolta dos colonos maranhenses.
c) eliminou o Pacto Colonial e abriu os portos às potências estrangeiras.
d) estimulou o uso do trabalho livre para sustentar as atividades produtivas.
e) criou um mercado interno exclusivo para o Estado português.
Questão 40 (FSADU/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR ENSINO FUN-
DAMENTAL/2007) É recorrente, na literatura histórica, encontrar-se a expressão 
“Jornada Milagrosa” vinculada à:
a) expulsão dos franceses do Maranhão.
b) luta pela independência do Maranhão.
c) expulsão dos holandeses.
d) criação da Companhia de Comércio do Maranhão.
e) catequese indígena no Maranhão.
Questão 41 As revoltas provinciais lutavam contra a estrutura centralizada do po-
der político, buscando mais autonomia para as províncias. Entretanto, essas re-
voltas iam contra os interesses da antiga oligarquia brasileira, que via no poder 
centralizado do Império a garantia de seus privilégios. Sobre as revoltas provinciais 
pode-se dizer que o principal resultado da repressão a elas foi:
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a) A unidade territorial do país.
b) O fim da escravidão no Brasil.
c) A instauração de um regime federativo.
d) A perda de território no Sul do país.
e) O fortalecimento do liberalismo contra as políticas conservadoras.
Questão 42 (CESPE/PM-MA/CONHECIMENTO GERAIS NÍVEL SUPERIOR/2017) 
Acerca da história do Maranhão no período republicano, julgue o próximo item.
José Maria dos Reis Perdigão e Tarquínio Lopes Filho foram grandes lideranças dos 
tarquinistas — grupo maranhense que apoiou o tenentismo e a Revolução de 1930.
Questão 43 (NUCEPE/PREFEITURA DE PARNARAMA-MA/PROFESSOR/2014) “A ori-
gem política de José Sarney no Maranhão, está a princípio claramente associada à 
liderança do Senador Vitorino Freire, chefe oligárquico que dominou a política ma-
ranhense de 1946 a 1965. O período em que Sarney se insere no grupo vitorinista 
ocorre durante a gestão do Governador Eugênio Barros.
(1951-1954)”. (MELO, Francivaldo. História do Maranhão. São Luís: Gráfica & Editora Alpha, 
2009. p.184).
O trecho nos leva a concluir que:
a) A trajetória política de José Sarney está relacionada com os grupos menos favo-
recidos na política local.
b) Atividade política de José Sarney tem sua gênese na sua relação com grupos 
tradicionais da oligarquia maranhense
c) Sua ampla atividade política foi favorecida pela sua oposição ao governo Eugê-
nio de Barros, adversário político de Vitorino Freire, responsável direto pela traje-
tória inicial de José Sarney na política.
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d) O grupo vitorinista apoio José Sarney na eleição para concorrer com Eugênio 
Barros.
e) A origem política de José Sarney foi favorecida pela oligárquica maranhense e 
que fazia oposição a Vitorino Freire e apoiava o grupo político de Eugênio Barros.
Questão 44 (NUCEPE/PREFEITURA DE PARNARAMA-MA/FISCAL DE TRIBU-
TOS/2014) Apresentam-se nesta questão quatro proposições:
I – A Balaiada foi um movimento de caráter popular. Os rebeldes chegaram a to-
mar a cidade de Caxias, este movimento teve grandes proporções chegando 
a ter repercussão no Piauí;
II – A formação de parque fabril têxtil foi um ponto importante na economia do 
Maranhão no século XIX;
III – O senador Vitorino Freire instalou um governo aberto à mudanças no âmbito 
político, conhecidas como vitorinismo;
IV – José Sarney foi o primeiro Governador do Estado do Maranhão durante o pe-
ríodo militar iniciando um período denominado de Maranhão Renovado.
Assinale a alternativa CORRETA.
a) todas as proposições são verdadeiras.
b) todas as proposições são falsas.
c) somente a proposição II é verdadeira.
d) as proposições III e IV são falsas e as proposições I e II são verdadeiras.
e) as proposições I e II são falsas e as proposições III e IV são verdadeiras.
Questão 45 (NUCEPE/PREFEITURA DE PARNARAMA-MA/FISCAL DE TRIBU-
TOS/2014) “Segundo o Centro de Cultura Negra do Maranhão, existem 527 co-
munidades quilombolas no Estado do Maranhão distribuídas em 134 municípios. 
Elas concentram-se principalmente nas regiões da Baixada Ocidental, da Baixada 
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Oriental, do Munim, de Itapecuru, do Mearim, de Gurupi e do Baixo Parnaíba. [...]”. 
Acesso em 14/02/2014
http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/i_brasil_ma.html
Sobre o texto acima podemos afirmar que
a) os quilombos no Maranhão são resultados da política do Império na libertação 
dos escravos.
b) os números de quilombos são consideráveis pelo fato de o Maranhão desen-
volver uma política de criação de áreas sociais para a instalação das comunidades 
negras do Estado desde o Império.
c) os quilombos no Maranhão são resultados de luta constante pelo seu reconhe-
cimento e pela posse de suas terras de origem.
d) os quilombos no Estado do Maranhão estão passando pelo processo de extinção 
por falta de políticas públicas de preservação.
e) o Maranhão é o Estado com menor número de quilombos na região nordeste.
Questão 46 (IMA/PREFEITURA DE CANAVIEIRA-PI/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO 
INFANTIL/2015) Ocorreu no dia 13 de março de 1823 uma batalha decisiva para a 
independência do Brasil: a Batalha do Jenipapo. Cearenses e maranhenses se jun-
taram ao povo do Piauí nessa importante data histórica para lutar contra resistentes 
tropas portuguesas lideradas pelo Major João da Cunha Fidié. A data é geralmente 
esquecida nas aulas de história do ensinofundamental e médio, e apesar de ter 
sido de grande importância para todo o país, não é facilmente encontrada em livros 
sobre o assunto. A respeito desse fato histórico, marque a alternativa ERRADA.
a) Esse embate, que foi crucial para o processo de emancipação do Brasil, é lem-
brado até hoje como um gesto de coragem, onde o bem da maioria se sobrepôs ao 
medo de perder a vida.
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b) A batalha aconteceu às margens do Rio Jenipapo, onde atualmente está locali-
zada a cidade Campo Maior, no Piauí.
c) A batalha do Jenipapo é conhecida como uma das mais sangrentas batalhas 
realizadas no solo brasileiro. Isso se deve ao fato de que os brasileiros não foram 
para a luta com armas de guerra, e sim com facões, machados, porretes e armas 
artesanais. Cerca de 1200 brasileiros foram mortos e outros 542 foram feitos pri-
sioneiros por Portugal, enquanto 116 portugueses morreram e 60 ficaram feridos.
d) A batalha se iniciou após terem sido descobertas as intenções do comandante 
das tropas portuguesas: manter a região sob o domínio português para abafar os 
movimentos de independência que se desenvolviam na área.
Questão 47 Quem foi, provavelmente, o primeiro europeu a cruzar o litoral mara-
nhense em 1500?
a) Vicente Yáñez Pinzón
b) Manuel Beckman
c) Lord Cochrane
d) Manuel Francisco dos Anjos Ferreira
e) Gonçalves Dias
Questão 48 Quais Foram os primeiros europeus a chegarem, em 1500, à região 
onde hoje se encontra o Estado do Maranhão?
a) Ingleses
b) Franceses
c) Holandeses
d) Espanhóis
e) Americanos
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Questão 49 (NUCEPE/PREFEITURA DE PARNARAMA-MA/FISCAL SANITÁ-
RIO/2014) Uma das características do Estado do Maranhão é sua riqueza de diver-
sidades e manifestações culturais. As lendas e os mistérios povoam a mentalidade 
popular do Estado. Entre as lendas do Maranhão tem uma que é a mais popular na 
cidade de São Luís. Assinale esta manifestação cultural da capital maranhense.
a) A lenda de Dom Sebastião.
b) Manguda.
c) Ana Jansen e sua carruagem encantada.
d) Da Fonte do Ribeirão.
e) Bumba meu boi.
