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Apostila de morfologia (classes gramaticais): definições e exercícios sobre substantivo, adjetivo (formação e flexão), artigos definidos/indefinidos, numerais, preposições, interjeições, plural de substantivos simples e compostos e questões objetivas.

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329#ORGULHODESERPRÓ
Aguardente - Samba-enredo -
O blá-blá-blá - Abaixo-assinado -
Pão-de-ló - Amor-perfeito-
O leva-e-traz - Beija-fl or-
O corre-corre - Bem-amado-
Quinta-feira - Guarda-roupa-
Banana-maçã - Guarda-civil-
Peixe-espada - Guarda-sol -
2) ARTIGO
DEFINIDOS: o, a, os,as
INDEFINIDOS: um, uma,uns,umas
3) ADJETIVO
Locução adje� va: preposição + substan� vo (ou advérbio), 
com valor de adje� vo.
Ex.: dia de chuva (chuvoso); 
 a� tudes de anjo (angelical) 
4) NUMERAL
- Cardinais 
- Ordinais
- Mul� plica� vos 
- Fracionários
5) PREPOSIÇÃO
Chegou de ônibus. (meio)
Chegou de Pernambuco. (origem)
Chegou com ele. (companhia)
Principais preposições:
6) INTERJEIÇÃO
Indique interjeições que exprimam:
a) alegria –
b) advertência –
c) alívio –
d) animação – 
e) desejo – 
f) dor – 
g) espanto – 
h) impaciência –
7) ADJETIVO é a palavra que expressa uma caracterís� ca do 
ser e se “encaixa” diretamente ao lado de um substan� vo.
Classifi cação do Adje� vo
Explica� vo: exprime qualidade própria do ser. 
Por exemplo: neve fria.
Restri� vo: exprime qualidade que não é própria do ser.
Por exemplo: fruta madura.
a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, 
entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, 
trás, per
MORFOLOGIA I
(Classes Grama� cais)
1) SUBSTANTIVO
Formação: primitivo ou derivado; simples ou composto
Classificação: comum ou próprio; concreto ou abstrato
Substantivo coletivo
Flexão dos substantivos
a) Biformes 
b) Uniformes (epicenos, comuns de dois gêneros, 
sobrecomuns)
Coloque o artigo para determinar o gênero dos seguintes 
substantivos. Isso é coisinha de primário!!!
Alvará Apendicite
Alface Cal
Clã Comichão
Champanha Dinamite
Libido Dó (sen� mento)
Omelete Dó (nota musical)
Omoplata Sen� nela
Passe os substan� vos abaixo para o plural. 
ATENÇÃO À PRONÚNCIA!!!
Caroço - Degrau -
Poço - Escrivão - 
Cidadão - Capitão - 
Forno - Sacristão -
Socorro - O tórax -
Açúcar - Papel -
Giz - Álcool -
Caráter - Abdômen - 
Mel - Hífen - 
Projé� l - Barzinho -
Troféu - Lugarzinho -
Agora, passe para o plural esses substan� vos compostos:
330 Semi Extensivo
FORMAÇÃO DO ADJETIVO
Quanto à formação, o adjetivo pode ser:
ADJETIVO SIMPLES: Formado por um só radical.
brasileiro, escuro, magro, cômico.
ADJETIVO COMPOSTO: Formado por mais de um 
radical.
 luso-brasileiro, castanho-escuro, amarelo-canário.
ADJETIVO PRIMITIVO: É aquele que dá origem a outros 
adjetivos. Exemplo: belo, bom, feliz, puro.
ADJETIVO DERIVADO: É aquele que deriva de 
substantivos ou verbos. Exemplo: belíssimo, bondoso, 
magrelo.
1. Assinale a frase cujas palavras sublinhadas sejam 
substantivo e pronome, respectivamente:
a) A lata de doce é dele.
b) A Inglaterra é um país muito bonito.
c) Fale sobre tudo o que lhe perguntar.
d) As pessoas estão inconformadas.
e) Os refugiados não queriam sair do alojamento.
2. As expressões sublinhadas correspondem a um 
adjetivo, exceto em:
a) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo.
b) Demorava-se de propósito naquele complicado 
banho.
c) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira.
d) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da 
caatinga sem fim.
e) E ainda me vem com essa conversa de homem da 
roça.
3. Em qual dos períodos abaixo, a troca de posição 
entre a palavra sublinhada e o substantivo a que se 
refere mantém o sentido?
a) Algum autor desejava a minha opinião sobre o seu 
trabalho.
b) O mesmo porteiro me entregou o pacote na recepção 
do hotel.
c) Meu pai procurou uma certa pessoa para me entregar 
o embrulho.
d) Contar histórias é uma prazerosa forma de aproximar 
os indivíduos.
e) Grandes poemas épicos servem para perpetuar a 
cultura de um povo.
4. As palavras destacadas na frase – A preocupação 
excessiva com as métricas pessoais pode levar à 
padronização e à robotização de seus usuários. – têm 
como sinônimos, respectivamente,
a) descentralização e maquinação
b) estandardização e automatização
c) estatização e mecanização.
d) particularização e majoração.
e) alienação e industrialização.
5. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa 
e em relação às classes de palavras, assinale a 
alternativa que apresenta, respectivamente, no trecho, 
a classificação correta dos vocábulos destacados.
“Ninguém (1) sabe exatamente como se desenvolve o 
processo (2) da artrite, mas (3) sabemos que há pessoas 
mais suscetíveis (4) .
a) 1. substantivo/ 2. adjetivo/ 3. preposição/ 4. adjetivo
b) 1. pronome indefinido/ 2. substantivo/ 3. conjunção/ 
4. adjetivo
c) 1. pronome indefinido/ 2. adjetivo/ 3. preposição/ 4. 
substantivo
d) 1. pronome indefinido/ 2. substantivo/ 3. conjunção/ 
4. substantivo
e) 1. substantivo/ 2. adjetivo/ 3. conjunção/ 4. 
substantivo
6. Quanto ao gênero dos substantivos, assinale a frase 
em que a forma em destaque é atendida corretamente:
a) Na última noite de festa, a foliã incansável amanheceu 
pulando o carnaval.
b) A pessoa mais agradável durante o jantar foi, sem 
dúvida, a anfitrioa.
c) Dentre as hortaliças, o alface foi o mais afetado pelo 
excesso de chuva.
d) A espécime é um achado e tanto.
7. Em relação ao plural dos substantivos, assinale a 
alternativa correta.
a) Para pagar uma promessa, a senhora subiu de joelhos 
os degrais da catedral.
b) Os novos escrivões serão nomeados na próxima 
segunda-feira.
c) Os cidadões votaram e elegeram aquele candidato 
para presidente.
d) A professora preferia usar gizes coloridos para 
explicar a matéria na lousa.
e) O time de futebol recebeu muitos troféis na última 
década.
8. Comer ___________ de nozes, castanhas, amêndoas 
e outras sementes oleaginosas todos os dias pode ser 
um dos segredos para a longevidade dos ___________ 
. Um estudo feito nos Estados Unidos descobriu que 
pessoas que ___________ esse hábito desfrutam 
___________ uma melhor qualidade de vida do que 
aquelas que nunca consomem esses alimentos. (…) A 
pesquisa foi publicada nesta quinta-feira na revista The 
New England Journal of Medicine.
Assinale a alternativa que completa, correta e 
respectivamente, as lacunas do texto, segundo a norma-
padrão da língua portuguesa.
a) porções… cidadãos …mantêm… de
b) porções…cidadões…mantêm…por
c) porçãos…cidadãos…mantêm…a
d) porções…cidadãos…mantem…de
e) porçãos…cidadões…mantem…por
331#ORGULHODESERPRÓ
MORFOLOGIA II
(Formação de Palavras)
Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das 
palavras. Assim, compreendemos melhor o signifi cado de 
cada uma delas. 
Observe os exemplos abaixo:
art-ista 
brinc-a-mos 
cha-l-eira 
cachorr-inh-a-s
“cachorrinhas”:
cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja, aquele 
que contém o signifi cado.
inh - indica que a palavra é um diminu� vo
a - indica que a palavra é feminina
s - indica que a palavra se encontra no plural
Morfemas: unidades mínimas de caráter signifi ca� vo.
Obs.: existem palavras que não comportam divisão em 
unidades menores, tais como: mar, sol, lua, etc.
São elementos mórfi cos:
1) Raiz, radical, tema: elementos básicos e signifi ca� vos
2) Afi xos (prefi xos, sufi xos), desinência, vogal 
temá� ca: elementos modifi cadores da signifi cação dos 
primeiros
3) Vogal de ligação, consoante de ligação: elementos de 
ligação ou eufônicos.
Radical: elemento básico e signifi ca� vo das palavras, 
consideradas sob o aspecto grama� cal e prá� co. 
Por Exemplo:
cert-o
cert-eza
in-cert-eza 
Processos de formação de palavras
1. DERIVAÇÃO (= um radical)
1.1 - Prefi xação Þ leal −> desleal
1.2 - Sufi xação −> leal −> lealdade
1.3 - Prefi xação e Sufi xação −> leal −>deslealdade
1.4 - Parassíntese - Colocação simultânea de prefi xo e 
sufi xo de tal modo que a palavra nova só exista com os dois 
ao mesmo tempo −> noite −> anoitecer
1.5 - Regressiva- A palavra nova é menor que a original, 
seja em relação ao número de letras, ao de fonemas ou de 
ambos. 
Ex.: combater −> combate; voar −> vôo
1.6 - Imprópria - A palavra muda de classe grama� cal sem 
mudar de forma. 
Ex.: O cantar do pássaro é belo.
 
 Substan� vo
2.COMPOSIÇÃO (= mais de um radical)
1.1 - Justaposição - sem perda ou alteração de som.
Ex.: sempre + viva −> sempre-viva
 gira + sol −> girassol
2.2 - Aglu� nação - com perda ou transformação de som.
Ex.: água + ardente −> aguardente
 plano + alto −> planalto
3. OUTROS PROCESSOS
3.1 - Hibridismo - é a formação de uma palavra com radicais 
de origem diferente.
Ex.: automóvel −>grego + la� m 
 sociologia −> la� m + grego
 Florianópolis −> português + grego
3.2 - Onomatopeia - é a reprodução de sons da natureza. 
Ex.: � que-taque; trim; pa� ; blá-blá-blá; cacarejar
3.3 - Abreviação - redução de uma palavra até o limite de 
sua compreensão.
Ex.: moto (de motocicleta), cine (de cinema)
3.4 - Siglonimização - (Sigla)
VASP, AIDS, Varig, Celesc
1. As palavras expatriar, amoral, aguardente são 
formadas, respectivamente, por:
a) derivação parassintética, derivação prefixal, 
composição por aglutinação.
b) derivação sufixal, derivação prefixal, composição por 
aglutinação.
c) derivação prefixal, derivação prefixal, composição 
por justaposição.
d) derivação parassintética, derivação sufixal, 
composição por aglutinação.
e) derivação prefixal, derivação prefixal, composição 
por justaposição.
2. Assinale a alternativa correta quanto aos processos 
de formação de palavras.
a) Em empobrecer temos o processo de derivação 
parassintética. Já em passatempo, ocorreu a 
composição por aglutinação.
332 Semi Extensivo
b) Reagir, universal e desrespeito são palavras 
formadas por derivação prefixal.
c) Aguardente, embora, outrora e pernalta são palavras 
formadas por justaposição.
d) Um exemplo de derivação imprópria é a palavra cine.
e) As palavras pedreiro, socialista, acidez e frontal são 
todas formadas por derivação sufixal.
3. Assinale a alternativa correta.
a) A palavra rebater é composta, pois tem dois radicais: 
<re> e <bater>.
b) Camponês e português são palavras que possuem 
afixos.
c) Boiadeiro e seringueiro pertencem à mesma família 
etimológica, isto é, são cognatos.
d) Na frase Aquele jogadorzinho fez um gol, finalmente!, 
o sufixo -inho, em jogadorzinho, expressa carinho, 
como em filhinho. 
e) O termo sublinhado em Não sei o porquê desta 
confusão constitui uma derivação imprópria. 
Costureira receberá indenização de ex-noivo
Casamento adiado por 17 anos vale 20 salários para mulher 
“enganada”
 Belo Horizonte - Abandonada pelo noivo depois de 17 
anos de namoro, a costureira Nair Francisca de Oliveira 
está comemorando um ganho inusitado: o Tribunal de 
Alçada de Minas Gerais condenou o motorista aposentado 
Otacílio Garcia dos Reis, de 54 anos, a pagar à ex-noiva uma 
indenização de 20 salários mínimos por danos morais. Ela 
receberá ainda 30% do valor da casa que os dois estavam 
construindo juntos, em Passos, sudoeste de Minas. “Estou 
cobrando pelo tempo que fui enganada”, diz ela.
Nair não revela a idade, diz apenas que tem mais de 40 
anos. Ela lembra que, mais do que o término do namoro, 
o que a fez decidir pela ação de danos morais foram as 
falsas palavras de Otacílio. Ao romper com a noiva, ele disse 
que, além de não gostar dela, sabia que não � nha sido o 
primeiro homem de sua vida. “Me caluniou e humilhou 
minha família”, lamenta Nair, que não consegue explicar 
como pôde fi car tantos anos ao lado de uma pessoa que 
ela diz, agora, não conhecer.
 Otacílio foi longe ao explicar o mo� vo do fi m do relaciona- 
mento. Disse à ex-noiva que � nha por ela apenas um “vício 
carnal” e que nenhum homem seria capaz de resis� r aos 
encantos de seu corpo bem feito. “Ele daria um bom ator”, 
analisa Nair, lembrando que, a cada ano, a desculpa para 
não ofi cializar a união mudava. A costureira confessa que 
nunca teve vontade de terminar o namoro, mesmo tendo-o 
iniciado sem gostar muito de Otacílio. Ele teria insis� do 
no relacionamento. “Eu dei tempo ao tempo e acabei 
gostando dele”, afi rma, frustrada com o tempo perdido, 
especialmente pelo fato de não ter � do fi lhos. “Engraçado, 
eu nunca evitei. Não sei por que não aconteceu.”
Papéis - A história de Nair e Otacílio começou em 1975. 
Após quatro anos de namoro, fi caram noivos e deram 
entra- da nos papéis para o casamento religioso. Na 
ocasião, já haviam comprado um terreno, onde construíram 
a casa, que, segundo Nair, foi erguida com o dinheiro de seu 
trabalho de costureira, com a ajuda dos pais e também com 
dinheiro de Otacílio. Hoje, o que seria o lar dos dois é uma 
casa alugada. O advogado de Nair, José Cirilo de Oliveira, 
pretende requerer uma indenização também pelo tempo 
de aluguel.
