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TPI Medicina 2024.2
Medicina (Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba)
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Baixado por Isabel Beatriz (isabelbeatrizcosta@gmail.com)
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AFYA 
CURSO DE MEDICINA - AFYA
NOTA FINAL
Aluno:
Componente Curricular: Teste de Progresso Institucional - MEDICINA
Professor (es):
Período: 202402 Turma: Data:
TESTE DE PROGRESSO INSTITUCIONAL_MEDICINA_2024.2_02
SETEMBRO2024
RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA
PROVA 13113 - CADERNO 003
1ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Esta questão necessita que o aluno compreenda a sequência de atendimento no politraumatizado
(A, B, C, D, E do trauma), em que alterações da via aérea causam maior mortalidade nestes
pacientes, devendo ser abordada de imediato. No caso do paciente queimado, suspeita-se de
queimadura de via aérea devido à queimadura se situar em região cervical anterior e face e à
rouquidão e ao escarro borráceo, devendo o paciente ser prontamente submetido a intubação
orotraqueal para assegurar a via aérea.
REFERÊNCIA:
AMERICAN COLLEGE OF SURGEONS COMMITTEE ON TRAUMA. Advanced Trauma Life
Support - ATLS. 10. edição.
2ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A prevenção pode ser feita nos períodos de pré-patogênese e patogênese.
A prevenção primária se faz com a intercepção dos fatores pré-patogênicos e inclui promoção da
saúde e proteção específica.
A prevenção secundária é realizada no indivíduo, já sob a ação do agente patogênico, no nível do
estado de doença, inclui diagnóstico, tratamento precoce e limitação da invalidez.
A prevenção terciária consiste na prevenção da incapacidade mediante adoção de medidas
destinadas à reabilitação (ROUQUAYROL, 2017).
 
No caso em questão são considerados prevenção PRIMÁRIA:
1. Vacinação de 100% das crianças, na faixa etária de 0 a 5 anos de idade, com as
vacinas BCG, pentavalente e a vacina inativada poliomielite (VIP).
2. Expansão da rede de água tratada para 100% da população urbana e 50% para a rural
no ano de 2023.
3. Intensificação da inspeção dos domicílios para busca de focos do mosquito Aedes
aegypti e seus criadouros.
 
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3ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O transtorno de pânico, segundo o DSM V-TR, é um surto abrupto de medo intenso ou
desconforto intenso que alcança um pico em minutos, durante o qual ocorrem 4 ou mais dos
sintomas (palpitação, sudorese, tremores, sensação de falta de ar, dor ou desconforto torácico,
náuseas, medo de morrer etc.), persistindo por 1 mês ou mais. A perturbação não deve ser
atribuída a uma condição clínica de origem orgânica (ex.: hipertireoidismo, doenças
cardiopulmonares) ou a efeitos psicológicos por uso de substâncias psicoativas.
A literatura apresenta uma vasta quantidade de estudos envolvendo o uso dos inibidores seletivos
da recaptação da serotonina (ISRSs) no transtorno de pânico (TP), e essa classe de
medicamentos vem sendo cada vez mais utilizada na prática clínica. O objetivo primário do
tratamento com ISRSs no TP é reduzir a intensidade e a frequência dos ataques de pânico (APs),
bem como a ansiedade antecipatória. Esses medicamentos também podem tratar a síndrome
depressiva que frequentemente está associada ao transtorno.
Desta forma, a alternativa correta é: Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS)
por sua eficácia - estudos clínicos demonstram que os ISRS são eficazes na redução da
frequência e intensidade dos ataques de pânico, além de tratar a ansiedade associada ao
transtorno; seu perfil de segurança - comparados com outros medicamentos, os ISRS têm um
perfil de segurança melhor, com menos efeitos colaterais graves, sendo bem tolerados pela
maioria dos pacientes; e menor risco de dependência - ao contrário dos benzodiazepínicos, os
ISRS não causam dependência, tornando-os uma opção mais segura para uso a longo prazo.
ISRS são preferidos no tratamento do Transtorno do Pânico devido à sua eficácia, segurança e
menor risco de dependência. Outras classes de medicamentos, como o lítio, estabilizadores de
humor, benzodiazepínicos e IMAOs, não são adequadas como primeira linha de tratamento
devido à sua eficácia limitada para este transtorno, perfil de efeitos colaterais e, em alguns casos,
risco de dependência ou complicações no manejo clínico.
As outras alternativas não respondem satisfatoriamente à questão, pois:
- Carbonato de Lítio: é primariamente utilizado no tratamento do Transtorno Bipolar, especialmente
para controlar episódios de mania e como profilaxia de episódios maníacos e depressivos. Ele
não é eficaz no tratamento do Transtorno do Pânico. Tem um perfil de efeitos colaterais mais
sério e requer monitoramento constante dos níveis sanguíneos, o que não é prático ou necessário
no manejo do Transtorno do Pânico.
- Estabilizadores de Humor: como o ácido valpróico e a lamotrigina, são usados principalmente
para Transtorno Bipolar. Eles não são eficazes para tratar sintomas de pânico e ansiedade
generalizada. Estes medicamentos também têm efeitos colaterais significativos e exigem
monitoramento, tornando-os menos favoráveis para o Transtorno do Pânico.
- Benzodiazepínicos: embora os benzodiazepínicos sejam eficazes para o alívio rápido dos
sintomas de ansiedade e pânico, eles têm um alto risco de causar dependência e tolerância,
tornando-os inadequados para tratamento a longo prazo e podem causar sedação, afetando o
funcionamento diário do paciente, o que é uma desvantagem significativa em relação aos ISRS,
sendo atualmente preteridos na condução do Transtorno do Pânico.
- Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAOs): têm um perfil de efeitos colaterais significativo e
interações alimentares perigosas (como a necessidade de evitar alimentos ricos em tiramina).
Isso torna seu uso menos seguro e mais complicado, especialmente em comparação com os
ISRS. Embora eficazes para alguns transtornos de ansiedade, os IMAOs são geralmente
reservados para casos onde outras opções falharam devido aos riscos associados.
Referência:
NARDI, Antonio E.; QUEVEDO, João; SILVA, Antônio Geraldo da. Transtorno de Pânico. Porto
Alegre: Grupo A, 2013. E-book. p. 122. ISBN 9788565852326. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788565852326/.
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4ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Resposta correta: Uso de antibióticos baseado em meta-análises e ensaios clínicos
randomizados, com evidênciao sistema imunológico do próprio paciente
para combater o câncer, enquanto a terapia-alvo usa medicamentos que atacam especificamente
as células cancerígenas, deixando as células saudáveis intactas.
No entanto, atualmente, a quimioterapia continua sendo o tratamento padrão para a LLA em
crianças. A escolha do tratamento depende do tipo e estágio da leucemia, bem como do perfil de
risco do paciente.
REFERÊNCIA:
Tsuchida Y, Shimada H. Pediatric Oncology: A Comprehensive Guide. Springer; 2019.
48ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Resposta correta: Os Conselhos Municipais de Saúde são responsáveis pela implementação de
políticas de saúde locais e pela fiscalização da aplicação dos recursos, sendo que as decisões
precisam estar alinhadas às diretrizes dos Conselhos Estadual e Nacional de Saúde.
Comentário:
O Conselho Nacional de Saúde não é o único responsável por todas as decisões e alocações de
recursos. A gestão do SUS é descentralizada, e os conselhos estaduais e municipais têm um
papel ativo na tomada de decisões e na gestão dos recursos, em coordenação com o CNS.
Os Conselhos Estaduais de Saúde não têm autonomia completa. Eles devem coordenar suas
ações com o CNS e com os Conselhos Municipais de Saúde para garantir a implementação
eficaz e integrada das políticas de saúde.
Os Conselhos Municipais de Saúde desempenham um papel crucial na implementação de
políticas de saúde locais, fiscalizando a aplicação dos recursos e garantindo a participação da
comunidade nas decisões. Eles operam em alinhamento com as diretrizes estabelecidas pelos
Conselhos Estadual e Nacional de Saúde, garantindo a coerência e integração das políticas de
saúde em todas as esferas do SUS.
Referências:
Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. [Disponível em:
http://conselho.saude.gov.br]
49ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O quadro clínico do menino é característico de dermatite atópica, uma condição comum em
crianças com histórico pessoal ou familiar de atopia (asma, rinite alérgica, alergias alimentares).
As lesões eczematosas nas dobras dos braços e atrás dos joelhos, associadas à coceira
intensa, são sinais típicos. O tratamento envolve o uso de emolientes para manter a hidratação da
pele, corticosteroides tópicos para controlar a inflamação e evitar fatores desencadeantes, como
certos alimentos ou irritantes ambientais.
Referências:
Rivitti-Machado, Maria Cecilia da M. Dermatologia pediátrica. (Coleção Pediatria do Instituto da
Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).
Disponível em: Minha Biblioteca, (3rd edição). Editora Manole, 2022.
JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. v.1.
Barueri, SP: Editora Manole, 2021.
50ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A questão descreve uma paciente com lesões hipocrômicas (mais claras que a pele ao redor)
com descamação furfurácea (que se assemelha a farinha ou farelo), bem delimitadas, localizadas
na base do pescoço e dorso superior. Além disso, o exame micológico direto evidenciou a
presença de pseudo-hifas e esporos, e a lâmpada de Wood revelou uma fluorescência róseo-
dourada. Todos esses são característicos da condição conhecida como pitiríase versicolor, uma
infecção fúngica superficial da pele causada pelo fungo Malassezia. Esta doença é caracterizada
por manchas de cor variada (daí o nome “versicolor”) que podem ser hipopigmentadas ou
hiperpigmentadas, e são muitas vezes acompanhadas por uma descamação fina. As outras
opções são todas condições de pele, mas não correspondem à descrição dada no enunciado.
Referência:
DAVID, AZULAY, R.; RUBEM, AZULAY, D.; AZULAY-ABULAFIA, Luna. Dermatologia. Rio de
Janeiro: Grupo GEN, 2021, p. 557-559 E-book. ISBN 9788527738422. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527738422/. 
51ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Trata-se de infecção de ferida operatória. O ferimento deve ser aberto para drenagem e limpeza
com soro e tratado com antibióticos pela presença de sinais de infecção.
Referência:
SABISTON. Tratado de Cirurgia: a base biológica da prática cirúrgica moderna. 19. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2014. 
52ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (2016), com atualizações em maio de
2021, o recém-nascido a termo deve ser avaliado ao nascer: nasceu chorando/respirando e com
tônus muscular em flexão, deve ser posicionado pele a pele com a mãe, seu corpo e segmento
cefálico coberto com tecido de algodão seco e aquecido e seu cordão umbilical clampado entre 1-
3 minutos. Manter via aérea pérvia, aspirar secreções, se necessário, e avaliar continuamente
sua vitalidade. O boletim de Apgar é determinado no primeiro e quinto minuto, mas não é utilizado
para indicar procedimentos na reanimação neonatal. Os passos iniciais de estabilização e
avaliação, quando não suficientes para determinar uma respiração espontânea regular, deve ser
seguido pela ventilação por pressão positiva, que deve ser iniciada nos primeiros 60 segundos
após o nascimento. 
REFERÊNCIA:
Bibliografia: Almeida MFB, Guinsburg R; Coordenadores Estaduais e Grupo Executivo PRN-SBP;
Conselho Científico Departamento Neonatologia SBP. Reanimação do recém-nascido ≥34
semanas em sala de parto: diretrizes 2022 da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro:
Sociedade Brasileira de Pediatria; 2022. https://doi.org/10.25060/PRN-SBP-2022-2.
 
53ª QUESTÃO
Resposta comentada:
As mulheres que apresentarem laudo citopatológico de HSIL deverão ser encaminhadas à
unidade
de referência para realização de colposcopia (A). A repetição da citologia é inaceitável como
conduta inicial.
Na presença de achados anormais maiores, JEC visível (ZT tipos 1 ou 2), lesão restrita ao colo e
ausente suspeita de invasão ou doença glandular, deverá ser realizado o “Ver e Tratar”, ou seja, a
excisão tipo 1 ou 2, de acordo com o tipo da ZT (conforme Tópicos Complementares – Tipos de
excisão) (A). Em locais em que não esteja garantida a qualidade da citologia ou quando o
colposcopista não se sentir seguro quanto à relevância dos achados, a biópsia é aceitável (B).
REFERÊNCIA:
Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero / Instituto
Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de Prevenção e Vigilância.
Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. – 2. ed. rev. atual. – Rio de
Janeiro: INCA, 2016.
54ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O quadro clínico apresentado pelo paciente, com fadiga, palidez, petéquias e febre, é altamente
sugestivo de neutropenia febril, uma complicação comum em pacientes oncológicos submetidos
à quimioterapia. A neutropenia é a diminuição do número de neutrófilos, células de defesa do
organismo responsáveis por combater infecções. A fadiga e palidez são sintomas comuns em
pacientes com anemia, mas também podem ocorrer em pacientes com neutropenia devido à
diminuição da capacidade de transporte de oxigênio. As petéquias são um sinal de
trombocitopenia, que pode ocorrer em conjunto com a neutropenia. Enquanto isso, a febre é o
sinal mais característico de infecção em pacientes com neutropenia, pois a diminuição dos
neutrófilos compromete a capacidade do organismo de combater os microrganismos invasores.
Além disso, a cisplatina e o paclitaxel são agentes quimioterápicos conhecidos por causar
supressão da medula óssea, levando à diminuição de todas as linhagens celulares, incluindo os
neutrófilos.
Policitemia vera e trombocitopenia essencial são doenças mieloproliferativas crônicas, não
relacionadasao tratamento quimioterápico.
Anemia megaloblástica, geralmente causada por deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, não
é a complicação mais provável neste caso, embora a anemia possa estar presente.
Aumento dos eosinófilos, geralmente associado a processos alérgicos ou parasitários, não se
relaciona com o quadro clínico apresentado.
Referência:
GOVINDAN, Ramaswamy; MORGENSZTERN, Daniel. Oncologia. (Washington Manual™).
Rio de Janeiro: Thieme Brazil, 2017. E-book. ISBN 9788567661940. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788567661940/.
55ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Paciente com evolução aguda, menos de 6 horas, não apresenta sinais clínicos de sofrimento de
alça, como náuseas e vômitos, sem alteração dos sinais vitais, que consideramos. Uma hérnia
inguinal encarcerada, não redutível. A protrusão do conteúdo herniário medial aos vasos
epigástricos é designada como hérnia inguinal direta (Quando lateral aos vasos = hérnia inguinal
indireta).
O reparo cirúrgico urgente é indicado para as hérnias agudas encarceradas. A abordagem
cirúrgica ideal não é conhecida, mas uma abordagem laparoscópica pode ser considerada na
ausência de estrangulamento. Às vezes, é possível reduzir uma hérnia encarcerada com o
paciente sedado, mas é preciso tomar cuidado para se evitar empurrar uma porção morta do
intestino com o saco herniário para dentro da cavidade peritoneal (hérnia em massa). O reparo
com tela é indicado se o intestino for viável, mas o reparo sem tela é indicado se o intestino for
inviável ou se a sua viabilidade for duvidosa.
Na ausência de necrose ou contaminação, o intestino pode ser reduzido e a hérnia reparada com
uma tela. Se o intestino não for viável (gangrenoso) ou for constatada contaminação durante a
cirurgia, geralmente a ressecção do intestino é necessária, sendo feito um reparo da hérnia com
tecido primário sem tela. Deve-se evitar o reparo com tela nesta situação por causa do risco de
infecção da tela.
REFERÊNCIAS:
SABISTON, D. C. Jr. et al. Tratado de cirurgia: A Base Biológica da Prática Cirúrgica Moderna.
19. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.
BMJ Best Practice. Hérnias inguinais em adultos. Última atualização em 29 jul 2022.
56ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Um exame físico característico e compatível com abdome agudo, pela presença de íleo paralítico
e dor abdominal com sinal de irritação peritoneal, indica a provável necessidade de resolução
cirúrgica. Assim, as alternativas mais prováveis envolvem a realização de procedimentos
terapêuticos, como cirurgia, seja por laparotomia ou laparoscopia. A CPRE também é um
procedimento endoscópico com finalidade terapêutica, mas essa história clínica não é compatível
com doença biliar.
A urolitíase geralmente se apresenta com dor muito intensa em cólica, que pode ser referida nos
pequenos e grandes lábios, escroto ou pênis, e está frequentemente associada à hematúria. A
febre geralmente está ausente.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) ocorre em mulheres, geralmente entre 20 e 40 anos.
Apresenta-se com sensibilidade nos quadrantes inferiores de ambos os lados, geralmente até
cinco dias após o último período menstrual. Pode haver secreção purulenta no óstio cervical.
O folículo de Graaf roto (mittelschmerz) ocorre na metade do ciclo menstrual, com um breve
período de dor na parte inferior do abdome, geralmente não associada a náuseas, vômitos ou
febre. A sensibilidade é geralmente difusa e não localizada.
Referências:
BMJ Best Practice. Apendicite Aguda. 04 de junho de 2024. Disponível em:
https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/3000123. Acesso em: 26 ago. 2024.
FITZGERALD, J. E.; KHATRI, C. R. Clinical scenarios in surgery: decision making and
operative technique. CRC Press, 2011.
BRUNICARDI, F. C. et al. Schwartz's principles of surgery. McGraw-Hill Education, 2019.
GARRIGA, F. et al. Diagnostic imaging of acute appendicitis in adults: a review. The British
Journal of Radiology, v. 89, n. 1063, p. 20150892, 2016.
57ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
As características clínicas descritas, incluindo crescimento lento, bordas bem definidas, brilho e
telangiectasias, são típicas do carcinoma basocelular. A conduta mais apropriada para essa lesão
é a excisão cirúrgica ampla, que é o tratamento padrão para o carcinoma basocelular, visando a
remoção completa da lesão. Embora o melanoma maligno deva ser considerado no diagnóstico
diferencial de lesões cutâneas, as características descritas, como crescimento lento e
telangiectasias, são mais sugestivas de carcinoma basocelular. O carcinoma de células
escamosas pode apresentar características semelhantes, como lesão elevada e sangramento
ocasional, mas geralmente tem uma aparência mais ulcerada e áspera. Além disso, a terapia
tópica com imiquimode não é o tratamento de primeira linha para carcinoma de células
escamosas, especialmente em lesões na face. A excisão cirúrgica seria mais apropriada. A
ceratose actínica é uma lesão pré-maligna causada pela exposição crônica ao sol, e embora
possa se assemelhar a um carcinoma basocelular em alguns aspectos clínicos, geralmente é
mais áspera ao toque e menos elevada.
