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TPI Medicina 2024.2 Medicina (Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade TPI Medicina 2024.2 Medicina (Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tpi-medicina-20242 https://www.studocu.com/pt-br/document/faculdade-de-ciencias-medicas-da-paraiba/medicina/tpi-medicina-20242/111294757?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tpi-medicina-20242 https://www.studocu.com/pt-br/course/faculdade-de-ciencias-medicas-da-paraiba/medicina/4981053?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tpi-medicina-20242 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tpi-medicina-20242 https://www.studocu.com/pt-br/document/faculdade-de-ciencias-medicas-da-paraiba/medicina/tpi-medicina-20242/111294757?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tpi-medicina-20242 https://www.studocu.com/pt-br/course/faculdade-de-ciencias-medicas-da-paraiba/medicina/4981053?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tpi-medicina-20242 AFYA CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Teste de Progresso Institucional - MEDICINA Professor (es): Período: 202402 Turma: Data: TESTE DE PROGRESSO INSTITUCIONAL_MEDICINA_2024.2_02 SETEMBRO2024 RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 13113 - CADERNO 003 1ª QUESTÃO Resposta comentada: Esta questão necessita que o aluno compreenda a sequência de atendimento no politraumatizado (A, B, C, D, E do trauma), em que alterações da via aérea causam maior mortalidade nestes pacientes, devendo ser abordada de imediato. No caso do paciente queimado, suspeita-se de queimadura de via aérea devido à queimadura se situar em região cervical anterior e face e à rouquidão e ao escarro borráceo, devendo o paciente ser prontamente submetido a intubação orotraqueal para assegurar a via aérea. REFERÊNCIA: AMERICAN COLLEGE OF SURGEONS COMMITTEE ON TRAUMA. Advanced Trauma Life Support - ATLS. 10. edição. 2ª QUESTÃO Resposta comentada: A prevenção pode ser feita nos períodos de pré-patogênese e patogênese. A prevenção primária se faz com a intercepção dos fatores pré-patogênicos e inclui promoção da saúde e proteção específica. A prevenção secundária é realizada no indivíduo, já sob a ação do agente patogênico, no nível do estado de doença, inclui diagnóstico, tratamento precoce e limitação da invalidez. A prevenção terciária consiste na prevenção da incapacidade mediante adoção de medidas destinadas à reabilitação (ROUQUAYROL, 2017). No caso em questão são considerados prevenção PRIMÁRIA: 1. Vacinação de 100% das crianças, na faixa etária de 0 a 5 anos de idade, com as vacinas BCG, pentavalente e a vacina inativada poliomielite (VIP). 2. Expansão da rede de água tratada para 100% da população urbana e 50% para a rural no ano de 2023. 3. Intensificação da inspeção dos domicílios para busca de focos do mosquito Aedes aegypti e seus criadouros. 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 1 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 3ª QUESTÃO Resposta comentada: O transtorno de pânico, segundo o DSM V-TR, é um surto abrupto de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos, durante o qual ocorrem 4 ou mais dos sintomas (palpitação, sudorese, tremores, sensação de falta de ar, dor ou desconforto torácico, náuseas, medo de morrer etc.), persistindo por 1 mês ou mais. A perturbação não deve ser atribuída a uma condição clínica de origem orgânica (ex.: hipertireoidismo, doenças cardiopulmonares) ou a efeitos psicológicos por uso de substâncias psicoativas. A literatura apresenta uma vasta quantidade de estudos envolvendo o uso dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) no transtorno de pânico (TP), e essa classe de medicamentos vem sendo cada vez mais utilizada na prática clínica. O objetivo primário do tratamento com ISRSs no TP é reduzir a intensidade e a frequência dos ataques de pânico (APs), bem como a ansiedade antecipatória. Esses medicamentos também podem tratar a síndrome depressiva que frequentemente está associada ao transtorno. Desta forma, a alternativa correta é: Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) por sua eficácia - estudos clínicos demonstram que os ISRS são eficazes na redução da frequência e intensidade dos ataques de pânico, além de tratar a ansiedade associada ao transtorno; seu perfil de segurança - comparados com outros medicamentos, os ISRS têm um perfil de segurança melhor, com menos efeitos colaterais graves, sendo bem tolerados pela maioria dos pacientes; e menor risco de dependência - ao contrário dos benzodiazepínicos, os ISRS não causam dependência, tornando-os uma opção mais segura para uso a longo prazo. ISRS são preferidos no tratamento do Transtorno do Pânico devido à sua eficácia, segurança e menor risco de dependência. Outras classes de medicamentos, como o lítio, estabilizadores de humor, benzodiazepínicos e IMAOs, não são adequadas como primeira linha de tratamento devido à sua eficácia limitada para este transtorno, perfil de efeitos colaterais e, em alguns casos, risco de dependência ou complicações no manejo clínico. As outras alternativas não respondem satisfatoriamente à questão, pois: - Carbonato de Lítio: é primariamente utilizado no tratamento do Transtorno Bipolar, especialmente para controlar episódios de mania e como profilaxia de episódios maníacos e depressivos. Ele não é eficaz no tratamento do Transtorno do Pânico. Tem um perfil de efeitos colaterais mais sério e requer monitoramento constante dos níveis sanguíneos, o que não é prático ou necessário no manejo do Transtorno do Pânico. - Estabilizadores de Humor: como o ácido valpróico e a lamotrigina, são usados principalmente para Transtorno Bipolar. Eles não são eficazes para tratar sintomas de pânico e ansiedade generalizada. Estes medicamentos também têm efeitos colaterais significativos e exigem monitoramento, tornando-os menos favoráveis para o Transtorno do Pânico. - Benzodiazepínicos: embora os benzodiazepínicos sejam eficazes para o alívio rápido dos sintomas de ansiedade e pânico, eles têm um alto risco de causar dependência e tolerância, tornando-os inadequados para tratamento a longo prazo e podem causar sedação, afetando o funcionamento diário do paciente, o que é uma desvantagem significativa em relação aos ISRS, sendo atualmente preteridos na condução do Transtorno do Pânico. - Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAOs): têm um perfil de efeitos colaterais significativo e interações alimentares perigosas (como a necessidade de evitar alimentos ricos em tiramina). Isso torna seu uso menos seguro e mais complicado, especialmente em comparação com os ISRS. Embora eficazes para alguns transtornos de ansiedade, os IMAOs são geralmente reservados para casos onde outras opções falharam devido aos riscos associados. Referência: NARDI, Antonio E.; QUEVEDO, João; SILVA, Antônio Geraldo da. Transtorno de Pânico. Porto Alegre: Grupo A, 2013. E-book. p. 122. ISBN 9788565852326. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788565852326/. 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 2 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 4ª QUESTÃO Resposta comentada: Resposta correta: Uso de antibióticos baseado em meta-análises e ensaios clínicos randomizados, com evidênciao sistema imunológico do próprio paciente para combater o câncer, enquanto a terapia-alvo usa medicamentos que atacam especificamente as células cancerígenas, deixando as células saudáveis intactas. No entanto, atualmente, a quimioterapia continua sendo o tratamento padrão para a LLA em crianças. A escolha do tratamento depende do tipo e estágio da leucemia, bem como do perfil de risco do paciente. REFERÊNCIA: Tsuchida Y, Shimada H. Pediatric Oncology: A Comprehensive Guide. Springer; 2019. 48ª QUESTÃO Resposta comentada: Resposta correta: Os Conselhos Municipais de Saúde são responsáveis pela implementação de políticas de saúde locais e pela fiscalização da aplicação dos recursos, sendo que as decisões precisam estar alinhadas às diretrizes dos Conselhos Estadual e Nacional de Saúde. Comentário: O Conselho Nacional de Saúde não é o único responsável por todas as decisões e alocações de recursos. A gestão do SUS é descentralizada, e os conselhos estaduais e municipais têm um papel ativo na tomada de decisões e na gestão dos recursos, em coordenação com o CNS. Os Conselhos Estaduais de Saúde não têm autonomia completa. Eles devem coordenar suas ações com o CNS e com os Conselhos Municipais de Saúde para garantir a implementação eficaz e integrada das políticas de saúde. Os Conselhos Municipais de Saúde desempenham um papel crucial na implementação de políticas de saúde locais, fiscalizando a aplicação dos recursos e garantindo a participação da comunidade nas decisões. Eles operam em alinhamento com as diretrizes estabelecidas pelos Conselhos Estadual e Nacional de Saúde, garantindo a coerência e integração das políticas de saúde em todas as esferas do SUS. Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. [Disponível em: http://conselho.saude.gov.br] 49ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 32 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O quadro clínico do menino é característico de dermatite atópica, uma condição comum em crianças com histórico pessoal ou familiar de atopia (asma, rinite alérgica, alergias alimentares). As lesões eczematosas nas dobras dos braços e atrás dos joelhos, associadas à coceira intensa, são sinais típicos. O tratamento envolve o uso de emolientes para manter a hidratação da pele, corticosteroides tópicos para controlar a inflamação e evitar fatores desencadeantes, como certos alimentos ou irritantes ambientais. Referências: Rivitti-Machado, Maria Cecilia da M. Dermatologia pediátrica. (Coleção Pediatria do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Disponível em: Minha Biblioteca, (3rd edição). Editora Manole, 2022. JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. v.1. Barueri, SP: Editora Manole, 2021. 50ª QUESTÃO Resposta comentada: A questão descreve uma paciente com lesões hipocrômicas (mais claras que a pele ao redor) com descamação furfurácea (que se assemelha a farinha ou farelo), bem delimitadas, localizadas na base do pescoço e dorso superior. Além disso, o exame micológico direto evidenciou a presença de pseudo-hifas e esporos, e a lâmpada de Wood revelou uma fluorescência róseo- dourada. Todos esses são característicos da condição conhecida como pitiríase versicolor, uma infecção fúngica superficial da pele causada pelo fungo Malassezia. Esta doença é caracterizada por manchas de cor variada (daí o nome “versicolor”) que podem ser hipopigmentadas ou hiperpigmentadas, e são muitas vezes acompanhadas por uma descamação fina. As outras opções são todas condições de pele, mas não correspondem à descrição dada no enunciado. Referência: DAVID, AZULAY, R.; RUBEM, AZULAY, D.; AZULAY-ABULAFIA, Luna. Dermatologia. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021, p. 557-559 E-book. ISBN 9788527738422. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527738422/. 51ª QUESTÃO Resposta comentada: Trata-se de infecção de ferida operatória. O ferimento deve ser aberto para drenagem e limpeza com soro e tratado com antibióticos pela presença de sinais de infecção. Referência: SABISTON. Tratado de Cirurgia: a base biológica da prática cirúrgica moderna. 19. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 52ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 33 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (2016), com atualizações em maio de 2021, o recém-nascido a termo deve ser avaliado ao nascer: nasceu chorando/respirando e com tônus muscular em flexão, deve ser posicionado pele a pele com a mãe, seu corpo e segmento cefálico coberto com tecido de algodão seco e aquecido e seu cordão umbilical clampado entre 1- 3 minutos. Manter via aérea pérvia, aspirar secreções, se necessário, e avaliar continuamente sua vitalidade. O boletim de Apgar é determinado no primeiro e quinto minuto, mas não é utilizado para indicar procedimentos na reanimação neonatal. Os passos iniciais de estabilização e avaliação, quando não suficientes para determinar uma respiração espontânea regular, deve ser seguido pela ventilação por pressão positiva, que deve ser iniciada nos primeiros 60 segundos após o nascimento. REFERÊNCIA: Bibliografia: Almeida MFB, Guinsburg R; Coordenadores Estaduais e Grupo Executivo PRN-SBP; Conselho Científico Departamento Neonatologia SBP. Reanimação do recém-nascido ≥34 semanas em sala de parto: diretrizes 2022 da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Pediatria; 2022. https://doi.org/10.25060/PRN-SBP-2022-2. 53ª QUESTÃO Resposta comentada: As mulheres que apresentarem laudo citopatológico de HSIL deverão ser encaminhadas à unidade de referência para realização de colposcopia (A). A repetição da citologia é inaceitável como conduta inicial. Na presença de achados anormais maiores, JEC visível (ZT tipos 1 ou 2), lesão restrita ao colo e ausente suspeita de invasão ou doença glandular, deverá ser realizado o “Ver e Tratar”, ou seja, a excisão tipo 1 ou 2, de acordo com o tipo da ZT (conforme Tópicos Complementares – Tipos de excisão) (A). Em locais em que não esteja garantida a qualidade da citologia ou quando o colposcopista não se sentir seguro quanto à relevância dos achados, a biópsia é aceitável (B). REFERÊNCIA: Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. – 2. ed. rev. atual. – Rio de Janeiro: INCA, 2016. 54ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 34 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O quadro clínico apresentado pelo paciente, com fadiga, palidez, petéquias e febre, é altamente sugestivo de neutropenia febril, uma complicação comum em pacientes oncológicos submetidos à quimioterapia. A neutropenia é a diminuição do número de neutrófilos, células de defesa do organismo responsáveis por combater infecções. A fadiga e palidez são sintomas comuns em pacientes com anemia, mas também podem ocorrer em pacientes com neutropenia devido à diminuição da capacidade de transporte de oxigênio. As petéquias são um sinal de trombocitopenia, que pode ocorrer em conjunto com a neutropenia. Enquanto isso, a febre é o sinal mais característico de infecção em pacientes com neutropenia, pois a diminuição dos neutrófilos compromete a capacidade do organismo de combater os microrganismos invasores. Além disso, a cisplatina e o paclitaxel são agentes quimioterápicos conhecidos por causar supressão da medula óssea, levando à diminuição de todas as linhagens celulares, incluindo os neutrófilos. Policitemia vera e trombocitopenia essencial são doenças mieloproliferativas crônicas, não relacionadasao tratamento quimioterápico. Anemia megaloblástica, geralmente causada por deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, não é a complicação mais provável neste caso, embora a anemia possa estar presente. Aumento dos eosinófilos, geralmente associado a processos alérgicos ou parasitários, não se relaciona com o quadro clínico apresentado. Referência: GOVINDAN, Ramaswamy; MORGENSZTERN, Daniel. Oncologia. (Washington Manual™). Rio de Janeiro: Thieme Brazil, 2017. E-book. ISBN 9788567661940. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788567661940/. 55ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 35 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Paciente com evolução aguda, menos de 6 horas, não apresenta sinais clínicos de sofrimento de alça, como náuseas e vômitos, sem alteração dos sinais vitais, que consideramos. Uma hérnia inguinal encarcerada, não redutível. A protrusão do conteúdo herniário medial aos vasos epigástricos é designada como hérnia inguinal direta (Quando lateral aos vasos = hérnia inguinal indireta). O reparo cirúrgico urgente é indicado para as hérnias agudas encarceradas. A abordagem cirúrgica ideal não é conhecida, mas uma abordagem laparoscópica pode ser considerada na ausência de estrangulamento. Às vezes, é possível reduzir uma hérnia encarcerada com o paciente sedado, mas é preciso tomar cuidado para se evitar empurrar uma porção morta do intestino com o saco herniário para dentro da cavidade peritoneal (hérnia em massa). O reparo com tela é indicado se o intestino for viável, mas o reparo sem tela é indicado se o intestino for inviável ou se a sua viabilidade for duvidosa. Na ausência de necrose ou contaminação, o intestino pode ser reduzido e a hérnia reparada com uma tela. Se o intestino não for viável (gangrenoso) ou for constatada contaminação durante a cirurgia, geralmente a ressecção do intestino é necessária, sendo feito um reparo da hérnia com tecido primário sem tela. Deve-se evitar o reparo com tela nesta situação por causa do risco de infecção da tela. REFERÊNCIAS: SABISTON, D. C. Jr. et al. Tratado de cirurgia: A Base Biológica da Prática Cirúrgica Moderna. 19. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. BMJ Best Practice. Hérnias inguinais em adultos. Última atualização em 29 jul 2022. 56ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 36 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Um exame físico característico e compatível com abdome agudo, pela presença de íleo paralítico e dor abdominal com sinal de irritação peritoneal, indica a provável necessidade de resolução cirúrgica. Assim, as alternativas mais prováveis envolvem a realização de procedimentos terapêuticos, como cirurgia, seja por laparotomia ou laparoscopia. A CPRE também é um procedimento endoscópico com finalidade terapêutica, mas essa história clínica não é compatível com doença biliar. A urolitíase geralmente se apresenta com dor muito intensa em cólica, que pode ser referida nos pequenos e grandes lábios, escroto ou pênis, e está frequentemente associada à hematúria. A febre geralmente está ausente. A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) ocorre em mulheres, geralmente entre 20 e 40 anos. Apresenta-se com sensibilidade nos quadrantes inferiores de ambos os lados, geralmente até cinco dias após o último período menstrual. Pode haver secreção purulenta no óstio cervical. O folículo de Graaf roto (mittelschmerz) ocorre na metade do ciclo menstrual, com um breve período de dor na parte inferior do abdome, geralmente não associada a náuseas, vômitos ou febre. A sensibilidade é geralmente difusa e não localizada. Referências: BMJ Best Practice. Apendicite Aguda. 04 de junho de 2024. Disponível em: https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/3000123. Acesso em: 26 ago. 2024. FITZGERALD, J. E.; KHATRI, C. R. Clinical scenarios in surgery: decision making and operative technique. CRC Press, 2011. BRUNICARDI, F. C. et al. Schwartz's principles of surgery. McGraw-Hill Education, 2019. GARRIGA, F. et al. Diagnostic imaging of acute appendicitis in adults: a review. The British Journal of Radiology, v. 89, n. 1063, p. 20150892, 2016. 57ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 37 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: As características clínicas descritas, incluindo crescimento lento, bordas bem definidas, brilho e telangiectasias, são típicas do carcinoma basocelular. A conduta mais apropriada para essa lesão é a excisão cirúrgica ampla, que é o tratamento padrão para o carcinoma basocelular, visando a remoção completa da lesão. Embora o melanoma maligno deva ser considerado no diagnóstico diferencial de lesões cutâneas, as características descritas, como crescimento lento e telangiectasias, são mais sugestivas de carcinoma basocelular. O carcinoma de células escamosas pode apresentar características semelhantes, como lesão elevada e sangramento ocasional, mas geralmente tem uma aparência mais ulcerada e áspera. Além disso, a terapia tópica com imiquimode não é o tratamento de primeira linha para carcinoma de células escamosas, especialmente em lesões na face. A excisão cirúrgica seria mais apropriada. A ceratose actínica é uma lesão pré-maligna causada pela exposição crônica ao sol, e embora possa se assemelhar a um carcinoma basocelular em alguns aspectos clínicos, geralmente é mais áspera ao toque e menos elevada. O tratamento cirúrgico convencional (também chamado de excisão padrão) de carcinomas basocelulares, especialmente se realizado por um dermatologista, quase sempre resulta em cura completa. A excisão padrão é um tratamento de primeira linha para os pacientes com carcinoma basocelular de baixo risco e pode ser considerada para pacientes selecionados com tumores de alto risco. Os efeitos adversos incluem deiscência da ferida e cicatrização hipertrófica, bem como infecções. A maioria dos efeitos adversos é relativamente leve e pode ser aliviada com medicamentos. Referências: BMJ BEST PRACTICE. Carcinoma basocelular. Última atualização em 01 de março de 2024. Disponível em: https://bestpractice.bmj.com/topics/en-us/3000116. Acesso em: 20 ago. 2024. 58ª QUESTÃO Resposta comentada: A presença do acompanhante, além de proporcionar segurança à mulher, favorece e inclusão da família nas ações de cuidado à mãe e ao bebê. A mulher e a família devem ser esclarecidas de que não é sinal de fome ou leite fraco quando o bebe solicita mamadas frequentes, reconhecer sinais do bebê que indiquem fome evita crises de choro, como movimentos e sons de sucção, mão na boca, inquietação. Informar sobre a perda de peso esperada em até 9% do peso de nascimento. Para que o aleitamento materno ocorra de forma continuada é essencial apoio não só de profissionais da saúde como também da família, parceiro e ambiente de trabalho. Referências: BRASIL, M. da Saúde. Cadernos de Atenção Básica: Saúde da criança – aleitamento materno e alimentação complementar. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamentos Científicos de Nutrologia e Pediatria Ambulatorial Guia prático de alimentação da criança de 0 a 5 anos – 2021. São Paulo: SBP, 2021. 59ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 38 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O enunciado leva o aluno a perceber um caso de lombalgia aguda (e o dorso do pé. Pode ocorrer fraqueza para dorsiflexão do hálux. O tratamento das lombalgias agudas é feito com analgésicos e anti-inflamatórios, e os opioides não devem ser utilizados de rotina e tampouco de forma contínua. Perceber que o paciente refere dor de intensidade moderada a alta, de forma que é importante acrescentar analgesia além de paracetamol e dipirona, e que não há descrição de comorbidades que contraindiquem AINEs. O manejo terapêutico das lombalgias não envolve repouso absoluto e não há indicação imediata de cirurgia. Em geral, a indicação cirúrgica é feita após falha do tratamento conservador. Referências: BARROS FILHO, Tarcisio E. P. de; LECH, Osvandre. Exame físico em ortopedia. São Paulo: Sarvier, 2017. BRAZ, Alessandra S.; RANZOLIN, Aline; HEYMANN, Roberto E. Dores musculoesqueléticas localizadas e difusas. 3. ed. São Paulo: Manole, 2022. 60ª QUESTÃO Resposta comentada: Aumento da ingestão de fibras e banhos de assento é a abordagem correta porque o aumento da ingestão de fibras e a realização de banhos de assento são recomendados como tratamentos iniciais para aliviar os sintomas das hemorroidas. Essas medidas ajudam a reduzir a inflamação e a dor, além de melhorar a consistência das fezes e facilitar a evacuação. São consideradas de primeira linha para o manejo conservador das hemorroidas grau I. Escleroterapia com injeções é uma opção para hemorroidas que não respondem ao tratamento conservador, mas não é o tratamento inicial recomendado. Ligadura elástica das hemorroidas é usada para hemorroidas internas de graus II e III que falharam no tratamento conservador, não sendo a primeira escolha. Hemorroidectomia é indicada para complicações significativas que não respondem a outros tratamentos, não sendo apropriada como abordagem inicial. O uso ocasional de curto prazo de corticosteroides tópicos pode aliviar os sintomas pruriginosos; no entanto, o uso prolongado pode causar reações alérgicas ou sensibilização, e não há evidências robustas que recomendem seu uso em longo prazo. Referência: LOHSIRIWAT, V. Treatment of hemorrhoids: A coloproctologist’s view. World Journal of Gastroenterology, v. 21, n. 31, p. 9245-9252, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.3748/wjg.v21.i31.9245. Acesso em: 26 ago. 2024. 61ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 39 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Alternativa Correta: Solicitar baciloscopia de escarro para pesquisa de bacilos ácido-álcool resistentes (BAAR). A baciloscopia de escarro para pesquisa de BAAR é o exame de escolha para o diagnóstico inicial de tuberculose pulmonar em um paciente sintomático respiratório (tosse por mais de três semanas). Este exame é simples, de baixo custo e fundamental para confirmar a presença do Mycobacterium tuberculosis, o agente etiológico da tuberculose. A positividade na baciloscopia confirma o diagnóstico e permite iniciar o tratamento adequado. Além disso, a baciloscopia é crucial para o controle da transmissão da doença. Por que as outras alternativas estão incorretas: - Solicitar uma radiografia de tórax para avaliar a presença de lesões pulmonares sugestivas de tuberculose - A radiografia de tórax é importante e frequentemente utilizada na investigação de tuberculose, mas não é o exame definitivo. As alterações radiológicas podem sugerir a doença, mas não confirmam o diagnóstico, sendo necessário complementar com a baciloscopia de escarro para detecção do bacilo. - Prescrever um curso empírico de antibióticos para pneumonia comunitária e reavaliar em duas semanas - Embora o paciente possa ter pneumonia, os sintomas e a duração da tosse são altamente sugestivos de tuberculose. Tratar empiricamente com antibióticos sem investigar para tuberculose pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento correto, aumentando o risco de transmissão. - Iniciar o tratamento com o esquema básico de tuberculose (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) sem necessidade de investigação adicional - Iniciar o tratamento sem confirmação diagnóstica é inadequado. A confirmação através da baciloscopia de escarro é essencial para evitar o uso desnecessário de medicamentos e para a correta identificação e notificação dos casos de tuberculose. - Encaminhar o paciente para tomografia computadorizada de tórax para avaliação mais detalhada das lesões pulmonares - A tomografia pode ser útil em casos de diagnóstico duvidoso ou para avaliar complicações, mas não é o exame inicial de escolha em uma UBS, principalmente pela limitação de acesso e pelo custo elevado. A baciloscopia de escarro continua sendo o exame mais indicado para confirmar a tuberculose em casos suspeitos. 62ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 40 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A apresentação clínica do paciente, incluindo bradicardia, pupilas mióticas, salivação excessiva e sonolência, é sugestiva de intoxicação por organofosforados, que são inibidores da acetilcolinesterase. A atropina é o antídoto indicado para reverter os efeitos colinérgicos dessa intoxicação. As demais alternativas estão incorretas pois: A ingestão de benzodiazepínico geralmente causa sedação, mas não explica os achados de salivação excessiva e pupilas mióticas. Flumazenil é o antídoto para intoxicação por benzodiazepínicos, mas essa substância não corresponde ao quadro clínico apresentado. Opiáceos também podem causar bradicardia e depressão respiratória, mas são mais comumente associados a pupilas puntiformes (miose severa), e não causam salivação excessiva. Naloxona seria o antídoto indicado, mas essa não é a situação mais provável. A intoxicação por paracetamol não se apresenta com bradicardia, pupilas mióticas ou salivação excessiva. O principal risco do paracetamol é a toxicidade hepática, tratada com N-acetilcisteína, mas esse cenário não se encaixa no quadro clínico do paciente. Antidepressivos tricíclicos podem causar arritmias e depressão do sistema nervoso central, mas não causam salivação excessiva e pupilas mióticas. O bicarbonato de sódio é utilizado para tratar a toxicidade desses medicamentos, mas isso não se aplica ao caso. Referências: MILLER, D. M. et al. Organophosphate and Carbamate Poisoning. *Journal of Pediatric Emergency Care*, v. 34, n. 12, p. 859-864, 2020. JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. 5ª edição. Barueri -SP: editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476. 63ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 41 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Asserção: O paciente precisa ser encaminhado à atenção secundária para avaliação pelo especialista e realização de exames para diagnóstico de angina instável, como o teste de esforço, que pode ser realizado na complexidade tecnológica da atenção secundária, mas não na unidade básica de saúde. Razão: A maioria dos pacientes hipertensos NÃO precisa ser encaminhada à atenção secundária. A indicação de mudança de níveis de complexidade na rede assistencial do SUS é tecnológica e não de conhecimento. Os pacientes não são encaminhados para médicos com maior conhecimento, mas para acessar tecnologias não disponíveis na atenção primária. O mesmo médico cardiologista pode atender na atenção primária pela manhã, realizar testes de esforço na policlínica de especialidades à tarde e receber um paciente com síndrome coronariana aguda na UTI do hospital à noite, atuando em três complexidades tecnológicas diferentes. Análise: A asserção é verdadeira, enquanto a razão é falsa e não justifica a asserção. A indicação para a atenção secundária está relacionada ao acesso a tecnologias específicas e não à necessidade de um médico com maior conhecimento. Referência: Atenção Primária e Atenção Especializada: Conheça os níveis deassistência do maior sistema público de saúde do mundo. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt- br/assuntos/noticias/2022/marco/atencao-primaria-e-atencao-especializada-conheca-os-niveis- de-assistencia-do-maior-sistema-publico-de-saude-do-mundo. Acesso em: 5 ago. 2024. 64ª QUESTÃO Resposta comentada: A hemoglobina glicada é um dos exames utilizados para o diagnóstico de diabetes mellitus e também é um bom parâmetro para controle do tratamento. Seu valor normal é igual ou inferior a 5,6%; valores entre 5,7 e 6,4%, indicam pré-diabetes; valores iguais ou superiores a 6,5% indicam diabetes mellitus, porém há necessidade de se repetir o exame para confirmação diagnóstica. REFERÊNCIA: Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-e-rastreamento-do-diabetes-tipo-2/. 65ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 42 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A paciente apresenta um quadro de colelitíase sintomática, com dor abdominal intermitente após ingestão de alimentos gordurosos. A ultrassonografia é o exame de escolha para confirmar a presença de cálculos biliares. Com a confirmação, a colecistectomia eletiva é indicada como tratamento padrão para pacientes sintomáticos com colelitíase, prevenindo episódios recorrentes e complicações. Solicitar tomografia computadorizada do abdome e iniciar tratamento com antibióticos: A tomografia não é necessária para o diagnóstico de colelitíase não complicada, e antibióticos não são indicados na ausência de sinais de infecção. Realizar colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) e inserção de stent biliar: A CPRE é indicada para pacientes com suspeita de coledocolitíase (cálculos no ducto biliar comum) ou colangite, o que não é o caso aqui. Prescrever dieta com baixa quantidade de gordura e acompanhamento clínico: Embora uma dieta com baixa gordura possa reduzir os sintomas, não é uma solução definitiva. Pacientes sintomáticos geralmente necessitam de colecistectomia. Iniciar rotina diagnóstica e terapêutica para hepatite aguda: A hepatite aguda geralmente causa febre, náuseas e dor abdominal, mas geralmente não se associa com dor específica no quadrante superior direito irradiando para as costas e ombro, além de determinar elevação das aminotransferases e icterícia. Referências: FELZ, Margaret W. Cholelithiasis and cholecystitis. American Family Physician, v. 69, n. 5, p. 1449-1456, 2004. LONGO, Dan L. et al. Harrison's principles of internal medicine. 20. ed. New York: McGraw- Hill Education, 2018. JOHNSON, C. D.; TINDALL, S. F. Acute cholecystitis and cholelithiasis. Surgical Clinics of North America, v. 82, n. 4, p. 619-629, 2002. 66ª QUESTÃO Resposta comentada: O Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que podem interferir significativamente no desempenho escolar e na vida diária da criança. No cenário descrito, a criança demonstra dificuldades em prestar atenção, manter-se organizada e seguir instruções, comportamentos típicos do TDAH. Se não diagnosticado e tratado, o TDAH pode levar a dificuldades acadêmicas graves, comprometendo o aprendizado, além de impactar negativamente a autoestima da criança, pois ela pode se sentir constantemente inadequada ou incapaz em comparação aos colegas. Referências: LIMA, Eduardo Jorge da Fonseca D. et al. Pediatria Ambulatorial. 2. ed. Rio de Janeiro: MedBook Editora, 2017. Disponível em: Minha Biblioteca. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 67ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 43 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Trata-se de um caso de restrição do crescimento fetal estágio 3, que é definido pela insuficiência placentária severa (Doppler da artéria umbilical com diástole zero), definido pelo Doppler da artéria umbilical com diástole ausente. A monitorização fetal a cada dois dias é aceitável. Para otimizar o controle do bem-estar fetal, as pacientes podem ser internadas, a partir da viabilidade, e avaliadas diariamente (Doppler, perfil biofísico fetal e cardiotocografia computadorizada). O parto é recomendado com 34 semanas por cesárea eletiva, pois o risco de sofrimento fetal na indução de parto excede 50%. Referências: MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Gestação de Alto Risco. Brasília, 2022. CUNNINGHAM, F. G.; LEVENO, K. J.; BLOOM, S. L. Williams Obstetrics. 25 ed. New York: McGraw-Hill, 2018. ROMERO, R.; NICOLAIDES, K.; KONJE, J. C. The use of corticosteroids in the management of preterm birth. Lancet, 2021. 68ª QUESTÃO Resposta comentada: A criança está dentro dos padrões normais de desenvolvimento para sua idade, e a mãe deve ser tranquilizada sobre o engatinhar. Justificativa: O desenvolvimento neuropsicomotor da criança segue princípios gerais, como a evolução céfalo- caudal (do controle da cabeça aos pés) e próximo-distal (do centro do corpo para as extremidades), com uma sequência fixa, embora haja variação no tempo em que cada criança atinge os marcos. No caso apresentado: 1. Sentar-se sem apoio: A criança de 9 meses é capaz de sentar-se sem apoio, o que é um marco esperado para essa idade. 2. Transferência de objetos: A habilidade de transferir objetos de uma mão para a outra é esperada por volta dos 6 a 9 meses. 3. Balbuciar sílabas: Balbuciar sílabas como “da-da” e “ma-ma” é um marco esperado para a faixa etária de 6 a 10 meses. 4. Resposta ao nome: Responder ao próprio nome é um marco de desenvolvimento social e cognitivo esperado por volta dos 7 a 9 meses. 5. Rolagem: A criança começou a rolar aos 6 meses, o que está dentro da faixa normal de desenvolvimento. O engatinhar pode ocorrer entre os 7 e 10 meses, mas não é um marco obrigatório para todos os bebês, pois alguns podem pular essa fase e passar diretamente para ficar em pé e andar. Portanto, a criança está dentro dos padrões normais de desenvolvimento para sua idade, e a mãe deve ser tranquilizada sobre o engatinhar, explicando que há variação normal no tempo em que cada criança atinge determinados marcos. Referência: JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. v.1. Barueri: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555767476/. Acesso em: 08 ago. 2024. 69ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 44 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Neste caso, a paciente apresenta incontinência urinária associada à hiperatividade do detrusor, sugerindo um componente de incontinência de urgência. No entanto, também há evidência de redução da força dos músculos do assoalho pélvico, o que pode contribuir para a incontinência urinária de esforço. Portanto, a abordagem ideal deve abordar ambos os aspectos. A fisioterapia pélvica é frequentemente recomendada como tratamento de primeira linha para incontinência urinária, pois visa fortalecer os músculos do assoalho pélvico, melhorar o suporte da bexiga e aumentar a sensação de controle sobre a micção. Isso pode ser especialmente benéfico no caso da paciente, uma vez que a fraqueza dos músculos do assoalho pélvico contribui para a incontinência urinária de esforço. Posteriormente, se não houver melhora, poderiam ser prescritos medicamentos anticolinérgicos para reduzir a hiperatividade do detrusor. Referência: FEBRASGO. Tratado de ginecologia. 1. ed. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 2018. 70ª QUESTÃO Resposta comentada: Inibição do transportador de serotonina ou SERT: Correta. Esta alternativa descreve com precisão o principal mecanismo de ação dos ISRSs. Eles atuam especificamente inibindo o transportadorde serotonina (SERT), responsável pela recaptação de serotonina da fenda sináptica de volta ao neurônio pré-sináptico. Isso aumenta a disponibilidade de serotonina na sinapse, o que é crucial para aliviar os sintomas da depressão. Bloqueio de um ou mais dos transportadores de serotonina, noradrenalina e/ou dopamina: Incorreta. Esta descrição se aplica mais aos antidepressivos de ação mais ampla, como os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSNs) ou antidepressivos tricíclicos, que afetam múltiplos neurotransmissores, não apenas a serotonina. Os ISRSs são seletivos para o transportador de serotonina e não atuam significativamente sobre os transportadores de noradrenalina ou dopamina. Inibição da recaptação de 5HT em comparação com a recaptação de NA: Incorreta. Esta alternativa é enganosa e contém informações que não são características dos ISRSs. Os ISRSs (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina) são específicos para a inibição da recaptação de serotonina (5HT) e não afetam a recaptação de noradrenalina (NA). Eles não causam um aumento na recaptação de noradrenalina; ao contrário, eles são projetados para aumentar a disponibilidade de serotonina na sinapse sem afetar significativamente outros neurotransmissores. Ativação seletiva potente da recaptação de serotonina: Incorreta. Esta alternativa é errônea porque descreve o oposto do que os ISRSs fazem. Em vez de ativar a recaptação de serotonina, os ISRSs inibem essa recaptação, aumentando os níveis de serotonina na fenda sináptica, o que é fundamental para seu efeito antidepressivo. Ao analisar todas as alternativas, fica claro que a alternativa Inibição do Transportador de Serotonina ou SERT é a que melhor justifica o impacto clínico dos ISRSs no tratamento da depressão, correspondendo ao seu mecanismo de ação específico. Referência: Stahl, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicações práticas / Stephen M. Stahl; tradução Patricia Lydie Voeux; revisão técnica Irismar Reis de Oliveira. – 4. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 45 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 71ª QUESTÃO Resposta comentada: A alternativa que diz “Ênfase na integralidade e na coordenação do cuidado, com foco na saúde da família e na comunidade”. A nova PNAB reforça o papel da atenção primária à saúde como porta de entrada do sistema de saúde, com ênfase na abordagem integral das necessidades de saúde dos indivíduos e na coordenação do cuidado entre os diferentes níveis de atenção. Isso está alinhado aos princípios do SUS, que preconizam o acesso universal, equidade, integralidade e participação da comunidade na gestão e no controle das políticas de saúde. As outras opções não estão de acordo com os princípios do SUS e com as diretrizes da nova PNAB. Referência: Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017. 72ª QUESTÃO Resposta comentada: A primeira afirmação diz menção a quadro de colecistite, com presença de sinal de Murphy, associada a elevação de Brb direta. A segunda afirmação descreve o quadro de leptospirose, na qual se observa elevação de bilirrubina indireta. A terceira afirmação descreve quadro de colangite esclerosante, na qual se observa elevação de Brb direta, e não indireta, tornando tal afirmação falsa. A quarta afirmação descreve situação de hemólise induzida por fármacos em indivíduo deficiente de G6PD, o que ocasiona elevação de Brb indireta. A quinta afirmação, com relação à icterícia associada ao LES, sugere ocorrência de hemólise, com consequente elevação de Brb indireta, tornando tal afirmação falsa. Com isso, estão corretas as afirmativas I, II e IV. REFERÊNCIA: GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. [SL]: Grupo GEN, 2022. E- book. ISBN 9788595159297. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 20 fev. 2023. 73ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 46 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O diagnóstico de esclerose múltipla é sugerido pelos seguintes achados: Sintomas neurológicos disseminados no tempo e espaço: A paciente apresenta episódios distintos de sintomas neurológicos (neurite óptica e fraqueza/formigamento no braço) que ocorreram em diferentes momentos e afetaram diferentes partes do sistema nervoso central. Neurite óptica: A visão embaçada e dor ocular ao movimento do olho direito, juntamente com o reflexo pupilar aferente relativo positivo, são indicativos de neurite óptica, uma manifestação comum da esclerose múltipla. Lesões na ressonância magnética: A RM do encéfalo mostrando múltiplas lesões hiperdensas na substância branca, especialmente na região periventricular e corpo caloso, com realce de algumas lesões após contraste, é altamente sugestiva de esclerose múltipla. Esses achados são característicos das placas de desmielinização típicas da doença. Sinais neurológicos: A fraqueza e hiperreflexia no braço esquerdo, juntamente com o sinal de Babinski positivo bilateralmente, indicam envolvimento do sistema nervoso central, compatível com esclerose múltipla. Referência: GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022. p. 2699-2708. E-book. ISBN 9788595159297. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 08 ago. 2024. 74ª QUESTÃO Resposta comentada: Em diferentes doenças mediadas por células T, a lesão tecidual é causada pela inflamação induzida por citocinas produzidas principalmente por células T CD4+ ou pela destruição das células do hospedeiro por linfócitos T citotóxicos CD8+. Esses mecanismos de lesão tecidual são os mesmos utilizados pelas células T para eliminar microrganismos associados às células. As células T CD4+ podem reagir contra antígenos celulares ou teciduais, secretando citocinas que induzem inflamação local e ativam macrófagos. Diferentes doenças, como o diabetes mellitus tipo 1 (DM1), podem estar associadas à ativação de células Th1 e Th17. As células Th1 são a principal fonte de interferona-γ (IFN-γ), a principal citocina ativadora de macrófagos, enquanto as células Th17 são responsáveis pelo recrutamento de leucócitos, incluindo neutrófilos. Na verdade, a lesão tecidual nessas doenças é causada principalmente pelos macrófagos e neutrófilos. Referências: ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv. Imunologia Básica: Funções e Distúrbios do Sistema Imunológico. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158672. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158672/. Acesso em: 26 jul. 2024. KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins & Cotran Patologia: Bases Patológicas das Doenças. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. E-book. ISBN 9788595159174. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159174/. Acesso em: 26 jul. 2024. 75ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 47 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O diagnóstico de nodulação em mama se inicia pelo exame clínico e anamnese. O nódulo dessa paciente apresenta características benignas: consistência fibroelástica, móvel e indolor, bordas bem delimitadas e lisas, sem sinais flogísticos ou edema na pele sobrejacente. O diagnóstico mais provável é o de fibroadenoma, que deve ser avaliado pelo exame de imagem de ultrassom de mamas, e, se persistir a dúvida, realizar biópsia. Esses tumores são mais comuns entre mulheres de 16 a 39 anos. A ultrassonografia pode identificar as características do nódulo como benigno; se houverdúvida, pode-se requerer uma biópsia para análise anátomo-patológica. Tumor phyllodes: Possuem características clínicas semelhantes ao fibroadenoma, porém costumam ter dimensões maiores e apresentar crescimento rápido. São mais comuns entre os 30 e 50 anos. Neoplasias malignas: Geralmente apresentam nódulos endurecidos, com limites indefinidos e aderidos a estruturas adjacentes. Podem estar associados a alterações cutâneas (retração, hiperemia, edema), fluxo papilar suspeito, linfadenomegalia axilar e supraclavicular. Geralmente são indolores. Doença de Paget Mamária: Apresenta-se como lesão eritêmato-descamativa que acomete a papila e a aréola do mamilo, podendo estender-se para a região periareolar. A retração do mamilo é um achado sugestivo da doença. Na maioria dos casos, está associada ao carcinoma intraductal. Referência: BEREK, Jonathan S. Berek & Novak – Tratado de Ginecologia. 16 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. 76ª QUESTÃO Resposta comentada: A Manobra de Ritgen modificada é realizada utilizando-se uma das mãos com o auxílio de uma compressa para abaixar o corpo perineal durante o período expulsivo, visando reduzir a necessidade de realização de episiotomia, além da redução de lesões perineais. Com a outra mão, ampara-se o occipital fetal para reduzir a velocidade no desprendimento e na extensão do polo cefálico quando da expulsão fetal. REFERÊNCIAS: Obstetrícia de Williams. 25a Ed. McGraw Hill Brasil, 2021. Assistência ao trabalho de parto. Obstetrícia do Zugaib. Ed. Manole, 2012. Assistência ao parto. 77ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 48 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: BRASIL. Ministério da Saúde. Nota técnica n. 8. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/raiva/imagens/nota-tecnica-n-8_2022- cgzv_deidt_svs_ms.pdf/view. Acesso em: 20 ago. 2024. 78ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 49 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O quadro de dor pleurítica, diminuição do murmúrio vesicular e som maciço à percussão é indicativo de derrame pleural. A toracocentese é o procedimento adequado para confirmar o diagnóstico e aliviar a pressão no tórax, além de permitir a análise do líquido pleural. Esta é a alternativa mais adequada para o quadro clínico descrito. O pneumotórax geralmente se manifesta com hipertimpanismo à percussão e diminuição ou ausência de murmúrio vesicular. No entanto, a presença de som maciço à percussão é mais consistente com derrame pleural do que com pneumotórax. Portanto, essa alternativa não é a mais adequada para o quadro clínico descrito. A insuficiência cardíaca congestiva pode causar sintomas respiratórios e dor torácica, mas a diminuição do murmúrio vesicular e som maciço à percussão são menos típicos dessa condição. Além disso, o tratamento com captopril não é o manejo inicial para um quadro com esses achados. Portanto, esta alternativa é menos apropriada. Neoplasias pulmonares podem causar dor torácica e sintomas respiratórios, mas geralmente são associadas a outros achados, como massas pulmonares visíveis em imagem. A toracotomia é uma abordagem invasiva e não é a primeira linha de tratamento para um paciente com sintomas agudos e achados como os descritos. Portanto, esta alternativa não é a mais adequada para o quadro clínico atual. Pneumonia necrotizante pode causar dor pleurítica e tosse, mas o som maciço à percussão e a diminuição do murmúrio vesicular são mais indicativos de derrame pleural. Referências: AMERICAN COLLEGE OF CHEST PHYSICIANS (CHEST). Diagnosis and management of pleural effusion. CHEST, v. 150, n. 2, p. 278-290, 2016. Disponível em: https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(16)30355-3/fulltext. Acesso em: 20 ago. 2024. BRITISH THORACIC SOCIETY (BTS). Pleural disease: diagnosis and management. Thorax, v. 73, Suppl 2, p. ii1-ii42, 2018. Disponível em: https://thorax.bmj.com/content/73/suppl_2/ii1. Acesso em: 20 ago. 2024. EUROPEAN RESPIRATORY SOCIETY (ERS). Task Force on the Management of Pleural Effusions. European Respiratory Journal, v. 50, n. 6, p. 1701949, 2017. Disponível em: https://erj.ersjournals.com/content/50/6/1701949. Acesso em: 20 ago. 2024. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA (SBPT). Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 32, 2006. 79ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 50 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O quadro descrito no caso clínico é compatível com dor pélvica crônica associada a patologia secundária. Considerando que a dor é cíclica e não melhora com o uso de anti-inflamatórios e anticoncepcional oral com pausa, exclui-se a possibilidade de dismenorreia primária e doença inflamatória pélvica, sendo a endometriose a principal suspeita diagnóstica. O exame com maior acurácia diagnóstica, dentre os listados nas alternativas, é a ressonância magnética de pelve. Referências: PODGAEC, Sérgio. Coleção Febrasgo - Endometriose. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2019. E- book. ISBN 9788595151048. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151048/. Acesso em: 09 ago. 2024. LASMAR, Ricardo B. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN 9788527732406. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527732406/. Acesso em: 09 ago. 2024. FERNANDES, Cesar Eduardo; SÁ, Felipe da Silva; SILVA FILHO, Agnaldo Lopes [et al.]. Tratado de ginecologia Febrasgo. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. 80ª QUESTÃO Resposta comentada: A classificação dos miomas pela FIGO/MUSA mostra a localização destes e a conduta a ser tomada. Mioma FIGO/MUSA 1 é um mioma submucoso com componente intramural menor que 50%. A paciente não tem prole constituída e está em idade reprodutiva, e o mioma submucoso, além do quadro apresentado, pode interferir negativamente na gestação. A conduta correta é realizar miomectomia via histeroscopia cirúrgica. Referência: BEREK, Jonathan S.; NOVAK, Emil. Berek & Novak: Tratado de Ginecologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. 81ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 51 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Hidroclorotiazida – Diurético tiazídico que reduz a pressão arterial ao diminuir o volume intravascular. Embora seja eficaz, não oferece proteção renal, o que é uma consideração importante para pacientes com diabetes. Anlodipina – Bloqueador dos canais de cálcio que promove vasodilatação e redução da pressão arterial. É uma boa opção para controlar a pressão arterial, mas não fornece proteção renal específica para pacientes com diabetes. Losartana – Bloqueador dos receptores de angiotensina II (BRA) que reduz a pressão arterial e oferece proteção renal, o que é crucial para pacientes diabéticos. É a escolha mais apropriada, conforme as diretrizes, para tratar hipertensão em pacientes com diabetes. Metoprolol – Beta-bloqueador que reduz a frequência cardíaca e a contratilidade do coração. Embora seja útil para controle da pressão arterial, não é a primeira linha de tratamento para pacientes diabéticos e não oferece proteção renal. Hidralazina – Vasodilatador direto que reduz a resistência vascular periférica e a pressão arterial. Embora seja eficaz, é geralmente reservado para situações específicas e não é a primeira escolha para pacientes com diabetes, pois não oferece proteção renal. Referência: BARROSO, Weimar Kunz Sebba et al. Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial – 2020. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, p. 516-658, 2021. 82ª QUESTÃO Resposta comentada: O NYHA determina que, em paciente com disfunção diastólica associado com fração de ejeção entre 40–49% e sintomas de insuficiência cardíaca,pode-se afirmar que a paciente apresenta ICC de fração levemente reduzida. Referência: 2022 AHA/ACC/HFSA Guideline for the Management of Heart Failure: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on Clinical Practice Guidelines. Circulation, v. 145, Issue 18, 3 May 2022; Pages e895-e1032. Disponível em: https://doi.org/10.1161/CIR.0000000000001063. Acesso em 23 mar. 2024. 83ª QUESTÃO Resposta comentada: A presença de febre persistente, fadiga, palidez, dores ósseas, linfadenopatia, esplenomegalia, anemia, leucocitose com blastos, e trombocitopenia são achados clínicos sugestivos de Leucemia Linfoblástica Aguda, uma das causas principais de febre de origem indeterminada em crianças. Referência: JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. 5ª edição. Barueri -SP: editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476 84ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 52 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Resposta correta: O Conselho Federal de Saúde coordena as ações dos Conselhos Estaduais e Municipais, estabelecendo diretrizes nacionais para o SUS, enquanto os Conselhos Estaduais e Municipais atuam na implementação e fiscalização dessas diretrizes em nível regional e local, respectivamente. Resposta comentada: Essa alternativa está correta porque reflete a distribuição de responsabilidades e a relação hierárquica entre os Conselhos Federal, Estaduais e Municipais de Saúde no âmbito do SUS. O Conselho Federal de Saúde tem a função de estabelecer diretrizes, políticas e normas nacionais para o sistema de saúde brasileiro, coordenando as ações dos estados e municípios. Os Conselhos Estaduais, por sua vez, são responsáveis por implementar e fiscalizar essas diretrizes em seus respectivos estados, adaptando-as às necessidades locais. Já os Conselhos Municipais têm a função de implementar e fiscalizar as políticas de saúde em nível municipal, garantindo que estas atendam às demandas específicas da população de cada município. Referência: BARROS, M. E. D. O controle social e o processo de descentralização dos serviços de saúde. In: Incentivo à Participação Popular e Controle Social no SUS: textos técnicos para conselheiros de saúde. Brasília: IEC, 1994. 85ª QUESTÃO Resposta comentada: Fase Inflamatória Esta fase se inicia imediatamente após a lesão, com a liberação de substâncias vasoconstritoras, principalmente tromboxana A2 e prostaglandinas, pelas membranas celulares. O endotélio lesado e as plaquetas estimulam a cascata da coagulação. As plaquetas têm papel fundamental na cicatrização. Visando a hemostasia, essa cascata é iniciada e grânulos são liberados das plaquetas, as quais contêm fator de crescimento de transformação beta - TGF-β (e também fator de crescimento derivado das plaquetas [PDGF], fator de crescimento derivado dos fibroblastos [FGF], fator de crescimento epidérmico [EGF], prostaglandinas e tromboxanas), que atraem neutrófilos à ferida. O coágulo é formado por colágeno, plaquetas e trombina, que servem de reservatório proteico para síntese de citocinas e fatores de crescimento, aumentando seus efeitos. Desta forma, a resposta inflamatória se inicia com vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, promovendo a quimiotaxia (migração de neutrófilos para a ferida). Neutrófilos são as primeiras células a chegar à ferida, com maior concentração 24 horas após a lesão. São atraídos por substâncias quimiotáticas liberadas por plaquetas. Os neutrófilos aderem à parede do endotélio mediante ligação com as selectinas (receptores de membrana). Neutrófilos produzem radicais livres que auxiliam na destruição bacteriana e são gradativamente substituídos por macrófagos. Os macrófagos migram para a ferida após 48-96 horas da lesão, e são as principais células antes dos fibroblastos migrarem e iniciarem a replicação. Têm papel fundamental no término do desbridamento iniciado pelos neutrófilos e sua maior contribuição é a secreção de citocinas e fatores de crescimento, além de contribuírem na angiogênese, fibroplasia e síntese de matriz extracelular, fundamentais para a transição para a fase proliferativa. Fase proliferativa ou granulação A fase proliferativa é constituída por quatro etapas fundamentais: epitelização, angiogênese, 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 53 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 formação de tecido de granulação e deposição de colágeno. Esta fase tem início ao redor do 4º dia após a lesão e se estende aproximadamente até o término da segunda semana. A epitelização ocorre precocemente. Se a membrana basal estiver intacta, as células epiteliais migram em direção superior, e as camadas normais da epiderme são restauradas em três dias. Se a membrana basal for lesada, as células epiteliais das bordas da ferida começam a proliferar na tentativa de restabelecer a barreira protetora. A angiogênese é estimulada pelo fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), e é caracterizada pela migração de células endoteliais e formação de capilares, essencial para a cicatrização adequada. A parte final da fase proliferativa é a formação de tecido de granulação. Os fibroblastos e as células endoteliais são as principais células da fase proliferativa. Os fibroblastos dos tecidos vizinhos migram para a ferida, porém precisam ser ativados para sair de seu estado de quiescência. O fator de crescimento mais importante na proliferação e ativação dos fibroblastos é o PDGF. Em seguida é liberado o TGF-β, que estimula os fibroblastos a produzirem colágeno tipo I e a transformarem-se em miofibroblastos, que promovem a contração da ferida. Entre os fatores de crescimento envolvidos no processo cicatricial podem ser citados o PDGF, que induz a proliferação celular, a quimiotaxia e a síntese matricial; o fator epidérmico, que estimula a epitelização; o fator transformador alfa, responsável pela angiogênese e pela epitelização; o fator fibroblástico, que estimula a proliferação celular e angiogênese e o fator transformador beta, responsável pelo aumento da síntese matricial. Fase de maturação ou remodelamento A característica mais importante desta fase é a deposição de colágeno de maneira organizada, por isso é a mais importante clinicamente. O colágeno produzido inicialmente é mais fino do que o colágeno presente na pele normal, e tem orientação paralela à pele. Com o tempo, o colágeno inicial (colágeno tipo III) é reabsorvido e um colágeno mais espesso é produzido e organizado ao longo das linhas de tensão. Estas mudanças se refletem em aumento da força tênsil da ferida. A reorganização da nova matriz é um processo importante da cicatrização. Fibroblastos e leucócitos secretam colagenases que promovem a lise da matriz antiga. A cicatrização tem sucesso quando há equilíbrio entre a síntese da nova matriz e a lise da matriz antiga, havendo sucesso quando a deposição é maior. Mesmo após um ano a ferida apresentará um colágeno menos organizado do que o da pele sã, e a força tênsil jamais retornará a 100%, atingindo em torno de 80% após três meses. Referência: KUMAR, Vinay. Robbins – Patologia Básica. Disponível em: Minha Biblioteca, (10th edição). Grupo GEN, 2018. 86ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 54 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O paciente apresenta sintomas típicos de claudicação intermitente, um indicativo de doença arterial periférica (DAP). O índice tornozelo-braquial (ITB) de 0,60 a 0,65 sugere DAP moderada. As diretrizes atuais recomendam o tratamento inicial com mudanças no estilo de vida, incluindo cessação do tabagismo e controle rigoroso de fatores de risco como hipertensão e diabetes. Além disso, o uso de antiagregantes plaquetários (como aspirina ou clopidogrel) e estatinas é indicado para reduziro risco cardiovascular e a progressão da DAP. Exercícios supervisionados, como a caminhada, são recomendados para melhorar a distância de claudicação e a qualidade de vida. A cirurgia de revascularização é indicada apenas em casos mais graves ou refratários de DAP, não como primeira linha. Claudicação intermitente neuropática se associa mais com a neuropatia diabética, mas o ITB alterado e a dor ao caminhar indicam DAP, não neuropatia. A doença arterial periférica grave com ITBa fim de confirmar o diagnóstico e planejar intervenções específicas seria a opção mais adequada para esse caso. O TDAH é um transtorno complexo, caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que podem impactar significativamente a vida escolar e social da criança. A confirmação do diagnóstico através de uma avaliação detalhada por uma equipe multiprofissional é crucial, pois permite uma compreensão holística das dificuldades apresentadas pelo aluno e a elaboração de um plano de tratamento adequado. Esse plano pode incluir intervenções psicossociais, comportamentais e, se necessário, o uso de medicação. Referência: NARDI, Antonio, E. et al. Tratado de psiquiatria da associação brasileira de psiquiatria. Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo A, 2021. 95ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 58 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A resposta correta é: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. A crise epiléptica é uma situação caracterizada pela presença de crises convulsivas não provocadas, recorrentes. Podem estar associadas a diferentes problemas que afetam o sistema nervoso central, como exemplo lesões estruturais, alterações genéticas e/ou metabólicas. Se houver mais de uma crise, considerar a epilepsia, definida por duas ou mais convulsões que não são provocadas por outras doenças ou circunstâncias. Referência: S., B.L.; G., S.P. Bates - Propedêutica Médica, 12ª edição: Grupo GEN, 2018. 9788527733090. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527733090/. 96ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 59 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Apenas as afirmações II e IV estão corretas. Análise das afirmações reformuladas: I. Antes da criação do SUS, o sistema de saúde brasileiro era amplamente baseado em instituições privadas e filantrópicas, com pouca ou nenhuma intervenção do Estado na prestação de serviços de saúde. Análise: Incorreta. Embora houvesse uma participação significativa de instituições privadas e filantrópicas, o Estado estava presente, especialmente através do INAMPS, que atendia os trabalhadores formais. O Estado tinha um papel significativo, mas o acesso era restrito e excludente. II. A implementação do SUS garantiu, pela primeira vez, a universalização do acesso aos serviços de saúde, estabelecendo que toda a população brasileira tivesse direito a atendimento gratuito e integral, independentemente de condição social. Análise: Correta. O SUS foi criado para garantir o direito universal à saúde para todos os cidadãos, oferecendo serviços de forma gratuita e integral, independentemente da condição social. III. A descentralização promovida pelo SUS permitiu uma maior autonomia dos municípios na gestão da saúde, mas não trouxe melhorias significativas na qualidade dos serviços de saúde em regiões mais pobres do país. Análise: Incorreta. A descentralização foi fundamental para melhorar a gestão local dos serviços de saúde, especialmente em regiões mais pobres, onde o SUS conseguiu aumentar o acesso e a qualidade dos serviços, embora ainda existam desafios a serem superados. IV. Mesmo com a criação do SUS, o Brasil ainda enfrenta desafios como a desigualdade regional no acesso aos serviços de saúde e a necessidade de integrar melhor os níveis de atenção à saúde, especialmente entre a atenção primária e os serviços de alta complexidade. Análise: Correta. Apesar dos avanços, o SUS ainda lida com problemas como desigualdade regional e a necessidade de melhor integração entre os níveis de atenção. Apenas as afirmações II e IV estão corretas. Referências: SOLHA, Raphaela Karla de T. Saúde coletiva para iniciantes. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2014. E-book. ISBN 9788536530574. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536530574/. MOREIRA, Taís C.; ARCARI, Janete M.; COUTINHO, Andreia O R. et al. Saúde coletiva. Porto Alegre: Grupo A, 2018. E-book. ISBN 9788595023895. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595023895/. 97ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 60 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: As drogas modificadoras da doença (DMARDs), como o metotrexato, são mais indicadas para artrites inflamatórias e pouco eficazes para osteoartrite primária. A terapia com corticosteróides orais (prednisona) pode ser utilizada em situações específicas para reduzir a inflamação e aliviar a dor, porém não são utilizados como primeira linha de tratamento para osteoartrite primária. A perda de peso da paciente é essencial para reduzir a sobrecarga articular, causando menor dano à estrutura articular, pelo fator mecânico e presença de mediadores inflamatórios. A fisioterapia está indicada para fortalecimento muscular, melhorando a força muscular e reduzindo a sobrecarga articular. O uso de antibióticos não está indicado, pois não se trata de patologia infecciosa. A cirurgia de substituição articular é o último recurso utilizado em quadros graves, com dor intratável e grande prejuízo da mobilidade. A prescrição de analgésicos e AINEs (anti-inflamatórios não esteroides) é considerada a primeira escolha farmacológica para controle da dor. Referência: LOSCALZO, Joseph; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; et al. Medicina Interna de Harrison. Porto Alegre: Grupo A, 2024. p. 2854-2862. E-book. ISBN 9786558040231. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786558040231/. 98ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 61 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Na hipoperfusão renal, o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) é ativado, ou seja, os rins liberam renina, o que leva à ativação e à liberação de angiotensina II e aldosterona. O aumento da aldosterona eleva a reabsorção de sódio e a secreção de potássio e prótons nos túbulos coletores renais. Além disso, a angiotensina II aumenta a taxa de filtração glomerular e estimula a reabsorção de sódio no túbulo proximal. À medida que o sódio é reabsorvido, a água segue do filtrado glomerular para o interstício renal. Esse deslocamento de fluido para os capilares peritubulares leva ao aumento do fluido intravascular e ao aumento da pressão sanguínea. DISTRATORES: Quando o RAAS é ativado, o aumento da aldosterona atuará nos túbulos coletores do néfron para aumentar a secreção de prótons. Esse efeito aumentaria, em vez de diminuir, a excreção de prótons. Quando o SRAA é ativado, o aumento da aldosterona atuará nos túbulos coletores do néfron para aumentar a secreção de potássio. Esse efeito aumentaria, em vez de diminuir, a excreção de potássio. A reabsorção de ureia ocorre no túbulo proximal e no ducto coletor, e espera-se que seja aumentada na hipovolemia. A perda de volume causa aumento dos níveis de ADH, o que induz a expressão de transportadores de ureia nos ductos coletores medulares, levando a um aumento da reabsorção de ureia. A reabsorção de ureia nos ductos coletores é essencial para manter o gradiente osmótico medular interno que permite a retenção máxima de água filtrada. A ureia também é reabsorvida no túbulo proximal por difusão através do arrasto de solvente de outros eletrólitos. Esse mecanismo também é aumentado em estados hipovolêmicos por causa do aumento da concentração de urina e da concentração de eletrólitos intersticiais. Sob condições fisiológicas, a creatinina é removida do sangue por filtração glomerular e secreção tubular a uma taxa relativamente constante. Embora a creatinina possa ser absorvida no trato gastrointestinal (suplementos dietéticos ou carne), há pouca ou nenhuma reabsorção tubular renal de creatinina.Devido à diminuição da perfusão renal, este paciente corre o risco de diminuição da filtração glomerular e, portanto, aumento da creatinina sérica. No entanto, qualquer aumento na creatinina sérica é resultado da diminuição da depuração (diminuição da TFG) e não do aumento da absorção renal. REFERÊNCIA: HALL, John E.; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall. Fundamentos de Fisiologia. [Cap.78]: Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN 9788595151550. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151550/. Acesso em: 09 mai. 2023. 99ª QUESTÃO Resposta comentada: A avaliação do nível de evidência e grau de recomendação é configurada pelo sistema GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation). Na hierarquia das evidências, as metanálises de ensaios clínicos randomizados, quando apresentam rigor metodológico, estão no topo da pirâmide, seguidas por ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais (como coorte e caso-controle), estudos de casos e opinião de especialista. Referência: STEIN, A.T. Cap. 29. Medicina baseada em evidência aplicada à prática do médico de família e comunidade. In: GUSSO, G. et al. Tratado de Medicina de Família e Comunidade. 2. ed. 2019. p. 781-808. 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 62 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 100ª QUESTÃO Resposta comentada: Este caso se trata de uma gestação ectópica confirmada por BhCG sérico positivo associado à dor pélvica e imagem anexial sugestiva. A paciente se apresenta estável hemodinamicamente e tem desejo reprodutivo, o que nos faz pensar em conduta conservadora. Para que isso seja possível, alguns critérios devem ser considerados, como saco gestacional menor que 3,5 cm, feto sem atividade cardíaca, BhCG menor que 5.000 mUi/mL e estabilidade hemodinâmica. Após a administração do metrotexato, deve-se monitorizar a queda do BhCG sérico, que sinaliza sucesso do tratamento. A salpingectomia, ooforectomia e laparotomia não devem ser realizadas, visto que a paciente tem critérios para tratamento conservador, aumentando as chances de preservação da fertilidade, já que ela apresentou desejo de novas gestações. O BhCG considerado para tratamento conservador é o inicial, sendo assim não há indicação de repetir o BhCG. O ultrassom transvaginal foi realizado no dia do atendimento, não tendo benefício em se repetir em 2 dias. REFERÊNCIA: ZUGAIB, Marcelo. Zugaib obstetrícia. s.l.: Editora Manole, 2023. E-book. ISBN 9786555769340. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555769340/. Acesso em: 9 out. 2023. 101ª QUESTÃO Resposta comentada: As DNCT apresentam maior morbidade e mortalidade nos países em desenvolvimento, sendo as pessoas menos favorecidas são mais acometidas. As DCNT afetam predominantemente idosos e mulheres. A prevalência do tabagismo tem diminuído e a da obesidade tem aumentado. Referência: Plano de ações e estratégias para o enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil. 2011-2022. Ministério da Saúde. 102ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 63 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A afirmativa I está correta, pois os beta-lactâmicos atuam inibindo a síntese da parede celular bacteriana durante a infecção. A afirmativa II está incorreta, pois os aminoglicosídeos, como a estreptomicina, agem na síntese proteica bacteriana, não nos estágios iniciais da infecção. A afirmativa III está correta, pois os macrolídeos bloqueiam a translocação do peptídeo nascente durante a síntese proteica bacteriana. A afirmativa IV está correta, pois as fluoroquinolonas inibem a síntese do DNA bacteriano, sendo eficazes contra bactérias intracelulares. Referências: KATZUNG, Bertram G.; TREVOR, Anthony J. Farmacologia básica e clínica. 13 edição. Grupo A, 2017. 9788580555974. BRUTON, L L.; HILAL-DANDAN, R. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman e Gilman. 13 edição. Grupo A, 2018. 103ª QUESTÃO Resposta comentada: A conduta inicial recomendada para a constipação em lactentes inclui a introdução de alimentos ricos em fibras e o aumento da ingestão de líquidos. Suplementos de fibra específicos para a faixa etária de lactentes podem ajudar a melhorar a consistência das fezes e promover evacuações mais regulares. Atualmente, o PEG 4000 é considerado o melhor tratamento para a constipação intestinal. Apesar de eficaz, a prescrição do óleo mineral tem sido abandonada devido ao risco de aspiração. O óleo mineral também é contraindicado para lactentes e pacientes com paralisia cerebral. Referências: JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. 5ª edição. Barueri - SP: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476. DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo F. Gastroenterologia Essencial, 4ª edição. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2011. E-book. ISBN 978-85-277-1970-4. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-1970-4/. Acesso em: 30 mai. 2024. Parte II. Capítulo 10. 104ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 64 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Este caso clínico de Tinea cruris avalia o conhecimento dos estudantes sobre os agentes etiológicos das dermatofitoses, uma infecção comum na prática clínica dermatológica. Candida albicans: Embora a Candida possa causar infecções em áreas úmidas do corpo, como as dobras da pele, a lesão descrita é mais típica de uma dermatofitose, que geralmente apresenta bordas bem definidas. Aspergillus fumigatus: Aspergillus está mais comumente associado a infecções respiratórias e não é uma causa frequente de dermatofitose. Trichophyton rubrum: Este é o agente etiológico mais comum de dermatofitose, especialmente em casos de Tinea cruris. Geralmente provoca lesões eritematosas, descamativas e pruriginosas, exatamente como descrito no caso clínico. Malassezia furfur: Este fungo é o agente etiológico da pitiríase versicolor, uma infecção superficial que não corresponde às características da lesão descrita. Cryptococcus neoformans: Este fungo é mais frequentemente associado a infecções sistêmicas, especialmente em pacientes imunossuprimidos, e não causa dermatofitose. Portanto, Trichophyton rubrum é o agente etiológico mais comum de Tinea cruris. Referência: MURRAY, Patrick R.; ROSENTHAL, Ken S.; PFALLER, Michael A. Microbiologia Médica. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022. E-book. ISBN 9788595159662. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159662/. Acesso em: 08 ago. 2024. 105ª QUESTÃO Resposta comentada: Nos quadros de torção de pedículo ovariano, observam-se frequentemente náuseas, vômitos, inapetência, suor frio e outros sintomas de síndrome vagal. Na presença de massas ovarianas, podem ocorrer alterações nos hábitos intestinal e urinário, perda de peso e perda de apetite. A ultrassonografia pélvica, associada ou não ao Doppler, é o exame de imagem mais utilizado para auxiliar no diagnóstico de torção anexial. Achados comuns incluem uma massa ovariana, aumento unilateral do ovário, fluido livre em fundo de saco posterior e estruturas císticas periféricas uniformes. À medida que o anexo é torcido, o fluxo venoso e linfático é comprometido, causando aumento de volume e edema e, posteriormente, fluxo arterial ausente. Com o comprometimento do suprimento sanguíneo arterial, o ovário pode apresentar-se à ultrassonografia com um halo anecoico. Referência: FERNANDES, Cesar Eduardo; SÁ, Felipe da Silva; SILVA FILHO, Agnaldo Lopes [et al.]. Tratado de ginecologia Febrasgo. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. p. 725, 1194. 106ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 65 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Respostade nível I. Resposta comentada: Essa é a mais adequada porque as meta-análises e os ensaios clínicos randomizados são considerados evidências de nível I, que representam o nível mais alto de evidência científica na hierarquia de evidências. Essas evidências são derivadas de estudos rigorosos e bem controlados que fornecem informações confiáveis sobre a eficácia do tratamento. Portanto, as decisões baseadas nesse nível de evidência tendem a ser mais robustas e confiáveis. Referências: PEREIRA, Maurício G.; GALVÃO, Taís F.; SILVA, Marcus T. Saúde Baseada em Evidências. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2016. E-book. ISBN 9788527728843. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527728843/. Acesso em: 01 ago. 2024. 5ª QUESTÃO Resposta comentada: Quadro clínico do DPP: dor abdominal, hipertonia uterina, sangramento vermelho escuro, além de sinais fetais como sofrimento fetal agudo (bradicardia fetal). Todos estão presentes no caso exposto. O principal fator de risco para DPP é a hipertensão materna (também presente no caso). Assim, considerando o exposto, trata-se de um caso clássico de DPP, sendo a cesariana indicada devido ao colo estar fechado, uma vez que é a via mais rápida. Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Ações Programáticas. Manual de gestação de alto risco [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp- content/uploads/2022/03/manual_gestacao_alto_risco.pdf. Acesso em: 15 jul. 2024. 6ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 3 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A paciente apresenta sinais clássicos de abscesso periamigdalino, uma complicação da amigdalite bacteriana que se caracteriza por dor de garganta unilateral intensa, trismo, deslocamento da amígdala e desvio da úvula. O tratamento de escolha é a drenagem cirúrgica do abscesso, seguida de antibioticoterapia intravenosa para controlar a infecção e prevenir a disseminação. O abscesso periamigdalino é uma emergência otorrinolaringológica, e a intervenção cirúrgica imediata é necessária para aliviar a dor, reduzir o edema e evitar complicações graves, como obstrução das vias aéreas. Análise dos distratores: • A amigdalite viral geralmente não causa trismo, desvio da úvula ou abscesso, e o tratamento seria conservador. • A mononucleose infecciosa pode cursar com amigdalite, mas o quadro descrito é mais compatível com uma complicação bacteriana, como o abscesso periamigdalino. • A faringite estreptocócica simples não evolui com abscesso periamigdalino, sendo tratada apenas com antibióticos orais. • Sinusite aguda complicada não explica o trismo e o desvio da úvula, que são sinais de abscesso periamigdalino. Referência: AMERICAN ACADEMY OF OTOLARYNGOLOGY – HEAD AND NECK SURGERY (AAO- HNS); INFECTIOUS DISEASES SOCIETY OF AMERICA (IDSA). Clinical Practice Guideline: Tonsillectomy in Children (Update). Otolaryngology–Head and Neck Surgery, v. 160, n. 1, p. S1-S42, 2019. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/0194599818796305. Acesso em: 14 ago. 2024. 7ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 4 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A talassemia refere-se a um distúrbio geneticamente heterogêneo causado por mutações de linhagem germinativa que diminuem a síntese da α-globina ou da β-globina, o que resulta em anemia, hipoxia tecidual e hemólise dos eritrócitos relacionada com o desequilíbrio na síntese das cadeias de globina. As duas cadeias α da HbA são codificadas por um par idêntico de genes de α-globina no cromossomo 16, enquanto as duas cadeias β são codificadas por um único gene de globina-β no cromossomo 11. A β-talassemia é causada pela síntese deficiente de cadeias β, enquanto a α-talassemia é causada pela síntese deficiente de cadeias α. As consequências hematológicas da síntese diminuída de uma cadeia de globina não resultam apenas da deficiência de hemoglobina, mas também de um excesso relativo da outra cadeia de globina, particularmente na β-talassemia. Apesar de discutirmos a talassemia com outras formas hereditárias de anemia associada à hemólise, é importante reconhecer que os defeitos na síntese de globina que constituem a base desses distúrbios causam anemia por meio de dois mecanismos: diminuição da produção e redução do tempo de vida dos eritrócitos. A talassemia é uma doença hereditária caracterizada por defeitos na síntese das cadeias globínicas da hemoglobina, o que resulta na produção de hemácias anormais e, consequentemente, em anemia. Referência: KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins & Cotran Patologia: Bases Patológicas das Doenças. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. E-book. ISBN 9788595159174. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159174/. 8ª QUESTÃO Resposta comentada: A alternativa indicada como correta demonstra a compreensão da importância da avaliação completa do idoso, da identificação dos indicadores de violência e da necessidade de notificar as autoridades competentes. As demais alternativas apresentam erros ou incompletudes, como: negar a possibilidade de violência é uma conduta inadequada e pode colocar o idoso em risco; embora seja importante informar o idoso sobre seus direitos, pressioná-lo a denunciar pode não ser a melhor abordagem, especialmente se ele não se sentir seguro para isso; conversar apenas com o cuidador pode limitar a compreensão da situação e impedir que o idoso expresse seus sentimentos; prescrever medicamentos sem uma avaliação completa da situação pode não ser a solução mais adequada e pode mascarar o problema da violência. Referência: GUSSO, Gustavo; LOPES, José M. C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Grupo A, 2019. 2 v. 9ª QUESTÃO Resposta comentada: Desigualdades estruturais, como racismo e pobreza, são desafios significativos que afetam o acesso e a qualidade dos serviços de saúde para a população negra. Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Políticas de promoção da equidade em saúde / Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa. – 1. ed., – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 5 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 10ª QUESTÃO Resposta comentada: O paciente de 32 anos sofreu um trauma crânio-encefálico (TCE) significativo em decorrência de um acidente de motocicleta, apresentando confusão mental, respiração irregular e sinais neurológicos alterados. De acordo com o protocolo do Advanced Trauma Life Support (ATLS), o atendimento inicial ao paciente com trauma grave deve seguir a abordagem sistematizada do exame primário, com prioridade à avaliação e estabilização das funções vitais, especialmente da via aérea, respiração e circulação (ABCs do trauma). O quadro de respiração irregular e alteração do nível de consciência sugere uma possível lesão intracraniana, o que indica a necessidade urgente de garantir a proteção das vias aéreas para prevenir hipóxia, uma vez que o paciente pode estar em risco de deterioração respiratória. Além disso, a confusão mental e a abertura ocular espontânea, associadas ao movimento de retirada ao estímulo doloroso, sugerem um escore de Glasgow Coma Scale (GCS) entre 9 e 12, caracterizando um TCE moderado. Segundo o ATLS, pacientes com TCE e GCS inferior a 13 requerem avaliação neurocirúrgica urgente, exame de imagem (tomografia computadorizada de crânio) e monitoramento contínuo, dado o risco de agravamento neurológico. Assim, a conduta inicial incluicomentada: I – Não há restrição ao uso de DIU para nuligestas; até mesmo adolescentes podem utilizar DIU. II – Pacientes com enxaqueca com aura têm contraindicação absoluta ao uso de anticoncepcionais combinados. III – Assertiva correta. IV – Pacientes fumantes acima de 35 anos têm contraindicação absoluta ao uso de contraceptivos combinados, ou seja, com estrogênio, e todo injetável mensal é contraceptivo combinado. Portanto, a única alternativa correta é a III. Referências: BEREK, Jonathan S.; NOVAK, Emil. Berek & Novak's gynecology. 15. ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2012. xix, 1539 p. ISBN 9781451175561. HOFFMAN, Barbara L; FONSECA, Ademar Valadares. Ginecologia de Williams. xxiv, 1189 p. 107ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 66 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Alternativa Correta: Iniciar suplementação oral com sulfato ferroso e encaminhar para investigação endoscópica do trato gastrointestinal. A suplementação oral com ferro (sulfato ferroso) é o tratamento de primeira linha para anemia por deficiência de ferro, especialmente quando a causa subjacente é uma perda crônica de sangue, como uma hemorragia gastrointestinal. Além de tratar a anemia, é crucial identificar e tratar a causa da hemorragia, justificando o encaminhamento para investigação endoscópica. Este tratamento aborda tanto a correção da anemia quanto a prevenção de recorrências. Outras alternativas estão incorretas: Administrar ferro intravenoso imediatamente para rápida correção da anemia: O ferro intravenoso é reservado para casos em que a terapia oral não é tolerada ou eficaz, como em pacientes com má absorção de ferro ou anemia grave que exige correção rápida. Este não é o caso do paciente, que pode ser tratado inicialmente com ferro oral enquanto a causa da hemorragia é investigada. Prescrever transfusão sanguínea para normalizar os níveis de hemoglobina e hematócrito: A transfusão sanguínea é indicada em casos de anemia severa com comprometimento hemodinâmico ou sintomas graves de hipoxemia, o que não foi descrito neste caso. Para este paciente, o tratamento com ferro é preferível para corrigir a deficiência e evitar recorrências. Recomendar dieta rica em ferro e acompanhamento periódico dos níveis de hemoglobina: Embora uma dieta rica em ferro seja uma recomendação importante, ela não é suficiente como único tratamento para anemia por deficiência de ferro com níveis de ferritina tão baixos. A suplementação de ferro é necessária para corrigir a anemia de forma eficaz. Iniciar terapia com eritropoetina para estimular a produção de hemoglobina: A eritropoetina é indicada em casos de anemia associada à insuficiência renal crônica ou outras condições específicas onde há deficiência na produção de eritropoetina. No caso de anemia por deficiência de ferro, a suplementação de ferro é a abordagem correta, pois o problema não está na produção de eritropoetina, mas na falta de ferro disponível para a eritropoiese. Referências: CAPPELLINI, M. D.; MOTTA, I.; TAHER, A. T. Iron Deficiency Anemia: A Clinical Guide. Springer, 2020. p. 45-58. McLEAN, E.; COGSWELL, M. Anemia: Pathophysiology, Classification, and Treatment. Elsevier, 2019. p. 120-135. CAMASCHELLA, C. Iron-Deficiency Anemia. New England Journal of Medicine, v. 381, n. 9, p. 845-858, 2019. 108ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 67 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O caso clínico trata-se de uma paciente de 51 anos com síndrome do climatério e relato de sintomas vasomotores (fogachos), indicando a necessidade de terapia de reposição hormonal (TH). A paciente está dentro da janela de tratamento, mas apresenta história de estilo de vida inadequado (não pratica atividade física, tem alimentação desbalanceada) e sobrepeso (IMC 30). O aumento do risco de câncer de mama associado ao TH é pequeno, estimado em menos de 0,1% ao ano, o que corresponde a uma incidência absoluta de menos de um caso por 1.000 mulheres por ano de uso. Esse risco é semelhante ou menor do que o aumento do risco associado a fatores como inatividade física, obesidade e consumo de álcool. A terapêutica hormonal (TH) da menopausa pode ser indicada para tratar os sintomas vasomotores associados ao hipoestrogenismo, a síndrome geniturinária da menopausa, além de prevenir a perda de massa óssea e diminuir o risco de fraturas por fragilidade óssea. A história clínica e o exame físico completo podem descartar a grande maioria das contraindicações ao uso de TH. Dados suspeitos na anamnese devem ser investigados com exames complementares. Ressalta-se que a presença de lesão precursora do câncer de mama é considerada contraindicação ao uso de TH. O exame clínico das mamas em mulheres assintomáticas possui baixa sensibilidade no diagnóstico de pequenas lesões, podendo levar a falso-negativos. Portanto, mulheres que iniciarão uso de TH devem ter mamografia de rastreamento realizada há no máximo um ano. Alguns exames complementares auxiliam na escolha da melhor via de administração hormonal, além da avaliação de risco cardiovascular. Recomenda-se solicitar a avaliação de colesterol total, HDL-colesterol, triglicérides e glicemia de jejum. É dispensável a dosagem de FSH, LH, citologia oncótica (realizar somente com finalidade de rastreamento de câncer de colo de acordo com a faixa etária e periodicidade adequada), cortisol, prolactina, vitamina D, cálcio, magnésio e zinco. A terapêutica com estrogênio é o tratamento mais efetivo para os sintomas vasomotores. Referências: MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa. Brasília, 2008. FEBRASGO. FEBRASGO POSITION STATEMENT - Propedêutica mínima no climatério. 2022. 109ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 68 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Segundo o Código de Ética Médica de 2018 Art. 83: "É vedado ao médico: Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente, ou quando não tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no último caso, se o fizer como plantonista, médico substituto ou em caso de necropsia e verificação médico-legal." Ademais, segundo Resolução CFM nº 1.779/2005: "Art. 2º Os médicos, quando do preenchimento da Declaração de Óbito, obedecerão as seguintes normas: 1) Morte natural: 1. Morte sem assistência médica: a) Nas localidades com Serviço de Verificação de Óbitos (SVO): A Declaração de Óbito deverá ser fornecida pelos médicos do SVO; b) Nas localidades sem SVO: A Declaração de Óbito deverá ser fornecida pelos médicos do serviço público de saúde mais próximo do local onde ocorreu o evento; na sua ausência, por qualquer médico da localidade. 2) Morte com assistência médica: a) A Declaração de Óbito deverá ser fornecida, sempre que possível, pelo médico que vinha prestando assistência ao paciente. b) A Declaração de Óbito do paciente internado sob regime hospitalar deverá ser fornecida pelo médico assistente e, na sua falta, por médico substituto pertencente à instituição. c) A Declaração de Óbito do paciente em tratamento sob regime ambulatorial deverá ser fornecida por médico designado pela instituição que prestava assistência, ou pelo SVO. d) A Declaração de Óbito do paciente em tratamento sob regime domiciliar (Programa Saúde da Família, internação domiciliar e outros) deverá ser fornecida pelo médico pertencente ao programa ao qual o paciente estava cadastrado, ou pelo SVO, caso o médico não consiga correlacionar o óbito com o quadro clínico concernente ao acompanhamento do paciente.” Não é correto "explicar à filha do paciente que a declaração deve ser preenchida pelo Serviço de Verificação de Óbito", pois o médico da Atenção Primária deve fazer a visita domiciliar para constatar o óbito. Apenas quando não é possível correlacionaro óbito com o quadro clínico prévio do paciente é que o SVO deve ser acionado. REFERÊNCIAS: Código de ética médica. Resolução nº 2,217/2018. Brasília: Tablóide, 2018. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM - Brasil). RESOLUÇÃO CFM Nº 1.779/2005 RESOLUÇÃO CFM Nº 1.779, 11 de novembro de 2005 Publicada no DOU, 5 dez. 2005, Seção 1, p 110ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 69 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A questão evidencia uma hemorragia subconjuntival ou hiposfagma em olho direito, fenômeno muito comum e frequentemente idiopático. A resolução espontânea ocorre, normalmente, em 1 a 2 semanas. Caso o paciente apresentasse algum outro sintoma associado (como baixa de acuidade visual, por exemplo), seria aconselhado encaminhá-lo ao oftalmologista, mas não há nenhuma outra queixa nem alteração ao exame. Orientar o paciente que a resolução normalmente é espontânea. REFERÊNCIA: KANSKI, B. B. Oftalmologia Clínica: uma abordagem sistemática. 8. Edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 111ª QUESTÃO Resposta comentada: A hemorragia aguda digestiva baixa inclui um amplo espectro clínico, variando de sangramento discreto a uma hemorragia maciça com instabilidade hemodinâmica. A incidência de hemorragia digestiva baixa corresponde a cerca de um quinto da incidência de hemorragia digestiva alta e representa aproximadamente 20 a 33 hospitalizações por 100.000 adultos ao ano. A incidência de hemorragia digestiva baixa aumenta com a idade. Nos países desenvolvidos, causas comuns de hemorragia digestiva baixa aguda que resulta em sangramento significativo incluem doença diverticular colônica e angiodisplasia. Os pacientes com sangramento intenso ou estados de comorbidades significativos necessitam de rápida identificação e ressuscitação agressiva. Sangramentos hemodinamicamente insignificantes podem, muitas vezes, decorrer de hemorroidas e neoplasias colônicas. As causas raras de sangramentos incluem úlcera retal solitária, vasculite e endometriose. Quinze por cento (15%) dos pacientes que apresentam hemorragia digestiva baixa têm uma fonte no trato gastrointestinal superior, após uma investigação. A colonoscopia é o pilar da avaliação em pacientes nos quais as causas anorretais ou do trato gastrointestinal superior foram descartadas. Ela é realizada para localizar a origem do sangramento e permitir a hemostasia. A hemostasia endoscópica é bem-sucedida na maioria dos casos. A angiografia mesentérica ou a imagem nuclear é realizada somente em pacientes nos quais a colonoscopia não é viável ou quando houver sangramento persistente e uma colonoscopia negativa. A origem do sangramento não pode ser definitivamente identificada em até 25% dos pacientes. Referência: BMJ Best Practice. Investigação da Hemorragia Digestiva Baixa. 19 de outubro de 2023. 112ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 70 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O paciente apresenta sintomas compatíveis com uma infecção viral, e a história recente de viagem a uma área endêmica aumenta a suspeita de influenza. Além disso, a ausência de vacinação prévia contra a gripe sazonal é um fator de risco significativo. A vacinação anual contra a influenza é a melhor estratégia profilática para prevenir a infecção e suas complicações. Referência: LEVINSON, Warren; CHIN-HONG, Peter; JOYCE, Elizabeth et al. Microbiologia Médica e Imunologia: um manual clínico para doenças infecciosas. Porto Alegre: Grupo A, 2021. E-book. ISBN 9786558040156. 113ª QUESTÃO Resposta comentada: No manejo da dor pós-operatória, é fundamental ajustar o plano analgésico para alcançar um controle eficaz da dor, especialmente em procedimentos cirúrgicos maiores como a artroplastia de quadril. Apesar da administração de analgésicos não opioides e tramadol, a paciente continua a relatar dor intensa. Segundo as diretrizes mais atuais, o uso de opioides de ação rápida, como a morfina, em bolus titulado é indicado para o manejo da dor aguda intensa no pós-operatório. A administração deve ser feita sob monitorização contínua para prevenir e detectar efeitos adversos, como depressão respiratória. O bloqueio de nervo femoral é uma opção válida, mas não deve ser utilizado como monoterapia em um contexto de dor intensa não controlada por analgesia sistêmica. O cetoprofeno e a dipirona são analgésicos eficazes para dor leve a moderada, mas podem não ser suficientes para dor intensa no pós-operatório imediato. Aumentar a dose de tramadol e associar fentanil pode aumentar o risco de efeitos colaterais sem garantia de controle adequado da dor; o uso de opioides mais potentes e de ação rápida, como a morfina, é preferível. A gabapentina é usada para dor neuropática e não seria indicada como primeira linha para dor aguda pós-operatória intensa. Referências: AMERICAN SOCIETY OF ANESTHESIOLOGISTS (ASA). Practice Guidelines for Acute Pain Management in the Perioperative Setting: An Updated Report by the American Society of Anesthesiologists Task Force on Acute Pain Management. Anesthesiology, v. 116, n. 2, p. 248-273, 2012. Disponível em: https://pubs.asahq.org/anesthesiology/article/116/2/248/13120. Acesso em: 14 ago. 2024. AMERICAN PAIN SOCIETY (APS). Postoperative Pain Management Guidelines. The Journal of Pain, v. 17, n. 2, p. 131-157, 2016. Disponível em: https://www.jpain.org/article/S1526- 5900(15)00831-6/fulltext. Acesso em: 14 ago. 2024. 114ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 71 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A realização de angioplastia coronariana de emergência, associada à terapia antiplaquetária dupla e anticoagulação, é fundamental na abordagem imediata da miocardiopatia isquêmica com angina instável, especialmente com supradesnivelamento do segmento ST e elevação de troponina I. A terapia antiplaquetária dupla (aspirina e inibidor de P2Y12) e a anticoagulação com heparina são essenciais para reduzir a mortalidade e melhorar o prognóstico do paciente. Referências: BRAUNWALD, E. Tratado de Doenças Cardiovasculares. 10ª ed. São Paulo: Elsevier, 2015. MOCERI, P.; CHATELIER, G.; INGUIMBERT, C. et al. Management of acute myocardial infarction. Lancet, 2022. 115ª QUESTÃO Resposta comentada: São critérios de transplante hepático: insuficiência hepática aguda, cirrose e neoplasia hepática. Paciente paliativo por se tratar de CHILD C, porém com indicação ao transplante hepático. A opção é válida em um subgrupo específico: pacientes com doença pequena e limitada, com insuficiência hepática grave (Child-Pugh C), onde não seria possível uma ressecção parcial devido à baixa reserva funcional hepática e com doença de base subjacente mais grave do que a própria neoplasia, se enquadrando o paciente dentro dos critérios de Milão. O sorafenibe é um inibidor múltiplo de várias tirosina-quinases. Tem efeito antiproliferativo maior sobre angiogênese, com inibição focada em receptor do fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) e receptor do fator de crescimento derivado de plaquetas beta (PDGFR-beta). Está indicado no carcinoma hepatocelular (CHC) somente para doença metastática. A radiofrequência (RFA) tem papel definido em pacientes com função hepática preservada (Child- Pugh A e B), embora possa ser terapia de cunho paliativo em pacientes com insuficiência mais avançada e bom desempenho. Serve também como proposta para controle de sintomas em caso de doença pouco volumosa restrita ao fígado e desempenho proibitivo para procedimentos maiores, como ressecção parcial ou mesmo hepatectomia; no entanto, a plaquetopenia não contraindica o transplante. O transplante hepático é uma opção válida em um subgrupo específico: pacientes com doença pequena e limitada, com insuficiência hepática grave (Child-Pugh C), onde não seria possível uma ressecção parcial devidoà baixa reserva funcional hepática e com doença de base subjacente mais grave do que a própria neoplasia, desde que o paciente se enquadre nos critérios de Milão. Um nódulo abaixo de 5 cm ou até 3 nódulos abaixo de 3 cm segundo os critérios de Milão. O paciente pode se beneficiar do tratamento ablativo das lesões, mas isso não contraindica o transplante hepático de acordo com os critérios de Milão. Referências: ACO MORAES, PC; OLIVEIRA, P. C. Impacto do escore MELD na alocação de fígado e nos resultados dos transplantes hepáticos: uma revisão integrativa. Brasileiros de Cirurgia, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-6720201700010018. Acesso em: [data de acesso]. Transplante de fígado em adultos: seleção de pacientes e avaliação pré-transplante. Autores: UPTODATE, Lorna M Dove, MD, MPH; Robert S Brown, Jr., MD, MPH; Editor de seção: Dr. Keith D Lindor; Editor Adjunto: Kristen M Robson, MD, MBA, FACG. Revisão de literatura atualizada até: julho de 2024. Este tópico foi atualizado pela última vez em: 15 de maio de 2023. Disponível em: [link]. Acesso em: [data de acesso]. 