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Discente: Tereza Cristina Barbosa Rocha CASO CLÍNICO FUNCÃO HEPÁTICA Caso clinico: Paciente de 45 anos, solteiro, professor universitário, assintomático, procurou consulta de rotina. A anamnese, referiu realização de exodontia há dez anos e exérese de unha após trauma há 03 anos. Relatou que até cerca de 10 anos atrás frequentava barbeiro que usava gilete única para todos os clientes e negou vacinação para hepatite B, hemotransfusão prévia, acupuntura, tabagismo, uso de drogas ilícitas e promiscuidade sexual. Era etilista (cerca de 350 g de etanol por semana há 20 anos) e hipertenso controlado com uso de losartan. Ao exame fisico apresentava-se em bom estado geral, sem tatuagens ou piercings, anictérico, com sinais vitais normais, circunferência abdominal de 117 cm e IMC=3 Box 5Kg / m * 2. O abdome era globoso, simétrico, sem ascite, e indolor á palpação superficial, e profunda, sem hepatoesplenomegalia palpável. Os exames complementares revelaram glicemia sérica de jejum de 153 mg%; AST: 99U/L; ALT: 165U/L; Gama-GT: 334U/L; atividade de protrombina, colesterol, triglicerideos, eritrograma, plaquetas e perfil tireoidiano sem alterações. A ultrassonografia abdominal mostrou infiltração hepática com esteatose grau III. 1. Quais os fatores de risco que levam a uma investigação dos exames de função hepática de forma mais criteriosa? Resposta: Os fatores de risco que levam a uma investigação mais criteriosa dos exames de função hepática incluem: a) História de consumo excessivo de álcool: O consumo crônico de álcool, como no caso deste paciente, pode levar à esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), hepatite alcoólica e cirrose hepática. b) Exposição a fatores de risco para hepatite viral: História de exposição a práticas de risco, como compartilhamento de agulhas, transfusões de sangue não seguras, exposição ocupacional a sangue contaminado, ou falta de imunização contra hepatite B, pode aumentar o risco de hepatite viral. c) História de exposição a toxinas hepáticas: O uso de medicamentos hepatotóxicos, exposição a toxinas ambientais ou ocupacionais, e até mesmo práticas como o uso de drogas ilícitas podem danificar o fígado. d) História de doenças metabólicas: Condições como obesidade, diabetes mellitus e dislipidemia estão associadas ao desenvolvimento de esteatose hepática não alcoólica (NAFLD). 2. Existe alteração em algum exame? Qual? Relacione com o quadro apresentado pelo paciente? Resposta: Sim, há alterações nos exames de função hepática do paciente: a) AST (aspartato aminotransferase) elevada: O valor de 99U/L está acima do limite normal, o que sugere lesão hepatocelular. A AST é uma enzima encontrada em várias partes do corpo, incluindo o fígado, e sua elevação pode indicar dano hepático. b) ALT (alanina aminotransferase) elevada: O valor de 165U/L também está acima do limite normal, indicando dano hepatocelular. A ALT é outra enzima hepática, e sua elevação sugere lesão ou inflamação no fígado. c) Gama-GT (gama-glutamiltransferase) elevada: O valor de 334U/L está aumentado, o que pode indicar lesão hepática, obstrução biliar ou consumo crônico de álcool.