O tratamento cirúrgico convencional (também chamado de excisão padrão) de carcinomas
basocelulares, especialmente se realizado por um dermatologista, quase sempre resulta em cura
completa. A excisão padrão é um tratamento de primeira linha para os pacientes com carcinoma
basocelular de baixo risco e pode ser considerada para pacientes selecionados com tumores de
alto risco. Os efeitos adversos incluem deiscência da ferida e cicatrização hipertrófica, bem como
infecções. A maioria dos efeitos adversos é relativamente leve e pode ser aliviada com
medicamentos.
Referências:
BMJ BEST PRACTICE. Carcinoma basocelular. Última atualização em 01 de março de 2024.
Disponível em: https://bestpractice.bmj.com/topics/en-us/3000116. Acesso em: 20 ago. 2024.
58ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A presença do acompanhante, além de proporcionar segurança à mulher, favorece e inclusão da
família nas ações de cuidado à mãe e ao bebê. A mulher e a família devem ser esclarecidas de
que não é sinal de fome ou leite fraco quando o bebe solicita mamadas frequentes, reconhecer
sinais do bebê que indiquem fome evita crises de choro, como movimentos e sons de sucção,
mão na boca, inquietação. Informar sobre a perda de peso esperada em até 9% do peso de
nascimento. Para que o aleitamento materno ocorra de forma continuada é essencial apoio não só
de profissionais da saúde como também da família, parceiro e ambiente de trabalho.
Referências:
BRASIL, M. da Saúde. Cadernos de Atenção Básica: Saúde da criança – aleitamento materno e
alimentação complementar. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.
Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamentos Científicos de Nutrologia e Pediatria
Ambulatorial Guia prático de alimentação da criança de 0 a 5 anos – 2021. São Paulo: SBP, 2021.
59ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O enunciado leva o aluno a perceber um caso de lombalgia aguda (e o dorso do pé.
Pode ocorrer fraqueza para dorsiflexão do hálux.
O tratamento das lombalgias agudas é feito com analgésicos e anti-inflamatórios, e os opioides
não devem ser utilizados de rotina e tampouco de forma contínua. Perceber que o paciente refere
dor de intensidade moderada a alta, de forma que é importante acrescentar analgesia além de
paracetamol e dipirona, e que não há descrição de comorbidades que contraindiquem AINEs.
O manejo terapêutico das lombalgias não envolve repouso absoluto e não há indicação imediata
de cirurgia. Em geral, a indicação cirúrgica é feita após falha do tratamento conservador.
Referências:
BARROS FILHO, Tarcisio E. P. de; LECH, Osvandre. Exame físico em ortopedia. São Paulo:
Sarvier, 2017.
BRAZ, Alessandra S.; RANZOLIN, Aline; HEYMANN, Roberto E. Dores musculoesqueléticas
localizadas e difusas. 3. ed. São Paulo: Manole, 2022.
60ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Aumento da ingestão de fibras e banhos de assento é a abordagem correta porque o aumento
da ingestão de fibras e a realização de banhos de assento são recomendados como tratamentos
iniciais para aliviar os sintomas das hemorroidas. Essas medidas ajudam a reduzir a inflamação e
a dor, além de melhorar a consistência das fezes e facilitar a evacuação. São consideradas de
primeira linha para o manejo conservador das hemorroidas grau I.
Escleroterapia com injeções é uma opção para hemorroidas que não respondem ao tratamento
conservador, mas não é o tratamento inicial recomendado.
Ligadura elástica das hemorroidas é usada para hemorroidas internas de graus II e III que
falharam no tratamento conservador, não sendo a primeira escolha.
Hemorroidectomia é indicada para complicações significativas que não respondem a outros
tratamentos, não sendo apropriada como abordagem inicial.
O uso ocasional de curto prazo de corticosteroides tópicos pode aliviar os sintomas
pruriginosos; no entanto, o uso prolongado pode causar reações alérgicas ou sensibilização, e
não há evidências robustas que recomendem seu uso em longo prazo.
Referência:
LOHSIRIWAT, V. Treatment of hemorrhoids: A coloproctologist’s view. World Journal of
Gastroenterology, v. 21, n. 31, p. 9245-9252, 2015. Disponível em:
https://doi.org/10.3748/wjg.v21.i31.9245. Acesso em: 26 ago. 2024.
61ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Alternativa Correta: Solicitar baciloscopia de escarro para pesquisa de bacilos ácido-álcool
resistentes (BAAR).
A baciloscopia de escarro para pesquisa de BAAR é o exame de escolha para o diagnóstico
inicial de tuberculose pulmonar em um paciente sintomático respiratório (tosse por mais de três
semanas). Este exame é simples, de baixo custo e fundamental para confirmar a presença do
Mycobacterium tuberculosis, o agente etiológico da tuberculose. A positividade na baciloscopia
confirma o diagnóstico e permite iniciar o tratamento adequado. Além disso, a baciloscopia é
crucial para o controle da transmissão da doença.
Por que as outras alternativas estão incorretas:
- Solicitar uma radiografia de tórax para avaliar a presença de lesões pulmonares sugestivas de
tuberculose - A radiografia de tórax é importante e frequentemente utilizada na investigação de
tuberculose, mas não é o exame definitivo. As alterações radiológicas podem sugerir a doença,
mas não confirmam o diagnóstico, sendo necessário complementar com a baciloscopia de
escarro para detecção do bacilo.
- Prescrever um curso empírico de antibióticos para pneumonia comunitária e reavaliar em duas
semanas - Embora o paciente possa ter pneumonia, os sintomas e a duração da tosse são
altamente sugestivos de tuberculose. Tratar empiricamente com antibióticos sem investigar para
tuberculose pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento correto, aumentando o risco de
transmissão.
- Iniciar o tratamento com o esquema básico de tuberculose (rifampicina, isoniazida, pirazinamida
e etambutol) sem necessidade de investigação adicional - Iniciar o tratamento sem confirmação
diagnóstica é inadequado. A confirmação através da baciloscopia de escarro é essencial para
evitar o uso desnecessário de medicamentos e para a correta identificação e notificação dos
casos de tuberculose.
- Encaminhar o paciente para tomografia computadorizada de tórax para avaliação mais
detalhada das lesões pulmonares - A tomografia pode ser útil em casos de diagnóstico duvidoso
ou para avaliar complicações, mas não é o exame inicial de escolha em uma UBS, principalmente
pela limitação de acesso e pelo custo elevado. A baciloscopia de escarro continua sendo o exame
mais indicado para confirmar a tuberculose em casos suspeitos.
62ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A apresentação clínica do paciente, incluindo bradicardia, pupilas mióticas, salivação excessiva e
sonolência, é sugestiva de intoxicação por organofosforados, que são inibidores da
acetilcolinesterase. A atropina é o antídoto indicado para reverter os efeitos colinérgicos dessa
intoxicação.
As demais alternativas estão incorretas pois:
A ingestão de benzodiazepínico geralmente causa sedação, mas não explica os achados de
salivação excessiva e pupilas mióticas. Flumazenil é o antídoto para intoxicação por
benzodiazepínicos, mas essa substância não corresponde ao quadro clínico apresentado.
Opiáceos também podem causar bradicardia e depressão respiratória, mas são mais comumente
associados a pupilas puntiformes (miose severa), e não causam salivação excessiva. Naloxona
seria o antídoto indicado, mas essa não é a situação mais provável.
A intoxicação por paracetamol não se apresenta com bradicardia, pupilas mióticas ou salivação
excessiva. O principal risco do paracetamol é a toxicidade hepática, tratada com N-acetilcisteína,
mas esse cenário não se encaixa no quadro clínico do paciente.
Antidepressivos tricíclicos podem causar arritmias e depressão do sistema nervoso central, mas
não causam salivação excessiva e pupilas mióticas. O bicarbonato de sódio é utilizado para tratar
a toxicidade desses medicamentos, mas isso não se aplica ao caso.
Referências:
MILLER, D. M. et al. Organophosphate and Carbamate Poisoning. *Journal of Pediatric
Emergency Care*, v. 34, n. 12, p. 859-864, 2020.
JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. 5ª
edição. Barueri -SP: editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476.
63ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Asserção: O paciente precisa ser encaminhado à atenção secundária para avaliação pelo
especialista e realização de exames para diagnóstico de angina instável, como o teste de esforço,
que pode ser realizado na complexidade tecnológica da atenção secundária, mas não na unidade
básica de saúde.
Razão: A maioria dos pacientes hipertensos NÃO precisa ser encaminhada à atenção
secundária. A indicação de mudança de níveis de complexidade na rede assistencial do SUS é
tecnológica e não de conhecimento. Os pacientes não são encaminhados para médicos com
maior conhecimento, mas para acessar tecnologias não disponíveis na atenção primária. O
mesmo médico cardiologista pode atender na atenção primária pela manhã, realizar testes de
esforço na policlínica de especialidades à tarde e receber um paciente com síndrome coronariana
aguda na UTI do hospital à noite, atuando em três complexidades tecnológicas diferentes.
Análise: A asserção é verdadeira, enquanto a razão é falsa e não justifica a asserção. A
indicação para a atenção secundária está relacionada ao acesso a tecnologias específicas e não
à necessidade de um médico com maior conhecimento.
Referência:
Atenção Primária e Atenção Especializada: Conheça os níveis deassistência do maior sistema
público de saúde do mundo. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-
br/assuntos/noticias/2022/marco/atencao-primaria-e-atencao-especializada-conheca-os-niveis-
de-assistencia-do-maior-sistema-publico-de-saude-do-mundo. Acesso em: 5 ago. 2024.
64ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A hemoglobina glicada é um dos exames utilizados para o diagnóstico de diabetes mellitus e
também é um bom parâmetro para controle do tratamento. Seu valor normal é igual ou inferior a
5,6%; valores entre 5,7 e 6,4%, indicam pré-diabetes; valores iguais ou superiores a 6,5% indicam
diabetes mellitus, porém há necessidade de se repetir o exame para confirmação diagnóstica.
REFERÊNCIA:
Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-e-rastreamento-do-diabetes-tipo-2/.
65ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A paciente apresenta um quadro de colelitíase sintomática, com dor abdominal intermitente após
ingestão de alimentos gordurosos. A ultrassonografia é o exame de escolha para confirmar a
presença de cálculos biliares. Com a confirmação, a colecistectomia eletiva é indicada como
tratamento padrão para pacientes sintomáticos com colelitíase, prevenindo episódios recorrentes
e complicações.
Solicitar tomografia computadorizada do abdome e iniciar tratamento com antibióticos: A
tomografia não é necessária para o diagnóstico de colelitíase não complicada, e antibióticos não
são indicados na ausência de sinais de infecção.
Realizar colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) e inserção de stent biliar:
A CPRE é indicada para pacientes com suspeita de coledocolitíase (cálculos no ducto biliar
comum) ou colangite, o que não é o caso aqui.
Prescrever dieta com baixa quantidade de gordura e acompanhamento clínico: Embora uma
dieta com baixa gordura possa reduzir os sintomas, não é uma solução definitiva. Pacientes
sintomáticos geralmente necessitam de colecistectomia.
Iniciar rotina diagnóstica e terapêutica para hepatite aguda: A hepatite aguda geralmente
causa febre, náuseas e dor abdominal, mas geralmente não se associa com dor específica no
quadrante superior direito irradiando para as costas e ombro, além de determinar elevação das
aminotransferases e icterícia.
Referências:
FELZ, Margaret W. Cholelithiasis and cholecystitis. American Family Physician, v. 69, n. 5, p.
1449-1456, 2004.
LONGO, Dan L. et al. Harrison's principles of internal medicine. 20. ed. New York: McGraw-
Hill Education, 2018.
JOHNSON, C. D.; TINDALL, S. F. Acute cholecystitis and cholelithiasis. Surgical Clinics of
North America, v. 82, n. 4, p. 619-629, 2002.
66ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é caracterizado por sintomas de
desatenção, hiperatividade e impulsividade, que podem interferir significativamente no
desempenho escolar e na vida diária da criança. No cenário descrito, a criança demonstra
dificuldades em prestar atenção, manter-se organizada e seguir instruções, comportamentos
típicos do TDAH. Se não diagnosticado e tratado, o TDAH pode levar a dificuldades acadêmicas
graves, comprometendo o aprendizado, além de impactar negativamente a autoestima da
criança, pois ela pode se sentir constantemente inadequada ou incapaz em comparação aos
colegas.
Referências:
LIMA, Eduardo Jorge da Fonseca D. et al. Pediatria Ambulatorial. 2. ed. Rio de Janeiro:
MedBook Editora, 2017. Disponível em: Minha Biblioteca.
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos
mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
67ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Trata-se de um caso de restrição do crescimento fetal estágio 3, que é definido pela insuficiência
placentária severa (Doppler da artéria umbilical com diástole zero), definido pelo Doppler da artéria
umbilical com diástole ausente. A monitorização fetal a cada dois dias é aceitável. Para otimizar o
controle do bem-estar fetal, as pacientes podem ser internadas, a partir da viabilidade, e avaliadas
diariamente (Doppler, perfil biofísico fetal e cardiotocografia computadorizada). 
O parto é recomendado com 34 semanas por cesárea eletiva, pois o risco de sofrimento fetal na
indução de parto excede 50%.
Referências:
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Gestação de Alto Risco. Brasília, 2022.
CUNNINGHAM, F. G.; LEVENO, K. J.; BLOOM, S. L. Williams Obstetrics. 25 ed. New York:
McGraw-Hill, 2018.
ROMERO, R.; NICOLAIDES, K.; KONJE, J. C. The use of corticosteroids in the management of
preterm birth. Lancet, 2021.
68ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A criança está dentro dos padrões normais de desenvolvimento para sua idade, e a mãe deve ser
tranquilizada sobre o engatinhar.
Justificativa:
O desenvolvimento neuropsicomotor da criança segue princípios gerais, como a evolução céfalo-
caudal (do controle da cabeça aos pés) e próximo-distal (do centro do corpo para as
extremidades), com uma sequência fixa, embora haja variação no tempo em que cada criança
atinge os marcos. No caso apresentado:
1. Sentar-se sem apoio: A criança de 9 meses é capaz de sentar-se sem apoio, o que é
um marco esperado para essa idade.
2. Transferência de objetos: A habilidade de transferir objetos de uma mão para a outra é
esperada por volta dos 6 a 9 meses.
3. Balbuciar sílabas: Balbuciar sílabas como “da-da” e “ma-ma” é um marco esperado
para a faixa etária de 6 a 10 meses.
4. Resposta ao nome: Responder ao próprio nome é um marco de desenvolvimento
social e cognitivo esperado por volta dos 7 a 9 meses.
5. Rolagem: A criança começou a rolar aos 6 meses, o que está dentro da faixa normal
de desenvolvimento.
O engatinhar pode ocorrer entre os 7 e 10 meses, mas não é um marco obrigatório para todos os
bebês, pois alguns podem pular essa fase e passar diretamente para ficar em pé e andar.
Portanto, a criança está dentro dos padrões normais de desenvolvimento para sua idade, e a mãe
deve ser tranquilizada sobre o engatinhar, explicando que há variação normal no tempo em que
cada criança atinge determinados marcos.
Referência:
JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria.
v.1. Barueri: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555767476/. Acesso em: 08 ago. 2024.
69ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Neste caso, a paciente apresenta incontinência urinária associada à hiperatividade do detrusor,
sugerindo um componente de incontinência de urgência. No entanto, também há evidência de
redução da força dos músculos do assoalho pélvico, o que pode contribuir para a incontinência
urinária de esforço. Portanto, a abordagem ideal deve abordar ambos os aspectos. A fisioterapia
pélvica é frequentemente recomendada como tratamento de primeira linha para incontinência
urinária, pois visa fortalecer os músculos do assoalho pélvico, melhorar o suporte da bexiga e
aumentar a sensação de controle sobre a micção. Isso pode ser especialmente benéfico no caso
da paciente, uma vez que a fraqueza dos músculos do assoalho pélvico contribui para a
incontinência urinária de esforço. Posteriormente, se não houver melhora, poderiam ser prescritos
medicamentos anticolinérgicos para reduzir a hiperatividade do detrusor.
Referência:
FEBRASGO. Tratado de ginecologia. 1. ed. São Paulo: Federação Brasileira das Associações
de Ginecologia e Obstetrícia, 2018.
70ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Inibição do transportador de serotonina ou SERT:
Correta. Esta alternativa descreve com precisão o principal mecanismo de ação dos ISRSs. Eles
atuam especificamente inibindo o transportadorde serotonina (SERT), responsável pela
recaptação de serotonina da fenda sináptica de volta ao neurônio pré-sináptico. Isso aumenta a
disponibilidade de serotonina na sinapse, o que é crucial para aliviar os sintomas da depressão.
Bloqueio de um ou mais dos transportadores de serotonina, noradrenalina e/ou dopamina:
Incorreta. Esta descrição se aplica mais aos antidepressivos de ação mais ampla, como os
inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSNs) ou antidepressivos tricíclicos, que
afetam múltiplos neurotransmissores, não apenas a serotonina. Os ISRSs são seletivos para o
transportador de serotonina e não atuam significativamente sobre os transportadores de
noradrenalina ou dopamina.
Inibição da recaptação de 5HT em comparação com a recaptação de NA:
Incorreta. Esta alternativa é enganosa e contém informações que não são características dos
ISRSs. Os ISRSs (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina) são específicos para a
inibição da recaptação de serotonina (5HT) e não afetam a recaptação de noradrenalina (NA).
Eles não causam um aumento na recaptação de noradrenalina; ao contrário, eles são projetados
para aumentar a disponibilidade de serotonina na sinapse sem afetar significativamente outros
neurotransmissores.
Ativação seletiva potente da recaptação de serotonina:
Incorreta. Esta alternativa é errônea porque descreve o oposto do que os ISRSs fazem. Em vez
de ativar a recaptação de serotonina, os ISRSs inibem essa recaptação, aumentando os níveis de
serotonina na fenda sináptica, o que é fundamental para seu efeito antidepressivo.
Ao analisar todas as alternativas, fica claro que a alternativa Inibição do Transportador de
Serotonina ou SERT é a que melhor justifica o impacto clínico dos ISRSs no tratamento da
depressão, correspondendo ao seu mecanismo de ação específico.
Referência:
Stahl, Stephen M. Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicações práticas / Stephen
M. Stahl; tradução Patricia Lydie Voeux; revisão técnica Irismar Reis de Oliveira. – 4. ed. – Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
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71ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A alternativa que diz “Ênfase na integralidade e na coordenação do cuidado, com foco na saúde
da família e na comunidade”. A nova PNAB reforça o papel da atenção primária à saúde como
porta de entrada do sistema de saúde, com ênfase na abordagem integral das necessidades de
saúde dos indivíduos e na coordenação do cuidado entre os diferentes níveis de atenção. Isso
está alinhado aos princípios do SUS, que preconizam o acesso universal, equidade, integralidade
e participação da comunidade na gestão e no controle das políticas de saúde. As outras opções
não estão de acordo com os princípios do SUS e com as diretrizes da nova PNAB.
