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Anamnese 
Dados Pessoais 
• Idade: Pode ser importante para as causas 
prováveis de um problema neurológico. 
Queixa Principal 
• Confusão: pode incluir distúrbios de memória, 
perder-se facilmente, dificuldade de 
compreender ou produzir linguagem, problemas 
com números, julgamento inadequado, 
alteração de personalidade. 
• Tontura: pode ser vertigem (objetiva ou 
subjetiva), desequilíbrio (instabilidade por déficit 
extrapiramidais, vestibulares, cerebelares ou 
sensoriais) ou pré-síncope (obnubilação por 
hipoperfusão cerebral). 
• Fraqueza: fadiga generalizada, letargia ou 
perda de força decorrente de distúrbios motores. 
• Alteração do movimento: tremor, coreia, 
atetose, mioclonia ou fasciculação. 
• Dormência: hipoestesia, hiperestesia ou 
parestesia. 
• Visão turva: diplopia, oscilações oculares, 
redução da acuidade ou perda de campo visual. 
• Crises: sintomas episódicos que podem ser 
repetitivos como na epilepsia ou síncope. 
História da Doença Atual 
• Qualidade 
• Localização 
• Grau 
• Evolução 
• Fatores desencadeantes 
• Fatores de piora 
• Fatores de melhora 
• Sintomas associados 
• Tratamento 
IS neurológico 
• Cefaleia, Obnubilação, Estado de coma, Torpor, 
Tontura, Vertigem, Automatismos mentais, 
Convulsões, Amnésia, Zumbidos; 
• Paresias, Parestesias, Anestesia, Hiperestesia, 
Hipoestesia, Analgesia, Hiperalgesia, 
Hipoalgesia, Paralisia; 
• Monoplegia, Displegia, Hemiplegia, Paraplegia, 
Tetraplegia; 
• Insônia, Sonolência, Pesadelos, Terror noturno, 
Sonilóquios, Sonambulismo, Bruxismo, 
Movimentos rítmicos com a cabeça, Mioclonia 
noturna; 
• Discalculia, Disartria/Dislalia, Disritmolalia, 
Dislexia, Disgrafia, Déficit de atenção, 
Gaguismo; 
• Agnosia auditiva, Estereagnosia, Prosoagnosia, 
Autoprosoagnosia; 
• Escotomas, Orientação de espaço e tempo, 
Apraxia, Jargonofasia, Alodínia; 
 
Antecedentes Pessoais 
• Doenças: hipertensão, diabetes, doença 
cardíaca, câncer, HIV e outras podem predispor 
a doenças neurológicas. 
• Cirurgias: 
• História Obstétrica: A gestação pode piorar a 
epilepsia pela alteração da metabolização dos 
fármacos anticonvulsivantes, crises de 
enxaqueca podem aumentar ou diminuir, 
predispõe à hipertensão craniana benigna e a 
neuropatias de aprisionamento (Síndrome do 
túnel do carpo e meralgia parestésica). 
• Medicações: efeitos neurológicos adversos. 
• Imunização: Previnem doenças neurológicas 
como poliomielite, difteria, tétano, raiva e 
meningite meningocócica. Podem ter como 
neurologia: 
semiologia neurológica
Igor Mecenas 
 
 
efeito adverso encefalite, mielite ou neurite 
autoimune. 
Antecedentes Familiares 
Herança genética: Doença de Huntington, Doença de 
Wilson, Distrofia muscular progressiva de Duchenne. 
Hábitos de Vida 
• Dieta: Deficiência de vitamina B1 (tiamina) 
causa Síndrome de Wernicke-Kosakoff e 
polineuropatia em alcoólicos. Deficiência de B3 
(niacina) causa pelagra. Ingestão excessiva de 
B6 (piridoxina) causa polineuropatia. B12 
(cobalamina) leva a doença de sistemas 
combinados (degeneração dos tratos 
corticoespinais e das colunas posteriores da 
medula) e à demência. Ingestão inadequada de 
vitamina E (tocoferol) também pode levar à 
degeneração da medula. Vitamina A pode levar 
a hipertensão intracraniana. O consumo 
excessivo de gorduras é um fator de risco para 
AVE. Alimentos inapropriadamente conservados 
levam ao botulismo. 
• Tabaco, álcool e outras drogas: relação com 
câncer metastático, convulsões por abstinência, 
polineuropatias, complicações infecciosas ou 
vasculíticas. 
• Hábitos Sexuais 
• Viagens 
 
Exame Físico 
 
Fácies 
• Atípica/Normal 
• Parkinsoniana: Cabeça inclinada para a frente 
e imóvel nessa posição, olhar fixo, supercílios 
elevados com fronte enrugada. 
 
• Leonina: Pele espessa, com lepromas 
confluentes, queda dos supercícios, nariz 
espesso e largo, lábios grossos e proeminentes, 
bochechas e mento deformados. 
 
• Pseudobulbar: Súbitas crises de choro ou riso 
involuntárias, mas conscientes. O paciente tenta 
contê-las, criando um aspecto espasmódico. 
 
