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ABORDAGEM 
SINDRÔMICA DAS ISTs 
NA ATENÇÃO BÁSICA
Discentes: Leonardo Madureira, Raissa Frazão e 
Vinícius Alves
Orientadora: Profª. Adriana Maria De Sousa
Apresentação
IST
Estima-se a ocorrência de 10 
milhões de novos casos todo 
ano, que podem permanecer 
assintomáticas ou evoluir 
para sintomas
IST ou DST
Adoção do termo IST pelo 
MS desde 2015 (padrão 
OMS); O termo ‘doença’ 
remetia ao aparecimento de 
sintomas, o que nem sempre 
acontece
AB
Pode atuar, de forma efetiva, 
em diversas etapas da 
cadeia de transmissão das 
IST, tanto na prevenção 
como no rastreamento, 
diagnóstico e tratamento
Objetivos do atendimento de ISTs na AB 
1. Interromper a cadeia de transmissão;
2. Evitar complicações;
3. Regressão de sintomas;
4. Evitar transmissão para parceiros ou conceptos.
Oportunidade única de abordagem ao paciente com IST
Abordagem sindrômica das ISTs
Início
Método sugerido nos anos 70, por médicos 
que atuavam em áreas endêmicas de IST 
na África sub-sahariana, em condições 
extrema de pobreza e falta de recursos
Método
Consiste na inclusão da doença em 
conjuntos de síndromes 
pré-estabelecidas, com início imediato 
de tratamento, sem obrigatoriamente 
aguardar exames confirmatórios
Fluxogramas
Baseados em testes ofertados nas UBS, 
queixa principal que motivou o atendimento, 
pelos achados etiológicos mais prevalentes 
em cada síndrome e ajustados a partir de 
estudos de validação nacional
Estratégia de Atenção Integral nas ISTs
Prevenção
● Informação e educação
● Oferta de preservativos
● Prevenção transmissão vertical 
(HIV e sífilis)
● Vacinação (HPV e HBV)
● Profilaxia pós exposição HIV
● Redução de danos
Assintomáticos
● Rastreio de clamídia para 
gestantes de 15 a 24 anos
● Rastreio de sífilis, gonorreia, 
clamídia e HIV população-chave
● Rastreio de hepatite B, HIV e 
sífilis no pré-natal
● Tratamento de achados
Sintomáticos
● Queixa de síndrome
● Anamnese e exame físico
● Diagnóstico, com ou sem 
exames laboratoriais
● Tratamento etiológico ou 
baseado na clínica
Ênfase na adesão, comunicação a parceiros e notificação das ISTs, conforme estabelecido.
Manejo Clínico
1
Anamnese
Uma anamnese consistente e precisa implica, para além da base clínica, a 
construção de uma relação de confiança entre o profissional de saúde e paciente, 
o que é de suma importância quando tratamos de questões de foro íntimo, como 
ISTs. Dessa forma, atitudes de preconceito, juízos de valor e imposição de condutas 
deverão ser evitadas, garantindo o diálogo, apesar das diferenças.
2
Exame físico
Deve-se realizar uma avaliação sistêmica, já que diversas ISTs atingem outros 
órgãos e sistemas além da região anogenital. O exame físico anogenital devem 
observar os cuidados citados anteriormente, e incluir inspeção, toque (vaginal ou 
retal) e exame especular, a depender das características do paciente e dos sinais 
e sintomas apresentados.
3
Abordagem dos parceiros
Considera-se parceria sexual, para fins de comunicação ou convocação, os 
indivíduos com quem o usuário relacionou-se sexualmente entre 30 e 90 dias, 
excluindo-se os parceiros de mulheres com corrimento por vaginose bacteriana e 
candidíase. O ideal é que os parceiros sejam trazidos para aconselhamento, 
diagnóstico e tratamento pelos próprios pacientes.
1. Corrimentos vaginais
5. DIP 2. Corrimentos uretrais
4. Úlceras genitais
3. Verrugas anogenitais
PRINCIPAIS 
GRUPOS 
SINDRÔMICOS
Corrimento vaginal
Presença de corrimento, podendo ser acompanhado de prurido 
e/ou alteração de odor. 
