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TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO VEICULAR 2 Sumário Apresentação ...........................................................................................................................................5 Objetivos ..................................................................................................................................................5 Estrutura do Curso ...................................................................................................................................5 Módulo 1 - Identificação de Veículos de Passageiros ...................................................................... 6 Apresentação do módulo .........................................................................................................................6 Objetivos do módulo ................................................................................................................................6 Estrutura do módulo ................................................................................................................................6 Aula 1 – Breve histórico da indústria automobilística no Brasil, a NBR 3 N° 6066/80 e o VIN: Considerações e Estrutura ...................................................................................................................7 1.1 Breve histórico da indústria automobilística no Brasil. ........................................................7 1.2 A NBR 3 nº 6066/80....................................................................................................................8 1.3. O VIN: Considerações e Estrutura .......................................................................................... 10 Aula 2 – o Conteúdo VIN ................................................................................................................... 13 2.1. 1ª Seção – WMI – Identificação Internacional do Fabricante. ............................................... 13 2.2. Estudando a 2ª Seção do Código VIN ..................................................................................... 15 2.3. Estudando a 3ª Seção do Código VIN ..................................................................................... 16 Aula 03 – A localização, fixação e decodificação do VIN ................................................................... 21 3.1. A localização do VIN nas principais marcas de veículos de passageiros ................................ 21 3.2. A Fixação do VIN ..................................................................................................................... 22 3.3. A Decodificação do VIN .......................................................................................................... 23 3.4. Quadro de links das tabelas ESPECÍFICAS .............................................................................. 27 Módulo 2 – Leis, Resoluções que dispõem sobre a identificação veicular e aspectos relacionados . 32 Apresentação do Módulo ...................................................................................................................... 32 Objetivos do Módulo:............................................................................................................................ 32 Estrutura do Módulo ............................................................................................................................. 32 Aula 01 - Crimes relacionados à identificação veicular e critérios para identificação de veículos ... 33 1.1. Código Penal (alterado pela Lei 9426/96) ......................................................................... 33 1.2. Critérios para Identificação de Veículos ............................................................................ 35 Aula 2 – Sistema de placas de identificação de veículos .................................................................. 39 2.1. Principais características das placas dos veículos .................................................................. 40 2.2. Especificações dos elementos de segurança ......................................................................... 44 2.3. Fixação da placa ao veículo .................................................................................................... 48 Aula 3 – Carteira Nacional de Habilitação – CNH .............................................................................. 59 3.1 A CNH Digital ........................................................................................................................... 59 3 3.2 A CNH Física ....................................................................................................................... 61 3.3 Histórico e características das CNH anteriores ................................................................. 69 Aula 04 – Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos – CRLV ........................................... 76 4.1. Especificações Técnicas .......................................................................................................... 77 4.2. Leitura do QR Code da CNH-e, CRLV, e Placa Padrão Mercosul ............................................ 81 Módulo 3 – O Sistema RENAVAM ................................................................................................ 84 Apresentação do Módulo ...................................................................................................................... 84 Objetivos do Módulo:............................................................................................................................ 84 Estrutura do Módulo: ............................................................................................................................ 84 Aula 01 – Definição, mudanças introduzidas pelo sistema RENAVAM, seus usuários e informações ........................................................................................................................................................... 85 1.1. Definição............................................................................................................................ 85 1.2. Conceito e objetivos do Projeto RENAVAM ...................................................................... 85 1.3. Histórico ............................................................................................................................ 86 1.4. Mudanças introduzidas pelo sistema RENAVAM .............................................................. 88 1.5. O Projeto RENAVAM ......................................................................................................... 90 1.6. Usuários de informações do RENAVAM ............................................................................ 91 Aula 02 – O examinador e os exames veicular e documental .......................................................... 93 2.1. O examinador e os exames .................................................................................................... 94 2.2. Características de um bom examinador................................................................................. 95 2.3. Características de um local adequado para exames .............................................................. 95 2.4. A realização dos exames veicular e documental e o Sistema RENAVAM .............................. 97 2.5. Informações importantes para a realização do exame veicular ............................................ 97 Aula 03 – Decodificação de datas de fabricação de vidros ............................................................. 102 3.1. Por que pesquisar as datas de fabricação dos vidros veiculares? ....................................... 102 3.2. Decodificação de datas de fabricação de vidros .................................................................. 103 Aula 04 – A importância de saber oscódigos dos agregados ......................................................... 113 4.1. Técnicas de identificação veicular e documental ................................................................. 114 4.2. Materiais, instrumentos e procedimentos dos exames veicular e documental .................. 115 4.3. Procedimentos dos exames veicular e documental ............................................................. 118 Módulo 4 – Classificação do VIN, Fraudes Mais Comuns e Noções de Agregados ........................ 123 Apresentação do Módulo .................................................................................................................... 123 Objetivos do Módulo:.......................................................................................................................... 123 Estrutura do Módulo: .......................................................................................................................... 123 Aula 1 – Classificação do VIN quanto a sua essência, fraudes veiculares mais comuns e fraudes em documentos .................................................................................................................................... 124 4 1.1. Com relação à sua essência (natureza, idoneidade e credibilidade). ............................. 124 1.2. Fraudes veiculares mais comuns ..................................................................................... 125 1.3. Fraudes em documentos ................................................................................................. 130 Aula 2 – Noções sobre agregados ................................................................................................... 132 2.1. Itens a serem analisados em um bom exame veicular ........................................................ 134 2.2. Plaquetas e carroceria .......................................................................................................... 137 2.3. Motor e câmbio .................................................................................................................... 142 2.4. Identificação dos motores .................................................................................................... 143 Aula 3 – Exemplos de marcação e codificação nos agregados ....................................................... 151 Módulo 05 – Localização dos Códigos e Prática de Decodificação de Veículos ............................. 160 Aula 01 – Decodificação .................................................................................................................. 161 1.1. Orientação para uma decodificação eficaz ..................................................................... 161 1.2. Dicas para facilitar a decodificação: teoria e prática ...................................................... 162 1.3. Na prática ........................................................................................................................ 164 Aula 02 – Localização e decodificação do NIV em diversos tipos de veículos ................................ 169 2.1. Localização e decodificação do NIV dos diversos modelos das principais marcas de veículos tipo motocicleta .......................................................................................................................... 169 2.2. Localização do NIV dos diversos modelos das principais marcas de veículos dos tipos utilitário, caminhão e ônibus ...................................................................................................... 170 2.3 Decodificação do NIV de veículos dos tipos utilitário, caminhão e ônibus ........................... 172 Aula 03 – Informações adicionais.................................................................................................... 177 3.1. Histórico de locais de fabricação de antigas e novas montadoras no Brasil .................. 182 Aula 04 – Mudanças de características dos veículos ...................................................................... 184 4.1. Exemplos de mudanças de características ........................................................................... 185 4.2. Como identificar mudanças de características .................................................................... 186 5 Apresentação Neste curso você estudará sobre dois dos principais problemas enfrentados pelas polícias: o roubo/furto e a fraude em veículos e respectivos documentos. Para efetuar uma melhor identificação veicular e documental e, em consequência, combater mais eficazmente esses crimes, é importante você conhecer a legislação pertinente à identificação veicular e documental e também as técnicas adequadas à investigação das possíveis fraudes. Objetivos Ao final deste curso você estará apto a: • Compreender a importância do número de identificação veicular - VIN e das informações nele contidas; • Analisar a legislação pertinente à identificação veicular e documental; • Utilizar técnicas que possibilitem a necessária identificação veicular e documental; e • Reconhecer que as técnicas e os procedimentos utilizados na identificação veicular e documental auxiliam na prevenção e na investigação dos crimes relacionados à falsificação e ao roubo de veículos. Estrutura do Curso Para alcançar os objetivos propostos, este curso foi dividido em 5 módulos: Módulo 1 – Identificação de Veículos de Passageiros. Módulo 2 – Leis e Resoluções que Dispõem Sobre a Identificação Veicular e Aspectos Relacionados. Módulo 3 – O Sistema RENAVAM. Módulo 4 – Classificação do VIN, Fraudes Mais Comuns e Noções de Gregados. Módulo 5 – Localização dos Códicos e Prática de Decodificação de Veículos. Bom curso!! 6 Módulo 1 - Identificação de Veículos de Passageiros Apresentação do módulo Neste módulo você estudará o Número de Identificação do Veículo (VIN), de acordo com a NBR 3 nº 6066/80 da ABNT, que estabelece as orientações para sua padronização e os pontos mais importantes da norma: a estrutura; o conteúdo; a localização; e a fixação do número de identificação do veículo. Objetivos do módulo Ao final do estudo desse módulo, você será capaz de: • Analisar os principais fatos históricos da indústria automobilística no Brasil; • Compreender as orientações contidas na NBR 3 Nº 6066/80; • Conceituar VIN; • Extrair informações das tabelas gerais; • Identificar as possíveis localizações do VIN; • Descrever as formas de fixação do VIN; • Decodificar o VIN a partir das informações contidas nas tabelas gerais e específicas. Estrutura do módulo Aula 1 – Breve histórico da indústria automobilística no Brasil, a NBR 3 N° 6066/80 e o VIN: considerações e estrutura; Aula 2 – O conteúdo do VIN; Aula 3 – A localização, fixação e decodificação do VIN. 7 Aula 1 – Breve histórico da indústria automobilística no Brasil, a NBR 3 N° 6066/80 e o VIN: Considerações e Estrutura 1.1 Breve histórico da indústria automobilística no Brasil. Há registro que o primeiro veículo motorizado chegou ao Brasil em 1891 e que várias montadoras tentaram estabelecer-se em solo brasileiro até 1956, época em que a indústria automobilística foi implantada oficialmente. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) (http://www.anfavea.com.br/), a data da implantação da indústria automobilística brasileira foi 16 de agosto de 1956, e a primeira fábrica entrou em operação em 1957. Com a implantação da indústria automobilística cresceram as preocupações com a melhoria da identificação veicular, porque cada montadora gravava a sua codificação como achava melhor. Cada empresa possuía uma codificação particular. A Volkswagen, por exemplo, utilizava inicialmente uma codificação com seis caracteres, depois sete. Já a Ford e GM usavam onze caracteres e a Fiat doze. Sentia-se,portanto, a necessidade de padronização. As quatro grandes empresas da nova indústria automobilística brasileira (Volkswagen, Ford, Fiat e GM), no período de 1956 a 1983, possuíam codificações particulares, com quantidades diferentes de caracteres e diferenciados significados, denominados fases. Essas fases serão expostas integralmente nas decodificações deste curso. A NBR 3 nº 6066/80 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) foi instituída para padronizar a forma de identificação veicular, com alguns significados obrigatórios, porém sem engessar a participação das fábricas, permitindo-lhes usar as informações que desejam explicitar sobre seus produtos. http://www.anfavea.com.br/ 8 Importante! A NBR 3 nº 6066/80 estabeleceu uma nova nomenclatura, que passou a ser adotada em 1981 pela Fiat, em 1983 pela Volkswagen e em 1984 pela Ford e pela GM. Vale destacar que, inicialmente, a Fiat e a Ford (na gravação do VIN de veículos tipo passeio) contrariaram a norma: a Fiat não gravou código designativo representando o ano, e a Ford gravou o código representativo do ano na 11ª posição do VIN, quando o correto era utilizar a 10ª posição. Essas duas montadoras corrigiram a codificação de seus veículos a partir dos modelos 1987. 1.2 A NBR 3 nº 6066/80 A NBR 3 nº 6066/80 é uma norma técnica e não uma Lei, mas as suas normatizações subsidiaram e continuam como base de toda a legislação referente à identificação veicular. O objetivo da NBR 3 Nº 6066, de julho de 1980, é estabelecer um sistema de numeração para identificação dos veículos rodoviários, uniformizando as informações sobre a estrutura, o conteúdo, a localização e a fixação do número de identificação do veículo – VIN. Esta norma foi estruturada com 17 caracteres, onde a 10ª posição representa o ano do MODELO de fabricação ou o ano de FABRICAÇÃO do veículo (veículo fabricados entre 1988 e 1998). VIN – Vehicle Identification Number, sigla em inglês, que significa Número de Identificação do Veículo. Em Língua Portuguesa, no Brasil, pode-se utilizar a sigla NIV, com o mesmo significado. 9 1.2.1. Adequação das montadoras à NBR 3 n° 6066/80 As grandes montadoras de veículos tipo passeio se adequaram a esta norma durante a década de 1987. FIAT Iniciou a gravação com 17 caracteres em 1981, mas sem designar o ano dos veículos no VIN. Corrigiu a codificação a partir de 1987, designando o ano na 10ª posição conforme determina a legislação (NBR 3 nº 6066/80 da ABNT). Volkswagen Em 1983 (ano-modelo) passou a gravar de acordo com a NBR 3 nº 6066/80 da ABNT. FORD Iniciou a gravação de 17 caracteres com o ano-modelo 1984 (em julho de 1983), mas designou o ano do veículo na 11ª posição. Corrigiu a partir de março de 1987, designando o ano na 10ª posição conforme determina a legislação. GM Em 1984 (ano-modelo) passou a gravar de acordo com a NBR 3 nº 6066/80 da ABNT. Figura 1: Atenção Fonte:SCD/EaD/Segen 10 Os veículos importados não seguem o padrão estabelecido pela norma técnica brasileira NBR 3 nº 6066/80. Existem pelo menos quatro padrões utilizados para a formação de VIN’s no mundo. • FMVSS 115, Parte 565: Usado nos Estados Unidos e Canadá; • ISO 3779 Padrão: Utilizado na Europa e em muitas outras partes do mundo; • SAE J853: Muito parecido com o padrão ISO; • ADR 61/2: Utilizado na Austrália, referindo-se a ISO 3779 e 3780. 1.3. O VIN: Considerações e Estrutura 1.3.1. Considerações Divisores são símbolos, caracteres ou delimitação física usados para separar as ações do número de identificação do veículo (VIN) ou indicar seus limites (início e fim). Os divisores a serem usados são estabelecidos pelo fabricante, porém não devem ser utilizados, eles são impressos e gravados/fixados. IMPRESSO Quando impresso em documentos, o VIN deve ser disposto em uma única linha, sem espaços em branco e sem omitir nenhuma seção. GRAVADO OU FIXADO Quando gravado ou fixado ao veículo, VIN pode ser disposto em uma ou duas linhas, sem espaço em branco e sem omitir nenhuma seção. 11 1.3.2. A Estrutura do VIN O VIN é um código constituído por 17 caracteres alfabéticos ou numéricos, divididos em três seções: Figura 2: Estrutura do VIN Fonte: Conteudista 1ª Seção – WMI Identificador internacional do fabricante (World Manufacturer Identifier). Código designado a um fabricante de veículos a fim de permitir a sua identificação. Quando usado em conjunto com as outras seções do VIN, assegura a unicidade do número de identificação para todos os veículos produzidos no mundo por um período de 30 anos. 2ª Seção – VDS Seção descritiva do veículo (Vehicle Descriptor Section). Código que fornece informações sobre as características gerais do veículo. 12 3ª Seção – VIS Seção indicadora do veículo (Vehicle Indicator Section). Código constituído de uma combinação de caracteres designada pelo fabricante para distinguir um veículo do outro. Essa seção, em conjunto com a seção descritiva do veículo (VDS), assegura a unicidade do número de identificação de todos os veículso produzidos pelo fabricante por um período de 30 anos. Fonte: SCD/EaD/Segen Figura 3: Observação 13 Aula 2 – o Conteúdo VIN 2.1. 1ª Seção – WMI – Identificação Internacional do Fabricante. São correspondentes às 03 primeiras posições do VIN, o WMI identifica o fabricante do veículo e possui caracteres numéricos ou alfabéticos. 2.1.1. Estudando a 1ª Seção do Código VIN Figura 4: 1ª Seção do Código VIN Fonte: SCD/EaD/Segen Posição 1: Identifica a área geográfica (continente de origem) – conforme a necessidade, mais de um caractere pode ser designado para uma mesma área geográfica. No Brasil é preenchimento pelo 9 indicando o que o fabricante é da região sul do continente americano. Posição 2: Identifica o país de origem dentro de uma área geográfica específica. 