Referência:
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política
Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da
Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, DF: Ministério da
Saúde, 2017.
72ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A primeira afirmação diz menção a quadro de colecistite, com presença de sinal de Murphy,
associada a elevação de Brb direta. A segunda afirmação descreve o quadro de leptospirose, na
qual se observa elevação de bilirrubina indireta. A terceira afirmação descreve quadro de colangite
esclerosante, na qual se observa elevação de Brb direta, e não indireta, tornando tal afirmação
falsa. A quarta afirmação descreve situação de hemólise induzida por fármacos em indivíduo
deficiente de G6PD, o que ocasiona elevação de Brb indireta. A quinta afirmação, com relação à
icterícia associada ao LES, sugere ocorrência de hemólise, com consequente elevação de Brb
indireta, tornando tal afirmação falsa. Com isso, estão corretas as afirmativas I, II e IV.
REFERÊNCIA:
GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. [SL]: Grupo GEN, 2022. E-
book. ISBN 9788595159297. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 20 fev. 2023.
73ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O diagnóstico de esclerose múltipla é sugerido pelos seguintes achados:
Sintomas neurológicos disseminados no tempo e espaço: A paciente apresenta
episódios distintos de sintomas neurológicos (neurite óptica e fraqueza/formigamento
no braço) que ocorreram em diferentes momentos e afetaram diferentes partes do
sistema nervoso central.
Neurite óptica: A visão embaçada e dor ocular ao movimento do olho direito,
juntamente com o reflexo pupilar aferente relativo positivo, são indicativos de neurite
óptica, uma manifestação comum da esclerose múltipla.
Lesões na ressonância magnética: A RM do encéfalo mostrando múltiplas lesões
hiperdensas na substância branca, especialmente na região periventricular e corpo
caloso, com realce de algumas lesões após contraste, é altamente sugestiva de
esclerose múltipla. Esses achados são característicos das placas de desmielinização
típicas da doença.
Sinais neurológicos: A fraqueza e hiperreflexia no braço esquerdo, juntamente com o
sinal de Babinski positivo bilateralmente, indicam envolvimento do sistema nervoso
central, compatível com esclerose múltipla.
Referência:
GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN,
2022. p. 2699-2708. E-book. ISBN 9788595159297. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 08 ago. 2024.
74ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Em diferentes doenças mediadas por células T, a lesão tecidual é causada pela inflamação
induzida por citocinas produzidas principalmente por células T CD4+ ou pela destruição das
células do hospedeiro por linfócitos T citotóxicos CD8+. Esses mecanismos de lesão tecidual são
os mesmos utilizados pelas células T para eliminar microrganismos associados às células.
As células T CD4+ podem reagir contra antígenos celulares ou teciduais, secretando citocinas
que induzem inflamação local e ativam macrófagos. Diferentes doenças, como o diabetes mellitus
tipo 1 (DM1), podem estar associadas à ativação de células Th1 e Th17. As células Th1 são a
principal fonte de interferona-γ (IFN-γ), a principal citocina ativadora de macrófagos, enquanto as
células Th17 são responsáveis pelo recrutamento de leucócitos, incluindo neutrófilos. Na verdade,
a lesão tecidual nessas doenças é causada principalmente pelos macrófagos e neutrófilos.
Referências:
ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv. Imunologia Básica: Funções e
Distúrbios do Sistema Imunológico. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN
9788595158672. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158672/. Acesso em: 26 jul. 2024.
KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins & Cotran Patologia: Bases
Patológicas das Doenças. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. E-book. ISBN 9788595159174.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159174/. Acesso em: 26
jul. 2024.
75ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O diagnóstico de nodulação em mama se inicia pelo exame clínico e anamnese. O nódulo dessa
paciente apresenta características benignas: consistência fibroelástica, móvel e indolor, bordas
bem delimitadas e lisas, sem sinais flogísticos ou edema na pele sobrejacente. O diagnóstico
mais provável é o de fibroadenoma, que deve ser avaliado pelo exame de imagem de ultrassom
de mamas, e, se persistir a dúvida, realizar biópsia. Esses tumores são mais comuns entre
mulheres de 16 a 39 anos. A ultrassonografia pode identificar as características do nódulo como
benigno; se houverdúvida, pode-se requerer uma biópsia para análise anátomo-patológica.
Tumor phyllodes: Possuem características clínicas semelhantes ao fibroadenoma, porém
costumam ter dimensões maiores e apresentar crescimento rápido. São mais comuns entre os
30 e 50 anos.
Neoplasias malignas: Geralmente apresentam nódulos endurecidos, com limites indefinidos e
aderidos a estruturas adjacentes. Podem estar associados a alterações cutâneas (retração,
hiperemia, edema), fluxo papilar suspeito, linfadenomegalia axilar e supraclavicular. Geralmente
são indolores.
Doença de Paget Mamária: Apresenta-se como lesão eritêmato-descamativa que acomete a
papila e a aréola do mamilo, podendo estender-se para a região periareolar. A retração do mamilo
é um achado sugestivo da doença. Na maioria dos casos, está associada ao carcinoma
intraductal.
Referência:
BEREK, Jonathan S. Berek & Novak – Tratado de Ginecologia. 16 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2021.
76ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A Manobra de Ritgen modificada é realizada utilizando-se uma das mãos com o auxílio de uma
compressa para abaixar o corpo perineal durante o período expulsivo, visando reduzir a
necessidade de realização de episiotomia, além da redução de lesões perineais. Com a outra
mão, ampara-se o occipital fetal para reduzir a velocidade no desprendimento e na extensão do
polo cefálico quando da expulsão fetal.
REFERÊNCIAS:
Obstetrícia de Williams. 25a Ed. McGraw Hill Brasil, 2021. Assistência ao trabalho de parto.
Obstetrícia do Zugaib. Ed. Manole, 2012. Assistência ao parto.
77ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
BRASIL. Ministério da Saúde. Nota técnica n. 8. 2022. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/raiva/imagens/nota-tecnica-n-8_2022-
cgzv_deidt_svs_ms.pdf/view. Acesso em: 20 ago. 2024.
78ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O quadro de dor pleurítica, diminuição do murmúrio vesicular e som maciço à percussão é
indicativo de derrame pleural. A toracocentese é o procedimento adequado para confirmar o
diagnóstico e aliviar a pressão no tórax, além de permitir a análise do líquido pleural. Esta é a
alternativa mais adequada para o quadro clínico descrito.
O pneumotórax geralmente se manifesta com hipertimpanismo à percussão e diminuição ou
ausência de murmúrio vesicular. No entanto, a presença de som maciço à percussão é mais
consistente com derrame pleural do que com pneumotórax. Portanto, essa alternativa não é a
mais adequada para o quadro clínico descrito.
A insuficiência cardíaca congestiva pode causar sintomas respiratórios e dor torácica, mas a
diminuição do murmúrio vesicular e som maciço à percussão são menos típicos dessa condição.
Além disso, o tratamento com captopril não é o manejo inicial para um quadro com esses
achados. Portanto, esta alternativa é menos apropriada.
Neoplasias pulmonares podem causar dor torácica e sintomas respiratórios, mas geralmente são
associadas a outros achados, como massas pulmonares visíveis em imagem. A toracotomia é
uma abordagem invasiva e não é a primeira linha de tratamento para um paciente com sintomas
agudos e achados como os descritos. Portanto, esta alternativa não é a mais adequada para o
quadro clínico atual.
Pneumonia necrotizante pode causar dor pleurítica e tosse, mas o som maciço à percussão e a
diminuição do murmúrio vesicular são mais indicativos de derrame pleural.
Referências:
AMERICAN COLLEGE OF CHEST PHYSICIANS (CHEST). Diagnosis and management of
pleural effusion. CHEST, v. 150, n. 2, p. 278-290, 2016. Disponível em:
https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(16)30355-3/fulltext. Acesso em: 20 ago. 2024.
BRITISH THORACIC SOCIETY (BTS). Pleural disease: diagnosis and management. Thorax, v.
73, Suppl 2, p. ii1-ii42, 2018. Disponível em: https://thorax.bmj.com/content/73/suppl_2/ii1. Acesso
em: 20 ago. 2024.
EUROPEAN RESPIRATORY SOCIETY (ERS). Task Force on the Management of Pleural
Effusions. European Respiratory Journal, v. 50, n. 6, p. 1701949, 2017. Disponível em:
https://erj.ersjournals.com/content/50/6/1701949. Acesso em: 20 ago. 2024.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA (SBPT). Jornal Brasileiro de
Pneumologia, v. 32, 2006.
79ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O quadro descrito no caso clínico é compatível com dor pélvica crônica associada a patologia
secundária. Considerando que a dor é cíclica e não melhora com o uso de anti-inflamatórios e
anticoncepcional oral com pausa, exclui-se a possibilidade de dismenorreia primária e doença
inflamatória pélvica, sendo a endometriose a principal suspeita diagnóstica. O exame com maior
acurácia diagnóstica, dentre os listados nas alternativas, é a ressonância magnética de pelve.
Referências:
PODGAEC, Sérgio. Coleção Febrasgo - Endometriose. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2019. E-
book. ISBN 9788595151048. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151048/. Acesso em: 09 ago. 2024.
LASMAR, Ricardo B. Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN
9788527732406. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527732406/. Acesso em: 09 ago. 2024.
FERNANDES, Cesar Eduardo; SÁ, Felipe da Silva; SILVA FILHO, Agnaldo Lopes [et al.]. Tratado
de ginecologia Febrasgo. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
80ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A classificação dos miomas pela FIGO/MUSA mostra a localização destes e a conduta a ser
tomada. Mioma FIGO/MUSA 1 é um mioma submucoso com componente intramural menor que
50%. A paciente não tem prole constituída e está em idade reprodutiva, e o mioma submucoso,
além do quadro apresentado, pode interferir negativamente na gestação. A conduta correta é
realizar miomectomia via histeroscopia cirúrgica.
Referência:
BEREK, Jonathan S.; NOVAK, Emil. Berek & Novak: Tratado de Ginecologia. 16. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
81ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Hidroclorotiazida – Diurético tiazídico que reduz a pressão arterial ao diminuir o volume
intravascular. Embora seja eficaz, não oferece proteção renal, o que é uma consideração
importante para pacientes com diabetes.
Anlodipina – Bloqueador dos canais de cálcio que promove vasodilatação e redução da pressão
arterial. É uma boa opção para controlar a pressão arterial, mas não fornece proteção renal
específica para pacientes com diabetes.
Losartana – Bloqueador dos receptores de angiotensina II (BRA) que reduz a pressão arterial e
oferece proteção renal, o que é crucial para pacientes diabéticos. É a escolha mais apropriada,
conforme as diretrizes, para tratar hipertensão em pacientes com diabetes.
Metoprolol – Beta-bloqueador que reduz a frequência cardíaca e a contratilidade do coração.
Embora seja útil para controle da pressão arterial, não é a primeira linha de tratamento para
pacientes diabéticos e não oferece proteção renal.
Hidralazina – Vasodilatador direto que reduz a resistência vascular periférica e a pressão arterial.
Embora seja eficaz, é geralmente reservado para situações específicas e não é a primeira
escolha para pacientes com diabetes, pois não oferece proteção renal.
Referência:
BARROSO, Weimar Kunz Sebba et al. Diretrizes brasileiras de hipertensão arterial – 2020.
Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, p. 516-658, 2021.
82ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O NYHA determina que, em paciente com disfunção diastólica associado com fração de ejeção
entre 40–49% e sintomas de insuficiência cardíaca,pode-se afirmar que a paciente apresenta ICC
de fração levemente reduzida.
Referência:
2022 AHA/ACC/HFSA Guideline for the Management of Heart Failure: A Report of the American
College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on Clinical Practice
Guidelines. Circulation, v. 145, Issue 18, 3 May 2022; Pages e895-e1032. Disponível em:
https://doi.org/10.1161/CIR.0000000000001063. Acesso em 23 mar. 2024.
83ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A presença de febre persistente, fadiga, palidez, dores ósseas, linfadenopatia, esplenomegalia,
anemia, leucocitose com blastos, e trombocitopenia são achados clínicos sugestivos de
Leucemia Linfoblástica Aguda, uma das causas principais de febre de origem indeterminada em
crianças.
Referência:
JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. 5ª
edição. Barueri -SP: editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476
84ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Resposta correta:
O Conselho Federal de Saúde coordena as ações dos Conselhos Estaduais e Municipais,
estabelecendo diretrizes nacionais para o SUS, enquanto os Conselhos Estaduais e Municipais
atuam na implementação e fiscalização dessas diretrizes em nível regional e local,
respectivamente.
Resposta comentada: 
Essa alternativa está correta porque reflete a distribuição de responsabilidades e a relação
hierárquica entre os Conselhos Federal, Estaduais e Municipais de Saúde no âmbito do SUS. O
Conselho Federal de Saúde tem a função de estabelecer diretrizes, políticas e normas nacionais
para o sistema de saúde brasileiro, coordenando as ações dos estados e municípios. Os
Conselhos Estaduais, por sua vez, são responsáveis por implementar e fiscalizar essas diretrizes
em seus respectivos estados, adaptando-as às necessidades locais. Já os Conselhos Municipais
têm a função de implementar e fiscalizar as políticas de saúde em nível municipal, garantindo que
estas atendam às demandas específicas da população de cada município. 
Referência: 
BARROS, M. E. D. O controle social e o processo de descentralização dos serviços de
saúde. In: Incentivo à Participação Popular e Controle Social no SUS: textos técnicos para
conselheiros de saúde. Brasília: IEC, 1994.
85ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Fase Inflamatória
Esta fase se inicia imediatamente após a lesão, com a liberação de substâncias vasoconstritoras,
principalmente tromboxana A2 e prostaglandinas, pelas membranas celulares. O endotélio lesado
e as plaquetas estimulam a cascata da coagulação. As plaquetas têm papel fundamental na
cicatrização. Visando a hemostasia, essa cascata é iniciada e grânulos são liberados das
plaquetas, as quais contêm fator de crescimento de transformação beta - TGF-β (e também fator
de crescimento derivado das plaquetas [PDGF], fator de crescimento derivado dos fibroblastos
[FGF], fator de crescimento epidérmico [EGF], prostaglandinas e tromboxanas), que atraem
neutrófilos à ferida. O coágulo é formado por colágeno, plaquetas e trombina, que servem de
reservatório proteico para síntese de citocinas e fatores de crescimento, aumentando seus
efeitos. Desta forma, a resposta inflamatória se inicia com vasodilatação e aumento da
permeabilidade vascular, promovendo a quimiotaxia (migração de neutrófilos para a ferida). 
Neutrófilos são as primeiras células a chegar à ferida, com maior concentração 24 horas após a
lesão. São atraídos por substâncias quimiotáticas liberadas por plaquetas. Os neutrófilos aderem
à parede do endotélio mediante ligação com as selectinas (receptores de membrana). Neutrófilos
produzem radicais livres que auxiliam na destruição bacteriana e são gradativamente substituídos
por macrófagos.
Os macrófagos migram para a ferida após 48-96 horas da lesão, e são as principais células antes
dos fibroblastos migrarem e iniciarem a replicação. Têm papel fundamental no término do
desbridamento iniciado pelos neutrófilos e sua maior contribuição é a secreção de citocinas e
fatores de crescimento, além de contribuírem na angiogênese, fibroplasia e síntese de matriz
extracelular, fundamentais para a transição para a fase proliferativa.
Fase proliferativa ou granulação
A fase proliferativa é constituída por quatro etapas fundamentais: epitelização, angiogênese,
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formação de tecido de granulação e deposição de colágeno. Esta fase tem início ao redor do 4º
dia após a lesão e se estende aproximadamente até o término da segunda semana. A
epitelização ocorre precocemente. Se a membrana basal estiver intacta, as células epiteliais
migram em direção superior, e as camadas normais da epiderme são restauradas em três dias.
Se a membrana basal for lesada, as células epiteliais das bordas da ferida começam a proliferar
na tentativa de restabelecer a barreira protetora.
A angiogênese é estimulada pelo fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), e é caracterizada pela
migração de células endoteliais e formação de capilares, essencial para a cicatrização adequada.
A parte final da fase proliferativa é a formação de tecido de granulação. Os fibroblastos e as
células endoteliais são as principais células da fase proliferativa. Os fibroblastos dos tecidos
vizinhos migram para a ferida, porém precisam ser ativados para sair de seu estado de
quiescência. O fator de crescimento mais importante na proliferação e ativação dos fibroblastos é
o PDGF. Em seguida é liberado o TGF-β, que estimula os fibroblastos a produzirem colágeno tipo
I e a transformarem-se em miofibroblastos, que promovem a contração da ferida.
Entre os fatores de crescimento envolvidos no processo cicatricial podem ser citados o PDGF,
que induz a proliferação celular, a quimiotaxia e a síntese matricial; o fator epidérmico, que
estimula a epitelização; o fator transformador alfa, responsável pela angiogênese e pela
epitelização; o fator fibroblástico, que estimula a proliferação celular e angiogênese e o fator
transformador beta, responsável pelo aumento da síntese matricial.
Fase de maturação ou remodelamento
A característica mais importante desta fase é a deposição de colágeno de maneira organizada,
por isso é a mais importante clinicamente. O colágeno produzido inicialmente é mais fino do que o
colágeno presente na pele normal, e tem orientação paralela à pele. Com o tempo, o colágeno
inicial (colágeno tipo III) é reabsorvido e um colágeno mais espesso é produzido e organizado ao
longo das linhas de tensão. Estas mudanças se refletem em aumento da força tênsil da ferida. A
reorganização da nova matriz é um processo importante da cicatrização. Fibroblastos e
leucócitos secretam colagenases que promovem a lise da matriz antiga. A cicatrização tem
sucesso quando há equilíbrio entre a síntese da nova matriz e a lise da matriz antiga, havendo
sucesso quando a deposição é maior. Mesmo após um ano a ferida apresentará um colágeno
menos organizado do que o da pele sã, e a força tênsil jamais retornará a 100%, atingindo em
torno de 80% após três meses.
 
Referência:
KUMAR, Vinay. Robbins – Patologia Básica. Disponível em: Minha Biblioteca, (10th edição).
Grupo GEN, 2018.
86ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O paciente apresenta sintomas típicos de claudicação intermitente, um indicativo de doença
arterial periférica (DAP). O índice tornozelo-braquial (ITB) de 0,60 a 0,65 sugere DAP moderada.
