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488 UNIDADE 2 | DINÂMICA Para raciocinar um pouco mais 81. (UFG-GO) A saltadora brasileira Fabiana Murer terminou as Olimpíadas de Pequim em décimo lugar, após descobrir, no meio da competição, que o Comitê Organizador dos Jogos havia perdido uma de suas varas, a de flexibilidade 21. Fabiana Murer foi prejudicada porque teve de usar uma vara inapropriada para seu salto. A altura que Fabiana não conseguiu ultrapassar: 4,65 m. Com a vara errada Flexibilidade Saltos para os quais a vara é apropriada A vara que foi perdida 21,0 4,55 m e 4,60 m 4,65 m e 4,70 m A vara que Fabiana usou 20,5 4,75 m e 4,80 m 4,65 m Como se mede a flexibilidade? comprimento da vara 4,5 m 21,0 cm 22,7 kg Dizer que a vara tem flexibilidade 21,0 significa que, quando apoiada e submetida a um peso de 22,7 kgf em seu centro, ela sofrerá uma deformação de 21,0 cm. Fontes: Elson Miranda, treinador de Fabiana Murer, e Júlio Serrão, do Laboratório de Biomecânica da USP. (VEJA. São Paulo, p. 128, 27 ago. 2008. Adaptado.) Com a técnica adequada, considere que, ao fle- xionar a vara, a atleta consiga um acréscimo de energia equivalente a 20% de sua energia cinéti- ca antes do salto. Na corrida para o salto, a atle- ta atinge uma velocidade de módulo 8,0 m/s e seu centro de massa se encontra a 80 cm do solo. Admita que, no ponto mais alto de sua trajetória, a velocidade da atleta é desprezível. Nessas condições, desconsiderando-se a resistên- cia do ar e adotando-se g 5 10 m/s2, a altura má- xima, em metros, que a atleta consegue saltar é: a) 3,84 b) 4,00 c) 4,64 d) 4,70 e) 4,80 82. Na figura, ABC e ADC são tubos contidos em um mesmo plano verti- cal. Os segmentos AB, BC, AD e DC têm todos o mesmo comprimento L, estando AD e BC posi- cionados verticalmente. Uma esfera I parte do repouso de A, percorre o tubo ABC e atinge C com velocidade de intensi- dade vI, gastando um intervalo de tempo DtI. Uma outra esfera II também parte do repouso de A, percorre o tubo ADC e atinge C com velocidade de intensidade vII, gastando um intervalo de tem- po DtII. Despreze todos os atritos e as possíveis dissipações de energia mecânica nas colisões das esferas com as paredes internas dos tubos. Su- pondo conhecidos o ângulo a e a intensidade da aceleração da gravidade g, pede-se: a) calcular vI e vII; b) comparar DtI com DtII. 83. O trilho representado na figura está contido em um plano vertical, é perfeitamente liso e o raio do trecho circular BCD vale R. No local, a influência do ar é desprezível e a intensidade da aceleração da gravidade é g. Uma partícula de massa m vai partir do repouso do ponto A e deverá deslizar ao longo do trilho, sem perder o contato com ele. h O C D B A solo R g Pede-se: a) determinar, em função de R, o desnível mínimo entre os pontos A e D; b) esboçar o gráfico da intensidade da força de contato, F, trocada entre a partícula e o trilho no ponto D, em função da altura h do ponto A em relação ao solo. A B C D a a g R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U2_Top7_p455a492.indd 488 8/9/18 9:02 AM 489TÓPICO 7 | ENERGIA MECÂNICA E SUA CONSERVAÇÃO 84. (UFRJ) Uma bolinha de gude de dimensões des- prezíveis é abandonada, a partir do repouso, na borda de um hemisfério oco e passa a deslizar, sem atrito, em seu interior. u posição de onde foi abandonada a bolinha C f Calcule o ângulo u (expresso por uma função tri- gonométrica) entre o vetor-posição da bolinha em relação ao centro C e a vertical para o qual a for- ça resultante f & sobre a bolinha é horizontal. 85. (CPAEN-RJ) Analise a figura abaixo. A figura acima mostra um pequeno bloco, ini- cialmente em repouso, no ponto A, correspon- dente ao topo de uma esfera perfeitamente lisa de raio R 5 135 m. A esfera está presa ao chão no ponto B. O bloco começa a deslizar para bai- xo, sem atrito, com uma velocidade inicial tão pequena que pode ser desprezada, e ao chegar no ponto C o bloco perde contato com a esfera. Sabendo que a distância horizontal percorrida pelo bloco durante seu voo é d 5 102 m, o tempo de voo do bloco, em segundos, ao cair do ponto C ao ponto D, vale a) 1,3 b) 5,1 c) 9,2 d) 13,0 e) 18,0 Dado: g 5 10 m/s2. 