Infecções por múltiplos agentes etiológicos podem ocorrer no 
corrimento vaginal. As três infecções frequentemente 
associadas são:
● Vaginose Bacteriana – decorrente do desequilíbrio da 
microbiota vaginal e causada pelo crescimento excessivo de 
bactérias anaeróbias;
● Candidíase Vulvovaginal – causada por Candida sp. 
(geralmente C. albicans e por C. glabrata);
● Tricomoníase – causada por Trichomonas vaginalis 
(protozoário).
Vaginose bacteriana
Candidíase
Tricomoníase
Vaginose bacteriana
 Causa mais comum de Leucorreia! 
● Etiopatogenia: Aumento do pH vaginal → desequilíbrio da 
microbiota vaginal; 
● Principal agente: Gardnerella vaginalis; 
 ○ Outros: Prevotella, Bacteroides, Mobiluncus e 
Peptostreptococcus
● Quadro Clínico: 
 ○ pH vaginal > 4,5; 
 ○ Leucorreia fluida branco-acinzentada, fino, homogêneo; 
 ○ Odor característico peixe podre (aminas putrescina e 
cadaverina); 
 ○ Ausência de inflamação
Não é IST
Candidíase vulvovaginal
● Fisiopatologia: Disbiose, causada por DM descompensado, 
ATB, imunodeficiência, contraceptivos orais, obesidade, gestação, 
hábitos de vida que aumentem calor e umidade local (piscina).
● Etiologia: Causada por fungo: Candida albicans (90%), C. 
glabatra, C. tropicalis e C. krusei 
● Quadro clínico: Prurido ou irritação vulvovaginal, disúria, 
dispareunia, corrimento branco e grumoso (leite coalhado);
Recorrente: 4+ episódios em um ano, 5% das mulheres em idade 
reprodutiva
Não é IST
Tricomoníase
IST não-viral mais comum 
Trichomonas vaginalis (protozoário)
Pode ser assintomática em ambos os sexos
Sinais e sintomas: 
• Corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado, 
bolhoso; 
• Prurido e/ou irritação vulvar; 
• Dor pélvica (ocasionalmente); 
• Sintomas urinários (disúria, polaciúria); 
• Hiperemia da mucosa (colpite difusa e/ou focal, com aspecto de 
framboesa)
Tratamento
● Vaginose Bacteriana – Metronidazol 250mg, 2x 
ao dia, por 07 dias, via oral
● Candidíase Vulvovaginal – Fluconazol 150mg, 
via oral, dose única; ou creme vaginal com 
miconazol (07 dias) ou nistatina (14 dias)
● Tricomoníase – Metronidazol 250mg, 2x ao dia, 
por 07 dias, via oral
Vaginose bacteriana
Candidíase
Tricomoníase
Corrimento uretral
As uretrites são IST caracterizadas por inflamação da uretra acompanhada 
de corrimento uretral, cujo aspecto varia de mucoide a purulento, tem 
volume variável e está associado à dor uretral (independentemente da 
micção), disúria, estrangúria (micção lenta e dolorosa), prurido uretral e 
eritema de meato uretral. São principalmente divididas em:
● Gonocócicas: O agente mais importante causador de uretrites é a 
Neisseria gonorrhoeae; 
● Não-gonocócicas: Principalmente causadas por Chlamydia 
trachomatis, porém menos frequente por outros agentes, como 
Trichomonas vaginalis, Ureaplasma urealyticum, Enterobactérias 
(nas relações anais insertivas), Mycoplasma genitalium, vírus do 
herpes simples (HSV, do inglês Herpes Simplex Virus), adenovírus e 
Candida sp. são menos frequentes.
