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<p>- É muito importante conhecer as definições de aleitamento materno</p><p>adotadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reconhecidas no</p><p>mundo inteiro. São elas:</p><p> Aleitamento Materno Exclusivo: quando a criança recebe somente</p><p>leite materno, diretamente da mama ou leite humano ordenhado, e</p><p>nenhum outro alimento líquido ou sólido, com possível exceção para</p><p>medicamentos. Ou seja, toda a energia e nutrientes são fornecidos</p><p>pelo leite materno.</p><p> Aleitamento Materno Predominante: quando o lactente recebe,</p><p>além do leite materno, água ou bebidas à base de água, como sucos de</p><p>frutas ou chás, mas não recebe outro tipo de leite.</p><p> Aleitamento Materno: quando a criança recebe leite materno,</p><p>diretamente do seio ou dele extraído, independentemente de estar</p><p>recebendo qualquer outro alimento.</p><p> Aleitamento Materno Complementado: quando a criança recebe,</p><p>além do leite materno, qualquer alimento sólido ou semissólido com a</p><p>finalidade de complementá-lo, e não de substituí-lo.</p><p> Aleitamento Materno Misto ou Parcial: quando a criança recebe</p><p>leite materno e outros tipos de leite.</p><p>“O leite materno é o alimento fundamental e deve ser o único que a criança</p><p>necessita até os 6 meses, constituindo importante e completa fonte de</p><p>energia, além de ser isento de contaminação e de apresentar proteção</p><p>imunológica, ainda imatura no recém-nascido” (Carvalho, 1992).</p><p>- A Organização Mundial de Saúde recomenda o aleitamento materno</p><p>exclusivo até os seis meses de idade, orientação seguida pelo Ministério da</p><p>Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria.</p><p>- A partir do sexto mês, deve ser iniciada a introdução alimentar de forma</p><p>gradual, mas é recomendado que o aleitamento materno continue até a</p><p>Giovanna Lopes</p><p>criança completar dois anos ou mais. Nos seis primeiros meses de vida, não</p><p>deve ser oferecido ao lactente a água ou chá pois seu uso aumenta a chance</p><p>de desmame precoce.</p><p>- No segundo ano de vida, o leite materno continua sendo importante fonte</p><p>de nutrientes e de proteção contra doenças infecciosas.</p><p>1. EVITA MORTES INFANTIS</p><p>- No leite materno, existem inúmeros fatores que protegem contra</p><p>infecções (como as imunoglobulinas, lisozima, lactoferrina, fator bífido</p><p>entre outros). O Ministério da Saúde relata que ele pode evitar 13% das</p><p>mortes por causas preveníveis em crianças menores de cinco anos. Nenhuma</p><p>outra estratégia isolada atinge esse impacto na redução da mortalidade.</p><p>2. EVITA A DIARREIA</p><p>- O leite materno protege contra a diarreia, principalmente em crianças de</p><p>mais baixa renda. Oferecer água ou chá pode dobrar o risco de diarreia nos</p><p>primeiros seis meses de vida. Além disso, crianças amamentadas tendem a</p><p>apresentar quadros mais leves, com menor risco de desidratação e morte.</p><p>3. EVITA INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS</p><p>- Diversos estudos, no Brasil e em diferentes partes do mundo, evidenciam</p><p>essa proteção contra infecções respiratórias. Ela também é maior quando a</p><p>amamentação é exclusiva nos primeiros seis meses. Além disso, quando esse</p><p>tipo de infecção ocorre, a amamentação diminui sua gravidade. Existe menor</p><p>risco de internação por pneumonia e bronquiolite, além de diminuição na</p><p>incidência de sibilância recorrente e prevenção de otite.