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Química Orgânica Experimental - Turma - LIQUI 5 Professor: Adalberto Manoel da Silva Título: SOLUBILIDADE DE COMPOSTOS ORGÂNICOS E TESTES QUÍMICOS PARA GRUPOS FUNCIONAIS Jaqueline da Cruz Gonçalves Juliana Alves da Silva Mainhardt Data: 24/03/2022. Objetivos do experimento. Nesta prática, determinamos a solubilidade de algumas amostras líquidas e sólidas para identificação do tipo de grupo funcional que as mesmas devem conter e consequentemente determinar qual será o grupo pertencente para cada amostra. Resultados e discussões. Os testes de solubilidade permitem em uma primeira análise classificar o composto em substância ácida, básica ou neutra. São realizados em água, solução de hidróxido de sódio, solução de bicarbonato de sódio, ácido clorhídrico diluído, éter e ácido sulfúrico concentrado. Os ensaios de solubilidade usualmente sugerem ou eliminam vários grupos funcionais. Os testes de classificação química permitem distinguir dentre as classes indicadas pelos ensaios de solubilidade. Após classificação da amostra desconhecida em um determinado grupo de solubilidade, é necessário realizar testes adequados de classificação química. Por meio deles, funções muito parecidas podem ser diferenciadas, como por exemplo: aldeídos de cetonas, alcinos de alcanos, álcoois e éteres, etc. O primeiro teste realizado foi com água, onde em um tubo de ensaio, colocamos aproximadamente 3 ml de água, e depois adicionamos 3 gotas da amostra 1 (ácido acético), agitamos o tubo de ensaio e podemos observar que a amostra é solúvel em água. Tendo esse resultado, realizamos o teste novamente, trocando a água por 3 ml de Éter dietílico em um novo tubo de ensaio, depois de adicionar 3 gotas de ácido de acético, notamos que a amostra é solúvel também, então realizamos o teste usando o papel de tornassol vermelho e azul, o papel de tornassol vermelho que adicionamos na amostra, continuou vermelho e o papel de tornassol azul que adicionamos a amostra se tornou vermelho. Dessa forma podemos obter o resultado que a amostra faz parte do grupo SA - Ácidos monocarboxílicos, com cinco átomos de carbono ou menos e ácidos arenosos sulfônicos. O segundo teste realizado, adicionamos em um tubo de ensaio, aproximadamente 3 ml de água, e depois adicionamos 3 gotas da amostra 2 (Acetona), agitamos o tubo de ensaio e podemos observar que a amostra é solúvel em água. Após, realizamos o teste novamente, trocando a água por 3 ml de Éter dietílico em um novo tubo de ensaio, depois de adicionar 3 gotas de acetona, observamos que a amostra também é solúvel. Realizamos o teste usando o papel de tornassol vermelho e azul, o papel de tornassol vermelho que adicionamos na amostra, continuou vermelho e o papel de tornassol azul que adicionamos a amostra, permaneceu azul, tendo em vista que nenhum dos papéis de tornassol reagiu, concluímos que a amostra pertencem ao grupo S1 - Álcoois, aldeídos, cetonas, ésteres, nitrilas e amidas, com cinco átomos de carbono ou menos (monofuncionais). No terceiro teste realizado, foi adicionado em um tubo de ensaio, aproximadamente 3 ml de água, e depois adicionado com a ajuda de uma espátula uma pequena quantidade, aproximadamente de 0,1g a 0,2g da amostra 3 (Acetato de sódio), ao agitar o tubo de ensaio podemos observar que a amostra é solúvel em água. Realizamos o teste novamente, trocando a água por 3 ml de Éter dietílico em um novo tubo de ensaio, depois de adicionado a amostra 3, Acetato de sódio observamos que a amostra é insolúvel. Sendo assim a amostra faz parte do grupo S2 - Sais de ácidos orgânicos, cloridratos de aminas, aminoácidos e compostos polifuncionais. Quarto teste realizado, adicionamos em um tubo de