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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Vanguardas do Século XX 
 
 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art nouveau; Art Déco. 
Cubismo, futurismo, dadá, fauvismo, surrealismo. Arte nazista + ideia de arte 
degenerada. Arte soviética. Bauhaus. Muralismo e surrealismo na américa 
latina. Arte no Brasil: artistas com aproximação das vanguardas + 
construtivismo. 
 
 
Prof.ª Celina Gil 
Prof. Celina Gil 
vestibulares.estrategia.com 
Aula 06 – Vanguardas do Século XX. 
EXTENSIVO 
VESTIBULAR 
Exasiu 
2024 
Exasi
u 
t.me/CursosDesignTelegramhub
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Vanguardas do Século XX 
 
 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 2 
 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO 3 
1 - ART NOUVEAU 3 
2- ART DÉCO 6 
3 - VANGUARDAS EUROPEIAS 9 
3.1 – Expressionismo 10 
3.2 - Fauvismo 12 
3.3 - Cubismo 13 
3.4. Futurismo 16 
3.5 - Dadá 19 
3.6 - Surrealismo 20 
4 - CONSTRUTIVISMO RUSSO 21 
5 - ARTE NA ALEMANHA NAZISTA 23 
6 - MURALISMO MEXICANO 26 
7 - MODERNISMO BRASILEIRO 28 
8 - EXERCÍCIOS 31 
8.1 – Exercícios 31 
8.2 – Gabarito 57 
8.3 – Exercícios comentados 59 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 85 
 
 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Vanguardas do Século XX 
 
 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 3 
Apresentação 
Olá! 
 Hoje temos um assunto muito longo para tratar, cheio de assuntos. Vamos falar sobre: 
• Art nouveau e Art Déco. 
• Cubismo, futurismo, dadá, fauvismo, surrealismo. 
• Arte nazista + ideia de arte degenerada + Bauhaus. 
• Arte soviética. 
• Muralismo e surrealismo na américa latina. 
• Arte no Brasil: artistas com aproximação das vanguardas + construtivismo. 
Vamos lá? 
1 - Art Nouveau 
Art nouveau significa “arte nova” em francês. Apesar disso, não foi na França que esse movimento 
surgiu, mas sim na Bélgica. Você se lembra do que dissemos sobre a sociedade industrial? Então, no final 
do século XIX o ânimo com as descobertas tecnológicas estava no seu ápice. 
O problema é que a população olhava para a arte produzida até então e aquilo não parecia mais 
representar esse novo momento da história. Ainda que os realistas tivessem inovado no tema, a forma 
não mudara tanto assim: a pintura a óleo e a escultura seguiam buscando uma aproximação com a 
representação do real, como vinha sendo feito desde o Renascimento. 
A art nouveau se volta para as técnicas artesanais e as artes aplicadas. Por isso, esse é um 
movimento que irá produzir muitas peças de uso cotidiano, como móveis, joias, objetos decorativos, 
tecidos etc. O movimento viverá seu auge entre 1880 a 1920 aproximadamente. 
Movimento de Artes e Ofícios 
 A art nouveau é herdeira de um movimento que 
vinha ocorrendo na Inglaterra, conhecido como Movimento 
de Artes e Ofícios. Esse movimento defendia que o 
artesanato era uma alternativa à mecanização e produção 
seriada. Os avanços da indústria aceleraram a produção e os 
objetos se tornaram cada vez mais iguais. O movimento 
busca a revalorização do trabalho manual e dos objetos do 
cotidiano produzidos de maneira artesanal. 
 
Colar do joalheiro Sir George James Frampton. 1893. Prata, pérolas, opala e 
pintura esmaltada. Birmingham Museum Trust. Fonte: Unsplash 
 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Vanguardas do Século XX 
 
 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 4 
As principais características da art nouveau, tanto na arquitetura quanto nas artes plásticas e visuais 
são: 
• Design orienta a produção, ou seja, a ideia da funcionalidade está por trás. 
• Influências do barroco e rococó, além das gravuras japonesas. 
• Decoração exótica. 
• Formatos como arabescos, traços alongados, espirais, folhagens, lírios aquáticos e linhas 
exageradas, sinuosas. 
 
Vamos ver os principais artistas desse movimento: 
Antoni Gaudí 
Ainda que tenha sido considerado o criador do modernismo catalão na arquitetura, Gaudí passa por 
diversas influências. Sua arquitetura mistura referências orientais – a chamada arquitetura mourisca – 
e góticas no início da carreira. A maior parte de suas obras está na cidade de Barcelona, feitas sob o 
patrocínio de um rico industrial, Güell. Algumas de suas obras principais foram patrocinadas por ele: 
Park Güell e Cripta da Colónia Güell. Outras obras conhecidas suas são a Casa Milà, Casa Batlló e a 
Basílica da Sagrada Família. 
 
 
Casa Milà. Barcelona. Fonte: Unsplash 
 
 
Basílica de la Sagrada Família. Barcelona. Fonte: Unsplash 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Vanguardas do Século XX 
 
 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 5 
Gustav Klimt 
O pintor Gustav Klimt também costuma ser associado ao simbolismo. Ele foi um dos fundadores da 
Secessão de Viena, movimento do fim do século XIX que queria romper com os ideais de então da 
Cooperativa de Artes Decorativas. Seus trabalhos mais importantes são pinturas, murais e objetos de 
uso cotidiano. 
A principal fase de sua obra é a Fase Dourada. Nesse momento, as obras apresentavam maior 
sensualismo e exploravam a figura do corpo feminino. São obras de forte caráter decorativo, com 
muitos adornos e flores. O uso do dourado aproxima suas obras da arte bizantina. 
 
 
O Beijo, 1908. Belvedere Palace Museum, Viena. Fonte: Wikimedia Commons. 
 
Judith I (1901). Österreichische Galerie Belvedere, Viena. Fonte: Wikimedia Commons 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 6 
Alfons Mucha 
Alfons Mucha foi ilustrador, pintor e designer gráfico. Ele faz parte do grupo de artistas baseados em 
Praga no período. Não foi admitido na academia de Belas Artes, mas começou a atuar como retratista. 
Seus primeiros trabalhos foram ilustrações para revistas. Ele é parte fundamental de uma tendência 
que irá se popularizar ao longo do tempo: a atuação dos artistas também nas artes gráficas. É um dos 
artistas mais importantes da Art Nouveau. 
Além de pinturas para exposições, Mucha produzia cartazes, rótulos de produtos, folhetos de teatro, 
propagandas, mostrando a união total das artes aplicadas com as belas artes que o movimento sugeria. 
 
 
2- Art Déco 
 A Art Déco é um estilo que se estende das artes visuais à arquitetura e design, nascido na Europa 
por volta dos anos 1910, mas que vive seu apogeu entre os anos 1920 e 1930. A origem do nome do 
movimento veio da Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, que ocorreu em 
1925, no auge da Art Déco. 
 Seu objetivo era representar o luxo a exuberância aliados ao progresso tecnológico. Diferente de 
outros movimentos do início do século XX, a Art Déco, seu objetivo era meramente decorativo, ligado aos 
movimentos de design. A ideia era produzir obras que fossem funcionais, modernas e elegantes. 
Justamente por conta da ausência de uma filosofia que unisse e norteasse os trabalhos, muitos teóricos 
não consideram a Art Déco um movimento em si. 
Algumas de suas principais características são: 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 7 
• Inspiração no cubismo e na Art Nouveau; 
• Requeinte nos materiais decorativos; 
• Produção tanto de obras de artes visuais como de design; 
• Arquitetura geometrizada; 
• Uso do concreto (betão armado) com adornos de madeira, bronze, prata e mármore; 
• Móveis e demais objetos também produzidos de modo geometrizado (mas não abstrato); 
• Projeção internacional, sendo encontrado tanto na Europa quanto nos Estados Unidos e Brasil. 
Principais obras de arquitetura: 
 
Chrysler Building (1928) 
 
Empire State Building, Nova York (1930) 
 
Teto do Théâtre des Champs Élysées, considerado primeiro prédio 
em Art Déco 
 
Théâtre des Champs Élysées (1913) 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Vanguardas do Século XX 
 
 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULOXX 8 
 
Atlas Rockfeller Center 
 
Portas do elevador do Edifício Chrysler, de William Van Alen. 
Fonte: Wikimedia Commons 
 
Cristo Redentor, Paul Landowski 
 
Estádio do Pacaembu, São Paulo (1940) 
 
Monumento às Bandeiras, Victor Brecheret 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 9 
3 - Vanguardas Europeias 
Aqui falaremos sobre as vanguardas do século XX, movimentos artísticos que revolucionaram as 
concepções artísticas até então existentes. Uma boa definição sobre o termo vanguarda nos é dada pelo 
historiador da arte italiano Giulio Argan: 
Entende-se, com esse termo, um movimento que investe um interesse ideológico na arte, 
preparando e anunciando deliberadamente uma subversão radical da cultura e até dos 
costumes sociais, negando em bloco todo o passado e substituindo a pesquisa metódica por 
uma ousada experimentação na ordem estilística e técnica. 
 ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 310. 
Esse desejo de transformação que guiou diversos artistas nos primeiros anos do século XX em 
grande parte se explica ao esgotamento da Belle Époque, termo que define o auge do liberalismo burguês 
nas últimas décadas do século anterior. O progresso industrial vivenciado pela Europa rendeu a ampliação 
do acesso a certas inovações, tais como o cinema e a fotografia. Por outro lado, ficava claro que as 
transformações materiais renderam maiores ganhos à burguesia, o que contribuiu para o acirramento das 
tensões com a classe trabalhadora. 
A eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que para muitos países seria a última das 
guerras e de caráter breve, sepultou o otimismo no progresso científico que até então marcara o 
continente europeu. As tecnologias, que prometiam elevar a humanidade ao estágio máximo de 
desenvolvimento, se mostraram capazes de massacrar os indivíduos em um conflito mundial. 
Na Rússia, um processo revolucionário colocara em xeque a continuidade do capitalismo, legando 
aos proletários, intelectuais e artistas de todo o mundo uma alternativa de transformação social. E 
conforme a experiência russa orientava a ação de certos grupos em uma Europa destruída pela guerra, 
outros reagiram apostando em soluções autoritárias, como fascistas e nazistas. 
 Os artistas, é claro, não ficaram alheios a tudo isso. As rápidas transformações nas estruturas 
políticas, econômicas, sociais e culturais fizeram com que vários deles buscassem uma arte que refletisse 
os novos tempos, se rebelando contra os padrões vigentes. Os resultados obtidos por ele, como veremos 
a seguir, foram distintos, mas alteram para sempre o modo como o Homem se expressa artisticamente. 
Originado em Dresden, Alemanha, entre 1904 e 1905, o Expressionismo buscou se opor à arte 
impressionista e sua preocupação com as sensações de luz e cor, apresentando como enfoque os 
sentimentos humanos e questões contemporâneas da sociedade do início do século XX. 
O movimento foi iniciado por Die Brücke (A Ponte) e Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), dois grupos 
alemães de artistas que buscaram expressar uma visão crítica da civilização e dos efeitos do capitalismo. 
Para tanto, os expressionistas se utilizavam de pinceladas exageradas e agitadas, dando origem a formas 
distorcidas que eram obtidas em meio a cores fortes e discordantes1. 
Após presenciarem os horrores da Primeira Guerra Mundial, muitos artistas alemães e de outras 
partes da Europa recorreram ao expressionismo para externalizar os tempos sombrios e angustiantes 
que viviam. A seguir, vejamos alguns exemplos: 
 
 
1 HODGE, Susie. Breve História da arte. São Paulo: Gustavo Gili, 2018. p. 32. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 10 
3.1 – Expressionismo 
Originado em Dresden, Alemanha, entre 1904 e 1905, o Expressionismo buscou se opor à arte 
impressionista e sua preocupação com as sensações de luz e cor, apresentando como enfoque os 
sentimentos humanos e questões contemporâneas da sociedade do início do século XX. 
O movimento foi iniciado por Die Brücke (A Ponte) e Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), dois 
grupos alemães de artistas que buscaram expressar uma visão crítica da civilização e dos efeitos do 
capitalismo. Para tanto, os expressionistas se utilizavam de pinceladas exageradas e agitadas, dando 
origem a formas distorcidas que eram obtidas em meio a cores fortes e discordantes2. 
Após presenciarem os horrores da Primeira Guerra Mundial, muitos artistas alemães e de outras 
partes da Europa recorreram ao expressionismo para externalizar os tempos sombrios e angustiantes que 
viviam. A seguir, vejamos alguns exemplos: 
 
 
 
Cena de rua em Berlim, por Ernst Ludwing Kirchner, 1913. 
 
O grito, quadro de Edvard Munch, 1893. 
 Após se mudar para Berlim, Kirchner dedicou 
muitas de suas obras para retratar a decadente 
vida noturna da cidade. As roupas 
extravagantes e maquiagem pesada sugerem 
que as duas figuras femininas eram prostitutas, 
que passam ao lado de um homem que parece 
virar o rosto com desdém. Embora a cena seja 
claustrofóbica, os personagens parecem 
emocionalmente distantes uns dos outros. 
 Embora sua primeira versão anteceda a 
formação do movimento expressionista, O grito, 
uma das mais conhecidas cenas de desespero de 
toda a história da arte, é considerado uma das 
mais importantes obras do movimento, feita pelo 
norueguês Edvard Munch. 
 
 
 
2 HODGE, Susie. Breve História da arte. São Paulo: Gustavo Gili, 2018. p. 32. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 11 
 Além de Kirchner, os principais artistas expressionistas são: 
Edvard Munch (1863 – 1944) Paul Klee (1879 – 1940) 
Amadeo Modigliani (1884 – 
1920) 
 
 
(Morte na Sala, 1893) 
 
 
 
 
(Angelus Novus, 1920) 
 
 
(Lunia Czechowska, 1918) 
 
ATENÇÃO: às vezes você pode encontrar Van Gogh, Toulouse-Lautrec e Cézanne classificados como 
expressionistas ao invés de pós-impressionistas. Já falamos sobre eles na aula anterior. 
 
O Expressionismo no cinema 
 Cenários geometricamente irregulares. Figurinos desconcertantes. Personagens com uma 
pesada maquiagem. Contrastes em preto e branco. Estes são alguns dos elementos com os 
quais se deparou o público de O gabinete do Dr. Caligari, filme dirigido pelo alemão Robert 
Wiene que estreou em 27 de fevereiro de 1920. 
 Aterrorizante e distópico, o filme mudo conta a história de Francis e Alan, amigos que um 
dia visitam uma feira de variedades que havia chegado em seu vilarejo, no interior da 
Alemanha. Uma de suas atrações era o hipnólogo Dr. Caligari, que trazia consigo um 
sonâmbulo-vidente chamado Cesare e que há mais de 20 anos dormia, despertando apenas 
quando ordenado pelo seu senhor. 
 Em uma das apresentações de Cesare, Alan o indaga sobre quando morreria, descobrindo 
que seu fim se daria na manhã seguinte. Após a confirmação da macabra profecia, Francis 
constata que o dr. Caligari estava por trás do crime e também de outros estranhos 
acontecimentos iniciados a partir da chegada da feira. 
 O pintor Alfred Kubin foi escalado para desenvolver os trajes, cenários e a maquiagem da 
produção, o que fez de O gabinete do Dr. Caligari a primeira obra fílmica do expressionismo 
alemão. É também considerado um dos mais importantes filmes de todos os tempos, capaz 
de captar a melancolia da Europa no pós-Primeira Guerra e a propensão da Alemanha ao 
controle totalitarista, o que facilitaria a ascensão de Hitler ao poder alguns anos depois. 
 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 12 
 
 Cena do filme O Gabinete do Dr. Caligari, 1920. 
3.2 - Fauvismo 
O fauvismo foi um movimento artístico composto por um grupo de pintores inicialmenteinspirados nos pós-impressionistas. Em 1905, ao realizarem uma exposição no Salão de Outono, em Paris, 
foram chamados de “Les Fauves” (as feras) por um crítico chamado Louis Vauxcelles, em razão do uso de 
pinceladas soltas e de cores vivas e puras em suas obras, ou seja, sem criar gradações de tons ou misturá-
las. 
Além do emprego de cores intensas, escolhidas arbitrariamente e utilizadas para descrever a luz, 
o espaço e transmitir informações, os fauvistas se destacaram pela simplificação das formas das figuras, 
ou seja, não se busca uma representação realista da realidade. Isso porque a composição importava mais 
que a forma e a cor dos elementos individualmente. 
Autores como André Derain (1880-1954), Albert Marquet e Georges Rouault integraram ao 
movimento, mas seu grande nome certamente foi Henri Matisse (1869-1954), geralmente visto como 
líder do grupo. A seguir, vejamos duas obras do fauvismo, uma de Matisse, outra de Derain: 
 