3ª posição: Identifica, o fabricante dentro do país. Posição 3: Identifica o fabricante dentro do país. Conforme a necessidade, mais de um caractere pode ser designado para um mesmo país. 14 O WMI possui algumas caraterísticas importantes, veja: • A combinação dos dois primeiros caracteres será designada a todos os países produtores de veículos por uma organização Internacional sob autorização da ISO – atualmente a SAE – Society of Automotive Engineers Inc (USA); • Os códigos da seção WMI designados a todos os fabricantes são registrados e cadastrados pela Organização Internacional. O código da 3ª posição da WMI, designado a um fabricante, não deve ser designado a qualquer outro fabricante, pelo menos durante trinta anos após esse código ter sido usado pela última vez; • O terceiro caractere, que completa o código WMI, será designado por uma organização nacional (no caso do Brasil, a ABNT) a todos os fabricantes com sede no país e comunicado à Organização Internacional para ser registrado e cadastrado; • A utilização do dígito 9 como terceiro caractere indica que seu fabricante produz menos de 500 veículos por ano. Neste caso, a identificação do fabricante deve ser feita nos terceiro, quarto e quinto caracteres da seção descritiva do veículo – VDS (6ª, 7ª e 8ª posições do VIN). A designação dessa utilização caberá à organização nacional; • Os códigos dos países produtores de veículos são encontrados na tabela internacional de distribuição de códigos. As tabelas a seguir representam/sintetizam as decodificações dos caracteres que podem ocupar as posições da seção WMI, ou seja, as 03 primeiras posições do VIN. Tabela Internacional das duas primeiras posições do VIN Esta tabela fornece os códigos das duas primeiras posições do VIN, conforme designação da SAE – (Society of Automotive Engineers), comautorização da ISO. Acesse a tabela do Código da WMI de distribuição por país (disponível no material complementar). 15 CURIOSIDADE!! Para ampliar seu conhecimento, acesse a Tabela das 03 (três) primeiras posições do VIN (disponível no material complementar). 2.2. Estudando a 2ª Seção do Código VIN Esta seção corresponde a 06 posições do VIN, da 4ª à 9ª, a VDS – Seção descritiva do veículo – representa as características gerais do veículo e possui caracteres numéricos ou alfabéticos. Figura 5: 2ª Seção do Código VIN Fonte: SCD/EaD/Segen A codificação e a sequência dos caracteres desta ação devem ser estabelecidas pelo fabricante. Caso o fabricante não necessite de todos os caracteres, os espaços não utilizados devem ser preenchidos com caracteres numéricos ou alfabéticos de escolha do fabricante. 16 2.3. Estudando a 3ª Seção do Código VIN Esta seção corresponde a 08 posições do VIN, da 10ª à 17ª, a VIS – Seção Indicadora do Veículo – distingue os veículos entre si. Ela é formada por caracteres numéricos ou alfabéticos, mas a partir da 14ª posição apenas caracteres numéricos podem ser usados. Figura 6: 3ª Seção do Código VIN Fonte: SCD/EaD/Segen OBSERVAÇÕES IMPORTANTES!! • Quando as posições desta seção não forem preenchidas com caracteres significativos, estas devem ser preenchidas com o número 0 (zero); • Veículos do mesmo fabricante (WMI) e com as mesmas características (VDS), somente podem ser identificados pela diferença existente na VIS; • Essa seção, em conjunto com a seção descritiva do veículo (VDS), assegura a unidade do número de identificação de todos os veículos produzidos pelo fabricante por um período de 30 anos. 17 VAMOS VER O SIGNIFICADO DA 10ª À 17ª POSIÇÃO 10ª posição Designa o modelo do veículo e deve ser preenchida por um caractere alfanumérico. A utilização do “ano do modelo” na 10ª posição foi vedada pela Resolução nº 691/88 do CONTRAN, que modificou a Resolução nº 659/85 do CONTRAN, passando a utilizar-se o ano de fabricação na 10ª posição; A Resolução do CONTRAN nº 24/98 revogou a Resolução nº 659/85 e estabeleceu que o 10º dígito do VIN deve ser gravado na estrutura ou em plaqueta; Tabela ano/modelo – 10º dígito do VIN Figura 7: Tabela ano/modelo - 10ª dígito do VIN Fonte: Conteudista 18 Observação importante: Em decorrência das Resoluções 659/1985, 691/1988 e 24/1998, a 10ª Posição do VIN identifica: Figura 8: Ponto que a 10ª Posição indica Fonte: SCD/EaD/Segen 11ª posição Designa se assim desejar o fabricante, a fábrica onde o veículo foi montado e deve ser preenchida por um caractere alfanumérico. 12ª a 17ª posições Individualizam cada veículo, conforme características gerais atribuídas pelo fabricante. As posições 12 e 13 podem ser preenchidas com caracteres alfanuméricos, enquanto as posições 14, 15, 16 e 17 devem ser preenchidas obrigatoriamente com caracteres numéricos. 19 Significados das Posições do VIN 1ª Seção – WMI Posições: 1ª = Continente 2ª = País 3ª = Fabricante As posições 1 e 2 são dadas pela tabela internacional designadas por uma Organização Internacional (atualmente a SAE) sob autorização da ISO. A posição 3 é designada por uma Organização Nacional (no caso do Brasil, a ABNT) e comunicada à SAE. Obs.: A utilização do dígito 9 na terceira posição indica que seu fabricante produz menos de 500 veículos por ano. Sua designação no Brasil cabe à ABNT. 2ª Seção – VDS Posições: 4ª à 9ª = Descrição do veículo Os códigos das posições 4 à 9 são estabelecidos pelo fabricante. A descrição do veículo é de responsabilidade da respectiva fábrica ou montadora, podendo ela escolher as informações que deseja explicitar. A utilização do dígito 9 na terceira posição implica a identificação do fabricante na 6ª, 7ª e 8ª posições do VIN (também designadas pela ABNT). 3ª Seção – VIS Posições: 10ª = Ano/modelo 11ª = Local da Fábrica 12 a 17 = Sequência numérica A utilização de ano-modelo ou ano de fabricação depende do período em que 20 foi fabricado o veículo, pois é regulamentada pelas Resoluções 659/85, 691/88 e 24/98. Antes das resoluções, a Norma NBR 6066/80 facultava a escolha ao fabricante. Veja a Tabela de adesão das grandes montadoras à nova nomenclatura, logo abaixo.(aula 3) O caractere da posição 11 indica o local de montagem do veículo, “se assim desejar o fabricante”, conforme item 5.4.b da NBR 6066/80 - não alterado pelas resoluções. Obs.: Como é opcional pela legislação, a fábrica pode escolher outro significado para esta posição. Os caracteres das posições 12 e 13 podem ser alfanuméricos. Os das posições 14 à 17 devem ser obrigatoriamente numéricos. 21 Aula 03 – A localização, fixação e decodificação do VIN De acordo com a NBR 3 nº 6066/80 da ABNT: • O número de identificação do veículo (VIN) deve estar localizado no lado direito do veículo e, se possível, na metade dianteira; • Quando, por razões legais, o VIN deve ser lido da parte externa do veículo, ele deve ser localizado no interior do compartimento dos passageiros e adjacente à coluna do para-brisa; • O VIN deve ser localizado numa posição facilmente visível e de modo que evite a sua destruição; • A localização do VIN deve ser descrita no “Manual do Proprietário” ou equivalente. 3.1. A localização do VIN nas principais marcas de veículos de passageiros Fonte: do Conteudista Figura 9: Localização do VIN no veículo 22 3.2. A Fixação do VIN De acordo com a NBR nº 6066/88, para a fixação do VIN no veículo há duas soluções que, a critério do fabricante, podem ser adotadas simultaneamente no veículo: 1ª solução O VIN é gravado diretamente numa peça integrada ao veículo, podendo ser na estrutura do chassi. Em veículos com a estrutura integrada à carroceria, ele é gravado num componente que não seja facilmente removido. Para essa solução a altura dos caracteres gravados deve ser de, no mínimo 7 mm. (O Art. 2º da Resolução 659/85 acrescentou que deve ser 0,2 mm a profundidade mínima de gravação); 2º solução O VIN é gravado numa plaqueta que é fixada permanentemente ao veículo. Para esse tipo de solução a altura dos caracteres gravados deve ser de no mínimo 4mm. (O Art. 2º da Resolução 659/85 acrescentou que deve ser 0,2 mm a profundidade mínima de gravação). Importante: A Resolução 24/98, que revogou a Resolução 659/85 (alterada pela Resolução 691/88). Manteve, no seu Art. 2º e no respectivo parágrafo 1º, a profundidade mínima de gravação (0,2 mm) do código VIN, respectivamente na estrutura do chassi e na plaqueta. 23 Resumo das Recomendações da Norma Fonte: Conteudista 3.3. A Decodificação do VIN Codificação é a sequência de caracteres que individualizam o veículo. Cada fabricante cria, dentro dos padrões legais exigidos, a própria codificação do VIN dos veículos por ele produzidos; Decodificação é o significado de cada caractere do VIN do veículo, de acordo com o respectivo fabricante, o qual deve seguir os padrões legais exigidos. Importante!! Não é necessário decorar a decodificação de todos os veículos, mas é importante ter nessas informações sempre disponíveis para a consulta. Copie a versão impressa deste curso e a tenha sempre ao alcance das mãos. Adicione algumas páginas em branco para anotar informações sobre atualizações que for conseguindo com o passar do tempo. Você pode consegui-las observando os novos lançamentos nas concessionárias. Figura 10: Localização e fixação do VIN 24 3.3.1. Considerações sobre a decodificação Decodificar é uma tarefa relativamente fácil. Entretanto, a falta de critérios pode dificultar ou mesmo levar a erro na decodificação. Por isso, nessa aula você seráconduzido a uma boa prática de decodificação, seguindo os critérios a seguir: Figura 11: Velha e Nova nomenclatura Fonte: SCD/EaD/Segen Assim, para decodificar um NIV (sigla na língua portuguesa) de veículo gravado sob a égide da norma NBR 3 nº 6066 de 1980, da ABNT, é necessário que você tenha como acessar as tabelas GERAIS ou fundamentais e, também as tabelas ESPECÍFICAS de cada montadora. Acesse a Tabela de adesão das grandes montadoras à nova nomenclatura (disponível no material complementar). 25 3.3.2. Dicas para facilitar a decodificação: teoria e prática Para melhor aproveitamento da decodificação, é necessário que o examinador, ao mesmo tempo em que siga as dicas a seguir, tenha como consultar as tabelas gerais e as específicas das montadoras. Considerando um NIV da velha nomenclatura: Como a quantidade de caracteres varia conforme o fabricante e este estabelecia os próprios critérios de identificação, o melhor que se tem a fazer é comparar o teor da gravação do VIN do veículo estudado com as tabelas do respectivo fabricante. Considerando um NIV da nova nomenclatura (com 17 caracteres): Verifique em que continente o veículo foi fabricado. Consulte na tabela internacional o significado da primeira posição; Veja em que país o veículo foi fabricado. Consulte na tabela internacional o significado da segunda posição; Agora veja a 3º posição do NIV e identifique a marca. Consulte a tabela das 03 (três) primeiras posições do VIN; Olhe para o veículo e identifique a categoria, se passeio ou utilitário, caminhão, ônibus, motocicleta etc. Isto é importante porque as tabelas ESPECÍFICAS para veículos tipo passeio são diferentes das tabelas de outras categorias; Observe a 10ª posição e defina o ano de fabricação ou ano-modelo do veículo. Consulte Tabela ano/modelo – 10º dígito do VIN (figura 7, aula 2, módulo 1); Agora é só procurar a fase. Para tanto, observe as tabelas específicas da marca (montadora ou fabricante) e os respectivos períodos de validade (se necessário, consulte a Tabela 4 e veja Item C); Encontrando a fase, é só continuar decodificando os caracteres das demais posições dentro da respectiva tabela ESPECÍFICA. (Veja os quadros de links referentes a 23 marcas de veículos, após o item c que se segue). 26 Exceções Consulte a Tabela de adesão à nova nomenclatura (material complementar), ou as dicas a seguir: Com o passar do tempo os casos descritos neste item, tornam-se raros, mas vale apenas a observação. Se o veículo for Ford de passageiros, produzido antes de 1987, o ano de fabricação estará 11ª posição; Se o veículo for Fiat de passageiros, produzido antes de 1987 não terá codificação de ano no NIV. Saiba mais: No caso da Ford, a 4ª e a 5ª fases tem fórmulas de apresentação bem parecidas, mas com códigos diferentes. Na 4ª Fase (de julho de 1983 a março de 1987) o ano estará na 11ª Posição. Na 5ª Fase o ano de fabricação ou ano-modelo estará na 10ª Posição. Na 5ª Fase a 11ª Posição deverá conter um dos seguintes caracteres: A, B ou C (local da linha de montagem). Isto facilitará a definição da Fase, pois na 4ª Fase estas letras não aparecerão já que o primeiro ano da nova nomenclatura da Ford equivale à letra D (a partir de julho de 1983). Na 4ª fase o caractere usado na 4ª posição se repete na 10ª, o que não acontece na 5ª fase. 27 3.4. Quadro de links das tabelas ESPECÍFICAS Observe as tabelas ESPECÍFICAS da marca (montadora/fabricante) e os respectivos períodos de validade. Com elas, conhecendo a fase, você poderá decodificar todos os caracteres do VIN pesquisado. Saiba Mais! Além dos links para as tabelas específicas das 23 marcas de veículos, abrangendo modelos tipos passeio e motocicleta, que servirão para os exercícios de decodificação e para facilitar o trabalho de identificação veicular que será realizado pelos alunos e examinadores no ambiente da EaD, você encontrará todas as tabelas no material complementar. VEÍCULOS DE PASSAGEIROS (tabelas disponíveis no material complementar) 28 VEÍCULOS TIPO MOTOCICLETAS (tabelas disponíveis no material complementar) a) Para decodificar um VIN da velha nomenclatura compare o teor da gravação com o das fórmulas da respectiva marca, do mesmo tipo de veículo (no caso, de passageiros). b) Para decodificar um VIN da nova nomenclatura, siga os passos já estudados. Antes de terminar o estudo do Módulo 1, veja um exemplo de decodificação: Fonte: SCD/EaD/Segen Figura 12 :Exemplo de Chassi 29 Vamos analisar os campos do chassi acima, utilizado como exemplo: 4ª Posição Campo alfanumérico de um caractere que indica o tipo de carroceria. 5ª Posição Campo alfanumérico de um caractere que indica o tipo de motor. 6ª Posição Campo numérico que indica o sistema de segurança. 30 7ª à 9ª Posição Campo numérico de três caracteres que indicam a classe do veículo ou sua família, ou seja, o TMA (Tipo Modelo e Acabamento). ATENÇÃO!!! Na 9ª posição, o caractere é gerado aleatoriamente pelo computador. Veja a análise da imagem abaixo: Figura 13: Análise de Chassi Fonte: Conteudista; SCD/EaD/Segen 31 Finalizando... • Há registro que o primeiro veículo motorizado chegou ao Brasil em 1891 e que várias montadoras tentaram se estabelecer em solo brasileiro até 1956, época em que a indústria automobilística foi implantada oficialmente; • Objetivando da A NBR 3 N° 6066, de julho de 1980, é estabelecer um sistema de numeração para identificação dos veículos rodoviários, uniformizando as informações sobre a estrutura, o conteúdo, a localização e a fixação do número de identificação do veículo – VIN; • De acordo NBR 3 nº 6066/80 da ABNT: a) o número de identificação do veículo (VIN) deve estar localizado no lado direito do veículo e, se possível, na metade dianteira; b) para a fixação do VIN no veículo há duas soluções que, a critério do fabricante, podem ser adotadas simultaneamente no veículo: o VIN é gravado diretamente numa peça integrada ao veículo ou O VIN é gravado numa plaqueta que é fixada permanentemente ao veículo. • Codificação é a sequência de caracteres que individualizam o veículo. Cada fabricante cria, dentro dos padrões legais exigidos, a própria codificação para o VIN dos veículos por ele produzidos; • Decodificação é o significado de cada caractere do VIN do veículo, de acordo com o respectivo fabricante, o qual deve seguir os padrões legais exigidos. 32 Módulo 2 – Leis, Resoluções que dispõem sobre a identificação veicular e aspectos relacionados Apresentação do Módulo No Módulo 1 você estudou que a NBR 3 nº 6066/80, é uma norma técnica e não uma Lei, mas as suas normatizações subsidiaram e continuam como base de toda a legislação referente à Identificação Veicular. Neste Módulo, você estudará os principais textos legais relacionados à identificação veicular. Objetivos do Módulo: Ao final do Módulo 2, você será capaz de: • Listar, com base no Código Penal (alterado pela Lei nº 9426/96), os crimes relacionados à identificação veicular; • Enumerar, com base na Resolução nº 24, de 21 de maio de 1998, os critérios para identificação de veículos; • Compreender os sistemas de placas de identificação de veículos; • Analisar as características da Carteira Nacional de Habilitação. Estrutura do Módulo Aula 01 – Crimes relacionados à identificação veicular e critérios para identificação de veículos; Aula 02 – Sistema de placas de identificação de veículos; Aula 03 – Carteira Nacional de Habilitação – CNH; Aula 04 – Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos – CRLV. 33 Aula 01 - Crimes relacionados à identificação veicular e critérios para identificaçãode veículos 1.1. Código Penal (alterado pela Lei 9426/96) A Lei nº 9.426/96, de 24 de dezembro de 1996 alterou o Decreto-lei n° 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal – Parte especial, no que diz respeito à receptação qualificada e à adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Essa Lei auxiliou a colocar fim nas dúvidas que o servidor da área de Segurança Pública tinha sobre como apreender um veículo e como providenciar o enquadramento do condutor e/ou da pessoa ou grupo criminoso envolvido em falsificá-lo. Veja alguns dos artigos do Código Penal (após ter sido atualizado pela Lei nº 9.426/96) que reforçam os tipos de crime relacionados à identificação veicular: Artigo 155 Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa. § 5º A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. Artigo 157 Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa. (...) § 2º - A pena aumenta-se de um terço até metade: (...) IV - Se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior; V - Se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade. 34 § 3º - Se da violência resulta: I - lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de 7 (sete) a 15 (quinze) anos, além da multa; II - morte, a reclusão é de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, sem prejuízo da multa. Artigo 180 Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime ou influir para que terceiro, de boa- fé, a adquira, receba ou oculte: Pena – Reclusão, de um a quatro anos, e multa. Receptação qualificada § 1º Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime: Pena – Reclusão, de três a oito anos, e multa. § 2º Equipara-se à atividade comercial, para efeito do parágrafo anterior, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercido em residência. § 3º Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso: Pena – Detenção, de um mês a um ano, ou multa, ou ambas as penas. § 4º A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime de que proveio a coisa. § 5º Na hipótese do § 3º, se o criminoso é primário, pode o juiz, tendo em consideração as circunstâncias, deixar de aplicar a pena. Na receptação dolosa aplica-se o disposto no § 2º do Art. 155. § 6º Tratando-se de bens do patrimônio da União, de Estado, do Distrito Federal, de Município ou de autarquia, fundação pública, empresa pública, sociedade de 35 economia mista ou empresa concessionária de serviços públicos, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste artigo. Artigo 311 Adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor, de seu componente ou equipamento: Pena – Reclusão, de três a seis anos, e multa. § 1º Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela, a pena é aumentada de um terço. § 2º Incorre nas mesmas penas o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado, fornecendo indevidamente material ou informação oficial. 1.2. Critérios para Identificação de Veículos A Resolução nº 24, de 21 de maio de 1998, estabelece o critério de identificação de veículos, a que se refere o Art. 144 do Código de Trânsito Brasileiro, destacando em seu Art. 1º: “os veículos produzidos ou importados a partir de 1º de janeiro de 1999, para obterem registro e licenciamento, deverão estar identificados na forma desta Resolução. Parágrafo único: Excetuam-se do disposto neste artigo, os tratores, os veículos protótipos utilizados exclusivamente para competições esportivas e as viaturas militares operacionais das Forças Armadas”. 36 Importante!! Embora as Resoluções nº 659/85 e nº 691/88 tenham sido revogadas pela Resolução nº 24, de 21 de maio de 1998, é importante conhecê-las, pois os veículos fabricados na época de suas vigências seguem os critérios estabelecidos por elas. Veja a seguir os principais pontos da Resolução CONTRAN nº 24, sobre a gravação do VIN no chassi ou monobloco: Artigo 2º: A gravação do número de identificação veicular (VIN) no chassi ou monobloco, deverá ser feita, no mínimo, em um ponto de localização, de acordo com as especificações vigentes e formatos estabelecidos pela NBR 3 nº 6066/80 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, em profundidade mínima de 0,2 mm. § 1º Além da gravação no chassi ou monobloco, os veículos serão identificados, no mínimo, com os caracteres VIS (número sequencial de produção) previsto na NBR 3 nº 6066, podendo ser, a critério do fabricante, por gravação, na profundidade mínima de 0,2 mm, quando em chapas ou plaqueta colada, soldada ou rebitada, destrutível quando de rua remoção, ou ainda por etiqueta autocolante e também destrutível no caso de tentativa de sua remoção, nos seguintes compartimentos e componentes: 37 Figura 14: Locais de gravação de chassi Fonte: SCD/EaD/Segen Na prática, os itens I e II referem-se a etiquetas, e os itens III e IV se referem a gravações nos vidros. Outras modificações: A Resolução nº 24/98 do CONTRAN também: • Eliminou a obrigatoriedade da colocação da etiqueta no assoalho; • Modificou o teor do caractere da 10ª posição do NIV, que deixou de representar o ano de fabricação do veículo e passou a indicar o modelo (na prática, o ano-modelo); • Instituiu uma plaqueta ou etiqueta destrutível quando de sua remoção com a inscrição do ano de fabricação do veículo. 38 No período de vigência da Resolução nº 691/88, ou seja, de 1988 a 1998, era obrigatório inserir, na 10ª posição do NIV, o caractere representativo do ano de fabricação do veículo. Portanto, quem examinar veículos fabricados nessa época, deverá estar atento à codificação respectiva. Saiba Mais! Para que você possa fixar seu aprendizado sobre os critérios para a identificação de veículos, acesse o observe o Quadro-resumo do VIN (disponível no material complementar). Note que neste quadro as cores são iguais a da Tabela ano/modelo – 10º dígito do VIN (Módulo 1, figura 7). Isto é proposital e facilitará a compreensão do assunto, pois estão relacionadas a mesma legislação. 