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TUTORIA 12 
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
FRANCIELLE SANTOS AGOSTINHO PINHEIRO 
1. COMPREENDER AS PRINCIPAIS 
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
 
 
Designa-se cefaleia primária a condição na qual a 
cefaleia está associada a eventuais outros sinais e 
sintomas que constituem o próprio transtorno. 
O diagnóstico de cefaleia primária é, 
essencialmente, clínico e depende da exclusão de 
causas secundárias. Normalmente, a cefaleia 
primária caracteriza-se por tendência para a 
cronicidade, diante da recorrência dos episódios 
álgicos. 
As principais entidades que compõem o grupo das 
cefaleias primárias são: 
Enxaqueca ou Migrânea; 
Cefaleia tensional; 
Cefaleias trigêmino-autonômicas. 
Pacientes com dor de cabeça podem descrever a dor 
como latejante, como uma faixa ou contínua, mas 
ela pode ser moderada a grave, interferindo nas 
atividades. Cada tipo de dor associado à sua 
localização e intensidade pode ser associado a um 
tipo de cefaleia primária, as principais 
características das dores de cada doença específica, 
assim como seus sintomas associados. 
 
ENXAQUECA 
A enxqueca é um transtorno de alta prevalência e 
impacto na qualidade de vida dos seus portadores. 
Essa queixa comum caracteriza-se por ser 
potencialmente incapacitante, sendo a principal 
responsável por absenteísmo e queda na 
produtividade, do ponto de vista laboral, o que tem 
repercussão socioeconômica importante, a nível 
mundial. Apesar de tamanha importância, essa é 
uma entidade clínica que, ainda hoje, é 
subdiagnosticada e, por conseguinte, subtratada. A 
enxaqueca consiste em uma síndrome clínica 
marcada pela cefaleia de padrão específico, como 
sintoma principal, acompanhada de sintomas 
neurológicos focais transitórios (principalmente, 
visuais e sensitivos) precedentes ou simultâneos ao 
quadro álgico, os quais configuram a aura. Alguns 
pacientes podem apresentar um quadro 
premonitório que antecede o episódio cefalálgico 
em dias a horas, marcado por hipo ou 
hiperatividade, depressão, fadiga, desejo por 
alimentos específicos etc. Em alguns casos, os 
pacientes não experimentam aura. 
 -Fisiopatologia 
Na migrânea, ocorre uma depressão cortical 
alastrante. Isso significa que os neurônios corticais 
são despolarizados e, assim, há aumento da 
concentração extracelular de potássio, aminoácidos 
e óxido nítrico. Esses elementos provocam uma 
sensibilização dos neurônios e vasos sanguíneos, 
com consequente vasodilatação. Assim, os 
nociceptores (receptores responsáveis por captar 
estímulos da dor) vasculares são estimulados. 
Consequentemente, esse estímulo é captado pelo 
gânglio trigeminal e levado ao tronco cerebral. Em 
seguida, esse é enviado ao tálamo, que o envia para 
TUTORIA 12 
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
FRANCIELLE SANTOS AGOSTINHO PINHEIRO 
o córtex cerebral. Para mais, há alguns fatores que 
aumentam a sensibilização nociceptiva. Entre eles, 
o estresse, o padrão de sono e alimentação. E mais, 
determinados hormônios e a ansiedade. 
Disfunção nociceptiva do complexo trigeminal 
Sensibilização central 
Dor crônica 
 
A enxaqueca claramente tem um componente 
genético; 
A Enx. Hemiplégica familiar do tipo 1, pode ser 
causada por mutações no gene CACNA1A, que 
está localizado no cromossomo 19p13.2-p13.1 e é 
responsável pela codificação dos canais de Ca+ 
neuronais dependentes de voltagem. Muitas 
mutações são encontradas no gene CACNA1A e 
envolvem outros fenótipos como ataxia episódica e 
epilepsia. 
A Enx. Hemiplégica familiar do tipo 2 é devida a 
mutação no gene ATP1A2 que esta localizado no 
cromossomo 1q21-q23, e codifica a subunidade 
catalítica alfa-2 da enzima Atpase sódio-potássio. 
Um 3º locus genético é o gene SCN1A no 
cromossomo 2q24.3, que é um canal de Na+ 
controlado por voltagem. 
 
Manifestações clínicas 
Características clínicas pontuais: Cefaleia 
episódica que dura entre 4-72h e que apresenta-se 
como (no mínimo 2 dos 4): dor unilateral; pulsátil; 
moderada ou intensa; agravada com o exercício 
físico e náusea ou vômito ou foto e fonofobia. 
Aura (20-25%): distúrbios visuais, flashes, 
parestesia perioral ou outros sintomas 
neurológicos. 
 Mais comum em mulheres 
 Piora com atividades 
 Presença de aura 
 Latejante e unilateral 
 Moderada a grave 
 Náuseas, vômitos e sensibilidade a luz 
A enxaqueca geralmente começa com um sinal 
anunciador, que pode persistir durante horas a dias, 
por exemplo, quando os pacientes observam 
dificuldade de concentração ou fadiga, sem dor de 
cabeça. Uma aura pode ou não ocorrer, mas é 
geralmente presente antes da dor de cabeça 
começar. A dor de cabeça tem como principal 
característica a unilateralidade, mas pode ser 
unilateral ou bilateral, latejante, moderada a grave, 
e, classicamente, piora com a atividade. 
Características clínicas que também acompanham 
as crises incluem náuseas, vômitos, fotofobia e 
fonofobia. Outras características clínicas incluem, 
semiptose, rinorréia, síndrome de Horner, edema 
facial, dor no pescoço, ocasionalmente tontura, 
osmofobia e dificuldade para pensar. A enxaqueca 
com aura é geralmente visual (escotomas), mas 
pode ser sensitiva ou pode incluir afasia ou 
vertigem. Aura de enxaqueca sem dor de cabeça 
começa com um distúrbio neurológico, como um 
fenômeno visual, mas sem dor de cabeça 
subsequente. 
 
