Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

• Fungos Filamentosos: Dimórficos e não dimórficos 
• Leveduras: Dimórficas e não dimórficas 
Fungo com patogenicidade discutida: Pode ser um fungo da 
microbiota, um fungo da vida saprobiótica, quer dizer, no meio 
ambiente, mas que pela baixa patogenicidade que apresenta 
ele pode ou não causar uma micose. São fungos que 
convivemos com eles no dia a dia, por exemplo esporos do 
gênero Aspergillus, algumas espécies de levedura do gênero 
Cândida que está na microbiota, espécies do grupo de 
Zicomicetos. São fungos que podem causar micose, mas são 
chamados de fungos de baixa patogenicidade 
Fungo com patogenicidade conhecida: São fungos que 
apresentam alta patogenicidade, tem alta virulência, portanto, 
toda vez quando observar a presença da estrutura desses 
fungos de alta patogenicidade em um material biológico, obter 
ele em um meio de cultura, por ele não fazer parte da 
microbiota ele sempre vai ser interpretado como quadro de 
uma micose, por isso esses fungos de alta virulência, todos 
são fungos filamentosos termodimórficos, significa que todos 
vão ter uma vida de duas formas na temperatura ambiente 
ou na vida saprobiótica eles vão estar na forma de hifa 
produzindo esporos, produzindo artrósporos, e na fase 
parasitária ou cultivado a 35-37ºC eles vão converter a uma 
forma semelhante a levedura, chamada de fase leveduriforme, 
esses fungos não são leveduras, são fungos filamentosos que 
por ter tido o fenômeno de termodimorfismo apresentam 
fase leveduriforme. Nossa aula vai ser direcionada para os 
fungos de alta patogenicidade, quando eu digo, eu estou com 
um fungo de patogenicidade conhecida, alta virulência, e tem 
que entender que está trabalhando com fungos filamentosos 
termodimórficos, então quando falar que é um fungo 
filamentoso termodimórfico, ela está falando em um grupo de 
fungos de alta virulência, que não fazem parte da microbiota 
e toda vez que observar a estrutura desse fungo ele vai ser 
um agente etiológico, se é agente etiológico ele causa uma 
micose. 
 
-Paracoccidioides brasiliensis→ é agente etiológico de micoses 
sistêmicas de alta virulência, termodimórfico, filamentoso. 
-Aspergillus fumigatus→ é um fungo oportunista que pode 
causar uma micose sistêmica, mas ele é de baixa virulência. 
Filamentoso de baixa virulência e não é termodimorfica. 
-Candida sp.→ Possui dimorfismo. Levedura oportunista com 
dimorfismo. 
-Cryptococcus neoformans→ Que é conhecida como uma 
levedura capsulada Levedura onde algumas espécies podem 
ser oportunistas e outras não, mas ela não é dimórfica. 
 
Importância da interação fungo-hospedeiro, nós temos alguns 
dados sobre fungos de alta virulência e baixa virulência, então 
como todo ser vivo esses fungos tem mecanismo de 
virulência e esse mecanismo para sobrevivência desse agente 
e por outro lado vai ter os mecanismo de defesa do 
hospedeiro, então o fungo que nós temos de maior virulência 
conhecida é o Coccidioides e mesmo assim nós temos um 
mecanismo de defesa capaz de nos defender do fungo de 
maior virulência conhecida, (slide)→ Ora vai ter os mecanismos 
de defesa ora vai vencer os mecanismos de defesa ora vai 
vencer os mecanismo de virulência do agente etiológico, 
temos um cabo de guerra. Então, a depender de quem é 
esse hospedeiro e a depender das condições de contato que 
eu tinha com aquele propágulo fungo, a depender de quanto 
de partícula fungica eu entro em contato, se aquela cepa é 
de alta virulência, mas nem toda cepa tem a mesma virulência, 
tem cepas de alta virulência, mais virulência do que outras, vai 
depender de como minha imunidade inata vai sinalizar, como 
a imunidade inata vai sinalizar a imunidade adaptativa é que vai 
decidir se eu vou ter uma micose ou vou ter infecção. 
 