Uretrite gonocócica
Uretrite não-gonocócica
Uretrite gonocócica
Causado pela Neisseria gonorrhoeae, também conhecida como 
gonococo, que é um diplococo gram negativo intracelular;
Sintomas: Disúria + dor à micção, corrimento mucóide/purulento 
1-2 dias e com volume aumentado, eritema e prurido, 95% 
assintomáticos (3 meses), podendo ser autolimitada (semanas);
O risco de transmissão de um parceiro infectado a outro é de 50% 
por ato sexual;
Os sinais e sintomas são determinados pelos locais primários de 
infecção: as membranas mucosas da uretra, endocérvice, reto, 
faringe e conjuntiva
Uretrite não-gonocócica
Pode ser causada por Chlamydia trachomatis, Mycoplasma 
genitalium, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, 
Trichomas vaginalis, entre outras etiologias;
É a principal manifestação da infecção por clamídia no homem, 
sendo responsável por aproximadamente 50% dos casos de uretrite 
não-gonocócica.
Sintomas: Disúria leve e intermitente, corrimento mucóide 
(discreto), presença eventual de sangramento, cervicite 
mucopurulenta ou lesões herpéticas símiles vulvovaginais. 
Tratamento Uretrite gonocócica
Uretrite não-gonocócica
● Gonocócica – Ceftriaxona 500mg, IM, dose única + 
Azitromicina 500mg, 02 comprimidos, VO, dose única
● Não-gonocócica (clamídia) – Azitromicina 500mg, 02comprimidos, VO, dose única
● Não-gonocócica (outros) – Azitromicina 500mg, 02 
comprimidos, VO, dose única + Metronidazol 250mg, 
2x ao dia, por 07 dias, via oral
SÍFILIS 
ADQUIRIDA
SÍFILIS
ETIOLOGIA: Treponema pallidum 
(bactéria espiroqueta anaeróbia);
EPIDEMIOLOGIA: 3,5 milhões de 
novos casos de sífilis no mundo 
anualmente;
A sífilis é uma infecção bacteriana sistêmica, 
crônica, curável e exclusiva do ser humano. 
Quando não tratada, evolui para estágios de 
gravidade variada, podendo acometer diversos 
órgãos e sistemas do corpo!
Estágio inicial
A transmissibilidade da sífilis é maior nos 
estágios iniciais da doença (sífilis primária 
e secundária)
A transmissibilidade diminui 
gradualmente com o passar do tempo
Sífilis latente recente ou tardia
Transmissão vertical
SÍFILIS - Transmissão
A taxa de transmissão de sífilis para o feto 
é de até 80% intraútero. Ocorre, ainda, 
durante o parto vaginal, se a mãe 
apresentar alguma lesão sifilítica.
TRANSMISSÃO: 
● Sífilis recente → contato
● Sífilis latente → fluido 
corporal (principalmente pelo 
sangue)
IMPORTANTE!
A umidade é fator indispensável para o seu 
desenvolvimento e, por isso, as lesões 
crescem preponderantemente na boca e nas 
regiões genitoanais.
 Desde 2010, quando os hospitais passaram 
a ser obrigados a repassar seus dados sobre 
a doença para o ministério, foram notificados 
quase 228 mil novos casos; só entre 2014 e 
2015 houve um aumento de 32% nos casos 
de sífilis entre adultos – e mais de 20% em 
mulheres grávidas.
SÍFILIS - Transmissão
CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA:
A sífilis é dividida em estágios que 
orientam o seu tratamento e 
monitoramento
ESTÁGIOS:
● Sífilis recente (primária, secundária e 
latente recente): até um ano de evolução;
● Sífilis tardia (latente tardia e terciária): 
mais de um ano de evolução
SÍFILIS - Evolução
IMPORTANTE!
A umidade é fator indispensável para o seu 
desenvolvimento e, por isso, as lesões 
crescem preponderantemente na boca e nas 
regiões genitoanais.
Surgimento:
Cancro duro ou protossifiloma, 
após uma média de 21 dias do 
contato sexual (10 a 90 dias)
SÍFILIS PRIMÁRIA
IMPORTANTE!
A umidade é fator indispensável para o seu 
desenvolvimento e, por isso, as lesões 
crescem preponderantemente na boca e nas 
regiões genitoanais.
