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Vitória Silva 
Introdução 
Denstística: a especialidade da odontologia que estuda e aplica de forma integrada o diagnóstico, 
o planejamento e o prognóstico dental. 
- diagnóstico errado = tto errado 
- planejamento: você precisa saber ANTES o que você vai realizar com base no diagnóstico 
- prognóstico: como fazer esse tto durar? Quanto tempo ele vai durar? 
- dentística: os tto preventivos (controle) ou restauradores devem reestabelecimento da forma, da 
função e da estética, mantendo relação harmônica com a estrutura dental remanescente, os 
tecidos moles e o sist. Estomatognático 
 - por que meu paciente tem lesões cariosas? Como eu paro esse processo? Como poderia ter 
prévio e porque aconteceu? 
 
Diagnóstico prévio 
- materiais adesivos: que são colados na estrut. dentária; 
- materiais aditivos: que adicionam e não houve desgaste dentário 
- materiais diretos: são aplicados diretamente nos dentes/ na boca (resinas) 
-materiais indiretos: que são feitos fora da boca, num molde e depois colocados na boca 
 
Nomenclatura e Anatomia 
Classe: incisivo, pré-molar, molares, 
caninos 
Tipo: primeiro, central, lateral, segundo, 
terceiro ... 
Conjunto: permanentes, descíduo 
Arcada: superior, inferior 
Posição: esquerda, direita 
 
 
 
Vitória Silva 
Verde: ponta das cúspides, vértices das arestas das cúspides 
Branco: fossas e fóssulas 
Amarelo: sulcos principais 
Azul: sulcos secundários 
Pontilhado: perímetro da mesa oclusal 
 
 
 
Roxo: cristas marginais 
Laranja: vertentes triturantes, dentro do perímetro meso oclusal 
Azul: vertentes lisas 
 
 
 
 
Nomenclatura das cavidades e partes constituintes 
- cavidade simples: apenas uma face envolvida 
- cavidade composta: duas faces envolvidas 
- cavidade complexa: três ou mais faces envolvidas 
- oclusal: O, ocluso distal: OD, mesio-ocluso-distal: MOD, mésio-ocluso-disto-vestibular: MODV 
- paredes circundantes: circundam o preparo, tem ângulo cavossuperficial 
- parede de fundo: a de fundo do preparo 
- ângulos diedros: ângulos que se 
formam a partir da junção de 2 paredes 
-ângulos triedros: formados a partir da 
junção de 3 paredes 
- se for perpendicular é pulpar 
- se for paralela ao longo do eixo do 
dente é axial, sempre axial 
-ângulo cavossuperficial: ângulo 
formado pela parede circundante e a 
superfície externa do dente 
-parede pulpar: se for perpendicular ao 
eixo do dente -parede axial: parede 
paralela ao eixo do dente 
- parede cervical ou gengival: parede circundante da gengiva/cervical 
*ângulos diedros: 
1º grupo- entre paredes circundantes 
2º grupo- entre paredes circundantes e de fundo 
3ºgrupo – entre paredes de fundo 
Vitória Silva 
*ângulos triedros 
 
*ângulo cavossuperficial 
 
-profundidade da lesão: aumento em 
direção à polpa 
- extensão da lesão: aumento em outra 
direção que não seja a polpa 
 
 
 
 
Decisão de Tratamento em Lesões Cariosas 
 
 
- sem mudanças dos fatores causais das lesões de carie as restaurações geram insucessos 
- insucessos repetitivos aumentam a complexidade das restaurações 
- sucessivas restaurações levam a morte do elemento dental (ciclo restaurador repetitivo) 
- Odontologia de Mínima Intervenção: manter dentes saudáveis e funcionais por toda a vida 
 Detecção precoce das lesões cariosas e dos fatores de risco 
 Remineralização do esmalte e dentina desmineralizados 
 Medidas de prevenção e controle de lesões cariosas 
 Intervenções minimamente invasivas 
 Reparo ao invés das substituições de restaurações 
- paralisar a progressão das lesões 
- devolver equilíbrio e saúde aos pacientes e fazer isso de uma forma menos agressiva, com melhor 
custo benefício e que colabora para a preservação dos dentes ao longo prazo 
 
Filosofia de Mínima Intervenção 
1. Atrasar a primeira restauração o quanto possível 
- acompanhamentos periódicos 
- profilaxia profissional 
- exames clínicos bem realizados 
- utilização de métodos de diagnósticos para detecção precoce das lesões de cárie 
- mudanças dos fatores etiológicos da doença 
2. Utilizar métodos menos agressivos de remoção do tecido cariado com o objetivo de manter a 
vitalidade pulpar 
- se necessários procedimentos invasivos que esses sejam minimamente invasivos 
- dentes com polpas vitais, ou pulpite reversível devem sofrer remoção seletiva do tecido cariado 
Vitória Silva 
3. Reduzir a quantidade de perda do tecido dentário pelo uso de técnicas restauradoras e 
preparos menos invasivos 
- tomada de decisão que exigem técnicas de desgaste ou não 
- técnicas diretas x indiretas 
- preparos indiretos parciais x preparos totais 
- restaurações falham com o tempo 
- o objetivo não deve ser a longevidade da restauração e sim a longevidade do dente e a dentição 
como um todo 
4. Melhorar o selamento da restauração, a adesão e a qualidade geral para uma maior 
longevidade dos procedimentos 
- resinas e sistemas adesivos de uso simplificado devem estar no mesmo patamar de resinas e 
adesivos não simplificados 
- utilização de materiais mais longevos 
5. Utilização de uma abordagem mais conservadora frente a substituição de restaurações 
favorecendo a manutenção e o reparo 
- restaurações repetitivas aceleram a espiral da morte do elemento dental 
- reparo e manutenção das restaurações leva a menores necessidades de ttos agressivos 
(endodontia e extrações) 
 
Visão Atual da doença Cárie 
- sabe- se que a cárie é uma disbiose, multifatorial ocasionado por uma perturbação no biofilme 
dental em associação a uma dieta cariogênica e acidificação do biofilme frente a uma sucessão 
microbiana 
- principal fator relacionado à carie dental é uma dieta cariogênica 
- ttos minimamente invasivos deixando tecido contamina abaixo das restaurações 
- tto da cárie: controle dietético, desorganização regular do biofilme, desmineralização-
remineralização, boa capacidade de tamponamento da saliva e utilização de fluoretos para reduzir 
a dissolução mineral causada pelos ácidos produzidos pelo biofilme 
- mudanças comportamentais são extremamente difíceis (hábitos) 
 
Métodos de Intervenção 
I. Não Invasivos 
 
- método de intervenção no qual não há remoção do tecido dentário 
- objetiva a paralisação da progressão da lesão e sua inativação 
- baseadas na alteração dos fatores etiológicos do p. da cárie 
- são empregados de maneira profilática 
- pacientes que não possuem a doença ativa 
- devem ser claras e intensamente estabelecidas para modificar hábitos 
- modificação de hábitos de dieta: redução de açucares livre em qualidade e frequência e 
orientação sobre carboidratos fermentáveis 
- desorganização do biofilme: instrução de higiene oral 
- controle da cinética de dissolução mineral: utilização de dentifrícios fluoretados pois esses 
associação baixa concentração de flúor e desorganização do biofilme, flúor deve ser em 
concentrações baixas e constantes 
- esses métodos nunca são tardios 
 
 
 
Vitória Silva 
 
 
II. Micro Invasivos 
- há uma pequena (micrométrica) perda superficial de estrutura dentária 
- devido a condicionamento ácido necessários para realizar o procedimento 
 
 
Selante 
- barreira de difusão colocada sobre a superfícies dentárias mais susceptíveis as lesões 
cariosas 
- podem ser utilizados em superfícies sem lesões diagnosticadas com intuito preventivo ou 
sobre lesões cariosas com finalidade terapêutica 
- indicados para: 
a) fóssulas e fissuras com lesões ativas diagnosticadas; 
b) pacientes que apresentam alto risco de cárie; 
c) fóssulas e fissuras são profundas e o paciente ou cuidadores não conseguem 
promover a higiene adequada; 
d) molares permanentes recém-erupcionados (crianças com alto risco de cárie) 
- o selante ocupa mecanicamente espaço e/ou superfície dentária susceptível ao acúmulo de 
biofilme 
- em pacientes que apresentam uma boa higiene oral, selantes podem não ser necessários 
- selantes devem possuir uso racional 
- selantesresinosos apresentam maior retenção do que ionoméricos em geral 
- quando os dentes recém erupcionados entram em oclusão, a retenção do material parece não 
ser mais necessário 
- a indicação mais indicada para selantes são lesos cariosas ativas ou ainda não cavitadas 
e/ou com cavitação apenas em esmalte 
- existem estudos que mostram que a utilização de selantes pode paralisar lesões oclusais com 
extensão em dentina, dessa forma, a utilização de selantes pode adiar a escavação e a 
restauração convencional de lesões oclusais 
 
Infiltração Resinosa 
- infiltração do corpo da lesão cariosa, antes da cavitação a lesão em esmalte apresenta 
aspecto poroso 
- a infiltração corrói alguns micrometros da camada superficial para abrir acesso ao corpo da 
lesão através da aplicação de um ácido; ressecamento do esmalte por um álcool para que a 
resina de alta penetração seja infiltrada por capilaridade no corpo da lesão e lá seja 
polimerizada, criando uma barreira de difusão ácido-resistente dentro da lesão cariosa 
- indicada no controle de lesões cariosas proximais não cavitadas 
- é preciso existir uma lesão para que a técnica seja indicada 
- indicada para lesões do tipo E1, E2 e D1, lesões proximais que envolvem metade externa do 
esmalte, metade interna do esmalte e o terço mais externo de dentina 
- lesões cariosas proximais infiltradas é que o infiltrante não é radiopaco, e assim, não aparece 
em radiografias de controle 
-é preciso existir uma lesão para que a técnica seja indicada 
- casos nos quais não há cavitação 
- infiltração resinosa é amplamente utilizada em lesões de mancha branca, casos de fluorose 
ou de hipomineralização de molares e incisivos 
 
III. Invasivos 
 
- há necessidade de remoção de estrutura dentária para o acesso e execução do tto 
- consistem em inserção na cavidade de material restaurador 
-restaurar ou não restaurar tem o mesmo índice de regressão da doença se deixado aberto, 
estudo do Paranoá 
- lesões cariosas em dentes desciduos, primeiros molares permanentes, molares permanentes 
- dor; impossibilidade de desorganização da placa; estética; problemas funcionais e risco à 
saúde e/ou vitalidade pulpar. critérios para realizar procedimentos restauradores 
- remover menos tecido dentário nos preparos cavitários, estimular a remineralização do 
esmalte e dentina remanescentes, manter a vitalidade pulpar, realizar preparos menos 
Vitória Silva 
agressivos e obter boa longevidade das restaurações com espessuras mais delgadas de 
material 
- as principais razoes para se restaurar uma lesão cariosa são: 
a) permitir o controle da placa 
b) proteger o complexo dentino pulpar 
c) paralisar a lesão através de selamento 
d) restaurar função 
e) forma e estética do dente 
- nos casos que é possível obter esses objetivos sem restauração, a intervenção invasiva é 
desnecessária 
- só devem ser realizadas quando intervenções não invasivas ou micro invasivas não forem 
mais eficazes 
 
IV. Intervenções Mistas 
- aquelas que combinam conceitos de diferentes graus de invasividade 
- Técnica de Hall, utiliza coroas de aço pré-fabricadas que são cimentados por ionômero de 
vidro sobre molares desciduos com lesões cariosas 
- se baseia no conceito de que em lesões cariosas cavitadas, remover a estrutura dentária 
que deixa a cavidade com um formato retentivo para o biofilme 
- com a cavidade expulsiva e acessível a higiene oral o biofilme pode ser removido e a lesão 
controlado sem a necessidade de restauração 
-lesões cariosas em dentes desciduos, primeiros molares permanentes, molares permanentes 
 
Limites para intervenção 
- princípios de custo-efetividade, reversibilidade do tto e riscos de possível insucesso 
I. Critério 
- atividade de cárie 
- avaliar a atividade da lesão de cárie 
-acompanhamento clínico e radiográfico em intervalos de tempo mostrando a progressão 
da doença 
- possibilidade de desorganização do biofilme, ligado diretamente a existência ou não de 
cavitação 
-cavidades são mais difíceis de serem limpas e logo o biofilme ser desorganizado 
- risco de cárie do paciente e suas características de comportamento 
- análise do paciente e de sues hábitos 
- cooperação do paciente 
- higiene bucal 
- uso de fluoretos 
- saúde salivar e fatores associados 
- abordagens específicas de acordo com a idade e dentição 
 
II. Especificidades em lesões proximais 
- lesões cariosas proximais inativas não há necessidade de intervenção específica 
- lesões ativas existência de cavitação e com isso difícil higienização 
- E1 ou E2 raramente há cavitação e medidas não invasivas e/ou micro invasivas são 
indicadas 
- na dúvida essas lesões devem ser observadas e tratadas como não cavitadas 
- D2 e D3 há normalmente cavitação 
-devido a suas cavitações progresso elas necessitam de intervenção invasiva 
 
III. Especificidades em lesões oclusais 
-lesões cariosas oclusais inativas não precisam de intervenção específica além da 
manutenção de medidas não invasivas que previnam as lesões 
- em casos de franca cavitação oclusal com envolvimento da dentina, abordagens invasivas 
restauradoras são geralmente necessárias (ou mista em caso de dentes decíduos) 
- lesões microcavitadas com extensão em dentina mais superficial D! ficam na transição 
entre a possibilidade de intervenções não invasivas mais selamento e acompanhamento e a 
execução de uma restauração 
- D2 e D3 apresentam geralmente dentina já bastante desmineralizada, colágenos 
desnaturado e alta contaminação microbiana, devendo ser restauradas 
Vitória Silva 
 
 
IV. Especificidades em lesões radiculares 
- progressão mais rápida do que lesões proximais ou oclusais 
- podem ser inativadas pelo controle da dieta associado a escovação com dentifrício 
fluoretado de mais alta concentração (500ppm) 
- dinamino de fluoreto de prata, géis e vernizes de clorexidina parecem colaborar com o 
controle não invasivo da doença 
- criação de cavidade em pacientes idosos 
- técnica ART: onde o tecido cariado é removido apenas utilizando instrumentos manuais, e a 
cavidade restaurada com CIV de alta viscosidade devido a maior acessibilidade, 
especialmente em pacientes idosos com algum tipo de comprometimento 
 
 
Diagnóstico Pulpar 
Endodontia: responsável pela prevenção, reconhecimento, diagnóstico e tratamento dos problemas 
relacionados com o tecido pulpar e suas repercussões para a região perirradicular e tecidos 
adjacentes 
- se a endodontia não for corretamente tratada gera repercussões nos tecidos adjacentes 
(periodonto) 
- maioria das vezes a endodontia está relacionada com a dor 
- complexo dentina-polpa: dentina e polpa estão intimamente ligadas uma nas outras 
- na remoção de esmalte já existe exposição pulpar 
- na endodontia se trabalha com sinais subjetivos, como a dor 
- uma vez visto sangramento na cavidade isso dignifica grande exposição pulpar, não importando 
a quantidade de sangramento 
- pacientes mais novos possuem capacidade de reparo aumentada quando comparados com 
pacientes mais velhos 
- acesso endodôntico: remoção completa da dentina que compõe o teto do complexo dentino-
pulpar 
- manutenção da vitalidade pulpar 
- obtenções de materiais que possam evitar grande quantidade de tecido, evitando a exposição 
pulpar 
- a polpa já pode ter sofrido necrose e ainda ocorrer cárie 
- radiografia: as panorâmicas trazem uma informação mais geral, no caso da doença já estiver 
muito extensa. 
- a radiografia periapical é o padrão ouro da endodontia 
- a quantidade de tecido pulpar é um parâmetro importante pois revela que a polpa possui maior 
condição de lidar com as agressões da cavidade bucal 
- dor: ocasionada na inflamação da polpa num ambiente em que ela se encontra aprisionada sem 
possibilidade de expansão 
- é como a polpa sinaliza agressão 
- o suprimento da polpa ocorre pelo ápice 
- se houver necrose pulpar se tem mais substrato para os microrganismos patogênicos, podendo 
evoluir para uma fístula ou abcesso- doenças periapicais ocorrem dessa forma 
Vitória Silva 
- caso não haja o tto adequado as doenças pulpares podem ir em direção a face 
-prognóstico da polpa em lesões em esmalte é melhor do que na dentina 
- a cavidade pulpar é determinada pela anatomia do dente em questão 
Como ocorre o estímulo doloroso 
- o estímulo provocado, é levado até a cavidade pulpar através dos túbulos dentinários que se 
acredita que possuam essa função 
- antes de chegar à polpa o estímulo atravessa: saliva; esmalte; dentina; polpa; terminações 
nervosas e assim Sistema nervoso 
-fibras amielínicas tipo A: 
- localizadas na periferia da polpa 
- mais numerosas na polpa coronária 
- dor aguda e pulsátil (choque) 
- mielina: passagem rápida 
- fibras mielínicas tipo C: 
- localizadas profundamente na polpa 
- dor difusa da polpa 
- sinalizam uma agressão mais extensa 
- se o paciente possuir um tto de canal ele não sente mais estímulos naquela região 
- se a dor persiste após a remoção do estímulo ocorre anormalidade 
- estímulo doloroso pode ser traumático quando houver exposição de dentina 
- alterações osmóticas podem provocar estímulos dolorosos: algo muito doce ou muito salgado 
- sinal de exposição dentinária 
- depois do estímulo removido a dor passou, 
- buscar área de exposição de dentina: bruxismo; cárie; recessão gengival... 
- ocorre perda do esmalte por cárie ou desgaste 
- do cemento por recessão gengival e traumas mecânicos (escovação) 
 
Teste de Sensibilidade Pulpar 
- para avaliar a vitalidade pulpar se utilizam testes 
- um deles é o uso de gás refrigerante na bolinha de algodão aplicado na superfície vestibular dos 
dentes 
- o paciente sempre sentirá dor, o que muda é a persistência do estímulo e sua duração 
- dor em dentes saudáveis deve ser curta após o estímulo 
Vitória Silva 
 
Doenças da polpa 
 Agudas 
 
 pulpite reversível ulcerativa 
 hiperplásica 
fase de transição 
 
pulpite irreversível 
 
 
 
 
 
Nível de comprometimento pulpar 
Dor: provocada x espontânea 
Declínio: rápido x lento 
Duração: Intermitente ou contínua 
Local: localizada (tipo a ) difusa (tipo c) 
Pulpite reversível 
- dor provocada – principalmente com o frio 
- curta duração – desaparece num pequeno espaço de tempo 
- localizada – fácil de se estabelecer o dente envolvido 
- aguardar a reversibilidade 
Pulpite irreversível 
- episódios de dor espontânea – violenta 
- duração prolongada – pode exacerbar ou até diminuir com frio 
- difusa – mais difícil a localização 
- continua – sem ser permanente 
Dente normal: 
-dor provocada – principalmente com frio 
-curtíssima duração – desaparece imediatamente 
-localizada – fácil identificar o dente submetido ao teste 
Necrose: 
- ausência de sintomatologia - não apresenta resposta ao frio 
- pode fazer o teste de sensibilidade dentro da cavidade, se na vestibular dos dentes 
for percebido que não houve reposta 
 
Crônicas 
necrose 
-reversível: quadro inflamatório da polpa em que 
a polpa inflamada após a remoção do 
estímulo(cárie) volta para um quadro de 
normalidade 
- irreversível: quadro inflamatório que após a 
remoção do estímulo não volta a normalidade, 
resulta em necrose pulpar 
- transição: pacientes jovens, com maior fluxo 
sanguíneo com pulpite irreversível que com o tto 
conservador conseguem torná-la reversível 
- hiperplasia: apesar da gravidade da lesão a 
polpa busca sua proteção, ocorre em pacientes 
mais jovens 
Vitória Silva 
 
Cimento de Ionômero de vidro 
Introdução 
- foi desenvolvido entre as décadas de 60 e 70 por dois pesquisadores, entre eles Alan D. Wilson 
- foi desenvolvido para melhorar o desempenho químico e reduzir o risco de injúria pulpar 
- combina as propriedades dos cimentos de silicato (anticariogênico) e do policarboxilato de zinco 
(adesão) 
- cimento de silicato também é dividido entre líquido e pó, líquido contendo: ácido fosfórico e o pó, 
sílica, alumina e fluoreto de cálcio 
- cimento policarboxilato, pó: oxido de zinco, de alumínio e de magnésio, líquido contendo, ácido 
polimérico, poliacrílico, itacônico e tartárico 
- adesividade, único cimento odontológico que possui a característica química de adesão a estrutura 
dentária 
- possui uma ação anti-cariogênica pela liberação de flúor 
 
Apresentação comercial 
- dois frascos, pó + líquido (mais comum) 
- cápsulas, pó e líquido separados por membrana eles entram em contato e é colocado no agitador 
mecânico 
- duas pastas 
 
Composição e reação a presa 
- convencional/ químico 
- modificado por resina 
- pré-encapsulado 
- modificado por metais, não é vinculado comercialmente, não é estético 
Composição-convencional: 
Pó Líquido 
CaF2 Água 
Al2O3 Ácido poliacrílico 
SiO2 Ácido tartárico 
 
Ácido itacônico 
 
- pó: partículas de vidro, óxido de silício, cálcio, alumínio e flúor 
- líquido: solução aquosa de ácidos policarboxílicos água, ácido poliacrílico (possui uma cadeia muito 
longa e deixa ele viscoso), ácido tartárico (acelera a reação de presa, reduzindo a viscosidade) e 
itacônico (possui cadeia menor e é menos viscoso, aumenta a vida útil do material) 
- a reação de presa do CIV convencional é uma reação ácido-base 
Vitória Silva 
- convencional é químico por causa da reação ácido-base 
- a parte química dos CIV é semelhante para os quatro tipos, mudando as concentrações 
- formulação anidra, como água pode evaporar com o tempo, deixaria mais viscoso, ele liofiliza o 
poliacrílico e adiciona no pó, liofilizado. 
- o líquido pode ser só a água, na 
formulação anidra e a água mais os 
ácidos em não anidra 
- ácidos carboxílicos, possuem carboxilas 
que ne ionizam em solução e liberam H+, 
vai ocorrer dissolução superficial das 
partículas liberando cátions alumina, 
cálcio e flúor, esses cátions vão se ligar 
aos grupos carboxilas formando uma 
matriz de policarboxilato de cálcio e 
alumina 
- a reação de presa é dividida e três fases 
para o CIV convencional e quatro para o 
modificado por resina 
Fase I: dissolução 
- ácido poliacrílico dissolve a camada externa das partículas de vidro do pó 
- H+ liberado do grupamento poliacrílico desloca os íons Ca, Na e Al, F que reagem inicialmente com 
o Flúor 
- a mesma reação ocorre entre líquido e as paredes cavitárias 
- brilho característico do ionômero mostra os grupos carboxílicos livres para a união química 
Fase II: geleificação 
- início do endurecimento – presa do material 
- essa fase dura cerca de 4 minutos 
- perda do brilho 
- deve ser protegido contra a umidade nessa fase 
- formação de complexos reduzindo a mobilidade das cadeias 
policarboxilato de cálcio e de alumínio 
- cálcio (+) reage com as cadeias de poliácidos (-) = policarboxilato de cálcio 
- diminuição da mobilidade das cadeias = sal de hidrogel (matriz de ligação) = cimento apresenta 
aspecto borrachóide 
- a formação da matriz de policarboxilato de alumínio se da a partir de 4 minutos 
- após 7 a 8 min ocorre melhora das propriedades mecânicas 
Fase III: endurecimento 
Dissolução - fase I
extração de íons das 
partículas de vidro pelo 
ácido
Geleificação - fase II
formação da matriz de 
poliácidos
Endurecimento - fase 
III
formação do gel de sílica e 
incorporação do vidro à matriz
Polimerização - fase 
IV *
polimerização dos 
grupos metacrilatos 
exclusivo em CIV 
modificado por resina
Vitória Silva 
- precipitação da matriz de gel de sílica, na qual são aprisionados os vidros que atuam como carga 
- primeiras 48hrs 
- após as 48hrs o CIV torna-se insolúvel 
Fase IV: polimerização 
- polimerização dos grupos metacrilatos (física pela luz e/ou química dependendo do material 
concomitante com a fase I) 
 
Propriedades 
Liberação de flúor 
- liberação é dependente do tempo e de outras fontes disponíveis de flúor 
- reação de curto prazo 1: rápida dissolução de íons na solução, acontece um pico na liberaçãode 
flúor 
- grande concentração liberada no primeiro momento 
- logo após o pico, que acontece nas primeiras 24hrs, ocorre uma diminuição gradativa 2 
- difusão através do cimento, que acontece em menor concentração 
- padrão de liberação do flúor 
- o melhor flúor para prevenir processos 
cariosos é o liberado constantemente, menos 
em menores quantidades 
- o CIV mostra-se efetivo contra o tto de cárie 
devido a essa propriedade de liberação 
constante 
- reservatório de flúor, porque quando 
exposto a outras fontes de flúor eu tenho 
um pico de liberação 
- a liberação em questão de concentração 
é pequena, porem importante 
- a desmineralização é muito maior em 
resinas compostas, em comparação ao CIV, 
sem dentifrício fluoretado sendo aplicado 
3x ao dia 
- em resinas compostas, utilizando-se 
dentifrício fluoretado 3x ao dia a 
desmineralização é semelhante 
- materiais dentários que liberam flúor 
apresentam as propriedades necessárias 
para serem eficazes no controle da cárie 
- o efeito do flúor liberado por materiais dentários pode ser substituído pelo flúor fornecido pelo 
dentifrício fluoretado 
- o efeito CIV mais dentifrício não é aditivo 
 
Adesividade 
- único material que possui adesão química a estrutura dentária 
- o ácido poliacrílico possui grupos carboxílicos, que se ligam ao cálcio do fluoreto de cálcio e se liga 
ao cálcio da hidroxiapatita 
Vitória Silva 
- a adesão química se dá pela ligação iônica entre acido poliacrílico e o cálcio da tita 
- ocorre a quelação do cálcio entre as moléculas poliácidas com o cálcio da estrutura dental, íons 
fosfato da estrutura dental pegam um íon cálcio (do cimento adjacente ao dente) 
- existe um mecanismo de adesão secundário *sugerido* que é a formação de pontes de hidrogênios 
entre os grupos carboxílicos do cimento e grupamento reativo do colágeno dentário 
- ionômeros convencionais tem adesão a superfícies metálicas 
- confere ao material um bom vedamento marginal 
- vedamento é importante para que não haja infiltração bacteriana que poderia causar uma cárie 
secundária 
- a adesão é muito mais efetiva ao esmalte do que a dentina 
devido a sua composição, o esmalte é 95% componentes 
inorgânicos, possui muito mais tita que a dentina 
- a adesão da dentina esclerosada é superior à dentina 
normal 
- a presença do brilho indica que eu tenho radicais 
carboxílicos disponíveis para o ligamento 
- para uma boa adesividade ao dente é necessária uma 
limpeza da superfície dentária, como uma bolinha algodão 
embebida em ácido poliacrílico 
 
Expansão térmica 
- componente de expansão térmica próximo ao da cavidade 
dentária 
- menor possibilidade de ocorrência de fendas na interface dente – restauração 
- coeficiente de expansão térmica parecido com o do esmalte e dentina 
 
Resistência a tração e compressão 
- em relação ao CIV para restauração e resina composta, o melhor é a resina 
- CIV convencional e o modificado por resina, o melhor é o CIV resinoso 
- o CIV para cimentação é melhor do que o fosfato de zinco 
- CIV para forramento é melhor que o cimento de hidróxido de cálcio 
 
Limitações 
- baixas propriedades mecânicas 
- não é indicado para lugares com solicitação mecânica grande 
- baixa consistência ao desgaste, compressão 
- pode sofrer sinérise (exsudação de líquido de um gel) em embebição 
- sinérise é perda de água e íons, embebição é o material sugar água e íons do meio 
- em ambos os casos há perda das propriedades mecânicas 
- durante a presa inicial e presa final o material pode sofrer sinérise ou embebição 
- para evitar é necessário a proteção da superfície desse cimento 
Vitória Silva 
- as camadas protetoras podem ser feitas com vaselina, verniz cavitário, adesivo, esmalte de 
unha incolor 
- não possui uma estética muito favorável em relação as resinas compostas 
- alta sensibilidade à técnica 
- é um material opaco e rugoso e poroso, indisponibilidade de cores 
Classificação 
Viscosidade/ consistência 
- viscosidade normal: tipos I, III e IV 
- alta viscosidade (presa rápida para maturação mais rápida): tipo I 
 
Quanto ao tipo de presa 
Cura dual ou tripla 
- ionômeros resinosos: reação ácido-base + químico+ fotoativos 
- recomenda-se aguardar alguns minutos até que a presa química enrijeça o material para iniciar a 
foto ativação, isso ajuda a reduzir a contração do material 
Sistema foto-ativado 
- reação ácido-base + fotopolimerização 
Sistema de tripla- presa 
- reação ácido-base + fotopolimerização e presença de iniciadores químicos para polimerizar os 
radicais metacrilados (na ausência de luz) 
 
Evolução do material 
 CIV convencional 
Classificação quanto a evolução dos materiais: CIV de alta viscosidade 
 CIV reforçado por metais – cerments (desuso) 
 CIV modificados por resina 
 
Aplicação do CIV 
 
Classificação quanto a 
Aplicação: 
 
 
 
 
Tipo I- cimentação 
- indicação de peças protéticas 
 - acessórios ortodônticos 
- partículas de pó mais finas escoamento melhor ajuste das peças 
Tipo I – C: cimentação de coroas, pontes e braquetes ortodônticos 
Tipo IIIa- R: restauração- restauradores convencionais 
Tipo IIb-R: restauradores reforçados – cerments e mistura milagrosa (em 
desuso) 
Tipo III-F material de base, forramento ou selante 
Tipo IV: modificados por resina 
Vitória Silva 
Tipo II: 
-granulação grossa 
-resistência a fratura inferior aos compósitos 
-regiões de baixo esforço mastigatório 
-deve ser evitado em pontas de cúspides 
Tipo III – base/ forramento/ selante 
- granulação intermediária 
- efetivo selamento à dentina 
- baixo nódulo de elasticidade 
- propriedades térmicas próximas a da estrutura dental 
- bom protetor térmico 
 