Questão 50 (UEMA/2013) O Bumba meu boi é considerado como uma das ma-
nifestações de cultura popular mais expressivas do Maranhão, reconhecido pelo 
IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) como Patrimônio Cultu-
ral do Brasil. As mudanças inerentes a essa manifestação sofrem influências iden-
tificadas nos seguintes conceitos sociológicos:
a) liberalismo, globalização, indústria cultural e sociedade civil.
b) indústria cultural, alienação, mercantilização e produção em massa.
c) mudanças sociais, mercantilização, socialismo e bens culturais.
d) ideologia capitalista, alienação, comunicação de massa e democracia.
e) indústria cultural, homogeneização cultural, consumismo e neoliberalismo.
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GABARITO
1. a
2. c
3. a
4. c
5. a
6. b
7. d
8. e
9. b
10. C
11. E
12. E
13. C
14. C
15. E
16. C
17. b
18. b
19. a
20. a
21. a
22. b
23. c
24. d
25. c
26. d
27. d
28. b
29. d
30. a
31. b
32. c
33. e
34. c
35. e
36. b
37. d
38. e
39. b
40. a
41. a
42. C
43. b
44. d
45. c
46. c
47. a
48. d
49. c
50. b
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GABARITO COMENTADO
Questão 1 (FCC/SEGEP-MA/TÉCNICO DE FISCALIZAÇÃO AGROPECUÁ-
RIO/2018) Sobre a agropecuária maranhense é correto afirmar que
a) a nova fronteira agrícola em expansão no centro-sul do estado tem exercido 
forte pressão sobre o cerrado.
b) o leste do estado abriga importante atividade relacionada ao cultivo de eucalip-
tos para a indústria
c) a principal área de pecuária bovina do estado ocupa pastagens cultivadas em 
substituição à caatinga.
d) o moderno cultivo comercial do arroz transformou o estado no maior produtor 
nacional do cereal em 2017.
e) a agricultura familiar reduziu o espaço no estado que, atualmente, precisa im-
portar café e mandioca do Piauí.
Letra a.
Devido ao avanço da agricultura, o bioma do cerrado vem dando lugar a lavouras, 
principalmente de soja.
Questão 2 (FCC/SEGEP-MA/ANALISTA AMBIENTAL/2016) Em relação a organi-
zação espacial da cidade de São Luís do Maranhão:
a) O espaço urbano e sua paisagem expressam-se fragmentados e interligados por 
políticas territoriais urbanas.
b) A cidade possui um amplo segmento da população que se organizou a partir dos 
princípios constitucionais como: moradia, saúde, segurança e dignidade.
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c) A cidade possui uma organização trivial das cidades subdesenvolvidas, na qual 
a divisão do território urbano, se dá pela definição de periferia e centro.
d) São Luís é uma cidade em harmonia que se processa evidenciando um anta-
gonismo dada a intensidade e veloz metamorfose urbana que não reflete a sua 
história.
e) São Luís é uma cidade segregada mas nas últimas décadas vem experimentan-
do uma forte transformação territorial para reduzir as desigualdades sociais.
Letra c.
Comona maioria das cidades de países subdesenvolvidos, São Luís apresenta uma 
divisão do espaço em que a desigualdade social é vista quando comparamos a pe-
riferia e o centro da cidade.
Questão 3 (FCC/SEGEP-MA/ANALISTA AMBIENTAL/2016)
Considerando que as intervenções Estatais influem nas novas territorializações e 
promovem ao mesmo tempo desterritorialização o projeto que articulou uma políti-
ca nacional à formação territorial do Estado do Maranhão no século XX, foi a:
a) implantação, no município de Alcântara de um centro de alta tecnologia de lan-
çamento de foguetes que provocou a desterritorialização de comunidades quilom-
bolas e tradicionais.
b) implantação do Porto de Itaqui na baía de São Marcos que provocou um forte 
investimento em melhorias urbanas atraindo setores sociais de alta renda para a 
região.
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c) implantação da ferrovia Norte-Sul que promoveu um choque negativo na poro-
sidade territorial e facilitou a relação com o exterior incentivando a exportação de 
commodities agrícolas.
d) expansão das rodovias que levou a região da Baixada Maranhense a falência do 
modelo agroexportador e confinou essa região ao contato apenas com as localida-
des mais próximas, configurando um ambiente de marasmo.
e) expansão de todas as infraestruturas territoriais, que promoveram somente o 
setor de exportação não trazendo nenhum benefício social.
Letra a.
A construção da base de lançamentos de foguetes de Alcântara estava na estratégia 
do Regime Militar de promover o desenvolvimento tecnológico aeroespacial. Con-
tudo, para sua construção, foram desterrados quilombolas que viviam na região.
Questão 4 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) No início do século XVII, os franceses 
tentaram organizar uma colônia no Brasil. Para isso, fundaram a chamada de Fran-
ça Equinocial, no Maranhão. Identifique os fatos históricos associados a essa colo-
nização.
I – Contrariando as determinações do rei francês, Daniel de La Touche autorizou 
a difusão da religião dos protestantes entre os indígenas no Maranhão.
II – Com o objetivo de fixar a colonização no Brasil, os franceses construíram o 
forte que denominaram de São Luís, em homenagem ao rei francês.
III – Um dos ordenamentos instituídos na França Equinocial era a conversão da 
população ao cristianismo, segundo determinação do rei da França.
IV – Os franceses fundaram a França Equinocial para garantir a posse das terras 
do Maranhão, conforme determinava as normas do Tratado de Tordesilhas.
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É correto o que se apresenta APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
�
Letra c.
Os franceses se fixaram em São Luís objetivando o acesso ao comércio de produtos 
da região. Para tanto, construíram o forte de São Luís como meio de defesa para 
garantir a posse da terra. Daniel de La Touche recebeu apoio da coroa francesa 
para realizar a incursão ao Maranhão, mas deveria impor o catolicismo aos locais, 
o que torna falsa a afirmativa I. A afirmativa IV também é falsa pois o Tratado de 
Tordesilhas, celebrado entre Espanha e Portugal, garantia as terras do Maranhão 
aos portugueses.
Questão 5 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) Em 1684, eclodiu uma revolta de pro-
prietários de terra no Maranhão, conhecida por Revolta de Bequimão. Os revoltosos 
posicionaram-se
a) contra o monopólio da companhia de comércio e contra os jesuítas.
b) contra a escravidão dos africanos e dos indígenas maranhenses.
c) a favor da catequização dos indígenas realizada pelos jesuítas.
d) a favor do monopólio real sobre a exploração dos produtos da região.
e) contra a expulsão dos jesuítas determinada pela coroa portuguesa.
�
Letra a.
Querido(a), como vimos, a Revolta de Bequimão foi resultado do monopólio da 
companhia de comércio, pelo não cumprimento do fornecimento de mão de obra 
escrava, e da interferência dos jesuítas, que proibiam a escravização de indígenas.
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Questão 6 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) A Batalha do Jenipapo foi um movi-
mento
a) contra as forças nacionalistas que lutavam pela independência política do Brasil.
b) decisivo para a consolidar a independência e a configuração geográfica do Brasil.
c) organizado pelos portugueses para resistir ao processo de independência do 
Brasil.
d) idealizado pela burguesia, que defendia o pacto colonial entre Portugal e Brasil.
e) promovido pelos estados do Nordeste que pretendiam se separar do Brasil.
�
Letra b.
A Batalha de Jenipapo foi importante fator para garantir que o Maranhão se conso-
lidasse como território do Império Brasileiro.
Questão 7 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) A Balaiada foi uma revolta que ocorreu 
na província do Maranhão, no período regencial (1831-1840). Ela estava inserida 
no contexto histórico de grande efervescência política nas províncias do Brasil. 
Identifique as afirmações que estejam associadas corretamente ao contexto socio-
econômico e político na qual emergiu essa revolta.
I – Como outras revoltas do período, a Balaiada limitou-se a uma disputa política 
entre membros das elites locais, de um lado os conservadores e do outro os 
liberais.
II – As divergências políticas entre líderes e à falta de unidade entre os rebeldes 
acarretaram o declínio do movimento, facilitando sua derrota pelas tropas do 
governo.
