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• Fungos Filamentosos: Dimórficos e não dimórficos • Leveduras: Dimórficas e não dimórficas Fungo com patogenicidade discutida: Pode ser um fungo da microbiota, um fungo da vida saprobiótica, quer dizer, no meio ambiente, mas que pela baixa patogenicidade que apresenta ele pode ou não causar uma micose. São fungos que convivemos com eles no dia a dia, por exemplo esporos do gênero Aspergillus, algumas espécies de levedura do gênero Cândida que está na microbiota, espécies do grupo de Zicomicetos. São fungos que podem causar micose, mas são chamados de fungos de baixa patogenicidade Fungo com patogenicidade conhecida: São fungos que apresentam alta patogenicidade, tem alta virulência, portanto, toda vez quando observar a presença da estrutura desses fungos de alta patogenicidade em um material biológico, obter ele em um meio de cultura, por ele não fazer parte da microbiota ele sempre vai ser interpretado como quadro de uma micose, por isso esses fungos de alta virulência, todos são fungos filamentosos termodimórficos, significa que todos vão ter uma vida de duas formas na temperatura ambiente ou na vida saprobiótica eles vão estar na forma de hifa produzindo esporos, produzindo artrósporos, e na fase parasitária ou cultivado a 35-37ºC eles vão converter a uma forma semelhante a levedura, chamada de fase leveduriforme, esses fungos não são leveduras, são fungos filamentosos que por ter tido o fenômeno de termodimorfismo apresentam fase leveduriforme. Nossa aula vai ser direcionada para os fungos de alta patogenicidade, quando eu digo, eu estou com um fungo de patogenicidade conhecida, alta virulência, e tem que entender que está trabalhando com fungos filamentosos termodimórficos, então quando falar que é um fungo filamentoso termodimórfico, ela está falando em um grupo de fungos de alta virulência, que não fazem parte da microbiota e toda vez que observar a estrutura desse fungo ele vai ser um agente etiológico, se é agente etiológico ele causa uma micose. -Paracoccidioides brasiliensis→ é agente etiológico de micoses sistêmicas de alta virulência, termodimórfico, filamentoso. -Aspergillus fumigatus→ é um fungo oportunista que pode causar uma micose sistêmica, mas ele é de baixa virulência. Filamentoso de baixa virulência e não é termodimorfica. -Candida sp.→ Possui dimorfismo. Levedura oportunista com dimorfismo. -Cryptococcus neoformans→ Que é conhecida como uma levedura capsulada Levedura onde algumas espécies podem ser oportunistas e outras não, mas ela não é dimórfica. Importância da interação fungo-hospedeiro, nós temos alguns dados sobre fungos de alta virulência e baixa virulência, então como todo ser vivo esses fungos tem mecanismo de virulência e esse mecanismo para sobrevivência desse agente e por outro lado vai ter os mecanismo de defesa do hospedeiro, então o fungo que nós temos de maior virulência conhecida é o Coccidioides e mesmo assim nós temos um mecanismo de defesa capaz de nos defender do fungo de maior virulência conhecida, (slide)→ Ora vai ter os mecanismos de defesa ora vai vencer os mecanismos de defesa ora vai vencer os mecanismo de virulência do agente etiológico, temos um cabo de guerra. Então, a depender de quem é esse hospedeiro e a depender das condições de contato que eu tinha com aquele propágulo fungo, a depender de quanto de partícula fungica eu entro em contato, se aquela cepa é de alta virulência, mas nem toda cepa tem a mesma virulência, tem cepas de alta virulência, mais virulência do que outras, vai depender de como minha imunidade inata vai sinalizar, como a imunidade inata vai sinalizar a imunidade adaptativa é que vai decidir se eu vou ter uma micose ou vou ter infecção. O gênero Paracoccidioides, tem como principal mecanismo de evadir, ou seja, burlar o sistema imune é essa brotação múltipla, inicialmente é uma única célula de duplo contorno, que tem duas camadas, se for uma célula pequena ela vai ser facilmente fagocitada, então ele faz um processo chamado de reprodução assexuada por brotação múltipla que vai permitir o aumento dessa estrutura fungica, dificultando assim a ação do sistema fagocitário. O Histoplasma capsulatum, a estrutura fúngica é muito pequena, (pontinhos azuis no interior de uma célula do sistema fagocitário), esse fungo não faz brotação múltipla, não filamenta, ele é pequeno. Então esse propágulo