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Jean Luque

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Questões resolvidas

O quadro clínico mostra uma queixa de ardência, vermelhidão, bolhas agrupadas que se rompem e formam feridas dolorosas nos genitais. Além disso as feridas perduram 1-3 semanas desaparecendo sem tratamento. Mesmo após o desaparecimento das férias o indivíduo continua infectado. O diagnóstico: A história do paciente e o exame físico são determinantes para o diagnóstico; Tratamento é com aciclovir, 200 mg, VO, a cada 4 horas, 5 vezes por dia, 7-10 dias.


Condiloma acuminado (HPV); Agente etiológico: papilomavírus humano: HPV; Período de incubação: não é possível estabelecer, variando de semanas a décadas; Apresentação: a maioria das infecções é assintomática ou inaparente. As lesões exofíticas podem ser únicas ou múltiplas, restritas ou difusas, de tamanha variável, frequentemente em glande, região perianal, vagina e colo, ou até em áreas extragenitais, como conjuntivas, mucosa nasal, oral e laríngea. Dependendo do tamanho e da localização anatômica, podem ser dolorosas, friáveis e/ou pruriginosas. Algumas pessoas podem estar infectadas e não apresentar verrugas; Os tipos 6, 11, 42, 43 e 44 do vírus são mais associados aos condilomas e as lesões intraepiteliais de baixo grau. O diagnóstico é basicamente clínico. A biópsia está indicada quando existir dúvida diagnóstica/suspeita de neoplasia (lesões pigmentadas, endurecidas, fixas e ulceradas), ausência de resposta ao tratamento convencional, aumento de tamanho durante ou após o tratamento e em pacientes com imunodeficiência. O tratamento: Podofilina; Ácido tricloroacético; Exérese cirúrgica.


A. GONORRÉIA: O agente etiológico é o Neisseria gonorrhoeae; O período de incubação: 2-5 dias; Ocasionalmente 24 horas; No homem, o prurido inicia-se na fossa navicular que se estende pela uretra. Ocorre uma descarga uretral mucoide que se torna abundante e purulenta. A maioria das mulheres são assintomáticas, e podem apresentar em alguns casos corrimento vaginal, dor pélvica, dispareunia, sangramento irregular, hiperemia vaginal, disúria, polaciúria, hiperemia vaginal e outros achados podem estar presentes. O diagnóstico é por coloração pelo gram de amostra de secreção uretral ou swab (coletar após a saída de descarga inicial) endocervical ou mesmo cervical, com visualização de diplococos gram-negativos intracelulares. O tratamento: Primeira opção é o ciprofloxacino; Outra opção é a cefriaxona.


B. Cancro Mole: Agente etiológico: heaemophilus ducryi; Período de incubação é de 2-5 dias até 2 semanas; Apresentação: Pápula ou vesícula que progride para úlcera única ou múltipla, dolorosa, de base amolecida, fundo purulento e fétido; Adenopatia: aparecimento de gânglios (bubão) unilaterais em até 2/3 dos casos, principalmente em homens; É doloroso, podendo haver liquefação e fistulizacao com saída de material


O diagnóstico na maioria dos casos é clínico, utilizando-se coloração giemsa ou ácido periódico de Schiff e lugol de tecido, ou aspirado do bubão. O tratamento é feito com doxiciclina 100 mg, VO, a cada 12 horas, por 21 dias.


O tratamento: Sífilis primária, secundária e latente recente: Escolha: penicilina G benzatina; Alternativa: doxiciclina.

What are the risk factors for candidiasis?


a) Use of hormones, use of antibiotics, genetic predisposition, pregnancy, and type of clothing.
b) Use of antibiotics, genetic predisposition, pregnancy, and type of clothing.
c) Use of hormones, genetic predisposition, pregnancy, and type of clothing.

What is the treatment for trichomoniasis?


a) Metronidazole, 2g, orally, in a single dose.
b) Secnidazole, 2g, orally, in a single dose.
c) Metronidazole, 2g, orally, in a single dose, or secnidazole, 2g, orally, in a single dose.

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Questões resolvidas

O quadro clínico mostra uma queixa de ardência, vermelhidão, bolhas agrupadas que se rompem e formam feridas dolorosas nos genitais. Além disso as feridas perduram 1-3 semanas desaparecendo sem tratamento. Mesmo após o desaparecimento das férias o indivíduo continua infectado. O diagnóstico: A história do paciente e o exame físico são determinantes para o diagnóstico; Tratamento é com aciclovir, 200 mg, VO, a cada 4 horas, 5 vezes por dia, 7-10 dias.