O gênero Paracoccidioides, tem como principal mecanismo de 
evadir, ou seja, burlar o sistema imune é essa brotação 
múltipla, inicialmente é uma única célula de duplo contorno, 
que tem duas camadas, se for uma célula pequena ela vai ser 
facilmente fagocitada, então ele faz um processo chamado de 
reprodução assexuada por brotação múltipla que vai permitir 
o aumento dessa estrutura fungica, dificultando assim a ação 
do sistema fagocitário. 
O Histoplasma capsulatum, a estrutura fúngica é muito 
pequena, (pontinhos azuis no interior de uma célula do sistema 
fagocitário), esse fungo não faz brotação múltipla, não 
filamenta, ele é pequeno. Então esse propágulo fúngico é 
facilmente fagocitado, para se adaptar a vida parasitária ele 
tem mecanismo de sobrevivência no interior do fagossomo, 
esse fungo tem preferência, ele se adaptou a viver no meio 
intracelular 
Coccidioides sp., ele vai ter uma estrutura maior que 
chamamos de esférula, essa esférula é pequena a medida que 
vai se desenvolvendo ela vai aumentando de tamanho, então 
esse aumento de tamanho dificulta a ação do sistema imune. 
Então, cada um desses fungos apresenta um mecanismo para 
poder sobreviver, e dos três agentes estou destacando o de 
vida intracelular que é o Histoplasma capsulatum, ele tem essa 
particularidade, parasitismo e vida intracelular. 
 
O ideal do sistema imune é que ele atue através da imunidade 
inata e sistema imune adaptativo para controlar essas 
partículas que nós inalamos para poder não causar doença, 
causar apenas infecção, quer dizer, tive contato com o 
propágulo fúngico, fui imunocompetente pela imunidade inata 
e imunidade adaptativa. A imunocompetência para fungo de 
alta virulência termodimórfico é baseada na imunidade inata, 
nas nossas células NK, fagócitos, nas barreiras epiteliais e no 
sistema complemento, mas muitas vezes a imunidade inata 
não é suficiente, então a imunidade inata vai sinalizar a 
imunidade adaptativa e no mesmo quem vai conferir 
imunidade competente é a imunidade celular pelos linfócitos 
T, a imunidade humoral não é protetora para fungos de alta 
virulência, então quem nos defende dos propágulos fúngicos 
que nos temos uma micose é a imunidade inata e imunidade 
adaptativa, através da imunidade celular sobretudo com 
resposta TH-1 e TH-17 no combate de fungos de alta virulência. 
 
 
As micoses sistêmicas, seja qualquer dessa comentadas, regra 
geral 90% dos casos acontecem tendo como primo-infecção 
pulmonar, então geralmente o primeiro órgão a ser 
acometido são os pulmões, nós adquirimos essa micose, nós 
entremos em contato com o propágulo fúngico através da 
via respiratória, eu posso ter uma micose sistêmica por um 
fungo de alta virulência a partir de estruturas fúngicas 
presentes na microbiota? Não. Porque esses fungos não 
fazem parte da microbiota, eles estão presentes no meio 
ambiente, em determinados locais, então entra em contato 
com os propágulos fúngicos no meio ambiente, vai inalar essas 
partículas fúngicas, portanto a principal via de infecção é a via 
inalatória, então primeiros eles vão para o pulmão, regra geral, 
no pulmão geralmente vai formar um quadro de doença 
granulomatosa e por isso mesmo ela pode ser confundida 
com outras etiologias, então muitas vezes o diagnóstico é 
tardio, então geralmente não fica localizado é uma 
disseminação linfo-hematogênica e por isso não fica apenas 
no pulmão ela vai a outros órgãos, pele e mucosas. 
Infelizmente 90% dos casos ou mais faz o diagnostico quando 
a doença está na forma disseminada, devido ao diagnóstico 
tardio. 
 