Surgimento:
Cancro duro ou protossifiloma, 
após uma média de 21 dias do 
contato sexual (10 a 90 dias)
Lesão de coloração rósea, ulcerada, 
geralmente única e indolor, medindo de 1 a 2 
cm, com bordas bem delimitadas, 
endurecidas e elevadas, fundo limpo, liso e 
brilhante, secreção serosa escassa, 
acompanhada de adenopatia regional, 
geralmente unilateral, múltipla, não 
supurativa, móvel, indolor e sem sinais 
flogísticos.
SÍFILIS PRIMÁRIA
● A linfadenopatia costuma surgir 7 
a 10 dias após o surgimento da 
lesão primária.
● A lesão desaparece após cerca 
de quatro a oito semanas mesmo 
sem tratamento, sem deixar 
cicatrizes na maioria dos casos.
SÍFILIS PRIMÁRIA
● Após o tratamento, cura 
rapidamente e deixa de ser 
infectante em 24 horas.
● A sífilis aumenta a chance de 
contrair o vírus HIV em duas a 
três vezes
● Aparece de 4 a 8 semanas após 
o desaparecimento do cancro 
duro. 
● Lesões cutâneomucosas não 
ulceradas simétricas, localizadas 
ou difusas.
● Demora meses para 
desaparecer.
SÍFILIS SECUNDÁRIA
● A linfadenopatia generalizada 
(polimicrolinfonodopatia 
generalizada) é encontrada em 
85% dos pacientes. 
● Sintomas gerais como artralgia, 
febrícula, cefaléia e adinamia
● Invasão do SNC durante as primeiras 
semanas e meses de infecção 
(detectada em 40% dos pacientes com 
sífilis secundária)
● As lesões regridem espontaneamente, 
e desaparecem em duas a seis 
semanas, raramente deixando 
cicatrizes
SÍFILIS SECUNDÁRIA
● A fase secundária evolui com 
novos surtos que regridem 
espontaneamente entremeados 
por períodos de latência cada vez 
mais duradouros.
● Invasão do SNC durante as primeiras 
semanas e meses de infecção 
(detectada em 40% dos pacientes com 
sífilis secundária)
● As lesões regridem espontaneamente, 
e desaparecem em duas a seis 
semanas, raramente deixando 
cicatrizes
SÍFILIS SECUNDÁRIA
● A fase secundária evolui com 
novos surtos que regridem 
espontaneamente entremeados 
por períodos de latência cada vez 
mais duradouros.
● Classificada em: recente (<1 ano 
de evolução) ou tardia (>1 ano de 
evolução)
● Caracteriza pela ausência de 
sinais e sintomas. 
● Pode durar de 3 a 20 anos
● A maioria dos diagnósticos ocorre 
nesse estágio.
SÍFILIS LATENTE
● O diagnóstico faz-se 
exclusivamente pela reatividade 
dos testes treponêmicos e não 
treponêmicos. 
● Aproximadamente 25% dos 
pacientes não tratados intercalam 
lesões de secundarismo com 
períodos de latência. 
● Ocorre em aproximadamente 15% 
a 25% das infecções não tratadas 
(pode surgir entre 1 e 40 anos 
após início da infecção). 
● A Sífilis nesse estágio provoca 
destruição tecidual.
● É comum o acometimento dos 
sistemas nervoso e cardiovascular.
SÍFILIS TERCIÁRIA
● Ocorre formação de gomas 
sifilíticas (tumorações com 
tendência a liquefação) na pele, 
mucosas, ossos ou qualquer 
tecido. 
● As lesões podem causar 
desfiguração, incapacidade e até 
morte.
Manifestações clínicas da Sífilis - Recente 
Manifestações clínicas da Sífilis - Tardia 
● Os testes utilizados para o 
diagnóstico de sífilis são divididos 
em duas categorias: exames 
diretos e testes imunológicos.
● Os testes imunológicos são os 
mais utilizados na prática clínica. 
EXAMES DIRETOS:
● Os exames diretos são aqueles 
em que se realiza a pesquisa ou 
detecção do T. pallidum em 
amostras coletadas diretamente 
das lesões
SÍFILIS - Diagnóstico
● Os testes utilizados para o 
diagnóstico de sífilis são divididos 
em duas categorias: exames 
diretos e testes imunológicos.