Condiloma acuminado (HPV); Agente etiológico: papilomavírus humano: HPV; Período de incubação: não é possível estabelecer, variando de semanas a décadas; Apresentação: a maioria das infecções é assintomática ou inaparente. As lesões exofíticas podem ser únicas ou múltiplas, restritas ou difusas, de tamanha variável, frequentemente em glande, região perianal, vagina e colo, ou até em áreas extragenitais, como conjuntivas, mucosa nasal, oral e laríngea. Dependendo do tamanho e da localização anatômica, podem ser dolorosas, friáveis e/ou pruriginosas. Algumas pessoas podem estar infectadas e não apresentar verrugas; Os tipos 6, 11, 42, 43 e 44 do vírus são mais associados aos condilomas e as lesões intraepiteliais de baixo grau. O diagnóstico é basicamente clínico. A biópsia está indicada quando existir dúvida diagnóstica/suspeita de neoplasia (lesões pigmentadas, endurecidas, fixas e ulceradas), ausência de resposta ao tratamento convencional, aumento de tamanho durante ou após o tratamento e em pacientes com imunodeficiência. O tratamento: Podofilina; Ácido tricloroacético; Exérese cirúrgica.


A. GONORRÉIA: O agente etiológico é o Neisseria gonorrhoeae; O período de incubação: 2-5 dias; Ocasionalmente 24 horas; No homem, o prurido inicia-se na fossa navicular que se estende pela uretra. Ocorre uma descarga uretral mucoide que se torna abundante e purulenta. A maioria das mulheres são assintomáticas, e podem apresentar em alguns casos corrimento vaginal, dor pélvica, dispareunia, sangramento irregular, hiperemia vaginal, disúria, polaciúria, hiperemia vaginal e outros achados podem estar presentes. O diagnóstico é por coloração pelo gram de amostra de secreção uretral ou swab (coletar após a saída de descarga inicial) endocervical ou mesmo cervical, com visualização de diplococos gram-negativos intracelulares. O tratamento: Primeira opção é o ciprofloxacino; Outra opção é a cefriaxona.


B. Cancro Mole: Agente etiológico: heaemophilus ducryi; Período de incubação é de 2-5 dias até 2 semanas; Apresentação: Pápula ou vesícula que progride para úlcera única ou múltipla, dolorosa, de base amolecida, fundo purulento e fétido; Adenopatia: aparecimento de gânglios (bubão) unilaterais em até 2/3 dos casos, principalmente em homens; É doloroso, podendo haver liquefação e fistulizacao com saída de material


O diagnóstico na maioria dos casos é clínico, utilizando-se coloração giemsa ou ácido periódico de Schiff e lugol de tecido, ou aspirado do bubão. O tratamento é feito com doxiciclina 100 mg, VO, a cada 12 horas, por 21 dias.


O tratamento: Sífilis primária, secundária e latente recente: Escolha: penicilina G benzatina; Alternativa: doxiciclina.

What are the risk factors for candidiasis?


a) Use of hormones, use of antibiotics, genetic predisposition, pregnancy, and type of clothing.
b) Use of antibiotics, genetic predisposition, pregnancy, and type of clothing.
c) Use of hormones, genetic predisposition, pregnancy, and type of clothing.

What is the treatment for trichomoniasis?


a) Metronidazole, 2g, orally, in a single dose.
b) Secnidazole, 2g, orally, in a single dose.
c) Metronidazole, 2g, orally, in a single dose, or secnidazole, 2g, orally, in a single dose.

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1 
JEAN LUQUE | UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
Dst ou Ist’s 
CONCEITO 
• A terminologia IST passou a ser adotada em 
substituição a expressão DST porque destaca a 
possibilidade de uma pessoa ter e transmitir 
uma infecção, mesmo sem apresentar sinais e 
sintomas. 
O que são, afinal, doenças ou infecções sexualmente 
transmissíveis? 
• São doenças transmitidas de uma pessoa a 
outra através de relação sexual; 
o Vaginal; 
o Anal; 
o Oral. 
 
Os principais sintomas das DST’S: 
• Corrimento vaginal ou uretral; 
• Prurido genital; 
• Dor durante a relação sexual; 
• Lesão / bolhas ou vesículas no pênis ou na 
vagina; 
• Verrugas genitais; 
• Ardor ao urinar; 
• Linfonodos na região inguinal. 
Os assintomáticos: 
• São aqueles indivíduos que não apresenta 
sintomas e tem DST; 
1. DST’A causada por vírus: 
Sida (já visto) ou HIV: 
AS FORMAS DE TRANSMISSÃO HIV: 
 
Herpes genital ou simples; 
O vírus herpes simples (HSV) é um DNA-VÍRUS. 
Pertence a família dos herpes vírus humanos 
(herpesviridae); 
São conhecidos 2 tipos de vírus herpes simples que se 
assemelham na estrutura, mas diferem na 
antigenicidade. 
 