</p><p>4. DIMINUI O RISCO DE ALERGIAS</p><p>- Evidências indicam que a amamentação exclusiva nos primeiros meses de</p><p>vida diminui o risco de alergia à proteína do leite de vaca, dermatite atópica</p><p>e outros tipos de alergias e atopias como a asma. A ingestão de leite de</p><p>origem animal nos primeiros dias do bebê aumenta o risco de alergia à</p><p>proteína desse tipo de leite. Por isso, é importante evitar o uso</p><p>desnecessário de fórmulas infantis.</p><p>5. DIMINUI O RISCO DE HIPERTENSÃO, HIPERCOLESTEROLEMIA E</p><p>DIABETES</p><p>- A Organização Mundial da Saúde publicou uma revisão sobre benefícios a</p><p>longo prazo, concluindo que as crianças e as mães que amamentam</p><p>apresentam pressões sistólica e diastólica mais baixas, níveis menores de</p><p>colesterol total e menor risco de apresentar diabetes tipo 2 no futuro. Por</p><p>outro lado, a exposição precoce ao leite de vaca (antes dos quatro meses) é</p><p>considerada um fator de risco para o diabetes mellitus tipo 1.</p><p>6. REDUZ A CHANCE DE OBESIDADE</p><p>- Estudos sobre amamentação mostraram que a obesidade e o sobrepeso em</p><p>crianças maiores de três anos são menos comuns em crianças amamentadas</p><p>com leite materno.</p><p>7. QUALIDADE DA NUTRIÇÃO</p><p>- O leite materno é considerado um alimento completo, pois contém todos os</p><p>nutrientes essenciais e necessários para o crescimento e o desenvolvimento</p><p>adequados da criança pequena, além de ser mais bem digerido, quando</p><p>comparado aos de outras espécies.</p><p>8. EFEITO POSITIVO NA INTELIGÊNCIA</p><p>- Estudos demonstraram que ser amamentado contribui para o</p><p>desenvolvimento cognitivo. Até o momento desconhecemos o motivo, mas</p><p>atribui-se ao melhor vínculo afetivo determinando um fator psicológico e à</p><p>presença de algumas substâncias no leite materno que podem otimizar o</p><p>desenvolvimento cerebral desses lactentes.</p><p>9. MELHOR DESENVOLVIMENTO DA CAVIDADE BUCAL</p><p>- Os movimentos de sucção que o bebê faz de ao mamar auxilia no</p><p>desenvolvimento da cavidade oral, moldando o palato duro para que haja uma</p><p>adequada oclusão dentária. O exercício de sugar também auxilia no</p><p>desenvolvimento motor da boca, facilitando a mastigação e a fala.</p><p>10. PROTEÇÃO CONTRA CÂNCER DE MAMA MATERNO</p><p>- Estudos demonstraram uma menor prevalência de câncer de mama em</p><p>mães que amamentaram. Esse efeito é maior quanto maior o tempo de</p><p>amamentação e não é dependente de idade, etnia, paridade e presença ou</p><p>não de menopausa.</p><p>11. EVITA NOVA GRAVIDEZ</p><p>- Mães que amamentam e ainda não menstruaram têm menor chance de</p><p>ovulação, sendo então a amamentação um bom método anticoncepcional nos</p><p>primeiros seis meses de vida do bebê.</p><p>12. OUTRAS VANTAGENS PARA AS MULHERES</p><p>- Há relação da amamentação com a proteção a diversas doenças, como:</p><p>câncer de ovário, câncer de útero, hipercolesterolemia, hipertensão e</p><p>doença coronariana, obesidade, doença metabólica, osteoporose e fratura</p><p>de quadril, artrite reumatoide, depressão pós-parto e diminuição do risco de</p><p>recaída de esclerose múltipla pós-parto.</p><p>13. MENORES CUSTOS FINANCEIROS</p><p>- O gasto com fórmulas infantis pode representar uma parte considerável</p><p>dos rendimentos de uma família. Também há custos com mamadeiras, bicos</p><p>e gás de cozinha, além de eventuais despesas decorrentes de doenças, que</p><p>são mais comuns em crianças não amamentadas.</p><p>14. PROMOÇÃO DO VÍNCULO AFETIVO ENTRE MÃE E FILHO</p><p>- Amamentar aumenta o vínculo do binômio mãe - bebê. Estimulando a</p><p>sensação de segurança e de proteção no lactente e de autoconfiança e de</p><p>realização na lactante.