86. No esquema a seguir, uma pequena bola é largada sem velocidade inicial do ponto A para percorrer um trilho em forma de um quarto de circunferên- cia contido em um plano vertical até se projetar horizontalmente no ponto B. Todos os atritos são desprezíveis, bem como a resistência do ar. R e p ro d u ç ã o /C P A E N , 2 0 1 7. O R B H h D C RA solo trilho circular fixo Sendo R o raio do trilho, H a altura do ponto A em relação ao solo, h a altura do ponto B em relação ao solo e admitindo-se uniforme o campo gravi- tacional local, pergunta-se: a) Qual é o deslocamento horizontal, D, da bola em seu voo balístico de B até C em função de R e h? b) Mantendo-se H constante, qual é a relação en- tre R e h para que D seja máximo? c) Qual é o valor máximo de D em função de R? 87. (OBF) Considere um trilho envergado em forma de arco de circunferência com raio igual a R ins- talado verticalmente, como representa a figura. No local, a aceleração da gravidade tem módulo g e a resistência do ar é desprezível. Supondo-se conhecido o ângulo u, qual deve ser a intensidade da velocidade v &0 com que se deve lançar um pequeno objeto do ponto O, o mais bai- xo do trilho, para que ele possa deslizar livremen- te saltando da extremidade A para a extremidade B, executando assim um movimento periódico? u u A C B O v 0 g 88. (UFF-RJ) Um bloco de massa igual a 5,0 kg, des- lizando sobre uma mesa horizontal, com coefi- cientes de atrito cinético e estático iguais a 0,5 e 0,6, respectivamente, colide com uma mola de massa desprezível, com constante elástica igual a 250 N/m, inicialmente relaxada. O bloco atinge a mola com velocidade igual a 1,0 m/s. a) Determine a deformação máxima da mola. b) O bloco retorna? Justifique sua resposta. R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra R e p ro d u ç ã o / A rq u iv o d a e d it o ra R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U2_Top7_p455a492.indd 489 8/9/18 9:02 AM 490 UNIDADE 2 | DINÂMICA Energia potencial gravitacional* A P æ N D I C E Conforme vimos no Tópico 4 (Gravitação), um astro, por ter massa, cria no espaço uma zona de influências sobre outras massas, denominada campo gra- vitacional, cuja intensidade é decrescente com a distância ao astro. Um corpo qualquer situado nesse campo é atraído gravitacionalmente, ficando sujeito a uma força caracterizada pela Lei de Newton. Essa é a concepção clássica da Gravitação. Teoricamente, o campo gravitacional se estende ao infinito. Para grandes distâncias à superfície do astro, entretanto, a intensidade desse campo é tão pequena que seus efeitos são praticamente desprezíveis. Considere um astro esférico e homogêneo, de massa M, isolado e estacionário no espaço, interagindo gravitacionalmente com uma partícula de massa m, situada a uma distância d do centro de massa do astro. ` M m d O sistema constituído pelo astro e pela partícula armazena uma modalidade de energia mecânica denominada energia potencial gravitacional. Trata-se de uma forma latente de energia, isto é, que está sempre prestes a se transformar em energia cinética. Adotando-se um referencial no infinito (no suposto “fim” do campo gravitacional), pode-se demonstrar que a energia potencial gravitacional Ep associada a esse sistema é dada por: * Quando tratamos da interação entre dois astros, preferimos usar a denominação energia potencial gravitacional.E G Mm dp 52 E G Mm Rp 52 em que G é a Constante da Gravitação. Dizer que a energia potencial gravitacional do sistema vale 2G Mm d significa que, para deslocar a partícula ao nível zero de energia potencial (infinito), é pre- ciso realizar sobre ela um trabalho 1G Mm d . Admitindo que o astro tenha raio R e que a partícula esteja sobre sua superfície, a energia potencial gravitacional do sistema fica expressa por: B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U2_Top7_p455a492.indd 490 8/9/18 9:02 AM