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1. Pergunta 1 0,1/0,1 Leia o trecho a seguir: “[...] em São Paulo, que nos fins do século XVIII tornou-se a grande terra do café, as pretas de fogareiro deram para vender a bebida de sua cor a ‘dez réis a xícara acompanhada de fatias do infalível cuscuz de peixe, do pãozinho cozido, do amendoim, das pipocas, dos bolos de milho sovado ou de mandioca 'purva', das empadas de piquira ou lambari, do quitunga (amendoim torrado e socado com pimenta-cumari), do pé-de-moleque com farinha de mandioca e amendoim, do içá torrado, do quentão, do ponche e quejandas guloseimas vindas em linha reta das cozinhas africanas e da indígena’.” Fonte: FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime de economia patriarcal. 48. ed. rev. São Paulo: Global, 2003, p. 544. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre cultura e historicidade, analise as denominações de influência alimentar disponíveis a seguir e associe-as com seus respectivos alimentos. 1) Indígena. 2) Árabe – português. 3) Bandeirantes e tropeiros. 4) Comida de santo. 5) Doçaria portuguesa. ( ) Cuscuz paulista. ( ) Amendoim torrado e socado com pimenta-cumari. ( ) Bolo. ( ) Produção do açúcar. ( ) Pipoca. Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: Ocultar opções de resposta 1. 1, 2, 4, 5, 3. 2. Correta: 3, 1, 5, 2, 4. Resposta correta 3. 2, 4, 5, 1, 3. 4. 3, 1, 2, 5, 4. 5. 1, 4, 5, 2, 3. 2. Pergunta 2 0,1/0,1 Leia o trecho a seguir: “Com a europeização da mesa é que o brasileiro tornou-se um abstêmio de vegetais; e ficou tendo vergonha de suas mais características sobremesas - o mel ou melado com farinha, a canjica temperada com açúcar e manteiga. Só se salvou o doce com queijo. É que a partir da Independência, os livros franceses de receita e de bom-tom começaram o seu trabalho de sapa da verdadeira cozinha brasileira; começou o prestígio das negras africanas de forno e fogão a sofrer consideravelmente da influência europeia.” Fonte: FREYRE, G. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime de economia patriarcal. 48. ed. São Paulo: Global, 2003, p. 548. Os africanos foram responsáveis por influenciar principalmente a cozinha baiana e sua alimentação na senzala era diferente da alimentação que preparavam na casa-grande Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os africanos e sua alimentação no Brasil, pode-se afirmar que: Ocultar opções de resposta 1. a alimentação nas senzalas era baseada em vegetais, uma vez que o negro não tinha acesso a alimentos mais caros como as carnes. 2. a comida afro-baiana era considerada muito pesada, apimentada e gordurosa, fazendo com que a refeição nas casas-grandes se baseasse em hortaliças. 3. após a influência francesa no período colonial os brasileiros tiveram uma alimentação mais saudável, baseando-se na nouvelle cuisine e se alimentando de ingredientes frescos. 4. Correta: nas senzalas, os negros se alimentavam como preferiam, à base de quiabo, couve, taioba, peixe, carne e galinha. Nas casas-grandes, não se consumia vegetais e alimentos mais naturais. Resposta correta 5. a influência francesa fez os senhores das casas-grandes se alimentarem de vegetais e ingredientes de origem europeia ao invés dos vegetais nativos ou que foram aqui plantados, como aspargos e farinha de trigo. 3. Pergunta 3 0,1/0,1 Leia o trecho a seguir: “Indígenas e africanos assavam as aves caçadas, não as tendo por tantíssimos anos domésticas. Criando algumas, o ameraba não as sacrificava. Eram pessoas da família, ‘a minha criação, animal de minha estima’, cheremimbaba, ensina Teodoro Sampaio. [...] Desse sentimentalismo libertou-se o africano que cria cães para jantá-los. Os galináceos não lhe agradam muito. Vendem os ovos aos europeus. Comê-los, ou matar galinhas para alimentar-se, é raridade. Tal e qual procedia o indígena. [...] criam galinhas para vendê-las e os ovos aos ‘brancos’. O consumo pessoal é raro e mínimo.” Fonte: CASCUDO, L. História da alimentação no Brasil. 