A dança (1909-1910), óleo sobre tela de Henri 
Matisse. 
 A dança, de Matisse, é certamente um dos 
quadros mais famosos do fauvismo. Repare que 
a vivacidade das cores utilizadas sugere não 
haver destaque de um elemento sobre o outro; o 
céu, a terra e as figuras humanas formam um 
conjunto. Também é interessante notar que os 
braços e pernas dos dançarinos sugere a 
continuidade da ciranda, ainda que dois deles 
tenham soltado as mãos. 
 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 13 
 
Barcos em Colliure, de Andre Derain, 1905. 
 “O fauvismo foi pra nós uma prova de fogo... 
As cores se tornaram cartuchos de dinamite”, 
teria dito Derain, autor do quadro ao lado. Ele é 
resultado de uma temporada que passou em 
Collioure, pequena vila francesa de pescadores, 
onde se encontrou com Matisse para discutir 
sobre arte e pintar telas repletas de cores 
saturadas e pinceladas exuberantes. Ainda que 
influenciado pelo amigo e líder do movimento, 
Derain apresentou um estilo individual, sem 
adotar a perspectiva aérea ou cores berrantes de 
Matisse. Há quem diga que sua obra possui 
influências do pontilhismo, pois suas pinceladas 
diferem das verificadas no outro autor. 
3.3 - Cubismo 
O cubismo foi criado pelos pintores Pablo Picasso (1881-1973) e George Braque (1992-1963), 
entre 1907 e 1908. Inspirados pela produção de Cézanne, os artistas foram além ao buscar o rompimento 
com a ideia de perspectiva inaugurada pelo Renascimento, retratando o mesmo objeto visto de vários 
ângulos, mas em um mesmo plano. Para darmos um exemplo, é como se você pudesse ver um rosto de 
frente e de perfil de uma pessoa ao mesmo tempo. Vale destacar que a decomposição dos objetos fez 
com que o cubismo abandonasse por definitivo com a aparência real das coisas. 
O movimento pode ser dividido em duas fases: o cubismo analítico e o cubismo sintético. A 
primeira foi desenvolvida por Picasso e Braque entre 1908 e 1911, tendo como característica principal o 
uso de poucas cores (preto, branco, cinza e marrom) em seus objetos fragmentados. Violino e cântaro, de 
Braque, e O poeta, de Picasso são exemplos de obras desta fase. 
Como a decomposição por vezes tornava os elementos dos quadros irreconhecíveis, alguns 
autores reagiram a esta tendência com o cubismo sintético, que fez com que as figuras voltassem a ser 
identificáveis. No entanto, cabe destacar que em nenhum momento se buscou o reatamento com o 
realismo abandonado pelos pioneiros do movimento. 
 
Garrafa e peixes (1912), Georges Braque 
 
Natureza morta com “Le Jour” (1929) 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 14 
Pablo Picasso (1881-1973) 
Sendo o cubismo um dos movimentos de arte moderna mais importantes, incluindo para o 
vestibular, vale a pena dedicarmos um espaço para seu principal expoente, o pintor andaluz Pablo Picasso. 
Em Paris, no início do século XX, dedicou-se aos 
estudos da coleção de arte africana do Museu de 
Etnografia de Trocadero e a visitar uma exposição 
dedicada a Gauguin, em 1906. Foi lá, após de nove meses 
de trabalho, onde concluiu o quadro Les demoiselles 
d’Avignon, que revolucionou a história da arte. O quadro 
era consequência de sua constatação de que toda 
representação é uma reunião de elementos arbitrários 
promovida pelo artista, o que não impediria que o 
resultado adquirisse formas diferentes à observadas e 
formasse uma arte autônoma. 
Em sua cena, inspirada em um bordel da Rua 
Avignon, em Barcelona, é possível observar duas 
mulheres oferecendo seus corpos à prostituição. Elas 
miram o espectador do quadro com suas cabeças e 
orelhas deformadas, o que sugere influências 
recuperadas de esculturas ibéricas da Antiguidade. 
À esquerda se observa uma figura recém-chegada, 
identificada pelo autor como um estudante de Medicina; à direita, outras duas mulheres são apresentadas 
com corpos ainda mais deformados. A que se encontra de pé, com o rosto esverdeado, revela influências 
buscadas em esculturas da arte africana presentes nos museus europeus. A mulher sentada, com o rosto 
e olhos desalinhados, tal qual uma máscara ritualística africana, parece sugerir um giro repentino que 
surpreende o espectador. 
 
Detalhe do quadro de Picasso revela fortes influências na arte africana, na qual Picasso descobre uma liberdade maior que nas 
convenções de seu tempo. 
 
Les Demoiselles d'Avignon (1906-1907), óleo sobre tela de Pablo 
Picasso. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 15 
De um só golpe, Picasso acabou com o conceito de espaço pictórico imposto pelo 
Renascimento. Ao decompor a figura e o fundo em planos geométricos, suprimir os sentidos 
de volume e perspectiva e deformar corpos e espaço, Picasso mostrou que a arte podia ser 
dissociada da realidade, que a forma era tão importante como o conteúdo. Em consonância 
com as teorias físicas de vanguarda, a figura podia se mostrar ao mesmo tempo de frente, 
de perfil e de costas. 
FOLHA DE S. PAULO (coord.). Pablo Picasso. Barueri, SP: Editorial Sol 90, 2007. p. 56. 
 
Em 26 de abril de 1937, aviões alemães bombardearam durante três horas a cidade de Guernica, 
no norte da Espanha, o que custou a vida de 1.645 pessoas. O ataque era uma manifestação de apoio ao 
general Francisco Franco, que ameaçava a continuidade da República espanhola inaugurada seis anos 
antes. Era também um dos mais revoltantes capítulos da Guerra Civil Espanhola, conflito que se revelaria 
um prelúdio da Segunda Guerra Mundial. 
Picasso, assim como outros renomados artistas apoiadores da República, se dispuseram a 
colaborar por meio de suas obras. Em 11 de maio de 1937, dias após tomar ciência do ataque aéreo 
alemão pelos jornais, iniciou um mural sobre o episódio para ser exposto no pavilhão espanhol da 
Exposição Internacional de Paris. A preferência pelo preto e branco, segundo alguns especialistas, pode 
ter sido decorrente do impacto causado pelas fotografias vistas pelo artista. 
Guernica, nome dado à obra, apresenta poucos personagens – são seis seres humanos e três 
animais –, mas que revelam horror e perplexidade em suas expressões. Ao situá-los de maneira 
claustrofóbica na tela, em meio a objetos como uma lâmpada, mesa, chamas e uma lança estilhaçada, o 
autor transmite suas angústias para os expectadores da obra. É interessante destacar que a obra não 
apresenta nenhuma referência direta ao contexto histórico que o inspira, o que sugere uma intenção de 
torná-la universal e atemporal, um “grito na parede” contra a guerra e seu potencial destruidor. 
 
Guernica (1937), painel de Pablo Picasso. 
 
Entre 1954 e 1963, Picasso se dedicou à produção de certas releituras de grandes obras do 
passado, elaborando sua versão de As mulheres de Argel (1954), inspirada na de Delacroix, As meninas 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 16 
(1957), a partir da versão de Velázquez, e O café da manhã campestre (1961), a partir da tela de Manet 
de mesmo nome. 
 Em uma de suas versões de As meninas, feita em preto e branco, Picasso destacou a figura de 
Velásquez sobre as demais, como a valorizar o papel do pintor na obra de arte. É curioso notar que 
conforme o olhar do espectador se desloca para a direita do quadro, os elementos são representados 
cada vez mais esquemáticos. 
 
 
 
As meninas (1957), de Pablo Picasso. 
3.4. Futurismo 
 
1. Queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade. 
2. A coragem, a audácia e a revolta serão os elementos essenciais da nossa poesia. 
3. Até agora a literatura refletiu a imobilidade melancólica, o êxtase e o sono. Nós queremos 
exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, a corrida, o salto mortal, o soco e o tapa. 
4. Declaramos que o esplendor do mundo se enriqueceu de uma nova beleza: a beleza da 
velocidade. Um automóvel de corrida cuja carroceria é adornada por grandes tubulações 
como serpentes de alento explosivo… um automóvel que ruge, que parece correr acima 
da metralha, é mais belo do que a Vitória de Samotrácia. 
 
O texto acima integra os postulados do Manifesto futurista, publicado pelo italiano Filippo 
Tommaso Marinetti no jornal francês Le Figaro, em 1909. Nele estão expressos os objetivos do 
movimento futurista: destruir as convenções artísticas do passado para criar uma nova arte que se 
mostrasse alinha à tecnologia, à mecanização, à força e à energia. 
O início do século XX foi marcado pela difusão de grandes inovações técnicas, tais como o cinema, 
o avião, o automóvel, a fotografia e a luz elétrica. As rápidas transformações despertaram a atenção de 
muitos artistas, interessados em transmitir as noções de velocidade e de movimento em suas obras. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 17 
Embora tenha sido inicialmente tenha se manifestado na 
literatura, o movimento futurista também incluiu pintores, 
escultores, músicos e arquitetos. O culto às máquinas foi 
acompanhado da glorificação da guerra e da violência, 
especialmente no contexto imediatamente anterior à Primeira 
Guerra (1914-1918). 
Na Itália, o desejo de rompimento com as convenções fez 
com que o movimento futurista se mostrasse inicialmente 
anticlerical e, logo em seguida, antissocialista. Em 1919, após o fim 
da guerra, Marinetti e outros futuristas se alinharam ao Partido 
Fascista de Mussolini, que passa a ser considerado continuador dos 
postulados do movimento artístico. 
As principais características da pintura futurista são: 
• Desvalorização da tradição e apreço ao moderno; 
• Valorização do desenvolvimento industrial e das tecnologias. 
• Uso de cores vivas; 
• Sobreposição de imagens e traços 
• Criação da ilusão de movimento a partir de deformações na imagem, remetendo à velocidade. 
Os principais artistas são Giacomo Balla, Umberto Boccioni. 
 
Formas únicas de continuidade no espaço (1913), escultura de 
Umberto Boccioni. 
 
Palazzo Braschi, sede do Partido Fascista Italiano durante o 
governo de Benito Mussolini, decorado com uma escultura com o 
rosto do ditador. 
A autoria da escultura não é conhecida e foi feita por ocasião das 
eleições de 1934, como forma sutil de sugerir o voto popular. 
Voar sobre o Coliseu em espiral, por Tato 
(Guglielmo Sansoni), 1930. 
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INDO MAIS FUNDO 
 
Racionalismo Italiano 
 
A tendência que mais se ligou ao regime Fascista foi o Racionalismo. Esse estilo se 
desenvolve na Itália entre os anos 1920 e 1930. Ele contrariava, porém, as ideias do 
Futurismo. Seu objetivo era se aproximar de ideias construtivistas e das noções de 
funcionalidade na arquitetura. Dentre os pintores, Giorgio de Chirico (1888 – 1978) é 
considerado o principal, que seguia um estilo de Arte Metafísica. 
 
 
Piazza d’Italia (1913), Giorgio de Chirico 
 
Uma de suas principais características, na tentativa de valorizar a grandiosidade do 
regime, era se basear na arquitetura e ideias clássicas, mas revestindo-as de linhas mais 
retas. As obras mantém a ideia de monumentalidade, mas fazem muito uso do 
concreto armado. 
 
Palazzo della Civiltà Romana (1938), do arquiteto Giovanni Guerrini, inspirado no Coliseu. O prédio era, 
inclusive, vulgarmente chamado de Coliseu Quadrado. 
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3.5 - Dadá 
O dadá (também chamado pela crítica de dadaísmo) se iniciou em 
Zurique, Suíça, após os artistas presenciarem os horrores da Primeira Guerra 
Mundial. Ele tinha como mote ser um movimento “antiarte”, ou seja, que 
questionasse o papel dos artistas e o propósito da arte. Não por acaso, a palavra 
“Dada”, escolhida pelo poeta Tristan Tzara para nomear o grupo, significava 
“cavalinho de pau”, em francês, “sim, sim”, em russo e romeno e absolutamente 
nada em quase todas as demais línguas. 
Irreverente e provocativo, o dadaísmo rejeitava as convenções artísticas. 
A maioria dos artistas tinha afinidades com a esquerda radical, de modo que 
suas obras quase sempre apresentavam forte crítica à burguesia, classe 
culpabilizada pela guerra. 
Um dos nomes destacados do movimento foi Marcel Duchamp, 
introdutor da ideia de ready-made como objeto de arte, ou seja, pegar objetos 
industriais para dar-lhes o estatuto de objeto artístico. Suas obras mais famosas 
são Roda de Bicicleta (1913) e A Fonte (1917) – um urinol assinado que foi 
enviado de maneira provocativa para participar de um concurso de artes. 
 
Manifesto Dadá (1916) 
 Dadá é uma nova tendência da arte. Percebe-se que o é porque, sendo até agora 
desconhecido, amanhã toda a Zurique vai falar dele. Dadá vem do dicionário. É bestialmente 
simples. Em francês quer dizer "cavalo de pau". Em alemão: "Não me chateies, faz favor, 
adeus, até à próxima!" Em romeno: "Certamente, claro, tem toda a razão, assim é. Sim, 
senhor, realmente. Já tratamos disso." E assim por diante. 
 Uma palavra internacional. Apenas uma palavra e uma palavra como movimento. É 
simplesmente bestial. Ao fazer dela uma tendência da arte, é claro que vamos arranjar 
complicações. Psicologia Dadá, literatura Dadá, burguesia Dadá e vós, excelentíssimo poeta, 
que sempre poetastes com palavras, mas nunca a palavra propriamente dita. Guerra 
mundial Dadá que nunca mais acaba, revolução Dadá que nunca mais começa. Dadá, vós, 
amigos e Também poetas, queridíssimos Evangelistas. Dadá Tzara, Dadá Huelsenbeck, Dadá 
m'Dadá, Dadá mhm'Dadá, Dadá Hue, Dadá Tza [...]. 
["O meu manifesto, lido na primeira soirée Dadá pública (no Zunfthaus Waag), foi um mal 
velado desmentido dirigido aos meus amigos, que o sentiram como tal. Já alguém viu o 
primeiro manifesto de uma empresa acabada de fundar desdizer a própria empresa diante 
dos seus aderentes? Mas foi assim mesmo. Quando as coisas já se esgotaram, não consigo 
ficar preso a elas. É um dado da minha natureza; todo o esforço para me chamar à razão 
seria inútil." 
Trecho do Primeiro Manifesto Dadá, 1916. Disponível em: <http://www.uel.br/projetos/artetextos/textos/dada.htm>. 
Acesso em> 28 mar. 2020. 
Figura 1 - Roda de bicileta, de 
Marcel Duchamp, 1913. 
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http://www.uel.br/projetos/artetextos/textos/dada.htm
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3.6 - Surrealismo 
O dadaísmo e seu apreço ao ilógico rendeu a formação de outro movimento de caráter artístico e 
literário, o surrealismo. Influenciado pelas ideias desenvolvidas pelo psicanalista Sigmund Freud, 
especialmente seus escritos sobre os sonhos e o inconsciente,os surrealistas acreditavam que a criação 
não deveria refletir o pensamento racional, a moral ou padrões estéticos vigentes, mas mergulhar no 
mundo onírico dos sonhos e das alucinações. 
Na literatura, o surrealismo se manifestou com a adoção do uso livre de palavras. No cinema, o 
diretor Luis Buñel escandalizou os espectadores com Um Cão Andaluz (1928), filme que se propunha a 
reunir imagens oníricas incômodas e aleatórias, como se fossem um pesadelo. Na pintura, um dos artistas 
que mais se destacou foi Salvador Dalí (1904-1989), que trazia elementos realistas na sua obra, mas que 
vistos em conjunto, formam uma composição irreal. Isso era o que ele chamava de “fotografias de sonhos 
pintadas à mão”. Vejamos algumas de suas mais conhecidas obras: 
 
A Persistência da Memória, por Salvador Dalí, 1931. 
 No quadro A persistência da 
memória, Salvador Dalí traz uma visão 
subjetiva da ideia de temporalidade. 
Trata-se do tempo da memória, que se 
mostra diferente do tempo real nos 
relógios derretidos. 
 A paisagem retratada remete 
a um sonho, uma vez que o próprio 
pintor representa sua caricatura 
dormindo, com um relógio pousado 
sobre ela. No canto, o relógio menos 
deformado se encontra repleto de 
formigas, inseto detestado por Dali. 
 