III – Os líderes populares da revolta eram liberais e tinham como objetivos princi-
pais a proclamação de uma República democrática e a distribuição igualitária 
da terra.
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IV – A revolta aglutinou imensa massa de excluídos, que acabou atemorizando 
os grandes proprietários e mobilizando as autoridades regenciais contraos 
insurrectos.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
�
�Letra d.
A Balaiada foi um movimento popular que não tinha um plano ideológico. Repre-
sentou mais a insatisfação com os desmandos do governo, a miséria da população 
e a imposição de um presidente da província. Devido à falta de organização, acabou 
se enfraquecendo diante das forças do Governo Regencial.
Questão 8 (FCC/PM-MA/SOLDADO/2006) Os chamados “republicanos de 16 de 
novembro” acabaram roubando a cena política dos republicanos históricos na maior 
parte dos estados brasileiros. O “festival” adesionista foi tamanho que deixou inco-
modado um conjunto de republicanos idealistas. O editorial de 18 de novembro de 
1891 do jornal “Pacotilha”, ao fazer a avaliação dos dois primeiros anos de Repúbli-
ca afirma que tão logo fora nomeada a Junta Governativa, em 18 de novembro de 
1889, tornou-se difícil encontrar monarquistas no Maranhão. (Luis Alberto Ferreira. 
In: www.outrostempos.uema.br)
A análise do texto permite afirmar que:
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a) não havia políticos monarquistas na província do Maranhão antes do novo regi-
me.
b) os “republicanos de 16 de novembro” proclamaram a República no Maranhão.
c) os maranhenses republicanos demitiram os monarquistas dos cargos políticos.
d) os republicanos maranhenses condenaram os monarquistas ao exílio político.
e) os monarquistas maranhenses não tiveram receio em aderir ao novo regime.
�
Letra e.
Os monarquistas maranhenses faziam parte da elite política e agrária. Perceben-
do a mudança de ventos, a inevitável adesão do Maranhão à República, decidiram 
também aderir ao ideal republicano.
Questão 9 (PREFEITURA DE LUCÉLIA-SP/MÉDICO PEDIATRA/2019) A respeito 
da história do Brasil leia o trecho abaixo: A Balaiada foi uma luta popular que suce-
deu durante os anos de 1838 e 1841. A revolta surgiu como um levante social por 
melhores condições de vida e contou com a participação de vaqueiros, escravos e 
outros desfavorecidos. O nome dessa luta popular provém dos “balaios”, nome dos 
cestos fabricados na região. Onde ocorreu a Balaiada?
a) nos municípios de Espirito Santo.
b) na província do Maranhão.
c) no estado de Santa Catarina.
d) Nenhuma das alternativas.
�
Letra b.
Muito fácil. A balaiada é cobrada pela banca justamente por ter acontecido no Ma-
ranhão.
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Questão 10 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) No que diz respeito à história do 
Maranhão nos períodos colonial e imperial, julgue os itens subsequentes. O Estado 
do Maranhão e Grão Pará foi instituído devido a dificuldades relacionadas à admi-
nistração das possessões portuguesas na América, como, por exemplo, a disputa 
entre colonos e jesuítas pelo controle da mão de obra indígena na região Norte, 
a qual motivou o movimento denominado Revolta de Bequimão, contrário à decisão 
régia que entregou aos inacianos o controle dos índios livres.
Certo.
Relembrando: A revolta de Bequimão se deu pela falta de mão de obra escrava, 
promessa não cumprida pela Companhia Geral do Comércio do Maranhão. Anos de-
pois, o Marquês de Pombal autorizou a criação da Companhia Geral do Comércio do 
Maranhão e Grão-Pará justamente para que fosse explorado o tráfico de escravos 
africanos para atender a demanda da região.
Questão 11 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) No que diz respeito à história do 
Maranhão nos períodos colonial e imperial, julgue os itens subsequentes. A adesão 
da Província do Maranhão à independência do Brasil resultou da derrota militar de 
parte da elite maranhense que defendeu, por meio das armas, a manutenção dos 
laços com Portugal, a despeito das estreitas relações existentes entre o Maranhão e 
a Corte no Rio de Janeiro. As tropas portuguesas, mesmo tendo vencido a Batalha 
de Jenipapo, foram derrotadas por Thomas Cochrane em São Luís.
Errado.
Thomas Cochrane era um corsário britânico contratado por D. Pedro. Lutou ao lado 
dos brasileiros na batalha de Jenipapo para expulsar os portugueses.
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Questão 12 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) No que diz respeito à história do 
Maranhão nos períodos colonial e imperial, julgue os itens subsequentes. A Balaia-
da, que sofreu violenta repressão comandada pelo coronel do Exército Luiz Alves 
de Lima, foi um movimento de composição social complexo, pois agregou artesãos, 
escravos, libertos e pequenos proprietários das províncias do Maranhão e Piauí con-
trários à opressão dos governos locais.
Errado.
A questão é uma pegadinha. Entenda: a revolta dos grupos sociais listados no 
enunciado se deu contra o autoritarismo do governo central, do governo regencial, 
e não local.
Questão 13 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) No que diz respeito à história do 
Maranhão nos períodos colonial e imperial, julgue os itens subsequentes. No início 
do século XX, difundiu-se a ideia de que a cidade de São Luís, fundada por Jerô-
nimo de Albuquerque após a expulsão dos franceses da região, teria sido fundada 
pelos franceses.
Certo.
São Luís é a única cidade brasileira fundada por franceses, no dia 8 de setembro 
de 1612, posteriormente invadida por holandeses e por fim colonizada pelos por-
tugueses.
Questão 14 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) Acerca da história do Maranhão no 
período republicano, julgue os próximos itens. O domínio do chefe oligárquico Vic-
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toriano Freire sobre a política maranhense foi desafiado na década de 60 do século 
XX, quando José Sarney, com propostas modernizadoras, despontou como lideran-
ça estadual e opositor a Victoriano.
Certo.
Sarney apregoava em seus discursos o “MaranhãoNovo” para fazer contraste à 
“velha política” praticada pelo coronelismo de Vitorino Freire.
Questão 15 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) Acerca da história do Maranhão no 
período republicano, julgue os próximos itens. Após a conturbada adesão do Mara-
nhão à República, a ordem foi estabelecida a partir da ação das lideranças que já 
atuavam na política maranhense desde meados do século XIX.
Errado.
O comandante do Exército em São Luís, o coronel João Luís Tavares, no dia 18 de 
novembro, reuniu a tropa nas primeiras horas da manhã, declarando a Adesão do 
Maranhão à República. Desse modo, o presidente do Maranhão, Tito Augusto Perei-
ra de Matos, foi deposto. Em seguida, nomeou a Junta Provisória Governativa. Em 
solenidade simples, rápida e sem a presença do povo, que assistia passivamente e 
sem entender o que acontecia no palácio, a Junta Governativa presidida pelo coro-
nel João Luís Tavares tomou posse. Portanto, não foram as elites que dominavam a 
política maranhense aderiu á República.
Questão 16 (CESPE/PM-MA/TENENTE/2017) Acerca da história do Maranhão no 
período republicano, julgue os próximos itens. José Maria dos Reis Perdigão e Tar-
quínio Lopes Filho foram grandes lideranças dos tarquinistas — grupo maranhense 
que apoiou o tenentismo e a Revolução de 1930.
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HISTÓRIA DO MARANHÃO
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Certo.
Receberam o nome de Tarquinistas justamente porque um de seus líderes foi Tar-
quínio Lopes Filho.
Questão 17 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) Foi a partir do estabelecimento dos franceses no Mara-
nhão, onde fundaram São Luís, na primeira metade do século XVII, que os portu-
gueses passaram a demonstrar interesse por se instalar na porção setentrional de 
sua colônia americana. Considerando-se essa informação, é correto afirmar que a 
mudança de comportamento da metrópole deveu-se, entre outros fatores,
a) à ideia de que a região não se adaptava aos padrões econômicos mercantilistas 
vigentes.
b) aos riscos efetivos de perda territorial, o que a levou à luta contra os franceses.
c) à necessidade de fazer da região norte um ponto de apoio na guerra pelo fim da 
União Ibérica.
d) ao objetivo estratégico de explorar as conhecidas riquezas minerais da região.
e) ao interesse de promover a conexão econômica entre o Norte e a bacia do rio 
da Prata.