39 Aula 2 – Sistema de placas de identificação de veículos A Resolução nº 780, de 26 de junho de 2019 (disponível no material complementar), que revogou a Resolução 231, de 15 de março de 2007 estabelece o novo sistema de Placas de Identificação de Veículos (PIV). As placas confeccionadas de acordo com a Resolução nº 231, de 15 de março de 2007, ainda estarão em circulação. IMPORTANTE!! • A Resolução nº 780/2019 revogou a Resolução nº 729/2018 e a Resolução nº 231/07; • A Resolução 231/07 revogou as Resoluções do CONTRAN Nº 783/94 e 45/98; • A Resolução 231/07 (em vigor) foi alterada pelas Resoluções do CONTRAN Nº 241/07, 288/08 (revogada pela Resolução Nº 309), pela Deliberação do Contran nº 74/08 (referendada pela Resolução Nº 309); e pelas Resoluções Nº 309/09 e 372/11. O parágrafo 3º da Resolução nº 780/2019 prevê a utilização voluntária dos veículosjá em circulação (usando a placa antiga), fazendo alteração no segundo caractere numérico conforme padrão estabelecido. “Parágrafo 3º - Caso os proprietários de veículos que estejam em circulação desejem adotar voluntariamente o modelo de PIV previsto nesta Resolução, haverá a substituição automática do segundo caracter numérico do modelo do PIV anterior por uma letra, conforme padrão contido no Anexo II.” 40 2.1. Principais características das placas dos veículos O novo modelo de placa, conhecido como “Padrão Mercosul”, trouxe novos elementos de segurança como o código de barras bidimensionais dinâmico (Quick Response Code - QR Code) contendo números de série e acesso às informações do banco de dados do fabricante com o objetivo de controlar a produção, logística e estampagem e também a verificação de sua autenticidade. Traz também emblema oficial do Mercosul e a bandeira do Brasil impressos em película refletiva. Com o QR CODE houve a dispensa do uso do lacre nas placas traseiras. O QR Code substituiu o lacre numerado e a gravação da UF, ano de confecção e código do fabricante que consta na placa anterior. SAIBA MAIS!! A Resolução nº 729, de 06 de março de 2018, que iniciou o uso do modelo de placas do Mercosul, previa a bandeira do estado e o brasão do município de origem na lateral direita da placa, porém, após reclamação da ONG Observatório Nacional de Segurança Viária, o brasão foi retirado. Com a retirada do brasão, a placa do veículo não necessitará ser trocada caso o veículo seja cadastrado em um novo estado da federação. 41 Modelo da placa padrão Mercosul, homologada pela Resolução 780/2019. Fonte: do Conteudista 2.1.1. Dimensões As placas dianteira e traseira dos veículos particulares, de aluguel, oficial, de experiência, de aprendizagem e de fabricante devem possuir suas medidas nas seguintes dimensões (aplicação em veículos de passageiros, ônibus, caminhão, caminhonete e assemelhados): Figura 15:Modelo Placa Mercosul - Resolução 780/2019 42 Figura 16: Dimensões das Novas Placas do Mercosul Fonte: SCD/EaD/Segen Placa de motocicletas, motonetas, triciclos, quadriciclos, ciclo- elétricos e ciclomotores, de acordo com a Resolução 780/2019. Fonte: Resolução nº 780/2019 Figura 17: Modelo Placa Mercosul 43 Fonte: Resolução nº 780/2019 Placas de demais veículos, de acordo com a Resolução 780/2019. Figura 19: Modelo Placa Mercosul Fonte: Resolução nº 780/2019 Figura 18: Modelo Placa Mercosul 44 Figura 20: Modelo Placa Mercosul Fonte: Resolução nº 780/2019 2.2. Especificações dos elementos de segurança Emblema do MERCOSUL É o Emblema Oficial do MERCOSUL, claramente visível e impresso na película retrorrefletiva, com um Pantone Azul (286) e Verde (347), com tamanho de 25mm por 20mm para motocicletas, motonetas, triciclos, ciclo elétricos, quadriciclos e ciclomotores e, de 32mm por 22mm, para os demais veículos. Esta aplicação é sobre fundo de cor conforme a Normativa, Emblema do MERCOSUL do Manual de Identidade Corporativa - Emblema do MERCOSUL/DEC CMC Nº 17/02. O extremo esquerdo da logomarca começa aos 15mm da borda esquerda, exceto para motocicleta, motoneta, triciclos, ciclo elétricos, quadriciclo e ciclomotor, em que a bissetriz do ângulo da placa deve coincidir com a bissetriz do ângulo do emblema Fonte: Resolução nº 780/2019 Figura 21: Emblema Mercosul 45 Bandeira do Brasil Deverá ser impressa na película retrorrefletiva e posicionada no canto superior direito, fazendo coincidir a bissetriz da bandeira com a bissetriz principal da placa, a uma distância de 4 mm tanto da parte superior quanto do lado direito da placa. As medidas da bandeira são de 23 mm por 16 mm para motocicletas, motonetas, triciclos, ciclo elétricos, quadriciclos e ciclomotores e, de 28 mm por 20 mm, para os demais veículos. Para ambas, os cantos serão arredondados e terão uma borda branca de 1 mm (±0,5 mm) de largura. Figura 22: Bandeira do Brasil Fonte: Resolução nº 780/2019 46 Signo/Distintivo internacional do Brasil – BR A sigla “BR” deverá ser na fonte Gill Sans, cor Preta, aplicada por calor ou impressa no canto inferior esquerdo: Figura 23: Signo/Distintivo Internacional do Brasil – BR Fonte: Resolução nº 780/2019 Marca d’água Consiste em um efeito óptico visível sob condições de luz normais, inscrito no interior da película com o emblema do MERCOSUL em formato circular, gravados na construção da película retrorrefletiva, ocorrendo a cada 72mm: Figura 24: Marca d´água Fonte: Resolução nº 780/2019 47 Código bidimensional (2D) Gravação de forma indelével no canto superior esquerdo da placa, abaixo da faixa azul, com lado entre 16mm a 22 mm. a) O código de barras bidimensionais dinâmico (Quick Response Code - QR Code), deve ser gerado a partir de algoritmo específico, de propriedade do DENATRAN, que deverá conter a identificação do fabricante e o número de série individual e acesso aos dados dos eventos envolvendo as placas, que permita a rastreabilidade sistêmica das placas desde a sua produção até a instalação aos respectivos veículos, além da verificação da autenticidade por meio de sistema eletrônico; b) A contenção QR Code será feita diretamente pelos fabricantes credenciados pelo DENATRAN, que terão acesso exclusivo aos sistemas informatizados capazes de realizar a comunicação do referido código. Figura 25: QR Code e Padrão das Inscrições sobre os Caracteres da PIV Fonte: SCD/EaD/Segen 48 2.3. Fixação da placa ao veículo I. A PIV deve afixada no veículo em primeiro plano, na extremidade traseira ou dianteira, em posição vertical, formando um ângulo de 90º em relação ao plano longitudinal, admitida uma tolerância de 10º, sem qualquer tipo de obstrução à sua visibilidade e legibilidade. Em relação ao plano transversal, a PIV não deverá apresentar inclinação; II. Admite-se, para os veículos de carga ou especial com PBT superior a 3.500 kg, que a placa traseira possa ser posicionada a uma distância afastada da extremidade do veículo, desde que garantido um ângulo máximo de visibilidade de 45º entre a extremidade superior da placa e a extremidade do veículo; III. Deve ser fixada por elementos de fixação (parafusos, rebites, etc.) nos pontos destinados a este fim conforme apresentado nas Figuras 17; 18; 19; e 20; IV. A fixação deve ser de tal forma que não prejudique a estrutura física da chapa da placa, podendo ser utilizado suporte específico para esta função; V. Quando utilizado suporte específico para a fixação da placa, este não poderá encobrir nada além da borda da placa, tampouco possuir elementos refletivos ou luminosos. Presumidamente só é obrigatório o uso de placas dianteira e traseira em veículos de 4 ou mais rodas, pois a Resolução 231/07 não cita explicitamente que se deva usar placa dianteira em motos ou assemelhados. Devido à Resolução 309/09 que alterou o item 1 do anexo da Resolução 231/07: Quando a placa não couber no receptáculo a ela destinado no veículo o DENATRAN poderá autorizar, desde que devidamente justificado pelo seu fabricante ou importador, redução de até 15% (quinze por cento) no seu comprimento, mantida a altura dos caracteres alfanuméricos e os espaços a eles destinados. 49 Há a previsão de troca voluntária do modelo anterior (LLL NNNN) para o modelo Mercosul (LLLNLNN) no § 3º do Art. 2º da Resolução 780/2019 do Contran: “Parágrafo 3º Caso os proprietários de veículos que estejam em circulação desejem adotar voluntariamente o modelo de PIV previsto nesta Resolução, haverá a substituição automática dosegundo caracter numérico do modelo de PIV anterior por uma letra, conforme padrão contido no Anexo II”. Veja a tabela de conversão dos caracteres alfanuméricos da PIV e um exemplo logo abaixo: Figura 26: Tabela de Conversão dos caracteres alfanuméricos da PIV Fonte: Resolução nº 780/2019 50 Figura 27: Exemplo de conversão dos caracteres alfanuméricos da PIV Fonte: SCD/EaD/Segen A faixa de letras de "A" a "J" será utilizada apenas para a conversão do modelo antigo para o novo de PIV, de forma a permitir a convivência entre ambos os modelos e possibilitar a consulta por ambos os critérios de placas. O modelo anterior de placa continuará em circulação, havendo necessidade de troca somente nos casos em que houve destruição, furto ou roubo da placa anterior e será preciso fazer uma nova, transferência de propriedade ou de município (transferência de domicílio). Uma das características da placa anterior é a utilização de lacre em material plástico ou silicone que substituíram os chumbos usados antigamente, os lacres possuem numeração que são cadastradas no sistema RENAVAM do veículo. A Portaria Nº 272, de 21 de dezembro de 2007 51 (https://www.normasbrasil.com.br/norma/portaria-272-2007_201176.html), traz as características que o lacre utilizado no modelo de placa antiga deve conter, veja: Art. 2º Os veículos deverão ter suas placas lacradas à sua estrutura, com lacres de segurança de alta resistência e durabilidade, que apresentem resistência mecânica, estabilidade dimensional e características de inviolabilidade em condições de intempéries como a ação dos raios UV, a salinidade e a poluição, em conformidade com esta Portaria e as normas ISO/PAS 17712:2006, ASTM G 154-04. Art. 3º Os Lacres deverão conter, além da personalização moldada em alto relevo da sigla “DETRAN” seguida da “UF”, uma codificação numérica seqüencial composta de nove dígitos numéricos e um dígito verificador gravados a laser ou estampado, de modo indelével, garantindo, a partir destas duas informações, a unicidade do lacre e seu controle. Art. 6º A informação da codificação dos lacres estará disponível no RENAVAM, segundo especificações técnicas do sistema disponibilizadas aos órgãos executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal pela Coordenação Geral de Informatização e Estatística do DENATRAN. Figura 28: Modelos de Lacres Fonte: o Conteudista https://www.normasbrasil.com.br/norma/portaria-272-2007_201176.html 52 Outra característica da placa anterior é a gravação em baixo ou alto relevo do código do fabricante, UF e ano de confecção na lateral direita da placa. Figura 29: Gravação em alto relevo de lacre Fonte: o Conteudista Outras informações referentes ao modelo anterior de placas, que permaneceram em circulação, estão dispostas no artigo 1º, Parágrafo 1º e 2º da Resolução nº 231, de 15 de março de 2007, vamos estudá-las: Art.1º, Parágrafo 1º As placas dianteira e traseira deverão conter, gravados em tarjetas removíveis a elas afixadas, a sigla identificadora da Unidade da Federação e o nome do Município de registro do veículo, exceto nas placas dos veículos oficiais, de representação, aos pertencentes as missões diplomáticas, às repartições consulares, aos organismos internacionais, aos funcionários estrangeiros administrativos de carreira e aos peritos estrangeiros de cooperação internacional. Art.1º, Parágrafo 2º As placas excepcionalizadas no parágrafo anterior, deverão conter, gravados nas tarjetas ou, em espaço correspondente, na própria placa, os seguintes caracteres: I. Veículos oficiais da União: B R A S I L; 53 II. Veículos oficiais das Unidades da Federação: nome da Unidade da Federação; III. Veículos oficiais dos Municípios: sigla da Unidade da Federação e nome do Município; IV. As placas dos veículos automotores pertencentes às Missões Diplomáticas, às Repartições Consulares, aos Organismos Internacionais, aos Funcionários Estrangeiros Administrativos de Carreira e aos Peritos Estrangeiros de Cooperação Internacional deverão conter as seguintes gravações estampadas na parte central superior da placa (tarjeta), substituindo-se a identificação do Município; Figura 30: Substituições na identificação do Município Fonte: SCD/EaD/Segen Veja abaixo o modelo anterior, ainda em circulação e o modelo Padrão Mercosul. Atentem que o modelo Mercosul abaixo é da primeira geração, quando havia a bandeira do estado e o brasão do município na lateral esquerda da placa. Atente apenas para a cor da placa e desconsidere esses itens. 54 Figura 31: Placas Antigas X Placas Padrão Mercosul Fonte: SDC/EaD/Segen Fique atento!! A categoria de placas denominadas “DIPLOMÁTICO” na cor dourada e branco incluem: Diplomático/Consular (Missão Diplomática, Corpo Consular, Corpo Diplomático, Organismo Consular e/ou Internacional e Acordo Cooperação Internacional). As especiais, na cor verde e branco, consistem: Experiência / Fabricantes de veículos, peças e implementos 55 Com referência à placa de identificação dos veículos relacionados nas letras “a” até “f”, e os procedimentos necessários para obtê-la, em conformidade com o RENAVAM, a Resolução 286/2008 institui (no Art. 2º) que: “o registro do veículo, a expedição do Certificado de Registro e a designação da combinação alfanumérica da placa de identificação serão realizadas pelos órgãos executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal mediante a apresentação de autorização expedida pelo Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores.” Igualmente, todo ato de mudança de categoria, ou propriedade, será procedido pelos mesmos órgãos executivos de trânsito mediante as exigências relacionadas no Art. 3º. DISPOSIÇÕES DAS PLACAS NOS VEÍCULOS Quanto a disposições das placas nos veículos, a Resolução nº 231 de 2007, traz em seu artigo 1º, parágrafos 3º e 4º que: A placa traseira será obrigatoriamente lacrada à estrutura do veículo, juntamente com a tarjeta, em local de visualização integral. (somente para placas modelo anterior ao Mercosul). Os caracteres das placas de identificação serão gravados em alto relevo. Conforme artigo 6º, da resolução, a partir de 1º de janeiro de 2008, ficam obrigados a utilizar placa traseira de identificação com película refletiva os veículos de 2 ou 3 rodas do tipo de motocicleta, motoneta, ciclomotor e triciclo (redação modificada pela Resolução Nº 241/07): a) que foram registrados na categoria aluguel; b) que foram registrados nas demais categorias a partir de 1º de janeiro de 2008; 56 c) que foram transferidos de município a partir de 1º de janeiro de 20.08 IMPORTANTE!! Aos demais veículos (registrados antes de 1º de janeiro de 2008) é facultado o uso de placas com película refletiva, desde que atendidas as especificações do anexo desta Resolução. (Parágrafo único do Art. 6º, válido até 1º/01/2012). Os demais veículos, fabricados a partir de 1º de janeiro de 2012, deverão utilizar obrigatoriamente, placas e tarjetas confeccionadas com película refletiva, atendidas as especificações do Anexo desta Resolução. (Parágrafo único do Art. 6º, válido a partir de 1º de janeiro de 2012. (Nova redação dada pela Resolução Nº 372/11, de 18/03/11). Quando a disposição de uma segunda placa para identificação de veículos com dispositivo de engate, o artigo 8º e o parágrafo único do artigo 9º traz a seguinte redação: • Artigo 8º - Será obrigatório o uso de segunda placa traseira de identificação nos veículos em que a aplicação do dispositivo de engate para reboques resultar no encobrimento, total ou parcial, da placa traseira localizada no centro geométrico do veículo. (Resolução Nº 231/07); • Artigo 9º, Parágrafoúnico - A segunda placa de identificação será lacrada na parte estrutural do veículo em que estiver instalada (para-choque ou carroceria). (Resolução Nº 231/07). 57 DEMAIS CARACTERÍSTICAS (não se aplica ao modelo padrão Mercosul) O código de cadastramento do fabricante da placa e da tarjeta será composto por um número de 3 algarismos, seguido da sigla da Unidade da Federação e dos dois últimos algarismos do ano de fabricação, gravados em alto ou baixo relevo, em cor igual à do fundo da placa. Observação: na prática, em algumas placas os anos de fabricação aparecem marcados com 4 algarismos. Veja na foto que ilustra as inscrições do fabricante. Figura 32: Inscrição do Fabricante Fonte: SCD/EaD/Segen Os veículos, após identificados, deverão ter sua placa traseira lacrada à estrutura (apenas a placa traseira, conforme imagem abaixo) com lacre de material sintético virgem ou metálico, de uso exclusivo e com identificação do órgão de trânsito 58 responsável. Deve ter características de inviolabilidade e permitir a passagem de arame galvanizado trançado por seu interior. A Resolução nº 231/2007 não específica cor para os lacres. Apenas estabelece que deverão ter dimensões mínimas de 15 x 15 x 4mm. O Subitem 5.1 estabelece que as cores utilizadas para placas e caracteres deverão manter seu contraste em todo período de vida útil de utilização do veículo, tal característica deve ser estendida para as tarjetas. Figura 33: Modelo de lacre com inscrição do DETRAN, UF e Ano Fonte: SCD/EaD/Segen 59 Aula 3 – Carteira Nacional de Habilitação – CNH Nesta aula você tomará conhecimento sobre as características das CNHs anteriores a Resolução nº 598, 24 de maio de 2016 (disponível no material complementar), e estudará as mudanças que a resolução trouxe para a expedição do novo modelo da Carteira Nacional de Habilitação. Esta resolução regulamenta a expedição do documento único da atual CNH - Carteira Nacional de Habilitação. A CNH mais atualizada é a prevista na Resolução nº 598, de 24 de maio de 2016. A Resolução do Contran 687/2017 altera o art. 8º-A, da Resolução nº 598/2016 acrescentado pela Resolução nº 684/2017, regulamentando a Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e), que previu a expedição do documento por meio eletrônico, na forma estabelecida em portaria do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). Essa portaria foi a de nº 1.657, de 27 de dezembro de 2018. A Resolução nº 775, de 28 de março de 2019, substituindo o texto “Ministério das Cidades” por “Ministério da Infra Estrutura”, a Resolução nº 727 de 2018 revogou a Resolução nº 687/2017 que altera o art. 8º-A, que passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 8º-A A Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e) deverá ser implantada pelos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal até 1º de julho de 2018” 3.1 A CNH Digital A Portaria nº 1.657, de 27 de dezembro de 2018 (disponível no material complementar), da CNH em meio eletrônico, possuindo o mesmo valor jurídico do documento impresso. Para a emissão e utilização da Habilitação digital, será necessário a instalação do aplicativo “Carteira Digital de Trânsito”, o qual exigirá a leitura do QR Code, que 60 deve estar impresso no verso da CNH. Após a validação e demais cadastros, será realizado a leitura fácil e comparado ao banco de dados do DENATRAN. O artigo 10 da referida portaria traz a seguinte redação: Art. 10. Cada órgão ou entidade executivo de trânsito dos estados e do Distrito Federal deverá possuir um certificado digital que ficará armazenado em um Hardware Security Module (HSM) no Serviço Federal de Processamento de dados (SERPRO) e será utilizado para a assinatura da CNH Digital. Figura 34: CHN Digital Fonte: https://www.detran.mg.gov.br/habilitacao/cnh-e-permissao-para-dirigir/cnh-digital https://www.detran.mg.gov.br/habilitacao/cnh-e-permissao-para-dirigir/cnh-digital 61 Modelo de CNH com QR Code no Verso Figura 35: Modelo CNH com QR Code Fonte: do Conteudista 3.2 A CNH Física A Resolução nº 598/2016 regulamenta a produção e expedição da Carteira Nacional de Habilitação – CNH, com novo leiaute e requisitos de segurança. A CNH deverá conter novo leiaute, papel com marca d`agua, requisitos de segurança e 2 (dois) números de identificação nacional e 1 (um) número de identificação estadual. 62 Figura 36: CHN - Novo Leiaute Fonte: SCD/EaD/Segen Veja quais são os números de identificação exigidos na CHN: Registro Nacional Primeiro número de identificação nacional, que será gerado pelo sistema informatizado da Base Índice Nacional de Condutores – BINCO, composto de 9 (nove) caracteres mais 2 (dois) dígitos verificadores de segurança, sendo único para cada condutor e o acompanhará durante toda a sua existência como condutor, não sendo permitida a sua reutilização para outro condutor. Número do Espelho da CNH Segundo número de identificação nacional, que será formado por 9 (nove) caracteres mais 1 (um) dígito verificador de segurança, autorizado e controlado pelo Órgão Máximo Executivo de Trânsito da União e identificará cada espelho de CNH expedida. a) O dígito verificador será calculado pela rotina denominada de “módulo 11” e sempre que o resto da divisão for zero (0) ou um (1), o dígito verificador será zero (0). 