Criança Geopolítica Assistindo ao Nascimento do Novo Homem, por Salvador 
Dalí, 1943. 
 Na obra ao lado, feita nos 
anos finais da Segunda Guerra 
Mundial, Salvador Dalí demonstrava 
sua perspectiva para o cenário mundial 
pós-guerra. O novo homem a surgir 
após o término do conflito já nasce 
adulto, musculoso e esquelético, 
fazendo sangrar a casca do ovo 
(mundo) por ele irrompida. Dalí, 
portanto, apresenta uma visão 
pessimista em relação ao futuro, que 
manteria o caráter sombrio e 
perturbador do presente. 
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4 - Construtivismo Russo 
 O Construtivismo Russo é a arte da Revolução Soviética. Diante do cenário de penúria que se 
instaura na Rússia durante a Primeira Guerra, as greves se intensificaram nos centros urbanos, 
transformando-se em uma revolução quando o Exército se recusou a combater os manifestantes. Em 15 
de março de 1917, o czar Nicolau II foi deposto pelos revolucionários, que implantaram um governo 
provisório de caráter socialista no país. 
 Após uma Guerra Civil entre grupos políticos que apoiavam o czar deposto e a Guarda do Exército 
Vermelho dos Bolcheviques, finalmente em 1921 tem início o processo de formação da União das 
Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). 
Inicialmente, sob a liderança de Vladmir Lênin, até sua morte em 1924, e posteriormente por Josef 
Stálin, a União Sobiética tem um projeto de criação daquilo que ficou conhecido como o novo homem 
soviético, que envolvia a ideia de eliminar as diferenças internas entre os povos da União Soviética a partir 
da formação de um único povo. A arte veio para auxiliar nessa missão de construir uma ideia de homem 
soviético e de fixação da ideologia. 
 
 
Operário e Mulher Kolkosiana, escultura que representa a união entre trabalhadores do campo e da cidade. 
 
 O construtivismo tinha como base o papel social do artista de participar intimamente do processo 
revolucionário. Ainda que haja controvérsias sobre a escolha do nome em si - que pode tanto indicar uma 
inclinação a priorizar a construção da obra ao invés de sua composição, quanto referir-se à sua ligação 
com aspectos tecnológicos e materiais, próximos do design - não parece ter havido, dentre os grandes 
representantes da arte russa da época, que deixasse a importância social da arte de lado. A arte deve ser 
tão funcional quanto qualquer outro objeto produzido pelo homem. 
 As principais características do construtivismo são: 
• Temas sociais, com o objetivo de organizar a vida, não de criar obras decorativas puramente. 
• Uso da escultura funcional e decorativa. 
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• Busca nas técnicas e materiais de engenharia e arquitetura para a construção de obras. 
• Atividade coletiva em detrimento da individual, ou seja, obras em lugares públicos que exaltavam 
as ideias de união. 
• Elogio às formas simples e cores puras, buscando ideias de objetividade. 
• União entre as artes visuais e as artes aplicadas, como posters e cartazes. 
 
 
Você se alistou como voluntário?, 1920, Dmitry 
Morr 
 
Modelo do monumento idealizado por Vladimir Tatlin (1920), um dos 
principais artistas construtivistas. O Monumento à III Internacional nunca 
chegou a ser realizado. 
 
 
Cabeça (1923), de Antoine Pevsner. Fonte: TATE. 
Junto com seu irmão, Naum Gabo, Pevsner foi um dos 
grandes artistas construtivistas. 
 
Alívio Circular (1925), Naum Gabo. Considerado um dos percursores da arte 
cinética, Naum, junto com seu irmão, publicam o Manifesto Realista em 1920, 
afirmando o valor da arte por si só, independente do papel que desempenha 
na sociedade. 
 
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5 - Arte na Alemanha Nazista 
 Como pudemos perceber, o início do século XX foi marcado por mudanças muito fortes nas artes. 
As inovações propostas pelas vanguardas, hoje, nos parecem algo bastante louvável. Mas isso não era um 
pensamento hegemônico entre seus contemporâneos. Não é difícil entender, assim, o que ocorrerá. 
 E além de grande inovações no campo das artes, mais um movimento convulsionava a Europa - e 
logo o mundo - nesse momento: a ascensão do Nazismo na Alemanha. Após ser derrotada na Grande 
Guerra e humilhada pelas duras condições impostas pelo Tratado de Versalhes, a Alemanha passou por 
imensas dificuldades econômicas e sociais, agravadas pela crise de 1929. 
Se aproveitando do cenário desolador do país, o líder do Partido Nazista, Adolph Hitler, angariou 
apoio de militares e monarquistas em um golpe de Estado, organizado em novembro de 1923. Contudo, 
não obteve êxito, sendo capturado e condenado à prisão por cinco anos. No cárcere, Hitler escreveu Mein 
Kempf (Minha Luta), que se tornou obra fundamental do nazismo. Nas eleições de julho de 1932, o Partido 
Nazista recebeu 37,3% dos votos, conquistando 230 cadeiras do Parlamento alemão. Diante de seu 
crescimento, o presidente nomeou Hitler chanceler do país. 
Em fevereiro de 1933, o Parlamento alemão (Reichstag) foi incendiado e Hitler culpou os 
comunistas. Com este pretexto, suspendeu direitos individuais no mês seguinte e acumulou plenos 
poderes, dando início a uma “ditadura legal” na Alemanha, chamada pelos nazistas de Terceiro Reich 
(Império). Autodenominado Führer (líder), Hitler perseguiu organizações partidárias e sindicais, expurgou 
judeus, comunistas e democratas do serviço público e criou uma Polícia Secreta (Gestapo) para se obter 
adesão irrestrita por meio do terror. Oposicionistas foram enviados para campos de concentração, onde 
eram submetidos a jornadas de trabalhos forçados. Alguns grupos minoritários, como testemunhas de 
jeová, homossexuais, eslavos, ciganos e deficientes físicos e mentais também foram enviados para esses 
espaços. 
 Hitler via na arte grega e romana a arte que não havia sido contaminada pelas influências judaicas 
na Europa. É lá, portanto, que os nazistas vão buscar inspiração. Ele próprio um artista frustrado, o Führer 
toma para si o poder de decidir o que era ou não bom na arte e na cultura, tendo como pano de fundo a 
ideia do que teria influência judaica ou não. É justamente daí que vem a ideia de arte degenerada. 
 
ARTE DEGENERADA 
Esse era o termo oficial usado pelo governo nazista para referir-se à arte moderna de toda sorte. 
As teorias raciais foram fundamentais nesse processo difamatório da arte moderna, pois o termo 
"degeneração" era emprestado da medicina usado para referir-se àqueles quenão fossem arianos. 
Dentre as ações de perseguição da dita arte degenerada havia as queimas de livros em praça 
pública, a perseguição a artistas, impedindo suas exposições em museus e acervos, além do confisco 
de seus materiais e ateliês, o exílio de artistas, e a destruição de obras de artes visuais. O governo 
também organizou a exposição intitulada "Arte Degenerada" (1937), cujo objetivo era mostrar ao 
público as mais de 500 obras confiscadas de museus na Alemanha para que este pudesse ridicularizar 
as obras. A exposição também relacionava as obras de arte moderna à obras produzidas por internos 
de hospícios, além de dispor imagens de pessoas aleijadas próximas às obras. 
Dentre os artistas considerados degenerados estavam Franz Marc, Ernst Kirchner, Lasar Segall, 
Marc Chagall, Max Ernst, Pablo Picasso, Paul Gaugain, Paul Klee, Piet Mondrian e Wassily Kandinsky, 
dentre outros nomes que acabaram sendo menos lembrados pela história. 
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Joseph Goebbels na exposição "Arte degenerada", em 1938, em Berlin. As pinturas à esquerda são de Emil Nolde. 
 
Um dos grandes idealizadores da estética nazista foi Joseph Goebbels. Ele era o Ministro da 
Propaganda de Adolf Hitler e seu ministério centralizava todos os aspectos relativos à cultura do povo 
alemão. Em um discurso famoso, reproduzido no livro 'Goebbels: a Biography', de Peter Longerich, ele 
afirma que: "A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva 
e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou 
então não será nada". 
As principais características da arte nazista são: 
• Inspiração na antiguidade clássica. 
• Uso propagandístico das obras de arte. 
• Valorização dos ideais nazistas de beleza ariana e demonstração de poder através da força. 
• Uso do cinema, principalmente a partir das produções da diretora Leni Riefenstahl. 
• Pinturas de paisagens e cenas familiares de um lado, de cenas militares de outro. Trabalhadores, 
camponeses, militares e mulheres como figuras maternas são recorrentes. 
• Uso de imagens estereotipadas de homens mulheres, inclusive nus. Não há quase produção 
atacando as minorias, apenas exaltando os alemães. 
• Esculturas monumentais, valorizando as formas físicas 
e ideais de beleza arianos. A arquitetura também era 
monumental, próxima do neoclássico e da art déco. 
• Uso do design gráfico domo recurso ideológico. A 
escolha da suástica e os significados impossíveis de 
serem dissociados dela após o nazismo mostram a 
força desse design. 
 
 
Hubert Lanziger, Hitler como porta-bandeira, 1930, óleo sobre tela. A 
imagem teve o rosto trespassado pela baioneta de um soldado 
americano e permanece sem restauro da avaria até hoje. 
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O nazismo e a manipulação de símbolos 
“O nazismo não era uma ideologia irracional; o nazismo trabalhava, mais que outras ideologias, o 
componente irracional das pessoas. E o fazia de uma forma absolutamente racional, premeditada e 
planejada, desde os desfiles, rigorosamente coreografados, os discursos de Hitler, em que uma 
iluminação colocada atrás dava a ilusão de que um sol o elevava, as bandeiras e estandartes 
colocados nas ruas dando uma aparência de festa e compondo os elementos cenográficos de um 
ritual que reforçava a comunhão nacional etc. Estes aspectos do nazismo são tão centrais na 
compreensão da adesão das pessoas quanto a análise dos seus conteúdos políticos.” 
COGGIOLA, Osvaldo et al (Org.). Segunda Guerra Mundial: Um Balanço Histórico. São Paulo: Xamã - Fflch História Usp, 1995. 501 p. 
 
Bauhaus 
A Bauhaus foi uma escola de arte alemã do início do século XX. Ela foi fundada por Walter Gropius 
em 1919, grandemente subsidiada pela República de Weimar. O principal objetivo da escola era combinar 
artes plásticas, arquitetura e artesanato. Ela também se dedicava ao design gráfico e é considerada a 
fundadora da ideia de design industrial. . A escola sofreu oposição do regime nazista, que condenava sua 
orientação modernista. Nas Américas, porém, a escola influenciou muitos artistas. 
 Um dos artistas brasileiros que maior influência sofreu da Bauhaus foi Oscar Niemayer, arquiteto 
brasileiro responsável por projetar o plano-piloto da cidade de Brasília, projetada em 1957 com forte 
estilo modernista. Falaremos desse assunto nas próximas aulas. 
 
(esq. Arquivo Bauhaus – Berlim; dir. Catedral de Brasília, de Oscar Niemayer) 
 Suas principais características eram: 
• Uso de paredes lisas brancas, com amplas janelas e coberturas planas na arquitetura. 
• Materiais como concreto, vidro, aço e tubos flexíveis. 
• Valorização da produção industrial, usando máquinas e estudando desenho de produto. 
• Uso de materiais pré-fabricados. 
• Simplificação das formas e volumes, relacionando-se sempre com artes ditas menores, as artes 
aplicadas ou artesanato. 
• Presença maior de mulheres dentre os artistas. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 26 
 
Tapeçaria de Gunta Stoelzl (1928). Gunta é uma das principais 
artistas da Bauhaus a usar tapeçaria e trabalhar pela maior 
inclusão de mulheres. 
 
Cadeira Presidente, criada por Marcel Breuer, usando aço e couro, 
buscando ergonomia. Também conhecida como Cadeira Wassily. 
 
Mesas empilháveis, de Marcel Breuer (1926) 
 
Cadeira Barcelona (1929), de Ludwig Mies van der Rohe em parceria 
com Lily Reich. Considerada percursora do mobiliário moderno. 
 
6 - Muralismo Mexicano 
A Revolução Mexicana foi um movimento iniciado para combater ao regime ditatorial de Porfírio 
Díaz e que terminou oficialmente com a promulgação da Constituição de 1917, apesar de seus efeitos 
continuarem a reverberar nas décadas seguintes. Ela inaugura a Era das Revoluções do Século XX. 
Documentada por fotógrafos e cineastas mexicanos e internacionais, a Revolução Mexicana é um 
dos momentos mais arraigados no imaginário coletivo nacional, no qual Emiliano Zapata e Pancho Villa, 
os dois principais líderes revolucionários, foram moldados como verdadeiros mitos políticos do país. 
O legado imagético da Revolução se manifesta principalmente no muralismo, movimento artístico 
iniciado na década de 1920 por Diego Rivera (1886-1957), David Alfaro Siqueiros (1896-1974) e José 
Clemente Orozco (1883-194), que ficariam conhecidos como os “Três Grandes”. 
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Cientes da elevada taxa de analfabetismo da população mexicana, os artistas tomaram como 
suporte de suas obras as paredes das ruas, edifícios públicos e outros locais de grande circulação, uma 
vez que buscavam produzir uma arte educativa, que inculcasse no imaginário popular a importância do 
trabalho braçal, a valorização da dignidade indígena, o amor à pátria e à história nacional e críticas ao 
capitalismo. 
 
Del Porfirismo a la Revolución, de Alfaro Siqueiros, 1966. 
 
Creation, de Diego Rivera (1923), na parede do Antigo Colégio 
de São Ildefonso. 
 
FRIDA KAHLO 
Uma das artistas mais populares da América Latina, influenciada pelo surrealismo, foi Frida Kahlo. 
Nascida em Coyoacán, no México, Frida passou por uma série de provações ao longo da vida. Ela 
contraiu poliomielite aos 6 anos, o que a deixou com uma sequela no seu pisar. Aos 18 anos, ela sofreu 
um acidente de ônibus que a deixou no hospital por um longo tempo. Nesse período, começou a pintar, 
principalmente produzindo autorretratos estilizados. Além dos autorretratos, suas principais 
características são o uso de cores fortes e vivas. 
Ela se casou com Diego Riveraquando tinha apenas 22 anos. O casal viveu um tempo nos Estados 
Unidos e depois voltou ao México. Sua relação era complicada, cheia de traições e separações. Ao longo 
de sua vida, Frida foi uma grande defensora dos direitos das mulheres e dos movimentos feministas. 
 
As Duas Fridas (1939) 
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7 - Modernismo Brasileiro 
 No Brasil, a aproximação das vanguardas se deu com o movimento modernista. O Modernismo no 
Brasil teve início na primeira metade do século XX, com a Semana de Arte Moderna de 1922, que ocorreu 
entre 13 e 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. E essa data não é gratuita. 
 Em 1922 comemorava-se os 100 anos da independência do Brasil. E os artistas modernistas se 
perguntavam sobre a identidade nacional. A cultura brasileira era fruto de uma sociedade colonizada, ou 
seja, estávamos sempre sob influência estrangeira. Para os modernistas, era preciso buscar uma arte 
verdadeiramente brasileira, que representasse de fato quem somos nós. 
O principal desejo dos modernistas era representar a realidade brasileira através da arte, entendendo 
o que poderia ser valorizado e representado de maneira inovadora. Além disso, era um movimento que 
envolvia artistas plásticos, músicos, poetas e outros profissionais de diferentes áreas. 
A Semana de Arte Moderna ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo e uniu diversas 
manifestações artísticas, cada uma trabalhada em um dia. Além disso, havia propostas diferentes para a 
apresentação das obras de arte: poemas eram declamados (até então, a prática era que fossem apenas 
publicados em livros); pintura e escultura dividiam espaço com maquetes de arquitetura; e música 
misturando orquestra e cantores. 
As principais características do Movimento Modernista são: 
 
 Dentre os artistas presentes na Semana de 22, encontravam-se: 
• Tarsila do Amaral (ao lado) e Anita Malfatti, pintoras, ambas próximas das vanguardas artísticas 
europeias; 
• Victor Brecheret, escultor; e 
• Heitor Villa-Lobos, músico. 
 
