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GERENCIA DE FORMAÇÃO E CIDADANIA PROGRAMA ADOLESCENTE APRENDIZ INSTRUTOR (A): ATIVIDADE REFERENTE AO PERÍODO: TURMA: CADERNO DE ATIVIDADES DISCIPLINA: COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA, LEITURA E COMPREENSÃO DE TEXTOS Olá Aprendiz! Bem-vindo à disciplina Comunicação Oral e Escrita, Leitura e Compreensão de textos! Para você que está chegando agora, preparamos um material com o objetivo de despertar o interesse e o reconhecimento da importância do uso culto da linguagem oral e escrita como fundamentos básico para o mercado de trabalho. No decorrer do conteúdo, contará com links sugestivos para aprimorar ainda mais o conteúdo aplicado, é importante que leia o conteúdo e anote as dúvidas para trocar com o instrutor. Além da oportunidade de conhecer um pouco mais a Língua Portuguesa, você desenvolverá habilidades para identificar a relação entre a linguagem verbal e não verbal. Uma das coisas mais importantes que o ser humano tem para se relacionar com as pessoas e que as empresas mais valorizam em um perfil profissional é a capacidade de saber se comunicar. Então, vamos começar? 1º DIA- Comunicação: O que é? Comunicar é o ato de transmitir uma mensagem, pensamentos, trocar informações por meio de signos e fala. Saber se comunicar é fundamental e fará toda diferença. A comunicação, basicamente, é um processo que envolve um emissor, um receptor e a transmissão de uma mensagem, ato de saber se comunicar é a principal ferramenta do entendimento e do envolvimento em um relacionamento. Acessem: https://www.youtube.com/watch?v=JUDO6_lewzw “ Melhore sua comunicação em 3 simples passos”. Linguagem: é o uso da língua como forma de expressão e comunicação entre as pessoas, não é somente um conjunto das palavras faladas ou escrita, mas também de gestos e imagens. Afinal, não nos comunicamos apenas pela fala ou escrita, não é verdade? A língua, é um tipo de linguagem, é a única modalidade de linguagem baseada em palavras, exemplo o alemão e o português, são línguas diferentes, pois são conjuntos de palavras e combinações compartilhadas por determinado grupo. A linguagem verbal por exemplo, é a que utiliza de palavras quando se fala ou quando se escreve, ela é específica da espécie humana e responsável pela qualidade das relações que podemos estabelecer entre as partes. A linguagem não verbal, ao contrário, não se utiliza das palavras para se comunicar. O objetivo nesse caso, não é expor verbalmente o que se quer dizer ou o que está pensando, mas utilizar outros recursos, como: gestos, figuras, objetos, cores, sons, ou seja, outros signos visuais ou sonoros para comunicação. A linguagem ainda pode ser mista, ou seja, verbal e não verbal ao mesmo tempo, como no caso das charges, publicidade etc. As variedades linguísticas As palavras, na maioria das vezes podem assumir, em contextos diferentes, significados também diferentes, isto é, são polissêmicas, para que percebamos isso em um texto precisamos fazer inferências, o que é isso? Inferir é deduzir, ler nas entrelinhas para descobrir aquilo que está subentendido. Inferir uma informação implícita no texto é compreender a soma das informações expressas com as da soma das informações expressas com conhecimentos prévios que já possuímos, ou seja avaliar a situação com nossa percepção. A variação linguística se dá não apenas por questões históricas, mas também por questões sociais, educacionais e regionais. O regionalismo por exemplo, é um fenômeno linguístico proveniente de uma cultura de uma determinada região. A Fala é um ato individual, cada falante tem o domínio da língua que fala e pode usá-la como lhe agradar, os sinais utilizados pelo indivíduo é a linguagem oral. É um ato singular, pois cada indivíduo pode optar pelas variedades da língua que desejar para exposição da fala. Conforme o momento, o contexto, sua personalidade, o ambiente sociocultural que está inserido. No Brasil, é possível encontrar muitas variações linguísticas, por exemplo, na linguagem regional. Tipos e exemplos de variações linguísticas 1. Variação geográfica Está relacionada com o local em que é desenvolvida, tal como as variações entre o português do Brasil e de Portugal, chamadas de regionalismo. 2. Variação Histórica ou diacrônica Ocorre com o desenvolvimento da história, tal como o português medieval e o atual. Imagem abaixo com exemplo do Português Arcaico. 3. Variação Social É percebida com os grupos sociais envolvidos, tal como uma conversa com um médico e seu paciente. 4. Variação situacional Ocorre de acordo com o contexto, por exemplo, situações formais em uma empresa ou informais como um bate papo com os amigos. As gírias são expressões populares por determinado grupo social, segue exemplo. Acessem: https://www.youtube.com/watch?v=wQkn9TjWJVU “Variações linguísticas" Vamos exercitar? Atividades. 1. Qual a importância da Comunicação oral e escrita? R: A oral acaba sendo importante para que saibamos como a pessoa se comporta no seu dia a dia, caso vá ser contratada por alguma empresa. Já a escrita tem a sua maior importância voltada para preservar histórias. 2. Com base no conteúdo estudado, o que é linguagem? Quais são os tipos de linguagem existentes? R: São os termos utilizados para a comunicação entre nós. Verbal e não verbal. 3. O que são signos? R: São elementos representativos que apresentam os aspectos de: Significado e significante. 4. Sobre a variação linguística exposta no conteúdo, quais os tipos de variações existem? R:Histórica, situacional, social e geográfica. 5. Cite exemplos de regionalismo. R: Pão francês: Pão de sal; Taruira: Lagartixa; Pocar: Estourar, arrebentar; Abestado: Bobo, tolo. Esses são alguns exemplos de regionalismo, expressando, assim, como ocorre tal mudança de região para região. 