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Mini Manual de Ginecologia Letycia Maione 2020 Letycia Maione 2 ÍNDICE 1. Vulvovaginites ......................................................................3 2. Cervicites ..............................................................................4 3. DIP ........................................................................................5 4. Anticoncepção ......................................................................6 5. Climatério .............................................................................8 6. Síndrome dos ovários policísticos ........................................9 7. Amenorreia ..........................................................................10 8. HPV .......................................................................................11 9. Leiomiomma .........................................................................12 10. Incontinência urinária ...........................................................13 11. ITU .........................................................................................14 12. DST ........................................................................................15 13. Sífilis ......................................................................................16 14. Endometriose.........................................................................17 15. Adenomiose ...........................................................................18 16. CA de mama ...........................................................................19 17. Vítima de violência sexual ......................................................20 Letycia Maione 3 VULVOVAGINITES CANDIDÍASE -- Candida albicans Ph: 3,5 – 4,5 QC: prurido, dispareunia, dusúria, hiperemia, edema de vulva. CORRIMENTO: “leite coalhado”, branco/amarelado, grumoso. EX ESPECULAR: placas brancas recobrindo a vagina. RECORRÊNCIA: 4 ou + ep. em 1 ano TTO: Primeira opção: Miconazol creme vaginal a 2%, um aplicador cheio, à noite ao se deitar, por 7 dias OU Nistatina 100.000 UI, uma aplicação via vaginal, à noite, ao se deitar, por 14 dias. Segunda opção: Fluconazol 150 mg VO dose única. 2- Itraconazol 100 mg VO, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 1 dia. Gestantes: somente por via vaginal. Casos recorrentes: Mesmas opções do tratamento da candidíase vaginal, por 14 dias OU Fluconazol 150 mg, VO, 1xdia, dias 1, 4 e 7, seguido de terapia de manutenção: fluconazol 150mg, VO, 1xsemana, por 6 meses. VAGINOSE BACTERIANA – Gardnerella vaginalis Ph: > 4,5 QC: corrimento acentuado pós-coito e no período menstrual. CORRIMENTO: fétido, branco-acinzentado, bolhoso, “peixe podre”, cremoso. Obs: *Aumenta risco de IST e DIP *Não é IST mas o uso de preservativo é benéfico em recorrências pois reduz contato com o Ph do sptz. CRITÉRIOS DE AMSEL: 3 ou + p confirmar diagnóstico 1. Corrimento (homogêneo, acinzentado...) 2. Ph > 4,5 3. Clue cells 4. Teste de whiff + (teste da amina- pinga KOH no corrimento e fica com odor de peixe) TTO: Primeira Opção: Metronidazol 250 mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 7 dias. OU Metronidazol gel vaginal 100 mg/g, um aplicador cheio, via vaginal, à noite ao se deitar, por 5 dias. Segunda Opção: Clindamicina 300 mg, VO, 2x/dia, por 7 dias. Gestantes: Primeiro trimestre: Clindamicina 300 mg, VO, 2x/dia, por 7 dias. - Após o primeiro trimestre: metronidazol 250 mg, 1 comprimido, VO, 3x/dia, por 7 dias. Casos Recorrentes: 1- metronidazol 250 mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 10-14 dias OU Metronidazol gel vaginal 100 mg/g, um aplicador cheio, via vaginal, à noite ao se deitar, por 10 dias, seguido de tratamento supressivo com duas aplicações semanais, por 4 a 6 meses. TRICOMONÍASE -- Trichomonas vaginalis Ph: >5 QC: prurido, irritação, disúria, polaciúria, hiperemia. CORRIMENTO: abundante, amarelo-esverdeado, bolhoso, fétido EX ESPECULAR: colpite em aspecto de framboesa EXAMES: Afresco, cultura, PCR para Trichomonas. TTO: Primeira opção: Metronidazol 400 mg, 5 comprimidos, VO, dose única (dose total de tratamento 2g); Metronidazol 250 mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 7 dias. Gestantes: Metronidazol 400 mg, 5 comprimidos, VO, dose única (dose total de tratamento 2 g); OU Metronidazol 400 mg, 1 comprimidos, VO, 2x/dia, por 7 dias; OU Metronidazol 250 mg, 1 comprimido, VO, 3x/dia, por 7 dias. Letycia Maione 4 CERVICITES Colo: epitélio escamoso + epitélio glandular. Cervicites atingem epitélio colunar (glandular) 70 a 80% assintomáticas. COMPLICAÇÕES: DIP, dor pélvica, gravidez ectópica, infertilidade. Tratar parceiros sexuais. CLAMÍDIA -- Chlamydia tracomatis. (bacilo gram -, intracelular obrigatório) SOROTIPOS: D e K infecções geniturinárias. L1,L2 e L3 linfogranuloma. LEUCORRÉIA: menos purulenta e espessa DX: PCR para chlamydia e ELISA NA GESTANTE: partos pré-termo, rotura prematura de membrana e endometrite puerperal, além de conjuntivite e pneumonia do RN. TTO: Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única; ou Doxiciclina 100 mg, VO, 2x/dia, 7 dias (exceto gestantes); GONORREIA – Neisseria gonorrhoeae. (diplococo gram - ) Pode gerar Bartolinite, Skenite DX: Clínico LEUCORRÉIA: Purulenta – “leite condensado” Obs: facilita infecção por HIV NA GESTANTE: associada a um maior risco de prematuridade, rotura prematura de membrana, perdas fetais, crescimento intrauterino restrito e febre puerperal. No Recém- Nascido (RN), a principal manifestação clínica é a conjuntivite, podendo ocorrer septicemia, artrite, abscessos de couro cabeludo, pneumonia, meningite, endocardite e estomatite. TTO: Ceftriaxona 500 mg, IM, dose única; MAIS Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única. DIP CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DA DIP MAIORES OU MÍNIMOS MENORES OU ADICIONAIS ELABORADOS OU DEFINITIVOS Dor abdominal infra umbilical ou dor pélvica. Dor à palpação dos anexos. Dor à mobilização do colo uterino. Temperatura axilar maior que 38,3ºC. Conteúdo vaginal ou secreção endocervical anormal. Massa pélvica. Leucocitose. Proteína C reativa ou VHS elevadas. Mais de cinco leucócitos por campo de imersão em secreção de endocérvice. Comprovação laboratorial de infecção cervical pelo gonococo, clamídia ou micoplasma. Evidência histopatológica de endometrite. Presença de abscesso tuboovariano ou de fundo de saco de Douglas em estudo de imagem (ultrassonografia pélvica ou ressonância magnética). VLSC