</p><p>15. MELHOR QUALIDADE DE VIDA</p><p>- Ao reduzir o adoecimento das crianças amamentadas, reduzimos também o</p><p>estresse dos pais, a falta ao trabalho e as despesas médicas.</p><p>- O bebê que é amamentado, de forma exclusiva até os 6 meses e de forma</p><p>complementar até os 2 anos, fica protegido de doenças até a vida adulta,</p><p>como doenças cardiovasculares (hipertensão), obesidade, diabetes, etc.</p><p>1 – Reconhecer os sinais de boa pega. Isso facilita a amamentação.</p><p>2 – Sugerir mudanças de posição quando há alguma dificuldade de</p><p>amamentar. A simples mudança de posição já melhora a pega.</p><p>3 – Ensinar massagem na mama. A grande parte das intercorrências</p><p>mamárias durante a amamentação exige massagem.</p><p>4 – Ensinar a técnica da ordenha.</p><p>- O profissional de saúde que domina essas 4 habilidades consegue ajudar</p><p>90% das mulheres com dificuldade na amamentação.</p><p>- Primeiramente, a mãe deve apresentar a mama ao bebê com a sua mão</p><p>formando a letra C e deve esperar ele abrir bem a boca.</p><p>- O nariz do bebê deve ficar na altura do mamilo. O bebê deve ser</p><p>posicionado abaixo da mama, vindo de baixo para cima para fazer a pega.</p><p>- Após isso, deve-se desencadear no bebê o reflexo da busca e apreensão</p><p>(fazer estímulo perioral), tocando o mamilo nos lábios do bebê.</p><p>- Com a boca bem aberta, o bebê deve abocanhar o mamilo e a aréola</p><p>(todo</p><p>o complexo mamilo-areolar). A mãe deve trazer o bebê para perto da mama,</p><p>e não levar a mama até o bebê, pois isso causa uma má postura para</p><p>amamentar.</p><p>- O queixo do bebê deve encostar na mama e o seu nariz deve ficar</p><p>livre.</p><p>- O bebê deve pegar a aréola de forma assimétrica, de forma que</p><p>fique mais aréola acima do que abaixo.</p><p>- Os lábios do bebê devem ficar voltados para fora, evertidos (o lábio</p><p>inferior deve ficar virado para fora obrigatoriamente).</p><p>- É possível ouvir a sucção e o bebê engolindo, o que é um bom sinal, embora</p><p>a quantidade de leite ingerida seja bem pequena nos primeiros dias.</p><p>- Se a mãe empurrar a mama com a boca do bebê ainda fechada, corre</p><p>grande risco de fazer lesão mamilar, pois não fez o reflexo de busca no</p><p>bebê, fazendo com que ele “morda” o mamilo.</p><p>- O reflexo da ocitocina faz o outro peito, que não está sendo manuseado no</p><p>momento, pingar leite.</p><p>- A principal causa de dor mamilar quando a mãe está amamentando é a</p><p>má pega.</p><p>- Não existe uma única posição recomendada, a melhor posição é a que mãe</p><p>se sentir confortável e tiver mais destreza.</p><p>- Porém, seja qual for a posição, o eixo da cabeça e tronco do bebê deve</p><p>ser respeitado (ter cuidado para ele não estar com a cabeça virada, e sim</p><p>com ela alinhada com o tronco para uma boa deglutição).</p><p>- Se a mãe não estiver com queixa e o bebê estiver conseguido mamar e</p><p>ganhar peso, não deve se interferir na posição que a mãe está fazendo.</p><p> Posição de Madonna (clássica): Contempla bebês a termo e</p><p>saudáveis, com peso acima de 3kg. A mão da mãe fica no bumbum do</p><p>bebê e o cotovelo na cabeça do bebê (bebês pequenos tem mais</p><p>dificuldade nessa posição). O bebê fica lateralizado ao mamar,</p><p>respeitando o eixo da cabeça e do tronco. É a posição mais difundida</p><p>culturalmente, então a mãe já pode chegar com dificuldade nessa</p><p>posição.