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Aula 9 – Formação dos Estados Modernos, Absolutismo e Mercantilismo 
 
 
 
 
 
99 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 
Thomas Hobbes, um dos principais ideólogos políticos do século XVII, defendia entre outros princípios 
o de que: 
a) ao rei é lícito governar despoticamente, em virtude do poder que recebeu do povo; 
b) ao parlamento cabe limitar a ação do monarca, pois os governantes estão submetidos à lei dos 
homens; 
c) ao povo cabe o direito de rebelião sempre que os governantes se mostrarem absolutistas; 
d) ao Estado cabe garantir a liberdade de seus súditos, a fim de que haja ordem e segurança; 
e) ao governante cumpre submeter-se à lei natural, de origem divina, que limita a sua ação 
governamental. 
 
Questão 02 
Constituem-se em características da política econômica mercantilista: 
I – ausência de interferência do Estado no setor econômico; 
II – empenho em acumular moedas e metais preciosos no território nacional; 
III – manutenção de uma balança comercial favorável; 
IV – combate ao monopólio e ao protecionismo comercial. 
 
Pode-se afirmar que: 
a) todas as proposições são verdadeiras; 
b) apenas as proposições I e II são verdadeiras; 
c) apenas as proposições II e III são verdadeiras; 
d) apenas as proposições I e III são verdadeiras; 
e) apenas as proposições II e IV são verdadeiras; 
 
Questão 03 
Sobre os diversos modelos mercantilistas adotados pelos países europeus, considere as proposições 
abaixo: 
I - O mercantilismo espanhol (bulionismo), enfatizou de modo decisivo a acumulação de metais 
preciosos. 
II – O mercantilismo holandês, conhecido com o nome de colbertismo, desenvolveu-se através dos 
Atos de Navegação. 
III – O mercantilismo francês, também denominado de industrialismo, caracterizou-se pelo estímulo à 
produção de manufaturas de alto luxo. 
 
Pode-se afirmar corretamente que: 
a) todas as proposições são verdadeiras; 
b) apenas as proposições I e II são verdadeiras; 
c) apenas as proposições I e III são verdadeiras; 
d) apenas a proposição I é verdadeira; 
e) apenas a proposição II é verdadeira. 
 
Questão 04 
“Quando não há possibilidades de alterar o curso das ações dos homens e, sobretudo, dos príncipes, 
procura-se distinguir sempre o fim a que eles tendem. Busque, pois, um Príncipe, triunfar das 
dificuldades e manter o Estado, que os meios para isso nunca deixarão de ser considerados honrosos, 
e todos os aplaudirão. Na verdade, o vulgo sempre se deixa reduzir pelas aparências e pelos 
resultados.” 
(MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Rio de Janeiro: Vechio, 1949, p. 109.) 
 
Segundo o texto citado, era proposta de Maquiavel em relação à forma de governo: 
a) o rei exercer o poder absoluto, não em nome de Deus, mas de acordo com os interesses e a 
conservação da paz; 
b) o governante utilizar quaisquer meios para manter o poder, a ordem interna e a segurança; 
c) uma sociedade civil surgiu no instante em que os homens delegam plenos poderes aos 
governantes; 
d) a autoridade do Príncipe emana de Deus e a obrigação do povo em obedecer de forma passiva; 
e) a autoridade do governante ser sagrada e absoluta porque é proveniente de Deus. 
Anotações 
 
 
 
 
 
 100 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
Questão 05 
O mercantilismo pode ser considerado como um conjunto de medidas econômicas adotadas por vários 
países da Europa, entre os séculos XV e XVII, e que apresentou como principais pressupostos as 
seguintes ideias: 
I – A abundância de ouro e prata é a condição de riqueza de um país. 
II – O saldo favorável da balança comercial é essencial para o acúmulo de riquezas da nação. 
III – Todo o comércio colonial deve ser monopolizado pela metrópole. 
 
Analisando as proposições acima, pode-se afirmar que: 
a) todas as proposições são verdadeiras; 
b) apenas as proposições I e II são verdadeiras; 
c) apenas as proposições II e III são verdadeiras; 
d) apenas a proposição I é verdadeira; 
e) apenas a proposição III é verdadeira. 
 