�
Letra b.
Durante o processo de expansão marítima europeia, rezava um acordo internacio-
nal chamado uti possidetis ou uti possidetis iuris, um princípio de direito interna-
cional segundo o qual os que de fato ocupam um território possuem direito sobre 
este. Diante disto, os portugueses se viram obrigados a colonizar a região para não 
perder sua posse.
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Questão 18 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) A primeira companhia privilegiada de comércio, surgida 
em 1755, voltada ao desenvolvimento da região Norte, e que pretendia oferecer 
preços atraentes para os produtos que a região deveria exportar para o mercado 
europeu, foi instituída pelo Marquês de Pombal e denominada
a) Companhia Geral do Comércio do Brasil.
b) Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão.
c) Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba.
d) Companhia das Índias Ocidentais.
e) Companhia Comercial do Governo Geral.
�
Letra b.
Querido(a), não confunda a Companhia do Comércio do Maranhão (1682) com a 
Companhia do Comércio do Maranhão e Grão-Pará (1755). A primeira estudamos 
quando tratamos da Revolta de Bequimão. A segunda foi criada pelo Marquês de 
Pombal objetivando o comércio intercontinental de escravos africanos.
Questão 19 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) Uma das mais conhecidas revoltas ocorridas no período 
colonial brasileiro, a Revolta de Bequimão envolveu, na segunda metade do século 
XVII, colonos do Maranhão liderados por Manuel Beckman contra as autoridades 
metropolitanas. A respeito desse acontecimento, assinale a opção correta.
a) A dificuldade para a obtenção de escravos negros e alguns produtos da metró-
pole está na raiz do referido movimento.
b) Visando minimizar os efeitos da revolta, os colonos optaram pela não ocupação 
dos armazéns da companhia de comércio existente na época.
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c) O forte sentimento religioso dos colonos explica o fato de os jesuítas terem sido 
mantidos livres durante a revolta.
d) Ao assumir o governo local, Bequimão logrou resolver os problemas que afligiam 
os colonos, o que pôs fim à revolta.
e) Anistiado, Bequimão voltou a Portugal e, na metrópole, chegou a ocupar impor-
tantes cargos na administração real.
�
Letra a.
A Revolta de Bequimão ocorreu devido ao não cumprimento do fornecimento de 
mão de obra escrava africana por parte da Companhia do Comércio do Maranhão.
Questão 20 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) A batalha de Guaxentuba inscreve-se entre os embates 
ocorridos no litoral do Maranhão colonial (século XVII), com reflexos na própria 
colonização do Brasil por Portugal. Essa batalha assinalou
a) a vitória definitiva dos portugueses sobre os franceses pela posse da costa norte 
do Brasil.
b) a histórica decisão de Jerônimo de Albuquerque de render-se a La Ravardière 
para preservar a vida de seus combatentes.
c) o fim das incursões de países europeus sobre o território americano colonizado 
por Portugal.
d) o extermínio dos povos indígenas que, vindos de Pernambuco, ocuparam o lito-
ral maranhense.
e) a inferioridade bélica francesa, agravada pela inexistência de qualquer aliança 
com índios da região.
�
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Prof. Daniel VasconcellosLetra a.
A Batalha de Guaxenduba foi um confronto militar ocorrido em 19 de novembro 
de 1614 próximo de onde hoje se localiza a cidade de Icatu, no estado do Mara-
nhão, no Brasil, entre forças portuguesas e tabajaras, de um lado, e francesas e 
tupinambás, de outro. A batalha foi um importante passo dado pelos portugueses 
para a expulsão definitiva dos franceses do Maranhão, a qual viria a ocorrer em 4 
de novembro de 1615. A expulsão dos franceses possibilitou que grande parte da 
Amazônia passasse para domínio português e, posteriormente, brasileiro.
Questão 21 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) O britânico cuja ousadia nas guerras napoleônicas lhe 
valeu a alcunha de “lobo do mar” e que, no Brasil, atuou decisivamente nas guerras 
pela independência, tendo sido agraciado com o título de marquês do Maranhão 
após sua vitória sobre as tropas portuguesas, foi
a) Thomas Cochrane.
b) Robert Southey.
c) Henry Koster.
d) Robert Walsh.
e) John Armitage.
�
Letra a.
Thomas Cochrane era um corsário britânico contratado por D. Pedro. Lutou ao lado 
dos brasileiros na batalha de Jenipapo para expulsar os portugueses.
Questão 22 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) A respeito da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pa-
rá e Maranhão, assinale a opção correta.
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a) A companhia, que detinha o monopólio do comércio de diversas mercadorias 
com o objetivo de evitar o contrabando e sonegação de impostos, submetia-se ao 
poder do Estado do Grão-Pará e Maranhão.
b) A criação da companhia ocorreu no contexto de autonomia do Estado do Grão-
-Pará e Maranhão, em relação ao Brasil, que permitia que o estado tivesse, inclu-
sive, governador próprio.
c) As atividades da companhia não incluíram o comércio de escravos, já que era 
mais comum, na região, o uso da mão de obra indígena.
d) Com o desmembramento do Estado do Grão-Pará e Maranhão a companhia 
também foi extinta, o que resultou em uma súbita redução nas exportações do 
Maranhão e do Pará.
e) A companhia, apesar de deter o monopólio das exportações, atuou em conso-
nância com os interesses dos produtores locais.
Letra b.
O Marquês de Pombal autorizou a criação da companhia com intuito de promover o 
comércio de escravos para a região. Importante destacar que o Estado do Grão-Pa-
rá e Maranhão não fazia parte da colônia brasileira. Era uma colônia independente 
subordinada diretamente a Portugal.
Questão 23 (CESPE/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR DE NÍVEL SU-
PERIOR HISTÓRIA/2017) No início do século XVII, os franceses tentaram organi-
zar uma colônia no Brasil. Para isso, fundaram a chamada de França Equinocial, no 
Maranhão. Identifique os fatos históricos associados a essa colonização.
I – Contrariando as determinações do rei francês, Daniel de La Touche autorizou 
a difusão da religião dos protestantes entre os indígenas no Maranhão.
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II – Com o objetivo de fixar a colonização no Brasil, os franceses construíram o 
forte que denominaram de São Luís, em homenagem ao rei francês.
III – Um dos ordenamentos instituídos na França Equinocial era a conversão da 
população ao cristianismo, segundo determinação do rei da França.
IV – Os franceses fundaram a França Equinocial para garantir a posse das terras 
do Maranhão, conforme determinava as normas do Tratado de Tordesilhas.
É correto o que se apresenta APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
�
Letra c.
I – Errada. Apesar de ser protestante, Daniel de La Touche aceitou as ordens da 
coroa francesa de que o catolicismo fosse utilizado como religião oficial da colônia 
com a catequização dos nativos.
II – Certa. O forte de São Luís foi construído em homenagem ao rei francês.
III – Certa. Como dito, o cristianismo católico foi a religião a qual a população da 
nova colônia deveria se converter.
�IV – Errada. A França não tinha nenhuma relação com o Tratado de Tordesilhas, 
celebrado entre Portugal e Espanha. A França não reconhecia a divisão das terras 
do globo entre portugueses e espanhóis.
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Questão 24 (FGV) As tentativas francesas de estabelecimento definitivo no Brasil 
ocorreram entre a segunda metade do século XVI e a primeira metade do século 
XVII. As regiões que estiveram sob ocupação francesa foram:
a) Rio de Janeiro (França Antártica) e Pernambuco (França Equinocial);
b) Pernambuco (França Antártica) e Santa Catarina (França Equinocial);
c) Bahia (França Equinocial) e Rio de Janeiro (França Antártica);
d) Maranhão (França Equinocial) e Rio de Janeiro (França Antártica);
e) Espírito Santo (França Equinocial) e Rio de Janeiro (França Antártica).
Letra d.