6. Elabore um dicionário contendo 5 gírias faladas atualmente e coloque o significado da palavra na frente. R: Brabão = Legal, divertido //// Mec: Suave, tranquilo //// Judas: Desleal MUDANDO DE ASSUNTO! Vamos relembrar! Em uma organização é importante que saibamos o uso correto da ortografia, você se lembra quando se deve utilizar o emprego das iniciais maiúsculas? E a grafia de datas e hora, abreviatura, símbolos e siglas? Vamos relembrar!! Utiliza-se a inicial maiúscula: * No começo de um período, verso ou citação direta. Exemplos: Disse o Padre Antônio Vieira: "Estar com Cristo em qualquer lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso." "Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que à luz do sol encerra As promessas divinas da Esperança…" (Castro Alves) Observações: - No início dos versos que não abrem período, é facultativo o uso da letra maiúscula. Por Exemplo: "Aqui, sim, no meu cantinho, vendo rir-me o candeeiro, gozo o bem de estar sozinho e esquecer o mundo inteiro." - Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-se letra minúscula. Por Exemplo: "Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso, mirra." (Manuel Bandeira). Datas Existem três possibilidades para abreviar a grafia de datas: com traço: 28-12-1945 Com barra: 12/11/2002 Com ponto: 21.10.2004 Observações: Os números cardinais devem ser escritos sem ponto ou espaço entre o milhar e a centena: 1999 (e não 1.999); 2002 (e não 2.002). O ano pode ser registrado com os dois últimos dígitos: 12/11/02. - O primeiro dia do mês deve ser escrito assim: 1º (e não 1). Exemplo: 1º/5/02 ou 1º/05/02. O emprego de zero antes do dia ou do mês formado de um só algarismo não é de rigor: 02/02/99 ou 2/2/99. Atualmente, no entanto, a anteposição de um zero é prática corrente, pois atende a objetivos estéticos. E é sempre aconselhável, quando se quer evitar fraude. No ano de 2020 é importante ficar atento ao identificar o ano com apenas 20 em vez de 2020, já que alguém mal intencionado pode alterar acrescentando dois novos algarismos e mudar a data. Por exemplo: acrescentar 19 junto ao 20 = 2019.Horas Hora redonda: 8 horas; 9 horas; etc. Ou 8h; 9h; etc. (sem "s" e sem ponto depois de"). Hora quebrada: 8h30min; 9h43min, etc. (sem dar espaços entre os elementos e sem usar ponto depois de "h" e "min"). Saiba Mais: 1. A grafia com dois pontos, como em : 08:00 09:00 10:05 13:20 É usada em áreas específicas, como em anotações de programação com horários em sequência, de passagens, competições, agendas, horários anunciados pela televisão, etc. Dias, horas, crase e paralelismo Escreva assim: De segunda a sexta-feira De terça a quinta-feira ou Da segunda à sexta-feira Da terça à quinta-feira Não escreva assim De segunda à sexta-feira De terça à quinta-feira SIGLAS A sigla é um tipo de abreviação utilizada para reduzir algumas palavras, a fim de que haja mais agilidade tanto ao falar, quanto ao escrever. É formada, geralmente, pelas iniciais dos termos. Cada sigla tem um gênero e para saber se feminino ou masculino, observe a primeira palavra! Dessa forma, dizemos o CEP, a EMBRATEL, a FIFA, o SENAC, etc. Para saber mais sobre os assuntos acima, acessem: https://www.youtube.com/results?search_query=GRAFIA+DE+DATA+E+HORA PONTUAÇÃO Sinais de pontuação são recursos prosódicos que conferem às orações ritmo, entoação e pausa, bem como indicam limites sintáticos e unidades de sentido. Na escrita, substituem, em parte, o papel desempenhado pelos gestos na fala, garantindo coesão, coerência e boa compreensão da informação transmitida. 1. Vírgula (,) é usada para: a) separar termos que possuem mesma função sintática na oração: O menino berrou, chorou, esperneou e, enfim, dormiu. Nessa oração, a vírgula separa os verbos. b) isolar o vocativo: Então, minha cara, não há mais o que se dizer! c) isolar o aposto: O João, ex-integrante da comissão, veio assistir à reunião. d) isolar termos antecipados, como complemento ou adjunto: Uma vontade indescritível de beber água, eu senti quando olhei para aquele copo suado! (Antecipação de complemento verbal) Nada se fez, naquele momento, para que pudéssemos sair! (Antecipação de adjunto adverbial) e) separar expressões explicativas, conjunções e conectivos: isto é, ou seja, por exemplo, além disso, pois, porém, mas, no entanto, assim, etc. f) separar os nomes dos locais de datas: Brasília, 30 de janeiro de 2009. g) isolar orações adjetivas explicativas: O filme, que você indicou para mim, é muito mais do que esperava. 2. Ponto-final (.) É usado ao final de frases para indicar uma pausa total: a) Não quero dizer nada. b) E em abreviaturas: Sr., a. C., Ltda., vv., num., adj., obs. 3- Ponto de Interrogação (?) O ponto de interrogação é usado para: a) Formular perguntas diretas: Você quer ir conosco ao cinema? b) para indicar surpresa, expressar indignação ou atitude de expectativa diante de uma determinada situação: O quê? Não acredito que você tenha feito isso! (Atitude de indignação) Não esperava que fosse receber tantos elogios! Será que mereço tudo isso? (Surpresa) Qual será a minha colocação no resultado do concurso? Será a mesma que imagino? (Expectativa) 4. Ponto de Exclamação (!) Esse sinal de pontuação é utilizado nas seguintes circunstâncias: a) Depois de frases que expressem sentimentos distintos, tais como: entusiasmo, surpresa, súplica, ordem, horror, espanto: Iremos viajar! (Entusiasmo) Foi ele o vencedor! (Surpresa) Por favor, não me deixe aqui! (Súplica) Que horror! Não esperava tal atitude. (Espanto) Seja rápido! (Ordem) 5. Ponto e vírgula (;) É usado para: a) separar itens enumerados: A Matemática se divide em: - geometria; - álgebra; - trigonometria; - financeira. 6.Dois-pontos (:) É usado quando: a) se vai fazer uma citação ou introduzir uma fala: Ele respondeu: não, muito obrigado! b) se quer indicar uma enumeração: Quero lhe dizer algumas coisas: não converse com pessoas estranhas, não brigue com seus colegas e não responda à professora. 7. Aspas (“”) São usadas para indicar: a) citação de alguém: “A ordem para fechar a prisão de Guantánamo mostra um início firme. Ainda na edição, os 25 anos do MST e o bloqueio de 2 bilhões de dólares do Oportunity no exterior” (Carta Capital on-line, 30/01/09) b) expressões estrangeiras, neologismos, gírias: Nada pode com a propaganda de “outdoor”. 8. Reticências (...) São usadas para indicar supressão de um trecho, interrupção ou dar ideia de continuidade ao que se estava falando: (...) onde está ela, Amor, a nossa casa, 9.Parênteses ( ) São usados quando se quer explicar melhor algo que foi dito ou para fazer simples indicações. Ele comeu, e almoçou, e dormiu, e depois saiu. (O e aparece repetido e, por isso, há o predomínio de vírgulas). 