CIV modificado por resina 
- tipo IV- CIV modificado por resina 
- presa chamada de cura dual ou tripla 
- reação ácido-base + químico + fotoativos 
- CIV modificado por resina foi feito tentando sanar as deficiências do CIV convencional 
- indicado para base, forramento, núcleo de preenchimento, restauração definitiva e cimentação 
definitiva 
- vantagens: 
- tripla cura 
- liberação de flúor 
- alta resistência a flexão (que os ionômeros de vidro convencionais) 
- facilidade de manuseio 
- desvantagens: 
- a expansão pode limitar a indicação de determinadas marcas para cimentação de coroas 
totalmente em cerâmica (trincas em coroas cerâmicas) 
- maracas comerciais: Rely X plus (3M ESPE), Fuji Cem (GC), Resinomer (Bisco) 
No pó foram adicionados: 
- foi adiciona iniciadores da polimerização (fotoiniciador), além da reação de presa ácido-base vamos 
ter também uma reação de polimerização 
- partículas de reforço para o deixar com propriedades mecânicas melhores 
No líquido foram adicionados: 
- monômero resinoso (HEMA) 
CIV modificado sobre o convencional: 
- vantagens: 
- propriedades mecânicas superiores 
-formação de matriz polimérica, que interfere nos fenômenos de sinérise e embebição, não 
ocorrem 
Vitória Silva 
- melhor adesividade à dentina 
- melhor tempo de trabalho 
- coeficiente de expansão térmica linear semelhante ao dente 
- estética superior por ser mais translucido 
- desvantagens: 
- contração devido a polimerização, desvantagem, com a contração podem surgir fendas na 
interface dente-restauração 
- expansão tardia, algumas marcas não recomendam para cimentação de coroas 
- a rede polimérica interfere na liberação de flúor, é um material que possui menor liberação 
de flúor quando comparado ao convencional 
 
Tratamento superficial 
- remoção da Smear layer 
- Smear Layer: microfragmentos ou microdentritos deixados sobre a dentina durante o 
processo cavitário 
- substrato dinâmico, produzido clinicamente 
- em dentes, para realizar o tto superficial utiliza-se pedra pomes e água, mais o ácido poliacrílico 15 
segundos e enxague abundante. É necessário manter a superfície limpa e seca, mas sem 
ressecamento 
- na dentina deve ser manipulado emplaca de vidro ou bloco de papel, incorporar o pó ao líquido 
rapidamente e utilizar uma espátula firme de plástico 
- o ácido poliacrílico é um ácido fraco, que promove a limpeza e exposição do cálcio, ao mesmo tempo 
mantem o necessário para a adesão química 
- lavar após 15 segundos em média 
- o ácido fosfórico empregado nos sistemas adesivos mesmo que por um curto período é 
contraindicado por ser agressivo e compromete a adesão pela reduzida quantidade de cálcio 
presente na união 
 
Indicações clínicas 
ART: tratamento restaurador atraumático 
- pacientes que apresentam muitas lesões de cárie 
- atraumático porque é realizado sem anestesia e a remoção do tecido cariado se da por 
instrumentos materiais cortantes 
- é indicado devido a liberação de flúor e a adesão química 
 
-restaurar dentes da dentição decídua 
- devido a baixa de propriedades mecânicas são dentes que ficam na boca por um tempo menor, 
então suportam o atrito do CIV 
- carga mastigatória é muito menor em relação a um adulto 
 
-restaurações definitivas de classe III e V 
- regiões com menor carga mastigatória 
Vitória Silva 
- restaurações provisórias de longa duração 
- base sob restaurações 
- quanto de almagma e resina 
- selantes de fóssulas e fissuras 
- regiões que possuem maior risco de lesões de cárie 
-tipo III 
- cimentação de bandas ortodônticas 
- tipo I 
- cimentação de peças indiretas 
- tipo I 
 
Armazenamento do produto 
- frascos bem fechados 
- devem ser mantidos sempre limpos, sem resquícios de pó no frasco 
- não se deve reaproveitar o pó retirado do frasco 
- o líquido não deve ser armazenado na geladeira 
 
Proporcionamento e manipulação 
- deve-se aglutinar pó e líquido separados no bloco de papel 
- utilizar uma espátula de ágata – plástica rígida 
- pó e líquido na proporção 1:1 
- a consistência final deve ser homogênea e brilhante 
- metade do pó é incorporado ao líquido por 5-15 segundos e o restante 
incorporado até atingir aspecto uniforme e brilhante 
- o tempo de mistura não pode exceder 45 segundos 
- pó deve estar solto e livre de excesso na colher 
- seguir sempre as orientações do fabricante 
- a espátula metálica pode oxidar o cimento 
- deve estar com brilho superficial, homogeneidade e livre de bolhas 
- deve ser inserido na cavidade pela seringa centrix 
- a viscosidade varia de acordo com o propósito: cimentação, restauração ou forramento 
 
Vitória Silva 
- na apresentação em capsulas a manipulação é mais fácil, porque a proporção já está estabelecida, 
ocorre uma maior agregação pó-líquido, minimiza as bolhas intrínsecas, facilita inserção, entretanto 
é mais caro e necessita de dispositivos para ativação e aplicação 
- se houver muito pó: 
- menor tempo de trabalho e de presa 
- menor adesividade 
- menor translucidez 
- se houver pouco pó: 
- mistura fluída 
- aumenta a solubilidade 
- diminui a resistência da abrasão 
- o acabamento da superfície é imediato 
- a matriz de poliéster causa lisura na superfície 
- e a proteção deve ser feita com verniz 
- para o polimento deve-se esperar a maturação do cimento 
 
 
Mensagens chave 
a) Propriedades 
- liberação de flúor e adesão química a estrutura dentária 
- a maior liberação de flúor acontece nas primeiras 24hrs 
- união química a estrutura dentaria e proveniente da quelação dos grupos 
carboxílicos dos poliácidos com o cálcio existente na apatita do esmalte 
b) Limitações 
- os CIVs convencionais são altamente sensíveis a perda ou sorção de água 
nas primeiras 24hrs após sua inserção na cavidade bucal, por isso devem ser 
protegidos 
- baixa resistência ao desgaste quando submetido a cargas oclusais 
 
 
Remoção do Tecido Cariado e Proteção do 
Complexo Dentino-Pulpar 
I- Terminologia 
II- Como remover o tecido amolecido 
III- Qual tipo de material devo utilizar sobre o tecido amolecido 
IV- Quanto remover? Isso realmente importa? 
a. Protocolos clínicos “históricos” 
b. Protocolos clínicos conservadores (Mínima Intervenção) 
V- Considerações finais 
 
Complexo Dentino-Pulpar 
- Manejo em dentística vai até o complexo dentino-pulpar 
Vitória Silva 
- manejar lesões enquanto a polpa está viva 
- conteúdo orgânico 
- ¼ a 1/3 da junção amelocementária(rasa-média) 
-1/4 a 1/3 dapolpa (profunda) 
- o melhor protetor pulpar é a dentina 
- proteção do CDP é manter a dentina 
- manutenção da vitalidade pulpar 
Dentina Cariada 
- lactobacilos vivem melhor na dentina 
- pH nas lesões em dentina são maiores 
- zonas distintas = lesões cariosas em dentina 
- dentina terciária: sobre o órgão pulpar 
- dentina reacional é a autoproteção da polpa 
- a própria dentina é a melhor proteção da polpa 
Critérios clínicos 
- dentina infectada: dentina cariada superficial (amolecida) 
- dentina contaminada: dentina cariada profunda (coriácea) 
- mais profunda é coriácea, e a outra é afetada 
 
Cariada Superficial 
- intima relação com a zona necrótica 
- presença de bactérias 
- irreversivelmente comprometida 
- rede colágena degradada 
- dentina cariada “infectada” 
Cariada Profunda 
- menor contaminação 
- dentina passível de remineralização 
- rede colágena intacta 
- dentina cariada “afetada” 
Amolecida 
- removida facilmente com instrumento manual, pouca força 
- sem resistência a remoção do explorador 
- aspecto de massa 
- sem resistência para escavação com curetas 
- parece papelão molhada 
Coriácea 
- ainda pode ser facilmente removida sem forçar a cureta 
Vitória Silva 
- sai em lascas 
Firme 
- fisicamente resistente a pressão do explorador 
 -pressão precisa ser exercida para a escavação 
- apresenta resistência a remoção do explorador 
Dura 
- somente uma cureta bem afiada ou broca carbide pode remover 
- grito da dentina 
- dentina sadia 
 
- selamento: controle local da doença por estar deixando o biofilme 
- vedar a lesão igual uma restauração, impedir que os microrganismos não tenho acesso a dieta 
- abaixo do selante eu vou ter uma lesão com características de inatividade 
Remoção não seletiva até a dentina dura 
-não é mais indicada 
- realizada somente nas paredes circundantes porque é onde vai ser realizado a adesão, então ela 
precisa estar sadia 
- mais chances de problemas endodônticos 
Remoção seletiva até dentina firme 
-realizada somente nas paredes de fundo 
- realizada em cavidades rasas e médias (até profundas) 
- remoção de dentina até consistência firme 
Remoção seletiva até dentina amolecida 
- somente nas paredes de fundo 
- cavidades profundas 
Remoção de tecido cariado 
- não remove a cárie, e sim o tecido 
- técnica mais antiga que visava a remoção de todo o tecido onde pudesse haver cárie 
Como realizar o manejo de lesões cariosas? 
- inativação/controle do processo carioso (não invasivo) 
- evitar a entrada no ciclo restaurador repetitivo 
- máxima preservação dos tecidos 
- preservar o dente ao longo de toda a vida do indivíduo 
Durante a restauração 
- manter a saúde pulpar 
- evitar expor a polpa 
- preservar tecidos que possam ser remineralizados 
- fornecimento de margens de cavidades adequadas para alcançar um bom selamento marginal 
através da adesão 
Vitória Silva 
 
Para que serve o tto restaurador 
- impossibilidade de acesso a limpeza 
- estética 
-dor 
- fortalecer estrutura dental remanescente 
- CIV ou resina composta 
Como remover o tecido amolecido? 
- preparo cavitário pode fazer a polpa sofrer 
- altas velocidades/rotação a polpa sofre menos 
- refrigeração é menos nociva para a polpa 
- quanto mais profundo o preparo cavitário, mais intensa será a reação inflamatória da polpa 
- a polpa é mais suscetível na ausência de dentina terciária 
 
Como minimizar 
- instrumentos rotatórios novos e compatíveis com o tamanho da cavidade 
- refrigeração abundante 
- aplicar menor pressão de corte 
- realizar corte intermitente (encosta e tira) 
- hidratação constante dacavidade 
- minimizar a secagem com ar 
- ponta diamantada: desgaste 
- broca: corte, remoção de tecido cariado 
- esmalte é sempre alta rotação 
- dentina: brocas em baixas rotação ou instrumentos manuais (curetas, escavadores) 
- broca do tamanho da cavidade 
 
Como remover tecido cariado 
- remoção químico-mecânica 
- removem mais do que deveria 
- remove a rede colagenolítica 
-removendo mais produto mais dentina 
 
Qual tipo de material utilizar na remoção? 
- agentes físicos mecânicos 
- calor ficcional 
- ressecamento da dentina 
- profundidade do reparo 
Vitória Silva 
- agentes químicos 
-monômeros 
-clareadores 
-agentes biológicos 
- estudo mostrou que não há diferença entre hidróxido de cálcio, CIV e cera 
- Hidróxido de Cálcio quando se chega perto da polpa 
 
Abordagem histórica 
- remoção completa da dentina cariada 
- remoção não seletiva de tecido cariado até a dentina dura 
- proteção pulpar indireta 
- remoção não seletiva de tecido cariado 
- forramento com hidróxido de cálcio 
- selamento com CIV 
- restauração com qualquer material 
- não é indicada!! 
- técnica sanduíche 
 
- proteção pulpar direta 
- diminuir a contaminação microbiana 
- abrir a cavidade, 
- vai sangrar muito, se não conseguir controlar vai para a endodontia 
- pó de hidróxido de cálcio 
- cimento de hidróxido de cálcio 
- quando a polpa não está em estágio de inflamação irreversível 
- curetagem pulpar 
- é que corta um pedaço da polpa para ver se ela para de sangrar 
- cortar o tecido para diminuir a inflamação 
-pulpotomia 
- exposição pulpar acidental 
- remoção de tecido cariado inadequada 
- traumatismo dental 
- sucesso clínico após a exposição pulpar é muito baixa, 30% em um ano 
 
Lesão COM risco de exposição pulpar 
- dentes assintomáticos 
- tto baseado na mínima intervenção 
- tto expectante (permanente) 
Vitória Silva 
- estágio 1: dentina amolecida 
- estágio 2: reabertura da cavidade e remoção até a dentina firme 
 
Contaminação: 
- lesões inativas apresentam conteúdo microbiana e isso não impede que elas se tornem inativas 
- não precisa de material para selamento, a dentina faz sozinha 
- ácidos podem matar as bactérias 
- não precisa de desinfecção, como clorexidina 
- o importante é selamento, não a desinfecção nem o material 
- a própria dentina é o material protetor 
- espessura de dentina 0,7 mm já é importante 
- hidróxido de cálcio é solúvel, dentina de desmineralizada libera hormônios que estimula a polpa a 
formar dentina reacional 
- menos 0,5 da polpa precisa usar material (CIV) 
- MTA se houver exposição pulpar, é caro 
 
Isolamento do Campo Operatório 
- responsável pela manutenção de um campo limpo, seco e com adequado acesso 
- tem por objetivo a realização de procedimentos restauradores sem a interferência dos tecidos 
moles, língua, saliva e outros fluidos 
- tem por objetivo um campo limpo e seco e um acesso adequado ao dente 
- pode ser realizado com ou sem o uso de lençóis de borracha 
-isolamento absoluto: com a utilização do dique/lençol de borracha 
- isolamento relativo: sem a utilização do dique/lençol de borracha 
 
Isolamento Absoluto 
- permite um ótimo controle da contaminação e umidade, essencial para materiais restauradores 
- melhor visibilidade ao profissional, permitindo maior precisão 
- quando se utiliza instrumentos rotatórios a precisão é muito importante para não se danificar 
tecido dental sadio 
-protege o paciente contra deglutição e aspiração acidental de objetos e resíduos 
- previne lesões aos tecidos moles, devido a retração dos tecidos moles 
- aumenta a segurança do operador, protegendo-o de possíveis infecções existentes na cavidade 
bucal 
- reduz o tempo necessário para a realização do procedimento, pelo fato do paciente não poder falar 
ou expectorar 
- é altamente recomendável sempre que for possível 
- traz tranquilidade durante o procedimento por saber que o campo de trabalho está adequado e 
irá se manter assim 
Vitória Silva 
- qualidade do campo operatório se mantem ao longo de todo o procedimento 
- restaurações adesivas nos dentes posteriores devem sempre serem executadas com isolamento 
absoluto 
- reduz risco de contaminação no covid 
Recomendações: 
1. remoção do tecido cariado, especialmente em cavidades profundas 
2. remoção de restaurações insatisfatórias 
3. procedimentos que envolvam amálgama, para reduzir aspiração ou deglutição do mercúrio 
4. procedimentos adesivos, diretos ou indiretos, porque esses dependem da ausência de 
contaminação e o controle da umidade 
5. Acesso a lesão ou cavidade depende do afastamento gengival promovido por grampos 
retratores 
6. Pacientes com necessidades especiais e/ou dificuldades motoras 
Contraindicações: 
1. Pacientes com asma ou dificuldade respiratória 
2. Dentes com erupção incompleta 
3. Pacientes alérgicos ao látex 
 
Materiais que devem ser utilizados: 
Lençol de borracha: 
- responsável por separar o campo operatório da cavidade bucal 
- lençóis mais espessos são mais resistentes, promovem maior afastamento gengival e oferecem 
melhor vedamento da interface entre borracha e o dente 
- a melhor cor para ser utilizada deve ser a que possuir maior contraste com os elementos dentais 
(verde ou azul) 
-lençóis de vinil também podem ser utilizados, para pacientes alérgicos ao látex 
 
Arco de Young 
- dispositivo metálico em forma de U 
- serve para esticar e apreender o lençol de borracha 
- conta com pequenos grampos ao longo da sua haste para manter o lençol levemente preso 
- o arco possui uma curvatura na região central que indica como ele deve ser utilizado (parte côncava 
deve ficar voltado para o lençol) 
 
Perfurador de borracha: 
- utilizado para realizar os furos correspondente a cada um dos dentes que vão ser isolados 
- perfurador de Ainsworth, parte giratória com 5 orifícios de diâmetros diferentes 
 
Pinça Porta-Grampos 
- apreende e abre o grampo 
- permite o posicionamento do grampo no dente 
- empregada na apreensão e remoção do grampo 
Vitória Silva 
- é importante que as pontas ativas da pinça sejam adequadas para apreender firmemente o grampo 
e desprender com facilidade do mesmo 
 
Grampos 
- possui a função de manutenção e 
estabilização do lençol de borracha 
- é também responsável pela retração 
dos tecidos gengivais 
- 200 a 205 – molares 
- 2006 a 209 – pré 
- 210 e 211 - incisivos e caninos 
- W8A e 26 – dentes posteriores, 
especialmente quando apresentam 
coroas curtas e/ou expulsivas 
- 212- quando há necessidade de 
retração dos tecidos gengivais 
212L e 212R – quando há necessidade de retração simultânea em dois dentes contíguos 
*em alguns casos é necessário modificar a 
curvatura das garras lingual e/ou 
vestibular do grampo 212 para se obter 
maior retração em uma das faces sem 
ocasionar danos ao periodonto da face 
oposta 
- se quiser maior retração na face 
vestibular, a garra vestibular deve ser 
curvada para a apical e a garra língua 
para a incisal, e vice-versa 
- grampos com asas laterais e grampos sem 
asas laterais 
- a técnica de inserção simultânea do grampo 
e do lençol exige a utilização de grampos com 
asas laterais para que o grampo fique preso 
ao lençol 
 
Lubrificante Hidrossolúvel 
-aplicado na face do lençol diretamente sobre as perfurações 
- facilita a passagem pelos pontos de contato interdentais 
- deve ser hidrossolúvel para que seja possível sua remoção completa antes dos procedimentos 
restauradores 
- pode ser utilizado creme de barbear que pode ser removido com spray de ar ou água 
- vaselina é totalmente contraindicada por não ser hidrossolúvel 
 
Caneta 
- utilizada para marcar as posições onde o lençol deve ser perfurado 
- uma marcação para cada dente isolado 
Vitória Silva 
- ponta úmida do tipo canetinha para que não seja necessário pressão para marcar o lençol, ao 
contrário das canetas esferográficasFio Dental 
- empregado para avaliar a pressão dos contatos proximais 
- se forem muito justos, os contatos devem ser ajustados antes da instalação do lençol para que ele 
seja inserido sem dificuldade 
- a presença de bordas cortantes e/ou excesso de material restaurador podem impedir a passagem 
do lençol de borracha nas regiões interproximais 
- sempre que o fio dental sofrer ruptura ou for desfiado recomenda-se que os espaços sejam 
ajustados previamente a inserção do lençol de borracha 
- também é utilizado para auxiliar na passagem do lençol de borracha nas regiões interproximais, 
promovendo a invaginação deste nos espaços sulculares 
 
Tiras de Lixa 
- eventualmente utilizadas para o ajuste das superfícies proximais para facilitar a passagem do lençol 
de borracha 
Espátula com ponta Romba: 
- colabora na invaginação do lençol e na instalação de amarrias 
Tesoura 
- essencial durante a etapa de remoção do isolamento absoluto, cortando o lençol de borracha e 
facilitando sua retirada 
 
Isolamento Relativo 
- o isolamento absoluto consome um considerável tempo clínico e limita a visualização das regiões 
dentogengivais 
- procedimentos de execução rápida e simples o isolamento absoluto não traz vantagens frente a 
um bom isolamento relativo 
- isolamento relativo é tão bom quanto um isolamento absoluto 
- extremamente dependente da colaboração do paciente 
- requer esforço e vigilância contínuas 
 
Sugadores 
- sucção da saliva e da água 
 presentes na cavidade bucal 
- traz conforto ao paciente e possibilita ganho de tempo ao profissional 
- permite sucção da água acumulada dentro da cavidade 
 
Roletes de algodão 
- devem ser posicionados na saída das glândulas salivares e nas regiões de fundo de sulco 
vestibulares 
- essencial para o sucesso do isolamento relativo 
Vitória Silva 
- controle da umidade 
 
Afastadores Labiais 
- capazes de retrair os lábios e as bochechas, mantendo-os afastados durante todo o procedimento 
- pode priorizar o afastamento lateral, útil ao trabalhar nas regiões posteriores 
- afastamento vertical ideal para uso na região anterior 
 
Compressas de Gaze 
- posicionados sobre a língua para auxiliar no controle da umidade 
- protegem o paciente contra a deglutição de materiais e resíduos 
 
Fios Retratores 
- além de retrair a gengiva, afastando-a das áreas de interesse para a execução dos procedimentos 
- colaboram no controle da umidade, ao impedir o fluxo do fluido crevicular proveniente do sulco 
gengival 
 
Passo a passo- Isolamento Absoluto- Posterior 
- deve-se evitar a adaptação do grampo sobre o dente que será restaurado 
Com o grampo antes do lençol 
1. O lençol de borracha deve ser adaptado ao arco de Young, sendo levemente esticado até que 
fiquei preso as garras existentes ao longo do arco 
2. O conjunto arco-lençol é posicionado sobre a cavidade bucal e o lençol é pressionado de 
encontro aos dentes que serão isolados, até que seus contornos possam ser vistos na 
borracha 
3. Com a caneta, deve se fazer uma marcação sobre cada um dos dentes que se planeja isolar, 
o lençol deve estar estável da primeira à última marcação 
4. Deve se iniciar a marcação pelo último dente do hemiarco e seguir em direção a linha média 
5. Após as marcações todos os dentes devem ser facilmente identificados 
 A extensão até o hemiarco aposto melhora o acesso e a visualização 
6. Após a marcação o lençol deve ser perfurado 
 O maior orifício do dente é reservado para o dente que leva o grampo 
 O segundo usado para molares 
 Terceiro para prés e caninos 
 O quarto para incisivos superiores 
 O quinto para incisivos inferiores 
7. Antes da inserção do lençol os contatos proximais devem ser conferidos com o fio dental 
8. Se necessário utilizar uma tira de lixa 
9. O grampo selecionado deve ser posicionado de forma estável sobre o dente com cuidado 
para não comprimir indevidamente os tecidos gengivais 
10. A superfície interna do lençol deve ser lubrificada com um agente hidrossolúvel 
11. Com o grampo posicionado, posiciona-se o conjunto arco-lençol 
-grampo com asas laterais, é adaptado ao lençol por meio das asas 
- o porta grampo é muito importante 
- grampo em posição, espátula de ponta romba é posicionada sob a porção do 
lençol de borracha que recobre as asas promovendo o deslocamento do lençol 
para baixo das asas do grampo 
- utilização do fio dental 
12. Delicadamente, passa a borracha sobre o grampo 
13. Estabilização do dente mais anterior do isolamento, uma pequena seção de borracha ou uma 
armaria com fio dental 
Vitória Silva 
14. Estabilização de ambos os extremos 
15. Os orifícios devem assumir sua posição sobre cada um dos dentes 
16. Tensionar levemente o lençol de borracha para permitir sua passagem pelos pontos de 
contato interproximais 
17. Utilização do fio ou fita dental para a passagem do lençol em espaços apertados 
18. Importante que o dique seja invaginado adequadamente na região do sulco gengival 
19. Fio dental e espátula com ponta romba 
 Ao mesmo tempo que o fio é apertado ao redor do dente e tensionado em direção cervical 
a espátula é empregada na face oposta 
20. A remoção do isolamento começa pela retirada do grampo 
21. Corte do lençol de borracha com uma tesoura 
22. Após a remoção deve se observar se algum pedaço de borracha permanece entre os dentes 
Passo a passo- Isolamento Absoluto- Anterior 
1. Pressão dos contatos e a regularidade das superfícies proximais devem ser avaliadas 
2. Se necessário, juste com tiras de lixa interproximais 
3. Adaptação do lençol de borrachão Arco de Young 
4. Demarcação das superfícies com a caneta 
5. Perfuração do lençol 
6. Posicionamento do conjunto arco-lençol 
7. Com o auxílio do fio dental os festoes de borracha interdentais são passados através dos 
pontos de contato 
8. Inserção de amarrias em ambos os extremos 
9. Espátula com ponta romba utilizada na face oposta ao nó 
10. Concluído o isolamento 
 
- o isolamento no segmento anterior segue os mesmos princípios do segmento posterior 
- é interessante que os procedimentos de preparo sejam conduzidos sob isolamento relativo, para 
minimizar a desidratação da estrutura dental e com isso a cor 
- isolamento absoluto apenas no momento que o preparo está concluído 
- ensaio restaurador, aplicação dos compósitos diretamente sobre a estrutura dental 
- o isolamento dos dentes anteriores pode ser conduzido sem o uso de grampos 
- se houver necessidade de retração dos tecidos gengivais, pode ser necessário a utilização de 
grampos 
- a armarria pode ser confeccionada com fio dental, cunhas de madeira, fios de borracha especiais 
ou secções da própria borracha 
- a escolha da armarria é de acordo com o profissional 
- caso houvesse diastemas entre os caninas e o pré-molares, nenhuma armarria seria capaz de 
estabilizar o lençol e seria necessário a utilização de grampos 
 
Adesão aos Substratos Dentais 
- o protocolo clínico da utilização de resinas compostas exigem que os substratos sejam previamente 
tratados com um sistema adesivo 
- restaurações de amalgama não são adesivas, e a retenção era puramente mecânica 
- retenção mecânica se faz pelo formato geométrico cavitário 
- odontologia adesiva com menor risco biológico, risco de exposição pulpar 
- condicionamento em ácido é micromecânica 
Vitória Silva 
-tratamento do aderente é para que o ângulo que se forma entre líquido e substrato seja o menor 
possível, menor o ângulo maior o molhamento e a interação entre substrato e adesivo 
- molhamento: energia de superfície (substrato sólido) / tensão superficial (adesivo- líquido) – 
viscosidade 
- superfície mais rugosa gruda mais 
 
- adesão favorável 
- substrato limpo 
-alta energia de superfície 
-baixo ângulo de contato 
-bom molhamento 
- desfavorável: 
-substrato contaminado 
-baixa energia de superfície 
-alto ângulo de contato 
-péssimo molhamento 
- remoção de colágenoEsmalte 
-88% de mineral (hidroxiapatita) 
- 2% de conteúdo orgânico 
- 10 % de água 
- para adesão, o melhor preparo do esmalte é o condicionamento ácido 
- ácido fosfórico, com concentrações entre 30 e 40% aplicado por 15 a 60 segundos 
- ácido fosfórico provoca uma dissolução mineral superficial, limpando-o e criando uma superfície 
irregular com maior energia de superfície 
-condicionamento ácido do esmalte: dissolução parcial de alguns micrometros do esmalte 
- como no esmalte tem muito mineral o condicionamento aumenta, em relação a dentina 
- não é tão crítico aumentar o tempo, por ser muito mineralizado 
- dissolve o prisma do esmalte, hidroxiapatita 
- adesivo tem iniciadores do processo de polimerização 
- união micromecânica, interlocking 
- camada de intradifusão, hibridização do esmalte, camada híbrida onde tem os furinhos 
- adesão ao esmalte se bem feita, é muito melhor que a da dentina, e muito mais longeva, preservação 
do esmalte 
- adesivo hidrofóbico: película maior que pode absorver estresse 
- praticamente se trabalha sobre tecido mineral e seco 
- inorgânica se remover bem a umidade, o adesivo que você coloca deve ser hidrófobo, baixa 
absorção na água, hidrófobos precisam de superfícies condicionadas e secas 
- ao longo prazo não pega água, durabilidade maior por não pegar água 
- adesão ao esmalte com adesivos hidrófobos possuem maior longevidade 
Vitória Silva 
- não necessita de primer 
- por não possuir conteúdo orgânico a degradação é mais lenta e a adesão mais duradoura 
 
Dentina: 
- 50% conteúdo mineral 
-25% conteúdo orgânico (colágeno tipo I) 
-25% de água 
- túbulos dentinários repletos de fluidos sob constante pressão pulpar 
- mais perto da polpa maior quantidade de túbulos 
- os túbulos são circundados por uma dentina mais mineralizada, dentina peritubular 
- e entre os túbulos existe a dentina intertubular 
- quando a dentina é cortada durante um preparo cavitário, forma-se uma camada de dendritos 
orgânicos e inorgânicos chamada de smear layer 
- o condicionamento ácido da dentina remove totalmente a smear layer a estratégia 
autocondicionante incorpora a smear layer a camada adesiva 
- abre a embocadura do túbulo e desmineraliza alguns micrometros de dentina, removendo a HAp e 
expondo as fibrilas colágenas 
- espera-se uma ótima infiltração e polimerização do adesivo na trama colágena exposta, o que nem 
sempre ocorre formando uma camada híbrida pobre em HAp 
- após o ácido e sua lavagem, a dentina apresenta uma superfície orgânica e inerente úmida 
- o conteúdo orgânico exposto, faz com que a energia de superfície da dentina condicionada seja 
baixa o que não favorece a adesão 
- para isso, deve ser utilizado um primer 
-primer: solução normalmente constituída de solventes orgânicos (álcool, água ou álcool, acetona) e 
monômeros hidrófilos que preparam a dentina condicionada para permitir a posterior difusão do 
adesivo 
- deve ser aplicado por um tempo adequado 
- é preciso evaporar os solventes bem, deve-se aplicar um jato de ar após a aplicação do 
primer 
- esfregar o máximo possível 
- a resina adesiva é aplicada na dentina com o objetivo de ocupar os espaços obtidos com o 
condicionamento e lá sofrer polimerização, formando uma camada de interdifusão resina-dentina 
(camada híbrida) 
- camada híbrida: é a zona de interdifusão entre resina (adesivo) e estrutura dentária desmineralizada 
- mais profunda a dentina mais difícil é a adesão 
- mais fundo em dentina: maior número e diâmetros dos tubos 
- os dois principais mecanismos de degradação da camada híbrida são: degradação hidrolítica da 
resina adesiva e a degradação do colágeno 
- a resina adesiva, principalmente em sistemas simplificados nos quais não há uma camada 
hidrófoba em separado tendem a se degradar com o passar do tempo 
- essa degradação pode ser acelerada devido a hidrofilia do polímero formado, pela má evaporação 
dos solventes, por uma polimerização deficiente 
Vitória Silva 
- já o colágenos da camada híbrida formada em dentina tende a ser degradado pela ação de 
enzimas presentes no próprio tecido dentário (MMPs- metaloproteinases da matriz) 
- para prevenir a degradação pode ser utilizado a aplicação ativa e vigorosa dos sistema adesivo 
sobre a dentina 
- repetidas camadas do sistema adesivo 
- aplicação de uma camada de adesivo hidrófobo sobre os sistemas adesivos simplificados 
- aumento do tempo de fotopolimerização 
- reduzir a degradação do colágeno com substâncias que aumentem suas ligações cruzadas intra e 
intermoleculares, reforçando o colágeno e inibindo a ação de enzimas colagenolíticas 
 
 
 Condicione e lave (etch-and-rinse/convencionais) 
-o ácido fosfórico aumenta a energia de superfície e promove uma desmineralização, aumentando a 
área de superfície 
-uma vez que o esmalte é lavado e seco o adesivo é aplicado 
- esse adesivo (resina adesiva) penetra no esmalte condicionado e polimerizado, promovendo uma 
excelente adesão estabelecida principalmente por microretenção mecânica (imbricamento) 
- 3 passos: ácido é realizado pelo ácido fosfórico, primer e adesivo (frascos separados) 
-2 passos: ácido fosfórico, primer + adesivo= frasco único 
- em longo prazo ele se degrada um pouco mais rápido 
-precisa condicionar esmalte e dentina 
- condicionamento ácido começa no esmalte, conta 15 segundos e aplica em dentina por mais 
15 e remove os dois juntos 
- preenche a cavidade com bolinha de algodão, e seca o esmalte com jato de ar, após a 
utilização do ácido 
- condicionamento em dentina para funcionar bem é essencial expulsar a umidade e infiltrar o 
adesivo na plena profundidade na dentina desmineralizada e polimerizá-lo lá 
- colágeno sofre autodestruição, logo, se não há completa remoção da umidade inicia-se um 
processo de degradação do colágeno 
-adesivo vai se degradar devido a umidade: degradação hidrolítica 
- em pouco tempo ocorre perda da adesão 
- não pode errar 
 
