Logo Passei Direto
Buscar

História

Humanas / Sociais
54:27 Progresso:3/4 60 minutos ENADE – EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS 5 A História Geral da África, publicada pela UNESCO, é uma obra coletiva cujos objetivos são compreender melhor as sociedades e culturas africanas e demonstrar a importância das contribuições da África para a história do mundo. Ela nasceu da demanda feita à UNESCO pelas nações recém-independentes, que viam a importância de contar com uma história da África que oferecesse uma visão abrangente e completa do continente, para além das leituras e compreensões convencionais. Em 1964, a UNESCO assumiu o compromisso da preparação e publicação dessa obra. Uma das suas características mais relevantes é permitir a compreensão da evolução histórica dos povos africanos em sua relação com os outros povos. Contudo, até os dias de hoje, o uso da História Geral da África tem se limitado sobretudo a um grupo restrito de historiadores e especialistas, sendo menos utilizada por professores e estudantes. No caso brasileiro, um dos motivos dessa limitação era a ausência de uma tradução do conjunto dos volumes que compõem a obra em língua portuguesa. KI-ZERBO, J. (ed.). História Geral da África I: Metodologia e pré-história da África. 2. ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010. p. IX-X (adaptado). Considerando a referida obra bem como os princípios nela contidos, que orientam os estudos contemporâneos sobre a História da África, avalie as afirmações a seguir. I. Um dos princípios contidos na obra é proporcionar uma visão sobre a história da África que confere aos africanos o papel de sujeitos e não apenas de objeto de dominação, conversão ou escravização. II. O preenchimento de importantes lacunas factuais relativas ao processo histórico das sociedades africanas inclui-se entre os preceitos que essa obra coletiva privilegia. III. Por meio de uma lógica historiográfica compensatória, o ponto de vista africano norteia os trabalhos reunidos na obra. IV. Os trabalhos contidos na obra propõem-se a apresentar a história dos povos africanos em seu conjunto, favorecendo a compreensão da diversidade na África. É correto apenas o que se afirma em I e II. I e IV. II e III. I, III e IV. 5 Foi preciso uma onda de protestos antirracistas nos Estados Unidos para despertar parte da sociedade branca que fecha os olhos diante da violência policial, que se acostumou a banalizar o genocídio de jovens negros nas favelas ou a ser complacente com a ausência de representatividade negra em posições de destaque no Brasil. Muita gente aderiu à versão brasileira de Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), espalhando nas redes sociais hashtags como a #blackouttuesday, mas, além das campanhas de ocasião, o engajamento permanente pela causa antirracista ainda segue restrito às vozes do movimento negro. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-06/vidas-negrasimportam-chacoalha-parcela-de-brasileiros-entorpecida-pela-rotina-deviolencia-racista.html. Acesso em: 20 maio 2020 (adaptado). A partir da reflexão apresentada no texto, avalie as afirmações a seguir. I. As teorias raciais se constituíram em fundamentos que justificavam as diferenças sociais e raciais, disseminando a noção de superioridade de algumas raças e povos sobre outros. II. A História do racismo no Brasil se vincula às teorias raciais, que foram disseminadas entre intelectuais e permaneceram restritas ao ambiente da medicina e do direito entre o final do século XIX e o início do século XX. III. A luta antirracial, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, como a do movimento Vidas Negras Importam, relaciona-se com a diáspora africana e as tensões raciais que permanecem vigentes na sociedade contemporânea. É correto o que se afirma em I, apenas. II, apenas I e III, apenas. II e III, apenas. 5 A Declaração Universal dos Direitos Humanos chega aos seus 70 anos de existência em um tempo de desafio crescente. Em dezembro de 1948, a UNESCO foi a primeira agência da Organização das Nações Unidas a colocar a Declaração Universal no centro de todas as suas ações e a promovê-la pelo mundo por meio da educação e da mídia. Nesse contexto, a UNESCO convoca todos a renovarem seu compromisso com os direitos humanos e com a dignidade que une a humanidade como uma única família, e a defender a Declaração dos Direitos Humanos em cada sociedade e em todas as instâncias. Disponível em: https://nacoesunidas.org/unesco-declaracao-dos-direitos-humanos-chega-aos-70-anos-em-meio-a-desafios-crescentes. Acesso em: 12 jul. 2018 (adaptado). Considerando a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), que proclamou os direitos inalienáveis de todos os seres humanos com base no princípio da dignidade humana, avalie as afirmações a seguir. I. A fim de que seu significado possa ter a maior amplitude possível, a DUDH deixou de conceituar o princípio da dignidade humana. II. A Assembleia Geral das Nações Unidas promulgou a DUDH que, por ser considerada costume internacional, vincula as decisões na ordem interna. III. Para facilitar sua aplicação de acordo com o regionalismo cultural, a DUDH preconiza a ideia do universalismo decorrente da noção de que os direitos assumem a forma de cláusula fechada. É correto o que se afirma em I, apenas. III, apenas. I e II, apenas. II e III, apenas. 5 No Estado Moderno, a soberania vem sendo apontada como elemento essencial à leitura do Estado, tendo sido de excepcional importância para que este se definisse, exercendo grande influência prática nos últimos séculos, sendo ainda uma característica fundamental do Estado. É, pois, de grande interesse o seu estudo, que deverá ser iniciado através da verificação dos precedentes históricos que explicam o seu aparecimento. DALLARI, D. A. Elementos de Teoria Geral do Estado. São Paulo: Saraiva, 2017 (adaptado). A partir das informações do excerto, assinale a opção correta. Os sistemas de proteção aos direitos humanos preconizam a prevalência da soberania estatal sobre a soberania pessoal. O cidadão é um meio para que o Estado atinja sua finalidade maior, que é gerar o bem comum à sociedade, devido à prevalência da soberania nacional. A soberania estatal brasileira deve prevalecer em face da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal. A soberania nacional indica que o ordenamento jurídico nacional não se submete ao internacional quando isso não for conveniente para a manutenção de um Estado forte e autodeterminado. E A soberania estatal pode e deve ser exercida em contraposição aos direitos humanos, mesmo que o Estado tenha aderido voluntariamente à jurisdição de uma Corte Internacional de Direitos Humanos.
User badge image
Rafaela Campos Lubiana

há 23 horas

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 23 horas

Você enviou várias perguntas e afirmações em sequência, mas não indicou claramente qual questão deseja que eu responda. Você precisa criar uma nova pergunta específica para que eu possa ajudar com a alternativa correta. Por favor, envie uma pergunta clara e objetiva com as alternativas para que eu possa analisar e responder corretamente.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Mais conteúdos dessa disciplina