Herpes genital ou herpes simples, a epidemiologia: 
• É uma das doenças mais prevalentes do 
mundo; 
• Estudos epidemiológicos de soroprevalencia 
mostram que até 90% dos adultos têm 
anticorpos circulantes contra HSV-1; 
• No Brasil, estima-se que >600 mil novos casos 
de herpes genital sejam diagnosticados 
anualmente. 
A transmissão: 
• A transmissão ocorre por contato com 
individuo transmissor do vírus a partir da lesão 
infectante, sendo raras outras formas do 
contágio; 
• O vírus infecta por meio de escoriações na pele 
ou por contato direto com cérvix uterina, 
uretra, orofaringe ou conjuntiva; 
• Pessoas assintomáticas também podem 
transmitir o vírus; 
• O HSV-2 é disseminado por lesões genitais; 
o No entanto os dois tipos de vírus 
podem acometer qualquer parte da 
pele e da mucosa; 
o Geralmente o HSV-1 é contraído na 
infância e na adolescência. 
As lesões podem ficar úmidas ou evoluir com crostas, 
formando uma cicatriz após 2-4 semanas que não 
costuma deixar marcas. 
 
 
 
 2 
JEAN LUQUE | UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
O quadro clínico mostra uma queixa de ardência, 
vermelhidão, bolhas agrupadas que se rompem e 
formam feridas dolorosas nos genitais. 
Além disso as feridas perduram 1-3 semanas 
desaparecendo sem tratamento. Mesmo após o 
desaparecimento das férias o indivíduo continua 
infectado. 
 
• O diagnóstico: 
o A história do paciente e o exame físico 
são determinantes para o diagnóstico; 
o Tratamento é com aciclovir, 200 mg, 
VO, a cada 4 horas, 5 vezes por dia, 7-
10 dias. 
Condiloma acuminado (HPV); 
• Agente etiológico: papilomavírus humano: 
HPV; 
• Período de incubação: não é possível 
estabelecer, variando de semanas a décadas; 
• Apresentação: a maioria das infecções é 
assintomática ou inaparente. 
As lesões exofíticas podem ser únicas ou múltiplas, 
restritas ou difusas, de tamanha variável, 
frequentemente em glande, região perianal, vagina e 
colo, ou até em áreas extragenitais, como conjuntivas, 
mucosa nasal, oral e laríngea. 
 
• Dependendo do tamanho e da localização 
anatômica, podem ser dolorosas, friáveis e/ou 
pruriginosas. 
• Algumas pessoas podem estar infectadas e não 
apresentar verrugas; 
• Os tipos 6, 11, 42, 43 e 44 do vírus são mais 
associados aos condilomas e as lesões 
intraepiteliais de baixo grau. 
O diagnóstico é basicamente clínico. 
A biópsia está indicada quando existir dúvida 
diagnóstica/suspeita de neoplasia (lesões 
pigmentadas, endurecidas, fixas e ulceradas), ausência 
de resposta ao tratamento convencional, aumento de 
tamanho durante ou após o tratamento e em pacientes 
com imunodeficiência. 
O tratamento: 
• Podofilina; 
• Ácido tricloroacético; 
• Exérese cirúrgica. 
2. DSTS CAUSADAS POR BACTÉRIAS: 
A. GONORRÉIA: 
O agente etiológico é o Neisseria gonorrhoeae; 
O período de incubação: 
• 2-5 dias; 
• Ocasionalmente 24 horas; 
No homem, o prurido inicia-se na fossa navicular que 
se estende pela uretra. 
Ocorre uma descarga uretral mucoide que se torna 
abundante e purulenta. 
 
A maioria das mulheres são assintomáticas, e podem 
apresentar em alguns casos corrimento vaginal, dor 
pélvica, dispareunia, sangramento irregular, hiperemia 
vaginal, disúria, polaciúria, hiperemia vaginal e outros 
achados podem estar presentes. 
• O diagnóstico é por coloração pelo gram de 
amostra de secreção uretral ou swab (coletar 
após a saída de descarga inicial) endocervical 
ou mesmo cervical, com visualização de 
diplococos gram-negativos intracelulares. 
• O tratamento: 
o Primeira opção é o ciprofloxacino; 
o Outra opção é a cefriaxona. 
 