10. Travessão (–)O travessão é indicado para: a) indicar a mudança de interlocutor em um diálogo: - Quais ideias você tem para revelar? - Não sei se serão bem-vindas. - Não importa, o fato é que assim você estará contribuindo para a elaboração deste projeto. b) separar orações intercaladas, desempenhando as funções da vírgula e dos parênteses: Precisamos acreditar sempre – disse o aluno confiante – que tudo irá dar certo. Não aja dessa forma – falou a mãe irritada – pois pode ser arriscado. c) colocar em evidência uma frase, expressão ou palavra: O prêmio foi destinado ao melhor aluno da classe – uma pessoa bastante esforçada. 2° DIA - QUESTÕES NOTACIONAIS DA LÍNGUA PORTUGUESA Você já deve ter estudado sobre os porquês da escola, certo? Vamos relembrar! O USO DOS PORQUÊS POR QUE (separado e sem acento) A forma por que é a sequência de uma preposição (por) e um pronome interrogativo (que). Equivale a "por qual razão", "por qual motivo": Exemplos: Desejo saber por que você voltou tão tarde para casa. Por que você comprou este casaco? POR QUÊ (separado com acento) Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, de interrogação, de exclamação) ou de reticências, a sequência deve ser grafada por quê, pois, devido à posição na frase, o monossílabo “que" passa a ser tônico. Exemplos: Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê? Será deselegante se você perguntar novamente por quê! PORQUE (junto e sem acento) A forma porque é uma conjunção, equivalendo a pois, já que, uma vez que, como. Costuma ser utilizado em respostas, para explicação ou causa. Exemplo: Vou ao supermercado porque não temos mais frutas. PORQUÊ (junto com acento) A forma porquê representa um substantivo. Significa "causa", "razão", "motivo" e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo, por exemplo). Exemplos: Não consigo entender o porquê de sua ausência. Existem muitos porquês para justificar esta atitude. Acessem o vídeo da professora Lorena sobre os porquês: https://www.youtube.com/watch?v=vjt06xYO4yE MAU OU MAL Mal é advérbio, antônimo de BEM. Mau é um adjetivo, antônimo de BOM. MAU x BOM MAL x BEM À-TOA OU À TOA À Toa (sem hífen) - é uma locução adverbial de modo, com o sentido de "sem fazer nada": EX. Andava à toa (sem fazer nada) na vida. À-Toa (com hífen) - é um adjetivo (deve acompanhar um substantivo), com o sentido de "desocupado, inútil": EX. Ela, sem dúvida, é uma mulher à-toa (desocupada). ATENÇÃO!! A Reforma Ortográfica extinguiu o hífen na locução "à-toa"; entretanto, até o ano 2012 considera-se correto o uso de: "à toa ou à-toa". Parônimos e Homônimos Parônimos: são palavras com escrita e pronúncia parecidas, mas com significado (sentido) diferente. EXEMPLOS: - O homem fez uma bela descrição da mulher. - Use a sua discrição, Paulo. - Arrear – pôr arreios - Arriar – colocar no chão - Comprimento – extensão, grandeza e tamanho - Cumprimento – saudação Homônimos: são palavras com escrita e pronúncia iguais e diferentes na significação. EXEMPLOS: - A manga está uma delícia. A manga da camisa ficou perfeita. - O político foi cassado por corrupção. O lobo foi caçado por bandidos. - A cela do presídio está lotada. A sela do cavalo está velha. Tipos de homônimos Homógrafos – mesma grafia e somdiferente. Ex.: Eu começo a trabalhar em breve. Ex.: O começo do filme foi ótimo. Homófonos – mesmo som e grafia diferente. Ex.: Preciso apreçar meus presentes de natal. – ver preço Ex.: Vai apressar seu irmão para irmos logo. – ter pressa Homônimos perfeitos – mesma grafia e som. Ex.: Leve esse lixo para fora – verbo levar Ex.: Essa sacola está leve de carregar. – peso Complicado? Assista o vídeo que o Prof Noslen ajuda vocês. https://www.youtube.com/watch?v=m2aeZ_3M4T4 VAMOS PRATICAR? 1) Complete as lacunas com a expressão correspondente entre parênteses: a) Eles resolveram partir _porque_ já era muito tarde. (por que; porque; por quê; porquê) b) Retiraram-se da assembleia sem dizer _porquê_. (por que; porque; por quê; porquê) c) O título da reportagem é: _porque_ o novo Código de Trânsito tem falhas. (por que; por quê; porquê; porque) d) O jogador caiu de _mal_ jeito. (mal – mau) e) O edifício ruiu, porque foi _mal_ construído. (mal – mau) f) Ele é _mal_- educado, _mal_ criado e _mal_ aluno. (mal – mau) g) _Há_ algumas semanas, se tivessem enfrentado o problema _a_ tempo, tudo seria _mais_ fácil. (há/a; mais/mas) h) Ele reclamava sempre, _mas_ acabava fazendo as atividades. (mas – mais) i) Não o vejo _há_ muitos anos (há – a) j) Morava _a_ cinco quadras daqui. (há – a) 2) Faça a análise das histórias e o explique o porquê do uso correto da vírgula. 1-Um homem rico, sentindo-se morrer, pediu papel e pena, e escreveu assim: "Deixo os meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres". Não teve tempo de pontuar - e morreu. A quem ele deixava a fortuna que tinha? Eram quatro os concorrentes. a) Chegou o sobrinho e fez estas pontuações numa cópia do bilhete: "Deixo os meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate! Nada aos pobres!" b) A irmã do morto chegou em seguida, com outra cópia do escrito; e pontuou-a deste modo: "Deixo os meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho! Jamais será paga a conta do alfaiate! Nada aos pobres!" c) Surgiu o alfaiate que, pedindo a cópia do original, fez estas pontuações: "Deixo os meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres!". d) O juiz estudava o caso, quando chegaram os pobres da cidade. Um deles, mais sabido, tomando outra cópia, pontuou-a assim: "Deixo os meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres." Assim é a vida, nós é que colocamos os pontos e isto faz a diferença. 3) Reescreva, colocando a pontuação correta (dois pontos, ponto e vírgula, vírgula, ponto): a) Comprei estas coisas lápis borracha livros cadernos R: “Comprei estas coisas: Lápis, borracha, livros e cadernos” b) A turma insistia nisto que ele mantivesse a calma R: “A turma insistia nisto; que ele mantivesse a calma.” c) E o guia turístico explicava aqui se reunia o Senado Romano R: “E o guia turístico explicava: Aqui se reunia o Senado Romano.” d) Ela possuía bens fazendas muito dinheiro ele uma simples casa num carrinho de segunda mão um emprego. R: “Ela possuía bens, fazendas, muito dinheiro; Ele uma simples casa, um carrinho de segunda mão e um emprego.” 