3. ed., São Paulo: Global, 2004, p. 573. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre cultura e historicidade, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s). I. ( ) Canja de galinha é um prato de influência portuguesa, sendo, principalmente, ofertada aos doentes. II. ( ) O índio apreciou a galinha trazida pelos portugueses e incluiu sua carne e ovos em sua própria dieta. III. ( ) A cultura de cozinhar animais em seu sangue tem fortes influências indígenas, como o caso do sarapatel. IV. ( ) Os ovos eram importantes na doçaria portuguesa. Eles são, por exemplo, ingrediente essencial do pão de ló. Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: Ocultar opções de resposta 1. F, V, V, F. 2. F, V, F, V. 3. V, F, V, V. 4. Correta: V, F, F, V. Resposta correta 5. V, F, V, F. 4. Pergunta 4 0,1/0,1 Leia o trecho a seguir: “Tamanha é a sensação de realidade que transmitem os quadros de Debret, que temos a impressão de reviver hoje os aromas do passado. O comércio acontecia nas ruas, nas praças, nos pátios das igrejas de muitas cidades do Brasil, onde o povo podia usufruir de comidas e bebidas rápidas e gostosas. Na verdade, essas vendedoras são precursoras das barracas que hoje vendem churrasquinhos, milho-verde-cozido, cachorro-quente, água de coco e doces nas ruas das cidades.” Fonte: FREIXA, D.; CHAVES, G. Gastronomia no Brasil e no mundo. 3.ed. Rio de Janeiro: Senac Editoras, 2015, p. 197. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a cultura e historicidade do Brasil, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. O francês Jean-Baptiste Debret foi o maior cronista visual do século XIX; retratava, principalmente, cenas do Rio de Janeiro, em que mostrava as baianas que vendiam seus quitutes nas ruas. Porque: II. Boa parte das baianas eram escravas livres ou “escravas de ganho”, que vendiam acarajés, quindins, bolos de canjica, pão de ló, verduras, legumes, banha, azeite de dendê, etc. A seguir, assinale a alternativa correta: Ocultar opções de resposta 1. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. 2. As asserções I e II são proposições falsas. 3. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 4. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 5. Correta: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. Resposta correta 5. Pergunta 5 0,1/0,1 Leia o trecho a seguir: “Todas as grandes festas populares brasileiras têm raízes seculares em Portugal. O Carnaval tomou no Brasil uma expansão violenta e envolvedora, mas as ‘comidas de Carnaval’ são fiéis aos modelos vivos no outro lado do Atlântico. De lá nos veio a mão que acendeu a primeira fogueira de São João, obstinada e radiosa, para uso nacional.” Fonte: CASCUDO, L. História da alimentação no Brasil. 3. ed., São Paulo: Global, 2004, p.266 e 238. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as contribuições de Portugal, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A tradição do catolicismo português trouxe festas, santos e pratos típicos específicos para cada ocasião. Porém, alguns pratos eram impossíveis de serem reproduzidos no Brasil. Porque: II. Um exemplo eram os bolos com de farinha de trigo, os quais eram feitos nas festas tradicionais portuguesas, que só foram preparados no Brasil quando a farinha se popularizou e se tornou mais acessível. A seguir, assinale a alternativa correta: Ocultar opções de resposta 1. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. 2. Correta: As asserções I e II são proposições falsas. Resposta correta 3. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 4. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 5. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativacorreta da I. 6. Pergunta 6 0,1/0,1 Leia o trecho a seguir: “Indígenas e africanos não cozinhavam os alimentos conjuntos. Feijão, só feijão. Milho, só milho. Batatas, só batatas. Podiam acompanhar carne, mas seriam preparados noutra vasilha. É um índice de remotíssima antiguidade. O milho e o feijão, cozidos misturados, foi comida de escravos no Brasil, por imposição ‘branca’, e não desapareceu, sendo registrado por Orlando Parahym no sertão de Pernambuco, em 1939. Esse prato de milho-e-feijão alcançou Angola onde dizem canjica. No estilo, daria o quibabá baiano”. Fonte: CASCUDO, L. História da alimentação no Brasil. 3. ed., São Paulo: Global, 2004, p. 445. À feijoada, prato ícone da culinária brasileira, atribuiu-se uma conjectura fantasiosa, envolvendo as senzalas. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a lenda e origem da feijoada, analise as afirmações a seguir. I. A origem da feijoada se dá nas senzalas, onde o escravo recebia as partes indesejadas do porco para sua alimentação e às quais adicionava feijão preto. II. A feijoada completa, como conhecemos nos dias de hoje, só obteve essa composição entre os séculos XIX e XX. III. O negro aprendeu a cozinhar as carnes com o feijão nas cozinhas das casas-grandes. IV. A feijoada foi uma adaptação dos cozidos dos africanos, que foram acrescidos dos ingredientes locais. Está correto apenas o que se afirma em: Ocultar opções de resposta 1. I, II e IV. 2. I e IV. 3. I e III. 4. Correta: II e III. Resposta correta 5. II, III e IV. 7. Pergunta 7 0,1/0,1 Leia o trecho a seguir: “Os selvagens, entretanto, o pilam (ao pimentão, mas deve ser pimenta) com sal, que sabem fabricar retendo a água do mar em valos. Essa mistura chama ionquet e a empregam como empregamos o sal; entretanto, não salgam os alimentos, carne, peixe, etc., antes de pô-los na boca. Tomam primeiro o bocado e engolem em seguida uma pitada de ionquet para dar sabor à comida. [...] o único processo para conservar os alimentos era pelo moquém, tostando-se ao calor. [...] como não salgam suas viandas para guardá-las, como nós fazemos, esse é o único processo para conservá-las.” Fonte: CASCUDO, L. História da alimentação no Brasil. 3. ed., São Paulo: Global, 2004, p. 120. (Adaptado). Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a alimentação indígena, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. Os índios tinham o hábito de consumir pimentas e, entre as variedades nativas, pode-se citar cumari, murupi e pimenta-de-bode, entre outras. Cruas ou secas, podiam ser piladas também com farinha de mandioca. Porque: II. Os índios e portugueses começaram a consumir pimenta depois da chegada dos africanos, que trouxeram as variedades encontradas atualmente e que fazem parte de pratos típicos baianos. A seguir, assinale a alternativa correta: Ocultar opções de resposta 1. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 2. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. 3. As asserções I e II são proposições falsas. 4. Correta: A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. Resposta correta 5. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. 8. Pergunta 8 0,1/0,1 Leia o trecho a seguir: “A doçaria de rua aí desenvolveu-se como em nenhuma cidade brasileira, estabelecendo-se verdadeira guerra civil entre o bolo de tabuleiro e o doce feito em casa. [...] Mas o legítimo doce ou quitute de tabuleiro foi o das negras forras. O das negras doceiras. Doce feito ou preparado por elas. Por elas próprias enfeitado com flor de papel azul ou encarnado. E recortado em forma de corações, de cavalinhos, de passarinhos, de peixes, de galinhas [...]. Arrumado por cima de folhinhas frescas de banana. E dentro de tabuleiros enormes, quase litúrgicos, forrados de toalhas alvas como pano de missa.” Fonte: FREYRE, G. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime de economia patriarcal. 48. ed. São Paulo: Global, 2003, p. 543. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a cozinha afro-brasileira, pode-se afirmar que a comida de rua tem seu início nos tabuleiros das baianas, porque: Ocultar opções de resposta 1. as baianas começaram vendendo os doces feitos nas casas-grandes, onde aprenderam o ofício, e essa prática acontece até hoje. Alimentos salgados eram comercializados em restaurantes e lanchonetes. 