Prévia do material em texto
Centro Cirúrgico Professora Priscila Miranda SEU PACIENTE • Mesmo que intervenção cirúrgica hoje seja uma conduta comum para o tratamento de doenças e que os riscos relacionados sejam menores, realizar uma cirurgia ainda causa impacto no paciente. O enfermeiro assume papel importante dentro deste contexto: • transmitindo segurança ao paciente • informando sobre as ações e procedimentos a serem realizados com ele • medo da cirurgia • da anestesia • constrangimento da nudez e o • medo do desconhecido. Tipos de Cirurgias • Eletiva: quando o tratamento cirúrgico é programado, pois é possível aguardar a realização, ex.: mamoplastia, herniorrafia simples, hiperplasia prostática, catarata. • Opcional: quando o tratamento cirúrgico é uma opção pessoal, não sendo necessária a sua realização, ex.: cirurgias estéticas. Tipos de Cirurgias • Urgência: requer pronta atenção, podendo ser realizada no prazo de 24 a 36 horas no máximo, ex.: apendicectomia, abdome agudo. • Emergência: neste caso o tratamento cirúrgico requer atenção imediata, pois há risco de morte, ex.: ferimento por arma de fogo, hemorragias, lesão de grandes vasos. FINALIDADE Qual o objetivo e o resultado desejado a ser alcançado • Diagnóstica ou exploratória: procedimento realizado para visualizar órgãos internos com a finalidade de extrair fragmentos de tecidos para realização de exames (biopsias) com fins diagnósticos, ex.: laparotomia exploradora. FINALIDADE • Curativa: tem a finalidade de corrigir alterações orgânicas, por exemplo, quando uma massa tumoral (tumor), ou o órgão é removido, ex.: apendicectomia. FINALIDADE • Paliativa: intervenção cirúrgica com a finalidade de aliviar ou diminuir a intensidade da doença e também compensar distúrbios para melhorar as condições do paciente, ex.: colocação de uma sonda de gastrostomia para compensar a incapacidade de deglutir alimentos. FINALIDADE • Reconstrutiva ou reparadora: procedimento destinado a reconstruir um tecido ou uma estrutura corpórea lesada com a finalidade de restabelecer a sua função, ex.: reconstrução mamaria. FINALIDADE • Radical ou ablativa: remoção parcial ou total de um órgão, ex.: nefrectomia. • Transplante: substituição de órgãos ou estruturas não funcionantes. Risco • Grande porte: quando o procedimento apresenta grande probabilidade de perda de fluidos e sangue, ex.: aneurisma. • Médio porte: quando apresenta média probabilidade de perda de fluidos e sangue, ex.: cirurgia ortopédica. • Pequeno porte: quando apresenta pequena probabilidade de perdas de fluidos e sangue, ex.: timpanoplastia. Aneurisma Potencial de contaminação Potencial de contaminação • Cirurgia limpa: procedimentos cirúrgicos realizados em tecidos estéreis, ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou de falhas técnicas, e que não ocorrem penetrações de trato digestivo, respiratório ou urinário, ex.: neurocirurgia. • Cirurgia potencialmente contaminada: aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora bacteriana em pequena quantidade, ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas superficiais no transoperatório. Cirurgias limpas com drenagem também estão inseridas nesta categoria, ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário, ex.: gastrectomia, colecistectomia. • Cirurgias contaminadas: são procedimentos realizados em tecidos traumatizados, abertos a pouco tempo, colonizados por flora bacteriana abundante que possui descontaminação difícil ou impossível, na ausência de supuração local, ex.: colectomia. • Cirurgias infectadas: são as intervenções cirúrgicas realizadas em tecido ou órgão, com presença de processo infeccioso (supuração local) instalado, presença de tecido necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja, ex.: apêndice supurado, cirurgia de reto e ânus com secreção purulenta, fraturas expostas. PORTE DA CIRURGIA • Duração do ato cirúrgico: Porte I: com duração máxima de 2 horas. Porte II: com duração de 2 a 4 horas. Porte III: com duração de 4 a 6 horas. Porte IV: com duração acima de 6 horas. Tempos Cirúrgicos • O ato cirúrgico é dividido em tempos, com procedimentos consecutivos e sequenciais, desde o início até o término da cirurgia, que também são utilizados para montagem da mesa de instrumental e servem para orientar o auxílio e entrega destes ao cirurgião, assim, as intervenções cirúrgicas são realizadas em quatro tempos básicos: Diérese: • Separação dos planos anatômicos para abordagem de um órgão ou cavidade, através do rompimento da continuidade dos tecidos. • Pode ser realizada manualmente ou por intervenção de instrumental. • Incisão por lâmina, com a utilização de tesouras e outros instrumentais específicos; utilizando-se bisturi elétrico, laser e outros equipamentos e instrumentais. Hemostasia Procedimento realizado com a finalidade de: • conter ou prevenir sangramento e hemorragia, • impedir a circulação de sangue em determinado local, • Pode ser realizada: • por aspiração • secagem com gaze, • realizada manualmente ou com instrumental. Um quadro hemorrágico pode ocorrer por extravasamento de sangue arterial, venoso e de capilares, dependendo da abordagem cirúrgica, essa situação pode dificultar o andamento do ato cirúrgico devido ao prejuízo em relação à visualização das estruturas no transoperatório, trazer ameaça à integridade e à vida do paciente, além de retardar o processo de cicatrização, recuperação e favorecer processo infeccioso no pós-operatório. • É a cirurgia propriamente dita, tempo cirúrgico onde realmente é realizado o tratamento cirúrgico no órgão ou tecido desejado, visando o diagnóstico, o controle ou a resolução da irregularidade, restaurando a área, procurando deixá-la da forma mais anatômica e fisiológica possível. Exérese: Síntese Aproximação das bordas da ferida operatória, com a finalidade de estabelecer a continuidade do processo de cicatrização, a união dos tecidos. Pode ser feita por meio de sutura permanente ou removível, com a utilização de agulhas e fios de sutura, ou adesivos, gesso e ataduras.