com evidências de DIP. CLASSIFICAÇÃO DE MONIF ESTÁGIO 1 - Endometrite e salpingite aguda sem peritonite. Tto ambulatorial: Ceftriaxona 500 mg, IM, dose única; MAIS Doxiciclina 100 mg, 1 comprimido, VO, 2x/dia, por 14 dias; MAIS Metronidazol 250 mg, 2 comprimidos, VO, 2x/ dia, por 14 dias. ESTÁGIO 2- Salpingite aguda com peritonite. O tto é hospitalar: Cefoxitina 2 g, IV, 4x/dia, por 14 dias; MAIS Doxiciclina 100 mg, 1 comprimido, VO, 2x/dia, por 14 dias. ESTÁGIO 3- Salpingite aguda com oclusão tubária ou comprometimento tubo-ovariano (abscesso tubo- ovariano) Tto é hospitalar. ESTÁGIO 4- Abscesso tubo-ovariano roto com secreção purulenta na cavidade (queda acentuada do estado geral, refratariedade ao tratamento clínico, febre persistente, comprovação ultrassonográfica) e abscesso acimade 10 cm. Tto é hospitalar e cirúrgico. A remoção cirúrgica do abscesso, preservando os ovários sempre que possível. INDICAÇÕES DE TTO HOSP: abscesso tubo-ovariano; sinais de peritonite, náuseas, vômitos ou febre alta (>39ºC); Gestantes; Pacientes imunocomprometidas; Ausência de resposta adequada ao tratamento ambulatorial nas primeiras 72 horas; Intolerância ou baixa adesão ao tratamento ambulatorial. C - CERVICITE L - LINFOGRANULOMA / CEPA L A – ADENITE M - que drena MÚLTIPLOS ORIFÍCIOS I – IMUNOFLUORESCÊNCIA DI - DOXICICLINA A - AZITROMICINA Letycia Maione 5 ANTICONCEPÇÃO TABELINHA: Diferença entre o ciclo mais longo e o mais curto: 32 – 26 = 6 ⇒ O método pode ser usado. • Cálculo do período fértil: Subtrai-se 18 do ciclo mais curto: 26 – 18 = 8 ⇒ Início do período fértil. Subtrai-se 11 do ciclo mais longo: 32 – 11 = 21 ⇒ Término do período fértil. Entre o 8º o 21º dia do ciclo. DIU DE COBRE: reação inflamatória local, modifica muco, inibe enzimas endometriais e tem efeito na motilidade espermática. DURAÇÃO: 10anos PODE OCORRER: sangramento de escape ou aumento do fluxo menstrual e de cólicas. Anemia deve ser pesquisada e corrigida antes da inserção. Melhor época para inserção é no período menstrual. CONTRAINDICAÇÃO: alterações da cavidade uterina, dst... OBS: Após o parto, pode ser introduzido preferencialmente nos primeiros dez minutos após a saída da placenta, ou a qualquer momento nas primeiras 48h ou após 4 semanas. Após um episódio de abortamento, pode ser inserido imediatamente se não houver sinais de infecção. Se engravidar – retirar o DIU até 12sem preferencialmente. Em caso de DIP retirar se não houver melhora clínica com uso de ATB em 48h SIU DE LEVONORGESTREL: Libera 20 mcg do progestágeno diariamente (reduz com o passar do tempo) altera muco, efeito antiproliferativo no endométrio, mantem produção estrogênica. Anovulação em 50% das usuárias. DURAÇÃO: 5 a 7 anos PODE OCORRER: sangramento irregular nos primeiros 5meses, amenorreia, cefaleia, náuseas, ganho de peso, acne e mastalgia. Diminui volume menstrual (controle da menorragia). CONTRAINDICAÇÕES: condições que não podem usar progesterona ACO COMBINADO: Atrofia endometrial. Estrogênio (etinilestradiol) + progesterona (1ª geração: norestirenona, medroxiprogesterona(efeito negativo no perfil lipídico); 2ª geração: levonorgestrel (menos trombogênico); 3ª geração: gestodeno, desogestrel; 4ª geração: drospirenona, dienogest, nomegestrol (melhora perfil lipídico mas tem pior risco tromboembólico). RISCO TROMBOEMBÓLICO: + Associado ao estrogênio. Progestágeno potencializa o risco. TABAGISMO: aumenta muito o risco, tem que parar pelo menos um ano antes do inicio do uso. CONTRAINDICAÇÕES: risco tromboembólico, amamentação, hipertensão, risco cardiovascular, CA de mama, hepatopatias, tabagismo, enxaqueca, diabetes, avc, anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina, barbitúricos, primidona, topiramato e oxcarbamazepina), lamotrigina (antiepilético), rifampicina. EFEITOS BENÉFICOS: melhora: TPM, hisurtismo, acne, menorragia, dismenorreia, artrite reumatoide, dç benigna da mama. Diminui risco de: DIP, gestação ectópica, dç trofoblástica gestacional, neoplasia de ovário, endométrio e cólon, miomatose, cisto de ovário. Efeito benéfico: na endometriose (pode prevenir se usado continuamente), na anemia causada por fluxo intenso, na densidade óssea, na miomatose. MINIPÍLULA: dose ultra baixa de progestogênios, para mulheres amamentando ou menopausadas. Espessamento do muco cervical. Baixa eficácia (anovulação em apenas 50% dos ciclos), não recomendado como método único naquelas q n estão amamentando. Pode ser usada: doenças mamárias benignas, hipertensão arterial, coagulopatias e cardiopatias valvares, tabagistas com mais de 35 anos, em contraindicações ao uso de estrógenos. Associado a maior risco de gravidez ectópica. INJETÁVEL TRIMESTRAL: Depomedroxiprogesterona (Acetato de Medroxiprogesterona). Dose de 150 mg intramuscular (até quinto dia do ciclo) suprime a ovulação geralmente por 14 semanas. Inibe pico de estradiol e consequentemente de LH (inibe ovulação). NÃO AUMENTA RISCO DE TROMBOSE EFEITOS INDESEJÁVEIS: Atraso no retorno da fertilidade, podendo chegar a nove meses após o término do uso. depressão, ganho de peso, alteração da libido e do humor, acne, queda de cabelo, mastalgia, sangramento irregular INJETÁVEL MENSAL: é combinado (estrogênio mais natural). -Acetofenido de algestona (di-hidroxiprogesterona) (150 mg) mais enantato de estradiol (10 mg) (Perlutan®), - Enantato de noretisterona (50 mg) mais valerato de estradiol (5 mg) (Mesigyna®) - Acetato de medroxiprogesterona (25 mg) mais cipionato de estradiol (5 mg) (Ciclofemina®). Injeção a cada 27 a 33 dias. Retorno da fertilidade cerca de 4 meses após interrupção do uso. *Mesmas contraindicações do ACO combinado. Letycia Maione 6 IMPLANTE SUBDÉRMICO: Ação comprovada por até três anos. Inibe a ovulação por bloqueio do pico de LH, altera o muco cervical e atrofia o endométrio. CÁPSULA: contendo 60 mg de etonorgestrel (progestogênio), que libera diariamente cerca de 60 mcg do hormônio nas primeiras cinco a seis semanas (vai reduzindo gradualmente) Não é biodegradável IMPLANTAR: a seis centímetros da prega do cotovelo, no sulco entre o bíceps e o tríceps na face medial do braço. VANTAGENS: Amenorreia (40% após 1 ano). - Diminuição da dismenorreia (cólicas menstruais). - Melhora da TPM OBS: Mulheres com mais de 70 kg apresentam maior taxa de falha do método. ADESIVOS TRANSDÉRMICOS: São compostos de etinilestradiol (liberação de 20 mcg/dia) e norelgestromina( possui baixo poder androgênico, favorecendo seu uso em pacientes com acne e pele oleosa)- (liberação de 150 mcg/dia.) APLICAR: preferencialmente nos glúteos, face externa dos braços, abdome e tronco. MODO DE USO: utilizado por três semanas, pausa na quarta para sangramento de escape. OBS: Há uma diminuição da efetividade em mulheres com mais de 90 kg VANTAGENS: Não sofre o efeito da primeira passagem hepática. Não acarreta picos hormonais. Absorção não é afetada por problemas gastrointestinais ANEL VAGINAL DE ETINILESTRADIOL E ETONOGESTREL: mecanismo de ação e contraindicações são os mesmos dos anticoncepcionais combinados. Sem efeito de primeira passagem hepática. EFEITOS ADVERSOS: cefaleia, distúrbios menstruais, sangramento de escape, expulsão do anel e leucorreia CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA: primeira fase do ciclo menstrual, antes do pico do Hormônio Luteinizante (LH), irá impedir a ovulação ou a retardar. Na segunda fase do ciclo menstrual, irá alterar o transporte dos espermatozoides e do óvulo nas trompas. Modifica o muco cervical. MÉTODO DE LEVONORGESTREL: 0,75 mg de LEVONORGESTREL espaçados por 12h, ou em dose única de 1,5 mg, até cinco dias da relação, preferencialmente em até 72 horas. 75% de eficácia. Não é esperado um sangramento vaginal logo após o uso do método Caso ocorram vômitos nas primeiras duas horas após a ingestão do comprimido, a dose deve ser repetida. Caso persistam os episódios de vômitos, pode-se optar pela utilização da via vaginal, com eficácia semelhante. LEGISLAÇÃO: lei 9263 de 12/01/1996 Somente é permitida a esterilização voluntária nas seguintes situações: I - Em e mulheres com capacidade civil plena e maiores de 25 anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico. II - Risco de vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em relatório escritoe assinado por dois médicos. - É vedada a esterilização cirúrgica em mulher durante os períodos de parto, aborto ou até o 42º dia de pós-parto ou aborto, exceto nos casos de comprovada necessidade, por cesarianas sucessivas anteriores, ou quando a mulher for portadora de doença de base e a exposição a segundo ato anestésico ou cirúrgico representar maior risco para sua saúde. É necessário relatório escrito e assinado por dois médicos. - Não será considerada a manifestação da vontade, na forma do parágrafo 1º, na ocorrência de alterações na capacidade de discernimento por influência de álcool, drogas, estados emocionais alterados ou incapacidade mental temporária ou permanente. - A esterilização cirúrgica como método contraceptivo somente será executada através de laqueadura tubária, vasectomia ou de outro método cientificamente aceito, sendo vedada através de histerectomia ou ooforectomia. - Na vigência de sociedade conjugal, a esterilização depende de consentimento expresso de ambos os cônjuges. - A esterilização cirúrgica em pessoas absolutamente incapazes somente poderá ocorrer mediante autorização judicial. Letycia Maione 7 CLIMATÉRIO CLIMATÉRIO: PERÍODO FISIOLÓGICO MENOPAUSA: ÚLTIMA MENSTRUAÇÃO (DX UM ANO DEPOIS) IDADE MÉDIA DA MENOPAUSA: 51 ANOS PERFIL HORMONAL: pós- menopausa o principal estrogênio é a ESTRONA (aromatização periférica) 1ª FASE: diminui inibina, FSH e estradiol(LEVEMENTE) progesterona normal. (diminui a fase folicular- menstruações frequentes) 2ª FASE: HIPOGONADISMO HIPERGONADOTRÓFICO: diminui estradiol, androstenediona e testosterona, FSH e em seguida o LH. (ciclos anovulatórios – menstruações infrequentes) -Não há produção de progesterona na pós-menopausa. -Mulheres obesas: + estrona proliferação endometrial risco de CA de endométrio. DIAGNÓSTICO: exame clínico e físico Se 35-40UI/L) SINTOMAS: Queda do estrogênio : Vasomotores: Ondas de calor, fogachos. (+acentuados em tabagistas, sedentárias e magras) Atrofia vaginal/ Depressão / Irritabilidade / insônia sangramento uterino anormal USTV Se endométrio >5mm análise histopatológica (CA endométrio ) Diminuição da libido: por causa da queda da testosterona. Atrofia no aparelho urinário- disúria, urgência, itu de repetição Dificuldade de concentração, perda da memória recente e diminuição na cognição OSTEOPOROSE: estrogênio: bloqueia osteoclasto. Sem estrogênio OSTEOPENIA OSTEOPOROSE DESINTOMETRIA SE: 65anos (2/2anos) IMC8), alopecia. EXAMES LABORATORIAIS: TSH, Prolactina, Testosterona total e livre (aumentado), SDHEA (aumentado), Cortisol plasmático, 17-hidroxiprogesterona, FSH (normal ou diminuído), LH (aumentado), Progesterona na fase lútea média, lipidograma. EXAMES DE IMAGEM: USG TV pelo menos um de: 12 ou mais folículos medindo 2 a 9 mm de diâmetro ou volume ovariano aumentado (> 10 cm3). CRITÉRIOS DE ROTTERDAM: pelo menos dois dos seguintes: (1) Oligo-ovulação ou anovulação; (2) Hiperandrogenismo clínico ou bioquímico; (3) Ovários policísticos identificados ao exame ultrassonográfico TRATAMENTO: IRREGULARIDADE MENSTRUAL: contraceptivos orais combinados progesterona LH SHBG DHT (na pele/acne) (progestogênios potencial androgênico ex: CIPROTERONA (Diane/Selene) 3ª /4ª geração) * contraindicação aos estrogênios Acetato de medroxiprogesterona de depósito (injetável) HISURTISMO: (3 a 6 meses p ter efeito) contraceptivos orais + espironolactona (50 a 100mg / 2xdia INFERTILIDADE: indutores da ovulação CITRATO DE CLOMIFENO: iniciado na dose de 50 mg/dia, cinco dias, a partir do 3º ou 5º dia do ciclo. Recomendado monitoramento por USG TV. CI: presença de cisto ovariano não relacionado à SOP; hepatopatias; tumor hipofisário; disfunções adrenais e tireoidianas não controladas; gravidez; sangramento uterino anormal de origem indeterminada. *paciente que não reponde com até 150mg de citrato de clomifeno Gonadotrofinas. DRILLING OVARIANO quando tto clínico não é eficaz, eletrocauterizações nos ovários. RESISTÊNCIA À INSULINA: Metformina - testosterona. (pode ser indutor de ovulação – associado ao citrato) iniciar com 500mg/dia (efeitos no TGI) ao atingir 500mg 8/8h associar ao citrato. CI: doença renal ou hepática, alcoolismo, IC tratada com furosemida. Categoria B para gestação. OBESIDADE: Controle nutricional + atividade físicaLetycia Maione 9 AMENORREIA PRIMÁRIA SECUNDÁRIA Ausência de menstruação aos 14 anos associada à falha no desenvolvimento sexual ou 16 anos, mesmo com desenvolvimento sexual normal. Ausência de menstruação por seis meses ou pelo período equivalente a três ciclos consecutivos. FLUXOGRAMA DE INVESTIGAÇÃO: 1) Descartar gravidez – dosagem de beta-Hcg; 2) Descartar hiperprolactinemia e hipotireoidismo – dosagem de prolactina e TSH.. 3) Teste da Progesterona: positivo – anovulação, estrógenos normais e trato de saída pérvio. Negativo – seguir fluxograma. 