 
O dimorfismo, no lado esquerdo temos a fase filamentosa hifa 
septada e esporo, hifa septada e esporos com parede bem 
ornamentada é um macroconídio de parede ornamentada, 
que chamamos de estalagmosporos, e no terceiro tem 
artrósporos, que são facilmente disseminados (tem 
artrósporos e uma partícula acelular). No lado direito, fase 
leveduriforme, no primeiro a brotação múltipla que vai evitar 
a fagocitose, no segundo temos a fase leveduriforme do 
Histoplasma capsulatum, no terceiro tem a esférula. 
Paracoccidioides brasiliensise lutzii, Coccidioides immitis e C. 
posadasi são fungos morfologicamente idênticos, então eu 
não posso separar através do estudo macro e micro 
morfológico, se aquela cultura que eu estou ali trabalhando 
pertence a Paracoccidioides brasiliensis ou a P. lutzii, então tem 
que ter extração de DNA para fazer a diferenciação das duas 
espécies, o mesmo para Coccidioides, mas que através de 
onde aconteceu o caso clinico eu não preciso 
necessariamente recorrer a biológica molecular, porque as 
duas espécies evoluíram de formas separadas, elas tem 
isolamento geográfico. 
Fase de infecção→ filamentosa. 
Fase parasitária→ Leveduriforme. 
 
Paracoccidioides sp.→ Fase leveduriforme multibrotante, fecha 
o diagnóstico. 
Blastomyces dermatitidis→ Fase leveduriforme, vou fechar o 
diagnóstico. 
Histoplasma capsulatum→ Estalagmosporos, fecha o 
diagnóstico, mas vou precisar da fase filamentosa e da fase 
leveduriforme. 
Coccidioides sp. → Fase leveduriforme, vou fechar o 
diagnóstico. 
 
Essas micoses sistêmicas, algumas são de distribuição 
geográfica cosmopolita e outras são restritas. 
 
Paracoccidioidomicose é uma doença da América Latina, ela é 
restrita e no brasil temos área de baixa, moderada e alta 
endemicidade da doença. 
Histoplasmose, na forma clássica, ela era restrita, com o 
advento da AIDS, da infecção pelo HIV, essa micose se tornou 
cosmopolita, porque de todas as micoses sistêmicas de alta 
virulência, a que teve mais o perfil de ser a principal micose 
do paciente com HIV. 
Coccidioidomicose, micose de distribuição geográfica de 
distribuição restrita, que vai se dar em países de clima árido e 
semiárido, portanto, o fator climático é fundamental na 
distribuição geográfica nos casos dessa micose, então o fungo 
tem como preferência de habitat o solo nas condições de 
temperatura alta, então clima árido e semiárido. 
 
Aqui eu vou destacar a Coccidioidomicose no Brasil, que só 
vai acontecer no nordeste devido a alta temperatura, com 
região de clima árido e semiárido, foi primeiro diagnosticada 
no Piauí, tem na Bahia, no Ceará, na Paraíba e em 
Pernambuco. O Piauí é considerado o celeiro da 
Coccioidomicose no Brasil. 
 
 Contato com fone ambiental, então indivíduos que com 
agricultura que mechem como solo e vegetais são mais 
susceptíveis a ter contato com esse propágulo fúngico, mas 
destaco também pessoas que entram em cavernas para 
Histoplasmose que tem preferência por ambientes de 
cavernas e fezes de morcego representa um verdadeiro meio 
de cultura para o Histoplasma capsulatum, também fezes de 
galinha. 
 
Trabalhadores da construção civil. 
 
Destacando a Histoplasmose. 
 
 
Na paracoccidioidomicose é mais em pessoas que trabalham 
na agricultura. 
 
A via inalatória é a principal via, então vou inalar propágulo da 
fase filamentosa, geralmente os esporos, o pedacinho da hifa, 
e como eles são dimórficos a medida que você vai inalando 
esses propágulos na via respiratória em nível de alvéolo 
pulmonar em que vai ser termo convertido em fase 
leveduriforme, portanto eu inalo propágulo da fase filamentosa 
e tem a obrigação de termo converter pra fase leveduriforme. 
Mas também pode acontecer uma infecção localizada na pele, 
por pequenos ferimentos feitos na pele, por exemplo na 
paracoccidioidomicose, o trabalhador rural tem sempre os 
braços com pequenos ferimentos, o espero penetra e vai 
termo converter para fase leveduriforme, menos de 10% 
ocorre na via de infecção tegumentar. E na via digestiva, é 
muito questionada, porque acreditamos que as enzimas do 
suco gástrico, são capazes de estruir esses esporos e não 
permitindo assim um termo conversão. 
Patogênese 
 
