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Definir superfungos e listar os fungos emergentes Fungo emergente: representa uma grande ameaça à saúde pública, que surgiram e se espalham. Superfungo: O infectologista explica que o superfungo é um germe intra-hospitalar e costuma colonizar equipamentos, instrumentos e pacientes internados. Para pacientes de risco, que estão em UTIs ou que foram submetidos a alguma cirurgia, ele representa uma ameaça maior, pois é capaz de adentrar o organismo e causar uma doença grave conhecida como candidíase invasiva ou candidemia, um tipo de sepitcemia (infecção na corrente sanguínea) que pode levar à morte. → Os fungos emergentes, ubíquos na natureza, provocam doenças, até há pouco tempo, raras. Algumas ainda são raras mas estão a aumentar de uma forma crescente sendo de extrema gravidade e de difícil tratamento porque são causadas por agentes resistentes aos antifungícos padrão (por exemplo: as aspergiloses), sendo portanto um grande desafio. Candida auris: ataca pessoas internadas ou com o sistema imune comprometido. É resistente a remédios e pode matar em menos de três meses. Aspergillus fumigatus: a aspergilose pode devastar os pulmões Seu índice de mortalidade em pessoas com HIV ou câncer chega a 85%. Lomentospora prolificans: apenas 20% dos acometidos sobrevivem a ele. Em 2018, o Brasil registrou a primeira morte na América do Sul. Histoplasma capsulatum: parte para cima de vários órgãos e causa a chamada “doença das cavernas”. Pode ser transmitida por animais e o contágio se dá por via respiratória. Penicillium Marneffei: a peniciliose pode atingir áreas vitais do corpo humano, como pulmões, fígado e rins, e, no caso de pessoas soropositivas e com baixa imunidade, até levar à morte. Relacionar os patógenos primários e secundários com suas respectivas doenças → A patogenicidade dos agentes biológicos é a sua capacidade de causar doença em um hospedeiro suscetível. A virulência é o grau de agressividade de um agente biológico, isto é, uma alta virulência de um agente pode levar a uma forma grave ou fatal de uma doença. PATÓGENOS PRIMÁRIOS → Patógenos primários são aqueles capazes de iniciar uma infecção em um hospedeiro normal, aparentemente imunocompetente. Eles são capazes de colonizar o hospedeiro, encontrar um nicho microambiental adequado com substratos nutricionais suficientes, evitar ou subverter os mecanismos de defesa do hospedeiro, e então se multiplicar dentro do nicho microambiental. Entre os patógenos fúngicos primários conhecidos estão quatro fungos ascomicetos, os patógenos dimórficos endêmicos Blastomyces dermatitidis, Coccidioides immitis (e C. posadasii), Histoplasma capsulatum e Paracoccidioides brasiliensis. Cada um desses microrganismos possui supostos fatores de virulência que lhes permitem romper ativamente as defesas do hospedeiro que normalmente restringem o crescimento invasivo de outros microrganismos. Quando um grande número de conídios de algum desses quatro fungos é inalado por humanos, mesmo se esses indivíduos forem saudáveis e imunocompetentes, geralmente ocorrem infecção e colonização, invasão tecidual e disseminação sistêmica do patógeno. Blastomyces dermatitidis Blastomicose é uma doença pulmonar causada pela inalação de esporos do fungo Blastomyces dermatitidis; ocasionalmente, o fungo tem disseminação hematogênica, provocando doença extrapulmonar. Os sintomas são de pneumonia ou da disseminação para vários órgãos, em geral, a pele. O diagnóstico é clínico e/ou por meio de radiografia de tórax, confirmado por identificação laboratorial do microrganismo. O tratamento é feito com itraconazol, fluconazol, ou anfotericina B → Dimorfismo térmico, que é o fato dele conseguir se diferenciar em levedura quando exposto à temperatura corporal do ser humano (37 graus) – esse processo ocorre nos pulmões, esporos inalados convertem-se em grandes leveduras invasivas que formam brotamentos característicos. Isso faz com que ele fique mais resistente por conta de uma alteração na sua parede celular Uma vez nos pulmões, a infecção pode: - Permanecer localizada nos pulmões - Disseminar-se hematogenicamente, causando infecção focal em vários órgãos Coccidioides immitis Coccidioidomicose é uma doença pulmonar ou hematogênica causada pelo fungo Coccidioides immitis e C. posadasii; geralmente ocorrendo como uma infecção respiratória aguda, benigna, assintomática, ou autolimitada. O microrganismo algumas vezes se dissemina para provocar lesões focais em outros tecidos. Os sintomas, quando presentes, são os mesmos de infecção do trato respiratório inferior ou de doença disseminada inespecífica de baixo grau. Suspeita-se do diagnóstico por características clínicas e epidemiológicas, confirmado por radiografia de tórax, cultura e sorologia. O tratamento, se necessário, normalmente é feito com fluconazol, itraconazol, novos triazóis, ou anfotericina B → Coccidioidomicose é adquirida pela inalação de esporos contidos na poeira. Assim, certas ocupações (p. ex., agricultura, construção) e atividades recreativas ao ar livre aumentam o risco. As epidemias podem ocorrer quando chuvas fortes, que promovem o crescimento do micélio, são seguidas por seca e ventos. → Uma vez inalados, os esporos de C. immitis se convertem em grandes esferas invasivas. À medida que as esferas se tornam maiores e se rompem, cada uma libera múltiplos e pequenos endosporos que podem formar novas esferas. A patologia pulmonar é caracterizada por uma reação granulomatosa aguda, subaguda, ou crônica, com vários graus de fibrose. As lesões podem cavitar ou formar lesões no formato de moedas. → Às vezes, a doença progride, com grande envolvimento pulmonar, disseminação sistêmica, ou ambos; lesões focais podem se formar em quase todos os tecidos, mais comumente na pele, tecido subcutâneo, ossos (osteomielite ), articulações e meninges (meningite ). Histoplasma capsulatum Histoplasmose é uma doença pulmonar e hematogênica causada por Histoplasma capsulatum, frequentemente crônica, e geralmente se segue a uma infecção primária assintomática. Os sintomas são tanto de pneumonia quanto de doença crônica não específica. O diagnóstico é por identificação do microrganismo no escarro ou tecido ou uso serológica específico e testes para antígeno na urina. O tratamento, quando necessário, é feito com anfotericina B ou itraconazol → H. capsulatum cresce como um mofo na natureza ou quando cultivado à temperatura ambiente, mas converte-se em uma pequena célula leveduriforme (1 a 5 micrômetros de diâmetro) a 37° C e quando invade as células do hospedeiro. A infecção se segue à inalação de conídios (esporos produzidos pela forma miceloide dos fungos) no solo ou de poeira contaminada com fezes de pássaro ou morcego. O risco de infecção é maior quando a remoção de árvores ou edifícios gera esporos transmitidos pelo ar (p. ex., em canteiros de obras em áreas habitadas por pássaros ou morcegos) ou ao explorar cavernas. Fatores de risco de histoplasmose são: - Exposição prolongada e intensa - Idade ≥ 55 anos- Na infância - Comprometimento imunitário mediado por células T (p. ex., pacientes com HIV/aids ou transplante de órgão ou que estão tomando imunossupressores como corticoides ou inibidores de fator de necrose tumoral) A infecção se inicia nos pulmões e geralmente permanece neste local, mas pode se disseminar de forma hematogênica para outros órgãos se não for controlada por meio de defesas normais do hospedeiro, mediadas por células. Paracoccidioides brasiliensis Paracoccidioidomicose é uma micose progressiva de pele, mucosas, linfonodos e órgãos internos causada por Paracoccidioides brasiliensis. Os sintomas são úlceras de pele, adenite e dor no órgão abdominal envolvido. O diagnóstico é clínico e microscópico, confirmado por cultura. O tratamento é feito com azóis (p. ex., itraconazol), anfotericina B, ou sulfonamidas → Embora seja uma infecção oportunista relativamente rara, a paracoccidioidomicose às vezes ocorre em pacientes imunocomprometidos, mas com menos frequência naqueles com aids. → Embora reservatórios naturais de Paracoccidioides brasiliensis permaneçam indefinidos, presume-se que existam no solo como mofo, com a infecção ocorrendo em razão da inalação de conídios (esporos produzidos pela forma miceloide dos fungos). Estes convertem-se em leveduras invasivas nos pulmões, assumindo-se que sua disseminação ocorra por via linfo-hematogênica. https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-dos-tecidos-conjuntivo-e-musculoesquel%C3%A9tico/infec%C3%A7%C3%B5es-articulares-e-%C3%B3sseas/osteomielite https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-neurol%C3%B3gicos/meningite/meningite-subaguda-e-cr%C3%B4nica PATÓGENOS OPORTUNISTAS → Como ocorre com a maioria dos patógenos microbianos primários, esses fungos podem também agir como patógenos oportunistas, uma vez que as formas mais graves de cada uma dessas micoses são vistas mais frequentemente em indivíduos com comprometimento das defesas imunes inata ou adquirida. O estado do hospedeiro é de fundamental importância na determinação da patogenicidade de patógenos fúngicos oportunistas, como Candida spp., C. neoformans e Aspergillus spp. Na maioria dos casos, esses organismos podem existir como colonizadores benignos ou saprófitas ambientais, só causando infecções sérias quando há uma diminuição das defesas do hospedeiro. Existem fatores associados a estes organismos, que podem ser considerados “fatores de virulência”, por contribuírem para o processo patológico, e, em alguns casos, que podem explicar as diferenças entre as patogenicidades dos diversos organismos. Espécies de Candida → Candida spp. são os mais comuns dos patógenos fúngicos oportunistas. Acredita-se que as características do microrganismo que contribuem para sua patogenicidade incluam sua capacidade de aderir a tecidos, o dimorfismo entre as formas de levedura e hifa, a hidrofobicidade de sua superfície celular, a secreção de proteinases e as mudanças fenotípicas. → A capacidade de aderência de Candida spp. a diversos tecidos e superfícies inanimadas é considerada importante nos estágios iniciais da infecção. A capacidade de aderência de várias espécies de Candida está diretamente relacionada ao seu grau de virulência em diversos modelos experimentais. → Há muito tempo se considera que a capacidade de sofrer transformação de leveduras para hifa apresente alguma importância na patogenicidade. A maioria das espécies de Candida é capaz de realizar essa transformação, que demonstrou ser regulada tanto por pH quanto por temperatura. A transformação de levedura em hifa é uma resposta de Candida spp. a alterações no microambiente. As hifas de C. albicans exibem tigmotropismo (um sentido de tato), que lhes permite crescer ao longo de depressões ou através de poros e pode auxiliar na infiltração de superfícies epiteliais. → A composição da superfície celular de Candida spp. pode afetar tanto a hidrofobicidade da célula quanto a resposta imune contra ela. → Conforme discutido em relação aos patógenos primários, a capacidade de Candida spp. secretar diversas enzimas pode também influenciar a patogenicidade do organismo. Diversas espécies de Candida secretam aspartil proteinases que hidrolisam as proteínas do hospedeiro envolvidas em defesas contra a infecção, permitindo que as leveduras rompam barreiras de tecido conjuntivo. Da mesma maneira, a maioria das espécies de Candida que causam infecção em humanos produz fosfolipases. Estas enzimas lesam as células do hospedeiro, sendo consideradas importantes na invasão tecidual. → A capacidade de Candida spp. transformarem-se rapidamente de um morfotipo a outro foi denominada mudanças fenotípicas. Embora originalmente aplicada a alterações na morfologia macroscópica de colônias, já se sabe que os diferentes fenótipos observados em meios de cultura sólidos representam diferenças na formação de brotamentos e hifas, expressão de glicoproteínas de parede celular, secreção de enzimas proteolíticas, suscetibilidade à lesão oxidativa por neutrófilos e suscetibilidade e resistência a antifúngicos. Mudanças fenotípicas contribuem para a virulência de Candida spp. por permitir que o organismo se adapte rapidamente à alteração em seu microambiente, facilitando sua capacidade de sobreviver, invadir tecidos e escapar das defesas do hospedeiro Cryptococcus