 
 3 
JEAN LUQUE | UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
O risco de transmissão de gonorreia é de 50% em atos 
sexuais. Pode haver manifestações sistêmicas. 
 
B. Cancro Mole: 
• Agente etiológico: heaemophilus ducryi; 
• Período de incubação é de 2-5 dias até 2 
semanas; 
• Apresentação: 
o Pápula ou vesícula que progride para 
úlcera única ou múltipla, dolorosa, de 
base amolecida, fundo purulento e 
fétido; 
o Adenopatia: aparecimento de gânglios 
(bubão) unilaterais em até 2/3 dos 
casos, principalmente em homens; 
o É doloroso, podendo haver liquefação 
e fistulizacao com saída de material 
purulento. 
 
Diagnóstico: 
• Coloração de gram em esfregaço de material 
de base ulcerada ou aspirado do bubão, com 
bacilos gram-negativos intracelulares; 
• PCR é o padrão-ouro, mas cultura é o método 
mais sensível. 
O tratamento: 
• Azitromicina 1g por via oral, dose única; 
• Ceftriaxona 250 mg intramuscular, dose única. 
C. Linfogranuloma venéreo: 
• Agente etiológico: 
o Chlamydia tracomatis, sorotipos L1, L2 
e L3; 
• Período de incubação: 7-21 dias; 
• Apresentação: a lesão de inoculação é uma 
pápula, pústula ou exulcerarão indolor e fugaz. 
O paciente pode apresentar adenopatia: 
• Disseminação regional em 1-6 semanas após a 
lesão; 
o No homem, é inguinal, unilateral em 
70% dos casos, evoluindo para 
supuração e fistulizacao múltipla. 
o Na mulher, frequentemente é 
perirretal. 
 
O diagnóstico na maioria dos casos é clínico, utilizando-
se coloração giemsa ou ácido periódico de Schiff e lugol 
de tecido, ou aspirado do bubão. 
 
O tratamento é feito com doxiciclina 100 mg, VO, a 
cada 12 horas, por 21 dias. 
D. SÍFILIS: 
• A sífilis é uma doença infecciosa, causada pelo 
treponema pallidum; 
• O modo de transmissão mais comum é o 
contato sexual com lesões infecciosas, tendo 
como principal meio de transmissão o não uso 
de preservativos durante as relações sexuais. 
A sífilis também pode ser adquirida por contato pessoal 
não sexual, transmissão vertical e transfusão 
sanguínea. 
1. Sífilis primária: 
• A manifestação clínica depende do número de 
treponemas inoculados e do estado 
imunológico do paciente; 
o Caracteriza-se pelo surgimento do 
cancro duro, após um intervalo de 10-
90 dias da infecção (média 21 dias); 
• Corresponde a uma lesão ulcerada, 
geralmente única e indolor, medindo 1-2cm, 
com bordas bem delimitadas, endurecidas e 
elevadas, geralmente acompanhada de 
 
 
 4 
JEAN LUQUE | UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
linfadenopatia inguinal, móvel, indolor e sem 
sinais flogisticos. 
Esse estágio pode durar de 2-6 semanas e desaparecer 
de forma espontânea, independente do tratamento. 
 
2. Sífilis secundário: 
• Quadro clínico geralmente surge entre 6 
semanas e 6 meses após a infecção e duram, 
em média, entre 4-12 semanas; 
• Podem ocorrer erupções cutâneas em forma 
de máculas e ou pápulas, principalmente no 
troco, lesões eritematosas escamosas palmos 
plantares; 
• Nesse estágio há presença significativa de 
resposta imune com intensa produção de 
anticorpos contra o treponema. 
 
 
3. Sífilis latente: 
Se caracteriza pela ausência de manifestações clínicas 
e pode durar de 3 a 20 anos; 
• O diagnóstico só pode ser feito por teste 
sorológico;• A sífilis latente é dividida em recente e tardia, 
a última quando a evolução é maior que 1 ano. 
4. Sífilis terciaria: 
• Ocorre em aproximadamente 30% das 
infecções não tratadas, após um longo período 
de latência, podendo surgir entre 2-40 anos 
depois do início da infecção; 
• A sífilis nesse estágio se manifesta na forma de 
inflamação e destruição tecidual. 
As principais lesões são as seguintes: 
• Cutâneas; 
• Ósseas; 
• Cardiovasculares; 
• Neurológicas; 
o Meningite aguda, goma do cérebro ou 
da medula, atrofia do nervo óptico, 
lesão do VII par, paralisia geral, tabes 
dorsalis e demência. 
 