• Da Paralisa Facial Periférica: Assimetria da 
face, impossibilidade de fechar a pálpebra, 
repuxamento da boca para o lado são e 
apagamento do sulco nasolabial. 
 
• Da Paralisia Facial Central: Alterações no 
território facial inferior 
 
• Sindrômica: Na síndrome de Down. Crânio e 
nariz pequenos, fronte estreita, olhos pouco 
oblíquos com epicanto, zigomáticos 
proeminentes, cabelos espessos e boca 
entreaberta. 
 
 
 
• Do deficiente mental: Traços faciais apagados, 
grosseiros, boca entreaberta, pode haver 
hipertelorismo e estrabismo, olhar desprovido de 
objetivo, olhos sempre móveis. 
 
• Miastênica/de Hutchinson: Oftalmoplegia, 
ptose palpebral e enrugamento frontal. 
 
• Wilsoniana: Boca entreaberta, hipersalivação e 
riso estereotipado (sardônico) 
 
• Distrofia miotônica: Aspecto alongado, ptose 
palpebral incompleta bilateral, atrofia dos 
masseteres e esternocleidomastoideos. 
 
• Doença de Crouzon: Nariz de base alargada, 
prognatismo do maxilar inferior, lábio superior 
curto. 
 
• Sturge-Weber: Mancha vinho do porto ou 
hemangioma seguindo a distribuição do nervo 
trigêmeo (principalmente oftálmico e maxilar). 
 
• Esclerose Tuberosa: Adenoma sebáceo 
 
• Claude Bernard Horner: Semiptose e miose 
 
• Paralisia Supranuclear Progressiva: Aspecto 
de máscara e expressão de espanto. Pode 
haver distonia facial com cenho franzido e 
alargamento das fissuras palpebrais (Sinal do 
Ômega). 
 
 
 
• Doença de Machado-Joseph: Ataxia, paresia 
do olhar conjugado para cima e sinal de Collier 
(retração palpebral) 
 
• Mucopolissacaridose: Face grosseira, 
mandíbula proeminente. 
 
• Atrofia Hemifacial: Assimetria evidente com 
atrofia cutânea, de tecido subcutâneo, 
músculos, cartilagens e ossos. Pode haver 
alteração de pigmentação e rarefação de 
fâneros. 
 
• Schwartz-Jampel: fácies enrugada, 
estreitamento anormal da fenda palpebral 
(blefarofimose), baixa implantação das orelhas, 
micrognatismo e microstomia. 
 
• Andersen-Tawil: Dismorfismo facial 
representado por baixa implantação das 
orelhas, ptose palpebral, hipertelorismo e fronte 
ampla. 
 
Marcha e Postura 
Avaliar usando o Timed Get Up And Go: O paciente 
inicia sentado, levanta, caminha 3 metros, vira, caminha 
de volta e se senta. O tempo deve ser cronometrado e 
deve-se observar a estabilidade postural, marcha, 
largura dos passos e balanço. Pacientes que demoram 
mais que 12 segundos têm maior risco de queda. Os 
valores de corte também variam com a idade e a 
condição física do avaliado. 
• Helicópode/ceifante/hemiplégica/de Todd 
Cotovelo fletido 90º, em adução, mão fechada e leve 
pronação. Membro inferior arrasta no chão em 
semicírculo e o joelho não flexiona. Paciente com 
hemiplegia (AVC). 
• Escarvante 
Toca com a ponta do pé no chão e tropeça, levanta 
acentuadamente o membro inferior. Paralisia de flexão 
dorsal do pé. 
• Cerebelar/de Ébrio/Atáxica cerebelar 
Anda em zigzag. Lesão cerebelar. 
• Tabética/Talonante/Atáxica sensorial 
Olhar fixo no chão, membros inferiores levantados 
abrupta e explosivamente, calcanhares tocam o chão 
intensamente. Com os olhos fechados a marcha piora 
ou se torna impossível. Lesão da coluna posterior da 
medula (perda de propriocepção) na tabes dorsalis. 
• Parkinsoniana 
Anda em bloco, sem movimento automático dos braços, 
cabeça inclinada para a frente, passos pequenos e 
rápidos. 
• Anserina/ de pato/ de Trendelenburg/ 
Miopática 
Acentua a lordose lombar e inclina o tronco para os 
lados. Doenças musculares com diminuição da força 
dos músculos pélvicos e das coxas. 
• De pequenos passos 
Passos curtos e arrastando os pés, às vezes não sai do 
lugar. Paralisia pseudobulbar e doenças 
extrapiramidais. 
• Em tesoura/Espástica 
Membros inferiores semifletidos, os pés arrastam e as 
pernas se cruzam. Paralisia cerebral espástica. 
• Claudicante 
Manca para um lado. Insuficiência arterial periférica oulesões do aparelho locomotor. 
• Do idoso 
Alentecida, passos curtos, diminuição dos movimentos 
dos braços, alteração do equilíbrio, coordenação, 
sensibilidade e força. 
• Do sapo 
Caminha de cócoras, apoiado nas mãos, 
impossibilitado de bipidestação. Miopatias avançadas. 
• Apráxica 
Semelhante a uma criança que dá os primeiros passos, 
com dificuldade na ignição da marcha, na virada e 
 
 
parece que os pés estão presos ao solo. Hidrocefalia de 
pressão normal e demência vascular. 
 