4) Corrija as frases que estiverem incorretas. a) Foi um mal negócio fazer este curso. R: “Foi um mau negócio fazer este curso.” b) Estou de mau humor. R: “Estou de mal humor.” c) Ele é um mal funcionário. R: “Ele é um mau funcionário.” d) Você é mau educado. R: “Você é mal educado.” 5) Complete com Mas/ Mais: a) Ser pai é fogo. O meu é _mais_ ou menos. b) Deixo você jogar bola na rua, _mas_ nada de chegar perto da avenida. c) Ele é _mais_ bonito que você. d) Sou bem tranquila, _mas_ caso precise, sei ser mais grossa 3° DIA - NOVA ORTOGRAFIA- DA LÍNGUA PORTUGUESA É IMPORTANTE SABER! O novo acordo ortográfico da língua portuguesa, aprovado no Brasil pelo Decreto Legislativo n. 54, de 18 de abril de 1995 e, em vigor desde primeiro de janeiro de 2009, introduziu algumas alterações na ortografia de nossa língua. Alfabeto- Nova Regra: O alfabeto agora é formado por 26 letras. Regra Antiga: O ‘k’, ‘w’ e ‘y’ não eram consideradas letras do nosso alfabeto. Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano. A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z Trëma Regra: Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano. Na regra antiga era assim: agüentar, conseqüência, cinqüenta, quinqüênio. Como será: aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio. Acessem a aula do prof Noslen: https://www.youtube.com/watch?v=Sy_LUnePfRE CRASE Dá-se o nome de crase (à) a contração entre a preposição “a” e o artigo definido feminino singular “a”. Na maioria das vezes, há crase no "a" que precede horas: Os supermercados abrem às 7h. O jogo será à 1h da madrugada. À 0h do dia 1.º de janeiro, começará a queima de fogos. Em cinco casos, porém, não há crase nesse "a" que acompanha horas: quando antes dele há as preposições "até", "após", "desde", "entre" e "para". Veja: Os ingressos serão vendidos até as 18h. Os portões serão fechados após as 7h30. O consumo de álcool está liberado desde a 0h de segunda-feira. Há uma lei que proíbe a prática esportiva na praia entre as 8h e as 16h. A sessão estava marcada para as 20h. Regra prática Substitua a hora por "meio-dia": se der "ao meio-dia", há crase; se não der, esqueça a crase. Observe: A transmissão começa às 6h30, com crase, porque A transmissão começa ao meio-dia. Mas: O erro foi identificado pela reportagem após as 19h de ontem, sem crase, porque O erro foi identificado pela reportagem após o meio-dia de ontem. Uma boa dica para saber se existe crase em uma vogal, é trocar a palavra feminina para uma masculina. Se nessa troca, aparecer “ao(s)”, significa que existe crase. Exemplo: Vou à igreja - Vou ao shopping. Note que a verbo ir (vou) exige preposição, e igreja é uma palavra feminina. Quando trocada por “shopping”, o “a + a” tornou-se “ao”. Então existe crase. Nunca existirá crase antes de: Palavras masculinas Verbos Entre palavras repetidas (dia-a-dia) antes de artigos indefinidos (um, umas, uns, umas) antes de palavras no plural se o “a” estiver no singular antes de numeral cardinal (exceto se indicarem hora) Sempre ocorrerá crase: Antes de locuções prepositivas, adverbiais e conjuntivas: às vezes, à toa, à esquerda, à noite. Antes de numeral cardinal indicando hora Pode ou não ocorrer crase; Antes de nomes de cidades, lugares, países, etc. Um bom truque para saber se vai crase ou não, é encaixar a palavra em questão na frase: “Vou a, volto da, crase há! vou a, volto de, crase pra quê?” Acesse para entender melhor: https://www.youtube.com/watch?v=UN-BZbL0UJg- Exercitando! PARA VOCÊ PONTUAR. .!?:_, 1) Leia e pontue corretamente usando: Eu estava num banco da pracinha observando um menino. A primeira coisa que notei foi que ele estava olhando continuamente para o céu. Aproximei-me e disse-lhe: Ei garoto! O que você faz assentado ai? Fico observando as nuvens. Por quê? Porque me sinto feliz. O que você vê nas nuvens? Vejo carneirinhos coelhinhos rostos e muitas outras coisas. Mas eu olho para o céu e não vejo nada do que você vê. Se você prestar atenção verá mais do que eu. Tente! 2) Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de crase é facultativo? a) Minhas ideias são semelhantes às suas. b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz X) Dei um presente à Mariana. d) Fizemos alusão à mesma teoria. e) Cortou o cabelo à Gal Costa 3) Marque a opção correta. A alusão _____ lembranças da casa materna trazia _____ tona uma vivência _____ qual já havia renunciado. a) às - a - a b) as - à - há X) as - a - à d) às - à - à e) às - a - há Use a chave ao sair ou entrar __________ 20 horas. a) após às X) após as c) após das d)após a e) após à 4° - DIA SUBSTANTIVO, ADJETIVO E NUMERAL SUBSTANTIVOS Substantivo é a palavra que dá nome às coisas, sentimentos, pessoas, animais e lugares. Tudo tem um nome que pode ser identificado por outra pessoa falante da mesma língua, se eu falo gato, você provavelmente vai imaginar um animal de quatro patas, que mia e ronrona. Assim funciona com o restante das coisas, cada uma tem um nome. Essa classe gramatical é variável, ou seja, muda sua forma de acordo com o gênero (masculino ou feminino) e grau (singular ou plural). Exemplos: 1. O menino gosta de andar de bicicleta. 2. A menina gosta de andar de bicicleta. 3. Os meninos gostam de tomar sorvete. 4. Aquele estacionamento está cheio de bicicletas. Classificações do Substantivo 1. Substantivo Comum É aquele que designa seres de um mesmo grupo. Por exemplo: mesa, mulher, gato e cachorro. 2. Substantivo Próprio É aquele que nomeia seres específicos dentro de um grupo (nomes de pessoas, países, restaurantes, ruas, entre outros, é identificado por iniciar com letra maiúscula). Por exemplo: João, Itália, Maceió, Mariana e Estados Unidos. 3. Substantivo Concreto É aquele que pode ser identificado como existência independente, sendo do mundo real ou imaginário. Por exemplo: mesa, cadeira, martelo, luz, Deus e fada. Então, você se pergunta: luz, Deus e fada são concretos? Não caia em pegadinhas, quando ouvem essas palavras, as pessoas podem formar imagens delas em suas mentes, então elas possuem existência própria, ainda que não seja material. 4. Substantivo Abstrato É aquele que não possui existência independente. Por exemplo: amor, felicidade, raiva e ódio. Quando se fala essas palavras, ninguém imagina um rosto para o amor, pode ser um filho, um namorado, o pai, a mãe, enfim, esses substantivos geralmente precisam de uma personificação para ser identificados. 