 
Rompimento com o 
tradicionalismo e as 
regras do fazer artístico. 
A valorização da cultura 
brasileira, com o 
objetivo de reconstruir 
as ideias coloniais.
Uso de cores fortes.
A valorização dos 
elementos do cotidiano.
Inspiração nas 
vanguardas europeias. 
Uso de uma linguagem 
popular
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Tarsila do Amaral (1886 - 1973) foi pintora e desenhista, muito influenciada pelo cubismo e pelo 
surrealismo. Seu estilo é muito marcado pelo uso de formas geométricas e cores puras - estas muitas 
vezes consideradas de mau gosto -, buscando criar uma estética que fosse tipicamente brasileira. Suas 
temáticas também são próximas do cotidiano do país: o caráter popular, tanto das personagens 
retratadas quanto das paisagens, é um dos seus traços mais marcantes. 
Junto com os escritores Mário de Andrade (1893-1945), Oswald de Andrade (1890-1954) e Menotti del 
Picchia (1892-1988), e a pintora Anita Malfatti, funda o Grupo dos Cinco, nome pelo qual ficou 
conhecido o grupo que se propunha a pensar os rumos do modernismo no Brasil. 
 
Esq. Abaporu (1928); dir. Operários (1933) 
Anita Malfatti (1889 - 1964) foi pintora, desenhista, gravadora e ilustradora. Ela é muito influenciada 
pelo expressionismo - e pós-impressionismo - após seu período na Alemanha. Suas principais 
características são o uso expressivo das cores, com alto contraste, e a o descompromisso com a 
verossimilhança clássica. Suas obras também são críticas nacionalistas, muitas vezes conjugando ideias 
regionalistas. 
Em 1917, Monteiro publicou um texto criticando a exposição de Anita Malfatti. A crítica era dura e 
ácida, dizendo que suas obras eram “arte anormal” e que eram fruto de “paranoia e mistificação”, 
comparando-a a internos de hospícios que pintavam quadros. O texto marca a o início da briga entre 
os artistas conservadores e os modernistas que viriam a produzir a Semana de Arte de 1922 anos 
depois. 
 
Esq. O Homem Amarelo (1916); dir. Tropical (1917). 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 30 
Victor Brecheret (1894 - 1955) foi escultor sua obra é marcada pelo uso de diferentes técnicas, usando 
desde mármore até terracota na construção de suas obras, além de abordar temas importantes da 
cultura nacional. Suas obras conjugam ênfase no volume geométrico, próximo do cubismo, tratamento 
sintético das formas e uma aproximação da art déco. Os rostos e corpos são dramáticos, ainda que com 
formas simples. 
 
Esq. Monumento a Duque de Caxias (1960); Dir. Escultura Mise au Tombeau (1923) 
 
CÂNDIDO PORTINARI 
Portinari nasceu numa pequena cidade Brodowski em 30 de dezembro de 1903. Ele teve uma infância 
pobre, numa fazenda de café, mas desde cedo demonstrou seu gosto pela arte. Após ganhar um 
prêmio, Portinari vai para a Europa, onde toma contato com diversos artistas e museus. Lá ele começa 
a retratar em suas telas imagens do povo brasileiro. Suas obras acabam e afastando do estilo 
acadêmico, sendo principalmente influenciado pelo cubismo e surrealismo. 
Muitas de duas obras retratam aspectos críticos sociais, denunciando as mazelas do seu país de origem. 
A pintura de tipos do Brasil é frequente também em sua obra. 
Além de pintar telas, Portinari também produziu murais, mostrando aproximação muralista. Ele se 
tornou conhecido mundialmente. 
 
Esq. Os Retirantes (1944). Dir. O Mestiço (1934) 
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8 - Exercícios 
8.1 – Exercícios 
1. (2017/Enem) 
E venham, então, os alegres incendiários de dedos carbonizados! Vamos! Ateiem fogo às 
estantes das bibliotecas! Desviem o curso dos canais, para inundar os museus! Empunhem 
as picaretas, os machados, os martelos e deitem abaixo sem piedade as cidades veneradas! 
MARINETTI, F.T. Manifesto futurista. Disponível em : www.sibila.com.br. Acesso em: 2 Ago.2012(adaptado). 
Que princípio marcante do Futurismo e comum a várias correntes artísticas e culturais das 
primeiras três décadas do século XX está destacado no texto? 
a) tradição é uma força incontornável. 
b) a arte é expressão da memória coletiva. 
c) A modernidade é a superação decisiva da história. 
d) A realidade cultural é determinada economicamente. 
e) A memória é um elemento crucial da identidade cultural. 
 
2. (2016/Enem) 
 
PICASSO, P. Les desmoiselles d’Avignon. Óleo sobre tela, 243,9 x 233,7 cm. Museu de Arte Moderna, Nova Iorque, 
1907. Disponível em: www.moma.org. Acesso em: 13 set. 2012. 
A obra Les desmoiselles d’Avignon, do pintor espanhol Pablo Picasso, é um dos marcos 
iniciais do movimento cubista. Essa obra filia-se também ao Primitivismo, uma vez que sua 
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composição recorre à manifestação cultural de um determinado grupo étnico, que se 
caracteriza por 
a) produção de máscaras ritualísticas africanas. 
b) rituais de fertilidade das comunidades celtas. 
c) festas profanas dos povos mediterrâneos. 
d) culto à nudez de populações aborígenes. 
e) danças ciganas do sul da Espanha. 
 
3. (ENEM – 2016 – 2ª APLICAÇÃO) 
 
A existência dos homens criadores modernos é muito mais condensada e mais complicada 
do que a das pessoas dos séculos precedentes. A coisa representada, por imagem, fica 
menos fixa, o objeto em si mesmo se expõe menos do que antes. Uma paisagem rasgada por 
um automóvel, ou por um trem, perde em valor descritivo, mas ganha em valor sintético. O 
homem moderno registra cem vezes mais impressões do que o artistado século XVIII. 
LEGÉR, F. Funções da pintura. São Paulo: Nobel, 1989. 
 
A vanguarda europeia, evidenciada pela obra e pelo texto, expressa os ideais e a estética do 
A) Cubismo, que questionava o uso da perspectiva por meio da fragmentação geométrica. 
B) Expressionismo alemão, que criticava a arte acadêmica, usando a deformação das figuras. 
C) Dadaísmo, que rejeitava a instituição artística, propondo a antiarte. 
D) Futurismo, que propunha uma nova estética, baseada nos valores da vida moderna. 
E) Neoplasticismo, que buscava o equilíbrio plástico, com utilização da direção horizontal e 
vertical. 
 
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4. (ENEM – 2015) 
 
O Surrealismo configurou-se como uma das vanguardas artísticas europeias do início do 
século XX. René Magritte, pintor belga, apresenta elementos dessa vanguarda em suas 
produções. 
Um traço do Surrealismo presente nessa pintura é o(a): 
A) justaposição de elementos díspares, observada na imagem do homem no espelho. 
B) crítica ao passadismo, exposta na dupla imagem do homem olhando sempre para frente. 
C) construção de perspectiva, apresentada na sobreposição de planos visuais. 
D) processo de automatismo, indicado na repetição da imagem do homem. 
E) procedimento de colagem, identificado no reflexo do livro no espelho. 
 
5. (ENEM – 2015) 
 
Máscara senufo, Mati. Madeira e fibra vegetal. Acervo do MAE/USP. 
 
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As formas plásticas nas produções africanas conduziram artistas modernos do início do 
século XX, como Pablo Picasso, a algumas proposições artísticas denominadas vanguardas. 
A máscara remete à 
A) preservação da proporção. 
B) idealização do movimento. 
C) estruturação assimétrica. 
D) sintetização das formas. 
E) valorização estética. 
 
6. (ENEM – 2015) 
 
TEXTO II 
Lucian Freud é, como ele próprio gosta de relembrar às pessoas, um biólogo. Mais 
propriamente, tem querido registrar verdades muito específicas sobre como é tomar posse 
deste determinado corpo nesta situação particular, neste específico espaço de tempo. 
SMEE, S. Freud. Köln: Taschen, 2010. 
 
Considerando a intencionalidade do artista, mencionada no Texto II, e a ruptura da arte no 
século XX com o parâmetro acadêmico, a obra apresentada trata do(a) 
A) exaltação da figura masculina. 
B) descrição precisa e idealizada da forma. 
C) arranjo simétrico e proporcional dos elementos. 
D) representação do padrão do belo contemporâneo. 
E) fidelidade à forma realista isenta do ideal de perfeição. 
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7. (ENEM – 2012 – 1ª aplicação) 
 
Picasso, P. Les Demoiselles d’Avignon. Nova York, 1907. ARGAN, G. C. Arte moderna: do Iluminismo aos movimentos 
contemporâneos. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. 
 
O quadro Les Demoiselles d’Avignon (1907), de Pablo Picasso, representa o rompimento 
com a estética clássica e a revolução da arte no início do século XX. Essa nova tendência se 
caracteriza pela 
A) pintura de modelos em planos irregulares. 
B) mulher como temática central da obra. 
C) cena representada por vários modelos. 
D) oposição entre tons claros e escuros. 
E) nudez explorada como objeto de arte. 
 
8. (ENEM – 2009 – PPL) 
 
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A gravura acima, de Carlos Scliar, que se refere à experiência da guerra na Itália em 1944, 
relaciona-se com 
A) a experiência impressionista chamada de pontilhismo. 
B) a técnica da pintura que desenvolveu um gênero original denominado cubismo sintético. 
C) a realidade do contexto de vida pop, conforme se percebe no tema e nos personagens 
que compõem a cena. 
D) a forma de representação chamada de abstração, antinaturalista, geométrica e distante 
do mundo material. 
E) O movimento expressionista, como se percebe na mensagem emocionalmente carregada 
de solidão e medo que ela transmite. 
 
9. (ENEM – 2005) 
Cândido Portinari (1903-1962), um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX, 
tratou de diferentes aspectos da nossa realidade em seus quadros. 
 
 
Sobre a temática dos “Retirantes”, Portinari também escreveu o seguinte poema: 
(....) Os retirantes vêm vindo com trouxas e embrulhos 
Vêm das terras secas e escuras; pedregulhos 
Doloridos como fagulhas de carvão aceso 
 
Corpos disformes, uns panos sujos, 
Rasgados e sem cor, dependurados 
Homens de enorme ventre bojudo 
Mulheres com trouxas caídas para o lado 
 
Pançudas, carregando ao colo um garoto 
Choramingando, remelento (....) 
(Cândido Portinari. Poemas. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1964.) 
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Das quatro obras reproduzidas, assinale aquelas que abordam a problemática que é tema 
do poema. 
A) 1 e 2 
B) 1 e 3 
C) 2 e 3 
D) 3 e 4 
E) 2 e 4 
 
10. (2002/Enem-PPL) 
Em 1937, Guernica, na Espanha, foi bombardeada sob o comando da força aérea da 
Alemanha nazista, que apoiou os franquistas durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). 
 
 
A pintura-mural de Picasso e a fotografia retratam os efeitos do bombardeio, ressaltando, 
respectivamente: 
a) Crítica social – conformismo político. 
b) Percepção individual – registro histórico. 
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c) Realismo acrítico – idealização romântica. 
d) Sofrimento humano – destruição material. 
e) Objetividade artística – subjetividade jornalística. 
 
11. (2002/Enem) 
O autor da tira utilizou os princípios de composição de um conhecido movimento artístico 
para representar a necessidade de um mesmo observador aprender a considerar, 
simultaneamente, diferentes pontos de vista. 
 
Das obras reproduzidas, todas de autoria do pintor espanhol Pablo Picasso, aquela em cuja 
composição foi adotado um procedimento semelhante é: 
 
a) b) c) 
 
 
 
 
d) e) 
 
 
 
 
 
 
 
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12. (2002/Enem) 
A leitura do poema "Descrição da guerra" em Guernica traz à lembrança o famoso quadro 
de Picasso. 
Entra pela janela 
o anjo camponês; 
com a terceira luz na mão; 
minucioso, habituado 
aos interiores de cereal, 
aos utensílios que dormem na fuligem; 
os seus olhos rurais 
não compreendem bem os símbolos 
desta colheita: hélices, 
motores furiosos; 
e estende mais o braço; planta 
no ar, como uma árvore 
a chama do candeeiro.(...) 
 (Carlos de Oliveira in ANDRADE, Eugénio. Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa. Porto: Campo das Letras, 
1999.) 
Uma análise cuidadosa do quadro permite que se identifiquem as cenas referidas nos 
trechos do poema. 
 
 
Podem ser relacionadas ao texto lido as partes: 
a) a1, a2, a3 
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b) f1, e1, d1 
c) e1, d1, c1 
d) c1, c2, c3 
e) e1, e2, e3 
 
13. (2018/UEM) 
Sobre o Surrealismo nas Artes, assinale o que for correto. 
01) Foi um movimento que atuou em diversas linguagens da Arte, como na pintura, na 
literatura, nas artes visuais, nas artes cênicas e no cinema. 
02) O Surrealismo influenciou as Artes no Brasil, e foi a partir dele que se desenvolveu o 
movimento denominado Tropicália. 
04) Salvador Dali é um dos artistas mais famosos do Surrealismo. Em suas obras não se 
encontraa lógica que se percebe na vida comum das pessoas. 
08) A narrativa do cinema surrealista ocorre de forma não linear, com cenas aparentemente 
desconexas e absurdas. É comum gerar angústia e desconforto nos espectadores. 
16) Uma das características do movimento é lidar com a espontaneidade das vontades 
inconscientes dos artistas, manifestando o universo dos sonhos na atividade criativa. 
 
14. (2018/UEM) 
 “O período da virada do século XIX para o século XX foi um momento de intensas 
transformações sociais no mundo, assinalando o fim de uma era e o começo de outra (...). 
Inúmeros avanços tecnológicos, como a invenção do automóvel, do avião, do telefone e do 
cinematógrafo, tornavam a vida da elite econômica mais confortável e agradável. Por todas 
essas razões, esse período é normalmente chamado de Belle Époque.” 
(ALVES, A; OLIVEIRA, L. F. Conexões com a História. São Paulo: Moderna, 2010, p. 540). 
 Sobre esse período nas Artes, assinale o que for correto. 
01) As transformações científicas e sociais influenciaram os artistas do Impressionismo, pois 
alteraram o modo como eles viam o mundo. 
02) As composições ao ar livre do Impressionismo buscavam capturar a paisagem efêmera 
ocasionada pela incidência solar em diversos períodos do dia. 
04) Algumas obras do Expressionismo procuraram retratar a natureza psíquica do ser 
humano, e os estudos de Sigmund Freud influenciaram alguns artistas do período. 
08) A produção de obras do Art Nouveau, movimento que envolveu principalmente os 
objetos ornamentais e a arquitetura, foi possível graças aos avanços industriais. 
16) O Barroco brasileiro teve influências dos movimentos artísticos desse período, e é 
comum encontrar exemplares da pintura impressionista nas igrejas mineiras. 
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15. (2018/UEM) 
A história da arte é um tema que fascina muitas pessoas ao redor do mundo. A música, a dança, 
o teatro e a pintura são as expressões artísticas e culturais mais conhecidas, mas existem outras 
formas de expressão cultural que às vezes não são devidamente valorizadas pela sociedade. 
Sobre arte e história, é correto afirmar que: 
01) Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito às práticas e domínios da vida social 
que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer, celebrações, formas de expressão 
cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas e em lugares, tais como mercados, feiras e santuários, 
que abrigam práticas culturais coletivas. 
02) O samba de roda nasceu no Recôncavo Baiano e se popularizou no Rio de Janeiro. É uma 
expressão artística que combina música e dança e possui relação com outras manifestações 
culturais como o candomblé, a capoeira e o maculelê. 
04) O barroco foi um estilo artístico grego que se popularizou através dos poemas épicos de 
Homero. 
08) A Commedia dell’Arte (comédia da arte) é uma forma de teatro popular que surgiu na Itália 
durante a Idade Média, desenvolveu-se no Renascimento e permanece até os dias atuais. 
16) Guernica, célebre pintura de Picasso, retrata episódio da invasão da Espanha pelas tropas 
francesas de Napoleão. 
 