Sinais Vitais 
• Pressão Arterial 
• Pulso 
• Frequência Respiratória 
• Temperatura 
• Dor 
 
Pele 
• Icterícia: doença hepática pode causar estado 
confusional ou distúrbio de movimento. 
• Manchas café com leite: Podem aparecer na 
neurofibromatose 
 
• Neurofibromas: nódulos e tumores de pele de 
tamanho variável. Neurofibromatose. 
 
• Mancha Vinho do Porto e Hemangiomas: 
Pode estar relacionada à Síndrome de Sturge-
Weber. 
 
• Manchas hipocrômicas ou de bordas 
avermelhadas: Hanseníase 
 
• Erupção de vesículas em faixa: Herpes-
zóster. 
 
• Pilificação lombar: Pode ser sinal de espinha 
bífida oculta. 
 
• Meningocele: Cisto contendo meninges. 
Espinha bífida cística. 
• Mielomeningocele: Cisto contendo meninges e 
parte da medula espinal ou nervos. 
 
 
Cabeça 
Sinal de Battle: Hematoma pós-auricular. Fratura de 
base de crânio. 
 
Olhos de Guaxinim: Hematoma periorbital. Fratura de 
base de crânio. 
 
 
 
Olhos 
Anéis de Kayser-Fleischer: Pigmentação na córnea/ 
Doença de Wilson. 
 
Manchas de Roth: Hemorragias retinianas. 
Endocardite bacteriana. 
 
 
Coluna Vertebral 
Inspeção: Com o paciente de costas, observar o 
alinhamento das escápulas, dos ilíacos, das fossas 
poplíteas e dos processos espinhosos. Observar a 
musculatura paravertebral, hipercifoses, hiperlordoses, 
escolioses, implantação de pelos, lesões, cicatrizes e 
presença de espasmos musculares. 
Palpação/digitopressão: Pressionar cada processo 
espinhoso com o polegar, observando o alinhamento e 
a presença de dor, e as articulações sacroilíacas. Palpar 
com os polegares a musculatura paravertebral. 
Percussão: Percutir os processos espinhosos com um 
dedo e a musculatura paravertebral de cada lado com a 
face ulnar do punho fechado. A percussão não deve 
desencadear espasmo muscular ou sensibilidade na 
região. 
Movimentação Ativa: Flexão (75-90°), extensão (30°), 
rotação (45°) e lateralização (30-35°). Observar dor ou 
limitação dos movimentos. 
Movimentação Passiva 
 
Coluna Cervical 
Inspeção: observar, na posição anterior e posterior, o 
alinhamento da cabeça em relação aos ombros e a 
simetria das pregas cutâneas e dos músculos. Deve 
haver uma pequena lordose. 
Movimentação ativa: flexão até encostar o queixo no 
tórax (pelo menos 45°), extensão (45°), inclinação para 
ambos os lados (40°) e rotação (70° ou sobre o ombro). 
Testar o NC XI. 
 
Palpação: esternocleidomastoideo, hioide (C3), 
cartilagem tireóidea (C4), cartilagem cricoide (C5), 
glândula tiredoide (C6), pulso carotídeo. Protuberância 
occipital, musculatura paravertebral, tender points 
(fibromialgia), trigger points (dor miofascial). 
Exame Neurológico: 
 
Testes Especiais 
• Teste da deglutição: testa disfagia por 
osteófitos. 
• Teste da Artéria Vertebral: Com o paciente em 
posição supina, mantê-lo por 30 segundos em 
extensão cervical, rotação para ambos os lados 
e repetir o movimento com o pescoço estendido 
(a rotação para um lado pode afetar a artéria 
vertebral contra lateral). Os sintomas de 
estenose são tonturas, sensação de cabeça 
vazia e nistagmo. 
 
Testes de Compressão Radicular 
• Manobra de Spurling: Paciente sentado e 
examinador atrás do paciente. Faz-se uma 
compressão axial sobre a cabeça do paciente, 
 
 
seguida de uma flexão lateral. O teste é positivo 
para radiculopatia quando ocorre exacerbação 
dos sintomas nas extremidades. 
 
• Teste da distração: paciente sentado, o 
examinador põe uma mão no queixo e a outra 
na região posterior da cabeça e realiza a 
distração. A manobra abre os forames neurais 
(alivia a dor consequente à compressão 
radicular). 
 
• Manobra de Lhermitte: usado para diagnóstico 
de irritação meníngea e esclerose múltipla. 
Consiste em uma flexão passiva da cabeça em 
direção ao tórax, com o paciente sentado e em 
flexão do quadril (sensibiliza o teste). É positivo 
quando o paciente refere dor ou parestesia. 
 
Sinais de irritação meníngea 
• Sinal de Brudzinski: Ao tentar fletir a cabeça do 
paciente em decúbito dorsal, há flexão 
involuntária da perna sobre a coxa e da coxa 
sobre a pelve. 
 