As diretrizes atuais recomendam o tratamento inicial com mudanças no estilo de vida, incluindo
cessação do tabagismo e controle rigoroso de fatores de risco como hipertensão e diabetes. Além
disso, o uso de antiagregantes plaquetários (como aspirina ou clopidogrel) e estatinas é indicado
para reduziro risco cardiovascular e a progressão da DAP. Exercícios supervisionados, como a
caminhada, são recomendados para melhorar a distância de claudicação e a qualidade de vida.
A cirurgia de revascularização é indicada apenas em casos mais graves ou refratários de DAP,
não como primeira linha.
Claudicação intermitente neuropática se associa mais com a neuropatia diabética, mas o ITB
alterado e a dor ao caminhar indicam DAP, não neuropatia.
A doença arterial periférica grave com ITBa fim de confirmar o diagnóstico e planejar intervenções
específicas seria a opção mais adequada para esse caso. O TDAH é um transtorno complexo,
caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que podem impactar
significativamente a vida escolar e social da criança. A confirmação do diagnóstico através de
uma avaliação detalhada por uma equipe multiprofissional é crucial, pois permite uma
compreensão holística das dificuldades apresentadas pelo aluno e a elaboração de um plano de
tratamento adequado. Esse plano pode incluir intervenções psicossociais, comportamentais e, se
necessário, o uso de medicação.
Referência:
NARDI, Antonio, E. et al. Tratado de psiquiatria da associação brasileira de psiquiatria.
Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo A, 2021.
95ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A resposta correta é: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da
I.
A crise epiléptica é uma situação caracterizada pela presença de crises convulsivas não
provocadas, recorrentes. Podem estar associadas a diferentes problemas que afetam o sistema
nervoso central, como exemplo lesões estruturais, alterações genéticas e/ou metabólicas. 
Se houver mais de uma crise, considerar a epilepsia, definida por duas ou mais convulsões que
não são provocadas por outras doenças ou circunstâncias.
Referência:
S., B.L.; G., S.P. Bates - Propedêutica Médica, 12ª edição: Grupo GEN, 2018. 9788527733090.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527733090/.
96ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Apenas as afirmações II e IV estão corretas.
Análise das afirmações reformuladas:
I. Antes da criação do SUS, o sistema de saúde brasileiro era amplamente baseado em
instituições privadas e filantrópicas, com pouca ou nenhuma intervenção do Estado na prestação
de serviços de saúde.
Análise: Incorreta. Embora houvesse uma participação significativa de instituições privadas e
filantrópicas, o Estado estava presente, especialmente através do INAMPS, que atendia os
trabalhadores formais. O Estado tinha um papel significativo, mas o acesso era restrito e
excludente.
II. A implementação do SUS garantiu, pela primeira vez, a universalização do acesso aos
serviços de saúde, estabelecendo que toda a população brasileira tivesse direito a atendimento
gratuito e integral, independentemente de condição social.
Análise: Correta. O SUS foi criado para garantir o direito universal à saúde para todos os
cidadãos, oferecendo serviços de forma gratuita e integral, independentemente da condição
social.
III. A descentralização promovida pelo SUS permitiu uma maior autonomia dos municípios na
gestão da saúde, mas não trouxe melhorias significativas na qualidade dos serviços de saúde em
regiões mais pobres do país.
Análise: Incorreta. A descentralização foi fundamental para melhorar a gestão local dos serviços
de saúde, especialmente em regiões mais pobres, onde o SUS conseguiu aumentar o acesso e a
qualidade dos serviços, embora ainda existam desafios a serem superados.
IV. Mesmo com a criação do SUS, o Brasil ainda enfrenta desafios como a desigualdade regional
no acesso aos serviços de saúde e a necessidade de integrar melhor os níveis de atenção à
saúde, especialmente entre a atenção primária e os serviços de alta complexidade.
Análise: Correta. Apesar dos avanços, o SUS ainda lida com problemas como desigualdade
regional e a necessidade de melhor integração entre os níveis de atenção.
Apenas as afirmações II e IV estão corretas.
Referências:
SOLHA, Raphaela Karla de T. Saúde coletiva para iniciantes. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2014.
E-book. ISBN 9788536530574. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536530574/. 
MOREIRA, Taís C.; ARCARI, Janete M.; COUTINHO, Andreia O R. et al. Saúde coletiva. Porto
Alegre: Grupo A, 2018. E-book. ISBN 9788595023895. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595023895/. 
97ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
As drogas modificadoras da doença (DMARDs), como o metotrexato, são mais indicadas para
artrites inflamatórias e pouco eficazes para osteoartrite primária.
A terapia com corticosteróides orais (prednisona) pode ser utilizada em situações específicas
para reduzir a inflamação e aliviar a dor, porém não são utilizados como primeira linha de
tratamento para osteoartrite primária.
A perda de peso da paciente é essencial para reduzir a sobrecarga articular, causando menor
dano à estrutura articular, pelo fator mecânico e presença de mediadores inflamatórios.
A fisioterapia está indicada para fortalecimento muscular, melhorando a força muscular e
reduzindo a sobrecarga articular.
O uso de antibióticos não está indicado, pois não se trata de patologia infecciosa.
A cirurgia de substituição articular é o último recurso utilizado em quadros graves, com dor
intratável e grande prejuízo da mobilidade.
A prescrição de analgésicos e AINEs (anti-inflamatórios não esteroides) é considerada a primeira
escolha farmacológica para controle da dor.
Referência:
LOSCALZO, Joseph; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; et al. Medicina Interna de
Harrison. Porto Alegre: Grupo A, 2024. p. 2854-2862. E-book. ISBN 9786558040231. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786558040231/.
98ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Na hipoperfusão renal, o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) é ativado, ou seja, os
rins liberam renina, o que leva à ativação e à liberação de angiotensina II e aldosterona.
O aumento da aldosterona eleva a reabsorção de sódio e a secreção de potássio e prótons nos
túbulos coletores renais. Além disso, a angiotensina II aumenta a taxa de filtração glomerular e
estimula a reabsorção de sódio no túbulo proximal. À medida que o sódio é reabsorvido, a água
segue do filtrado glomerular para o interstício renal. Esse deslocamento de fluido para os capilares
peritubulares leva ao aumento do fluido intravascular e ao aumento da pressão sanguínea.
DISTRATORES:
Quando o RAAS é ativado, o aumento da aldosterona atuará nos túbulos coletores do néfron para
aumentar a secreção de prótons. Esse efeito aumentaria, em vez de diminuir, a excreção de
prótons.
Quando o SRAA é ativado, o aumento da aldosterona atuará nos túbulos coletores do néfron para
aumentar a secreção de potássio. Esse efeito aumentaria, em vez de diminuir, a excreção de
potássio.
A reabsorção de ureia ocorre no túbulo proximal e no ducto coletor, e espera-se que seja
aumentada na hipovolemia. A perda de volume causa aumento dos níveis de ADH, o que induz a
expressão de transportadores de ureia nos ductos coletores medulares, levando a um aumento
da reabsorção de ureia. A reabsorção de ureia nos ductos coletores é essencial para manter o
gradiente osmótico medular interno que permite a retenção máxima de água filtrada. A ureia
também é reabsorvida no túbulo proximal por difusão através do arrasto de solvente de outros
eletrólitos. Esse mecanismo também é aumentado em estados hipovolêmicos por causa do
aumento da concentração de urina e da concentração de eletrólitos intersticiais.
Sob condições fisiológicas, a creatinina é removida do sangue por filtração glomerular e secreção
tubular a uma taxa relativamente constante. Embora a creatinina possa ser absorvida no trato
gastrointestinal (suplementos dietéticos ou carne), há pouca ou nenhuma reabsorção tubular renal
de creatinina.Devido à diminuição da perfusão renal, este paciente corre o risco de diminuição da
filtração glomerular e, portanto, aumento da creatinina sérica. No entanto, qualquer aumento na
creatinina sérica é resultado da diminuição da depuração (diminuição da TFG) e não do aumento
da absorção renal.
REFERÊNCIA:
HALL, John E.; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall. Fundamentos de Fisiologia. [Cap.78]: Grupo
GEN, 2017. E-book. ISBN 9788595151550. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151550/. Acesso em: 09 mai. 2023.
99ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A avaliação do nível de evidência e grau de recomendação é configurada pelo sistema GRADE
(Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation). Na hierarquia das
evidências, as metanálises de ensaios clínicos randomizados, quando apresentam rigor
metodológico, estão no topo da pirâmide, seguidas por ensaios clínicos randomizados, estudos
observacionais (como coorte e caso-controle), estudos de casos e opinião de especialista.
Referência:
STEIN, A.T. Cap. 29. Medicina baseada em evidência aplicada à prática do médico de família e
comunidade. In: GUSSO, G. et al. Tratado de Medicina de Família e Comunidade. 2. ed. 2019.
p. 781-808.
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100ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Este caso se trata de uma gestação ectópica confirmada por BhCG sérico positivo associado à
dor pélvica e imagem anexial sugestiva. A paciente se apresenta estável hemodinamicamente e
tem desejo reprodutivo, o que nos faz pensar em conduta conservadora. Para que isso seja
possível, alguns critérios devem ser considerados, como saco gestacional menor que 3,5 cm,
feto sem atividade cardíaca, BhCG menor que 5.000 mUi/mL e estabilidade hemodinâmica. Após
a administração do metrotexato, deve-se monitorizar a queda do BhCG sérico, que sinaliza
sucesso do tratamento.
A salpingectomia, ooforectomia e laparotomia não devem ser realizadas, visto que a paciente tem
critérios para tratamento conservador, aumentando as chances de preservação da fertilidade, já
que ela apresentou desejo de novas gestações.
O BhCG considerado para tratamento conservador é o inicial, sendo assim não há indicação de
repetir o BhCG. 
O ultrassom transvaginal foi realizado no dia do atendimento, não tendo benefício em se repetir
em 2 dias.
REFERÊNCIA:
ZUGAIB, Marcelo. Zugaib obstetrícia. s.l.: Editora Manole, 2023. E-book. ISBN 9786555769340.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555769340/. Acesso em: 9
out. 2023.
101ª QUESTÃO
Resposta comentada:
As DNCT apresentam maior morbidade e mortalidade nos países em desenvolvimento, sendo as
pessoas menos favorecidas são mais acometidas. As DCNT afetam predominantemente idosos
e mulheres. A prevalência do tabagismo tem diminuído e a da obesidade tem aumentado.
Referência:
Plano de ações e estratégias para o enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis
(DCNT) no Brasil. 2011-2022. Ministério da Saúde.
102ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A afirmativa I está correta, pois os beta-lactâmicos atuam inibindo a síntese da parede celular
bacteriana durante a infecção. 
A afirmativa II está incorreta, pois os aminoglicosídeos, como a estreptomicina, agem na síntese
proteica bacteriana, não nos estágios iniciais da infecção. 
A afirmativa III está correta, pois os macrolídeos bloqueiam a translocação do peptídeo nascente
durante a síntese proteica bacteriana. 
A afirmativa IV está correta, pois as fluoroquinolonas inibem a síntese do DNA bacteriano, sendo
eficazes contra bactérias intracelulares. 
 
Referências: 
KATZUNG, Bertram G.; TREVOR, Anthony J. Farmacologia básica e clínica. 13 edição. Grupo
A, 2017. 9788580555974. 
BRUTON, L L.; HILAL-DANDAN, R. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman e
Gilman. 13 edição. Grupo A, 2018. 
 
103ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A conduta inicial recomendada para a constipação em lactentes inclui a introdução de alimentos
ricos em fibras e o aumento da ingestão de líquidos. Suplementos de fibra específicos para a faixa
etária de lactentes podem ajudar a melhorar a consistência das fezes e promover evacuações
mais regulares. Atualmente, o PEG 4000 é considerado o melhor tratamento para a constipação
intestinal. Apesar de eficaz, a prescrição do óleo mineral tem sido abandonada devido ao risco de
aspiração. O óleo mineral também é contraindicado para lactentes e pacientes com paralisia
cerebral.
Referências:
JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. 5ª
edição. Barueri - SP: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476.
DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo F. Gastroenterologia Essencial, 4ª edição. [Digite o
Local da Editora]: Grupo GEN, 2011. E-book. ISBN 978-85-277-1970-4. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-1970-4/. Acesso em: 30 mai. 2024.
Parte II. Capítulo 10.
104ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Este caso clínico de Tinea cruris avalia o conhecimento dos estudantes sobre os agentes
etiológicos das dermatofitoses, uma infecção comum na prática clínica dermatológica.
Candida albicans: Embora a Candida possa causar infecções em áreas úmidas do
corpo, como as dobras da pele, a lesão descrita é mais típica de uma dermatofitose,
que geralmente apresenta bordas bem definidas.
Aspergillus fumigatus: Aspergillus está mais comumente associado a infecções
respiratórias e não é uma causa frequente de dermatofitose.
Trichophyton rubrum: Este é o agente etiológico mais comum de dermatofitose,
especialmente em casos de Tinea cruris. Geralmente provoca lesões eritematosas,
descamativas e pruriginosas, exatamente como descrito no caso clínico.
Malassezia furfur: Este fungo é o agente etiológico da pitiríase versicolor, uma
infecção superficial que não corresponde às características da lesão descrita.
Cryptococcus neoformans: Este fungo é mais frequentemente associado a infecções
sistêmicas, especialmente em pacientes imunossuprimidos, e não causa
dermatofitose.
Portanto, Trichophyton rubrum é o agente etiológico mais comum de Tinea cruris.
Referência:
MURRAY, Patrick R.; ROSENTHAL, Ken S.; PFALLER, Michael A. Microbiologia Médica. Rio
de Janeiro: Grupo GEN, 2022. E-book. ISBN 9788595159662. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159662/. Acesso em: 08 ago. 2024.
105ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Nos quadros de torção de pedículo ovariano, observam-se frequentemente náuseas, vômitos,
inapetência, suor frio e outros sintomas de síndrome vagal. Na presença de massas ovarianas,
podem ocorrer alterações nos hábitos intestinal e urinário, perda de peso e perda de apetite. A
ultrassonografia pélvica, associada ou não ao Doppler, é o exame de imagem mais utilizado para
auxiliar no diagnóstico de torção anexial. Achados comuns incluem uma massa ovariana,
aumento unilateral do ovário, fluido livre em fundo de saco posterior e estruturas císticas
periféricas uniformes. À medida que o anexo é torcido, o fluxo venoso e linfático é comprometido,
causando aumento de volume e edema e, posteriormente, fluxo arterial ausente. Com o
comprometimento do suprimento sanguíneo arterial, o ovário pode apresentar-se à
ultrassonografia com um halo anecoico.
Referência:
FERNANDES, Cesar Eduardo; SÁ, Felipe da Silva; SILVA FILHO, Agnaldo Lopes [et al.]. Tratado
de ginecologia Febrasgo. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. p. 725, 1194.
106ª QUESTÃO
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Respostade nível I.
Resposta comentada:
Essa é a mais adequada porque as meta-análises e os ensaios clínicos randomizados são
considerados evidências de nível I, que representam o nível mais alto de evidência científica na
hierarquia de evidências. Essas evidências são derivadas de estudos rigorosos e bem
controlados que fornecem informações confiáveis sobre a eficácia do tratamento. Portanto, as
decisões baseadas nesse nível de evidência tendem a ser mais robustas e confiáveis.
Referências: 
PEREIRA, Maurício G.; GALVÃO, Taís F.; SILVA, Marcus T. Saúde Baseada em Evidências. Rio
de Janeiro: Grupo GEN, 2016. E-book. ISBN 9788527728843. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527728843/. Acesso em: 01 ago. 2024.
5ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Quadro clínico do DPP: dor abdominal, hipertonia uterina, sangramento vermelho escuro, além de
sinais fetais como sofrimento fetal agudo (bradicardia fetal). Todos estão presentes no caso
exposto.
O principal fator de risco para DPP é a hipertensão materna (também presente no caso).
Assim, considerando o exposto, trata-se de um caso clássico de DPP, sendo a cesariana
indicada devido ao colo estar fechado, uma vez que é a via mais rápida.
Referência:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas. Manual de gestação de alto risco [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da
Saúde, 2022. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-
content/uploads/2022/03/manual_gestacao_alto_risco.pdf. Acesso em: 15 jul. 2024.
6ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A paciente apresenta sinais clássicos de abscesso periamigdalino, uma complicação da
amigdalite bacteriana que se caracteriza por dor de garganta unilateral intensa, trismo,
deslocamento da amígdala e desvio da úvula. O tratamento de escolha é a drenagem cirúrgica do
abscesso, seguida de antibioticoterapia intravenosa para controlar a infecção e prevenir a
disseminação. O abscesso periamigdalino é uma emergência otorrinolaringológica, e a
intervenção cirúrgica imediata é necessária para aliviar a dor, reduzir o edema e evitar
complicações graves, como obstrução das vias aéreas.
Análise dos distratores:
• A amigdalite viral geralmente não causa trismo, desvio da úvula ou abscesso, e o tratamento
seria conservador.
• A mononucleose infecciosa pode cursar com amigdalite, mas o quadro descrito é mais
compatível com uma complicação bacteriana, como o abscesso periamigdalino.
• A faringite estreptocócica simples não evolui com abscesso periamigdalino, sendo tratada
apenas com antibióticos orais.
• Sinusite aguda complicada não explica o trismo e o desvio da úvula, que são sinais de abscesso
periamigdalino.
Referência:
AMERICAN ACADEMY OF OTOLARYNGOLOGY – HEAD AND NECK SURGERY (AAO-
HNS); INFECTIOUS DISEASES SOCIETY OF AMERICA (IDSA). Clinical Practice Guideline:
Tonsillectomy in Children (Update). Otolaryngology–Head and Neck Surgery, v. 160, n. 1, p.
S1-S42, 2019. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/0194599818796305.
Acesso em: 14 ago. 2024.
7ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A talassemia refere-se a um distúrbio geneticamente heterogêneo causado por mutações de
linhagem germinativa que diminuem a síntese da α-globina ou da β-globina, o que resulta em
anemia, hipoxia tecidual e hemólise dos eritrócitos relacionada com o desequilíbrio na síntese das
cadeias de globina. As duas cadeias α da HbA são codificadas por um par idêntico de genes de
α-globina no cromossomo 16, enquanto as duas cadeias β são codificadas por um único gene de
globina-β no cromossomo 11. A β-talassemia é causada pela síntese deficiente de cadeias β,
enquanto a α-talassemia é causada pela síntese deficiente de cadeias α. As consequências
hematológicas da síntese diminuída de uma cadeia de globina não resultam apenas da deficiência
de hemoglobina, mas também de um excesso relativo da outra cadeia de globina, particularmente
na β-talassemia.