A aura é definida como manifestações neurológicas 
bem localizadas, que surgem de maneira gradual, 
em um dos lados do corpo, podendo iniciar antes 
ou junto com a dor de cabeça e com duração 
variando entre 5 a 60 minutos cada aura, que tem 
completa reversibilidade. 
Cerca de 25% dos pacientes com enxaqueca 
apresentam aura. A aura visual é a mais frequente, 
ocorrendo em cerca de 90% das pessoas que 
enxaqueca com aura. 
Suas formas de manifestações são: pontos pretos 
(escotomas), pontos brilhantes (cintilações) e 
imagens em ziguezague (espectros de fortificação) 
que surgem em uma parte do campo visual e pouco 
a pouco vão se espelhando e crescendo. 
TUTORIA 12 
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
FRANCIELLE SANTOS AGOSTINHO PINHEIRO 
Outras manifestações comuns são alterações 
sensitivas, como formigamento ou dormência 
geralmente unilaterais, e alterações na fala e na 
linguagem, como disatria e afagia. Confira na 
tabela abaixo os sintomas positivos da aura, que 
decorrem da descarga ativa de neurônios do 
sistema nervoso central. Os sintomas negativos da 
aura indicam perda ou ausência de função, como 
perda de visão, audição, sentimento ou capacidade 
de mover uma parte do corpo. 
 
CEFALEIA TENSIONAL 
É a cefaleia primária mais prevalente em todo 
mundo (30% a 78% ao longo da vida na população 
geral), com alta repercussão socioeconômica. Seu 
pico de acometimento se dá na quarta década de 
vida. A dor pode estar localizada em região frontal, 
occipital e até mesmo ser holocraniana. 
Normalmente, a cefaleia tensional episódica é 
atribuída a estresse físico, muscular (por exemplo, 
prática de atividade física exacerbada, cansaço, mal 
posicionamento cervical durante sono ou atividade 
laboral) ou emocional. A palpação da musculatura 
pericraniana pode revelar eventual hipertonia e 
hiperestesia. 
 
-Fisiopatologia 
Possui mecanismos periféricos e centrais, 
resultantes da dor. Os mecanismos periféricos 
abrangem aumento da sensibilidade à palpação 
pericraniana – induzida por pressão, que aumenta a 
sensibilidade – e atividade eletromiográfica (EMG) 
que resulta em ativação prolongada e contínua de 
algumas de suas unidades motoras, capazes de 
acionar os nociceptores periféricos, resultando em 
dor. Já os mecanismos centrais envolvem diversos 
fatores. O próprio elemento psicológico (estresse, 
depressão e ansiedade) apresenta íntima relação 
com a dor do tipo tensional, embora não se 
compreenda totalmente sua forma de ação. 
Substâncias endógenas alteradas também são 
cogitadas como causadoras. Por exemplo, baixo 
nívelde endorfina no líquor, que resultaria em 
alodínia prolongada. Bem como níveis reduzidos 
de serotonina, um neurotransmissor participante do 
processo de modulação da dor, por apresentar uma 
ação antinociceptiva 
 
- Manifestações clínicas 
Características clínicas pontiuais: Bilateral, em 
aperto (não pulsátil), crônica (pode flutuar durante 
alguns dias). Musculatura tensa, contraída, 
intensidade leve a moderada, piora no final do dia 
ou em situações de estresse e melhora com a 
atividade física ou relaxamento. 
Em geral não há sintomas associados: náuseas, 
vômitos, foto/fonofobia. 
 
 Uso excessivo de medicamentos piora a dor 
 Leve a moderada 
 Episódica 
 Pode progredir a crônica 
Dores de cabeça do tipo tensional geralmente são 
de intensidade leve a moderada, e a maioria dos 
indivíduos não procura atendimento. Dores de 
cabeça tensionais podem ser episódicas, ocorrendo 
com menos de 15 dias por mês, ou crônicas, 
ocorrendo em mais de 15 dias por mês. Em muitos 
pacientes as dores de cabeça permanecem 
episódicas, mas cerca de 25% progridem para dor 
de cabeça crônica. Dos pacientes com dor de 
cabeça do tipo tensional crônica, cerca de um 
quarto a um terço continua como crônica, a metade 
pode melhorar para episódica, e em cerca de um 
quarto o uso excessivo de medicamentos pode 
piorar a dor de cabeça. As dores de cabeça 
tensionais episódicas podem durar minutos, horas 
ou dias e possui localização variada, podendo ser 
em toda cabeça ou apenas na nuca, e sem sintomas 
associados característicos. 
 