A tentativa de construção da França Antártica ocorreu no ano de 1555, quando a 
região da Baía de Guanabara (no atual estado do Rio de Janeiro) foi invadida pelos 
franceses, ação liderada pelo almirante Nicolau Villegaignon. Os franceses só foram 
expulsos dessa região pelos portugueses em 1567, no Governo-Geral de Mem de 
Sá. Já a chamada França Equinocial foi fundada no litoral do atual estado do Ma-
ranhão em 1612. Foi a segunda tentativa dos franceses de se estabeleceram no 
Brasil, dessa vez sob a liderança de Daniel de La Touche. Os franceses só foram 
expulsos do Maranhão em 1615.
Questão 25 25. Sobre as invasões francesas na colônia americana de Portugal, 
indique a alternativa incorreta.
a) No século XVI, mais especificamente no ano de 1555, os franceses fundaram a 
chamada França Antártica na Baía de Guanabara (atual Rio de Janeiro).
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b) Após duastentativas malsucedidas de estabelecimento de uma civilização fran-
cesa, nos séculos XVI e XVII, no Brasil colonial, os franceses passaram a saquear, 
através de corsários (piratas), algumas cidades do litoral brasileiro, no século XVIII.
c) No ano de 1615, os franceses venceram os portugueses e permaneceram no 
Maranhão. Mas ao não conseguirem obter lucros com o comércio na região, des-
locaram-se para a região das Guianas, onde fundaram uma colônia, a chamada 
Guiana Francesa.
d) Os Tamoios foram os principais povos indígenas que perpetuaram aliança com 
os franceses. Desse acordo surgiu a Confederação dos Tamoios – aliança entre di-
versos povos indígenas do litoral (tupinambás, tupiniquins, goitacás, entre outros) 
que possuíam um objetivo em comum: derrotar os colonizadores portugueses.
Letra c.
Os franceses não venceram os portugueses no Maranhão, foram sim derrotados, 
levando-os, assim, a colonizar a região da Guiana Francesa.
Questão 26 Considerando a letra A para a França Antártica e a letra B para a Fran-
ça Equinocial, preencha os parênteses de acordo com as características específicas 
de cada uma dessas tentativas de colonização francesa no litoral do Brasil colonial.
( )� A maior parte dos colonizadores era formada por protestantes franceses que 
fugiam da perseguição dos católicos em sua terra natal.
( )� A área invadida se localizava no litoral maranhense, onde hoje se localiza a 
cidade de São Luís.
( )� A derrota para os portugueses fez com que os franceses se deslocassem para 
a região das Guianas, formando a Guiana Francesa.
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( )� A aliança com os tamoios originou a Confederação dos Tamoios, uma união de 
tribos indígenas que lutavam contra a ocupação portuguesa no litoral do atual 
estado do Rio de Janeiro.
( )� A derrota dessa tentativa de colonização francesa levou os portugueses a 
constatarem que era necessário povoar a região para evitar novas investidas, 
o que originou a fundação da Vila de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Qual alternativa abaixo indica a sequência correta de preenchimento?
a) A; A; A; B; B.
b) B; A; B; A; B.
c) A; B; A; B; A.
d) A; B; B; A; A.
e) A; B; B; A; B.
Letra d.
As afirmações 1, 4 e 5 são referentes à França Antártica, instalada no Rio de Janei-
ro. Já as afirmativas 2 e 3 se referem à França Equinocial, instalada no Maranhão.
Questão 27 Além de ocuparem o Rio de Janeiro, os franceses estabeleceram-se 
também em outra cidade. Que cidade era essa?
a) Manaus
b) Campos Grande
c) Olinda
d) São Luís
e) João Pessoa
�
�
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Letra d.
A cidade de São Luís foi ocupada pelos franceses no século XVII, especificamente a 
partir do ano de 1612, quando nela desembarcaram quinhentos homens liderados 
por Daniel La Touche. Tal ocupação durou até 1615, quando os franceses foram 
expulsos pelas tropas de Alexandre de Moura.
Questão 28 (CESPE/TJ-RO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012) O recrutamento de 
colonos para povoar regiões consideradas estratégicas por Portugal em sua colônia 
americana foi uma das medidas políticas empreendidas pelo Marquês de Pombal, 
por meio de uma política colonial claramente mercantilista, com o objetivo de forta-
lecer o poder da realeza e reduzir históricos privilégios concedidos a comerciantes 
ingleses. Nesse sentido, a decisão tomada pelo governo de Lisboa de enviar colo-
nos provenientes dos Açores e de Mazagão, no norte da África, para a região Norte 
brasileira foi motivada:
a) pelo comprovado sucesso do emprego de mão de obra imigrante nas lavouras 
de café no centro-sul da colônia, fato que indicava bons prognósticos para sua uti-
lização na Amazônia.
b) pela urgente necessidade de povoar o Norte do Brasil, uma vez que, em face da 
crescente pressão exercida por Inglaterra, França e Holanda, era preciso integrar a 
área às demais regiões da colônia.
c) pela expansão da produção aurífera ao longo do século XVIII, cujo andamento 
das atividades dependia do fornecimento de gêneros alimentícios produzidos nos 
mais diversos pontos da colônia.
d) pela necessidade de controle do território do Norte, que permitiria ao governo 
de Portugal ampliar seus domínios americanos e, a partir do mapeamento hidrográ-
fico da Amazônia, controlar a estratégica bacia platina.
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e) pelo fato de as correntes migratórias externas poderem substituir, com vanta-
gem, as populações nativas que, nesse contexto, haviam sido dizimadas em larga 
medida.
�
Letra b.
A região do Rio Grande do Norte fica no extremo do território brasileiro e na área 
central da região nordeste, favorecendo a exploração e monitoramento da região 
nordeste do país.
Questão 29 (FCC/SEPLAG/PM-MG/PROFESSOR HISTÓRIA/2012) Com as Gran-
des Navegações os europeus conquistaram inúmeros territórios ao redor do mun-
do, ampliaram suas atividades econômicas e estabeleceram contato com diferentes 
culturas. Nesse processo de expansão, o contato dos europeus com os povos dis-
tantes caracterizou-se pelo
a) intercâmbio esporádico, dificultado pelas diferenças linguísticas e hábitos cultu-
rais divergentes.
b) extenso domínio territorial, sobretudo na África e Ásia, onde existiam povos de-
senvolvidos e com enormes riquezas industriais.
c) convívio pacífico, incentivado pelos ideais religiosos cristãos, que fundamenta-
vam a evangelização e a prática da tolerância.
d) estranhamento, com o outro sendo visto, com frequência, por meio das crendi-
ces e lendas que marcavam o imaginário europeu.
�
Letra d.
Meu(minha) caro(a), o estranhamento diante das diferenças culturais e a crença 
na superioridade do europeu cristão, levaram os índios a serem subjugados, tanto 
para atividade escravagista, quanto na aculturação das missões jesuítas.
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Questão 30 (FCC/TJ-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2014) Uma das estratégias da 
Coroa Portuguesa, para a administração de sua colônia na América, foi a instituição 
das capitanias hereditárias, cada qual a cargo de um donatário. Eram atribuições 
do donatário
a) representar o rei, administrar a justiça, distribuir sesmarias.
b) negociar livremente e vender pelo melhor preço a capitania recebida, cobrar 
impostos, criar regras locais.
c) defender o território, estabelecer comércio internacional, viabilizar o tráfico in-
dígena para outras colônias portuguesas.
d) conquistar capitanias vizinhas, fundar vilas, apoiar as missões jesuíticas.
e) arrendar sesmarias, barrar as entradas e bandeiras, erguer igrejas e colégios.
Letra a.
Caro(a) aluno(a), a alternativa “b” está errada porque o donatário não poderia ne-
gociar a capitania recebida. A alternativa “c” está errada porque o donatário tam-
bém não poderia estabelecer comércio internacional a não ser que exclusivamente 
com Portugal. Além disso, a colônia portuguesa não realizava o tráfico de indígenas. 
A alternativa “d” está errada porque o donatário não poderia conquistar capitanias 
vizinhas já que eram doadas pela Coroa. Por fim, a alternativa “e” também está 
errada porque o donatário não podia barrar as entradas e bandeiras.