Apesar de discutirmos a talassemia com outras formas hereditárias de anemia associada à
hemólise, é importante reconhecer que os defeitos na síntese de globina que constituem a base
desses distúrbios causam anemia por meio de dois mecanismos: diminuição da produção e
redução do tempo de vida dos eritrócitos. A talassemia é uma doença hereditária caracterizada
por defeitos na síntese das cadeias globínicas da hemoglobina, o que resulta na produção de
hemácias anormais e, consequentemente, em anemia.
Referência:
KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins & Cotran Patologia: Bases
Patológicas das Doenças. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. E-book. ISBN 9788595159174.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159174/.
8ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A alternativa indicada como correta demonstra a compreensão da importância da avaliação
completa do idoso, da identificação dos indicadores de violência e da necessidade de notificar as
autoridades competentes. As demais alternativas apresentam erros ou incompletudes, como:
negar a possibilidade de violência é uma conduta inadequada e pode colocar o idoso em risco;
embora seja importante informar o idoso sobre seus direitos, pressioná-lo a denunciar pode não
ser a melhor abordagem, especialmente se ele não se sentir seguro para isso; conversar apenas
com o cuidador pode limitar a compreensão da situação e impedir que o idoso expresse seus
sentimentos; prescrever medicamentos sem uma avaliação completa da situação pode não ser a
solução mais adequada e pode mascarar o problema da violência.
Referência:
GUSSO, Gustavo; LOPES, José M. C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e
comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Grupo A, 2019. 2 v.
9ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Desigualdades estruturais, como racismo e pobreza, são desafios significativos que afetam o
acesso e a qualidade dos serviços de saúde para a população negra.
Referência:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de
Apoio à Gestão Participativa. Políticas de promoção da equidade em saúde / Ministério da Saúde.
Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Apoio à Gestão Participativa. –
1. ed., – Brasília : Ministério da Saúde, 2013.
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10ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O paciente de 32 anos sofreu um trauma crânio-encefálico (TCE) significativo em decorrência de
um acidente de motocicleta, apresentando confusão mental, respiração irregular e sinais
neurológicos alterados. De acordo com o protocolo do Advanced Trauma Life Support (ATLS),
o atendimento inicial ao paciente com trauma grave deve seguir a abordagem sistematizada do
exame primário, com prioridade à avaliação e estabilização das funções vitais, especialmente da
via aérea, respiração e circulação (ABCs do trauma).
O quadro de respiração irregular e alteração do nível de consciência sugere uma possível lesão
intracraniana, o que indica a necessidade urgente de garantir a proteção das vias aéreas para
prevenir hipóxia, uma vez que o paciente pode estar em risco de deterioração respiratória. Além
disso, a confusão mental e a abertura ocular espontânea, associadas ao movimento de retirada
ao estímulo doloroso, sugerem um escore de Glasgow Coma Scale (GCS) entre 9 e 12,
caracterizando um TCE moderado. Segundo o ATLS, pacientes com TCE e GCS inferior a 13
requerem avaliação neurocirúrgica urgente, exame de imagem (tomografia computadorizada de
crânio) e monitoramento contínuo, dado o risco de agravamento neurológico.
Assim, a conduta inicial incluicomentada:
I – Não há restrição ao uso de DIU para nuligestas; até mesmo adolescentes podem utilizar DIU.
II – Pacientes com enxaqueca com aura têm contraindicação absoluta ao uso de
anticoncepcionais combinados.
III – Assertiva correta.
IV – Pacientes fumantes acima de 35 anos têm contraindicação absoluta ao uso de
contraceptivos combinados, ou seja, com estrogênio, e todo injetável mensal é contraceptivo
combinado.
Portanto, a única alternativa correta é a III.
Referências:
BEREK, Jonathan S.; NOVAK, Emil. Berek & Novak's gynecology. 15. ed. Philadelphia:
Lippincott Williams & Wilkins, 2012. xix, 1539 p. ISBN 9781451175561.
HOFFMAN, Barbara L; FONSECA, Ademar Valadares. Ginecologia de Williams. xxiv, 1189 p.
107ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Alternativa Correta: Iniciar suplementação oral com sulfato ferroso e encaminhar para
investigação endoscópica do trato gastrointestinal.
A suplementação oral com ferro (sulfato ferroso) é o tratamento de primeira linha para anemia por
deficiência de ferro, especialmente quando a causa subjacente é uma perda crônica de sangue,
como uma hemorragia gastrointestinal. Além de tratar a anemia, é crucial identificar e tratar a
causa da hemorragia, justificando o encaminhamento para investigação endoscópica. Este
tratamento aborda tanto a correção da anemia quanto a prevenção de recorrências.
Outras alternativas estão incorretas:
Administrar ferro intravenoso imediatamente para rápida correção da anemia: O
ferro intravenoso é reservado para casos em que a terapia oral não é tolerada ou
eficaz, como em pacientes com má absorção de ferro ou anemia grave que exige
correção rápida. Este não é o caso do paciente, que pode ser tratado inicialmente com
ferro oral enquanto a causa da hemorragia é investigada.
Prescrever transfusão sanguínea para normalizar os níveis de hemoglobina e
hematócrito: A transfusão sanguínea é indicada em casos de anemia severa com
comprometimento hemodinâmico ou sintomas graves de hipoxemia, o que não foi
descrito neste caso. Para este paciente, o tratamento com ferro é preferível para
corrigir a deficiência e evitar recorrências.
Recomendar dieta rica em ferro e acompanhamento periódico dos níveis de
hemoglobina: Embora uma dieta rica em ferro seja uma recomendação importante,
ela não é suficiente como único tratamento para anemia por deficiência de ferro com
níveis de ferritina tão baixos. A suplementação de ferro é necessária para corrigir a
anemia de forma eficaz.
Iniciar terapia com eritropoetina para estimular a produção de hemoglobina: A
eritropoetina é indicada em casos de anemia associada à insuficiência renal crônica ou
outras condições específicas onde há deficiência na produção de eritropoetina. No caso
de anemia por deficiência de ferro, a suplementação de ferro é a abordagem correta,
pois o problema não está na produção de eritropoetina, mas na falta de ferro disponível
para a eritropoiese.
Referências:
CAPPELLINI, M. D.; MOTTA, I.; TAHER, A. T. Iron Deficiency Anemia: A Clinical Guide.
Springer, 2020. p. 45-58.
McLEAN, E.; COGSWELL, M. Anemia: Pathophysiology, Classification, and Treatment. Elsevier,
2019. p. 120-135.
CAMASCHELLA, C. Iron-Deficiency Anemia. New England Journal of Medicine, v. 381, n. 9, p.
845-858, 2019.
108ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O caso clínico trata-se de uma paciente de 51 anos com síndrome do climatério e relato de
sintomas vasomotores (fogachos), indicando a necessidade de terapia de reposição hormonal
(TH). A paciente está dentro da janela de tratamento, mas apresenta história de estilo de vida
inadequado (não pratica atividade física, tem alimentação desbalanceada) e sobrepeso (IMC 30).
O aumento do risco de câncer de mama associado ao TH é pequeno, estimado em menos de
0,1% ao ano, o que corresponde a uma incidência absoluta de menos de um caso por 1.000
mulheres por ano de uso. Esse risco é semelhante ou menor do que o aumento do risco
associado a fatores como inatividade física, obesidade e consumo de álcool.
A terapêutica hormonal (TH) da menopausa pode ser indicada para tratar os sintomas
vasomotores associados ao hipoestrogenismo, a síndrome geniturinária da menopausa, além de
prevenir a perda de massa óssea e diminuir o risco de fraturas por fragilidade óssea. A história
clínica e o exame físico completo podem descartar a grande maioria das contraindicações ao uso
de TH. Dados suspeitos na anamnese devem ser investigados com exames complementares.
Ressalta-se que a presença de lesão precursora do câncer de mama é considerada
contraindicação ao uso de TH. O exame clínico das mamas em mulheres assintomáticas possui
baixa sensibilidade no diagnóstico de pequenas lesões, podendo levar a falso-negativos. Portanto,
mulheres que iniciarão uso de TH devem ter mamografia de rastreamento realizada há no
máximo um ano.
Alguns exames complementares auxiliam na escolha da melhor via de administração hormonal,
além da avaliação de risco cardiovascular. Recomenda-se solicitar a avaliação de colesterol total,
HDL-colesterol, triglicérides e glicemia de jejum. É dispensável a dosagem de FSH, LH, citologia
oncótica (realizar somente com finalidade de rastreamento de câncer de colo de acordo com a
faixa etária e periodicidade adequada), cortisol, prolactina, vitamina D, cálcio, magnésio e zinco.
A terapêutica com estrogênio é o tratamento mais efetivo para os sintomas vasomotores.
Referências:
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa. Brasília,
2008.
FEBRASGO. FEBRASGO POSITION STATEMENT - Propedêutica mínima no climatério.
2022.
109ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Segundo o Código de Ética Médica de 2018 Art. 83:
"É vedado ao médico:
Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente, ou quando não tenha prestado
assistência ao paciente, salvo, no último caso, se o fizer como plantonista, médico substituto ou
em caso de necropsia e verificação médico-legal."
Ademais, segundo Resolução CFM nº 1.779/2005:
"Art. 2º Os médicos, quando do preenchimento da Declaração de Óbito, obedecerão as seguintes
normas:
1) Morte natural:
1. Morte sem assistência médica:
a) Nas localidades com Serviço de Verificação de Óbitos (SVO):
A Declaração de Óbito deverá ser fornecida pelos médicos do SVO;
b) Nas localidades sem SVO:
A Declaração de Óbito deverá ser fornecida pelos médicos do serviço público de saúde mais
próximo do local onde ocorreu o evento; na sua ausência, por qualquer médico da localidade.
2) Morte com assistência médica:
a) A Declaração de Óbito deverá ser fornecida, sempre que possível, pelo médico que vinha
prestando assistência ao paciente.
b) A Declaração de Óbito do paciente internado sob regime hospitalar deverá ser fornecida pelo
médico assistente e, na sua falta, por médico substituto pertencente à instituição.
c) A Declaração de Óbito do paciente em tratamento sob regime ambulatorial deverá ser
fornecida por médico designado pela instituição que prestava assistência, ou pelo SVO.
d) A Declaração de Óbito do paciente em tratamento sob regime domiciliar (Programa Saúde da
Família, internação domiciliar e outros) deverá ser fornecida pelo médico pertencente ao
programa ao qual o paciente estava cadastrado, ou pelo SVO, caso o médico não consiga
correlacionar o óbito com o quadro clínico concernente ao acompanhamento do paciente.”
Não é correto "explicar à filha do paciente que a declaração deve ser preenchida pelo Serviço de
Verificação de Óbito", pois o médico da Atenção Primária deve fazer a visita domiciliar para
constatar o óbito. Apenas quando não é possível correlacionaro óbito com o quadro clínico prévio
do paciente é que o SVO deve ser acionado. 
REFERÊNCIAS:
Código de ética médica. Resolução nº 2,217/2018. Brasília: Tablóide, 2018. CONSELHO
FEDERAL DE MEDICINA (CFM - Brasil).
RESOLUÇÃO CFM Nº 1.779/2005 RESOLUÇÃO CFM Nº 1.779, 11 de novembro de 2005
Publicada no DOU, 5 dez. 2005, Seção 1, p
110ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A questão evidencia uma hemorragia subconjuntival ou hiposfagma em olho direito, fenômeno
muito comum e frequentemente idiopático. A resolução espontânea ocorre, normalmente, em 1 a
2 semanas. Caso o paciente apresentasse algum outro sintoma associado (como baixa de
acuidade visual, por exemplo), seria aconselhado encaminhá-lo ao oftalmologista, mas não há
nenhuma outra queixa nem alteração ao exame. Orientar o paciente que a resolução
normalmente é espontânea.
REFERÊNCIA:
KANSKI, B. B. Oftalmologia Clínica: uma abordagem sistemática. 8. Edição. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2016.
111ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A hemorragia aguda digestiva baixa inclui um amplo espectro clínico, variando de sangramento
discreto a uma hemorragia maciça com instabilidade hemodinâmica. A incidência de hemorragia
digestiva baixa corresponde a cerca de um quinto da incidência de hemorragia digestiva alta e
representa aproximadamente 20 a 33 hospitalizações por 100.000 adultos ao ano. A incidência de
hemorragia digestiva baixa aumenta com a idade.
Nos países desenvolvidos, causas comuns de hemorragia digestiva baixa aguda que resulta em
sangramento significativo incluem doença diverticular colônica e angiodisplasia. Os pacientes
com sangramento intenso ou estados de comorbidades significativos necessitam de rápida
identificação e ressuscitação agressiva. Sangramentos hemodinamicamente insignificantes
podem, muitas vezes, decorrer de hemorroidas e neoplasias colônicas. As causas raras de
sangramentos incluem úlcera retal solitária, vasculite e endometriose. Quinze por cento (15%)
dos pacientes que apresentam hemorragia digestiva baixa têm uma fonte no trato gastrointestinal
superior, após uma investigação.
A colonoscopia é o pilar da avaliação em pacientes nos quais as causas anorretais ou do trato
gastrointestinal superior foram descartadas. Ela é realizada para localizar a origem do
sangramento e permitir a hemostasia. A hemostasia endoscópica é bem-sucedida na maioria dos
casos. A angiografia mesentérica ou a imagem nuclear é realizada somente em pacientes nos
quais a colonoscopia não é viável ou quando houver sangramento persistente e uma
colonoscopia negativa. A origem do sangramento não pode ser definitivamente identificada em até
25% dos pacientes.
Referência:
BMJ Best Practice. Investigação da Hemorragia Digestiva Baixa. 19 de outubro de 2023.
112ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O paciente apresenta sintomas compatíveis com uma infecção viral, e a história recente de
viagem a uma área endêmica aumenta a suspeita de influenza. Além disso, a ausência de
vacinação prévia contra a gripe sazonal é um fator de risco significativo. A vacinação anual contra
a influenza é a melhor estratégia profilática para prevenir a infecção e suas complicações.
Referência:
LEVINSON, Warren; CHIN-HONG, Peter; JOYCE, Elizabeth et al. Microbiologia Médica e
Imunologia: um manual clínico para doenças infecciosas. Porto Alegre: Grupo A, 2021. E-book.
ISBN 9786558040156.
113ª QUESTÃO
Resposta comentada:
No manejo da dor pós-operatória, é fundamental ajustar o plano analgésico para alcançar um
controle eficaz da dor, especialmente em procedimentos cirúrgicos maiores como a artroplastia
de quadril. Apesar da administração de analgésicos não opioides e tramadol, a paciente continua
a relatar dor intensa. Segundo as diretrizes mais atuais, o uso de opioides de ação rápida, como a
morfina, em bolus titulado é indicado para o manejo da dor aguda intensa no pós-operatório. A
administração deve ser feita sob monitorização contínua para prevenir e detectar efeitos
adversos, como depressão respiratória.
O bloqueio de nervo femoral é uma opção válida, mas não deve ser utilizado como monoterapia
em um contexto de dor intensa não controlada por analgesia sistêmica.
O cetoprofeno e a dipirona são analgésicos eficazes para dor leve a moderada, mas podem não
ser suficientes para dor intensa no pós-operatório imediato.
Aumentar a dose de tramadol e associar fentanil pode aumentar o risco de efeitos colaterais sem
garantia de controle adequado da dor; o uso de opioides mais potentes e de ação rápida, como a
morfina, é preferível.
A gabapentina é usada para dor neuropática e não seria indicada como primeira linha para dor
aguda pós-operatória intensa.
Referências:
AMERICAN SOCIETY OF ANESTHESIOLOGISTS (ASA). Practice Guidelines for Acute Pain
Management in the Perioperative Setting: An Updated Report by the American Society of
Anesthesiologists Task Force on Acute Pain Management. Anesthesiology, v. 116, n. 2, p.
248-273, 2012. Disponível em: https://pubs.asahq.org/anesthesiology/article/116/2/248/13120.
Acesso em: 14 ago. 2024.
AMERICAN PAIN SOCIETY (APS). Postoperative Pain Management Guidelines. The Journal
of Pain, v. 17, n. 2, p. 131-157, 2016. Disponível em: https://www.jpain.org/article/S1526-
5900(15)00831-6/fulltext. Acesso em: 14 ago. 2024.
114ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A realização de angioplastia coronariana de emergência, associada à terapia antiplaquetária dupla
e anticoagulação, é fundamental na abordagem imediata da miocardiopatia isquêmica com angina
instável, especialmente com supradesnivelamento do segmento ST e elevação de troponina I. A
terapia antiplaquetária dupla (aspirina e inibidor de P2Y12) e a anticoagulação com heparina são
essenciais para reduzir a mortalidade e melhorar o prognóstico do paciente.
Referências:
BRAUNWALD, E. Tratado de Doenças Cardiovasculares. 10ª ed. São Paulo: Elsevier, 2015.
MOCERI, P.; CHATELIER, G.; INGUIMBERT, C. et al. Management of acute myocardial
infarction. Lancet, 2022.
115ª QUESTÃO
Resposta comentada:
São critérios de transplante hepático: insuficiência hepática aguda, cirrose e neoplasia hepática.
Paciente paliativo por se tratar de CHILD C, porém com indicação ao transplante hepático. A
opção é válida em um subgrupo específico: pacientes com doença pequena e limitada, com
insuficiência hepática grave (Child-Pugh C), onde não seria possível uma ressecção parcial
devido à baixa reserva funcional hepática e com doença de base subjacente mais grave do que a
própria neoplasia, se enquadrando o paciente dentro dos critérios de Milão.
O sorafenibe é um inibidor múltiplo de várias tirosina-quinases. Tem efeito antiproliferativo maior
sobre angiogênese, com inibição focada em receptor do fator de crescimento vascular endotelial
(VEGF) e receptor do fator de crescimento derivado de plaquetas beta (PDGFR-beta). Está
indicado no carcinoma hepatocelular (CHC) somente para doença metastática.
A radiofrequência (RFA) tem papel definido em pacientes com função hepática preservada (Child-
Pugh A e B), embora possa ser terapia de cunho paliativo em pacientes com insuficiência mais
avançada e bom desempenho. Serve também como proposta para controle de sintomas em caso
de doença pouco volumosa restrita ao fígado e desempenho proibitivo para procedimentos
maiores, como ressecção parcial ou mesmo hepatectomia; no entanto, a plaquetopenia não
contraindica o transplante.
O transplante hepático é uma opção válida em um subgrupo específico: pacientes com doença
pequena e limitada, com insuficiência hepática grave (Child-Pugh C), onde não seria possível uma
ressecção parcial devidoà baixa reserva funcional hepática e com doença de base subjacente
mais grave do que a própria neoplasia, desde que o paciente se enquadre nos critérios de Milão.