fúngico é facilmente fagocitado, para se adaptar a vida parasitária ele tem mecanismo de sobrevivência no interior do fagossomo, esse fungo tem preferência, ele se adaptou a viver no meio intracelular Coccidioides sp., ele vai ter uma estrutura maior que chamamos de esférula, essa esférula é pequena a medida que vai se desenvolvendo ela vai aumentando de tamanho, então esse aumento de tamanho dificulta a ação do sistema imune. Então, cada um desses fungos apresenta um mecanismo para poder sobreviver, e dos três agentes estou destacando o de vida intracelular que é o Histoplasma capsulatum, ele tem essa particularidade, parasitismo e vida intracelular. O ideal do sistema imune é que ele atue através da imunidade inata e sistema imune adaptativo para controlar essas partículas que nós inalamos para poder não causar doença, causar apenas infecção, quer dizer, tive contato com o propágulo fúngico, fui imunocompetente pela imunidade inata e imunidade adaptativa. A imunocompetência para fungo de alta virulência termodimórfico é baseada na imunidade inata, nas nossas células NK, fagócitos, nas barreiras epiteliais e no sistema complemento, mas muitas vezes a imunidade inata não é suficiente, então a imunidade inata vai sinalizar a imunidade adaptativa e no mesmo quem vai conferir imunidade competente é a imunidade celular pelos linfócitos T, a imunidade humoral não é protetora para fungos de alta virulência, então quem nos defende dos propágulos fúngicos que nos temos uma micose é a imunidade inata e imunidade adaptativa, através da imunidade celular sobretudo com resposta TH-1 e TH-17 no combate de fungos de alta virulência. As micoses sistêmicas, seja qualquer dessa comentadas, regra geral 90% dos casos acontecem tendo como primo-infecção pulmonar, então geralmente o primeiro órgão a ser acometido são os pulmões, nós adquirimos essa micose, nós entremos em contato com o propágulo fúngico através da via respiratória, eu posso ter uma micose sistêmica por um fungo de alta virulência a partir de estruturas fúngicas presentes na microbiota? Não. Porque esses fungos não fazem parte da microbiota, eles estão presentes no meio ambiente, em determinados locais, então entra em contato com os propágulos fúngicos no meio ambiente, vai inalar essas partículas fúngicas, portanto a principal via de infecção é a via inalatória, então primeiros eles vão para o pulmão, regra geral, no pulmão geralmente vai formar um quadro de doença granulomatosa e por isso mesmo ela pode ser confundida com outras etiologias, então muitas vezes o diagnóstico é tardio, então geralmente não fica localizado é uma disseminação linfo-hematogênica e por isso não fica apenas no pulmão ela vai a outros órgãos, pele e mucosas. Infelizmente 90% dos casos ou mais faz o diagnostico quando a doença está na forma disseminada, devido ao diagnóstico tardio. O dimorfismo, no lado esquerdo temos a fase filamentosa hifa septada e esporo, hifa septada e esporos com parede bem ornamentada é um macroconídio de parede ornamentada, que chamamos de estalagmosporos, e no terceiro tem artrósporos, que são facilmente disseminados (tem artrósporos e uma partícula acelular). No lado direito, fase leveduriforme, no primeiro a brotação múltipla que vai evitar a fagocitose, no segundo temos a fase leveduriforme do Histoplasma capsulatum, no terceiro tem a esférula. Paracoccidioides brasiliensise lutzii, Coccidioides immitis e C. posadasi são fungos morfologicamente idênticos, então eu não posso separar através do estudo macro e micro morfológico, se aquela cultura que eu estou ali trabalhando pertence a Paracoccidioides brasiliensis ou a P. lutzii, então tem que ter extração de DNA para fazer a diferenciação das duas espécies, o mesmo para Coccidioides, mas que através de onde aconteceu o caso clinico eu não preciso necessariamente recorrer a biológica molecular, porque as duas espécies evoluíram de formas separadas, elas tem isolamento geográfico. Fase de infecção→ filamentosa. Fase parasitária→ Leveduriforme. Paracoccidioides sp.