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34 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) O comentário de Pablo Picasso, em relação à sua obra Guernica, refere-se a) à separação entre manifestações artísticas e realidade histórica. b) ao bombardeio alemão da cidade basca em apoio ao general Franco. c) aos massacres cometidos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. d) à denúncia da anexação do território espanhol pelas tropas nazistas. e) à aliança dos nazistas com os comunistas no início da Segunda Guerra Mundial. Questão 06 A obra “Guernica” de Pablo Picasso retrata, em linguagem cubista, os horrores da guerra por ocasião no bombardeio alemão (nazista) à cidade natal do artista em apoio ao general Francisco Franco na fase final da Guerra Civil Espanhola (1936-1938). A obra-prima de Picasso, Guernica, é considerada por muitos a maior pintura do século XX. Pintada no contexto da ascensão das ditaduras nazistas e fascistas e do período imediatamente anterior à Segunda Guerra mundial, a obra é ainda hoje é impactante e nos lembra a capacidade destrutiva do homem. Seu caráter vanguardístico pode ser observado: a) graças à imponência com que trata o tema histórico, num grande painel monocromático que retrata realisticamente os horrores da guerra. b) pelo uso de formas irregulares e fragmentadas e rostos distorcidos com grande efeito, criando uma atmosfera de pânico e terror, numa confusão de planos narrativos. c) pela geometrização das formas, explorando com perfeição a noção de profundidade ao dar forma exata e volume aos seres e objetos representados tridimensionalmente. d) pelo aspecto monocromático e pela bidimensionalidade, criando uma pintura não figurativa que abre mão de linhas e contornos na composição dos planos. e) pela forma como une o clássico e o moderno, ao retratar a realidade de forma fragmentada, mas respeitando os princípios de equilíbrio e harmonia na composição. Questão 07 (Enem 2011) O pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973), um dos mais valorizados no mundo artístico, tanto em termos financeiros quanto históricos, criou a obra Guernica em protesto ao ataque aéreo à pequena cidade basca de mesmo nome. A obra, feita para integrar o Salão Internacional de Artes Plásticas de Paris, percorreu toda a Europa, chegando aos EUA e instalando-se no MoMA, de onde sairia apenas em 1981. Essa obra cubista apresenta elementos plásticos identificados pelo a) painel ideográfico, monocromático, que enfoca várias dimensões de um evento, renunciando à realidade, colocando-se em plano frontal ao espectador. b) horror da guerra de forma fotográfica, com o uso da perspectiva clássica, envolvendo o espectador nesse exemplo brutal de crueldade do ser humano. c) uso das formas geométricas no mesmo plano, sem emoção e expressão, despreocupado com o volume, a perspectiva e a sensação escultórica. d) esfacelamento dos objetos abordados na mesma narrativa, minimizando a dor humana a serviço da objetividade, observada pelo uso do claro-escuro. e) uso de vários ícones que representam personagens fragmentados bidimensionalmente, de forma fotográfica livre de sentimentalismo. Texto De um modo geral, todos esses movimentos da vanguarda europeia de fins do século XIX e início do século XX estavam sob o signo da desorganização do universo artístico de sua época. A diferença é que uns, como o futurismo e o dadaísmo, queriam a destruição do passado e a negação total dos valores estéticos presentes; e outros, como o expressionismo e o cubismo, viam na destruição a possibilidade de construção de uma nova ordem superior. No fundo eram, portanto, tendências também organizadoras de uma nova estrutura política e social. (TELES, Gilberto Mendonça, Vanguarda europeia e modernismo brasileiro. Rio de Janeiro: Vozes, 1972, p. 10) Questão 08 (Puccamp 2016) Alguns artistas reconhecidos e certos movimentos de vanguarda, do início do século XX, aproximaram-se publicamente de partidos e ideologias políticas. Essa proximidade pode ser verificada entre alguns a) dadaístas e anarquistas, a exemplo da atuação política de Tristán Tzara, que propôs a criação de um partido e uma internacional anarquista durante o entreguerras. b) futuristas e fascistas, a exemplo de Filippo Marinetti, que lutou ao lado do exército italiano na II Guerra e militou no