neoformans A criptococose é uma infecção provocada pelo fungo Cryptococcus neoformans ou Cryptococcus gattii. → As pessoas podem não ter sintomas ou podem ter dor de cabeça e confusão, tosse e peito dolorido, ou uma erupção cutânea, dependendo de onde se encontra a infecção. → O diagnóstico se baseia na cultura e no exame do tecido e de amostras de líquido. → Os medicamentos antifúngicos são administrados por via oral ou, se a infecção for grave, por via intravenosa. → O Cryptococcus neoformans ocorre principalmente no solo que está contaminado com fezes de pássaros, principalmente de pombos. Ele é encontrado no mundo todo. Cryptococcus gattii em geral está presente no solo ao redor de árvores. Os surtos ocorreram no noroeste do Pacífico, Papua Nova Guiné, norte da Austrália e na região mediterrânea da Europa. Ao contrário do Cryptococcus neoformans, o Cryptococcus gattii não está associado a aves. → A infeção por Cryptococcus era relativamente rara até começar a epidemia da AIDS. A criptococose é a infecção fúngica potencialmente fatal mais comum em pessoas com AIDS. O fungo tende a infectar pessoas que têm o sistema imunológico debilitado Espécies de Aspergillus → A via primária de infecção na aspergilose é a inalação de conídios por aerossol (2,5 a 3 μm) que se depositam nos pulmões, nasofaringe ou seios paranasais. Nos pulmões, os macrófagos alveolares e neutrófilos desempenham papel fundamental na defesa do hospedeiro contra Aspergillus spp. Os macrófagos ingerem e destroem os conídios, enquanto os neutrófilos aderem e destroem as hifas que crescem após a germinação dos conídios. As hifas que não são destruídas podem invadir o tecido pulmonar e a vasculatura, levando a trombose e necrose tecidual local, bem como à disseminação hematogênica para outros órgãos-alvo (cérebro). → Aspergillus spp. secretam muitos produtos metabólicos, como gliotoxinas e várias enzimas, incluindo elastase, fosfolipases, diversas proteases e catalase, que podem ter uma importante função na virulência. A gliotoxina inibe a fagocitose por macrófagos e a ativação e proliferação de células T. → Conídios de Aspergillus fumigatus se ligam ao fibrinogênio humano,bem como à laminina na membrana basal alveolar. Acredita-se que este seja um importante primeiro passo que permite ao fungo se estabelecer em tecidos do hospedeiro. → Os conídios de Aspergillus resistem à destruição por neutrófilos, mas os conídios em germinação e as hifas são rapidamente destruídos. → A forte associação entre aspergilose e doença granulomatosa crônica ressalta a importância da função neutrofílica na defesa do hospedeiro contra a aspergilose e fornece evidências indiretas para a catalase como um fator de virulência. → É geralmente aceito que o risco aumentado de aspergilose em indivíduos que recebem altas doses de corticosteroides seja devido à deficiência na função de macrófagos e, talvez, de células T. Além disso, foi demonstrado que os corticosteroides estimulam o crescimento de Aspergillus spp. em meios de cultura. Identificar os fatores predisponentes do hospedeiro comprometido (causa) Quando a glicemia (quantidade de açúcar no sangue) está descontrolada isso pode enfraquecer o nosso sistema imunológico (conjunto de mecanismos que defendem o corpo de agentes infecciosos invasores). Portanto, com a baixa imunidade, nosso corpo está mais vulnerável às infecções. Portanto, essa é mais uma das razões pelas quais é tão importante controlar a glicemia. Diferenciar os tipos de células T envolvidos na resposta contra fungos determinando suas funções no combate a esses patógenos Imunidade aos Fungos → As infecções fúngicas, também chamadas micoses, são causas importantes de morbidade e mortalidade em seres humanos. Algumas infecções fúngicas são endêmicas e, em geral, são causadas por fungos presentes no ambiente e cujos esporos entram nos seres humanos. Outras infecções fúngicas são ditas oportunísticas, porque os agentes causais provocam doença branda ou não causam doença em indivíduos sadios, mas podem infectar e causar doença grave em indivíduos imunodeficientes. A imunidade comprometida é o fator