- pontos desfavoráveis: 
a. O ácido fosfórico é muito agressivo em dentina, deixando-as expostas a susceptíveis a 
degradação 
b. A camada híbrida é espessa e nem sempre ocorre uma completa infiltração e polimerização 
do adesivo na dentina 
c. Há pouca interação química entre dentina e adesivo 
d. O passo a passo tem mais etapas, podendo estar sujeito a mais erros 
e. Os resultados clínicos de longo prazo em lesões cervicais dos sistemas de dois passos e os 
autocondicionantes 
- pontos positivos: 
a. Adesão ao esmalte condicionado com ácido fosfórico é provadamente muito mais eficaz e 
longeva 
Vitória Silva 
b. Os adesivos de 3 passos, que a última camada é utilizada uma resina mais hidrófoba, 
costumam apresentar boa longevidade clínica 
Autocondicionantes (self-etch) 
- aplicação prévia de ácido fosfórico não é necessária para a adesão 
- não tem ácido fosfórico 
- a smear layer é modificada/impregnada por resina e a menor capacidade de desmineralização do 
adesivo leva a uma remoção apernas parcial da HAp em uma delgada espessura de dentina, nessa 
região o adesivo é infiltrado e polimerizado 
- essa disponibilidade de HAp na camada híbrida que possibilita a união com monômeros 
funcionais 
- solubiliza e modifica a smear layer e cria uma camada hibrida mais fina e com menor remoção de 
HAp do colágeno 
- 2 passos: primer ácido (ácido + primer) e adesivo 
- solução all in one: ácido, primer e adesivo em um frasco 
- deve se repetir a aplicação mais de uma vez 
- não é tão bem equilibrado 
- pH forte: menor que 1 
- pH intermediário-forte: entre 1 e 2 
- pH ameno/suave: aproximadamente 2 
-pH ultra-ameno/ultra-suave: maior que 2,5 
- em dentina, a adesão obtida por boa parte dos sistemas fortes, não foi boa. A dentina era 
desmineralizada em profundidade e o colágeno era exposto 
- não havia interação química estável e fatores como a hidrofilia e pobre 
mineralização dos adesivos levavam a uma degradação mais rápida da camada 
híbrida 
- ossistemas mais amenos tem sido bastante utilizados porque reagem de forma mais branda com 
a superfície da dentina, sem remover toda a smear layer 
- não removem por completo os cristais de hidroxiapatita ao redor das fibrilas 
colágenas 
- a camada híbrida é mais fina porem mais rica em hidroxiapatita 
- em uma dentina na qual a hidroxiapatita foi preservada pode ocorrer uma reação 
química entre os monômeros funcionais do adesivo autocondicionante e o cálcio 
- 10-MDP (monômero) que ao reagir com o mineral disponível na dentina forma uma 
ligação química iônica estável por meio de nanocamadas de sais MDP-Ca 
- acredita-se que aumenta a durabilidade da adesão à dentina 
- é uma ligação passível de degradação e dependente da qualidade e quantidade do 
monômero 10-MDP presente em cada marca comercial 
- mecanismo de pH ameno e monômero funcional não promove bom padrão de condicionamento e 
união micromecânica no esmalte 
- monômeros funcionais como o 10-MDP não reagem tão bem com HAp do esmalte que por 
características funcionais não disponibiliza tão bem cálcio 
- em esmalte, é sugerido um condicionamento com ácido fosfórico prévio a aplicação de adesivos 
autocondicionantes mais amenos, conhecida como técnica do condicionamento ácido seletivo de 
esmalte 
- só aplica ácido fosfórico no esmalte 
Vitória Silva 
- melhora manchamento marginal 
- pontos positivos 
a. Menor desmineralização da dentina, com reduzida exposição de colágenos 
b. Camada híbrida mais fina facilitando a difusão do adesivo em toda a profundidade 
desmineralizada 
c. União química entre mineral da dentina e monômero funcional especialmente com o 10-MDP 
d. Ótimo resultado clínico a longo prazo (10-MDP de 2 passos) 
e. Técnica adesiva menos sensível em dentina 
 
-limitações: 
a. Forte indicação de necessidade de condicionamento ácido prévio seletivo em esmalte 
b. Possível interferência de smear layer mais espessas nos autocondicionantes ultra-
amenos 
c. Histórico clínico não favorável dos autocondicionantes fortes 
 
Universais/ multi-modo 
- podem ser vistos como uma evolução dos autocondicionantes de um passo 
- pode ser utilizado em várias estratégias 
- pode ser realizado como etch and rinse, self etch ou em condicionamento seletivo 
- normalmente, apresentam frasco único e podem ser utilizados na estratégia condicione e lave ou 
pelo condicionamento ácido seletivo de esmalte 
- por ser versátil é amigável ao clínico ou operador, visto que é menos sensível a variações 
- a maior parte possui pH próximo ao ameno e monômeros ácidicos funcionais como o 10-MDP 
- dessa forma, o condicionamento ácido do esmalte é muito recomendado para uma interface mais 
longeva e com menor chance de manchamento marginal 
- acredita-se que o condicionamento ácido seletivo de esmalte seja a melhor técnica para uso com 
esse tipo de adesivos 
- eficácia bastante satisfatória dos sistemas universais especialmente quando o esmalte é 
previamente condicionado com ácido fosfórico 
- por serem todos em apenas uma solução apresentam certo grau de degradação hidrolítica no 
longo prazo 
- sua facilidade pode ser um benefício, visto que apresenta resultados surpreendentes e obtiveram 
melhor performance do que alguns adesivos de utilização mais complexa 
- condicionamento ácido seletivo + sistema universal 
 
Fatores mais relevantes que os sistemas adesivos: 
a. Máxima preservação de esmalte, visto que a adesão é melhor 
b. Controle dos fatores etiológicos que levaram a necessidade do procedimento 
restaurador, uma vez que a falha adesiva não é a razão mais frequente para substituição 
e/ou necessidade de reparo de uma restauração 
c. Execução cuidadosa e correta de todos os passos do protocolo adesivo, visto a notável 
influência de operador nos resultados dos estudos 
 
 
 
Vitória Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recomendações Gerais para o passo-a-passo do protocolo adesivo das principais categorias de 
adesivos disponíveis no mercado 
 
Condicione e lave, 3 
passos 
(a) condicionamento com ácido fosfórico de esmalte (15-30s) e dentina 
(máx.15s em dentina); (b) lavagem abundante (10s), secagem do esmalte 
com jatos de ar e remoção do excesso de umidade dentinária; (c) 
aplicação do primer por no mínimo, 15-20s, de forma ativa; (d) 
volatilização dos solventes por, no mínimo,5-10s com suaves jatos de ar; 
(e) aplicação do adesivo hidrófobo, remoção de 
excessos e uniformização de camada com suave jato de ar (5s); (f) ótima 
fotoativação do adesivo. 
Condicione e lave, 2 
passos 
(a) condicionamento com ácido fosfórico de esmalte (15-30s) e dentina 
(máx.15s em dentina); (b) lavagem abundante (10s), secagem do esmalte 
com jatos de ar e remoção do excesso de umidade dentinária; (c) 
aplicação do sistema adesivo simplificado (primer/adesivo) de forma 
ativa por 15-20s; (d) volatilização dos 
solventes por, no mínimo, 10s com suaves jatos de ar; (e) repetição dos 
passos (d) e (e); (f) ótima fotoativação do adesivo. 
Autocondicionante, 2 
passos 
(a) condicionamento seletivo com ácido fosfórico do esmalte, por 15-30s; 
(b) lavagem abundante e secagem; (c) aplicação ativa do primer ácido 
por ao menos 15-20s sobre esmalte e dentina; (d) volatilização dos 
solventes por ao menos 5-10s com jatos de ar; (e) aplicação do adesivo 
hidrófobo, remoção de excessos e 
uniformização de camada com suave jato de ar (5s); (f) ótima 
fotoativação do adesivo. 
Universal a) condicionamento seletivo com ácido fosfórico do esmalte, por 
15-30s; (b) lavagem abundante e secagem; (c) aplicação ativa por ao 
menos 20s do sistema adesivo sobre esmalte e dentina; (d) volatilização 
dos solventes por ao menos 10s com jatos de ar; (e) ótima fotoativação do 
adesivo; 
* Na técnica do condicionamento ácido seletivo de esmalte. Em caso de abordagem apenas 
autocondicionante, eliminam-se passos (a) e (b) A maioria das marcas comerciais que ofertavam 
sistemas adesivos autocondicionantes de um passo hoje oferecem 
adesivos universais. Em adesivos self-etch de um passo o protocolo de aplicação é geralmente o 
mesmo do universal, reforçando-se nesses a expressa contra-indicação de condicionar 
previamente a dentina. 
**Alguns estudos sugerem que uma camada hidrófoba (adesivo puro ou camada de resina fluida) 
aplicada após o adesivo simplificado pode colaborar na longevidade da interface obtida. 
 
 
Ionômeros de vidro 
-apresentam capacidade de se unir ao tecidos mineralizados por ligações iônicas entre seus 
grupamentos carboxílicos e o cálcio da HAp 
- os ionômeros devem ser utilizados diretamente sobre esmalte e dentina 
Vitória Silva 
- pode ser condicionado com ácido fraco, geralmente o poliacrílico a 10% 
 
Desempenho clínico dos sistemas adesivos contemporâneos 
- restaurações adesivas tem como relevante motivo de insucesso as falhas na união entre dente e 
restauração 
- ionômero de vidro, sistemas autocondicionantes de dois passos de pH suave e sistemas 
condicionantes de 3 passos se destacam como as mais baixas taxas de falhas atuais 
 
Adesão aos materiais restauradores indiretos 
Cerâmicas Vítreas 
- são ricas em sílica e normalmente possuem sua superfície interna normalmente jateada por óxido 
de alumínio e condicionada por um ácido fluorídrico com concentrações entre 5 e 10% 
- esse condicionamento promove microretenções, aumentando a energia de superfície e expondo 
grupamentos carboxílicos 
- as superfícies ricas em sílica após o condicionamento com o ácido fluorídrico são tratadas com 
silano, molécula bifuncional da qual uma das extremidades se liga quimicamente as hidroxilas da 
cerâmica 
- mais utilizado na cimentação de peças cerâmicas 
- facetas, inlays, onlays e coroas 
 
Zircônia e Metais 
- associam um jateamento com partículas de óxido de alumínio ao uso de primers específicos que 
contenham monômeros éster fosfatados 
- esse jateamento promoveria uma limpeza da superfície e criaria microretenções e os monômeros 
éster fosfatados promoveriam ligaçãoquímica com os óxidos metálicos da superfície da zircônia 
dos metais 
- um dos monômeros e o 10-MDP 
 
Resinas compostas indiretas 
- criação de microretenções por meio de um jateamento com óxido de alumínio ou asperização com 
instrumentos rotatórios antes da aplicação de um agente silano 
 
Incompatibilidade entre alguns sistemas adesivos e cimentos resinosos 
- alguns cimentos apresentam polimerização que independe da luz da unidade fotoativadora 
- esses cimentos normalmente são compostos por aminas terciárias e peróxido de benzoíla 
- os sistema adesivo (ácido) pode reagir com as aminas (básicas) prejudicando a polimerização 
química do cimento resinoso 
- essa incompatibilidade pode comprometer a cimentação de peças protéticas 
 
 
Resinas Compostas 
Vitória Silva 
 
Como escolher uma resina: 
-preço 
-marca 
-cursos 
-indicações 
-representante 
 
Resina acrílica 
- pó + líquido, mistura e vai formar uma resina 
- monômeros de metilacrilato que dão origem a polímeros de polimetilmetacrilato 
- surgiram em 1934 na Alemanha 
-contraia e a carga se deslocava fácil 
-desgastava fácil 
 
Resina Epóxica 
- no início da década de 50 
- baixa taxa de contração 
- baixa taxa de solubilidade 
-alta resistência mecânica 
-longo período de polimerização (várias horas) 
 
Bis-GMA (bisfenol A glicidil metacrilato) 
- juntaram as suas resinas, apóxica e a acrílica e foi evoluindo ao longo do tempo 
- 1956 
- alto peso molecular 
- menor contração de polimerização 
- rápida reação de presa 
Resina composta 
- união do bis-GMA 
- matriz é aonde você vai ter a reação do material, dos monômeros 
- as partículas é onde você vai ter a resistência do material 
- restaurações anteriores e posteriores 
- resinas para todas as restaurações 
Contra indicações das resinas compostas 
- bruxismo, desgastar a resina num tempo muito menor 
-higiene deficiente, toda restauração de resina você precisa de adesivo, tudo isso prejudica a 
durabilidade da adesão 
Vitória Silva 
-adesivo precisa de várias coisas para sua adequação 
 
Vantagens 
-estética 
-conservação da estrutura dentária 
- adesão a estrutura dentária 
 
Desvantagens 
-sensibilidade a técnica (umidade, tempo de adesividade, polimerização) 
 
 
 
Composição: 
- matriz orgânica 
- monômeros – sofrem reação e geram o polímero 
- iniciador- 
-inibidor- 
-pigmentos- cor 
-carga inorgânica: 
-vidro 
-quartzo (mais utilizada) 
-silica coloidal (mais utilizada) 
-agente de união (sobre as partículas para juntá-las a matriz) 
 
Monômeros 
-mantem as partículas inorgânicas juntas 
- dão as características de manuseio 
- bisfenol A glicidil metacrilato (bis-GMA) 
-uretano dimetacrilato (UEDMA) 
- trietileno glicol dimetacrilato (TEGMA) 
- a manipulação é dada pela proporção dos monômeros 
- ormocer (organic modified ceramics ormocers) 
- menor desgaste mesmo apresentando menor quantidade de partículas 
-contração menor 
-silorane 
-siloxanes e oxiranes 
- não tem no Brasil 
 
Vitória Silva 
-contração é inerente a restauração com resina composta 
- se não contrair ela não está polimerizada 
- não pode contração em excesso 
 
Matriz Resinosa 
a) Componentes Orgânicos 
- Bis-GMA (bisfenol-Aglicidil metacrilato) 
- UDMA (uretano dimetacrilato) 
- trietileno glicol dimetacrilato (TEGMA) 
- a manipulação é dada pela proporção dos monômeros 
- ormocer (organic modified ceramics ormocers) 
- menor desgaste mesmo apresentando menor quantidade de partículas 
-contração menor 
 -silorane 
-siloxanes e oxiranes 
- não tem no Brasil 
-mantem as partículas inorgânicas juntas 
- dão as características de manuseio 
- são componentes orgânicos constituem a parte quimicamente ativa das resinas compostas 
- são esses monômeros que irão estabelecer ligações cruzadas no momento da polimerização, 
conferindo resistência ao material 
- Bis-GMA e UDMA, possuem alto peso molecular e devido a isso são extremamente viscosos a 
temperatura ambiente 
-por serem viscosos, os fabricantes adicionam diluentes a base de dimetacrilatos com o objetivo de 
tornar o material fluido para ser utilizado clinicamente 
 
b) diluentes 
- os diluentes empregados são: TEGDMA (trietileno glicol dimetacrilato) e o EDMA (etinol glicol 
dimetacrilato), que reduzem a viscosidade dp Bis-GMA e UDMA 
- a incorporação de diluentes aumenta a contração de polimerização das resinas compostas 
 
c) inibidor de polimerização 
- inibidor de polimerização: garante maior vida útil ao material 
-butalato de hidroquinona: utilizada em quantidades inferiores a 0,1% em peso 
-previnem a polimerização instantânea po calor, luz 
-aumentam a validade 
-cada fabricante tem um inibidor 
 
 
Vitória Silva 
- algumas marcas apresentam como matriz resinosa o Bis-EMA (bisfenol A polietileno glicol 
dimetacrilato), possibilitando uma contração de polimerização reduzida 
- matriz orgânica é a parte sensível das resinas 
 
d) pigmentos e protetores UV 
-pigmentos 
-óxidos metálicos (foto tem mais dificuldade de polimerizar) 
-responsáveis pela cor e opacidade 
-óxidos titânio e alumínio 
-protetores UV 
-previnem descoloração 
- resinas de dentina tem maior tempo de polimerização, por possuírem mais óxidos metálicos 
 
Partículas de Carga 
- partículas inorgânicas a parte orgânica, para otimizar as prop físicas do material 
-quartzo, sílica coloidal e o vidro de fluorsilicato de alumínio 
- bário e o estrôncio foram incorporados para conferir radiopacidade ao material 
- a incorporação de cargas possibilitou a diminuição da quantidade de matriz orgânica 
- resinas com carga nanométricas, apresentam como vantagem: uma maior lisura e maior resistência 
a abrasão do que as resinas compostas híbridas e micro-híbridas 
- a contração de polimerização e a sorção de água foram diminuídas e a resistência ao desgastaste 
aumentada como consequência da adição de água 
- partículas de carga aumentam a viscosidade do material, por isso existe um limite para a 
implementação de partículas 
- as partículas de cargas com tamanhos menores apresentam maior área de superfície dentro do 
mesmo volume de material, sendo assim sua incorporação em grandes quantidades pode aumentar 
a viscosidade do material ao ponto de dificultar sua utilização clínica 
- a incorporação de partículas de carga excessiva pode prejudicar as características estéticas do 
material, principalmente em dentes anteriores 
-dureza e polimento 
 
Silanos 
- une as partículas de carga de uma maneira estável a matriz orgânica 
- agente de união bifuncional 
- carga inorgânica – matriz resinosa 
- transferência de tensões 
- silano se une ao grupo hidroxila da partícula, metacrilato se une ao silano 
- moléculas que possuem capacidade de unir quimicamente a superfície da carga, bem como a matriz 
orgânica propiciando uma interface adesiva bastante confiável 
- permite que as resinas compostas atuem como unidade quando submetidas a tensões, as quais 
são dissipadas ao longo da interface adesiva criada pelo silano 
Vitória Silva 
-evita o desgaste 
 
Iniciadores 
- desencadeiam a reação de polimerização das resinas compostas 
- quimicamente ativados: pasta base e catalisador são misturados, a amina terciária segmenta o 
peróxido de benzoila, dando início ao processo de autopolimerização 
- nas resinas fotopolimerizáveis, a luz visível ativa a canforoquina (iniciador), propiciando a interação 
reativa com uma amina terciária 
- iniciador mais comum 
- absorve comprimento da luz azul (400-500nm) 
- iniciador reage com a amina ativadora 
- forma os radicais livres 
-inicia a polimerização 
-pode causar descoloração/amarelamento 
Classificação: 
 
Quanto ao tamanho das partículas inorgânicas 
a) macropartículadas: aquelas em que as partículas têm tamanho entre 15 e 100 micrometros, 
podem ser chamadas de convencionais 
-desenvolvidas nos anos 70 
-partículas de quartzo-8 a 12 micrômetros 
-difícil polimento 
-grande desgaste 
-indicadas para classe: III, IV e V 
 
b) micropartículadas: compostas por partículas de sílica coloidal com tamanho médio entre 0,04 
micrometros 
– melhor estética e polimento 
- sílica coloidal, partículas pequenas (0,04 a 0,4 micrometros) 
- menor resistência quando comparadas as outras 
- maior viscosidade 
-partículas pré-polimerizdas 
-70% em peso de sílica 
-grau de polimerização 80% 
-trituradas e adicionadas a resina 
- de 30 a 45% de carga em volume 
- maior sorção de água 
- quanto menor a partícula, melhor a manipulação e lisura de superfície 
-propriedades inferiores 
-maiores chances de fratura 
-desgaste uniforme 
-indicadas para classes: III, IV e V 
 
 
c) híbridas: compostas por macro e micropartículas, tamanho médio entre 1 e 5 micrometros 
-partículas maiores e menores 
-dois tipos de partículas (sílica coloidal (10 a 20% em peso) e vidro 1 a 5 micrometros (60 a 66% 
volume) 
- radiopaca 
-bom polimento 
-boas propriedades mecânicas 
 
Vitória Silva 
d) micro-híbridas/ nano-híbridas: combinação entre micropartículas e partículas maiores (máx. 2 
micrometros), seu tamanho médio é entre 0,6 a 0,8 micrometros 
-desenvolvidas na década de 90 
-dois tipos de partículas: sílica coloidal, vidro de bário, lítio ou zircônio menor que 1 micrometro 
-radiopaca 
-bom polimento 
-boas prop. Mecânicas 
-podem ser utilizadas em todos os tipos de cavidade 
 
 
e) nanoparticuladas: compostas por partículas de carga entre 20 e 75 nanômetros 
-desenvolvidas por nanotecnologia 
-partículas entre 0,1 e 80 micrometros 
-as partículas silanizadas formam agrupamentos com tamanho entre 5 a 75 nm 
-carga entre 60 a 66% volume 
- excelente polimento e prop mecânicas 
-nanocluster: nanoaglomerado dá um polimento e resistência mecânica 
 
f) nanohíbridas 
-várias resinas apresentram sílica coloidal e uma pequena quantidade de nanopartículas 
devendo ser consideradas nanohíbridas 
 
 
Quanto ao método de ativação: 
a) quimicamente ativadas: resinas que apresentam pasta base e outra catalisadora, o material 
só se polimeriza após a mistura 
-tempo de manuseio limitado 
 
b) Fotoativadas: apresentam fotoativadores e somente se polimerizam em presença de luz 
- a ativação só começa quando você coloca o foto 
 
 
c) Duais: resinas compostas que apresentam os dois sistemas 
 
Quanto ao escoamento 
a) Alto escoamento (flow): uso de ponteiras adaptadas as seringas desses compósitos permite 
sua aplicação nas cavidades 
 
b) Médio escoamento: compostas micro-híbridas e microparticuladas que são inseridas nas 
cavidades com o auxílio de espátulas 
-em dentes posteriores necessitam de dispositivos ou técnicas especiais para a obtenção de 
adequado ponto de contato interproximal 
-resinas que a gente comprou 
 
c) Baixo escoamento (condensável) :resistência ao escoamento, propriedade de propiciarem a 
obtenção de ponto de contato interproximal sem a necessidade de uso de outros dispositivos 
ou técnicas 
- na prática, possuem maior resistência ao escoamento e mantem a forma por algum tempo 
após a inserção na cavidade oral antes da fotopolimerização 
 
Propriedades: 
Conteúdo de partículas inorgânicas: 
-maior quantidade de partículas inorgânicas menor a concentração de polimerização, sorção de 
água e coeficiente de expansão térmica 
- maior a quantidade de partículas inorgânicas mais difícil polimento superficial 
Vitória Silva 
- as resinas condensáveis apresentam percentual de carga inorgânica em torno de 84% em peso 
-microparticuladas, próximo a 70% 
-micro-híbridas e nanoparticuladas 75% 
-flow 60% 
 
Concentração de polimerização 
 -flow e microparticuladas as que mais apresentam concentração de polimerização, pois possuem 
menor quantidade de carga inorgânica 
 
Resistencia ao desgaste 
- importante para dentes posteriores 
-resinas micro híbridas ou condensáveis, justamente por apresentarem elevado percentual de 
partículas inorgânicas na sua composição 
-restaurações em molares se desgastam mais rápido do que pré-molares (pressão, esforço 
mastigatório) 
- restaurações amplas desgastam mais do que as conservadoras (área de contato maio) 
-áreas sem contato desgastam de 3 a 5 x menos 
 
Polimento superficial 
Compósitos micropartículados são os melhores, por menor tamanho das partículas e maior 
quantidade de material orgânico 
- as micro híbridas e nano-hibridas apresentam condição de polimento superior por possuir menor 
tamanho médio das partículas de carga 
- maior utilização clínica, tanto em dentes posteriores quanto anteriores 
- resina composta a nanoparticulada parece proporcionar melhor manutenção do polimento 
superficial se comparada com as micro-híbridas 
 
Grau de conversão 
- representa a quantidade de monômeros que é convertido em polímero 
- os compósitos fotopolimerizáveis apresentam maior grau de conversão se comparado aos 
quimicamente ativados 
 
Estabilidade de cor 
- as quimicamente ativadas são mais instáveis quanto a manutenção da cor devido as aminas 
aromáticas em maior concentração 
- as aminas são muito reativas, podendo causar descoloração intrínseca do material 
- aqueles que apresentam partículas inorgânicas de grade tamanho tem maior probabilidade de 
apresentarem manchamento marginal 
 
Características óticas 
- reproduzem características como opalescência e fluorescência encontradas nos dentes naturais 
Vitória Silva 
 
Cuidados durante o uso 
- manter a bisnaga fechada 
-polimerizar por tempo adequado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fotopolimerização 
 
Características de luz, da técnica e dos materiais restauradores 
Polimerização: reação química em que monômeros de baixo peso molecular reagem para formar 
moléculas de alto peso molecular 
 
 
 
 
 
 
 
 
- a contração faz parte do processo, porque as bolinhas, que são os polímeros se juntam 
- mais partícula e menos matriz menor contração 
-limite de partículas para contração 
 
Polímeros 
-poli=muitos 
-mer= membros 
-molécula formada por várias unidades estruturais 
Polímeros resinosos após 
polimerização 
Polímeros resinosos antes da 
polimerização 
Vitória Silva 
- monômeros: TEGDMA, Bis-GMA 
 
Estágios de polimerização 
1- Ativação 
2- Início 
3- Propagação 
4- Término 
 
Ativação química 
-mistura de duas partes do produto 
-mesmo grau de conversão na base e na superfície 
-dificuldade na proporção 
- incorporação de bolhas de ar (inibem a polimerização) 
- tempo de trabalho definido pela velocidade da reação 
-região apical é química, a luz não chega 
- a bolha diminui a adesão 
 
 
Fotopolimerização 
-sensibilidade dos compostos 400-500 nm (luz azul) 
- foto-iniciador na resina 
-absorve energia do fóton e reage 
- formam-se radicais livres dando início a polimerização 
-ativador: luz 
-iniciador: canforoquinona 
- canforoquinona e a amina, formam um radical livre (no monômero, você tem ligações duplas de 
carbono, que vão ser quebradas por esse radical, e aí essas cadeias de carbono começam a se 
ligar uma as outras) 
- a canforoquinonona é amarela, em resinas muito translúcidas ela pode se tornar um problema 
- hoje, os fabricantes estão procurando outros iniciadores 
- simplesmente iniciar a reação de monômero em polímero 
 
Ativação por luz 
-produto em frasco único 
-controle do tempo de trabalho 
-profundidade de polimerização limitada 
-difícil acesso posterior e proximal 
-sensibilidade a luz ambiente (amina reage com a luz) 
 
Densidade de potência da luz 
Vitória Silva 
-maior número de fótons: ativa mais fotoiniciadores 
 
Fotoativação 
- pode ser por lâmpada alógena 
-quartzo-tungstênio 
-pontas com fibra ótica, filtro, ventilação e lâmpada refletora 
-a luz queima, devido ao aquecimento 
-emite uma luz muito ampla 
-produz luz branca e calor, que é filtrada deixando só a luz azul 
passar por ela 
- o filtro retém 99,5% da energiarecebida 
-libera luz no comprimento de onda entre 400-500nm 
-para exteriorizar a luz o aparelho possui um condutor chamado de ponteira 
-a ponteira é basicamente composta por fibras óticas envoltas num vidro espelhado 
-densidade de potência (quando te fóton sai por cm2 varia entre 600-1000 mW/cm 
-vantagens: 
-custo menor 
- a luz gerada abrange um aspecto entre 400-500nm 
-eficiência de uso comprovada 
-fácil manutenção 
-desvantagens: 
-gera calor na forma infravermelho 
-necessita de resfriamento 
-apenas 0,5% da energia utilizada é aproveitada 
-curta vida útil da lâmpada 30-50 horas 
 
-diodo emissor de luz (LED) 
-base: para recarga da unidade portátil 
- pode ser operado em ciclos com aumento exponencial ou padrão 
-menor produção de calor, relacionado a densidade de potência do aparelho 
-baixo consumo de energia 
-vantagens: 
- custo está abaixando 
-pequeno e prático 
-vida útil da lâmpada acima de 100.000 horas 
-desvantagens: 
- a luz gerada abrange um aspecto entre 450-490 nm 
- não sensibiliza todos os foto iniciadores (diferentes da canforoquinona) 
Vitória Silva 
- os aparelhos mais potentes costumam ter um custo elevado 
 
-pico de absorção de luz da canforoquinona é em torno de 470nm 
 
Fotopolimerização 
-comprimento de onda (canforoquinona): 450-500nm 
-densidade de potência da luz (intensidade): >500 mW/cm2 (no mínimo) 
- espessura do material (incrementos) 
- distância da saída de luz até o material 
- tempo de exposição adequado 
- a polimerização demais nunca é um problema, a não ser o calor 
-não encostar não pode, nem distante 
- polimerizar por 30 segundas cada área da sua resina 
 
 
Polimerização adequada 
Depende 
 - grau de conversão: porcentagem de duplas ligações que foram convertidas em ligações 
 simples (em torno de 65%) 
-melhores prop. Mecânicas e biológicas: poucos monômeros pendentes ou não reagidos 
-subpolimerização compromete o sucesso clínico: desgaste, manchamento, infiltração marginal 
 
Fenômenos associados à polimerização 
-inibição da reação pelo eugenol e pelo hipoclorito de sódio, endodontia 
-inibição pelo oxigênio (monômeros livres na camada superficial), clareamento 
- aumento da temperatura, natural 
-contração, inerente 
 
Contração de polimerização 
- a contração volumétrica gera tensão na interface 
- o que é ruim é a tensão gerada pela contração 
-minimizar a tensão 
- tensão que causa o gap 
-tensões na interface dente/restauração 
-podem ser superiores a força de adesão do sistema adesivo 
- fendas na interface dente/restauração 
-deflexão de cúspides 
-sensibilidade pós-operatória 
Vitória Silva 
-manchamento 
-cárie secundária 
 
Objetivos da polimerização 
 -aumentar o grau de conversão 
 - diminuir a tensão da interface 
 
Técnica incremental 
Estratificação 
-maior volume de resina gerando maior contração 
-permite melhor escoamento da resina compostas, diminuindo consideravelmente a contração de 
polimerização 
-camada de até 2mm de espessura 
-inserção oblíqua dos incrementos 
 
Fator de configuração cavitária (fator C) 
Fator C = 
º 
º 
 
-maior o número de paredes livres, classe IV 
- maior será o escoamento da resina 
-menor será a tensão de contração 
- maior faces é melhor para relaxar a tensão então tem um fator C mais favorável 
 
- maior densidade de potência menor o tempo 
-2,6 e 5,7 segundos de exposição no tempo não são suficientes, 10 segundos ou acima são 
necessários 
- mesmo num foto mais potente 
- maior tempo ocorre mais ligações cruzadas e melhor o comportamento clínico desse material, 
polímeros se ligam entre si 
- mais tempo, para formar polímeros e eles se ligarem entre si 
Polywave 
-azul e violeta 
-violeta 350-420nm 
-azul: 400-500 nm 
-pega PPD, um pouco de TPO e canforoquinona 
 
Clinicamente 
-minimizar tensão durante a polimerização 
-pequenos incrementos oblíquos 
-maior risco em margens dentinárias 
Vitória Silva 
-distância: o posicionamento a 45º da superfície resulta em uma redução de 56% a luz 
- a luz precisa incidir paralelamente 
- um material mais opaco a luz passa menos, deve aumentar o tempo 
- os valores de resistência variaram nos terços coronal, médio e apical da raiz 
-redução de 50% nos níveis de irradiância da luz, aumentando a distância de cura de 0mm para 6 
mm 
- composição, espessura e translucidez 
-ponta deve estar limpa (resina composta) 
-sem trincas (ou fraturas) 
 
Considerações finais 
-aparelhos polywaves são necessários apenas se o material apresentar fotoiniciadores diferentes 
- a desejada redução do fator c pode ser uma consequência da redução do grau de conversão 
 
 
 
 
 
 
 
Princípios de Oclusão 
-restauração da dentro da boca, dentro de um sistema que precisa funcionar 
- essa restauração precisa funcionar dentro da boca, participando da oclusão 
Oclusão: oclusão é a relação entre dentes superiores e inferiores, encostados ou movimentos 
excursivos 
 
máxima intercuspidação habitual (MIH): a completa intercuspidação dos dentes opostos 
independentemente da posição dos côndilos, em outras palavras, a maior quantidade de contatos 
dentários independentemente da posição condilar 
- ela é a posição onde ele fecha todos os dentes 
-maior quantidades de toque quando o paciente fecha os dentes 
-independentemente de onde vai o côndilo da mandíbula 
relação cêntrica (RC): é uma relação maxilo-mandibular, independente de contatos dentários, na 
qual os côndilos da mandíbula articulam na posição mais antero-superior da cavidade glenóide. 
Nesta posição, a mandíbula é restrita a um movimento puramente rotatório. A partir desta relação 
maxilo-mandibular fisiológica e sem restrições, o paciente é capaz de executar movimentos 
verticais, laterais e de protução. Consiste em uma posição de referência, útil e reprodutiva 
-posicionamento do côndilo na cavidade glenóide 
- não depende dos dentes 
- dentes e ATM 
Vitória Silva 
- a forma de chegar à relação cêntrica é JIG de Lucia (1964) 
- em casos raros, o paciente pode ter a máxima intercuspidação habitual igual a relação cêntrica = 
relação de oclusão cêntrica (ROC) 
- a ausência dessa relação não é um problema oclusal 
 
Mecânica da oclusão 
- o que acontece durante os movimentos excursivos (lateralidade e protusão)? 
 