Partido Nacional Fascista. c) integralistas e nazistas, a exemplo do apoio dos modernistas brasileiros Plínio Salgado e Cassiano Ricardo ao Eixo, durante o Estado Novo. d) surrealistas e comunistas ortodoxos, a exemplo do “Manifesto por uma Arte Revolucionária Independente”, redigido por André Breton e León Trotski, na URSS. e) expressionistas e republicanos, caso de Francisco de Goya, que lutou contra os franquistas e pintou os horrores da Guerra Civil Espanhola. Questão 09 (FGV-RJ 2016) A cidade do Rio de Janeiro recebeu a exposição “Picasso e a Modernidade” em 2015, para comemorar os 40 anos do fim do regime franquista. Em uma das salas, um vídeo apresentava o Aula 23 – Impressionismo e Vanguardas I 35 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência processo de criação do quadro Guernica, reproduzido a seguir. Com relação ao quadro Guernica, assinale V para a afirmação verdadeira e F para a falsa. ( ) O touro, figura representativa da cultura espanhola, simboliza o terror e a violência das forças que apoiavam o ditador Francisco Franco, responsáveis pelo bombardeio da cidade de Guernica, no País Basco. ( ) A iconografia da figura feminina, com uma criança nos braços, que urra em direção ao alto, remete à dor das mães que perdem seus filhos na guerra. ( ) A composição das figuras em formas geométricas produz uma imagem realista que, em perspectiva, busca uma semelhança com a natureza. As afirmações são, respectivamente, a) F - V - F. b) F - V - V. c) V - F - F. d) V - V - F. e) F - F - V. Questão 10 A máscara na África negra Na África, o artífice, antes de começar a esculpir uma máscara, passa por um processo de purificação, com reza aos espíritos ancestrais e às forças divinas. Tal prática faria com que a força divina fosse transferida para a máscara durante o processo de manufatura. Se no passado era prática generalizada, o uso de máscaras teve um enorme declínio nas últimas décadas. Entretanto, a manufatura e o emprego destes objetos continuam sendo um aspecto fundamental na identidade de vários grupos étnicos africanos. Por isso, já existem pessoas que trabalham pela preservação deste hábito milenar. Observando a figura e o texto, podemos afirmar que: a) o uso de máscaras é um costume ultrapassado e reflete o atraso cultural e econômico da África Negra. b) na África, pelo seu modo de produção, a máscara, além de ser um elemento de diferenciação racial, tem também um caráter místico. c) por ser um objeto ritualístico, ligado a religiões pagãs, a máscara não se configura como um objeto artístico. d) a máscara deve ser considerando um objeto puramente artístico/decorativo, pois sua utilização em rituais pagãos a desacreditam como elemento cultural. e) o valor ritualístico da máscara se manteve até os dias atuais; seu valor como elemento artístico representativo de uma cultura, porém, se perdeu. Questão 11 A arte africana, principalmente a manufatura de máscaras, influenciou fortemente uma das principais vanguardas europeias do início do século XX. Observando a figura da questão anterior, assinale o item cuja vanguarda foi influenciada pela arte africana. a) Futurismo, cujas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX. b) Expressionismo, que estava mais interessado na interiorização da criação artística do que em sua exteriorização.c) Surrealismo, que enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. d) Dadaísmo, que prega a oposição a qualquer tipo de equilíbrio, através de um ceticismo absoluto e da improvisação. e) Cubismo, que tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objeto no mesmo plano. Questão 12 (Enem PPL 2012) Em 1937, Guernica, na Espanha, foi bombardeada sob o comando da força aérea da Alemanha nazista, que apoiou os franquistas durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). A pintura-mural de Picasso e a fotografia retratam os efeitos do bombardeio, ressaltando, respectivamente: a) Crítica social – conformismo político. b) Percepção individual – registro histórico. c) Realismo acrítico – idealização romântica. d) Sofrimento humano – destruição material. e) Objetividade artística – subjetividade jornalística. Questão 13 (Enem 2ª aplicação 2016) A obra Les demoiselles d’Avignon, do pintor espanhol Pablo Picasso, é um dos marcos iniciais do movimento cubista. Essa obra filia-se também ao Primitivismo, uma