5. Substantivo Simples É aquele formado por somente uma palavra. Por exemplo: pedra, mar, abelha e menino. 6. Substantivo Composto É aquele formado por duas ou mais palavras. Por exemplo: pé de moleque, guarda chuva e quarta feira. 7. Substantivo Coletivo É aquele que designa um grupo de indivíduos da mesma espécie. Por exemplo: cardume (aglomeração de peixes), arquipélago (conjunto de ilhas) ou molho (conjunto de chaves). 8. Substantivo Primitivo É aquele que não deriva de nenhuma outra palavra. Por exemplo: pedra, flor e menino. 9. Substantivo Derivado É aquele que deriva de outra palavra. Por exemplo: pedreira, florzinha e meninão. Você se pergunta se uma palavra pode entrar em mais de uma classificação, é claro que pode. Menino, por exemplo, é substantivo simples, é concreto, comum e primitivo. E se cair duas classificações possíveis na questão? Ela estará nula, pois deve ser elaborada só com uma resposta certa, exceto no caso de o enunciado possibilitar mais de uma resposta. ADJETIVOS É a palavra que caracteriza os seres. Refere-se sempre a um substantivo explícito ou subentendido na frase, com o qual concorda em gênero e número: Ex.: A casa arrumada adjetivo Substantivo GÊNERO DO ADJETIVO Os adjetivos formam o feminino quase sempre do mesmo modo que os substantivos, isto é, por meio da troca da vogal o pôr a ou do acréscimo de a no final da palavra: Ex.: Homem magro – Mulher magra Alguns adjetivos, porém, tem uma só forma para o masculino e para o feminino: Ex.: Exercício fácil questão fácil Os adjetivos compostos formam o feminino variando apenas o segundo elemento: Ex.: Quadro político-econômico integração político-econômica GÊNERO DO ADJETIVO Os adjetivos simples formam o plural do mesmo modo que os substantivos: Ex.: Alimento saudável – alimentos saudáveis Os adjetivos compostos formam o plural variando apenas o segundo elemento: Ex.: Amizade luso-brasileira Amizades luso-brasileiras NUMERAL Numeral é uma classe gramatical de palavras que indicam diretamente uma quantidade de elementos, ou, indiretamente, por estrutura de ordem. A indicação *direta* define o numeral *cardinal*, a *indireta* define o numeral *ordinal*. Numerais podem ter valor substantivo, bem como valor adjetivo. Acessem o link para saber mais sobre o assunto: https://www.youtube.com/watch?v=8iXiBgCnGv4 Vamos praticar! 1) Classifique os seguintes substantivos: a) Criança: _simples_ b) Etiópia: _próprio_ c) Sinceridade: _abstrato_ d) Anjo: _concreto_ 2) Associe as colunas, relacionando os substantivos com os adjetivos mais adequados: a) Canto I. corajoso b) Mentira II. Harmonioso c) Fogo III. Vergonhosa d) Soldado IV. Transparente e) Vidro V. ardente 2) Nessa história, você vai participar fazendo os personagens serem do jeito que quiser. Complete com adjetivos. Após completar a história acima com os adjetivos, escreva um final para ela: ”Era uma vez um príncipe _solitário_ que morava num palácio _pequeno_ às margens de um _grande_ rio. Do outro lado deste rio, ficavam as terras de outro país. Lá morava uma _triste_ princesa. O _maior_ amigo do príncipe era um dragão _negro_ que morava numa floresta _escura_ que também ficava às margens de um rio. E todos os dias o príncipe se banhava nele, ele era um _bom_ nadador. E todos os dias a princesa tomava banho de sol, na margem oposta, sem nunca se encontrarem porque as margens eram muito [...] distantes. Mesmo com a ajuda do seu melhor amigo, a passagem do príncipe era impossível, tanto a princesa quanto o príncipe, estavam destinados a não se conhecerem e viverem um amor platônico. Porém, em um dia muito chuvoso e não muito bonito, um garoto, não muito velho, apareceu na porta do palácio da princesa e como de bom costume, a princesa acolheu tal garoto. No dia seguinte quando a princesa acorda ela vai a procura do tal garoto e ninguém é encontrado dentro do palácio... Como de costume diário a princesa foi tomar o seu banho de sol para que pudesse, também, ver o príncipe e para a surpresa tanto dela quanto dele, uma ponte havia sido erguida entra as margens do rio para que eles pudessem se encontrar ao menos uma vez. Surpresa com tudo que estava acontecendo os dois correram um para o outro e assim que se encontraram no meio da ponte o garoto misterioso estava ali à espera dos dois. - “Como agradecimento por sua imensa bondade, princesa, esta ponte foi construída para que os dois possam se encontrar, porém, ela só aparecerá uma vez a cada 3 meses” – disse o garoto. Feliz com todo o acontecimento tanto a princesa quanto o príncipe agradeceram o garoto, e juntos, curtiram o seu primeiro dia de vários que viriam. “ 5º DIA - PRONOMES São palavras que substituem ou determinam os substantivos. Existem vários tipos de pronomes: pronomes pessoais, pronomes possessivos, pronomes demonstrativos, Pronomes interrogativos, pronomes relativos e pronomes indefinidos. PRONOMES PESSOAIS São termos que substituem ou acompanham o substantivo. Servem para representar os nomes dos seres e determinar as pessoas do discurso, que são: 1ª pessoa............a que fala 2ª pessoa............com quem se fala 3ª pessoa............de quem se fala Eu aprecio tua dedicação aos estudos. Será que ela aprecia também? PRONOMES POSSESSIVOS Indicam posse. Estabelece relação da pessoa do discurso com algo que lhe pertence. Singular Plural 1ª pessoa meu(s), minha(s) nosso(s), nossa(s) 2ª pessoa teu(s), tua(s) vosso(s), vossa(s) 3ª pessoa seu(s), sua(s) dele(s), dela(s) PRONOMES DEMONSTRATIVOS Indicam a posição de um ser ou objeto em relação às pessoas do discurso. 