CEFALEIAS TRIGÊMINO-AUTONÔMICAS 
Segundo a Sociedade Brasileira de Estudo da Dor 
(SBED), esse é um grupo de cefaleias primárias 
caracterizadas por crises de curta duração, 
unilaterais de dor muito intensa e sintomas 
autonômicos típicos concomitantes. Estudos 
sugerem que existe uma ativação de vias 
nociceptivas trigeminovasculares e 
concomitantemente ativação autonômica craniana 
reflexa. Desse grupo fazem parte: 
 1. Cefaleia em salvas  é a mais frequente! 
2. Hemicrania Paroxística Episódica 
3. Hemicrania Paroxística Crônica 
4. SUNCT (Short Lasting Unilateral Neuralgiform 
Headache Attacks with Conjunctival Injection and 
Tearing  ataques de cefaleia neuralgiforme 
unilateral de curta duração com hiperemia 
conjuntival e lacrimejamento) 
TUTORIA 12 
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
FRANCIELLE SANTOS AGOSTINHO PINHEIRO 
5. SUNA (Short Lasting Unilateral Neuralgiform 
Headache Attacks with Autonomic Symptoms  
ataques de cefaleia neuralgiforme unilateral de 
curta duração com sintomas autonômicos) 
 
Segundo a 3ª Classificação Internacional das 
Cefaleias, as cefaleias trigêmino-autonômicas 
(CTA’s) são, normalmente, descritas como dores 
excruciantes caracterizadas por serem lateralizadas 
e associadas a sinais e sintomas parassimpáticos 
ipslaterais à cefaleia. As CTA’s se dividem em 3 
tipos principais: a cefaleia em salvas e a cefaleia 
hemicraniana paroxística e hemicraniana contínua. 
 
-Fisiopatologia 
Sua fisiopatologia é complexa e ainda 
incompletamente compreendida. Sua teoria mais 
aceita postula sobre a cefaleia ser originada através 
da ativação hipotalâmica com ativação secundária 
do reflexo trigeminoautonômico pela via que liga 
ambos. Outra teoria diz que a inflamação 
neurogênica da parede do seio cavernoso causa 
injúria em fibras simpáticas. Além disso, alguns 
estudos sugerem relação com TCE e com 
tabagismo, porém não existe confirmação. 
Já a cefaleia em salvas, teria sua explicação 
fisiopatológica da dor relacionado com as 
alterações vasculares envolvidas em sua 
manifestação clínica, seria o local de convergência 
de fibras simpáticas, parassimpáticas, artéria 
carótida interna e primeira divisão trigeminal, ou 
seja, o nervo oftálmico, que atravessa o seio 
cavernoso. 
Porém, a etiopatogenia ainda obscura desta doença 
estaria diretamente relacionada com alguma 
disfunção hipotalâmica, especificamente no núcleo 
supraquiasmático, que levaria a alterações 
cronobiológicas do paciente sálvia. Estes 
fenômenos levariam à disfunção simpática e 
ativação do sistema trigêmeo-vascular. 
Com ativação do sistema trigeminovascular e 
trigêmeoautonômicas, sendo este uma conexão 
entre o núcleo do trigêmeo e vias parassimpáticas 
do nervo facial a nível do tronco cerebral. 
Estímulos dolorosos que atingem o núcleo do 
trigêmeo ativam o núcleo salivatório superior do 
nervo facial, responsável por ativação 
parassimpática. Toda essa ativação leva a liberação 
do peptídeo intestinal vasoactivo (VIP) e óxido 
nítrico (NO), causando rinorréia lacrimejamento, 
congestão nasal e um aumento do fluxo sanguíneo 
ao nível da parede da artéria carótida, podendo 
tornar o plexo simpático pericarotídeo disfuncional 
com ptose e miose. A estimulação do trigêmeo, 
através do reflexo trigêmeo-autonômicas, leva a 
uma vasodilatação cerebral mediada também pelo 
peptídeo relacionado ao gene da calcitonina 
(CGRP). 
 Dinsfunção hipotalâmica ou 
 Disfunção do sistema circadiano 
 
A sensibilidade dolorosa da cabeça é veiculada 
pelos aferentes trigeminais primários que inervam 
vasos sanguíneos, mucosas, músculos e tecidos. 
Fibras nervosas, a partir dessas fontes, atingem o 
gânglio trigeminal, especialmente pela primeira 
divisão do nervo trigêmeo (nervo oftálmico). Os 
aferentes trigeminais terminam no núcleo sensitivo 
principal do V nervo craniano e seu núcleo da raiz 
espinal, que tem vários pequenos subnúcleos, dos 
quais o mais importante é o subnúcleo caudalis. 
Esse subnúcleo recebe aferentes de vasos 
meníngeos, regiões sensíveis da dura-máter e 
mesmo da medula cervical superior que então 
projetam-se para o tálamo medial e lateral pelo 
trato espinotalâmico e para regiões do diencéfalo e 
do tronco encefálico envolvidas na regulação de 
funções autonômicas. Informação nociceptiva 
talâmica ascende para o córtex sensorial, bem 
como para outras áreas do cérebro 
 