ensaio, aproximadamente 3 ml de água, e depois adicionamos 3 gotas da amostra 4 (Ácido salicílico), agitamos o tubo de ensaio e podemos observar que a amostra é Insolúvel em água. Em seguida realizamos o teste novamente, trocando a água por 3 ml de NaOH 5% (solução de Hidróxido de sódio) em um novo tubo de ensaio, depois de adicionar 3 gotas do ácido salicílico, observamos que a amostra é solúvel. Fizemos mais um teste agora trocamos o NaOH 5%, com o NaHCO3 5% (solução de Bicarbonato de sódio), colocamos 3 ml desta solução em um novo tubo de ensaio e adicionar 3 gotas do ácido salicílico, e podemos observar que a amostra é insolúvel, pertencendo ao grupo A2 - Ácidos orgânicos fracos: fenóis, enóis, oximas, imidas, sulfonamidas, tiofenóis, todos com mais de cinco átomos de carbono. Incluem-se também as β-dicetonas, os compostos nitro com hidrogênio em α e as sulfonamidas. No quinto teste realizado, foi adicionado em um tubo de ensaio, aproximadamente 3 ml de água, e depois adicionado com a ajuda de uma espátula uma pequena quantidade, aproximadamente de 0,1g a 0,2g da amostra 5 (Difenilamina), agitamos o tubo de ensaio e podemos observar que a amostra é insolúvel em água. Realizamos o teste novamente, trocando a água por 3 ml de NaOH 5% em um novo tubo de ensaio, depois de adicionado a amostra 5, a difenilamina observamos que a amostra é insolúvel. Logo após, repetimos o teste, trocando a NaOH 5% por 3 ml de HCL 5% (solução de Ácido clorídrico) em um novo tubo de ensaio, depois de adicionado a amostra 5, difenilamina, observamos que a amostra novamente é insolúvel. Realizamos mais um teste e último com a amostra 5 para determinarmos de qual grupo este é pertence, agora, ao invés de usarmos o HCL 5%, sustituímos por H2SO4 96% (Ácido sulfúrico) colocando 3 ml em novo tubo de ensaio e adicionado 3 gotas de difenilamina, notamos q a amostra é insolúvel, mediante a isso, conclui-se q a amostra é pertencente ao grupo I – Hidrocarbonetos saturados, alcanos halogenados, haletos de arila, éteres diarílicos e compostos aromáticos não-ativos. Realizamos mais dois teste onde precisávamos determinar qual era a amostra Lx e Sx utilizada. Iniciamos com a amostra Lx, colocamos aproximadamente 3 ml de água em um tubo de ensaio, e depois adicionamos 3 gotas da amostra Lx, agitamos o tubo de ensaio e podemos observar que a amostra é insolúvel em água. Repetimos o teste, trocando a água por 3 ml de NaOH 5%, em um novo tubo de ensaio, quando adicionamos 3 gotas da amostra Lx e agitamos o tubo, observamos q a amostra permaneceu insolúvel. Realizamos o teste novamente, trocando o NaOH 5% por 3 ml de HCL 5% em um novo tubo de ensaio, depois de adicionado as 3 gotas da amostra Lx, observamos que a amostra é insolúvel. Realizamos mais um teste e último com a amostra Lx para determinarmos de qual grupo este é pertence, agora, ao invés de usarmos o HCL 5%, sustituímos por H2SO4 96% (Ácido sulfúrico) colocando 3 ml em novo tubo de ensaio e adicionado 3 gotas da amostra Lx, notamos que a amostra é insolúvel, assim determinamos através do resultados e depois de compararmos com dados da literatura que mostra Lx é o Clorofórmio e pertence ao grupo I – Hidrocarbonetos saturados, alcanos halogenados, haletos de arila, éteres diarílicos e compostos aromáticos não-ativos. Em um tubo de ensaio adicionamos 3 ml de água, logo após adicionamos 3 gotas da amostra Sx, agitamos o tubo e ao observarmos, constatamos que a amostra é Sx é solúvel em água. Realizamos o teste novamente, trocando a água por 3 ml de Éter dietílico em um novo tubo de ensaio, depois de adicionar 3 gotas da amostra Sx, observamos que a amostra era insolúvel. Determinamos por fim que a amostra Sx é o Ácido ascórbico, pertencente ao grupo S2 - Sais de ácidos orgânicos, cloridratos de aminas, aminoácidos e compostos polifuncionais. Solubilidade em Amostra Água Éter NaOH HCL NaHCO3 H2SO4 CLASSE IDENTIFICAÇÃO 1 solúvel solúvel SA Ácido acético 2 solúvel solúvel S1 Acetona 3 solúvel insolúvel S2 Acetato de sódio 4 insolúvel solúvel insolúvel A2 Ácido salicílico 5 insolúvel insolúvel insolúvel insolúvel I Difenilamina Sx solúvel insolúvel I Clorofórmio Lx insolúvel insolúvel insolúvel insolúvel S2 Ácido ascórbico Resultados dos Teste com Reagentes Tollens Figura 1. Formação de espelho de prata. Fotos tiradas na aula prática. Resultado do testecom Reagentes de Jones Preparamos dois tubos de ensaio, com 1 ml de solução aquosa de dicromato de potássio (10% m/v) e adicionamos 4 gotas de ácido sulfúrico concentrado, e em seguida em um dos tubos adicionamos 1 ml de etanol, agitamos o tubo, e observamos uma mudança de coloração marrom. No outro tubo adicionamos 1 ml de acetona, quando agitamos o tubo, sentimos a elevação de temperatura. Figura 2. Foto tirada na aula prática. Teste com reagentes de Tollens e de Jones. Conclusão A aula prática sobre solubilidade de compostos orgânicos e testes químicos para grupos funcionais, visam apresentar as técnicas para determinação da solubilidade das substâncias em água, soluções ácidas, soluções básicas e solventes orgânicos, identificar a classe funcional e, também, para determinar os solventes (ou mistura de solventes), como também realizar os testes de classificação química, para eliminar ou sugerir os grupos funcionais e para conseguir diferenciar quais classes os compostos pertencem. Referência Cunha, S. et. al.; SÍNTESE DO ISOBUTILENO E SEU EMPREGO EM REAÇÕES DE ESTERIFICAÇÃO: PROPOSTAS DE AULAS PRÁTICAS DE QUÍMICA ORGÂNICA PARA A GRADUAÇÃO, Quim. Nova, Vol. 26, No. 3, 425-427, 2003. PAVIA, Donald L. Química Orgânica Experimental: técnicas de pequena escala. 2.ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. 877p. (p.407-411; 570-575) 5. QUESTÕES 1. Explique por que o 1,3-dimetilbenzeno (grupo N2) é insolúvel em solução aquosa de HCl (5 %) e solúvel em H2SO4 concentrado. R= O 1,3-dimetil benzeno possui átomos de oxigênio com pares de elétrons livres. Estes são protonados pelo ácido sulfúrico concentrado formando íons que são solúveis em solução aquosa 2. Utilizando apenas os solventes mais comuns usados para os testes de solubilidade [solução aquosa de HCl (5 % v/v), de NaHCO3 (5 % m/v), de NaOH (5 % m/v), H2SO4 concentrado, água e éter dietílico], proponha um procedimento para separar e recuperar os componentes das seguintes misturas: a) ácido benzóico e benzaldeído b) anilina, tolueno e ácido benzóico 3. O ácido benzóico é solúvel tanto em solução aquosa de NaOH (5 % m/v) quanto em NaHCO3 (5% m/v). O p-cresol é solúvel apenas em NaOH (5 % m/v), enquanto o cicloexanol é insolúvel tanto em NaOH (5 % m/v) quanto NaHCO3 (5 % m /v). Como se explicam estes fatos? R= O ácido benzoico é um ácido sufcienemene ore para reagir com o NaOH formando H2O e benzoato de sódio ou com o Bicarbonato que é uma base mais fraca, pois o hidrogênio desse ácido pode ser facilmente separado da molécula já que a carboxila fica estabilizada com uma carga negativa. O p-cresol não é um ácido tão forte, pois a hidroxila não fica não estabilizada com uma carga negativa, porém por estar ligada a um anel aromático, sua estabilização é suficiente para reagir com bases fortes como o NaOH. Já a hidroxila do ciclohexanol não fica estabilizada com uma carga negativa, pois não está ligada a nenhuma estrutura capaz de "segurar" uma carga negativa, não reagindo nem com NaOH nem com o Bicarbonato, para reagir com essa molécula seria necessário usar uma base muito forte como Na metálico ou algum hidreto.