4) Teste do estrogênio e progesterona: positivo – causa ovariana, hipofisária ou hipotalâmica. Seguir fluxograma. Negativo – causa uterina/endometrial. (SD. DE ASHERMAN histeroscopia ) 5)Dosagem de FSH: – ovariana HIPOGONADISMO HIPERGONADOTRÓFICO – centralHIPOGONADISMO HIPOGONADOTRÓFICO. Seguir fluxograma. 6) Teste do GnRH: gonadotrofinas: origem hipotalâmica. Ausência de elevação das gonadotrofinas – origem hipofisária. TESTE DA PROGESTERONA: Acetato de medroxiprogesterona 10 mg/dia durante 5 a 7 dias ou progesterona micronizada oral na dose de 300 mg/dia por 5 a 7 dias. TESTE DO ESTROGÊNIO + PROGESTERONA Estrogênios conjugados na dose de1,25 mg/dia ou 2 mg de estradiol via oral por 21 dias, com associação de acetato de medroxiprogesterona nos cinco últimos dias TESTE DO GNRH: positivo aumento dos níveis de LH e/ou FSH de no mínimo 200% em relação aos valores basais Principais causas de hiperprolactinemia: Drogas e Prolactinomas. - Drogas associadas: Antagonistas da dopamina; Neurolépticos ; Antidepressivos tricíclicos e inibidores de recaptação de serotonina; Benzodiazepínicos (amoxapina), cimetidina, ranitidina, estrogenioterapia, metildopa, opiáceos, reserpina, sulpirida, verapamil, anticoncepcionais orais. CAUSAS HIPOTALÂMICAS: -Sd. Kallman (amenorreia primária por secreção deficiente de GnRH, infantilismo sexual e anosmia ou hiposmia. -Exercício físico -Aco -Tumores -Distúrbios alimentares CAUSAS HIPOFISÁRIAS: -Síndrome de Sheehan necrose hipofisária. Instabilidade hemodinâmica grave durante o parto pan-hipopituitarismo Amenorreia + ausência de lactação CAUSAS UTEROVAGINAIS: -Hiperplasia adrenal congênita; -Síndrome de Mayer-Roktansky-Kuster-Hauser (XX, n tem nada q venha dos ductos de muller); -Malformações uterinas; -Síndrome de Asherman. CAUSAS GONADAIS: -Síndrome de Morris (vagina curta/ 46XY); -Disgenesia gonadal Sd. De TURNER (45,XO) e Swyer (XY); -Síndrome de Savageresistência à ação das gonadotrofinas; -Falência ovariana precoce; -Deficiência de 5-alfa-redutase 46, XY (n tem DHT) HERMAFRODITIRMO VERDADEIRO: ovotestis—genitália externa quase sempre ambígua. PSEUDO-HERMAFRODITISMO: discordância entre gônadas e genitália externa. Feminino, as gônadas são ovários (XX). Masculino, as gônadas são testículos (XY). Letycia Maione 10 EPITÉLIO: Simples JEC (maior parte das neoplasias) estratificado. ROTINA PARA RASTREIO: 25 – 64anos. Após dois anuais (-) : 3/3anos Para encerrar rastreio tem q ter 64anos + 2exames (-) nos últimos 5 anos Virgens – Não coleta Histerectomizada: Se por patologia benigna + 2 (-) nos últimos 5 anos NÃO PRECISA Se por patologia maligna: SIM, semestral no 1º ano após 3(-) anual Imunossuprimida: inicia coleta com início de atividade sexual. Se deixar passar de 3 anos, reinicia o esquema. Portadora de HIV: CD4 ≤200 fazer de 6/6meses NÃO PRECISA RASTREAR ANTES DOS 25 anos (por volta dos 20 tem o “clareamento do vírus”) PAPANICOLAU É ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO SECUNDÁRIA HPV provoca alteração celular COILOCITOSE, DISCARIOSE E DISCERATOSE. 1/3 da célula NIC1(baixo grau), 2/3 NIC2, 3/3NIC3(alto grau). NIC: restrito ao epitélio NÃO É CANCER Se no exame não tiver representação da JEC tem que repetir em 1ano. COLPOSCOPIA: orienta biópsia Ác. Acético nas lesões – EPITÉLIO ACETOBRANCO biopsiar Vasos atípicos: altamente preditores de neoplasia. Pontilhado vascular, mosaico. CONDUTA NOS ACHADOS ANORMAIS DE PAPANICOLAU: LISIL (lesão intraeptelial de baixo grau NIC 1): repetir CP em 6 meses 2º + COLPOSCOPIA 2º (-) CP 6m, (-) novamente rotina. *Imunossuprimida colposcopia *30anos) * +compressivos. INTRAMURAL ou Intersticial – Na intimidade do miométrio. Pode evoluir para subseroso ou submucoso. Menos de 50% do seu volume protrai na superfície serosa do útero. Hemorragia uterina, dismenorreia. SUBMUCOSO – Provoca mais hemorragias devido à sua íntima relação com a mucosa endometrial. INTRALIGAMENTARES: crescem entre os folhetos do ligamento largo, íntima relação anatômica com os ureteres. SINAIS E SINTOMAS: ALTERAÇÕES MENSTRUAIS: Representa a queixa principal. hipermenorreia, polimenorreia ou metrorragia. Corresponde a principal causa de indicação cirúrgica. É mais comum nos miomas submucosos. DOR PÉLVICA E DISMENORREIA SECUNDÁRIA: A isquemia, compressão de estruturas contíguas AUMENTO DO VOLUME ABDOMINAL: miomas volumosos, que saem da cavidade pélvica.COMPRESSÃO GENITURINÁRIA: Polaciúria, incontinência urinária, hidronefrose e infecções urinárias. Obstrução ureteral(+comum à direita)com hidronefrose. CORRIMENTO VAGINAL: Decorrente de leiomiomas submucosos ou necrose tumoral. DISTÚRBIOS INTESTINAIS: A compressão do reto constipação, fezes em fita e hemorroidas. INFERTILIDADE: Geralmente, há outros fatores associados. Alterações da cavidade uterina. EXAME FÍSICO: AUMENTO DO VOLUME ABDOMINAL E UTERINO: ao toque bimanual útero aumentado com superfície irregular, mobilidade diminuída . CORRIMENTO VAGINAL: melhor visualizado no exame especular. DIAGNÓSTICO: ULTRASSONOGRAFIA: confirma dx nódulos hipoecoicos na parede uterina (podem ocorrer calcificações). HISTEROSSALPINGOGRAFIA: Submucosos falha de enchimento da cavidade uterina. Intramurais distorções do contorno uterino. HISTEROSCOPIA: identificação de nódulos submucosos ou de nódulos intramurais (pelas deformidades que causam à cavidade uterina). É útil no diagnóstico diferencial de outras afecções ginecológicas, tais como: pólipos endometriais, hiperplasias endometriais, adenomiose e carcinoma de endométrio. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: É o melhor. Ideal para a diferenciação de leiomiomas e adenomiose, leiomiossarcoma. Realizada antes de procedimentos cirúrgicos ou embolização (sua distância à serosa, que pode ser um fator preditivo de perfuração) ESTUDO HISTOPATOLÓGICO: O diagnóstico de certeza. TRATAMENTO: CONDUTA EXPECTANTE: Tumores assintomáticos. Sintomáticas sem comprometimento geral. Tu pequenos na perimenopausa ou pós-menopausa. TRATAMENTO CLÍNICO: Redução tumoral (pré-op). Controle da perda sanguínea. Pacientes na perimenopausa. Pacientes com risco cirúrgico elevado -DANAZOL 400 a 800 mg/dia derivado da 19-nortestosterona (induz amenorreia, controla anemia) -GESTRINONA 2,5 mg/2xsem drv 19-nortestosterona ( amenorreia + tamanho)- efeito antigonadotrófico -ANÁLOGO DO GnRH tamanho significativamente (pré-op) *Uso prolongado hipoestrogenismo severo. - SIU DE LEVONORGESTREL sangramento (somente em pct com cavidade uterina normal) TRATAMENTO CIRÚRGICO: Sangramento uterino anormal ou dor pélvica. Avaliação quando há suspeita de malignidade. Infertilidade. Abortamentos recorrentes. ESCORE PARA MIOMECTOMIA LEVA EM CONTA: tamanho (=2, >2,>5), penetração( 0,50%,>50%), base(1/3,2/3,>2/3), terço (inferior, médio e superior) e parede lateral( +/ou não) -Escore 0 a 4/grupo I/Miomectomia histeroscópica com baixa complexidade. -Escore5 e 6/grupo II/Miomectomia complexa, pensar em preparo com análogo do GnRH e/ou cirurgia em 2 tempos. -Escore7 e 9/grupo/ III/ Indicar outra técnica não histeroscópica. ABLAÇÃO ENDOMETRIAL EMBOLIZAÇÃO DA ARTÉRIA UTERINA HISTERECTOMIA: paciente sintomática com prole definida e sem melhora com outras opções de tratamento. Letycia Maione 12 INCONTINÊNCIA URINÁRIA Qualquer perda involuntária de urina, objetivamente demonstrável, causando problema social ou higiênico. Esvaziamento vesical parassimpático acetilcolina contrai músculo detrusor (receptores: M2 e M3) Enchimento vesical simpático noradrenalina relaxa detrusor e contrai o esfíncter SINTOMAS: frequência diurna aumentada, noctúria, urgência urinária, sensação vesical (aumentada,reduzida ou ausente), hesitação, jato fraco, jato em spray, micção com esforço, disúria, micção posição dependente, sensação de esvaziamento incompleto, gotejamento pós-miccional. DIAGNÓSTICO: 1º passo: Anamnese detalhada + exame físico Avaliar: idade, raça, doenças crônicas, obesidade, antecedentes urinários, história obstétrica, cirurgias prévias, medicamentos em uso. EXAME UROGINECOLÓGICO: Pele e vulva, trofismo, prolapsos, avaliação funcional do assoalho pélvico (solicitar contração dos músculos pélvicos), toque bimanual, teste de perda urinária (esforço). PAD TEST: variações maior que 1g no absorvente = positivo. Q-TEST: teste do cotonete, variação acima de 300 = sugere hipermobilidade ureteral. 2º passo: Exames complementares: EAS-avaliar afecções associadas; Urinocultura-antes da realização de procedimentos invasivos na bexiga; Diário miccional (normal até sete micções); Pad test - 24 a 48h - > 4g = positivo; USG – (deslocamento do colo vesical da sínfise púbica >10mm = hipermobilidade do colo vesical ou da JUV); Uretrocistoscopia -- pacientes acima de 50 anos com sintomas irritativos de início súbito, na ausência de infecção, nos casos de hematúria a esclarecer e naqueles suspeitos de fístula vesicovaginal. AVALIAÇÃO URODINÂMICA: estudo funcional do trato urinário baixo. PRINCIPAL MÉTODO DIAGNÓSTICO. Indicações mais aceitas: recidivas, IU mista, obstrução infravesical, prolapso anterior, de esforço com teste supino negativo, doenças neurológicas, trauma raquimedular, antes do tratamento cirúrgico para correção de prolapso. Dividida em: 1- Urofluxometria: representação gráfica da medida do fluxo e volume urinários em um determinado intervalo de tempo. (Importante em suspeita de obstrução uretral e para escolha da técnica cirúrgica a ser empregada.) 2- Cistometria: relação pressão/volume avaliar a atividade do detrusor, sensações, capacidade e complacência vesicais. Pressão de perda menor que 60 cm H2o defeito esfincteriano intrínseco (mais grave). Superior a 90 cm H2o sugere hipermobilidade do colo vesical. 3- Estudo miccional: pressões, característica do fluxo, resíduo, capacidade vesical, resistência uretral, reserva, manobras e classificação do estudo em não obstruído, dúvida ou obstruído. 4- Perfil pressórico uretral: grau de fechamento uretral em repouso e sob esforço e o segmento uretral efetivamente participante da continência urinária 5- Eletromiografia: importante para pacientes com neuropatias alterações da musculatura estriada. VIDEOURODINÂMICA: padrão – ouro, estudo urodinâmico + estudo radiológico. CLASSIFICAÇÃO: IUE – Incontinência urinária de esforço: perda involuntária de urina somente durante o esforço. Deficiência esfincteriana intrínseca ou Hipermobilidade do colo vesical. IUU – Incontinência por urgência: involuntária de urina sincrônica à sensação de urgência, que é difícil de conter. INCONTINÊNCIA URINÁRIA EXTRAURETRAL-- perda de urina por outros canais, sem ser pelo meato uretral ex.: fístula IU MISTA -- associação da incontinência urinária aos esforços com hiperatividade do detrusor. Grau 0: Sem função perineal objetiva Grau 1: Função débil, percebida somente ao toque Grau 2: Função perineal visível, porém débil ao toque; Grau 3: Função perineal objetiva e à palpação mediana Grau 4: Função perineal objetiva e à palpação mantida Grau 5: Função perineal objetiva e à palpação acima de cinco segundos Letycia Maione 13 TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA TRATAMENTO CONSERVADOR: Mudança nos hábitos de vida. Exercícios perineais (Kegel) Reeducação vesical Biofeedback Cones vaginais Eletroestimulação INCONTINÊNCIA DE ESFORÇO: FARMACOLÓGICO: Duloxetina: inibidor da recaptação de serotonina e norepinefrina estímulo contínuo e progressivo do rabdoesfíncter no centro sacral da micção, durante o enchimento, sem interferências em seu relaxamento durante a micção. (ainda não liberado no Brasil para manejo da IU) Estrogênio tópico: pode melhorar sintomas em mulheres com sinais de trofismo. (não há consenso sobre o uso) MANEJO CIRÚRGICO: Cirurgia de burch: fixação da fáscia paravaginal anterior ao ligamento iliopectíneo (de Cooper).- hipermobilidade do colo cervical. (“ultrapassada”) Cirurgias de sling:preconizada para ambos os tipos de IUE. INCONTINÊNCIA DE URGÊNCIA FARMACOLÓGICO: ANTICOLINÉRGICOS bloqueio dos receptores muscarínicos da bexiga. CONTRA INDICAÇÕES: Glaucoma de ângulo fechado, arritmias cardíacas, gravidez, lactação, colite ulcerativa e doença obstrutiva intestinal ou urinária Cloridrato de oxibutinina: propriedades anticolinérgicas a antiespasmódicas (ação mista). Receptores M1 e M3. Dose: 10 mg, até 3x/dia. Tolterodina: Ação mista. Atua igualmente em todos os receptores muscarínicos (M1 a M5). Dose: 1 a 2 mg 2x/dia Antidepressivos tricíclicos: anticolinérgica e alfa adrenérgica casos de hiperatividade do detrusor. IMIPRAMINA é a mais utilizada, na dose de 25 a 150 mg ao dia, divididos em até 4 doses. Darifenacina menor passagem pela barreira hematoencefálica com menos efeito colateral central. OBS: uso por pelo menos seis semanas antes de considerar falha terapêutica. Em caso de falha – aumentar a dose ou associar outra medicação. Sempre associar às medidas comportamentais TOXINA BOTULÍNICA: Alicação na bexiga em casos de bexiga hiperativa neurogênica refratária. O volume total aplicado, em geral, é de 20 a 30 ml e em cada ponto é aplicado 