Fiquei sa� sfeito com a vitória de Nair, não tanto pelo 
valor da indenização, mas porque houve realmente a má 
intenção por parte do ex-noivo”, afi rma Oliveira. Os juízes 
da 3a Câmara Cível do Tribunal de Alçada também fi caram 
sensibilizados com o caso da noiva abandonada. O relator 
do processo, juiz Dorival Guimarães Pereira, jus� fi cou sua 
decisão destacan- do que “o casamento é o sonho dourado 
de toda mulher, obje� vando com ele, a par da felicidade 
pessoal de cons� tuir um lar, também a� ngir o seu bem-
estar social, a subsistência e o seu futuro econômico”.
 A costureira, entretanto, afi rma que não estava preocupada 
com os ganhos fi nanceiros do casamento.
(Roselena Nicolau - Jornal do Brasil, 11/08/1996)
4. Classifique como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma 
das afirmações abaixo sobre a estrutura mórfica das 
palavras.
I - O elemento “i” destacado em “decidir” é do mesmo 
tipo que aquele destacado em “felicidade”.
II - As palavras “fi caram” e “deram” apresentam desinências 
modo-temporais que podem ser usadas em dois 
tempos verbais diferentes.
III - “Indenização” e “abandonada” são palavras formadas a 
par� r de substan� vos.
IV - No texto, a palavra “comprado” (ref. 2) tem as mesmas 
possibilidades de fl exão que “abandonada” (ref. 3).
V - Os sufi xos de “motorista” e “costureira” apresentam o 
mesmo valor semân� co. 
a) F - V - F - F - V 
b) F - F - V - V - F 
c) V - F - V - F - V 
d) V - V - V - F - F 
e) V - F - F - F - V 
5. Em qual dos exemplos abaixo está presente um caso de 
derivação parassinté� ca?
a) Lá vem ele, vitorioso do combate.
b) Ora, vá plantar batatas!
c) Começou o ataque.
d) Assustado, começou a se distanciar do animal.
e) Não vou mais me entristecer, vou é cantar.
333#ORGULHODESERPRÓ
6. Assinale a(s) alterna� va(s) em que todas as palavras são 
formadas pelo mesmo processo:
01. Aeromoça, couve-fl or, pernalta.
02. Furta-cor, verde-claro, vaivém
04. Boquiaberto, fi dalgo, aguardente.
08. Girassol, guarda-civil, pontapé.
16. Combate, ataque, salto.
32. Envelhecer, aterrissar, retroagir
7. As palavras: adivinhar - adivinho - adivinhação têm a 
mesma raiz, por isso são cognatas. Assinalar a alterna� va 
em que não ocorrem três cognatos: 
a) ler - leitura - lição. 
b) ensinar - ensino - ensinamento. 
c) candura - cândido - incandescência. 
d) viver - vida - vidente. 
e) alguém - algo - algum.
8. Assinale a opção em que se faz a análise CORRETA dos 
elementos mórfi cos, em destaque: 
a) irreversível, desprotegidas -I, -DES: prefi xos 
expressando afastamento, separação; 
b) pesquisa, americana -A: desinência de gênero 
feminino; 
c) psicanalista, masculinizar -vocábulos formados por 
dois radicais.
d) sen� mentos, emancipação -MENTO, -ÇÃO: sufi xos 
formadores de substan� vos a par� r de adje� vos; 
e) minuciosa, empresarial -OSA, -AL: sufi xos 
formadores de adje� vos a par� r de substan� vos; 
9. Assinale a(s) alterna� va(s) correta(s) e dê o valor total.
01. As palavras leite, leitar, lactente, leitão, aleitamento e
eleitorado pertencem à mesma família e� mológica, isto 
é, são formadas a par� r de uma única raiz.
02. Em redondeza, há prefi xo e sufi xo.
04. Na palavra incoerência, o prefi xo in- signifi ca privação, 
negação.
08. Em Quem não entende este esdrúxulo dialeto chamado
economês é incapaz de deter-se às páginas de economiados jornais, as palavras em negrito são primi� vas.
10. Se, a par� r da palavra tarde, formamos tardar e 
entardecer, essas duas úl� mas serão respec� vamente:
a) derivadas por sufi xação e por prefi xação.
b) derivadas por prefi xação e parassinte� smo.
c) derivadas por prefi xação e por prefi xação.
d) derivadas por sufi xação e parassinte� smo.
e) composta por aglu� nação e por justaposição.
11. Na frase Ela tem um quê de mistério, o processo de 
formação da palavra destacada chama-se:
a) composição.
b) aglu� nação.
c) justaposição.
d) derivação imprópria.
e) parassíntese.
12. Assinale as proposições verdadeiras em relação ao 
texto acima 
01) Em “...você é meio desumana...” o prefi xo DES indica 
negação.
02) No período “...se o seu marido não me � vesse arruinado.” 
Há ideia de condição
04) Em “Claro, você é a minha fi lha que estava na contraluz, 
me dê um beijo.” A linguagem coloquial está presente.
08) A palavra bruteza apresenta prefi xo formador de 
substan� vo.
16) Em “...talvez minha vida já fosse um pouco assim” a 
forma verbal destacada apresenta desinência número 
pessoal.
SEM DATA
1 Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Agora à 
tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Fui a 
pé; achei aberta a porta do jardim, entrei e parei logo.
2 “Lá estão eles”, disse comigo.
3 Ao fundo, à entrada do saguão, dei com os dois velhos 
sentados, olhando um para o outro. Aguiar estava 
encostado ao portal direito, com as mãos sobre os 
joelhos. D. Carmo, à esquerda, � nha os braços cruzados 
à cinta. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho; 
con� nuei parado alguns segundos até que recuei pé 
ante pé. Ao transpor a porta para a rua, vi-lhes no rosto 
e na a� tude 2uma expressão a que não acho nome 
certo ou claro: digo o que me pareceu. Queriam ser 
risonhos e 4mal se podiam consolar. Consolava-os a 
saudade de si mesmos.
(ASSIS, Machado de. “Memorial de Aires”. In: OBRA 
COMPLETA. Rio de Janeiro, Aguilar, 1989.) 
13. O prefi xo da palavra em destaque na oração “ao 
TRANSPOR a porta para a rua...” (par.3) tem, 
respec� vamente, o signifi cado de 
a) posição além do limite. 
b) movimento para além de. 
c) movimento intermitente. 
d) movimento através de. 
e) movimento em torno. 
FONOLOGIA
Fonema = som produzido pelas letras.
Dífono = uma letra qual representa dois fonemas.
Dígrafo = duas letras que produzem apenas um fonema.
334 Semi Extensivo
a) I, II e IV. 
b) II e III.
c) I e II. 
d) III e IV.
e) I e III.
4. (UFSC) A seguir, há palavras distribuídas em quatro colunas 
(A, B, C, D). Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s) que 
tem(têm), respec� vamente, palavras com: dígrafo (sendo, ao 
mesmo tempo, palavra derivada), hiato, oxítona e paroxítona.
Coluna A Coluna B Coluna C Coluna D
01. Assassinato Aliviar Terá Correria
02. Senhora Agradável Direção Lápis
04. Felizmente Diálogo Café Açúcar
08. Chegou Pincéis Está Tensão
16. Olhando Ateliê Inglês Infan� l
32. Passos Infância Já Rápido
5. Assinale a(s) alterna� va(s) em que, na língua culta, há em 
todas as palavras o mesmo número de fonemas:
01. chave, quero, hábil, aguar.
02. Carro, quilo, água, desça.
04. canhotos, tóxicos, extrair, prosseguir.
08. horrível, velhaco, crescer, excessos.
16. classes, anexa, horrores, esquina.
6. Assinale a(s) proposição(ões) 
verdadeira(s), referente(s) à � ra que segue: 
01. No primeiro quadrinho, “nascido” e “trevas” apresentam 
encontros consonantais, sendo o primeiro imperfeito e 
o segundo perfeito.
02. Em todos os quadrinhos da charge, existem sinais de 
pontuação ao término das falas, sendo que nos três 
primeiros a pontuação é indica� va de indagação.
04. No úl� mo quadrinho tem-se uma incorreção grama� cal, 
uma vez que a escrita correta seria “há mil anos” .
08. As palavras “falam” e “anos” apresentam, 
respec� vamente, desinência número-pessoal e 
desinência de número. 
16. A afirmação “As pessoas não estão seguras nem nas 
a) Vogais
b) Semivogais
c) Consoantes
Encontros vocálicos
Hiato V + V te-a-tro
Ditongo SV + V (crescente) qua-se
 V + SV (decrescente) bai-xo
Tritongo SV + V + SV U-ru-guai
gOIaba, quEIjo, churrasquEIra, carguEIra 
não são tritongos.
Separação silábica
Prai-a joi-a mei-a fei-o sei-o sai-a sa-í-a
Mai-o mai-ô mai-or ru-im sub-li-nhar
1. Assinale a(s) alterna� va(s) correta(s):
01. A palavra trem possui 4 letras e 4 fonemas.
02. A palavra emprego possui 7 letras e 7 fonemas.
04. As palavras andam e também possuem ditongo.
08. Nas palavras goiaba, queijo e Paraguai temos a presença 
de tritongo.
16. Em guerrinha temos três dígrafos.
32. A palavra tadinho possui mais letras que fonemas, pois 
“nh” é dígrafo.
2. Assinale a(s) alterna� va(s) em que, na língua culta, haja, 
em todas as palavras, o mesmo número de fonemas.
01. Nexo, festa, culto.
02. Miopia, classes, caminho.
04. Psiu, desça, quero.
08. Lhe, sim, quem.
16. Carruagem, cavalheiro, selvagem
3. Leia o período abaixo e as afi rmações relacionadas às 
expressões nele con� das:
“O ceti cismo consti tui uma marca característi ca do conto 
machadiano, a qual vem sendo, amiúde, assinalada pelos 
estudiosos da literatura brasileira, notavelmente aqueles 
que se concentram na chamada fase realista de sua obra.”
I. A separação silábica das palavras “machadiano“ e 
“assinalada” é, respec� vamente, ma-cha-di-a-no e as-si-na-
la-da.
II. De acordo com as regras de acentuação gráfi ca, o verbo 
“cons� tuir” escreve-se “cons� tuía” em uma das formas do 
passado.
III. Sem contração de preposição com ar� go, a expressão 
“pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”.
IV. O advérbio derivado de “notável” consta no texto como 
“notavelmente”.
São corretas apenas as afi rmações:
335#ORGULHODESERPRÓ
8. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) em relação ao 
texto:
01. As palavras crônicas e cronistas apresentam dois 
encontros consonantais perfeitos e um imperfeito.
02. Em língua portuguesa o H inicial é assonoro como na 
palavra houver.
04. Na palavra bastante há dois encontros consonantais 
imperfeitos.
08-As palavras restar-lhe e surja-lhe são ambas oxítonas.
16. Em “...pode surgir o inesperado.” Fosse reescrita 
pôde surgir o inesperado.haveria mudança de sentido.
“Irmão ... é uma palavra boa e amiga. Se acostumaram 
a chamá-la de irmã. Ela também os trata de mano, de 
irmão. Para os menores é como uma mãezinha. Cuida 
deles. Para os mais velhos é como uma irmã que brinca 
inocentemente com eles e com eles passa os perigos da 
vida aventurosa que levam.
Mas nenhum sabe que para Pedro Bala, ela é a 
noiva. Nem mesmo o Professor sabe. E dentro do 
seu coração Professor também a chama de noiva.” 
(Jorge Amado: “Capitães da Areia”).
9. Em relação ao texto acima é correto afirmar que:
01. Predomina no texto o uso da terceira pessoa.
02. “E dentro do seu coração Professor também a chama 
de noiva.” a palavra professor está grafada com letra 
maiúscula por se tratar de um nome próprio.
04. Em “Se acostumaram a chamá-la de irmã.” A palavra 
destacada é uma paroxítona, pos apresenta a penúltima 
sílaba tônica.
08. “Professor também a chama de noiva” na palavra 
destacada a letra M apresenta som consonantal nas 
duas ocorrências
16. “E dentro do seu coração Professor também a chama 
de noiva.” As palavras destacadas apresentam ditongo 
decrescente oral.
Pneumotórax
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos. 
A vida inteira que podia ter sido e que não foi. 
Tosse, tosse, tosse. 
Mandou chamar o médico: 
- Diga trinta e três. 
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três... 
- Respire. 
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o 
pulmão direito infiltrado. 
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax? 
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. 
Manuel bandeira
10. Em relação ao texto 2 é correto afi rmar que:
01. A palavra que dá nome ao poemaapresenta número 
maior de fonemas que de letras já que apresenta a letra X 
que é um dífono.
02. Em “Mandou chamar o médico”as palavras destacadas 
suas próprias casas!” significa que “Os seres humanos 
têm falta de segurança até nos próprios lares”.
32. Em “As pessoas só falam de guerra, assassinato, crime...”, 
há dois monossílabos átonos e um tônico, um ditongo 
nasal decrescente e um hiato. 
7. Zoo
 Uma cascavel, nas encolhas. Sua massa infame.
 Crime: prenderam, na gaiola da cascavel, um ratinho 
branco. O pobrinho se comprime num dos cantos do alto 
da parede de tela, no lugar mais longe que pôde. Olha 
para fora, transido, arrepiado, não ousando choramingar. 
Periodicamente, treme. A cobra ainda dorme.
 Meu Deus, que pelo menos a morte do ratinho branco
seja instantânea!
Tenho de subornar um guarda, para que liberte o ratinho 
branco da jaula da cascavel. Talvez ainda não seja tarde.
Mas, ainda que eu salve o ratinho branco, outro terá 
de morrer em seu lugar. E, deste outro, terei sido eu o 
culpado.
(Guimarães Rosa, fragmentos extraídos de “Ave, 
palavra”)
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) em relação ao 
texto I
01. A função da linguagem predominante no texto é a 
emotiva.
02. A palavra pôde recebe acento diferencial e indica 
que o verbo está indicando uma ação no presente.
04. A palavra instantânea é paroxítona e apresenta 
número maior de letras que de fonemas.
08. As palavras morte e branco apresentam um encontro 
consonantal perfeito e um imperfeito respectivamente.
16. As palavra prenderam e gaiola apresentam encontros 
vocálicos.
O exercício da crônica
Escrever crônica é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, 
como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na 
qual este é levado meio a tapas pelas personagens e 
situações que, azar dele, criou porque quis. Com um 
prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se 
ele diante de uma máquina, olha através da janela e 
busca fundo em sua imaginação um assunto qualquer, 
de preferência colhido no noticiário matutino, ou da 
véspera, em que, com suas artimanhas peculiares, 
possa injetar um sangue novo. Se nada houver, restar-
lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através 
de um processo associativo, surja-lhe de repente 
a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida 
emocionalmente despertados pela concentração. Ou 
então, em última instância, recorrer ao assunto da falta 
de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de 
escrever, pode surgir o inesperado.
(MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São 
Paulo: Cia das Letras, 1991).