● Os testes imunológicos são os 
mais utilizados na prática clínica. 
TESTES IMUNOLÓGICOS:
● Ocorrem pela pesquisa de 
anticorpos em amostras de 
sangue total, soro ou plasma. 
● Esses testes são subdivididos em 
duas classes, os treponêmicos 
e os não treponêmicos
SÍFILIS - Diagnóstico
SÍFILIS - 
Diagnóstico:
Exames diretos.
SÍFILIS - 
Diagnóstico:
Testes 
imunológicos.
● Considerando a sensibilidade dos 
fluxos diagnósticos, 
recomenda-se, sempre que 
possível, iniciar a investigação 
por um teste treponêmico, 
preferencialmente o teste 
rápido.
SÍFILIS - DIAGNÓSTICO
● A combinação de testes 
sequenciais deve ser utilizada e 
tem por objetivo aumentar o valor 
preditivo positivo – VPP de um 
resultado reagente no teste inicial
● Considerando a sensibilidade dos 
fluxos diagnósticos, 
recomenda-se, sempre que 
possível, iniciar a investigação 
por um teste treponêmico, 
preferencialmente o teste rápido.
SÍFILIS - DIAGNÓSTICO
● A combinação de testes 
sequenciais tem por objetivo 
aumentar o valor preditivo 
positivo – VPP de um resultado 
reagente no teste inicial
Considerar VDRL sugestivo de infecção?
● Títulos maiores que 1:4 (1:8, 1:16, 
1:32,1:64...).
● Aumento dos títulos em quatro vezes 
em sorologias sequenciais (por 
exemplo, 1:4 -1:16).
● Positivação dos títulos em sorologias 
sequenciais.
SÍFILIS - DIAGNÓSTICO
● Três títulos sucessivamente baixos 
(menores ou iguais a 1:8), sem indício 
de reinfecção, são sinal de memória 
sorológica.
● O achado de títulos baixos (< 1:16) 
indica um quadro muito recente, muito 
antigo ou tratada (cicatriz sorológica) 
ou a falso-positivo.
SÍFILIS - 
Tratamento
Esquemas de 
tratamento e 
monitoramento
SÍFILIS - 
Tratamento
Esquemas de 
tratamento e 
monitoramento
ATENÇÃO:
O intervalo preconizado de administração de benzilpenicilina 
benzatina para o tratamento de sífilis é de uma semana entre 
as doses. 
Em gestantes, o esquema deve ser reiniciado se o intervalo 
ultrapassar os sete dias entre as doses.
 
Em pessoas não gestantes,reiniciar o esquema se transcorreram 
mais de 14 dias entre as doses.
SÍFILIS - Retratamento
CRITÉRIOS DE 
RETRATAMENTO DE SÍFILIS:
● Reativação 
● Reinfecção 
Critério 1:
Ausência de redução da titulação em duas 
diluições no intervalo de seis meses (sífilis 
recente, primária e secundária) ou 12 meses 
(sífilis tardia) após o tratamento adequado (ex.: 
de 1:32 para >1:8; ou de 1:128 para >1:32)
CRITÉRIOS DE 
RETRATAMENTO DE SÍFILIS:
● Reativação 
● Reinfecção 
Critério 2:
Aumento da titulação em duas diluições ou 
mais (ex.: de 1:16 para 1:64; ou de 1:4 para 
1:16)
Critério 3:
Persistência ou recorrência de sinais e 
sintomas clínicos. 
SÍFILIS - Retratamento
Úlceras Genitais
Úlceras Genitais
1 Definição
Representam síndrome clínica 
produzida por agentes 
infecciosos sexualmente 
transmissíveis e que se 
manifestam como lesão 
ulcerativa erosiva.
Agentes etiológicos infecciosos mais comuns:
1. Treponema pallidum (Sífilis primária e 
secundária); 
2. HSV-1 e HSV-2 (Herpes perioral e genital, 
respectivamente); 
3. Haemophilus ducreyi (Cancroide); 
4. Chlamydia trachomatis sorotipo L1, L2 e L3 
(LGV);
5. Klebsiella granulomatis (Donovanose).
2
Úlceras Genitais
1 Definição
Representam síndrome clínica 
produzida por agentes 
infecciosos sexualmente 
transmissíveis e que se 
manifestam como lesão 
ulcerativa erosiva.