Coluna Torácica 
Inspeção: Observar a simetria dos ombros e das 
escápulas (pode pedir para elevar os MMSS). A coluna 
torácica deve apresentar uma cifose. Marcar e medir a 
distância de C7-T12, pedir para movimentar. A distância 
maior deve ser <4,5 cm. 
• Teste de Adams: Avalia escoliose. Com o 
paciente em posição ortostática, pede-se que 
faça uma flexão da coluna com os membros 
inferiores estendidos e as mãos juntas para a 
frente. Observa-se se há rotação vertebral e a 
presença de gibosidade pela posição das 
escápulas. 
 
 
• Teste de Expansão 
torácica: Fita métrica no 
nível dos mamilos. Expansão 
deve ter variação >3cm. 
• Teste de Rotação: Decúbito 
lateral, um braço sobre a 
cabeça e o outro cruzando o 
corpo. Rotação de 45°. 
Exame Neurológico: T4 na altura 
dos mamilos, T7 no processo 
xifoide, T10 na cicatriz umbilical, T12 
na virilha. 
 
Coluna Lombar 
Inspeção: Observar a simetria das cristas ilíacas. A 
coluna lombar deve apresentar uma lordose. Fazer os 
movimentos. 
Exame Neurológico 
 
 
 
 
• Teste de Schober: Com o paciente em pé, 
marcar um ponto 10cm acima da linha que liga 
as espinhas posterossuperiores. Pedir ao 
paciente que realize uma flexão da coluna e 
medir a distância ao ponto. O normal é que a 
distância aumente mais de 5cm. Na espondilite 
anquilosante o aumento é menor. 
 
Sinais de Radiculopatia 
• Manobra de Valsalva: Tossir, soprar com a 
mão na boca, fazer força. A exacerbação da dor 
ou sua irradiação até o pé pode significar que 
exista compressão radicular. 
• Manobra de Lasègue: o exame deve ser feito 
com o paciente em decúbito supino, a mão 
esquerda do examinador deve imobilizar o ilíaco 
e a mão direita elevar-lhe o membro inferior 
segurando-o na altura do tornozelo. O teste é 
considerado positivo se houver irradiação ou 
exacerbação da dor no dermátomo de L4-L5 ou 
L5-S1 em um ângulo de 35° a 70°. Em hérnias 
extrusas ou volumosas pode ser positiva abaixo 
de 35°. Dor acima de 70° resulta em teste é 
negativo, isto é, não existe compressão 
radicular. 
 
• Manobra de Bragard: deve-se proceder como 
na manobra de Lasègue: ao iniciar a dor, dobra-
se o joelho (flexão); se a dor diminuir ou 
desaparecer significa que o teste é positivo. 
Também pode-se sensibilizar a manobra de 
Lasègue pela dorsiflexão ao elevar o membro. 
 
• Sinal de Bowstring: Com o paciente em 
decúbito dorsal faz a flexão do joelho e quadril 
na elevação do membro inferior (o membro fica 
no ombro do examinador), aplicando pressão 
sobre o nervo tibial na fossa poplítea. Deve-se 
evitar a rotação da bacia. Isso avalia a presença 
de sintomas radiculares. 
 
• Teste de Kernig: Paciente em posição supina 
com quadril e joelhos fletidos, realiza a extensão 
do joelho. O teste é positivo quando os sintomas 
aparecem durante a extensão do joelho e são 
aliviados com sua flexão. 
 
• Sinal de De Sèze: Andar no calcanhar 
(dorsiflexão do tornozelo), se não consegue há 
compressão da raiz de L4 ou L5. Andar na ponta 
dos pés (flexão plantar do tornozelo), se não 
consegue há compressão da raiz de S1. 
• Teste de Hoover: examinador segura os 
calcanhares do paciente, que deve estar em 
posição supina, elevando um dos pés. Se 
houver dor, o paciente tende a realizar uma força 
pra baixo com o membro oposto ao que está 
elevado. A ausência dessa força sugere 
simulação. 
 
 
Padrões Posturais 
Observar a postura adotadaem diferentes posições 
(inclinação, rotação, flexão, extensão, desvios). 
 
 
Observar: Cabeça, Ombros, Cotovelos, Punhos, Mãos, 
Tronco, Pelve, Joelhos, Tornozelos e Pés. 
 