63 Número do formulário RENACH Número de identificação estadual, documento de coleta de dados do candidato/condutor gerado a cada serviço, composto, obrigatoriamente, por 11 (onze) caracteres, sendo as duas primeiras posições formadas pela sigla da Unidade de Federação expedidora, facultada a utilização da última posição como dígito verificador de segurança. O número do formulário RENACH identificará a Unidade da Federação onde o condutor foi habilitado ou realizou alterações de dados no seu cadastro pela última vez. O Formulário RENACH que dá origem às informações na BINCO e autorização para a impressão da CNH deverá ficar arquivado em segurança no órgão ou entidade executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal. Dentro do campo “Observações” do modelo da CNH, deverão constar as restrições médicas, a informação sobre o exercício de atividade remunerada e os cursos especializados que tenham certificações expedidas, todos em formatos padronizados e abreviados, conforme Anexo II desta Resolução. O art. 8° desta resolução traz as situações em que será obrigatório a expedição da Carteira Nacional de Habilitação – CNH, modelo único, veja: I – da obtenção da Permissão para Dirigir na “ACC” e nas categorias “A”, “B” ou “AB”, com validade de 1(um) ano; II – da substituição da Permissão para Dirigir pela CNH definitiva, ao término do prazo de validade de 1 (um) ano, desde que atendido ao disposto no §3º do Art. 148 do CTB; III – da adição ou da mudança de categoria; 64 IV – da perda, dano ou extravio; V – da renovação dos exames para a CNH; VI – houver a reabilitação do condutor; VII – ocorrer alteração de dados do condutor; VIII – da substituição do documento de habilitação estrangeira. Modelo da Carteira Nacional de Habilitação e de Autorização para Conduzir Ciclomotor Figura 37: CNH Fonte: Anexo I da Resolução 598/2016 65 Indicação e localização dos Itens de Segurança Figura 38: Indicação dos itens de segurança Fonte: Anexo I da Resolução 598/2016 66 Verso da CNH e itens de segurança Figura 39: Verso da CNH Fonte: Anexo I da Resolução 598/2016 67 Indicação e localização dos Itens de Segurança – Fundo Invisível e Fluorescente Figura 40: Fundoinvisível fluorescente Fonte: Anexo I da Resolução 598/2016 68 Indicação e localização dos Itens de Segurança – Película Protetora com Fundo Invisível e Fluorescente Figura 41: Película protetora com fundo invisível fluorescente Fonte: Anexo I da Resolução 598/2016 69 3.3 Histórico e características das CNH anteriores A carteira antiga regulamentada pela Resolução nº 734/89 Não oferecia espaço para fotografia e possuía poucos detalhes de segurança. Características: • Sem fotografia e poucos detalhes de segurança; • Validade original de 18 a 40 anos; • Considerando não vencidos os exames de sanidade física e mental; • Validade até o motorista completar 40 anos. Limites impostos pela Resolução 276/98: • 30 dias após o vencimento, para recadastrar e participar do cadastro de condutores RENACH (Registro Nacional de carteira de habilitação), para não ter a carteira cancelada; • Prazo máximo para cadastramento de condutores RENACH e inclusão na BINCO (Base Índice Nacional de Condutores) em 31 janeiro 2012. Figura 42: Modelo CNH, Resolução nº 734/89 Fonte: do Conteudista 70 A carteira criada pela Resolução nº 765/93 Alterada pela Resolução nº 71/98, trouxe muitas inovações, incluiu fotografia e detalhes de segurança contra falsificações, como também passou a ser aceita como documento de identidade. Modelo da CNH (a partir de 1993/1998) Figura 43: Modelo CNH 1993/1998 Fonte: do conteudista 71 A Lei nº 9.503/97, que institui o atual CTB, em seu Art. 159, dispõe que: A Carteira Nacional de Habilitação, expedida em modelo único e de acordo com as especificações do CONTRAN, atendidos os pré-requisitos estabelecidos neste Código, conterá fotografia, identificação e CPF do condutor, terá fé pública e equivalerá a documento de identidade em todo território nacional. . A Resolução 168/04, modificada pela Resolução 169/05, no seu parágrafo 3º, normatiza que a CNH deve produzir seus efeitos legais quando apresentada no original e dentro do prazo de validade. A CNH, é provavelmente o melhor documento de identificação disponível atualmente no Brasil, tendo em vista os seguintes motivos: Figura 44: CNH, 3 motivos que tornam um documento completo Fonte: SCD/EaD/Segen 72 Características da CNH da Resolução 765/93 Alterada pela Resolução 71/98, conforme fotografia abaixo: Figura 45: Modelo CNH, Resolução 765/93 Fonte: do Conteudista; e SCD/EaD/Segen Observe que na área do fundo anticopiadoras coloridas, as cópias aparecem com a sombra da palavra FRAUDE (veja detalhe ampliado): 73 Figura 46: Fundo anticopiadora ampliada Fonte: do conteudista A Carteira Nacional de Habilitação, após Resolução 192/2006 A CNH regulamentada pela Resolução nº 192/2006, além de atestar a aptidão do cidadão para a condução de veículos, inclui mais detalhes de segurança, como dois números de identificação nacional e um número de identificação estadual (Art.2º). As dimensões da CNH são: • 85 x 120 mm, documento aberto; • 85 x 60 mm, Documento dobrado. Figura 47: Modelo CNH, Resolução 192/2006 Fonte: do Conteudista; e SCD/EaD/Segen 74 Mais características de segurança Esse modelo de CNH possui 10 características de segurança na parte superior do documento, mais 11 na parte inferior. Figura 48: Itens de Segurança CNH, parte superior Fonte: do Conteudista 1. Foto personalizada, não impacto em policromia, com alta definição; 2. Filigrana negativa incorporando textos de identificação; 3. Fundo invisível sensível à luz ultravioleta (Brasão da República, Bandeira do Brasil e geométrico positivo); 4. Fundo off-set numismático duplex, com brasão da República incorporado. 5. Microtexto positivo e negativo com falha em talho-doce. 6. Personalização não impacto à cores (vermelho); 7. Papel de segurança (Mould Made); 8. Texto de identificação e numeração tipográfica com dígito verificador, sensível à luz ultravioleta; 75 9. Fundo anti-scanner duplex, tarja geométrica positiva e microletra; negativa “CNH”; 10. Brasão da república em talho-doce. Figura 49: Itens de Segurança CNH, parte Inferior Fonte: do Conteudista 1. Fundo off-set numismático duplex, com bandeira estilizada. 2. Microtexto positivo e negativo com falha técnica em talho-doce; 3. Registro coincidente (see-through); 4. Número identificador da CNH criptográfico; 5. Filigrana negativa incorporando textos de identificação; 6. Holograma; 7. Fundo geométrico positivo em off-set; 8. Fio de microtextos positivos “DENATRAN” em talho-doce; 9. Fundo anti-scanner duplex, tarja geométrica positiva e microletra negativa “CNH”; 10. Texto de identificação e numeração tipográfica com dígito verificador, sensível à luz ultravioleta; 11. Imagem latente “Original”. 76 Aula 04 – Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos – CRLV De acordo com a Deliberação do Contran, nº 180 de 30 de dezembro de 2019, onde prevê em seu Artigo 2º que: “O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo em meio eletrônico (CRLV-e) será expedido em substituição ao CRLV em meio físico, na forma estabelecida Departamento Nacional d Trânsito (DENATRAN)”. (grifo nosso) Portanto, será extinta a emissão do CRLV na cor verde, emitido em papel moeda que era utilizado até então. A Deliberação Contran prevê ainda que: • O proprietário do veículo poderá imprimir o CRLV-e, o qual será considerado válido para o fim previsto no caput; • O DENATRAN disponibilizará sistema eletrônico para validação do CRLV-e, ou sua versão impressa, por meio de leitura do código de barras bidimensionais dinâmico (Quick Response Code – QRCode) inserido no documento; • O QRCode será gerado a partir de algoritmo específico, de propriedade do DENATRAN, composto pelos dados individuais do veículo obtidos por meio do Registro Nacional de Veículos Automotores (RENAVAM); • A expedição do CRLV-e, sem obrigatoriedade de sua impressão deverá ser implantada em todo o território nacional até 30 de junho de 2020 (Resolução nº 769), facultada sua antecipação; • O CRLV em meio físico com modelo previsto na Resolução CONTRAN nº 16, de 06 de fevereiro de 1998, com a alteração dada pela Resolução CONTRAN nº 775, de 28 de março de 2019, poderá ser utilizado para o licenciamento de veículos para o exercício de 2020, portanto, pela regra, esse é o último CRLV com os moldes do modelo anterior; 77 • IMPORTANTE: para transitar em outro país, o condutor deverá portar obrigatoriamente a versão impressa do CRLV-e na forma do parágrafo 1º do art. 4º ou do parágrafo único do art. 7º, enquanto disponível. 4.1. Especificações Técnicas O CRLV será composto por partes contendo os seguintes dados: 1ª e 2ª Partes: Informações dos órgãos emissores, do veículo e do proprietário: Cabeçalho com impressão "REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL", "MINISTÉRIO DA INFRAESTRUTURA", "DEPARTAMENTO NACIONAL DE TRÂNSITO", Identificação do DETRAN/UF, número de série, código RENAVAM, exercício, nome do proprietário, CPF/CNPJ do proprietário, placa atual, placa anterior, nº do VIN (chassi), tipo/espécie, combustível, marca/modelo/versão, ano de fabricação, ano do modelo, capacidade/lotação, potência/cilindrada, categoria, cor do veículo, quantidade de eixos, CMT, PBT, nº de motor, tipo de carroceria, local e data da expedição e QR Code. 3ª Parte: Informações do campo observações do cadastro do veículo; 4ª Parte: Mensagens do DENATRAN. O CRLV poderá conter informações do bilhete do seguro DPVAT, conforme procedimentos estabelecidos pelo DENATRAN, respeitada a legislação de seguros. A versão impressa conterá o mesmo leiaute do CRLV-e, em tinta preta, em página única, papel sulfite branco e formato A4. Acesse o modelodo CRLV-e, disponível no material complementar. LEMBRE-SE!! Para transitar com veículo emplacado no Brasil em outro país é obrigatório portar o CRLV-e impresso. Pela regra, 2020 é o último ano de circulação do CRLV impresso pelos DETRAN’s estaduais. 78 O Art. 133 do CTB, determina que é obrigatório o porte do Certificado de Licenciamento Anual, portanto, mesmo que seja de forma digital, armazenado em aplicativo, ou com o documento impresso, o qual poderá ser verificada a veracidade dos dados por meio do QR Code impresso no documento. SAIBA MAIS!! O CRLV-e pode ser compartilhado com até 05 (cinco) CPFs diferentes. O compartilhamento é feito no mesmo aplicativo que armazena o documento e a CDT (Carteira Digital de Trânsito). A remoção do compartilhamento pode ser feita a qualquer momento pelo usuário e é necessário que a pessoa que irá receber o documento digital, também tenha o aplicativo CDT (Carteira Digital de Trânsito). Figura 50: Modelo CRLV-e Digital Fonte: https://brasilbybags.com/detran-e-serpro-permitem-o-uso-de-crlv-digital/ OBSERVAÇÃO: No documento, acima, onde se lê “MINISTÉRIO DAS CIDADES”, leia-se “MINISTÉRIO DA INFRAESTRUTURA” (Resolução nº 775 de 28 de março de 2019). https://brasilbybags.com/detran-e-serpro-permitem-o-uso-de-crlv-digital/ 79 Exemplos de adulteração no CRLV: Na adulteração abaixo, o papel é original, extraviado de outro estado. A UF do estado de origem foi raspado e impresso a UF “RS”. Nesse caso o papel é original, mas os dados são falsos, copiados do veículo original. Figura 51: Modelo 1 de CRLV adulterada Fonte: Imagens fornecidas por: Silvani Schimidt Filho – APC SC; SCD/EaD/Segen 80 Figura 52: Modelo 2 de CRLV adulterada Fonte: Imagens fornecidas por: Silvani Schimidt Filho – APC SC; SCD/EaD/Segen No exemplo que vamos ver a seguir houve adulteração nos dados inscritos em um papel original. Quadrilhas especializadas em adulteração furtam ou roubam até caixas fechadas de CRLV e comercializam esses documentos em branco. Quando vendem para outros estados, há a necessidade de raspar a UF do estado de origem e gravar a UF do veículo que receberá o documento. Observa-se que a placa foi inserida em caractere maior que os demais e a cidade Joinville foi digitada JOIVILLE. Faltou ainda a numeração do motor no documento. 81 Figura 53: Modelo 3- CRLV adulterado Fonte: Imagens fornecidas por: Silvani Schimidt Filho – APC SC 4.2. Leitura do QR Code da CNH-e, CRLV, e Placa Padrão Mercosul Para fazer a leitura do QR Code da CNH-e, CRLV-e, seja pelo documento impresso ou pelo aplicativo do celular do usuário, o agente fiscalizador também precisa de ter a sua disposição o aplicativo “Vio: QR Seguro”, produzido e distribuído pelo SERPRO – Serviço Federal de Processamento de Dados, disponíveis para celulares Android e IOS. 82 Figura 54: Vio: QR Seguro Fonte: Google Play e App Store Aplicativo “Vio: QR Seguro” disponível no Google Play em: <https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.ser pro.lince> Aplicativo “Vio: QR Seguro” disponível no Google Play em: <https://apps.apple.com/br/app/id1218953994> https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.serpro.lince https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.serpro.lince https://apps.apple.com/br/app/id1218953994 83 Finalizando... Nesse módulo você estudou que: • A Lei nº 9.426/96, que modifica artigos do código penal, estabelece as penas para os crimes relacionados à identificação veicular; • A Resolução nº 24, de 21 de maio de 1998, estabelece o critério de identificação de veículos a que se refere o Art. 114 do Código de Trânsito Brasileiro; • A Resolução nº 231, de 15 de março de 2007, estabelece que as placas dianteira e traseira deverão conter, gravados em tarjetas removíveis a elas afixadas, a sigla identificadora da Unidade da Federação e o nome do Município de registro do veículo, exceto nas placas dos veículos oficiais, de representação, aos pertencentes a missões diplomáticas, às repartições consulares, aos organismos internacionais, aos funcionários estrangeiros administrativos de carreira e aos peritos estrangeiros de cooperação internacional; • A placa traseira será obrigatoriamente lacrada à estrutura do veículo, juntamente com a tarjeta, em local de visualização integral; • A segunda placa traseira de identificação (caso de reboques) será lacrada na parte estrutural do veículo em que estiver instalada (para-choque ou carroceria); • A Resolução nº 598, de 24 de maio de 2016, regulamenta a expedição do documento único da Carteira Nacional de Habilitação; • O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos; • Leitura do QR code da CNH-e, CRLV, e Placa Padrão Mercosul. 84 Módulo 3 – O Sistema RENAVAM Apresentação do Módulo Você sabe o que é RENAVAM? Se até o momento você respondia que RENAVAM é apenas o Registro Nacional de Veículos Automotores, espere até o final da leitura deste módulo, pois você descobrirá muito mais informações a respeito do projeto que implementou uma série de mudanças que auxiliam a identificação veicular. Neste módulo, você irá estudar a definição, o histórico, e as mudanças importantes introduzidas pelo sistema RENAVAM. Objetivos do Módulo: Ao final do Módulo 3, você será capaz de: • Definir o que é RENAVAM; • Analisar o histórico do RENAVAM; • Compreender as mudanças introduzidas pelo Sistema RENAVAM. Estrutura do Módulo: Aula 01 – Definição, mudanças introduzidas pelo sistema RENAVAM, seus usuários e informações; Aula 02 – O examinador e os exames veicular e documental; Aula 03 – Decodificação de datas de fabricação de vidros; Aula 04 – A importância de saber os códigos dos agregados. Bons estudos!!! 85 Aula 01 – Definição, mudanças introduzidas pelo sistema RENAVAM, seus usuários e informações 1.1. Definição O RENAVAM é um sistema informatizado destinado a integrar as informações sobre todos os veículos produzidos ou em circulação no território nacional. Logo, através do RENAVAM pode-se saber todo o histórico de um veículo desde a sua fabricação, até o seu desuso. Todas as informações dos veículos contidas no RENAVAM ficam armazenadas no DENATRAN, que distribui para os DETRANs estaduais. 1.2. Conceito e objetivos do Projeto RENAVAM A ideia central do Projeto RENAVAM foi obter informações sobre a frota nacional de veículos automotores por meio da interligação das Bases de Dados Estaduais. As informações tornaram-se acessíveis de recursos de teleprocessamento, possibilitando o alcance dos seguintes objetivos: I. Individualizar a identificação veicular (principal objetivo técnico); II. Desburocratizar os órgãos de trânsito; III. Recadastrar a frota nacional; IV. Uniformizar procedimentos; V. Reduzir a impunidade; VI. Disponibilizar informações mais confiáveis sobre a frota nacional; VII. Eliminar agentes intermediários; VIII. Combater a corrupção; e IX. Instrumentalizar ações de combate a roubos/furtos de veículos. 86 1.3. Histórico Para que possam analisar o histórico do RENAVAM é necessário compreender 05 (cinco) pontos importantes: Figura 55: Pontos importante para o projeto RENAVAN Fonte: SCD/EaD/Segen IPVA - Imposto sobre propriedade de Veículos Automotores, de responsabilidade da Secretaria da Fazenda. Esse imposto é cobrado na época do licenciamento anual do veículo. 87 Veja a seguir um pouco sobre cada um deles: NECESSIDADE HISTÓRICA Com a extinção da Taxa Rodoviária Única -TRU e a criação do IPVA, as informações sobre veículos e seus proprietários passaram a ser administradas unicamente pelos DETRANs, no âmbito de cada Estado. Com isso, os dados cadastrados atendiam apenas às necessidades específicaslocais, não possibilitando uma consolidação em nível nacional. REGULAMENTAÇÃO O Ministério da Justiça, sentindo essa carência (de consolidação), regulamentou, em 06 de março de 1986, o Registro Nacional de Veículos Automotores – RENAVAM, padronizando, em nível nacional, as informações relativas a veículos automotores administradas pelos Órgãos Estaduais de Trânsito. FUNCIONAMENTO O Projeto Central RENAVAM é a consolidação dessas informações por meio da interligação das Bases de Dados Estaduais, tornando-as acessíveis através de recursos de teleprocessamento. MODELO TECNOLÓGICO “O modelo tecnológico é complexo e único na América Latina”, essa era a informação que constava do folheto informativo do Ministério da Justiça/DENATRAN, que circulou à época da implantação. A definição do modelo tecnológico iniciou-se em 1985, quando da concepção do RENAVAM, e foi concluída em 1991, quando da interligação dos primeiros Estados que entraram em operação no sistema. EQUIPAMENTO Admite a utilização de equipamentos de marcas diferentes (inicialmente IBM e UNYSIS) através de tradutores (Processadores de Comunicação chamados GATEWAYs). Em decorrência, é possível a interligação de bases de dados residentes em equipamentos (chamados HARDWAREs) heterogêneos dos Estados. 88 1.4. Mudanças introduzidas pelo sistema RENAVAM 1.4.1. A mudança da maneira de cadastramento No sistema antigo, o controle do Governo era baseado nas informações das notas fiscais dos veículos. IMPORTANTE!! No Sistema RENAVAM, as informações fornecidas pelas montadoras são os dados utilizados para controle dos veículos. Esses dados (pré-cadastramento) são inseridos na Base de Índice Nacional (BIN) e são utilizados pelos DETRANs na emissão dos documentos dos respectivos veículos. 1.4.2. A mudança do modelo da placa padrão nacional Na execução do projeto RENAVAM foi prevista a mudança do modelo da placa padrão nacional, para possibilitar a individualização dos veículos também nesse aspecto. As placas de duas letras e quatro números forneciam, de acordo com folhetos do DENATRAN, cerca de seis milhões e meio de combinações, quantidade insuficiente e que ocasionava sua duplicação ou triplicação frente à frota nacional, estimada na época em dezoito milhões de veículos. Como você estudou no módulo 2, o modelo da placa substitutiva, ainda hoje utilizada (junto a placa Mercosul), apresenta sete caracteres, sendo três letras e quatro números, permitindo, de acordo com folhetos do DENATRAN, cento e setenta e cinco milhões de combinações. Esses caracteres identificam o veículo, enquanto as cores indicam a finalidade de utilização. 89 1.4.3. Mudança de gestão A implantação da placa com 03 (três) letras e 04 (quatro) números, fez parte de uma ação conjunta dos Governos Estaduais e Federal dentro do Projeto RENAVAM, tendo como gestor o DENATRAN. A implantação sistema RENAVAM nos Estados demorou 8 anos, 4 meses e 8 dias, tendo iniciado em 20/02/1990 com a distribuição das primeiras placas ao Estado do Paraná, e terminado em 28/06/1998, com a distribuição das últimas placas da primeira série ao Estado do Amapá. Para entender o “porquê” da demora, considere o cumprimento dos itens funcionamento, modelo tecnológico e equipamentos frente às dificuldades técnicas, financeiras e burocráticas para aquisição dos equipamentos e treinamento da mão-de-obra. Onde o veículo foi emplacado pela 1ª vez??? A partir da implantação da nova placa-modelo dos veículos, o DENATRAN, como gestor do sistema RENAVAM, distribuiu as primeiras séries de sequências específicas aos Estados da Federação. De acordo com a tabela Destinação de Placas, você pode verificar onde o veículo foi emplacado pela primeira vez. Observe que as letras são agrupadas na ordem alfabética convencional, tendo- se utilizado o alfabeto completo, inclusive com as letras K, W e Y. Figura 56: Exemplos de emplacamentos Fonte: SCD/EaD/Segen 90 Observando a tabela – Destinação de Placas (Anterior a placa do Mercosul) (disponível no material complementar), você irá constatar que nem todo veículo com placa iniciada em “J” foi emplacado no DF, pois outros estados também foram contemplados com esta letra (BA, AM, MT e PA), por isso, é importante observar o agrupamento de letras fornecido na tabela abaixo. 1.5. O Projeto RENAVAM O projeto RENAVAM foi concedido em módulos, com as seguintes finalidades: Pré-cadastramento – cadastramento dos dados de componentes e características dos veículos automotores na CENTRAL RENAVAM (Base Índice Nacional – BIN). Atualização cadastral - Registro na CENTRAL RENAVAM de toda atualização ocorrida com os dados do veículo, desde o primeiro registro até a sua baixa final, incluindo mudança de propriedade, mudança de características e transferência para outra Unidade da Federação, com ou sem troca de proprietário. Roubos/Furtos - Registro na CENTRAL RENAVAM, através dos Órgãos de Segurança Estaduais, das informações de ocorrência de roubo/furto, recuperação ou devolução de um veículo. Multas - Permitem aos Órgãos Autuadores o controle e a cobrança efetiva das multas resultantes de infrações cometidas por um veículo em outra Unidade da Federação, que não a de seu licenciamento ou em Rodovias Federais. Controle de Fronteiras - Controla a permanência, em território nacional, de veículos licenciados em outros países, inclusive com a cobrança de multas de infrações de Trânsito cometidas por seus condutores; e a saída de veículos licenciados no país para o estrangeiro. Estatísticas - A partir das informações da CENTRAL RENAVAM, são geradas estatísticas, que ficam disponíveis em terminais para consultas e em relatórios editados periodicamente. 91 Consultas - Permitem o acesso às informações, na CENTRAL RENAVAM, por qualquer usuário devidamente credenciado pelo DENATRAN, via terminal de vídeo ou telex. Controle Gerencial - Fornece ao DENATRAN, como gestor do projeto, informações atualizadas sobre o processamento do sistema, permitindo o controle sobre quem acessa ou fornece as informações. 1.6. Usuários de informações do RENAVAM De acordo com folhetos do DENATRAN, os usuários efetivos e potenciais das informações do RENAVAM são: Figura 57: Usuários das Informações do RENAVAM Fonte: SCD/EaD/Segen 92 Veja a seguir um pouco sobre cada um deles: Órgãos de Trânsito e Transporte • Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN; • Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN; • Departamentos de Trânsito – DETRANs (âmbito estadual); • Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte – DNIT; • Departamentos de Estradas e Rodagens – DERs (âmbito estadual); • Órgãos Municipais de Trânsito. Órgãos de Segurança Pública • Secretarias Estaduais de Segurança Pública Departamento de Polícia Federal; • Departamento de Polícia Rodoviária Federal; • Delegacias de Roubos e Furtos de Veículos; • Polícias Militares; • Polícias Civis. Órgãos Fazendários • Secretarias Estaduais da Fazenda; • Secretarias da Receita Federal. Entidades Privadas • Seguradoras; • Montadoras; • Revendedoras de Veículos; • CNTT – Confederação Nacional dos Transportes Terrestres; • NTC – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística; • Público em geral, e outros. 