Agentes etiológicos infecciosos mais comuns:
➔ Treponema pallidum (Sífilis primária e 
secundária); 
➔ HSV-1 e HSV-2 (Herpes perioral e genital, 
respectivamente); 
➔ Haemophilus ducreyi (Cancroide); 
➔ Chlamydia trachomatis sorotipo L1, L2 e L3 
(LGV);
➔ Klebsiella granulomatis (Donovanose).
2
- ATENÇÃO!!
A presença de úlcera genital está associada a um 
elevado risco de transmissão e aquisição do 
HIV e tem sido descrita como a principal causa 
para a difusão do vírus nas populações de maior 
vulnerabilidade.
● Os aspectos clínicos são bastante variados e têm baixo poder preditivo do 
agente etiológico.
● Baixa relação de sensibilidade e especificidade, mesmo nos casos 
considerados clássicos. 
● O diagnóstico com base na impressão clínica apresentou valores preditivos 
positivos baixos – 30,9% para sífilis e 32,7% para cancróide.
Úlceras Genitais
● As manifestações do HSV podem 
ser divididas em primoinfecção 
herpética e surtos recidivantes.
● Entre os indivíduos com infecção 
pelo HIV, as manifestações 
tendem a ser dolorosas, atípicas 
e de maior duração. 
● O quadro local costuma ser bastante 
sintomático e acompanhado de 
sintomas gerais, podendo cursar com 
febre, mal-estar, mialgia e disúria, 
com ou sem retenção urinária.
● Nas mulheres, pode simular quadro 
de infecção urinária baixa.
Herpes Genital
● Muitas pessoas que adquirem a 
infecção por HSV nunca 
desenvolverão manifestações.
● A proporção de infecções 
sintomáticas é estimada entre 
13% e 37%.
● A primoinfecção herpética tem um 
período de incubação médio de seis dias. 
● Lesões eritemato-papulosas de um a três 
milímetros de diâmetro, que rapidamente 
evoluem para vesículas sobre base 
eritematosa, muito dolorosas e de 
localização variável na região genital.
Herpes Genital
● Etiologia: Haemophilus ducreyi 
(cocobacilo Gram-negativo)
● Epidemiologia: 6 milhões casos 
no mundo
● Incubação: 3 a 7 dias. O risco de 
infecção em um intercurso sexual 
é de 80%.
● A reativação deve-se a quadros 
infecciosos, exposição à radiação 
ultravioleta, traumatismos locais, 
menstruação, estresse físico ou 
emocional, antibioticoterapia prolongada 
e/ou imunodeficiência.
Cancroide 
● As lesões são dolorosas, 
geralmente múltiplas e devidas à 
autoinoculação. 
● A borda é irregular, apresentando 
contornos eritemato-edematosos e 
fundo heterogêneo, recoberto por 
exsudato necrótico amarelado, com 
odor fétido.
● No homem, as localizações mais frequentes 
são no frênulo e sulco bálano-prepucial; 
● Na mulher, na fúrcula e face interna dos 
pequenos e grandes lábios.
● Em 30% a 50% dos pacientes, a bactéria 
atinge os linfonodos inguino-crurais 
(bubão), sendo unilaterais em 2/3 dos casos
Cancroide 
A evolução da doença ocorre em três fases: 
● Fase de inoculação
● Fase de disseminação linfática regional
● Fase de sequelas
● O LGV é causado pela Chlamydia 
trachomatis, sorotipos L1, L2 e L3. 
● A manifestação clínica mais comum do 
LGV é a linfoadenopatia inguinal e/ou 
femoral, já que estes sorotipos são 
altamente invasivos aos tecidos 
linfáticos. 
Linfogranuloma venéreo – LGV
● Localiza-se, no homem, no sulco coronal, frênulo 
e prepúcio; 
● Na mulher, na parede vaginal posterior, colo 
uterino, fúrcula e outras partes da genitália 
externa. 