16. (UNESP – 2019) 
The painting Sleep (1928) is a dreamlike representation of tropical landscape, with this major 
motif of her repetitive Figure that disappears in the background. This painting is an example 
of Tarsila’s venture into surrealism. Elements such as repetition, random association, and 
dreamlike figures are typical of surrealism that we can see as main elements of this 
composition. She was never a truly surrealist painter, but she was totally aware of 
surrealism’s legacy. 
(www.moma.org. Adaptado) 
A apresentação refere-se à pintura: 
a) 
 
b) 
 
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c) 
 
d) 
 
e) 
 
 
 
17. (2017/Unesp) 
A partir do início do século XX, na França, alguns artistas vão subverter a concepção que se 
tinha da pintura. Em vez de simplesmente representar o que era visto, eles decidem 
representar aquilo que não podia ser visto. Os rostos de perfil têm dois olhos, a natureza se 
decompõe em formas geométricas... a realidade se revela em todas as suas facetas, como 
um cubo achatado. 
(Christian Demilly. Arte em movimentos e outras correntes do século XX, 2016. Adaptado.) 
Uma obra representativa da estética à qual o texto se refere está reproduzida em: 
a) 
 
b) 
 
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c) 
 
d) 
 
 
e) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18. (UNESP – 2017) 
O quadro não se presta a uma leitura convencional, no sentido de esmiuçar os detalhes da 
composição em busca de nuances visuais. Na tela, há apenas formas brutas, essenciais, as 
quais remetem ao estado natural, primitivo. Os contornos inchados das plantas, os pés 
agigantados das figuras, o seio que atende ao inexorável apelo da gravidade: tudo é raiz. 
O embasamento que vem do fundo, do passado, daquilo que vegeta no substrato do ser. 
As cabecinhas, sem faces, servem apenas de contraponto. Estes não são seres pensantes, 
produtos da cultura e do refinamento. Tampouco são construídos; antes nascem, brotam 
como plantas, sorvendo a energia vital do sol de limão. À palheta nacionalista de verde 
planta, amarelo sol e azul e branco céu, a pintora acrescenta o ocre avermelhado de uma 
pele que mais parece argila. A mensagem é clara: essa é nossa essência brasileira – sol, terra, 
vegetação. É isto que somos, em cores vivas e sem a intervenção erudita das fórmulas 
pictóricas tradicionais. 
(Rafael Cardoso. A arte brasileira em 25 quadros, 2008. Adaptado.) 
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Tal comentário aplica-se à seguinte obra de Tarsila do Amaral (1886-1973): 
a) 
 
b) 
 
c) 
 
d) 
 
e) 
 
 
19. (2011/Unesp) 
A peça Fonte foi criada pelo francês Marcel Duchamp e apresentada em Nova Iorque em 
1917. 
 
(Fonte — obra de Marcel Duchamp, fotografada por Alfred Stieglitz.) 
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A transformação de um urinol em obra de arte representou, entre outras coisas, 
a) a alteração do sentido de um objeto do cotidiano e uma crítica às convenções artísticas 
então vigentes. 
b) a crítica à vulgarização da arte e a ironia diante das vanguardas artísticas do final do século 
XIX. 
c) o esforço de tirar a arte dos espaços públicos e a insistência de que ela só podia existir na 
intimidade. 
d) a vontade de expulsar os visitantes dos museus, associando a arte a situações 
constrangedoras. 
e) o fim da verdadeira arte, do conceito de beleza e importância social da produção artística. 
 
20. (2010/Unesp) 
 Europa já não é a liberdade e a paz, mas a violência e a guerra. Durante a ocupação alemã 
de Paris, a alguns críticos alemães que virão lhe falar de Guernica, Picasso responderá com 
amargura: Não fui eu que a fiz, fizeram-na vocês. 
(Giulio Carlo Argan. Arte moderna, 1992.) 
O comentário de Pablo Picasso, em relação à sua obra Guernica, refere-se 
a) à separação entre manifestações artísticas e realidade histórica. 
b) ao bombardeio alemão da cidade basca em apoio ao general Franco. 
c) aos massacres cometidos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. 
d) à denúncia da anexação do território espanhol pelas tropas nazistas. 
e) à aliança dos nazistas com os comunistas no início da Segunda Guerra Mundial. 
 
21. (2018/UEL) 
O Dadaísmo foi, principalmente, um movimento artístico de contestação e desencanto, 
alimentado pelo impacto da Primeira Guerra Mundial. As intenções dos artistas que 
participaramdo movimento são intensificadas em ações orientadas para provocar 
percepções das potências destrutivas e sem sentido do homem. Discorra sobre as 
características do movimento dadaísta e suas ideias de contestação. 
 
 
 
 
 
 
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22. (2015/UEL) 
Observe a imagem e leia o texto a seguir. 
 
Para Picasso: “A pintura não é feita para decorar apartamentos. É um instrumento de guerra 
para ataque e defesa contra o inimigo.” O inimigo é o homem que explora seus semelhantes 
por egoísmo e lucro. Guernica foi pintada com paixão e convicção. O artista usa símbolos 
arquetípicos (o touro, o cavalo, a figura sustentando ao alto uma luz) criando uma obra 
alegórica. 
Adaptado de: WARNCKE, C. P. W. Ingo Pablo Picasso. China Taschen, 2007. p.387-401. 
 
Com base na imagem, no texto e nos conhecimentos sobre a obra Guernica de Pablo Picasso, 
considere as afirmativas a seguir. 
I. A origem de Guernica restringe-se aos estudos que Picasso realizou das obras de Goya e 
Velásquez, não tendo qualquer relação direta com a destruição da cidade basca pelos 
bombardeios alemães. 
II. A experiência da guerra foi interpretada por Picasso por um meio de expressão imagético, 
em que, pela linguagem da pintura, o artista aborda o sofrimento humano. O acontecimento 
conduziu à criação de uma obra que se manteve presente na consciência coletiva do século 
XX. 
III. Picasso usou elementos da expressividade, através de sua própria linguagem formal, com 
motivos e esquemas pictóricos universais, difundidos por uma tradição. A composição em 
três partes baseia-se no tríptico, forma clássica do retábulo cristão. 
IV. Guernica dialoga com outra obra de Picasso, a série de águas-fortes intitulada Sonhos e 
Mentiras de Franco, em que são introduzidas figuras saídas do repertório de Guernica, que 
representam os sofrimentos das vítimas da guerra civil. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II, III são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
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23. (2008/UFPE) 
As artes, com suas vanguardas e seus desafios estatísticos, ganharam espaço históricos no 
mundo capitalista. Picasso, Van Gogh, Salvador Dali, Miró e tantos outros pertencentes a 
essas vanguardas: 
a) mantiveram as tradições culturais do Ocidente, reafirmando o valor da estética do 
classicismo. 
b) romperam com modelos acadêmicos da época, mudando as regras no mercado das artes. 
c) foram muito bem aceitos pelos críticos europeus da época, sendo exaltados pelas suas 
ousadias. 
d) conseguiram espaço imediato nos grandes museus, tendo uma aceitação popular 
indiscutível e surpreendente. 
e) renovaram a forma de fazer arte no Ocidente, mas ficaram restritos ao mundo acadêmico 
e intelectual do século XX. 
 
24. (2010/UFG) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A comparação entre as pinturas de Renoir e Picasso revela uma mudança fundamental na 
concepção artística, no início do século XX. Essa mudança pode ser identificada na 
a) ausência de perspectiva, trazendo as figuras representadas para o primeiro plano do 
quadro. 
b) desconsideração da forma, resultando em uma estética degenerada dos corpos. 
c) recusa na imitação realística das formas, instituindo a representação abstrata das figuras. 
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d) utilização do sombreamento, ampliando a percepção acerca dos detalhes pictóricos 
e) escolha temática das obras artísticas, permeadas pela emoção e pela exploração do 
universo privado. 
 
25. (Estratégia Vestibulares - 2021) 
A palavra "maxixe", cuja primeira aparição impressa data de 1880, refere-se originalmente 
a uma dança urbana de par enlaçado surgida no Rio de Janeiro na segunda metade do século 
XIX. Criado pelos habitantes da Cidade Nova, bairro popular carioca, o maxixe é inicialmente 
dançado em bailes denominados "sambas" ou "assustados", caracterizando-se pelos 
requebros sensuais dos pares que balançam os quadris. No princípio, restrito às camadas 
mais pobres da sociedade carioca, penetra os ambientes burgueses já na década de 1870, 
por meio dos clubes carnavalescos. Segundo Heitor Villa-Lobos, é num baile da sociedade Os 
Estudandes de Heidelberg que um sujeito conhecido por Maxixe (do qual deriva o nome da 
dança) baila o lundu "duma maneira nova" - provavelmente, unindo seu corpo ao de sua 
parceira, como se faz na Cidade Nova. Embora não se possa atestar a veracidade da história 
(Villa-Lobos é conhecido por inventar mitos de origem), ela traz alguns dados relevantes para 
a história do gênero: o trânsito das práticas culturais entre as diferentes camadas da 
sociedade carioca e a relação do maxixe com o lundu. 
(Disponível em < https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo13778/maxixe> Acesso em 28 fev. 2021) 
 
Sobre o maxixe, segundo o texto, pode-se afirmar que 
a) esta é uma prática de dança surgida no século XVIII no Rio de Janeiro, tendo uma origem 
notadamente popular. 
b) é a dança coreografada surge entre os bailes da sociedade carioca, que depois se 
populariza nas classes baixas. 
c) foi estudado pelo músico Villa-Lobos, que se caracteriza justamente por criar uma versão 
erudita do maxixe. 
d) é uma dança africana eu se populariza no Brasil a partir do momento em que as classes 
altas começam a aprecia-la. 
e) tem como característica fundamental a mistura entre elementos culturais de diferentes 
extratos sociais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Questões-extra 
26. (IF - 2017) 
Analise o quadro abaixo e, logo em seguida, leia o poema Ode Triunfal, para responder à 
questão. 
 
BOCCIONI, Umberto. A rua entra na casa. 1911. Óleo sobre tela, 100 X 107 cm. 
 
Ode triunfal 
À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica 
Tenho febre e escrevo. 
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, 
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos. 
 
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno! 
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! 
Em fúria fora e dentro de mim, 
Por todos os meus nervos dissecados fora, 
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto! 
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos, 
De vos ouvir demasiadamente de perto, 
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso 
De expressão de todas as minhas sensações, 
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! 
 
Em febre e olhando os motores como a uma Natureza tropical — 
Grandes trópicos humanos de ferro e fogo e força — 
Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro, 
Porque o presente é todo o passado e todo o futuro 
E há Platão e Virgílio dentro das máquinas e das luzes elétricas 
Só porque houve outrora e foram humanos Virgílio e Platão, 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 50 
E pedaços do Alexandre Magno do século talvez cinquenta, 
Átomos que hão de ir ter febre para o cérebro do Ésquilo do século cem, 
Andam por estas correias de transmissão e por estes êmbolos e por estes volantes, 
Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando, 
Fazendo-me um acesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma. 
 
Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime! 
Ser completo como uma máquina! 
Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo! 
Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto, 
Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passentoA todos os perfumes de óleos e calores e carvões 
Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável! 
PESSOA, Fernando. Poesia de Álvaro de Campos. In: GALHOZ, Maria Aliete (Org.). Fernando Pessoa: obra poética. Rio 
de Janeiro: Nova Aguilar, 1999. 
 
Em relação à leitura do quadro e do poema, marque a alternativa CORRETA. 
A) Ambos artistas expressam o desejo de criar uma linguagem adequada aos tempos 
modernos, mostrando a invasão dos espaços individuais, dos tempos da maquinaria e da 
velocidade. 
B) Ambos artistas apresentam uma visão crítica acerca da modernidade, mostrando como a 
velocidade e as máquinas podem ser prejudiciais ao ser humano no âmbito metafísico e 
existencial. 
C) Ambos artistas apresentam uma visão onírica acerca da modernidade, mostrando como 
a industrialização influenciou a vida do ser humano no início do século XX. 
D) Ambos artistas pretendem descrever as mudanças na vida do ser humano do início do 
século XX, mostrando como a falta de rimas e a falta de objetividade podem ser nocivas à 
arte 
E) Ambos artistas trazem, em suas obras, marcas do dadaísmo, evidenciando que é 
necessário refletir sobre a função dos objetos e seu significado no contexto artístico. 
 
27. (UEL - 2019) 
Algumas vanguardas artísticas europeias criadas na primeira metade do século XX foram 
manifestações artístico-literárias que criticavam uma concepção tradicional de museu, 
introduzindo uma estética marcada pela experimentação e pela subjetividade, que 
influenciaria fortemente diversas manifestações culturais em todo o mundo. 
Sobre as principais correntes vanguardistas e suas respectivas características, assinale a 
alternativa correta. 
A) O Surrealismo apresentava a exaltação da tecnologia, das máquinas, da velocidade e do 
progresso. 
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B) O Expressionismo evidenciava a decomposição e a fragmentação das formas geométricas, 
afirmando que um mesmo objeto poderia ser visto de vários ângulos. 
C) O Cubismo valorizava a subjetividade e buscava transmitir ao mundo a situação do 
homem, com seus vícios e horrores. 
D) O Futurismo defendia a criação por meio das experiências nascidas no imaginário e na 
atmosfera onírica, sem interferências da razão. 
E) O Dadaísmo surgiu como oposição à guerra e ressaltava a espontaneidade da arte pautada 
na liberdade de expressão, no absurdo e na irracionalidade. 
 
28. (UFMS - 2018) 
Leia o texto a seguir. 
 
 
[...] Coração, portal vermelho Pedra, com plumagem de ave Cobra, coral que arranha E alisa 
E é pele de sal 
Delírio ao olhar pras Cagarras 
 
Pupila, kajal tão verde Esmeralda, manchada de som Onda, dedilhar que afoga E desaba O 
meu temporal 
Arrepio ao cantar das cigarras 
 
Cabelo, silêncio da noite Negrume, cintura de raio Bicho, seu dançar me engole E desabotoa 
O meu ato fina 
Deslizo ao chorar das guitarras (E ao cantar das cigarras) Fumaça! Manchada de som 
Fumaça! 
Na pista a luz de cigarros Eu sou do tipo que também passa mal Com ciúmes do sabor da 
fumaça Que penetra sua boca Esse amor marginal 
[...] 
 
NOPORN. Fumaça. In: NOPORN. Boca. São Paulo: Tratore Distribuidora dos Independentes, 
2016. 1 CD. Faixa 3 (4’48”) 
 
A canção “Fumaça”, do duo NoPorn, composto por Liana Padilha e Luca Lauri, emprega dois 
recursos caros a duas poéticas da virada do século XIX para o século XX: primeiro, a 
aproximação de elementos distantes, criando novas realidades, por vezes oníricas, como a 
imagem de uma “pedra, com plumagem de ave”; segundo, a sinestesia, que promove o 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 52 
cruzamento de sensações, perceptível em construções como “manchada de som” e “sabor 
da fumaça”. O primeiro e o segundo recursos criativos expostos podem ser associados, 
respectivamente, ao: 
 
A) Romantismo e Realismo. 
B) Expressionismo e Impressionismo. 
C) Cubismo e Futurismo. 
D) Surrealismo e Simbolismo. 
E) Pós-modernismo e Modernismo. 
 
 
29. (UNIFESP - 2017) 
Tal vanguarda rompeu radicalmente com a ideia de arte como imitação da natureza, 
prevalecente na pintura europeia desde a Renascença. Seus principais adeptos 
abandonaram as noções tradicionais de perspectiva, tentando representar solidez e volume 
numa superfície bidimensional, sem converter pela ilusão a tela plana num espaço pictórico 
tridimensional. Múltiplos aspectos do objeto eram figurados simultaneamente; as formas 
visíveis eram analisadas e transformadas em planos geométricos, que eram recompostos 
segundo vários pontos de vista simultâneos. Tal vanguarda era e dizia ser realista, mas 
tratava-se de um realismo conceitual, e não óptico. 
(Ian Chilvers (org). Dicionário Oxford de arte, 2007. Adaptado.) 
 
Uma pintura representativa da vanguarda à qual o texto se refere está reproduzida em: 
A) B) 
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C) D) 
E) 
 
 
 
 
30. (UEM - 2011) 
As artes no mundo, a partir do final do século XIX, e no Brasil, nas primeiras décadas do 
século XX, 
passam por alterações significativas, que culminaram na produção do que atualmente é 
chamada de arte moderna. Considerando esse contexto, assinale a(s) alternativa(s) 
correta(s). 
01) O conceito estético de beleza no campo das artes é imutável no tempo; refere-se a tudo 
o que consideramos bonito ou a todo tipo de expressão artística que provoque no 
observador sensações agradáveis. 
02) O Modernismo no Brasil teve inicio com a Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal 
de São Paulo, aberta no dia 11 de fevereiro de 1922, ano do centenário da Independência 
do Brasil, por iniciativa dos artistas e intelectuais participantes que desejavam marcar a 
consciência de uma arte nacional. 
04) Com relação ao Modernismo no Brasil, pode-se dizer que foi um período de busca de 
autonomia e independência artística em relação à forte influência da clássica cultura 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 54 
europeia. Em busca de uma identidade genuinamente brasileira e influenciadas pela 
vanguarda europeia, expressões étnicas e populares acabaram sendo incorporadas à 
produção artística brasileira, como, por exemplo, nos quadros de Alfredo Volpi, que buscava 
inspiração no imaginário popular e na simplicidade do povo brasileiro, bem como em suas 
festas e crenças. 
08) Um dos expoentes da arte moderna paranaense foi o artista plástico Poty Lazarotto, 
reconhecido pelo seu trabalho em grandes painéis que, por vezes, foram incorporados como 
parte importante de obras arquitetônicas. É o caso do painel do Teatro Guaíra em Curitiba 
(PR). 
16) Nas calçadas de uma rua de Curitiba, as pinhas confeccionadas como mosaicos são, hoje, 
um dos poucos registros da produção artística regionalista denominada Paranismo. 
 