</p><p> Posição de Cavaleiro ou Cavalinho: Com a mãe sentada, o bebê fica</p><p>apoiado na perna da mãe e sua nuca é apoiada pela mão da mãe, pois</p><p>ainda não tem tônus. É melhor para bebês com refluxo, já que fica em</p><p>posição mais ortostática. Também é boa para bebês pequenos e</p><p>prematuros com dificuldade no tônus.</p><p> Posição de Futebol Americano ou Invertida: O bebê fica embaixo</p><p>da axila da mãe. Ótima para gêmeos que são amamentados ao mesmo</p><p>tempo ou bebês de baixo peso e prematuros.</p><p>- Não é para relaxar e, com isso, liberar mais ocitocina. Esse não é o intuito.</p><p>- A intenção da massagem mamária é trazer energia cinética para a mama</p><p>para liquefazer o leite eventualmente ingurgitado (de consistência de</p><p>clara de ovo) para facilitar a retirada do leite. A mama é feita para</p><p>produzir leite, e não para armazenar. Logo, se a mama produz muito leite e</p><p>ele fica parado lá, a mama começa a ficar ingurgitada (fica parecido com um</p><p>gel, difícil de sair). Quanto mais leite a mãe conseguir tirar, mais leite ela</p><p>irá produzir. Se a mama estiver cheia de leite, por feedback negativo a</p><p>mama irá parar de produzir mais leite por um fator de inibição da lactação</p><p>produzido pelo próprio leite ingurgitado. Mama que se mantém sempre cheia</p><p>produz menos leite.</p><p>- A apojadura do leite (descida) acontece em cerca de 48 a 72h após o</p><p>parto, mas pode descer mais tardiamente em casos de parto cesárea.</p><p>- Não existe uma técnica melhor do que a outra, a mãe deve escolher a que</p><p>melhor se adapta.</p><p>- Fazer a massagem por, pelo menos, 5 minutos em cada mama para poder</p><p>liquefazer o leite e facilitar sua saída.</p><p> Técnica dos 2 Dedos: A mulher deve apoiar a mama com uma das</p><p>mãos em C, e com o dedo indicador e médio da outra mão deve fazer</p><p>movimentos circulares com uma digitopressão adequada começando da</p><p>aréola até fazer em toda a mama até a sua base, tentando desfazer as</p><p>nodulações dos lactócitos que se encheram muito de leite (“mama</p><p>empedrada”). Ideal para seios pequenos.</p><p> Técnica com a Palma das Mãos: Uma mão apoia a mama e a outra,</p><p>no quadrante oposto, aplica uma pressão adequada e começa a</p><p>massagear em movimentos circulares. Ideal para seios grandes.</p><p>- São 3 movimentos consecutivos e quase que concomitantes.</p><p> A mulher deve posicionar o dedo indicador e polegar na transição da</p><p>aréola e da mama (imediatamente atrás da aréola).</p><p> Após isso, vai fazer o movimento para trás contra o tórax, vai</p><p>apertar e depois soltar. O leite irá sair.</p><p> Ter cuidado para não deslizar o dedo na mama e nem apertar só no</p><p>mamilo, isso é uma má técnica e deixa a mama escoriada.</p><p> No Brasil, o receptor de leite deve ser um frasco de vidro com tampa</p><p>plástica.</p><p>- As causas psicológicas são as principais para o desmame no Brasil.</p><p>- A cultura da mamadeira que vivemos hoje também incentiva o desmame</p><p>precoce.</p><p>- 60% dos bebês chegam aos desmame precoce por essas causas.</p><p>- Intercorrências clínicas na mama, como o trauma mamilar, também são</p><p>motivos de desmame precoce.</p><p>- A técnica correta de amamentação deve ser com o bebê abrindo bem a</p><p>boca, englobando o mamilo e parte da aréola, no que chamamos de "boca de</p><p>peixinho". Se a boca estiver na posição correta, forma-se uma vedação</p><p>adequada, que permite que seja feito um vácuo, indispensável para o</p><p>movimento de sucção.</p><p>- A aréola deve ser mais visível na parte de cima da boca do bebê. O correto</p><p>é a mãe esperar o bebê abrir bem a boca e abaixar a língua, antes de colocá-</p><p>lo no peito.