93 Aula 02 – O examinador e os exames veicular e documental O exame veicular é o processo pelo qual o veículo é inspecionado para verificar se o número de identificação veicular (VIN) está gravado conforme as especificações legais e se é originário do mesmo veículo. O exame documental é o processo pelo qual é examinada a autenticidade dos documentos de identificação do veículo, através do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e Certificado de Registro de Veículo (CRV), e do condutor,através da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A tabela a seguir mostra as finalidades, os locais e os responsáveis pela realização dos exames veicular e documental: Figura 58: Finalidades, locais e responsáveis pela realização dos exames veicular e documental Fonte: SCD/EaD/Segen Os exames nos DETRANs ou DRFVs habilitam o veículo ao emplacamento, mudança de proprietário e transferência de Unidade de Federação. Eles demandam mais tempo e devem ser mais criteriosos do que os de campo; por isso, requerem melhores condições para sua realização. 94 2.1. O examinador e os exames O examinador é um profissional de Segurança Pública ou servidor dos órgãos de trânsito competentes que esteja designado para as funções técnicas exigidas pelos exames. A função do examinador: Figura 59: Funções do examinador Fonte: SCD/EaD/Segen Saiba Mais! Um veículo fraudado e/ou roubado/furtado que não tenha sido reconhecido pelo examinador e venha compor a frota nacional de veículos, recebe vulgarmente o nome de “esquentado”. 95 2.2. Características de um bom examinador Para executar uma boa vistoria veicular e documental, sem permitir que ocorra “esquentamento”, o examinador deverá: • Ser idôneo; • Possuir os conhecimentos indispensáveis à identificação veicular e à função que realizará; • Utilizar local adequado para os exames; • Saber utilizar o Sistema RENAVAM; e • Manter-se atualizado com relação às técnicas de exames e às codificações. Ele deve buscar subsídios nas montadoras, nas concessionárias, no DENATRAN e nos cursos de Identificação Veicular oferecidos. Tecnicamente, examinador também deverá: • Realizar os exames de forma criteriosa; e • Verificar se o local propicia o exame completo de veículos e de documentos. Para a realização dos exames veicular e documental é preciso que se tenha um local adequado. 2.3. Características de um local adequado para exames • Proteção contra a ação das intempéries; • Infraestrutura e equipamentos necessários (banheiro, vestiário, saleta para manuseio de documentos, telefone, etc.); • Iluminação natural e/ou artificial adequadas; • Elevadores e valas que possibilitem exames a partir de ângulos estratégicos; e • Proximidade do setor de cadastro de roubos e furtos integrado ao Sistema RENAVAM, para possibilitar maior eficiência e segurança ao trabalho do examinador. 96 Observe os detalhes da figura abaixo: cobertura, valas, pequena edificação com alpendre, sala, banheiro, e vestiário, contendo móveis adequados e telefone. A área é limitada por uma cerca. O acesso aos condutores de veículos é controlado. No segundo plano, à esquerda da segunda cerca, vê-se uma cobertura, também dotada de vala, que é utilizada em exames periciais. Figura 60: Complexo da Polícia Civil, um dos locais onde se fazem exames veiculares no Distrito Federal. Fonte: do Conteudista AMPLIE SEU CONHECIMENTO! Acesse um modelo de Planta de vala para exames de veículos automotores, disponível no material complementar. 97 2.4. A realização dos exames veicular e documental e o Sistema RENAVAM O sistema RENAVAM auxilia a realização dos exames veicular e documental à medida que: • Coloca os dados cadastrais à disposição; • Ajuda na devolução do veículo recuperado; e • Permite que o examinador participe do fornecimento de dados cadastrais ao sistema de emplacamento (correção de erros, recadastramento) na BIN (Base Índice Nacional) e na Base Estadual. Observação: O examinador está sujeito ao Controle Gerencial do DENATRAN. 2.5. Informações importantes para a realização do exame veicular 2.5.1. Gravação do VIN Cada fábrica possui sua própria forma de gravar o VIN. Observe que o VIN é gravado no chassi ou na lataria, geralmente em baixo relevo, e possui as seguintes particularidades (características): • Forma e calibre (tamanho) dos caracteres - é o modelo e a dimensão dos caracteres; • Espaçamento entre os caracteres - é a distância longitudinal entre os caracteres; • Alinhamento dos caracteres - é a distância transversal dos caracteres até duas linhas paralelas imaginárias longitudinais que limitam inferior e superiormente a sequência; e • Profundidade de gravação dos caracteres - é a extensão considerada desde a superfície da peça suporte da gravação até o fundo dos sulcos produzidos pelos punções. 98 2.5.2. Plaquetas e etiquetas Tanto a a plaqueta quanto as etiquetas são elementos de grande importância na identificação veicular. A utilização da plaqueta de identificação remonta ao início de produção dos veículos nacionais, enquanto as etiquetas foram instituídas mais recentemente, através da Resolução do CONTRAN nº 659/85. Infelizmente, algumas montadoras cessaram a utilização da plaqueta ao introduzirem a das etiquetas, ao invés de adotarem os dois sistemas auxiliares de identificação veicular. Características das plaquetas de identificação: • Contém a codificação de chassi - Algumas contêm a codificação completa gravada mecanicamente por pressão; outras, apenas a parte mutável para cada tipo de veículo; • É moldada em material sensível, geralmente alumínio - Devido a essa característica e ao fato de ter pequena espessura, facilita a constatação de adulteração nela efetuada; • É gravada em baixo ou alto relevo – Ofereceria maior segurança se fosse impressa, simultaneamente, em baixo e em alto relevos, com campos hachurados. Historicamente, a plaqueta já ofereceu melhores condições de segurança. Na década de 60 algumas montadoras gravaram a numeração em alto relevo e em região hachurada (a Willys Overland do Brasil S.A. e a Ford do Brasil usavam essa técnica). 99 Exemplos: Figura 61: Modelo de Plaquetas Fonte: do Conteudista; e SCD/EaD/Segen Características das etiquetas de identificação: • É destrutiva quando se tenta removê-la – O fato de ser construída com parcelas, ligadas por linhas de menor resistência à tração do que a própria cola, determina o seu fracionamento quando se tenta removê-la; • É fabricada com papel especial de segurança - Para dificultar a aduteração; 100 • Refletiva - Reflete um desenho quando submetida à luz ultravioleta. Exemplos: Figura 62:Modelos de etiquetas de identificação Fonte: do Conteudista; e SCD/EaD/Segen 101 2.5.3. Gravação nos vidros A gravação nos vidros também foi instituída pela Resolução nº 659/85 do CONTRAN. Ela objetiva conferir maior segurança à identidade do veículo, a partir da gravação de seu número de série em vários pontos. Figura 63: Locais de gravação da VIS nos vidros Fonte: SCD/EaD/Segen Detalhes da máscara: A VIS do VIN, representada pela sequência perfurada, permite a passagem do produto de gravação que, ao ser aplicado, marca com a mesma forma a superfície do vidro. Figura 64: Modelo de Placa para gravação do VIS nos vidros Fonte: do Conteudista 102 Aula 03 – Decodificação de datas de fabricação de vidros Regras gerais para decodificação da data (mês e ano) de fabricação dos vidros: Os códigos indicativos da data de fabricação de cada vidro são gravados pelas fábricas, geralmente, em um canto inferior do vidro, o que facilita a leitura. A leitura e a interpretação dos códigos podem ser feitas do lado de fora do veículo. 3.1. Por que pesquisar as datas de fabricação dos vidros veiculares? O conhecimento das datas de fabricação dos vidros de um veículo que esteja sendo vistoriado, tanto em operações de campo (blitz) quanto em pátios de delegacias ou DETRANs, é de grande valia para o examinador, pois as discrepâncias porventura percebidas podem indicar suspeição de fraude. É comum encontrar vidros que tenham sido fabricados de dois a quatro mesesantes do veículo. Mas um vidro que tenha sido fabricado depois do veículo indica que o original fora substituído. Cabe ao examinador investigar o porquê (o veículo pode ter sido envolvido em ocorrência de furto ou de acidente). SAIBA MAIS!! As fábricas de veículos mantêm estoques reguladores de vidros, suficientes para, por exemplo, quatro meses. Não seria compreensível que estocassem vidros para serem utilizados depois de dois anos, por exemplo, mesmo porque os modelos estão sempre sendo modificados (as fábricas de vidro e as revendas de peças, ao contrário, necessitam estocar os diversos modelos de vidros para vendas posteriores). Por isso, é também suspeito encontrar-se, em determinado veículo, vidros que tenham sido produzidos dois anos antes do referido veículo. 103 IMPORTANTE!! Também observar os vidros quanto à possibilidade de terem sido submetidos a lixamentos na região da VIS (terceira seção do VIN) que é gravada em seis vidros de cada veículo (1 frontal, 1 traseiro e 2 em cada lateral), conforme já estudado anteriormente. 3.2. Decodificação de datas de fabricação de vidros Os fabricantes de vidros veiculares como Blindex, Securit etc., utilizam codificações que indicam o mês e o ano de fabricação de cada peça. Os códigos nem sempre são exclusivos. Um fabricante pode utilizar mais de um código diferente em seus produtos e mais de um fabricante podem utilizar um mesmo código. Vamos estudar alguns exemplos! Vidros SECURIT, pontos no “Industria Brasileira” Possuem um código que indica o mês e o ano de fabricação, os pontos colocados abaixo/acima da expressão “INDUSTRIA BRASILEIRA”, indica os dados procurados, veja o exemplo abaixo: Figura 65: Exemplo vidros Blindez e Securit, expressão “Indústria Brasileira” Fonte: do Conteudista; SCD/EaD/Segen 104 Decodificando a imagem acima: Figura 66: Exemplo de decodificação "indústria brasileira" Fonte: SCD/EaD/Segen Veja, o ponto abaixo da letra U = Abril e o ponto acima da letra L = anos 78, 85, 92, 99. Vidros BLINDEX pontos no “Made in Brazil” Pontos colocados abaixo de uma das letras das inscrições “MADE IN BRASIL”, irão indicar o mês e o ano de fabricação, confira: Figura 67: Modelo Vidro Blindex, "transparência" e "Made in Brazil" Fonte: do Conteudista; SCD/EaD/Segen 105 Decodificando a imagem acima: Figura 68: Decodificando "Made in Brazil" Fonte: SCD/EaD/Segen Figura 69: Decodificando "Transparência" Fonte: SCD/EaD/Segen Veja, o ponto abaixo da letra I (ano) = 95, 06, 17 e o ponto abaixo da letra C (mês) = Novembro. Vidros BLINDEX pontos acima ou abaixo do próprio nome A fabricante “BLINDEX” usa pontos e traços acima ou abaixo das letras do próprio nome, cujo significado é o seguinte: 106 Figura 70: Decodificação de pontos no nome "Blindex" Fonte: SCD/EaD/Segen Decodificação do ano localizado na letra “X”. Figura 71: Decodificação na letra X Fonte: do Conteudista Veja o exemplo a seguir: Figura 72: Exemplo de Decodificação Fonte: SCD/EaD/Segen 107 Em análise ao exemplo acima, podemos concluir que o vidro foi produzido no mês de Maio no ano de 1995 ou 2004. Há duas outras maneiras de gravar o ano de fabricação, encontradas nos vidros da Blindex: Primeira Aquela em que só aparecem pontos nas três posições abertas externas do X, iniciando a contagem em 1990 na parte superior e girando no sentido horário, repetindo-se as posições de três anos. Segunda Aquela em que os pontos aparecem sempre perto de uma das quatro pontas do X, iniciando a contagem em 1990 na ponta superior esquerda. A contagem se dá, da esquerda para a direita superior e inferiormente, repedindo-se a sequência de quatro em quatro anos. Vidros de veículos da linha FIAT Outro tipo de código é o constituído por um algarismo e uma letra, encontrados na linha Fiat, conforme tabela abaixo, vamos ver um exemplo: Figura 73: Modelo vidro veículo FIAT Fonte: do Conteudista 108 Note que o código destacado é o 6C, veja a tabela abaixo e analise a correspondência. Figura 74: Tabela vidros veículos Fiat Fonte: do Conteudista; SCD/EaD/Segen Temos então que o vidro foi fabricado em março de 1986, 1996, 2006 ou 2016. Outras formas de decodificação dos vidros veiculares EXEMPLO 1 Para identificar o mês e o ano de fabricação, também existe outro tipo de codificação, constituído por um algarismo e pontos em uma posição relativa, onde a quantidade de pontos representa o mês e o algarismo o ano, da seguinte forma exemplificada: 109 Figura 75:Tabela representativa de decodificação conforme posição de pontos Fonte: do conteudista; SCD/EaD/Segen Vamos ver o exemplo abaixo: Figura 76: Exemplo de vidro com identificação com a posição de pontos Fonte: do Conteudista; SCD/EaD/Segen Analisando o exemplo acima, é possível identificar que o vidro foi fabricado no mês de ABRIL (3 pontos) no ano de 2002 (final). 110 EXEMPLO 2 Em outros casos, o mês e o ano vêm impressos do modo usual, sem codificação. Por exemplo: 06/96 = junho de 1996. EXEMPLO 3 Os fabricantes de vidros como a FANAVID possuem uma codificação que indica o mês e o ano de fabricação do vidro como segue abaixo. Pontos colocados abaixo de uma das letras das inscrições “MADE IN BRAZIL” indica o mês e “TRANSPARÊNCIA” indica o ano, veja o exemplo abaixo: Figura 77: Exemplo vidros FANAVID Fonte: SCD/EaD/Segen 111 Analisando o exemplo acima: Figura 78: Decodificando "Transparência" (ano) Fonte: SCD/EaD/Segen Figura 79: Decodificando "Made in Brazil" (Mês) Fonte: SCD/EaD/Segen É possível concluir que se trata de um vidro fabricado no mês de NOVEMBRO do ano 2000 ou 2013. EXEMPLO 4 Outra maneira de identificação, constituída por um algarismo e pontos em três posições, praticada, por exemplo, pela Pilkinton, equivale àquela explicada no item “a”, acrescentada da identificação da campanha e do turno. Campanha é a quantidade de lotes de um mesmo item produzido no mês (exemplo: 1ª, 2ª, 3ª, 4ª ou 5ª semana). Turno é o período de trabalho (exemplo: manhã, tarde ou noite). Considerando o número central que indica o ano, teremos os índices superiores indicando o turno de fabricação (à esquerda) e a campanha (à direita). Os índices 112 inferiores indicam os meses do primeiro semestre (à esquerda) e os da direita os meses do segundo semestre. Figura 80: Exemplo de vidro com Campanha e Turno Fonte: do Conteudista Vamos analisar a imagem acima, utilizando a tabela (Figura 81) abaixo e com a orientação quanto ao “Turno” e a “Campanha”. Figura 81: Tabela de decodificação. Fonte: SCD/EaD/Segen Vejamos, o vidro foi fabricado no mês de JANEIRO, no ano de 2009 ou 2019, no 3º TURNO (noite), na campanha 5ª SEMANA. 113 Aula 04 – A importância de saber os códigos dos agregados Desde a implantação do Sistema RENAVAM, qualquer veículo sai da fábrica com seus dados relacionados em uma planilha. Entre esses dados estão o VIN e a codificação dos agregados (motor, câmbio, diferencial, carroceria, eixos, etc.). Os dados alimentam o computador central do Sistema RENAVAM (na BIN), no módulo denominado pré-cadastramento, mesmo antes do veículo ser emplacado. Após o primeiro emplacamento (com a utilização do módulo atualização cadastral), o cadastro do veículo continuará ativo durante toda sua vida útil e mesmo depois de sua baixa. É importante que os examinadores de setores de exames saibam, no mínimo, sobre a localização dos agregados e das respectivas codificações, para que possam relacionar o que existe no veículo e informar ao setor específico (de cadastro) encarregado de confrontaros dados com os do cadastro original. Importante: Não é matéria deste curso decodificar numerações de agregados, mas sim alertar para a sua importância. Portanto, considere que: • Quanto à numeração dos agregados, é útil saber decodificá-las, pois possuem número sequencial ou mesmo a data de sua fabricação. Tal codificação pode ser encontrada em baixo relevo na própria peça ou numa plaqueta nela afixada; • O conhecimento desses detalhes é de suma importância para o examinador que poderá estabelecer uma correspondência entre o VIN e a codificação dos agregados. É o que se chama “exame veicular sincronizado ou combinado”, ou ainda “vistoria de amarração”, como é denominada por alguns examinadores; • Para que o exame de códigos de agregados surta efeito é necessário que o examinador detenha o conhecimento dos critérios utilizados pelas fábricas na codificação dos componentes e nas montagens deles nos veículos. Sem este conhecimento, a interpretação a respeito dos códigos e de seu relacionamento com o veículo pode ser falha; 114 • Saber localizar os códigos e anotá-los, sempre será útil nos exames veiculares; • Os códigos anotados servem para o setor de cadastro consultar o Sistema RENAVAM e conferir os dados com os do cadastro original do veículo que está sendo examinado. 4.1. Técnicas de identificação veicular e documental 4.1.1. O examinador utiliza duas técnicas para realizar a identificação veicular, são elas: Decalcagem Consiste em friccionar o grafite de um lápis sobre uma superfície de papel colocada sobre a codificação a ser representada. O decalque não elimina a necessidade do exame ótico. Mesmo quando feito criteriosamente pelo examinador veicular, o decalque só mostrará algumas das características físicas da codificação: forma, calibre, espaçamento e alinhamento dos caracteres. Dificilmente mostrará a profundidade de gravação e detalhes de falsificação contidos nos sulcos. Exame ótico Consiste em olhar e observar, cuidadosa e criteriosamente, os elementos de identificação, bem como as peças em que estão inseridos. O exame ótico, se realizado criteriosamente, poderá identificar vestígios que, embora não apareçam no decalque, são perceptíveis a olho nu ou com auxílio de equipamentos adequados. Tanto a decalcagem quanto a constatação ótica, são procedimentos que corretamente utilizados, darão segurança ao exame e aos contribuintes. 115 IMPORTANTE!! O examinador jamais deve considerar a decalcagem como sendo uma técnica melhor do que a constatação ótica. O decalque é um elemento importante no exame quando corretamente utilizado. A decalcagem do VIN, localizado na estrutura do veículo e na plaqueta, sendo feita pelo examinador, pode ajudá-lo na confecção de padrões e de relação para efeito cadastral. Entretanto, a validade do decalque está relacionada com o examinador. Ele jamais deve aceitar um decalque feito por terceiros, haja vista a possibilidade de montagens. 4.1.2. Já com relação à identificação documental, o examinador utiliza duas técnicas: O manuseio do documento (CRLV ou CNH) fora do plástico, para reconhecer suas características próprias; A utilização de lanterna especial para salientar certas características do documento que são sensíveis à luz ultravioleta. 4.2. Materiais, instrumentos e procedimentos dos exames veicular e documental Agora que você estudou sobre as informações importantes para a realização dos exames veicular e documental, veja passo a passo os procedimentos para realizá- los de forma adequada. Para a realização do exame veicular e documental, o examinador precisará dos seguintes materiais e instrumentos: 116 4.2.1. Materiais Material de limpeza: solvente brando, palha de aço nº “0”, estopa. O solvente e a palha de aço devem ser brandos, para não destruir ou dificultar a visualização de possíveis vestígios ou indícios de fraude, e para não dificultar exames posteriores. Exames mais agressivos só poderão ser realizados por Peritos Criminais quando da realização de perícia de constatação de fraude; Material pós-limpeza: graxa, óleo, antiferrugem (WD ou similar). Devem ser aplicados após a limpeza da área que recebeu o solvente, com a função de evitar a corrosão, proteger e preservar a região examinada para outros futuros exames; Material de proteção individual – EPI: luvas, máscaras e óculos especiais fechados (tipo “dentista”). Tem a função de proteger as mãos do efeito agressivo do solvente, preservando também o tato; proteger as narinas e os pulmões do efeito agressivo dos gases liberados pelo solvente; proteger os olhos do efeito agressivo dos gases liberados pelo solvente. 4.2.2. Instrumentos e suas funções Chave de fenda, espátula, espelho, lupa, lanterna comum, paquímetro ou escala, escariador de sulcos, gabaritos, lanternas especiais (de visão ocular, de luz ultravioleta e de foco ajustável com zoom). Chave de fenda: remover obstáculos parafusados próximos da região do NIV, facilitando a pesquisa de regiões soldadas ou de outros indícios de fraude; Espátula: ajuda na detecção de linhas ou pontos de soldas e na remoção de massas, bem como na detecção de descontinuidades em extremidades de chapa metálica; Espelho: proporcionar a reflexão do NIV, ou a visualização de vestígios de fraude a partir de ângulos estratégicos; Lupa: ampliar e consequentemente, melhorar a visibilidade das características das codificações e dos vestígios de fraude; 117 Lanterna comum: melhorar a luminosidade das regiões a serem examinadas, proporcionando um exame mais minucioso; Lanternas especiais: lanterna potente dotada de foco ajustável com zoom, que facilita a visualização de detalhes; lanterna de visão ocular, específica para visualização, via ocular de detalhes de segurança nas etiquetas, sensíveis ao foco luminoso; lanterna de luz ultravioleta, específica para a visualização e a reflexão de detalhes de segurança inseridos nas impressões de papéis de documentos oficiais de Identificação Veicular (CRV, CRLV, CNH, etc.); Paquímetro ou escala: obter os calibres das codificações identificadoras do veículo ou de seus agregados para confrontar com os padrões da fábrica; ajudar na visualização de irregularidades na forma, no calibre, no alinhamento e no espaçamento dos dígitos; Escariador de sulcos: escariar o interior dos sulcos produzidos pela impressão dos caracteres das gravações, para remover sujeira, ferrugem ou resíduos de tinta, sem causar danos à região (para tanto, o material de que for feito o escariador não pode ter maior dureza que o metal da região gravada); detectar relevos, cruzamento de traços ou outras irregularidades nos sulcos, indicativos de superposição de caracteres diferentes (ocorrida em adulteração ou regravação superposta); Gabaritos: facilitam a comparação dos caracteres em exame, gravados no veículo ou impressos em documentos, com caracteres originais. A imagem abaixo, mostra alguns instrumentos utilizados, tais como espátula, chave de fenda, régua (escala de menor qualidade), escariador de sulcos, lupa, lanterna de luz ultravioleta; lanterna de foco ajustável com zoom; lupa dupla de maior aproximação, espelho e lanterna de visão ocular. 