Questão 31 (FCC/PM-AP/SOLDADO/2017) Em diferentes momentos históricos, 
houve disputas entre portugueses e demais colonizadores europeus pela ocupação 
da região do Amapá. Durante o período colonial, um episódio, que exemplifica es-
sas disputas é o da:
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a) expulsão dos holandeses, por tropas portuguesas e brasileiras, quando estes 
ocuparam inicialmente o Nordeste e estenderam seus domínios por toda a região 
Norte.
b) reivindicação dessa região pela França como sendo parte de seu território além-
-mar, apesar da divisão territorial em favor de Portugal ter sido oficializada pelo 
Tratado de Utrecht.
c) construção da Fortaleza de São José de Macapá, para proteger a região da cons-
tante invasão de piratas ingleses e de embarcações russas atraídos pelos minérios 
e pelo comércio da borracha.
d) assinatura do Tratado de Tordesilhas, entre Espanha e Portugal, que retirou a 
região do Amapá e suas adjacências da possessão da Coroa espanhola, após diver-
sos conflitos coloniais.
e) decretação da Guerra da Lagosta, entre colonos portugueses e franceses, uma 
vez que habitantes da Guiana Francesa pescavam ilegalmente lagostas no litoral 
brasileiro.
Letra b.
a) Errada. A Holanda não estendeu seus domínios até o Amapá.
c) Errada. Fala em embarcações russas, o que nunca aconteceu.
d) Errada. O Tratado de Tordesilhas fora realizado antes mesmo de que os primei-
ros navegadores europeus passassem pelo litoral do Amapá.
e) Errada. A Guerra da Lagosta aconteceu apenas em 1960.
Questão 32 (FCC/SEDU-ES/PROFESSOR HISTÓRIA/2016) As reformas pomba-
linas, no período colonial, foram um conjunto de medidas decretadas pelo governo 
português, que, entre outras mudanças, acarretaram a
a) fundação das companhias de comércio como a Companhia das Índias Ociden-
tais, para incrementar a exploração colonial e as trocas comerciais.
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b) proibição da instalação de manufaturas, a fim de revitalizar o Pacto Colonial e 
reforçar o poder português sobre a colônia, em plena atividade mineradora.
c) expulsão da Companhia de Jesus do território colonial brasileiro sob acusações 
de conspiração, e o confisco de seus bens pelo Estado.
d) centralização do poder sobre a colônia pela Coroa portuguesa mediante a extin-
ção de órgãos administrativos e de cargos importantes, como o de vice-rei.
e) flexibilização da cobrança de impostos em troca de maior apoio político da elite 
colonial, a fim de evitar o contrabando e a sonegação fiscal.
�
Letra c.
Atenção, aluno(a)! Uma das ações de Pombal mais cobradas pela banca é justa-
mente a expulsão dos jesuítas da Colônia Portuguesa.
Questão 33 (FCC/TJ-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO/2014) No século XVIII, tiveram 
grande impacto na administração colonial as chamadas reformas pombalinas, que 
resultaram, entre outras consequências, na
a) criação de um governo geral como forma de centralizar a defesa e a administra-
ção em Salvador, capital da colônia.
b) concentração de poderes nas mãos do marquês de Pombal, que passa de minis-
tro a rei em virtude do êxito político e econômico de suas medidas.
c) opção pela monocultura da cana como carro-chefe da economia colonial, sendo 
o engenho transformado em unidade administrativa autônoma.
d) abertura dos portos para nações amigas, levando à flexibilização do comércio, 
ao surgimento de arraiais e ao desenvolvimento da vida urbana.
e) expulsão dos jesuítas de Portugal e de suas colônias, acompanhada do confisco 
de seus bens e da dispersão dos índios abrigados nas missões.
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Letra e.
Pombal expulsou os jesuítas da Colônia portuguesa.
Questão 34 (FCC/MPE-RN/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2010) 
Durante a União Ibérica, a Capitania do Rio Grande do Norte passou a fazer parte 
do interesse expansionista de Filipe II da Espanha, tendo em vista
a) o sucesso da economia de subsistência praticada pelos índios potiguares no in-
terior da capitania, cuja produção poderia fornecer altos lucros no mercado consu-
midor de produtos tropicais.
b) a constante invasão de povos estrangeiros na capitania, particularmente de ho-
landeses, que estabeleciam fortes laços de aliança com os indígenas da tribo poti-
guar no sertão nordestino.
c) a posição geográfica da capitania, que possibilitava acesso estratégico à colônia 
e exploração de todas as terras da costa brasileira, especificamente da região nor-
destina.
d) a necessidade de expansão da colonização e a implantação de núcleos de povo-
amento, a organização e a criação de órgãos administrativos capazes de promover 
a expulsão dos franceses da capitania.
e) o fracasso do sistema de capitanias hereditárias que favorecia incursões estran-
geiras, principalmente francesas, na capitania que colocavam em risco o domínio 
espanhol em terras brasileiras.
�
Letra c.
A região do Rio Grande do Norte fica no extremo do território brasileiro e na áreacentral da região nordeste, favorecendo a exploração e monitoramento da região 
nordeste do país.
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Questão 35 (FGV/SEAD-AP/FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2010) “A conquista e 
ocupação da Amazônia, no período colonial, foram empreendimentos conduzidos 
pelo Estado, planejados e executados com prioridade política pelo governo metro-
politano” (Freitas Rezende, Tadeu Valdir. In: A conquista e a ocupação da Amazônia 
brasileira no período colonial: a definição das fronteiras).
A partir do texto, analise as afirmativas a seguir.
I – Em 1621, a administração do Estado do Maranhão e Grão-Pará, entidade polí-
tica autônoma e independente do Estado do Brasil, passou a ser diretamente 
subordinada ao governo de Lisboa, iniciando-se um processo irreversível de 
exploração e penetração territorial pela vasta rede hidrográfica amazônica.
II – Na primeira metade do século XVIII, Portugal passou a priorizar a definição 
de suas fronteiras coloniais com o propósito de revisar os acordos anteriores 
de limites e abolir o Tratado de Tordesilhas.
III – A aproximação das Coroas Ibéricas favoreceu as negociações diplomáticas 
que resultaram na assinatura, em 1750, do Tratado de Madri, que legalizou, 
pelo argumento de posse da terra (uti possidetis) e pela busca de fronteiras 
naturais, a ocupação da Amazônia.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
�
Letra e.
Todas as alternativas apresentam informações que foram tratadas ao longo de nos-
sa aula. Basta voltar aos temas para sanar qualquer dúvida.
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Questão 36 (CESPE/TJ-RO/ANALISTA JUDICIÁRIO/2012) O recrutamento de 
colonos para povoar regiões consideradas estratégicas por Portugal em sua colônia 
americana foi uma das medidas políticas empreendidas pelo Marquês de Pombal, 
por meio de uma política colonial claramente mercantilista, com o objetivo de forta-
lecer o poder da realeza e reduzir históricos privilégios concedidos a comerciantes 
ingleses. Nesse sentido, a decisão tomada pelo governo de Lisboa de enviar colo-
nos provenientes dos Açores e de Mazagão, no norte da África, para a região Norte 
brasileira foi motivada:
a) pelo comprovado sucesso do emprego de mão de obra imigrante nas lavouras 
de café no centro-sul da colônia, fato que indicava bons prognósticos para sua uti-
lização na Amazônia.
b) pela urgente necessidade de povoar o Norte do Brasil, uma vez que, em face da 
crescente pressão exercida por Inglaterra, França e Holanda, era preciso integrar a 
área às demais regiões da colônia.
c) pela expansão da produção aurífera ao longo do século XVIII, cujo andamento 
das atividades dependia do fornecimento de gêneros alimentícios produzidos nos 
mais diversos pontos da colônia.
d) pela necessidade de controle do território do Norte, que permitiria ao governo 
de Portugal ampliar seus domínios americanos e, a partir do mapeamento hidrográ-
fico da Amazônia, controlar a estratégica bacia platina.
e) pelo fato de as correntes migratórias externas poderem substituir, com vanta-
gem, as populações nativas que, nesse contexto, haviam sido dizimadas em larga 
medida.