</p><p>- As narinas dele devem ficar livres e o queixo em contato com a mama. O</p><p>médico deve avaliar se a mandíbula do bebê está se movimentando e</p><p>observar se a deglutição é visível ou audível. Não confundir o ruído da</p><p>deglutição com estalidos ouvidos durante a sucção, que podem significar</p><p>vedação imprópria. Nesse caso, a técnica está inadequada.</p><p>- Quando o bebê está mamando na técnica correta, ou seja, tem uma boa</p><p>pega, o mamilo fica protegido dentro da mama, evitando assim, as fissuras</p><p>mamilares.</p><p>- O bebê deve estar com o corpo e a cabeça bem alinhados.</p><p>- A mãe deve sempre estar confortável, bem apoiada, sem estar curvada.</p><p>Não é recomendada a colocação dos dedos em forma de tesoura, pois isso</p><p>obstrui os ductos lactíferos.</p><p>- A mastite é o processo inflamatório da mama, que pode, ou não, evoluir</p><p>para uma infecção bacteriana associada.</p><p>- Começa com um ingurgitamento. O leite em estase é um meio de cultura,</p><p>então serve como porta de entrada para várias bactérias.</p><p>- É unilateral. Ocorre hiperemia, dor local... Parece uma gripe.</p><p>- Geralmente ocorre na segunda a terceira semana após o parto e cursa com</p><p>nódulos mamários dolorosos, mal estar, calafrios e febre. Se tiver sinais de</p><p>comprometimento sistêmico, sugere mastite infecciosa, sendo necessário</p><p>fazer antibiótico (cefalexina, cefadroxila de 12/12h).</p><p>- Ela é causada pela estagnação do leite materno por qualquer motivo, como</p><p>a falha no esvaziamento completo da mama e as fissuras mamilares podem</p><p>ser porta de entrada de bactérias.</p><p>- O tratamento da mastite consiste em:</p><p> Esvaziamento adequado das mamas. Esse é o principal ponto do</p><p>tratamento. Pode ser feito pela amamentação direta do bebê, que pode</p><p>e deve ser mantida, ou pela ordenha.</p><p> Antibioticoterapia: está indicada na presença de sintomas graves ou</p><p>quando não houver melhora após 12-24 horas do esvaziamento da</p><p>mama.</p><p> Analgésicos e/ou anti-inflamatórios não esteroides; e</p><p> Suporte emocional, uso adequado de sutiãs firmes e ingestão</p><p>adequada de líquidos.</p><p>Infecção por Klebisiella</p><p>Abscesso. Só suspende a amamentação até drenar.</p><p>- Se a mãe já está fazendo o tratamento e não melhora, o germe pode ser</p><p>resistente àquele antibiótico ou pode ser outro germe que aquele antibiótico</p><p>não cobre.</p><p>- Hiperemia mais localizada, leve e transitória. Geralmente, as 2 mamas são</p><p>acometidas juntas.</p><p>- Acontece, principalmente, na primeira semana, logo após a apojadura do</p><p>leite.</p><p>- A mama fica edemaciada, o bebê não consegue abocanhar direito, por isso</p><p>é importante esvaziar. O complexo mamilo-areolar precisa estar elástico</p><p>para uma boa pega.</p><p>-</p><p>Manejo: massagem mamária e ordenha. O MS recomenda compressas</p><p>frias para o alívio por 15 minutos. Não é ideal fazer compressa morna</p><p>porque até 1/3 das mulheres se queimam nesse processo por conta da</p><p>sensibilidade alterada por conta da patologia.</p><p>- Na fisiopatologia do ingurgitamento mamário, há três componentes</p><p>básicos:</p><p> aumento da vascularização da mama;</p><p> retenção de leite nos alvéolos; e</p><p> edema decorrente da congestão e obstrução da drenagem do</p><p>sistema linfático.</p><p>- Consequentemente, os ductos lactíferos ficam comprimidos, dificultando a</p><p>saída do leite. Não havendo drenagem desse leite, existe o risco de a</p><p>produção de leite ser interrompida ou até de acontecer uma infecção</p><p>bacteriana.