336 Semi Extensivo
apresentam respec� vamente um encontro consonantal e 
um dígrafo.
04. Predomina no texto a função poé� ca.
08. Em ” Então, doutor, não é possível tentar o 
pneumotórax...” as palavras destacadas são paroxítonas.
16. Em “e o pulmão direito infi ltrado” as palavras destacadas 
apresentam número maior de letras que de fonemas.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
Regras Gerais de Acentuação Gráfi ca
Acentuamos...
1. Monossílabos tônicos terminados em O(S), A(S) ou 
E(S).
Ex.: pó, lá, dê
2. Oxítonas que terminam em O(S), A(S), E(S), EM ou 
ENS.
Ex.: sofá, mantê-lo, reféns
Atenção com os derivados dos verbos TER e VIR!
Compare: ele mantém, eles mantêm; ele intervém; eles 
intervêm
3. Paroxítonas terminadas em L, N, R, X, ONS, PS, Ã(S), 
ÃO(S), I(S), US, UM, UNS ou em ditongo.
Ex.: bônus, elétrons, hífen (Mas: hifens), ímã, órgão, 
jóquei
4. todas as Proparoxítonas.
Ex.: rápido, facílimo 
Casos Especiais de Acentuação Gráfica
Acentuamos...
1. Os ditongos abertos ÓI(S), ÉU(S) e ÉI(S), desde que 
não formem paroxítona.
Ex.: herói, heroico, ideia, eu apoio, o apoio, céu, papéis
2. Pela Nova Ortografia, não acentuamos mais a primeira 
vogal dos hiatos OO e EE.
Ex.: voo, eles veem
3. As letras I e U quando:
- forem tônicas;
- formarem hiato com a vogal anterior;
- estiverem sozinhas na sílaba ou, no máximo, 
acompanhadas de “s”;
- não forem seguidas de “nh”.
Ex.: baú, faísca, rainha, Luís, juízes, raízes (Mas: juiz, raiz, 
Luiz)
Fique atento: A palavra veículo tem sua acentuação 
gráfica justificada por duas regras simultaneamente!
4. Também pelas novas regras, mantêm-se como acentos
diferenciais apenas os casos:
por −> pôr
pode −> pôde
forma −> fôrma (acento facultativo) 
ele tem −> eles têm
ele vem −> eles vêm
Cuidado com as silabadas!!!
GRATUITO – AVARO – XÉROX – XEROX – ÍNTERIM – 
ACROBATA – RUBRICA – FILANTROPO 
– MISANTROPO – AUSTERO
Aproveitando...
PORQUE
PORQUÊ
POR QUE
POR QUÊ
1. Assinale a alternativa cujas palavras são acentuadas 
graficamente pela mesma razão:
a) há, até, atrás
b) história, ágeis, você
c) está, até, ninguém
d) ordinário, próprio, defendê-lo
e) mágoa, ícone, jóquei
2. Assinale a(s) alternativa(s) cujas palavras têm a sílaba 
tônica destacada corretamente. Observe que os acentos 
gráficos destas palavras, quando existentes, foram 
excluídos para efeito da questão.
01. Nobel, ruim, refem, erudito
02. Latex, pudico, rubrica, acrobata
04. pudico, nobel, rubrica, avaro
08. ruim, avaro, pudico, latex
16. sutil, avaro, mister, refem
3. Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01. Os acentos gráficos em corrupião, lá e baldeação são 
justificados pela mesma regra.
02. São classificadas como oxítonas: saguão, poder e 
conduzi-lo.
04. A forma verbal destacada em “Ainda têm esperança” 
é acentuada por corresponder a um monossílabo 
tônico, assim como ocorre na oração “Os relatórios 
contêm alguns erros”.
08. Os acentos gráficos dos vocábulos você, protegê-los 
e contém seguem a mesma regra de acentuação.
16. Em idade, ainda e fluido temos o mesmo número de 
sílabas.
32. Os vocábulos gratuito, debaixo e implicou são 
trissílabos.
4. Considere o texto a seguir e indica a(s) afirmação/
afirmações verdadeira(s):
“EIROS
337#ORGULHODESERPRÓ
A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta 
divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único 
adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que, segundo ela, 
é um sufixo pouco nobre. Existem suecos, ingleses 
e brasileiros, como existem médicos, terapeutas e 
curandeiros. (...)
É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre 
músico ou musicista e roqueiro, timbaleiro ou seresteiro. 
Há o importador e há o muambeiro. ‘Se você começou 
como padeiro, açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza 
– ‘as chances são mínimas de acabar como advogado, 
empresário, grande investidor ou latifundiário, a não 
ser que se dê o trabalho de ser político antes’. Aliás, há 
políticos e politiqueiros. (...)”
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Jornal do Brasil, 7/10/95.
01. O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar 
adjetivos a partir de substantivos.
02. O substantivo “diferença” apresenta um dígrafo 
nasalizado.
04. Em “chances” encontramos um dígrafo consonantal 
e um vocálico.
08. Os termos “Aliás” e “há” têm sua acentuação gráfica 
justificada pela regra das paroxítonas.
16. O paroxítono “pátrio” pode ser considerado, 
eventualmente, como um proparoxítono.
5. A gente se acostuma a acordar de manhã 
sobressaltado, porque está na hora.” Observe o uso de 
porque na frase acima. Agora, analise as seguintes:
I. Porque deixar de lado uma causa porque lutamos há 
tanto tempo?
II. Ninguém sabe o porquê de nossa luta.
III. Ele vivia tranquilamente, 
porque tinha uma grande herança.
IV. O governo não deve mudar, por quê?
V. Não entendo por que você é tão irresponsável.
VI. Vivo feliz, porque amo minha esposa.
Assinale a única afirmação verdadeira: 
a) As frases I e III são as únicas corretas.
b) As frases I, III e V são corretas.
c) Na frase II, o porquê é uma conjunção.
d) A frase V constitui uma pergunta indireta.
e) Em II, porquê é formado por derivação regressiva.
6. Assinale a alternativa que completa correta e 
respectivamente os espaços constantes na frase a seguir.
O ________ resulta da ______ entre a alga e o fungo.
a) líquen, simbiose
b) liquen, simbiose
c) liquem, simbiose
d) líquem, simbiosee) liquem, simbióse
7. Assinale a(s) frase(s) correta(s)
quanto ao uso dos termos sublinhados:
01. Ele ganhou o prêmio porquê foi o melhor.
02. Vamos descobrir o por quê desta questão.
04. Você não compareceu à aula ontem por quê?
08. Não sei por que brigamos.
16. Ele não o procurou por que estava doente.
32. Afinal, porque não procura sua amiga?
8. Considere o seguinte diálogo:
I. A: Por que você está triste?
II. B: Porque ela me deixou.
III. A: E ela fez isso por quê?
IV. B: Não sei o porquê. Tentei acabar com as causas da 
crise por que passávamos.
V. A: Ah! Você se perdeu nos porquês.
Do ponto de vista gramatical, os termos sublinhados 
estão corretamente empregados:
a) somente em IV.
b) somente em I, III e V.
c) somente em II e IV.
d) I, II, III, IV e V.
e) somente em II e V.
9. “Você só precisa comprar a pipoca. O DVD é grátis.”
Assinale a alternativa que apresenta a forma correta 
para juntar os dois períodos da propaganda acima num 
só.
a) Você só precisa comprar a pipoca, entretanto o DVD 
é grátis.
b) Você só precisa comprar a pipoca, já que o DVD é 
grátis.
c) Você só precisa comprar a pipoca, inclusive o DVD é 
grátis.
d) Você só precisa comprar a pipoca e o DVD é grátis.
e) Você só precisa comprar a pipoca, cujo DVD é grátis.
10. Assinale a alternativa em que todas as palavras 
devem ser acentuadas:
a) pudico, pegada, rubrica
b) gratuito, avaro, pezinho
c) abdomen, itens, harem
d) magoo, perdoe, ecoa
e) contribuia, atribuimos, caiste
PRONOMES PESSOAIS
Pessoas do 
discurso
Pronomes 
pessoas do 
caso reto
Pronmes 
pessoais do 
caso oblíquo 
(átonos)
Pronomes 
pessoais do 
caso oblíquo 
(tônicos)
1ª pessoa 
(singular)
eu me mim, 
comigo
338 Semi Extensivo
2ª pessoa 
(singular)
tu te � , con� go
3ª pessoa
(singuar)
ele / ela se, o , a, lhe si, consigo, 
ele, ela
1ª pessoa 
(plural)
nós nos nós, 
conosco
2ªpessoa 
(plural)
vós vos vós,
convosco
3° pessoa 
(plural)
eles/elas se, os, as, 
lhes
si, consigo, 
eles, elas
1. Complete as frases com os pronomes adequados:
Eu/ me/mim
Não há nada entre ......... e você.
Pediram para .......... resolver o exercício.
Deixa ......... falar.
Resolver o caso é fácil para .................
......... , resolver o caso é fácil.
É fácil para ................resolver o caso.
Com nós/ conosco
Ana quer falar .....................dois
Ana quer falar ...................
Ele(a), eles(as), de ele, dele, 
.............. foi ao cinema.
Fui com ............... ao cinema.
Encontrei ................ no cinema.
Lhe/lhes, o/a/os/as
Pediu-........ que falasse alto.
Sou-............ favorável.
Quebro-............ a cara.
Amava-.......... intensamente.
Resolveu levá-............. ao parque.
Cantam-............... com fervor.
Deixei-................. brincar
2. O uso do pronome átono no início das frases é 
destacado por um poeta e por um gramá� co nos textos 
abaixo.
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
(ANDRADE, Oswald de. Seleção de textos. São Paulo: 
Nova Cultural, 1988.)
“Iniciar a frase com pronome átono só é lícito na 
conversação familiar, despreocupada, ou na língua escrita 
quando se deseja reproduzir a fala dos personagens (...)”.
(CEGALLA. Domingos Paschoal. Novíssima gramática da 
língua portuguesa. São Paulo: Nacional, 1980.)
05- Comparando a explicação dada pelos autores sobre 
essa regra, pode-se afi rmar que ambos:
a) Condenam essa regra grama� cal.
b) Acreditam que apenas os esclarecidos sabem essa 
regra.
c) Cri� cam a presença de regras na gramá� ca.
d) Rela� vizam essa regra grama� cal.
e) Afi rmam que não há regras para uso de pronomes.
3. Sobre a colocação pronominal estão corretas as 
seguintes proposições:
I. Diante de pronomes rela� vos, que, quem, qual, onde 
etc., o uso da próclise é faculta� vo.
II. Diante das conjunções subordina� vas que, como, 
embora etc., o uso da próclise é obrigatório.
III. Quando o verbo não inicia a oração e quando o 
verbo es� ver no infi ni� vo não fl exionado precedido 
de palavra nega� va ou de preposição, pode-se usar, 
indiferentemente, próclise ou ênclise.
IV. A eufonia, isto é, a agradabilidade sonora da frase, não 
exerce infl uência sobre os fatores que regem a colocação 
pronominal.
V. A mesóclise só é obrigatória quando se combinam dois 
fatores: verbo no futuro iniciando a oração e ausência de 
palavra atra� va exigindo próclise.
a) II, III e V.
b) I e IV.
c) II, IV e V.
d) III e IV.
e) Todas estão corretas.
4. Assinalar a alterna� va na qual o pronome pessoal está 
empregado de forma incorreta:
a) Estava aqui porque o mandaram visitar esta fi rma.
b) Lembrei-lhe de que devia comparecer ao julgamento.
c) Mandamos-lhe a encomenda pelo correio.
d) Por esta vez, perdôo-lhe a ausência.
e) Acuso-o de ambição desmedida.
5. Assinale o período em que se pode usar a forma 
consigo:
a) Espera um pouco, que preciso falar …… .
b) Escuta, amigo, tenho que conversar …… .
c) Quando VSª vier, traga …… o menino.
d) Quando fores embora, iremos …… .
e) Se você par� r, par� remos …… .
6. Assinale a alterna� va em que o pronome pessoal está 
empregado corretamente:
a) Este é um problema para mim resolver.
b) Entre eu e tu não há mais nada.
c) A questão deve ser resolvida por eu e você.
d) Para mim, viajar de avião é um suplício.
339#ORGULHODESERPRÓ
e) Quando voltei a si, não sabia onde me encontrava.
VERÍSSIMO, L.F. As cobras em: Se Deus existe que eu seja a� ngido por 
um raio. Porto Alegre: L&PM, 1997.
7. O humor da � ra decorre da reação de uma das cobras 
com relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez de 
pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão da 
língua, esse uso é inadequado, pois
a) contraria o uso previsto para o registro oral da língua.
b) contraria a marcação das funções sintá� cas de sujeito 
e objeto.
c) gera inadequação na concordância com o verbo.
d) gera a ambiguidade na leitura do texto.
e) apresenta du dupla marcação de sujeito
.
8. Assinale a alterna� va que transcreve e converte, 
correta e respec� vamente, a frase do registro coloquial 
da linguagem em seu correspondente na modalidade 
culta. 
a) “Pois deixai ela virar” / “Pois deixa-a virar”. 
b) “Ele deitara de bruços na água” / “Ele � nha deitado de 
bruços na água”. 
c) “Depois dela passar” / “Depois de ela passar”. 
d) “ele enrolou-se nela tal qua lmente um apuizeiro 
carinhoso” / “ele enrolou-se nela mesmo sendo um 
apuizeiro carinhoso”. 
e) “Ia escorregando e afi nal a canoa virou” / “Ia 
escorregando e até que enfi m a canoa virou”.
REFLEXIVO 
O que não escrevi, calou-me. 
O que não fi z, par� u-me. 
O que não sen� , doeu-se. 
O que não vivi, morreu-se. 
O que adiei, adeus-se. 
(Aff onso Romano de Sant’Anna) 
9. Assinale a classifi cação grama� cal correta para os 
vocábulos ‘O’ e ‘se’: “O que adiei, adeus-se” (2o verso) 
a) ar� go - pronome refl exivo. 
b) pronome pessoal oblíquo - pronome apassivador. 
c) pronome pessoal oblíquo - pronome refl exivo. 
d) pronome demonstra� vo - palavra de realce. 
e) pronome demonstra� vo - pronome apassivador. 
10. Assinale a opção em que o emprego do pronome 
pessoal NÃO obedece à norma culta da língua. 
a) A imagem do país para si mesmo é sa� sfatória.
 b) Levou consigo as mágoas da nação. 
c) Vim falar consigo sobre as violências recentes. 
d) Para mim, violar as leis é inadmissível. 
e) Resolvemos discu� r as questões para eu não fi car 
alheio às difi culdades dos fatos.
11. Assinale o item em que o pronome grifado tenha 
valor semân� co de possessivo: 
a) “A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de 
mim, pousou-me na testa.” (Machado de Assis) 
b) “Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me 
canse; eu não tenho que fazer.” (Machado de Assis)
c) “Perdi-me dentro de mim / Porque eu era labirinto” 
(Mário de Sá Carneiro) 
d) “Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei!” 