Temos da fase de infecção, da fase filamentosa, da fase 
micelial, portanto, temperatura ambiente 25ºC-28ºC, vou ter 
uma resposta normal e uma resposta anormal (com relação 
a capacidade de resposta do indivíduo, é a competência 
imunológica), se estou imunocompetente, vou ter uma 
resposta normal, portanto, quem perdeu foi o fungo, se estou 
falando anormal é porque falhou o sistema de defesa do 
hospedeiro, quem ganhou foi o agente etiológico. 
No indivíduo na imunocompetência, esse indivíduo entra em 
contato com poucos propágulos fúngicos, com uma cepa de 
menos virulência e ele inalou esse propágulo fúngico, então 
primeiramente ele vai ter uma fase assintomática, depois ele 
começa a apresentar alguns sintomas como se fosse uma 
gripe ou resfriado que começa a regredir porque a minha 
imunidade inata, vai formar o complexo primário pulmonar que 
é o granuloma, o sistema imune faz o granuloma e retém 
essa partícula fúngica, então dizemos neste caso que o fungo 
foi pra latência, ele não foi eliminado do hospedeiro, ele está 
no interior do complexo. Então tomos o que chamamos de 
cura aparente porque a partícula fungica não foi eliminada, 
está dormente, em latência. Se fizer um teste de 
intradermoreação vai dar positivo, que dizer o indivíduo entrou 
em contato em a partícula fungica, fui imunocompetente, 
forme o granuloma e eu tenho o que vou chamar de 
Paracoccidioidomicose infecção, não tenho doença. (resposta 
imunidade inata e TH-1 e TH-17). 
O indivíduo com resposta anormal, entrou em contato com 
maior quantidade do inóculo, portanto, maior quantidade de 
esporos, entrou em contato com a hifa de alta virulência e 
não forma granuloma, então ele vai pra forma clinica aguda 
ou subaguda que é mais comum no indivíduo mais jovem, 
criança, adolescente e adulto jovem, não é via pulmonar, não 
formei o complexo primário pulmonar, já vai pra fase aguda 
e subaguda e dissemina rapidamente e eu vou ter 
Paracoccidioidomicose doença, então falhou a imunidade inata, 
falhou TH-1 e TH-17. Essa doença diagnosticada pode ser 
tratada e ter a cura ou pode levar a morte pelo diagnostico 
tardio, pode ter da cura levar a uma recaída que pode ter 
cura ou morte. Então nessa micose chamamos de “Cura”, 
porque tem diversas situações em que é difícil ter certeza 
que o indivíduo está curado. 
Existe ainda duas hipóteses, na latência o granuloma pode um 
dia romper e ter reativação. E eu vou ter o que nós 
chamamos de forma crônica da doença que é a mais 
frequente, pode acontecer a quarta hipótese, o indivíduo, 
entrou novamente em contato com os propágulos fúngicos, 
que nós chamamos de propágulos fúngicos e vai levar a forma 
crônica da doença. Ainda tem a forma clínica residual que vai 
deixar sequela. 
Eu só vou definir se é paracoccidioidomicose se observar no 
espécime biológico ou em cultura, as células leveduriformes 
multibrotante, se eu ver célula única de brotação simples eu 
não posso fechar o diagnóstico. E para saber a espécie tem 
que fazer o DNA. 
 
Na Histoplasmose, tem contato com a fase filamentosa através 
das fezes de morcegos, pombos, com estalagmosporos. Esse 
propágulo fúngico é inalado e vai acontecer termo conversão 
para a fase leveduriforme. Se o indivíduo for 
imunocompetente provavelmente ele entrou em contato 
com uma baixa carga fungica e quem atua é a imunidade inata, 
é Histoplasmose infecção, a aparência pulmonar está boa. 
Quando o indivíduo entra em contato com alta carga fúngica, 
provavelmente é uma cepa de maior virulência, tentou 
responder pela imunidade inata e adaptativa TH-1 e TH-17, mas 
falhou. Esse fungo na vida intracelular está se multiplicando, 
está se multiplicando na célula do hospedeiro, ele produz tanta 
célula leveduriforme dentro do macrófago, que ele rompe o 
macrófago, lisa o macrófago, então cada célula leveduriforme 
dessa vai ser novamente fagocitada e vai novamente se 
multiplicar e romper o macrófago. Então (no pulmão quando 
tem alta carga fungica) estou destacando Histoplasmose 
doença e destacando que no ciclo biológico esse fungo é de 
vida intracelular. O esporo pequeno é o esporo de infecção. 
Quando o fungo tem esporos de tamanhos diferentes nos 
dizemosque eles têm microconídios e macroconídios. Para o 
microconídio chegar no pulmão ele tem que romper a via 
área superior. Quando menor a partícula fungica inalada, maior 
a possibilidade de ele vencer as vias áreas superiores, os 
esporos maiores ficam retidos nas vias áreas por causa dos 
pelos e do muco. Então os microconídios são menores e vai 
com mais facilidade vencer as vias áreas superiores e atingir 
o alvéolo pulmonar e lá converter a fase filamentosa em 
leveduriforme. 
 