1 ml (20 a 30 pontos). INCONTINÊNCIA MISTA: Algumas literaturas recomendam tratar primeiro a urgência, pois no pós-operatório da correção de IUE a associação ao tratamento da IUU pode gerar dificuldade para urinar. Em caso de escola pela fisioterapia pode-se iniciar os tratamentos concomitantemente. ITU E. coli - 54%, Klebsiella sp.5-23%, Proteus sp.5-12%, Enterococcus 7- 11%. ITU de repetição: >3 episódios em um ano ou >2 em 6meses. ITU complicada: alterações anatômicas, estruturais, bexiga neurogênica, gravidez. SINTOMAS: disúria, polaciúria, urgência miccional, dor pélvica, odor ou turvação da urina. Idosas podem apresentar febre, queda no estado geral e alterações no nível de consciência. TRATAMENTO: Fosfomicina tometamol 3g VO dose única (sachê diluído em água) Nitrofurantoína: 100mg VO 6/6h 5dias Cefalosporina-cefadroxila 500mg VO 12/12h 3dias Sulfametoxazol – trimetoprim: 800/60mg VO 12/12h 3dias PROFILAXIA: Itu de repetição Nitrofurantoína ou Bactrim 1cp 1x dia de 3 a 6meses Ou Bactrim 1cp pós coito. PIELONEFRITE: comprometimento sistêmico (ITU alta/complicada). Solicitar hemograma, EAS, URC, USG e TC Tto ambulatorial: pct estável Ciprofloxacino 500-700mg 12/12h 7dias. OU Levofloxacino 750mg 1x/dia 5dias. Tto hospitalar:48a72h Ceftriaxone 2g EV/dia. OU Levofloxacino 750mg EV/dia. OU Ciprofloxacino 400mg EV2x/dia. Quando apresentar melhora segue com tto ambulatorial por + 7dias. Letycia Maione 14 DSTS CANCRO MOLE: úlcera de Ducreyi Haemophilus ducreyi INCUBAÇÃO: 3 – 7dias. ÚLCERA: início: pápulas dolorosas com halo eritematoso -– 48h—pústula erosão úlcera (múltiplas) base amolecida, bordo irregular, contorno eritematoso e fundo irregular recoberto por exsudato necrótico amarelado com odor fétido. SINTOMA ASSOCIADO: disúria, dor à defecação, sangramento retal, dispareunia e corrimento vaginal. Adenopatia inguinal inflamatória unilateral, 7 – 14 dias após infecção Mulheres geralmente são assintomáticas. DIAGNÓSTICO: Exame físico: adenopatia supurativa – patognomônico Bacterioscopia, PCR, cultura TRATAMENTO: 1ª opção: Azitromicina 1 g dose única VO; ou Ciprofloxacina 500 mg dose única IM. 2ª opção: Ciprofloxacina 500 mg 12/12h por 3 dias VO (contraindicado para gestantes, lactentes e crianças); LINFOGRANULOMA VENÉREO: Chlamydia trachomatis (Gram -, intracelular obrigatório SOROTIPOS: L1,L2 e L3) INCUBAÇÃO: 3-21dias 3 FASES: erosão cutânea adenite fibrose e destruição. ÚLCERA: inicialmente indolor (pápula, pústula, vesícula) evolução insidiosa e indolor para úlcera. ADENITE: disseminação linfática regional fistulização: bico de regador.(4dias a 6sem da lesão inicial) – unilateral SEQUELAS: estenose e fibrose da vagina e do reto (Sifiloma retal de Fournier), edema crônico da genitália. SINTOMAS ASSOCIADOS: proctite(reto acometido), febre, mal estar, anorexia, artralgia, sudorese, meningismo. DIAGNÓSTICO: PCR, cultura, ELISA(>1:64), microimunofluorescência, intradermorreação de Frei, histopatológico. TRATAMENTO: Doxiciclina100mg, VO, 1 cp, 2x/dia, por 21 dias; OU Azitromicina 500mg, 2 cp, VO, 1x/semana, por 21 dias (preferencial nas gestantes) Se a parceria for assintomática: Azitromicina 500mg, 2 cp, VO, dose única; OU Doxiciclinab 100mg, 1 cp, VO, 2x/ dia, por 7 dias DONOVANOSE: Granuloma venéreo, Klebsiella granulomatis. INCUBAÇÃO: 30d—6meses ÚLCERA: pápula ou nódulo indolor subcutâneo úlcera de borda delimitada, fundo granulomatoso, vermelho e friável. lesão vegetante lesões satélites. (pode evoluir para forma elefansiática) DIAGNÓSTICO: identificação dos corpúsculos de Donovan (corpos intracelulares com largas células mononucleares ) esfregaço com coloração de Wright, Giemsa ou Leishman ou histopatológico. TRATAMENTO: Azitromicina 500mg, 2 cp, VO, 1x/ semana, por pelo menos três semanas, ou até a cicatrização das lesões 2ª opção: Doxiciclina 100mg, 1 cp, VO, 2x/dia, por pelo menos 21 dias, ou até o desaparecimento completo das lesões; OU Ciprofloxacinoa 500mg, 1 e ½cp, VO, 2x/ dia, por pelo menos 21 dias, ou até a cicatrização das lesões (dose total: 750mg); OU Sulfametoxazoltrimetoprima (400/80mg), 2 cp, VO, 2x/dia, por no mínimo 3 semanas, ou até a cicatrização das lesões HERPES GENITAL: HSV-1; HSV-2; INCUBAÇÃO: +/- 4dias ÚLCERAS: Primária: pápulas eritematosas de 3 a 10 mm vesículas agrupadas com conteúdo citrino ulcerações dolorosas, com bordas lisas, de mínima profundidade, não ultrapassando 1 mm e que não sangram à manipulação crostas sero-hemáticas que cicatrizam por completo. SINTOMAS ASSOCIADOS: pródromos: prurido, ardência, hipersensibilidade, queimação e parestesia. 50% adenopatia dolorosa bilateral + astenia, mialgia, febre, mal-estar, aumento da sensibilidade e formigamento. Recorrencias: mais brandas, dura cerca de 10 dias. Cicatriza sem sequela estética. DIAGNÓSTICO: Citologia-- citodiagnóstico de Tzanck, sorologia, imunofluorescência direta, cultura. TRATAMENTO: Primeiro episódio: Aciclovir 200mg, 2 cp, VO, 3x/dia, 7-10 dias; OU Aciclovir 200 mg, 1 cp, VO, 5x/dia (7h, 11h, 15h, 19h, 23h, 7h...), 7-10 dias Recidiva: Aciclovir 200mg, 2 cp, VO, 3x/dia, 5 dias; OU Aciclovir 200mg, 4 cp, VO, 2x/dia, 5 dias. Supressão (6 ou mais episódios/ano): Aciclovir 200mg, 2 cp, VO, 2x/dia, por até seis meses, podendo o tratamento ser prolongado por até 2 anos Imunossuprimidos: Aciclovir endovenoso, 5-10 mg/ kg de peso, EV, de 8/8h, por 5 a 7 dias, ou até resolução clínica Letycia Maione 15 AGENTE: Treponema pallidum ÚLCERA: Única. Bordos endurecidos e elevados com superfície lisa e limpa CLASSIFICAÇÃO: - sífilis adquirida recente (até um ano após a infecção): primária, secundária e latente recente. - sífilis adquirida tardia (mais de um ano de evolução): latente tardia e terciária. - sífilis congênita: recente (manifestação até os dois anos) ou tardia (após os dois anos). PRIMÁRIA: CANCRO DURO – (+/- 4sem após o contágio) lesão de coloração rósea, ulcerada, geralmente única e indolor, medindo de 1 a 2 cm, com bordas bem delimitadas, endurecidas e elevadas, fundo limpo, liso e brilhante, secreção serosa escassa, acompanhada de adenopatia regional, geralmente unilateral, múltipla, não supurativa, móvel, indolor e sem sinais flogísticos. SECUNDÁRIA: 4-8sem após desaparecimento do cancro duro. Lesões cutaneomucosas não ulceradas simétricas, localizadas ou difusas. Linfadenopatiageneralizada. Lesões características: roséolas(palmo-plantar), sifilides(pápulas eritemato-acastanhadas), condiloma plano, placas mucosas, alopecia irregular, madarose. ASSOCIADOS: hepatite clínica, glomerulopatia