1ª pessoa este(s), esta(s), isto - se refere a algo que está perto da pessoa que fala. 2ª pessoa esse(s), essa(s), isso - se refere a algo que está perto da pessoa que ouve. 3ª pessoa aquele(s), aquela(s), aquilo - se refere a algo distante de ambos. Estes livros e essas apostilas devem ser guardadas naquela estante. Estes - perto de quem fala Essas - perto de quem ouve Naquela - distante de ambos PRONOMES INTERROGATIVOS São empregados para formular perguntas diretas ou indiretas. Podem servariáveis ou invariáveis. Variáveis: qual, quais, quanto(s), quanta(s). Invariáveis: que, onde, quem... Quantos de vocês estudam diariamente? Quem de vocês estuda diariamente? PRONOMES RELATIVOS São os que relacionam uma oração a um substantivo que representa. Também se classificam em variáveis e invariáveis. Variáveis: o (a) qual, os (as) quais, quanto(s), quanta(s), cujo(s), cuja(s). Invariáveis: que, quem, onde. Conseguiu o emprego que tanto queria. PRONOMES INDEFINIDOS São imprecisos, vagos. Se referem à 3ª pessoa do discurso. Podem ser variáveis (se flexionando em gênero e número) ou invariáveis. PRÓCLISE, ÊNCLISE E MESÓCLISE Próclise pronome + verbo Exemplos: …me observou… …me observa… …me observará… …me observaria… …me observando… Ênclise verbo + pronome Exemplos: …observou-me… …observa-me… Mesóclise início do verbo + pronome + terminação verbal Exemplos: …observar-me-á… …observar-me-ia… Para saber mais sobre o assunto, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=l_WxqVvmyGo e https://www.youtube.com/watch?v=PQRdgiIutrE Vamos praticar? 1) Observe as frases, assinale as corretas e corrija as incorretas: X) O advogado trouxe o documento para mim. X) O advogado trouxe o documento para eu revisar. X) Eles pediram para eu ajudar na festa. d) Levantaram calúnias contra os alunos e contra mim. 2) Reescreva as frases, completando as lacunas com a forma adequada dos pronomes indicados entre parênteses: a) O carteiro entregou o telegrama para _mim_. (eu, mim) b) O carteiro entregou o telegrama para _eu_ ler. (eu, mim) c) Para _eu_, ler a noite é um sacrifício. (eu, mim) d) Entre _mim_ e _ti_ não há mais nada. (mim, ti) e) Sem _eu_ autorizar, eles não iriam ao escritório. (eu, mim). 3) Complete com você, senhor, senhora: a) _ Dona Amélia, a _senhora_ está muito ocupada? _ Não, seu Carlos, o que o _senhor_ precisa? b) _ Carla, há quanto tempo! Por onde a _senhora_ tem andado? _ Tenho tipo muito trabalho ultimamente. c) _ Com licença, a dona Márcia está? _ Sim, o(a) _senhor(a)_ tem hora marcada? d) _ Bom dia, seu João, tudo bem? _ Tudo bem, e a _senhorra_ Paula, como andam as coisas? 4) Empregue corretamente os pronomes demonstrativos: a) Tenha sempre lembrança _disto_ eu o amo e sempre o amarei. (disto, disso) b) Por que você está usando _esta_ calça rasgada? (esta, essa) c) Como são difíceis _esses_ dias que estamos atravessando! (estes, esses) d) O perdão e a vingança se opõem frontalmente: _este_ degrada os homens; _aquele_ os eleva. (esse, esta, aquele) e) Qual o manequim _deste_ vestido que você está usando? (deste, desse) f) Senhor Presidente: em resposta ao ofício nº 5/92 _dessa_ Presidência, peço vênia para esclarecer que _esta_ Divisão que me cabe dirigir não pode ser responsabilizada por todas _essas_ irregularidades a que V. Exa. se refere. (desta, dessa, esta, essa, estas, essas) g) _Esse_ mês em que estamos está passando rápido. (este, esse) h) Você disse que vai viajar em março para o Rio Grande do Sul? _Nesse_ mês também é de chuva lá _neste_ Estado? (este, esse, neste, nesse, naquele) i) Será que ninguém _desta_ casa me entende? (desta, dessa) j) Má escovação causa inflamação na gengiva e _Isso_ todos deviam (isto, isso). 6º DIA - VERBO O verbo é a palavra que indica ação, movimento, estado ou fenômeno meteorológico. Pode sofrer variações de acordo com suas flexões. O verbo possui as flexões de: modo (indicativo, subjuntivo e imperativo), tempo (presente, pretérito e futuro), número e pessoa (singular e plural) e voz (ativa, passiva e reflexiva). Vejamos as flexões verbais separadamente: • Número e Pessoa O verbo apresenta flexão de número quando indica o singular ou o plural em sua forma. Aparecem no singular quando se referem a uma única pessoa (eu corro/ ela corre) e no plural quando é mais de uma pessoa (nós corremos, eles correm). Logo, os verbos se flexionam em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª). • Modo O modo verbal indica a atitude do falante em relação à ação que anuncia. (Eu arrependo/ eu arrependi/ eu arrependerei). Modo Indicativo: quando o falante tem a certeza de sua atitude; o fato é ou será uma realidade. Exemplos: Estudei muito para a prova. Estudarei bastante para essa prova. Modo Subjuntivo: quando o falante não tem certeza da atitude; o fato é duvidoso, incerto. Há uma possibilidade de que aconteça. Exemplos: Pode ser que eu estude hoje. Se eu fosse você, estudaria. Modo Imperativo: quando o falante expressa uma ordem, um pedido ou um conselho. Exemplos: Não sejas tão indisciplinado! Sê tu uma benção! •Tempo Os tempos verbais são três: presente, pretérito e futuro. Vejamos: Presente: tem relação com um fato ou ação que ocorre no momento em que se fala. Exemplo: A professora está muito bonita hoje. Pretérito: tem relação com um fato ou ação que ocorreu anterior à fala. Exemplo: A professora estava muito bonita ontem. Futuro: tem relação com um fato ou ação que irá ocorrer posterior à fala: Exemplo: A professora estará mais bonita amanhã, pois é nossa formatura. •Voz A voz do verbo faz referência ao tipo de relação entre sujeito e verbo. Observe: Voz ativa: acontece quando o sujeito pratica a ação; o sujeito é o agente da ação. Exemplo: O aluno respondeu à pergunta da professora. Voz passiva: acontece quando o sujeito sofre ação. Exemplo: A pergunta da professora foi respondida pelo aluno. • A voz passiva pode ser analítica, como no caso acima ou sintética, como no caso: Aluga-se apartamento. Voz reflexiva: acontece quando o sujeito pratica e sofre a ação. Exemplo: O aluno cortou o seu cabelo. 7º DIA - CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL Concordância verbal é a concordância em número e pessoa entre o sujeito gramatical e o verbo. Concordância nominal é a concordância em gênero e número entre os diversos nomes da oração, ocorrendo principalmente entre o artigo, o substantivo e o adjetivo. Concordância em gênero indica a flexão em masculino e feminino. Concordância em número indica a flexão em singular e plural. Concordância em pessoa indica a flexão em 1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa. Exemplos de concordância verbal: Eu li; Ele leu; Nós lemos; Eles leram. Exemplos de concordância nominal O vizinho novo; A vizinha nova; Os vizinhos novos; As vizinhas novas. 