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EMBRIOLOGIA, ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
 
As funções da saliva são proporcionar lubrificação para a fala e a mastigação, produzir 
enzimas para a digestão e produzir compostos com propriedades antibacterianas. As 
glândulas salivares produzem aproximadamente 1.000 a 1.500 mL de saliva por dia, com as 
taxas mais altas de fluxo ocorrendo durante os horários das refeições. 
G. Parótida: serosa (aquosa). 
G. Submandibular: mista. 
G. Sublingual: mucosa (viscosa). 
MODALIDADES DIAGNÓSTICAS 
História e Exame Clínico 
O profissional astuto deve realizar uma ampla avaliação e, em muitas circunstâncias, o 
diagnóstico pode ser determinado sem a necessidade de avaliações diagnósticas adicionais. 
Finalmente, o profissional pode conseguir categorizar o problema como reacional, 
obstrutivo, inflamatório, infeccioso, metabólico, neoplásico, de desenvolvimento ou 
traumático e esta designação guiará testes diagnósticos adicionais adequados. 
Ocasionalmente, o profissional pode julgar necessário o uso de várias modalidades 
diagnósticas, incluindo estudos por imagem, estudos funcionais, procedimentos 
endoscópicos e biopsias. 
Radiologia das Glândulas Salivares 
Radiografias convencionais 
O objetivo primário das radiografias convencionais na avaliação das doenças de glândulas 
salivares é a identificação de “pedras” salivares (cálculos) embora apenas 80% a 85% de todos 
os cálculos sejam radiopacos e, portanto, visíveis radiograficamente. A incidência de cálculos 
radiopacos varia, dependendo da glândula específica envolvida; as glândulas parótidas 
possuem cálculos menos radiopacos em comparação às glândulas submandibulares. 
Uma radiografia oclusal mandibular é mais útil na detecção de cálculos das glândulas 
sublinguais e submandibulares na porção anterior do assoalho de boca, embora exista uma 
alta taxa de falso-negativos decorrente da existência de cálculos radiolúcidos ou tampões 
mucosos que causam obstrução. 
Radiografias periapicais podem apresentar cálculos em cada ducto ou glândula salivar, 
incluindo as glândulas salivares menores, dependendo do posicionamento do filme. Na 
maioria das circunstâncias, quando o cálculo é visível radiograficamente, a imagem 
radiográfica corresponde em tamanho e forma à morfologia real do cálculo. 
Figura 1: Produção diária de saliva. 
As radiografias panorâmicas podem revelar cálculos nas glândulas parótidas e também 
cálculos localizados na parte posterior das glândulas submandibulares. 
 
Sialografia 
O padrão-ouro no radiodiagnóstico das glândulas salivares é a sialografia. Ela é indicada como 
auxiliar na detecção de cálculos radiopacos e radiolúcidos (15% a 20%), bem como em 
tampões mucosos. Além disso, a sialografia também é útil na avaliação da extensão da 
destruição do ducto salivar, do parênquima da glândula ou ambos como resultado de 
doenças obstrutivas, inflamatórias, traumáticas e neoplásicas. Ademais, a sialografia pode 
ser usada como manobra terapêutica já que o sistema ductal é dilatado durante o estudo e 
pequenos tampões mucosos ou restos necróticos podem ser removidos durante a injeção do 
meio de contraste dentro do sistema ductal. 
A técnica da sialografia pode ser facilmente executada sob anestesia local e inclui as 
seguintes etapas: (1) canulação do ducto salivar (ducto de Stensen ou Wharton) com um 
cateter de plástico ou de metal; (2) injeção de um meio de contraste radiográfico dentro do 
sistema ductal e da substância da glândula e (3) aquisição de uma série de imagens 
radiográficas em vários momentos durante este processo. 
A maioria dos profissionais prefere utilizar os meios solúveis em água, porque são mais 
miscíveis nas secreções salivares, mais facilmente injetáveis e conseguem se disseminar em 
porções mais estreitas do sistema ductal e, após a conclusão do estudo, são mais 
prontamente eliminados da glândula pela drenagem através do ducto ou pelo sistema de 
absorção da glândula para ser excretado pelos rins. 
Uma sialografia completo consiste em três fases distintas, dependendo do momento no qual 
a radiografia for obtida após a injeção do material de contraste: 
Figura 2: Radiopacidade dos cálculos. 
 
Tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassonografia 
O uso da tomografia computadorizada (TC) é geralmente reservado para avaliações de lesões 
em massa das glândulas salivares. Embora o exame de TC resulte em exposição dos pacientes 
à radiação, é um exame menos invasivo do que a sialografia e não exige o uso de um material 
de contraste. Adicionalmente, os exames de TC podem demonstrar cálculos nas glândulas 
salivares, em especial cálculos submandibulares localizados mais posteriormente no ducto, 
no hilo da glândula ou na própria substância da glândula. 
As imagens por ressonância magnética (RM) são superiores à TC no delineamento dos 
detalhes dos tecidos moles das lesões das glândulas salivares, especificamente em casos de 
tumores ou de outras lesões em massa, sem que haja exposição do paciente à radiação ou 
necessidade de realce por contraste. A reconstrução tridimensional por RM e a endoscopia 
virtual do sistema ductal por RM apresentaram resultados promissores na visualização de 
anormalidades em condições como a síndrome de Sjögren, sialolitíase, cistos, tumores e 
condições inflamatórias. 
Os atuais avanços na tecnologia por ultrassom mostraram que essa modalidade de imagens 
possui extremo valor no diagnóstico das patologias de glândulas salivares. A ultrassonografia 
pode fornecer imagens em alta resolução, é um método não invasivo, de baixo custo e de 
fácil execução que permite avaliação precisa das glândulas parótidas e submandibulares. Na 
avaliação dos tumores de glândulas salivares, podem ser obtidas importantes informações 
no que diz respeito à vascularização, utilizando o exame de ultrassonografia com Doppler 
colorido, o qual pode auxiliar na diferenciação entre processos patológicos benignos e 
malignos. 
Cintilografia salivar (exame com isótopo radioativo) 
O uso de imagens por meio de exames nucleares com isótopo radioativo ou cintilografia 
salivar (sialocintilografia) permite uma ampla avaliação do parênquima da glândula salivar no 
que diz respeito à presença de lesões em massa, bem como à função da própria glândula. 
Esse estudo usa um isótopo radioativo, geralmente o tecnécio 99m, injetado por via 
endovenosa, o qual se distribui pelo corpo e é absorvido preferencialmente por vários tecidos 
com uma taxa ativa de turnover, incluindo as glândulas salivares. A principal limitação deste 
estudo, além da exposição do paciente à radiação, é a baixa resolução das imagens obtidas. 
Endoscopia das Glândulas Salivares (Sialoendoscopia) 
Modalidades minimamente invasivas têm sido recentemente aplicadas para o diagnóstico e 
o tratamento de condições relacionadas às glândulas salivares maiores. A endoscopia das 
glândulas salivares (sialoendoscopia) é um procedimento especializado que utiliza uma 
pequena câmara de vídeo (endoscópio) com uma luz na ponta de uma cânula flexível a qual 
é introduzida dentro do orifício ductal. O endoscópio pode ser usado tanto para diagnóstico 
como para tratamento. 
 
Sialoquímica 
São mensuradas principalmente as concentrações de sódio e potássio as quais normalmente 
mudam com a taxa de fluxo salivar. Certas alterações nas concentrações relativas desses 
eletrólitos são observadas em doenças específicas das glândulas salivares. Por exemplo, uma 
concentração elevada de sódio (Na) com uma concentração reduzida de potássio (K) pode 
indicar uma sialoadenite inflamatória. 
Biopsia Aspirativa por Agulha Fina 
Esse procedimento apresenta uma alta taxa de fidelidade na diferenciação entre lesões 
benignas e malignas cuja localização é superficial na região de cabeça e pescoço. A BAAF é 
realizada usando uma seringa e uma agulha de 20 gauge ou menor. 
Após a administração de um anestésico local regional, a agulha é avançada dentro da massapatológica, o êmbolo é ativado para criar vácuo dentro da seringa e a agulha é movida para 
a frente e para trás dentro da massa, mantendo a pressão sobre o êmbolo. 
A pressão é então liberada, a agulha é recuada, o fluido e o material celular são expelidos em 
uma placa e são então preparados e fixados para análise histopatológica. Isto permite uma 
determinação imediata entre doença benigna e maligna 
Biopsia das Glândulas Salivares 
Uma biopsia de uma glândula salivar, incisional ou excisional, pode ser usada para 
diagnosticar uma lesão de uma das glândulas salivares maiores, mas é comumente realizada 
como auxiliar no diagnóstico da síndrome de Sjögren. Foi demonstrado que a biopsia de 
glândulas salivares menores do lábio apresenta certas características nas alterações 
histopatológicas que são observáveis nas glândulas maiores de pacientes com síndrome de 
Sjögren. 
O procedimento é realizado utilizando anestesia local regional e aproximadamente 5 a 10 
glândulas salivares menores são removidas para análise histopatológica. As glândulas 
salivares menores do lábio são, então, examinadas histologicamente e recebem uma 
pontuação foco. Um “foco” representa um agregado de 50 ou mais linfócitos, histiócitos e 
células plasmáticas a cada 4 mm2 de tecido de glândula salivar no maior aumento. O 
diagnóstico da síndrome de Sjögren é suportado por uma pontuação foco maior que uma, 
indicando a presença de um ou mais focos no tecido da glândula salivar menor. 
DOENÇA OBSTRUTIVA DAS GLÂNDULAS SALIVARES: SIALOLITÍASE 
Figura 3: Incidência de Sialolitíase. 
 