Oclusão mutualmente protegida 
- raízes mais compridas e dentes mais estreitos, cargas em lateralidade 
- os dentes anteriores, anatomicamente são direcionados para receberem cargas horizontais 
- os dentes posteriores por possuírem uma raiz menor, possuem resistência muito mais em receber 
forças verticais do que horizontais 
-oclusão estática: contatos dentais em posteriores, carga vertical, leve contato anterior 
-pode ter toque só não pode ser extenso 
-lateralidade: contato entre caninos, forças horizontais, desoclusão dos dentes posteriores 
- côndilo vai para direito ou esquerda 
- joga a mandíbula, tocando os dentes 
- nesse movimento o ideal é o contato entre os caninos 
- força de lateralidade 
- os dentes posteriores não podem encostar, eles não foram feitos para receber carga lateral 
-oclusão mutualmente protegida, dentes anteriores/caninos protegem os posteriores suportando a 
carga lateral e dentes posteriores suportam os anteriores suportando cargas verticais 
- os incisivos fazem parte da protução: contato entre os incisivos, forças horizontais, desoclusão 
dos dentes posteriores 
- protução: movimento que o paciente realiza encostando os dentes e levando a mandíbula para 
frente 
-nem todos os pacientes possuem estas relações entre os dentes, esta é um relação ideal 
 
Movimentos de lateralidade 
-guia canina: sobreposição vertical e horizontal dos dentes caninos desocluindo os dentes 
posteriores nos movimentos excursivos da mandíbula 
Função em grupo: múltiplos contatos entre os dentes maxilares e mandibulares durante os 
movimentos excursivos da mandíbula,os vários dentes atuam como um grupo na distribuição das 
forças oclusais 
- a guia canina é a melhor opção 
- como consigo avaliar a oclusão do meu paciente? Articulador 
-fase REM do sono ele usa RC 
 
Fatores a serem analisados-1ª consulta 
- protocolo diagnóstico: exame clínico, exames radiográficos e articulador 
Vitória Silva 
- articulador é um exame imprescindível para o diagnóstico 
- tríade perfeita 
 
Montando um articulador 
-preciso localizar a maxila em relação a base do crânio e a mandíbula em relação a maxila 
1- arco facial 
- a maxila pode ser reta, virada para o lado, para o outro 
- instrumento para identificar o posicionamento da maxila 
-plano de cramper: serve para colocar o modelo da maxila no articulador 
2-registro maxilo-mandibular 
- relação dos dentes quando os côndilos (ATM) se encontram em RC 
-JIG pode ser de godiva, ou de qualquer material termoplástico 
-independente do material é preciso criar um anteparo na frente que desoclua os dentes 
posteriores e tenha um leve toque apenas nos incisivos inferiores porque ai eu sei que o côndilo da 
sendo posicionado de forma natural sem precisar empurrar a mandíbula pra RC 
-rolete de cera para registrar a relação desses dentes 
-quando o incisivo inferior encosta no JIG eu sei que lá na ATM o côndilo foi pra região que eu 
quero registar (RC) 
-roletes de cera mostram o que acontece com os dentes 
- quando o incisivo se encosta no JIG eu sei que os dentes posteriores estão na posição que eu 
quero encontrar 
-JIG de Lucia 
-monta primeiro a maxila, coloca o arco facial acopla no articulador 
-posicionamento da maxila em relação a base do crânio 
 
3-moldagens 
 
Meu articulador está correto? 
-ao destravar o articulador, conseguimos conduzir as arcadas para MIH? 
- as facetas de desgaste se encaixam ao reproduzir movimento de lateralidade? 
 
Como realizar o ajuste oclusal de uma restauração em boca 
- ao final de um procedimento restaurador, preciso atingir equilíbrio deste dente restaurado com o 
sistema oclusal 
- como saber se a restauração que executei está alta? 
-antes de restaurar o dente, deve bater papel carbono pra identificar os contatos que vc tem na 
boca previamente 
- ao final da restauração bate de novo para que os toques sejam iguais 
- avaliar com carbono mais pinça miller 
-MIH cor azul 
Vitória Silva 
-lateralidade com vermelha 
- sempre bater carbono 
- se o ponto de contato estiver mais forte também é um problema 
-ausência de contato-extrusão 
-reconstrução de guia canina 
-topo canino com resina 
-3118 FF “chama de vela” (broca para diminuir a altura das restaurações) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lesões Cervicais não Cariosas 
- o tto principal de LCNCs consiste na remoção da dor 
-sintomas: tratar a hipersensibilidade dentinária 
-o sucesso de LCNCs consiste no controle dos agentes causadores e os materiais restauradores 
poliméricos como resina composta e ionômeros modificados por resina 
- não há protocolo para aplicação de dessensibilizantes tópicos que promova o desaparecimento 
permanente da dor 
- a formação das LCNCs depende de uma associação de fatores como: 
- carregamento oclusal exagerado aplicado fora do longo eixo do dente 
- a ação de agentes químicos que promovem a biocorrosão de esmalte e dentina 
- degastes oclusais associados a fenômenos abrasivos 
- podem ser definidas como: abfração, defeitos em forma de cunha, lesões cervicais induzidas por 
tensão e lesões erosivas, cavidade classe V 
- as lesões tornam-se mais prevalentes e graves com a idade 
- o desgaste dentário com a idade e algo que a gente espera que aconteça 
 
fatores etiológicos dos desgaste dentais: 
Vitória Silva 
a) erosão: desgaste químico-mecânico-ácidos intrínsecos e extrínsecos 
b) atrição: desgaste entre dois corpos – oclusão traumática e parafunção (apertamento dental e 
bruxismo) 
c) abfração: desgaste por fadiga: resultante de tensões de tração e cisalhamento na região 
amelocementária, provocando microtrincas e microfraturas em esmalte e dentina 
d)abrasão: degaste 3 corpos: procedimentos de higiene oral (uso de dentifrícios de alta abrasividade, 
escova dental com cercas duras), hábitos de segurar objetos entre os dentes (morder unha, segurar 
caneta etc.) 
-muita interação entre os fatores etiológicos, normalmente não ocorrem sozinhos, multifatorial 
 
-os ácidos mais 
preocupantes 
são os ácidos 
clorídricos. Em 
refluxo, 
distúrbios 
alimentares, 
gastrite 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abrasão 
-lesões de abrasão são decorrentes do desgaste patológico do tecido dental duro por meio de 
processos mecânicos anormais que envolvem substâncias ou objetos estranhos induzidos 
repetidamente na boca entrando em contato com os dentes 
-dentifrícios mais a força da escovação 
Abfração 
-lesões ocasionadas por pressão. São o resultado de forças oclusais aplicadas excentricamente 
levando a flexão do dente na região de fulcro. Isso causaria microfraturas de esmalte devido a 
concentração de vetores de força de atração 
 
Atrição: perda fisiológica de estrutura dental como resultado dos processos mastigatórios, fonação 
e deglutição. É causado pelo contato direto dente-dente 
 
Corrosão: o termo corrosão (erosão dental) é usado para descrever o resultado físico de uma perda 
patológica, crônica, localizada e indolor do tecido dental duro submetido quimicamente ao ataque 
ácido, sem envolvimento de bactérias 
- características clínicas: 
-perda do brilho normal dos dentes 
- exposição de dentina nas superfícies vestibulares/palatais/linguais 
Vitória Silva 
-sensibilidade persistente 
-incisivos encurtados 
-concavidades oclusais ou incisais 
-restaurações de amálgama salientes a superfície oclusal, com aspecto de ilhas 
-localização mais comum: 
- superfícies palatal e oclusal de todos os dentes superiores 
-superfícies vestibular e oclusal de pré-molares e molares inferiores (pouca proteção de 
saliva) 
Extrínseca: é resultado da ação de ácidos exógenos: dieta (ácido cítrico), ácidos industriais (gases 
ácidos) piscinas (ácido clorídrico) 
Intrínseca: é o resultado da ação de ácidos endógenos: ácido gástrico (refluxo, bulimia, anorexia, 
vômito nervoso) 
Idiopática: resultado da ação de ácidos de origem desconhecida: semelhante a erosão, nem os testes 
nem a anamnese explicam a etiologia 
 
Erosiograma 
-fatores químicos, biológicos e comportamentais 
- fatores diretos e indiretos 
-fatores químicos: pH, tipo de ácido, adesão do produto a superfície dentária, propriedades 
quelantes, concentração de cálcio, concentração de fosfato e concentração de flúor 
- mais cálcio e fósforo na bebida ou no alimento aumenta a dureza de superfície 
-biológicos :saliva, película adquirida, estrutura dental, posicionamento e tecidos moles 
-comportamentais: ingestão excessiva de algumas bebidas e alimentos, estilo de vida saudável, estilo 
de vida não-saudável, ocupação, hábitos de higiene 
- apresentam-se, principalmente em faces vestibulares, incisivos, caninos e pré-molares, e mais na 
maxila em comparação com a mandíbula 
- fatores etiológicos das LCNCs como colaboradores no surgimento e evolução da hipersensibilidade 
dentinária (HD) 
-HD gera um dor aguda, curta e provocada 
- pode ser estimulada por fatores térmicos, físicos e químicos, como: 
-secagem ou desidratação 
- atrito 
-vibração 
-alimentos físicos ou quentes 
-variação da pressão osmótica 
- Teoria Hidrodinâmica do fluido dentinário: deslocamento do fluido dentinário ocorre quando a 
dentina perde a proteção do esmalte e do cemento, tornando-se exposta ao meio bucal. Sem a 
proteção e na presença de estímulos, ocorre um rápido deslocamento dos fluidos pulpodentinários, 
estimulando química e fisicamente as terminações nervosas do espaço periodontoblástico e na 
periferia da polpa 
- movimento hidráulico pode ocorrer em direção a polpa ou em sentido contrário, conforme a 
contração ou dilataçãodo fluido, dependendo da natureza do estímulo 
 
Vitória Silva 
Formação 
- tensão: concentração de tensões na estrutura dentária (abfração) 
- sua maior ocorrência é evidenciada principalmente na região cervical, onde a flexão 
do dente durante o carregamento oclusal excessivo leva a um rompimento da camada 
extremamente fina de primas de esmalte bem como as microfraturas na estrutura do 
cemento e de dentina 
- essas microfraturas apresentam uma forma de linha crescente ao longo do colo, onde 
a camada de esmalte se torna quebradiça e frágil 
- o aspecto clínico proveniente do mecanismo de destruição é marcado pelo seu 
formato de cunha 
- pode ser o mecanismo dominante ou colaborar com sua progressão 
- independente da cúspide que recebe o carregamento oblíquo, há concentrações de 
tensões na LCNC, o que leva a acreditar no potencial de evolução nessas situações 
- o carregamento uniforme e homogêneo entre as cúspides vestibulares e palatinas ao 
longo do eixo do dente é a situação ideal, e impede o mecanismo de evolução da LCNC 
e HD causada pelo fator tensão 
-fricção: atrito gerado pela fricção de abrasivos ou de instrumento rígidos na cervical (desgaste) 
- atrição é a perda de esmalte e/ou tecido dentinário pelo contato de instrumentos 
rígidos e abrasivos principalmente na região cervical 
- o mecanismo tensão-atrição constitui um evento combinado que proporciona ao 
dente, em ação conjunta, um estresse exacerbado e alteração da direção do 
carregamento oclusal, como em pacientes com bruxismo 
 
- biocorrosão: ação química e enzimática de degradação (corrosão) 
-degradação química, eletroquímica e bioquímica da estrutura dental e é considerado 
o amis atual 
- ação de ácidos exógenos e endógenos e por efeitos proteolíticos e piezoelétricos da 
dentina, diferentemente do processo de erosão 
- atua fragilizando a estrutura dental hígida, tornando-a menos resistente a outras 
formas de desgaste como abrasão, ou mesmo combinada com a redução do fluxo 
salivar em algumas áreas 
- desmineralização = maior susceptibilidade a fratura 
- lesões podem afetar dentes anteriores e posteriores, sendo separadas para cada local 
 
Vitória Silva 
-em dentes anteriores: 
a) lesão rasa: lesão com perda igual ou menos a 
0,5mm, porem com altura e largura de até 1mm 
b) lesão côncava: lesão com formato côncavo que 
possui profundidade acima de 0,5mm, não possui 
ângulo interno bem definido e sim arredondado 
c) lesão em formato de cunha: lesão com ângulo 
interno bem definido 
d) lesão em forma entalhada: lesão com pequeno 
comprimento ápico-coronal (0,5 a 1mm) em relação 
ao comprimento meso-distal (4 a 6mm) 
e) lesão irregular: lesão de duplo fundo que não 
pode ser caracterizada como nenhuma das outras 
morfologias citadas 
 
 
-em dentes posteriores: 
a) cunha: tambem conhecida como wedge-shaped possui o fundo da lesão com ângulo agudo em 
forme de V 
b) côncava: lesão apresenta-se com fundo arredeondado em forma de U 
c) mista: lesões que se misturam, áreas arredondadas ou planificadas e com regiões com ângulos 
bem definidos 
 
- os pré molares são os dentes mais afetados pelas LCNCs e por causa da consequente exposição 
de dentina, mais afetados pela HD 
- isso acontece devido a desvantagem anatômica das furcas, mais próxima a região cervical, 
sulcos marcados em raiz e coroas, que podem ser pontos de concentrações de tensões, bem 
como a constrição cervical da coroa 
- ainda possuem volume menor de coroa, a qual é submetida a esforço mastigatório 
semelhante ao dos dentes mais robustos 
-participam de carregamentos laterais em movimentos excursivos e possuem tábua óssea 
vestibular fina, o que permite maior deflexão do dente no sentido vestibular e deformações 
ampliadas na região cervical 
- quando essas deformações atingem níveis superiores a resistência do esmalte e da dentina 
cervical, há presença de formação e desenvolvimento da LCNC 
-tábua óssea é mais suscetível a reabsorção, resultante tanto das cargas excêntricas da 
mastigação quanto da fricção, isso leva a exposição da junção amelocementária onde o 
cemento é mais delgado e rapidamente desgastado 
- uma vez exposto ao meio bucal, a região cervical desprotegida passa a sofrer todo tipo de 
estímulo, físico, mecânico e químicos, favorecendo o desenvolvimento da lesão 
- como técnicas restauradoras tem sido propostas técnicas adesivas diretas representadas pelos 
compósitos resinosos, por causa da capacidade de adesão as estruturas dentais e de mimetizar 
mecanicamente a dentina, reforçando a região cervical enfraquecida 
- compósitos resinosos de baixa viscosidade como resinas micro ou nano-híbridas, resinas fluidas 
(flowable composite) e ionômeros modificados por resina 
- matérias que apresentam resistência mecânica ao desgaste e adesão as estruturas dentais, sendo 
indicadas para a reconstrução de diferentes tipos de LCNCs 
Vitória Silva 
- existem situações com que a HD não apresenta espaço suficiente para a inserção de restaurações 
de resina, como pequenas exposições de dentina subgengivais, recessão gengival, terapias 
periodontais cirúrgicas. Nesses casos, o uso de produtos tópicos é necessário, como os agentes 
dessensibilizantes 
- produtos dessensibilizantes podem ser: 
a) agente obliteradores: produtos que atuam no vedamento dos túbulos dentinário 
b) agentes de ação neural: produtos que atua diretamente nas terminações nervosas da dentina 
exposta 
c) agentes de ação mista: atuam simultaneamente nas terminações nervosas e na obliteração dos 
túbulos 
 
 
 
 
Hipersensibilidade dentinária 
-também chamada de hipersensibilidade dentinária cervical (HDC) 
- nos últimos tempo mostrou um aumento em sua prevalência 
- estudos possuem variáveis como: idade, região do país, tipos de clínica, tipos de recrutamento, 
hábitos das populações, além da dificuldade de diagnóstico e falta de padronização da coleta de 
dados 
-estabelecimento da HDC tem sido cada vez mais precoce 
- HDC é caracterizada por uma dor aguda e de curta duração. Originada na dentina cervical 
exposta a estímulos térmicos, evaporativos, táteis osmóticos e/ou químicos que não pode ser 
atribuída a outra forma de defeito ou patologia dental 
- etiologia multifatorial, envolvendo 
a associação dos fatores 
biocorrosão, tensão, fricção 
- o estilo de vida atual parece ser o 
principal motivo que favorece e 
intensifica a presença dos fatores 
 
Biocorrosão 
-processo de degradação química e 
eletroquímica das estruturas 
dentais em organismos vivos, 
proveniente do contato frequente e 
prolongado dos dentes com ácidos 
de origem intrínseca e extrínseca 
-processo complexo que envolve reações químicas entre ácidos derivados de diferentes origens e 
os componentes das estruturas dentais que resultam na degradação do dente 
- durante o processo biocorrosivo, a saliva possui grande efeito protetor 
- entretanto, com as variações de pH, devido a presença do ácido, há um aumento no fluxo salivar, 
justamente com o objetivo de elevar o efeito tamponante e reduzir a ação biocorrosiva 
- a ação dos ácidos irá favorecer a exposição dos túbulos dentinários na cavidade oral e 
aumentará o risco de desenvolvimento da HDC 
Vitória Silva 
 
Fator tensão 
- -ocorre quando o dente recebe uma força e transmite como energia (força de tensão) para as 
estruturas dentais 
- a presença de tensão nas estruturas dentarias é algo fisiológico e recorrente, no entanto ela deve 
ser dissipada uniformemente para que não haja sobrecarga no dente e periodonto 
-o padrão oclusal do paciente possui influencia direta na distribuição das tensões no elemento 
dentário 
- o ligamento periodontal consegue exercer o seu papel e dissipar a tensão de maneira mais 
homogênea, não ocorrendo acúmulo de tensão em áreas ou estruturas específicas 
 
Fator Fricção 
-desgaste mecânico por atrito anormal da estrutura dentária, que pode ocorrer por mecanismo 
exógenos (objetos ou substâncias externasrepetidamente introduzidas em contato com os dentes-
como a abrasão pela escovação) e/ou endógenos (contato entre os próprios dentes-conhecido 
como atrição) 
- o fator escovação isolado não promove desgaste em esmalte e não resulta em perda de estrutura 
clinicamente significativa em dentina 
- os dentifrícios, por sua vez, variam quanto a abrasividade e seu pH, sendo que o desgaste gerado 
por eles depende, também, da sua relação com a escova 
- fricção tem papel importante como fator colaborador para a degradação da estrutura dental e, 
por esse motivo, pode ser considerado como um mecanismo potencializador no processo 
- casos que se realiza a escovação dos dentes imediatamente após o consumo de substâncias 
ácidas, episódios de refluxo ou atrito em uma região de estrutura dentária já fragilizada pelo 
acúmulo de tensão 
- os fatores envolvidos no desenvolvimento da HDC não atuam de maneira isolado e sim associadas 
- a prevenção da HDC se inicia pela identificação dos fatores etiológicos da alteração 
-HDC esta diretamente relacionada com hábitos e comportamentos do paciente, a prevenção da 
causa depende de uma intensa colaboração entre paciente, dentista e outros profissionais da 
saúde 
-na 1ª consulta é necessário avaliar os seguintes tópicos: 
- investigação de apertamento dental e 
bruxismo 
-doenças gástricas ou distúrbios alimentares 
-práticas de esporte ou treinos esportivos 
-equilíbrio oclusal 
-escovação dental 
-avaliação da dieta 
Vitória Silva 
-identificação dos grupos de risco o qual o paciente pertence 
Pacientes pós ortodônticos 
-grupo de risco para desenvolvimento 
recessão gengival e consequente, HDC 
- presença de forças oclusais não ideais 
atuando juntas sobre os dentes, sendo um 
fator intensificador de tensões 
-movimentações ortodônticas, como 
intrusão e extrusão, geram grandes tensões 
na região radicular e cervical, 
principalmente na região do ligamento 
periodontal, o que pode comprometer o 
dente como todo 
-compressão da tábua óssea 
- alguns movimentos promovem concentração de tensão de tração na junção amelocementária 
vestibular 
Estratégias de prevenção e controle: 
 planejar o tratamento para ser executado com a menor quantidade possível de ativações do 
aparelho 
 analisar os contatos oclusais e existência de interferências no decorrer do tratamento e, se 
possível, ajustá-las ou atenuá-las; 
 Recomendar escovar os dentes 30 minutos após a ingestão de alimentos ácidos; 
 Orientar quanto aos hábitos de higienização ao redor dos dispositivos ortodônticos; 
 Orientar e motivar o paciente para completa adesão ao tratamento ortodôntico, com a 
finalidade de otimizar o tempo necessário para a movimentação dentária; 
 Restaurar LCNCs com resina composta previamente ao tratamento ortodôntico; 
 Intervir, de forma preventiva, principalmente em casos onde é necessário a expansão da 
maxila e vestibularização, giroversão ou extrusão dentária. 
 
Pacientes com hábitos parafuncionais 
- parafunção: toda atividade neuromuscular realizada pelo sistema estomatognático que resulta 
em hiperatividade dos músculos da cabeça e do pescoço aumentando a pressão interna da ATM 
- estão associados a estresse psicológico e alteração neurológica 
- ao persistir o hábito e caso o dentista não intervenha para o controle da parafunção, os 
componentes do sistema estomatognático podem sofrer danos mais severos, como fadiga, 
espasmos e dor 
- os hábitos mais prevalentes são o bruxismo, apertamento dentário, roer unhas e hábitos de 
morder objetos 
- todos os hábitos promovem a presença de forças excessivas e fora do longo eixo do dente, 
levando a um desequilíbrio das distribuições de tensões nas estruturas dentais 
- isso pode ocasionar maiores concentrações de tensões na região cervical, favorecendo, assim, o 
desenvolvimento de HDC 
 
Estratégias de prevenção e controle: 
 Sugerir fixar adesivos em locais estratégicos para lembrar de não apertar os dentes e 
praticar hábitos como onicofagia e morder objetos; 
 Utilizar dispositivos móveis e aplicativos (como o Desencoste seus dentes) com lembretes 
intermitentes com a finalidade de lembrar o indivíduo de desencostar os dentes; 
 Indicar a prática de exercícios físicos e alongamentos; 
Vitória Silva 
 Trabalhar de forma multiprofissional com psicólogos e psiquiatras; 
 Encaminhar para consulta com fisioterapeuta para correção da postura corporal; 
 Realizar aplicação de toxina botulínica para diminuir a tonicidade muscular; 
 Confeccionar moldeira individual de silicone com espessura de 1mm para uso durante 
atividades físicas de tonificação muscular; 
 Confecção de dispositivo estabilizador (placa miorelaxante); 
 Analisar o padrão oclusal e interferências oclusais; 
 Analisar os medicamentos de uso contínuo do indivíduo; 
 Traçar metas e sugerir soluções para as situações limitantes para cessar os hábitos de 
onicofagia e de morder objetos; 
 Auxiliar na elaboração de uma rotina para manter as unhas sempre curtas; 
 Identificar hábitos parafuncionais ocupacionais (Ex.: mergulhador que morde o suporte de 
borracha e cabeleireiro que morde o grampo); 
 Sugerir a necessidade da quantidade de café ingerido, principalmente próximo ao período 
noturno; 
 Identificar e indicar a necessidade de diminuir a ingestão de álcool; 
 Sugerir a diminuição do consumo do tabaco e, se possível, cessar esse consumo. 
 
Atletas amadores e/ou profissionais 
- frequente ingestão de energéticos e isotônicos, suco de frutas e bebidas gaseificadas ácidas, bem 
como a retenção dessas bebidas na boca durante períodos prolongados 
- redução do fluxo salivar durante a prática de exercícios aumentam ainda mais o risco da 
presença de HDC 
- atletas que passam muito tempo na água da piscina, devido ao fato de que piscinas 
indevidamente cloradas podem ser mais um fator de risco para o desenvolvimento da HDC 
 
Estratégias de prevenção e controle 
 Evitar a manutenção de bebidas ácidas por tempo prolongado na boca (evitar bochechar 
esses líquidos); 
 Ao consumir bebidas ácidas (energéticos, isotônicos, chás de ervas, sucos cítricos), dar 
preferência para a utilização de um canudo, que pode dirigir a bebida para a parte mais 
posterior da boca; 
 Sugerir ao paciente que evite tocar os dentes durante os exercícios de hipertrofia muscular e 
confeccionar protetores bucais personalizados para esse tipo de atleta; 
 Solicitar que o paciente consulte uma nutricionista para obter uma dieta equilibrada; 
 Ao realizar uma refeição com intensa presença de alimentos ácidos, encerrá-la com 
alimentos ricos em cálcio, como o queijo, para facilitar a neutralização do pH bucal; 
 Evitar escovar os dentes imediatamente após a ingestão de alimentos e bebidas ácidas 
 Enxaguar a boca com água após a ingestão ou aguardar 30 minutos para realizar a 
escovação; 
 Evitar a ingestão de alimentos ácidos tarde da noite; 
 Evitar a ingestão de frutas ácidas e fontes de fibras como barras de cereais sem ingestão de 
água subsequente; 
 Ao realizar uma refeição com intensa presença de alimentos ácidos, encerrá-la com 
alimentos ricos em cálcio, como o queijo, para facilitar a neutralização do pH bucal; 
 Nos casos de nadadores amadores ou profissionais, instruí-los a requerer o monitoramento 
do pH da piscina na qual fazem seus treinamentos; 
 Solicitar ao paciente que realize consultas periódicas para check-ups e aplicação de 
profissional de agentes com o objetivo de prevenir a perda de conteúdo mineral das 
estruturas dentais. 
 
 
 
Vitória Silva 
 
 
Pacientes com doenças gástricas e distúrbios alimentares 
-apresentam contato frequente de ácidos de origem endógena com as estruturas dentais 
- a presença de ácido gástrico na boca favorece a exposição da superfície de dentina, o que 
promove alterações salivares que ultrapassam a barreira protetora de remineralização pela saliva 
 
 Investigar, junto ao paciente, a presença de doenças gástricas edistúrbios alimentares e, em 
caso positivo, questionar se a doença está sob controle de profissional especializado; 
 Em casos nos quais haja a suspeita da presença distúrbios não relatados pelo paciente, 
fazer um encaminhamento para profissionais especializados de outras áreas 
(gastroenterologista e/ou psicólogos); 
 Evitar consumir refeições e em seguida realizar atividades físicas; 
 Evitar refeições dentro de 2 a 3 horas antes de se deitar; 
 Evitar jejum prolongado, a fim de manter o pH da saliva e ajudar a controlar os distúrbios 
gastroesofágicos; 
 Ao realizar uma refeição com intensa presença de alimentos ácidos, encerrá-la com 
alimentos ricos em cálcio, como o queijo, para facilitar a neutralização do pH 
 bucal; 
 Utilizar travesseiros mais espessos, a fim de manter a cabeça elevada durante o noite, 
reduzindo assim os efeitos do refluxo noturno; 
 Evitar escovar os dentes imediatamente após acordar ou após episódios de refluxo 
gastroesofágico ou regurgitação. Enxaguar a boca com água antes de realizar a escovação 
para facilitar a neutralização do pH bucal; 
 Beber água ao longo do dia para contribuir para a diluição de alimentos na cavidade oral; 
 Solicitar ao paciente que realize consultas periódicas para check-ups e aplicação de 
profissional de agentes com o objetivo de prevenir a perda de conteúdo mineral das 
estruturas dentais. 
 