CEFALEIA HEMICRANIANA CRÔNICA 
DIÁRIA 
É definida como uma dor de cabeça que está 
presente em mais de 15 dias por mês. Essas dores 
de cabeça podem ser enxaqueca crônica, cefaleia 
do tipo tensional cronica, cefaleia persistente e 
diária de inicio subito, hemicraniana contínua e 
TUTORIA 12 
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
FRANCIELLE SANTOS AGOSTINHO PINHEIRO 
cefaleia em salvas cronica, com ou sem uso 
excessivo de medicamentos. 
Cerca de mais de 4 a 5% da população sofre de 
cefaleia cronica diaria, mais comum do tipo 
tensional cronico. Fatores de risco para a cefaleia 
cronica diaria incluem uso excessivo de 
medicações, histórico de enxaqueca, depressão, 
sexo feminino, obesidade, ronco, eventos 
estressantes da vida e baixo nível educacional. 
 
- Fisiopatologia 
Provavelmente está realcionada a enxaqueca, com 
anormalidades centrais e periféricas. Uma vez que 
as crises de exaqueca tem se prolongado e cefaleia 
ocorre diariamente, a alodinia, (uma sensação em 
que um estímulo não doloroso é percebido como 
doloros), muitas vezes de desenvolve. 
 
- Manifestações 
Cefaleia persistente, ocorre diariamente. É 
geralmente bilateral, não pulsativa, leve a 
moderada e se associa a fotofobia, fonofobia ou 
nauseas. Nausea grave oou vomitos sao raros. Esse 
tipo pode ser incapacitante. 
É frequentemente associada a disturbios psiquicos, 
especialemnte a depressão e ansiedade. 
A utilização de um opiáceo por mais de 8 dias por 
mês, especialmente em homens, o uso de 
barbitúricos por mais de cinco dias por mês, 
especialmente em mulheres, ou a utilização de 
triptanos por mais de 10 a 14dias por mês podem 
levar à enxaqueca cronica, ou pelo menos 
agravamento da doença. 
 
CEFALEIA RELACIONADA AOS SEIOS DA 
FACE 
Rinossinusite é caracterizada por inflamaçãop ou 
infecção da mucosa nasal e dos seios paranasais. Os 
próprios seios são relativamente insensíveis, mas 
os ductos, cornetos e óstios são estruturas 
dolorosas.Dores de cabeça atribuídas à ronossinusite são 
dores de cabeça frontais faciais, auriculares ou na 
região dos dentes. O início da dor é simultaneo a 
rinossinusite e a dor de cabeça e dor facial 
desaparecem dentro de 7 dias após o tto bem 
sucedido. 
O diagnóstico exige estudos de imagem. 
 
 
MANIFESTAÇÕES 
Cefaleias trigêmino-autonômicas 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 CRÔNICA: Crises de cefaleia em salvas que 
ocorrem por 1 ano ou mais sem remissão, ou com 
períodos de remissão com duração inferior a 3 
meses. 
 EPISÓDICA: Crises de cefaleia em salvas que 
ocorrem por períodos de 7 dias a 1 ano, separados 
por períodos sem dor com duração mínima de três 
meses. 
- Padrão mais comum: Crises severas de dor 
unilateral, localizadas em região orbital ou 
temporal. Dor caracterizada tipo “facada”, muito 
comumente descrita como “picador de gelo 
entrando pelo olho e girando”. Sua duração é 
limitada entre 15 a 180 minutos e podem ocorrer 
até 8 crises por dia. É importante destacar que, é 
unilateral e sempre referida na mesma hemiface, e 
além disso, está associada a sinais e sintomas 
autonômicos ipsilaterais. 
 
- Fatores associados (presentes em 97% dos 
casos): Sinais autonômicos, como miose, edema 
palpebral, lacrimejamento e hiperemia conjuntival, 
congestão nasal e rinorreia, ptose palpebral, 
sudorese frontal e flushing (rubor facial). Está 
presente também, inquietude motora ou cansaço. 
Observação: A miose e ptose palpebral podem 
permanecer após crise e são agravadas durante 
novas crises. 
 