FENÔMENO DE RETENÇÃO E EXTRAVASAMENTO DE MUCO 
Mucocele 
Os ductos salivares, especialmente os das glândulas salivares menores, são ocasionalmente 
traumatizados; isso ocorre comumente em razão de mordeduras do lábio as quais provocam 
cortes ou rompimento dos ductos abaixo da superfície mucosa. A produção de saliva 
subsequente pode, então, extravasar abaixo da superfície mucosa e para o interior dos 
tecidos moles. Com o passar do tempo, as secreções acumulam-se dentro dos tecidos e 
podem produzir um pseudocisto (sem um recobrimento epitelial verdadeiro) que contém 
saliva espessa, viscosa. Estas lesões são mais comuns na mucosa do lábio inferior e são 
conhecidas como mucocele. 
Em algumas circunstâncias a mucocele regride espontaneamente sem cirurgia. Para lesões 
persistentes ou recidivantes, o tratamento preferencial consiste na excisão da mucocele e 
das glândulas salivares menores associadas que contribuíram para sua formação a fim de 
evitar a recorrência na mesma localização. Para as mucoceles do lábio inferior, é 
administrada anestesia local regional através de bloqueio do nervo mentoniano e uma 
incisão é realizada através da mucosa. Dissecção cuidadosa em volta da mucocele pode 
permitir sua completa remoção; em muitos casos, entretanto, o fino recobrimento sofre 
rompimento e descomprime a mucocele antes da remoção. 
 
Rânula 
A lesão mais comum que afeta a glândula sublingual é a rânula a qual pode ser considerada 
uma mucocele da glândula salivar sublingual. As rânulas resultam da retenção mucosa no 
sistema ductal da glândula sublingual ou do extravasamento de muco como resultado da 
ruptura ductal causada por inflamação ou trauma. Os dois tipos de rânula são chamadas de 
rânula simples e de rânula mergulhante. 
A rânula simples é confinada à área ocupada pela glândula sublingual no espaço sublingual, 
superiormente ao músculo milo-hióideo. 
A progressão para uma rânula mergulhante ocorre quando a lesão se extende através e 
abaixo do nível do músculo milo-hióideo no interior do espaço submandibular. 
 
INFECÇÕES DE GLÂNDULAS SALIVARES 
Sialometaplasia Necrosante 
A sialometaplasia necrosante é de origem desconhecida, mas acredita-se que resulta de um 
infarto vascular dos lóbulos das glândulas salivares. Causas potenciais da diminuição do fluxo 
sanguíneo para a área afetada incluem trauma, injeção de anestésico local, fumo, diabetes 
melito, doença vascular e pressão por uma prótese. A idade usual dos pacientes afetados 
varia entre 23 e 66 anos. 
As lesões geralmente aparecem como grandes áreas (1 a 4 cm) profundamente ulceradas, 
dolorosas ou assintomáticas, situadas lateralmente à linha média do palato e próximas à 
junção dos palatos mole e duro. 
As ulcerações da sialometaplasia necrosante geralmente cicatrizam espontaneamente 
dentro de 6 a 10 semanas após o surgimento e não requerem gestão cirúrgica. 
Síndrome de Sjögren 
A síndrome de Sjögren é um processo patológico multissistêmico de apresentação variável. 
Os dois tipos de síndrome de Sjögren são: 
(1) síndrome de Sjögren primária ou síndrome seca, caracterizada por xerostomia (boca seca) 
e ceratoconjuntivite seca; 
(2) síndrome de Sjögren secundária a qual é composta pela síndrome de Sjögren primária e 
uma desordem de tecido conjuntivo associada, mais comumente a artrite reumatoide. 
Embora a causa da síndrome de Sjögren seja desconhecida, parece que está presente uma 
forte influência autoimune. A síndrome de Sjögren mostra uma predileção por mulheres de 
9:1 com mais de 80% dos indivíduos afetados sendo mulheres e a idade média igual a 50 
anos. 
 