(Manuel Bandeira) 
e) “Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não 
me é mais.”(Clarice Lispector)
ANÁLISE SINTÁTICA DO PERÍODO 
SIMPLES (Sujeito)
COMPARE: 
a) A resposta do aluno foi sati sfatória.
b) A resposta ao aluno foi sati sfatória.
a) Era favorável ao réu.
b) Depôs favoravelmente ao réu.
Termos da oração
ESSENCIAIS
• Sujeito
• Predicado
INTEGRANTES
• Objeto Direto
• Objeto Indireto
• Complemento Nominal
• Agente da Passiva
ACESSÓRIOS
• Adjunto Adverbial
• Adjunto Adnominal
• Aposto
• Voca� vo
SUJEITO
1. Simples
2. Composto
3. Indeterminado
a) Ocorre com verbo na 3ª pessoa do plural. 
b) ou com a par� cula SE indeterminando o sujeito.
4. Inexistente ou Oração sem Sujeito:
a) Com verbos que designam fenômenos 
meteorológicos. 
b) HAVER no sen� do de exis� r. 
Cuidado!
Havíamos par� do.
c) FAZER, HAVER e IR indicando tempo. 
d) SER, ESTAR e FAZER indicando tempo meteorológico. 
e) SER indicando horas, datas e distâncias. 
f) PASSAR, CHEGAR e BASTAR + DE. 
340 Semi Extensivo
1. Use os seguintes códigos para os � pos de sujeito: 
(1) Simples 
(2) Elíp� co
(3) Composto 
(4) Indeterminado
(5) Inexistente
( ) Chegaram, de manhã, o mensageiro e o guia.
( ) Fala-se muito aqui.
( ) Aluga-se apartamento de dois quartos..
( ) Não há fl ores no vaso.
( ) Não existem fl ores no vaso.
( ) Houve uma manifestação diante da catedral.
( ) Precisa-se de servente.
( ) No inverno, amanhece tarde.
( ) Estou “pagando um mico” desgraçado hoje.
( ) No dia seguinte, rezou João a Deus.
( ) “Há uma gota de sangue em cada poema.”
( ) Já haviam saído do estádio os fotógrafos e os 
jornalistas? 
“Chicó - João! João! Morreu! Ai meu Deus, morreu pobre 
de João Grilo! Tão amarelo, tão safado e morrer assim! 
Que é que eu faço no mundo sem João? João! João! Não 
tem mais jeito, João Grilo morreu. Acabou-se o Grilo mais 
inteligente do mundo. Cumpriu sua sentença e encontrou-
se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca 
de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem 
explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho 
de condenados, porque tudo o que é vivo morre. Que posso 
fazer agora? Somente seu enterro e rezar por sua alma.”
Auto da compadecida. Ariano Suassuna
2. Em relação ao texto acima , assinale as alterna� vas 
corretas.
01. Em João! João! Morreu! o verbo destacado é 
intransitivo.
02. Em Ai meu Deus, morreu pobre de João Grilo! Há 
um vocativo.
04. Em “Somente seu enterro e rezar por sua alma.” Há 
dois verbos intransi� vos
08. Em “Que é que eu faço no mundo sem João?” o verbo 
fazer é intransitivo.
16. Em “Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único 
mal irremediável,” cumprir e encontrar-se apresentam a 
mesma transitividade .
“E naquela noite a pergunta conti nuava me atormentando. 
Havia anos que eu estava fora de minha casa em busca de 
melhor condição de vida para mim e para minha família: 
ela e minhas irmãs ti nham fi cado para trás. Mas eu nunca 
esquecera a minha mãe. Reconhecia a importância dela 
na minha vida, não só dela, mas de minhas ti as e de todas 
as mulheres de minha família. E também, já naquela 
época, eu entoava cantos de louvor a todas nossas 
ancestrais, que desde a África vinham arando a terra 
da vida com as próprias mãos, palavras e sangue. Não, 
eu não esqueço essas Senhoras, nossas Yabás, donas de 
tantas sabedorias. Mas que cor eram os olhos da minha 
mãe?
3. Em relação ao fragmento da obra Olhos D”água 
Conceição Evaristo assinale as alterna� vas corretas.
01- Em “Havia anos que eu estava fora de minha casa 
em busca de melhor condição de vida para mim e para 
minha família:” o verbo destacado está fl exionado 
incorretamente.
02- O fragmento “Mas eu nunca esquecera a minha 
mãe”poderia ser reescrito “Mas eu nunca me esquecera 
da minha mãe” sem que houvesse incorreção grama� cal.
04- Em “eu entoava cantos de louvor a todas nossas 
ancestrais” o verbo destacado é transi� vo direto e 
indireto.
08- Em “Reconhecia a importância dela na minha vida” a 
palavra destacada apresenta valor possessivo e classifi ca-
se como adjunto adnominal.
16- Em “desde a África vinham arando a terra da vida 
com as próprias mãos, palavras e sangue.” Temos objeto 
indireto.
4. “Paquera, gabiru, fl erte, caso, transa, envolvimento, 
até paixão é fácil.” As gramá� cas diriam que esta fl exão 
verbal está correta porque o sujeito é composto: 
a) de diferentes pessoas grama� cais. 
b) cons� tuído de palavras mais ou menos sinônimas. 
c) posposto ao verbo. 
d) ligado por preposição. 
e) oracional.
5. Em: “Ves� u ‘o índio’ ...” “ ‘O índio’ � nha despido ...”, os 
termos entre aspas simples exercem, respec� vamente, as 
funções de objeto direto e sujeito agente. 
Assinale o par de frases em que, para os destaques, a 
classifi cação sintá� ca é, respec� vamente, a mesma. 
a) “... e perdeu a ‘calma’.” “A ‘calma’ voltou a estabelecer-
se.” 
b) “Do mundo, ‘nada’ se leva.” “ ‘Nada’ se cria; tudo se 
recria.” 
c) “O diretor exibiu ‘cenas’ do fi lme.” “As ‘cenas’ foram 
exibidas na noite de estréia ...” 
d) “Encontraram-se ‘ves� gios’ da ação.” “Dos ‘ves� gios’, 
nada fora encontrado.” 
e) “Fundiam-se no ‘personagem’ sen� mentos 
contraditórios.” “O ‘personagem’ exibia sen� mentos 
contraditórios.”
6. Em: “Eu era enfi m, senhores, uma graça de alienado”, 
os termos em destaque são, respec� vamente:
a) adjunto adnominal, voca� vo, predica� vo do sujeito.
b) adjunto adverbial, aposto, predica� vo do objeto.
c) adjunto adverbial, voca� vo, predica� vo do sujeito.
d) adjunto adverbial, voca� vo, objeto direto.
e) adjunto adnominal, aposto, predica� vo do objeto.
341#ORGULHODESERPRÓ
7. (UDESC) Assinale a alterna� va incorreta em relação a 
“Tudo por estar cochilando!”:
a) A passagem “por estar cochilando” tem valor 
explica� vo.
b) “Tudo” é pronome indefi nido.
c) Nessa oração o sujeito é inexistente.
d) Em “cochilando” há dez letras e oito fonemas.
e) “Estar cochilando” é uma locução verbal, cons� tuída 
por infi ni� vo e gerúndio.
Texto 1
A. “A cabeça inclinada, o espinhaço curvo, agitava os 
braços para a direita e para a esquerda. Esses movimentos 
eram inúteis, mas o vaqueiro, o pai do vaqueiro, o avô e 
outros antepassados mais an� gos haviam-se acostumado 
a percorrer veredas, afastando o mato com as mãos. E 
os fi lhos já começavam a reproduzir o gesto hereditário.” 
(p.17)
B. “Pisou com fi rmeza o chão gretado, puxou a faca 
de ponta, esgaravatou as unhas sujas. Tirou do aió um 
pedaço de fumo, picou-o, fez um cigarro com palha de 
milho, acendeu-o ao binga, pôs-se a fumar, regalado.
— Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. 
Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com 
certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando 
bem, ele não era um homem: era apenas um cabra 
ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, 
queimado, � nha os olhos azuis, a barba e os cabelos 
ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de 
animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença 
dos brancos e julgava-se cabra.
Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, 
alguém � vesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, 
murmurando:
—Você é um bicho, Fabiano.” (p.18-19)
C. —”Vivia longe dos homens, só se dava bem com 
animais. Os seus pés duros quebravam espinhos e não 
sen� am a quentura da terra. Montado, confundia-se 
com o cavalo, grudava-se a ele. E falava uma linguagem 
cantada, monossilábica e gutural que o companheiro 
entendia. A pé, não se aguentava bem. Pendia para um 
lado, para o outro lado, cambaio, torto e feio. Às vezes 
u� lizava nas relações com as pessoas a mesma língua com 
que se dirigia aos brutos — exclamações, onomatopeias. 
Na verdade falava pouco. Admirava as palavras compridas 
e di� ceis da gente da cidade, tentava reproduzir algumas, 
em vão, mas sabia que elas eram inúteis e talvez 
perigosas.” (p. 20)
8. Considerando os excertos de Vidas Secas, assinale a(s) 
alterna� va(s) correta(s).
01. No parágrafo “Pisou com fi rmeza o chão gretado, 
puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. 
Tirou do aió um pedaço de fumo, picou-o,fez um 
cigarro com palha de milho, acendeu-o ao binga, pôs-
se a fumar, regalado.”, que inicia o excerto B, os verbos 
no pretérito perfeito do indica� vo representam uma 
sequência cronológica de ações.
02. As palavras fi rmeza e quentura (destacadas nos 
excertos B e C, respec� vamente) envolvem o mesmo 
processo de formação: são adje� vos derivados de 
outros adje� vos.
04. A sequência “com certeza iam admirar-se ouvindo-o 
falar só” (destacada no excerto B) pode ser reescrita 
como “com certeza iam admirar-se só ouvindo-o 
falar”, sem alteração do seu signifi cado.
08. No trecho “como vivia em terra alheia, cuidava 
de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na 
presença dos brancos e julgava-se cabra” (destacado 
no excerto B), o elemento como estabelece uma 
relação semân� ca de comparação. 
16. Em “haviam-se acostumado a percorrer veredas, 
afastando o mato com as mãos” (em destaque no 
excerto A), o verbo no gerúndio expressa uma noção 
de sequencialidade temporal entre as ações de 
afastar o mato e percorrer veredas. 
32. Em: “Montado, confundia-se com o cavalo, grudava-
se a ele.” (excerto C) os termos destacados indicam 
ações refl exivas.
Texto 2
“O cego pedia suas esmolas rudemente. Xingava, arrogava, 
desensofrido, dando com o bordão nas portas das casas, 
no balcão das vendas. Respeitavam-no, mesmo por isso, 
jamais se viu que o desatendessem, ou censurassem ou 
ralhassem, repondo-o em seu nada.”
ROSA, João Guimarães. 
Primeiras Estórias – A Benfazeja, pág. 162
9. Assinale a(s) proposição(ões) correta(s):
01. “suas esmolas” tem por função complementar o 
verbo pedir.
02. O pronome “se” – destacado no texto – indica uma 
ação refl exiva.
04. Caso a vírgula empregada e “o desatendessem, ou 
censurassem” fosse omi� da, o sen� do do período não 
sofreria alteração.
08. A próclise é faculta� va na passagem “se viu”.
16. Os pronomes destacados em “o desatendessem, (...) 
repondo-o em seu nada.” fazem alusão a “cego”.
Achava-me, um dia, diante dos guichês do London 
Bank à espera de que o pagador gritasse a minha chapa, 
quando vi a cochilar num banco ao fundo certo corretor 
de negócios meu conhecido. Fui-me a ele, alegre da 
oportunidade de iludir o fasti o da espera com uns dedos 
de prosa amiga.
- Esperando sua horinha, hein? – disse-lhe com um 
tapa amigável no ombro, enquanto me sentava ao seu 
lado.
- É verdade. Espero pacientemente que me cantem 
o número e, enquanto espero, fi losofo sobre os males que 
342 Semi Extensivo
traz à vida a desonesti dade dos homens.
- ?
- Sim, _(1)_, se não fosse a desonesti dade dos 
homens, tudo se simplifi caria grandemente. Esta demora 
no pagamento do mais simples cheque, de donde _
(2)_? Da necessidade de controle em vista dos arti fí cios 
da desonesti dade. Fossem todos os homens sérios, 
não houvesse hipótese de falsifi cações ou abusos, o 
recebimento de um dinheiro far-se-ia instantâneo. (...)
- O amigo tem razão – concordei eu (...). A vida 
é complicada, existem leis, polícia, embaraços de toda 
espécie, burocracia e mil peias (...).
LOBATO, Monteiro.
O Presidente Negro - Capítulo I – Trecho Adaptado
10. Tendo em conta o fragmento da obra de 
Monteiro Lobato, indique o que correto:
01. Ao declarar “Fui-me a ele, alegre da oportunidade 
de iludir o fas� o da espera” (l. 4-5), o narrador-
personagem passa a ideia de que estava sa� sfeito 
por haver encontrado uma forma de amenizar o tédio 
causado pela espera.
02. Na intenção de se respeitar a pronúncia culta, 
é necessário reconhecer que o “e” presente em 
“espontâneo” corresponde a uma semivogal.
04. Por se tratar de uma proparoxítona, a palavra 
sublinhada no texto deveria estar acentuada.
08. As lacunas _(1)_ e _(2)_ devem ser preenchidas, 
respec� vamente, com porque e provêm.
16. As palavras “negócios” e “sérios”, embora não 
possuam o mesmo número de sílabas, têm sua 
acentuação gráfi ca jus� fi cada pela mesma regra.
32. O termo “complicada”, empregado na úl� ma frase do 
texto, tem como função caracterizar o sujeito “vida”.
64. A fi m de concordar com o sujeito composto, o verbo 
haver, empregado na linha 19, deveria apresentar-se 
no plural.
11. Indique a(s) alterna� va(s) em que se reescreve o 
trecho transcrito em destaque a seguir, sem alteração de 
sen� do e respeitando-se as normas grama� cais:
“- Esperando sua horinha, 
hein? – disse-lhe com um 
tapa amigável no ombro, 
enquanto me sentava ao 
seu lado.”
01. “- Esperando sua horinha, hein? – disse eu a ele, 
dando um tapa de amigos no seu ombro, assim que 
me sentei a seu lado.”
02. “- E aí, esperando sua horinha? – eu disse enquanto 
me sentava a seu lado a ele, e lhe dava um tapa 
amigável no ombro.”
04. “- Está esperando sua horinha, hein? – eu disse a ele, 
dando um tapa de amigos no seu ombro, no momento 
em que me sentava a seu lado.”
08. “Enquanto me sentava a seu lado e dava um tapa 
amigável em seu ombro, disse-lhe: - Esperando sua 
horinha, hein?”.
