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Alterações Bioquímicas do Sistema Esquelético Densidade Mineral Óssea: • Os ossos são formados por uma parte orgânica (menos expressiva proteínas e células ósseas) e uma parte– inorgânica (minerais, principalmente cálcio e fósforo). • A vitamina D é um dos hormônios responsáveis pelo processo chamado de mineralização óssea (ou absorção óssea), o qual consiste na retirada de minerais cálcio e fósforo do sangue e depositá-los no osso. A ativação desse processo se dá por um mecanismo de biossinalização cujo sinal é a vitamina D. • Desse modo, tanto a baixa exposição ao sol quanto a má alimentação causam um baixo nível de vitamina D e, consequentemente, uma baixa densidade mineral óssea. • É possível reverter tal situação por meio de mudanças de hábitos. Homeostasia do Ca e do P: • Para se ter uma densidade mineral óssea ideal é necessário que se tenha uma homeostasia do Ca (cálcio) e do P (fósforo), ou seja, normocalcemia e normofosfatemia (níveis ideais de Ca e P). • Regulação a nível de absorção intestinal , aumentando ou diminuindo a absorção intestinal dos minerais. • Regulação por meio da excreção renal (inversamente proporcional à absorção intestinal). • Metabolismo ósseo. – Reações de síntese (anabólicas): síntese da matriz óssea pelos osteoblastos (mineralização - a osteocalcina deposita o cálcio e o fósforo na matriz óssea intacta). no caso de ter muito Ca e P no sangue (são → depositados na matriz óssea) – Reações de quebra (catabolismo): quebra da matriz óssea pelos osteoclastos (desmineralização) no caso → de ter pouco Ca e P no sangue • Para que ocorra os mecanismos de regulação é necessário a presença de moléculas sinais, que nesse contexto são hormônios proteicos: – Vitamina D. Paratormônio (PTH).– Calcitonina.. – • Em casos de níveis não ideais de tais hormônios a regulação fica comprometida. As doenças residentes nessa falta de regulação são chamadas de “Doenças do metabolismo mineral e óssea”: Raquitismo e osteomalácia (doenças atreladas à deficiência de vitamina D.– Hiperparatireoidismo (muito TPH).– Osteoporose (desequilíbrio das atividades osteoblástica e osteoclástica que leva a perda da massa óssea e, – consequentemente, da densidade mineral óssea) Cálcio: • Mineral mais abundante no organismo vivo. • Cerca de 99% presente no esqueleto. • E 1% presente em dentes, tecidos moles e fluido extracelular. • F unções: Protagonista de processos fisiológicos. – Ex: contração muscular. Segundo mensageiro.– Cofator enzimático.– Mantenedor da resistência óssea.– Vitamina D: • Vitamina D = vitamina D = calcitriol. • Formas de obtenção: exposição solar; alimentação. • Exposição solar. – Presença do precursor 7-desidrocolesterol na superfície da pele que sofre a incidência de UV transformando-o em colecalciferol (vitamina D3). O colecalciferol é um pró-hormônio (molécula que tem uma atividade metabólica que para ser exercida precisa– ser ativada). A ativação desse pró-hormônio é dependente de metabolismo endógeno (ocorre no fígado e nos rins), – conjunto de reações capazes de mudar estruturalmente e funcionalmente o colecalciferol, obtendo-se a forma ativa da vitamina D (calcitriol). A partir da ativação consegue-se exercer as funções da vitamina D no organismo. – Resumindo, fatores determinantes: níveis ideais de colesterol; exposição solar adequada; metabolismo – endógene adequado. • Alimentação: Alimentação natural: alimentos que são naturalmente ricos em vitamina D3 (que se converte em vitamina D).. Os– peixes são majoritamente ricos em vitamina D3. – Alimentos enriquecidos com vitamina D: a indústria enriquece os alimentos com uma vitamina sintetizada (vitamina D2, também chamada de ergocalciferol) a partir de colesterol de bactérias (ergocolesterol). Suplementação: a parir de suplementos vitamínicos. – • Metabolismo endógeno: Acontece com o objetivo de ativação da vitamina D (calcitriol), o qual é alcançado por meio de duas etapas – reacionais (uma acontece no fígado e a outra no rim). 