Uso abusivos de medicamentos ou substâncias ilícitas 
- muitos desses medicamentos possuem a capacidade de reduzir a taxa de fluxo salivar ou 
capacidade tamponante da saliva 
- anti-histamínicos, tranquilizantes, esteroides utilizados em inaladores (asma), compostos a base de 
ácido acetilsalicílico e comprimidos a base de ácido ascórbico 
- uso abusivo de drogas ilícitas também pode estar relacionado ao desenvolvimento da HDC, por 
diminuição do fluxo e da capacidade de tamponamento salivar e degradação dental química 
Estratégias de prevenção e controle 
 Analisar os medicamentos de uso contínuo do indivíduo e determinar aqueles que 
apresentam composição ácida; 
 Orientar o paciente para o possível potencial de degradação das medicações específicas 
quando utilizadas de maneira excessiva; 
 Solicitar ao paciente que utilize as medicações estritamente de acordo com as 
recomendações médicas; 
 Orientar o paciente a não manter comprimidos efervescentes e/ou mastigáveis (como 
aspirinas ou composto de vitamina C) por tempo prolongado na boca; 
 Não utilizar medicações por períodos prolongados sem recomendação médicas; 
 Evitar escovar os dentes logo após a ingestão de medicações ácidas (principalmente na 
forma de comprimidos mastigáveis ou efervescentes); 
 Investigar o possível uso de substâncias ilícitas pelo indivíduo e orientá-lo sobre as possíveis 
consequências para a saúde geral e bucal do uso contínuo; 
 Solicitar ao paciente que realize consultas periódicas para check-ups e aplicação 
profissional de agentes com o objetivo de prevenir a perda de conteúdo mineral das 
estruturas dentais. 
Vitória Silva 
 
 
 
Estratégias para prevenção dos sintomas 
- teoria hidrodinâmica: sugere que movimentos no fluido presente no interior dos túbulos 
dentinários estimulam mecanicamente as fibras nervosas na interface pulpo-dentinária. 
Naturalmente, o fluido dentinário possui um fluxo em direção ao lado externo, principalmente 
devido a pressão produzida pelo tecido pulpar 
-quando a dentina é exposta, ocorre a abertura dos túbulos dentinários diferentes tipos de 
estímulos alteram a direção do fluxo, bem como a sua velocidade, essa movimentação no fluido 
gera uma deformação nos odontoblastos e ativação de fibras nervosas presentes nos 
prolongamentos dessas células 
- a polpa dental é inervada por fibras nervosas do tipo A e C, essas fibras aferentes só conseguem 
transmitir sinais dolorosos, o que explica o fato de diferentes estímulos resultarem em dor, como o 
contato físico com a dentina exposta de substâncias doces, ácidas, geladas, cerdas de escova, 
entre outras 
- a dentina hipersensível possui uma concentração de túbulos dentinários abertos maior do que 
uma dentina não sensível, mesmo deslocamentos extremamente pequenos podem ter um grande 
efeito, porque uma grande quantidade de túbulos está envolvida nesse mecanismo 
- os ttos consigam selar os túbulos dentinários, conseguem impedir o movimento do fluido 
dentinário e consequentemente, impedem o desencadeamento da dor, sendo essa uma lógica da 
teoria hidrodinâmica 
- em teoria, todos os agentes dessensibilizantes que ocluem a dentina diminuiria a 
hipersensibilidade dentinária 
-além do bloqueio mecânico, o outro mecanismo envolve o bloqueio da atividade nervosa pulpar 
através de agentes químicos 
- ocorre a oclusão dos túbulos dentinários a partir de 30 minutos de remineralização, para o 
esmalte, também não foi observado proteção do substrato 
-assim, em indivíduos diagnosticados com LCNCs a escovação previamente a ingestão de alimentos 
ácidos seria o ideal 
- adiar a escovação por alguns minutos, após a alimentação a fim de permitir uma possível 
remineralização e reposição de glicoproteínas 
- agentes dessensibilizantes inseridos nos cremes dentais atuais como: flúor, estrôncio, nitrato de 
potássio, arginina, fluoreto de estranho, fosfosilicato de cálcio e sódio e o TCP- tri-cálcio-fosfato 
que possuem o objetivo de dessensibilização 
 
Nitrato de Potássio 
 O nitrato de potássio age na despolarização das terminações nervosas, bloqueando a ação 
axônica e a passagem do estímulo doloroso 
 Apesar de uma revisão da Cochrane concluir que não há evidência disponível para apoiar a 
eficácia de nitrato de potássio para o tratamento da dentina hipersensível, outros trabalhos 
sugerem que ele é eficaz 
 
Fluoretos 
 a ação do flúor é dada pela união com os íons cálcio, resultando em fluoreto de cálcio e na 
redução do diâmetro do túbulo dentinário. 
 fluoreto de sódio (NaF) é superior ao monofluorofosfato de sódio (MFP) em relação 
deposição de flúor nos dentes 
 Fluoreto de estanho: a obliteração pela indução de um alto conteúdo de minerais cria uma 
barreira calcificada, bloqueando a abertura dos túbulos na superfície dentinária. 
 Evidências de estudos in vitro revelam que as soluções salinas de estanho precipitam em 
dentina, bloqueiam os túbulos e o depósito aquoso é resistente ao ácido 
Vitória Silva 
 Estudos usando gel de fluoreto estanhoso relataram as mesmas observações e indicaram, 
ainda, uma proteção efeito da camada de esfregaço de dentina contra a erosão ácida 
 
 
 
Estrôncio 
 O cloreto de estrôncio tem efeito oclusivo sobre o túbulo dentinário e reduz a 
permeabilidade da dentina, reduzindo a HD. 
 O sal tem grande afinidade pela dentina, possibilitando a absorção em tecidos conjuntivos 
orgânicos e nos prolongamentos dos odontoblastos 
 Os trabalhos in vitro têm sido promissores, apresentando uma boa oclusão tubular de 
dentina erodida 
 Infelizmente, essas propriedades não foram demonstradas clinicamente com o mesmo 
sucesso no tratamento da HD. 
 
Fosfossilicato de cálcio e sódio 
 Silicato de Cálcio e Fosfato de Sódio 
 contém Silicato de Cálcio que reage com o Fosfato de Sódio após entrar em contato com a 
 saliva, formando uma estrutura ácido resistente semelhante à hidroxiapatita 
 Estudos apresentam resultados positivos, não se diferenciando do fosfosilicato de sódio e 
cálcio. 
 
Arginina 
 A arginina é um aminoácido que transporta o carbonato de cálcio para o interior da 
dentina, causando o vedamento do túbulo. 
 A evidência clínica dos efeitos benéficos da arginina e o carbonato de cálcio foram 
estudados e os efeitos do tratamento foram imediatos para controle da dor da HD 
 Existem dados conflitantes a serem discutidos quanto à solubilidade ácida do depósito e 
está estabilidade é uma questão em aberto. Dada a natureza do depósito, semelhante à 
hidroxiapatita, seria de se esperar que o depósito fosse instável para qualquer desafio 
ácido.Isso pode não importar enquanto o creme dental com arginina está em uso regular, 
pois qualquer depósito dissolvido pelo ácido pode ser substituído na próxima escovação 
 
Arginina + TCP 
 Tri-cálcio e fosfato age na superfície da dentina formando uma camada denominada de “Cal 
Seal”. Essa partícula possibilita a coexistência de cálcio, fosfato e flúor sem que haja reações 
prematuras dadas a alta reatividade dessas estruturas. 
 arginina age como transportador do TCP para o interior da dentina. 
 Trabalhos clínicos mostram resultados interessantes e promissores 
 
Tratamento 
Diagnóstico, prevenção e tratamento in-office 
- os fatores etiológicos devem ser determinados e o tratamento deve ser adotada 
- é importante ressaltar que os fatores predisponentes devem ser removidos e/ou controlados, 
independentemente da estratégia de tratamento a ser realizado 
- o tto deve consistir tanto na interrupção dos estímulo de dor nas terminações nervosas intra-
tubulares quanto no vedamento dos túbulos dentinários abertos e exposto, evitando, assim, o 
movimento do fluido intra-tubular e consequentemente eliminando a dor 
- a terapia com lasers de baixa potência podem ser utilizando devido a despolarização de fibras 
nervosas do tipo C 
Estratégias de consultório: 
 Realizar anamnese detalhada do paciente (ocupação profissional, histórico de ortodontia, 
atividade física em atletas amadores ou profissionais, estilo de vida, medicações ou 
tratamentos como quimio e/ou radioterapia); 
 Realizar exame clínico (observar desgaste dental, análise do equilíbrio oclusal/biomecânica); 
Vitória Silva 
 Estar atento com pacientes ansiosos, com estresse psicológico e encaminhar, quando 
necessário, para profissionais psicólogos ou psiquiatras; 
 Observar se existe doença gástrica associada ou histórico de refluxo gastresofágico, úlceras, 
pacientes que realizaram cirurgia bariátrica e encaminhá-lo para gastroenterologistas; 
 Observar indivíduos com transtornos alimentares (anorexia e bulimia nervosa) e encaminhá-
los para psiquiatras/psicólogos; 
 Observar sinais de apertamento dental. Para diminuir esses episódios, confeccionar placas 
e/ou utilizar aplicativos específicos. 
 
Estratégias de consultório 
 Orientar o paciente com relação ao controle da alimentação - adoção de uma dieta menos 
ácida/avaliar necessidade de relatório de dieta alimentar; 
 Instruir o paciente a aguardar de 30 a 40 minutos para escovar os dentes após a 
alimentação; 
 Recomendar um creme dental de baixa abrasividade, com ingrediente ativo para 
hipersensibilidade dentinária e escova dental extra macia/avaliar necessidade de relatório 
de escovação dental; 
 Orientar o paciente com a técnica de escovação adequada, sem uso de força excessiva; 
 Seguir a orientação de profissionais/consultar seu cirurgião-dentista com regularidade. 
 
Seleção de Cor 
Estética dentária: 
Ciência de copiar ou harmonizar as nossas restaurações com as estruturas dentárias, de tal modo 
que a nossa arte se torne imperceptível 
 
-terço cervical, mais dentina 
-terço médio mais esmalte 
-terço incisal é só esmalte, principalmente borda incisal 
-halo opaco: na borda incisal 
-aumenta brilho e diminui o contraste 
VITA: escala mais utilizada 
Cor: é uma sensação provocada pela luz eu depende do comprimento de onda 
- análise visual por meio da escala de cor é considerada subjetiva e é considera a mais utilizada na 
prática clínica 
-espectrofotômetros, colorímetros ou análise de imagem com a ajuda de softwares são 
consideradas formas mais objetivas de análise 
- a cor é definida por três dimensões: matriz, croma e valor 
 
Matiz 
- definido como o pigmento da cor (marrom, amarelo, cinza etc.) 
- é determinado pelo comprimento de onda da energia radiante 
- na escala VITA clássica é descrita como A (laranja), B (amarelo), C (amarelo acinzentado) e D (cinza 
avermelhado) 
 
Croma/saturação 
Vitória Silva 
-saturação de cor ou do matriz 
- aumento na quantidade de pigmento de determinado matriz (vermelho claro, escuro) 
- na escala VITA clássica é descrita em números, do 1 ao 4, indo da menor para a maior saturação 
 
Valor/luminosidade 
- quantidade de preto ou branco presentes em um matriz 
-mais brilho, maior o valor do dente 
-pode também ser chamado de brilho ou luminosidade 
- é uma propriedade acromática e uma das mais difíceis de serem determinadas 
-valor mais alto do que o paciente mais velho 
-mais jovem maior o valor do dente 
-mais velho maior translucidez 
-clareamento vai quebrando os pigmentos e reduzindo o croma 
-maior valor, mais opaco, maior reflete luz, maior a sensação do dente ser grande 
 
Fluorescência: 
-capacidade de uma substância de emitir luz quando exposta a radiações UV ou raios X 
- as radiações absorvidas (invisíveis ao olho humano) transformam-se em luz visível (com um 
comprimento de onda maior que o da radiação incidente) 
-aparência de naturalidade e vitalidade do dente 
-a dentina exibe maior fluorescência do que o esmalte 
 
Opalescência 
-efeito de dispersão da luz 
-está relacionada com a forma em que o material dispersa os menores comprimentos de onda da 
luz 
-aparência azulada sob luz refletida e alaranjada sob luz transmitida 
- o esmalte natural possui efeito opalescente 
- ou azulada ou alaranjado 
 
A cor no sistema 
- dentina: A1, A2, A3 e B1 
-esmalte: B1, B2, A1 e A2 
-translúcida: incisal 
 
- a cor não é a mesma de fabricantes diferentes 
-índice de refração muda de acordo com o esmalte e a dentina 
-esmalte-1,63 
Dentina cervical 1,60 
Vitória Silva 
-dentina média 1,56 
Dentina incisal 1,49 
 
 
 
Resinas de esmalte 
-partículas inorgânicas de vidro ultra finas e partículas prepolimerizadas de lata performance 
-excelente polimento 
-retenção de brilho 
-translucidez 
 
Dentina 
-efeito de dispersão da luz 
-manipulação consistente 
-universal possui mais partículas inorgânicas – tornando mais radiopaco e maior consistência 
-cor universal: todos os dentes 
-resina universal: anterior e posterior 
-sistema híbrido de cor 
 
Cervical é menos translúcido do que a incisal 
 
 
- a translucidez e a opacidade dos tecidos dentários também são importantes, uma vez que a 
coloração do dente é percebida quando a luz atravessa a camada translúcida do esmalte e é 
absorvida e refletida pela camada relativamente mais opaca da dentina 
- a estrutura dentária é considerada policromática, e sua cor final depende, dentre outros fatores, 
da espessura da camada de esmalte e de dentina 
- como o mesmo dente (com um único matiz) apresenta diversas diferenças de croma, valor, 
translucidez e opacidade, o dente pode ser divido em terços para correta definição da cor 
-confecção de uma mapa cromático da estrutura dentária pode ser uma das ferramentas 
importantes para a etapa de seleção de cor 
 
Considerações clínicas 
- o processo de seleção da cor depende de fatores como: ambiente, a fonte de luz, a percepção da 
cor pelo profissional e os diferentes tipos de guias para a seleção da cor 
-recursos mais importantes para a seleção da cor é a fotografia, principalmente entre contato 
dentista e laboratório, tendo em vista que é ponte de contato com o laboratório 
-deve ser posicionado topo a topo com a incisal dos dente a ser restaurado 
-em restaurações indiretas, a mesma foto deve ser feita para que o laboratório possa visualizar a 
cor do substrato dentário 
-na maioria dos casos, se você acertar valor e croma, a reconstrução será clinicamente aceitável, 
mesmo que o matiz não esteja correto 
Vitória Silva 
- seleção deve ser realizada antes do isolamento, dente opaco, porque está desidratado 
- as mulheres devem remover o batom, cor do batom chama sua atenção 
- dentes após a profilaxia 
-utilizar escalas confiáveis 
-escolher a cor rapidamente 
-descansar a visão 
- a resina muda de cor após a polimerização, então fotopolimerizar por 5 segundos-silano; adesão melhor com a matriz, se precisar unir uma resina velha com uma nova para 
melhorara estética, essa união pode ser melhorada com um silano 
-Aplica silano, adesivo e resina nova 
-silano é bifuncional 
-resina nova e velha, usa um silano, 
 
 
 
Restaurações classe V e classe III 
- lesões de classe V podem ser cariosas e não cariosas 
- atualmente, lesões não cariosas de classe V são mais comuns de aparecem 
-lesões localizadas na cervical 
-proximidade com o tecido periodontal 
-questão biomecânica, lesões com mais de 1mm de profundidade normalmente são restauradas, a a 
parte coronária 
-mais de 1mm de profundidade coronária é melhor restaurar 
-parte radicular, seja com enxerto de tecido conjuntivo 
 
Lesões não cariosas- classe V 
1- Profilaxia da região 
-normalmente se utiliza pastas isentas de óleo 
-pode usar pedra pomes e água 
 
2- Seleção de cor 
-uma bolinha de resina na região e fotopolimeriza 
 
3- Isolamento absoluto e preparo 
-lesões classe V não necessitam preparo cavitário obrigatório 
-recomendam um biselamento, suavizar o ângulo principal para que haja uma transição entre 
esmalte e resina 
-biselamento: leve desgaste no ângulo principal, com uma broca, desgaste do esmalte 
-aumentar a rugosidade, oxido de alumínio (não há evidências cientificas) 
 
4- Procedimentos adesivos 
-depende da técnica do adesivo 
-começa pelo esmalte, depois dentina.... 
 
 
Vitória Silva 
5- Inserção das resinas compostas 
-normalmente começa a aplicação de resina composta pelo terço cervical/dentina porque é 
onde há maior dificuldade de adesão 
-visualizar bem as margens na região cervical 
-fotopolimerização 
- 2º incremento fechando a cavidade, puxando do terço cervical para o terço médio 
-fotopolimerização 
- 3º incremento para esmalte, resina de cor, para fechar a cavidade 
-fotopolimerização 
 
6- Acabamento 
-lâmina 12 do bisturi para dar acabamento e tirar um pouco da resina, mais na região de 
margem, cuidado para não lascar a resina 
-disco adesivo, de acordo com o grânulo, para mais ou menos desgaste 
 
7- Retira o isolamento 
 
8- Polimento 
-pastas, disco de feltro 
-pontas diamantadas 
-borrachas de polimento 
-pedra pomes 
- áreas para materiais indicados 
* as vezes anestesia o paciente antes da restauração 
 
Lesões Cariosas – Classe V 
1- Profilaxia da região 
 
2- Seleção de cor 
 
 
3- Isolamento absoluto 
-fazer a remoção do tecido cariado sobre o isolamento absoluto para que não haja 
contaminação 
 
4- Remoção do tecido cariado 
- 1º abrir acesso a lesão 
-2º conferir textura, umidade, consistência, dureza 
 
5- Preparo cavitário 
-abrir o acesso para a restauração 
-parede circundantes em dentina dura 
-parede axial, dentina firme 
-utilizar a dureza como critério, porque a cor da dentina pode estar alterada 
 
6- Procedimento adesivos 
-condicionamento ácido 
-depende do tipo de adesivo utilizado 
 
7- Aplicação dos incrementos 
-sempre começar pela parede de fundo que é a mais difícil 
 
8- Acabamento e polimento 
 
*as vezes anestesia o paciente 
Classe III em resinas compostas 
-lesões proximais em dentes anteriores que não envolvem o ângulo incisoproximal 
- primeira coisa a se pensar é o acesso a lesão 
Vitória Silva 
-uma lesão classe III normalmente é sempre cariosa, entre dentes proximais, local de acúmulo de 
biofilme 
-afastamento para ganho de espaço 
- afastamento prévio, 24 a 48hrs 
-estritamente proximal, manter o espaço 
-afastamento com a cunha gera dor (imediato) 
-colocar a cunha após o afastamento para manter o afastamento 
1. Profilaxia 
-profilaxia antes e depois do afastamento se for 
 
2. Afastamento 
 
3. Profilaxia 
 
 
4. Acesso 
-matriz metálica para não atingir/proteção o outro dente 
-proteção obrigatória em dentes proximais 
 
5. Preparo cavitário 
 
6. Procedimento adesivos 
 
 
7. Inserção da resina composta 
-normalmente um incremento só, porque o espaço é menor 
-resina de cor 
 
8. Acabamento e polimento 
 
 
Classe III acesso palatal 
-menor ergonômico 
-visão indireta 
-não há como fazer por proximal 
- as vezes aonde a maior parte da lesão está 
-preparo menos agressivo para o dente 
 
1. Profilaxia 
 
2. Oclusão 
 
 
3. Seleção de cor 
 
4. Isolamento 
 
5. Afastamento 
-pode ser com a cunha de madeira 
-pegar o bisturi e ajustar a cunha para o formato adequado para o caso específico 
-cunha segura a matriz metálica para proteção do dente vizinho 
 
6. Remoção do tecido cariado 
Vitória Silva 
-brocas de tamanho apropriado 
-brocas grandes, aumenta a restauração 
-brocas pequenas, pode ter que fazer muita força 
 
7. Procedimento adesivos 
-pode ser uma tira de poliéster 
-tira metálica é para proteger mecanicamente, para dar contorno no dente 
-tira de poliéster quimicamente 
-anteparo 
 
8. Incrementos de resinas 
-não tem problema a outra resina encostar no dente proximal, porque não houve 
procedimento adesivo no outro 
-primeiro incremento de esmalte e depois dentina, e após esmalte palatino 
 
9. Acabamento e ajuste oclusal 
 
10. Acabamento e Polimento 
 
Classe III – Acesso vestibular 
1. Profilaxia 
 
2. Seleção de cor 
 
 
3. Isolamento 
 
4. Remoção da restauração/tecido cariado 
 
 
5. Procedimento adesivos 
 
6. Incremento de resina – esmalte proximal 
a) -matriz estabilizada por cunha de madeira 
b) -matriz tracionada 
-para dar o contorno do dente 
-deve ficar fininho 
 
7. Incremento de resina- dentina 
 
8. Incremento de resina-esmalte vestibular 
 
 
9. Acabamento e polimento 
 
 
 
 
 
Vitória Silva 
Evitar 
sobre-
tratamento
redução dos 
efeitos adversos 
e complicações, 
restauração das 
funções 
diagnóstico precoce e 
tratamento
evitar o desenvolvimento da 
patologia 
 
 
 
 
Trauma dental 
-alta prevalência, problemas grandes 
- buscar a prevenção e tratamento do trauma dentário 
-é um problema do estado, uma dente restaurado é um dente restaurado a vida toda 
-lesão de causa única, entretanto é multidisciplinar (tecidos moles e duros) 
-primeiramente o diagnóstico e depois pensar no tratamento 
 
Níveis de prevenção 
 
 
4 – prevenção quaternária 
 
 
3- prevenção terciária 
 
 
2- prevenção secundária 
 
 
1- Prevenção primária 
 
 
 
 
-indivíduos classe II acentuada tem sérios riscos de traumatismo dentário, overjet maior que 3mm 
 -prevenção secundária 
-reabilitar os dentes perdidos, manter os dentes em boca 
 -prevenção quaternária 
-maneira minimamente invasiva, quanto a gente consegue manter os dentes na boca 
-tratamento de sequelas aumenta o custo e diminui o número de pessoas atingidas 
-primária: evitar os acidentes de trauma dental 
 
Etiologia: quedas, colisões, jogos e esportes, acidentes de trânsito e violência interpessoal 
 
Vitória Silva 
 
Educação e prevenção 
1- Publicação de artigos informativos relativos à prevenção e tto de trauma dental em 
periódicos locais (odontológicos ou não) e em revistas voltadas para o público leigo 
 
2- Ministrar palestrar sobre prevenção e tratamento de trauma dental para grupos específicos: 
staff de escolas, pais, jovens, esportistas, staff de clubes esportivos e profissionais da área 
 
 
3- Reconhecer indivíduos de alto risco para trauma dental 
4- Confirmar que todo pessoal auxiliar, saibam exatamente que deve ser feito em caso de 
trauma dental 
 
5- Durante o exame, procurar por sinais intraorais de hábitos potencialmente danosos 
 
 
6- Sugerir protetores bucais para praticantes de esportes de contato, profissionais e amadores 
 
7- Propor tratamento ortodôntico para esportivas e outros indivíduos com mal oclusão 
 
 
8- Recomendar a provisão de kit contendo solução de armazenamento para dentes 
 
9- avulsionados na caixa de primeiros socorros, em escolas, academias, clubes etc. 
 
 
10- Divulgar números de telefones de serviços de emergência 
 
11- Distribuição de panfletos relacionados a prevenção e primeirossocorros de trauma dental 
 
 
-corpos estranhos na boca: piercing, entre outros 
 
Tipos de lesões 
-múltiplas possibilidades de traumas dentais 
-testes e conclusões para se chegar em um diagnóstico 
-diagnóstico é o mais importante 
 
Lesões dos tecidos periodontais 
a) Concussão 
-trauma leve 
-nada na radiografia e nem no exame clínico 
-pode sentir dor 
-acompanhamento e controle 
-comuns ao dia a dia 
-pode passar desapercebido 
-dente escurecido 
 
b) Subluxação 
-dente não desloca 
-ligeiro sangramento do sulco, algumas fibras do ligamento periodontal foram rompidas a 
ponto de extravasar sangue 
-sangra nos primeiros minutos 
-não se observa nenhuma sequela 
-radiograficamente pode ter um ligeiro espaçamento do ligamento periodontal 
Vitória Silva 
 
c) Luxação extrusiva 
-dente se desloca ao longo do seu longo eixo 
-sai para fora 
-sai do alvéolo 
-espaçamento bem maior do LP 
-sangramento 
 
d) Luxação intrusiva 
-dente entra para dentro 
- deslocamento do LP 
-sangramento 
-radiograficamente não se observa mais a lâmina dura 
-intrusivo ao longo dos outros dentes 
-raiz em contato íntimo com o osso alveolar 
-necrose pulpar em 90% dos casos em raiz formada 
 
e) Luxação Lateral 
-deslocamento para vestibular ou lingual 
-associada a fratura da tabua óssea vestibular 
-condição de estabilidade 
 
f) Avulsão 
- dente sai completamente do alvéolo 
-dente não vai estar na boca 
-radiografia panorâmica, periapical 
 
Lesões dos dentes e polpas 
a) Trinca de esmalte 
- lesão que não requer tratamento 
-controle e acompanhamento 
-condição da polpa 
-normalmente, tratamento estético 
-piercing na língua 
 
b) Fratura de esmalte e dentina sem envolvimento pulpar 
- fratura maior 
-aspecto psicológico 
-sensibilidade dentinária 
-atendimento de urgência 
-observa a fratura na radiografia 
 
c) Fratura de esmalte e dentina com envolvimento pulpar 
-exposição da polpa 
-proteção da polpa 
 
d) Fratura corono-radicular sem envolvimento pulpar 
-fatura oblíqua 
-raiz e coroa do dente 
-desafio maior 
 
e) Fratura corono-radicular com envolvimento pulpar 
-muito comum 
 
f) Fratura radicular 
-terço médio, coronário e de raiz 
- tratamento ou não de canal 
-periápice normalmente é endodontia 
-menos intervenção em dentes decíduos 
 
g) Fratura alveolar 
Vitória Silva 
-mais de um dente 
-desloca um bloco 
-fratura de osso 
-reavaliação após certo tempo 
-sutura dos tecidos moles 
-reposicionamentos 
-após endo e dentística 
 
-escurecimento do dente é um problema endodôntico 
-tratar canal por sinais clínicos e radiográficos 
-emergência verdadeira: dor, infecção ou trauma 
-não se assuntar, não demostrar ansiedade para o paciente 
-tomografia normalmente não é muito utilizado porque é demorada 
-panorâmica, periapical e oclusal 
-trauma facial e depois dentário 
-numa consulta de urgência o paciente não pode voltar pra casa nem com dor, nem infecção nem o 
trauma não resolvido 
 
Tratamento de Urgências - em pacientes adultos 
-onde encontrar mais informações? 
-posso agendar uma nova consulta 
 -suturas precisam ser removidas 
 -controle da lesão 
-preciso encaminhar o paciente 
 -todos os profissionais podem atender traumas mais tranquilos 
 -momento de encaminhar o paciente (meios e conhecimentos) 
-devo prescrever antibióticos? 
 -depende da situação, inclusive avulsão 
 -condição sistêmica do paciente 
 
- o que perguntar ao paciente? 
- o que? 
-como? 
-quando? 
- o que esperar ver a partir dos dados obtidos por anamnese 
-conhecer as características clínicas e radiográficas 
-exames rápidos 
-dados gerais 
-como tratar os diferentes tipos de lesão 
-cada lesão é um tto diferente 
-suturar, reposicionar e conter 
Vitória Silva 
-tenho o tempo e equipamentos necessários? 
 - sempre que responder não, encaminhar o paciente 
 
 
 
 
 
 
Colagem de fragmentos de classe IV 
Técnica de colagem com guia de acrílico 
-o sucesso da colagem depende de: 
-extensão da fratura 
-estado de conservação do fragmento 
-adaptação do fragmento ao dente 
Colagem- passos 
1. Profilaxia no fragmento e dentes 
 
2. Seleção de cor 
- o compósito nesse caso, deve ter uma cor compatível com o esmalte 
 
3. Avaliação da adaptação fragmento e dente 
-avaliação por vestibular e por palatal 
 
4. Análise dos contatos oclusais em máxima intercuspidação habitual 
- se os contatos dependem do fragmento ou não 
- não depender do fragmento é ótimo para assegurar uma melhor desempenho clínico 
-memorizar o padrão pré para conferir após a colagem 
-se houver discrepâncias entre os contatos observados previamente sugere-se que o 
fragmento foi colado em posição errada 
 
5. Isolamento do campo operatório 
-na colagem de fragmentos a adesão é fundamental 
-o isolamento pode ser absoluto ou relativo 
 
6. Colocação do fragmento em sua posição 
- temporária 
-etapa mais crítica 
 
7. Fixação temporária 
-1ª etapa para a guia de acrílico 
-garante o posicionamento ideal do fragmento 
-fixa-se com uma bolinha de resina composta na interface dente-remanescente 
-fotopolimerização 
 
8. Isolamento dos dentes adjacentes 
-isolamento feito com lubrificante hidrossolúvel 
 
9. Rolete de resina acrílica ao encontro dos dentes 
- coloca-se no encontro das superfícies incisais dos três dentes 
Vitória Silva 
- deve envolver a face vestibular e palatina 
- a resina acrílica não pode ultrapassar a linha de fratura, para que seja removida com 
facilidade 
-ela esquenta, interessante jogar jatos de ar 
 
10. Remoção da bolinha de resina e guia de acrílico 
-após a polimerização completa da resina acrílica 
- a guia é deslocada em direção incisal 
- a guia solta facilmente dos dentes isolados com lubrificante 
- o remanescente fica preso na guia 
 
 
11. Procedimentos adesivos 
-são executados separadamente, primeiro o fragmento e depois o remanescente 
- condicionamento ácido é realizado por toda a superfície que será colada, se estendendo 
cerca de 1mm a 2mm em direção as faces 
- ácido deve ser lavado e os excessos de umidade são removidos com bolinhas de algodão e 
jatos de ar 
-sistema adesivo é aplicado, mas não pode ser fotoativado 
-fragmento deve permanecer protegidos da ação da luz para prevenção da 
fotopolimerização precoce 
- no remanescente, os procedimentos começam com a proteção dos dentes adjacentes com 
fita veda-rosca para que não sofram ação do ácido fosfórico e do agente adesivo 
-não se deve fotoativar porque a espessura das películas adesivas poderia impedir a correta 
adaptação entre dente e fragmento 
 
12. Compósito atuando como cimentante 
-compósito de cor compatível com a do esmalte 
 
13. Estabilização do fragmento 
- o conjunto fragmento/guia é levado de encontro ao remanescente em posição e 
estabilizado por pressão digital 
- excessos de resina escoem ao longo de toda interface de forma a garantir que todos os 
possíveis espaços existentes entre dente e remanescentes sejam ocupados pelo compósito 
 
14. Remoção dos excessos de resinas 
-após o escoamento os excessos são removidos com uma espátula e/ou pincel e o conjunto 
é fotoativado 
 
15. Remoção da guia de acrílico 
-remoção da guia em direção a incisal 
- se a adaptação não for perfeita, pode-se adicionar resina composta nas zonas de 
desadaptação 
 
16. Polimento 
- retirada dos excessos de resina composta 
-pode se utilizar lâminas de bisturi nº 12, discos flexíveis abrasivos, tiras de lixa e borrachas 
abrasivas 
- o polimento é para dar a interface de colagem brilho similar ao das estruturas dentais 
 
17. Remoção do isolamento 
 
18. Checagem dos contatos oclusais 
 
-guia facilita a manipulação do fragmento e é uma importante referência no posicionamento 
durante a colagem 
-guia de acrílico ajuda na manipulação do fragmento, tendo em vista que ele é pequeno 
-esteticamente o resultado de uma colagem de fragmento é geralmente bastante agradável 
Vitória Silva- nenhuma outra forma seria possível recuperar função, forma e textura de uma maneira tão 
rápida, conservadora e biologicamente correta 
 
Demonstração classe IV 
Técnica da guia de silicone 
- lesões classe IV são aquelas em que ocorre envolvimento da face proximal e do ângulo incisal 
dos dentes anteriores 
- suas origens mais comuns são a doença cárie e os traumatismos bucais 
-são um enorme desafio porque exigem atenção especial no que tange a sua aparência 
- é influenciada principalmente pela cor e pela forma 
1. Demarcação dos contatos oclusais 
- é essencial a avaliação prévia e a demarcação dos contatos oclusais, para assegurar que a 
restauração a ser realizada fique em equilíbrio com o sistema estognático 
 