31. (UEG - 2019) 
Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão. 
 
AMARAL, Tarsila do. Abaporu (1928), Óleo sobre tela. Disponível em: https://www.historiadasartes.com/salados-
professores/abaporu-de-tarsila-do-amaral/. Acesso em: 25 jun. 2019. 
 
Aristocracia 
O conde de Lautréamont 
era tão conde quanto eu 
que sendo o nobre Drummond 
valho menos que um plebeu. 
ANDRADE, Carlos Drummond de. Farewell. 6. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 28. 
 
Em termos artísticos, a pintora Tarsila do Amaral e o poeta Carlos Drummond de Andrade 
têm em comum sua participação 
A) nas vanguardas europeias. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 55 
B) no Modernismo brasileiro. 
C) no Romantismo brasileiro. 
D) na arte experimental. 
E) no Barroco brasileiro. 
 
32. (IF SUL MG - 2017) 
Assinalea alternativa INCORRETA a respeito dos movimentos literários brasileiros abaixo. 
A) Realismo e Naturalismo são contemporâneos e não sucessivos como aconteceu na Europa 
e ambos retratam a realidade objetivamente. 
B) Romantismo é voltado para os temas nacionalistas, para a idealização do herói, no caso, 
o índio. 
C) Barroco e Arcadismo figuram na Era Colonial e caracterizam-se por ser essencialmente 
poéticos e bastante presos, ainda, ao modelo europeu. 
D) Modernismo, conhecido a partir da “Semana de Arte Moderna”, caracterizou-se por ser 
apenas um período de transposição das vanguardas europeias para o Brasil. 
 
33. (UniCEUB - 2014) 
Sobre o Modernismo brasileiro, assinale a alternativa incorreta. 
A) O Modernismo brasileiro teve como ponto culminante a Semana de Arte Moderna, 
entretanto, as ideias modernistas já rondavam o país antes da Semana de Arte Moderna de 
1922. 
B) O conhecimento das correntes de vanguarda e o desejo de concretizar uma arte brasileira 
que valorizasse o nacional e acabasse com as imitações europeias, possibilitaram o início do 
Modernismo no Brasil. 
C) A princípio, os modernistas eram contrários a tudo o que estava instituído. A Semana de 
Arte Moderna sintetizou muito bem essa característica da 1ª fase, ao apresentar 
originalidade, polêmica e deboche. 
D) Não interessava aos modernistas romper com os paradigmas (modelos) do 
tradicionalismo cultural. 
E) As artes plásticas tiveram uma participação de grande importância no Modernismo, 
contando com nomes como Anita Malfatti e Tarsila do Amaral. 
 
34. (UNB - 2015) 
 Até o final do século passado, Eduardo Kac, representante da bioarte, conduziu duas 
importantes experiências de arte transgênica, sendo a primeira delas a da coelha Alba. Kac 
aplicou ao pelo de uma coelha uma proteína verde fluorescente isolada de uma medusa da 
região noroeste do Pacífico. O animal que contém essa proteína emite luz verde brilhante 
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quando exposto à radiação ultravioleta. A coelha utilizada por Kac, originalmente 
pertencente a uma família albina (sem nenhum pigmento de cor na pele), foi geneticamente 
modificada por meio da aplicação de uma versão incrementada do gene fluorescente. Alba 
deveria ser mostrada publicamente no programa Artransgénique, do Festival Avignon 
Numérique, em junho de 2000, mas a exibição foi proibida pela direção do instituto de 
pesquisa onde a coelha foi geneticamente modificada. 
Internet: (com adaptações). 
 
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir. 
Artista da vanguarda expressionista alemã, Wassily Kandinsky optou por base espiritual na 
criação e materialização das obras de arte, realizando experiências de equivalência entre 
sons e cores. 
 a) CERTO 
 b) ERRADO 
 
35. (UNB - 2010) 
 
 
Na Europa, Oswald de Andrade conviveu com intelectuais, artistas e boêmios e, por 
intermédio deles, entrou em contato com o Manifesto Futurista, do escritor ítalo-francês 
Filippo Marinetti. Esse texto havia sido divulgado, três anos antes da chegada de Oswald à 
Europa, pelo jornal parisiense Le Figaro e ainda exercia enorme influência sobre a vanguarda 
europeia. O futurismo defendia uma arte que captasse o impacto das novas tecnologias no 
cotidiano. A velocidade do automóvel, o movimento da máquina, o ruído das engrenagens 
— tudo isso constituía a matéria que a poesia e a pintura deveriam celebrar, de maneira 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 57 
inovadora, original. As imagens na tela deveriam não mais tentar imitar a natureza, mas 
distorcê-la. As palavras estavam livres das regras de versificação. 
 No Manifesto, constavam proposições como as apresentadas a seguir. “Já não há beleza 
senão na luta. Nenhuma obra que não tenha um caráter agressivo pode ser uma obra-prima. 
A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças ignotas para obrigá-
las a prostrar-se ante o homem.” 
Internet: (com adaptações). 
 Considerando a imagem e o texto acima, julgue o item. 
O desenho impresso no manifesto é exemplo de imagem modernista, na qual fica 
evidenciada a negação de valores tradicionais da arte acadêmica. 
A) CERTO 
B) ERRADO 
 
8.2 – Gabarito 
1. C 
2. A 
3. D 
4. A 
5. D 
6. E 
7. A 
8. E 
9. C 
10. D 
11. E 
12. C 
13. 29 
14. 15 
15. 11 
16. E 
17. C 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 58 
18. A 
19. A 
20. B 
21. Resposta nos comentários 
22. E 
23. B 
24. C 
25. E 
26. A 
27. E 
28. D 
29. C 
30. 02 - 04 - 08 - 16 = 30 
31. B 
32. D 
33. D 
34. ERRADO 
35. CERTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8.3 – Exercícios comentados 
1. (2017/Enem) 
E venham, então, os alegres incendiários de dedos carbonizados! Vamos! Ateiem fogo às 
estantes das bibliotecas! Desviem o curso dos canais, para inundar os museus! Empunhem 
as picaretas, os machados, os martelos e deitem abaixo sem piedade as cidades veneradas! 
MARINETTI, F.T. Manifesto futurista. Disponível em : www.sibila.com.br. Acesso em: 2 Ago.2012(adaptado). 
Que princípio marcante do Futurismo e comum a várias correntes artísticas e culturais das 
primeiras três décadas do século XX está destacado no texto? 
a) tradição é uma força incontornável. 
b) a arte é expressão da memória coletiva. 
c) A modernidade é a superação decisiva da história. 
d) A realidade cultural é determinada economicamente. 
e) A memória é um elemento crucial da identidade cultural. 
Comentários 
- A alternativa A está incorreta, afinal o manifesto futurista apresenta um caráter iconoclasta, 
ou seja, defende a destruição das tradições. 
- As alternativas B e E estão incorretas, pois os elementos da memória são suprimidos pelo 
futurismo, vanguarda artística que se projeta para o futuro. 
- A alternativa C é a resposta. O texto acima integra os postulados do Manifesto futurista, 
publicado pelo italiano Filippo Tommaso Marinetti no jornal francês Le Figaro, em 1909. Nele 
estão expressos os objetivos do movimento futurista: destruir as convenções artísticas do 
passado para criar uma nova arte que se mostrasse alinha à tecnologia, à mecanização, à força 
e à energia. 
- A alternativa D está incorreta, uma vez que a preocupação central do futurismo é o 
desenvolvimento de uma arte que contemple as transformações técnicas. 
Gabarito: C 
2. (2016/Enem) 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 60 
 
PICASSO, P. Les desmoiselles d’Avignon. Óleo sobre tela, 243,9 x 233,7 cm. Museu de Arte Moderna, Nova Iorque, 
1907. Disponível em: www.moma.org. Acesso em: 13 set. 2012. 
A obra Les desmoiselles d’Avignon, do pintor espanhol Pablo Picasso, é um dos marcos 
iniciais do movimento cubista. Essa obra filia-se também ao Primitivismo, uma vez que sua 
composição recorre à manifestação cultural de um determinado grupo étnico, que se 
caracteriza por 
a) produção de máscaras ritualísticas africanas. 
b) rituais de fertilidade das comunidades celtas. 
c) festas profanas dos povos mediterrâneos. 
d) culto à nudez de populações aborígenes. 
e) danças ciganas do sul da Espanha. 
Comentários 
- A alternativa A é a resposta, afinal o primitivismo é uma tendência manifestada na arte 
moderna de se buscar referências nas expressões culturais de povos ditos primitivos. No caso 
da obra Les demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso, a inspiração nas máscaras africanas foi 
decorrente de se almejar a mesma autonomia artística desfrutada pelos artistas oriundos dos 
povos estudados. 
- A alternativa B está incorreta,afinal os celtas foram tribos que ocuparam a porção Oeste da 
Europa a partir do segundo milênio a.C. 
- A alternativa C está incorreta, uma vez que a influência da arte espanhola – portanto, 
Mediterrânea – se manifesta nas prostitutas que ocupam o centro da obra, que apresentam 
cabeças e orelhas similares às culturas ibéricas da Antiguidade. 
- A alternativa D está incorreta, afinal os aborígenes são nativos da Austrália. Picasso buscou 
estudar as manifestações culturais do continente africano. 
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- A alternativa E está incorreta, uma vez que as influências artísticas expressas na obra são de 
origem africana. 
Gabarito: A 
3. (ENEM – 2016 – 2ª APLICAÇÃO) 
 
A existência dos homens criadores modernos é muito mais condensada e mais complicada 
do que a das pessoas dos séculos precedentes. A coisa representada, por imagem, fica 
menos fixa, o objeto em si mesmo se expõe menos do que antes. Uma paisagem rasgada por 
um automóvel, ou por um trem, perde em valor descritivo, mas ganha em valor sintético. O 
homem moderno registra cem vezes mais impressões do que o artista do século XVIII. 
LEGÉR, F. Funções da pintura. São Paulo: Nobel, 1989. 
 
A vanguarda europeia, evidenciada pela obra e pelo texto, expressa os ideais e a estética do 
A) Cubismo, que questionava o uso da perspectiva por meio da fragmentação geométrica. 
B) Expressionismo alemão, que criticava a arte acadêmica, usando a deformação das figuras. 
C) Dadaísmo, que rejeitava a instituição artística, propondo a antiarte. 
D) Futurismo, que propunha uma nova estética, baseada nos valores da vida moderna. 
E) Neoplasticismo, que buscava o equilíbrio plástico, com utilização da direção horizontal e 
vertical. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois ainda que haja uma fragmentação geométrica na imagem, o cubismo 
não é caracterizado pela expressão da velocidade ou da tecnologia. 
A alternativa B está incorreta, pois ainda que essa seja uma descrição correta sobre o expressionismo, 
essa vanguarda não se caracteriza pela aproximação com a velocidade, rapidez ou tecnologia. 
A alternativa C está incorreta, pois o dadaísmo não propunha uma aproximação com a velocidade, mas 
com a apropriação de elementos não considerados artísticos normalmente, ressignificados como arte. 
A alternativa D está correta, pois na imagem vê-se uma representação do movimento, apontando para a 
velocidade e a aceleração. No texto se lê “Uma paisagem rasgada por um automóvel, ou por um trem”. 
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A alternativa E está incorreta, pois a imagem não expressa uma visão equilibrada visualmente, mas 
fragmentada. 
Gabarito: D 
4. (ENEM – 2015) 
 
O Surrealismo configurou-se como uma das vanguardas artísticas europeias do início do 
século XX. René Magritte, pintor belga, apresenta elementos dessa vanguarda em suas 
produções. 
Um traço do Surrealismo presente nessa pintura é o(a): 
A) justaposição de elementos díspares, observada na imagem do homem no espelho. 
B) crítica ao passadismo, exposta na dupla imagem do homem olhando sempre para frente. 
C) construção de perspectiva, apresentada na sobreposição de planos visuais. 
D) processo de automatismo, indicado na repetição da imagem do homem. 
E) procedimento de colagem, identificado no reflexo do livro no espelho. 
Comentários: 
A alternativa A está correta, pois a visão no espelho não reflete o homem à frente dele, mas repete a 
imagem exatamente na mesma posição. Assim, esses elementos não ficam em consonância com o que 
deveria ser a realidade. 
A alternativa B está incorreta, pois nessa obra não há uma crítica ao passado, já que o homem olha a si 
próprio no espelho. 
A alternativa C está incorreta, pois a perspectiva não é o traço mais característico do surrealismo – ainda 
que as suas obras frequentemente não a questionem. 
A alternativa D está incorreta, pois o surrealismo não questiona o processo de automatismo, mas busca 
criar imagens do inconsciente. 
A alternativa E está incorreta, pois a obra não apresenta traços de colagem, nem é feita a partir da 
técnica em si. 
Gabarito: A 
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5. (ENEM – 2015) 
 
Máscara senufo, Mati. Madeira e fibra vegetal. Acervo do MAE/USP. 
 
As formas plásticas nas produções africanas conduziram artistas modernos do início do 
século XX, como Pablo Picasso, a algumas proposições artísticas denominadas vanguardas. 
A máscara remete à 
A) preservação da proporção. 
B) idealização do movimento. 
C) estruturação assimétrica. 
D) sintetização das formas. 
E) valorização estética. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não há na máscara uma proporção absolutamente harmônica. 
A alternativa B está incorreta, pois o cubismo não é um movimento que busque imagens idealizadas, 
tampouco as produções africanas se enquadram nesse ideal. 
A alternativa C está incorreta, pois ainda que não seja feita por formas absolutamente idênticas, há 
simetria na distribuição dos elementos. 
A alternativa D está correta, pois a máscara mostra traços simples, reduzindo ao máximo as referências 
que não sejam necessárias para o entendimento das formas. 
A alternativa E está incorreta, pois não há aqui a valorização dos elementos estéticos, que são tratados 
de maneira menos idealizada. 
Gabarito: D 
6. (ENEM – 2015) 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 64 
 
 
TEXTO II 
Lucian Freud é, como ele próprio gosta de relembrar às pessoas, um biólogo. Mais 
propriamente, tem querido registrar verdades muito específicas sobre como é tomar posse 
deste determinado corpo nesta situação particular, neste específico espaço de tempo. 
SMEE, S. Freud. Köln: Taschen, 2010. 
 
Considerando a intencionalidade do artista, mencionada no Texto II, e a ruptura da arte no 
século XX com o parâmetro acadêmico, a obra apresentada trata do(a) 
A) exaltação da figura masculina. 
B) descrição precisa e idealizada da forma. 
C) arranjo simétrico e proporcional dos elementos. 
D) representação do padrão do belo contemporâneo. 
E) fidelidade à forma realista isenta do ideal de perfeição. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois a exaltação da figura masculina não é característica da arte do séc 
XX. Já há muitos retratos anteriores de homens ao longo da história da arte. 
A alternativa B está incorreta, pois as formas não estão idealizadas ou precisas. 
A alternativa C está incorreta, pois isso não é uma inovação do século XX. 
A alternativa D está incorreta, pois não há aqui uma busca pelo padrão de beleza, já que as formas estão 
distorcidas. 
A alternativa E está correta, pois essa obra rompe com a necessidade de representação perfeita, ideal, e 
produz uma imagem que traduz o retratado de maneira mais subjetiva. 
Gabarito: E 
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7. (ENEM – 2012 – 1ª aplicação) 
 
Picasso, P. Les Demoiselles d’Avignon. Nova York, 1907. 
ARGAN, G. C. Arte moderna: do Iluminismo aos movimentos contemporâneos. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1992. 
 