→ Fase leveduriforme multibrotante, fecha o diagnóstico. Blastomyces dermatitidis→ Fase leveduriforme, vou fechar o diagnóstico. Histoplasma capsulatum→ Estalagmosporos, fecha o diagnóstico, mas vou precisar da fase filamentosa e da fase leveduriforme. Coccidioides sp. → Fase leveduriforme, vou fechar o diagnóstico. Essas micoses sistêmicas, algumas são de distribuição geográfica cosmopolita e outras são restritas. Paracoccidioidomicose é uma doença da América Latina, ela é restrita e no brasil temos área de baixa, moderada e alta endemicidade da doença. Histoplasmose, na forma clássica, ela era restrita, com o advento da AIDS, da infecção pelo HIV, essa micose se tornou cosmopolita, porque de todas as micoses sistêmicas de alta virulência, a que teve mais o perfil de ser a principal micose do paciente com HIV. Coccidioidomicose, micose de distribuição geográfica de distribuição restrita, que vai se dar em países de clima árido e semiárido, portanto, o fator climático é fundamental na distribuição geográfica nos casos dessa micose, então o fungo tem como preferência de habitat o solo nas condições de temperatura alta, então clima árido e semiárido. Aqui eu vou destacar a Coccidioidomicose no Brasil, que só vai acontecer no nordeste devido a alta temperatura, com região de clima árido e semiárido, foi primeiro diagnosticada no Piauí, tem na Bahia, no Ceará, na Paraíba e em Pernambuco. O Piauí é considerado o celeiro da Coccioidomicose no Brasil. Contato com fone ambiental, então indivíduos que com agricultura que mechem como solo e vegetais são mais susceptíveis a ter contato com esse propágulo fúngico, mas destaco também pessoas que entram em cavernas para Histoplasmose que tem preferência por ambientes de cavernas e fezes de morcego representa um verdadeiro meio de cultura para o Histoplasma capsulatum, também fezes de galinha. Trabalhadores da construção civil. Destacando a Histoplasmose. Na paracoccidioidomicose é mais em pessoas que trabalham na agricultura. A via inalatória é a principal via, então vou inalar propágulo da fase filamentosa, geralmente os esporos, o pedacinho da hifa, e como eles são dimórficos a medida que você vai inalando esses propágulos na via respiratória em nível de alvéolo pulmonar em que vai ser termo convertido em fase leveduriforme, portanto eu inalo propágulo da fase filamentosa e tem a obrigação de termo converter pra fase leveduriforme. Mas também pode acontecer uma infecção localizada na pele, por pequenos ferimentos feitos na pele, por exemplo na paracoccidioidomicose, o trabalhador rural tem sempre os braços com pequenos ferimentos, o espero penetra e vai termo converter para fase leveduriforme, menos de 10% ocorre na via de infecção tegumentar. E na via digestiva, é muito questionada, porque acreditamos que as enzimas do suco gástrico, são capazes de estruir esses esporos e não permitindo assim um termo conversão. Patogênese Temos da fase de infecção, da fase filamentosa, da fase micelial, portanto, temperatura ambiente 25ºC-28ºC, vou ter uma resposta normal e uma resposta anormal (com relação a capacidade de resposta do indivíduo, é a competência imunológica), se estou imunocompetente, vou ter uma resposta normal, portanto, quem perdeu foi o fungo, se estou falando anormal é porque falhou o sistema de defesa do hospedeiro, quem ganhou foi o agente etiológico. No indivíduo na imunocompetência, esse indivíduo entra em contato com poucos propágulos fúngicos, com uma cepa de menos virulência e ele inalou esse propágulo fúngico, então primeiramente ele vai ter uma fase assintomática, depois ele começa a apresentar alguns sintomas como se fosse uma gripe ou resfriado que começa a regredir porque a minha imunidade inata, vai formar o complexo primário pulmonar que é o granuloma, o sistema imune faz o granuloma e retém essa partícula fúngica, então dizemos neste caso que o fungo foi pra latência, ele não foi eliminado do hospedeiro, ele está no interior do complexo. Então tomos o que chamamos de cura aparente porque a partícula fungica não foi eliminada, está dormente, em latência. Se fizer um teste de intradermoreação vai dar positivo, que dizer o indivíduo entrou em contato em a partícula fungica, fui imunocompetente, forme o granuloma e eu tenho o que vou chamar de Paracoccidioidomicose infecção, não tenho doença. (resposta imunidade inata e TH-1 e TH-17). O indivíduo com resposta anormal, entrou em contato com maior quantidade do inóculo, portanto, maior quantidade de esporos, entrou em contato com a hifa de alta virulência e não forma granuloma, então ele vai pra forma clinica aguda ou subaguda que é mais comum no indivíduo mais jovem, criança, adolescente e adulto jovem, não é via pulmonar, não formei o complexo primário