Questão 06 
O processo de colonização portuguesa sobre o Brasil tem como um de seus pressupostos básicos a 
manutenção do PACTO COLONIAL, que regula as relações entre Colônia e Metrópole. Este pacto 
pode ser definido como um: 
a) acordo celebrado entre os portugueses recém chegados ao Brasil e os nativos, com o objetivo de 
viabilizar a exploração de pau-brasil e a utilização da mão-de obra indígena para a realização desse 
trabalho. 
b) acordo feito entre os proprietários de terras na colônia, os Governadores Gerais e o rei de Portugal, 
com o objetivo de evitar a concorrência econômica entre metrópole e colônia, definindo-se os bens 
que cada parte produziria. 
c) instrumento de dominação e de imposição religiosa, muito utilizado pelos jesuítas em sua missão de 
evangelização e de conversão dos indígenas ao catolicismo, o que veio a facilitar a criação das 
Reduções, como a de São Miguel Arcanjo, no Rio Grande do Sul. 
d) instrumento de dominação política e econômica exercida pela metrópole, que se caracterizava pelo 
monopólio do comércio colonial e pela complementaridade da produção colonial em relação à 
metrópole, sendo proibida a criação de manufaturas na região colonizada. 
e) acordo celebrado entre Portugal, Espanha e suas respectivas colônias, a fim de se evitarem os 
conflitos territoriais e de se garantir uma maior produtividade das regiões exploradas, evitando-se a 
concorrência entre elas, que deveriam produzir bens complementares entre si. 
 
Questão 07 
 
 
Charge anônima. BURKE, P. A fabricação do rei. Rio de Janeiro: Zahar, 1994. 
 
Na França, o rei Luís XIV teve sua imagem fabricada por um conjunto de estratégias que visavam 
sedimentar uma determinada noção de soberania. Neste sentido, a charge apresentada demonstra 
 
a) a humanidade do rei, pois retrata um homem comum, sem os adornos próprios à vestimenta real. 
b) a unidade entre o público e o privado, pois a figura do rei com a vestimenta real representa o 
público e sem a vestimenta real, o privado. 
c) o vínculo entre monarquia e povo, pois leva ao conhecimento do público a figura de um rei 
despretensioso e distante do poder político 
d) o gosto estético refinado do rei, pois evidencia a elegância dos trajes reais em relação aos de outros 
membros da corte. 
e) a importância da vestimenta para a constituição simbólica do rei, pois o corpo político adornado 
esconde os defeitos do corpo pessoal. 
Anotações 
 
Aula 9 – Formação dos Estados Modernos, Absolutismo e Mercantilismo 
 
 
 
 
 
101 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Questão 08 
Do mesmo modo que o poder, assim também a honra do soberano deve ser maior do que a de qualquer 
um, ou a de todos os seus súditos. Tal como na presença do senhor os servos são iguais, assim também o 
são os súditos na presença do soberano. E, embora alguns tenham mais brilho, e outros menos, quando 
não estão em sua presença, perante ele não brilham mais do que as estrelas na presença do sol. 
HOBBES, Thomas. Leviatã. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 112. (adaptado) 
 
O ato que institui o Governo não é, de modo algum um, contrato, mas uma lei; os depositários do Poder 
Executivo não são absolutamente os senhores do povo, mas seus funcionários; e o povo pode nomeá-los 
ou destituí-los quando lhe aprouver. Fazem senão desempenhar seu dever de cidadãos, sem ter, de modo 
algum, o direito de discutir as condições. 
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do Contrato Social. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991, p. 113. (adaptado) 
 
A partir da análise dos excertos, infere-se que 
a) apresentam visões opostas, uma vez que o primeiro defende a concentração de poderes nas mãos do 
governante e o segundo, a participação popular na organização do poder. 
b) expressam uma mesma visão em relação ao processo de organização dasestruturas do poder político, já 
que ambos defendem a participação popular. 
c) o primeiro texto exalta a participação popular na escolha do governante, enquanto o segundo atribui à 
vontade divina o direito de algumas pessoas possuírem o poder. 
d) complementam-se, já que o primeiro trata do início da formação das chamadas Monarquias Modernas e o 
segundo, da concretização de suas estruturas. 
e) defendem uma mesma teoria em relação ao poder político: a participação popular deve ser restrita para 
evitar a deposição de governantes por meio de revoltas. 
 