2. Profilaxia 
 
3. Ensaio de cor 
- diferentes massas de resina composta são aplicadas e fotoativadas sobre o dente com a 
finalidade de selecionar aquelas que melhor reproduzem as características óticas do esmalte e 
da dentina 
- devem ser consideradas matiz, croma, valor e características de translucidez 
- interessante realizar um ensaio cromático, realizando-o sempre com as resinas compostas 
que se pretende usar 
- realizar o ensaio restaurador tão rapidamente quanto possível, sem o isolamento prévio do 
campo operatório 
- após a conclusão do ensaio, é importante avaliá-lo e se necessário repeti-lo 
- interessante anotar o que foi feito e o mapa cromático as cores e espessuras de compósitos 
empregados em cada região da restauração 
 
 
4. Moldagem da arcada dentária 
 
5. Modelo de gesso 
 
 
6. Enceramento 
- sobre o modelo em gesso, confecciona-se um enceramento, reproduzindo em cera a forma 
desejada para a restauração 
 
7. Molde com silicone 
 
 
8. Corte do molde 
- é cortado na região das bordas incisais, com o auxílio de um bisturi ou um estilete, com muito 
cuidado para que o corte não invada a região da borda incisal 
 
9. Matriz pronta 
-permitirá a transferência da forma obtida no enceramento para o dente fraturado 
- é mais vantajoso confeccionar a guia sobre o enceramento pois se torna mais fácil definir 
uma boa anatomia na bancada do laboratório do que em boca 
- com a matriz em mãos, passa-se a restauração definitiva 
 
10. Isolamento 
Vitória Silva 
- em dentes anteriores, que o local se encontra longe do tecido gengival, não se faz necessário 
a realização de isolamento absoluto 
 
11. Condicionamento ácido 
-procedimento adesivos 
 
12. Fotopolimerização 
 
13. Compósitos aplicados na matriz de silicone 
- os compósitos são aplicados na matriz de silicone 
- o 1º incremento deve ser realizado com uma fina camada de um compósito com boa 
resistência e prop ópticas similares as do esmalte, com cuidado para ultrapassar levemente a 
linha de fratura 
- compósito devidamente adaptado a matriz, ela é posicionada, mantida em posição por 
pressão digital e o contato é conferido 
- esmalte palatal já constituído 
 
 
14. Fotoativação 
 
15. Remoção da matriz 
-após completa polimerização do compósito 
 
16. Reprodução da dentina 1º incremento 
- reprodução anatômica do contorno dentinário 
-reproduzir três porções digitiformes, referentes aos lóbulos de desenvolvimento ou mamelões 
dentinários, verificar se esse incremento não invada a porção referente ao esmalte vestibular 
 
17. Fotopolimerização 
 
18. Reprodução do halo incisal opaco 
- reprodução do halo incisal opaco, efeito ótico comumente observado na borda incisal dos 
dentes naturais 
- materiais mais opacos para o halo incisal 
 
19. Fotopolimerização 
 
20. 2º incremento de dentina 
- mais complemento de dentina, conforme a forma final dos lóbulos de desenvolvimento 
-os mamelões são separados por vales, e se posicionam em alturas levemente diferentes em 
relação a borda incisal 
-pequenos cortes nas pontas dos mamelões 
 
21. Fotoativação 
 
22. Compósito mais translucido na incisal 
-compósito mais translúcido na região incisal, de forma a preencher os vales existentes entre os 
mamelões, e o espaço que se estende da ponta destes ao halo incisal opaco 
- compósito com alta opalescência, a fim de reproduzir de forma dinâmica os matizes azulados 
e alaranjados que caracterizam a região incisal. 
- . Lembre-se que a aparência azulada do halo incisal translúcido, observada sob luz refletida, 
não é obtida por meio da aplicação de compósitos ou tintas azuladas, mas sim de compósitos 
com alta opalescência, capazes de obter sua aparência cromáticas pelos mesmos mecanismos 
ópticos que emprestam ao dente natural suas características de cor 
 
Vitória Silva 
23. Fotopolimerização 
 
24. Último incremento 
- aplicação do último incremento, compósito com características semelhantes ao esmalte e 
grau de translucidez compatível com o nível de evidenciação que se quer dar as características 
incisais 
- deve apresentar boas características de polimento já que o brilho da restauração será 
determinado por ele 
- optar por resinas nanoparticuladadas ou microparticuladas 
 
25. Fotopolimerização 
 
 
26. Polimento e acabamento 
 
 
 
Alginato 
Propósito dos materiais de moldagem: 
- fazer uma réplica precisa dos tecidos duros e moles 
-modelo-prótese removível- articulador 
-fornecer detalhes precisos e qualidade de reprodução 
-fornecer modelos para diferentes preposições 
 
Moldagem: ato de moldar as estruturas dentais e detalhes anatômicos 
Molde: impressão negativa de estruturas e detalhas anatômicos obtida por meio da moldagem 
Modelo: impressão positiva de estruturas dentais e detalhes anatômicos 
Moldeiras: necessárias para apoiar o material moldagem enquanto ele está fluido, de forma que o 
mesmo possa ser inserido na boca e removido depois de reagido 
 -plásticas, metálicas, individuais confeccionadas por modelos acrílicos 
- a melhor moldeira para o alginato é a com furinhos, se não tiver a com furinhos é 
necessário um sistema adesivo exclusivo para o alginato 
 
Tempo de presa: tempo decorrido do início da mistura do material até o que o mesmo se torne 
rígido o bastante para resistir a deformação permanente, ou seja o tempo no qual o molde pode 
ser removido da boca 
 -tempo de mistura+ tempo de trabalho 
 -espera até a geleificação 
Tempo de trabalho: tempo total desde o início da mistura até o momento que a moldeira pode ser 
levada a cavidade bucal 
Tempo de mistura: 
Classificação dos materiais de moldagem quanto as propriedades elásticas após a presa : 
a) Elásticos 
Vitória Silva 
-hidrocolóides 
-elastômeros 
 
b) Anelástico 
-gesso 
-godiva 
-pasta de óxido de zinco e eugenol 
 
 
aquosos 
Elásticos 
não aquosos 
 
-ambos (aquosos e não) podem ser usados em pacientes edêntulos, parcialmente desdentados e 
edêntulos 
-agár está em desuso 
Reação química com a água= irreversível 
Estado coloidal 
Líquido viscoso: SOL 
Sólido: GEL 
SOL GEL 
 Perda da pegajosidade 
- material de moldagem aquoso empregado para moldagem de regiões onde não é necessária a 
reprodução fina de detalhes 
 
Indicações: 
-modelo de estudo 
-modelo antagonista 
-modelo para confecção de moldeira de clareamento 
-confecção de modelos para montagem no articulador 
-confecção de aparelhos ortodônticos 
-confecção de ppr 
 
Propriedade e características: 
- baixo custo 
-não necessita de equipamentos sofisticados 
-fácil manipulação 
-confortável para o paciente 
-baixa precisão de detalhes 
-baixa estabilidade dimensional: sinérese e embebição 
 
edêntulos em prótese total 
(colóides) 
(elastômeros) 
Poliéter 
siliconas 
Hidrocolóide ireversível - alginato 
polissulfeto 
Hidrocolóide reversível - ágar 
Vitória Silva 
-espatulação mecânica de ambos é entre 15 
a 20 s 
 
 
 
 
 
Controle do tempo de geleificação 
-proporção água e pó (1:1) 
-temperatura da água- mais fria mais presa 
-contaminantes no gral ou espátula – o resto de material influencia 
 
-escolha da moldeira deve ser realizada antes na manipulação do material,porque as moldeiras 
podem precisar adaptações 
-folga de 3mm 
-moldeira feita com godiva para prender o alginato 
-cera para minimizar desconforto 
 
Manipulação 
-mecânica (mais rápida) ou manual 
- agitar o pó antes do uso, fechar a embalagem após o uso e usar as proporções propostas pelo 
fabricante 
 
Consistência ideal: lisa, brilhante, homogênea e que não escorra na moldeira 
-se estiver muito fluido, pode levar a náuseas, desconforto e moldar a traqueia do paciente 
Tixotropia: aplica força ele reduz a viscosidade 
 
-inserção da moldeira preenchida com o material de moldagem, asfaltamento da mucosa jugal, 
centralizar a haste da moldeira com a linha média 
-manter moldeira em posição por 2 a 3 min, após a perda da consistência pegajosa 
-remoção da moldeira após a presa em golpe único, pode utilizar jato de ar para facilitar a 
remoção 
-retirar em golpe único porque pode rasgar 
-conferir o aspecto final da moldagem, todos os dentes copiados e se não há rasgo no material 
 
Limpeza e desinfecção 
-água corrente fria: saliva e eventual sangue 
-desinfecção 
-borrifar o desinfetante (hipoclorito de sódio a 1% ou glutaraldeído a 2%) 
-selar em zip-lock, pote hermético por 10min (não pode ultrapassar 10 min) 
 Presa normal Presa rápida 
Tempo de 
mistura 
45s a 1 min 30 a 45 
segundos 
 T de trabalho 2min 1m e 15 s 
T de presa 3 a 4 min 1,5 a 3 min 
Vazamento de 
gesso 
Imediato Imediato 
Vitória Silva 
-lavar o molde, secá-lo e vazá-lo com o gesso escolhido 
-água superficial removida 
 
Propriedades: estabilidade dimensional 
-perdem água por evaporação, sofrem contração quando deixados expostos ao ar 
-os moldes deixados na bancadas por 30min podem tornar-se imprecisos o suficiente que 
precisaram ser refeitos 
-deve ser vazado o mais rápido possível 
-armazenar em um saco plástico com umidade relativa de 100% 
-material deve escoar lentamente 
 
Falhas 
-material granuloso: espatulação inadequada, geleificação deficiente, relação água/pó muito baixa 
-rasgamento: espessura inadequada, contaminação pela umidade, remoção prematura da boca, 
espatulação prolongada 
-tomar presa antes: homogeneizar o pó antes do uso, verificar os medidores, proporção água/pó, 
diminuir a temp da água, verificar o t de preparo da moldeira e inserção na boca 
-molde com bolhas: esfregar o alginato com a espátula contra as paredes do gral, levar um pouco 
de alginato sobre superfície oclusal/retentivas com o dedo, evitar movimentação da moldeira 
durante a moldagem 
 
Princípios de moldagem 
Moldagem: ato de moldas as estruturas dentais e detalhes anatômicos 
Molde: impressão negativa de estruturas e detalhes anatômicos obtidas por meio da moldagem 
Modelo: impressão positiva de estruturas dentais e detalhes anatômicos 
Moldeiras: necessárias para apoiar o material de moldagem enquanto ele está fluido, de forma que 
o mesmo possa ser inserido na boca e removido depois de reagido 
-áreas edêntulas precisam de moldeiras especificas/individuais 
-adesivos: disponível para todos os tipos de materiais de moldagem, principalmente moldeiras sem 
retenção, reduz deslocamento na remoção do molde que pode gerar distorções 
 -deslocamento da moldeira no molde gera contrações que dificultam o molde 
 -facilitam as retenções 
-são utilizados para produzir uma réplica detalhada dos dentes e tecidos orais 
 
Requisitos dos materiais de moldagem 
-fácil manipulação 
-fluidez 
 -pesados 
 -fluidos 
Vitória Silva 
-não serem tóxicos ou irritantes 
-fácil desinfecção sem sofrer distorções 
-capacidade de reprodução de detalhes 
 -materiais com melhor ou pior reprodução 
 
Requisitos ideais dos materiais de moldagem 
-sabor e odor agradáveis 
-torna-se elástico após a presa 
 -para retirar a moldeira da boca 
-resistência suficiente em pequenas espessuras 
-estabilidade dimensional 
 -vazamento, para mais ou menos estáveis 
-tempo de trabalho e de presa adequados 
 
 
Classificação quanto as propriedades elásticas após a presa: 
 
aquosos hidrocoloide irreversível 
Elásticos 
 não aquosos 
 
 
-a gente sempre coloca primeiro o líquido para manipulação do alginato 
 -o pó aglutina melhor se colocar o líquido antes 
Elastômeros 
-materiais poliméricos que antes da polimerização exibem escoamento viscoso e após apresentam 
comportamento viscoelástico com deformações predominantemente elásticas 
- sua reação de polimerização é baseada na química das borrachas, predominando ligações 
cruzadas 
-grupo de materiais de moldagem a base de borracha 
-classificados como borrachas sintéticas 
-formados por polímeros unidos uns aos outros através de ligações cruzadas formando uma rede 
tridimensional 
-siliconas 
-propriedades viscoelásticas 
 -se alteram para copiar as estruturas 
 -fluidez pesadas e fluidas 
-riqueza de detalhes 
-diferentes cores 
(colóides) 
(elastômeros) 
Poliéter 
siliconas 
polissulfeto (mercaptana) 
Vitória Silva 
-indicações: moldagem de precisão, moldagem de transferência de implante, registro de mordida 
-apresentação: potes, bisnagas e cartuchos 
-tipos de polimerização: 
 -condensação: forma subproduto – polissulfeto e silicone de condensação 
 -adição: não forma subproduto- silicone de adição e poliéter 
-técnica de mistura: 
 -manual: para massa densa e pasta fluida 
-auto mistura: pistola e equipamento de bancada, apesar de serem mais caros, propiciam 
menores riscos (erros de proporcionamento, homogeneização, incorporação de bolhas e 
menor tempo de mistura) 
-técnica de moldagem 
-monofásica (1 passo): material de consistência intermediária (pseudoplástico), ex: silicone de 
adição e poliéter 
-dupla espatulação simultânea (1 etapa): manipulação da massa (para moldeira) e da pasta 
fluida (para o preparo e a moldeira) 
 -dupla moldagem (2 etapas): molda com massa, alivia 1 a 2 mm) molda com pasta fluida 
-moldagem de preparos gengivais ou subgengivais: uso de fios retratores e casquetes 
-viscoelasticidade: comportamento simultâneo de líquido viscoso e um solido elástico presente nos 
elastômeros 
-modelos de viscoelasticidade: indicam quanto o menor tempo de carregamento, menor a 
deformação permanente (manifestação do componentes viscoso). Menos tempo para remover o 
molde da boca, menor distorção 
-facilidade de manipulação: maior com a automistura se comparada com a mistura manual 
-tempo de trabalho e presa: maiores para o polisulfeto se comparado aos demais elastômeros 
-poder de cópia: depende da viscosidade: quanto menos viscoso (pasta fluidas), maior o poder de 
cópia, depende da hidrofilia: poliéter e silicone de adição com componentes hidrofílicos são mais 
hidrofílicos e apresentam maior poder de cópia 
 
Alginatos< silicones de condensação < siliconas de adição 
 
Siliconas polimerizados por condensação 
-pasta pesada e pasta fluida 
-pasta base é a pesada, não fluida 
-viscosidade: resistência ao escoamento 
-tixotropia: se exercer força/tensão o material se torna mais fluido 
 -material na moldeira, na força de compreensão o material se reacomoda 
 -melhora a riqueza dos detalhes 
-material fluido escoa melhor em tecidos gengivais 
-apresentação na forma de “putty” (massa densa-pesada), regular, leve e ultra-leve 
-regular, normalmente é monofásica 
-guia para classe 4, pasta somente densa 
Vitória Silva 
Vantagens 
-qualquer tipo de moldeira 
-sabor e odor agradáveis 
-bom tempo de trabalho 
-alta elasticidade 
-reprodutibilidade de detalhes 
-baixo custo 
-baixa rigidez 
 -não é difícil ser removido de boca 
 
-em detalhamento não é o mais específico 
-detalhamento de superfície é adição 
Desvantagens: 
-alta contração de polimerização 
-volatilização de subprodutos 
 -durante a polimerização forma álcool 
-média resistência ao rasgamento 
 -na hora de retirar a moldeira 
-hidrofóbico 
-vazamento imediato – até30min 
-não podem ser vazados mais de uma vez 
 
-manipulação – implicação clínica 
-o vazamento do molde dever ser imediato devido a perda (volatilização) de álcool 
formado durante a polimerização 
Propriedades: 
estabilidade dimensional 
-contração adicional – 0,4% a 0,6% - evaporação do etanol 
 -devido ao rearranjo das moléculas devido a evaporação do álcool 
Resistência ao rasgamento 
-baixa resistência ao rasgamento 
-aplicar uma força de remoção rápida para aumentar a resistência a ruptura 
-quanto maior a consistência do material, maior será a resistência ao rasgamento 
-quando tirar a moldeira, retirar de uma vez, não mover para lá e para cá 
-abrir para colocar a pasta catalisadora, uma forma de misturar 
-aplicação clínica: guia palatina para restauração, guia para colagem de fragmento, guia para 
provisórios, guia provisórios e desgastes (quanto remover de espessura) 
-guia de mockup é mais denso 
-silicone de condensação utilizar luvas para manipulação 
Vitória Silva 
 
 
Silicones polimerizados por adição 
-apresentação comercial diferentes, pistolas, para adicionar material fluido, o material sai mais 
manipulado 
-são um avanço dos silicones por condensação 
-polivinilsiloxanos 
-apresentação na forma de bisnagas, potes e cartuchos 
- reprodução de detalhamento é maior 
-inúmeras consistências: putty (densa ou massa pesada), regular, leve e ultra-leve 
-consistência leve e pesada são as mais utilizada 
-apresentação comercial em potes, pastas, cartuchos de auto-mistura com aplicadores e pontas 
específicas 
-o uso da luva de látex: inibe a reação de polimerização 
 -interfere na reação de polimerização 
 -látex sintético, vinil ou nitrilo 
-sensíveis a temperatura 
 -pode resfriar a placa de vidro sem interferir nas propriedades do material 
-tem mais estabilidade dimensional 
 -não há formação de subprodutos 
-vazamentos múltiplos 
-menor quantidade de distorção 
-não requer vazamento imediato 
-presença de resto de material no sulco gengival 
-não forma subprodutos, se forma gás e é uma reação exotérmica 
 
-vantagens 
-odor e gosto agradável 
-podem ser vazados em até 1 semana, vazamento múltiplo 
-podem apresentar um caráter hidrófilo 
 -região de sulcos e tecidos periodontais 
-fácil manipulação 
-altamente precisos 
-excelente estabilidade dimensional 
-são materiais que apresentam a maior recuperação elástica 
 -na hora de remover o molde volta a forma normal 
 
-desvantagens 
-custo elevado 
Vitória Silva 
-baixa resistência ao rasgamento 
-podem liberar gás hidrogênio 
 -aguardar 30min antes de iniciar o vazamento de gesso 
 
-adição de surfactantes na silicona de adição-materiais hidrofílicos possuem melhor 
umedecimento/molhamento 
-medido através do ângulo de contato entre água e elastômeros 
-para que o material seja mais hidrofílico 
 
-alta capacidade de reprodução de detalhes 
-alta estabilidade dimensional 
-moldagem em dois passos (coloca o leve em cima do pesado) ou passo único 
 
Técnicas de moldagem 
-a técnica e o material é uma escolha do profissional e do que irá ser moldado 
-prova da moldeira antes de inserir o material na moldeira 
 -moldeira correta de acordo com a arcada do paciente 
-técnica com alívio, colocar papel plástico, ou movimentos para acomodar o outro material 
-desinfecção 
 -indicações do fabricante 
 -glutaraldeiro neutralizado a 2% para condensação e alginato 
 -há muitas variações na literatura 
-vazamentos múltiplos apenas na silicona de adição 
-de condensação ela vai perdendo estabilidade gerando uma perda gradativa de precisão 
em cada modelo obtido 
 
-agentes hemostáticos 
-algumas substâncias presentes (epinefrina, sulfato de alumínio, cloreto de alumínio, sulfato 
férrico) podem interferir na reação química do material 
 -utilizar pedra pomes e água antes de colocar a moldagem 
-principalmente fios de retração gengival 
-derivados de acrilato: provisórios e resinas bisacrílicas 
 -afetam negativamente a polimerização de silicones, especialmente adição 
 -limpeza de superfície: gaze ou algodão embebido com álcool (isopropílico) após profilaxia 
 
Fechamento de diastemas e facetas diretas 
estética dentária: ciência de copiar ou harmonizar as nossas restaurações com as estruturas 
dentárias de tal modo que se torna imperceptível 
Vitória Silva 
 
critérios para estética dental 
-tamanho 
-incisivo central é mais alto que o incisivo lateral, tanto no nível gengival como incisal 
-o canino tem quase a mesma altura do canino, incisal e gengival 
-incisivo central é mais largo que o lateral 
- na hora que o canino faz a curva parece menor 
-zênite gengival: ponto mais alto do dente no nível gengival 
-ameia incisal: ponto de contato 
- se considerar o longo eixo do dente, o zênite gengival vai estar sempre para distal 
-os dentes anteriores têm uma leve inclinação em suas raízes para a distal 
-saúde gengival, não pode estar vermelha nem sangrando 
-pontos de contato: um dente encostando no outro 
-eixo dental: angulação para a distal dos dentes anteriores 
-nível de contorno interdental: contorno na borda incisal 
-dimensões dentais relativas: largura, canino aparentemente, visto de frente aparenta ser um pouco 
menor 
-forma dental: face plana, arestas 
-textura de superfície 
-cor: 
-configurações da borda incisiva: central: plana e ligeiramente inclinada para a distal 
-linha de sorriso 
-simetria do sorriso: dois lados o mais similar possível 
Faceta: restauração parcial, se estende em toda face vestibular 
 
Procedimentos cosméticos 
-microabrasão do esmalte 
 -fluorose 
-clareamento 
 
 
Indicações para facetas 
-forma 
 -forma em relação a maiores, mais largos etc. 
 -microdontia (dente ou dentes pequenos) 
 -dentes cônicos 
 -dentes malformados 
 -amelogênese imperfeita 
Vitória Silva 
-posição e alinhamento 
 -dentes vestibularizados 
-simetria e proporção 
 -um maior do que o outro 
-textura superficial de cor 
 -diferentes entre texturas 
-cáries 
 -restaurações devido a cárie 
 
Limitações das facetas 
-dentes muito escurecidos 
 -facetas de resina não da, somente em cerâmica 
 -cerâmica é mais opaca 
-dentes sem estrutura sadia em esmalte 
 -porque o esmalte não tem um adesão tão boa 
-bruxismo 
 -resinas compostas fraturam 
-doença periodontal grave 
 -estética, implantes, saúde gengival 
-vestibularização severa 
 -muito fora da posição correta, pode chegar na polpa 
 
Vantagens 
-passiveis de serem reparadas 
 -se houver fratura pode ser realizado novamente 
-preparo geralmente mais conservador ou ausente 
-dispensam etapas de laboratório 
 -não molda em lab 
-menos sessões de tto 
 -prepara em apenas uma sessão 
-não requer provisória 
 
Desvantagens 
-inerentes ao material 
 -bolhas/inclusão de ar 
 -mais suscetível a manchamentos 
-pouca experiencia profissional aumenta o tempo de execução 
 
Vitória Silva 
Planejamento 
-seleção de cor 
 -dentes não manchados 
-preparos com pontas diamantadas 
-1014 em toda a cervical do dente 
-limites cervicais: altura e linha de sorriso, grau de escurecimento do dente, exigências do 
paciente quanto a estética 
-dente muito escuro precisa desgastar mais 
-2135, 4138 sulcos de orientação 
 -tem que copiar a inclinação dos dentes 
 -deixar a resina em todas as áreas com a mesma espessura 
 -incisivos: gengival e medioincisal 
 -canino: gengival, médio e incisal 
 -2135: mais suave 
 -4138: mais abrasão 
-canaletas, esférica 
-sulcos de orientação, entrar metade da ponta da broca, unir as caneletas até ficar contínua, para 
o dente ficar homogêneo 
-angulação coronária 
-desgaste uniforme 
-terço cervical 
-terço médio 
-terço incisal 
-preparo final nas margens 
- em esmalte, manter ponto de contato em dentes 
-próximo do dente vizinho, tem que desgastar 
-proteção do dente vizinho, para não desgastaros dentes vizinhos 
 
Limites incisais 
-dimensões e localização dos contatos proximais 
-forma e amplitude das ameias vestibulares 
-extensão da fratura 
 -fratura extensa pensar em coroa total 
-função incisiva 
 -protusão 
-necessidade de alongamento do dente 
 -o material pode não ter a resistência necessária 
 
-cor para resina clareadas para clarear fundos escurecidos 
Vitória Silva 
-dentes escurecidos, pode se usar corantes, 
-bem mais fluido, flow 
- aí o dente vai estar bem mais branco, opacificou o que estava manchado 
-o mais complexo na faceta é o corante 
-preparo conservador 
 
Fechamento de diastemas 
-diastemas: espaços entre dentes adjacentes 
-por posicionamento: 
-localizados 
 -se for localizado muito grande, é melhor fazer vários generalizados 
-generalizados 
-por tamanho: 
 -pequeno: <2mm 
 -médio: entre 2mm a 6mm 
 -grande: > 6mm 
-de acordo com a simetria 
 -simétrico 
 -assimétrico 
 
-quando sondar a gengiva não se pode sentir nenhuma rugosidade 
-angulação correta para não inflamar a gengiva 
 
Proporção áurea 
-relação harmônica entre partes desiguais 
-relação de 1 para 1,618 
-largura real e largura aparente, curvatura da maxila 
-largura aparente é menor que a largura real 
-real=aparente é o incisivo central 
-cada dente posterior aparece menos que o seu antecessor 
- o incisivo aparece em 1,618, incisivo lateral em 1,0 e canino em 0,618 
-proporção áurea em odontologia é aparente 
 
 
-periodontia pode ajudar em relação a altura e largura dos dentes 
- se o fechamento é apenas num local não necessariamente precisa de prop. áurea 
 
 
Vitória Silva 
Acabamento e Polimento de resinas 
compostas 
-acabamento e polimento são necessários para estética e função ideais 
Acabamento: ajuste do contorno, forma e oclusão 
- é importante deixar espaço para ajustar o formato do dente 
-é melhor sobrar material e fazer desgaste do que faltar (ácido, resina, condicionamento) 
-polimento: deixar a superfície lisa, evitando o acúmulo de bactérias, manchamento, degradação 
e/ou fratura da resina 
-1º acabamento – 2º polimento 
 
 Em resinas compostas o acabamento deve ser feito: 
1- após a hidratação 
 -após um dia para verificar que a cor está certa 
 -retirar o isolamento absoluto, em caso de dentes posteriores 
 -se fizer quando não está totalmente hidratado vai ter que fazer novamente 
-pode fazer na mesma sessão, se tratar de restaurações estéticas esperar para fazer o 
acabamento e polimento 
2-pontas diamantadas 
 -se houver muito excesso de material 
 -se não der com lixas, ou demorar muito tempo 
 -se não houver muita restauração pode pular as pontas diamantadas 
 -ponta diamantada ajuda na oclusão 
 -não são consideradas brocas (diferença entre ponta diamantada e broca) 
3-discos de lixa 
 -várias granulações diferentes 
 -os mais escuros são os mais grossos, maior desgaste 
 -deixam a superfície mais rugosa 
 -tem que usar todas as granulações de discos 
4-pontas siliconadas abrasivos 
 -borrachas 
 -borracha de passo só/ passo único, mesma granulação e mesmo polimento 
 -pontas de diferentes cores, uma mais grossa do que a outra 
 -pré-polimento, desgasta e dá polimento 
 -polimento final/brilho inicial 
 -devem ser utilizadas úmidas, para aumentar a vida útil da borracha 
5-disco de feltro 
 -dá o brilho final na sua restauração 
Vitória Silva 
 -utilizado com pasta de polimento 
6-escova de carbeto de silício 
 -brilho 
 -utilizada seca 
 
-deixar a guia palatina para fazer o acabamento e polimento 
-colocar o disco na incisal até encaixar na palatina 
 -ir com calma para não desgastar demais 
-discos grossos, você pode abrir o diastema novamente 
-acabamento da palatina 
-inclinação em 45º para a palatina, se for em 90º pode quebrar a borda incisal 
-ajuste nas bordas incisais e as ameias (em forma de triangulo) 
-ajuste das bordas incisais 
-primeira coisa e oclusão e incisal 
-ajuste dos terços 
-inclinação do terço cervical, bem plana e a outra inclinação 
-para cada terço uma inclinação 
-mais grosso mais leve a força para desgaste 
-a inclinação não pode ser muito forte, 
-guia da borda incisal, metade do disco está na resina, metade está na guia 
-se houver muito excesso colocar a ponta diamantada 
-lapiseira para riscar os dentes, ponta do grafite longa 
-tangenciar a aresta proximal 
-riscar distal e medial 
-aresta deve ficar contínua (linha contínua feita de lapiseira) 
-risco vermelho é onde eu gostaria que estivesse 
-borda incisal não é totalmente plana 
-arestas lineares e certas 
-entre os mamelões existe uma linha, um triangulo 
-fazer três círculos entre as arestas, e depois fazer um triangulo a 45º 
 
Polimento 
-mais escuro é mais grosso, pré-polimento 
-ponta siliconada 
-cada borracha por um minuto em cada dente 
-baixa rotação 
-manter úmida porque ela dura mais 
-anatomia para naturalidade 
Vitória Silva 
-pelo de cabra/disco de feltro 
-escova de carbeto de silício 
-disco vai seco, borracha pumido, carbeto seco e disco de feltro com pasta de polimento 
- 
Restauração em dentes posteriores 
-restaurações adesivas em dentes posteriores são recentes 
- antigamente eram realizadas restauração em ouro e restauração realizada fora da boca 
-amalgama não tinha boa adesão (adesão mecânica), mas tinha resistência 
-primeiras resinas não possuíam muita resistência 
-inicialmente a utilização de resina em dentes posteriores era muito restrita, indicada para: selamento 
de fóssulas e fissuras, restaurações preventivas, lesões incipientes de classe I e II, cavidades classes I 
e II de tamanho moderado, cavidades classe V, restauração de áreas esteticamente importantes e 
pacientes com alergia e sensibilidade ao mercúrio e/ou metais (1998) 
-limitações: pacientes com alto risco á cárie, grandes perdas coronárias, dentes com grande estresse 
oclusal (bruxismo), inviabilidade do isolamento absoluto, pacientes com alergia ou sensibilidade aos 
componentes ao material 
-vantagens: estética, conserva estrutura dentária e custo 
-se a cavidade é mais da metade dos dentes é uma restauração indireta 
-desvantagens: sensibilidade da técnica (adesivo), fotopolimerização 
-adesivos universais são menos sensíveis a técnica, logo em restaurações posteriores são vantajosos 
 
Fator de contração 
-contração de polimerização: é inevitável, no entanto há maneiras de minimizar os efeitos do 
fenômeno 
- a contração volumétrica gera tensões na interface 
-para evitar a contração de polimerização o melhor é a técnica incremental, permite um melhor 
escoamento da resina composta diminuindo consideravelmente a contração de polimerização 
-camada de resinas de até 2mm de espessura e inserção obliqua dos incrementos 
-incremento obliquo: evitar as paredes opostas 
-fator de configuração cavitárias (fator C) = nº de paredes aderidas/ paredes livres 
-quanto maior o número de paredes livres, maior será a área de escoamento: menor será a tensão 
de contração 
-classe 1 o fator c é desfavorável 
-tensão de contração de polimerização: 1- inserção de partículas de carga inorgânica na matriz 
resinosa, técnicas de fotoativação e desenvolvimento de monômeros que apresentam baixa 
contração 
 