pulmonar, já vai pra fase aguda e subaguda e dissemina rapidamente e eu vou ter Paracoccidioidomicose doença, então falhou a imunidade inata, falhou TH-1 e TH-17. Essa doença diagnosticada pode ser tratada e ter a cura ou pode levar a morte pelo diagnostico tardio, pode ter da cura levar a uma recaída que pode ter cura ou morte. Então nessa micose chamamos de “Cura”, porque tem diversas situações em que é difícil ter certeza que o indivíduo está curado. Existe ainda duas hipóteses, na latência o granuloma pode um dia romper e ter reativação. E eu vou ter o que nós chamamos de forma crônica da doença que é a mais frequente, pode acontecer a quarta hipótese, o indivíduo, entrou novamente em contato com os propágulos fúngicos, que nós chamamos de propágulos fúngicos e vai levar a forma crônica da doença. Ainda tem a forma clínica residual que vai deixar sequela. Eu só vou definir se é paracoccidioidomicose se observar no espécime biológico ou em cultura, as células leveduriformes multibrotante, se eu ver célula única de brotação simples eu não posso fechar o diagnóstico. E para saber a espécie tem que fazer o DNA. Na Histoplasmose, tem contato com a fase filamentosa através das fezes de morcegos, pombos, com estalagmosporos. Esse propágulo fúngico é inalado e vai acontecer termo conversão para a fase leveduriforme. Se o indivíduo for imunocompetente provavelmente ele entrou em contato com uma baixa carga fungica e quem atua é a imunidade inata, é Histoplasmose infecção, a aparência pulmonar está boa. Quando o indivíduo entra em contato com alta carga fúngica, provavelmente é uma cepa de maior virulência, tentou responder pela imunidade inata e adaptativa TH-1 e TH-17, mas falhou. Esse fungo na vida intracelular está se multiplicando, está se multiplicando na célula do hospedeiro, ele produz tanta célula leveduriforme dentro do macrófago, que ele rompe o macrófago, lisa o macrófago, então cada célula leveduriforme dessa vai ser novamente fagocitada e vai novamente se multiplicar e romper o macrófago. Então (no pulmão quando tem alta carga fungica) estou destacando Histoplasmose doença e destacando que no ciclo biológico esse fungo é de vida intracelular. O esporo pequeno é o esporo de infecção. Quando o fungo tem esporos de tamanhos diferentes nos dizemosque eles têm microconídios e macroconídios. Para o microconídio chegar no pulmão ele tem que romper a via área superior. Quando menor a partícula fungica inalada, maior a possibilidade de ele vencer as vias áreas superiores, os esporos maiores ficam retidos nas vias áreas por causa dos pelos e do muco. Então os microconídios são menores e vai com mais facilidade vencer as vias áreas superiores e atingir o alvéolo pulmonar e lá converter a fase filamentosa em leveduriforme. Na Coccidioidomicose, pode ser Coccidioidomicose doença e infecção se entrarem em contato com baixa carga fungica e for imunocompetente vou ter a infecção e se tiver contato com alta carga fungica vou ter a doença, não obrigatório, mas posso ter. Vou ter Artrosporo ele vai germinar e formar a hifa tubular e essa hifa vai formar artrosporos que podem permanecer no solo que é o ciclo natural desse fungo, porque é a vida saprobiótica dele. Mas se os artrosporos forem transportados pelo vento e estou mexendo nesse solo tem temperaturas altas, clima árido e semiárido.. O artrosporos que foi transportado vai ser inalado que vai se transformar em uma esférula, isso vai acontecer quando inala o artrosporo e vai começar a aumentar de tamanho e se desenvolve, a esférula no tecido vai começar a ter uma série de clivagens, todo material protoplasmático vai sofrer quebra e vai formar vários esporos, pelo fato do espero está no interior da estrutura, ele é chamado de endosporo. Vai formar tanto esporo que a esférula vai lisar e é liberado e vai formar uma nova esférula. O ciclo da vida parasitária é rápido porque vai formar vários esporos. Essa micose é mais difícil de defender, pelo poder de virulência. Qualquer sexo, idade, profissão e raça. Porém o sexo, quem tem mais influência dessas micoses sistêmicas é a paracoccidioidomicose, em que o sexo masculino é o mais vulnerável, porque já foi comprovado que o hormônio feminino diminui a termo conversão. 