Na Coccidioidomicose, pode ser Coccidioidomicose doença e 
infecção se entrarem em contato com baixa carga fungica e 
for imunocompetente vou ter a infecção e se tiver contato 
com alta carga fungica vou ter a doença, não obrigatório, mas 
posso ter. Vou ter Artrosporo ele vai germinar e formar a hifa 
tubular e essa hifa vai formar artrosporos que podem 
permanecer no solo que é o ciclo natural desse fungo, porque 
é a vida saprobiótica dele. Mas se os artrosporos forem 
transportados pelo vento e estou mexendo nesse solo tem 
temperaturas altas, clima árido e semiárido.. O artrosporos que 
foi transportado vai ser inalado que vai se transformar em uma 
esférula, isso vai acontecer quando inala o artrosporo e vai 
começar a aumentar de tamanho e se desenvolve, a esférula 
no tecido vai começar a ter uma série de clivagens, todo 
material protoplasmático vai sofrer quebra e vai formar vários 
esporos, pelo fato do espero está no interior da estrutura, ele 
é chamado de endosporo. Vai formar tanto esporo que a 
esférula vai lisar e é liberado e vai formar uma nova esférula. 
O ciclo da vida parasitária é rápido porque vai formar vários 
esporos. Essa micose é mais difícil de defender, pelo poder de 
virulência. 
 
Qualquer sexo, idade, profissão e raça. Porém o sexo, quem 
tem mais influência dessas micoses sistêmicas é a 
paracoccidioidomicose, em que o sexo masculino é o mais 
vulnerável, porque já foi comprovado que o hormônio 
feminino diminui a termo conversão. 15 homems:1 mulher. 
Profissão de trabalhador rural vou destacar para a 
paracoccidioidomicose 
 
Na paracoccidioidomicose, o fator predisponente é a profissão, 
por tanto lidar com solo, como vegetais, lidar removendo a 
terra. 
A imunossupressão é mais frequente na Histoplasmose 
clássica. 
Condiçoes climáticas, é Coccidioidomicose. 
 
Pulmonar primária, primo-infecção pulmonar. E pulmonar 
secundária, que é quando o pulmão não é o primeiro sítio de 
infecção, vai atingir o pulmão através de outro sítio corpóreo. 
Pode apresentar lesão tegumentar em pele e mucosas, pode 
apresentar lesão ganglionar, enfartamento de gânglios de 
cabeça e pescoço, pode ser visceral e outros órgãos e pode 
dar uma forma mista que se chama de disseminada. 
 
Primeira fase assintomática, primeiro contato com a partícula 
fungica. Depois você pode ter uma forma pulmonar e pelo 
diagnostico tardia vai se apresentar na forma disseminada, isto 
é, a forma sistêmica da doença. 
 
Aparência radiológica chamada “asa de borboleta” na 
paracoccidioidomicose. (sugestivo de Paracoco), conduz do 
quadro clínica para Paracoccidoiodomicose 
 
 
Quando a gente usar o termo lesão muriforme, ele está 
levando a induzir uma possível paracoccidioidomicose. Não 
quer dizer que seja, mas é a investigação clínica mais 
frequente. 
 
As micoses sistêmicas não são diagnosticadas pelos dados 
clínicos, mas sim, pelos dados laboratoriais. 
 
 
As manifestações clínicas têm várias manifestações que 
também pode acontecer em outras doenças. 
 