8º e 9º DIAS– TIPOLOGIA TEXTUAL E CONCEITUAÇÃO DAS TIPOLOGIAS TEXTUAIS Gênero Textual está relacionado a um contexto histórico e cultural e são diversos os exemplos, como uma carta, e-mail, receita culinária, telefonemas, etc. Tipologia Textual se relaciona com a estrutura, o conteúdo e a forma como um texto se apresenta, e os quatro principais tipos que abordaremos são os seguintes: Narração: Narração é uma tipologia textual muito conhecida. Trata-se, de maneira singela, de uma história contada por um narrador, a qual é construída em torno de um ou mais personagens, em um determinado local e em um determinado tempo. Ao ler uma narrativa, sempre encontraremos uma sequência lógica sendo apresentada para o seu leitor. Em um primeiro momento, há uma introdução, apresentando os personagens, o lugar em que ocorre a história e em determinado tempo. Após o momento introdutório, essa tipologia textual apresentará uma situação conflitante, momento em que normalmente há suspense. E, assim, a narrativa chega a um momento de clímax, o qual costuma prender a atenção do leitor pelo desfecho do enredo. Por fim, há o desfecho da história, encerrando o suspense apresentado no decorrer da narrativa. Dissertação: Dissertação é extremamente usado no dia a dia. Trata-se de uma tipologia textual que objetiva expor, analisar e defender uma tese ou ponto de vista acerca de um determinado assunto. Além disso, essa é a tipologia mais cobrada em provas de vestibulares e concurso públicos, pelo fato de explorar a fundo o conhecimento do examinado. Numa dissertação, o aluno terá que organizar, em estruturas lógicas, um texto apresentando seu ponto de vista a respeito de um determinado assunto. Por conta dessas características, a linguagem utilizada nessa tipologia textualcostuma ser objetiva e com baixíssimo grau de pessoalidade, uma vez que o objetivo não é o autor, mas sim o assunto que está sendo explorado. A dissertação é dividida em três estruturas lógicas: Introdução: O autor apresenta o tema objeto da dissertação e introduz, de maneira singela, seu ponto de vista. Desenvolvimento: Há a exposição dos argumentos, a fim de comprovar a tese introduzida pelo autor no início do texto, fundamentando todo o seu ponto de vista. Conclusão: Encerra-se o tema, trazendo uma síntese dos fatos expostos no decorrer da dissertação. Descrição: Nesses tipos de textos, o autor se coloca na posição de mero observador e explica como é determinada coisa. Há exposição de uma opinião ou sentimentos. Normalmente, a partir da descrição, é possível que o leitor crie, em sua mente, uma imagem do que está sendo descrito. É muito comum vermos forte presença dos cinco sentidos durante o texto, com marcante descrição de tato, audição, visão, olfato e paladar. A descrição pode estar presente em uma conversa, texto ou imagem. Injunção: Esses textos apresentam comandos ou instruções ao seu leitor, podendo ser ordem ou conselho, mas sempre buscando controlar a ação do interlocutor utilizando-se, para tanto, da forma imperativa. Vemos a presença de uma linguagem muito mais objetiva e direta. Como exemplo dessa tipologia textual, temos as bulas de remédios, receitas culinárias, e até mesmo os editais de concurso público. 10º DIA - LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: MEDO DA ETERNIDADE DE CLARICE LISPECTOR. Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao saímos de casa para a escola me explicou: --- Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. --- Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa. -- Não acaba nunca, e pronto. Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. --- E agora que é que eu faço? – Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. --- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. --- Acabou-se o docinho. E agora? --- Agora mastigue para sempre. Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade, eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. --- Olha só o que me aconteceu! – Disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! --- Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá. Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim. Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 3. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992. p. 309-10. Vamos praticar? 1) Observe as frases, assinale as corretas e corrija as incorretas: X) O advogado trouxe o documento para mim. X) O advogado trouxe o documento para eu revisar. c) Eles pediram para _eu_ ajudar na festa. X) Levantaram calúnias contra os alunos e eu. 2) Reescreva as frases, completando as lacunas com a forma adequada dos pronomes indicados entre parênteses: a) O carteiro entregou o telegrama para _mim_. (eu, mim) b) O carteiro entregou o telegrama para _eu_ ler. (eu, mim) c) Para _eu_, ler a noite é um sacrifício. (eu, mim) d) Entre _mim_ e _ti_ não há mais nada. (mim, ti) e) Sem _eu_ autorizar, eles não iriam ao escritório. (eu, mim). 3) Complete com você, senhor, senhora: a) _ Dona Amélia, _senhora_ está muito ocupada? _ Não, seu Carlos, o que _senhor_ precisa? b) _ Carla, há quanto tempo! Por onde _você_ tem andado? _ Tenho tipo muito trabalho ultimamente. c) _ Com licença, a dona Márcia está? _ Sim, _você_ tem hora marcada? d) _ Bom dia, seu João, tudo bem? _ Tudo bem, e _você_ Paula, como andam as coisas? 4) Empregue corretamente os pronomes demonstrativos: a) Tenha sempre lembrança _disto_ eu o amo e sempre o amarei. (disto, disso) b)Por que você está usando _essa_ calça rasgada? (esta, essa) c)Como são difíceis _estes_ dias que estamos atravessando! (estes, esses) d) O perdão e a vingança se opõem frontalmente: _esse_ degrada os homens; _esta_ os eleva. (esse, esta, aquele) e) Qual o manequim _deste_ vestido que você está usando? (deste, desse) f) Senhor Presidente: em resposta ao ofício nº 5/92 _desta_ dessa Presidência, peço vênia para esclarecer que _essa_ Divisão que me cabe dirigir não pode ser responsabilizado por todas _estas_ irregularidades a que V. Exa. se refere. (desta, dessa, esta, essa, estas, essas) g) _Esse_ mês em que estamos está passando rápido. (este, esse) h) Você disse que vai viajar em março para o Rio Grande do Sul? _Neste_ mês também é de chuva lá _naquele_ Estado? (este, esse, neste, nesse, naquele) i) Será que ninguém _desta_ casa me entende? (desta, dessa) j) Má escovação causa inflamação na gengiva e _Isso_ todos deviam (isto, isso). Questões de 5 a 9 interpretações do texto: Medo da Eternidade de Clarice Lispector 5) “[...] parecia-se ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas [...]”