15 homems:1 mulher. Profissão de trabalhador rural vou destacar para a paracoccidioidomicose Na paracoccidioidomicose, o fator predisponente é a profissão, por tanto lidar com solo, como vegetais, lidar removendo a terra. A imunossupressão é mais frequente na Histoplasmose clássica. Condiçoes climáticas, é Coccidioidomicose. Pulmonar primária, primo-infecção pulmonar. E pulmonar secundária, que é quando o pulmão não é o primeiro sítio de infecção, vai atingir o pulmão através de outro sítio corpóreo. Pode apresentar lesão tegumentar em pele e mucosas, pode apresentar lesão ganglionar, enfartamento de gânglios de cabeça e pescoço, pode ser visceral e outros órgãos e pode dar uma forma mista que se chama de disseminada. Primeira fase assintomática, primeiro contato com a partícula fungica. Depois você pode ter uma forma pulmonar e pelo diagnostico tardia vai se apresentar na forma disseminada, isto é, a forma sistêmica da doença. Aparência radiológica chamada “asa de borboleta” na paracoccidioidomicose. (sugestivo de Paracoco), conduz do quadro clínica para Paracoccidoiodomicose Quando a gente usar o termo lesão muriforme, ele está levando a induzir uma possível paracoccidioidomicose. Não quer dizer que seja, mas é a investigação clínica mais frequente. As micoses sistêmicas não são diagnosticadas pelos dados clínicos, mas sim, pelos dados laboratoriais. As manifestações clínicas têm várias manifestações que também pode acontecer em outras doenças. Vão escolher trabalhar com amostras clínicas menos invasiva, mas algumas vezes precisa ser invasiva. Se eu ver uma estrutura fungica de alta virulência no escarro já é micose? Sim, porque se é de alta virulência não é dá nossa microbiota. Do ponto de vista de conclusão diagnóstica qualquer amostra clínica dessa, eu posso fechar o diagnóstico. Mas tem que ter cuidado ao viés de disseminação da doença. Levando em consideração a lesão do paciente. Destacando a lesão ganglionar, o pus de gânglio é uma amostra clínica de excelente para diagnostico, do gânglio que está fechado, porque se for aquele aberto pode ter contaminação secundária. Objetivo do exame direto, visualizar ou não a presença de estrutura fungica, depois que visualizo vou fazer a descrição da estrutura fungica que estou visualizando. O exame direto pode ser um método padrão-ouro para algumas micoses, ou seja, a depender do que eu observo posso fechar o diagnóstico. Cicloheximida ou Actidioine, ele é antifúngico, pra impedir o crescimento de outros fungos que não é de interesse. Inibir os fungos que não é de interesse. Mas, algumas vezes pode inibir o agente etiológico. Cloranfenicol, impede contaminação bacteriana. O objetivo da cultura é isolar o agente etiológico. Por que vou colocar nas duas temperaturas? Devido ao dimorfismo, e acompanho de 5 a 30 dias. Fase filamentosa 25ºC e 37ºc fase leveduriforme. Diagnóstico Micológico Exame direto, são estruturas leveduriformes isoladas com duplo contorno, primeira suspeita, mas não afirma que é paracoccidioidomicose. Então nesse caso não fecha diagnóstico, porque não tem brotação múltipla. Aparência macroscópica de pipoca. Na cultura célula leveduriforme com aparência cerebriforme. A fase filamentosa não fecha diagnóstico, quem fecha o diagnostico é a fase leveduriforme. Brotação múltipla na cultura fecha diagnóstico. Mas se observar no ED já fecha o diagnóstico. PADRÃO OURO: Ferramenta eleita que vai dar o resultado mais rápido, com acurácia que é exatidão, certeza. Já foi reproduzido várias vezes e me dá o mesmo resultado. Então, toda vez que eu receber um material biológico que na pesquisa direta, já na pesquisa do escarro, já na pesquisa da urina, do lavado brônquico e montar minha lâmina e levar ao microscópio para visualizar ou não a presença de estruturas fúngicas, se eu visualizo eu vou descrever. Toda vez que eu afirmar que eu tenho células leveduriformes com duplo contorno com brotação múltipla do tipo semelhante a “Mickey Mouse”, “Roda de leme”, ou em “cadeia catenulada”, isso aqui me dá certeza de que o padrão ouro foi fechado no exame direto. São estruturas fúngicas exclusivas da paracoccidioidomicose. Mas não pode dizer a espécie. FECHA DIAGNÓSTICO: Célula leveduriforme com brotação múltipla à 37ºC. Se achar ou no exame direto ou na cultura. Se o ED falhar pode fazer a cultura. Semeio o material biológico em meio de cultura, que é vida saprobiótica. É mais fácil obter a cultura na fase filamentosa então tem que fazer termo conversão e cultivar a 37ºC. Se fez termo conversão e não foi pra fase filamentosa significa que