Letra b.
Com receio de que a região fosse invadida por nações estrangeiras, especialmente 
franceses e holandeses, a Coroa portuguesa decidiu povoar o norte brasileiro.
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Questão 37 (CFSD/PM-PA) O ano de 1570 marca a publicação da primeira lei da 
Coroa Portuguesa proibindo a escravização indígena na colônia estabelecida no 
Novo Mundo. O efeito concreto dessa legislação foi:
a) a disputa acirrada com outras potências europeias pelo controle dos nativos do 
novo continente recém descoberto.
b) a escalada da luta das elites coloniais pela revogação da proibição de exploração 
compulsória da mão de obra africana.
c) alianças e conflitos com diferentes grupos indígenas, através dos quais foi nego-
ciada a expansão colonialista portuguesa.
d) a escolha pela escravização de africanos, pela completa impossibilidade de ex-
ploração do trabalho indígena.
e) o aumento de conflitos entre missionários de ordens religiosas, colonos portu-
gueses e autoridades coloniais pela exploração da mão de obra indígena.
Letra d.
Apesar da proibição da utilização da mão de obra escrava indígena, a Coroa portu-
guesa não criou mecanismos para fornecimento de mão de obra escrava africana. 
Isso gerou conflitos entre os colonos que necessitavam de mão de obra e os jesuí-
tas que protegiam os indígenas.
Questão 38 (FGV/PM-MA/SOLDADO COMBATENTE/2012) Quase um ano após o 
Grito do Ipiranga (1822), a Província do Maranhão ainda se mantinha leal a Portu-
gal e se recusava a aderir ao movimento de independência de D. Pedro I.
A respeito do processo de adesão do Maranhão à independência do Brasil, assinale 
a afirmativa correta.
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a) A adesão foi atrasada pelas tropas do Ceará e do Piauí, que chegaram ao Mara-
nhão nos primeiros meses de 1823, e apoiaram a formação de uma confederação 
independente reunindo as províncias do Nordeste.
b) A Batalha do Jenipapo (março de 1823) foi vencida pelos comerciantes portu-
gueses e pela elite sertaneja ligada ao comércio de gado para o Nordeste, que se 
recusavam a aderir à independência.
c) Os comerciantes portugueses de São Luís e os grandes algodoeiros exportado-
res, mais próximos de Lisboa do que do Rio de Janeiro, não aderiram à indepen-
dência, preferindo manter-se ligados à Coroa portuguesa.d) A vila de Caxias, localizada na região produtora de algodão (vale do rio Itape-
curu), foi um dos focos de apoio à independência, em razão do descontentamento 
com o monopólio comercial imposto pela Coroa portuguesa.
e) O almirante britânico Lorde Thomas Cochrane aportou em São Luís em julho de 
1823, após ter apoiado a independência da província da Bahia, com o intuito de 
aumentar a presença inglesa no Atlântico Sul.
�
Letra e.
Thomas Cochrane era um corsário britânico contratado por D. Pedro. Lutou ao lado 
dos brasileiros para expulsar os portugueses.
Questão 39 (FGV/PM-MA/SOLDADO COMBATENTE/2012)
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O não cumprimento desse acordo
a) permitiu a instalação de um governo autônomo no Maranhão.
b) foi o principal motivo para a revolta dos colonos maranhenses.
c) eliminou o Pacto Colonial e abriu os portos às potências estrangeiras.
d) estimulou o uso do trabalho livre para sustentar as atividades produtivas.
e) criou um mercado interno exclusivo para o Estado português.
�
Letra b.
O não cumprimento da obrigação de fornecimento de mão de obra escrava africana 
foi o principal motivo da eclosão da Revolta de Bequimão.
Questão 40 (FSADU/PREFEITURA DE SÃO LUÍS-MA/PROFESSOR ENSINO FUN-
DAMENTAL/2007) É recorrente, na literatura histórica, encontrar-se a expressão 
“Jornada Milagrosa” vinculada à:
a) expulsão dos franceses do Maranhão.
b) luta pela independência do Maranhão.
c) expulsão dos holandeses.
d) criação da Companhia de Comércio do Maranhão.
e) catequese indígena no Maranhão.
Letra a.
No livro “História da Companhia de Jesus na Extinta Província do Maranhão e Pará”, 
de 1759, o padre José de Moraes relata a aparição de Nossa Senhora da Vitória 
entre os batalhões portugueses em luta pela expulsão dos franceses. É recorrente, 
na literatura histórica, encontrar-se a expressão “Jornada Milagrosa” sobre essa 
aparição que animou os soldados durante todo o tempo da batalha e transformou 
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areia em pólvora e seixos em projéteis. Nossa Senhora da Vitória é considerada a 
padroeira de São Luís e a Catedral da Sé da cidade recebe seu nome.
Questão 41 As revoltas provinciais lutavam contra a estrutura centralizada do po-
der político, buscando mais autonomia para as províncias. Entretanto, essas re-
voltas iam contra os interesses da antiga oligarquia brasileira, que via no poder 
centralizado do Império a garantia de seus privilégios. Sobre as revoltas provinciais 
pode-se dizer que o principal resultado da repressão a elas foi:
a) A unidade territorial do país.
b) O fim da escravidão no Brasil.
c) A instauração de um regime federativo.
d) A perda de território no Sul do país.
e) O fortalecimento do liberalismo contra as políticas conservadoras.
Letra a.
A repressão às revoltas provinciais garantiu a unidade territorial do Brasil, com o 
fortalecimento da estrutura centralizada de poder do Império.
Questão 42 (CESPE/PM-MA/CONHECIMENTO GERAIS NÍVEL SUPERIOR/2017) 
Acerca da história do Maranhão no período republicano, julgue o próximo item.
José Maria dos Reis Perdigão e Tarquínio Lopes Filho foram grandes lideranças dos 
tarquinistas — grupo maranhense que apoiou o tenentismo e a Revolução de 1930
Certo.
Aderindo ao Tenentismo, os “tarquinistas” estreitaram relações com Reis Perdigão 
que passou a figurar como uma espécie de “farol revolucionário”. Em maio de 1930 
tornou-se elemento fundamental para levar a efeito a “conspiração de 30.
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Questão 43 (NUCEPE/PREFEITURA DE PARNARAMA-MA/PROFESSOR/2014) “A ori-
gem política de José Sarney no Maranhão, está a princípio claramente associada à 
liderança do Senador Vitorino Freire, chefe oligárquico que dominou a política ma-
ranhense de 1946 a 1965. O período em que Sarney se insere no grupo vitorinista 
ocorre durante a gestão do Governador Eugênio Barros.
(1951-1954)”. (MELO, Francivaldo. História do Maranhão. São Luís: Gráfica & Edi-
tora Alpha, 2009. p.184).
O trecho nos leva a concluir que:
a) A trajetória política de José Sarney está relacionada com os grupos menos favo-
recidos na política local.
b) Atividade política de José Sarney tem sua gênese na sua relação com grupos 
tradicionais da oligarquia maranhense
c) Sua ampla atividade política foi favorecida pela sua oposição ao governo Eugênio 
de Barros, adversário político de Vitorino Freire, responsável direto pela trajetória 
inicial de José Sarney na política.
d) O grupo vitorinista apoio José Sarney na eleição para concorrer com Eugênio 
Barros.
e) A origem política de José Sarney foi favorecida pela oligárquica maranhense e 
que fazia oposição a Vitorino Freire e apoiava o grupo político de Eugênio Barros.
�
Letra b.
Como vimos, Sarney teve sua carreira política alçada durante o controle político de 
Vitorino Freire no Maranhão.
Questão 44 (NUCEPE/PREFEITURA DE PARNARAMA-MA/FISCAL DE TRIBU-
TOS/2014) Apresentam-se nesta questão quatro proposições:
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I – A Balaiada foi um movimento de caráter popular. Os rebeldes chegaram a to-
mar a cidade de Caxias, este movimento teve grandes proporções chegando 
a ter repercussão no Piauí;
II – A formação de parque fabril têxtil foi um ponto importante na economia do 
Maranhão no século XIX;
III – O senador Vitorino Freire instalou um governo aberto à mudanças no âmbito 
político, conhecidas como vitorinismo;
IV – José Sarney foi o primeiro Governador do Estado do Maranhão durante o 
período militar iniciando um período denominado de Maranhão Renovado.