DE CADA DAS TRIGEMINOS 
EM SALVAS 
Pontuais: Homens com um ou dois ataques diários 
(aproximadamente na mesma hora do dia) durando 
entre 15 min e 3h, explosivas, intensas, dor retro 
orbitária unilateral associados aos sintomas 
autonômicos ipsilaterais. Os pacientes ficam 
agitados. 
 Mais comum em homens 
 Grave 
 Termino abrupto 
 Crise de 15 minutos a 3 horas 
 Dor excruciante em punhaladas 
 Média de 8 ataques por dia 
 Presença de episódios de remissão 
 Unilateral e sinais autonômicos ipsilaterais 
TUTORIA 12 
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
FRANCIELLE SANTOS AGOSTINHO PINHEIRO 
 Lacrimejamento e heperemia conjuntiva, 
congestão nasal, rinorreia, semiptose, miose rubor 
e edema palpebral. 
As crises de dor na cefaleia em salvas são quase 
sempre unilaterais, raramente bilaterais e 
acompanham-se de sinais autonômicos ipsilaterais, 
comumente incluindo lacrimejamento e hiperemia 
conjuntiva e às vezes congestão nasal, rinorreia, 
semiptose, miose, rubor e edema palpebral. A 
localização da dor normalmente é atrás ou acima do 
olho ou na têmpora, mas outras áreas podem incluir 
dor na testa, bochecha, dentes ou maxilar. A dor 
atinge o seu máximo de intensidade em cerca de 
nove minutos e tende a terminar abruptamente. Os 
ataques ocorrem uma a oito vezes por dia e são 
geralmente descritos como dor excruciante ou “em 
punhaladas” que persiste por 15 minutos a três 
horas. 
ATENÇÃO: Sintomas similares à enxaqueca 
podem coexistir, incluindo fotofobia unilateral, 
fonofobia e, raramente, uma aura. Diferentemente 
dos pacientes de enxaqueca, que geralmente tentam 
repouso, pacientes com cefaleias em salvas andam 
e são incapazes de sentar ou deitar. Cefaleias em 
salvas, quando precipitados por histamina, álcool 
ou nitroglicerina têm uma periodicidade diária e 
podem também ter uma periodicidade sazonal. Por 
exemplo, a cefaleia em salvas episódica pode 
ocorrer anualmente ou a cada dois anos, muitas 
vezes na mesma estação do ano a cada vez. A 
cefaleia em salvas crônica pode ocorrer sem 
remissão. 
 
HEMICRANIA PAROXÍSTICA 
Pontuais: Crises de 2-45 min; que terminam em até 
72h e são associadas a manifestações autonômicas 
unilaterais. 
Na hemicrania paroxística a dor é de curta duração, 
geralmente de dois a 30 minutos, e ocorre 
unilateralmente ao redor dos olhos, têmpora ou 
região maxilar, algumas vezes precipitada por 
movimentos da cabeça. Características 
autonômicas semelhantes à cefaleia em salvas 
podem ocorrer. A taxa de ataque usual é de até 40 
episódios cada dia. Crises de dor podem ser 
episódicas, separadas por remissões, mas a maioria 
dos pacientes tem hemicrania paroxística crônica 
diária sem remissão. Cefaleia de curta duração, 
neuralgiforme, unilateral, com hiperemia 
conjuntival e lacrimejamento são ataques 
unilaterais (síndrome SUNCT) e consistentemente 
no mesmo lado. Embora a dor seja insuportável, o 
ataque é breve, geralmente por segundos, e a 
maioria dos pacientes está livre de dor entre os 
ataques, embora uma dor surda possa estar 
presente. Características autonômicas associadas 
incluem hiperemia conjuntiva ipsilateral e 
lacrimejamento. 
 
SUNCT 
Até 200 crises por dia que duram até no máximo 4 
minutos, em pontada, aguda e excruciante. 
Lacrimejamento e hiperemia conjuntival são muito 
importantes. 
 
 
2. DISCUTIR SINAIS E SINTOMAS DE 
ALARME NAS CEFALÉIAS 
C Cinquenta anos 
E Esforços 
F Febre 
A Acorda o paciente 
L Lancinante, pico em 1 min 
E Exame neurológico alterado 
I Imunissupressão 
A Anticoagulação 
S Severidade progressiva 
O objetivo básico da abordagem inicial da cefaléia 
é distinguir entre uma condição benigna e uma 
condição grave associada a ela. Portanto, é 
importamnte identificar sinais de alarme 
associados ao sintoma. São eles: 
 Início súbito; 
 Primeira ou pior cefaleia da vida; 
 Cefaleia Thunderclap (muito severa de início 
súbito, que atinge a intensidade máxima dentro de 
1 minuto); 
 Febre ou sinais de doença sistêmica; 
 Piora da freqüência e intensidade; 
 Cefaleia que muda substancialmente com 
decúbito; 
 Alterações do nível de consciência e 
comportamento, 
 Se inicia após os 50 anos; 
 Relacionada a tosse, esforço físico ou relação 
sexual; (sugestivo de lesão de massa ou HSA) 
 Sinais neurológicos focais; 
 Cefaleia após trauma crânio encefálico; 
 Cefaleia de início recente em paciente com HIV 
TUTORIA 12 
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
FRANCIELLE SANTOS AGOSTINHO PINHEIRO 
 
P/ a DIRETRIZ são: 
 Início após os 50 anos de idade; 
• Início súbito, primeira ou pior cefaleia que o 
paciente já apresentou na vida; 
• Caráter progressivo (em intensidade, frequência e 
duração); 
• Mudança recente de padrão; 
• Refratariedade ao tratamento; 
• Piora com decúbito ou dor que faz o paciente 
acordar durante a noite; 
• Presença de sinais neurológicos focais ou 
qualquer anormalidade ao exame neurológico. 
 
