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Cefaléia é todo processo doloroso referido no sistema cefálico. É a dor que ocorre na cabeça, na região entre a linha dos olhos e a região occipital e posterior aos pavilhões auriculares. É uma das principais causas de dor, atingindo 80-90% das pessoas ao longo da vida. Causas de dor de cabeça: Sinusopatias; Disfunção de atm; odontalgias; glaucoma; erros de refração; otites; mastoidite; celulite; parotidite São classificadas em: Cefaleias Primárias: A cefaleia é a doença; São causas de dor de cabeça na ausência de processo patológico de base; Cefaleias Secundárias: Cefaléia é causada por outra doença- AVCH; Trombose venosa cerebral; HAS; Neoplasias; Neuroinfecções; Podem mimetizar padrão de cefaléias primárias As cefaleias primárias são as mais frequentes em qualquer faixa etária, sendo subdivididas em 4 grupos na Classificação Internacional de Cefaleias (ICHD-3): enxaqueca ou migrânea, cefaleia tipo tensão (CTT), cefaleias trigêmino-autonômicas (nas quais se insere a cefaleia em salvas) Enxaqueca: É um distúrbio familiar caracterizado por crises recorrentes de cefaléia muito variáveis em intensidade, frequência e duração Fisiopatologia atualmente aceita: 1- Disfunçao de vias trigêmino-vasculares; 2- Ativação hipotalâmica (sintomas premonitórios); 3- Ação do CGRP ( Estímulo nociceptivo no gânglio trigeminal); 4- Despolarização cortical alastrante ( sintomas deu aura) O cérebro migranoso possui: Alterações genéticas- CACNL1A4 Hiperexcitabilidade cerebral Aminoácidos excitatórios ( glutamato e aspartato) Fosfocreatina e Pi durante ataques MG2+ intracelular durante as crises Então acredita-se que: Um gatilho (situações que iniciam o processo que levará á dor, como, INGESTA DE queijos, bebida alcóolica, cafeína, estresse, insônia, jejum...) resulte na ativação do sistema trigeminal Vasodilatação e liberação de neuropeptídeos ( CGRP) Ativação do tálamo e córtex DOR Quadro clínico típico: Tem-se 4 fases: 1- Pródromo; 2- Aura; 3- Fase álgica ( cefaléia) com sintomas associados 4- Fase de recuperação- pós crise ( Pósdromo) Pródromos: São sinais premonitórios que ocorrem 24- 48h antes da fase álgica Manifestam-se com: Distúrbios do humor (irritabilidade; depressão) Distúrbios do sono (insônia) Alterações na capacidade intelectual Distúrbios gastrintestinais (anorexia; bulimia) Percepção aumentada á barulhos, luz e odores Cansaço; bocejos; retenção hídrica; fissura alimentar- aumento da fome ou aparecimento de desejos; tensão cervical Fase de Aura: Ocorrem até 1h antes da dor O mais comum são os sintomas visuais Sintomas motores podem durar > 1h Fase de cefaleia: Piora com movimentação Incapacitante Alodinea cutânea Bilateral Dura de 4- 72 h Fase Pósdrômica- 6-48H Fadiga Sonolencia ou insonia Euforia Dificuldade de concentração Cefaléias Fase interictal: Dias a mêses Fase assintomática Alterações cognitivas Hipersensibilidade sensorial, auditiva, cutânea... Diagnóstico: O diagnóstico de enxaqueca sem aura é feito com a observação de pelo menos 5 crises preenchendo os critérios 1 a 3: Cefaleia com duração de 4 a 72h Presença de pelo menos 2 de 4 destes sintomas: 1- Unilateral 2- Pulsátil 3- Intensidade moderada à grave 4- Piora com o esforço Presença de pelo menos 1 dos sintomas à seguir: 1- Náusea e ou vômitos 2- Fotofobia e ou fonofobia Não atribuída a outro transtorno. Quando a migrânea se manifestar com aura (visual, sensorial, fala/linguagem, motor/tronco cerebral/retina – características a seguir), apenas 2 crises preenchendo os critérios abaixo são suficientes para o diagnóstico. Características de aura. Pelo menos três das seis são necessárias: 1. pelo menos um sintoma de aura se espalha gradualmente por ≥ 5 minutos; 2. dois ou mais sintomas de aura ocorrem em sucessão; 3. cada sintoma de aura individual dura de 5 a 60 minutos; 4. pelo menos um sintoma de aura é unilateral; 5. pelo menos um sintoma de aura é positivo; 6. a aura é acompanhada, ou seguida dentro de 60 minutos, por dor de cabeça. Tratamento: Em crise: 1 linha: Casos leves: Paracetamol 500-750 mg (menos eficaz) Naproxeno 250-550 mg Ibuprofeno 400-600 mg Dipirona 1-2 g 2 linha: Para casos refratários; em casos graves já pode ser usada desde o início Triptanos: Sumatriptano: Oral- 50-200 mg; Subcutâneo- 6-12 