Assinale a alternativa CORRETA.
a) todas as proposições são verdadeiras.
b) todas as proposições são falsas.
c) somentea proposição II é verdadeira.
d) as proposições III e IV são falsas e as proposições I e II são verdadeiras.
e) as proposições I e II são falsas e as proposições III e IV são verdadeiras.
�
Letra d.
I – Certa. A Balaiada foi um movimento popular que alcançou ressonância no 
Piauí. Os rebeldes chegaram a tomar a cidade de Caxias.
II – Certa. No final do século XIX e em função da produção de algodão, o Mara-
nhão teve uma importante atividade econômica têxtil.
III – Errada. Vitorino Freire era autoritário, mandonista e coronelista. Portanto, 
não pretendia mudanças no quadro político.
IV – Errada. Sarney foi sim o primeiro governador eleito durante o Regime Militar 
(1964-1985), entretanto, seu slogan era “Maranhão Novo” em contrapartida à po-
lítica coronelista de Vitorino Freire.
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Questão 45 (NUCEPE/PREFEITURA DE PARNARAMA-MA/FISCAL DE TRIBU-
TOS/2014) “Segundo o Centro de Cultura Negra do Maranhão, existem 527 co-
munidades quilombolas no Estado do Maranhão distribuídas em 134 municípios. 
Elas concentram-se principalmente nas regiões da Baixada Ocidental, da Baixada 
Oriental, do Munim, de Itapecuru, do Mearim, de Gurupi e do Baixo Parnaíba. [...]”. 
Acesso em 14/02/2014
http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/i_brasil_ma.html
Sobre o texto acima podemos afirmar que
a) os quilombos no Maranhão são resultados da política do Império na libertação 
dos escravos.
b) os números de quilombos são consideráveis pelo fato de o Maranhão desen-
volver uma política de criação de áreas sociais para a instalação das comunidades 
negras do Estado desde o Império.
c) os quilombos no Maranhão são resultados de luta constante pelo seu reconhe-
cimento e pela posse de suas terras de origem.
d) os quilombos no Estado do Maranhão estão passando pelo processo de extinção 
por falta de políticas públicas de preservação.
e) o Maranhão é o Estado com menor número de quilombos na região nordeste.
Letra c.
Os quilombos, no passado, constituíram-se em locais de refúgio dos africanos e 
afrodescendentes escravizados em todo o continente americano. Eram entendidos 
pelo Conselho Ultramarino do governo português em 1740 como todo “agrupa-
mento de negros fugidos que passe de cinco, ainda que não tenham ranchos le-
vantados em parte despovoada nem se achem pilões neles”. Após diversos estudos 
acadêmicos, especialmente das áreas da História e Antropologia, percebeu-se que 
restringir os quilombos à situação de fuga não dá conta das dinâmicas sociais que 
esses grupos passaram. Alguns quilombos se formaram a partir de compra de ter-
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ras de escravizados alforriados, alguns receberam áreas por meio de herança, ou-
tros grupos se mantiveram em fazendas decadentes. Ainda, a concepção de que os 
quilombos apenas se conformaram de forma isolada não reflete o que ocorreu em 
muitos lugares, assim como houve diversos quilombos urbanos
Questão 46 (IMA/PREFEITURA DE CANAVIEIRA-PI/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO 
INFANTIL/2015) Ocorreu no dia 13 de março de 1823 uma batalha decisiva para a 
independência do Brasil: a Batalha do Jenipapo. Cearenses e maranhenses se jun-
taram ao povo do Piauí nessa importante data histórica para lutar contra resistentes 
tropas portuguesas lideradas pelo Major João da Cunha Fidié. A data é geralmente 
esquecida nas aulas de história do ensino fundamental e médio, e apesar de ter 
sido de grande importância para todo o país, não é facilmente encontrada em livros 
sobre o assunto. A respeito desse fato histórico, marque a alternativa ERRADA.
a) Esse embate, que foi crucial para o processo de emancipação do Brasil, é lem-
brado até hoje como um gesto de coragem, onde o bem da maioria se sobrepôs ao 
medo de perder a vida.
b) A batalha aconteceu às margens do Rio Jenipapo, onde atualmente está locali-
zada a cidade Campo Maior, no Piauí.
c) A batalha do Jenipapo é conhecida como uma das mais sangrentas batalhas 
realizadas no solo brasileiro. Isso se deve ao fato de que os brasileiros não foram 
para a luta com armas de guerra, e sim com facões, machados, porretes e armas 
artesanais. Cerca de 1200 brasileiros foram mortos e outros 542 foram feitos pri-
sioneiros por Portugal, enquanto 116 portugueses morreram e 60 ficaram feridos.
d) A batalha se iniciou após terem sido descobertas as intenções do comandante 
das tropas portuguesas: manter a região sob o domínio português para abafar os 
movimentos de independência que se desenvolviam na área.
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Letra c.
Cerca de 200 brasileiros foram mortos e não 1200. Outros 542 foram feitos prisio-
neiros por Portugal, enquanto 116 portugueses morreram e 60 ficaram feridos.
Questão 47 Quem foi, provavelmente, o primeiro europeu a cruzar o litoral mara-
nhense em 1500?
a) Vicente Yáñez Pinzón
b) Manuel Beckman
c) Lord Cochrane
d) Manuel Francisco dos Anjos Ferreira
e) Gonçalves Dias
�
Letra a.
A expedição do espanhol Vicente Yáñez Pinzón foi a primeira a navegar a costa do 
atual estado do Maranhão.
Questão 48 Quais Foram os primeiros europeus a chegarem, em 1500, à região 
onde hoje se encontra o Estado do Maranhão?
a) Ingleses
b) Franceses
c) Holandeses
d) Espanhóis
e) Americanos
�
Letra d.
A expedição do espanhol Vicente Yáñez Pinzón foi a primeira a navegar a costa do 
atual estado do Maranhão.
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Questão 49 (NUCEPE/PREFEITURA DE PARNARAMA-MA/FISCAL SANITÁ-
RIO/2014) Uma das características do Estado do Maranhão é sua riqueza de diver-
sidades e manifestações culturais. As lendas e os mistérios povoam a mentalidade 
popular do Estado.Entre as lendas do Maranhão tem uma que é a mais popular na 
cidade de São Luís. Assinale esta manifestação cultural da capital maranhense.
a) A lenda de Dom Sebastião.
b) Manguda.
c) Ana Jansen e sua carruagem encantada.
d) Da Fonte do Ribeirão.
e) Bumba meu boi.
Letra c.
Ana Joaquina Jansen Pereira, também conhecida como Donana, (São Luís do Mara-
nhão, 1787 - 11 de abril de 1869), foi uma empresária e política brasileira, que se 
tornou uma personagem controversa na história do Maranhão. Por sua crueldade 
com seus escravos, criou-se uma lenda sobre seu espírito vagar pelas ruas de São 
Luís, conduzindo uma carruagem fantasmagórica.
Questão 50 (UEMA/2013) O Bumba meu boi é considerado como uma das ma-
nifestações de cultura popular mais expressivas do Maranhão, reconhecido pelo 
IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) como Patrimônio Cultu-
ral do Brasil. As mudanças inerentes a essa manifestação sofrem influências iden-
tificadas nos seguintes conceitos sociológicos:
a) liberalismo, globalização, indústria cultural e sociedade civil.
b) indústria cultural, alienação, mercantilização e produção em massa.
c) mudanças sociais, mercantilização, socialismo e bens culturais.
d) ideologia capitalista, alienação, comunicação de massa e democracia.
e) indústria cultural, homogeneização cultural, consumismo e neoliberalismo.
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Letra b.
A indústria cultural se aplica à manifestação cultural do bumba meu boi na medida 
em que transforma o evento em uma atividade mercadológica, principalmente no 
que tange o turismo.
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