 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 102 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
Questão 01 
O traço fundamental do Absolutismo está em que o monarca não 
se sujeita a qualquer tipo de limitação, pois dele emana todo o 
poder, inclusive o de promulgar o ordenamento jurídico que 
submete o corpo social, mas não a autoridade régia. Nessa 
estrutura de dominação prevalece, assim, uma soberania calcada 
na vontade suprema do rei, que anula os direitos individuais em 
troca da garantia de segurança e de ordem aos seus súditos. Seu 
poder prolonga-se em delegações a agentes de confiança para 
gerirem, em seu nome, o funcionamento dos negócios do Estado. 
(Graça Salgado, Fiscais e meirinhos. In Flavio de Campos. Oficina de História. 
São Paulo:Editora Moderna, 2002, p. 62) 
 
Na forma de organização do Estado a que o texto se refere 
I. Os negócios do estado são fundamentados na soberania dos 
súditos, já que as leis são elaboradas para atender a segurança e 
a ordem da nação. 
II. As diversas funções do Estado, tais como, segurança, defesa, 
ordem e gestão da economia, são submetidas à gerência do 
monarca absoluto. 
III. A autoridade régia é submetida a uma constituição elaborada 
por funcionários leais e detentores de conhecimento jurídico e 
administrativo. 
IV. A administração é a expressão da vontade do monarca e, para 
tanto, organiza-se a partir de padrões de confiança e lealdade 
pessoais. 
 
Está correto o que se afirma APENAS, em: 
a) I e II. d) II e IV. 
b) I e III. e) III e IV. 
c) I e IV. 
 
Questão 02 
SISTEMA COLONIAL MERCANTILISTA 
 
FONTE: Adaptado de: AQUINO, Rubim Santos e Leão de el alli. História das 
Sociedades: das sociedades modernas as sociedades atuais. Rio de Janeiro, Ao 
Livro Técnico, 1978, p.56. 
 
O gráfico acima, sugere que a utilização do negro africano como 
escravo, deve-se à: 
a) indolência do índio brasileiro e sua resistência natural ao 
trabalho agrícola; 
b) ausência de reação do negro africano à condição de escravo; 
c) necessidade de grande quantidade de mão-de-obra para o 
desbravamento do interior, através da pecuária; 
d) rentabilidade do tráfico negreiro que favorece a acumulação de 
capital pela burguesia européia; 
e) superioridade étnica do colonizador europeu frente aos grupos 
africanos. 
 
Questão 03 
É característica básica do Estado absolutista: 
a) a centralização do poder; 
b) a ação política da burguesia; 
c) a limitação do poder; 
d) o acentuado nacionalismo; 
e) o poder de grupos oligárquicos. 
 
Questão 04 
O mercantilismo, política econômica do Estado Absolutista na 
Idade Moderna, tem como elementos básicos: 
I. Ideia Metalista: índice de riquezas medido pela quantidade de 
moeda que o Estado possui. 
II. Balança Comercial: manter sempre um "superavit" da 
exportação em relação à importação. 
III. Medidas protecionistas: os impostos de exportação devem ser 
baixos e os impostos de importação, altos. 
IV. Sistema colonial: a posse de colônias é o elemento que garante 
o funcionamento de todo o conjunto da política mercantilista. 
Assinale a alternativa correta: 
a) todas as afirmações são falsas; 
b) somente as afirmações I, III e IV são verdadeiras; 
c) todas as afirmações são verdadeiras; 
d) somente as afirmações lI e IV são verdadeiras. 
 
Questão 05 
Assinale o falso sobre o Absolutismo: 
a) A Teoria do Direito Divino justificava a autoridade dos reis 
através da vontade de Deus. 
b) O apoio financeiro por parte da burguesia foi importante para a 
consolidação do poder absoluto dos reis. 
c) O absolutismo eliminou a descentralização de poderes do 
período feudal concentrando os poderes nas mãos do rei. 
d) O absolutismo fortaleceu o modo feudal de produção. 
e) Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes e Jacques Bossuet foram 
os principais teóricos do absolutismo. 
 
