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Renata Bittar MEDICINA UNIT IMAGINOLOGIA PATOLOGIAS DE CÓLON E RETO Alterações inflamatórias e isquêmicas: 1. Colites Infecciosas 2. Retocolite Ulcerativa 3. Diverticulite 4. Tiflite 5. Doença de Crohn 6. Apendagite Epiploica 7. Apendicite 8. Colite Isquêmica RETOCOLITE ULCERATIVA Faz parte do grupo de doenças inflamatórias intestinais idiopáticas (causa desconhecida) juntamente com a Doença de Crohn. Patologia crônica e difusa que acomete nos estágios inicias o RETO, com posterior extensão proximal, até envolver parte ou todo o CÓLON. Ligada a fatores genéticos, ambientais, neurais, hormonais, infecciosos, imunológicos e psicológicos. [Não há fator primário comprovado] Mais comum em caucasianos, judeus e em pacientes com parentes acometidos pela doença. 2 picos de incidência: 15 e 25 anos 55 e 65 anos Mortalidade semelhante a de Crohn. ACHADOS CLÍNICOS Diarreia, dor abdominal, sangramento retal, perda ponderal e tenesmo. Curso indolente com surtos intermitentes (60-75%) / curso agudo e fulminante (15%) Somente o reto 30% Reto até flexura hepática 40$ Pancolite 30% Crohn acomete mais ânus e parte proximal (transmural). RCU acomete mais parte distal. Acomete tipicamente o CÓLON ESQUERDO ou toda a moldura colônica. (raramente acomete isoladamente o cólon direito). O RETO É SEMPRE ENVOLVIDO. Renata Bittar MEDICINA UNIT ACHADOS DE IMAGEM ENEMA OPACO + COLONOSCOPIA Melhores exames para avaliar as alterações superficiais das mucosas (não aparentes na TC). AGUDO Estreitamento colorretal por espasmo ou irritabilidade Espessamento haustral Padrão mucoso finamente granular por edema e hiperemia Padrão mucoso pontilhado devido a erosão de abscessos das criptas Úlceras em “botão de camisa” = puntiformes Pseudopólipos inflamatórios e pseudoinflamatórios Pólipos CRÔNICO Encurtamento do cólon Perda das haustrações = “cano de chumbo” Estenoses normalmente no cólon distal (esquerdo) Ileíte de refluxo: válvula ileocecal fica aberta, associada a íleo distal dilatado e com padrão granular mucoso Espessamento da válvula retal Alargamento do espaço pré-sacral + válvula espessada ou ausente TC + RM Avaliar as demais camadas do cólon, presença de sinais inflamatórios agudos e as alterações inflamatórias pericolônicas. Alargamento do espaço pré-sacral Espessamento parietal (estratificação das camadas – “sinal do halo” ou “olho de boi”) Obliteração dos planos adiposos pericolônicos Realce da mucosa, muscular própria e pólipos pseudoinflamatórios com o uso do contraste EV Proliferação mesentérica fibrogordurosa Ingurgitamento de vasos mesentéricos – “sinal do pente” Linfonodomegalia mesentérica DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL *Doença de Crohn Renata Bittar MEDICINA UNIT ENEMA OPACO A - Alterações morfológicas extensas e de caráter crônico no cólon, caracterizadas por perda de haustrações e irregularidade mucosa (seta) Outro caso mais acentuado (B), com padrão mucosa difusamente granular, áreas de estenose e ulcerações profundas (setas) TC com contraste IV evidencia espessamento parietal discreto do sigmoide, com estratificação das camadas e hipoatenuação da submucosa secundária a deposição adiposa (seta). DIVERTICULITE Comum e afeta cerca de 5% a 10% da população > 45 anos e 80% > 80 anos. Divertículos são pequenas saculações de mucosa e submucosa que se projetam Renata Bittar MEDICINA UNIT através da camada muscular da parede da alça, entre a taenia coli e o mesentério, no ponto de penetração do vaso sanguíneo, razão pela qual tem propensão ao sangramento. Qualquer parte do intestino grosso. Mais comuns nos CÓLON SIGMOIDE e DESCENDENTE. Raramente no ID. Diverticulite é a complicação mais comum da doença diverticular ou diverticulose (presença de divertículos). Surge após obstrução do divertículo, com consequente acúmulo de secreção, proliferação bacteriana, distensão, isquemia, inflamação e microperfuração. Essa sequência de eventos leva à formação de abscessos aderências e/ou peritonite. ACHADOS CLÍNICOS Cólon sigmoide: dor na fossa ilíaca esquerda, massa palpável, febre e leucocitose. (Menos evidente em pacientes idosos, imunossuprimidos ou com doença renal crônica, sendo o diagnóstico já feito na presença de perfuração e pneumoperitônio. ACHADOS DE IMAGEM Duplo propósito: Confirmar o diagnóstico Afastar outras doenças colônicas e pélvicas, além de avaliar e estadiar a doença inflamatória Métodos mais utilizados: US e TC US Primeiro a ser solicitado (ampla disponibilidade e caráter não invasico) Nem sempre o segmento colônico é acessível ao US. Espessamento parietal segmentar da alça (>4mm) Aumento da ecogenicidade da gordura pericolônica Perda da compressibilidade Divertículo inflamado (saculação da parede parede do cólon com ecogenicidade variável e centrada na inflamação pericolônica) Renata Bittar MEDICINA UNIT TC Com contraste EV, oral e retal apresentam acurácia > 90% no diagnóstico de diverticulite aguda. Espessamento parietal simétrico, identificando-se divertículos de permeio Gordura pericolônica hiperdensa Ingurgitamento