Um nódulo abaixo de 5 cm ou até 3 nódulos abaixo de 3 cm segundo os critérios de Milão.
O paciente pode se beneficiar do tratamento ablativo das lesões, mas isso não contraindica o
transplante hepático de acordo com os critérios de Milão.
Referências:
ACO MORAES, PC; OLIVEIRA, P. C. Impacto do escore MELD na alocação de fígado e nos
resultados dos transplantes hepáticos: uma revisão integrativa. Brasileiros de Cirurgia, 2017.
Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-6720201700010018. Acesso em: [data de acesso].
Transplante de fígado em adultos: seleção de pacientes e avaliação pré-transplante.
Autores: UPTODATE, Lorna M Dove, MD, MPH; Robert S Brown, Jr., MD, MPH; Editor de
seção: Dr. Keith D Lindor; Editor Adjunto: Kristen M Robson, MD, MBA, FACG. Revisão de
literatura atualizada até: julho de 2024. Este tópico foi atualizado pela última vez em: 15 de maio
de 2023. Disponível em: [link]. Acesso em: [data de acesso].
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116ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Um estudo de coorte seria adequado para acompanhar um grupo de pessoas ao longo do tempo
e avaliar como as condições ambientais específicas contribuem para a incidência de dengue.
O estudo caso-controle é útil para investigar causas retrospectivas em doenças menos
frequentes.
Um estudo transversal fornece uma imagem estática de um ponto no tempo e não acompanha a
evolução dos casos.
Um estudo ecológico analisa dados em nível de população, mas não permite a associação causal
direta em indivíduos.
Um estudo experimental envolveria uma intervenção controlada, como a introdução de mosquitos
geneticamente modificados.
Referências:
LAKATOS, Eva M. Fundamentos de Metodologia Científica. 9. ed. Grupo GEN, 2021.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br. Acesso em: 09 ago. 2024.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Dengue guidelines for diagnosis, treatment,
prevention and control. Disponível em: https://www.who.int/. Acesso em: 09 ago. 2024.
117ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Alternativa correta: Realizar ultrassonografia de tireoide com Doppler para avaliação do
tamanho, características e vascularização do nódulo.
A ultrassonografia (USG) é o exame inicial mais adequado para a avaliação de um nódulo solitário
na tireoide. Ela permite determinar o tamanho, a consistência (sólido ou cístico), as margens, a
presença de microcalcificações e a vascularização do nódulo, que são características
importantes para avaliar o risco de malignidade. A USG com Doppler adiciona informações sobre
o padrão de vascularização, o que pode ajudar na distinção entre lesões benignas e malignas. De
acordo com as diretrizes recentes, a USG deve preceder outros exames, como a biópsia por
agulha fina, especialmente se o nódulo tiver características suspeitas na imagem.
As demais alternativas estão incorretas pois:
1. Recomendar a realização de cintilografia de tireoide imediatamente para avaliar
se o nódulo é funcionante (quente) ou não funcionante (frio): A cintilografia de
tireoide é útil em casos de hipertireoidismo para determinar se o nódulo é
hiperfuncionante (quente) ou hipofuncionante (frio). No entanto, como exame inicial em
nódulos tireoidianos, é menos útil, especialmente em pacientes eutireoideas, pois não
fornece informações detalhadas sobre as características morfológicas do nódulo. Além
disso, a maioria dos nódulos malignos são "frios", mas nem todos os nódulos frios são
malignos, limitando o valor diagnóstico da cintilografia isolada.
2. Solicitar biópsia por agulha fina (BAF) para análise citológica do nódulo: A BAF é
o exame padrão-ouro para a avaliação citológica de nódulos tireoidianos suspeitos. No
entanto, ela deve ser realizada após uma ultrassonografia, que ajudará a identificar
nódulos suspeitos que justificam a biópsia. Fazer a BAF sem a ultrassonografia pode
levar à omissão de informações importantes que orientam a necessidade de biopsiar o
nódulo.
3. Iniciar tratamento com levotiroxina, esperando redução do nódulo antes de
qualquer investigação adicional: A levotiroxina pode ser utilizada para tentar diminuir
nódulos benignos em algumas situações, mas iniciar o tratamento sem uma
investigação diagnóstica adequada é inadequado e pode atrasar o diagnóstico de uma
possível malignidade.
4. Observar o nódulo clinicamente por um período de seis meses antes de decidir
por qualquer intervenção diagnóstica: A observação pode ser uma opção em casos
de nódulos muito pequenos ou claramente benignos após avaliação ultrassonográfica.
No entanto, em um cenário de um nódulo solitário com histórico familiar de câncer de
tireoide, atrasar a investigação pode ser arriscado. A avaliação inicial com
ultrassonografia é essencial para a tomada de decisão adequada.
Referências:
GHARIB, H.; PAPINI, E.; PASCHKE, R. Thyroid Nodules: A Comprehensive Guide to Clinical
Management. Springer, 2019. p. 45-70.
COOPER, D. S.; ROSS, D. S. The Thyroid: A Fundamental and Clinical Text. 11. ed. Wolters
Kluwer Health, 2020. p. 210-230.
HAUGEN, B. R. Thyroid Cancer: Diagnosis and Management. Springer, 2019. p. 22-35.
118ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Ao se deparar com uma Diretiva Antecipada de Vontade (DAV), é crucial respeitar os desejos
expressos pelo paciente em relação ao seu tratamento médico, especialmente em situações
terminais. A discussão direta com a paciente permite que ela expresse seus valores e desejos,
garantindo uma compreensão mais profunda de suas escolhas.
Consultar a paciente em relação à DAV não apenas demonstra respeito à autonomia do paciente,
mas também assegura que a equipe de saúde esteja ciente de suas preferências. Este processo
ético e legal contribui para tomar decisões alinhadas com os valores e desejos do paciente,
promovendo um cuidado mais personalizado e compassivo.
As demais opções apresentam abordagens menos apropriadas em situações que envolvem
Diretivas Antecipadas de Vontade, pois ignorar os desejos do paciente, adiar decisões ou
consultar apenas a família sem envolver a paciente direta e ativamente não respeitam plenamente
a autonomia e os direitos do paciente.
Referência:
FRANÇA, Genival V. Comentários ao Código de Ética Médica. 7. ed. Grupo GEN, 2019. E-
book. ISBN 9788527735247. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527735247/. Acesso em: 01 de mar. 2024.
119ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Os cardiomiócitos atriais são estimulados pelo aumento do estiramento atrial para produzir o
peptídeo natriurético atrial (ANP).
A diminuição da reabsorção de sódio do túbulo contorcido distal e do ducto coletor cortical é um
dos efeitos do ANP, que responde ao aumento do estiramento atrial (por exemplo, na hipertensão
ou sobrecarga de volume), aumentando a natriurese e a diurese no corpo. Além de diminuir a
reabsorção de sódio, o ANP aumenta a excreção de sódio e água por meio do aumento da TFG
via dilatação da arteríola aferente e constrição da arteríola eferente. Por fim, o ANP inibe a
secreção de renina e, portanto, o RAAS. Juntas, essas mudanças trabalham para reduzir o
volume sanguíneo, a pressão arterial e o débito cardíaco.
DISTRATORES:
O aumento da excreção de íons potássio e hidrogênio nos túbulos distais e ductos coletores do
rim, bem como a reabsorção de sódio, são efeitos da aldosterona, e não do ANP. A aldosterona é
estimuladapelo SRAA, aumento do potássio sérico, ACTH, sistema nervoso simpático e
diminuição da pressão arterial média.
O óxido nítrico (NO) resulta em vasodilatação e diminuição da agregação plaquetária. O NO é
produzido por células endoteliais vasculares em resposta a uma variedade de gatilhos, incluindo
lesão vascular e hipóxia. Embora o ANP cause vasodilatação, não tem efeito sobre a agregação
plaquetária.
O aumento da reabsorção de água livre de soluto é um efeito da vasopressina (ADH), e não do
ANP. O ADH atua aumentando a transcrição e inserção de aquaporinas nos ductos coletores
renais. O ADH é secretado se o corpo detectar aumento da osmolalidade plasmática ou
diminuição do volume sanguíneo arterial.
A vasoconstrição sistêmica e a estimulação da sede, assim como a retenção de sódio e o
aumento da reabsorção de água, são estimulados pelo SRAA, e não pelo ANP. O SRAA é ativado
em resposta à diminuição da perfusão glomerular e pelo sistema nervoso simpático renal e, na
verdade, é inibido pelo ANP.
REFERÊNCIA:
HALL, John E.; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall Fundamentos de Fisiologia.Pag.194: Grupo
GEN, 2017. 9788595151550. E-book. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151550/. Acesso em: 08 ago. 2022.
120ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O profissional de Saúde deve desenvolver a competência de ajudar as pessoas com foco na
qualidade da vida, especialmente na Atenção Domiciliar, em que o resultado depende da
participação do sujeito e da sua capacidade de “inventar-se”, apesar da doença. A escuta
qualificada ajuda a pessoa e a família a entenderem a doença, relacionando-a com a vida para
evitar atitudes passivas diante do tratamento, responsabilizando-as e ampliando as possibilidades
clínicas do profissional.
Uma abordagem muito utilizada na prática clínica individual, útil na ampliação da clínica, e que
pode ser utilizada no cuidado do paciente em Atenção Domiciliar é o método clínico centrado na
pessoa (MCCP), caracterizado por uma metodologia sistematizada para auxiliar o profissional de
saúde a realizar a abordagem individual das pessoas. O MCCP visa encontrar a real necessidade
da pessoa em atendimento, ampliando o foco deste para todos os problemas dela – físicos,
sociais ou psicológicos, investigando a forma com que eles aparecem. Para que o profissional da
Atenção Domiciliar consiga fazer uso dessa metodologia, este precisa estabelecer com a pessoa
em atendimento os princípios de autonomia e de autocuidado, fundamentais para a clínica
ampliada.
Referência:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
Caderno de atenção domiciliar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde,
Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 2 v. 
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lOMoARcPSD|54080113estabilização da via aérea (com possibilidade de intubação precoce
caso o GCS se deteriore), suporte ventilatório adequado, controle da circulação, e a realização
imediata de exames de imagem para avaliação das lesões intracranianas. Esse manejo segue as
diretrizes do ATLS, que priorizam a identificação e tratamento de lesões que ameaçam a vida nas
fases iniciais do atendimento intra-hospitalar.
A rápida identificação e intervenção são cruciais para prevenir o aumento da pressão
intracraniana e outras complicações fatais, melhorando o prognóstico do paciente.
Referência:
AMERICAN COLLEGE OF SURGEONS. Advanced trauma life support (ATLS) student
course manual. 10. ed. Chicago: American College of Surgeons, 2018.
11ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Antes da inserção do DIU, é fundamental excluir a possibilidade de gravidez e garantir que não
haja fatores de risco significativos para doenças como o câncer cervical, que poderiam
contraindicar o procedimento. O teste de gravidez e o exame físico são medidas padrão nessa
avaliação.
As demais alternativas estão incorretas, pois:
A prescrição de antibiótico profilático não é recomendada de rotina antes da inserção de DIU, a
menos que a paciente tenha fatores de risco específicos para infecção.
A ultrassonografia transvaginal para avaliar malformações uterinas não é uma prática padrão
antes da inserção do DIU em pacientes sem histórico de problemas uterinos ou menstruações
anormais.
A inserção durante o período menstrual pode ser realizada, mas a orientação sobre dor e
sangramento não é suficiente para garantir a segurança do procedimento, especialmente sem a
exclusão de uma possível gravidez ou IST.
Testes para HIV e sífilis são importantes em determinadas situações, mas não são necessários
de rotina antes da inserção do DIU, a menos que haja uma suspeita clínica de infecção ativa.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa. Protocolos da
Atenção Básica: Saúde das Mulheres. Brasília, DF, 2016. 230 p.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. Manual Técnico para Profissionais de Saúde – DIU com Cobre
TCu 380 A. Brasília, DF, 2018. 32 p.
LATHAM, R. H. et al. Intrauterine Devices: Mechanism of Action, Safety, and Efficacy. American
Journal of Obstetrics & Gynecology, v. 222, n. 6, p. 493-499, 2020.
12ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A resposta correta contempla os hormônios GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) e
hormônio folículo estimulante (FSH), pois o GnRH é sintetizado pelo hipotálamo, que estimula a
glândula hipófise a liberar os hormônios FSH e LH. Sendo GnRH o responsável por regular a
atividade das glândulas sexuais (gônadas), quaisquer alterações, como o hipogonadismo,
precisam ser investigadas e diagnosticadas. Além de haver a necessidade de realizar exame de
contagem de espermatozoide para verificar a função hipofisária para a produção de FSH.
Referência:
MOURÃO Jr., C. A. Fisiologia Humana. Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788527737401.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737401/. Acesso em: 20
mar. 2024.
13ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Manejo de cálculos16ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A dor torácica aguda grave pode ser um sintoma de várias condições potencialmente graves,
incluindo infarto agudo do miocárdio (IAM), dissecção da aorta, embolia pulmonar e outras
emergências médicas. O manejo inicial deve ser direcionado para aliviar a dor e estabilizar o
paciente enquanto se aguardam investigações diagnósticas adicionais.
A tomografia computadorizada do tórax pode ser útil em alguns casos para avaliar outras causas
de dor torácica aguda, mas não é indicada como a primeira medida no manejo de uma condição
potencialmente grave como o IAM.
A nitroglicerina sublingual é um vasodilatador coronariano comumente utilizado no tratamento da
angina e do IAM. A sua administração sublingual proporciona alívio rápido da dor torácica,
especialmente se esta for de origem cardíaca isquêmica. Portanto, iniciar nitroglicerina sublingual
para alívio imediato da dor é a conduta mais apropriada enquanto se aguarda uma avaliação
diagnóstica mais completa e o tratamento definitivo.
A prescrição de oxigênio suplementar por cânula nasal pode ser benéfica se houver suspeita de
hipoxemia, mas não é a principal intervenção para alívio da dor em um contexto de dor torácica
aguda grave.
Realizar uma ecocardiografia transtorácica pode servir para avaliar a função cardíaca, mas não é
a primeira medida a ser tomada no manejo da dor torácica aguda grave, que requer intervenções
imediatas para alívio da dor e estabilização do paciente.
A administração de um anti-inflamatório não esteroide (AINE) por via oral pode não ser eficaz o
suficiente para controlar a dor aguda e não é apropriada como primeira linha de tratamento para
condições cardiovasculares graves.
Referência:
WALLS, R. M.; HOCKBERGER, R. S; GAUSCHE-HILL, M. Chest Pain and Acute Coronary
Syndromes (Capítulo 36). In: ____________. Rosen's Emergency Medicine: Concepts and
Clinical Practice. 9th ed.
17ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A paciente citada na questão apresenta-se em puerpério fisiológico. Porém, apresenta alto risco
para tromboembolismo venoso (obesa e com história prévia de TEV). Naquelas pacientes com
qualquer um dos fatores de alto risco persistentes para trombose, como no caso acima, a
anticoagulação profilática com heparina não fracionada deve ser mantida pelo período completo
de puerpério (seis semanas após o parto).
Referências:
Prevenção do tromboembolismo na gestante hospitalizada e no puerpério. Protocolos Febrasgo
Obstetrícia, n° 58, 2021.
FERNANDES, Cesar Eduardo; SÁ, Felipe da Silva; SILVA FILHO, Agnaldo Lopes [et al.]. Tratado
de ginecologia Febrasgo. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
18ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Os coxibes são inibidores seletivos da COX-2, uma enzima envolvida na produção de
prostaglandinas inflamatórias. Enquanto a inibição da COX-2 alivia a dor e a inflamação, ela
também reduz a síntese de prostaciclina, uma prostaglandina vasodilatadora e antitrombótica que
protege o sistema cardiovascular. Ao preservar a ação da COX-1, que promove a produção de
tromboxano (um agente vasoconstritor e pró-coagulante), os coxibes criam um desequilíbrio entre
prostaciclina e tromboxano. Esse desequilíbrio favorece a vasoconstrição, aumenta a resistência
vascular periférica e a retenção de sódio e água, resultando em hipertensão, edema e maior risco
de eventos cardiovasculares, especialmente em pacientes com histórico de hipertensão.
Referência:
Hilal-Dandan, Randa, e Laurence Brunton. Manual de farmacologia e terapêutica de Goodman
& Gilman. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd edição). Grupo A, 2015.
19ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Temos um paciente com uma variedade de sintomas , apresentando um histórico de doenças
auto-imunes ( vitiligo e Tireoidite de Hashimoto ) evoluindo com piora dos sintomas e hipotensão. 
Fraqueza, fadiga, perda ponderal, náuseas e hiperpigmentação são achados frequentes em
paciente com insuficiência adrenal primária. 
Os achados laboratoriais são hiponatremia, hipercalemia, hipoglicemia e eosinofilia inexplicada. 
No caso nós temos um quadro de insuficiência adrenal primária com sintomas crônicos que
evoluiu com quadro de sintomas agudos que pode ser desencadeado por insultos infecciosos ; no
caso nós temos a presença de sintomas de amigdalite com febre e presença de exsudato
purulento em amígdalas. 
Nos quadros agudos a abordagem inicial, além da estabilização do paciente consiste na infusão
de hidrocortisona 100 mg IV em bolus seguido de manutenção com 50-100 mg IV de 6/6 h ,
podendo ser reduzida após 48-72 h conforme a evolução do paciente e correção do fator
precipitante. 
Como temos um paciente com instabilidade hemodinâmica ( PA 80 x 40 mmHg ) , com uma crise
adrenal devemos iniciar a reposição empírica com hidrocortisona imediatamente , com
investigação após a estabilização do paciente. 
Nesses pacientes , podemos ter um quadro de choque refratário à infusão de volume
necessitando do uso de corticoesteróides precocemente e não de aminas vasoativas. 
O teste da cortrosina com uso de 250 microgramas endovenoso e posterior dosagem de cortisol
plasmático após 30 a 60 minutos deve ser realizado inicialmente nos pacientes com estabilidade
hemodinâmica para avaliar se há insuficiência adrenal ou não. 
A avidez por sal é um sintoma comum nos pacientes com insuficiência adrenal crônica 
LOSCALZO, Joseph; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; et al. Medicina Interna de
Harrison. Porto Alegre: Grupo A, 2024, p. 2992-2997. E-book. ISBN 9786558040231. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786558040231/. 
20ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A paciente apresenta ascite e história prévia de etilismo. Além disso, tem hipoalbuminemia.