16. “- Estás esperando sua horinha, hein? – lhe disse com 
tapa amistozo em seu ombro, no momento em que 
sentava do lado dele.”
32. “No momento em que eu estava sentando-me do seu 
lado dei um tapa de amigos no ombro e disse à ele: - 
Esperando sua horinha, hein?”
1
5
10
15
20
25
“Ao entardecer
A chuva bate nas costas desnudas dos pescadores 
a puxarem os cabos da rede do arrastão. Alguns 
veranistas abrigam-se sob improvisados guarda-chuvas. 
As crianças entram no mar, cercam a rede e recolhem os 
peixes que escapam das malhas; misturam-se: crianças, 
peixes e água.
Os pescadores andam de costas, em gritos e risos, 
num código só deles, corpo arcado para trás, calcanhares 
se fi rmando na areia, a cada passada. Ignoram o vozerio 
dos espectadores que se agrupam, em prévia disputa.
- Me reserva uma pescadinha, Zé.
- Que vier de lula eu fi co.
- Olhaí uma raia. Como dá raia, hein? Diz que tem 
quem come elas, que tu achas?
A rede na beira da praia, o pedido: Prá trás, faz 
favor! Os pescadores se juntam, redobram esforços. 
O tropeço dos veranistas, a disputa pela minguada 
colheita, a bulha das crianças, recolhendo sardinhas 
que lhes escapam das mãos, o ploc-ploc dos peixes se 
debatendo na areia.
- Não esquece, Zé! – todos são Zé.
Até Onofre, durante décadas vigia de pesca – ele 
preferia olheiro, estava mais de ajuste com sua função 
–, o melhor das praias todas da ilha, é o que diziam. Ele 
não carecia subir no costão ou se es� car na ponta dos 
pés, largando os olhos inquietos pela extensão do mar, 
em busca das manchas reveladoras.
(...)”
(KRIEGER, Maria de Lourdes. Treze Cascaes)
12. A par� r do conto transcrito acima, indique o que for 
correto:
01. Os dois-pontos empregados no primeiro parágrafo 
têm por fi nalidade destacar uma citação.
02. Com a fala “Que vier de lula eu fi co.”, o personagem 
revela uma preferência sua.
04. O substan� vo constante em “redobram esforços” 
(6º parágrafo) apresenta variação de pronúncia em 
relação a seu singular.
08. Onomatopeias dão veracidade a textos. As expressões 
ploc-ploc e hein – ambas empregadas no texto lido – 
são exemplos desse � po de recurso.
16. Em “Ignoram o vozerio dos espectadores que se 
agrupam, em prévia disputa.”, o vocábulo se indica uma 
ação refl exiva, tal como ocorre em “Alguns veranistas 
abrigam-se sob improvisados guarda-chuvas.”.
32. Transcrevendo a passagem “Diz que tem quem come 
elas” (5º parágrafo) para a linguagem formal, teríamos 
“Dizem que há quem coma-as”.
64. O pronome destacado em “recolhendo sardinhas que 
lhes escapam das mãos” (6º parágrafo) é indica� vo de 
posse.
343#ORGULHODESERPRÓ
13. Assinale a(s) alterna� va(s) que apresenta(m) uma 
reformulação do trecho em destaque, mantendo-se seu 
sen� do e respeitando-se a Gramá� ca Norma� va:
Até Onofre, durante décadas vigia de pesca – ele preferia 
olheiro,estava mais de ajuste com sua função –, o melhor 
das praias todas da ilha, é o que diziam. 
01. Inclusive Onofre, o qual foi, segundo diziam, o melhor 
vigia de pesca de todas as praias da ilha durante décadas.Ele preferia ser chamado de olheiro, pois estava mais de 
acordo com sua função. 
02. Onofre, inclusive, preferia ser chamado de olheiro a ser 
denominado vigia de pesca, pois havia sido o melhor na 
função, segundo o que se conta.
04. Até Onofre, o qual se destacou como vigia de pesca – o 
melhor de todas as praias da ilha – preferia ser olheiro, 
por estar mais de acordo com sua função.
08. Até ele, Onofre, melhor de todos os olheiros da ilha. Foi 
ele destaque em todas as praias da ilha por décadas, por 
ajustar-se à função.
16. Inclusive Onofre – o melhor vigia pesca entre as praias 
da ilha por décadas –, embora preferisse ser chamado de 
olheiro do que ser iden� fi cado por vigia.
ANÁLISE SINTÁTICA DO PERÍODO
SIMPLES (Predicado)
Para Recordar:
VI – verbo intransi� vo 
(não precisa de complemento)
VT – verbo transi� vo 
(necessita de complemento, ou seja, de objeto)
VTD – verbo transi� vo direto 
(necessita de objeto direto, ou seja, SEM preposição)
VTI – verbo transi� vo indireto 
(necessita de objeto indireto, ou seja, COM preposição)
VL – verbo de ligação
(ser, estar, parecer, permanecer, fi car, andar, con� nuar)
PREDICADO, INTEGRANTES E ACESSÓRIOS
PREDICADO
Nominal: Quando houver VL; é obrigatório o PREDICATIVO 
DO SUJEITO.
Verbal: Quando se trata de verbo que NÃO SEJA DE 
LIGAÇÃO. Apresenta como núcleo um verbo T.D., T.I., T.D.I 
ou I. 
Verbo-nominal: Apresenta dois núcleos. Ou seja, um V.T. 
ou V.I. e predica� vo simultaneamente. 
PREDICATIVO DO SUJEITO
Caracterização não feita necessariamente por um adje� vo.
OBJETO
Objeto Direto: Complemento verbal pedido por VERBO 
TRANSITIVO DIRETO. 
Objeto Indireto: Complemento verbal pedido por VERBO 
TRANSITIVO INDIRETO. 
COMPLEMENTO NOMINAL
Completa o sen� do de um nome (substan� vo, adje� vo e 
advérbio). Sempre terá preposição.
AGENTE DA PASSIVA: equivale ao sujeito da voz a� va.
Analise: Nosso pré-ves� bular disponibilizou 
um maior número de vagas.
Um maior número de vagas 
foi disponibilizado por nosso ves� bular.
(Voz Passiva Analí� ca)
No presente: 
Nosso pré-ves� bular disponibiliza 
um maior número de vagas.
 Um maior número de vagas 
é disponibilizado por nosso ves� bular.
No futuro: 
Nosso pré-ves� bular disponibilizará
um maior número de vagas.
Um maior número de vagas
será disponibilizado por nosso ves� bular.
Contudo...
 Disponibilizou-se um maior número de vagas.
(Voz Passiva Sinté� ca)
Atenção!
 Em uma oração com um VTD e um VTI, empregados 
simultaneamente, o complemento sem preposição 
deve vir primeiro.
 Há o OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO.
 Um erro quanto ao uso de preposição pode alterar 
o sen� do da oração.
Ele gostou o suco.
Ele gostou do suco.
Então, cuidado com a Regência!
ADJUNTO ADNOMINAL: modifi ca a signifi cação de 
SUBSTANTIVO. Trata-se, sempre, de um ARTIGO, 
um NUMERAL, um ADJETIVO, uma LOCUÇÃO ou um 
PRONOME.
ADJUNTO ADVERBIAL: modifi ca o VERBO, o ADJETIVO ou 
o ADVÉRBIO. 
APOSTO: explica outro termo da oração. É separado do 
restante da oração por meio de vírgulas, travessões ou 
dois pontos (quando no fi nal do período).
VOCATIVO: indica chamamento.
Observe que, se não tomarmos cuidado com a pontuação, 
poderemos estar alterando o sentido da frase.
Otavião, um aluno não recebeu a apostila. (VOCATIVO)
Otavião, um aluno, não recebeu a apostila. (APOSTO)
1. Indique a função sintática de cada um dos termos 
sublinhados na música a seguir:
“HOMEM PRIMATA
Desde os primórdios
Até hoje em dia
O homem ainda faz
O que o macaco fazia
344 Semi Extensivo
Eu não trabalhava, eu não sabia
Que o homem criava e também destruía.
Homem primata
Capitalismo selvagem
Ô, ô, ô
Eu aprendi:
A vida é um jogo
Cada um por si
E Deus contra todos
Você vai morrer e não vai ‘pro’ céu
É bom aprender, a vida é cruel.
Homem primata
Capitalismo selvagem
Ô, ô, ô
Eu me perdi na selva de pedra
Eu me perdi, eu me perdi
(...)”
BRITTO, Sérgio, FROMER, Marcelo, REIS, Nando,
PESSOA, Ciro. Do CD Cabeça de dinossauro.
2. Na música Homem Primata, o paralelo estabelecido 
entre o homem e macaco alude:
a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana.
b) ao comportamento irracional do homem na sociedade 
capitalista.
c) às semelhanças biológicas entre os dois seres.
d) ao bom relacionamento entre homem e macaco.
e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea.
3. Use o código adequado:
(1) sujeito 
(2) predicado
(3) objeto direto 
(4) objeto indireto
(5) predicativo do sujeito 
(6) adjunto adnominal
(7) adjunto adverbial 
(8) complemento nominal
(9) vocativo 
(10) agente da passiva
( ) Em nosso país, a vulgaridade é um título.
( ) Foram assistir ao batizado.
( ) As circunstâncias mudam tudo.
( ) Aquela prova foi realizada pelos alunos.
( ) Todos os noivos parecem bons rapazes.
( ) Ele é resistente ao frio.
( ) Aqueles alunos parecem bons.
( ) Jamais me esquecerei de você.
( ) Meu colega caiu mal.
( ) Revelarei isto a ele.
( ) Os pais dão comida aos filhos.
( ) Os pais dão comida aos filhos.
( ) Minha redação não agradou.
( ) Oferecemos flores à noiva.
( ) Ele disse tudo.
( ) Cultive boas amizades.
( ) Saúde, amigos!
( ) É desejo de todos um mundo mais justo.
4. (UDESC HISTÓRIA 2007.2) Leia com atenção a tira 
abaixo.
No segundo quadrinho da tira há uma vírgula e o terceiro 
quadrinho sugere a retirada do sinal de pontuação.
a) Explique o sentido da oração com o sinal de pontuação.
b) Explique o sentido da oração sem o sinal de pontuação.
5. (UDESC PEDAGOGIA - Adaptada) Em relação ao texto 
abaixo, comente a importância da atividade lúdica no 
desenvolvimento para a aprendizagem.
“A atividade lúdica, inerente a toda criança, é 
vista como nova forma e possibilidade de ela entender 
a realidade, por poder vivenciar situações de seu dia-a-
dia. Isso acaba propiciando-lhe o desenvolvimento em 
vários sentidos.”
6. A expressão em destaque no parágrafo acima poderia 
ser retira do texto, mantendo-se a clareza do exposto? 
Justifique sua resposta.
7. E o substantivo “situações” é imprescindível à 
compreensão do período? Por quê?
8. Identifique a função sintática do pronome átono 
empregado em “Isso acaba propiciando-lhe o 
desenvolvimento em vários sentidos.”.
9. Na oração “Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada.” 
(Gregório de Matos), temos:
01. vocativo 
02. aposto
04. três adjuntos adnominais 
08. predicativo do sujeito
16. predicado verbal.
10. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s):
01. O Amazonas é o maior rio brasileiro. - A palavra 
sublinhada é adjunto adverbial de intensidade.
02. Tem compaixão de nós, ó Cristo! - A expressão 
sublinhada é complemento nominal. 
04. Pai, eu te agradeço o agasalho que me deste. - A 
palavra sublinhada é vocativo.
08. Lemos “Vidas Secas”, a obra-prima de Graciliano 
345#ORGULHODESERPRÓ
Ramos - A frase possui objeto direto e aposto.
16. As suas forças foram rapidamente recuperadas. - A 
frase possui adjunto adverbial de tempo.
11. Dentre os enunciados a seguir, identifique o(s) 
correto(s).
01. Até conserva o mesmo valor semântico em “…
Afonso Ribeiro seguiu os tupiniquins até sua aldeia…” 
(Eduardo Bueno, A viagem do descobrimento) e em 
“Doença associada à elite, a anorexia começa a fazer 
vítimas na periferia e até no sertão nordestino.” 
(Época).
02. A mensagem: “Movimento estudantil: é pau, é pedra, 
mas não é o fim do caminho.”, encontrada em um 
panfleto direcionado a estudantes de Comunicação 
Social, mantém relações intertextuais com conhecida 
canção da MPB.
04. O uso do futuro do pretérito em “Os cientistas vão 
ligar uma máquina que seria capaz de dissolver o 
planeta?” (Superinteressante) cria um efeito de 
sentido de incerteza, de irrealidade.
08. “Temendo o mau cheiro iminente, o proprietário do 
cabaré ordenou ao empregado que pegasse o cavalo 
para levar o morto.” (Abílio Leite de Barros, Campo 
Grande — 100 anos de construção) é um período 
composto por subordinação e coordenação.
16. No período “A ideia da teletaxaevoluiu a partir 
da constatação de que a sociedade paulista estaria 
disposta a contar com uma política de Primeiro 
Mundo.” (Folha de S. Paulo), há duas orações que 
exercem a função sintática de objeto indireto.
32. Em “Foi ele que levou a Costa e Silva a notícia de 
que seu governo estava extinto e seu cargo, vago.” 
(Manchete, 14/8/99, p. 61), a vírgula foi empregada 
para indicar a omissão de um termo. 
12. Levando em consideração a análise sintática, há 
uma correta classificação do termo em destaque na(s) 
alternativa(s):
01. “Também não cantarei o mundo futuro.” – Objeto 
Direto
02. “Direi a todos aquilo que esperam ouvir.” – Verbo 
Intransitivo
04. “Não serei o poeta de um mundo caduco.” – Verbo 
Transitivo Direto
08. “Estou preso à vida e olho meus companheiros.” – 
Adjunto Adnominal
16. “Os verdadeiros vitoriosos sempre são humildes.” – 
Sujeito Composto
32. “Com muita destreza, atendeu a meu chamado.” – 
Adjunto Adverbial 
13. Os termos destacados, quanto à função sintática, 
são, respectivamente:
Clereosvaldo está convicto de suas ideias.
“ Os setores do governo discordam do modelo proposto”.
a)complemento nominal – objeto indireto – adjunto 
adnominal.
b) objeto indireto - adjunto adnominal – complemento 
nominal.
c) adjunto adnominal – adjunto adnominal – objeto 
indireto.
d) complemento nominal - complemento nominal - 
objeto indireto.
e) complemento nominal - adjunto adnominal – objeto 
indireto.
14. Analise as passagens a seguir.
“(...) eu não sinto necessidade dos meus brinquedos
(...).”
“O seu destino fora cruel.”
“Gritava, dizia tanta coisa (...).”