membranosa, invasão do líquor e humor aquoso. TERCIÁRIA: Sintomas a cada 3-20anos. - Lesões cutâneo-mucosas (tubérculos ou gomas) - Neurológicas (tabes dorsalis- degeneração dos neurônios sensitivos, mielite transversa e demência). - Cardiovasculares (aneurisma aórtico pela aortite sifilítica, estenose coronariana e insuficiência aórtica). - Articulares (artropatia de Charcot- destruição articular progressiva). NEUROSSÍFILIS: em qualquer fase da doença. Precoce: semanas a anos após a infecção primária liquor, vasos cerebrais, meninges (mais frequentemente que o cérebro) e medula. Formas sintomáticas: meningite e doença meningocelar ou derrames; Tardia: meninges, cérebro ou medula. Extremamente rara. Décadas após a infecção primária. Manifestações: paresia geral, demência progressiva com quadro psicótico e tabes dorsalis. DIAGNÓSTICO: 1 teste treponemico + MAIS 1 teste não treponemico + (Gestante trata com 1 deles +) Pesquisa direta: único para dx precoce CAMPO ESCURO (padão-ouro) ou Imunofluorescência direta. SOROLOGIA NÃO TREPONÊMICA: quantitativos e qualitativos : RPR, TRUST e VDRL especificidade sensibilidade pode ter falsos negativos associados (mt recente ou fenômeno prozona – em soros com títulos muito altos / importante fazer a diluição) QUANTO A DILUIÇÃO REAGENTE CONCENTRAÇÃO DE ANTICORPOS. VDRL sugestivo: ≥1:8 utilizado no seguimento da doença negativa após 12m do tto. SOROLOGIA TREPONÊMICA: qualitativo e muito específico: Teste rápido, ELISA, FTA-Abs. (permanece positivo após tto) INTERPRETAÇÃO: NR= não reagente / R= reagente VDRL (NR) + FTA-Abs (NR) = Negativo para sífilis, porém pode estar no período de “janela imunológica”. VDRL (NR) + FTA-Abs (R) = Sífilis primária precoce ou doença de longa evolução; possivelmente curada. VDRL (R) + FTA-Abs (NR) = Falso-positivo. VDRL (NR) + FTA-Abs (R) = Doença não tratada ou tratada recentemente. TRATAMENTO: ESTADIAMENTO ESQUEMA TERAPÊUTICO ALTERNATIVA (EXCETO PARA GESTANTES) SEGUIMENTO (TESTE NÃO TREPONÊMICO) Sífilis recente: sífilis primária, secundária e latente recente Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única (1,2 milhão UI em cada glúteo) Doxiciclina 100mg, 12/12h, VO, por 15 dias Trimestral Sífilis tardia: sífilis latente tardia ou latente com duração ignorada e sífilis terciária Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, semanal (1,2 milhão UI em cada glúteo), 3sem Dose total: 7,2 milhões UI, IM Doxiciclina 100mg, 12/12h, VO, por 30 dias Trimestral Neurossífilis Benzilpenicilina potássica/ cristalina 18- 24 milhões UI/ dia,EV , em doses de 3-4 milhões UI, 4/4h ou infusão contínua, 14 dias Ceftriaxona 2g IV ao dia, por 1014 dias Exame de LCR de 6/6 meses até normalização Letycia Maione 16 ENDOMETRIOSE Presença de tecido endometrial (glândulas e estroma), em localização extrauterina. TEORIAS: Refluxo menstrual (principal), metaplasia celômica, disseminação linfática, deficiência imunológica, atrogênica. SINTOMAS: Dismenorreia- caráter progressivo, tipicamente, começa antes do fluxo menstrual; usualmente, persiste durante toda sua duração e, ocasionalmente, perdura após o término. A dor é difusa, referida profundamente na pelve e intensa. Pode irradiar para a região lombar ou para as coxas. Pode estar associada à sensação de compressão retal, náuseas e episódios diarreicos. Dispareunia – maior intensidade com penetração profunda – relacionado ao acometimento do fundo de saco e septo retovaginal. Dor pélvica crônica - resulta da ação de citocinas inflamatórias na cavidade peritoneal. Mais comum e mais intensa em pacientes com implantes profundos infiltrativos. Infertilidade: 20 a 40%das pacientes inférteis. Três mecanismos primários: distorção da anatomia anexial , interferência no desenvolvimento oocitário e na embriogênese precoce , redução da receptividade endometrial. *caso a gravidez ocorra é possível a regressão completa da endometriose. DIAGNÓSTICO: Anamnese Exame físico: alguns achados: Sensibilidade localizada no fundo de saco vaginal ou nos ligamentos uterossacros. Nódulos palpáveis sensíveis no fundo de saco, ligamentos uterossacros ou septo retovaginal. Dor à mobilização uterina. Sensibilidade e massas anexiais que aumentam de volume durante o período menstrual. Fixação dos anexos ou do útero em posição retrovertida. Laboratoriais: CA 125 : alta sensibilidade e baixa especificidade para os quadros graves de endometriose. Seus níveis quantificam o grau da doença e a resposta ao tratamento. Imagem: USG TV—tornam se visíveis quando são > 5mm apresentam-se como estruturas císticas com ecos internos dispersos e paredes com focos ecogênicos. USG TV com preparo intestinal. RM de abdome e pelve. Videolaparoscopia (VLSC): Método de escolha e definitivo visualização direta dos implantes biópsia para estudo histopatológico das lesões suspeitas. TRATAMENTO: FARMACOLÓGICO: ACO: Decidualização do endométrio supressão da esteroidogênese e gametogênese ovariana. Deve ser utilizado de forma ininterrupta por 6 a 12 meses. Optar por fórmulas com maior potencial androgênico. PROGESTOGÊNIOS: atrofia do tecido endometrioide. - Acetato de medroxiprogesterona 30 mg/ diaVO, ou IM 150 mg trimestral. - SIU liberador de levonorgestrel sem o inconveniente da perda óssea associado ao tto com progestogênio de depósito DANAZOL: propriedades androgênicas e progestogênicas inibição da secreção de GnRH e da esteroidogênese. fração livre de testosterona. (*altera função hepática e perfil lipídico) Dose: 400 a 800 mg/diaVO, 6 meses. GESTRINONA: androgênicos, antiestrogênicos e antiprogestogênicos. Dose: 2,5 a 10mg, VO 2x/semana. AGONISTA DE GnRH: competem com o GnRH, ligando-se aos seus receptores menopausa medicamentosa. Cuidado com perda de matriz óssea. (*add-back therapy: associação de algum estrógeno para reduzir a perda de matriz óssea) Não utilizar por períoso superior à 12m. INIBIDORES DE AROMATASE: regular a formação local de estrogênio nos tecidos endometrióticos, além de inibir a produção ovariana e periférica (tecido adiposo) de estrógenos. (precisa de mais estudos ainda) CIRÚRGICO: sintomas graves, incapacitantes ou agudos. Sem melhora ou piora com tto medicamentoso. Distorção da anatomia pélvica, cistos endometrióticos, ou obstrução intestinal ou do trato urinário. CONSERVADORA: Videolaparoscopia. (preservação da reprodução) Excisão, fulguração ou vaporização a laser de implantes endometrióticos e remoção de aderências. DEFINITIVA: histerectomia (com ou sem ooforectomia a depender do caso) e eliminação de todos os focos. *MAIOR