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 72 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 116ª QUESTÃO Resposta comentada: Um estudo de coorte seria adequado para acompanhar um grupo de pessoas ao longo do tempo e avaliar como as condições ambientais específicas contribuem para a incidência de dengue. O estudo caso-controle é útil para investigar causas retrospectivas em doenças menos frequentes. Um estudo transversal fornece uma imagem estática de um ponto no tempo e não acompanha a evolução dos casos. Um estudo ecológico analisa dados em nível de população, mas não permite a associação causal direta em indivíduos. Um estudo experimental envolveria uma intervenção controlada, como a introdução de mosquitos geneticamente modificados. Referências: LAKATOS, Eva M. Fundamentos de Metodologia Científica. 9. ed. Grupo GEN, 2021. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br. Acesso em: 09 ago. 2024. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Dengue guidelines for diagnosis, treatment, prevention and control. Disponível em: https://www.who.int/. Acesso em: 09 ago. 2024. 117ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 73 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Alternativa correta: Realizar ultrassonografia de tireoide com Doppler para avaliação do tamanho, características e vascularização do nódulo. A ultrassonografia (USG) é o exame inicial mais adequado para a avaliação de um nódulo solitário na tireoide. Ela permite determinar o tamanho, a consistência (sólido ou cístico), as margens, a presença de microcalcificações e a vascularização do nódulo, que são características importantes para avaliar o risco de malignidade. A USG com Doppler adiciona informações sobre o padrão de vascularização, o que pode ajudar na distinção entre lesões benignas e malignas. De acordo com as diretrizes recentes, a USG deve preceder outros exames, como a biópsia por agulha fina, especialmente se o nódulo tiver características suspeitas na imagem. As demais alternativas estão incorretas pois: 1. Recomendar a realização de cintilografia de tireoide imediatamente para avaliar se o nódulo é funcionante (quente) ou não funcionante (frio): A cintilografia de tireoide é útil em casos de hipertireoidismo para determinar se o nódulo é hiperfuncionante (quente) ou hipofuncionante (frio). No entanto, como exame inicial em nódulos tireoidianos, é menos útil, especialmente em pacientes eutireoideas, pois não fornece informações detalhadas sobre as características morfológicas do nódulo. Além disso, a maioria dos nódulos malignos são "frios", mas nem todos os nódulos frios são malignos, limitando o valor diagnóstico da cintilografia isolada. 2. Solicitar biópsia por agulha fina (BAF) para análise citológica do nódulo: A BAF é o exame padrão-ouro para a avaliação citológica de nódulos tireoidianos suspeitos. No entanto, ela deve ser realizada após uma ultrassonografia, que ajudará a identificar nódulos suspeitos que justificam a biópsia. Fazer a BAF sem a ultrassonografia pode levar à omissão de informações importantes que orientam a necessidade de biopsiar o nódulo. 3. Iniciar tratamento com levotiroxina, esperando redução do nódulo antes de qualquer investigação adicional: A levotiroxina pode ser utilizada para tentar diminuir nódulos benignos em algumas situações, mas iniciar o tratamento sem uma investigação diagnóstica adequada é inadequado e pode atrasar o diagnóstico de uma possível malignidade. 4. Observar o nódulo clinicamente por um período de seis meses antes de decidir por qualquer intervenção diagnóstica: A observação pode ser uma opção em casos de nódulos muito pequenos ou claramente benignos após avaliação ultrassonográfica. No entanto, em um cenário de um nódulo solitário com histórico familiar de câncer de tireoide, atrasar a investigação pode ser arriscado. A avaliação inicial com ultrassonografia é essencial para a tomada de decisão adequada. Referências: GHARIB, H.; PAPINI, E.; PASCHKE, R. Thyroid Nodules: A Comprehensive Guide to Clinical Management. Springer, 2019. p. 45-70. COOPER, D. S.; ROSS, D. S. The Thyroid: A Fundamental and Clinical Text. 11. ed. Wolters Kluwer Health, 2020. p. 210-230. HAUGEN, B. R. Thyroid Cancer: Diagnosis and Management. Springer, 2019. p. 22-35. 118ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 74 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Ao se deparar com uma Diretiva Antecipada de Vontade (DAV), é crucial respeitar os desejos expressos pelo paciente em relação ao seu tratamento médico, especialmente em situações terminais. A discussão direta com a paciente permite que ela expresse seus valores e desejos, garantindo uma compreensão mais profunda de suas escolhas. Consultar a paciente em relação à DAV não apenas demonstra respeito à autonomia do paciente, mas também assegura que a equipe de saúde esteja ciente de suas preferências. Este processo ético e legal contribui para tomar decisões alinhadas com os valores e desejos do paciente, promovendo um cuidado mais personalizado e compassivo. As demais opções apresentam abordagens menos apropriadas em situações que envolvem Diretivas Antecipadas de Vontade, pois ignorar os desejos do paciente, adiar decisões ou consultar apenas a família sem envolver a paciente direta e ativamente não respeitam plenamente a autonomia e os direitos do paciente. Referência: FRANÇA, Genival V. Comentários ao Código de Ética Médica. 7. ed. Grupo GEN, 2019. E- book. ISBN 9788527735247. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527735247/. Acesso em: 01 de mar. 2024. 119ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 75 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Os cardiomiócitos atriais são estimulados pelo aumento do estiramento atrial para produzir o peptídeo natriurético atrial (ANP). A diminuição da reabsorção de sódio do túbulo contorcido distal e do ducto coletor cortical é um dos efeitos do ANP, que responde ao aumento do estiramento atrial (por exemplo, na hipertensão ou sobrecarga de volume), aumentando a natriurese e a diurese no corpo. Além de diminuir a reabsorção de sódio, o ANP aumenta a excreção de sódio e água por meio do aumento da TFG via dilatação da arteríola aferente e constrição da arteríola eferente. Por fim, o ANP inibe a secreção de renina e, portanto, o RAAS. Juntas, essas mudanças trabalham para reduzir o volume sanguíneo, a pressão arterial e o débito cardíaco. DISTRATORES: O aumento da excreção de íons potássio e hidrogênio nos túbulos distais e ductos coletores do rim, bem como a reabsorção de sódio, são efeitos da aldosterona, e não do ANP. A aldosterona é estimuladapelo SRAA, aumento do potássio sérico, ACTH, sistema nervoso simpático e diminuição da pressão arterial média. O óxido nítrico (NO) resulta em vasodilatação e diminuição da agregação plaquetária. O NO é produzido por células endoteliais vasculares em resposta a uma variedade de gatilhos, incluindo lesão vascular e hipóxia. Embora o ANP cause vasodilatação, não tem efeito sobre a agregação plaquetária. O aumento da reabsorção de água livre de soluto é um efeito da vasopressina (ADH), e não do ANP. O ADH atua aumentando a transcrição e inserção de aquaporinas nos ductos coletores renais. O ADH é secretado se o corpo detectar aumento da osmolalidade plasmática ou diminuição do volume sanguíneo arterial. A vasoconstrição sistêmica e a estimulação da sede, assim como a retenção de sódio e o aumento da reabsorção de água, são estimulados pelo SRAA, e não pelo ANP. O SRAA é ativado em resposta à diminuição da perfusão glomerular e pelo sistema nervoso simpático renal e, na verdade, é inibido pelo ANP. REFERÊNCIA: HALL, John E.; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall Fundamentos de Fisiologia.Pag.194: Grupo GEN, 2017. 9788595151550. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151550/. Acesso em: 08 ago. 2022. 120ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 76 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O profissional de Saúde deve desenvolver a competência de ajudar as pessoas com foco na qualidade da vida, especialmente na Atenção Domiciliar, em que o resultado depende da participação do sujeito e da sua capacidade de “inventar-se”, apesar da doença. A escuta qualificada ajuda a pessoa e a família a entenderem a doença, relacionando-a com a vida para evitar atitudes passivas diante do tratamento, responsabilizando-as e ampliando as possibilidades clínicas do profissional. Uma abordagem muito utilizada na prática clínica individual, útil na ampliação da clínica, e que pode ser utilizada no cuidado do paciente em Atenção Domiciliar é o método clínico centrado na pessoa (MCCP), caracterizado por uma metodologia sistematizada para auxiliar o profissional de saúde a realizar a abordagem individual das pessoas. O MCCP visa encontrar a real necessidade da pessoa em atendimento, ampliando o foco deste para todos os problemas dela – físicos, sociais ou psicológicos, investigando a forma com que eles aparecem. Para que o profissional da Atenção Domiciliar consiga fazer uso dessa metodologia, este precisa estabelecer com a pessoa em atendimento os princípios de autonomia e de autocuidado, fundamentais para a clínica ampliada. Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de atenção domiciliar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 2 v. 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 77 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113estabilização da via aérea (com possibilidade de intubação precoce caso o GCS se deteriore), suporte ventilatório adequado, controle da circulação, e a realização imediata de exames de imagem para avaliação das lesões intracranianas. Esse manejo segue as diretrizes do ATLS, que priorizam a identificação e tratamento de lesões que ameaçam a vida nas fases iniciais do atendimento intra-hospitalar. A rápida identificação e intervenção são cruciais para prevenir o aumento da pressão intracraniana e outras complicações fatais, melhorando o prognóstico do paciente. Referência: AMERICAN COLLEGE OF SURGEONS. Advanced trauma life support (ATLS) student course manual. 10. ed. Chicago: American College of Surgeons, 2018. 11ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 6 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Antes da inserção do DIU, é fundamental excluir a possibilidade de gravidez e garantir que não haja fatores de risco significativos para doenças como o câncer cervical, que poderiam contraindicar o procedimento. O teste de gravidez e o exame físico são medidas padrão nessa avaliação. As demais alternativas estão incorretas, pois: A prescrição de antibiótico profilático não é recomendada de rotina antes da inserção de DIU, a menos que a paciente tenha fatores de risco específicos para infecção. A ultrassonografia transvaginal para avaliar malformações uterinas não é uma prática padrão antes da inserção do DIU em pacientes sem histórico de problemas uterinos ou menstruações anormais. A inserção durante o período menstrual pode ser realizada, mas a orientação sobre dor e sangramento não é suficiente para garantir a segurança do procedimento, especialmente sem a exclusão de uma possível gravidez ou IST. Testes para HIV e sífilis são importantes em determinadas situações, mas não são necessários de rotina antes da inserção do DIU, a menos que haja uma suspeita clínica de infecção ativa. Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres. Brasília, DF, 2016. 230 p. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Manual Técnico para Profissionais de Saúde – DIU com Cobre TCu 380 A. Brasília, DF, 2018. 32 p. LATHAM, R. H. et al. Intrauterine Devices: Mechanism of Action, Safety, and Efficacy. American Journal of Obstetrics & Gynecology, v. 222, n. 6, p. 493-499, 2020. 12ª QUESTÃO Resposta comentada: A resposta correta contempla os hormônios GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) e hormônio folículo estimulante (FSH), pois o GnRH é sintetizado pelo hipotálamo, que estimula a glândula hipófise a liberar os hormônios FSH e LH. Sendo GnRH o responsável por regular a atividade das glândulas sexuais (gônadas), quaisquer alterações, como o hipogonadismo, precisam ser investigadas e diagnosticadas. Além de haver a necessidade de realizar exame de contagem de espermatozoide para verificar a função hipofisária para a produção de FSH. Referência: MOURÃO Jr., C. A. Fisiologia Humana. Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788527737401. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737401/. Acesso em: 20 mar. 2024. 13ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 7 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Manejo de cálculos16ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 9 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A dor torácica aguda grave pode ser um sintoma de várias condições potencialmente graves, incluindo infarto agudo do miocárdio (IAM), dissecção da aorta, embolia pulmonar e outras emergências médicas. O manejo inicial deve ser direcionado para aliviar a dor e estabilizar o paciente enquanto se aguardam investigações diagnósticas adicionais. A tomografia computadorizada do tórax pode ser útil em alguns casos para avaliar outras causas de dor torácica aguda, mas não é indicada como a primeira medida no manejo de uma condição potencialmente grave como o IAM. A nitroglicerina sublingual é um vasodilatador coronariano comumente utilizado no tratamento da angina e do IAM. A sua administração sublingual proporciona alívio rápido da dor torácica, especialmente se esta for de origem cardíaca isquêmica. Portanto, iniciar nitroglicerina sublingual para alívio imediato da dor é a conduta mais apropriada enquanto se aguarda uma avaliação diagnóstica mais completa e o tratamento definitivo. A prescrição de oxigênio suplementar por cânula nasal pode ser benéfica se houver suspeita de hipoxemia, mas não é a principal intervenção para alívio da dor em um contexto de dor torácica aguda grave. Realizar uma ecocardiografia transtorácica pode servir para avaliar a função cardíaca, mas não é a primeira medida a ser tomada no manejo da dor torácica aguda grave, que requer intervenções imediatas para alívio da dor e estabilização do paciente. A administração de um anti-inflamatório não esteroide (AINE) por via oral pode não ser eficaz o suficiente para controlar a dor aguda e não é apropriada como primeira linha de tratamento para condições cardiovasculares graves. Referência: WALLS, R. M.; HOCKBERGER, R. S; GAUSCHE-HILL, M. Chest Pain and Acute Coronary Syndromes (Capítulo 36). In: ____________. Rosen's Emergency Medicine: Concepts and Clinical Practice. 9th ed. 17ª QUESTÃO Resposta comentada: A paciente citada na questão apresenta-se em puerpério fisiológico. Porém, apresenta alto risco para tromboembolismo venoso (obesa e com história prévia de TEV). Naquelas pacientes com qualquer um dos fatores de alto risco persistentes para trombose, como no caso acima, a anticoagulação profilática com heparina não fracionada deve ser mantida pelo período completo de puerpério (seis semanas após o parto). Referências: Prevenção do tromboembolismo na gestante hospitalizada e no puerpério. Protocolos Febrasgo Obstetrícia, n° 58, 2021. FERNANDES, Cesar Eduardo; SÁ, Felipe da Silva; SILVA FILHO, Agnaldo Lopes [et al.]. Tratado de ginecologia Febrasgo. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. 18ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 10 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Os coxibes são inibidores seletivos da COX-2, uma enzima envolvida na produção de prostaglandinas inflamatórias. Enquanto a inibição da COX-2 alivia a dor e a inflamação, ela também reduz a síntese de prostaciclina, uma prostaglandina vasodilatadora e antitrombótica que protege o sistema cardiovascular. Ao preservar a ação da COX-1, que promove a produção de tromboxano (um agente vasoconstritor e pró-coagulante), os coxibes criam um desequilíbrio entre prostaciclina e tromboxano. Esse desequilíbrio favorece a vasoconstrição, aumenta a resistência vascular periférica e a retenção de sódio e água, resultando em hipertensão, edema e maior risco de eventos cardiovasculares, especialmente em pacientes com histórico de hipertensão. Referência: Hilal-Dandan, Randa, e Laurence Brunton. Manual de farmacologia e terapêutica de Goodman & Gilman. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd edição). Grupo A, 2015. 19ª QUESTÃO Resposta comentada: Temos um paciente com uma variedade de sintomas , apresentando um histórico de doenças auto-imunes ( vitiligo e Tireoidite de Hashimoto ) evoluindo com piora dos sintomas e hipotensão. Fraqueza, fadiga, perda ponderal, náuseas e hiperpigmentação são achados frequentes em paciente com insuficiência adrenal primária. Os achados laboratoriais são hiponatremia, hipercalemia, hipoglicemia e eosinofilia inexplicada. No caso nós temos um quadro de insuficiência adrenal primária com sintomas crônicos que evoluiu com quadro de sintomas agudos que pode ser desencadeado por insultos infecciosos ; no caso nós temos a presença de sintomas de amigdalite com febre e presença de exsudato purulento em amígdalas. Nos quadros agudos a abordagem inicial, além da estabilização do paciente consiste na infusão de hidrocortisona 100 mg IV em bolus seguido de manutenção com 50-100 mg IV de 6/6 h , podendo ser reduzida após 48-72 h conforme a evolução do paciente e correção do fator precipitante. Como temos um paciente com instabilidade hemodinâmica ( PA 80 x 40 mmHg ) , com uma crise adrenal devemos iniciar a reposição empírica com hidrocortisona imediatamente , com investigação após a estabilização do paciente. Nesses pacientes , podemos ter um quadro de choque refratário à infusão de volume necessitando do uso de corticoesteróides precocemente e não de aminas vasoativas. O teste da cortrosina com uso de 250 microgramas endovenoso e posterior dosagem de cortisol plasmático após 30 a 60 minutos deve ser realizado inicialmente nos pacientes com estabilidade hemodinâmica para avaliar se há insuficiência adrenal ou não. A avidez por sal é um sintoma comum nos pacientes com insuficiência adrenal crônica LOSCALZO, Joseph; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; et al. Medicina Interna de Harrison. Porto Alegre: Grupo A, 2024, p. 2992-2997. E-book. ISBN 9786558040231. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786558040231/. 20ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 11 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A paciente apresenta ascite e história prévia de etilismo. Além disso, tem hipoalbuminemia. A hipoalbuminemia provocada pela deficiente síntese de albumina reduz a pressão oncótica do plasma e concorre para a formação do edema. REFERÊNCIAS: COELHO, Eduardo Barbosa. Mecanismos de formação de edemas. Medicina (Ribeirão Preto), v. 37, n. 3/4, p. 189-198, 2004. DA SILVA, LEONARDO SOARES. MANEJO PRÁTICO DA ASCITE. BRITO, Ana Paula Santos Oliveira et al. Manejo da Ascite: revisão sistemática da literatura. Brazilian Journal of Health Review, v. 5, n. 1, p. 3022-3031, 2022. 21ª QUESTÃO Resposta comentada: O paciente apresenta um quadro de diverticulite aguda complicada, classificada como estágio IV de Hinchey, que envolve perfuração colônica com peritonite fecal difusa. Este estágio é uma emergência cirúrgica, e a conduta padrão recomendada é a cirurgia de Hartmann. Este procedimento envolve a ressecção do segmento de cólon perfurado, a criação de uma colostomia terminal e o fechamento do coto retal, o que ajuda a controlar a infecção peritoneal e estabilizar o paciente. O risco de complicações em uma anastomose primária neste contexto é elevado, razão pela qual a cirurgia de Hartmann é preferida. Análise dos distratores: A drenagem percutânea pode ser indicada para abscessos localizados em estágios menos avançados, mas não é adequada para peritonite fecal difusa. A laparoscopia diagnóstica pode ser útil para estágios iniciais ou quando o diagnóstico é incerto, mas a cirurgia aberta é preferida em casos de peritonite generalizada. A observação clínica em casos de peritonite fecal é inadequada, pois pode levar à deterioração do paciente; a intervenção cirúrgica imediata é necessária. A anastomose primária não é recomendada em casos de peritonite fecal devido ao alto risco de deiscência e complicações. Referências: AMERICAN SOCIETY OF COLON AND RECTAL SURGEONS (ASCRS). Clinical practice guidelines for colonic diverticulitis.Diseases of the Colon & Rectum, v. 61, n. 3, p. 284-303, 2018. Disponível em: https://journals.lww.com/dcrjournal/Fulltext/2018/03000/Clinical_Practice_Guidelines_for_Colonic.6 .aspx. Acesso em: 14 ago. 2024. WORLD SOCIETY OF EMERGENCY SURGERY (WSES). WSES guidelines for the treatment of acute diverticulitis. World Journal of Emergency Surgery, v. 14, p. 1-22, 2019. Disponível em: https://wjps.springeropen.com/articles/10.1186/s13017-019-0278-2. Acesso em: 14 ago. 2024. 22ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 12 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: De acordo com o Protocolo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) 2022, o Teste do Coraçãozinho é utilizado para triagem de cardiopatias congênitas críticas em recém-nascidos. A saturação de oxigênio é medida na mão direita (pré-ductal) e em um dos membros inferiores (pós-ductal). Os valores obtidos são analisados para determinar a classificação do teste: Teste Negativo: SpO2 maior ou igual a 95% em ambas as extremidades e diferença menor ou igual a 3% entre as medições. Teste Positivo: SpO2 menor ou igual a 89% em qualquer extremidade. Teste Duvidoso: SpO2 entre 90% e 94% em qualquer extremidade ou diferença maior ou igual a 4% entre as medições. Portanto, a opção correta é teste positivo, deve-se realizar avaliação neonatal e cardiológica completa. Referência: SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Protocolo do Teste do Coraçãozinho. Departamento Científico de Cardiologia e Neonatologia. 2019-2021. Disponível em: https://www.sbp.com.br. Acesso em: 23 ago. 2024 23ª QUESTÃO Resposta comentada: O caso trata-se de sífilis congênita e, como é relatada a impossibilidade de coletar o líquor no serviço, não pode ser descartada a hipótese de neurossífilis. Dessa forma, o tratamento preconizado é Penicilina Cristalina durante 10 dias, pois a penicilina cristalina é a única que atravessa a barreira hematoencefálica em concentrações terapêuticas, o que não ocorre com as demais penicilinas. Os exames preconizados no recém-nascido com sífilis congênita são hemograma, RX de ossos longos, USG transfontanela (caso o líquor esteja alterado), função hepática, glicemia, análise do líquor, além da avaliação audiológica e oftalmológica. A sífilis congênita não tratada pode levar a complicações graves, como acometimento neurológico, deficiência auditiva, cegueira e anomalias ósseas. Referências: BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 211 p.: il. Modo de acesso: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_atecao_integral_ist.pdf. ISBN 978- 65-5993-276-4. Tratado de Pediatria / organização Sociedade Brasileira de Pediatria. 5ª ed. Barueri: Manole, 2022. 24ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 13 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O CA-19.9 (Antígeno Carboidrato 19.9) é o marcador tumoral mais amplamente utilizado para monitorar a recidiva e a resposta ao tratamento no câncer de pâncreas. Embora o CA-19.9 não seja específico apenas para o câncer de pâncreas, ele é frequentemente elevado em pacientes com esta doença e pode ser utilizado para detectar a recorrência do tumor após o tratamento. A elevação dos níveis de CA-19.9 no seguimento de um paciente pode sugerir a recidiva da doença, orientando a necessidade de investigação adicional e ajuste terapêutico. Outros marcadores, como PSA, CEA, AFP e CA-125, são utilizados para outros tipos de câncer e não são indicados para o monitoramento do câncer de pâncreas. Referências: NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology (NCCN Guidelines®) – Pancreatic Adenocarcinoma, Version 2.2024. National Comprehensive Cancer Network, 2024. Disponível em: https://www.nccn.org/professionals/physician_gls/pdf/pancreatic.pdf. Acesso em: 20 ago. 2024. MOORE, Keith L.; DALLEY, Arthur F.; AGUR, Anne M. R. Anatomia orientada para a clínica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. Cap. 4, p. 256-259. 25ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 14 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: I. A maioria dos óbitos maternos registrados no Brasil é por causas evitáveis, que não refletem necessariamente a ineficiência da atenção à saúde da mulher no período gravídico-puerperal. (CORRETA) – Geralmente, os óbitos maternos são causados por complicações evitáveis e muitas vezes refletem desafios na assistência à saúde da mulher durante a gravidez, o parto e o pós-parto. A ineficiência dos serviços de saúde pode contribuir para esses óbitos. II. Um indicador de mortalidade materna é a razão entre o número de óbitos maternos em decorrência da gestação ou parto e o número de crianças nascidas vivas no mesmo período. (CORRETA) – A razão de mortalidade materna é de fato calculada dessa forma, relacionando o número de óbitos maternos ao número de nascidos vivos, sendo um indicador-chave para avaliar a qualidade da assistência materna. III. No período gestacional, a realização de 6 ou mais consultas pré-natais é um indicador de qualidade da assistência. (CORRETA) – O adequado acompanhamento pré-natal, com um mínimo de 6 consultas, é considerado um indicador de boa qualidade da assistência materna, permitindo a identificação precoce de possíveis complicações e o planejamento do parto. IV. A inclusão de acompanhantes de livre escolha da mulher, nas unidades hospitalares, durante o pré-parto, o parto e o pós-parto é um indicador de humanização da atenção ao parto. (CORRETA) – A presença de acompanhantes escolhidos pela mulher durante o ciclo gravídico- puerperal contribui para humanizar o atendimento, fortalecer o vínculo mãe-bebê e garantir maior conforto emocional durante o processo de parto e pós-parto. Referências: CASTRO, Lúcia Maria Xavier de; SIMONETTI, Maria Cecília Moraes; ARAÚJO, Maria José de Oliveira. Monitoramento e acompanhamento da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher PNAISM e do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres PNPM. Brasília; s.n; nov. 2015. 46 p. Folhetotab. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/bvsms/resource/pt/mis-37905. Acesso em: 27 mar. 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política nacional de atenção integral à saúde da mulher: princípios e diretrizes. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 80p. BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: MS; 2012. (Caderno de Atenção Básica n. 32). BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Portaria no 569, de 1o de junho de 2000. Institui o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN). Diário Oficial da União; 2000. 26ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 15 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Essa paciente apresenta um quadro clínico clássico de Síndrome HELLP, onde a diminuição dos níveis de plaquetas, menores que 100.000, é um sinal comum, assim como a redução do fibrinogênio e o aumento do tempo de protrombina. O comprometimento hepático se manifesta inicialmente com a elevação das enzimas hepáticas (TGO e TGP), e clinicamente chama a atenção a presença de icterícia (aumento da bilirrubina direta). A alteração principal e mais precoce é a trombocitopenia, sendo que as alterações de protrombina, tromboplastina e fibrinogênio ocorrem em fases mais avançadas. Referência: FERNANDES, Cesar Eduardo; SILVA DE SÁ, Marcos Felipe; MARIANI NETO, Corintio (Coord.). Tratado de obstetrícia Febrasgo. 1. ed. [Reimpr.]. Riode Janeiro: GEN | Grupo Editorial Nacional, 2021. il. Capítulo 29, p. 270-276. 27ª QUESTÃO Resposta comentada: Iniciar inibidor da bomba de prótons em dose plena e recomendar perda de peso, evitando alimentos desencadeantes, para controle efetivo dos sintomas e melhora a longo prazo é a resposta correta. Inibidores da bomba de prótons são o tratamento de escolha para DRGE, associados a mudanças no estilo de vida, como perda de peso e evitar alimentos que desencadeiam os sintomas. Ressalta-se ainda: Antiácidos oferecem alívio rápido, mas não tratam a causa subjacente da DRGE. Alterações no estilo de vida são fundamentais para o manejo efetivo a longo prazo. Bloqueadores H2 são menos eficazes do que inibidores da bomba de prótons. Uma dieta líquida não é uma abordagem prática ou eficaz a longo prazo. Procinéticos não são o tratamento inicial preferido para DRGE, a menos que haja evidência de esvaziamento gástrico retardado, e inibidores da bomba de prótons são mais eficazes. Cirurgia é indicada para casos refratários ao tratamento medicamentoso ou preferida por pacientes que não desejam medicamentos a longo prazo, não como primeira linha de tratamento. Referência: DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo Friche. Gastroenterologia essencial. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. 1006 p. 28ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 16 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Área: Ginecologia e Obstetrícia Subárea: Obstetrícia. Assistência Pré-Natal Tema: Diabetes Gestacional A dosagem da glicose de jejum é o método utilizado atualmente para o diagnóstico do diabetes gestacional. Dosagem acima de 92 mg/dL e inferior a 126 mg/dL, na primeira consulta, permite fazer o diagnóstico de diabetes gestacional. Essa definição inclui o diagnóstico realizado pela primeira vez na gravidez. Basta dosar uma única vez no início da gravidez. Quando o resultado é inferior a 92 mg/dL, é necessário realizar o Teste de Tolerância à Glicose com 75 g, entre 24-28 semanas de gestação. A hemoglobina glicada não serve para o diagnóstico do diabetes gestacional. REFERÊNCIA: Cunningham, F.G., Leveno, K.J., Bloom, S.; JL. Williams. Obstetrics. 26th Ed. Mc Graw Hill. New York, 2022. 29ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 17 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: O derrame pleural neoplásico representa metástase do tumor primário pulmonar, portanto a doença se encontra no estágio IV. O derrame pleural não configura invasão local, e sim metástase. Segue o estadiamento em detalhes, para justificar as demais alternativas, como incorretas. Referências: Imaging of Lung Cancer Staging. Semin Respir Crit Care Med, v. 43, p. 862-873, 2022. FILHO, Darcy Ribeiro P.; CAMARGO, José J. Cirurgia Torácica Contemporânea. Rio de Janeiro: Thieme Brazil, 2019. p. 279-284. E-book. ISBN 9788554651909. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788554651909/. 30ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 18 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A síndrome de Down, também conhecida como trissomia do cromossomo 21, ocorre devido a uma alteração no número de cromossomos, onde há uma cópia extra do cromossomo 21. Isso resulta em um total de 47 cromossomos em vez dos 46. A maioria dos casos de síndrome de Down é causada por essa trissomia, que ocorre devido a um erro na divisão celular durante a formação dos gametas (óvulo ou espermatozoide). Outras opções listadas, como mutações pontuais, deleções, duplicações e translocações, são associadas a outras síndromes genéticas, mas não à síndrome de Down. Referências: ALLEN, E. G.; RUSSELL, M.; HALL, J. G. Genética médica: uma introdução. 2. ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2020. Cap. 7, p. 245-258. MALINOWSKI, K. R.; ZANARDI, A. S. Genética e genética molecular: princípios e práticas. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. Cap. 5, p. 301-315. MORGAN, T. H.; BAKER, M. B. Genetics: analysis and principles. 4. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2016. Cap. 8, p. 113-130. 4. NIH - NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. Down syndrome. Disponível em: https://www.nih.gov/health-information/down-syndrome. Acesso em: 20 ago. 2024. 31ª QUESTÃO Resposta comentada: Esta questão aborda um caso clínico típico de parasitose intestinal em crianças, com sintomas clássicos como prurido anal noturno, que é altamente sugestivo de Enterobius vermicularis. Enterobius vermicularis (oxiúro): É o parasita mais comum em crianças, causando prurido anal intenso devido à deposição de ovos na região perianal durante a noite. Outros sintomas como dor abdominal e emagrecimento podem estar presentes, mas são menos específicos. As demais opções: Giardia lamblia: Geralmente causa diarreia crônica, má absorção e distensão abdominal. Entamoeba histolytica: Pode causar diarreia sanguinolenta e abscessos hepáticos. Ascaris lumbricoides: Pode causar dor abdominal, vômitos e obstrução intestinal, mas o prurido anal não é um sintoma característico. Cryptosporidium parvum: Causa diarreia aquosa, frequentemente em imunocomprometidos. Referência: JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. v 2. Editora Manole, 2021. Ebook. 32ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 19 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A torção testicular é uma emergência urológica que requer intervenção cirúrgica imediata para preservar a viabilidade do testículo. O tempo é um fator crucial, pois a viabilidade do testículo diminui significativamente após seis horas de isquemia. Embora o ultrassom com Doppler seja útil para confirmar o diagnóstico, a decisão de operar deve ser baseada na suspeita clínica, especialmente em casos de alta probabilidade de torção testicular. A observação prolongada ou o tratamento sintomático atrasam o tratamento definitivo, aumentando o risco de perda do testículo. No câncer de testículo, pode não haver dor. A massa tem um início gradual e pode ser um achado incidental ao exame físico. Nem sempre está associada à dor testicular de início súbito, exceto quando há epidídimo-orquite ou hemorragia intratumoral. Na hérnia inguinal, pode haver uma história de levantamento de peso ou cirurgia prévia. Pode-se detectar uma massa no canal inguinal que pode ser não redutível. Edema inguinoescrotal com incapacidade de apalpar o cordão espermático na parte superior pode estar presente. Ao exame físico, pode-se observar um posicionamento normal e um reflexo cremastérico preservado. Na orquite/epididimite, a dor é localizada na parte inferior e posterior do testículo. A dor e o edema geralmente se desenvolvem ao longo de alguns dias, diferentemente da torção testicular, que tem início súbito. O epidídimo pode ser sentido como uma estrutura tubular situada na face posterior dos testículos. Na epidídimo-orquite, haverá um aumento difuso dos testículos. Micções frequentes e dolorosas são características comuns da infecção do trato urinário inferior, que pode estar associada à epididimite. Referências: BMJ Best Practice. Torção testicular. 03 de abril de 2024. Disponível em: https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/3000123. Acesso em: 26 ago. 2024. DOENÇAS cirúrgicas da criança e do adolescente. Coordenação Uenis Tannuri, Ana Cristina Aoun Tannuri. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2020. 33ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 20 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: REFERÊNCIA HERRING, Guilherme. Radiologia Básica - Aspectos Fundamentais . [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158719. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158719/.Acesso em: 03 mar. 2023. Página 2: no RX o ar é o tom mais escuro possível (menos denso). Líquidos (p. ex., sangue) e tecidos moles (p. ex., músculo) têm a mesma densidade nas radiografias convencionais, aparecem mais brancas, pois tem densidade maior. Página 3: Substâncias menos densas, que absorvem menos raios X, têm números de TC baixos. Diz-se que elas apresentam atenuação diminuída e são exibidas como densidades mais escuras nas imagens de TC. Nas radiografias convencionais, essas substâncias (como ar e gordura) também parecem mais pretas e têm densidade diminuída (ou maior radiolucência). Página 61: À medida que o derrame subpulmonar aumenta em volume, ele primeiro preenche e, assim, vela o seio costofrênico posterior, visível na incidência em perfil do tórax. Isso ocorre com aproximadamente 75 mℓ de líquido. Quando o derrame alcança um volume de cerca de 300 mℓ, vela o seio costofrênico lateral, visível na radiografia de tórax em PA. Página 65: derrame pleural se acumula na região dorsal. Página 280: a identificação da linha pleural visceral no RX do tórax faz o diagnóstico definitivo de um pneumotórax. Página 281: na TC do tórax o paciente encontra-se em decúbito dorsal, no pneumotórax o ar acumula anteriormente. 34ª QUESTÃO Resposta comentada: A hiperplasia adrenal congênita devido à deficiência de 21-hidroxilase resulta em uma interrupção na produção de cortisol e aldosterona, com acúmulo de 17-hidroxiprogesterona, que é convertida em andrógenos. Esse excesso de andrógenos causa virilização dos genitais em recém-nascidos. O tratamento inicial adequado para HAC com genitália ambígua é a administração de glicocorticoides (como a hidrocortisona) para substituir o cortisol deficiente e reduzir a produção excessiva de andrógenos, ajudando a normalizar a ambiguidade genital e prevenir complicações associadas. As outras alternativas são incorretas, pois abordam deficiências enzimáticas e tratamentos que não se aplicam corretamente ao contexto da HAC associada à deficiência de 21- hidroxilase. 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 21 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Referências: JUNQUEIRA, Luiz Carlos U.; CARNEIRO, José. Histologia Básica: Texto e Atlas. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. E-book. ISBN 9788527739283. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527739283/. Acesso em: 26 jul. 2024. CAMPOS JÚNIOR, Dioclécio; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. v.1. Barueri: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555767476/. Acesso em: 26 jul. 2024. 35ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 22 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Resposta correta: Preparação – a pessoa passa a dar os primeiros passos para a cessação do tabagismo. O médico deve realizar uma entrevista motivacional, que ajude o paciente a reconhecer e fazer algo a respeito de seu problema. Resposta comentada: O modelo transteórico comportamental de Proschaska et al. classifica as pessoas em cinco estágios de mudança: 1. Pré-contemplação: A pessoa não cogita parar de fumar, mesmo sendo aconselhada sobre os benefícios da cessação do tabagismo. O profissional deve realizar uma abordagem mínima, frisando a importância de parar de fumar e os benefícios associados, para que a pessoa possa considerar a ideia. 2. Contemplação: A pessoa admite que fumar é um problema, mas tem medo de dar os primeiros passos para parar. O fumante demonstra ambivalência quanto à mudança. Nesse estágio, a pessoa está mais suscetível à mudança, precisando de apoio, estímulo e orientação. Identificar barreiras e esclarecer dúvidas são fundamentais. 3. Preparação: A pessoa começa a tomar medidas para cessar o tabagismo, como controlar o número de cigarros fumados, estabelecer horários para fumar ou buscar ajuda profissional. O médico pode utilizar a entrevista motivacional para ajudar a pessoa a reconhecer e agir sobre seus problemas, incluindo o processo de ambivalência em relação à mudança de comportamento. 4. Ação: A pessoa adota atitudes específicas e para de fumar. O profissional deve estimular a mudança, entender o processo e abordar os riscos de recaída. É importante parabenizar a pessoa por essa conquista, destacando os benefícios percebidos desde a interrupção do tabagismo. 5. Manutenção: A pessoa deve prevenir recaídas, utilizando estratégias aprendidas. Destacar os benefícios da cessação do tabagismo é fundamental para a manutenção da mudança. Entrevista motivacional: Para pacientes com ambivalência em relação ao tabagismo, a entrevista motivacional é uma técnica útil para auxiliar na mudança de comportamento. É recomendada a revisão da história pessoal e avaliação detalhada dos medicamentos em uso, especialmente para evitar interações medicamentosas. Por exemplo, a bupropiona é contraindicada para pessoas com antecedentes de crises convulsivas, como no caso de pacientes epilépticos. Referências: GUSSO, Gustavo; LOPES, José M. C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Grupo A, 2019. 2 v. E-book. ISBN 9788582715369. Cap. 242. Disponível em: Minha Biblioteca. Acesso em: 25 jul. 2024. GUSSO, Gustavo; LOPES, José M. C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Grupo A, 2019. 2 v. E-book. ISBN 9788582715369. Cap. 75. Disponível em: Minha Biblioteca. Acesso em: 25 jul. 2024. 36ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 23 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Estamos diante de um paciente com fatores de risco para o desenvolvimento de insuficiência renal, que apresenta elevação das escórias nitrogenadas associada a hipercalemia confirmada laboratorialmente, além de critérios de hipercalemia grave. O potássio é um íon predominantemente intracelular, com faixa normal geralmente entre 3,5 e 5,0 mmol/L. Em casos em que há alterações eletrocardiográficas, como a presença de ondas T apiculadas, a situação é considerada grave. Nessas situações, antes de adotar medidas para reduzir a calemia, é necessário realizar uma terapia para estabilizar os efeitos elétricos na excitação das células cardíacas. O gluconato de cálcio a 10% deve ser infundido com o objetivo de agir sobre a excitabilidade cardíaca. Embora não tenha efeito na redução da hipercalemia, deve ser a primeira medida adotada em casos de hipercalemia grave, sendo, portanto, a alternativa correta. A terapia renal substitutiva (hemodiálise) para casos de hipercalemia deve ser considerada naqueles com hipercalemia refratária a outras medidas, como o uso de glicoinsulinoterapia (também conhecida como solução polarizante), agonistas beta-adrenérgicos ou bicarbonato de sódio. A furosemida, um diurético de alça, atua reduzindo o potássio do organismo por meio da eliminação renal. Deve ser usada em casos de função renal normal ou moderadamente comprometida, bem como em casos em que o paciente apresente diurese. Referência: GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022. p. 800-805. E-book. ISBN 9788595159297. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. 37ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 24 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Incorreto. A criança apresenta sinais de gravidade, como saturação de oxigêniode sinais de insuficiência respiratória (saturação de 89%, taquipneia) exige internação e suporte ventilatório. A conduta ambulatorial não é adequada. Incorreto. A bronquiolite é uma infecção viral, e o uso de antibióticos não é indicado a menos que haja suspeita de coinfecção bacteriana, o que não é claramente sugerido no quadro apresentado. Além disso, o quadro exige internação, não apenas tratamento ambulatorial. Correto. A saturação de oxigênio abaixo de 90%, taquipneia (60 irpm), e retração subcostal são sinais de gravidade que indicam insuficiência respiratória. A internação é necessária para oferecer oxigenoterapia e monitorar a evolução do quadro, prevenindo complicações. Incorreto. Embora o corticosteroide possa ser considerado em situações muito específicas, ele não é recomendado rotineiramente em bronquiolite. Manter a criança em observação na sala de emergência sem indicar internação pode atrasar o tratamento adequado, considerando os sinais de gravidade. Referências: JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. 5ª edição. Barueri -SP: editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. (2013). Protocolo de Manejo Clínico da Infecção Respiratória Aguda Grave Potencialmente Causada pelo Vírus Influenza. Brasília: Ministério da Saúde. Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). (2017). Diretrizes para o Manejo da Bronquiolite Aguda. São Paulo: SBP. 38ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 25 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Proporcionar um ambiente seguro e acolhedor, explicando todos os procedimentos e obtendo o consentimento informado antes de qualquer intervenção. Justificativa: O atendimento a uma mulher vítima de violência sexual deve ser conduzido com extrema sensibilidade e respeito aos princípios éticos e legais. A prioridade deve ser: 1. Ambiente seguro e acolhedor: Proporcionar um ambiente seguro e acolhedor é fundamental para que a paciente se sinta confortável e possa relatar o ocorrido sem medo de julgamento ou represálias. 2. Consentimento informado: Explicar todos os procedimentos de forma clara e obter o consentimento informado antes de qualquer intervenção é essencial. A paciente deve ter autonomia sobre o que será feito em seu corpo e deve estar ciente das opções disponíveis. 3. Respeito à autonomia: Respeitar a autonomia da paciente é um princípio ético fundamental. Isso inclui respeitar sua decisão de aceitar ou recusar qualquer parte do atendimento, incluindo a coleta de evidências forenses e a notificação às autoridades. 4. Evitar revitimização: O médico deve evitar qualquer ação que possa causar revitimização, como realizar procedimentos invasivos sem o consentimento ou omitir informações importantes sobre o processo de atendimento e suas opções. 5. Informação e apoio: Informar a paciente sobre a disponibilidade de apoio psicológico e social, além das medidas profiláticas para doenças sexualmente transmissíveis e contracepção de emergência, mas sempre respeitando sua escolha de aceitar ou não essas intervenções. Referência: SANTOS, Adriano Paião dos. Urgências e Emergências em Ginecologia e Obstetrícia. Barueri: Editora Manole, 2018. E-book. ISBN 9786555762198. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555762198/. Acesso em: 08 ago. 2024. 39ª QUESTÃO Resposta comentada: A alternativa “Recomendar uma dieta rica em frutas, vegetais e alimentos orgânicos” é a mais adequada. Essa resposta está alinhada com os conceitos de saúde planetária, que envolvem a interconexão entre a saúde humana e a saúde do planeta. Nesse contexto, recomendar uma dieta rica em alimentos naturais, como frutas, vegetais e alimentos orgânicos, não só promove a saúde individual de João, mas também contribui para a redução da pegada ambiental. A produção de alimentos orgânicos geralmente envolve práticas agrícolas mais sustentáveis, com menor uso de agrotóxicos e menor impacto ambiental em comparação com a produção convencional. As outras opções não estão diretamente relacionadas às preocupações ambientais e de saúde global. Considerando que os principais fatores de risco associados às doenças crônicas são dieta, sedentarismo e poluição ambiental, os profissionais de APS podem fazer recomendações clínicas que promovam o gerenciamento dos fatores de risco evitáveis. Referência: DUCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5ª edição). Grupo A, 2022. (Cap. 6). 40ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 26 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Cetoacidose diabética é uma complicação grave que pode ocorrer na evolução do diabetes mellitus tipo 1 e 2. Apresenta-se com poliúria, polidipsia e desidratação decorrente de glicosúria; perda de peso; dor abdominal; náuseas; vômitos; taquipneia (respiração de Kussmaul); e alteração do estado de consciência devido à cetonúria. Critérios laboratoriais incluem glicemia > 200 mg/dL, pH 80 mg/dL). A terapêutica inicial deve ser a fluidoterapia na primeira hora. A insulinoterapia só deve ser iniciada após 1 hora de reposição volêmica adequada. As principais complicações são hipoglicemia e edema cerebral. Incorreta: Abdome agudo. Não há febre, o abdome é indolor e há história de início há 3 semanas. Incorreta: Intoxicação por salicilato. Pode levar à acidose, mas a história seria aguda e não de 3 semanas. Incorreta: Sepse. Embora a sepse possa ser uma causa de descompensação no diabetes tipo 1, não há febre, disúria ou outros sintomas sugestivos de quadro infeccioso. Referência: MARTIN, J. G.; CARPI, M. F.; FIORETTO, J. R. Manual de Emergência em Pediatria. 1ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2022. p. 477-484. 41ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 27 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A resposta correta é “Elaborar um plano de ação baseado em mapas de risco que identifiquem as vulnerabilidades específicas e peculiaridades culturais de cada aldeia.” A territorialização de riscos em distritos sanitários, especialmente em contextos indígenas, requer uma análise detalhada das especificidades locais. O uso de mapas de risco permite identificar as vulnerabilidades de cada território, levando em consideração fatores geográficos, sociais, culturais e ambientais. A opção “Aplicar um protocolo de atendimento para toda a população do Distrito Sanitário Especial Indígena, priorizando a padronização dos serviços.” pode ser limitada, pois não considera as particularidades de cada aldeia e seus riscos específicos. A padronização pode não ser eficaz para atender às necessidades variadas das comunidades indígenas. A opção “Concentrar os esforços nas aldeias com maior número de habitantes em um primeiro momento, seguindo os dados atualizados do CENSO dos povos originários.” tem limitações, aldeias menores podem enfrentar riscos específicos que merecem atenção. Ignorá-las pode resultar em lacunas na assistência. A opção “Basear as estratégias de intervenção em dados amplos e abrangentes, com foco em diretrizes nacionais, como principal referência para o planejamento.” Tem suas peculiaridades, pois embora dados amplos sejam importantes, a abordagem deve ser complementada com informações específicas de cada aldeia. Apenas seguir diretrizes nacionais pode não ser suficiente. A opção “Priorizar intervenções voltadas a doenças transmissíveis, considerando-as o principal fator de risco a ser abordado nas comunidades.” traz uma abordagem minimizada, embora doenças transmissíveis sejam relevantes, outras questões de saúde também devem ser consideradas.Uma abordagem mais abrangente é necessária. Referências: GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E- book. ISBN 9788582715369. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. 42ª QUESTÃO Resposta comentada: A doença do refluxo gastroesofágico é frequentemente causada por um relaxamento inadequado do esfíncter esofágico inferior, o que permite que o conteúdo ácido do estômago reflua para o esôfago. Isso leva a sintomas como dor epigástrica e regurgitação, e a endoscopia pode revelar erosões na mucosa esofágica devido à exposição ao ácido gástrico. Referência: HANSEL, Donna E.; DINTZIS, Renee Z. Fundamentos de Rubin - Patologia. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2007. E-book. ISBN 978-85-277-2491-3. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-2491-3/. Acesso em: 26 jul. 2024. 43ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 28 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A síndrome nefrítica aguda geralmente se apresenta com o início súbito de hematúria (macro ou microscópica), proteinúria pouco intensa, diminuição da taxa de filtração glomerular (variedade de graus de insuficiência renal) e retenção de sódio e água. Esses sintomas frequentemente resultam em pressão arterial elevada e edema. Em crianças, a causa mais comum de síndrome nefrítica aguda é a glomerulonefrite pós-estreptocócica. Referência: JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de Pediatria. v. 2. Barueri: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767483. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555767483/. Acesso em: 09 ago. 2024. 44ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 29 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A fórmula de Parkland é um método consagrado para o cálculo da reposição hídrica em pacientes com grandes queimaduras, baseando-se na extensão da área queimada e no peso do paciente. A fórmula recomenda 4 mL de solução cristaloide (como Ringer lactato) por quilo de peso corporal por porcentagem de área corporal queimada (%SCQ) nas primeiras 24 horas. Metade desse volume deve ser administrada nas primeiras 8 horas após a queimadura (contadas a partir do momento do acidente) e a outra metade, nas 16 horas restantes. Esta abordagem ajuda a repor as perdas líquidas ocasionadas pela queimadura, evitando tanto a hipovolemia quanto a sobrecarga hídrica. Incorreta: A fórmula de Holiday-Segar, por ter quantidades insuficientes de sódio, leva à infusão de solução hipoosmolar, acarretando grandes perdas para o interstício. Correta: Calcular a necessidade de fluidos com a fórmula de Parkland, utilizando soro fisiológico a 0,9%, administrando metade do volume em 8 horas e a outra metade nas 16 horas seguintes. Em crianças abaixo de 30 kg, acrescentar soro de manutenção com glicose. A fórmula recomenda 4 mL de solução cristaloide (como Ringer lactato) por quilo de peso corporal por porcentagem de área corporal queimada (%SCQ) nas primeiras 24 horas. Metade desse volume deve ser administrada nas primeiras 8 horas após a queimadura (contadas a partir do momento do acidente) e a outra metade nas 16 horas restantes. Em crianças abaixo de 30 kg, acrescentar hidratação de manutenção com soro glicosado, evitando hipoglicemia. Incorreta: Utilizar solução glicosada a 5% + soro fisiológico a 0,9% (1:1) usando a fórmula de Holiday-Segar, administrando em 8 horas e o restante nas 16 horas seguintes. Incorreta: A restrição de volume não está indicada, pois as perdas de volume para o interstício podem acarretar hipovolemia, piora da perfusão das áreas queimadas e até choque hipovolêmico, devido ao aumento das necessidades hídricas. Incorreta: O soro fisiológico é o tipo de fluido recomendado, e a fórmula de Parkland deve ser utilizada em grandes queimados. Esta abordagem ajuda a repor as perdas líquidas ocasionadas pela queimadura, evitando tanto a hipovolemia quanto a sobrecarga hídrica. Referências: NELSON. Tratado de Pediatria - Richard E. Behrman, Hal B. Jenson, Robert Kliegman. 21ª Edição. 2022. Costa DMC, Lemos ATO, Bertolin R. Reparação volêmica na criança queimada. Revista Médica de Minas Gerais. 2020; 30(3):1-8. Disponível em: https://rmmg.org/artigo/detalhes/1818. 45ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 30 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: Gestantes/parturientes colonizadas pelo estreptococo do grupo B (EGB) na vagina e/ou no reto podem transmitir esse germe oportunista aos seus recém-nascidos. Portanto, a colonização materna pelo EGB no momento do parto constitui um importante fator de risco para a transmissão vertical dessa bactéria e o desenvolvimento da doença estreptocócica neonatal. O rastreio de todas as gestantes, por meio da cultura vaginal e endoanal, visa identificar aquelas colonizadas pelo EGB e instituir a antibioticoprofilaxia intraparto, reduzindo a transmissão da bactéria e a incidência da doença estreptocócica neonatal, com consequente redução na letalidade dessa doença. Gestantes que apresentaram urocultura positiva para EGB em qualquer idade gestacional da gravidez em curso devem receber antibioticoprofilaxia intraparto, pois é considerada colonização maciça pelo EGB. Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Gestação de Alto Risco. Brasília, 2022. FEBRASGO. Guia prático: infecções no ciclo grávido-puerperal. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), 2016. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/02- INFECCOyES_NO_CICLO_GRAVIDO_PUERPERAL.pdf. Acesso em: 25 jul. 2024. 46ª QUESTÃO Resposta comentada: A paciente apresentou até a quinta hora do registro uma discinesia uterina, caracterizada por contrações ineficazes (somente 2 contrações por hora). Nessa paciente, tentou-se corrigir a discinesia com a aplicação de ocitocina. As contrações melhoraram, porém a paciente evoluiu com a parada de progressão fetal ou parada de dilatação, por provável distocia de trajeto (pelve) ou distocia de objeto (feto), ultrapassando a linha de atenção e de alerta e evoluindo com sofrimento fetal. Será necessário realizar uma cesariana. A taquissistolia é caracterizada por contrações uterinas muito frequentes (mais de 5 contrações em 10 minutos), o que não corresponde à descrição da questão. Referência: CUNNINGHAM, F. Gary et al. Obstetrícia de Williams. 26. ed. New York: McGraw Hill, 2022. 47ª QUESTÃO 000131.130019.1b7c4d.1d6fbd.b40b63.9ee9c8.10c8d7.20f81 Pgina 31 de 77 Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com) lOMoARcPSD|54080113 Resposta comentada: A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é um tipo de câncer que afeta as células precursoras dos linfócitos B ou T. É o tipo mais comum de câncer em crianças e adolescentes. O tratamento da LLA envolve uma combinação de quimioterapia, radioterapia e, às vezes, terapia-alvo. A quimioterapia é o tratamento principal para a LLA em crianças. Consiste em medicamentos que destroem as células cancerígenas e impedem sua disseminação. A quimioterapia pode ser administrada por via oral ou por via intravenosa. O tratamento é geralmente dividido em várias fases, que podem durar de meses a anos, dependendo do risco e da resposta ao tratamento. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia em alguns casos, como quando a leucemia se espalha para o sistema nervoso central. No entanto, a radioterapia é menos comum em crianças com LLA, devido aos riscos de efeitos colaterais a longo prazo. A imunoterapia e a terapia-alvo são tratamentos mais recentes que estão sendo investigados para o tratamento da LLA em crianças. A imunoterapia usa