Função Motora 
Aspecto Muscular 
• Verificar massa muscular e atrofia (sugere 
lesão de neurônios inferiores ou do próprio 
músculo); 
• Fasciculações: contrações espontâneas 
causando espasmos irregulares visíveis na 
superfície do músculo afetado. Sugere lesão do 
neurônio inferior (frequentemente no corno 
anterior). 
• Espasmos flexores ou extensores em distúrbios 
do neurônio motor superior. 
Motricidade Voluntária 
Pedir para o paciente abrir e fechar as mãos, 
estender/fletir os antebraços, abduzir/aduzir os braços, 
fletir/estender as coxas. 
• Praxia é a aplicação do aprendizado 
• Apraxia é a incapacidade de realizar tarefas 
previamente aprendidas (pedir pra demonstrar 
como usar objetos do cotidiano). 
Tônus Muscular 
Resistência do músculo à movimentação passiva de 
uma articulação. 
• Observação das extremidades em repouso 
• Palpação do ventre muscular 
• Determinação da resistência ao estiramento 
passivo e ao movimento. 
 Hipertonia: 
• Espasticidade: MMSS aumentado nos flexores 
e adutores, MMII aumentado nos extensores. 
Fenômeno do canivete. Maior resistência em 
movimentos rápidos. 
• Rigidez: aumento da resistência a um 
movimento passivo para todos os grupos 
musculares (em cano de chumbo ou em roda 
dentada). Geralmente disfunção extrapiramidal 
(núcleos da base). 
Hipotonia: Pode decorrer de lesão no neurônio motor 
inferior, distúrbios musculares primários, interrupção da 
perna aferente do arco-reflexo, doença cerebelar, 
distúrbios extrapiramidais e fase aguda de uma lesão 
piramidal. 
Paratonia: Incapacidade de relaxar o membro, mesmo 
quando instruído. O tônus pode ser normal quando 
movido lentamente e aumentado quando rapidamente. 
Ocorre especialmente em pacientes com doença do 
lobo frontal ou doença cerebral difusa. 
 
Testes (Reflexos Tônicos): 
• Tônus de Babinski 
Com o ombro abduzido, fazer uma flexão do cotovelo. 
Na hipotonia há aumento da flexibilidade e da 
mobilidade, os cotovelos podem ser fletidos em um 
ângulo menor que o normal. A hipertonia causa o 
inverso. 
• Teste de Queda da Cabeça 
Decúbito dorsal, sem travesseiro, totalmente relaxado, 
com os olhos fechados. Levantar a cabeça do paciente 
rapidamente e deixar cair (deixar uma mão para 
segurar). Pacientes com rigidez extrapiramidal têm 
queda tardia, lenta e suave. 
• Movimento de pêndulo das pernas (Pêndulo 
de Wartenberg) 
Sentado com as pernas pendentes, levanta-se as 
pernas até ficarem estendidas, soltando depois. 
Observa-se o movimento em pêndulo que diminui 
progressivamente e desaparece em 6 ou 7 oscilações. 
Na rigidez extrapiramidal o tempo de balanço diminui, 
na espasticidade os movimentos são espasmódicos e 
irregulares, na hipotonia há aumento de amplitude e 
tempo. 
 
• Teste de balanço dos ombros: 
Sacudir os ombros do paciente vigorosamente para 
frente e para trás, observar o movimento recíproco dos 
braços. Em doenças extrapiramidais há diminuição da 
amplitude da oscilação do lado afetado, na hipotonia há 
aumento da amplitude. 
 
• Teste de queda do braço: 
Elevar subitamente os braços do paciente até a altura 
dos ombros e soltar. Atraso na descida na espasticidade 
faz o membro ficar brevemente suspenso no ar (Sinal 
de Bekhterew), na hipotonia a queda é mais abrupta. 
• Posição da mão 
Observar a postura das mãos. Na hipotonia há flexão 
dos punhos e hiperextensão dos dedos (posição em 
colher). 
 
 
Força Muscular 
Fazer os mesmos movimentos da motricidade 
voluntária aplicando resistência. Comparar a força com 
o contralateral. 
• Lesões do neurônio superior levam à fraqueza 
caracteristicamente dos extensores e abdutores 
nos MMSS e os flexores nos MMII. 
• Lesões do neurônio inferior produzem fraqueza 
nos músculos inervados. 
• Em um paciente com déficit motor em todos os 
membros e que não decorre de lesão do 
neurônio superior, o envolvimento proximal da 
fraqueza sugere distúrbio miopático. Quando 
predominantemente distal, sugere distúrbio do 
neurônio inferior. 
• Grande variação na gravidade e na distribuição 
da fraqueza durante o dia sugere miastenia 
grave (distúrbio da transmissão neuromuscular). 
• Em distúrbios psicogênicos o musculo 
antagonista se contrai quando o paciente é 
solicitado a ativar o agonista, além de ser mais 
grave durante o exame que na vida diária do 
paciente. 
 
Manobras Deficitárias 
São usadas para diferenciar o grau 4 do 5 de força. 
• Braços estendidos: decúbito dorsal, braços 
estendidos e dedos em leque, fechar os olhos. 
Pode ser feito sentado. 
 
• Raimiste: decúbito dorsal, cotovelos a 90º e 
dedos em leque, fechar os olhos. 
 
• Mingazzini: decúbito dorsal, membros inferiores 
em tríplice flexão (quadril, joelho e calcanhar), 
fechar os olhos. 
 
• Queda dos membros inferiores em abdução: 
decúbito dorsal, flexão dos joelhos com os pés 
apoiados na maca e próximos um do outro 
(posição de M), fechar os olhos. 
 
• Barré: decúbito ventral, joelho fletido a 90º, 
fechar os olhos. 
 