mg/dia, spray nasal- 20-40 mg/dia Zolmitriptano: Via oral- 2,5-5 mg/dia; ou rizatriptano, 5-10 mg/dia, VO - Quando associados AINES de ação rápida, previnem recorrência - Pode ser repetido até 1h após caso não houver melhora e pode ser tentado outro triptano na falha do primeiro Contraindicações: Doença coronariana; HAS grave; AVCi prévio; Vasculopatia periférica 3 linha: Ineficácia de triptanos após 3 crises ou se contraindicados Gepants Os gepants são pequenas moléculas que bloqueiam o receptor do CGRP: ubrogepant (Ubrelvy) Utilizado para o tratamento agudo da enxaqueca.); rimegepant (Utilizado tanto para o tratamento agudo quanto para a prevenção da enxaqueca.) Ditans: Atuam como agonista do receptor serotoninérgico 5-HT1F, com alta afinidade e seletividade. Atua no sistema trigeminal com baixa probabilidade de causar vasoconstricção (devido sua baixa afinidade pelos receptores 5-HT1B; Lasmiditan Ambas as classes apresentaram bons resultados, foram aprovadas pela FDA; infelizmente ainda não chegaram ao Brasil Nas crises pode-se usar também: Metoclopramida: Associar se náuseas e vômitos; eficaz na redução da dor Dexametasona: IV ou IM 10-24 mg- Reduz recorrência de crises precoces (24-72h); Eficaz no status migranoso Clorpromazina: Usada em casos refrátarios, status migranoso, pode ser usada VO ou IV na dose de 0,1mg/kg 30-60 min, 1mg/min); pode causar hipotensão arterial, prolongamento de QT e reações extrapiramidais. DICAS ! Não utilizar opióides; Tratar precocemente; Preferir administração EV de medicações em casos de crises mais graves e ou gastroparesia, vômitos Profilático: Reduz frequência, intensidade e duração das crises Indicação: Dor\crise >= 2 dias/mês com interferência na qualidade de vida; Enxaqueca hemiplégica familiar; aura de tronco; infarto enxaquecoso; Uso abusivo de analgésico A resposta à terapia profilática é observada a partir de 4-8 semanas de uso regular. A dose deve ser ajustada gradativamente. Mesmo com boa resposta, a maioria dos pacientes terá períodos de remissão e de nova piora da doença. Mulheres com crises perimenstruais podem observar melhora significativa das crises após a menopausa. Deve-se estabelecer um período razoável de bom controle das crises migranosas para se discutir com o paciente a retirada de tratamento. Embora não haja tempo mínimo bem estabelecido para tal, orienta- se aguardar no mínimo 6 meses. Medicamentos que podem ser utilizados: .Anti- hipertensivos: Propranolol; Bisoprolol; Metoprolol; Atenolol; Candesartana Anti- epilépticos: Topiramato; Valproato de sódio. .Anti-depressivos: Amitriptilina; Nortriptilina; Venlafaxina; Mirtazapina .Outros: Flunarizina, Verapamil, Memantina, Monoclonais, Toxina butolínica... Anticorpos monoclonais: Enxaqueca episódica de alta frequência- > 8 dias/ mês ou enxaqueca crônica Efeitos adversos ou resposta inadequada após 6 semanas de pelo menos 2 drogas profiláticas Anti CGRP: Galcanezumabe; Eptinezumabe; Fremanezumabe Anti receptor de CGRP: Erertumabe Cefaléia Tensional: É caracterizada por cefaleia de fraca a moderada intensidade, que pode prejudicar, porém não inibir as atividades diárias do paciente. Tem qualidade em peso, pressão, aperto ou compressão, é bilateral e não é agravada por esforçofísico. Pode ainda acompanhar-se por não mais do que UM dos seguintes sintomas: Fotofobia, fonofobia ou náusea leve. É a cefaleia primária mais frequente, acometendo cerca de 80% da população ao longo da vida. Quadro clínico A dor acomete o segmento cefálico bilateralmente, com caráter não pulsátil, intensidade leve a moderada e sem agravamento com atividades diárias. Possui duração de 30 minutos a 7 dias e não costuma estar associada a náuseas, vômitos, foto ou fonofobia. Pode ser classificada como episódica infrequente ( 180 dias ao ano ou 15 dias ao mês). Pode estar associada a alterações da musculatura pericraniana, com dor à palpação. Alguns pacientes apresentam sintomas atípicos, como dor unilateral, anorexia, náuseas, agravamento durante atividades físicas rotineiras e fotofobia. Possui amplo espectro de gravidade, conforme a frequência e a intensidade das crises. A heterogeneidade da CTT faz com que ela seja um diagnóstico de exclusão entre as cefaleias primárias, pois diversas de suas características se interconectam com elementos de outras