Fase de inoculação: 
● Inicia-se por pápula, pústula ou 
exulceração indolor, que desaparece 
sem deixar sequela. 
● Muitas vezes, não é notada pelo 
paciente e raramente é observada pelo 
profissional de saúde. 
Linfogranuloma venéreo – LGV
● É geralmente unilateral (em 70% dos casos) e se 
constitui no principal motivo da consulta.
● Na mulher, a localização da adenopatia depende 
do local da lesão de inoculação.
Fase de disseminação linfática 
regional: 
● No homem, a linfadenopatia inguinal se 
desenvolve entre uma e seis semanas 
após a lesão inicial; 
Linfogranuloma venéreo – LGV
● O contato orogenital pode causar glossite 
ulcerativa difusa, com linfadenopatia regional. 
● Podem ocorrer sintomas gerais, como febre, 
mal-estar, anorexia, emagrecimento, artralgia, 
sudorese noturna e meningismo. 
● Os bubões que se tornarem flutuantes podem ser 
aspirados com agulha calibrosa, não devendo ser 
incisados cirurgicamente. 
Linfogranuloma venéreo – LGV
Fase de sequelas:
● O comprometimento ganglionar evolui 
com supuração e fistulização por 
orifícios múltiplos, que correspondem a 
linfonodos individualizados, parcialmente 
fundidos em uma grande massa.
● A lesão da região anal pode levar a 
proctite e proctocolite hemorrágica. 
● É uma IST crônica progressiva causada 
pela bactéria Klebsiella granulomatis.
● Acomete preferencialmente pele e 
mucosas das regiões genitais, perianais 
e inguinais. 
● É pouco frequente e ocorre mais 
comumente em climas tropicais e 
subtropicais
● O quadro clínico inicia-se com ulceração de borda 
plana ou hipertrófica, bem delimitada, com fundo 
granuloso, de aspecto vermelho vivo e de 
sangramento fácil. 
● A ulceração evolui lenta e progressivamente, 
podendo se tornar vegetante ou úlcero-vegetante.
● As lesões podem ser múltiplas, sendo frequente a 
configuração em “espelho”, em bordas cutâneas 
e/ou mucosas. 
● Há predileção pelas regiões de dobras e região 
perianal
Donovanose
Fluxograma para o manejo clínico 
1 Definição
São infecções causadas por 
vírus, bactérias ou outros 
agentes infecciosos, 
transmitidas principalmente 
por via sexual.
2 Sintomas
Nem sempre apresentam 
sintomas no início, mas 
podem levar a complicações 
graves se não tratadas de 
forma adequada.
3 Prevenção
Alguns métodos de 
prevenção incluem o uso de 
preservativo em todas as 
relações sexuais e a 
realização de exames 
periódicos.
Avaliação
Representam síndrome clínica 
produzida por agentes infecciosos 
sexualmente transmissíveis e que 
se manifestam como lesão 
ulcerativa erosiva.
Prevenção
A prevenção é feita através do 
uso de preservativos e da 
realização de exames periódicos.
Tratamentos
Os tratamentos incluem a 
remoção das lesões e a 
prescrição de medicamentos 
específicos.
Tratamento de Úlcera Genital - Herpes Genital
Avaliação
Representam síndrome clínica 
produzida por agentes infecciosos 
sexualmente transmissíveis e que 
se manifestam como lesão 
ulcerativa erosiva.
Prevenção
A prevenção é feita através do 
uso de preservativos e da 
realização de exames periódicos.
Tratamentos
Os tratamentos incluem a 
remoção das lesões e a 
prescrição de medicamentos 
específicos.
Tratamentode Úlcera Genital - Herpes Genital
Avaliação
Representam síndrome clínica 
produzida por agentes infecciosos 
sexualmente transmissíveis e que 
se manifestam como lesão 
ulcerativa erosiva.
Prevenção
A prevenção é feita através do 
uso de preservativos e da 
realização de exames periódicos.
Tratamentos
Os tratamentos incluem a 
remoção das lesões e a 
prescrição de medicamentos 
específicos.