vez que sua composição recorre à manifestação cultural de um determinado grupo étnico, que se caracteriza por 36 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) a) produção de máscaras ritualísticas africanas. b) rituais de fertilidade das comunidades celtas. c) festas profanas dos povos mediterrâneos. d) culto à nudez de populações aborígenes. e) danças ciganas do sul da Espanha. Questão 14 (Enem 2014) Na criação do texto, o chargista lotti usa criativamente um intertexto: os traços reconstroem uma cena de Guernica, painel de Pablo Picasso que retrata os horrores e a destruição provocados pelo bombardeio a uma pequena cidade da Espanha. Na charge, publicada no período de carnaval, recebe destaque a figura do carro, elemento introduzido por lotti no intertexto. Além dessa figura, a linguagem verbal contribui para estabelecer um diálogo entre a obra de Picasso e a charge, ao explorar a) uma referência ao contexto, “trânsito no feriadão”, esclarecendo- se o referente tanto do texto de Iotti quanto da obra de Picasso. b) uma referência ao tempo presente, com o emprego da forma verbal “é”, evidenciando-se a atualidade do tema abordado tanto pelo pintor espanhol quanto pelo chargista brasileiro. c) um termo pejorativo, “trânsito”, reforçando-se a imagem negativa de mundo caótico presente tanto em Guernica quanto na charge. d) uma referência temporal, “sempre”, referindo-se à permanência de tragédias retratadas tanto em Guernica quanto na charge. e) uma expressão polissêmica, “quadro dramático”, remetendo-se tanto à obra pictórica quanto ao contexto do trânsito brasileiro. Questão 15 (Enem 2ª aplicação 2016) Texto I Texto II A existência dos homens criadores modernos é muito mais condensada e mais complicada do que a das pessoas dos séculos precedentes. A coisa representada, por imagem, fica menos fixa, o objeto em si mesmo se expõe menos do que antes. Uma paisagem rasgada por um automóvel, ou por um trem, perde em valor descritivo, mas ganha em valor sintético. O homem moderno registra cem vezes mais impressões do que o artista do século XVIII. LEGÉR, F. Funções da pintura. São Paulo: Nobel, 1989. A vanguarda europeia, evidenciada pela obra e pelo texto, expressa os ideais e a estética do a) Cubismo, que questionava o uso da perspectiva por meio da fragmentação geométrica. b) Expressionismo alemão, que criticava a arte acadêmica, usando a deformação das figuras. c) Dadaísmo, que rejeitava a instituição artística, propondo a antiarte. d) Futurismo, que propunha uma nova estética, baseada nos valores da vida moderna. e) Neoplasticismo, que buscava o equilíbrio plástico, com utilização da direção horizontal e vertical. CURSO ANUAL DE LITERATURA Prof. Steller de Paula – VOLUME 2 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência AULA 24 - PÓS-IMPRESSIONISMO E VANGUARDAS II Paul Gauguin (1848-1903) - Depois de passar a infância no Peru, Gauguin voltou com os pais para a França, mais precisamente para Orléans. Em 1887 entrou para a marinha e mais tarde trabalhou na bolsa de valores. Aos 35 anos tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. Começou assim uma vida de viagens e boemia, que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX. Sua obra, longe de poder ser enquadrada em algum movimento, foi tão singular como a de seus amigos Van Gogh ou Cézanne. Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo, algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores, em oposição a qualquer naturalismo, como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo. Yellow Christ - Paul Gauguin, 1888 Nas obras de Gauguin, as cores se estendem planas e puras sobre a superfície, quase decorativamente. No ano de 1891, com o objetivo de libertar-se dos condicionamentos artísticos impostos na Europa, o pintor parte para o Taiti, em busca de novos temas. Suas telas incorporam a iconografia exótica do lugar, em cenas que mostram um erotismo natural, fruto de sua atração pelas nativas. A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos, amarelos, verdes e violetas. Nafea Faa Ipoipo (1892), de Gauguin Vincent van Gogh “No momento, estou absorvido pela floração das árvores frutíferas, róseos pessegueiros, pereiras amarelo e branco. Minha pincelada não tem qualquer sistema. Eu ataco a tela com toques irregulares do pincel, que deixo como