O quadro Les Demoiselles d’Avignon (1907), de Pablo Picasso, representa o rompimento 
com a estética clássica e a revolução da arte no início do século XX. Essa nova tendência se 
caracteriza pela 
A) pintura de modelos em planos irregulares. 
B) mulher como temática central da obra. 
C) cena representada por vários modelos. 
D) oposição entre tons claros e escuros. 
E) nudez explorada como objeto de arte. 
Comentários: 
A alternativa A estácorreta, pois as modelos não são representadas com proporções corretas ou com 
posições realistas. O cubismo representa as imagens de maneira fragmentada. 
A alternativa B está incorreta, pois essa não é uma tendência característica da arte do século XX. 
A alternativa C está incorreta, pois múltiplas modelos numa obra não é uma inovação do século XX. 
A alternativa D está incorreta, pois isso é um traço do barroco, não da arte do século XX. 
A alternativa E está incorreta, pois a nudez sempre foi presente nas obras de arte. 
Gabarito: A 
8. (ENEM – 2009 – PPL) 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 66 
 
A gravura acima, de Carlos Scliar, que se refere à experiência da guerra na Itália em 1944, 
relaciona-se com 
A) a experiência impressionista chamada de pontilhismo. 
B) a técnica da pintura que desenvolveu um gênero original denominado cubismo sintético. 
C) a realidade do contexto de vida pop, conforme se percebe no tema e nos personagens 
que compõem a cena. 
D) a forma de representação chamada de abstração, antinaturalista, geométrica e distante 
do mundo material. 
E) O movimento expressionista, como se percebe na mensagem emocionalmente carregada 
de solidão e medo que ela transmite. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, poiso pontilhismo consiste numa técnica de preencher os espaços com 
pequenos pontos, formando uma cor, o que não ocorre aqui. 
A alternativa B está incorreta, pois o cubismo sintético é aquele que as imagens se aproximam da 
colagem, o que não ocorre aqui. 
A alternativa C está incorreta, pois não se pode dizer que os elementos tradicionais ligados à cultura pop 
– principalmente o uso das cores e referências à sociedade de consumo – não estão presentes aqui. 
A alternativa D está incorreta, pois ainda que distorça as formas, o quadro é figurativo. Não se pode 
falar em abstração, muito menos geométrica. 
A alternativa E está correta, pois as pessoas apresentam expressões tristes e há um ar melancólico no 
quadro. As expressões também ficam evidentes pelas linhas de preenchimento das figuras, criando uma 
ilusão de vertigem. 
Gabarito: E 
9. (ENEM – 2005) 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 67 
Cândido Portinari (1903-1962), um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX, 
tratou de diferentes aspectos da nossa realidade em seus quadros. 
 
 
Sobre a temática dos “Retirantes”, Portinari também escreveu o seguinte poema: 
(....) Os retirantes vêm vindo com trouxas e embrulhos 
Vêm das terras secas e escuras; pedregulhos 
Doloridos como fagulhas de carvão aceso 
 
Corpos disformes, uns panos sujos, 
Rasgados e sem cor, dependurados 
Homens de enorme ventre bojudo 
Mulheres com trouxas caídas para o lado 
 
Pançudas, carregando ao colo um garoto 
Choramingando, remelento (....) 
(Cândido Portinari. Poemas. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1964.) 
 
Das quatro obras reproduzidas, assinale aquelas que abordam a problemática que é tema 
do poema. 
A) 1 e 2 
B) 1 e 3 
C) 2 e 3 
D) 3 e 4 
E) 2 e 4 
Comentários: 
A obra 1 não aborda o tema. O quadro retrata um festejo popular, não a situação de migração 
problematizada. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 68 
A obra 2 aborda o tema. Vê-se na imagem pessoas com corpos magros e vestes em farrapos, 
carregando trouxas, caminhando. Isso se assemelha à descrição presente no poema. 
A obra 3 aborda o tema. Assim como na imagem 3, há pessoas com corpos magros e vestes em 
farrapos, carregando trouxas, caminhando. 
A obra 4 não aborda o tema. Nessa imagem, vemos um cangaceiro sentado. O cangaceiro não pode ser 
considerado um retirante, inclusive porque não tem o movimento de saída de sua região de origem. 
Gabarito: C 
10. (2002/Enem-PPL) 
Em 1937, Guernica, na Espanha, foi bombardeada sob o comando da força aérea da 
Alemanha nazista, que apoiou os franquistas durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). 
 
 
A pintura-mural de Picasso e a fotografia retratam os efeitos do bombardeio, ressaltando, 
respectivamente: 
a) Crítica social – conformismo político. 
b) Percepção individual – registro histórico. 
c) Realismo acrítico – idealização romântica. 
d) Sofrimento humano – destruição material. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 69 
e) Objetividade artística – subjetividade jornalística. 
Comentários 
- A alternativa A está incorreta, afinal Guernica foi uma espécie de “grito na parede”, ou seja, um painel 
que expressava a indignação do autor diante do bombardeio à cidade basca de mesmo nome. 
- A alternativa B está incorreta. Embora a fotografia seja um registro histórico, a intenção inicial do 
fotógrafo é noticiar o bombardeio, e não produzir algo para a posteridade. 
- A alternativa C está incorreta, afinal o painel de Picasso apresenta uma visão crítica do bombardeio 
alemão. A fotografia, por sua vez, não busca idealizá-lo, mas captar os seus impactos nas edificações da 
cidade de Guernica. 
- A alternativa D é a resposta. Em Guernica, painel de Pablo Picasso, verifica-se a intenção de transmitir 
o horror e a perplexidade das vítimas do bombardeio, ao passo que na fotografia, a intenção principal é 
registrar a destruição material da cidade. 
- A alternativa E está incorreta, afinal todo registro fotográfico traz consigo a subjetividade do autor. 
Além disso, a obra de Picasso reflete as impressões pessoais do pintor sobre o bombardeio em 
Guernica. 
Gabarito: D 
11. (2002/Enem) 
O autor da tira utilizou os princípios de composição de um conhecido movimento artístico 
para representar a necessidade de um mesmo observador aprender a considerar, 
simultaneamente, diferentes pontos de vista. 
 
Das obras reproduzidas, todas de autoria do pintor espanhol Pablo Picasso, aquela em cuja 
composição foi adotado um procedimento semelhante é: 
 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 70 
a) b) c) 
 
 
 
 
 
 
d) e) 
 
 
 
 
 
Comentários 
 A tirinha de Calvin e Haroldo faz alusão ao cubismo, movimento artístico marcado pelo rompimento 
com a ideia de perspectiva a partir da representação de um mesmo objeto por vários ângulos, mas em 
um mesmo plano. Entre as telas dispostas nas alternativas, a única que apresenta este caráter 
decomposto é a letra E. 
Gabarito: E 
12. (2002/Enem) 
A leitura do poema "Descrição da guerra" em Guernica traz à lembrança o famoso quadro 
de Picasso. 
Entra pela janela 
o anjo camponês; 
com a terceira luz na mão; 
minucioso, habituado 
aos interiores de cereal, 
aos utensílios que dormem na fuligem; 
os seus olhos rurais 
não compreendem bem os símbolos 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 71 
desta colheita: hélices, 
motores furiosos; 
e estende mais o braço; planta 
no ar, como uma árvore 
a chama do candeeiro.(...) 
 (Carlos de Oliveira in ANDRADE, Eugénio. Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa. Porto: Campo das Letras, 
1999.) 
Uma análise cuidadosa do quadro permite que se identifiquem as cenas referidas nos 
trechos do poema. 
 
Podem ser relacionadas ao texto lido as partes: 
a) a1, a2, a3 
b) f1, e1, d1 
c) e1, d1, c1 
d) c1, c2, c3 
e) e1, e2, e3 
Comentários 
Essa é uma questão de interpretação da imagem. Na sessão e1 é possível ver o “anjo camponês” 
entrando pela janela; ao passo que na sessão d1, vê-se um braço segurando um candeeiro (lampião), 
disposto na sessão c1. Feitas essas considerações, a alternativa C éa resposta. 
Gabarito: C 
13. (2018/UEM) 
Sobre o Surrealismo nas Artes, assinale o que for correto. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 72 
01) Foi um movimento que atuou em diversas linguagens da Arte, como na pintura, na 
literatura, nas artes visuais, nas artes cênicas e no cinema. 
02) O Surrealismo influenciou as Artes no Brasil, e foi a partir dele que se desenvolveu o 
movimento denominado Tropicália. 
04) Salvador Dali é um dos artistas mais famosos do Surrealismo. Em suas obras não se 
encontra a lógica que se percebe na vida comum das pessoas. 
08) A narrativa do cinema surrealista ocorre de forma não linear, com cenas aparentemente 
desconexas e absurdas. É comum gerar angústia e desconforto nos espectadores. 
16) Uma das características do movimento é lidar com a espontaneidade das vontades 
inconscientes dos artistas, manifestando o universo dos sonhos na atividade criativa. 
Comentários 
- A primeira afirmativa está correta. O surrealismo foi um movimento que se manifestou em diversas 
formas de se expressar artisticamente, tais como a pintura, sendo Salvador Dalí um de seus principais 
expoentes, e no cinema, no qual podemos destacar a obra Um Cão Andaluz (1929). 
- A segunda afirmativa está incorreta, afinal a Tropicália, como veremos em uma aula futura, esteve 
ligada a movimentações artísticas em âmbito nacional. 
- A terceira afirmativa está correta, afinal a produção de Dalí possuía caráter onírico, que remetia ao 
mundo dos sonhos e do inconsciente. 
- A quarta afirmativa está correta. Um Cão Andaluz, película de Buñel em parceria com Dalí, é uma 
seleção de incômodas e desconexas imagens, como se fossem um pesadelo. 
- A última alternativa está correta, uma vez que os surrealistas sugerem o abandono do pensamento 
racional na composição artística, que deveria exprimir os sonhos e o inconsciente. 
Soma: 01 + 04 + 08 + 16 = 29. 
14. (2018/UEM) 
 “O período da virada do século XIX para o século XX foi um momento de intensas 
transformações sociais no mundo, assinalando o fim de uma era e o começo de outra (...). 
Inúmeros avanços tecnológicos, como a invenção do automóvel, do avião, do telefone e do 
cinematógrafo, tornavam a vida da elite econômica mais confortável e agradável. Por todas 
essas razões, esse período é normalmente chamado de Belle Époque.” 
(ALVES, A; OLIVEIRA, L. F. Conexões com a História. São Paulo: Moderna, 2010, p. 540). 
 Sobre esse período nas Artes, assinale o que for correto. 
01) As transformações científicas e sociais influenciaram os artistas do Impressionismo, pois 
alteraram o modo como eles viam o mundo. 
02) As composições ao ar livre do Impressionismo buscavam capturar a paisagem efêmera 
ocasionada pela incidência solar em diversos períodos do dia. 
04) Algumas obras do Expressionismo procuraram retratar a natureza psíquica do ser 
humano, e os estudos de Sigmund Freud influenciaram alguns artistas do período. 
08) A produção de obras do Art Nouveau, movimento que envolveu principalmente os 
objetos ornamentais e a arquitetura, foi possível graças aos avanços industriais. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 73 
16) O Barroco brasileiro teve influências dos movimentos artísticos desse período, e é 
comum encontrar exemplares da pintura impressionista nas igrejas mineiras. 
Comentários 
- A primeira afirmativa está correta. O cinematógrafo, o automóvel, a fotografia e o avião legaram ao 
continente europeu uma sensação de grande dinamismo, o que fez com os impressionistas se 
dedicassem a captura o efêmero. 
- A segunda afirmativa está correta. Para os impressionistas, suas produções deveriam captar as 
tonalidades adquiridas pelos objetos ao refletirem a luz solar em um determinado momento do dia. 
Dessa maneira, levavam em conta a inconstância das cores da natureza. 
- A terceira afirmativa está correta. Influenciados pelos estudos do psicanalista Sigmund Freud, muitos 
artistas surrealistas buscaram refletir os sonhos e outras manifestações do inconsciente. 
- A quarta afirmativa está correta, afinal a Art Nouveau, movimento artístico que surge no final do 
século XIX, buscou acompanhar as inovações da sociedade industrial. 
- A quinta afirmativa está incorreta, afinal o Barroco é uma expressão artística que surge na Europa do 
final do século XVI. 
Soma: 01 + 02 + 04 + 08 = 15. 
15. (2018/UEM) 
A história da arte é um tema que fascina muitas pessoas ao redor do mundo. A música, a dança, 
o teatro e a pintura são as expressões artísticas e culturais mais conhecidas, mas existem outras 
formas de expressão cultural que às vezes não são devidamente valorizadas pela sociedade. 
Sobre arte e história, é correto afirmar que: 
01) Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito às práticas e domínios da vida social 
que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer, celebrações, formas de expressão 
cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas e em lugares, tais como mercados, feiras e santuários, 
que abrigam práticas culturais coletivas. 
02) O samba de roda nasceu no Recôncavo Baiano e se popularizou no Rio de Janeiro. É uma 
expressão artística que combina música e dança e possui relação com outras manifestações 
culturais como o candomblé, a capoeira e o maculelê. 
04) O barroco foi um estilo artístico grego que se popularizou através dos poemas épicos de 
Homero. 
08) A Commedia dell’Arte (comédia da arte) é uma forma de teatro popular que surgiu na Itália 
durante a Idade Média, desenvolveu-se no Renascimento e permanece até os dias atuais. 
16) Guernica, célebre pintura de Picasso, retrata episódio da invasão da Espanha pelas tropas 
francesas de Napoleão. 
Comentários 
- A primeira afirmativa está correta, afinal o patrimônio cultural remete aos “modos de fazer, criar e 
fazer” de um determinado grupo, bem como suas formas de expressão e produções materiais. 
- A segunda afirmativa está correta, afinal existem estreitas conexões entre o samba, a capoeira e o 
candomblé, que misturam tradições trazidas da África pelos escravizados com elementos que florescem 
no cenário cultural brasileiro. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 74 
- A terceira afirmativa está incorreta, afinal o barroco foi um estilo artístico que surgiu na península 
itálica, no final do século XVI. 
- A quarta afirmativa está correta, afinal a commedia dell’arte é uma forma de teatro popular que surgiu 
na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, na península itálica. 
- A última afirmativa está incorreta, afinal Guernica retrata a Guerra Civil Espanhola. 
Soma: 01 + 02 + 08 = 11. 
16. (UNESP – 2019) 
The painting Sleep (1928) is a dreamlike representation of tropical landscape, with this major 
motif of her repetitive Figure that disappears in the background. This painting is an example 
of Tarsila’s venture into surrealism. Elements such as repetition, random association, and 
dreamlike figures are typical of surrealism that we can see as main elements of this 
composition. She was never a truly surrealist painter, but she was totally aware of 
surrealism’s legacy. 
(www.moma.org. Adaptado) 
A apresentação refere-se à pintura: 
a) 
 
b) 
 
c) 
 
d) 
 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 75 
e) 
 
 
Comentários: 
Questão respondida junto com a Professora Andrea Belo 
Vamos analisar juntos. Você precisa buscar informações únicas em Inglês, palavras importantes em sua 
leitura, que, conectadas ao conteúdo de língua portuguesa, levará você a encontrar a melhor opção de 
resposta. São 5 quadros, 5 obras de arte da pintora Tarsila do Amaral. A questão pede o que melhor 
representaa descrição apresentada. 
Com o método skimming, apresentado em nossa primeira aula, se percebe o assunto geral: Surrealismo 
e seus elementos, desde o primeiro parágrafo, que traz as palavras: tropical, surrealism, painter, entre 
outras. 
Com o método scanning, também ensinado na primeira aula do nosso curso de Inglês, é possível 
encontrar exatamente a resposta que procuramos pois, ao “escanear” o texto acima das imagens, há a 
palavra repetition (repetição) e, o quadro que mostra uma repetição de fato, é a letra E, com o objeto 
em cor branca se repetindo. 
Outra palavra importante para a solução dessa questão: disappears (desaparece), já que a imagem da 
letra E mostra uma imagem que se repete até desaparecer no fundo do quadro. 
E a resposta, segundo o gabarito da Unesp é exatamente essa: alternativa E. 
Você conseguiria encontrar a resposta apenas usando as técnicas skimming e scanning ao invés de 
tentar ler e traduzir todo o texto que há acima das imagens que foram apresentadas na questão. No 
decorrer das aulas, com o nosso material completo, vamos explorar muitos outros exercícios, usando as 
técnicas com outros passos, que serão apresentados a você para garantir sua facilidade no dia da prova 
e sua aprovação. 
Gabarito: E 
17. (2017/Unesp) 
A partir do início do século XX, na França, alguns artistas vão subverter a concepção que se 
tinha da pintura. Em vez de simplesmente representar o que era visto, eles decidem 
representar aquilo que não podia ser visto. Os rostos de perfil têm dois olhos, a natureza se 
decompõe em formas geométricas... a realidade se revela em todas as suas facetas, como 
um cubo achatado. 
(Christian Demilly. Arte em movimentos e outras correntes do século XX, 2016. Adaptado.) 
Uma obra representativa da estética à qual o texto se refere está reproduzida em: 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 76 
a) 
 
b) 
 
c) 
 
d) 
 
