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260 X X LINGUAGEM, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIASPORTUGUÊS E. dinâmica da sequência narrativa. QUESTÃO 22 (ENEM 2013 2ª APLICAÇÃO) http://portal.saude.gov.br. Acesso em: 29 fev. 2012. As propagandas fazem uso de diferentes recursos para garantir o efeito apelativo, isto é, o convencimento do público em relação ao que apresentam. O cartaz da campanha promovida pelo Ministério da Saúde utiliza vários recursos, verbais e não verbais, como estratégia persuasiva, dentre os quais se destaca: A. a ligação estabelecida entre as palavras “hábito” e “hemocentro”, explorando a ideia de frequência. B. a associação entre o grande número de pessoas no cartaz e o número de pessoas que precisam receber sangue em nosso país. C. o emprego da expressão “Um grande ato”, despertando a consciência das pessoas para o sentimento de solidariedade. D. a apresentação da imagem de pessoas saudáveis, estratégia adequada ao público-alvo da campanha. E. a relação entre a palavra “corrente”, a imagem das pessoas de mãos dadas e a mão estendida ao leitor. QUESTÃO 23 (ENEM 2014 1ª APLICAÇÃO) www.portaldapropaganda.com.br. Acesso em: 28 jul. 2013. Essa propaganda defende a transformação social e a diminuição da violência por meio da palavra. Isso se evidencia pela: A. predominância de tons claros na composição da peça publicitária. B. associação entre uma arma de fogo e um megafone. C. grafia com inicial maiúscula da palavra “voz” no slogan. D. imagem de uma mão segurando um megafone. E. representação gráfica da propagação do som. QUESTÃO 24 (ENEM 2018 1ª APLICAÇÃO) www.sul21.com.br. Acesso em: 1 dez. 2007 (adaptado). Nesse texto, busca-se convencer o leitor a mudar seu comportamento por meio da associação de verbos no modo imperativo à: A. indicação de diversos canais de atendimento. B. divulgação do Centro de Defesa da Mulher. C. informação sobre a duração da campanha. D. apresentação dos diversos apoiadores. E. utilização da imagem das três mulheres. QUESTÃO 25 (ENEM SIMULADO MEC 2009) Texto I Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado; é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível. CAMPOS, Paulo Mendes. Ser brotinho. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. p. 91. Texto II Ser gagá não é viver apenas nos idos do passado: é muito mais! É saber que todos os amigos já morreram e os que teimam em viver são entrevados. É sorrir, interminavelmente, não por necessidade interior, mas porque a boca não fecha ou a dentadura é maior que a arcada. FERNANDES, Millôr. Ser gagá. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. p. 225. Os textos utilizam os mesmos recursos expressivos para definir as fases da vida, entre eles: 261X X LINGUAGEM, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIASPORTUGUÊS A. expressões coloquiais com signifi cados semelhantes. B. ênfase no aspecto contraditório da vida dos seres humanos. C. recursos específi cos de textos escritos em linguagem formal. D. termos denotativos que se realizam com sentido objetivo. E. metalinguagem que explica com humor o sentido de palavras. QUESTÃO 26 (ENEM SIMULADO MEC 2009) SOUZA, Maurício de. [Chico Bento]. O Globo, Rio de Janeiro, Segundo Caderno, p.7. O personagem Chico Bento pode ser considerado um típico habitante da zona rural, comumente chamado de “roceiro” ou “caipira”. Considerando a sua fala, essa tipicidade é confi rmada primordialmente pela: A. transcrição da fala característica de áreas rurais. B. redução do nome “José” para “Zé”, comum nas comunidades rurais. C. emprego de elementos que caracterizam sua linguagem como coloquial. D. escolha de palavras ligadas ao meio rural, incomuns nos meios urbanos. E. utilização da palavra “coisa”, pouco frequente nas zonas mais urbanizadas. QUESTÃO 27 (ENEM 2009 CANCELADO) O texto a seguir é um trecho de uma conversa por meio de um programa de computador que permite comunicação direta pela Internet em tempo real, como o MSN Messenger. Esse tipo de conversa, embora escrita, apresenta muitas características da linguagem falada, segundo alguns linguistas. Uma delas é a interação ao vivo e imediata, que permite ao interlocutor conhecer, quase instantaneamente, a reação do outro, por meio de suas respostas e dos famosos emoticons (que podem ser defi nidos como “ícones que demonstram emoção”). oão di oi edro di blz? oão di na paz e vc? edro di tudo trank oão di oq vc ta fazendo? [...] edro di tenho q sair agora... oão di fl w edro di vlw, abc Para que a comunicação, como no MSN Messenger se dê em tempo real, é necessário que a escrita das informações seja rápida, o que é feito por meio de: A. frases curtas e simples (como “tudo trank”) com abreviaturas padronizadas pelo uso (como “vc” — voc —“vlw” — valeu!). B. frases completas, escritas cuidadosamente com acentos e letras maiúsculas (como “oqvcta fazendo?”). C. uso de reticências no fi nal da frase, para que não se tenha que escrever o resto da informação. D. estruturas coordenadas, como “na paz e vc”. E. fl exão verbal rica e substituição de dígrafos consonantais por consoantes simples (“qu” por “k”). QUESTÃO 28 (ENEM 2009 1ª APLICAÇÃO) XAVIER, C. Quadrinho quadrado. http://www.releituras.com. Quanto às variantes linguísticas presentes no texto, a norma padrão da língua portuguesa é rigorosamente obedecida por meio: A. do emprego do vocativo “Meu fi lho”, que confere à fala distanciamento do interlocutor. B. do emprego do pronome demonstrativo “esse” em “Por que o senhor publicou esse livro?”