Quanto à função sintática, os termos destacados são 
respectivamente:
a) objeto direto, predicativo e objeto indireto.
b) complemento nominal, objeto direto e sujeito.
c) adjunto adnominal, sujeito e objeto indireto.
d) complemento nominal, predicativo e objeto direto.
e) Objeto direto, predicativo e complemento nominal.
15. Em que alternativa(s) há objeto direto 
preposicionado?
01. Passou aos filhos a herança recebida dos pais.
02. Amou a seu pai com a mais plena grandeza da alma.
04. Naquele tempo, era muito fácil viajar para os 
infernos.
08. Em dias ensolarados, gosto de ver nuvens flutuarem 
nos céus de agosto.
16. Assinale a(s) proposição(ões) correta(s):
01. Segure o garfo direito. (adjunto adverbial de modo)
02. Passava-se isto na Rua da Lapa. (adjunto adverbial 
causa)
04. Ficaram encantados com sua gentileza. (objeto 
indireto) 
08. Sentiu falta das pequenas coisas. (objeto indireto)
16. Pede-se silêncio. (sujeito simples “ silêncio”)
32. Os viajantes chegaram cedo. (adjunto adverbial de 
tempo)
17. Em: “Vestiu ‘o índio’ ...” “ ‘O índio’ tinha despido ...”, 
os termos entre aspas simples exercem, respectivamente, 
as funções de objeto direto e sujeito agente. 
Assinale o par de frases em que, para os destaques, a 
classificação sintática é, respectivamente, a mesma. 
a) “... e perdeu a ‘calma’.” “A ‘calma’ voltou a estabelecer-
se.” 
b) “Do mundo, ‘nada’ se leva.” “ ‘Nada’ se cria; tudo se 
recria.” 
c) “O diretor exibiu ‘cenas’ do filme.” “As ‘cenas’ foram 
exibidas na noite de estréia ...” 
d) “Encontraram-se ‘vestígios’ da ação.” “Dos ‘vestígios’, 
nada fora encontrado.” 
346 Semi Extensivo
e) “Fundiam-se no ‘personagem’ sentimentos 
contraditórios.” “O ‘personagem’ exibia sentimentos 
contraditórios.”
18. “Quando soube que ele ia chegar, senti uma coisa 
estranha, fiquei agitado. A imagem que faziam dele 
era a de um ser perfeito ou de alguém que buscava a 
perfeição. Pensei nisso: se for ele o meu pai, então sou 
filho de um homem quase perfeito. A sabedoria dele 
não me intimidava, nunca tinha sido uma ameaça para 
mim. Eu o considerava um homem tenaz, respeitado em 
casa, a ponto de ser elogiado pelo pai, que não sabia até 
onde o filho queria chegar.” 
A respeito do parágrafo transcrito logo acima, o qual faz 
parte da obra dois irmãos, de Milton Hatoum, é correto
afirmarmos que:
01. as passagens destacadas em “Quando soube que ele 
ia chegar, senti uma coisa estranha” exercem função 
de objeto direto.
02. o vocábulo sublinhado em “A imagem que faziam 
dele era a de um ser perfeito” é classificado como um 
verbo de ligação. 
04. O verbo “pensar”, empregado na oração “Pensei 
nisso” é transitivo direto e indireto, simultaneamente.
08. O adjetivo “perfeito” constante no trecho “então 
sou filho de um homem quase perfeito” corresponde 
a um adjunto adnominal que tem função caracterizar 
o substantivo “homem”. 
16. Também em relação ao trecho “então sou filho de 
um homem quase perfeito” podemos afirmar que 
“quase” é classificado como um adjunto adverbial.
32. Na oração “Eu o considerava um homem tenaz” o 
termo sublinhado exerce função de objeto direto.
1
5
10
15
20
“(...) Não sei como se chamaria o medo 
de não ter o que ler. Existem as conhecidas 
claustrofobias (medo de lugares fechados), 
agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia 
(medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai 
nos aprontar) e as menos conhecidas ailurofobia 
(medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) 
e até treiskaidekafobia (medo do número treze), 
mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto 
de hotel, com insônia, sem nada para ler não sei 
que nome tem. É uma das minhas neuroses. O 
vício que lhe dá origem é a gutembergomania, 
uma dependência patológica na palavra impressa. 
Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de 
cama de hotel no meio da noite e entrei no 
banheiro para ver se as torneiras � nham ‘Frio’ e 
‘Quente’ escritos por extenso, para saciar minha 
sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz 
e abri a lista telefônica, tentando me convencer 
que, pelo menos no número de personagens, seria 
um razoável subs� tuto para um romance russo. 
Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma 
e� queta, qualquer coisa.
(...)”
VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se Ler na Escola. 
Fobias, pág. 104
9. A par� r do trecho da crônica Fobias, considere as 
afi rmações a seguir e assinale a(s) correta(s): 
01. A oração “como se chamaria o medo” (linha 1) atua 
como complemento de sua antecedente.
02. Para revelar humor, Veríssimo joga com a formação 
de palavras, empregando vocábulos que apresentam 
prefi xos como claustofobias (linha 3) .
04. O termo collorfobia (linha 5) é classifi cado como um 
neologismo.
08. O pronome destacado em “O vício que lhe dá origem” 
(linha 12) atua como complemento indireto do verbo 
dar.
16. A passagem “uma dependência patológica na palavra 
impressa” (linhas 13-14) cons� tui um aposto, visto que 
esclarece o termo “gutembergomania” (linha13).
PONTUAÇÃO
Na língua portuguesa, a ordem normal dos termos em uma 
frase é:
sujeito – verbo – complemento verbal – 
adjuntos adverbiais
Se os termos da oração se dispõem assim, dizemos que 
ocorre ordem direta.
 Você conquistará sua aprovação em breve
 Suj. Verbo Comp. Verbal Adj. Adv.
Caso ocorra alguma alteração nessa sequência, teremos a 
ordem indireta.
 Em breve, você conquistará sua aprovação!
 Termo 
 Deslocado
Quando a oração está na ordem direta, não se separam 
seus termos imediatos por vírgulas. Ou seja, não devemos 
separar:
- o sujeito do verbo
- o verbo de seu(s) complemento(s)
- o nome de seu(s) complemento(s) ou adjunto(s)
A VÍRGULA será u� lizada no interior da oração para separar:
1 – expressões de caráter explica� vo ou corre� vo
Ex.: Não teremos aula amanhã, ou melhor, depois de 
amanhã.
2 – conjunções coordena� vas intercaladas
Ex.: Sua a� tude, no entanto, pareceu-nos incoerente.
3 – adjuntos adverbiais intercalados
Ex.: O ator, naquele dia, parecia um pouco nervoso.
4 – aposto intercalado
Ex.: Obama, presidente dos EUA, fi cou impressionado com 
a recep� vidade dos brasileiros.
Importante: o aposto também pode ser intercalado por 
parênteses ou por travessões. Quando está posicionado no 
fi nal da frase, pode vir precedido de dois-pontos.
A VÍRGULA também é empregada para indicar o 
347#ORGULHODESERPRÓ
deslocamentode um termo na frase. 
1 – adjunto adverbial
Ex.: No ano passado, fi z a viagem de meus sonhos.
Importante: Se esse adjunto for um simples advérbio, a 
vírgula é dispensável.
2 – complemento pleonás� co
Ex.: Esse livro, já o li quando cursava o Ensino Médio. 
3 – o nome de lugar na indicação de datas
Ex.: Florianópolis, 21 de Setembro de 2003.
Então... Fique de olho se lhe for solicitado que produza uma 
carta neste “ves� ba”!
A VÍRGULA também é usada para:
1 – separar voca� vo
Ex.: Galera, fi quem de olho na pontuação.
Lembre: Quando se quer dar maior ênfase ao voca� vo, 
pode-se usar ponto de exclamação.
2 – separar termos coordenados assindé� cos, ou seja, 
ligadas sem emprego de conjunção
Ex.: Seus conselhos me inspiraram tranquilidade, segurança, 
paz.
Termos coordenados ligados pelas conjunções E, OU, NEM 
dispensam vírgula.
Seus conselhos me inspiraram tranquilidade, segurança e 
paz.
A VÍRGULA entre orações
As orações que formam um período podem ser separadas 
por vírgulas ou não, dependendo de sua classifi cação.
1 – orações subordinadas adje� vas explica� vas: sempre
separadas por vírgula.
2 – orações subordinadas adje� vas restri� vas: via de regra 
não são separadas por vírgula.
Contudo admite-se vírgula ao seu fi nal (Mas nunca antes 
delas!) quando:
a) � verem certa extensão.
Ex.: O homem que foi sequestrado na semana passada em 
São José, é um empresário muito conhecido na região.
b) houver sequência de dois verbos.
Ex.: O homem que fuma, vive pouco.
3 – orações subordinadas adverbiais: serão separadas por 
vírgula sempre que vierem antes da oração principal.
4 – orações subordinadas substan� vas: não devem ser 
separadas da principal por meio de vírgula (Com exceção
das aposi� vas!).
5 – orações coordenadas: são separadas por vírgula (Exceto
as adi� vas!)
1. Empregue as vírgulas nas frases a seguir:
a. Os meninos a� ravam pedras na vidraça; e as meninas 
no carro. 
b. Durante a longa noite de vigília Marília esperou Dirceu. 
c. O quarto � nha uma cama uma mesa uma cadeira. 
d. O avô de Paulo um espanhol chamado Luciano era 
muito valente. 
e. Com muita rapidez e agilidade o piloto evitou um 
choque de aviões. 
f. Os tamanduás animais inofensivos sabem defender-se. 
g. Vá brigar em outro lugar meu senhor! 
h. Aquele aluno por exemplo obteve o primeiro lugar no 
concurso. 
i. A garota tem medo de altura de recintos fechados de 
ambientes escuros. 
j. Aproxima-te rapaz..
k. Daniel gosta de louras; Laudelino de morenas. 
l. Ela vai cantar ou melhor tentar cantar um samba. 
m. A festa foi cancelada ou seja fi caremos sem baile. 
n. Laguna cidade histórica de Santa Catarina possui o 
marco do Tratado de Tordesilhas. 
o. Importante pólo industrial Joinvile é a maior cidade de 
Santa Catarina. 
p. Marta e eu estamos te esperando pai. 
q. O funcionário chegou atrasado sem o uniforme sem o 
crachá de iden� fi cação. 
r. Atrás de algumas rochas escondeu-se o menino. 
s. Pediu a todos no começo da apresentação um pouco de 
silêncio. 
t. Eu quero a luz das estrelas; tu os raios de sol. 
u. A laranja rica em vitamina C é fruta para consumo diário. 
v. Ali está Filomena uma bela e elegante mulher. 
w. Caros colegas fazei do ideal uma ação concreta! 
x. As tuas ideias devem ser colocadas em prá� ca José. 
y. Pretendo estudar inglês ou melhor italiano. 
z. As guerras por exemplo são responsáveis por grande 
parte do sofrimento humano. 
2. As frases “An� gamente, ia-se à cidade” e “Hoje se vai ao 
shopping center” são igualmente iniciadas por advérbio 
de tempo. No entanto, separa-se por vírgula o advérbio da 
primeira, mas não o da segunda. Tal fato revela:
a) uma distração por parte do emissor, pois o uso da vírgula 
é fundamental nessa situação. 
b) Um erro grave, visto que não se deve usar vírgula para 
separar o advérbio do restante da frase. 
c) Que falta, ao autor do texto, o domínio dos sinais de 
pontuação. 
d) Obrigatoriedade de emprego da vírgula apenas na 
primeira frase. 
e) Uma escolha es� lís� ca do emissor, uma vez que nesse 
� po de construção é faculta� vo o emprego da vírgula.
3. Considere os períodos I, II e III, pontuados de duas 
maneiras diferentes:
I - Os jovens que amam são mais felizes. 
Os jovens, que amam, são mais felizes.
II - Eu não fumo por opção. 
Eu não fumo, por opção.
III - Os padres rezavam e o povo acompanhava a reza.
Os padres rezavam, e o povo acompanhava a reza.
Com pontuação diferente, ocorre alteração de sen� do:
a) Em todos os períodos. 
b) Em nenhum dos períodos. 
c) Somente nos períodos I e II. 
d) Somente nos períodos II e III. 
e) Somente nos períodos I e III.
348 Semi Extensivo
4. Observe as frases:
I - Ele foi, logo eu não fui. 
II - O menino, disse ele, não vai. 
III - Deus, que é Pai, não nos abandona. 
IV - Saindo ele e os demais, os meninos fi carão sós.
Assinale a afi rma� va correta.
a) Em I há erro de pontuação. 
b) Em II e III as vírgulas podem ser re� radas sem que haja 
erro. 
c) Na I, se se mudar a vírgula de posição, muda-se o sen� do 
da frase. 
d) Na II, faltam dois pontos depois de disse. 
e) N.d.a.
5. “Às vezes, também a gente tem o consolo de saber...” A 
vírgula, na frase acima, foi usada:
a) para indicar elipse do verbo. 
b) Por necessidade de clareza. 
c) Para realçar o aposto. 
d) Para realçar um adjunto adverbial. 
e) Para separar termos da mesma função.
6. Aponte a alterna� va pontuada corretamente.
a) Entregarei àquele rapaz, o fi lho do farmacêu� co, a receita 
que, devia ser anexada ao envelope. 
b) Entregarei àquele rapaz, o fi lho do farmacêu� co - a 
receita, que devia ser, anexada ao envelope. 
c) Entregarei àquele rapaz, o fi lho do farmacêu� co, a receita 
que devia ser anexada ao envelope. 
d) Entregarei àquele rapaz o fi lho do farmacêu� co, a receita 
que devia ser anexada ao envelope. 
e) Entregarei àquele - rapaz o fi lho do farmacêu� co - a 
receita, que devia ser anexada ao envelope.
7. “Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão 
da alma humana”, emprega-se a vírgula para:
a) Separar voca� vo. 
b) Indicar a elipse de um termo. 
c) Separar elementos paralelos. 
d) Separar aposto. 
e) Separar uma oração adje� va de valor restri� vo.
289#ORGULHODESERPRÓ
Futuro do 
pretérito do 
indicati vo
I S - MOS IS M
Presente do 
subjunti vo
- S - MOS IS M
Pretérito 
Imperfeito do 
Subjunti vo
- S - MOS IS M
Futuro do Sub-
junti vo
- ES - MOS DES EM
1. Assinale a(s) proposição(ões) VERDADEIRA(S)
01- No trecho ... começaram a se tornar realidade, o verbo 
começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-|
radical, |-a-| vogal temáti ca, |começa-| tema, |-ra-|
desinência modo-tem-poral e |-m| desinência número-
pessoal.
02- Há alguns verbos que possuem duas ou mais formas 
de Parti cípio, como ganhar (ganhado, ganho), prender
(prendido, preso), exprimir (exprimido, expresso).