 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 77 
e) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comentários 
O texto do enunciado oferece uma descrição do cubismo, movimento inaugurado pelos pintores 
Pablo Picasso e George Braque, entre 1907 e 1908, marcado pelo rompimento pela ideia de perspectiva 
para representar o mesmo objeto de vários ângulos, em um único plano. Tendo isso em conta, a 
alternativa C é a resposta, uma vez que o quadro Mulher Sentada apresenta duas perspectivas possíveis 
de se contemplar uma face feminina em um único plano, como se a personagem estivesse decomposta. 
 - A alternativa A está incorreta, afinal apresenta uma obra de caráter onírico, marca do movimento 
surrealista. 
- A alternativa B está incorreta, afinal a obra apresenta a estética da Pop Art. 
- A alternativa D está incorreta, uma vez que se trata de uma obra dadaísta, no qual é possível destacar 
seu caráter irreverente e provocativo. 
- A alternativa E está incorreta, pois a tela de Matisse integra o fauvismo, vanguarda artística marcada 
pelo uso de cores vivas e puras. 
Gabarito: C 
18. (UNESP – 2017) 
O quadro não se presta a uma leitura convencional, no sentido de esmiuçar os detalhes da 
composição em busca de nuances visuais. Na tela, há apenas formas brutas, essenciais, as 
quais remetem ao estado natural, primitivo. Os contornos inchados das plantas, os pés 
agigantados das figuras, o seio que atende ao inexorável apelo da gravidade: tudo é raiz. 
O embasamento que vem do fundo, do passado, daquilo que vegeta no substrato do ser. 
As cabecinhas, sem faces, servem apenas de contraponto. Estes não são seres pensantes, 
produtos da cultura e do refinamento. Tampouco são construídos; antes nascem, brotam 
como plantas, sorvendo a energia vital do sol de limão. À palheta nacionalista de verde 
planta, amarelo sol e azul e branco céu, a pintora acrescenta o ocre avermelhado de uma 
pele que mais parece argila. A mensagem é clara: essa é nossa essência brasileira – sol, terra, 
vegetação. É isto que somos, em cores vivas e sem a intervenção erudita das fórmulas 
pictóricas tradicionais. 
(Rafael Cardoso. A arte brasileira em 25 quadros, 2008. Adaptado.) 
 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 78 
Tal comentário aplica-se à seguinte obra de Tarsila do Amaral (1886-1973): 
a) 
 
b) 
 
c) 
 
d) 
 
e) 
 
 
Comentários: O quadro a que o enunciado se refere possui as seguintes características: 
➢ formas brutas, essenciais, remetendo ao estado natural, primitivo; 
➢ plantas de contornos inchados; 
➢ pés agigantados e seio caído (apelo da gravidade); 
➢ cabecinhas sem faces; 
➢ seres não construídos, mas sim naturais; e 
➢ palheta de cores em verde, amarelo, azul e branco, além de um ocre avermelhado na pele. 
O único quadro que se adequa a essa descrição é o Antropofagia. A pintura mostra duas figuras de 
cabeças pequenas e pés gigantes, além de uma figura com o seio grande e caído. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 79 
Além disso, há grandes plantas atrás das personagens, obedecendo os tons de cores descritos do 
enunciado como brasileiros, nacionais (o verde, o amarelo, o azul e o branco). O tom da pele das 
personagens obedece ao ocre do enunciado. 
Assim a alternativa correta é alternativa A. 
Gabarito: A 
19. (2011/Unesp) 
A peça Fonte foi criada pelo francês Marcel Duchamp e apresentada em Nova Iorque em 
1917. 
 
(Fonte — obra de Marcel Duchamp, fotografada por Alfred Stieglitz.) 
A transformação de um urinol em obra de arte representou, entre outras coisas, 
a) a alteração do sentido de um objeto do cotidiano e uma crítica às convenções artísticas 
então vigentes. 
b) a crítica à vulgarização da arte e a ironia diante das vanguardas artísticas do final do século 
XIX. 
c) o esforço de tirar a arte dos espaços públicos e a insistência de que ela só podia existir na 
intimidade. 
d) a vontade de expulsar os visitantes dos museus, associando a arte a situações 
constrangedoras. 
e) o fim da verdadeira arte, do conceito de beleza e importância social da produção artística. 
Comentários 
Marcel Duchamp, autor da obra acima, foi o introdutor da ideia de ready-made como objeto de 
arte, ou seja, pegar objetos industriais para dar-lhes o estatuto de objeto artístico. Dito isso, a 
alternativa A é a resposta. 
- A alternativa B está incorreta, afinal o dadaísmo, movimento ao qual pertence o autor da obra, era 
uma das vanguardas da primeira metade do século XX. 
- A alternativa C está incorreta, afinal trata-se de uma obra criada para um concurso de arte. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 80 
- A alternativa D está incorreta, uma vez que não era uma crítica ao espaço museológico, mas aos 
padrões artísticos vigentes. 
- A alternativa E está incorreta, uma vez que a ideia de arte associada à beleza já havia sido abandonada 
anteriormente. 
Gabarito: A 
20. (2010/Unesp) 
 Europa já não é a liberdade e a paz, mas a violência e a guerra. Durante a ocupação alemã 
de Paris, a alguns críticos alemães que virão lhe falar de Guernica, Picasso responderá com 
amargura: Não fui eu que a fiz, fizeram-na vocês. 
(Giulio Carlo Argan. Arte moderna, 1992.) 
O comentário de Pablo Picasso, em relação à sua obra Guernica, refere-se 
a) à separação entre manifestações artísticas e realidade histórica. 
b) ao bombardeio alemão da cidade basca em apoio ao general Franco. 
c) aos massacres cometidos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. 
d) à denúncia da anexação do território espanhol pelas tropas nazistas. 
e) à aliança dos nazistas com os comunistas no início da Segunda Guerra Mundial. 
Comentários 
- A alternativaA está incorreta, afinal trata-se uma obra que representa um importante fato histórico, a 
guerra civil espanhola. 
- A alternativa B está correta. O bombardeio alemão em Guernica foi um dos episódios mais aterradores 
da Guerra Civil Espanhola, resultado do apoio do regime nazista ao general Francisco Franco, líder dos 
fascistas na Espanha e inimigo do regime republicano instaurado anos antes. 
- A alternativa C está incorreta, afinal a Guerra Civil Espanhola serviu como um “interlúdio” da Segunda 
Guerra para os nazistas. 
- A alternativa D está incorreta, uma vez que a Espanha se manteve neutra na Segunda Guerra e não 
sofreu com a expansão territorial dos nazistas. 
- A alternativa E está incorreta, uma vez que o diálogo remete a um período em que os franquistas, com 
o apoio dos nazistas, buscaram reprimir comunistas e republicanos da Espanha. 
Gabarito: B 
21. (2018/UEL) 
O Dadaísmo foi, principalmente, um movimento artístico de contestação e desencanto, 
alimentado pelo impacto da Primeira Guerra Mundial. As intenções dos artistas que 
participaram do movimento são intensificadas em ações orientadas para provocar 
percepções das potências destrutivas e sem sentido do homem. Discorra sobre as 
características do movimento dadaísta e suas ideias de contestação. 
Comentários 
O movimento dadaísta surgiu na cidade suíça de Zurique, e, 1916, como reação aos efeitos da 
Primeira Guerra Mundial no continente. Ele tinha como mote ser um movimento “antiarte”, ou seja, 
que questionasse o papel dos artistas e o propósito da arte. Não por acaso, a palavra “Dada”, 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 81 
escolhida pelo poeta Tristan Tzara para nomear o grupo, significava “cavalinho de pau”, em francês, 
“sim, sim”, em russo e romeno e absolutamente nada em quase todas as demais línguas. De modo 
irreverente e criativo, o dadaísmo rejeitava as convenções artísticas. A maioria dos artistas tinha 
afinidades com a esquerda radical, de modo que suas obras quase sempre apresentavam forte crítica 
à burguesia, classe culpabilizada pela guerra. 
 
22. (2015/UEL) 
Observe a imagem e leia o texto a seguir. 
 
Para Picasso: “A pintura não é feita para decorar apartamentos. É um instrumento de guerra 
para ataque e defesa contra o inimigo.” O inimigo é o homem que explora seus semelhantes 
por egoísmo e lucro. Guernica foi pintada com paixão e convicção. O artista usa símbolos 
arquetípicos (o touro, o cavalo, a figura sustentando ao alto uma luz) criando uma obra 
alegórica. 
Adaptado de: WARNCKE, C. P. W. Ingo Pablo Picasso. China Taschen, 2007. p.387-401. 
Com base na imagem, no texto e nos conhecimentos sobre a obra Guernica de Pablo Picasso, 
considere as afirmativas a seguir. 
I. A origem de Guernica restringe-se aos estudos que Picasso realizou das obras de Goya e 
Velásquez, não tendo qualquer relação direta com a destruição da cidade basca pelos 
bombardeios alemães. 
II. A experiência da guerra foi interpretada por Picasso por um meio de expressão imagético, 
em que, pela linguagem da pintura, o artista aborda o sofrimento humano. O acontecimento 
conduziu à criação de uma obra que se manteve presente na consciência coletiva do século 
XX. 
III. Picasso usou elementos da expressividade, através de sua própria linguagem formal, com 
motivos e esquemas pictóricos universais, difundidos por uma tradição. A composição em 
três partes baseia-se no tríptico, forma clássica do retábulo cristão. 
IV. Guernica dialoga com outra obra de Picasso, a série de águas-fortes intitulada Sonhos e 
Mentiras de Franco, em que são introduzidas figuras saídas do repertório de Guernica, que 
representam os sofrimentos das vítimas da guerra civil. 
Assinale a alternativa correta. 
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 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 82 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II, III são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
Comentários 
- A afirmativa I está incorreta, afinal Picasso se inspirou em fotografias da cidade de Guernica após o 
bombardeio para compor sua visão subjetiva do evento. 
- A afirmativa II está correta. Através de suas figuras humanas e animalescas, Picasso buscou captar o 
sofrimento causado pelas guerras, o que torna Guernica uma obra crítica e atemporal. 
- A afirmativa III está correta, afinal o autor se utilizou de símbolos existentes na linguagem formal, mas 
expressos como representações não-verbais. 
- A afirmativa IV está correta, pois conforme vimos em nossa aula, Pablo Picasso foi um dos muitos 
artistas que se comprometeu com a defesa da República Espanhola por meio de suas obras, 
questionando as movimentações políticas do general Franco. 
Estando corretas as afirmativas II e IV, a alternativa 
Gabarito: E 
23. (2008/UFPE) 
As artes, com suas vanguardas e seus desafios estatísticos, ganharam espaço históricos no 
mundo capitalista. Picasso, Van Gogh, Salvador Dali, Miró e tantos outros pertencentes a 
essas vanguardas: 
a) mantiveram as tradições culturais do Ocidente, reafirmando o valor da estética do 
classicismo. 
b) romperam com modelos acadêmicos da época, mudando as regras no mercado das artes. 
c) foram muito bem aceitos pelos críticos europeus da época, sendo exaltados pelas suas 
ousadias. 
d) conseguiram espaço imediato nos grandes museus, tendo uma aceitação popular 
indiscutível e surpreendente. 
e) renovaram a forma de fazer arte no Ocidente, mas ficaram restritos ao mundo acadêmico 
e intelectual do século XX. 
Comentários 
Conforme vimos em nossa aula, o termo vanguarda remete a um movimento que busca subverter 
radicalmente a cultura e até os costumes sociais, a partir das experimentações na ordem artística e 
técnica, em detrimento das convenções pré-existentes. Dito isso, a alternativa B é a resposta. 
- A alternativa A está incorreta, afinal as concepções artísticas da Antiguidade Clássica também foram 
rompidas pelos vanguardistas. 
- As alternativas C e D estão incorretas, uma vez que muitas obras e movimentos culturais enfrentaram 
resistências do público e da crítica especializada. 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Vanguardas do Século XX 
 
 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 83 
- A alternativa E está incorreta. As inovações promovidas pelas vanguardas artísticas do início do século 
XX, em sua grande maioria, se deram foram dos círculos acadêmicos, afinal eram locais onde se 
conservavam os padrões artísticos que buscavam romper. 
Gabarito: B 
24. (2010/UFG) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A comparação entre as pinturas de Renoir e Picasso 
revela uma mudança fundamental na concepção 
artística, no início do século XX. Essa mudança pode ser identificada na 
a) ausência de perspectiva, trazendo as figuras representadas para o primeiro plano do 
quadro. 
b) desconsideração da forma, resultando em uma estética degenerada dos corpos. 
c) recusa na imitação realística das formas, instituindo a representação abstrata das figuras. 
d) utilização do sombreamento, ampliando a percepção acerca dos detalhes pictóricos 
e) escolha temática das obras artísticas, permeadas pela emoção e pela exploração do 
universo privado. 
Comentários 
- A alternativa A está incorreta, uma vez que nem todos os elementos se encontram em primeiro plano 
da obra. 
- A alternativa B está incorreta, pois o termo “estética degenerada” faz um juízo de valor sobre a obra, 
depreciando-a. Esse tipo de descrição era comum na Alemanha nazista, que buscou combater a 
liberdade artística para implantar uma arte que propagandeasse seus valores. 
- A alternativa C é a resposta. Picasso mostrou que a arte poderia romper com a realidade e a 
necessidade de representar os objetos de maneirarealista. 
- A alternativa D está incorreta, afinal Picasso não se utilizada da técnica de sombreamento para pintar 
Les Demoiselles d’Avignon. Isso se verifica quando a comparamos com a obra Mona Lisa, de Da Vinci, 
que se utiliza dessa técnica para obter as sombras do rosto. 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Vanguardas do Século XX 
 
 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 84 
Gabarito: C 
25. (Estratégia Vestibulares - 2021) 
A palavra "maxixe", cuja primeira aparição impressa data de 1880, refere-se originalmente 
a uma dança urbana de par enlaçado surgida no Rio de Janeiro na segunda metade do século 
XIX. Criado pelos habitantes da Cidade Nova, bairro popular carioca, o maxixe é inicialmente 
dançado em bailes denominados "sambas" ou "assustados", caracterizando-se pelos 
requebros sensuais dos pares que balançam os quadris. No princípio, restrito às camadas 
mais pobres da sociedade carioca, penetra os ambientes burgueses já na década de 1870, 
por meio dos clubes carnavalescos. Segundo Heitor Villa-Lobos, é num baile da sociedade Os 
Estudandes de Heidelberg que um sujeito conhecido por Maxixe (do qual deriva o nome da 
dança) baila o lundu "duma maneira nova" - provavelmente, unindo seu corpo ao de sua 
parceira, como se faz na Cidade Nova. Embora não se possa atestar a veracidade da história 
(Villa-Lobos é conhecido por inventar mitos de origem), ela traz alguns dados relevantes para 
a história do gênero: o trânsito das práticas culturais entre as diferentes camadas da 
sociedade carioca e a relação do maxixe com o lundu. 
(Disponível em < https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo13778/maxixe> Acesso em 28 fev. 2021) 
 
Sobre o maxixe, segundo o texto, pode-se afirmar que 
a) esta é uma prática de dança surgida no século XVIII no Rio de Janeiro, tendo uma origem 
notadamente popular. 
b) é a dança coreografada surge entre os bailes da sociedade carioca, que depois se 
populariza nas classes baixas. 
c) foi estudado pelo músico Villa-Lobos, que se caracteriza justamente por criar uma versão 
erudita do maxixe. 
d) é uma dança africana eu se populariza no Brasil a partir do momento em que as classes 
altas começam a aprecia-la. 
e) tem como característica fundamental a mistura entre elementos culturais de diferentes 
extratos sociais. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o texto aponta que o maxixe surge na segunda metade do século XIX, 
não no século XVIII. 
A alternativa B está incorreta, pois a dança não é dita ser coreografada e o movimento é o contrário: nasce 
nas classes populares e se torna depois popular entre as classes mais altas. 
A alternativa C está incorreta, pois Villa-Lobos se caracteriza sua mistura de ritmos populares e eruditos, 
além de outros sons inusitados, como cantos de pássaros. O maxixe não é sua única nem maior inspiração. 
A alternativa D está incorreta, pois a dança é de origem brasileira, ainda que se afirme que o lundu pode 
ser uma das referências para o maxixe. 
A alternativa E está correta, pois o texto aponta que o maxixe se caracteriza pelo "trânsito das práticas 
culturais entre as diferentes camadas da sociedade carioca e a relação do maxixe com o lundu" 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Vanguardas do Século XX 
 
 AULA 06 – VANGUARDAS DO SÉCULO XX 85 
Gabarito: E 
Considerações finais 
Qualquer dúvida estou à disposição no fórum ou redes sociais! 
Prof.ª Celina Gil 
 
/professora.celina.gil Professora Celina Gil @professoracelinagil 
 
 
Versão Data Modificações 
1 10/07/2021 Primeira versão do texto. 
 
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