118 Figura 82: Instrumentos utilizados para procedimentos de exames Fonte: do Conteudista 4.3. Procedimentos dos exames veicular e documental Para ao exame veicular e documental, vamos estudar 9 passos, confira: 1º passo Verificar se as gravações do VIN localizadas na estrutura, na plaqueta ou etiqueta e nos vidros estão nos locais convencionais e se correspondem àquela constante no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo – CRLV, e também no Certificado de Registro do Veículo – CRV (documento de transferência), se for o caso. 2º passo Transcreverpara o formulário próprio o conteúdo das regiões de gravação do VIN ou do número de série do veículo (codificação completa ou parcial): na estrutura, 119 na plaqueta (ou vidros e etiquetas) e no CRLV. Isso facilita o próximo passo: a confrontação e a detecção de qualquer divergência na codificação. Importante! A transição desses dados visa condicionar o examinador veicular a não confiar na memória. É um importante critério ao se examinar um veículo. 3º passo Verificar se os dados constantes no CRLV (ano-modelo, VIN, cor, potência, etc.) conferem com os do veículo. 4º passo Examinar os documentos (CRLV, CNH etc.) para detectar se estão atualizados e, principalmente, se são autênticos e não portam adulterações. Importante! Os documentos devem ser examinados fora do plástico de proteção, para que possam ser observadas suas características de segurança e autenticidade. 5º passo Limpar a superfície suporte da codificação (no chassi ou lataria), promovendo a retirada da camada de tinta não original superposta, se houver. Usar material adequado: luvas, palha de aço nº “0”, solvente e estopa. Não utilizar lixa, esmeril, palha de aço nº 2 ou superior, ácidos, reagentes, ou quaisquer outros materiais abrasivos que possam criar ou modificar vestígios ou indícios de fraude na área de gravação, bem como prejudicar ou dificultar um futuro exame pericial. Observação: repintura ou tinta não original sai com maior facilidade do que tinta aplicada originalmente pela fábrica. Em geral a camada de tinta só é removida por examinador do setor de vistoria (de DETRAN ou DRFV) e em quantidade suficiente para que possa atestar a originalidade do veículo ou, em caso de suspeição, encaminhá-lo para exame pericial. Importante! 120 Após o exame, aplicar graxa ou outro material antioxidante na superfície suporte. Nunca aplicar solventes em etiquetas. 6º passo Verificar as características físicas da gravação. Nesse item é importante observar o alinhamento, o espaçamento, a forma, o calibre e a profundidade dos caracteres gravados, bem como a presença de elementos estranhos: solda, massa plástica, estanho, dentre outros. Importante! Verificar se o VIN corresponde ao padrão da montadora, além de pesquisar possíveis alterações indicativas de fraude. Nesse item, observar também as codificações repetidas na plaqueta, nos vidros e nas etiquetas. 7º passo Verificar se a superfície suporte da codificação de série é parte original do veículo. Nesse item é importante observar se existe: • Solda circundando a região de gravação; • Substituição da peça suporte de gravação; e • Colocação de segmentos (por meio de solda, cola, etc.) sobre a área de gravação. 8º passo ‘Anotar as codificações dos agregados em formulário próprio. Esses dados podem servir para: • Confrontação com os dados do veículo no Sistema RENAVAM; • Consulta à fábrica quando não houver cadastro do veículo no Sistema RENAVAM; e • Recadastramento de veículos antigos que ainda não estejam no Sistema RENAVAM. Observação: Vale ressaltar que os dois primeiros itens (confrontação com os dados 121 do veículo e consulta à fábrica são geralmente efetuados para: 1) Retirar suspeita de fraude de gravação irregular havida em decorrência de acidente; 2) Comprovar a originalidade do veículo; e 3) Comprovar fraude havida no veículo. 9º passo Caso seja necessário, enviar o veículo para exame químico-metalográfico e os documentos para exame documentoscópico, quando neles forem encontrados vestígios ou indícios de fraude. Esses exames são atribuições de Peritos Criminais. 122 Finalizando... Nesse módulo você estudou: • Os exames veicular e documental possuem finalidades preventivas e repressivas; • Além da idoneidade pessoal, de informações e de conhecimentos técnicos, o examinador precisa manter-se atualizado; • Os códigos incativos da data de fabricação de cada vidro são gravados pelas na fábricas, geralmente, em um canto inferior do vidro, o que facilita a leitura. Vale lembrar, que a leitura e a interpretação do códigos podem ser feitas do lado de fora do veículo; • O examinador utiliza duas técnicas para realizar a identificação veicular: decalcagem e exame ótico; • Para realização dos exames veicular e documental devem ser utilizados materiais e instrumentos específicos, bem como seguidas as orientações contidas nos nove passos disponibilizados nesta aula. 123 Módulo 4 – Classificação do VIN, Fraudes Mais Comuns e Noções de Agregados Apresentação do Módulo Neste você vai estudar sobre a classificação do VIN, quanto à sua essência, as fraudes mais comuns relacionadas à identificação veicular e documental. As fotos não assinadas que compõem este módulo foram cedidas pelos peritos Zilmondes & Gelmir – ICTO. Objetivos do Módulo: Ao final do Módulo 4, você será capaz de: • Compreender a classificação do VIN de acordo com as características relacionadas a sua essência; • Identificar as principais fraudes relacionadas a identificação veicular e documental. Estrutura do Módulo: Aula 01 – Classificação do VIN quanto a sua essência, fraudes veiculares mais comuns e fraudes em documentos; Aula 02 – Noções sobre agregados; Aula 03 – Exemplos de marcação e codificação nos agregados. 124 Aula 1 – Classificação do VIN quanto a sua essência, fraudes veiculares mais comuns e fraudes em documentos 1.1. Com relação à sua essência (natureza, idoneidade e credibilidade). Podemos encontrar diferentes formas de fraudes do VINs, sendo muito importante a análise minuciosa do número de identificação veicular. Com relação à sua essência, o VIN pode ser: Original: Aquele gravado manual ou mecanicamente pela fábrica, para individualizar o veículo; Regravado legalmente: Aquele equivalente à verdadeira codificação, gravado no veículo quando a codificação original tiver sido danificada por corrosão, acidente ou fraude (após recuperação do veículo); Regravado ilegalmente: Aquele que não equivale à verdadeira codificação, gravado fraudulentamente para uso próprio ou para comercialização; Adulterado: Aquele decorrente de modificação da própria codificação original, através de alteração de letras ou números; Enxertado ou implantado: Aquele de gravação original ou não, que é sobreposto ou que assume o lugar da codificação original (que se camufla ou se esconde), sem que esta seja retirada do veículo; Transplantado: Aquele inserido no veículo em substituição à sua codificação original. Importante! A regravação legal deverá ser autorizada previamente pela autoridade competente (geralmente o DETRAN), que indicará o local de regravação e informará o procedimento na documentação do veículo. 125 1.2. Fraudes veiculares mais comuns Figura 83: Fraudes mais comuns Fonte: SCD/EaD/Segen Vamos estudar todas elas a seguir, confira: 1.2.1. Remoção da codificação original e posterior gravação de uma nova codificação (regravação ilegal) Para verificar se houve fraude, em caso de dúvida, é aconselhável comparar a codificação com uma gravação original, de outro veículo da mesma marca, ano de fabricação e modelo. Veja na imagem abaixo, que uma nova gravação feita em cima da anterior “original”. 126 Figura 84: Modelo de regravação ilegal Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 1.2.2. Regravação parcial ou total sobre a codificação original, aproveitando alguns de seus traços (adulteração) A regravação total de uma nova codificação, sobre a codificação original, na prática é inviável para o fraudador, ou seja, deixa vestígios facilmente constatáveis. A regravação parcial, embora mais viável, ainda assim é detectável. O fraudador, geralmente, procura regravar algarismos compatíveis entre si. Por exemplo:de um algarismo 3, faz-se um algarismo 8; de um algarismo 1, faz-se um algarismo 4; de um algarismo 9, faz-se um algarismo 0, ou vice e versa. No entanto, também há casos mais sofisticados em que o adulterador consegue transformar algarismos não compatíveis. Figura 85: Modelo de adulteração Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 127 Observe que o ano de fabricação da Mercedes Benz veio gravado no próprio chassi, além de outros vestígios, que fraudador gravou um “4” em cima do “0”, na 15ª posição. 1.2.3. Colocação de chapa metálica sobre a superfície onde se encontra a codificação original e sobre essa chapa, gravação de outra codificação (enxerto ou implante) Um apurado exame pode acusar a fraude, a chapa foi soldada ou colada, mas a superposição sobre a superfície original deverá fatalmente ser descoberta. Figura 86: Modelo de enxerto ou implante Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 1.2.4. Recorte parcial da superfície do chassi ou monobloco onde está inserida a codificação original e soldagem de outro recorte com outra codificação (transplante) Geralmente esse tipo de fraude funciona da seguinte maneira: o fraudador adquire um veículo no ferro velho, recorta a peça onde está gravado o número de identificação veicular e arranca a plaqueta; Furta/rouba um veículo com as mesmas características, efetua o transplante do recorte que contém a codificação e substitui a plaqueta e utiliza os documentos do veículo adquirido no ferro velho. 128 Importante! Na hora da verificação olhe bem de perto e verifique se há vestígios de massa plástica ou solda. 1.2.5. Recobrimento da codificação original e gravação de outra codificação em local diferente, próximo ao original (regravação ilegal) Nesse trabalho desgasta-se ou recobre-se a gravação original e após emassar e lixar, pinta-se a superfície onde estava a gravação. Em seguida, logo abaixo ou acima, grava-se outra numeração, em alguns casos, grava-se primeiro outra numeração e recobre-se a original em seguida. Figura 87: Modelo de Regravação ilegal Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO Importante! Observe se o local da gravação não é convencional e/ou se possui pintura não-original, presença de massa plástica e brilho na superfície subposta a esses acabamentos. Observe ainda, se há regiões com falta de porosidade, esses detalhes são indícios de irregularidades. 129 1.2.6. Troca de peça suporte de codificação Quando a codificação está localizada numa peça suporte que possa ser substituída e está é trocada por outra que recebe codificação diferente da original. Figura 88: Modelo de troca de peça suporte de codificação Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO A imagem acima, mostra a gravação não original em uma peça virgem. 1.2.7. Dublê, duplex ou clone É um veículo (roubado ou furtado) que teve suas características físicas alteradas, por qualquer processo fraudulento, de modo a portar a codificação de um veículo autêntico. Em geral, é utilizado um documento real (achado, comprado ou roubado) do veículo autêntico, para usurpar-lhe sua individualidade. SAIBA MAIS! Os termos, dublê, duplex e/ou clone, se justificam pelo fato do veículo está utilizando a mesma placa e VIN do veículo autêntico. Nesse tipo de fraude, ao duvidar da procedência do veículo, ligue para o órgão competente e peça para checar o número do motor e/ou câmbio e sua relação com o VIN (chassi). Pode ser ainda verificado se houve aproveitamento de um veículo sinistrado e “não baixado” no Sistema RENAVAM. 130 1.3. Fraudes em documentos As fraudes em documentos podem ser: Falsificação no documento: Quando depois da emissão legal de um documento, este é submetido a alterações, através de subtração, adição e/ou modificações de dados; Falsificação do documento: Quando um documento é emitido com dados falsos, os dois tipos mais comuns são: 1) Preenchimento com dados falsos, de formulário verdadeiro (espelho “quente”) roubado em algum DETRAN; 2) Preenchimento com dados falsos, de formulároio também falso (espelho “frio”) emitido por firma não autorizada. Falsificação ideológica: Quando a relação entre o documento e o veículo é falsa, ou seja, o documento é verdadeiro, mas não representativo do veículo, que foi fraudado para adaptar-se ao documento. 1.3.1. Característica ou indícios de fraude podem ser encontrados em: Papel suspeito: Formulários de CNH, CRLV, IPVA, entre outros, com qualidade inferior ou impressos por gráfica não autorizada; Documentos mecanografados: Documentos datilografados ou impressos contendo desalinhamentos, espaços irregulares, letras com tipos diferentes, etc; Impressões e carimbos: Falhas, diferenças, defeitos não encontrados nos originais respectivos; Documentos manuscritos (principalmente assinaturas): Documentos com as seguintes características: 131 Figura 89: Caracteristicas de fraudes Fonte: SCD/EaD/Segen 1.3.2. Outras fraudes envolvendo documentos ❖ Quebra de alienação; ❖ Veículos penhorados pela justiça (em todas as instâncias); e ❖ Veículos adquiridos com documentos de terceiros de boa-fé (Ex: documentos encontrados ou roubados e vendidos para estelionatários). 132 Aula 2 – Noções sobre agregados Caro aluno, antes de analisar alguns pontos referentes ao histórico dos agregados e compreender a importância e auxílio deles na identificação veicular, veja a definição do termo. Definição Os dicionários trazem como significado de agregado: adjunto, anexo, reunido, conjunto, associado... Sendo assim, considere agregado veicular como: Todo e qualquer componente (motor, câmbio, diferencial, eixos ou semieixos, carroçeria...) ou peça que esteja adjunta ao veículo, cooperando com sua integralidade. Histórico Os primeiros veículos (da “antiga” nomenclatura), quando adulterados na codificação do NIV, somente podiam ser devolvidos aos legítimos donos após perícia que demonstrasse sua identidade. Como nem sempre era possível recuperar por inteiro o teor da codificação adulterada, restava às delegacias de veículos aguardar a emissão de carta-laudo das respectivas fábricas. Para solicitar a carta-laudo era necessário anotar as características do veículo fraudado recuperado, entre as quais estavam as codificações de agregados, tais como motor, câmbio, eixos, diferencial e carroceria. Com esses dados as fábricas consultavam, em seus arquivos, as planilhas de controle de montagem de veículos e emitiam a carta, em um prazo que variava de alguns dias a algumas semanas ou meses. Enquanto isso, o veículo permanecia em depósito, às vezes apodrecendo. Quando um determinado veículo furtado ou roubado era recuperado e apresentava a modalidade de fraude denominada transplante, a perícia não tinha outra missão a não ser demonstrar a respectiva modalidade e deixar que a delegacia da área de recuperação conseguisse descobrir as características originais do veículo 133 através de carta-laudo. Acontece que nem sempre as fábricas tinham condições de atender aos pedidos, pois os dados de montagem de veículos não eram guardados eternamente. Os arquivos eram provisórios. Disso resultou uma época de excessivo quantitativo de veículos que apodreciam nos pátios das delegacias e DETRANs, já que não se sabia a quem devolvê-los. IMPORTANTE!! Com a nova nomenclatura e a implantação do sistema RENAVAM, cada veículo nasce com as informações da fábrica, no módulo denominado pré-cadastramento, em que os códigos de alguns agregados fazem parte da ficha cadastral e assumem aspecto permanente. O Módulo atualização cadastral do sistema RENAVAM possibilita que as informações de cada veículo sejam complementadas com a placa, o nome do primeiro comprador, respectivo endereço etc., seguidas de novas informações sempre que ocorremalterações, persistindo no sistema durante toda vida útil do veículo e mesmo após sua baixa. O advento da nova nomenclatura, consolidada pela implementação da NBR 3 nº 6066/80, possibilitou que o quantitativo de veículos roubados e recuperados que permaneciam apodrecendo nas delegacias e DETRANs por falta de identificação fosse minimizado, pois o cadastramento no sistema RENAVAM passou a permitir a perfeita recuperação da identidade dos veículos e, portanto, sua devolução aos legítimos proprietários. Apesar disso, ainda existem veículos que apodrecem nos pátios. Entre os fatores motivadores, alguns podem ser citados: • Veículos montados com peças de vários outros (motor de um, carroceria de outro etc.), cujos proprietários não se interessam pelas partes separadas; • Veículos cujos consertos não são compensativos para os proprietários; • Veículos já reembolsados por seguradoras e que não interessam a elas; • Veículos apreendidos com multas que superam o seu valor venal. 134 Muitos desses veículos ou peças veiculares vão a leilão, dependendo dos critérios estaduais do governo e das corporações. Como você pode verificar, ainda existem aperfeiçoamentos a serem perseguidos pelos legisladores e pelas administrações para o enfrentamento de dois problemas cruciais que infelizmente ainda persistem: Figura 90: Problemas que persistem em situações de furto/roubo de veículos Fonte: SCD/EaD/Segen 2.1. Itens a serem analisados em um bom exame veicular Para a realização de um bom exame veicular, além do exame detalhado do NIV, devem ser analisados os seguintes itens nos veículos: Gravação nos vidros x gravação nas etiquetas x VIS. A terceira seção do NIV ou VIN (terceira seção = seção indicadora do veículo = VIS) deverá estar gravada com o mesmo teor nos vidros e nas etiquetas. Observação: Vidros e etiquetas geralmente portam apenas a 3ª seção do VIN, ou seja, a VIS; 135 Gravação nos vidros – A terceira seção do NIV deve ser gravada com o mesmo teor em todos os 6 vidros (Resolução 691/88). (Caso os vidros possuam decalques, observar se estes não escondem caracteres do NIV lixados); Etiquetas adesivas – Veículos fabricados no período de 1988 a 1998 devem portar três etiquetas (na coluna da porta direita, no assoalho anterior direito e dentro do compartimento do motor). Os veículos fabricados após 1998 não precisam portar etiqueta no assoalho anterior direito; Data nos cintos de segurança – Observar se a data na etiqueta de cada cinto é compatível com a de fabricação do veículo; Data nas mangueiras – Verificar se as datas das mangueiras são aproximadas à da produção do veículo; Plaqueta de carroceria – Possuem informações a respeito do veículo. Em alguns veículos Volkswagen e Ford a plaqueta possui 10 caracteres que indicam cor, modelo, mês e dia em que o veículo foi produzido. Tais características devem ser comparada com o veículo em análise; Relógio do radiador e do reservatório de água –Verificar se os relógios indicam uma data condizente com a de fabricação do veículo; Código no câmbio – Composto de letras e números: indicam o tipo do motor ao qual pertence e a data de fabricação do câmbio (verificar compatibilidade com a data de fabricação do veículo); Data de produção do motor – Pode variar entre 2 e 6 meses da data de fabricação do câmbio; Código na chave do veículo – Em alguns veículos, através deste código é possível levantar a carta-laudo (Exemplo: veículos marca Volkswagen, fabricados após 1989); Manual de proprietário – É comum encontrá-lo de posse com o proprietário ou em veículos com menos de 10 anos de uso; (Folhas rasgadas e subtraídas podem indicar ato suspeito.) Gravação no bloco do motor – Verificar se a gravação em baixo relevo possui lixamento ou vestígios de adulteração; 136 Selo holográfico – Verificar o selo e a respectiva data de fabricação sobre a tampa do motor de alguns veículos (Volkswagen e Autolatina, por exemplo, a partir de 1992); Apresentação da gravação do NIV – deve estar normal e com as características de fábrica (por exemplo, em veículos marca Volkswagen, produzidos a partir de 1989, o NIV não pode estar pintado, sendo cinza a cor original de fundo); Placas de identificação – Devem obedecer às normas específicas. Vamos estudar nos itens a seguir os itens de segurança das placas de identificação, modelo Mercosul e a placa modelo anterior a do Mercosul. 2.1.1 Placa Modelo Mercosul O modelo padrão Mercosul possui o QR code que necessita de aplicativo para leitura dos dados do emplacamento e do veículo, dificultando a adulteração. 2.1.2 Placa anterior a do modelo Mercosul, ainda em circulação Furos da placa e da tarjeta para colocação do lacre – Observar se são originais, isto é, se não foram realizados por furadeiras. No caso dos furos gerados por furadeiras, os orifícios não permanecem pintados e do lado de trás da placa geralmente apresenta rebarbas ou vestígios da lixa usada para retirá-las. Os dois furos da placa mais o da tarjeta geralmente formam um triângulo e não coincidem com o arrebite da tarjeta. O Lacre, deve ser de uso exclusivo, em material sintético virgem (polietileno) ou metálico (chumbo), com características de inviolabilidade e deve identificar o órgão executivo de trânsito do estado ou do DF. O arame, utilizado para lacrar a placa, geralmente galvanizado, deverá ser trançado. Placas dianteira e traseira, devem ser do mesmo fabricante no caso de 1° emplacamento. Cor, observar se está normal, conforme a categoria. Cores fora do padrão e opacas indicam suspeição. 137 Arrebite da tarjeta, não pode estar enferrujado ou estilhaçado e geralmente forma um triângulo com os dois furos da placa. Importante! Os examinadores devem saber no mínimo a respeito da localização dos agregados e respectivas codificações, para que possam relacionar o que existe no veículo e informar ao setor específico encarregado de confrontar os dados com aqueles do cadastro original. 