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ANÁLISE DOS TRANSPORTES: Demanda por transporte A demanda por transporte é uma demanda derivada. Decisões das Famílias seria quais serão as suas atividades diárias em certo lugar (destino), por quanto tempo, em que ordem, qual o modo e via de transporte das suas viagens. Decisões das firmas seria onde se localizar, transporte de seus insumos e mercadorias; grau de comutação dos seus trabalhadores. Escolhas e demanda de transporte, Flutuações: reflexo das oscilações na demanda pelos produtos acessíveis por serviços de transporte. As decisões de demanda de transporte estão interrelacionadas, algumas de breve prazo e outras de extenso prazo. Objetivo são fatores primários que influenciam a demanda por transporte. Complexidade da demanda de transporte engloba muitas decisões interrelacionadas (curto e longo prazo). Grande número de serviços distintos diferenciados por local e hora. Demografia e questão socioeconômica. Sensibilidade à qualidade do serviço Oferta e demanda congestionamento interagem via Complexidade e variedade: grande variedade de modelos para analisar o comportamento dos usuários de transporte. Diferenças entre os modos de transporte de acordo com a distância de uma viagem. Tal diferença: função das características técnicas dos vários modos, que afetam sua atratividade por viagens curtas e longas. Certos modos dominam viagens curtas e outros são atrativos para viagens longas, competição entre os modos de transporte, um problema de elasticidade-cruzada de demanda (alternativa genuína). O papel de modelos de demanda é melhorar a compreensão das ramificações das alternativas de investimentos e decisões políticas. Previsões, elasticidades, estimativas de parâmetros, valores de tempo. Excedente do consumidor: decisões de políticas públicas: infraestrutura de transporte, mudanças de regulação (e.g. emissões) e determinação da tarifa e estruturas do serviço de transporte. Preço e elasticidade alterações de preços têm relativamente pouco efeito sobre a quantidade de viagens ou serviços de transporte demandados. A demanda por transporte de carga é, e.g., muito inelástica: falta de um substituto adjunto de serviços de transporte natureza inelástica de curto prazo da demanda de matérias-primas transportadas, Importância (pouca) das taxas de frete no preço final, elasticidades de demanda apresentem um grau de estabilidade no longo prazo não permanecem constantes mudança na função de demanda (e.g. aumento de renda e mudanças nas preferências dos consumidores). O efeito da mudança de preço sobre a demanda do transporte de carro privado: propriedade de veículo e uso do veículo (combustível). Usuários de carro: baixa elasticidade dos combustíveis no curto prazo padrões de despesas das famílias entre a propriedade de veículos e uso, bem como a percepção das pessoas frente aos custos de combustíveis as elasticidades de longo-prazo são maiores (preço e renda) refletindo a possibilidade de mudança por modal ou por outras alterações no comportamento de viagem (e.g. mudanças de renda). No transporte aéreo, a elasticidade de demanda é menos afetuosa no longo prazo grupos de viajantes e entre serviços individuais. Viagens aéreas de não-negócios geralmente são maiores quando comparada à de viagens por negócios, isso porque: viajantes em férias tem mais flexibilidade em suas ações (destinos, horários, voos); viagens de negócios, muitas vezes precisam ser tomadas no curto prazo. Elasticidades mais sensíveis ao tempo de serviços com rotas mais curtas: outros modos de transporte tornam-se opções viáveis. É perigoso analisar a demanda de transporte, sem considerar o tipo específico da viagem a ser realizada. No caso de transporte, o detalhamento e classificação são importantes. Demanda por carro próprio implicações: comportamento de suas viagens, uso da terra e meio ambiente. Tendência ascendente: desenvolvimento econômico e efeitos de longo prazo (renda) instituições políticas + melhor acesso + maior flexibilidade de viagens. Governo: número total de veículos e planejamento de estradas. Teoria de um ciclo de “vida do produto”: o produto tem um padrão pré-determinado de vendas quase independente das forças econômicas, embora as preferências e custos não estejam ausentes no modelo. A posse de veículos per capita como função do tempo. Os níveis de propriedade de veículos segam uma simetria, um caminho de crescimento sigmoide (S) através do tempo, até um nível de saturação. Elasticidade da Demanda, o conceito de elasticidade da demanda permite que se avalie uma possível alteração da demanda em função de mudanças nas características do s serviços, como por exemplo, tarifa , frequência dos serviços, tempo de viagem etc. Este conceito é assim, muito útil para as empresas de transporte, na medida em que a partir da curva de demanda em f unção de diferentes parâmetros se possam inferir sobre a variação da de manda . Considere, por exemplo ló, a curva de demanda e suponhamos de uma maneira geral, que a demanda D de um determinado Sistema de Transporte é Função de uma variável X. EXEMPLOS · Um determinado ramal ferroviário transportava 2 x 106 ton.km/ano de carga a um preço de R$ 4,00 reais por tonelada. Um aumento de 10% provocou uma redução na carga de 12%. · Observou-se numa área urbana que após um acréscimo de 20% no custo de viagem por automóvel houve um acréscimo de 5% de pessoas transportadas pelo Metro e de um decréscimo de 10% das viagens por automóvel. · No âmbito dos transportes, por exemplo, aspectos como distância de rota ou se a viagem é a negócios ou a lazer podem influenciar na capacidade desta demanda reagir a uma eventual variação no preço, dadas as possibilidades relacionadas às alternativas disponíveis e a substitutibilidade. Além disso, previsões sobre elasticidade que compreendam o longo prazo têm nos níveis de renda e sua evolução um parâmetro importante que fundamenta determinados comportamentos. Neste trabalho, os transportes aéreos e público urbano são discutidos com o objetivo de apresentar não só aspectos específicos da Elasticidade-preço associada a estes mercados e seus diferentes segmentos, mas também conceitos que podem ser extrapolados e usados como base para compreensão dos efeitos de uma variação de preço em diversos outros ambientes. · Por exemplo, suponhamos que o preço de um produto tenha diminuído 10%, provocando uma elevação de 10% na quantidade demandada. Podemos calcular o coeficiente de elasticidade-preço como: Epp= 10/10=1 O resultado indica que a variação percentual da quantidade é igual à variação percentual do preço que a ocasionou. Então, quando temos o coeficiente de elasticidade da demanda Ed = 1, consideramos o bem com demanda com elasticidade unitária. · Apresentando uma aplicação do conceito de elasticidade na área de planejamento do transporte coletivo (esta aplicação foi extraída de TRRL, 1980). Vamos supor que uma viagem numa dada área urbana envolve 8 minutos de tempo de espera, 10 minutos de caminhada e 12 minutos dentro do ônibus. Está em curso o planejamento do aumento do nível de serviço na rede. Sob determinada restrição orçamentária, estão em análise três estratégias possíveis: 1) Um aumento na frequência visando a redução do tempo médio de espera de 8 para 5 minutos; 2) Rearranjo das linhas de ônibus de forma a reduzir o tempo médio de caminhada de 10 para 6 minutos; 3) Estender a faixa exclusiva para ônibus visando reduzir o tempo de viagem no veículo de 12 a 10 minutos. As elasticidades no arco estimadas da demanda em relação a essas variáveis são: ri'"' = -0.5; ll:O = -0.6; ll~dc = -0.4 "'' As variações percentuais no volume de usuários devidas às três estratégias são: 1) 100((5/8)-0S- 1] = 26% 2) 100[(6/10)-06 o 1] = 36% 3) 100[(10/12)-0·4-1] = 8% Se o objetivo é maximizar o volume de usuários do transporte coletivo, a estratégia (b) é a mais adequada.