2. as negras sempre venderam seus quitutes africanos, de início em seus rituais do candomblé e, depois, nas ruas. 3. Correta: as negras vendiam quitutes, uma mistura da cultura indígena, portuguesa e africana, de início para seus senhores e, mais tarde, para seu próprio sustento. Resposta correta 4. as negras começaram a vender seus quitutes nas ruas da Bahia após sua libertação. Essa foi a maneira de sustento que encontraram em meio à cidade. 5. as negras vendiam de tudo: acaçás, abarás, angus, farnéis, vatapás, canjicas, virados. Sua influência vinha, principalmente, dos índios, portugueses, africanos e franceses. 9. Pergunta 9 0/0,1 Leia o trecho a seguir: “O português, já de si melancólico, deu no Brasil para sorumbático, tristonho; e do caboclo nem se fala: calado, desconfiado, quase um doente na sua tristeza. Seu contato só fez acentuar a melancolia portuguesa. A risada do negro é que quebrou toda essa ‘apagada e vil tristeza’ em que se foi abafando a vida nas casas-grandes. Ele que deu alegria aos são-joões de engenho; que animou os bumbas-meu-boi, os cavalos-marinhos, os carnavais, as festas de Reis.” Fonte: FREYRE, G. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime de economia patriarcal. 48. ed. São Paulo: Global, 2003, p.551. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a cozinha afro-brasileira, analise as afirmativas a seguir: I. Os escravos consumiam no café da manhã farinha com rapadura, como os sertanejos. Do milho faziam o angu e o mugunzá. II. A cachaça era produzida pelo escravo africano e era também moeda de troca dos próprios escravos que a produziam. III. Assim como nos dias de hoje, na época do Brasil–colônia era proibido cantar nas cozinhas, sendo o único local onde os escravos não cantavam. IV. ( ) As escravas negras preparavam a comida africana nas casas-grandes, ao passo que as receitas europeias dos livros de receita franceses eram preparadas pelas senhoras portuguesas. Está correto apenas o que se afirma em: Ocultar opções de resposta 1. I e II. Resposta correta 2. II e III. 3. Incorreta: I, II e IV. 4. I, III e IV. 5. III e IV. 10. Pergunta 10 0,1/0,1 Leia o trecho a seguir: “Os índios conheciam também o milho [...] apreciavam a batata-doce, a abóbora, o feijão, o amendoim, o pinhão, a castanha-do-pará, o cacau, o cará, a serralha, além do palmito, consumido cru ou cozido. [...] Goiabas, abacaxis, cajás, araçás, maracujás, mamões, pitombas, umbus e cajus eram colhidos no pé e complementavam a alimentação diária dos índios. Com elas faziam sucos e bebidas fermentadas. Existia, ainda, um tipo de banana nativa, a banana-da-terra (ou pacova), preparada cozida ou em forma de mingau. As variedades de bananas que temos atualmente vieram da África.” Fonte: FREIXA, D.; CHAVES, G. Gastronomia no Brasil e no mundo. 3. ed. Rio de Janeiro: Senac, 2015, p. 172. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre cultura e historicidade, analise os alimentos disponíveis a seguir e associe-os com suas respectivas características. 1) Compota. 2) Banana-da-terra. 3) Inhame. 4) Feijão. 5) Palmito. ( ) Alimento que pode ser consumido de várias formas, seja assado, frito, grelhado ou mesmo comercializado como chips em algumas cidades e capitais brasileiras. ( ) Alimento que foi trazido pelos africanos e confundido com a mandioca pelos portugueses. ( ) Caiu no gosto do nobre e também fazia parte da refeição dos menos abastados, juntamente com a farinha e a carne seca. ( ) É um tipo de conserva que foi introduzida no Brasil pelosportugueses. ( ) Alimento muito apreciado pelos descobridores e, nos dias atuais, sua extração e manejo tiveram de ser legalmente restritos. Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: Ocultar opções de resposta 1. Correta: 2, 3, 4, 1, 5. Resposta correta 2. 1, 2, 3, 5, 4. 3. 4, 3, 2, 1, 5. 4. 2, 3, 5, 1, 4. 5. 1, 2, 5, 4, 3.