Tratamento de Úlcera Genital - Cancróide
Avaliação
Representam síndrome clínica 
produzida por agentes infecciosos 
sexualmente transmissíveis e que 
se manifestam como lesão 
ulcerativa erosiva.
Prevenção
A prevenção é feita através do 
uso de preservativos e da 
realização de exames periódicos.
Tratamentos
Os tratamentos incluem a 
remoção das lesões e a 
prescrição de medicamentos 
específicos.
Tratamento de Úlcera Genital - LGV
Avaliação
Representam síndrome clínica 
produzida por agentes infecciosos 
sexualmente transmissíveis e que 
se manifestam como lesão 
ulcerativa erosiva.
Prevenção
A prevenção é feita através do 
uso de preservativos e da 
realização de exames periódicos.
Tratamentos
Os tratamentos incluem a 
remoção das lesões e a 
prescrição de medicamentos 
específicos.
Tratamento de Úlcera Genital - Donovanose
 
Doença inflamatória pélvica 
1 Definição
A DIP é uma síndrome 
clínica atribuída à ascensão 
de microrganismos do trato 
genital inferior, espontânea 
ou decorrente de 
manipulação.
2 Sintomas
Spotting, dispareunia, corrimento 
vaginal, dor pélvica ou dor no 
abdome inferior, além de dor à 
mobilização do colo do útero ao 
toque.
3Principais agentes 
etiológicos
Chlamydia trachomatis e 
Neisseria gonorrhoeae.
 
EXAME CLÍNICO
● Aferição de sinais vitais; 
● Exame abdominal; 
● Exame especular vaginal, incluindo inspeção do colo de 
útero para friabilidade (sangramento fácil) e corrimento 
mucopurulento cervical; 
● Exame bimanual, com mobilização do colo e palpação 
dos anexos; 
 São necessários três critérios maiores 
+ um critério menor OU um critério elaborado.
Doença inflamatória pélvica (DIP) - Diagnóstico
Doença inflamatória pélvica - Manejo 
 Critérios para indicação de tratamento hospitalar de DIP
Doença inflamatória pélvica - Tratamento
 
Doença inflamatória pélvica - Tratamento
O Manejo da Infecção pelo HIV 
Escuta e avaliação clínica
história clínica atual e 
pregressa 
Avaliação inicial
O Manejo da Infecção pelo HIV 
Contagem de linfócitos T-CD4+ (CD4)
Avaliar a urgência de início da terapia antirretroviral e preditor da síndrome de reconstituição imune
Avaliar a indicação de profilaxias para as infecções oportunistas e imunizações.
Carga viral (CV)
Monitoramento da resposta ao tratamento antirretroviral e detecção precoce da falha virológica.
O Manejo da Infecção pelo HIV 
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO
O Manejo da Infecção pelo HIV 
EXAMES LABORATORIAIS DE SEGUIMENTO
O Manejo da Infecção pelo HIV 
EXAMES LABORATORIAIS DE SEGUIMENTO
O Manejo da Infecção pelo HIV 
INÍCIO DA TERAPIA ANTIRETROVIRAL
A instituição da terapia antirretroviral (TARV) 
tem por objetivo diminuir a morbidade e
mortalidade das PVHA e prevenir infecções
oportunistas.
O Manejo da Infecção pelo HIV 
O Manejo da Infecção pelo HIV 
CONTRAINDICAÇÕES
Absolutas – Insuficiência renal dialítica ou não dialítica e reação de hipersensibilidade ao tenofovir 
ou componentes da fórmula. 
Relativas – Cautela em paciente com risco de osteopenia ou osteoporose, tendo em vista que o 
uso de tenofovir está associado com redução da densidade mineral óssea.
O Manejo da Infecção pelo HIV 
REFERÊNCIAS
Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de 
Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes 
Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis – 
IST [recurso eletrônico], 2022. 211 p. : il.
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites 
Virais. O Manejo da Infecção pelo HIV na Atenção Básica - Manual para Profissionais Médicos 
- Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de DST, Aids e Hepatites 
Virais. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015. 24 p. : il.

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