2.2. Plaquetas e carroceria As plaquetas de carroceria geralmente são localizadas na parte frontal do veículo e variam de posição conforme a marca e o tipo. Trazem informações de interesse do fabricante, as quais podem ser úteis na identificação veicular. Veja alguns exemplos: Plaqueta de carroceria de veículos da marca Volkswagen Alguns detalhes sobre as plaquetas de carroceria da VW (com ou sem código de barras). Para identificação junto ao fabricante, a numeração da carroceria deve estar composta com os 4 (quatro) algarismos iniciais (identificação do código de cor), com exclusão do primeiro dígito, mais os 7 (sete) algarismos que compõem o número (semana, dia e sequencial de produção da carroceria). Ex.: _086 22 1 0064 138 Figura 91: Plaqueta da Carroceria - Código de Barra VW Fonte: do Conteudista; SCD/EaD/Segen Figura 92: Plaqueta da Carroceria - Código de Barra VW Fonte: do Conteudista; SCD/EaD/Segen 139 Os dias da semana são classificados conforme a figura abaixo: Figura 93: Tabela dos dias da semana Fonte: SCD/EaD/Segen Semanas do ano, são variáveis de acordo com o calendário do ano e a quantidade de semanas no mês, retirando-se feriados e fins de semana, veja o exemplo abaixo: Figura 94: Tabela do número da semana do ano Fonte: SCD/EaD/Segen 140 Plaquetas de carroceria de veículos da marca FIAT A partir de fevereiro / 1996 foi acrescentada uma nova plaqueta de alumínio sobre a travessa frontal superior contendo um Código de Identificação de Carroceria (CIC) em substituição à gravação do número progressivo de chassi da caixa de roda dianteira direita. Figura 95: Modelo Plaqueta de carroceria de veículos FIAT Fonte: do conteudista; SCD/EaD/Segen Além da sua utilização para o controle logístico interno da produção de veículos,este código possibilita a identificação de veículos junto aos órgãos de trânsito devido à sua correspondência com a numeração de chassi. O Código de Identificação de Carroceria (CSI) de cada veículo estará contido no módulo de pré-cadastro do RENAVAM. A implantação dessa nova plaqueta foi efetuada em duas fases, conforme indicadas a seguir: 1ª Fase - A partir dos números de chassi; 5702000 (03/02/96) e 8469000 (03/03/96). O código contido na plaqueta será idêntico ao número progressivo de chassi do respectivo veículo acrescentado de um dígito verificador. Sendo que o 141 número progressivo de chassi (7 dígitos) mais dígito verificador (1 dígito), totalizando em 8 dígitos o código de identificação de carroceria. Exemplo: 5702000-X 2ª Fase – Nos veículos fabricados a partir de abril/96, o código contido na plaqueta tornou-se progressivo, iniciado pelo dígito “6” acrescentado de um dígito verificador, totalizando 8 dígitos. Exemplo: 6XXXXXXX-X • A partir do início de montagem da plaqueta com o Código de Identificação de Carroceria, chassis 5702000/8469000/9147000/3010001, o número progressivo do chassi da caixa de roda dianteira deixou de existir; • O dígito inicial “6” (seis), a partir da 2ª fase, não sofre alterações devido às diversidades de modelos de veículos. Este dígito indica o código do estabelecimento do grupo Fiat que utiliza este sistema: 6 = Fiat Automóveis S/A, Brasil; • Esse sistema suporta identificar, no máximo, 999999 carrocerias. Portanto, futuramente, o Código de Identificação de Carroceria retornará à numeração inicial: 000001 (7000001 X); • As demais identificações dos veículos nacionais não sofrem alterações. 142 2.3. Motor e câmbio Localização de números de motor e câmbio: a) Motores de veículos da marca Volkswagen Etiqueta com código de barras VW – Além da gravação do número do motor no bloco, a partir 1992 a VW adotou o uso de etiqueta com código de barras cuja numeração é idêntica à do bloco, fixada na tampa da válvula. Para identificação da numeração, deve-se desconsiderar o primeiro algarismo e os quatro finais. Exemplo: Figura 96: Etiqueta do motor VW Fonte: SCD/EaD/Segen b) Câmbio de veículos Volkswagen É composto por 2 ou 3 letras e 5 números gravados em baixo relevo, representando Dia, Mês e Ano. Exemplo: Figura 97: Etiqueta do Câmbio VW Fonte: SCD/EaD/Segen 143 Amplie seu conhecimento e acesse: Está disponível no material complementar alguns exemplos de Modelos de Motores e de câmbio da Volkswagen. 2.4. Identificação dos motores Os motores são identificados por gravações em baixo relevo e através de plaquetas e etiquetas que repetem a identificação gravada, podendo ser localizada na capa protetora da correia dentada, tampa do cabeçote do motor, tampa da admissão de gases, bloco do motor e cilindro do cabeçote. Conforme a Resolução n. 282 de 26 de junho de 2008, além de outros critérios relacionados aos veículos registrados em nosso País, esta norma estabelece procedimentos para vistoriar também os motores automotivos dos veículos. As superfícies de peças em geral apresentam irregularidades quando observadas mais de perto. Estas irregularidades são chamadas de RUGOSIDADE e suas características dependem do método de fabricação. A rugosidade são imperfeições macro/microscópicas que podem, ou não, seguir um padrão. No Brasil, os conceitos de rugosidade superficial são definidos pela norma ABNT NBR ISO 4287:2002. Muitos são os métodos de fabricação utilizados na indústria em geral, porém para a indústria automobilística os métodos mais utilizados se resumem a: 144 Figura 98: Métodos de gravação em plaquetas dos motores Fonte: SCD/EaD/Segen 2.4.1. Fundição em areia Dentre as técnicas de fundição, a mais comum é a moldagem em areia verde, que consiste em uso do molde feito em areia úmida e em seguida compactada. O termo “verde” significa que a umidade foi acrescentada na areia e aglomerantes. Essa técnica é largamente utilizada devido a facilidade de uso, baixo custo e abundância de matéria-prima. A areia verde, é a combinação da areia sílica com agentes aglomerantes, em geral a argila, componentes estes, de baixo custo. A fundição em areia é o principal método de fabricação do bloco do motor e suas peças, portanto é comum encontrar peças veiculares, com rugosidade desse processo de fabricação. Essa rugosidade é proveniente do preenchimento do metal líquido nas imperfeições da superfície da areia compactada (molde). 145 Figura 99: Envase do metal fundido Fonte: do Conteudista Figura 100: Detalhe do envase Fonte: do Conteudista 146 Figura 101: Resfriamento Fonte: do Conteudista Figura 102: Abertura do Molde Fonte: do Conteudista 147 2.4.2. Gravação do número de motor no bloco: Fundição em areia Em muitos veículos a numeração do motor é gravada diretamente no bloco do motor, sem nenhuma preparação prévia da superfície. Assim, marcações geradas desta forma conservam a textura original. Figura 103: Modelo de Gravação diretamente no motor Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 148 2.4.3. Gravação do número de motor no bloco: Usinagem O termo usinagem compreende todo processo mecânico onde a fabricação da peça é o resultado de um processo de remoção de material. Existem vários processos de usinagem, entre eles serramento, torneamento, furação, brochamento, eletroerosão e para peças veiculares, a fresagem e/ou a retífica com rebolo são as técnicas mais utilizadas para a construção das peças, principalmente as que compõem o motor. Em algumas marcas/modelos de veículos, a fresagem e retífica com rebolo são técnicas utilizadas para preparação da superfície do local de gravação do número do motor. É possível identificar que uma superfície foi usinada pelas ranhuras em forma de curvas, de forma homogênea, contínua e organizada. Mais à frente, veremos quais são os tipos de gravação nos motores. Figura 104: Modelo Gravação: Usinagem Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 149 2.4.4. Etiquetas de motores A maioria dos veículos nacionais possuem, além da numeração gravada no bloco do motor, uma etiqueta colada em algum compartimento visível do motor onde também fica gravada sua numeração. Veja algumas imagens: Figura 105: Etiqueta de motor VW – situada na tampa da correia dentada Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO Figura 106: Modelo Etiqueta e Gravação no motor VW – Gol Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 150 Figura 107: Modelo Etiqueta e Gravação no motor FIAT - Palio Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO Figura 108: Modelo Etiqueta e Gravação no motor GM Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 151 Aula 3 – Exemplos de marcação e codificação nos agregados Caro Aluno, Nesta aula você verá várias fotografias de agregados, ao observá-las considere que: • Quanto à numeração dos agregados, é útil saber decodificá-las, pois possuem número sequencial ou mesmo a data de sua fabricação. Tal codificação pode ser encontrada em baixo relevo na própria peça ou numa plaqueta nela afixada; • O conhecimento desses detalhes é de suma importância para o examinador que necessitará estabelecer uma correspondência entre o VIN e a codificação dos agregados. É o que chamamos de “exame veicular sincronizado ou combinado”, ou ainda “vistoria de amarração”, como é denominada por alguns examinadores; • Para que o exame de códigos de agregados surta efeito é necessário que o examinador detenha o conhecimento dos critérios utilizados pelas fábricas na codificação dos componentes e nas montagens deles nos veículos. Sem este conhecimento, a interpretaçãoa respeito dos códigos e de seu relacionamento com o veículo pode ser falha; • Saber localizar os códigos e anotá-los sempre será útil nos exames veiculares. 152 Fotografia nº 01 Mostra uma etiqueta de veículo da marca FIAT. A sequência gravada entre os asteriscos equivale à terceira seção (VIS) do VIN do veículo (posições 10 à 17). Figura 109: Fotografia nº 01 Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO Fotografia nº 02 Mostra um dos vidros do mesmo veículo da marca FIAT. A sequência gravada entre os asteriscos equivale à terceira seção (VIS) do VIN do veículo (posições 10 à 17). O conjunto numérico bem como os asteriscos aparecem duas vezes: em branco está a gravação original feita com ácido apropriado; em preto, está a sombra da gravação. Tal sombra pode ser obtida por um processo de reflexão. Para obter a sombra, utiliza-se uma fonte luminosa que pode ser a incidência dos próprios raios solares, geralmente sobre uma folha branca de papel. Quando a posição relativa do sol com a do vidro do veículo não é favorável, ou ainda quando não há sol, pode-se utilizar o foco luminoso de uma lanterna. 153 Figura 110: Fotografia nº 02 Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO Fotografia nº 03 Mostra uma gravação de VIS regravada Na figura 03, abaixo da gravação mais nítida (regravação) existem dois outros níveis de gravação, o que comprova ter havido na área, uma dupla regravação. Figura 111: Fotografia nº 03 Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 154 Fotografia nº 04 Mostra o compartimento de fogo (onde se dá a combustão, também chamado de compartimento do motor) de um veículo da marca Volkswagen sendo observado por dois alunos. No compartimento podem ser vistos muitos agregados, em especial o motor. Tanto em veículos Volkswagen quanto em veículos de outras marcas, muitas peças do compartimento de fogo podem ter datas de fabricação: mangueiras, radiador, bateria, tampa do filtro etc. Também nessa área pode ser encontrada uma etiqueta e a plaqueta da carroceria. Figura 112: Fotografia nº 04 Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 155 Fotografia nº 05 Mostrando uma plaqueta de identificação do ano de fabricação de um veículo da marca FIAT, a qual fica localizada na coluna da porta dianteira direita. Figura 113: Fotografia nº 05 Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO Fotografia nº 06 Mostrando uma plaqueta de identificação do ano de fabricação de um veículo da marca GM, que fica localizada na coluna da porta dianteira direita, junto a uma etiqueta com a VIS do respectivo NIV. Todos os veículos fabricados sob a égide da Resolução 24/98 possuem, além de gravação da VIS em seis vidros (ou em quatro se for caminhão ou camionete cabine simples) e duas etiquetas com a seção VIS do VIN, uma plaqueta que identifica o ano de fabricação, geralmente afixada na coluna (montante ou batente) da porta anterior direita. Figura 114: Fotografia nº 06 Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 156 Fotografia nº 07 Mostrando com maior aproximação o compartimento de fogo (assim denominado por alguns examinadores por ser o local onde se dá a combustão do combustível e a sua transformação em energia motriz) de um veículo, no qual podem ser vistos alguns agregados, em especial o motor. O examinador aponta para a região em que se localiza a gravação em baixo relevo do número do motor. Figura 115: Fotografia nº 07 Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO Fotografia nº 08 Mostrando uma região de gravação em baixo relevo na qual se vê a codificação do motor de um veículo da maraca GM. Figura 116: Fotografia nº 08 Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 157 Fotografia nº 09 Mostrando a codificação de um câmbio (agregado), gravada em baixo relevo na citada peça. Figura 117: Fotografia nº 09 Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO Fotografia nº 10 Mostrando uma plaqueta de carroceria, com código de barras, localizada na parte superior do painel frontal de um veículo. Figura 118: Fotografia nº 10 Fonte: Zilmondes & Gelmir – ICTO 158 Finalizando... Neste módulo você estudou que: No tocante a fraudes veiculares: • Remoção da codificação original e posterior gravação de uma nova codificação (regravação ilegal); • Regravação parcial ou total sobre a codificação original (adulteração); • Colocação de chapa metálica sobre a superfície onde se encontra a codificação original e, sobre esta chapa, gravação de outra codificação (enxerto ou implante); • Recorte parcial da superfície do chassi ou monobloco onde esta inserida a codificação original e soldagem de outro recorte com outra codificação (transplante); • Recobrimento da codificação original e gravação de outra codificação em local diferente, próximo ao original (regravação ilegal); • Troca de peça suporte de codificação (transplante); e • Dublê, deplex ou clone – veículo fraudado que utiliza a codificação de veículo autêntico, e, em geral, também, a 1ª via do documento do veículo “clonado”. No tocante a fraudes documentais: • Utilização de espelhos; • Utilização de espelhos “quentes” furtados antes do devido preenchimento pelos DETRAN’s; • Adulteração de documentos originais; • Utilização de documentos originais roubados ou comprados no ferro velho; • Falsificação de notas fiscais ou utilização de notas “frias” ou “quentes” furtadas previamente; • Quebra de alienação; • Veículos penhorados pela justiça (em todas as instâncias); e • Veículos adquiridos com documentos de terceiros de boa-fé (ex: documentos encontrados ou roubados e veículos para estelionatários). 159 No tocante aos agregados: • Agregado veicular é todo e qualquer componente (motor, câmbio, diferencial, eixos ou semieixos, carroçaria...) ou peça que esteja adjunta ao veículo, cooperando com sua integralidade; • O conhecimento da existência de agregados, das suas localizações e das localizações de seus códigos é muito importante para o examinador veicular, tanto com referência aos veículos da “antiga” nomenclatura, quanto àqueles produzidos sob a égide da norma NBR 6066/80; • Para a realização de um bom exame veicular, além do exame detalhado do NIV, devem ser analisados os seguintes itens nos veículos: gravação nos vidros x gravação nas etiquetas x VIS; • Gravação nos vidros; etiquetas adesivas; data nos cintos de segurança; plaqueta de carroceria; código no câmbio; data de produção do motor; código na chave do veículo; manual de proprietário; gravação no bloco do motor; selo holográfico; apresentação da gravação do NIV e placas de identificação; • O conhecimento das datas de fabricação dos vidros de um veículo que esteja sendo vistoriado, tanto em operações de campo (blitz) quanto em pátios de Delegacias ou DETRANs, é de grande valia para o examinador, pois as discrepâncias porventura percebidas podem indicar suspeição de fraude. 160 Módulo 05 – Localização dos Códigos e Prática de Decodificação de Veículos Caro Aluno, Neste módulo você vai estudar a localização e decodificação do NIV de veículos do tipo motocicleta, utilitário, caminhão e ônibus. Objetivos do módulo Ao final do módulo 05, você será capaz de: • Localizar o NIV de veículos do tipo motocicleta, utilitário, caminhão e ônibus; • Decodificar, de acordo com as informações dos fabricantes, o NIV dos veículos do tipo motocicleta, utilitários, caminhão e ônibus. Estrutura do Módulo: Aula 01 – Decodificação; Aula 02 – Localização e decodificação do NIV em diversos tipos de veículos.; Aula 03 – Informações adicionais. Aula 04 – Mudanças de características dos veículos. Bons estudos! 161 Aula 01 – Decodificação Decodificar é uma tarefa fácil. Entretanto, a falta de critérios pode dificultar ou mesmo levar a erro nadecodificação. Por isso, você estudará sobre como fazer uma boa prática de decodificação, seguindo alguns critérios. 1.1. Orientação para uma decodificação eficaz Se a gravação for da velha nomenclatura, ou seja, antes da NBR 3 nº 6066/80, devemos comparar as fórmulas e a quantidade de caracteres. Esta quantidade é quase sempre diferente de 17. Como não havia regras preestabelecidas por norma ou pelo CONTRAN, as fábricas estabeleciam os próprios critérios de identificação, o que dificulta a criação de dicas de caráter geral para facilitar a decodificação. Assim, o melhor que se pode fazer é comparar o teor da gravação do VIN do veículo estudado com as tabelas do respectivo fabricante. Como você estudou no módulo 1 deste curso, se a gravação for da nova nomenclatura, apresentará 17 caracteres, distribuídos em três seções, e conterá alguns significados obrigatórios, o que facilita a criação de dicas de caráter geral para facilitar a decodificação. Assim, para decodificar um NIV de veículo gravado sob a égide da NBR 6066/80 da ABNT, é necessário que você tenha como acessar as tabelas gerais ou fundamentais. IMPORTANTE! Relação das tabelas gerais para decodificação: ❖ Tabela internacional das duas primeiras posições do VIN; ❖ Tabela das 3 primeiras posições do VIN (WMI); ❖ Tabela ano/modelo; ❖ Informações sobre a adesão das grandes montadoras à nova nomenclatura, com observação sobre as principais exceções à regra. 162 1.2. Dicas para facilitar a decodificação: teoria e prática Considerando um NIV da velha nomenclatura: Como a quantidade de caracteres varia conforme o fabricante e ele estabelecia os próprios critérios de identificação, o melhor que se tem a fazer é comparar o teor da gravação do VIN do veículo estudado com as tabelas do respectivo fabricante. Considerando um NIV da nova nomenclatura (com 17 caracteres): I. Verifique em que continente o veículo foi fabricado. Consulte na tabela internacional o significado da primeira posição; II. Veja em que país o veículo foi fabricado. Consulte na tabela internacional o significado da segunda posição; III. Agora veja a terceira posição do NIV e identifique a marca. Consulte a tabela (tabela das três primeiras posições do NIV); IV. Olhe para o veículo e identifique a categoria, se passeio ou utilitário, caminhão, ônibus, motocicleta etc. Isso é importante, porque as tabelas para veículos tipo passeio são diferentes das tabelas de outras categorias; V. Observe a 10ª posição e defina o ano de fabricação ou ano-modelo do veículo. Consulte a tabela ano/modelo. 163 Atenção às exceções: Figura 119: Exceções Fonte: SCD/EaD/Segen DICA PRECIOSA! Na 5ª fase, a 11ª posição deverá conter um dos seguintes caracteres: A, B ou C (local da linha de montagem). Isso facilitará a definição da fase, pois na 4ª fase essas letras não aparecerão, já que o primeiro ano da nova nomenclatura da Ford equivale à letra D (a partir de julho de 1983). Agora é só procurar a fase. Observe as tabelas específicas da marca (montadora/fabricante), disponíveis nos materiais complementares e os respectivos períodos de validade. Encontrando a fase, é só continuar decodificando as demais posições dentro da respectiva tabela específica. 164 1.3. Na prática Utilizando a tabela da Volkswagen para veículos de passeio, siga passo a passo a decodificação dos NIVs a seguir, apresentados pelos conteudistas. Primeiro exemplo NIV nº BT065567 1º passo Compare os caracteres do NIV com os das fases dos veículos das marcas examinadas. No caso da Volkswagen temos fórmulas: Figura 120: Fases NIVs VW Fonte: SCD/EaD/Segen Comparando BT065567 com as formas (ou fórmulas) das diversas fases, constata-se que o NIV considerado pertence à 3ª fase. 2º passo Decodifique os caracteres das posições conforme a tabela da fase respectiva. Figura 121: Decodificando o 1º Exemplo Fonte: SCD/EaD/Segen 165 Segundo exemplo NIV nº 9BWZZZ32ZLP032221 1º passo Localize a região geográfica, na 1ª posição. 9 = América do Sul. 2º passo Localize o país em que foi fabricado o veículo. B = Brasil. 3º passo Verifique a marca do veículo. W = Volkswagen do Brasil S.A. 4º passo Verifique qual é a categoria do veículo (de passageiros, utilitário, caminhão, ônibus, caminhoneta ou motocicleta). No caso, o veículo examinado é de passageiros. 5º passo Agora vá até a 10ª posição do NIV e veja qual é o ano ou modelo do veículo (consulte a tabela ano/modelo). Quando pertinente ao caso, lembre-se das exceções (veículos tipo passeio da Ford e da Fiat, com NIV da nova nomenclatura, até 1987). L = 1990 = ano de fabricação. Passo 6 Procure em que fase foi fabricado o veículo. Este NIV foi gravado na 4ª fase, pois 1990 pertence ao período de 1983 a julho de 1995. 166 Passo 7 Agora, caro discente, é só continuar a decodificação, comparando os caracteres e os significados das posições respectivas. ZZZ = caracteres não significativos; 32 = Passat ou Santana; Z = caractere não significativo; L = 1990 = ano de fabricação, confirmando a 10ª posição; P = São Bernardo do Campo; 032221 = Número sequencial de montagem. Veja a imagem representativa abaixo: Figura 122: Decodificação NIV 9BWZZZ32ZLP032221 Fonte: SCD/EaD/Segen Terceiro exemplo NIV nº 8AWJB09N04A007432 1º passo Localize a região geográfica, na primeira posição. 