 
Vão escolher trabalhar com amostras clínicas menos invasiva, 
mas algumas vezes precisa ser invasiva. 
Se eu ver uma estrutura fungica de alta virulência no escarro 
já é micose? 
Sim, porque se é de alta virulência não é dá nossa microbiota. 
Do ponto de vista de conclusão diagnóstica qualquer amostra 
clínica dessa, eu posso fechar o diagnóstico. Mas tem que ter 
cuidado ao viés de disseminação da doença. Levando em 
consideração a lesão do paciente. Destacando a lesão 
ganglionar, o pus de gânglio é uma amostra clínica de 
excelente para diagnostico, do gânglio que está fechado, 
porque se for aquele aberto pode ter contaminação 
secundária. 
 
 
 
Objetivo do exame direto, visualizar ou não a presença de 
estrutura fungica, depois que visualizo vou fazer a descrição 
da estrutura fungica que estou visualizando. O exame direto 
pode ser um método padrão-ouro para algumas micoses, ou 
seja, a depender do que eu observo posso fechar o 
diagnóstico. 
 
Cicloheximida ou Actidioine, ele é antifúngico, pra impedir o 
crescimento de outros fungos que não é de interesse. Inibir 
os fungos que não é de interesse. Mas, algumas vezes pode 
inibir o agente etiológico. 
Cloranfenicol, impede contaminação bacteriana. 
O objetivo da cultura é isolar o agente etiológico. 
 
Por que vou colocar nas duas temperaturas? Devido ao 
dimorfismo, e acompanho de 5 a 30 dias. Fase filamentosa 
25ºC e 37ºc fase leveduriforme. 
 
 
Diagnóstico Micológico 
 
Exame direto, são estruturas leveduriformes isoladas com 
duplo contorno, primeira suspeita, mas não afirma que é 
paracoccidioidomicose. Então nesse caso não fecha 
diagnóstico, porque não tem brotação múltipla. 
 
Aparência macroscópica de pipoca. Na cultura célula 
leveduriforme com aparência cerebriforme. A fase filamentosa 
não fecha diagnóstico, quem fecha o diagnostico é a fase 
leveduriforme. Brotação múltipla na cultura fecha diagnóstico. 
Mas se observar no ED já fecha o diagnóstico. 
 
 
PADRÃO OURO: Ferramenta eleita que vai dar o resultado 
mais rápido, com acurácia que é exatidão, certeza. Já foi 
reproduzido várias vezes e me dá o mesmo resultado. Então, 
toda vez que eu receber um material biológico que na 
pesquisa direta, já na pesquisa do escarro, já na pesquisa da 
urina, do lavado brônquico e montar minha lâmina e levar ao 
microscópio para visualizar ou não a presença de estruturas 
fúngicas, se eu visualizo eu vou descrever. Toda vez que eu 
afirmar que eu tenho células leveduriformes com duplo 
contorno com brotação múltipla do tipo semelhante a “Mickey 
Mouse”, “Roda de leme”, ou em “cadeia catenulada”, isso aqui 
me dá certeza de que o padrão ouro foi fechado no exame 
direto. São estruturas fúngicas exclusivas da 
paracoccidioidomicose. Mas não pode dizer a espécie. 
FECHA DIAGNÓSTICO: Célula leveduriforme com brotação 
múltipla à 37ºC. Se achar ou no exame direto ou na cultura. 
Se o ED falhar pode fazer a cultura. 
Semeio o material biológico em meio de cultura, que é vida 
saprobiótica. É mais fácil obter a cultura na fase filamentosa 
então tem que fazer termo conversão e cultivar a 37ºC. Se 
fez termo conversão e não foi pra fase filamentosa significa 
que o fungo não é termodimórfico, nem é paracocci. 
 
Na Histoplasmose, se visualizar apenas células leveduriformes 
não fecha diagnóstico. 
Agora as células leveduriformes ao exame direto pode ser 
sugestivo de Histoplasmose, porque ele de vida intracelular. 
Então o ED não vai ser conclusivo, apenas sugestivo. Porque 
existe outros fungos e outros agentes que não são fungos 
que são de vida intracelular, como leishmaniose, 
Toxoplasmose, pneumocistose. Nem a pesquisa direta, nem o 
histopatológico eu posso usar como critério de padrão ouro 
para ter certeza que é Histoplasmose. 
 