Questão 06 
Com relação às idéias e práticas mercantilistas adotadas pelos 
monarcas europeus a partir do século XVI, é possível afirmar que 
tais procedimentos: 
a) caracterizam-se por uma acentuada preocupação com a 
regulamentação econômica, expressa na concessão de privilégios 
e monopólios; 
b) visavam tão somente proteger as nascentes manufaturadas 
nacionais da concorrência de produtos estrangeiros; 
c) decorriam da necessidade de fortalecer a burguesia mercantil 
das cidades contra a crescente influência das corporações de 
ofício; 
d) objetivavam a conquista de novos mercados, em especial no 
Oriente, para absorver o excedente agrícola produzido na Europa; 
e) visavam incrementar as trocas entre os mercados europeus 
através da eliminação das barreiras alfandegárias. 
 
Questão 07 
A introdução de exércitos permanentes, de uma burocracia a 
serviço do Estado, de um sistema de arrecadação de impostos em 
escala nacional e a organização de códigos de leis válidos para 
todo o território são elementos: 
a) responsáveis pela difusão de ideais nacionalistas na Europa. 
b) fundamentais no processo de formação das Monarquias 
Nacionais europeias. 
c) básicos na constituição dos regimes totalitários europeus. 
d) presentes nos sistemas politicos típicos dos povos barbaros da 
Europa. 
e) importantes para o entendimento da doutrina liberal europeia. 
Aula 9 – Formação dos Estados Modernos, Absolutismo e Mercantilismo 
 
 
 
 
 
103 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Questão 08 
"Os homens, apesar de todos os privilégios do estado de natureza, 
são rapidamente levados à sociedade. Os inconvenientes a que 
estão expostos pelo exercício irregular e incerto do poder que todo 
homem tem de castigar as transgressões dos outros obrigam-nos a 
se refugiarem sob as leis estabelecidas de governo e nele 
procurarem a preservação da propriedade." 
Esse pensamento identifica-se com: 
a) Michel Bakunin e o anarquismo; 
b) Thomas Hobbes e o Estado absolutista; 
c) Maquiavel e o Estado moderno; 
d) John Lock e o liberalismo; 
e) Lenin e a social-democracia. 
 
Questão 09 
O regime monárquico absolutista, forma política predominante 
entre os Estados modernos europeus nos séculos XVI/XVIII, 
caracterizava-se, do ponto de vista político e social, pelos 
seguintes aspectos: 
1. concentração de todos os poderes nas mãos do príncipe 
enquanto soberano absoluto; 
2. neutralidade do príncipe diante dos conflitos sociais, 
especialmente quanto aos interesses antagônicos de camponeses, 
burgueses e aristocratas; 
3. caráter divino da autoridade real, situada acima das leis e dos 
indivíduos. Considerados apenas súditos; 
4. inexistência de quaisquer limites, mesmo na prática, ao exercício 
da autoridade despótica do monarca. 
Assinale: 
a) se somente os itens 1 e 3 estão corretos; 
b) se somente os itens 2 e 4 estão corretos; 
c) se somente os itens 3 e 4 estão corretos; 
d) se somente os itens 1 e 2 estão corretos; 
e) se somente os itens 2 e 3 estão corretos. 
 
Questão 10 
"[...] Mercantilismo significa a transferência do afã de lucro 
capitalista à política." (Max Weber). Disto conclui-se que: 
a) na formação dos Estados nacionais, não se incorporou o típico 
lucro capitalista à política; 
b) havia uma incompatibilidade entre o lucro capitalista e o poder 
político; 
c) o objetivo fundamental do mercantilismo era a tomada do poder 
político; 
d) o mercantilismo não apoiava a interferência doEstado na 
economia; 
e) para fortalecer o Estado nacional, os governos passam a 
interferir na vida econômica com objetivos de lucros. 
 
Questão 11 
São características do Estado Absolutista: 
a) centralização política e predomínio dos exércitos senhoriais. 
b) fortalecimento dos parlamentos e formação dos exércitos 
regulares. 
c) início da unificação jurídica e da tributação nacional. 
d) organização do sistema administrativo e descentralização 
política. 
e) enfraquecimento dos parlamentos e extinção dos direitos das 
corporações. 
 