Coordenação 
• Sinal de Romberg 
Paciente em posição ereta, pés unidos e 
olhos fechados. É positivo se houver 
oscilações ou queda. Pode ser sensibilizado 
colocando um pé na frente do outro. O 
examinador deve estar preparado para 
segurar o paciente antes que ele caia. 
 
• Dedo-nariz 
 
 
Toca o nariz e então o dedo do examinador, que o muda 
de posição. 
 
• Calcanhar-joelho-tíbia 
O paciente deitado faz o movimento com o calcanhar, 
começando no joelho e seguindo a tíbia. 
 
• Movimentos rapidamente alternados 
(diadococinesia) 
Bater a palma da mão no dorso da outra ou sobre o 
joelho. Parafusar uma lâmpada imaginária no teto. 
Esfregar, em movimentos circulares, cada dedo da mão 
no dorso da outra. 
 
• Dedo com dedo 
Movimentos de oposição, tocando cada dedo com o 
polegar de forma ordenada. 
 
• Pular de um pé só 
 
Dismetria 
Diferença de tamanho de membros. 
Automatismos 
Observar a presença de movimentos involuntários. 
Sincinesias 
Aparecimento de contrações musculares involuntárias 
ao praticar movimentos voluntários. 
Reflexos Clônicos 
Arreflexia: Inexperiência do examinador (fazer 
manobra de Jendrassik) ou perda de continuidade 
estrutural ou funcional do arco reflexo. 
 
Hiperreflexia: lesão do neurônio motor superior, 
fisiológico ou tensão emocional. 
Assimetria: lateralizadas (neurônio superior ou inferior 
do lado que apresenta menor reflexo), déficits focais 
(raízes nervosas, plexo ou dos nervos periféricos) ou 
perda dos reflexos distais (polineuropatias). 
 
Reflexos Superficiais 
• Cutâneo abdominal (T7-Lombares inferiores): 
de lateral para medial, em 3 pontos, dos dois 
lados. 
 
• Cutâneo plantar (L5, S1): observar o sinal de 
Babinski. 
 
• Cremastérico (L1-L2): face medial da coxa, 
estímulo cranial, a bolsa escrotal se enruga. 
Reflexos Profundos 
 
 
• Bicipital (C5, C6): apoiar o antebraço do 
paciente no do examinador, comprimir o tendão 
do bíceps braquial com o polegar e percutir com 
o martelo no polegar. Deve haver flexão. 
 
• Tricipital (C8, T1): com o braço apoiado no do 
examinador e o antebraço livre, percutir com o 
martelo 2 cm acima do cotovelo. Deve haver 
extensão. 
 
• Braquiorradial (C5, C6): braço em leve 
pronação, percutir o processo estilóide do rádio. 
Supinação e flexão. 
 
• Flexor dos dedos (C8, T1): percutir os tendões 
dos flexores com ou sem interposiação do 
polegar 
 
• Patelar (L2-L4): com o paciente sentado, 
percutir o ligamento da patela. Deve haver 
extensão; 
 
• Aquileu (S1): percutir o ligamento do calcâneo. 
O paciente pode estar ajoelhado em uma 
cadeira ou em decúbito ventral com a perna 
fletida. Deve haver flexão plantar. 
 
Os seguintes só estão presentes no paciente com 
hiperreflexia: 
• Reflexo Peitoral: Percutir o tendão do peitoral 
maior na linha axilar anterior com o braço 
ligeiramenteabduzido e interposição de um 
dedo. 
 
• Reflexo dos Adutores: Percutir os tendões dos 
adutores na face medial distal da coxa com ela 
levemente abduzida e com interposição de um 
dedo. 
 
Reflexos Patológicos 
• Sinal de Hoffman: Segurar a mão do paciente 
relaxada; com a mão dominante segurar o dedo 
médio do examinado entre o dedo indicador e 
médio (como um cigarro); com o polegar 
comprimir a unha e liberar rapidamente. O sinal 
está presente se há adução e flexão do polegar 
com flexão do indicador. 
 
• Sinal de Tromner: Segurar a mão do paciente 
pela falange média do dedo médio; com a mão 
dominante golpear de baixo para cima a falange 
distal. A resposta é a mesma de Hoffman. 
 
 
 
• Sinal de Babinski: dorsiflexão dos dedos 
(especialmente do hálux), após estimulação da 
pele da superfície lateral da planta do pé com um 
objeto rombo. Pode também ser acompanhada 
de abertura em leque dos quatro artelhos 
laterais. É sinal de lesão piramidal. 
 
Sucedâneos de Babinski: geram o mesmo efeito. 
• Chaddock: Estímulo da face lateral do dorso do 
pé, do maléolo lateral ao 5º pododáctilo. Alguns 
autores afirmam ser mais sensível que o de 
Babinski. 
 
• Gordon: Compressão da musculatura da 
panturrilha. 
 
• Oppenheim: Pressão com o polegar e o 
indicador sobre a face medial da tíbia, da região 
infrapatelar até o tornozelo. 
 
• Shaefer: Compressão do tendão aquileu. 
 
• Austregésilo: Compressão do músculo 
quadríceps na região distal da coxa. 
 