1– a etapa hepática: depois de se obter o pró-hormônio ele é carreado até o fígado onde sofre uma reação (catalisada pela enzima Hidroxilase) de hidroxilação (adicionar hidroxila) e ele é convertido em um intermediário chamado de hidroxicolecalciferol Pró-hormônio Hidroxicolecalceferol → 2– a etapa renal: o produto da primeira etapa (hidroxicolecalceferol) é carreado para o rim, onde ocorre mais uma hidroxilação (enzima Alfa-1-hidroxilase), resultando em Di-hidroxicolecalciferol (calcitriol). Hidroxicolecalceferol Di-hidroxicolecalciferol (calcitriol)→ – A desregulação da atividade das enzimas envolvidas nas reações é um fator determinante nos níveis de vitamina D no organismo. • A principal função da vitamina D é promover a absorção de minerais • Em casos de baixos níveis de Ca e P a Alfa-1-hidroxilase promove maior produção de calcitriol (Alfa-1-hidroxilase ativa). • No mesmo sentido, quando há altos níveis de Ca e P ocorre inativação da Alfa-1-hidroxilase. • O calcitriol aumenta a absorção intestinal justamente porque aumenta a síntese de transportadores intestinais. • O calcitriol é um hormônio que vai atuar a nível de metabolismo ósseo, viabilização da diferenciação de osteoblastos que vão realizar a síntese de matriz óssea. Já no caso de matriz óssea intacta, o calcitriol atua na ativação da osteocalcina que promove o processo de mineralização. • O calcitriol diminui a excreção renal pelo aumento da absorção intestinal. Hipocalcemia: • Em caso de hipocalcemia há a ação do paratormônio (produzido pelas glândulas paratireoides). • O fator determinante da ativação da glândula é o baixo nível dos minerais. • Hipocalcemia paratormônio (PTH).→ • O paratormônio é o responsável pela ativação da enzima Alfa-1-hidroxilase, informando a necessidade da calcitriol. • O PTH aumenta a absorção intestinal indiretamente, pois ele produz o hormônio responsável por tal aumento. • A nível de metabolismo ósseo, ocorre a desmineralização. Assim, o PTH promove a diferenciação de osteoclastos que quebram a matriz óssea e, consequentemente, favorece a liberação de minerais que vão para o sangue e controlam a hipocalcemia. • A nível de excreção renal ocorre a diminuição de excreção de cálcio (somente), pois hiperfosfatemia inativa a Alfa-1-hidroxilase, não produzindo o calcitriol. Hipercalcemia: • A formação da calcitonina (hormônio) se dá por um conjunto de células chamadas Células C (presentes na glândula da tireoide). • O fator determinante na ativação das células C é a alta concentração de cálcio. • Hipercalcemia calcitonina.→ • Nesse caso de hipercalcemia diminui-se a absorção intestinal. É necessário suprimir a ação daqueles hormônios que aumentam a absorção intestinal (PTH e calcitriol) e potencializam a hipercalcemia. • Em relação ao metabolismo ósseo, é preciso aumentar a mineralização (processo de saída dos minerais do sangue para os ossos)., ou melhor, inviabiliza a desmineralização. • A nível da excreção renal (principal mecanismo contra a hipercalcemia), aumenta-se a excreção. Contexto Patológico: Normalidade → calcitriol Hipocalcemia → PTH Hipercalcemia → calcitonina • Hipovitaminose D: Possíveis causas: exposição solar limitada;– alimentação deficiente; baixos níveis de colesterol; comprometimento renal e hepático; doenças que ocasionam má absorção de gorduras e vitaminas… Consequências: baixos níveis de cálcio e fósforo;– comprometimento da mineralização óssea; queda da densidade mineral óssea (DMO); aumento da fragilidade óssea; comprometimento da retenção (excreção renal) • Hiperparatireoidismo: – Hiperparatireoidismo primário: quando ocorre por deficiência da glândulasecretora (paratireoide), geralmente causado pela presença de tumor. – Hiperparatireoidismo secundário: causado por alguma doença já pré existente. Hiperpart. Primário: uma disfunção da glândula que leva ao aumento da produção – de paratormônio que vai viabilizar sua ação no rim, ativando a enzima hidroxilase que produz calcitriol que aumenta absorção, ou seja, muito cálcio no sangue. Após isso, tem-se o PTH atuando a nível de osso, promovendo desmineralização, havendo mais saída de calcitriol para o sangue. Já em relação à excreção, há uma retenção do cálcio. Tudo isso contribui para a alta concentração de cálcio na corrente sanguínea. Hiperparat. secundário: nesse caso o problema não é na glândula. Há uma doença – renal, havendo uma diminuição do calcitriol, resultando na não absorção, causando a hipocalcemia e, consequentemente, há uma produção de PTH. Logo, nesse caso o aumento do PTH onsequência de uma doença breviamente instalada. • Osteoporose: – Doença adquirida caracterizada pela massa óssea reduzida (aumento da atividade osteoclástica), a qual desencadeia fragilidade óssea e consequente suscetibilidade à fratura. – Primária: senil (relacionada à idade, quanto mais velho maior redução da massa óssea) ou pós-menopausa (a mulher quando entra na menopausa sofre uma queda dos níveis hormonais, afetando a atividade osteoclástica). – Secundária: doenças metabólicas e/ou renais; hipovitaminoses; exposição a drogas.