entidades. Diagnóstico: O diagnóstico de CTT é feito com a observação de pelo menos 10 episódios de dor atendendo aos critérios 1 a 4: Cefaleia com duração de 30 minutos-7 dias Apresenta pelo menos 2 das seguintes características: 1- Localização bilateral, em geral fronto-occipital; 2- Qualidade de pressão/aperto (não pulsátil); 3- Intensidade leve ou moderada; 4- Dor não agravada por atividade física rotineira como caminhar ou subir escadas; Ambas as seguintes: 1- Ausência de náuseas fortes ou vômitos (pode ocorrer anorexia); 2-Pode ocorrer fonofobia ou fotofobia, mas não as 2 Tratamento: Em crise: 1 Opção: Aspirina; Acetominofeno 2 Opção: AINEs (ibuprofeno e cetoprofeno com melhor evidência) + Cafeína NÃO USAR: Opióides (abuso e cronificação), Triptanos (são ineficazes) e relaxantes musculares (pouco eficazes) Profilático: Indicação: Episódica frequente ou crônica, com crises muito frequentes ou com potencial para uso excessivo de analgésicos; Em geral sua duração é 3-6 meses Medicamentos com melhor evidência: 1 Opção: Amitriptilina (nível A) 2 Opção: Mirtazapina (nível B) 3 Opção: Venlafaxina (nível B) Cefaléias Trigêmino-autonômicas: A cefaleia em salvas pertence a um subgrupo de cefaleias primárias classificado como cefaleias trigêmino-autonômicas. Pertencem também a este subgrupo as hemicranias (paroxística, contínua) e as cefaleias neuralgiformes unilaterais de curta duração com injeção conjuntival e lacrimejamento ou fenômenos autonômicos (SUNCT/SUNA) Cefaléia em salvas: Cefaleia caracteristicamente intensa, unilateral, em região periocular, de curta duração e associada a fenômenos de congestão conjuntival, lacrimejamento e congestão nasal, que ocorre em surtos intercalados por longos períodos de acalmia. Quadro clínico Ocorrem em surtos (“salvas”) com duração variando de uma semana a meses (geralmente 3-8 semanas), intercalados por períodos de acalmia (remissão clínica), que podem durar de semanas a anos (geralmente mais de 1 mês, mas pode não existir) É recorrente ou contínua e 10-15% tornam-se crônicos (sem remissão ou com remissão 5/dia durante mais da metade do tempo) A HP caracteriza-se por episódios de cefaleia unilaterais, graves e de curta duração. Assim como a cefaleia em salvas, a dor tende a ser retro-orbital, mas pode-se senti-la em toda a cabeça, sendo associada a fenômenos autonômicos como lacrimejamento e congestão nasal. Pacientes com remissões apresentam HP episódica, enquanto aqueles com a forma não remitente apresentam HP crônica. As características essenciais da HP incluem dor unilateral e muito intensa; crises de curta duração (2-45 min); crises muito frequentes (geralmente > 5 por dia); manifestações autonômicas acentuadas ipsilaterais à dor; curso rápido (20x/dia); SUNA: Predomínio de Autonômicos SUNCT: Predomínio de Conjuntivite/ lacrimejamento A dor da SUNCT/SUNA é unilateral, podendo ser localizada em qualquer local na cabeça. Três padrões básicos podem ser observados: facadas isoladas, em geral de curta duração; grupos de facadas; ou uma crise mais longa que compreende muitas facadas, entre asquais a dor não desaparece completamente, produzindo, assim, um fenômeno “dentes de serra” com crises que duram muitos minutos. Cada padrão pode ser observado no contexto de uma cefaleia subjacente contínua. As características que levam a um diagnóstico suspeito de SUNCT são a capacidade de desencadeamento cutâneo (ou outros) das crises, ausência de período refratário para desencadeamento entre crises e ausência de resposta à indometacina. Com exceção do distúrbio sensitivo trigeminal, o exame neurológico é normal na SUNCT primária. Com frequência, o diagnóstico de SUNCT/SUNA é confundido com neuralgia do trigêmeo, particularmente na primeira divisão do nervo trigêmeo Tratamento: Em crise: A terapia das crises agudas não é um conceito útil na SUNCT/SUNA, pois as crises são de duração muito curta. Entretanto, a lidocaína intravenosa, que interrompe os sintomas, pode ser usada nos pacientes hospitalizados. Profilático: O tratamento preventivo mais eficaz é a lamotrigina, 200 a 400 mg/dia. O topiramato e a gabapentina também podem ser eficazes. Pacientes relataram que a carbamazepina, 400 a 500 mg/dia, oferece benefício modesto. Hemicrania Contínua: As características essenciais da hemicrania contínua são