de vasos mesentéricos Pequena quantidade de líquido adjacente Perfuração, abscesso intracavitários, fístulas e obstrução intestinal (quadros mais acentuados) DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL *Adenocarcinoma de cólon Renata Bittar MEDICINA UNIT PÓLIPOS E CÂNCER COLORRETAL 3º câncer mais prevalente nas mulheres e 4º nos homens FATORES DE RISCO: 90% de risco após os 50 anos História familiar de CCR ou adenomas Doença inflamatória intestinal Síndrome CCR hereditárias Fatores dietéticos + ambientais Praticamente todos os CCR esporádicos surgem a partir de lesões polipoides. (80% pólipos adenomatosos, 15% lesões serrilhadas e hiperplásicas) Alguns pólipos podem crescer das camadas mais profundas da mucosa como o lipoma, GIST, tumores carcinoides e lesões serosas. RASTREAMENTO DO CCR Os alvos do rastreamento do CCR são caracterizados pelas denominações de “adenoma avançado” e “pólipo serrilhado- alvo”. A partir de 50 anos. 2 modalidades de imagem estão presentes: ENEMA OPACO COM DUPLO CONTRASTE Sensibilidade de 85%. A sensibilidade para detecção de pólipos adenomatosos grandes (>10mm) é 50%. COLONOGRAFIA POR TC ou COLONOSCOPIA VIRTUAL Objetiva rastrear pólipos e CCR de forma minimamente invasiva e sem necessidade de sedação. Múltiplos cortes finos na TC helicoidal, dura +- 15 minutos e é necessária a insuflação do cólon com ar ambiente ou CO2 + preparo do cólon. Pólipos menores (<6mm) tem menor sensibilidade e especificidade pela TC. Pólipos > 10mm tem sensibilidade e especificidade de quase 100%. O estadiamento do CCR é feito pelo sistema TNM e os exames usados são: TCMD RM Ultrassonografia endoscópica O estadiamento locorregional dos tumores de cólon e reto geralmente é feito pela COLONOGRAFIA POR TC, sendo que para tumores retais a RM ou USE têm sido os métodos mais empregados. Renata Bittar MEDICINA UNIT O estadiamento a distância do abdome, especialmente de metástases hepáticas, é feito geralmente pela TC, mas também comumente feita pela RM. O uso de PET/TC (TC por emissão de pósitrons) tem aumentado para avaliar comprometimento neoplásico extra- hepático. Para tumores no reto, há grande necessidade de avaliar a profundidadeda invasão da parede e o envolvimento de linfonodos locorregionais para a determinação de uso de terapia neoadjuvante (por ser intrapélvico e possuir íntima relação com inúmeras estruturas, há necessidade de se diminuir o tamanho do tumor primeiro para posterior remoção cirúrgica ou a colostomia terá que ser feita). Para isso, a RM e a USE são as mais eficazes. A USE consegue identificar as diferentes camadas da parede retal, acurácia de 80% no estadiamento T. A RM tem acurácia compatível à da USE. Maior vantagem da RM: visualiza a fáscia mesorretal ou mesorreto (com ou sem comprometimento) e avalia o grau de extensão transmural na gordura perirretal define conduta cirúrgica e terapia neoadjuvante. Outra dificuldade no estadiamento do CA de reto: estadiamento linfonodal local tamanho é avaliação limitada Recorrência da doença (metástases) + doença disseminada PET/TC Renata Bittar MEDICINA UNIT ACHADOS DE IMAGEM ENEMA OPACO COLONO POR TC PÓLIPOS Defeito de preenchimento radiolúcido e anel de contraste (bário) na base dos pólipos sésseis Pedículo regular nos pólipos pediculados Maior lobulação dos contornos ou contornos irregulares da cabeça nos adenomas vilosos e TV. Depósitos irregulares de contraste em lesões maiores Lesão em tapete: plana, lobulada, localizada ou difusa, com pouca protrusão para a luz colônica Morfologia séssil, plana ou pediculada Atenuação das partes moles Lobulação dos contornos em lesões tubulovilosas e vilosas Sensibilidade para adenomas: 90%(10mm) e 80% (6mm) CCR LESÕES PRECOCES Defeito de preenchimento radiolúcido e anel de contraste (bário) na base dos pólipos sésseis Pedículo regular nos pólipos pediculados Maior lobulação dos contornos ou contornos irregulares da cabeça nos adenomas vilosos e TV. Depósitos irregulares de contraste em lesões maiores Lesão em tapete: plana, lobulada, localizada ou difusa, com pouca protrusão para a luz colônica LESÕES AVANÇADAS Lesão anular ou semianular Estenose da luz Irregularidade dos contornos Úlcerações com depósito de bário LESÕES PRECOCES Morfologia séssil, plana ou pediculada Atenuação das partes moles Lobulação dos contornos em lesões tubulovilosas e vilosas LESÕES AVANÇADAS Massas vegetantes, anulares ou semianulares, com contornos irregulares Atenuação das partes moles Estenose da luz Extensão extramural: densificação dos planos adiposos pericolônicos, linfonodomegalias mesentéricas locorregionais, metástases hepáticas RM para RETO Extensão ao mesorreto, fáscia mesorretal e linfonodopatia perirretal Sensibilidade de 65-86% na diferenciação entre T2 e T3 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Diverticulite aguda, colites infecciosas, colite isquêmica, RCU etc Renata Bittar MEDICINA UNIT Lesão PLANA PÓLIPO SUBPEDICULADO PÓLIPO PEDICULADO Renata Bittar MEDICINA UNIT Renata Bittar MEDICINA UNIT Renata Bittar MEDICINA UNIT Renata Bittar MEDICINA UNIT