Geralmente, os primeiros sintomas a aparecer são as queixas artríticas, seguidos por 
sintomas oculares e, mais tarde no processo da doença, sintomas nas glândulas salivares. O 
envolvimento das glândulas salivares e lacrimais resulta de uma substituição linfocítica dos 
elementos glandulares normais. A xerostomia resulta da diminuição da função das glândulas 
salivares maiores e menores; a parótida é a mais sensível. 
Pode-se suspeitar do diagnóstico da síndrome de Sjögren por meio das queixas do paciente 
e de vários testes laboratoriais imunológicos anormais. O componente bucal da síndrome de 
Sjögren pode ser diagnosticado utilizando estudos da taxa de fluxo salivar e sialografias que 
podem mostrar a típica destruição acinar. 
LESÕES TRAUMÁTICAS ÀS GLÂNDULAS SALIVARES 
As lesões traumáticas, particularmente as lacerações, que afetam as glândulas salivares e 
seus ductos podem ser acompanhadas por várias lesões faciais, incluindo as fraturas faciais. 
As lesões que ocorrem próximas a uma das glândulas salivares maiores ou seus ductos 
requerem avaliação cuidadosa durante o exame da cabeça e do pescoço. 
NEOPLASMAS DAS GLÂNDULAS SALIVARES 
 
Tumores Benignos das Glândulas Salivares 
O adenoma pleomórfico ou tumor benigno misto é o tumor de glândula salivar mais comum. 
A idade média de ocorrência é 45 anos com uma relação homem-mulher de 3:2. Nas 
glândulas maiores, a glândula parótida é afetada em mais de 80% dos casos; nas glândulas 
menores, o local intrabucal mais comum é o palato. Geralmente, os adenomas pleomórficos 
são massas indolores de crescimento lento. 
O tratamento implica na excisão cirúrgica completa com uma margem de tecido normal para 
incluir possíveis projeções irregulares da lesão. As lesões parotídeas são tratadas pela 
remoção do lobo afetado juntamente com o tumor. A recorrência é possível em casos raros; 
também há um pequeno risco (5%) de transformação maligna para um carcinoma ex-
adenoma pleomórfico em lesões antigas. 
O tumor de Warthin ou cistoadenoma papilífero linfomatoso afeta quase que exclusivamente 
a glândula parótida, especificamente no lobo inferior ou “cauda” da glândula parótida. O 
tratamento da lesão é a excisão cirúrgica simples e a recorrência é rara. 
O adenoma monomórfico é uma lesão solitária incomum composta por um tipo de célula; 
afeta predominantemente as glândulas salivares menores do lábio superior (adenoma 
canalicular; e a glândula parótida (adenoma de células basais). O tratamento do adenoma 
monomórfico é a excisão cirúrgica simples. 
 
Tumores Malignos das Glândulas Salivares 
O carcinoma mucoepidermoide é o tumor maligno de glândula salivar mais comum. Esse 
tumor contribui para 10% dos tumores de glândulas maiores (principalmentena parótida) e 
20% dos tumores de glândulas menores. 
A apresentação clínica é uma massa submucosa que pode ser dolorosa ou ulcerada. A massa 
pode parecer azulada em razão do conteúdo mucoso no interior da lesão. Uma forma 
intraóssea de carcinoma mucoepidermoide pode aparecer como uma área radiolúcida 
multilocular na parte posterior da mandíbula associada a um aumento de volume azulado do 
coxim retromolar. A análise histopatológica mostra três tipos de células: (1) células mucosas, 
(2) células epidermoides e (3) células intermediárias (claras). A proporção de cada tipo celular 
graduará o carcinoma mucoepidermoide como de alto grau, grau intermediário ou baixo 
grau. 
O tratamento das lesões de baixo grau é a ampla excisão cirúrgica com margem de tecido 
normal não afetado; lesões de alto grau requerem remoção cirúrgica mais agressiva com 
margens cirúrgicas e, possivelmente, radioterapia local. As lesões de baixo grau possuem 
taxa de sobrevivência em 5 anos de 95%, enquanto as lesões de alto grau possuem menos 
de 40% de taxa de sobrevivência em 5 anos. 
O adenocarcinoma polimorfo de baixo grau é a segunda malignidade mais comum das 
glândulas salivares intrabucais. O local mais comumente afetado é a junção entre os palatos 
duro e mole. Esses tumores apresentam-se como massas assintomáticas de crescimento 
lento que podem sofrer ulceração. A análise histopatológica mostra muitas formas e padrões 
celulares (polimorfo). A aparência histopatológica mostra uma proliferação infiltrativa das 
células epiteliais ductais em um padrão de “fila indiana”. Essa lesão mostra uma predileção 
neurotrópica para invasão e propagação ao longo dos nervos adjacentes. O tratamento deste 
tumor é a ampla excisão cirúrgica com uma taxa de recorrência relativamente alta de 14%. 
O carcinoma adenoide cístico é a terceira malignidade mais comum das glândulas salivares 
intrabucais, com uma média de idade de 53 anos e uma razão homem-mulher de 3:2. 
Aproximadamente 50% desses tumores ocorrem na glândula parótida enquanto os outros 
50% ocorrem nas glândulas menores do palato. Esse tumor apresenta-se como uma massa 
não ulcerada de crescimento lento, associada à dor crônica de baixa intensidade. O 
tratamento é a ampla excisão cirúrgica, seguida, em alguns casos, por radioterapia. O 
prognóstico é ruim, apesar da terapia agressiva.

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