dor unilateral moderada e contínua associada a oascilações de dor intensa; resolução completa da dor com indometacina; e exacerbações que podem ser associadas a manifestações autonômicas, como hiperemia conjuntival, lacrimejamento e fotofobia no lado afetado. A idade de início varia de 10 a 70 anos; as mulheres são acometidas duas vezes mais do que os homens. A causa é desconhecida. Tratamento Em crise e profilático: Indometacina Cefaleia em salvas Hemicra nia paroxíst ica Hemicra nia Contínu a SUNCT/ SUNA H:M 3: 1 1:1 1:3 5:1 Duraçã o 15- 180min 2-30 min Na crise: 2- 30min 5-250 seg Freq 1-8/dia 3-30/ dia 1- 40/dia 1- 30/hora Trata mento agudo Oxigênio Indome tacina Indome tacina Sem respost a Profila xia Verapam il/lítio indome tacina indome tacina Lamotri gina Deve-se sempre suspeitar de cefaleia secundária, quando as características da cefaleia não se encaixam em nenhum tipo de cefaleia crônica primária; quando a cefaleia é progressiva (surgiu há pouco tempo ou piorou o padrão de uma cefaleia antiga), refratária ao tratamento convencional ou associada a deficit neurológico ou sinais e sintomas de uma doença orgânica Sinais de alerta para cefaléias secundárias Snoop: S: Sinais sistêmicos: febre, rigidez de nuca, HIV, uso de drogas imunossupressoras, neoplasias N: Neurológicos: presença de déficit neurológico focal, convulsão ou edema de papila O: Older: Idade- cefaleia que iniciou após os 50 anos O: Onset: cefaleia de início súbito ou primeira cefaléia na vida P: Pattern: Mudança no padrão de cefaleia; refratária ou progressiva Houve uma nova classificação do snoop que também pode ser utilizada, e é o: SNNOOPY10: S: Sinais sistêmicos N: Neurológicos N: Neoplasia atual ou antiga O: Older: Idade O: Onset: cefaleia de início súbito ou agudo P: P1- Pattern- Mudança no padrão; P2- Posicional- cefaleia posicional; P3- Precipitada- por espirros, tosse ou exercícios; P4- Papiledema; P5- Puerpério ou gravidez- Pregnancy; P6- Painful eye- dor ocular com sintomas autônomicos; P7- Pós-traumática: aguda x crônica; P8- Patologia do sistema imunológico- como HIV; P9- Progressiva: cefaleia progressiva; P10- Painkiller overuse: abuso de analgésicos Y: Young:(tentório, foice, forame magno); assimetria ventricular significativa. Em traumatismo cranioencefálico, está indicada monitorização da PIC nas seguintes situações: Nível de recomendação II para todos os paciente com traumatismo cranioencefálico grave (escore = 3-8 na escala de coma de Glasgow) com TC de crânio anormal (hematomas, contusão, inchaço, herniação); Nível de recomendação III para pacientes com traumatismo cranioencefálico grave (escore = 3-8 na escala de coma de Glasgow) e TC de crânio normal associada a 2 dos seguintes critérios por ocasião da admissão: idade > 40 anos, PA sistólica 5 minutos, com rigidez de nuca, mas sem febre, sugerem hemorragia subaracnóidea. Aneurisma roto, malformação arteriovenosa ou hemorragia intraparenquimatosa também podem apresentar-se apenas com cefaleia. Raramente, se a hemorragia for pequena ou abaixo do forame magno, a TC de crânio pode ser normal. Portanto, a PL pode ser necessária para estabelecer o diagnóstico definitivo de hemorragia subaracnóidea. Tumor cerebral: Cerca de 30% dos pacientes com tumores cerebrais consideram a cefaleia sua queixa principal. A cefaleia costuma ser comum – uma dor em aperto, profunda, intermitente, de intensidade moderada, que pode piorar aos esforços ou por mudança de posição e pode ser acompanhada de náuseas e vômitos. Esse padrão de sintomas é decorrente de migrânea com frequência muito maior do que de tumor cerebral. A cefaleia de um tumor cerebral perturba o sono em cerca de 10% dos pacientes. Os vômitos que precedem o início da cefaleia em semanas são altamente típicos de tumores cerebrais da fossa posterior. Uma história de amenorreia ou galactorreia deve levar à suspeita de adenoma hipofisário secretor de prolactina (ou síndrome dos ovários policísticos) como a origem da cefaleia. A cefaleia que surge originalmente em paciente com câncer conhecido sugere metástase cerebral ou meningite carcinomatosa. A cefaleia que surge abruptamente após a inclinação ou elevação do corpo ou tosse pode ser causada por uma massa na fossa posterior, malformação de Chiari ou baixo volume de líquido cerebrospinal (LCS).