Clono e Trepidações Epileptóides 
• Pé: Dorsiflexão súbita e sustentada do pé com o 
joelho em ligeira flexão. 
• Mão: Extensão. 
• Patela: Segurar com o indicador e o polegar e 
fazer um movimento rápido e agudo para baixo. 
 
 
Função Sensorial 
Objetiva Superficial 
Deve ser testada em cada dermátomo, com olhos 
fechados e demonstrando antes o que deve ser 
interpretado como um estímulo. Pode ser necessário o 
uso de contra-prova. 
• Tátil: objeto rombo, pincel ou algodão 
 
 
 
• Térmica: quente e frio 
• Dolorosa: objeto pontiagudo 
 
Objetiva Profunda 
• Vibratória: Diapasão (128Hz) colocado em uma 
proeminência óssea. 
 
• Cinético-postural (propriocepção): usar 
alguma extremidade (tipicamente o hálux 
quando testando MMII). Demonstrar as posições 
(neurtra, cima, baixo), pedir para fechar os 
olhos, colocar a articulação em uma posição e 
perguntar em qual foi colocado. 
 
• Pressão: Comprimir gradualmente o local. 
• Dolorosa Profunda: Comprimir a panturrilha. 
Cortical 
• Estereagnosia: reconhecer um objeto com as 
mãos. 
 
• Discriminação de dois pontos: diminuir a 
distância, medir quando para. 
 
• Extinção: Tocar pontos simétricos (por 
exemplo, as bochechas), retirar o estímulo de 
um lado. 
• Grafestesia: Escrever sem interrupção. 
 
 
Nervos Cranianos 
Olfatório 
Verificar se as narinas estão pérvias. Olhos fechados, 
ocluir uma narina e oferecer cheiros conhecidos. Testar 
a outra narina com um cheiro diferente. 
 
Óptico 
• Acuidade: tabela de Snellen a 6 metros e ao 
nível dos olhos do paciente ou Cartão de 
Rosenbaum a 36 cm. Mantém o óculos. Um olho 
de cada vez. Normal até 0,7 ou 20/20. Apertar o 
olho, lacrimejar, errar mais da metade de cada 
fileira são sinais para encaminhamento. 
 
• Campimetria: teste por confrontamento. 1 
metro, fechar o olho (paciente e examinador). 
 
 
 
 
• Fundoscopia: Dilatar a pupila, reconhecer 
retina, mácula e vascularização. 
• 
Oculomotor, Troclear e Abducente 
• Motilidade extrínseca: Paciente com a cabeça 
fixa. O examinador pede que ele siga seu dedo 
ou uma caneta com os olhos enquanto faz um 
asterisco ou um H no ar. 
 
• Motilidade intrínseca: Realizar a busca dos 
reflexos fotomotor e consensual. Incidir 
rapidamente uma luz sobre o olho (trazendo a 
lanterna de lateral para medial) e observar se há 
miose em ambos (pupilas isocóricas e 
fotorreagentes), realizar também no olho 
contralateral. O teste é melhor realizado em 
ambiente de pouca luz e deve-se ocluir a 
passagem da luz com uma mão. 
 
• Teste de Acomodação: Pedir para que o 
paciente observe a ponta do dedo ou uma 
caneta; aproximar do nariz e observar o 
estrabismo convergente e a miose; afastar e 
observar a resolução do estrabismo e a 
midríase. Testa motilidade extrínseca e 
intrínseca. 
 
• Cover test: Manter o olhar em um ponto fixo, 
ocluir um olho e observar se olho que não está 
ocluído se move. Pode haver esotropia, 
exotropia, hipertropia, hipotropia e outros. 
 
 
Trigêmeo 
• Sensibilidade das regiões de inervação dos três 
ramos (oftálmico, maxilar e mandibular). 
• Reflexo córneo-palpebral: olhar para um lado, 
colocar a ponta de um algodão entre a córnea e 
a esclera. 
 
• Palpação da língua. Pedir para serrar os dentes 
ou morder o abaixador de língua, palpar o 
masseter e o temporal. Abrir a boca e palpar o 
pterigoideo lateral (pedir para morder o dedo). 
 
 
 
 
Facial 
• Mímica: Enrugar a testa, franzir os supercílios, 
fechar as pálpebras (tentar abrir), sorrir, inflar a 
boca (estourar). 
 
• Gustação: 2/3 anteriores da língua (doce). 
 
Vestibulococlear 
Raiz Coclear 
• Diminuir gradativamente a intensidade da voz 
natural 
• Voz cochichada 
• Atrito das polpas digitais 
• Teste de Rinne: cronometrar diapasão no 
processo mastoide e na frente da orelha. A 
condução aérea deve ser o dobro da óssea. 
• Teste de Webber: diapasão em um ponto médio 
(vértice da cabeça, glabela, mento). Em caso de 
lesão de condução, o som é maior no lado 
acometido. 
 