Bulk Fill 
-bulk fill: compósitos com baixa tensão de contração de polimerização pode ser inseridos em um 
incremento único, sendo capazes de realizar um adequado selamento marginal 
-apenas para dente posterior 
Vitória Silva 
-minimiza a tensão de contração 
-bulk fill flow: escoa mais e evita bolhas, não tem muita resistência, servindo apenas como base para 
a restauração 
-bulk fill condensável, pode unir as paredes, contração menor e resistência maior, mas pode gerar 
bolhas, formando GAP dando menos resistência 
-preencher com a bulk fill flow por baixo e a condensada por cima 
- bulk flow por baixo e uma resina convencional para anatomia-bulk fill condensável em cavidades não tão grandes 
-bulk fill possuem partículas diferentes, partículas, fotoiniciadores e moduladores 
-pode ser fotopolimerizada até 4/5mm 
 
SonicFill 
-sonicfill, ultrassom que joga a resina na cavidade evitando a formação de bolhas 
 -ainda é um aparelho muito caro 
-flow e com ultrassom são as que mais vedam a cavidade 
 
vis Calor bulk 
-ao ser aquecido, o material torna-se fluido para a aplicação e logo em seguida pode ser esculpido 
(tecnologia de termoviscosos) 
-escoamento ideal para margens e zonas retentivas – minimiza o risco de fendas marginais – cânula 
fina 
-aplicação sem inclusões de ar 
-uma cor universal e três cores estéticas 
 
Tratamento Restaurador Atraumático 
-odontologia de mínima intervenção 
 -mudar os conceitos da odt restauradora 
 -o diagnostico e tto da cárie eram concentrados na sequela da doença 
 -princípio da extensão para prevenção, tto da lesão de cárie era até chegar em tecido 
dentário sadio 
-princípio mudou para prevenção da extensão – preservação 
1. detecção precoce da lesão de cárie, avaliação de risco e de atividade da lesão 
2. remineralização do esmalte e dentina 
3. medidas preventivas 
4. intervenções minimamente invasivas - ART 
5. reparo das restaurações 
6. retornos individualizados 
 
Vitória Silva 
ART 
Histórico: 
-instrumentos manuais + restauração com cimento de policarboxilato de zinco 
-Dr. Jo Frenchen 
-menor tendência de sobre tratamento 
-atraumático: sentido psicológico/traumático dos pacientes 
-CIV depois de um ano teve a mesma taxa de sucesso que as restaurações em amálgama 
-em 1994, a OMS reconheceu o ART e admitiu seu potencial de ampliar o acesso a saúde odontológica 
-inicialmente se utilizava cimento de policarboxilato de zinco, depois passou-se a utilizar o CIV 
-CIV de alta viscosidade é utilizado atualmente 
-kits ART, evolução técnica- ampliação das cavidades com instrumentos adequados 
 
Definição 
-abordagem minimamente invasiva 
- engloba medidas preventivas em cariologia e controle da progressão de lesões de cárie 
-informação, educação em saúde e retornos periódicos, selantes de fóssulas e fissuras e 
restaurações de lesões cavitadas 
-instrumentos exclusivamente manuais com materiais adesivos – CIV de alta viscosidade 
-CIV é acessível e fácil de usar 
-materiais adesivos incluem as resinas também 
ART modificado 
-uso de alta rotação para ampliação da cavidade, cavidades pequenas em esmalte e amplas na 
dentina 
-não existe o conceito de ART modificado 
-termo inadequado 
 
Indicações e vantagens 
-dentes desciduos e permanentes 
-cicatrículas e fissuras profundas em pacientes com alto risco à cárie 
-dentes sem envolvimento pulpar, sem abcesso, fístula ou mobilidade 
-cavidades amplas ou que permitam sua ampliação através de instrumentos manuais 
-indicado para: pacientes ansiosos, odontopediatria, pacientes com necessidades especiais e regiões 
com acesso limitado a equipamentos (financeiros) 
 
Técnica 
-dentina dura apenas em paredes circundantes 
-cavidades próximas a polpa não precisam ser dentina dura 
-bom selamentos das bordas 
-avaliação radiográfica 
Vitória Silva 
-no caso de ART utiliza-se aspectos anatômicos e vitalidade pulpar 
-técnica interproximal para diagnostico de cárie 
-quando há um selamento apropriado, as baterias remanescentes se tornam inativas e, dessa forma, 
não há progressão da lesão 
Remoção seletiva de tecido cariado 
-até dentina firme 
 -paredes circundantes-dentina dura 
 -paredes de proximidade pulpar- dentina firme 
 -lesões rasas/médias 
-até dentina dura 
 -paredes circundantes-dentina dura 
-paredes de proximidade pulpar-dentina amolecida pode ser mantida 
-lesões profundas *diagnóstico pulpar 
 -verificar pulpite primeiro 
 
Técnica do ART 
-instrumento rotatório de baixa rotação, brocas esféricas lisas 
-sonda OMS, espelho e pinça e o kit ART 
-escavadores/curetas mudam o tamanho da ponta ativa 
-opener, forma de pirâmide na ponta, indicado ara abrir e aumentar as cavidades para penetração 
dos escavadores 
-alargador ART, indicado para remover esmalte sem suporte 
-esculpidor removedor ART, indicado para levar o CIV até a cavidade e para esculpir a restauração 
-CIV: menos sensível a técnica, ausência de fotopolimerizador, versátil, liberação de flúor, 
biocompatibilidade 
-deve seguir as recomendações dos fabricantes 
-sistemas restauradores híbridos, resinas bulk-fill+ sistema adesivo autocondicionante de 1 passo 
-o que dita a técnica ART são os instrumentos manuais e menos os materiais restauradores 
 
Materiais Restauradores Temporários 
-permanecem na boca apenas pelo tempo necessário para que o tto seja concluído 
-restaurações entre sessões de endodontia para adequação do meio bucal 
-cimentação de coroas ou próteses mais extensas, que não pode ser realizado imediatamente 
-após aumento de coroa quando a restauração transcirúrgica não é possível 
-material restaurador ideal: 
-não provoca lesão ao órgão dentário 
-veda hermeticamente a estrutura dentária 
-expansão térmica similar à da estrutura dentária 
Vitória Silva 
-fácil manipulação, inserção e remoção 
-alta resistência mecânica e baixo desgaste 
-insolúvel aos fluidos bucais 
-estético e resistente ao manchamento 
-a escolha do material deve considerar o tempo de duração da restauração temporária 
-períodos curtos (24 a 72horas) a prioridade é vedamento, associado com fácil manipulação e 
remoção 
-restaurações com um tempo maior (4 a 90 dias) o vedamento também é prioridade, associado a ele, 
boas prop mecânicas (resistência ao desgaste e baixa solubilidade) 
- restaurações com um tempo prolongado, materiais restauradores mais duradouros e não 
temporários 
-o intervalo entre o selamento do sistema de canais radiculares e a restauração definitiva do dente 
é mais importante do que o material restaurador temporário utilizado entre as sessões 
-o comprometimento da estrutura dentária remanescente é um ponto de consideração na escolha 
do material, se ela estiver frágil, materiais com maior resistência e propriedades adesivas deverão ser 
utilizados 
- a conformação da estrutura dentária determinará a necessidade de utilização de materiais 
adesivos (retenção mecânica ou química) 
-a força mastigatória deve ser considerada, ela decresce dos molares para os incisivos 
-estética, especialmente na região anterior, o material devera apresentar similaridade a estrutura 
natural do dente e ser mais resistente ao manchamento 
- em geral, a escolha do material restaurador provisório não depende da técnica restauradora a ser 
utilizada posteriormente 
 -alguns autores não recomendam a utilização de eugenol em materiais provisórios pois esse 
pode interferir na polimerização de produtos resinosos posteriores 
 -outros, afirmam que o condicionamento ácido e a utilização de primers removem o eugenol 
renascente da estrutura dentária 
-fator determinante par o sucesso de uma restauração é a técnica adesiva empregada 
- se o tempo entre a restauração provisória e a restauração final for curto, deve-se preferir materiais 
sem o eugenol 
-CIV apresenta maior resistência ao corte de brocas 
-materiais a base de oxido de zinco apresentam maior praticidade 
-remoção de materiais a base de oxido de zinco deve ser cm brocas Carbide, o desempenho de 
pontas diamantadas é prejudicado pelo acúmulo de resíduo do material temporário, deteriorando a 
capacidade de corte 
-os materiais restauradores podem ser: CIV, cimentos de óxido de zinco com e sem eugenol e 
restauradores resinosos 
 
CIV 
-baixa resistência mecânica, potencial de solubilidade aos fluidos bucais e opacidade, que 
desfavorece sua indicação quando estética é relevante 
 
Cimento de oxido de zinco com eugenol 
-tipo I: para cimentação provisória 
Vitória Silva 
-tipo II: para cimentação definitiva 
-tipo III: para restauraçõesprovisórias de longa duração 
-tipo IV: para forramento 
 
-apresentação comercial: pó + líquido 
 
Composição 
-os OZE tipo III podem ser reforçados por polimetacrilato de metila (PMMA) ou por óxido 
ortoetóxibenzoico (EBA) 
-reforçados por PMMA: pó – 80% de óxido de zinco, 20% de PMMA; líquido: eugenol 
-reforçados por EBA: pó: 60 a 75% de óxido de zinco, 20 a 35% de partículas de alumina, 5% de resina, 
líquido: em torno de 62% de EBA e 38% de eugenol 
 
Reação de presa: 
-quelação entre o óxido de zinco e o eugenol, formando sal de eugenolato de zinco 
- a água hidrolisa o óxido de zinco em hidróxido de zinco que reage com as duas moléculas de 
eugenol formando o sal 
- de acordo com a quantidade de eugenol proporcionado e da água disponível após a reação de 
presa pode ocorrer maior ou menor liberação de eugenol 
-evitar a umidade na placa de manipulação, pois a água acelera a presa 
 
 
Manipulação 
-o frasco deve ser agitado para homogeneização dos componentes, e então proporcionado em placa 
de vidro 
- o pó é divido em 3 porções, 1/2, ¼ e ¼ e incorporado gradualmente ao líquido, que deve ser colocado 
na placa apenas no momento da manipulação, evitando a evaporação e contaminação dos 
componentes 
-o líquido deve ser gotejado verticalmente, a primeira gota deve ser gotejada no próprio frasco ou 
no canto da placa, e a gota seguinte dispensada na placa 
-geralmente a proporção de líquido é de 1:1, para manipulação deve-se utilizar a espátula 24 ou 36 
- deve-se adicionar 50% de pó ao líquido e espatular por 10 a 15 segundos, a proporção seguinte pelo 
mesmo tempo até a última parte 
-a massa resultante deve ser homogênea com consistência similar a massa de vidraceiro 
 
Propriedades 
- prop mecânicas limitadas, especialmente em relação ao desgaste 
-resistência a compressão é baixa, e o módulo de elasticidade, alto 
-muito utilizado devido a ação terapêutica do eugenol, que possui ação sedativa, anti-inflamatória e 
antibacteriana 
 
Óxido de zinco sem eugenol 
Vitória Silva 
-apresenta-se na forma de pasta, disponível em fracos ou bisnagas 
-composição: óxido de zinco, sulfato de zinco, sulfato de cálcio, glicolacetato, acetato de polivinil, 
resina etil-vinil-acetato (EVA), trietanolamina e carga orgânica 
-tomam presa por absorção de umidade (saliva) após 10 a 30 minutos 
- a pasta vem pronta para inserção na cavidade e não necessita de manipulação prévia 
-grande expansão de presa pela sorção de fluidos do meio bucal 
-materiais de fácil manipulação e tem como propriedade favorável a boca capacidade de selamento 
-baixa resistência a abrasão e não são indicados em cavidades amplas, sujeitas a grandes cargas 
oclusais 
 
Restauradores resinosos 
-forma de bisnaga, com diferentes consistências 
-compostos por monômeros (di0metacrilatos, cargas inorgânicas e promotores de polimerização, 
podendo conter fluoretos 
-reação de presa: polimerização radicalar (fotopolimerização) 
- vem pronto para ser utilizado, em geral em incremento único e fotoativado por pelo menos 40s 
-sofre contração de polimerização, o restaurador fica no estado borrachóide e sofre expansão por 
absorção de água, que compensa a contração 
-possui bom selamento marginal e fácil manipulação e remoção 
 
 
-alguns materiais utilizados como seladores provisórios podem ser utilizados como base cavitária 
(técnica sanduiche), com objetivo de proteger o material utilizado para forramento da cavidade e 
repor parte da dentina perdida 
 -CIV e OZE tem essa versatilidade, sendo o CIV a melhor opção de escolha 
-em sessão inicial utiliza-se o CIV como material restaurador temporário e de acordo com a 
resposta clínica a terapia aplicada, na sessão seguinte o material pode ser rebaixado e 
adaptado como base cavitária. Essa conduta é uma excelente alternativa porque contorna 
um problema que envolve tal associação de materiais 
-quando o CIV é utilizado diretamente em sessão única como base cavitária, é recomendado 
aguardar no mínimo * minutos para que ocorra a maturação da matriz de polissais, comente 
após esse período realiza-se o condicionamento ácido do CIV e das paredes circundantes do 
renascente dentário, caso contrário a contração da resina aplicada como cobertura pode 
acarretar falha na coesiva do material 
 
- o procedimento em duas sessões ameniza a sensibilidade da associação do CIV como base 
e da resina composta como material restaurador definitivo 
-o rebaixamento do CIV deve ser realizado de modo que a camada do material de base limite-
se a aproximadamente 1mm de espessura, visto que restaurações posteriores de resina 
composta forradas com CIV podem apresentar mais falhas clínicas comparadas a 
restaurações não forradas 
-em tto expectante em que a dentina afetada por cárie é mantida pela eminente probabilidade de 
exposição pulpar e dentes com necessidade endodôntica que necessitem de apicificação, situação 
em que é recomendada a utilização de medicação intracanal e na qual há a necessidade de 
manutenção da restauração provisória por longos períodos 
Vitória Silva 
-em relação a utilização de materiais restauradores provisórios temporários entre sessões de 
endodontia, é preciso ter cuidado de não inserir grande volume de algodão dentro da acamara 
pulpar, mas apenas o mínimo necessário. Isso porque o excesso potencializa a fragilidade do 
renascente quando submetido as cargas oclusais 
 
 
 
 
 
 
Amálgama 
Por que ainda estudar? 
-grande experiencia clínica e acompanhamento 
-fácil manipulação 
-baixo custo 
-menor sensibilidade da técnica 
-menor tempo de cadeira para o paciente 
-alternativa restauradora em dentes posteriores 
 
-restaurações em resinas posteriores possuem menor longevidade e maior índice de cáries 
secundárias, quando comparadas ao amálgama 
-em relação a fratura, não há diferenças significativas entre ele e as resinas 
 
Amálgama dental: 
-redução do mercúrio em estado líquido 
Pó: heterogêneo, a liga pode variar na composição quanto na forma, e os fabricantes de amálgama 
dentários são diferentes 
Material Principais 
vantagens 
Facilidade de 
inserção/remoção 
selamento Resistência 
mecânica 
Estética Limitações 
CIV Adesividade 
e selamento 
- ++ ++ + solubilidade 
OZE Ações 
sedativa, 
anti-
inflamatória 
e bactericida 
+ _ + - Resistencia 
mecânica 
OZ sem 
eugenol 
Fácil 
manipulação 
+++ + + - Resistencia a 
abrasão, 
longo tempo 
de presa 
Restauradores 
resinoso 
Fácil 
manipulação, 
maior 
resistência a 
desgaste, 
tempo de 
trabalho e 
selamento 
++ +++ ++ ++ Contração de 
polimerização 
Vitória Silva 
-prata 
-estanho 
-cobre 
-zinco 
-índio 
-paládio 
-gálio 
 
Morfologia do pó 
-limalha 
-esféricas 
-lima + esférica: fase mista/dispersa 
 
-excelente material de restauração em dentes posteriores exceto pela estética 
-deve declínio de seu uso devido a estética e controvérsias sobre toxicidade 
-sua técnica é menos sensível e tolerante as dificuldades clínicas quando comparada com as resinas 
compostas 
-constituído por uma liga de: mercúrio, prata, cobre e estanho, podendo conter paládio, zinco e 
outros elementos para melhorar suas características clínicas de manipulação e desempenho clínico 
-a liga de amalgama deve conter, predominantemente, prata e estanho 
-prata: resistência a corrosão e resistência mecânica, diminui o creep 
 
-estanho: aumenta a plasticidade e o creep e reduz dureza e resistência 
 
-cobre: aumenta a resistência mecânica e dureza, diminui plasticidade, corrosão e o creep 
 -eliminação da fase gama2 
-formação das fases eta e eutética 
 
-zinco: expansão tardia, corrosão na presença de umidade e diminui o creep 
-amálgama odontológico é uma liga metálica, produzida a temperatura ambiente através de um pó 
metálico (liga) com o líquido (mercúrio) 
-a mistura desses dois componentes é forçada no ato de trituração aplicando energia mecânica que 
intensifica o contato entre pó e líquidoforçando a dissolução das partículas superficiais da liga com 
o mercúrio líquido 
-com a trituração, forma-se uma pasta, com consistência plástica que, por alguns minutos permanece 
plástica para ser inserida na cavidade preparada do dente 
-a trituração durante a fabricação do amálgama sempre geram porosidades, em menor ou mais grau, 
e essas possuem impacto significativo nas propriedades mecânicas do amálgama 
-a perda de elasticidade ocorre porque os metais dissolvidos no mercúrio vão reagindo entre si para 
produzir novos soldos cristalinos que ao crescer em meio a solução provocam o 
endurecimento/presa da massa 
Vitória Silva 
 -zinco funcionaria como um metal de sacrifico durante a fusão da liga 
 -componente introduzido para se corroer primeiramente 
 -zinco se combine com o oxigênio no período que a liga é produzida, na fábrica 
 -dessa forma se preservam a prata e o cobre 
-a consistência plástica do amalgama de dá quando o pó da liga é triturado e misturado com o 
mercúrio liquefeito 
- à medida que o mercúrio é consumido o amálgama se cristaliza 
-quanto mais partículas são de Ag-Sn não consumidas são retidas na estrutura final mais resistente 
é o amálgama 
 -fase gama 
-fase gama2 é a pior das fases do amálgama 
 -fase negativa, novas ligas têm alto teor de cobre e de fase dispersa 
 
-fases no pó: 
 - Gama – Ag3 Sn 
- Épsilon – Sn Cu 
E -Eutético – Ag-Cu 
 
-fases no amálgama: 
1- Gama-1: Hg Ag 
2- Gama 2: Hg Sn 
 - Eta: Sn Cu 
Composição convencional: 
   Hg    1   2 + porosidades 
 *proporções insignificantes de fase E 
 
 Alto teor de cobre: com Eutético: 
(I)   E  Hg     1   2  E +porosidades 
(II)  2  E   1  
 
 Composição única: 
    Hg       1  
*toda a liga com a mesma composição 
 
Formato das partículas de pó: 
Vitória Silva 
-aparas 
-irregulares 
-produzidas através de cortes mecânicos do metal com limas 
-maior proporção de mercúrio 
-resistência a condensação 
 
-esferas 
-não precisa nem admite muita pressão, pois a massa escoa e escorre ao ser pressionada 
-recomendadas em cavidades de difícil acesso 
-tendem a diminuir a proporção necessária de mercúrio, a proporção de espaços vazios que o 
mercúrio deve preencher é menor, pois com muitas partículas as pequenas cobrem o espaço das 
grandes 
-fração menor de mercúrio, com propriedades melhoradas 
-demandar menor proporção de mercúrio acelerar a reação de presa 
 
-esferas e aparas 
-partículas de pó com os dois tipos de pó possuem características intermediárias 
 
-a resistência a condensação é essencialmente importante para restaurações classe II, precisa-se 
que o amálgama estabeleça ponto de contato com o dente vizinho, o que é mais facilmente 
conseguido quando a massa plástica é capaz de empurrar a matriz de aço contra o dente vizinho a 
ser condensado 
 
-amálgamas com partículas menores tendem a produzir estruturas mais lisas após a escultura, o que 
é conveniente, porem aceleram o endurecimento, porque se associam mais rapidamente ao mercúrio 
o que exige aumento na proporção de mercúrio para manter o tempo de trabalho 
 -com isso partículas muito pequenas devem ser evitadas pelos fabricantes 
 -combinação de diferentes tamanhos é importante para diminuir espaços vazios 
-mais mercúrio, mas fase gama1 e gama 2, que prejudicam a resistência mecânica do material 
 
-aumentos na proporção de mercúrio dita a velocidade da presa 
-capsulas pré-dosagens são as mais seguras 
 
Como fazer uma restauração: 
-amálgama transmite calor muito mais rápido 
-cavidade profundas pode provocar sensibilidade anormal no dente restaurado 
 -porque o dente sentiria estímulos frios e quentes muito mais intensos e rápidos que os outros 
dentes 
-é preciso considerar a quantidade de dentina remanescente, pacientes mais velhos produzem mais 
dentina 
-sintomatologia prévia, para verificar a vitalidade da polpa 
Vitória Silva 
 
Manipulação 
-o amalgama não deve ser tocado com as mãos 
-contaminação da mistura (umidade das mãos) 
-toxicidade do Hg 
-usar luvas 
 
Fundamentos dos preparos cavitários 
-forma de contorno 
 -extensão da minha lesão 
 -contorno é ditado pela extensão 
 
-forma de resistência 
 -resistência da cavidade 
 -resistência do material 
 -espessura mínima para ter resistência 
 -2mm 
 -desgastar demais diminui a resistência da cavidade 
 -estruturas de reforço do dente: cristas marginais, vertentes e pontes de esmalte 
 -mais ampla a cavidade menos dente se tem menos resistência o dente tem 
 -quando se tira uma crista marginal aumenta a chance de fratura 
 -classe II de amálgama a chance de fratura da cúspide é grande 
 -tensão de contração 
 -classe II possui mais chance de fratura do que a classe I 
 -ângulos internos arredondados diminuem a tensão entre o dente e o material 
 -ângulo áxio-pulpar deve ser arredondado 
 -curva reversa de Hollenback 
 -espessura do seu material restaurador, mais arredondado e menos biselado 
 -espessura mínima lateral 
 -pontos de contato devem se localizar no corpo da restauração ou no dente 
 
 
-forma de retenção 
 -óxido de estanho diminui a interação com a interface do dente 
 -paredes convergente para a oclusal 
 -retenção mecânica pela configuração interna da cavidade 
 -profundidade é maior que sua inserção ela é auto retentiva 
 -brocas retentivas e auto retentivas 
Vitória Silva 
 -atrito friccional do material restaurador 
 -retenções adicionais: sulcos, orifícios, canaletas e pinos 
 -sulcos passando do ângulo axio-pulpar 
 -orifícios: broca esférica pra fazer orifício 
 -canaletas: entre as paredes 
 -pinos metálicos: 
 
-forma de conveniência 
 -isolamento absoluto 
 -separação dos dentes, imediata ou mediata 
 -proteção dos dentes vizinhos 
 -cirurgia 
 
-remoção da dentina cariada remanescente 
 
-acabamento das paredes cavitárias 
 
-limpeza da cavidade 
 -soro ou clorexidina 
 -remoção de partículas remanescestes do preparo cavitário 
 
Etapas: 
1-verificação dos contatos ocluais 
2-isolamento do campo operatório 
3-preparo cavitário 
4-proteção do complexo dentino-polpa 
5-trituração 
6- condensação e brunidura pré-escultura 
7-escultura e brunidura pós-escultura 
8-ajuste oclusal 
9-acabamento e polimento 
 
Trituração da liga: 
-obter massa plástica, coesa com tempo de trabalho adequado (ao redor de 4min) 
-deve-se ter cuidado com a super ou sub-trituração 
-a massa deve sair da capsula muito coesa e não aderindo excessivamente a parede 
-deve estar brilhante, morna e receber a marca de um plano de linho que é sinal de plasticidade 
 
Vitória Silva 
-massa sub-triturada: massa sem plasticidade, sem coesão, sem brilho e com expansão 
-grânulos desagregados, tempo de trabalho mais longo 
-apresentam menor resistência mecânica 
 
-material supertriturado: massa plástica, coesa, brilhante, quente, com pouco tempo de trabalho e 
sofrendo contração 
 
Condensação: 
-adaptação a cavidade, diminuir o máximo possível as fases ricas em Hg e poros 
-pode ser realizada mecanicamente ou manual com muita pressão (exceto para esferas) 
-sempre começar a compactação pelas regiões mais profundas e difíceis de se preencher 
-condensar pequenas espessuras de materiais, menores que 1mm 
-introduzidas na cavidade porções pequenas 
-empurrar o amálgama contra todas as paredes da cavidade e não somente a parede de fundo 
-condensação termina com a brunidura pré-escultura 
 
Brunidura pré-escultura 
-deve preencher a cavidade com um certo excesso 
-dando o formato dos dentes, é tipo umas esculturas 
-adaptação do material a cavidade 
-diminuição das fases ricas em Hg e poros 
-movimentos devem ser lentos e com força 
-constitui a fase final da condensação, adaptar a massa na cavidade 
-imediatamente removida após a escultura 
-devem ser realizados com instrumentos rombos, brunidores de grande diâmetro quenão caibam na 
cavidade 
 
Em ligas formadas por aparas 
-ligas com menor diâmetro deve ser realizadas no início 
-depois remover para fora da cavidade as partes mais brilhantes do material que afloram para a 
superfície 
-escoando pelas laterais do condensador, essas que escoam são mais ricas em mercúrio, o que fica 
por baixo é mais rico em fase gama 
-quando não se utilizam condensadores vibratórios é necessário aplicar muita força sobre o 
condensador 
-a vibração não pode aquecer o amálgama, pois geraria vapor de mercúrio, condensadores a base 
de ultrassom não são indicados por isso 
-quando condensados, a condensação deve ser feita com o maior condensador que possa entrar na 
cavidade 
 -isso deve ser testado antes da condensação 
 
Vitória Silva 
Escultura 
-reestabelecer a forma da estrutura dentária 
-devem ser utilizados instrumentos bem afiados e apoiados no remanescente 
-aguardar até que a massa adquira um certo grau de resistência, produz um ruído específico ao ser 
raspada com instrumento afiado “grito do amálgama” 
-para evitar fratura na massa fresca os instrumentos devem apresentar bom corte 
-a lâmina devera se apoiar no remanescente dentário 
 
Brunidura pós-escultura: 
-dar ao amálgama a superfície lisa e brilhante 
-deve ser realizada com movimentos rápidos e leves 
-brunidores de pequenos diâmetros até notar que surge o brilho 
-o amalgama precisa se encontrar num intervalo específico de sua cristalização 
-se não estiver no ponto exato, perderá o brilho pelo brunimento 
-vantajoso aplicar o pós-escultura pois pode dispensar o polimento 
 
Polimento 
-brilho na superfície da liga 
-refinar a escultura 
-aumenta a resistência a corrosão 
-diminuir o acúmulo de placa 
-melhorar o desempenho clínico 
-boa refrigeração, porque qualquer aquecimento provoca a liberação de vapor de mercúrio 
-aguardar a completa cristalização 
 
Evitar contaminação 
-local de trabalho ventilado 
-desenho da área de trabalho que facilite a limpeza do vazamento de mercúrio líquido 
-estar preparado para lidar com acidentes de mercúrio 
-existe a disponibilidade de um bom modo de apresentação do mercúrio 
 
Descarte 
-restos de amálgama devem ser armazenados em frascos fechados (água ou solução reveladora) de 
radiografia-evita evaporação do mercúrio 
-recipiente armazenado a baixa temperatura e sem luz solar direta 
-resíduos devem ser encaminhados para laboratórios especializados 
 
Indicações 
-cavidades tipo I 
Vitória Silva 
-cavidade tipo II 
-dentes posteriores amplamente destruídos 
 
Classe I 
-cavidades de cicatrícula e fissuras 
-oclusal de pré e molares 
-lingual dos incisivos superiores 
-face palatina de molar superior 
-2/3 oclusais da face vestibular dos molares 
 
Classe II 
-cavidades preparadas de pré e molares 
 
Extensão para vestibular e lingual 
-acomodar a papila 
-facilitar o acabamento da margem de esmalte 
-reestabelecer o espaço interproximal cervical para higienização 
 
 
Vantagens 
-resistente ao desgaste 
-resistência mecânica 
-experiencia clínica e longevidade do material 
-fácil manipulação 
-selamento marginal 
-custo 
 
Desvantagens 
-estética 
-presença do mercúrio 
-ausência de união a estrutura dental 
-corrosão 
-defeitos marginais 
-não reforça a estrutura dental (não absorve impactos da mastigação) 
-contato com a água na condensação: condensou uma parte e entrou saliva e colocar mais 
amálgama gera uma expansão tardia 
 -causa dor no paciente 
 
Vitória Silva 
Expansão tardia 
-contaminação do amálgama com a água 
-liberação de H-expansão (3-4 dias após a presa) 
-protusão da restauração (fraturas-sensibilidade) 
-não é tão relevante em ligas com baixo teor de cobre 
 
 
Causas de falha 
-56% preparo cavitário incorreto 
-40% manuseio inadequado 
-problemas pulpares ou periodontais 
 
Vedamento marginal 
-o amalgama apresenta alto vedamento marginal 
-não existe consenso para proteção do complexo dentino-pulpar 
 
Profundidade Objetivo Tipo de proteção 
 
Rasa 
Vedamento marginal imediato 
(não imprescindível) 
-verniz ou adesivo (opcional) 
 
 
Média 
Vedamento marginal imediato 
(não imprescindível, se tiver base) 
-verniz ou adesivo (opcional, se 
tiver base; imprescindível se não 
tiver) 
 
 
 
 
 
Profunda 
Vedamento marginal imediato 
 
Isolamento térmico 
(imprescindível) 
 
-diminuir a inflamação e dor (se 
existir) 
 
Estimular dentina reacional 
(imprescindível nas regiões mais 
profundas) 
-verniz ou adesivo (opcional) 
 
-base 
 
 
-forramento com IRM (óxido de 
zinco e eugenol), que 
também atua como base 
 
-forramento com hidróxido de 
cálcio 
 
-em relação a profundidade da cavidade importa mais a quantidade de dentina remanescente do 
que o seu tamanho em mm, por exemplo 
-os vernizes foram recomendados desde o início da utilização do amalgama, são líquidos voláteis 
incolores e transparentes que contêm resinas plásticas dissolvidas, quase insolúveis em água 
-são aplicados com pincel e posteriormente um jato de ar perdem rapidamente o solvente, deixando 
uma camada semipermeável de resina 
-para uma boa cobertura é preciso passar duas ou três camadas, que vão cobrindo o espaço 
deixado pelo solvente deixado pelas camadas anteriores 
-quando o verniz é utilizado, ocorrem infiltrações entre ele e o amalgama, aí os produtos de corrosão 
preencheram essa fresta e eventuais espaços deixados pelo verniz 
-adesivo universal é a base mais moderna para o uso de verniz 
Vitória Silva 
- a base isolante térmica precisa ter como propriedade a resistência mecânica, para suportar a 
condensação do amálgama sem se romper, ter rigidez para colaborar com o amalgama com o s 
esforços mastigatórios 
- se precisar de propriedades anti-inflamatórias como o eugenol, a melhor escolha são cimentos 
reforçados como o IRM, rígidos e resistentes 
-por questões de segurança, são preferíveis as ligas pré dosadas apresentadas em capsulas 
 -entretanto geram resíduos de plástico contaminado por mercúrio 
-a durabilidade da restauração é dependente do tipo de liga utilizada 
-a preferência deve ser dada a liga que não tenham fase gama2, contendo paládio, pela manutenção 
mais durável dos brilhos 
-o pior desempenho clínico tem sido apresentado por ligas com alto teor de cobre e baixo de prata, 
devido a corrosão excessiva em poucos meses, devem ser evitadas 
 