saem. Empastes, pontos da tela ficam descobertos, aqui e ali pedaços absolutamente inacabados, repetições, brutalidades; em suma, estou inclinado a pensar que o resultado é demasiado intranquilizante e irritante para que isso não faça a felicidade dessas pessoas que têm ideias preconcebidas fixas sobre a técnica. Trabalhando diretamente no local, procuro fixar no desenho o que é essencial – mais tarde, encho os espaços delimitados pelos contornos – expressos ou não, mas de qualquer modo, sentidos – com tons que também são simplificados, no sentido de que tudo o que vai ser solo terá o mesmo tom parecido com violeta, que todo o céu terá um tom de azul, que a vegetação verde será verde azulada, ou verde amarelada, exagerando deliberadamente os amarelos e azuis nesse caso. Em suma, meu querido camarada, nada de ilusões de ótica.” Vincent van Gogh, em carta As pinceladas em redemoinho e a explosão de cores em telas como Trigal com ciprestes (1889) e Estrada com ciprestes e estrelas (1890) - isso para não falar nos célebres Girassóis e Noite estrelada, dessa mesma época - auxiliam a localizar o timbre expressionista da produção de Van Gogh. Girassóis, de Van Gogh 38 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) Estrada com ciprestes e estrelas, Van Gogh “Van Gogh intensificou a marca do pincel como recurso expressivo. O gesto criador foi valorizado principalmente pelos românticos (Delacroix, por exemplo), os quais evitavam o acabamento polido das superfícies das suas pinturas. Em seus últimos anos, Van Gogh chegou a empregar a tinta diretamente do tubo sobre a superfície da tela, o que ocasionava um espesso impaste de tinta. Aplicadas em cores puras, as pinceladas são justapostas lado a lado, em uma trama que, ao final de sua vida, ganha um ritmo alucinante. Como verdadeiros jorros de tinta espatulada, as pinceladas eletrizam a superfície da tela, movimentam os ciprestes, atormentam os autorretratos. Uma imaginação exasperada e uma urgência de sentimento move sua mão, o que atesta a imensa quantidade de quadros produzidos em pouco tempo. A superfície ruderesultante de tal técnica é, inesperadamente, o suporte ideal para uma alma tão apaixonada.” Fonte: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo891/pos-impressionismo Expressionismo O Expressionismo surgiu na Alemanha no início do século XX, pelas mãos de artistas preocupados em refletir as angústias e amarguras do homem numa sociedade moderna e industrializada. Tratava-se de uma pintura dramática, preocupada em expressar as emoções do indivíduo, dar forma plástica ao sentimento através de cores intensas, muitas vezes irreais, traços grossos e pinceladas violentas. Como se desenvolveu num período de guerra, predominam, nas obras, os sentimentos negativos: medo, solidão, desespero, raiva, tematizando a miséria humana. Com frequência o artista deforma a realidade para ressaltar o sentimento, a emoção que procura expressar. O grito - Edvard Munch “Passeava com dois amigos ao pôr do sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a mureta – havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do fiorde e sobre a cidade -; os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da natureza.” Trecho retirado do diário de Edvard Munch Depois da Primeira Guerra Mundial, o Expressionismo alcança outras manifestações artísticas, como o teatro e o cinema, chegando a manifestar-se, em alguns casos, na literatura. “A arte expressionista encontra suas fontes no romantismo alemão, em sua problemática do isolamento do homem frente à natureza, assim como na defesa de uma poética sensível à expressão do irracional, dos impulsos e paixões individuais. Combina-se a essa matriz, o pós-impressionismo de Vincent van Gogh e Paul Gauguin. Do primeiro, destacam-se a intensidade com que cria objetos e cenas, assim como o registro da emoção subjetiva em cores e linhas. Do segundo, um certo achatamento da forma, obtido com o auxílio da suspensão das sombras, o uso de grandes áreas de cor e atenção às culturas primitivas.” Fonte: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/ Ernst Ludwig Kirchner George Grosz Otto Dix SEMANA 23 - LITERATURA - Impressionismo e Vanguardas I - STELLER A máscara na África negra SEMANA 24 - LITERATURA - Pós-Impressionismo e Vanguardas II - STELLER Ernst Ludwig Kirchner George Grosz Otto Dix