Raiz Vestibular 
• Pesquisa de nistagmo (Manobra de Dix-
Hallpike ou Nylen/Bárány): Paciente sentado 
com a cabeça estendida e rotacionada 45° para 
um lado; colocá-lo rapidamente em posição 
supina, com a cabeça fora da maca com 45° de 
extensão. Deve ser deixado dessa forma por 30 
segundos e observar o aparecimento de 
nistagmo, tipicamente vertical. Repetir com 
rotação para o outro lado. 
 
• Sinal de Romberg 
 
Glossofaríngeo e Vago 
• Abaixador de língua no terço posterior da língua 
(reflexo do vômito, IX). 
• Pedir para dizer “aaa” ou “eee”, verificar a 
posição da úvula e elevação do palato (X). 
• Verificar a deglutição (IX). 
 
Acessório 
• Teste do esternocleidomastóideo: rotação 
resistida da cabeça para os dois lados. 
 
• Teste do trapézio: Elevação resistida dos 
ombros. 
 
 
Hipoglosso 
• Movimentação da língua. 
• Repetição das letras L, T, D e N. 
 
 
 
 
 
 
Estado Mental 
 
Nível de Consciência 
• Normal: acordado, alerta, orientado; 
• Anormal/Rebaixado: de uma sonolência até a 
ausência completa de responsividade e 
incapacidade de acordar. 
 
 
Função Cognitiva 
Funções Bifrontais (Difusas) 
• Atenção: Repetir uma série de algarismos 
• Concentração: Contagem regressiva a partir de 
100 
• Percepção e Julgamento: Listar semelhanças 
e diferenças entre objetos, interpretar 
provérbios, descrever o que faria em uma 
situação hipotética 
• Base de Conhecimento: Informações que 
presumivelmente uma pessoa da idade e nível 
cultural tenha. 
• Emoção, Humor: Conversa, postura, fácies. 
• Ilusões: são uma interpretação perceptual 
alterada resultante de um estímulo externo real. 
• Alucinações: são experiências semelhantes à 
percepção sensorial que ocorrem na ausência 
de estimulação externa do órgão sensorial 
envolvido (auditiva, visual, tátil, olfatória ou 
gustativa). As que ocorrem no estado de 
sonolência (hipnagógicas) e no estado 
semiconsciente que precede ao despertar 
(hipnopômpicas) não são necessariamente 
patológicas. 
 
Memória 
Imediata: Semelhante ao teste de atenção (listar). 
Recente: Repetir a mesma lista depois de 3 a 5 minutos. 
Remota: Perguntar dados do passado (pessoais, 
familiares, históricos de maior importância). 
Linguagem 
Devem ser avaliados: compreensão, repetição, fluência, 
nominação, leitura e escrita. 
Afasias 
São distúrbios de linguagem que afetam a capacidade 
de comunicação (capacidade de expressão, 
compreensão da linguagem verbal e escrita e 
capacidade deescrever). 
Motora (de Broca, de Expressão): Lesão no córtex 
frontal motor associativo esquerdo. Fala não fluente, 
compreensão preservada e repetição perdida. 
 
Sensorial (de Wernicke, Receptiva): Lesão do lobo 
temporal posterior esquerdo. Fala fluente, compreensão 
e repetição perdidas. 
 
Global: Lesão maciça dos lobos temporal e frontal 
esquerdos. Fala não fluente, compreensão e repetição 
perdidas. 
 
de Condução: Lesão do fascículo arqueado esquerdo. 
Fala fluente, compreensão preservada e repetição 
perdida. 
 
Anômica: Lesão do lobo temporal inferior esquerdo. 
Fala fluente, compreensão e repetição preservadas. 
Apresenta dificuldade na evocação das palavras 
(anomia). 
Motora Transcortical: Lesão do lobo frontal anterior ou 
superior à áres de Broca. Fala não fluente, 
compreensão e repetição preservadas. 
 
 
 
Sensorial Transcortical: Lesão da juncão dos lobos 
temporal, parietal e occipital, posterior ou inferior à área 
de Wernicke. Fala fluente, compreensão perdida e 
repetição preservada. 
 
 
Fala 
• Disartria: Perda da capacidade de articular 
palavras de forma normal 
• Disfonia: Distúrbios da laringe alteram o 
volume, qualidade ou timbre da voz (rouquidão). 
• Afonia: Perda total de voz. 
• Diplofonia: som pronunciado em duas 
frequências desiguais. 
• Rinolalia: fala anasalada por fraqueza do palato 
mole. 
• Espasmofemia: Gagueira. 
 
Escala RASS 
Richmond Agitation Sedation Scale. 
 
 
Escala de Coma de Glasgow 
 
 
 
 
 
Dentre as atualizações de 2018 foi acrescentada a 
avaliação da reatividade pupilar (Glasgow-P). Se 
ambas estão reativas, o resultado continua o mesmo; se 
apenas uma está reativa, se reduz 1 ponto da escala; 
se nenhuma está reativa, se reduz 2 pontos. 
A Glasgow-P indica pior prognóstico para pacientes 
sem reatividade pupilar, no entanto, para a decisão de 
intubação (Glasgow ≤8) ainda é utilizado o cálculo sem 
levar em consideração a reatividade pupilar, segundo o 
ATLS.

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