</p><p>- Nesse caso, podemos orientar a mãe a fazer:</p><p>✓ Ordenhar a mama antes da mamada do bebê, para facilitar a pega.</p><p>✓ Massagens nas mamas, para diminuir o leite acumulado e facilitar a</p><p>retirada do dele pelo bebê.</p><p>✓ Mamadas mais seguidas para possibilitar esvaziamento frequente (regime</p><p>de livre demanda).</p><p>✓ Uso de analgésicos sistêmicos/anti-inflamatórios, para aliviar a dor.</p><p>✓ Suporte para as mamas, com o uso ininterrupto de sutiã de alças largas e</p><p>firmes, para aliviar a dor e manter os ductos em posição anatômica.</p><p>✓ Crioterapia (aplicação de gelo ou gel gelado). As compressas frias</p><p>provocam vasoconstrição temporária, o que leva à redução do fluxo</p><p>sanguíneo, com consequente redução do edema, aumento da drenagem</p><p>linfática e menor produção do leite, auxiliando no tratamento na fase aguda.</p><p>✓ Na ausência de sucção do bebê, a mãe deve ordenhar a mama</p><p>manualmente ou com bomba extratora para alívio da dor.</p><p>Mama pesada, esticada, pele brilhante.</p><p>- Uma das principais causas é a má pega.</p><p>- Manejo: analgésicos – paracetamol e ibuprofeno (pois a dor inibe a</p><p>ocitocina, prejudicando a produção de leite), corrigir a pega</p><p>(principalmente lembrar de desencadear o reflexo da busca – esperar o</p><p>bebê abrir bem a boca pra pegar na aréola, não no mamilo), sugerir</p><p>mudança de posição (mudança na zona de pressão favorecendo a</p><p>cicatrização da lesão), fazer massagem e ordenha (para manter a</p><p>produção de leite na mama afetada). Caso esteja infectado localmente,</p><p>fazer antibiótico tópico (mupirocina – cobrir germes de pele).</p><p>- Assim, trauma mamilar não suspende a amamentação. Corrigindo a pega,</p><p>o bebê vai pegar no lugar certo e vai parar de doer.</p><p>- Geralmente, cicatriza depois de 10 a 14 dias.</p><p>Fissura (trauma mamilar)</p><p>Rosquinha de pano -> protege o mamilo contra o atrito da roupa</p><p>- Pomada com antibiótico, compressa gelada com soro fisiológico, óleo</p><p>(lanolina) e leite materno na lesão -> todos funcionam igualmente. Por isso,</p><p>faz parte recomendar passar o próprio leite na lesão, pois ele já tem</p><p>fatores anti-infecciosos, protegendo a lesão.</p><p>- São apresentações de traumas mamilares: eritema, edema, fissura e</p><p>bolhas.</p><p>- Outras causas incluem:</p><p>• mamilos curtos, planos ou invertidos;</p><p>• disfunções orais da criança;</p><p>• freio lingual curto;</p><p>• sucção não nutritiva prolongada (ficar “chupetando” o seio);</p><p>• uso impróprio de bombas de extração de leite;</p><p>• interrupção inadequada da sucção da criança, quando for necessário</p><p>retirá-la do peito;</p><p>• uso de cremes e óleos que causam reações alérgicas nos mamilos; e</p><p>• uso de protetores de mamilo (intermediários) e exposição prolongada a</p><p>forros úmidos.</p><p>- No início da amamentação, frequentemente a mulher sente uma dor</p><p>discreta a moderada nos mamilos, devido à intensa sucção dos bebês. Ela</p><p>pode ser considerada normal, desde que não continue por muito tempo.</p><p>- Dor e lesões nos mamilos, apesar de serem comuns, não são consideradas</p><p>normais e requerem atenção!</p><p>- Orientações médicas preventivas:</p><p>✓ Conscientizar a mãe, desde o pré-natal, sobre a técnica correta de</p><p>amamentação, reforçando e auxiliando-a após o parto, na maternidade e nas</p><p>consultas pós-natais.</p><p>✓ Manter mamilos secos e limpos e não usar produtos que retirem a</p><p>proteção natural (como sabões, álcool e cremes secantes).