. Explique o raciocínio do narrador. __ Ela estava alegre e por conta disso não acreditava no que estava acontecendo. __ 6) Por que a narradora supõe a existência de um ritual para o simples ato de mascar chiclete? __ Por conta de ela estar recebendo algo, supostamente, eterno. __ 7) A narrativa é feita em primeira pessoa, por uma narradora adulta, que recorda um fato da infância. A que ela parece dar mais importância: ao fato em si ou à reflexão despertada pela lembrança do fato? Justifique sua resposta. __ A reflexão, pois no ultimo trecho da crônica ela diz: “Mas aliviada. Sem o peso da eternidade em mim.” Expondo então, que a eternidade nem sempre é algo bom para nós e que mesmo que pensemos ser, pode não ser tudo isso que imaginamos. __ 8) Por que a narradora se sentiu envergonhada diante da atitude da irmã? __ Pois ela havia mentido sobre o chiclete e a sua irmã ainda assim, foi gentil com ela. __ 9) A narradora confessa seu medo diante da ideia de eternidade ou de infinito. E você, que sensações experimenta diante dessa ideia? __ A sensação da incerteza, já que não sei o que aconteceriacaso a eternidade fosse comprovada __ 10) Explique o que é verbo? __ Qualquer ação expressada dentro de um texto __ 11) Defina as flexões verbais abaixo: a) Número e pessoa: __Número: Singular ou plural ///// Pessoa: 1ª(eu), 2ª(tu) e 3ª(Ele(a) ) __ b) Modo: __ O modo verbal indica a atitude do falante em relação à ação que anuncia. (Eu me arrependo / eu me arrependi / eu me arrependerei) __ Indicativo: __ Quando o falante tem a certeza de sua atitude; o fato é ou será uma realidade. (Estudei muito para a prova). __ Subjuntivo: __ quando o falante não tem certeza da atitude; o fato é duvidoso, incerto. Há uma possibilidade de que aconteça. (Pode ser que eu estude hoje.) __ Imperativo: __ quando o falante expressa uma ordem, um pedido ou um conselho. (Não sejas tão indisciplinado!) __ c) Tempo Presente: __ O hoje __ Pretérito: __ O ontem __ Futuro: __ O amanhã __ d) Voz Ativa: __ A voz ativa é usada quando o sujeito gramatical pratica a ação verbal. Indica, assim, que o sujeito gramatical é o agente da ação. (Eu vi o menino no parque.) __ Passiva: __ A voz passiva é usada quando o sujeito gramatical sofre a ação verbal. Indica, assim, que o sujeito gramatical é o paciente de uma ação que é praticada pelo agente da passiva. (O menino foi visto por mim.) __ Reflexiva: __ A voz passiva é usada quando o sujeito gramatical sofre a ação verbal. Indica, assim, que o sujeito gramatical é o paciente de uma ação que é praticada pelo agente da passiva. (Eu vi-me ao espelho.)__ 12) Crie duas frases e indique os verbos utilizados e a quais flexões verbais se encaixam. __ 1. "Às vezes eu faço minha irmã correr por toda a quadra de beisebol" — Verbos: Correr Flexão Verbal — Modo imperativo – " Corra Beatriz, você poderá perder peso!" 2. " Eu sempre vejo chover de tarde" — Verbos — Chover. Flexão Verbal — Modo Subjuntivo — " Talvez hoje eu veja chover de tarde"__ 13) Defina com suas palavras as tipologias textuais e dê exemplos. a)Narração: A marca fundamental do texto narrativo é a existência de um enredo, do qual se desenvolvem as ações das personagens, marcadas pelo tempo e pelo espaço. “Era uma vez...” b)Dissertação: O Texto Dissertativo busca defender uma ideia e, logo, é baseado na argumentação e no desenvolvimento de um tema. (Introdução, desenvolvimento e conclusão) c)Descrição: O Texto Descritivo expõe apreciações e observações, de modo que indica aspectos, características, detalhes singulares e pormenores, seja de um objeto, lugar, pessoa ou fato. d)Injunção: O Texto Injuntivo ou instrucional está pautado na explicação e no método para a realização de algo. Temos como exemplos: uma receita de bolo, bula de remédio, manual de instruções e propagandas. Dessa forma, um dos recursos linguísticos marcantes desse tipo de texto, é a utilização dos verbos no imperativo, de modo a indicar uma "ordem". 14) Escolha uma das tipologias textuais mencionadas acima e crie uma situação. Usa da sua criatividade! (Texto Dissertativo) Umas das maiores discussões nos dias atuais são voltadas para a situação da autorização abortiva, se é correto ou não que o mesmo seja autorizado e em quais ocasiões devem ser autorizadas (legalmente). Um dos pontos utilizados pelas pessoas que são a favor de tal liberação é que tal ação seria em favor de mulheres que utilizam de clínicas clandestinas para abortarem em casos de estupros, casos onde a família não aceita que a pessoa tenha o filho ou até mesmo em casos onde não há estabilidade financeira para a criança. Os motivos dos quais os abortos acontecem são diversos, e por conta de riscos que muitas mulheres correm, pessoas do mundo inteiro lutam para que ocorra tal autorização legislativa quanto à ação abortiva. “No artigo 128 do Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940 está claro que aborto é considerado legal quando a gravidez é resultado de abuso sexual ou põe em risco a saúde da mulher. Além disso, em 2012, um julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que é permitido interromper a gestação quando se nota que o feto é anencefálico, ou seja, não possui cérebro.” ( https://www.brasildefato.com.br/2020/08/17/saiba-em-quais-casos-o-aborto-e-um-direito-garantido-no-brasil ) Durante alguns meses atrás, ocorreu um caso onde uma garota de 10 anos era estuprada pelo seu tio e ao longo do tempo acabou engravidando do mesmo. Como o esperado, o aborto foi liberado e tudo ocorreu muito bem com a mesma, porém, todo o acontecido foi um gatilho para que tanto o lado concordante quanto o discordante (do aborto) entrassem em uma discussão que duraram semanas. Um dos episódios que repercutiram em todo o Brasil foi o mutirão que integrantes de uma religião cometeram durante tal período. (Matéria encontrada em: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2020/08/4869024-frente-de-evangelicos-condena-protesto-contra-aborto-legal-de-crianca.html ) SUGESTÕES DE VÍDEOS https://www.youtube.com/watch?v=imQwvMrJ-Wg https://www.youtube.com/watch?v=keri15mSleA https://www.youtube.com/watch?v=s2T9Ap2J7u0 https://www.youtube.com/watch?v=Ssb7v6KIYt8