A hipoalbuminemia provocada pela deficiente síntese de albumina reduz a pressão oncótica do
plasma e concorre para a formação do edema.
REFERÊNCIAS:
COELHO, Eduardo Barbosa. Mecanismos de formação de edemas. Medicina (Ribeirão Preto), v.
37, n. 3/4, p. 189-198, 2004.
DA SILVA, LEONARDO SOARES. MANEJO PRÁTICO DA ASCITE.
BRITO, Ana Paula Santos Oliveira et al. Manejo da Ascite: revisão sistemática da
literatura. Brazilian Journal of Health Review, v. 5, n. 1, p. 3022-3031, 2022.
21ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O paciente apresenta um quadro de diverticulite aguda complicada, classificada como estágio IV
de Hinchey, que envolve perfuração colônica com peritonite fecal difusa. Este estágio é uma
emergência cirúrgica, e a conduta padrão recomendada é a cirurgia de Hartmann. Este
procedimento envolve a ressecção do segmento de cólon perfurado, a criação de uma colostomia
terminal e o fechamento do coto retal, o que ajuda a controlar a infecção peritoneal e estabilizar o
paciente. O risco de complicações em uma anastomose primária neste contexto é elevado, razão
pela qual a cirurgia de Hartmann é preferida.
Análise dos distratores:
A drenagem percutânea pode ser indicada para abscessos localizados em estágios
menos avançados, mas não é adequada para peritonite fecal difusa.
A laparoscopia diagnóstica pode ser útil para estágios iniciais ou quando o diagnóstico é
incerto, mas a cirurgia aberta é preferida em casos de peritonite generalizada.
A observação clínica em casos de peritonite fecal é inadequada, pois pode levar à
deterioração do paciente; a intervenção cirúrgica imediata é necessária.
A anastomose primária não é recomendada em casos de peritonite fecal devido ao alto
risco de deiscência e complicações.
Referências:
AMERICAN SOCIETY OF COLON AND RECTAL SURGEONS (ASCRS). Clinical practice
guidelines for colonic diverticulitis.Diseases of the Colon & Rectum, v. 61, n. 3, p. 284-303,
2018. Disponível em:
https://journals.lww.com/dcrjournal/Fulltext/2018/03000/Clinical_Practice_Guidelines_for_Colonic.6
.aspx. Acesso em: 14 ago. 2024.
WORLD SOCIETY OF EMERGENCY SURGERY (WSES). WSES guidelines for the treatment of
acute diverticulitis. World Journal of Emergency Surgery, v. 14, p. 1-22, 2019. Disponível em:
https://wjps.springeropen.com/articles/10.1186/s13017-019-0278-2. Acesso em: 14 ago. 2024.
22ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
De acordo com o Protocolo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) 2022, o Teste do
Coraçãozinho é utilizado para triagem de cardiopatias congênitas críticas em recém-nascidos. A
saturação de oxigênio é medida na mão direita (pré-ductal) e em um dos membros inferiores
(pós-ductal). Os valores obtidos são analisados para determinar a classificação do teste:
Teste Negativo: SpO2 maior ou igual a 95% em ambas as extremidades e diferença
menor ou igual a 3% entre as medições.
Teste Positivo: SpO2 menor ou igual a 89% em qualquer extremidade. 
Teste Duvidoso: SpO2 entre 90% e 94% em qualquer extremidade ou diferença maior
ou igual a 4% entre as medições.
Portanto, a opção correta é teste positivo, deve-se realizar avaliação neonatal e cardiológica
completa.
Referência:
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Protocolo do Teste do Coraçãozinho.
Departamento Científico de Cardiologia e Neonatologia. 2019-2021. Disponível em:
https://www.sbp.com.br. Acesso em: 23 ago. 2024
23ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O caso trata-se de sífilis congênita e, como é relatada a impossibilidade de coletar o líquor no
serviço, não pode ser descartada a hipótese de neurossífilis. Dessa forma, o tratamento
preconizado é Penicilina Cristalina durante 10 dias, pois a penicilina cristalina é a única que
atravessa a barreira hematoencefálica em concentrações terapêuticas, o que não ocorre com as
demais penicilinas. Os exames preconizados no recém-nascido com sífilis congênita são
hemograma, RX de ossos longos, USG transfontanela (caso o líquor esteja alterado), função
hepática, glicemia, análise do líquor, além da avaliação audiológica e oftalmológica. A sífilis
congênita não tratada pode levar a complicações graves, como acometimento neurológico,
deficiência auditiva, cegueira e anomalias ósseas.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de
Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes
Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis –
IST [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 211 p.: il. Modo de acesso:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_atecao_integral_ist.pdf. ISBN 978-
65-5993-276-4.
Tratado de Pediatria / organização Sociedade Brasileira de Pediatria. 5ª ed. Barueri: Manole, 2022.
24ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O CA-19.9 (Antígeno Carboidrato 19.9) é o marcador tumoral mais amplamente utilizado para
monitorar a recidiva e a resposta ao tratamento no câncer de pâncreas. Embora o CA-19.9 não
seja específico apenas para o câncer de pâncreas, ele é frequentemente elevado em pacientes
com esta doença e pode ser utilizado para detectar a recorrência do tumor após o tratamento. A
elevação dos níveis de CA-19.9 no seguimento de um paciente pode sugerir a recidiva da doença,
orientando a necessidade de investigação adicional e ajuste terapêutico. Outros marcadores,
como PSA, CEA, AFP e CA-125, são utilizados para outros tipos de câncer e não são indicados
para o monitoramento do câncer de pâncreas.
Referências:
NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology (NCCN Guidelines®) – Pancreatic
Adenocarcinoma, Version 2.2024. National Comprehensive Cancer Network, 2024. Disponível
em: https://www.nccn.org/professionals/physician_gls/pdf/pancreatic.pdf. Acesso em: 20 ago.
2024.
MOORE, Keith L.; DALLEY, Arthur F.; AGUR, Anne M. R. Anatomia orientada para a clínica. 8.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. Cap. 4, p. 256-259.
25ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
I. A maioria dos óbitos maternos registrados no Brasil é por causas evitáveis, que não refletem
necessariamente a ineficiência da atenção à saúde da mulher no período gravídico-puerperal.
(CORRETA) – Geralmente, os óbitos maternos são causados por complicações evitáveis e
muitas vezes refletem desafios na assistência à saúde da mulher durante a gravidez, o parto e o
pós-parto. A ineficiência dos serviços de saúde pode contribuir para esses óbitos.
II. Um indicador de mortalidade materna é a razão entre o número de óbitos maternos em
decorrência da gestação ou parto e o número de crianças nascidas vivas no mesmo período.
(CORRETA) – A razão de mortalidade materna é de fato calculada dessa forma, relacionando o
número de óbitos maternos ao número de nascidos vivos, sendo um indicador-chave para avaliar
a qualidade da assistência materna.
III. No período gestacional, a realização de 6 ou mais consultas pré-natais é um indicador de
qualidade da assistência. (CORRETA) – O adequado acompanhamento pré-natal, com um
mínimo de 6 consultas, é considerado um indicador de boa qualidade da assistência materna,
permitindo a identificação precoce de possíveis complicações e o planejamento do parto.
IV. A inclusão de acompanhantes de livre escolha da mulher, nas unidades hospitalares, durante
o pré-parto, o parto e o pós-parto é um indicador de humanização da atenção ao parto.
(CORRETA) – A presença de acompanhantes escolhidos pela mulher durante o ciclo gravídico-
puerperal contribui para humanizar o atendimento, fortalecer o vínculo mãe-bebê e garantir maior
conforto emocional durante o processo de parto e pós-parto.
Referências:
CASTRO, Lúcia Maria Xavier de; SIMONETTI, Maria Cecília Moraes; ARAÚJO, Maria José de
Oliveira. Monitoramento e acompanhamento da Política Nacional de Atenção Integral à
Saúde da Mulher PNAISM e do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres PNPM.
Brasília; s.n; nov. 2015. 46 p. Folhetotab. Disponível em:
https://pesquisa.bvsalud.org/bvsms/resource/pt/mis-37905. Acesso em: 27 mar. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. Política nacional de atenção integral à saúde da mulher:
princípios e diretrizes. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 80p.
BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: MS; 2012.
(Caderno de Atenção Básica n. 32).
BRASIL. Ministério da Saúde (MS). Portaria no 569, de 1o de junho de 2000. Institui o Programa
de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN). Diário Oficial da União; 2000.
26ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Essa paciente apresenta um quadro clínico clássico de Síndrome HELLP, onde a diminuição dos
níveis de plaquetas, menores que 100.000, é um sinal comum, assim como a redução do
fibrinogênio e o aumento do tempo de protrombina. O comprometimento hepático se manifesta
inicialmente com a elevação das enzimas hepáticas (TGO e TGP), e clinicamente chama a
atenção a presença de icterícia (aumento da bilirrubina direta). A alteração principal e mais
precoce é a trombocitopenia, sendo que as alterações de protrombina, tromboplastina e
fibrinogênio ocorrem em fases mais avançadas.
Referência:
FERNANDES, Cesar Eduardo; SILVA DE SÁ, Marcos Felipe; MARIANI NETO, Corintio (Coord.).
Tratado de obstetrícia Febrasgo. 1. ed. [Reimpr.]. Riode Janeiro: GEN | Grupo Editorial
Nacional, 2021. il. Capítulo 29, p. 270-276.
27ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Iniciar inibidor da bomba de prótons em dose plena e recomendar perda de peso, evitando
alimentos desencadeantes, para controle efetivo dos sintomas e melhora a longo prazo é a
resposta correta. Inibidores da bomba de prótons são o tratamento de escolha para DRGE,
associados a mudanças no estilo de vida, como perda de peso e evitar alimentos que
desencadeiam os sintomas.
Ressalta-se ainda:
Antiácidos oferecem alívio rápido, mas não tratam a causa subjacente da DRGE.
Alterações no estilo de vida são fundamentais para o manejo efetivo a longo prazo.
Bloqueadores H2 são menos eficazes do que inibidores da bomba de prótons. Uma
dieta líquida não é uma abordagem prática ou eficaz a longo prazo.
Procinéticos não são o tratamento inicial preferido para DRGE, a menos que haja
evidência de esvaziamento gástrico retardado, e inibidores da bomba de prótons são
mais eficazes.
Cirurgia é indicada para casos refratários ao tratamento medicamentoso ou preferida
por pacientes que não desejam medicamentos a longo prazo, não como primeira linha
de tratamento.
Referência:
DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo Friche. Gastroenterologia essencial. 4. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. 1006 p.
28ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Área: Ginecologia e Obstetrícia
Subárea: Obstetrícia. Assistência Pré-Natal
Tema: Diabetes Gestacional
A dosagem da glicose de jejum é o método utilizado atualmente para o diagnóstico do diabetes
gestacional. Dosagem acima de 92 mg/dL e inferior a 126 mg/dL, na primeira consulta, permite
fazer o diagnóstico de diabetes gestacional. Essa definição inclui o diagnóstico realizado pela
primeira vez na gravidez. Basta dosar uma única vez no início da gravidez. Quando o resultado é
inferior a 92 mg/dL, é necessário realizar o Teste de Tolerância à Glicose com 75 g, entre 24-28
semanas de gestação. A hemoglobina glicada não serve para o diagnóstico do diabetes
gestacional.
REFERÊNCIA:
Cunningham, F.G., Leveno, K.J., Bloom, S.; JL. Williams. Obstetrics. 26th Ed. Mc Graw Hill. New
York, 2022.
29ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O derrame pleural neoplásico representa metástase do tumor primário pulmonar, portanto a
doença se encontra no estágio IV. 
O derrame pleural não configura invasão local, e sim metástase.
Segue o estadiamento em detalhes, para justificar as demais alternativas, como incorretas.
Referências:
Imaging of Lung Cancer Staging. Semin Respir Crit Care Med, v. 43, p. 862-873, 2022.
FILHO, Darcy Ribeiro P.; CAMARGO, José J. Cirurgia Torácica Contemporânea. Rio de
Janeiro: Thieme Brazil, 2019. p. 279-284. E-book. ISBN 9788554651909. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788554651909/.
30ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A síndrome de Down, também conhecida como trissomia do cromossomo 21, ocorre devido a
uma alteração no número de cromossomos, onde há uma cópia extra do cromossomo 21. Isso
resulta em um total de 47 cromossomos em vez dos 46. A maioria dos casos de síndrome de
Down é causada por essa trissomia, que ocorre devido a um erro na divisão celular durante a
formação dos gametas (óvulo ou espermatozoide). Outras opções listadas, como mutações
pontuais, deleções, duplicações e translocações, são associadas a outras síndromes genéticas,
mas não à síndrome de Down.
Referências:
ALLEN, E. G.; RUSSELL, M.; HALL, J. G. Genética médica: uma introdução. 2. ed. São Paulo:
Editora Atheneu, 2020. Cap. 7, p. 245-258.
MALINOWSKI, K. R.; ZANARDI, A. S. Genética e genética molecular: princípios e práticas. 3.
ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. Cap. 5, p. 301-315.
MORGAN, T. H.; BAKER, M. B. Genetics: analysis and principles. 4. ed. Cambridge: Cambridge
University Press, 2016. Cap. 8, p. 113-130. 4. NIH - NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. Down
syndrome. Disponível em: https://www.nih.gov/health-information/down-syndrome. Acesso em:
20 ago. 2024.
31ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Esta questão aborda um caso clínico típico de parasitose intestinal em crianças, com sintomas
clássicos como prurido anal noturno, que é altamente sugestivo de Enterobius vermicularis.
Enterobius vermicularis (oxiúro): É o parasita mais comum em crianças, causando
prurido anal intenso devido à deposição de ovos na região perianal durante a noite.
Outros sintomas como dor abdominal e emagrecimento podem estar presentes, mas
são menos específicos.
As demais opções:
Giardia lamblia: Geralmente causa diarreia crônica, má absorção e
distensão abdominal.
Entamoeba histolytica: Pode causar diarreia sanguinolenta e abscessos
hepáticos.
Ascaris lumbricoides: Pode causar dor abdominal, vômitos e obstrução
intestinal, mas o prurido anal não é um sintoma característico.
Cryptosporidium parvum: Causa diarreia aquosa, frequentemente em
imunocomprometidos.
Referência:
JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. v
2. Editora Manole, 2021. Ebook.
32ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A torção testicular é uma emergência urológica que requer intervenção cirúrgica imediata para
preservar a viabilidade do testículo. O tempo é um fator crucial, pois a viabilidade do testículo
diminui significativamente após seis horas de isquemia. Embora o ultrassom com Doppler seja útil
para confirmar o diagnóstico, a decisão de operar deve ser baseada na suspeita clínica,
especialmente em casos de alta probabilidade de torção testicular. A observação prolongada ou o
tratamento sintomático atrasam o tratamento definitivo, aumentando o risco de perda do testículo.
No câncer de testículo, pode não haver dor. A massa tem um início gradual e pode ser um
achado incidental ao exame físico. Nem sempre está associada à dor testicular de início súbito,
exceto quando há epidídimo-orquite ou hemorragia intratumoral.
Na hérnia inguinal, pode haver uma história de levantamento de peso ou cirurgia prévia. Pode-se
detectar uma massa no canal inguinal que pode ser não redutível. Edema inguinoescrotal com
incapacidade de apalpar o cordão espermático na parte superior pode estar presente. Ao exame
físico, pode-se observar um posicionamento normal e um reflexo cremastérico preservado.
Na orquite/epididimite, a dor é localizada na parte inferior e posterior do testículo. A dor e o edema
geralmente se desenvolvem ao longo de alguns dias, diferentemente da torção testicular, que tem
início súbito. O epidídimo pode ser sentido como uma estrutura tubular situada na face posterior
dos testículos. Na epidídimo-orquite, haverá um aumento difuso dos testículos.
Micções frequentes e dolorosas são características comuns da infecção do trato urinário inferior,
que pode estar associada à epididimite.
Referências:
BMJ Best Practice. Torção testicular. 03 de abril de 2024. Disponível em:
https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/3000123. Acesso em: 26 ago. 2024.
DOENÇAS cirúrgicas da criança e do adolescente. Coordenação Uenis Tannuri, Ana Cristina
Aoun Tannuri. 2. ed. Barueri, SP: Manole, 2020.
33ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
REFERÊNCIA
HERRING, Guilherme. Radiologia Básica - Aspectos Fundamentais . [Digite o Local da Editora]:
Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158719. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158719/.Acesso em: 03 mar. 2023.
Página 2: no RX o ar é o tom mais escuro possível (menos denso). Líquidos (p. ex., sangue) e
tecidos moles (p. ex., músculo) têm a mesma densidade nas radiografias convencionais,
aparecem mais brancas, pois tem densidade maior.
Página 3: Substâncias menos densas, que absorvem menos raios X, têm números de TC baixos.
Diz-se que elas apresentam atenuação diminuída e são exibidas como densidades mais escuras
nas imagens de TC. Nas radiografias convencionais, essas substâncias (como ar e gordura)
também parecem mais pretas e têm densidade diminuída (ou maior radiolucência).
Página 61: À medida que o derrame subpulmonar aumenta em volume, ele primeiro preenche e,
assim, vela o seio costofrênico posterior, visível na incidência em perfil do tórax. Isso ocorre com
aproximadamente 75 mℓ de líquido. Quando o derrame alcança um volume de cerca de 300 mℓ,
vela o seio costofrênico lateral, visível na radiografia de tórax em PA.
Página 65: derrame pleural se acumula na região dorsal.
Página 280: a identificação da linha pleural visceral no RX do tórax faz o diagnóstico definitivo de
um pneumotórax.
Página 281: na TC do tórax o paciente encontra-se em decúbito dorsal, no pneumotórax o ar
acumula anteriormente.
34ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A hiperplasia adrenal congênita devido à deficiência de 21-hidroxilase resulta em uma interrupção
na produção de cortisol e aldosterona, com acúmulo de 17-hidroxiprogesterona, que é convertida
em andrógenos. Esse excesso de andrógenos causa virilização dos genitais em recém-nascidos.
O tratamento inicial adequado para HAC com genitália ambígua é a administração de
glicocorticoides (como a hidrocortisona) para substituir o cortisol deficiente e reduzir a produção
excessiva de andrógenos, ajudando a normalizar a ambiguidade genital e prevenir complicações
associadas. As outras alternativas são incorretas, pois abordam deficiências enzimáticas e
tratamentos que não se aplicam corretamente ao contexto da HAC associada à deficiência de 21-
hidroxilase.
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Referências:
JUNQUEIRA, Luiz Carlos U.; CARNEIRO, José. Histologia Básica: Texto e Atlas. Rio de
Janeiro: Grupo GEN, 2023. E-book. ISBN 9788527739283. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527739283/. Acesso em: 26 jul. 2024.