o fungo não é termodimórfico, nem é paracocci. Na Histoplasmose, se visualizar apenas células leveduriformes não fecha diagnóstico. Agora as células leveduriformes ao exame direto pode ser sugestivo de Histoplasmose, porque ele de vida intracelular. Então o ED não vai ser conclusivo, apenas sugestivo. Porque existe outros fungos e outros agentes que não são fungos que são de vida intracelular, como leishmaniose, Toxoplasmose, pneumocistose. Nem a pesquisa direta, nem o histopatológico eu posso usar como critério de padrão ouro para ter certeza que é Histoplasmose. Então para eu ter certeza de que é Histoplasma preciso tanto da fase filamentosa como da fase leveduriforme. Na Histoplasmose na fase filamentosa pode ter microconídio e macroconídio de parede lisa e macroconídio de parede ornamentada, sendo este último mais importante. Quando usar o termo estalagmosporos, essa nomenclatura é exclusiva do esporo de parede ornamentada do Histoplasma capsulatum. Agora quando eu colocar em uma prova, que é um fungo que tem microconídio, macroconídio de parede lisa e parede ornamentada não pode afirmar que é Histoplasmose. Porqueoutros fungos têm esporos idênticos, mas os outros não são chamados de estalagmosporos. Padrão Ouro: Obtenção do fungo em Cultura. com obtenção da fase filamentosa e leveduriforme. É mais fácil obter a fase filamentosa do que a fase leveduriforme. Se tiver só filamentosa, pode ser Histoplasmose, mas não pode afirmar. Esquema 1: Pequena e imatura, nenhuma alteração no material protoplasmático. Esquema 2: está tendo clivagem do material protoplasmático. Esquema 3: Esférula maior e com formação de esporos, que por estar no interior da esférula é chamada de endósporos Esquema 4: A quantidade de esporos é tão grande de endósporos que vai promover a destruição da esférula e cada esporo desse vai ser liberado. Outros fungos podem formar esférula, na vida parasitária, então tem que comparar com a esférula de outros fungos. Na etapa 3 (da imagem), ela vai estar completa para comparar com outras esférulas. Então a esférula madura na etapa 3 ela pode vir a fechar meu diagnóstico, então o padrão ouro da Coccidioidomicose pode ser o exame direto, quando eu vou observar a esférula na terceira etapa, portanto ela está madura e com os endósporos totalmente formados. Lembrando que a cultura de Coccidioides da fase leveduriforme só é obtido em meios de cultura especial para isolar a fase leveduriforme. Essa estrutura de artrosporos e espaço vazio acelular, dá a esse artrosporos um nome especial chamado Artroconídios disjuntores, Artrosporos em células disjuntoras, mas outros fungos das espécies do gênero Malbranchaes também podem formar artrosporos em disjuntores, então não pode afirmar que é Coccidioidomicose e nem no caso da esférula. É importante trabalhar com esférula Madura. que é padrão ouro, pode ser exame direito, mas tem que fazer diagnóstico diferencial. Reação granulomatosa com presença de eosinófilos, basófilos. Brotação Múltipla e fecha diagnostico. Mas o exame direto dá o resultado mais rápido. O histopatológico não é padrão ouro porque demora tempo e o custo é mais alto do que no exame direto. Sugestivo de Histoplasmose com fungos na vida intracelular. Eu posso pesquisar anticorpo se for caso de Histoplasmose? Não, porque ele é intracelular, então diminuiria a produção de anticorpos, e a resposta imunológica, inata e imunidade celular. E é mais no viés de imunossuprimido Na paracoccidioidomicose normalmente os pacientes são estimulados a produção de anticorpos, então eu posso pesquisar anticorpo como ferramenta de diagnóstico. Via ter as bandas de precipitação. O fungo da Histoplasmose, tem uma certa hora que ele vai ter vida extracelular, quando vai pesquisar anticorpo, vai ter duas bandas. Banda M indica infecção e Banda H indica doença. Tem que detectar as duas bandas para ter certeza de que é Histoplasmose e vai tratar o paciente. E demora dias pra liberar a banda da doença. A banda da infecção aparece primeiro. Infecção como resposta imune satisfatória, imunocompetente, doença como falha da resposta imune. Gp45 é como se fosse um marcador, mas algumas cepas não expressam. Blastomicose é um fungo de alta virulência como as outras, mas não temos nenhum caso no Brasil de Blastomicose. Distribuição geográfica restrita. Tem que perguntar ao paciente se ele já fez imigrações, onde a doença é endêmica.