3. RECONHECER COMO INVESTIGAR AS 
CEFALÉIAS 
DIAGNOSTICO 
Ao atender um paciente que se queixa de cefaleia a 
primeira pergunta que devemos responder é: trata-
se de cefaleia primária ou secundária. 
Algumas questões nos fazem pensar em cefaleia 
secundária, são elas: início de dor após os 50 anos 
(AVC, tumores), evento súbito (AVE hemorrágico 
intra-parenquimatoso ou HSA), aumento 
progressivo da dor (efeito de massa), dor recente 
em paciente com neoplasia, HIV (toxoplasmose, 
abscesso, meningite), história de queda ou TCE 
recente (hematomas subdural ou epidural), achados 
sistêmicos como febre, rigidez de nuca, rash 
cutâneo, sinal neurológico focal e fundo de olho 
alterado (edema de papila – hipertensão 
intracraniana).Caso todas as perguntas acima sejam 
negativas, estaremos de frente a um caso de 
cefaleia primária (90%). 
Vale destacar que ambos os tipos podem se 
apresentar clinicamente de forma muito 
semelhante, o que torna o diagnóstico diferencial 
ainda mais desafi ador para o profissional de saúde. 
Uma anamnese adequada, seguindo a lista de 
perguntas para definição da dor abaixo, seguidos de 
um exame neurológico cuidadoso são as primeiras 
etapas imprescindíveis na avaliação de uma 
anamnese. 
ANAMNESE 
- Caracterização da dor: 
 Instalação / início 
 Irradiação 
 Localização 
 Tipo 
 Intensidade 
 Duração 
  Frequência 
 Fatores desencadeantes 
 Fatoresde melhora e piora 
 sinais e sintomas associados 
 evolução 
 
- Uso excessivo de medicações (analgésicos, 
ergóticos, opioides), álcool ou substância ilícitas. 
Questionar também sobre dependência de alguma 
dessas substâncias que possam indicar crise de 
abstinência. 
- Antecedentes pessoais e familiares; 
possibilidade de gravidez (precaução quanto à 
investigação radiológica) e uso de anticoncepcional 
oral. 
 
EXAME FÍSICO 
No exame físico, além de realizar um exame 
neurológico objetivo, deve-se pesquisar sinais que 
indiquem, principalmente, presença de causa 
secundária a partir de ações como pesquisa de 
sinais meníngeos, fundoscopia para investigar 
edema de papila, palpação/percussão de trigger 
points,ATM, seios da face, região temporal, buscar 
evidências de trauma, avaliação da cavidade oral e 
conduto auditivo. 
• Quais os sinais de alarme da cefaleia? 
• Início após os 50 anos de idade; 
• Início súbito, primeira ou pior cefaleia que o 
paciente já apresentou na vida; 
• Caráter progressivo (em intensidade, frequência e 
duração); 
• Mudança recente de padrão; 
• Refratariedade ao tratamento; 
• Piora com decúbito ou dor que faz o paciente 
acordar durante a noite; 
• Presença de sinais neurológicos focais ou 
qualquer anormalidade ao exame neu- 
rológico. 
Os pacientes que preenchem critérios para 
cefaleia primária e apresentam exame clínico e 
neurológico normais não necessitam de 
investigação complementar, exceto quando seja 
observado algum sinal de alarme ou quando o 
paciente chegue ao pronto atendimento com um 
aspecto atípico na apresentação clínica. 
 
EXAMES LABORATORIAIS E IMAGEM 
TUTORIA 12 
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
FRANCIELLE SANTOS AGOSTINHO PINHEIRO 
Os exames necessários dependerão da hipótese 
diagnóstica escolhida. Por exemplo, quando se 
pensa em processo infeccioso, a realização de 
hemograma e provas de atividade inflamatória são 
indispensáveis. Já no caso de arterite de células 
gigantes, a velocidade de hemossedimentação 
(VHS) assume papel mais importante que o próprio 
exame de neuroimagem. Na maioria dos casos em 
que a investigação é indicada, um exame de 
imagem faz- -se necessário. A tomografia 
computadorizada (TC) e a ressonância nuclear 
magnética (RNM) são as opções, sendo essa última 
de qualidade superior, embora seja de mais difícil 
acesso e mais onerosa. O próximo passo é a 
realização de punção liquórica. 
 
O diagnóstico das cefaleias primárias é baseado no 
histórico e classificação das dores com seus 
sintomas associados. Assim, cada doença tem sua 
especificidade de critérios diagnósticos. Por 
exemplo, a enxaqueca segue os critérios 
diagnósticos da Classificação Internacional de 
Cefaleias. Esse diferencia os critérios diagnósticos 
paras as formas de manifestação da doença, por 
exemplo, o diagnóstico de um paciente com dor 
com presença de aura tem critérios diferentes para 
um paciente sem aura. Contudo, há critérios 
básicos para diagnóstico da migrânea, esses estão 
abaixo. 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS 
ENXAQUECA 
É necessária a existência de, pelo menos, 5 
episódios de cefaleia atendendo os seguintes 
critérios: 
- Duração de 4 a 72 horas (não tratada ou com falha 
terapêutica); 
- Presença de, pelo menos, 2 das 4 características a 
seguir: dor unilateral; dor pulsátil; dor moderada ou 
grave; piora com atividade física habitual (por 
exemplo, caminhada, subir escadas); 
- Coexistência de, pelo menos, 2 dos seguintes 
sintomas: náuseas e/ou vômitos; fotofobia e 
fonofobia; 
- Sem outra causa que justifique o quadro. 
 