CAMPOS JÚNIOR, Dioclécio; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de
pediatria. v.1. Barueri: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555767476/. Acesso em: 26 jul. 2024.
35ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Resposta correta: Preparação – a pessoa passa a dar os primeiros passos para a cessação do
tabagismo. O médico deve realizar uma entrevista motivacional, que ajude o paciente a
reconhecer e fazer algo a respeito de seu problema.
Resposta comentada: O modelo transteórico comportamental de Proschaska et al. classifica as
pessoas em cinco estágios de mudança:
1. Pré-contemplação: A pessoa não cogita parar de fumar, mesmo sendo aconselhada
sobre os benefícios da cessação do tabagismo. O profissional deve realizar uma
abordagem mínima, frisando a importância de parar de fumar e os benefícios
associados, para que a pessoa possa considerar a ideia.
2. Contemplação: A pessoa admite que fumar é um problema, mas tem medo de dar os
primeiros passos para parar. O fumante demonstra ambivalência quanto à mudança.
Nesse estágio, a pessoa está mais suscetível à mudança, precisando de apoio,
estímulo e orientação. Identificar barreiras e esclarecer dúvidas são fundamentais.
3. Preparação: A pessoa começa a tomar medidas para cessar o tabagismo, como
controlar o número de cigarros fumados, estabelecer horários para fumar ou buscar
ajuda profissional. O médico pode utilizar a entrevista motivacional para ajudar a
pessoa a reconhecer e agir sobre seus problemas, incluindo o processo de
ambivalência em relação à mudança de comportamento.
4. Ação: A pessoa adota atitudes específicas e para de fumar. O profissional deve
estimular a mudança, entender o processo e abordar os riscos de recaída. É
importante parabenizar a pessoa por essa conquista, destacando os benefícios
percebidos desde a interrupção do tabagismo.
5. Manutenção: A pessoa deve prevenir recaídas, utilizando estratégias aprendidas.
Destacar os benefícios da cessação do tabagismo é fundamental para a manutenção
da mudança.
Entrevista motivacional: Para pacientes com ambivalência em relação ao tabagismo, a
entrevista motivacional é uma técnica útil para auxiliar na mudança de comportamento.
É recomendada a revisão da história pessoal e avaliação detalhada dos medicamentos em uso,
especialmente para evitar interações medicamentosas. Por exemplo, a bupropiona é
contraindicada para pessoas com antecedentes de crises convulsivas, como no caso de
pacientes epilépticos.
Referências:
GUSSO, Gustavo; LOPES, José M. C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e
comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Grupo A, 2019. 2 v. E-book. ISBN
9788582715369. Cap. 242. Disponível em: Minha Biblioteca. Acesso em: 25 jul. 2024.
GUSSO, Gustavo; LOPES, José M. C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e
comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Grupo A, 2019. 2 v. E-book. ISBN
9788582715369. Cap. 75. Disponível em: Minha Biblioteca. Acesso em: 25 jul. 2024.
36ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Estamos diante de um paciente com fatores de risco para o desenvolvimento de insuficiência
renal, que apresenta elevação das escórias nitrogenadas associada a hipercalemia confirmada
laboratorialmente, além de critérios de hipercalemia grave.
O potássio é um íon predominantemente intracelular, com faixa normal geralmente entre 3,5 e 5,0
mmol/L.
Em casos em que há alterações eletrocardiográficas, como a presença de ondas T apiculadas, a
situação é considerada grave. Nessas situações, antes de adotar medidas para reduzir a calemia,
é necessário realizar uma terapia para estabilizar os efeitos elétricos na excitação das células
cardíacas.
O gluconato de cálcio a 10% deve ser infundido com o objetivo de agir sobre a excitabilidade
cardíaca. Embora não tenha efeito na redução da hipercalemia, deve ser a primeira medida
adotada em casos de hipercalemia grave, sendo, portanto, a alternativa correta.
A terapia renal substitutiva (hemodiálise) para casos de hipercalemia deve ser considerada
naqueles com hipercalemia refratária a outras medidas, como o uso de glicoinsulinoterapia
(também conhecida como solução polarizante), agonistas beta-adrenérgicos ou bicarbonato de
sódio.
A furosemida, um diurético de alça, atua reduzindo o potássio do organismo por meio da
eliminação renal. Deve ser usada em casos de função renal normal ou moderadamente
comprometida, bem como em casos em que o paciente apresente diurese.
Referência:
GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN,
2022. p. 800-805. E-book. ISBN 9788595159297. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/.
37ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Incorreto. A criança apresenta sinais de gravidade, como saturação de oxigêniode sinais de insuficiência respiratória (saturação de 89%, taquipneia) exige internação e
suporte ventilatório. A conduta ambulatorial não é adequada.
Incorreto. A bronquiolite é uma infecção viral, e o uso de antibióticos não é indicado a menos que
haja suspeita de coinfecção bacteriana, o que não é claramente sugerido no quadro apresentado.
Além disso, o quadro exige internação, não apenas tratamento ambulatorial.
Correto. A saturação de oxigênio abaixo de 90%, taquipneia (60 irpm), e retração subcostal são
sinais de gravidade que indicam insuficiência respiratória. A internação é necessária para oferecer
oxigenoterapia e monitorar a evolução do quadro, prevenindo complicações.
Incorreto. Embora o corticosteroide possa ser considerado em situações muito específicas, ele
não é recomendado rotineiramente em bronquiolite. Manter a criança em observação na sala de
emergência sem indicar internação pode atrasar o tratamento adequado, considerando os sinais
de gravidade.
Referências: 
JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. 5ª
edição. Barueri -SP: editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476.
Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. (2013).
Protocolo de Manejo Clínico da Infecção Respiratória Aguda Grave Potencialmente Causada pelo
Vírus Influenza. Brasília: Ministério da Saúde.
Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). (2017). Diretrizes para o Manejo da Bronquiolite Aguda.
São Paulo: SBP.
38ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Proporcionar um ambiente seguro e acolhedor, explicando todos os procedimentos e
obtendo o consentimento informado antes de qualquer intervenção.
Justificativa:
O atendimento a uma mulher vítima de violência sexual deve ser conduzido com extrema
sensibilidade e respeito aos princípios éticos e legais. A prioridade deve ser:
1. Ambiente seguro e acolhedor: Proporcionar um ambiente seguro e acolhedor é
fundamental para que a paciente se sinta confortável e possa relatar o ocorrido sem
medo de julgamento ou represálias.
2. Consentimento informado: Explicar todos os procedimentos de forma clara e obter o
consentimento informado antes de qualquer intervenção é essencial. A paciente deve
ter autonomia sobre o que será feito em seu corpo e deve estar ciente das opções
disponíveis.
3. Respeito à autonomia: Respeitar a autonomia da paciente é um princípio ético
fundamental. Isso inclui respeitar sua decisão de aceitar ou recusar qualquer parte do
atendimento, incluindo a coleta de evidências forenses e a notificação às autoridades.
4. Evitar revitimização: O médico deve evitar qualquer ação que possa causar
revitimização, como realizar procedimentos invasivos sem o consentimento ou omitir
informações importantes sobre o processo de atendimento e suas opções.
5. Informação e apoio: Informar a paciente sobre a disponibilidade de apoio psicológico e
social, além das medidas profiláticas para doenças sexualmente transmissíveis e
contracepção de emergência, mas sempre respeitando sua escolha de aceitar ou não
essas intervenções.
Referência:
SANTOS, Adriano Paião dos. Urgências e Emergências em Ginecologia e Obstetrícia. Barueri:
Editora Manole, 2018. E-book. ISBN 9786555762198. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555762198/. Acesso em: 08 ago. 2024.
39ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A alternativa “Recomendar uma dieta rica em frutas, vegetais e alimentos orgânicos” é a mais
adequada. Essa resposta está alinhada com os conceitos de saúde planetária, que envolvem a
interconexão entre a saúde humana e a saúde do planeta. Nesse contexto, recomendar uma dieta
rica em alimentos naturais, como frutas, vegetais e alimentos orgânicos, não só promove a saúde
individual de João, mas também contribui para a redução da pegada ambiental. A produção de
alimentos orgânicos geralmente envolve práticas agrícolas mais sustentáveis, com menor uso de
agrotóxicos e menor impacto ambiental em comparação com a produção convencional. As outras
opções não estão diretamente relacionadas às preocupações ambientais e de saúde global.
Considerando que os principais fatores de risco associados às doenças crônicas são dieta,
sedentarismo e poluição ambiental, os profissionais de APS podem fazer recomendações clínicas
que promovam o gerenciamento dos fatores de risco evitáveis.
Referência:
DUCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em
evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5ª edição). Grupo A, 2022. (Cap. 6).
40ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Cetoacidose diabética é uma complicação grave que pode ocorrer na evolução do diabetes
mellitus tipo 1 e 2. Apresenta-se com poliúria, polidipsia e desidratação decorrente de glicosúria;
perda de peso; dor abdominal; náuseas; vômitos; taquipneia (respiração de Kussmaul); e
alteração do estado de consciência devido à cetonúria. Critérios laboratoriais incluem glicemia >
200 mg/dL, pH 
80 mg/dL). A terapêutica inicial deve ser a fluidoterapia na primeira hora. A insulinoterapia só deve
ser iniciada após 1 hora de reposição volêmica adequada. As principais complicações são
hipoglicemia e edema cerebral.
Incorreta: Abdome agudo. Não há febre, o abdome é indolor e há história de início há 3 semanas.
Incorreta: Intoxicação por salicilato. Pode levar à acidose, mas a história seria aguda e não de 3
semanas.
Incorreta: Sepse. Embora a sepse possa ser uma causa de descompensação no diabetes tipo 1,
não há febre, disúria ou outros sintomas sugestivos de quadro infeccioso.
Referência:
MARTIN, J. G.; CARPI, M. F.; FIORETTO, J. R. Manual de Emergência em Pediatria. 1ª ed.
Rio de Janeiro: Atheneu, 2022. p. 477-484.
41ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A resposta correta é “Elaborar um plano de ação baseado em mapas de risco que identifiquem as
vulnerabilidades específicas e peculiaridades culturais de cada aldeia.” A territorialização de
riscos em distritos sanitários, especialmente em contextos indígenas, requer uma análise
detalhada das especificidades locais. O uso de mapas de risco permite identificar as
vulnerabilidades de cada território, levando em consideração fatores geográficos, sociais, culturais
e ambientais.
A opção “Aplicar um protocolo de atendimento para toda a população do Distrito Sanitário Especial
Indígena, priorizando a padronização dos serviços.” pode ser limitada, pois não considera as
particularidades de cada aldeia e seus riscos específicos. A padronização pode não ser eficaz
para atender às necessidades variadas das comunidades indígenas.
A opção “Concentrar os esforços nas aldeias com maior número de habitantes em um primeiro
momento, seguindo os dados atualizados do CENSO dos povos originários.” tem limitações,
aldeias menores podem enfrentar riscos específicos que merecem atenção. Ignorá-las pode
resultar em lacunas na assistência.
A opção “Basear as estratégias de intervenção em dados amplos e abrangentes, com foco em
diretrizes nacionais, como principal referência para o planejamento.” Tem suas peculiaridades,
pois embora dados amplos sejam importantes, a abordagem deve ser complementada com
informações específicas de cada aldeia. Apenas seguir diretrizes nacionais pode não ser
suficiente.
A opção “Priorizar intervenções voltadas a doenças transmissíveis, considerando-as o principal
fator de risco a ser abordado nas comunidades.” traz uma abordagem minimizada, embora
doenças transmissíveis sejam relevantes, outras questões de saúde também devem ser
consideradas.Uma abordagem mais abrangente é necessária.
Referências:
GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e
comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-
book. ISBN 9788582715369. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/.
42ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A doença do refluxo gastroesofágico é frequentemente causada por um relaxamento inadequado
do esfíncter esofágico inferior, o que permite que o conteúdo ácido do estômago reflua para o
esôfago. Isso leva a sintomas como dor epigástrica e regurgitação, e a endoscopia pode revelar
erosões na mucosa esofágica devido à exposição ao ácido gástrico.
Referência:
HANSEL, Donna E.; DINTZIS, Renee Z. Fundamentos de Rubin - Patologia. Rio de Janeiro:
Grupo GEN, 2007. E-book. ISBN 978-85-277-2491-3. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-2491-3/. Acesso em: 26 jul. 2024.
43ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A síndrome nefrítica aguda geralmente se apresenta com o início súbito de hematúria (macro ou
microscópica), proteinúria pouco intensa, diminuição da taxa de filtração glomerular (variedade de
graus de insuficiência renal) e retenção de sódio e água. Esses sintomas frequentemente
resultam em pressão arterial elevada e edema. Em crianças, a causa mais comum de síndrome
nefrítica aguda é a glomerulonefrite pós-estreptocócica.
Referência:
JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de Pediatria. v.
2. Barueri: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767483. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555767483/. Acesso em: 09 ago. 2024.
44ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A fórmula de Parkland é um método consagrado para o cálculo da reposição hídrica em pacientes
com grandes queimaduras, baseando-se na extensão da área queimada e no peso do paciente. A
fórmula recomenda 4 mL de solução cristaloide (como Ringer lactato) por quilo de peso corporal
por porcentagem de área corporal queimada (%SCQ) nas primeiras 24 horas. Metade desse
volume deve ser administrada nas primeiras 8 horas após a queimadura (contadas a partir do
momento do acidente) e a outra metade, nas 16 horas restantes. Esta abordagem ajuda a repor
as perdas líquidas ocasionadas pela queimadura, evitando tanto a hipovolemia quanto a
sobrecarga hídrica.
Incorreta: A fórmula de Holiday-Segar, por ter quantidades insuficientes de sódio, leva à infusão
de solução hipoosmolar, acarretando grandes perdas para o interstício.
Correta: Calcular a necessidade de fluidos com a fórmula de Parkland, utilizando soro fisiológico a
0,9%, administrando metade do volume em 8 horas e a outra metade nas 16 horas seguintes. Em
crianças abaixo de 30 kg, acrescentar soro de manutenção com glicose.
A fórmula recomenda 4 mL de solução cristaloide (como Ringer lactato) por quilo de peso corporal
por porcentagem de área corporal queimada (%SCQ) nas primeiras 24 horas. Metade desse
volume deve ser administrada nas primeiras 8 horas após a queimadura (contadas a partir do
momento do acidente) e a outra metade nas 16 horas restantes. Em crianças abaixo de 30 kg,
acrescentar hidratação de manutenção com soro glicosado, evitando hipoglicemia.
Incorreta: Utilizar solução glicosada a 5% + soro fisiológico a 0,9% (1:1) usando a fórmula de
Holiday-Segar, administrando em 8 horas e o restante nas 16 horas seguintes.
Incorreta: A restrição de volume não está indicada, pois as perdas de volume para o interstício
podem acarretar hipovolemia, piora da perfusão das áreas queimadas e até choque hipovolêmico,
devido ao aumento das necessidades hídricas.
Incorreta: O soro fisiológico é o tipo de fluido recomendado, e a fórmula de Parkland deve ser
utilizada em grandes queimados.
Esta abordagem ajuda a repor as perdas líquidas ocasionadas pela queimadura, evitando tanto a
hipovolemia quanto a sobrecarga hídrica.
Referências:
NELSON. Tratado de Pediatria - Richard E. Behrman, Hal B. Jenson, Robert Kliegman. 21ª
Edição. 2022.
Costa DMC, Lemos ATO, Bertolin R. Reparação volêmica na criança queimada. Revista Médica
de Minas Gerais. 2020; 30(3):1-8. Disponível em: https://rmmg.org/artigo/detalhes/1818.
45ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Gestantes/parturientes colonizadas pelo estreptococo do grupo B (EGB) na vagina e/ou no reto
podem transmitir esse germe oportunista aos seus recém-nascidos. Portanto, a colonização
materna pelo EGB no momento do parto constitui um importante fator de risco para a transmissão
vertical dessa bactéria e o desenvolvimento da doença estreptocócica neonatal. O rastreio de
todas as gestantes, por meio da cultura vaginal e endoanal, visa identificar aquelas colonizadas
pelo EGB e instituir a antibioticoprofilaxia intraparto, reduzindo a transmissão da bactéria e a
incidência da doença estreptocócica neonatal, com consequente redução na letalidade dessa
doença.
Gestantes que apresentaram urocultura positiva para EGB em qualquer idade gestacional da
gravidez em curso devem receber antibioticoprofilaxia intraparto, pois é considerada colonização
maciça pelo EGB.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Gestação de Alto Risco. Brasília, 2022.
FEBRASGO. Guia prático: infecções no ciclo grávido-puerperal. São Paulo: Federação
Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), 2016. Disponível em:
https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/02-
INFECCOyES_NO_CICLO_GRAVIDO_PUERPERAL.pdf. Acesso em: 25 jul. 2024.
46ª QUESTÃO
Resposta comentada:
A paciente apresentou até a quinta hora do registro uma discinesia uterina, caracterizada por
contrações ineficazes (somente 2 contrações por hora). Nessa paciente, tentou-se corrigir a
discinesia com a aplicação de ocitocina. As contrações melhoraram, porém a paciente evoluiu
com a parada de progressão fetal ou parada de dilatação, por provável distocia de trajeto (pelve)
ou distocia de objeto (feto), ultrapassando a linha de atenção e de alerta e evoluindo com
sofrimento fetal. Será necessário realizar uma cesariana.
A taquissistolia é caracterizada por contrações uterinas muito frequentes (mais de 5 contrações
em 10 minutos), o que não corresponde à descrição da questão.
Referência:
CUNNINGHAM, F. Gary et al. Obstetrícia de Williams. 26. ed. New York: McGraw Hill, 2022.
47ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é um tipo de câncer que afeta as células precursoras dos
linfócitos B ou T. É o tipo mais comum de câncer em crianças e adolescentes. O tratamento da
LLA envolve uma combinação de quimioterapia, radioterapia e, às vezes, terapia-alvo.
A quimioterapia é o tratamento principal para a LLA em crianças. Consiste em medicamentos que
destroem as células cancerígenas e impedem sua disseminação. A quimioterapia pode ser
administrada por via oral ou por via intravenosa. O tratamento é geralmente dividido em várias
fases, que podem durar de meses a anos, dependendo do risco e da resposta ao tratamento.
A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia em alguns casos, como
quando a leucemia se espalha para o sistema nervoso central. No entanto, a radioterapia é menos
comum em crianças com LLA, devido aos riscos de efeitos colaterais a longo prazo.
A imunoterapia e a terapia-alvo são tratamentos mais recentes que estão sendo investigados para
o tratamento da LLA em crianças. A imunoterapia usa

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