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Ciclo Estral
CLASSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE ACORDO COM OS CICLOS ESTRAL
· Monoéstricas → Apresentam apenas um ciclo estral por ano, seguido por um longo período de anestro. Incluem cães, raposas e ursos e possuem período prolongado de receptividade sexual para garantir a fertilização.
· Poliéstricas → Apresentam ciclos estrais contínuos ao longo do ano, como vacas e porcas.
1. P.sazonais → apresentam vários ciclos estrais em uma época específica do ano, dependendo do fotoperíodo:
→ Espécies de dias curtos, como pequenos, veados e alces (ciclicidade no outono).
→Espécies de dias longos, como éguas (ciclicidade na primavera).
Ciclo Estral O que é?
· é o intervalo entre dois períodos de estro consecutivos e ocorre por eventos ocorre por eventos fisiológicos e endócrinos no hipotálamo, na hipófise, nos ovários e no útero, resultando em processos como o estro, a ovulação e a gestação
Fases do Ciclo Estral
é dividido em duas fases principais, definidas pelas estruturas ovarianas predominantes.
1. fase folicular - que vai da regressão do corpo lúteo (CL) até à ovulação. Fase curta, a estruturas predominantes são os folículos ovarianos, que produzem estradiol.
2.  fase lútea – que vai da ovulação até à regressão do corpo lúteo, Fase mais longa, tem como estrutura predominante o corpo lúteo, que produz progesterona (P4) 
È dividido em 4 estágios, que são as subdivisões das fases folicular e lútea.
Proestro 
Tem duração de 2- 5 dias, depende da espécie animal. Acontece após a luteólise (regressão ou destruição do corpo lúteo), e uma mudança nas estruturas ovarianas predominantes e nos hormônios produzidos. Durante essa fase, a progesterona, que era predominante no diestro, diminui, enquanto o estradiol passa a ser o hormônio dominante. Os folículos antrais que não sofreram apoptose continuam crescendo e se preparam para a ovulação, podendo liberar um óvulo (espécies monovulares) ou vários óvulos (espécies poliovulares). O sistema reprodutivo também começa a se preparar para o estro.
Estro
fase mais visível do ciclo. O estradiol aumenta, causando mudanças no comportamento e deixando a fêmea receptiva ao macho, chamado reflexo de postura,embora de curta duração, é considerado o único sinal positivo do início do estro.
Um ou + folículos se desenvolvem e continuam amadurecem no ovário e produzem muito estradiol, que estimula o pico de LH e provoca a ovulação. 
 A Ovulação ocorre durante o estro na maioria das espécies, mas nas vacas acontece no metaestro. Em gatas, coelhas e lhamas, a ovulação é induzida pela cópula, que estimula GnRH e LH, levando à ovulação; nas outras espécies, ocorre espontaneamente.
O estradiol provoca o pico de LH e causa mudanças no trato reprodutivo, como inchaço e vermelhidão dos genitais e aumento do muco cervical e das secreções vaginais, que ficam líquidas e transparentes.
O muco serve para transportar os espermatozoides pelo trato reprodutivo até a tuba uterina, onde ficam armazenados até a ovulação para ocorrer a fecundação. Esse transporte é facilitado pelos estrogênios e prostaglandinas, que aumentam as contrações uterinas
Metraestro
Fase após a ovulação em que se forma o corpo lúteo a partir do corpo hemorrágico. CL→ è a estrutura responsável por produzir(P4), que estimula as células endometriais a produzir histotrófo (leite uterino). Em novilhas, cerca de 48 horas após o estro, pode aparecer o muco metaestral, um muco com traços de sangue, expelido pela vulva.
Diestro
é a fase mais longa do ciclo estral. Nela, o corpo lúteo está totalmente funcional, acabando em sua destruição ou lise e produz altas quantidades de progesterona, hormônio inibe a liberação de LH, impedindo que ocorra ovulação. 
Embora o FSH estimule o crescimento de alguns folículos e a produção de estradiol e inibina, eles não se tornam ovulatórios e acabam sofrendo atresia. Por isso, a fêmea não apresenta estro nessa fase. Em espécies de grande porte, o diestro corresponde aproximadamente aos últimos 14 dias do ciclo
Fisiologia Reprodutiva da Femêa
1. Proestro: Ocorre o crescimento dos folículos ovarianos, ⭣ dos níveis de P4 devido à lise do corpo lúteo e ⭡ do estrógeno (E2), produzido pelos folículos, começa o aumento do FSH, que estimula o crescimento folicular.
2. Estro (cio): fêmea aceita o macho, O E2 atinge o pico, que induz o pico do LH, ocorre a ovulação e a Liberação do oócito do folículo dominante.
3. Metaestro: fase após o estro, ⭣ do E2 início da formação do corpo lúteo partir do folículo rompido, que começa a produção de P4
4. Diestro: fase que o corpo lúteo estar bem desenvolvido, produzindo Altos níveis P4, mantendo o útero preparado para uma possível gestação. 
No final da fase, se não houver gestação ocorre liberação de PGF₂α pelo útero, que provoca a luteólise, diminuindo a progesterona e reiniciando o ciclo.
Inter-relações hormonais no controle da função reprodutiva
· O sistema nervoso central (SNC) estimula o hipotálamo a produzir GnRH, que é liberando grandes quantidades em forma de pulsos. que é levado à hipófise anterior, onde estimula a liberação dos hormônios FSH e LH.
· Por via circulação, as gonadotrofinas (FSH e LH) chegam aos ovários e folículos, onde o FSH estimula o desenvolvimento dos folículos primordiais.
· À medida que crescem, os folículos produzem estrógeno, que chega ao hipotálamo pela circulação. Ele causa efeito negativo na secreção tônica de GnRH e Feedback positivo nos centros da onda pré-ovulatória, iniciando a liberação pulsátil de LH e estimulando o crescimento e a maturação do folículo.
· Na fase final do desenvolvimento, os folículos produzem inibina, que inibe a produção de FSH na hipófise. Com isso, os folículos dependentes de FSH sofrem atresia, enquanto os que já estão sob ação do LH continuam se desenvolvendo.
· Apenas um folículo atinge o pico de LH, sendo chamado de folículo dominante.
· A inibina reduz a produção de FSH, favorecendo a liberação de mais LH. O pico de LH na onda pré-ovulatória é o responsável por provocar a ovulação dos folículos que já atingiram tamanho adequado.
· O aumento do estrógeno produzido pelo folículo dominante estimula o SNC, fazendo a fêmea manifestar sinais de estro e aceitar o macho.
· Após a ovulação, os restos do folículo formam o corpo lúteo sob influência do LH. O FSH estimula o crescimento inicial dos folículos, enquanto o LH promove a maturação, produção de estradiol e ovulação, além de auxiliar na formação do corpo lúteo.
· O corpo lúteo produz principalmente progesterona, hormônio que prepara o endométrio para a implantação do embrião e reduz os pulsos de GnRH, impedindo novas ovulações.
· Se não ocorrer fecundação, o corpo lúteo começa a produzir ocitocina, que estimula a produção de PGF₂α no endométrio, iniciando a regressão do corpo lúteo (luteólise).
· Com a regressão do corpo lúteo, os níveis de P4 diminuem, permitindo novamente a liberação de GnRH e o início de um novo ciclo estral.
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