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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA SHEYLLA RAQUEL DINIZ CAVALCANTE AGUIAR TIPOS DE DISMENORREIA TERESINA 2023 SHEYLLA RAQUEL DINIZ CAVALCANTE AGUIAR TIPOS DE DISMENORREIA Trabalho apresentado à disciplina de Tecnologia de Informação e Comunicação como requisito parcial para obtenção de nota em Clínica Integrada. Orientadora: Profa. Ana Beatriz Mendes Rodrigues TERESINA 2023 1. Tipos de dismenorreia: detalhe aqui e cite as diferenças em relação à idade, apresentação clínica e resposta ao tratamento. A dismenorreia é dor pélvica que acontece antes ou durante o fluxo menstrual. De acordo com a FEBRASGO (2018), a dismenorreia pode ser classificada pela intensidade (leve, moderada e grave) ou pela etiologia (primária ou funcional e secundária ou orgânica). A primária se inicia depois dos primeiros ciclos menstruais e não está associada a nenhuma doença do trato genital, pode diminuir por volta dos 20 anos de idade ou após a primeira gestação. A secundária pode iniciar em qualquer período da vida reprodutiva e está associada a uma alteração no sistema reprodutor (doenças ou anormalidades anatômicas canaliculares congênitas ou adquiridas que causem lesão nos órgãos pélvicos) (FEBRASGO, 2018). Fonte: FEBRASGO, 2018. A escolha terapêutica deve se adequar ao manejo da crise e medidas profiláticas entre os episódios, com o objetivo de neutralizar a COX que está envolvida não produção de prostaglandinas e hiper contratilidade uterina, vômitos e aumento da motilidade intestinal. Algumas opções são: paracetamol e dipirona (analgésicos simples) em casos iniciais, AINE’s em casos moderados ou severos, em que, geralmente, são necessários de três a cinco dias de tratamento, um a dois dias antes do início do fluxo menstrual (analgesia preventiva), no caso de pacientes com úlcera gástrica ou algum outro problema gástrico é recomendado evitar o uso de AINE ou usar com protetor gástrico (FEBRASGO, 2018). Os anticoncepcionais orais que diminuem a espessura endometrial que resulta na redução do fluxo, o que melhora o quadro clínico geral de dismenorreia primária. No caso de mulheres que não podem usar estrogênios exógenos, os progestágenos isolados orais, injetáveis ou implantes, como o acetato de medroxiprogesterona, o desogestrel, o levonorgestrel e o etonogestrel são utilizados, eles induzem a anovulação e amenorreia, melhorando a dismenorreia (FEBRASGO, 2018). O DIU hormonal (sistema uterino de levonorgestrel SIU-LNG) tem sido usado para tratar a dismenorreia primária e secundária, a maior parte das usuárias desenvolvem amenorreia após 6 meses de uso, há melhora clínica da dor pélvica, diminuição de marcadores séricos como o CA-125 e melhora no estádio cirúrgico da doença. A combinação de medicações pode ser utilizada em casos de refratariedade aos tratamentos propostos, tais como uso de analgésicos ou AINE’s associados aos ACOs ou ao SIU-LNG. Outras medicações como os análogos de GnRH (GnRHa), a gestrinona e o danazol têm efeito semelhante sobre a dismenorreia, mas produzem efeitos colaterais de hipoestrogenismo (FEBRASGO, 2018). Outras medicações são os fitoterápicos, os suplementos alimentares, a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) e acupuntura podem ajudar no caso de mulheres que não podem usar os medicamentos supracitados ou que não tem resposta a essas medicações. Mudanças nos hábitos de vida também melhoram os sintomas de dismenorreia, como atividade física e alimentação com baixa ingestão de gordura, rica em ácidos graxos de origem vegetal (FEBRASGO, 2018). De acordo com a FEBRASGO, 2018, recentemente, a neurectomia pré-sacral tem sido proposta e realizada durante a laparoscopia indicada por dismenorreia severa. 2. Relação prático-teórico. A atividade desta semana se relaciona com o assunto abordado no MARC da semana em que estudamos a amenorreia e suas possíveis causas e ainda iniciamos o estudo dos métodos contraceptivos. Foi revisada a fisiopatologia, os fatores de risco, sintomatologia, os critérios diagnósticos além da conduta terapêutica mais adequada de acordo com a patologia do paciente e progressão da doença. Com a realização deste trabalho foi possível consolidar os conhecimentos relacionados a essa temática e aprofundar no conteúdo discutido durante as aulas, além de entender a melhor alternativa considerando o tipo de dismenorreia. REFERÊNCIAS FEBRASGO. Febrasgo - Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2018. E-book. ISBN 9788595154841. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595154841/. Acesso em: 25 ago. 2023.