TENSIONAL 
Já nas cefaleias do tipo tensional o diagnóstico é 
muitas vezes confundido com cefaleias do tipo 
enxaqueca, hemicraniana contínua, cefaleia 
persistente e diária de início súbito e dores de 
cabeça causadas por tumores cerebrais, pressão 
intracraniana elevada ou baixa, ou arterite de 
células gigantes. Os seus critérios diagnósticos 
estão listados abaixo: 
É necessária a existência de, pelo menos, 10 
episódios de cefaleia atendendo os 
seguintes critérios: 
• Duração de 30 minutos a 7 dias; 
• Presença de, pelo menos, 2 das 4 características a 
seguir: dor bilateral; dor em 
aperto ou pressão (não pulsátil); dor de leve a 
moderada intensidade; dor não 
potencializada por atividade física habitual; 
• Não associada a náuseas/vômitos; 
• Presença de apenas um dos seguintes sintomas: 
fotofobia ou fonofobia; 
• Sem outra causa que justifique o quadro. 
 
EM SALVAS 
É necessária a existência de, pelo menos, 5 crises 
de cefaleia atendendo os 
seguintes critérios: 
• Dor de forte intensidade; 
• Dor unilateral; 
• Dor localizada em região supraorbitária e/ou 
temporal; 
• Duração de 15 a 180 minutos; 
• Frequência das crises varia de uma a cada 2 dias 
até 8 por dia durante maior 
parte do tempo em que o transtorno está ativo; 
• Presença de, pelo menos, 1 dos 2 pontos a seguir: 
sensação de inquietação/agitação E/OU pelo menos 
1 dos seguintes sinais e sintomas ipslaterais – hi-
peremia conjuntival ou lacrimejamento; congestão 
nasal ou rinorreia; edema palpebral; miose e/ou 
ptose; sudorese facial e frontal; rubor facial e 
frontal; sensação de ouvido cheio; 
• Sem outra causa que justifique o quadro. 
 
HEMICRANIANA PAROXISTICA 
É necessária a existência de, pelo menos, 20 crises 
de cefaleia atendendo os 
seguintes critérios: 
• Dor de forte intensidade; 
• Dor unilateral; 
• Dor localizada em região orbitária, supraorbitária 
e/ou temporal; 
• Duração de 2 a 30 minutos; 
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CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
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• Frequência das crises superior a 5 por dia durante 
maior parte do tempo em que o transtorno está 
ativo; 
• Presença de, pelo menos, 1 dos seguintes sinais e 
sintomas ipslaterais à dor: 
hiperemia conjuntival ou lacrimejamento; 
congestão nasal ou rinorreia; edema palpebral; 
miose e/ou ptose; sudorese facial e frontal; rubor 
facial e frontal; sensação de ouvido cheio; 
• As crises são evitáveis com uso de doses 
terapêuticas de indometacina; 
• Sem outra causa que justifique o quadro. 
 
EXTRA: Cefaleias trigêmino-autonômicas 
DIAGNÓSTICO 
A. Pelo menos 5 ataques preenchendo critérios B e 
D B. Dor severa unilateral em região orbital, 
supraorbital e/ou temporal, durando de 15 a 180 
minutos (sem tratamento). 
C. Pelo menos um item abaixo (1) ou (2) ou ambos 
1. Pelo menos 1 dos sintomas ou sinais ipsilaterais: 
i. Lacrimejamento ou injeção conjuntival 
ii. Congestão nasal ou rinorreia 
iii. Edema de pálpebra 
iv. Sudorese em face 
v. Miose e ou ptose 
2. Sensação de cansaço ou agitação 
D. Frequência das crises entre 1 a 8x por dia 
E. Não é melhor explicada por outro diagnóstico da 
ICHD-3 (International Classification of Headache 
Disorders – 3° edição) 
 
Em salvas 
Os critérios diagnósticos para cefaleia em salvas 
incluem dor forte unilateral orbitária, 
supraorbitária ou temporal, que persiste por 15 a 
180 minutos com pelo menos um dos seguintes: 
hiperemia conjuntiva ipsilateral ou 
lacrimejamento, congestão nasal ou rinorreia, 
edema palpebral, transpiração facial e na testa, 
miose com ou sem semiptose, inquietação ou 
agitação. Não existe outra causa do distúrbio. 
 
Hemicrania paroxística 
É definida por dor unilateral persistente por dois a 
30 minutos, cerca de cinco vezes por dia, com uma 
ou mais características autonômicas, como 
hiperemia conjuntiva, congestão nasal, edema 
palpebral, sudorese facial e na testa, e ptose ou 
miose (ou ambos). A prevenção completa pode ser 
conseguida com indometacina. Procedimentos de 
imagem como ressonância magnética são indicados 
para todos os pacientes com cefaleias em salvas ou 
outras cefalalgias trigêmino-autonômicas, pois 
essas formas de cefaleia podem ser secundárias a 
outras lesões, como uma infecção, malformação 
vascular ou neoplasia, especialmente tumor 
pituitário. 
 
4. CONHECERA BASE DOS 
TRATAMENTOS DAS PRINCIPAIS 
CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
 
MEV - Modificação do estimo de vida; 
• Adoção de hábitos de vida saudáveis: 
• Horas dormidas regularmente; 
• Evitar jejum prolongado; 
• Não fumar; 
• Ingestão de água; 
• Exercício físico regular*; 
• Evitar estresse e ansiedade. 
 