Pesquisa direta: 
• Pode ser feita através de microscopia de 
campo escuro; 
o Sensibilidade de 74 a 86%; 
• Imunoflorescencia direta, exame de material 
corado, biópsias; 
o Testes imunológicos: são os mais 
utilizados na prática, para o 
diagnóstico devem ser utilizados 
testes treponemicos mais os testes 
não treponemicos. 
• Testes treponêmicos: detectam anticorpos 
específicos produzidos contra os antígenos do 
pallidum. 
 
O tratamento: 
• Sífilis primária, secundária e latente recente: 
o Escolha: penicilina G benzatina; 
o Alternativa: doxiciclina. 
 
 
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JEAN LUQUE | UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
• Sífilis latente tarda ou de duração 
desconhecida e terciária: 
o Penicilina G benzatina em maior dose; 
o Alternativa: doxiciclina. 
• Neurossífilis: 
o Penicilina cristalina; 
o Alternativa: ceftriaxona. 
3. DSTS CAUSADAS POR FUNGOS: 
1. Candidíase: 
• A candidíase é uma das principais causas de 
corrimento vaginal, que por sua vez é uma 
queixa ginecológica muito frequente na 
atenção básica; 
• A cândida é um gênero de fungo que sua 
colonização e transmissão podem se dar de 
maneira assintomática; 
• Cerca de 75% das mulheres irão apresentar 
pelo menos um episódio de candidíase na sai 
vida; 
• Cerca de 85% das espécies de candida presente 
na microbiota vaginal são da espécie 
C.albicans. 
Os fatores de risco: 
• Uso de hormônios; 
• Uso de antibióticos; 
• Pré-disposição genética; 
• Gestação; 
• O tipo de vestuário. 
Quadro clínico: 
• A maioria dos casos são assintomáticos; 
• Prurido intenso; 
• Corrimentos: 
o Pastoso ou grumoso aderido as 
paredes vaginais, de coloração branca, 
amarela ou esverdeada; 
• Odor: normalmente, sem odor característico, 
mas pode estar presente e ser desagradável; 
• No exame físico: 
o Vulvite com fissuras, irritação, 
escoriações e exame especular 
evidenciando o corrimento brando, 
grumoso, aderido as paredes vaginais 
e do colo; 
▪ Aspecto de leite coalho. 
 
• O diagnóstico é eminentemente clínico, porém 
alguns exames auxiliam em casos de dúvida, já 
que ela pode vir acompanhada de outra 
vulvovaginite; 
• Análise pH vaginal: ph abaixo de 4,5; 
• Exame a fresco de gram: 
o Visualização de hifas e esporos. 
O objetivo do tratamento é o alívio dos sintomas. Em 
caso de pacientes assintomáticas, o tratamento não é 
realizado: 
 
• O tratamento não medicamentoso: 
o Maior cuidado com a higiene íntima; 
o Uso de roupas intimas de algodão; 
o Evitar calças apertadas; 
o Retirar roupa íntima para dormir; 
o Reduzir o uso de protetores diários. 
2. Tricomoníase: 
• O agente etiológico é o Trichomonas vaginalis; 
• Apresentação: excepcionalmente, causada 
descarga uretral masculina, disúria, polaciúria 
e estrangúria; 
• Na mulher, observa-se secreção abundante, 
amarelada ou amarelo-esverdeada, Bolhosa, 
prurido, hiperemiada; 
• Corrimento amarelado ou esverdeado; 
• Dor no ato sexual; 
• Os parceiros mesmo assintomáticos 
necessitam fazer tratamento. 
 
• O diagnóstico: 
o Exame direto (a fresco) de conteúdo 
vaginal ou esfregaço de material 
uretral, observa-se parasita flagelado 
em movimento; 
o O pH vaginal frequentemente tem 
valores >4,5; 
 
 
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JEAN LUQUE | UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
o A cultura é valiosa em crianças, em 
casos suspeitos e com exame a fresco 
e esfregaço negativos; 
o PCR é o padrão-ouro para diagnóstico. 
• O tratamento: 
o Primeira opção: metronidazol, 2g, VO, 
em dose única; 
o Segunda opção: secnidazol. 2g, vo, em 
dose única; 
o Observações: pode permanecer 
assintomática no homem e na mulher, 
principalmente na pós menopausa. O 
risco de transmissão por cada ato 
sexual é de 60 a 80%.

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