04- Se tomarmos as frases seguintes isoladas do seu 
contexto, a não acentuação gráfi ca dos dois verbos 
sublinhados ocasionaria uma construção inadequada 
apenas no primeiro caso: a) Se o computador monitorar 
a sua pupila e souber quais delas chamaram sua atenção, 
ele conhecerá o ti po de informação que você procura. 
b) Nenhuma máquina jamais conseguirá reconhecer 
integralmente a fala humana, com todas as suas nuanças.
08- As formas verbais em Ainda que viva e se elas não 
fi zessem estão fl exionadas, respecti vamente, no presente e 
no futuro do subjunti vo, modo que retrata fatos incertos, 
hipotéti cos.
16- Os verbos poderias, assisti ste, seria e foi estão todos 
no pretérito perfeito, o que signifi ca dizer que representam 
ações acabadas, como ocorre na sentença: Naquela época, 
as brincadeiras faziam a plateia muito feliz.
Gabarito: 07
2. Assinale a(s) alternati va(s) em que está incorreto o uso 
do verbo no parti cípio.
01. Longa vela foi acendida para que se pudesse fazer a 
prova com sucesso.
02. Todos fi caram isentos? Quem é que o fi scal havia 
isentado?
04. A vela era benta?
08. A prova está sendo muito bem aceita.
16. Os repórteres já haviam chego uma hora antes dopresidente se pronunciar.
3. Observe as formas verbais destacadas.
Quando ele vir o presente, fi cará emocionado.
Quando ele vier, receberá o presente.
VERBOS
Verbo é a classe de palavras que fl exiona em pessoa, 
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros 
processos:
• ação (correr);
• estado (fi car);
• fenômeno (chover);
• ocorrência (nascer);
• desejo (querer).
O que caracteriza o verbo são as suas fl exões, e não os 
seus possíveis signifi cados. Observe que palavras como 
corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo 
ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam, 
porém, todas as possibilidades de fl exão que esses verbos 
possuem.
Responder - resposta
Perguntar - pergunta
Propor - proposta
TEMPOS VRBAIS DVMT
PRESENTE -----------------
PRETÉRITO PERFEITO ----------------
PRETÉRITO IMPERFEITO VA(VE)/ IA(IE)
PRETÉRITO MAIS QUE 
PERFEITO RA/RE átono
FUTURO DO PRESENTE RA/RE tônico
FUTUO DO PRETÉRITO RIA/RIE
PRESENTE DO SUBJUNTIVO E/A
IMPERFEITO DO 
SUBJUNTIVO SSE
FUTURO DO SUBJUNTIVO R
INFINITIVO R
GERUNDIO NDO
PARTICÍPIO ADO(IDO)/ STO
FORMAS NOMINAIS
Pessoas
Singular Plural
1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª
Presente do 
indicati vo
O S - MOS IS M
Pretérito 
perfeito do 
indicati vo
I STE U MOS STES RAM
Prétérito 
imperfeito do 
indicati vo
- S - MOS IS M
Pretérito Mais-
que-perfeito do 
ind.
- S - MOS IS M
Futuro do 
presente do 
indicati vo
I S - MOS IS O
290 Pró Floripa
Ver o presente será emocionante.
Vir e receber o presente será emocionante.
Agora, assinale a alternati va correta quanto à forma verbal 
conti da nas sentenças acima:
a) Na frase 1: infi niti vo do verbo vir.
b) Na frase 1: futuro do subjunti vo do verbo ver.
c) Na frase 2: futuro do subjunti vo do verbo ver.
d) Na frase 3: infi niti vo do verbo vir.
e) Na frase 4: infi niti vo do verbo ver.
4. Observe os seguintes slogans e indique a(s) alternati va(s) 
correta(s) quanto à conjugação verbal:
01. Pega bem fumar Dallas. Pega o seu. 
02. Taff man E. Se você não gosta, conti nua no milk-shake.
04. Dize-me com quem andas e te direi quem és. (anúncio da 
Antárcti ca)
08. Vem prá a Caixa você também.
5. Assinale apenas as frases em que o emprego do parti cípio 
esteja correto.
01. Sonhei que eu ti nha morrido de tédio.
02. Eles têm gasto mais do que ganham.
04. A campanha da cidadania tem salvo muita gente.
08. A mãe havia frito os peixes que o menino pescara.
6.Leia a ti ra a seguir e responda ao que se pede.
A ti ra “As cobras”, de autoria de Luis Fernando Veríssimo, 
expõe a opinião da lesma Flecha acerca do machismo. Sobre 
isso, pode-se afi rmar que: 
a) explicitamente, Flecha se revela machista. 
b) Flecha não possui, de fato, uma opinião formada a respeito 
da temáti ca do machismo. 
c) Flecha defende, em seus dois momentos de fala, um único 
ponto de vista, que é contrário a ati tudes machistas. 
d) Flecha, através de uma opinião implícita, pode ser 
caracterizada como uma personagem que possui um 
raciocínio machista. 
e) a parti r das duas falas, de forma explícita, podemos 
perceber a defesa de pontos de vista confl itantes por parte 
da lesma Flecha. 
7. A forma verbal destacada em – Talvez você queira
aumentar a aposta... – é uti lizada para se referir a uma 
hipótese, uma possibilidade, como ocorre com a expressão 
verbal destacada em:
 a) Afi rma-se que elas foram a grande inovação de todos os 
tempos.
 b) Com isso, gerou-se uma relati va abundância de limentos...
 c) Um tecelão, em Constanti nopla, trabalhava três horas 
para comprar um pão de meio quilo...
 d) Perceberam que, se inventassem, se inovassem, poderiam 
abrir empresas...
 e) Na ânsia de fi carem ricos, começaram a escarafunchar o 
que escreviam os cienti stas.
8. Todas as formas verbais estão em conformidade com a 
norma-padrão da língua portuguesa em:
 a) Poucas revistas se proporam a discuti r com seriedade 
as causas e as consequências da compulsão por produtos 
tecnológicos.
 b) Até hoje, as publicações sobre tecnologia se manti veram 
reti centes ao tratar das estratégias usadas para viciar os 
usuários da rede.
 c) Preocupa-nos a compulsão por aplicati vos de celulares, 
pois ela cercea a liberdade de um número crescente de 
jovens e adultos por todo o mundo.
 d) Quando a mídia se ater ao debate acerca do aspecto 
viciante das redes sociais, a população poderá acessá-las 
com mais comedimento.
 e) O governo deve tomar as medidas que se fazerem 
necessárias para impedir que o vício em internet se torne um 
problema generalizado.
9. Assinale a alternati va na qual o infi niti vo não deve estar 
fl exionado.
a) Aquele espertalhão diz não existi rem barreiras para ele.
b) Para cumprires tua obrigação, precisas andar depressa.
c) Pareciam se queixarem apesar da vida cômoda que 
levavam.
d) É bom estudar para sermos bem sucedidos na vida.
e) Via saírem pequenas naves do fundo do lago.
10. Transpondo para a voz ati va a frase “O processo deve 
ser revisto pelos dois funcionários”, obtém-se a forma verbal:
a) deve-se rever
b) será revisto
c) devem rever
d) reverão
e) rever-se-á
11. Marque a(s) alternati va(s) correta(s), quanto ao emprego 
dos tempos verbais:
01. Quando acharmos o garoto, passará nossa angústi a.
02. Se Marta concordasse, eu vendo a casa.
04. Se ele fosse encontrado vivo, todos fi caríamos aliviados.
08. Que dor o desti no nos impusera!
16. Talvez seje ele o responsável por toda esta confusão.
“Fomos através das árvores até um berço de relva coberto
por espesso dossel de jasmineiros em fl or. Lúcia está vibrando: 
291#ORGULHODESERPRÓ
“- Sim! Esqueça tudo, e nem se lembre que já me visse! Seja 
agora a primeira vez!... Os beijos que lhe guardei, ninguém os 
teve nunca! Esse , acredite, são puros!” E o clímax foi aquele 
que só um par enamorado consegue haurir do sexo: “Não fui 
eu que possuí essa mulher; e sim ela que me possuiu todo, 
e tanto, que não me resta daquela noite mais do que uma 
longa sensação de imenso deleite, na qual me senti a afogar 
num mar de volúpia.”
Lucíola - José de Alencar
12- Assinale as proposições corretas em relação ao texto 1.
01- A fase “Sim! Esqueça tudo, e nem se lembre que já 
me visse! Poderia ser reescrita “Sim, esqueça-se de 
tudo...” visto que o verbo esquecer apresenta dupla 
transiti vidade.
02- Em “Os beijos que lhe guardei, ninguém os teve nunca!” o 
pronome lhe é complemento indireto do verbo guardar.
04- Em “que não me resta daquela noite mais do que uma 
longa sensação de imenso deleite, na qual me senti a 
afogar num mar de volúpia.” O verbo restar apresenta 
apenas transiti vidade direta.
08- Em “Sim! Esqueça tudo, e nem se lembre que já me visse!” 
os verbos destacados apresentam regência diferente.
16- A últi ma oração do texto está escrito em senti do 
conotati vo.
 REGÊNCIA
Primeiro recorde as PREPOSIÇÕES:
A, ANTE, ATÉ, APÓS, COM, CONTRA, DE, DESDE, 
EM, ENTRE, PARA, PER, PERANTE, POR, SEM, 
SOB, SOBRE, TRÁS
Cuidado com o sen� do atribuído ao verbo!
1. Aspirar = sorver
 Aspirar a = desejar
2. Assis� r = ajudar
Assis� r a = presenciar
Assis� r em = residir
3. Gostar = provar
Gostar de = aprovar
4. Querer = desejar
Querer a = esti mar
5. Proceder = agir
Proceder de = vir de 
Proceder a = realizar
6. Agradar = fazer carinho
Agradar a = contentar
7. Visar = pôr visto
Visar = mirar
Visar a = almejar 
8. Implicar = acarretar
Implicar com = não simpati zar
Implicar-se em = envolver-se
Fique de olho!
1. Responder a
2. Obedecer a
3. Desobedecer a
4. Chegar a
5. Ir a
6. Vir a
7. Referir-se a
8. Morar em
9. Residir em
10. Situar-se em
Tenha mais cuidado ainda com:
1. Preferir (VTDI)
Errado: Prefi ro Exatas do que Humanas.
Certo: Prefi ro Exatas a Humanas.
2. Lembrar (VTD)
Lembrar-se (VTI)
Compare: Não lembro seu nome.
Não me lembro de seu nome.
3. Recordar (VTD)
Recordar-se (VTI)
Compare: Não recordo seu nome.
Não me recordo de seu nome.
4. Esquecer (VTD)
Esquecer-se (VTI)
Compare: Nunca esqueci seu nome.
Nunca me esqueci de seu nome.
5. Pagar (VTDI)
Pense assim: 
Pagamos algo a alguém.Ou...
Pagamos alguém por algo.
6. Perdoar
Pense assim: 
Perdoamos alguém por algo.
Ou...
Perdoamos algo a alguém.
7. Agradecer
Pense assim:
Agradecemos algo a alguém.
Ou...
Agradecemos alguém por algo que tenha feito.
8. Informar
Pense assim: 
Informamos algo a alguém.
Ou...
Informamos alguém sobre algo.
292 Pró Floripa
1. Reescreva as frases, substi tuindo os verbos sublinhados 
pelos constantes entre parênteses, obedecendo à regência 
e à conjugação verbal.
1. Limpe a poeira de cima do móvel. (aspirar)
2. Ambicionam o � tulo. (aspirar)
3. Desejo a felicidade. (aspirar)
4. Vi o espetáculo. (assisti r)
5. Presenciei a briga. (assisti r) 
6. Ele segue as leis. (obedecer)
7. Visitem a Bahia. (Ir)
8. O gerente pôs visto no cheque. (visar) 
9. O ati rador mirou o alvo. (visar)
10. Moro em Blumenau. (assisti r)
2. Indique a(s) proposição(ões) em que as lacunas são 
corretamente preenchidas na sequência pelas preposições 
colocadas entre parênteses.
01. Pareci muito afl ita ______ a mudança inexplicável, 
porque não me encontrava apta ____ nova situação nem 
sou imune _____ choques emocionais. (com, à, a)
02. Confesso-te que estou ansiosa _____ ver-te ____ posição 
mais tranquila. (de, por)
04. Relati vamente _____ essa questão, penso ____ que ela 
não é perti nente ___ pesca artesanal. (à, de, à )
08. A causa da demora está apenas ____ aversão que 
senti mos ___ uma missão ____ qual pouco acreditamos. 
(na, por, na )
16. O ministro há de convir ____ que essa medida implicará 
_____ concurso de novos servidores habilitados ____ 
tarefa. (de, no, à)
3. Complete os espaços em branco da frase com elementos 
de uma das alternati vas dadas abaixo.
Não nos referimos ___________ estava aqui, mas sim 
__________ aluna __________ tu falaste ontem.
a) a que - à - a quem
b) aquela que - a - à quem
c) àquela que - à - sobre quem
d) à que - a - de quem
e) sobre quem - a - a respeito de quem
4. Assinale a alternati va cuja frase foi escrita respeitando-se 
a regência:
a) A aposti la que preciso é a de Literatura.
b) Perdi o ônibus e, por isso, ti ve que ir de pé até o centro.
c) Em minha redação, fi z uma referência àquilo que lemos na 
crônica de Veríssimo.
d) Tenho certeza que se sairá bem na apresentação!
e) Infelizmente o apartamento que gostamos era muito caro. 
5. Há o respeito às regras de regência verbal, exceto em:
01. Sempre aspirei a uma vida de luxo.
02. Talvez jamais nos esqueçamos disso.
04. Obedecê-la é necessário, ainda que você não goste disso.
08. “Senhor Luís do Amaral, residente à rua Pedro Michel 
(...)”.
16. Que toda causa implica uma conseqüência, não é 
novidade nem para mim nem para você.
32. Na minha infância, sempre preferia brincadeiras 
tradicionais do que brinquedos com controle remoto.
6. Indique a(s) alternati va(s) em que há o respeito às regras 
de regência verbal:
01. Talvez ele jamais tenha aspirado a uma ascensão 
profi ssional; por isso nunca pôde senti r o gosto de uma 
vitória como a minha.
02. Hoje os jovens preferem relacionamentos breves a terem 
que assumir um namoro mais sério.
04. Em um passado não muito longínquo, os pais eram a 
autoridade máxima em casa. Os fi lhos jamais ousavam 
desobedecê-los.
08. Nossa nova fi lial está situada à rua Getúlio Vargas. 
16. Talvez ele namore com Clara, mesmo não lhe amando.
32. Eu jamais me esqueceria de que a nossa formatura foi 
realizada aqui. 
Texto 1
“Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um 
terceiro corta, um quarto o afi a nas pontas para a colocação 
da cabeça do alfi nete; para fazer a cabeça do alfi nete, 
requerem-se três ou quatro operações diferentes.”