CHANCE DE GRAVIDEZ NO PRIMEIRO ANO APÓS A CIRURGIA. Letycia Maione 17 ADENOMIOSE Presença de tecido endometrial (glândulas e estroma) entre as fibras musculares do miométrio. SINTOMAS: Frequentemente assintomática. Sangramento Uterino Anormal: Presença de sangramento menstrual, habitualmente cíclico, abundante, prolongado. Dismenorreia Secundária: Presença de dor que antecede em até uma semana o fluxo menstrual. Caracteristicamente, é uma dismenorreia progressiva e grave. Dispareunia; Dor Pélvica Crônica; Infertilidade; SINAIS: Aumento do volume uterino: Observa-se aumento global e simétrico (uniforme) do útero, que se encontra amolecido e doloroso, principalmente no períodopré-menstrual. TEORIAS : histológica- invasão endometrial, traumas cirúrgicos – invasão por fragilidade miomen=trial decorrente de procedimentos cirúrgicos, imunológicas – autoanticorpos antifosfolipídios e antígeno CA125. CLASSIFICAÇÃO: Quanto à distribuição: Adenomioseforma difusa ; Adenomioma focal. Quanto à penetração: Grau 1: acometimento do terço interno do miométrio. Grau 2: acometimento de dois terços. Grau 3: acometimento de todo o miométrio. DIAGNÓSTICO: USGTV: Realizar no período pré-menstrual adenomiose mais proeminente. Aaumento difuso do útero, com textura e contornos normais por via abdominal, ou áreas discretamente anecoicas em parede posterior. Áreas hipoecoicas heterogêneas dentro do miométrio com margens parcialmente definidas. No interior dessas áreas podem-se encontrar pequenas imagens miometriais císticas que histologicamente correspondem a glândulas endometriais ectópicas. RNM: maior acurácia. sensibilidade e especificidade . Delineia melhor a localização e a extensão das lesões. Diferenciação entre leiomiomas e adenomiomas. Parâmetro: Zona juncional com irregularidade e espessura acima de 12 mm é praticamente patognomônica de adenomiose. Histerossalpingografia: Pode apresentar o sinal de Dionisi, que corresponde a irregularidades da superfície miometrial. Estudo Histopatológico: O diagnóstico de certeza da adenomiose é histopatológico, após histerectomia. TRATAMENTO: FARMACOLÓGICO: Para pacientes com sintomas discretos ou na pré-menopausa: Análogo de GnRH: reduz níveis de estrogênio reduz volume uterino. ( 3 a 6meses) SIU de Levonorgestrel: melhora na dor e redução do sangramento uterino anormal. Inibidores de aromatase: quando administrado reduz risco de recidiva após cirurgias conservadoras. Antagonistas de GNRH, anticoncepcionais orais combinados e danazol ainda não tem eficácia bem comprovada. CIRÚRGICO: Ablação endometrial: adenomiose de grau 1 Ablação endometrial seguida de colocação e uso de DIU de levonor gestrel: adenomiose de grau 1 e 2 Adenomiomectomia: (cirurgia citorredutora) excisão do tecido adenomiótico. Uso de análogos do GnRH é recomendado, pois estas lesões possuem rica rede vascular. Histerectomia: tratamento definitivo. (Quando a fertilidade não seja desejada, doença muito extensa e exclua a possibilidade de ablação endometrial). Letycia Maione 18 CÂNCER DE MAMA (BÁSICO) Proliferação maligna das células epiteliais que margeiam os ductos ou os lóbulos. GENES SUPRESSORES TUMORAIS: geralmente em pacientes mais jovens (4 linfonodos +, pele e parede torácica. QUIMIOTERAPIA: Antraciclinas, Taxanos. Quando linfonodo sentinela+ ou para tto neoadjuvante (em TU muito volumosos/ teste de sensibilidade ao quimioterápico in vivo.) HORMONIOTERAPIA: Quando os receptores hormonais são +. RP+RE Tamoxifeno por 5anos pós cirurgia. Inibidor de aromatase (Astrol) pós-menopausa. Trastuzumab (terapia alvo) para bloqueio de HER-2. IMUNOHISTOQUÍMICA: RE: receptor de estrogênio. RP: receptor de progesterona. –(tem valor preditivo – avalia resposta ao tto) Ki-67: índice de proliferação do tumor 14%prolifera mais- tipo luminal B, 14% prolifera menos – tipo luminal A HER – 2: fator de crescimento epidérmico (proliferação)- prognóstico ruim. Triplo negativo pior prognóstico, não responde à hormônio nem terapia alvo. (+em mulheres jovens/ associado aos genes tumorais) PROGNÓSTICO DE REICIDIVA : LOCAL: Estado das margens, Grau nuclear, Tamanho do tu (isso, devem ser coletados exames para HIV (se disponível, preferir o teste rápido), hepatites B e C e para sífilis. Quando possível, deve-se também coletar material vaginal e anal para pesquisa de clamídia, ureaplasma, micoplasma e gonococo. PREVENÇÃO DE GRAVIDEZ: Levonorgestrel 1,5 mg VO em dose única, utilizada o mais cedo possível, dentro do limite de 5 dias após a violência sexual PROFILAXIA DAS IST NÃO VIRAIS: Em adultos e adolescentes com mais de 45 kg (inclusive gestantes) SÍFILIS: Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM (1,2 milhão UI em cada glúteo) em dose única GONORREIA: Ceftriaxona: 500mg, 1 ampola, IM, dose única + Azitromicina: 500mg, 2 cp VO, dose única. CLAMÍDIA: Azitromicina 500mg, 2 comprimidos, VO, dose única TRICOMONÍASE: Metronidazol,c 500 mg, 4 comprimidos VO, dose única. (postergar em caso de PEP) PROFILAXIA PARA HBV: Imunizadas para hepatite B não necessitam de profilaxia. Não imunizadasprimeira dose da vacina nas primeiras 48 horas e completar o esquema (30 e 180 dias) Esquema vacinal incompleto devem completar as doses que faltam. As vítimas suscetíveis ou cujo agressor pertence a grupo de risco devem receber a IGHAHB, na dose de 0,06 mL/kg quanto antes e em até no máximo 14 dias após a violência. CRITÉRIOS PARA RECOMENDAÇÃO DE PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO SEXUAL AO HIV: Recomendada: Violência sexual com penetração vaginal e/ou anal desprotegida com ejaculação, há menos de 72 h. Individualizar decisão: Penetração oral com ejaculação Não recomendada: Penetração oral sem ejaculação; Uso de preservativo durante toda a agressão; Agressor HIV(-); Violência sofrida há mais de 72 horas; Abuso crônico pelo mesmo agressor. * A profilaxia deve ser iniciada imediatamente após a violência, de preferência nas primeiras 24 horas. TDF(a) + 3TC Comprimido coformulado (TDF 300mg + 3TC 300mg) 1 cp VO 1x/dia DTG Comprimido DTG 50mg 1 comprimido VO 1x/dia EXAMES PARA SEGUIMENTO DA PEP: Creatinina, ureia, ALT, AST , Amilase , Glicemia , Hemograma, anti-HIV ACOMPANHAMENTO AMBULATORIAL: deve ser oferecido acompanhamento ginecológico e psicológico. Exames recomendados: Em 15 dias – Transaminases hepáticas e hemograma; Em 30 dias – Exame a fresco do conteúdo vaginal, VDRL e anti-HIV ; Em 3 meses – Colposcopia, citopatológico de colo uterino, VDRL, anti-HIV , HBsAg e anti-HCV ; Em 6 meses – Anti-HIV , HBsAg e anti-HCV .