. C. do emprego do pronome possessivo “sua” em “Qual foi sua maior motivação?”. D. da necessária repetição do conectivo no último quadrinho. E. do emprego do pronome pessoal oblíquo em “Meu fi lho, um escritor publica um livro para parar de escrevê-lo!”. QUESTÃO 29 (ENEM 2009 2ª APLICAÇÃO) A bem dizer, sou Ponciano de Azeredo Furtado, coronel de patente, do que tenho honra e faço alarde. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas, gado do mais gordo, pasto do mais fi no. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância, com uns padres-mestres a dez tostões por mês. Digo, modéstia de lado, que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Mas disso não faço glória, pois sou sujeito lavado de vaidade, mimoso no trato, de palavra educada. Trato as partes no macio, em jeito de moça. Se não recebo cortesia de igual porte, abro o peito: — Seu fi lho de égua, que pensa que é? (...) Meus dias no Sossego fi ndaram quando fui pegado em delito de sem-vergonhismo em campo de pitangueiras. A pardavasquinha dessa intimidade de mato ganhou dúzia e meia de bolos e eu recriminação de fazer um frade de pedra verter lágrima. Simeão, sujeito severoso, veio do Sobradinho aquilatar o grau de safadeza Importante: Esse arquivo digital pertence ao CPF: 706.034.921-93. Proibida a reprodução e o compartilhamento 262 X X LINGUAGEM, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIASPORTUGUÊS do neto. Levei solavanco de orelha, fui comparado aos cachorros dos currais e por dois dias bem contados fiquei em galé de quarto escuro. No rabo dessa justiça, meu avô deliberou que eu devia tomar rumo da cidade: — Na mão dos padres eu corto os deboches desse desmazelado. (...) CARVALHO, José Cândido de. O coronel e o lobisomem.Rio de Janeiro: José Olympio, 1994. p. 3-5. Quanto ao estilo e à linguagem empregada no trecho do romance de José Cândido de Carvalho, nota-se que: A. Ponciano, por meio da fala “Seu filho de égua, que pensa que é?”, pretende enfraquecer a hierarquia de poder do local em que vive, torná-la mais democrática. B. o autor evitou utilizar vocábulos eruditos e construções sintáticas próprias da norma padrão da língua portuguesapara garantir a veracidade do emprego da linguagem regional. C. a expressão “No rabo dessa justiça” é empregada como um recurso estilístico que caracteriza a linguagem do texto como formal. D. o estilo literário do autor capta as variações linguísticas do Brasil interiorano, com a utilização de sufixos incomuns na norma padrão da língua (“sem vergonhismo” e “severoso”). E. a atmosfera regional da narrativa decorre menos do emprego de expressões típicas do falar das comunidades rurais do que da descrição detalhada do espaço do romance, como em “campo de pitangueiras”. QUESTÃO 30 (ENEM 2010 1ª APLICAÇÃO) As diferentes esferas sociais de uso da língua obrigam o falante a adaptá-la às variadas situações de comunicação. Uma das marcas linguísticas que configuram a linguagem oral informal usada entre avô e neto neste texto é: A. o uso da contração “desse” em lugar da expressão “de esse”. B. a ausência de artigo antes da palavra “árvore”. C. o emprego da redução “ta” em lugar da forma verbal “está”. D. a opção pelo emprego da forma verbal “era” em lugar de “foi”. E. a utilização do pronome “que” em início de frase exclamativa. QUESTÃO 31 (ENEM 2010 2ª APLICAÇÃO) Maurício e o leão chamado Millôr Livro de Flavia Maria ilustrado por cartunista nasce como um dos grandes títulos do gênero infantil Um livro infantil ilustrado por Millôr há de ter alguma grandeza natural, um viço qualquer que o destaque de um gênero que invade as livrarias (2 mil títulos novos, todo ano) nem sempre com qualidade. Uma pegada que o afaste do risco de fazer sombra ao fato de ser ilustrado por Millôr: Maurício - O Leão de Menino (Cosac Naify, 24 páginas, R$ 35), de Flavia Maria, tem essa pegada. http://www.revistalingua.com.br. Acesso em: 30 abr. 2010 (fragmento). Como qualquer outra variedade linguística, a norma padrão tem suas especificidades. No texto, observam-se marcas da norma padrão que são determinadas pelo veículo em que ele circula, que é aRevista Língua Portuguesa. Entre essas marcas, evidencia-se: A. o predomínio de linguagem figurada, como em “um viço qualquer que o destaque”. B. o emprego de expressões regionais, como em “tem essa pegada”. C. o uso de termos técnicos, como em “grandes títulos do gênero infantil”. D. a presença de vocabulário arcaico, como em “há de ter alguma grandeza natural”. E. a obediência às normas gramaticais, como a concordância em “um gênero que invade as livrarias”. QUESTÃO 32 (ENEM 2014 3ª APLICAÇÃO) Nas regras de etiqueta, a linguagem coloquial promove maior proximidade do leitor com o texto. Um recurso para a produção desse efeito constitui um desvio à variedade padrão da língua portuguesa.