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Fatores de Risco
NEOPLASIA DE VULVA
Igor Mecenas
É uma neoplasia maligna rara que acomete mulheres em idades
avançadas (60 a 70 anos), principalmente os pequenos e grandes lábios. 
É menos comum que os demais cânceres ginecológicos, como corpo/colo
de utero e ovario e tem incidência similar ao câncer vaginal. Acomete
mais mulheres brancas, em idade avançada. Em negras, parece surgir em
pacientes mais jovens. A maioria é diagnosticada em estágios iniciais. HPV (principalmente subtipo 16): é o principal
fator relacionado ao carcinoma espinocelular
Obesidade
DM
HAS
Tabagismo
História prévia de neoplasia intraepitelial vulvar
ou cervical
História prévia de câncer de colo uterino
Linfogranuloma venéreo (Chlamydia trachomatis)
Líquen escleroso vulvar
Síndromes de imunodeficiências
Descendência norte-europeia
Carcinoma espinocelular ou epidermóide (90%): tipos
simples/queratinizado (distrofias vulvares, mulheres mais velhas) ou
clássico/bowenóide (relacionado ao HPV, mulheres jovens).
Melanoma (5%): segundo mais comum, ocorre principalmente em
mulheres pós-menopausa, brancas, como uma lesão pigmentada.
Outros mais raros: carcinoma basocelular, sarcoma, doença de Paget da
vulva e carcinoma de células de Bartholin.
A neoplasia intraepitelial vulvar (NIV) é a lesão precursora do câncer de vulva. 
Acredita-se que a lesão se desenvolva a partir da infecção pelo HPV ou por
inflamação crônica, com distrofia vulvar ou processos autoimunes. 
TIPOS HISTOLÓGICOS
Patologia
Lesão vulvar: úlcera, placa ou massa unifocal,
crônica e indolor (em mulher mais velha)
Mais comum no lábio maior, mas pode
acometer qualquer região
Mancha hipocrômica 
Prurido: sintoma mais comum e precoce (70%)
Sangramento
Dor local 
Quadro Clínico
Local mais comum: grandes lábios
Disseminação: linfática, principalmente em lesões localizadas no
clitoris.
A avaliação clínica indica se a biópsia será necessária, através da
investigação de fatores de risco, sintomas e exame pélvico. Em casos
selecionados a vulvoscopia, com o teste de Collins (utiliza o ácido acético a
5% e Lugol como reagentes) pode auxiliar a identificar lesões não visíveis. 
A biópsia com análise histopatológica confirma o diagnóstico e faz o
estadiamento. 
Diagnóstico
Estadiamento
LSIL: lesão intraepitelial de baixo grau
HSIL: lesão intraepitelial de alto grau; tem duas formas
Causada pelo HPV de alto risco (16, 18, 31, 33) → pápulas vermelhas, marginalizadas e planas; acometem mais mulheres
jovens
Não relacionada ao HPV (tipo diferenciado) → pápula ou nódulo únicos, 2-5 cm, de cor variada; tem relação com líquen
escleroso ou plano
LESÃO INTRAEPITELIAL DA VULVA
Antigamente chamada de neoplasia intraepitelial vulvar (NIV - termo em desuso), é relacionada ao HPV e é considerada lesão pré-
maligna, sendo classificada em 2 tipos:
>2 cm: vulvectomia + linfadenectomia
<2 cm: retirar com margem de 2 cm
Se invasivo o padrão-ouro é vulvectomia radical com linfadenectomia inguinal bilateral
O tratamento varia conforme o estadiamento clínico. Entretanto para questões de prova, podemos simplificar em:
O status linfonodal e o tamanho da lesão primária são os fatores prognósticos mais relevantes e portanto definir o tratamento. Os
fatores de risco para metástase linfonodal são idade da paciente, linfonodos clinicamente suspeitos, embolia vascular presente, grau
de diferenciação estadiamento e profundidade do tumor.
Tratamento
Complicações
A cirurgia pode levar a complicações como
formação de cistos próximos as cicatrizes
cirúrgicas, coágulos sanguíneos, infecção urinária.