Questão 12 
Considere as proposições abaixo. 
I. "... os servos aspirando liberta-se de seus senhores, apoiaram a 
política dos reis no processo de unificação e centralização 
administrativa e judiciária.” 
II. "... defrontando-se com dificuldades, a aristocracia encontrou na 
monarquia centralizada os meios para manter seus privilégios 
econômicos e sociais." 
III. "... para manter a administração do Estado cria-se um complexo 
e numeroso corpo de agentes burocráticos a serviços do rei.” 
IV. "... com o objetivo de reforçar o poder das monarquias 
nascentes reafirma-se a independência dos estados coloniais.” 
V. "... manutenção de um exército permanente subordinado 
diretamente ao monarca." 
Identificam os elementos formadores dos Estados Modernos 
APENAS: 
a) I, II e IV; d) II, IV e V; 
b) I, III e V; e) I, II, IlI e IV. 
c) II, III e V; 
 
Questão 13 
O mercantilismo foi um sistema de política econômica, em vigor 
entre os séculos XV e XVIII, no qual os meios econômicos 
conduziam a fins de natureza política. Estes fins se resumiam 
a) na tomada do poder político pela nobreza; 
b) na centralização e fortalecimento do Estado Nacional; 
c) na defesa de entidades supranacionais, como o Papado; 
d) no expansionismo europeu, incoporando novas áreas; 
e) no estímulo à livre competição e à livre iniciativa. 
 
Questão 14 
O interesse da burguesia mercantil com relação ao absolutismo 
prende-se: 
a) ao estimulo dado pelo Estado absolutista à indústria pesada; 
b) ao clima de estabilidade e ordem criado pelo absolutismo; 
c) a burguesia mercantil não tinha nenhum interesse com relação 
ao sistema mercantilista de governo; 
d) à liberdade de comércio e de atividade industrial garantidas pelo 
governo absolutista. 
 
Questão 15 
“Após ter conseguido retirar da nobreza o poder politico que ela 
detinha enquanto ordem, os soberanos a atraíram para a corte e 
lhe atribuíram funções políticas e diplomáticas.” 
Esta frase, extraída da obra de Max Weber, Política como vocação, 
refere-se ao processo que, no Ocidente: 
a) destruiu a dominação social da nobreza, na passage da Idade 
Moderna para a Contemporânea. 
b) estabeleceu a dominação social da nobreza, na passage da 
Antiguidade para a Idade Média. 
c) fez da nobreza uma ordem privilegiada, na passage da Alta 
Idade Média para a Baixa Idade Média. 
d) conservou os privilégios politicos da nobreza, na passage do 
Antigo Regime para a Restauração. 
e) permitiu ao Estado dominar politicamente a nobreza, na passage 
da Idade Média para a Moderna. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL 
Prof. Monteiro Jr. 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
Aula 10 - RENASCIMENTO CULTURAL 
 
INTRODUÇÃO 
A Europa ocidental experimentou múltiplas transformações no final 
da Baixa Idade Média e início dos Tempos Modernos. O 
renascimento comercial e urbano ocorrido a partir das Cruzadas e, 
consequentemente, o surgimento e ascensão da burguesia 
favoreceram a lenta dissolução dos valores feudais. O 
Renascimento artístico, literário e científico é parte integrante 
dessas mudanças. 
 
 
O Nascimento da Vênus, de Sandro Botticelli. 
 
A nova ordem econômica e social exigia a construção de uma ética 
compatível com a natureza dos novos tempos. Com efeito, o 
Renascimento corresponde à formação de uma cultura leiga, 
individualista, racional, antropocêntrica e urbana, associada aos 
interesses dos mercadores burgueses. Não bastava para a 
burguesia possuir o poder econômico, ela ambicionava também um 
prestígio social e cultural proporcional ao seu poderio econômico. 
O termo Renascimento corresponde a uma visão depreciativa da 
Idade Média, tida como um período de obscurantismo cultural e 
científico. O homem do Renascimento acreditava ser continuador 
da tradição clássica greco-romana. Observe um comparativo entre 
as características do Renascimento em relação aos valores 
medievais: 
 
Valores Medievais 
1. O tempo pertence a Deus. É pecado emprestar dinheiro a 
juros, ou seja, cobrar pelo tempo em que o dinheiro esteve 
emprestado. 
2. A fé é mais importante que a razão. 
3. Todas as pessoas consideram-se membros da cristandade; 
valoriza-se o espírito de associação (coletivismo). 
4. Deus está no centro das atenções (teocentrismo). 
5. O corpo é fonte de pecado. 
 