8 = América do Sul. 167 Passo 2 Localize o país em que foi fabricado o veículo. A = Argentina. Passo 3 Verifique qual é a marca do veículo. W = Volkswagen. Passo 4 Verifique qual é a categoria do veículo (de passageiros, utilitário, caminhão, ônibus, caminhoneta ou motocicleta). No caso, o veículo examinado é de passageiros. Passo 5 Agora vá a posição do NIV e veja qual é o ano ou modelo do veículo. Quando for pertinente, lembre-se das exceções (veículos passeio Ford e Fiat, com NIV da nova nomenclatura, até 1987). 4 = 2004. Passo 6 Procure em que fase foi fabricado o veículo. Esse NIV foi gravado na 6ª fase, pois 2004 pertence ao período denominado “veículos produzidos a partir de maio de 2000...”, equivalente ao da 6ª fase da Volkswagen. Passo 7 Agora, caro discente, é só continuar a decodificação, comparando os caracteres e os significados das posições respectivas. J = Polo Classic ou Sedan a partir fr 2003 (tipo carroceria); 168 B = 1.6 (tipo de motor); 0 = Sem air bag; 9N = Polo Classic (Argentina), classe do veículo ou família; 0 = número gerado aleatoriamente pelo computador; 4 = 2004 (ano modelo); A = Pacheco (Argentina); 007432 = Número sequencial de montagem. Veja a imagem representativa abaixo: Figura 123: Decodificação NIV 8AWJB09N04A007432 Fonte: SCD/EaD/Segen 169 Aula 02 – Localização e decodificação do NIV em diversos tipos de veículos 2.1. Localização e decodificação do NIV dos diversos modelos das principais marcas de veículos tipo motocicleta Localização do NIV e da numeração de motor Figura 124: Localização no NIV Fonte: do Conteudista; SCD/EaD/Segen 2 ou 4 – O código ou número de motor de veículos tipo motocicleta fica situado no bloco do motor, gravado geralmente em baixo relevo. 1 – O NIV de veículos tipo motocicleta é geralmente gravado no chassi, na coluna que suporta o garfo dianteiro, próximo ao guidão, acima dos amortecedores. 3 – Muito raramente o NIV é gravado no quadro (ou chassi), embaixo do assento. 2.1.1. Decodificação do NIV a partir das tabelas das principais marcas de veículos tipo motocicleta Agora que você já sabe onde se localiza o NIV nas motocicletas, estude as 170 tabelas das principais marcas para decodificá-los. Por se tratar de matériamuito extensa e coletada de várias fontes, apesar de fidedignas, poderá ela eventualmente conter omissões, erros e imprecisões. Observe que a apresentação do NIV nas motocicletas, para cada montadora, está dividida em fases de acordo com o ano de fabricação Figura 125: Marcas de Motos Fonte: SCD/EaD/Segen; do Conteudista 2.2. Localização do NIV dos diversos modelos das principais marcas de veículos dos tipos utilitário, caminhão e ônibus A numeração de chassi ou NIV nos veículos produzidos antes da norma NBR 3 nº 6066/1980 da ABNT era gravada indistintamente nos lados direito e esquerdo dos veículos, com predominância no lado direito. Após a edição da norma citada, as montadoras que já não o faziam passaram a gravar o número de chassi no lado direito dos veículos. Veja, na figura a seguir, a localização do NIV das principais marcas de veículos dos tipos utilitário, caminhão e ônibus. 171 Figura 126: Localização NIV veículos Fonte: do Conteudista GRUPO Nº 01 Longarina direita, parte anterior - face superior, inferior ou externa. Chevrolet C10, C14, C15; Chevrolet D10, D20; Chevrolet (demais caminhões); Ford F-100 a F-4000, de 1973 até 1986; Jeep; Mercedes Benz, até julho de 1979 e os atuais; Agrale a partir de 1987; Toyota; Volvo – no ônibus; Peugeot – Boxer e Tracker (GM). GRUPO Nº 02 Longarina direita, próximo à parte anterior – face superior, inferior ou externa. Mercedez-Benz, a partir de julho de 1979; Scânia, a partir de 1981; Volkswagen 6-80 e 6-90; Volkswagen 11-130, 13-130 e Dodge; Volkswagen, modelos 7-110 SCO e 7-110 SCE, (face inferior); Troller Trafic/Space Van – (gravado no assoalho, embaixo do carpete, atrás do banco). GRUPO Nº 03 Longarina direita, parte mediana – face superior, inferior ou externa. CARGO / FORD (demais caminhões), até 1986; FORD F-1000 a F-4000 e outros modelos, após 1987, e S10 Blazer. 172 GRUPO Nº 04 Longarina direita, parte posterior – ou próximo a roda traseira. Mitsubishi L200 (2006 e importadas); Sorento Kia; F-250 e demais modelos Cargo: longarina direita, face externa; Silverado/S10, a partir de agosto de 2002. GRUPO Nº 05 Longarina esquerda – face superior, inferior ou externa. Scania, até 1980, e F 100 anterior a 1972. IMPORTANTE!! Se por acaso você não encontrar a numeração de camionetas, não se desespere, geralmente as montadoras a gravam na longarina direita, face externa. O que poderá alternar é o local, ou seja, mais para frente da roda dianteira ou mais para trás. Em último caso, peça ao proprietário o manual do veículo: lá você encontrará a localização do NIV e do número do motor. A plaqueta de identificação nos veículos relacionados acima, dependendo da marca e do ano de fabricação, localiza-se ou no batente ou no montante da porta esquerda, ou ainda no interior da cabina, e é obrigatória até 1988. 2.3 Decodificação do NIV de veículos dos tipos utilitário, caminhão e ônibus Agora que já sabe onde se localiza o NIV dos veículos dos tipos utilitário, caminhão e ônibus, estude sobre como decodificá-los. Para esta aula foram selecionados os veículos antigos e os novos veículos nacionais, além de alguns importados. Vale aqui o mesmo lembrete apresentado no módulo 3. Por se tratar de matéria muito extensa e coletada de várias fontes, apesar de fidedignas, poderá ela 173 eventualmente conter omissões, erros e imprecisões. As próprias fábricas contêm histórias de erros eventuais cometidos nas codificações de seus veículos. Serão utilizadas as informações das tabelas específicas de cada montadora. 2.3.1. Exemplos de decodificação Os exemplos a seguir estão em forma de exercícios resolvidos para que se possa acompanhar como é realizada a decodificação. Eles foram elaborados para ajudá-lo a desenvolver a arte de bem decodificar, a partir das tabelas. Não são utilizadas as reais sequências numéricas de produção, pois elas não foram explicitadas neste curso. Exemplo 1 Dada a codificação NIV 93623AJBA21000001, decodificá-la usando as tabelas gerais e a tabela específica do respectivo fabricante. Solução: Preencha primeiro as posições 1, 2, 3 e 10 e procure a fase, conforme a aula 1, itens 1.1. e 1.2. (dicas para facilitar a decodificação). Figura 127: Decodificação NIV 93623AJBA21000001 Fonte: do Conteudista/SCD/EaD/Segen 174 Exemplo 2 Dado o NIV 94DCMUD225J613982, decodificá-lo usando as tabelas gerais e a tabela específica do respectivo fabricante. Solução: Preencha primeiro as posições 1, 2, 3 e 10 e procure a fase, conforme a aula 1, itens 1.1. e 1.2. (dicas para facilitar a decodificação). Figura 128: Decodificação NIV 94DCMUD225J613982 Fonte: do conteudista; SCD/EaD/Segen Exemplo 3 Dado o NIV 93RLHABE43T000325, decodificá-lo usando as tabelas disponíveis. Solução: Preencha primeiro as posições 1, 2, 3 e 10 e procure a fase, conforme a aula 1, itens 1.1. e 1.2. (dicas para facilitar a decodificação). 175 Figura 129: Decodificando NIV 93RLHABE43T000325 Fonte: do Conteudista; SCD/EaD/Segen Exemplo 4 Dado o NIV LA7EMT04507, decodificá-lo usando as tabelas disponíveis. Solução: Verifica-se que o NIV tem 11 caracteres, portanto não pertencente à nova nomenclatura. Aconselha-se comparar sua forma com as das diversas fases da marca Ford, conforme a aula 1, itens 1.1. e 1.2. (dicas para facilitar a decodificação). Assim, verifica-se que o veículo foi montado na época da 2ª fase: de 1972 a 1986. Figura 130: Decodificação NIV LA7EMT04507 Fonte: do Conteudista; SCD/EaD/Segen 176 Exemplo 5 Dado o NIV 8AA116EX02R420328, decodificá-lo usando as tabelas disponíveis. Solução: Preencha primeiro as posições 1, 2, 3 e 10 e procure a fase, conforme a aula 1, itens 1.1.e 1.2. (dicas para facilitar a decodificação). Figura 131: Decodificação NIV 8AA116EX02R420328 Fonte: do Conteudista; SCD/EaD/Segen 177 Aula 03 – Informações adicionais Métodos de gravação utilizados nas fábricas Antigamente as gravações identificadoras de veículos eram feitas por puncionamento manual, o que resultava em desalinhamentos, mau posicionamento dos caracteres e profundidades irregulares dos sulcos. Com o tempo as fábricas adotaram o puncionamento em bloco, propiciando características físicas mais homogêneas para as gravações. Dessa forma, as adulterações e as regravações fraudulentas ficaram mais fáceis de serem constatadas. SAIBA MAIS!! Punção é uma peça geralmente metálica, de aço ou outra substância resistente, em forma de paralelepípedo de base quadrada ou retangular e ponta em forma de pirâmide invertida em cujo topo se insere em alto relevo a imagem espelhada da letra ou algarismo destinado a ser martelado contra a superfície de gravação para nesta produzir a forma normal da respectiva letra ou algarismo. Para entender melhor a precariedade do método e a incerteza gerada pelas gravações feitas com puncionamento manual, vamos ver as seguintes observações: I. Qualquer codificação feita pelo processo manual tem grande chance de apresentar diferenças de alinhamento e espaçamento perceptíveis a olho nú, mantendo constante apenas a forma e o calibre dos caracteres. De maneira análoga e ainda com maior frequência, qualquer mudança na verticalidade do puncionamento de um caractere irá produzir um sulco de profundidade irregular, considerando o perímetro do referido caractere gravado; II. Esse método (puncionamento manual), além de produzir codificações de aparência grotesca, era influenciado pelo estado de espírito dos funcionários encarregados das gravações. (Imaginem como procederia um funcionário que, às 5 horas da tarde de sexta-feira, recebesse a notícia de que o pagamento iria 178 sofrer atraso de pelo menos dois dias.); III. Outra complicação referente ao método é a dificuldade doexaminador definir se as irregularidades constatadas nas características físicas de uma determinada gravação era procedente da fábrica ou se ele estava diante de uma regravação fraudulenta feita posteriormente por meliantes. Outros processos de gravação também foram instituídos e continuam sendo testados. Além do método de puncionamento, há também o ponto sobre ponto, ponto a ponto e o escavado. Gravação por Puncionamento Forma mais antiga de comum, com a impressão feita por pressão (estampa), produzindo o baixo relevo. Figura 132: Gravação por Puncionamento Fonte: do Conteudista 179 Gravação Ponto sobre Ponto Gravação por pontos sobrepostos, feitos com uma agulha rotativa. Figura 133: Gravação Ponto sobre Ponto Fonte: do Conteudista 180 Gravação Ponto a Ponto Possui o mesmo tipo de gravação do ponto sobre ponto, porém, os pontos não são sobrepostos. Figura 134: Gravação Ponto a Ponto Fonte: do Conteudista 181 Gravação por Escavamento É o método mais moderno de gravação. Há a remoção do material da superfície da chapa de forma linear. Em geral a gravação é feita após a pintura final do veículo, mas pode ser feita antes, a critério do fabricante. É colocada uma fita adesiva transparente sobreposta a marcação. Figura 135: Gravação por Escavamento Fonte: do Conteudista 182 3.1. Histórico de locais de fabricação de antigas e novas montadoras no Brasil Temos notícia de que o primeiro veículo motorizado chegou ao Brasil em 1891 e que várias montadoras tentaram se estabelecer em solo brasileiro até 1956, época em que a indústria automobilística brasileira foi implantada oficialmente. A ANFÁVEA informa que a data oficial de implantação foi 16 de agosto de 1956, com a criação do GEIA (grupo executivo da indústria automobilística) pelo então Presidente Juscelino Kubtischek de Oliveira. A partir desse pré-período ou pré-fase, o mercado brasileiro de automóveis pode ser dividido em duas fases distintas. 1ª Fase A primeira com início nessa década de 50, caracterizada pelo incentivo à entrada de montadoras de automóveis no país com as medidas de nacionalização. 2ª Fase A segunda em meados da década de 90, ocasionada pela abertura do mercado nacional para empresas estrangeiras, as chamadas montadoras entrantes ou novas nacionais, que dinamizaram a oferta e a variedade de carros. Atualmente as principais montadoras são em número de nove, todas subsidiárias de multinacionais. IMPORTANTE!! As montadoras antigas (veteranas), que estão instaladas em território nacional há várias décadas, são: Ford, Fiat, Volkswagen e General Motors. As montadoras novas (entrantes) são: Renault, PSA Peugeot Citroen, Toyota e Honda. Essas montadoras são responsáveis pela produção de veículos de várias marcas: Chevrolet, Citroen, Fiat, Ford, Honda, Mitsubishi, Peugeot, Renault, Toyota, Volkswagen, Alfa Romeo, Audi, BMW, Chrysler. Ferrari, Hundai, Jeep, Kia, Land Rover, Lexus, Mercedes Benz e Nissan. 183 SAIBA MAIS!! Marca e montadora são coisas distintas. Marca é o produto. Montadora é o nome da empresa que produz o produto. Por exemplo, os carros da marca Fiat, Alfa Romeo e Ferrari são produzidos pela montadora Fiat- Chrysler. Os veículos da marca Chevrolet são produzidos pela montadora GM. Os veículos da marca Volkswagen são produzidos pela montadora de mesmo nome. 184 Aula 04 – Mudanças de características dos veículos As características dos veículos são estabelecidas nas fábricas, pelos respectivos produtores, por exemplo: A fábrica define o combustível a ser utilizado (gasolina, álcool, gás butano, gás natural, diesel, etc.) conforme as características do produto (veículo) e a legislação vigente no país. Alguns veículos podem utilizar mais de um tipo de combustível, conforme o motor utilizado (são os chamados motores “flex”, feitos para operarem indistintamente com gasolina ou álccol). Assim, podemos dizer que o tipo de combustível admitido é uma das características de determinado veículo. Há outras características que podem ser citadas em um veículo: cor da lataria, tipo e potência do motor, diâmetro das rodas, tipo de transmissão, tipos de amortecedores, dimensões específicas do modelo considerado (largura, comprimento, altura, bitola, distância entre eixos, largura das rodas, etc.), cores e características dos estofamentos, dos cintos de segurança e do painel de controle, além do equipamento considerado opcional (direção hidráulica, ar condicionado, vidros elétricos, air bags, etc.). As características personalizadas de um veículo são completadas quando este, após ser retirado da fábrica, recebe o equipamento opcional próprio do modelo fabricado. Sendo assim, considera-se mudança de característica: inclusão, supressão ou modificação de uma determinada característica do veículo. SAIBA MAIS!! Muitas mudanças de características não são permitidas pela legislação (Veja Resoluções nos 25/1998 – revogada, 362/2010, 262/2007 – revogada, e 292/2008), e outras são permitidas apenas com autorização prévia do órgão de trânsito executivo (geralmente o DETRAN do estado onde o veículo está registrado). 185 4.1. Exemplos de mudanças de características Mudança de cor da lataria do veículo, mudança de tipo de motor, adaptação para mudança do tipo de combustível original, utilização de rodagem de maior ou menor diâmetro do que a original do modelo, alteração no comprimento do veículo (supressão ou acréscimo em longarinas), modificação do teto do veículo com inclusão de vidro ou lona (teto solar), modificação da forma do veículo, etc.. IMPORTANTE!! Algumas das mudanças de características destinam- se a satisfazer o capricho pessoal do proprietário do veículo, outras são feitas por necessidade ou para corrigir algum defeito (exemplo: motor novo no lugar do original estragado), e outras têm o claro objetivo de modificar um veículo fraudado, de modo a dificultar o seu reconhecimento (exemplo: lataria pintada de outra cor, placas trocadas, vidros com VIS adulterada, etc., após o veículo ter tido o seu VIN substituído ou regravado). Assim, pode-se dizer que um veículo foi submetido a determinada mudança de característica quando se apresentar com a referida característica diferente da original. No caso de troca de motor, antigamente o DETRAN estadual determinava um prazo de 30 dias para que a mudança fosse regularizada e a informação passasse a fazer parte da documentação veicular. O proprietário devia provar a procedência do motor, anexando a nota fiscal de compra. Com o advento do CTB as principais mudanças de características passaram a necessitar de autorização prévia. Na mudança de cor do veículo, há necessidade de autorização prévia do DETRAN. O registro da modificação deverá fazer parte do prontuário do veículo e também dos seus documentos (CRLV e CRV). 186 4.2. Como identificar mudanças de características O examinador deve, no ato dos exames veiculares, verificar, além das codificações identificatórias, se o veículo possui estrutura e peças sem características de autenticidade. Isso geralmente exige conhecimento prévio do examinador com relação ao modelo examinado. Por isso a prática do examinador é sempre um dos fatores que conduzem a uma vistoria eficaz, ou seja, de qualidade. Em caso de dúvidas, o examinador deve procurar comparar o veículo com outro semelhante (da mesma marca e modelo) ao original. Pode também eliminar suas dúvidas consultando uma concessionária especializada na marca. 4.2.1. Detectando alteração da cor Para detectar se o veículo examinado foi repintado, o examinador deverá: I. Observar, nas proximidades das extremidades da estrutura:sinais de movimentação das borrachas dos vidros, manchas de tinta nessas borrachas ou manchas de tinta nas mangueiras e peças do compartimento de fogo (motor, radiador, bateria, câmbio, etc.); II. Observar também as partes pintadas no interior do porta-malas e no interior do veículo; III. Com relação à pintura, deverá observar se a tonalidade da tinta é homogênea e se possui espessura constante; IV. Havendo partes descascadas ou arranhadas, verificar se a tinta subposta é uma base original ou camada original, ou se é tinta externa recoberta. Se a estrutura de um veículo teve sua cor alterada, isso constitui mudança de característica e, portanto, deveria ter sido precedida de autorização do DETRAN. Se os documentos não informam sobre a mudança, está constituida irregularidade (Veja Resoluções nos 25/1998 – revogada, 362/2010, 262/2007 – revogada, e 292/2008), que deve ser resolvida junto ao DETRAN. 187 SAIBA MAIS!! Se os exames trouxerem à tona indícios de irregularidade, o examinador deverá comunicar aos seus superiores para que providenciem o encaminhamento do veículo para exames mais especializados, ou para o DETRAN, ou para a perícia, conforme as circunstâncias do caso a ser resolvido. 4.2.2 Como detectar uma repintura As pinturas originais de fábrica são executadas com utilização de processos especiais que visam obter-se adesão entre as diversas camadas, resistência ao intemperismo, a produtos químicos, a solventes e à corrosão. Além disso, o brilho e a cor devem ser uniformes. Quando executada em condições diferentes da fábrica, as repinturas e retrabalhos podem apresentar imperfeições do tipo: amolecimento ou remoção da tinta com utilização de solventes fracos e médios, falta de adesão entre as camadas, aspecto embaçado e diferenças de tonalidade com partes não repintadas, além de vestígios de empoeiramento de tinta do acabamento sobre fitas, borrachas, peças plásticas e outros componentes do veículo. É também comum ocorrer desuniformidade dos cordões de massa de vedação. 188 Finalizando... Neste módulo você estudou que: • O código ou número de motor de motocicleta fica situado no bloco do motor, gravado geralmente em baixo relevo; • O NIV de veículos tipo motocicleta é geralmente gravado no garfo dianteiro, próximo ao guidão, acima dos amortecedores. Muito raramente o NIV é gravado embaixo do assento; • A decodificação de NIVs de motocicletas, utilitários, caminhões e ônibus, é feita dentro de fases, de acordo com o ano de fabricação; • Os NIVs dos veículos dos tipos utilitário, caminhão e ônibus estão gravados predominantemente do lado direito; • Os NIVs de veículos nacionais e importados, que circulam no território nacional, são decodificados de acordo com as tabelas gerais e específicas apresentadas; • Os principais métodos utilizados para a gravação nas fábricas são agulha e punção; • Considera-se mudança de característica a inclusão, supressão ou modificação de uma determinada característica do veículo. 189 Referências: • ANFAVEA. Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. Duisponível em: <http://www.anfavea.com.br/>. Acesso 06 out. 2020; • BRASIL. Lei nº 9.426, de 24 de dezembro de 1996. Altera o Decreto-lei nº 2.848 – Código Penal – Parte Especial. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9426.htm>. Acesso 06 out. 2020; • BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro – CTB. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm>. Acesso 06 out. 2020; • CARDOSO, Hélio da Fonseca. VEÍCULOS AUTOMOTORES – Identificação, vistoria, inspeção, perícia, avaliação e recall. 2. ed. São Paulo: Leud, 2018; • CONTRAN. Conselho Nacional de Trânsito. Resolução nº 729, de 06 de marça de 2018. Institui a placa de veículos padrão MERCOSUL. Disponível em: <https://www.in.gov.br/materia//asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/5755406/ do1-2018-03-08-resolucao-n-729-de-6-de-marco-de-2018-5755402>. Acesso 06 out. 2020; • DENATRAN. Departamento Naciobnal de Trânsito. Disponível em: <https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/denatran>. Acesso 06 out. 2020; • MIZIARA, Arnaldo Nadim e BARROS, Gersioneton de Araújo. Manual de Técnicas de identificação Veicular. 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Goiânia, 2015. . http://www.anfavea.com.br/ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9426.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm https://www.in.gov.br/materia/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/5755406/do1-2018-03-08-resolucao-n-729-de-6-de-marco-de-2018-5755402 https://www.in.gov.br/materia/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/5755406/do1-2018-03-08-resolucao-n-729-de-6-de-marco-de-2018-5755402 https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/denatran https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-dados-de-veiculo-na-base-renavam https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-dados-de-veiculo-na-base-renavam