Nas mulheres: . 
– Período menstrual; . 
– Flutuações hormonais. . 
Ingestão de álcool* ~vinho tinto. 
Potencializa a enxaqueca: 
Doenças psicossomáticas: depressão, ansiedade, 
perturbações do sono. 
 
NÃO FARMACOLÓGICO 
 
 Acupuntura; 
 Relativamente os estimuladores externos e-TNS; 
 Neuromodulação elétrica remota (REN). 
 
➔ TERAPÊUTICA FARMACOLÓGICA: 
Precisa ser considerado SEMPRE: 
• Aspectos clínicos; 
• Comorbidades; 
• Preferências. 
 
ENXAQUECA 
Crise aguda - AINEs, analgésicos, agonistas da 
serotonina 5HT-1 ”os triptanos” (Sumatriptano), 
“derivados do Ergot” (Ergotamina) e antagonistas 
da dopamina (Metoclopramida). 
Obs: Os agonistas da 5HT-1 são contraindicados 
em pacientes com doença cardíaca ou 
cerebrovascular. 
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CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 
FRANCIELLE SANTOS AGOSTINHO PINHEIRO 
Derivados do ergot - cuidado com ergotismo, 
gangrena digital. 
Profilaxia: Indicada para pacientes com crises 
refratárias ou recorrentes (>5 no mês). 
Betabloqueadores (Propranolol, timolol); 
Antidepressivos tricíclicos (amitriptilina); e em 
menor escala Topiramato, valproato e gabapentina. 
Não farmacológico – evitar os gatilhos: cafeína, 
álcool, dieta inadequada, stress, privação de sono. 
 
CEFALÉIA TENSIONAL 
AINEs, analgésicos comuns ou AAS; 
Cefaléia tensional crônica (>15 dias no mês): 
amitriptilina. 
O manejo da cefaleia tensional na unidade de 
emergência conta com orientações em relação a 
medidas comportamentais profiláticas, como 
adoção de ritmo de sono regular, controle de 
estresse, redução ou suspensão do consumo de 
bebidas alcóolicas. Segundo o Protocolo Nacional 
para Diagnóstico e Manejo das Cefaleias nas 
Unidades de Urgência do Brasil, de 2018, a terapia 
farmacológica se baseia na prescrição de 
analgésicos simples (dipirona 500 a 1.000 mg de 6 
em 6 horas; paracetamol 750 a 1.000 mg de 6 em 6 
horas); AINEs (ibuprofeno 400 a 800 mg de 6 em 
6 horas; naproxeno sódico 500 mg – dose inicial – 
e 250 mg de 6 em 6 horas). 
No mercado, atualmente, estão disponíveis 
formulações com cafeína associada, o que aumenta 
a eficácia no controle álgico. Na ausência de 
resposta a um fármaco dentro de 1 a 2 horas, pode-
se administrar outra medicação. 
 
CEFALEIAS TRIGÊMINO-AUTONÔMICAS 
Pontuais: 
 EM SALVAS 
Crise – Oxigênio a 100% 10-12L/min + 
Sumatriptano. Profilaxia – Verapamil e prednisona 
(prevenção em curto prazo). 
Em se tratando de uma crise aguda de cefaleia em 
salvas, uma alternativa terapêutica é a oferta de 
oxigênio a 100%, em máscara de recirculação, com 
fluxo de 10-12 L/min por 20 minutos. O uso de 
triptano subcutâneo também tem efeito analgésico 
importante na cefaleia em salvas. O uso de 
analgésicos comuns e opioides não é efeito no 
controle álgico. É importante orientar o paciente no 
sentido de evitar fatores gatilho, como consumo de 
bebida alcoólica, até o término do período de 
atividade do transtorno. 
 
 HEMICRANIA PAROXÍSTICA 
Tratamento: grande resposta a indometacina. 
O tratamento da hemicânia paroxística no adulto é 
realizado com administração de indometacina na 
dose inicial de 150 mg/dia. A dose pode ser 
aumentada até 225 mg/dia, conforme a 
necessidade. As doses de manutenção, após 
cessação da crise, são, habitualmente, menores 
 
 SUNCT (Short-lasting unilateral 
neuralgiform headache attacks with 
conjuntival injection and tearing) 
Crise – Lidocaína IV. 
Profilaxia – Topiramato, Lamotrigina, 
Gabapentina. 
 
EXTRA P/ MELHOR 
ENTENDIMENTO:TRIGEMINO 
TRATAMENTO TRATAMENTO 
ABORTIVO: 
 Máscara sem recirculação de O2 a 100%, com 
fluxo de 10-12 L/min durante 20 minutos (1ª linha 
de tratamento), OU 
 Sumatriptano, 6mg, Subcutâneo. 
TRATAMENTO PROFILÁTICO: 
 1ª Linha: Verapamil – dose inicial de 240mg/dia 
dividida em 3 doses. Os pacientes, de maneira 
geral, respondem com doses entre 240 e 480mg, 
porém pode ser necessária dose máxima de 
960mg/dia em certos casos. 
 Outros medicamentos que podem ser empregados 
são: corticoide, lítio e topiramato.

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