Então para eu ter certeza de que é Histoplasma preciso tanto 
da fase filamentosa como da fase leveduriforme. Na 
Histoplasmose na fase filamentosa pode ter microconídio e 
macroconídio de parede lisa e macroconídio de parede 
ornamentada, sendo este último mais importante. Quando usar 
o termo estalagmosporos, essa nomenclatura é exclusiva do 
esporo de parede ornamentada do Histoplasma capsulatum. 
Agora quando eu colocar em uma prova, que é um fungo 
que tem microconídio, macroconídio de parede lisa e parede 
ornamentada não pode afirmar que é Histoplasmose. Porqueoutros fungos têm esporos idênticos, mas os outros não são 
chamados de estalagmosporos. 
Padrão Ouro: Obtenção do fungo em Cultura. com obtenção 
da fase filamentosa e leveduriforme. 
 
É mais fácil obter a fase filamentosa do que a fase 
leveduriforme. Se tiver só filamentosa, pode ser Histoplasmose, 
mas não pode afirmar. 
 
Esquema 1: Pequena e imatura, nenhuma alteração no material 
protoplasmático. 
Esquema 2: está tendo clivagem do material protoplasmático. 
Esquema 3: Esférula maior e com formação de esporos, que 
por estar no interior da esférula é chamada de endósporos 
Esquema 4: A quantidade de esporos é tão grande de 
endósporos que vai promover a destruição da esférula e cada 
esporo desse vai ser liberado. 
Outros fungos podem formar esférula, na vida parasitária, 
então tem que comparar com a esférula de outros fungos. 
Na etapa 3 (da imagem), ela vai estar completa para comparar 
com outras esférulas. Então a esférula madura na etapa 3 ela 
pode vir a fechar meu diagnóstico, então o padrão ouro da 
Coccidioidomicose pode ser o exame direto, quando eu vou 
observar a esférula na terceira etapa, portanto ela está 
madura e com os endósporos totalmente formados. 
 
Lembrando que a cultura de Coccidioides da fase 
leveduriforme só é obtido em meios de cultura especial para 
isolar a fase leveduriforme. 
Essa estrutura de artrosporos e espaço vazio acelular, dá a 
esse artrosporos um nome especial chamado Artroconídios 
disjuntores, Artrosporos em células disjuntoras, mas outros 
fungos das espécies do gênero Malbranchaes também podem 
formar artrosporos em disjuntores, então não pode afirmar 
que é Coccidioidomicose e nem no caso da esférula. 
 
É importante trabalhar com esférula Madura. que é padrão 
ouro, pode ser exame direito, mas tem que fazer diagnóstico 
diferencial. 
 
Reação granulomatosa com presença de eosinófilos, basófilos. 
Brotação Múltipla e fecha diagnostico. Mas o exame direto dá 
o resultado mais rápido. O histopatológico não é padrão ouro 
porque demora tempo e o custo é mais alto do que no exame 
direto. 
 
Sugestivo de Histoplasmose com fungos na vida intracelular. 
 
 
Eu posso pesquisar anticorpo se for caso de Histoplasmose? 
Não, porque ele é intracelular, então diminuiria a produção de 
anticorpos, e a resposta imunológica, inata e imunidade celular. 
E é mais no viés de imunossuprimido 
Na paracoccidioidomicose normalmente os pacientes são 
estimulados a produção de anticorpos, então eu posso 
pesquisar anticorpo como ferramenta de diagnóstico. Via ter 
as bandas de precipitação. 
 
O fungo da Histoplasmose, tem uma certa hora que ele vai 
ter vida extracelular, quando vai pesquisar anticorpo, vai ter 
duas bandas. Banda M indica infecção e Banda H indica doença. 
Tem que detectar as duas bandas para ter certeza de que é 
Histoplasmose e vai tratar o paciente. E demora dias pra liberar 
a banda da doença. 
 
A banda da infecção aparece primeiro. Infecção como 
resposta imune satisfatória, imunocompetente, doença como 
falha da resposta imune. 
 
Gp45 é como se fosse um marcador, mas algumas cepas não 
expressam. 
Blastomicose é um fungo de alta virulência como as outras, 
mas não temos nenhum caso no Brasil de Blastomicose. 
Distribuição geográfica restrita. Tem que perguntar ao 
paciente se ele já fez imigrações, onde a doença é endêmica.

Mais conteúdos dessa disciplina