predisponente mais importante para as infecções fúngicas clinicamente significativas. A deficiência de neutrófilos como resultado de dano ou supressão da medula óssea com frequência está associada a estas infecções. As infecções fúngicas oportunistas também estão associadas à imunodeficiência causada pelo HIV e pela terapia para o câncer disseminado e a rejeição de transplantes. → Diferentes fungos infectam seres humanos e podem viver nos tecidos extracelulares e no interior dos fagócitos. Portanto, as respostas imunes a esses microrganismos muitas vezes são combinações das respostas a microrganismos extra e intracelulares. Entretanto, menos é conhecido acerca da imunidade antifúngica, do que sobre a imunidade contra bactérias e vírus. A falta de conhecimento é em virtude, parcialmente, da escassez de modelos animais para micoses, e parcialmente pelo fato de essas infecções tipicamente ocorrerem em indivíduos incapazes de montar respostas imunes efetivas. Imunidade Inata e Adaptativa aos Fungos → Os principais mediadores da imunidade inata contra os fungos são os neutrófilos, macrófagos e ILCs. Os pacientes com neutropenia são extremamente suscetíveis às infecções fúngicas oportunistas. Macrófagos e células dendríticas percebem os organismos fúngicos através dos TLRs e receptores do tipo lectina, chamados dectinas, que reconhecem β-glucanas na superfície dos fungos. Macrófagos e células dendríticas liberam citocinas que recrutam e ativam neutrófilos diretamente ou via ativação de ILCs residentes teciduais. Os neutrófilos provavelmente liberam substâncias fungicidas, como as espécies reativas de oxigênio e as enzimas lisossômicas, e fagocitam os fungos para o killing intracelular. → A imunidade mediada por células é o principal mecanismo da imunidade adaptativa contra as infecções por fungos intracelulares. Histoplasma capsulatum, um parasita intracelular facultativo que vive em macrófagos, é eliminado pelos mesmos mecanismos celulares que são efetivos contra bactérias intracelulares. As células T CD4 + e CD8 + cooperam para eliminar as formas de levedura de C. neoformans, as quais tendem a colonizar os pulmões e o cérebro em hospedeiros imunodeficientes. P. jiroveci é outro fungo intracelular causador de graves infecções em indivíduos com imunidade celular defeituosa. Os fungos intracelulares também podem ser controlados em parte por células ILC1 que expressam T-bet, enquanto os fungos extracelulares podem ativar respostas de ILC3. → Muitos fungos extracelulares deflagram fortes respostas Th17, que são dirigidas, em parte, pela ativação de células dendríticas pela ligação de glicanas fúngicas à dectina-1. As células dendríticas ativadas por meio desse receptor de lectina produzem citocinas Th17-indutoras, como IL-1, IL-6 e IL-23. As células Th17 estimulam inflamação, enquanto os neutrófilos recrutados e monócitos destroem os fungos. Indivíduos com respostas Th17 defeituosas são suscetíveis a infecções mucocutâneas crônicas por Candida. As respostas Th1 são protetoras nas infecções fúngicas intracelulares, como a histoplasmose, porém essas respostas podem deflagrar uma inflamação granulomatosa que causa importante de lesão tecidual no hospedeiro nessas infecções. Os fungos também deflagram respostas de anticorpo específicas que podem ter valor protetor Células dendríticas e macrófagos (não mostrado) reconhecem as glucanas fúngicas e liberam citocinas que estimulam células linfoides inatas (ILC3s) residentes nos tecidos a liberarem citocinas, principalmente IL-17, as quais recrutam neutrófilos e induzem produção de peptídeos antimicrobianos que protegem contra a infecção. As citocinas também podem recrutar diretamente neutrófilos. As células dendríticas também estimulam a diferenciação de células T CD4 + antígeno fúngico-específicas naive em células Th17 nos linfonodos drenantes, e as células Th17 migram de volta para o sítio de infecção. O GM-CSF produzido pelas ILCs (e, talvez, pelas células Th17) podem contribuir para o recrutamento de neutrófilos. CLR, do inglês C-type lectin receptor (p. ex.: dectina-1); TLR, do inglês, Toll-like receptor.