Valores renascentistas 
1. O tempo pertence ao homem, que deve usá-lo em benefício 
próprio. 
2. A razão e a fé são importantes. Valoriza-se a experiência e a 
observação. 
3. Há valorização da originalidade e do talento de um artista, 
daquilo que é marca pessoal do indivíduo (individualismo*). 
4. O homem está no centro das atenções (antropocentrismo). 
5. O corpo é fonte de prazer e satisfação (hedonismo). 
*Individualismo: palavra popularmente usada de modo negativo, como 
sinônimo de egoísmo. No Renascimento, porém, tinha sentido positivo, pois 
significava a capacidade individual, o talento e/ou a criatividade de cada um. 
 
HUMANISTAS 
O termo humanistas foi utilizado originalmente para designar os 
professores das Universidades que pregavam a renovação no 
ensino com a inclusão de novos conhecimentos como História, 
Matemática e idiomas como Grego e Latim. Posteriormente o termo 
foi atribuído a todos aqueles que se empenharam na renovação 
cultural em curso na Europa. Assim concebemos o humanismo a 
um sentido de profunda valorização do homem e ao Renascimento 
a aplicação prática do espírito humanista: as artes, letras e 
ciências. 
Nada de grandioso pode ser feito sem paixão e os humanistas 
mergulharam apaixonadamente nos estudos do passado greco-
romano. Para eles, a mais expressiva produção cultural surgiu e se 
desenvolveu nas sociedades clássicas antigas. Não se trata, 
contudo, de uma imitação ou de uma volta ao passado, e sim da 
busca de inspiração nos valores, especulações e atitudes dos 
antigos gregos e romanos aplicados à nova realidade do homem 
europeu. 
 
ERAM ATEUS OS HOMENS DA RENASCENÇA? 
O sentido humanista de profunda valorização do homem e de suas 
obras pode levar a uma falsa ideia de que o Renascimento 
significou o abandono de Deus como criador do mundo e dos 
homens. Nada mais equivocado. Na verdade a valorização do 
homem também implica na valorização de Deus. O homem foi feito 
à imagem e semelhança de Deus, sendo a mais bela de todas as 
obras da criação. A ousadia renascentista consistia em levar a 
condição humana às últimas consequências. 
Todos os renascentistas eram cristãos mas buscavam, contudo, a 
reinterpretação da mensagem bíblica à luz da razão e da 
experiência. Esta atitude ousada, individualista e antropocêntrica 
acabou por trazer consequências dramáticas para muitos 
humanistas: Galileu e Campanela foram presos e torturados, Dante 
e Maquiavel foram exilados. Muitos Renascentistas sofreram 
“democraticamente” perseguições de diferentes crenças religiosas: 
Giordano Bruno foi queimado vivo pelo Santo Ofício, Miguel de 
Servet também virou cinzas, queimado pelos calvinistas da Suíça, 
enquanto Thomas Morus literalmente perdeu a cabeça, decapitado 
a mando de Henrique VIII, fundador da Igreja Anglicana na 
Inglaterra. 
 
A PRIMAZIA ITALIANA NO RENASCIMENTO 
As maiores manifestações renascentistas ocorreram nas cidades 
italianas. São fatores dessa primazia: 
• As cidades italianas não conheceram o modelo clássico da 
sociedade ruralizada feudal;ao contrário, a vida urbana e o 
fluxo comercial com o Oriente foram mantidos e até 
intensificados após as Cruzadas, quando especialmente as 
cidades de Gênova e Veneza passaram a monopolizar o 
comércio pelo Mediterrâneo. A existência de uma burguesia 
rica, disposta a praticar o mecenato, ou seja, patrocinar a 
produção cultural renascentista, foi fundamental para a primazia 
italiana. 
	SEMANA 10 - H. GERAL - Renascimento Cultural - MONTEIRO JR - após correção do professor
	Aula 10 - RENASCIMENTO CULTURAL

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