</p><p>✓ Amamentar em livre demanda, com bastante frequência, evitando, assim,</p><p>que a criança sugue muito forte quando estiver com fome.</p><p>✓ Fazer ordenha manual da aréola (principalmente quando há ingurgitamento</p><p>mamário associado), aumentando sua flexibilidade e facilitando a pega</p><p>correta do bebê.</p><p>✓ Evitar o uso de protetores de mamilo (como intermediários de silicone),</p><p>pois, além de não serem comprovadamente eficazes, podem ser a causa do</p><p>trauma mamilar.</p><p>- Orientações médicas terapêuticas:</p><p>✓ Iniciar a amamentação pela mama menos afetada.</p><p>✓ Antes de iniciar as mamadas, ordenhar o leite, para facilitar a sucção do</p><p>bebê.</p><p>✓ Usar diferentes posições para amamentar, a fim de reduzir a pressão nos</p><p>pontos dolorosos ou áreas machucadas.</p><p>✓ Tentar eliminar o contato da área machucada com a roupa, fora das</p><p>mamadas. Isso pode ser feito com o uso de “conchas protetoras”, cortando</p><p>um sutiã velho no local dos mamilos e, se necessário, cobrir a região com</p><p>tecido leve de algodão, evitando reter umidade e calor, o que torna o mamilo</p><p>mais vulnerável a macerações e infecções. Tentar, quando possível, deixá-los</p><p>expostos ao ar livre.</p><p>✓ Usar analgésico, quando necessário. Se houver suspeita de infecção (a</p><p>mais comum é por Estafilococo), pode-se iniciar o tratamento com</p><p>antibiótico tópico (em casos mais graves considerar sistêmico). O</p><p>tratamento da candidíase mamilar será abordado mais adiante, neste</p><p>capítulo.</p><p>- Para mamilos lesionados, recomenda-se que eles sejam enxaguados com</p><p>água após cada mamada. As dores podem ser aliviadas com compressas</p><p>mornas. Na prática clínica, é muito comum o uso de lanolina tópica, porém,</p><p>não há comprovação de melhora na cicatrização.</p><p>- A exposição das mamas à luz solar é recomendada nos manuais do</p><p>Ministério da Saúde, tanto na prevenção como no tratamento de possíveis</p><p>traumas mamilares, mas é preciso alertar sobre possíveis queimaduras. Na</p><p>prática clínica, podemos utilizar a laserterapia, que apresenta bons</p><p>resultados, mas ainda faltam estudos para indicar formalmente esse</p><p>tratamento.</p><p>- Mamilos planos ou invertidos não impedem a amamentação, porém,</p><p>dificultam a sucção do bebê.</p><p>- Para que a mãe com esse tipo de mamilos tenha sucesso na amamentação, é</p><p>fundamental que receba ajuda logo após o parto. Ela consiste em:</p><p>✓ Auxiliar e orientar a mãe: A sucção do bebê proporciona a "formação de</p><p>um bico", portanto, a mãe deve ser orientada a persistir na amamentação.</p><p>✓ Mudar a posição do bebê para achar a melhor forma de amamentá-lo.</p><p>✓ Algumas manobras podem ser feitas para "formar o bico" mais</p><p>facilmente. São elas: toque, compressas frias, sucção com bomba manual ou</p><p>por seringa.</p><p>✓ Ordenhar o leite e oferecer ao bebê.</p><p>- O leite humano em temperatura ambiente deve ser consumido em até 2</p><p>horas. Passou disso, jogar fora. Se estiver na prateleira superior da</p><p>geladeira (mais fria), consumir em até 12 horas. Se estiver no congelador,</p><p>consumir em até 15 dias (se pasteurizar o leite congelado pode durar até 6</p><p>meses). Uma vez descongelado, não pode ser recongelado, só colocado na</p><p>geladeira (resfriado).</p><p>- O leite humano não pode ser fervido, precisa ser preparado em banho-</p><p>maria.</p><p>- Os frascos devem ser fervidos por 15 minutos para ficarem estéreis para</p><p>receber o leite humano.</p><p>- Sempre deve-se evitar a mamadeira, ofertar o leite no copo.</p>

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