Prop. Mecânicas 
-baixa resistência a tração 
-boa resistência a compressão 
-creep: prop. Viscoelástica de materiais que sofrem deformação plástica sob ação de forças elásticas 
ou dinâmicas 
-corrosão: degradação marginal e fratura de borda 
-manchamento: fenômeno de superfície que pode resultar na descoloração e alteração do brilho 
superficial da restauração 
-alta condutividade e difusividade térmica: conduz calor de forma rápida e eficaz 
-coeficiente de expansão térmico linear bem maior que a estrutura dental 
 -pode gerar fendas, trincas 
 
Prop .biológicas: 
-estudos epidemiológicos controlados não tem detectado nenhuma doença em indivíduos com 
restaurações em amálgama 
 -existem relatos de associação entre lesões liquenóides com restaurações em amálgama 
 
1. -anestesia do paciente 
2. -isolamento absoluto 
3. -preparo cavitário 
4. -limpeza cavitário 
5. -procedimentos restauradores 
6. -bases intermediárias e cavitárias 
7. -matriz e cunha 
 -facilitar a condensação 
 -auxiliar a restauração 
 -manter espaço interproximal 
 -evitar o super ou subcontorno 
Vitória Silva 
 -lisura superficial 
8. -seleção das ligas 
9. -amalgamador 
10. -etapas restauradoras 
 -inserção 
 -condensação 
 -alisamento 
 -escultura 
 
 
Clareamento dentes Vitais 
Introdução: 
-estética 
-sorriso mais branco = sorrisos mais saudáveis 
-sorriso normal (não clareado), A2 e A3 
-dentes clareados, A1 e B1 
-cabe ao profissional: controlar falsas expectativas do paciente, entender e explicar os riscos ebenefícios das diferentes técnicas existente primando por procedimentos seguros, pouco invasivos, 
indolores e que sejam aparados ´por evidências cientificas 
-o clareamento dentário de dá por um processo de difusão, interação e mudanças na superfície 
-oxidação e alteração das moléculas orgânicas cromáticas na intimidade dos tecidos dentários, que 
geram modificações cromáticas 
-clareamento dental: reação de oxidação dos pigmentos intrínsecos existentes no esmalte e na 
dentina 
-dentifrícios clareadores possuem maior potencial abrasivo para retirar pigmentos extrínsecos da 
superfície dentária 
-indicação: pacientes saudáveis, que já tenham realizado a remoção de pigmentos extrínsecos de 
forma mecânica e que desejem dentes mais brancos, dentro de limites de normalidade cromática 
-clareamento de sucesso: eficaz, que entrega ao paciente dentes mais brancos, com protocolo viável 
a rotina do paciente e de forma segura, sem danos irreversíveis e com baixos índices de sensibilidade 
-remoção de pigmentação extrínseca: remoção dos pigmentos do dia a dia, é essencial para a 
manutenção da cor dos elementos dentais 
 -dentifrícios (contem abrasivos) 
-dentifrícios clareadores normalmente possuem potencial de abrasão maior e 
possuem pigmentos brancos e azuis que ficam na superfície dentária 
(maquiagem) 
 -profilaxia profissional periódica 
 -pacientes fumantes, com remoção periódica dos pigmentos 
-carvão ativado: possível risco ao desenvolvimento de lesões de cárie, não há evidências dos efeitos 
cosméticos, clareadores, de saúde ou da segurança 
-primeiramente a arcada superior gera maior motivação do paciente 
Vitória Silva 
 
Mecanismo 
-peróxido de hidrogênio (PH)/ peroxido de carbamida ou perborato de sódio 
-PH é uma substância de baixo peso molecular, com alto potencial de difusão pelos tecidos dentários 
duros e atua como um forte agente oxidante, produzindo espécies reativas de oxigênio 
-o mecanismo pelo qual o clareamento acontece ainda gera dúvidas 
-acredita-se que ele é resultado de difusão, interação e alterações da superfície dentária 
oriundas do uso do PH 
-ph é a base dos clareadores mais estudados 
-promove em moléculas orgânicas uma reação de oxidação 
 -quebra da ligação carbono-carbono 
-oxidação dos cromóforos 
 -moléculas grandes absorvem maior luz, se quebra as moléculas maiores, absorvem menos luz 
-o esmalte desidrata, perdendo água nos espaços intercristalinos, reduzindo a densidade mineral, o 
esmalte fica mais opaco 
 -dente fica mais branco do que realmente ficou pós clareamento 
 -cai o valor do clareamento 
- a cor estável pós clareamento é definida num período de 7 a 14 dias 
-mesmo período após procedimentos adesivos, acredita-se que a resistência de união entre esmalte 
e dentina clareados e sistemas adesivos 
 
Difusão 
- esmalte e dentina são permeáveis ao peroxido 
-ele pode inclusive, chegar à polpa, uma penetração exagerada de peroxido na polpa libera 
mediadores como prostaglandinas, histaminas, bradicina aumento a permeabilidade vascular e 
vasodilatação ocasionando a deflagração de sinais dolorosos a partir da área da lesão tecidual 
- com esse processo, ocorre a sensibilidade 
 
Interação 
- o PH gera espécies reativas de oxigênio, que ao encontrarem compostos orgânicos complexos 
(cromóforos) e interagem com eles 
-através de uma reação química de oxidação os cromóforos são quebrados em moléculas menores, 
mais simples, que absorvem menos luz, e aí são mais claros 
- oxidação dos constituintes orgânicos dos tecidos dentários duros 
-explicando melhores resultados em pacientes mais novos, que possuem menor conteúdo mineral 
 
Alterações da superfície 
-oxidação de componentes proteicos causando uma desmineralização subsuperficial ocasionando 
também uma desidratação 
- o clareamento ocorre, atinge um platô, e sofre um relapso, que acontece devido a reidratação, 
remineralização e redução da opacidade do esmalte 
Vitória Silva 
-na clínica, esse processo ocorre após a finalização dos processos clareadores, que devem aguardar 
7 a 14 dias para resultados óticos mais estáveis 
 
Mensurar o clareamento 
-medir a cor inicial, com escala de cor, incisivo central e canino 
-canino normalmente clareia mais 
-deltaSGU: melhor escala para clareamento 
-espectofotômetro: medem a cor do dente objetivamente, cor de forma numérica 
-avaliação de fotografias clínicas 
 
 
 
Clareamento dental caseiro supervisionado 
-molde do paciente, alginato e gesso 
-formato de ferradura, para o ar passar e a placa ficar no formato correto 
 -língua ou palato dificulta a cor a vácuo 
-plastificadora a vácuo, utiliza calor, derretendo o plástico que é puxado a vácuo 
-cortes mais precisos, o gel não entraria em contato com os tecidos gengivais 
-entretanto, o corte das moldeiras não parece influenciar a eficácia ou sensibilidade do clareamento 
-ensinar o paciente a usar o gel, apenas uma fina película 
-não parece impor aumento no risco de câncer oral na população, incluindo pessoas que abusam 
do consumo de álcool e/ou são fumantes pesados 
-carbamida: 2/3 ureias 1/3 peroxido de hidrogênio 
 -olhar a concentração entre peróxido de hidrogênio e peroxido de carbamida 
-peroxido de hidrogênio, após 1 a 2 horas de uso não possui mais espécies reativas 
-peroxido de carbamida, normalmente vai liberando de forma mais lenta 
-maior degradação é nas primeiras horas 
-géis mais viscosos possuem liberação mais lenta/gradual 
-ph levemente ácido, para que o peroxido de hidrogênio não reaja dentro da seringa 
-o carbamida foi ligeiramente superior ao hidrogênio quando utilizado a escala deltaE 
-entretanto, na escala de cor não foi observada diferença 
-uma concentração não é melhor que a outra em relação ao longo do tempo 
-concentração maior gera mais sensibilidade, aumenta o risco e a intensidade 
-carbamida a 10% apresenta um resultado de efetividade de clareamento similar a géis de maiores 
concentrações com menor risco e intensidade de sensibilidade 
-aumento do tempo diário não gera diferença estatística no clareamento 
-maior uso gera apenas mais sensibilidade 
-o clareamento caseiro possui evidências de sua eficácia clareadora, associada a segurança frente 
a efeitos adversos como a sensibilidade 
Vitória Silva 
-dentes já clareados, que possuem tons claros, raramente respondem de forma significativa a novos 
clareamentos 
-concentrações mais altas geram apenas reações adversas 
Velocidade = tempo x concentração 
Sensibilidade = tempo x concentração 
Resultado (amplitude) = (tempo x concentração) x pigmento 
-colaboração do paciente no clareamento caseiro 
 
Clareamento de consultório 
-géis de maior concentração aplicados em ambiente clínico por tempo reduzido 
 -peróxido de hidrogênio entre 30 e 40% 
-géis de clareamento de consultório om ph neutro/alcalino possuem menor penetração na polpa e 
assim apresentam menor reações de sensibilidade 
-em embalagens de dois frascos, o ph do clareador diminuía, tornando-se ácido, assim, eram 
realizadas 3 aplicações de 15min 
-quanto mais neutro mais peroxido de hidrogênio libera espécies reativas 
-nenhum tipo de ativação por luz para o clareamento de consultório é eficaz 
-acreditava-se que a luz da foto, elevava a temperatura e aumentaria a oxidação do peroxido de 
hidrogênio 
-não foram influenciados pela luz, independente da concentração do gel 
-concentração alta que exige a proteção dos tecidos moles com barreiras foto ativáveis para evitar 
agressões a gengiva 
-a maior parte dos produtos não precisa de reaplicações frequentes, diminuindo assim, o custo, 
tempo e risco do procedimento 
-ph alcalino parece ser o que o peroxido de h apresenta seu melhor potencial de oxidação de 
cromóforos 
-clareamento de consultório apresente maior risco e intensidade de sensibilidade do que o caseiro 
-optar por usar géis de consultórios neutros, pois geram menor risco de ocorrênciae de intensidade 
de sensibilidade 
-menores concentrações de peroxido de hidrogênio alcançam eficácia clareadora similar e menor 
risco de sensibilidade 
 
Clareamento associado 
-jump-start 
-ilusão de rápido resultado, aumentando a motivação do paciente, aumentando sua cooperação na 
fase caseira e o crédito dado ao profissional 
-ilusão devido a desidratação 
-técnica associada possui a mesma eficácia de clareamento 
-sessão de clareamento de consultório associado ao tto com clareamento caseiro 
-técnica exclusivamente caseira promove menores índices de sensibilidade do que a técnica 
associada 
-a técnica associada cria uma ilusão de rápido resultado, que aumenta a motivação do paciente e 
sua cooperação na fase caseira do tto 
Vitória Silva 
 
Sensibilidade ao clareamento 
-modulação do tempo diário, redução da concentração do gel clareador, escolha de produtos com 
ph mais adequado são estratégias efetivas para inibir a ocorrência ou reduzir a sensibilidade ao 
clareamento 
-todas as marcas podem causar sensibilidade 
-regiões de dentina exposta, interfaces restauradas valadas, esmalte cervical delgado e trincas no 
esmalte podem ser protegidas com uma camada de adesivo para redução do risco ou intensidade 
da sensibilidade 
-incorporação ou não de nitrato de potássio na composição do gel clareador não foi importante na 
redução da sensibilidade 
-pacientes com hipersensibilidade dentinária, possuem maior sensibilidade ao clareamento 
-dessensibilizantes de forma neural, tto com laser de baixa sensibilidade, tto obliteradores ou 
obturação superficial (vernizes) 
-reduzir a excitabilidade nervosa 
-gel dessensibilizantes com nitrato de potássio e flúor (antes do gel clareador) 
- controle da difusão do peroxido, tratando primariamente a hipersensibilidade dentinária 
-a técnica clareadora concluiu que nem o risco nem intensidade da sensibilidade ao clareamento 
dental nem a eficácia foi influenciada 
-clareamento de consultório apresenta maior risco/intensidade de sensibilidade 
-maior risco de sensibilidade no clareamento combinado do que no caseiro 
 
Dieta Branca 
-consumo de alimentos e bebidas pigmentadas, ou até fumo não prejudica o resultado imediato do 
clareamento dental 
-exposição ao café não afeta a cor ou a sensibilidade do tto 
-aderência a dieta branca não melhora o resultado do clareamento 
-grupo da coca cola possuiu mais sensibilidade 
Clareamento de dentes não-vitais 
-identificar a causa do escurecimento para então planejar o tto e escolha da técnica mais adequada 
-causa do escurecimento, história de trauma, qualidade do tto endodôntico, histórica de clareamento 
prévio, tipo de tto restaurador necessário para o dente 
-trauma acende uma luz, porque precisa de tto contínuo 
-dentes resistentes ao clareamento 
-exame clínico, teste de vitalidade pulpar, percussão, fotografias, tomada de cor o clareamento de 
dente não vitais exige a radiografia periapical 
-a periapical é essencial para a avaliação/indicação de tto ou re-tto endodôntico 
-devem ser vistos na radiografia: patologia periapical, complicações anatômicas, obliteração de 
condutos radiculares, reabsorções internas/externas, lesões e carie e restaurações defeituosas 
-clareamento não impede uma abordagem mais invasiva ou progressiva, quando necessário 
procedimentos mais complexos podem ser executados 
Vitória Silva 
-ocupar os 3mm com material que faça o vedamento 
 
Etiologia do escurecimento 
a) intrínseco 
a.1) sistêmicas 
-relacionadas a medicamentos (tetraciclina) 
-genéticas (fibrose cística, dentinogênese imperfeita, amelogênese imperfeita, 
hiperbilirrubinemia e porfiria congênita eritopoética) 
-metabólicas (fluorose e calcificação distrófica) 
a.2) locais 
-envelhecimento 
-necrose pulpar 
-remanescentes de polpa após terapia endodôntica 
-hemorragia intrapulpar 
-reabsorção radicular 
-materiais endodônticos 
 
b) extrínseco 
-normalmente são removidas com profilaxia 
 -dieta 
 -placa 
 -tabaco 
 
-a necrose pulpar pode ser resultante de uma irritação química, mecânica ou bacteriana, liberando 
subprodutos escurecidos que penetram nos túbulos dentinários e escurem a dentina 
-a hemorragia após trauma intrapulpar leva a entrada de sangue nos túbulos dentinários, a 
hemoglobina liberada na dentina forma sulfato férrico que pigmenta o tecido dentinário 
-remanescentes de materiais endodônticos na câmara coronária (guta percha e cimento 
endodôntico ) também podem pigmentar o dente 
- a falha na remoção do tecido pulpar durante o tto endodôntico pode permitir a permanência dos 
cornos pulpares, sangue, polpa e teto cavitário, materiais orgânicos que vão ser degradados com o 
tempo e ficarão escurecidos 
-com o envelhecimento a deposição de dentina secundária, o que afeta as propriedades de 
transmissão de luz dos dentes resultando em escurecimento gradual 
-quanto maior a deposição de dentina terciária na câmara e na luz maior a tendência da coroa 
escurecer 
-infiltração de íons metálicos no substrato dentinário também podem levar ao escurecimento do 
remanescente dentário 
 
Técnicas clareadoras de dentes não vitais 
a) externa 
Vitória Silva 
b) interna 
c) combinada 
Externa 
-apenas com moldeiras e gel de uso caseiro 
-mais conservadora em casos de dente em processo de calcificação pulpar 
-pode funcionar como retoque em dentes previamente clareados 
-tratamento endodôntico satisfatório 
-não há riscos de sensibilidade ao clareamento, podendo-se elevar a concentração do gel e o tempo 
de uso diário, desde que em limites eu não induzam irritação gengival 
 
Interno 
-técnica do walking bleach, 
-clareamento interno e externo caseiro 
-clareamento interno e externo em consultório 
-desobturação parcial do conduto de 2 a 3mm abaixo da junção amelocementária 
- a desobturação abaixo da junção ocorre para que os riscos de absorção do gel clareador 
pelos tecidos periodontais sejam minimizados, além disso, deve-se realizar a confecção de um 
tampão cervical 
-perborato + água destilada ou peróxido de carbamida 37% 
-condicionamento com ácido fosfórico nas margens do tto endodôntico, apenas nas margens para 
melhorar a difusão do peróxido 
-em cima do gel coloca um algodãozinho, criando uma barreirinha, coloca sistema adesivo e coloca 
uma resina fluido fazendo uma restauração provisória 
-esse resultado pode ser repetido ou até ficar bom, normalmente o provisório cai 
-tampão cervical: imprescindível para a técnica de clareamento interno, independentemente do 
material 
-essencial para garantir que o gel clareador não tenha difusão facilitada em direção ao 
ligamento periodontal, protegendo assim a junção amelocementária da reabsorção radicular 
-deve copiar a anatomia externa do dente e inserções epiteliais, tentando reproduzir a posição 
da JAC 
-deve ser confeccionado em direção apical com brocas e/ou calcadores aquecidos 
-selamento da região desobturada com material de boa capacidade de selamento 
-deve ser confeccionado com CIV, sistemas adesivos e resinas compostas, materiais 
autoadesivos e fosfato de zinco 
 -materiais adesivos são os mais indicados 
 
Combinadas 
-associação de técnicas 
-inside-out 
-confecção do tampão cervical, aplicação de peroxido de hidrogênio (35-38%) diretamente na 
superfície dentária e no interior da câmara pulpar 
-cuidados devem ser reforçados, como realizar o procedimento sob isolamento absoluto 
Vitória Silva 
-clareamento interno e externo do dente simultaneamente com um gel clareador de uso caseiro 
- a moldeira é recortada eliminando a face vestibular dos dentes adjacentes aos que se deseja no 
clareamento 
-acesso endodôntico é mantido aberto, sem restauração provisória 
-o paciente aplica o gel dentro do acesso e na moldeira, deixando o gel em contato com o dente o 
máximo de tempo possível 
-após a cor desejada ser alcançada, é realizado um curativo com restauração provisória até que 
procedimentosadesivos possam ser realizados 
-depende da colaboração do paciente 
-ensinar a limpar a cavidade e evitar a compactação de alimentos na câmara 
-enquanto não estiver utilizando a moldeira, uma bolinha de algodão pode ser inserida na cavidade 
para evitar a deposição de alimentos 
-a utilização contínua provoca resultados positivos rapidamente 
-opção prática, de baixo custo 
-podem ser utilizados géis clareadores de baixa concentração garantindo maior segurança do 
clareamento 
-não gera contaminação pois o espaço da câmara pulpar fica constantemente ocupado por um gel 
clareador a base de peroxido de hidrogênio, substâncias com potencial microbiano 
-deve ser evitado esforço mastigatório excessivo em todo o dente desvitalizado durante o tratamento 
clareador, independente da técnica empregada 
-ambas as técnicas foram efetivas após período de clareamento de 2 semanas 
1-moldagem e produção da moldeira, recortando as faces vestibulares, 2-confecção do tampão 
cervical, 3- orientação, 4- dar a seringa ao paciente, 5-permanecer em contato com o paciente e 6- 
após resultado/3-4 semanas de tto preencher o espaço com curativo de demora 
-praticidade, não há restauração provisória, baixa concentração de peróxido, não há confinamento 
do material clareador (sistema aberto) 
 
Riscos associados 
a)fratura do elemento dental 
-dentes tratados endodonticamente são mais propensos a fratura devido a perda de estrutura 
dentária por lesão de cárie 
 
b)queimaduras químicas e efeitos adversos ligados a concentração de peróxido 
-descamações e queimaduras químicas na gengiva 
-uso de afastadores, barreiras gengivais, sucção constante, óculos de proteção e isolamento 
absoluto 
 
c)reabsorção cervical externa 
-reação de corpo estranho na junção amelocementária (JAC) com possível causa atribuída por 
alguns autores a difusão de peróxido pelos túbulos dentinários 
-periodonto identificando a dentina como corpo estranho e degradando 
-os resultados são de estudos mais antigos os quais não foram realizados tampão cervical 
-ambas as técnicas são eficazes 
Vitória Silva 
-independentemente da técnica, são abordagens simples, com bom custo benefício e que 
normalmente possuem resultados satisfatórios, clareamento interno de dentes não vitais teve um 
resultado positivo e estável na percepção estética a médio prazo 
-pacientes acompanhados com mais de 25 anos, e não houve nenhum caso de reabsorção 
interna/externa 
1-anamnese, 2- histórico do paciente, 3- testes de palpação, percussão e vitalidade, 4- avaliação de 
restaurações e higiene oral 
-dentes escurecidos há muito tempo são mais difíceis de clarear 
 
Defeitos de desenvolvimento do esmalte 
-desafios no diagnóstico e manejo clínico 
Odontogênese 
-inicia-se na 6ª semana intrauterina 
-inicia-se com a formação da lâmina dental 
-estágio de botão, de capuz 
-11ª semana intrauterina início da calcificação 
-estágio de sino ou campânula que inicia a amelogênese e dentinogênese 
 
Amelogênese 
-começa na incisal para cervical 
-prismático ou não prismático 
-importante estudar a secreção 
-complexos juncional, para que os ameloblastos estejam em união 
-matriz orgânica, secretando amelogeninas (90%), enamelina, ameloblastina e tuftelina 
 -acreditam que não deixem os cristais sofrerem colapso 
-processos de tomes, retração das cel, determinam a estrutura prismática 
-organização em nanosferas de amelogeninas, se organizam e determinam a formação dos cristais 
de hidroxiapatita 
-protease, começa a mineralização 
-cristais finos e compridos, na fase de secreção 
-matriz orgânica dá espaço para a mineralização 
Maturação 
-secreção de proteases, enamelisina, kalicreína, amelotina 
-continuam degradando a matriz orgânica 
-complexos juncionais, as cel ficam coladas, ameloblastos de anatomia apical 
-borda lisa é degradação da matriz orgânica 
-degradação da matriz orgânica e reabsorção da matriz 
-influxo e passagens de íon 
-crescimento dos cristais em largura 
Vitória Silva 
 -já estavam formados em comprimento 
-controle de pH 
 -o ambiente fica ácido então os ameloblastos liberam substâncias para o controle do pH na 
região 
-mais de 300 genes expressos na fase de maturação 
-íons são passando e os cristais vão engrossando 
 
-estrutura prismático e interprismático 
-esmalte secretado pela ponta das primas é prismático e o secretado pela lateral é interprismático 
 
Fatores que afetam a amelogênese 
a) ambientais/locais 
-dioxinas 
-BPA/substitutos 
-fluoretos 
-antibióticos 
-traumatismos 
-radiação 
-infecção 
b)sistêmicos 
-hipocalcemia, hipofofatia severa 
-hipovitaminose persistente 
-doenças na infância 
-transfusões, hipóxia 
c)genéticos 
-mutações 
 
-se os defeitos são ocasionados por fatores ambientais e sistêmicos são defeitos de desenvolvimento 
do esmalte (fluorose, hmi, ddes isolados) 
-se são ocasionados por defeitos genéticos: amelogênese imperfeita 
-associação de fatores para produção de defeitos 
-associação de fatores, infecções plásticas 
-fatores locais e ambientais afetam esmalte em desenvolvimento no momento da exposição ou na 
duração do problema 
-não afeta dentes que já estão formados 
-fatores genéticos ou sistêmicos persistentes podem afetar o esmalte de todos ou quase todos os 
dentes 
-os defeitos podem ter graus diferentes de severidade e são heterogêneos 
 
Vitória Silva 
Tipos de Defeito 
Hipoplasias 
-quantitativo: alterações de forma ou espessura, fossas, linhas ou pits 
Opacidades 
-qualitativos: alteração na cor e dureza, demarcadas ou difusas 
-problemas na mineralização 
 
-presença de matéria orgânica entre os cristais 
 
-diagnostico mais preciso é necessário um campo iluminado e seco para avaliação, DDE são amis 
visíveis quando o dente desidrata 
-paciente possui mais sensibilidade, principalmente quando seca 
 
Dificuldades para diagnóstico 
-amelogênese é um processo complexo e ainda não totalmente conhecido 
-esmalte se forma muito antes da erupção do dente na cavidade bucal 
-os defeitos na forma de opacidades são estruturalmente muito semelhantes (poros, prismas 
irregulares, espaços vazios, espaços cm matéria orgânica) 
-qualquer problema na secreção afeta principalmente a espessura do esmalte e/ou formação dos 
cristais e qualquer problema na maturação ou mineralização 
-dificuldade dos pais de recordar a história médica 
-testes genéticos não disponíveis 
 
Fluorose 
-na fase de pré-secreção um aumento na quantidade de flúor não é tão perceptível 
-na fase de secreção não são tão visíveis 
-na fase de maturação é mais problemático 
-durante a maturação do esmalte o excesso de flúor afeta a secreção de enamelisina, tem mais matriz 
orgânica, então ocorre mais formação de H+, alternância de áreas normal e manchas brancas 
-hidroxiapatita fluoretada é mais dura, formando poros internos 
-cada caso fluorótico possui um fenótipo 
-tem formato de linha devido aos ameloblastos, linhas de retzius 
-em geral, histórico de ingestão de fluoretos 
-verificar tipo de água consumida 
-aplicações tópicas 
-procedência de áreas endêmicas 
-comum em irmão com mesmos hábitos e mesmo local de nascimento 
-investigação familiar também serve para descartar amelogênese imperfeita 
-relação cronológica 
Vitória Silva 
-simetria 
-opacidades difusas (pode haver opacidades demarcadas) 
 
MIH 
-afeta molares e incisivos permanentes e caninos e molares decíduos 
-condição sistêmica persistente que é atenuada ou ambiental presente por um determinado período 
-problemas respiratórios crônicos ou infecções recorrentes 
-há muitos casos sem etiologia definida 
-pode ter susceptibilidade genética 
-apenas opacidade demarcada 
-alteração de cor varia de branco a acastanhado 
-prismas desorganizados e espaçados 
-ultra estruturalmente: porosidades, menos cálcio e fosfato, mais magnésio, mais carbonato, menor 
dureza, menor módulo de elasticidadee mais matéria orgânica 
-pacientes diagnosticados tardiamente podem apresentar: molares com lesão de cárie, perda 
precoce de molares e hipersensibilidade nos dentes acometidos ou necessidade de tto endodôntico 
 
Amelogênese imperfeita 
-condição genética rara caracterizada por defeitos na formação do esmalte e pode se apresentar 
associada a síndrome ou como forma isolada 
-alterações podem ser transmitidas ou esporádicas 
-conceito inicial: processo único de biomineralização com participação de proteínas específicas do 
esmalte 
-amelogênese é um processo similar 
-formas isoladas e sindrômicas 
-todos ou quase todos os dentes afetados 
-maior susceptibilidade a lesões cariosas 
-sensibilidade 
-estética comprometida 
-alteração de cor, pigmentação extrínseca 
-exposição dentinária 
-perda de contatos proximais 
-perda de dimensão vertical 
-redução da deficiência mastigatória 
-mordida aberta anterior 
-dentes inclusos 
 
Infiltração Resinosa 
Vitória Silva 
-lesões cariosas não cavitadas em lesões cariosas proximais 
-uso estético da infiltração resinosa 
-10 anos da técnica de infiltração resinosa 
-é uma excelente alternativa para a odontologia de mínima intervenção 
-tto microinvasivo 
-estética de manchas brancas vestibulares em esmalte (des/hipomineralização) 
-no clareamento o dente fica mais claro, na infiltração resinosa é o contrário, quer concertar quando 
o dente do paciente está muito opaco 
-fluorose e manchas brancas de cáries 
-zonas de esmalte com menor desmineralização 
- a infiltração resinosa consiste em colocar resina nesses espaços desmineralizados do esmalte 
-efeito mascarante significante 
-boa estabilidade de cor e poucas alterações vistas após o tto 
 
Lesões de mancha branca 
-as manchas brancas são microporosidades na subsuperfície do esmalte 
-zona superficial de esmalte mais integro e na subsuperfície um esmalte mais poroso 
-esses microespaços vão ser ocupados por água 
-esses pontos mais brancos ocorrem devido a refração da luz, a água ou o ar nesses espaços possui 
um índice de refração menor do que o esmalte tornando os espaços mais brancos 
-maior mudança da luz, maior a diferença mais branca é visualizada 
-quanto mais seco, maior é visível as manchas brancas, lembrar do meu caso 
-remineralização acontece muito mais na superfície, sendo assim, em lesões de mancha branca mais 
profundas a remineralização não dê conta 
-clareamento, reduz o contraste entre dente e lesão 
-microabrasão, mistura de ácido e abrasivo, reduzindo a mancha no esmalte superficial 
 -remoção de esmalte saudável 
 -lesão mais localizada 
 -normalmente menos realizado na cervical 
-microabrasão possui o mesmo efeito estético da infiltração sendo menos agressiva 
-macroabrasão: com brocas e pontas diamantadas, iniciando um ciclo restaurador repetitivo 
 
Infiltração resinosa 
-ácido clorídrico 
-realização do isolamento absoluto, controle para que não encontre tecidos moles 
-deixando o ácido por 2min 
-corrosão da superfície do esmalte, acessando a área menos remineralizado 
-cria acesso a mancha 
-após o ácido utiliza-se álcool para secar a área 
Vitória Silva 
-resina infiltrante, ocupando os espaços entre as primas de esmalte 
-no mínimo 3 min para após fotopolimeriza 
-resina polimerizada apresenta índice de refração de aproximadamente da hidroxiapatita 
-a lesão deixa de aparecer ou fica menos visível 
 
-nas lesões de mancha branca , existe uma camada superficial de esmalte mais fina e uma camada 
sub mais próxima 
1-ácido, 2- sugar, lavar e secas, 3-álccol, 4-infiltrante resinoso, 5- fotopolimerização 
 
Fluorose Dentária 
-região afetada é próxima a superfície 
-isolamento absoluto 
-retração dos tecidos moles 
-várias regiões de mancha branca 
-normalmente o ácido é realizado 2 vezes 
-o álcool muda a ótica da lesão mais branca, se não houver mudança 
-viu bandas brancas aplica o álcool novamente 
 
Opacidade traumática 
-defeitos de desenvolvimento de esmalte 
-traumatismo do germe permanente 
-angulação invertida do que a anterior 
-pode não infiltrar a região de borda 
-áreas mais espessas, efeito de halo 
-mais invasivo em regiões necessárias 
 
Hipomineralização molar-incisivo 
-lesão mais espessa e mais localizada 
-a luz é bloqueada, mostrando que existe maior espessura 
-opacidade demarcada 
-tto mais invasivo seguido de uma infiltração 
-grande distância entre superfície e lesão 
-infiltração mais profunda 
 
-simples, previsível, micro/minimamente abrasiva, poucas complicações, bom custo benefício, 
encoraja a fidelidade do paciente 
 
 
 
Vitória Silva

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