Texto 2
7. A respeito do Texto 1 e do quadrinho é/são correta(s) a(s) 
afi rmação(ões):
01. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são 
submeti dos os operários.
02. O vocábulo “montagem” possui oito letras e seis 
fonemas.
04. O termo “o” constante em “o endireita” e “o afi a”
corresponde a um pronome e resgata o sujeito 
“operário”.
08. O Texto 1 refere-se à produção informati zada; o 
quadrinho, à produção artesanal.
16. Ambos contêm a ideia de que o produto da ati vidade 
293#ORGULHODESERPRÓ
industrial não depende do conhecimento de todo o 
processo por parte do operário.
32. O numeral “quatro” apresenta, na ordem, um dígrafo e 
um encontro consonantal perfeito.
64. Segundo o exposto na charge, pode-se dizer que o 
operário “Aspira ao entendimento de algo.”.
8. Indique a(s) proposição(ões) correta(s) quanto à regência 
verbal:
01. Sabemos que tal ati tude poderá implicar em uma 
manifestação de nossos empregados.
02. Dizer que prefi ro ver jogo pela televisão do que ao vivo 
é fácil. O di� cil é convencer a mim mesmo de que estou 
certo.
04. É necessário que obedeçamos a todas as instruções que 
nos foram passadas.
08. Talvez ele tenha se esquecido que nos prometeu apoio.
16. Ao que parece, ele implicou-se em mais um acidente de 
trânsito.
32. Fiquei assisti ndo àquele documentário durante uma 
hora e meia. 
CRASE
NÃO posso usar crase 
I - diante de:
a) palavras masculinas1
b) verbos
c) arti go indefi nido
d) pronomes2
e) numerais cardinais3
II - Entre palavras repeti das
III - Com “a” no singular seguido de palavra no plural
Não posso me esquecer da crase FACULTATIVA diante de:
1 - nomes próprios femininos
2 - pronomes possessivos femininos
3 - pronomes de tratamento femininos
Também devo me lembrar dos CASOS ESPECIAIS que 
pedem crase...
I - especifi cando CASA, TERRA e DISTÂNCIA. 
II - permi� ndo a troca:
àquele(s) = a este (s)
àquela(s) = a esta (s)
àquilo = a isto
1. Há crase ou não?
a) Andei a pé.
b) Estou apto a discuti r.
c) Dirigiu-se a você com aspereza.
d) Dirigiu-se a alguém com aspereza.
e) Dirigiu-se a minha mãe.
f) Estavam cara a cara.
g) Fiz uma viagem a Roma.
h) Fiz uma viagem a Roma Anti ga.
i) Não se refere a pessoas estranhas.
j) Não se refere as pessoas estranhas.
k) Cheguei a uma hora da tarde.
l) Cheguei a uma hora qualquer.
m) Usa ternos a Clodovil.
n) Chegou a tarde, o garoto.
o) A tarde chegou logo.
p) A medida que andávamos, sen� amos um calafrio.
q) Estamos a beira do caos.
r) Voltei a casa tarde.
s) Voltei a casa de meus pais.
t) Jogou o disco a distância de 10 metros.
u) Refi ro-me aquele garoto.
v) Pegue aquele lápis ali no chão.
w) Dirigiu-se aquelas senhoras.
x) Comprou aquilo no Mercado Público.
y) Você fez as compras a vista ou a prazo?
z) A garota cheirava a óleo.
2. Que diferença de senti do existe entre as frases?
a) Saiu do salão à francesa.
 Saiu do salão a francesa.
b) Desenham à chinesa.
 Desenham a chinesa.
c) Ele cheira à ti nta.
 Ele cheira a ti nta.
3. Assinale a alternati va correta quanto à crase.
a) A atração educa quem não teve acesso à outras 
informações.
b) A atração educa quem não teve acesso à umas 
informações.
c) A atração educa quem não teve acesso às informações.
d) A atração educa quem não teve acesso à essas 
informações.
e) A atração educa quem não teve acesso à algumas 
informações.
4. Leia os enunciados:
I) “A espera do rato.”;
II) “À espera do rato.”.
Marque a alternati va que traduz o efeito de senti do dos 
dois enunciados:
a) No enunciado II temos o senti do de que o rato está 
esperando.
b) Nos enunciados I e II temos o mesmo efeito de senti do, 
já que, nesses casos, o uso do acento grave é facultati vo.
c) No enunciado I temos o senti do de que alguém está 
294 Pró Floripa
“____ seis horas da manhã, já estávamos ____ esperar 
o trem que nos levaria ____ cidadezinha, de onde 
iríamos, ____ cavalo, ____ fazenda do Sr. Juca.”
a) As - à - a - à - à
b) Às - a - à - à - a
c) As - a - à - a - à
d) Às - a - à - a - à
e) As - à - à - a - a.
11. Identi fi que a(s) proposição(ões) correta(s):
01. Não desobedeça a ninguém nem mesmo àquele que 
você não admira.
02. Não quero por isso no bolso, por isso, levem isso daqui.
04. Quero que eles dêem tudo o que têm aos que nada têm.
08. Esta caneta é semelhante à que comprei ontem.
16. Foram a Brasília falar com os ministros.
32. Essa peça teatral destina-se a pessoas que têm o senti do 
do humor.
12 Leia o texto seguinte:
“Antes de começar a aula — matéria e exercícios no 
quadro, como muita gente entende —, o
mestre sempre declamava um poema e fazia vibrar sua 
alma de tanta empolgação e os alunos
fi cavam admirados. Com a suti leza de um sábio foi nos 
ensinando a linguagem poéti ca mesclada
ao ritmo, à melodia e a própria sensibilidade ar� s� ca. Um 
verdadeiro deleite para o espírito, uma
sensação de paz, harmonia.”
OSÓRIO, T. Meu querido professor. Jornal Vale Paraibano, 15/10/1999.
a) Qual a interpretação que pode ser dada à ausência da 
crase no trecho “a própria sensibilidade ar� sti ca”?
b) Qual seria a interpretação caso houvesse a crase?
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
PRONOMES E COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Entre eu e tu ou entre mim e ti ?
Para eu fazer ou para mim fazer?
Para ti decidir ou para tu decidires?
 Compare:
 Para mim, passar no vesti ba é moleza!
 Para eu passar no vesti bular, será moleza!
ME - TE - SE - O - A - LHE - 
NOS - VOS - OS - AS - LHES
Colocação Pronominal
a) Próclise: posicionar o pronome antes do verbo.
Ex.: Não te conheço muito bem.
b) Mesóclise: o pronome “se intromete” no verbo...
esperando pelo rato.
d) Na alternati va II temos o senti do de que alguém esteja 
esperando pelo rato.
e) Na alternati va I temos o senti do de que o rato está sendo 
esperado por alguém.
5. Marque a(s) afi rmati va(s) correta(s) quanto ao emprego 
da crase e dê o valor total.
01. A ati vidade que ora realizas é semelhante à que realizei 
em 1989.
02. Infelizmente, os preços conti nuam a subir.
04. À tardinha, todos vão apreciar o pôr-do-sol na Ilha da 
Magia.
08. Às vezes, não podemos ser honestos porque não deixam.
16. O pintor à cuja tela te referes fez uma exposição na 
galeria de artes da UFSC.
32. O sujeito recorreu à reparti ção e a ela se apegou como 
à uma tábua de salvação.
6. Assinale a alternati va correta quanto ao emprego da 
crase.
a) Obedeça à sinalização, é o que pedem as placas nas 
rodovias.
b) Telefonei à ela, depois à você e a todos os nossos amigos.
c) Vesti -me as pressas e saí à procura de meus amigos.
d) Tenho um carro à álcool e outro à gasolina.
e) Não me refi ro à nenhuma dessas alternati vas.
7. Assinale a alternati va correta quanto ao uso da crase.
a) Ela conhece à lei.
b) Tu costumas andar à pé?
c) Dirigiu-se à ela sem pensar.
d) O advogado se mostrou disposto à rever o processo.
e) Foram à Itália.
8. Marque a alternati va cujo uso da crase esteja adequado.
a) À cadeira quebrou de novo! Isso acontece às vezes.
b) Nem acredito que a noite vou encontrar à minha esposa.
c) As vezes eu ganho à batalha, as vezes, perco.
d) Estava à pensar: será que visto a amarela ou à rosa?
e) Todas as vezes que o levo à escola me sinto orgulhoso.
9. Em todas as frases deve ser uti lizado o acento indicati vo 
de crase exceto em:
a) É preciso resisti r a violência.
b) Nem sempre se sobrevive a violência.
c) A dor do agredido sucede a violência.
d) É necessário desaprovar a violência.
e) n.d.a.
10. Assinale a alternati va que preencha, pela ordem, as 
lacunas corretamente.
295#ORGULHODESERPRÓ
Ex.: Algum dia, conhecer-te-ei por completo.
c) Ênclise: o pronome fi ca após o verbo (Sempre com hífen!).
Ex.: Conheço-te muito bem, meu amigo!
Regrinhas Básicas
- Jamais devemos iniciar uma oração com esse ti po de 
pronome.
- A mesóclise só deve ocorrer em início de orações ou 
após vírgulas e com verbos no Futuro do Presente ou do 
Pretérito.
- A próclise é obrigatória com: 
. vocábulos indicati vos de negação (não, nunca, jamais, 
nem, tampouco);
. a palavra “que” (independentemente de sua classe 
gramati cal); 
. pronomes indefi nidos (tudo, nada, ninguém, alguém...); 
. conjunções subordinati vas (se, caso, embora...); 
. pronomes relati vos (que, que, qual, cujo...); 
. em + gerúndio (Ex.: Em se tratando de...); 
. orações interrogati vas, exclamati vas ou optati vas.
- Então, nos demais casos... Dá-lhe Ênclise!!!
Mas fi que atento ao pronome que irá empregar, principalmente 
se esti ver trabalhando com a terceira pessoa!
RECORDE
VI (=Verbo Intransiti vo) 
→ não pede objeto
VTD (= Verbo Transiti vo Direto) 
→ pede OD
VTI ( Verbo Transiti vo Indireto) 
→ pede OI
VTDI (=Verbo Transiti vo Direto e Indireto) 
→ pede OD e OI simultaneamente
Pronomes também podem servir como complementos aos 
verbos:
1. O uso do pronome átono no início das frases é destacado 
por um poeta e por um gramáti co nos textos abaixo.
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
(ANDRADE, Oswald de. Seleção de textos. São Paulo: Nova Cultural, 1988.)
“Iniciar a frase com pronome átono só é lícito na conversação 
familiar, despreocupada, ou na língua escrita quando se 
deseja reproduzir a fala dos personagens (...)”.
(CEGALLA. Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 
São Paulo: Nacional, 1980.)
Comparando a explicação dada pelos autores sobre essa 
regra, pode-se afi rmar que ambos:
a) Condenam essa regra gramati cal.
b) Acreditam que apenas os esclarecidos sabem essa regra.
c) Criti cam a presença de regras na gramáti ca.
d) Relati vizam essa regra gramati cal.
e) Afi rmam que não há regras para uso de pronomes.
2. Sobre a colocação pronominal estão corretas as seguintes 
proposições:
I. Diante de pronomes relati vos, que, quem, qual, onde 
etc., o uso da próclise é facultati vo.
II. Diante das conjunções subordinati vas que, como, 
embora etc., o uso da próclise é obrigatório.
III. Quando o verbo não inicia a oração e quando o verbo 
esti ver no infi niti vo não fl exionado precedido de palavra 
negati va ou de preposição, pode-se usar, indiferentemente, 
próclise ou ênclise.
IV. A eufonia, isto é, a agradabilidade sonora da frase, não 
exerce infl uência sobre os fatores que regem a colocação 
pronominal.
V. A mesóclise só é obrigatória quando se combinam dois 
fatores: verbo no futuro iniciando a oração e ausência de 
palavra atrati va exigindo próclise.
a) II, III e V.
b) I e IV.
c) II, IV e V.
d) III e IV.
e) Todas estão corretas.
VERÍSSIMO, L.F. As cobras em: Se Deus existe que eu seja ati ngido por 
um raio. Porto Alegre: L&PM, 1997.
3. O humor da ti ra decorre da reação de uma das cobras 
com relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez de 
pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão da 
língua, esse uso é inadequado, pois
a) contraria o uso previsto para o registro oral da língua.
b) contraria a marcação das funções sintáti cas de sujeito 
e objeto.
c) gera inadequação na concordância com o verbo.
d) gera a ambiguidade na leitura do texto.
e) apresenta dupla marcação de sujeito.
O ÚLTIMO POEMA
Assim eu quereria o meu últi mo poema 
296 Pró Floripa
Que fosse terno dizendo as coisas 
mais simples e menos intencionais 
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas 
Que ti vesse a beleza das fl ores quase sem perfume 
A pureza da chama em que se 
consomem os diamantes mais límpidos 
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação 
Manuel Bandeira
4. Em relação ao texto de Manuel Bandeira, assinale as 
proposições corretas.
01- As palavras MAIS e MENOS são advérbios, já que 
intensifi cam adjeti vos.
02- Em “A paixão dos suicidas que se matam sem 
explicação.” A palavra destacada poderia ser substi tuída 
por O QUAL, já que é um pronome relati vo.
04- O poema é escrito em primeira pessoa, isso se justi fi ca 
pelo uso dos pronomes EU e MEU.
08- Em “...que se consomem...” a próclise é facultati va.
16- No poema predomina o senti do denotati vo.
5. Observando os três primeiros quadrinhos, pode-se 
perceber que, no diálogo entre Calvin e sua mãe, uma das 
formas verbais não condiz com as demais. Trata-se de:
a) Ides. 
b) Pretendes.
c) Tenhais. 
d) Segui.
e) Julgais.
6. Indique o que seja correto afi rmar acerca da ti ra acima:
01. O pronome empregado logo na aberturada segunda 
fala da Calvin apresenta um erro de acentuação, já que, 
sendo átono, não deveria receber acento gráfi co.
02. O termo “onde” (últi mo quadrinho) pode ser substi tuído 
por “o qual”, mantendo-se o senti do da sentença.
04. O pronome destacado em “Vós me julgais mal” exerce 
função de objeto direto.
08. Reescrevendo o período “Segui vosso caminho!”, 
de modo a introduzir nele um pronome átono, teríamos 
“Segui-vos!”. 
16. Em “Vós me julgais mal”, o últi mo vocábulo empregado 
é indicati vo de modo.
7. Nos quadrinhos, acontece um erro quanto à norma 
culta da Língua. Identi fi que-o:
a) Falta vírgula depois do vocati vo.
b) A personagem mistura, na sua fala, a 2ª pessoa do 
singular com a 3ª pessoa do singular.
c) Há erro de grafi a ao reproduzir as falas coloquiais das 
personagens. Exemplos: Tô, pra.
d) É obrigatório o uso de ênclise no últi mo quadrinho.
e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos 
trechos.
Texto 1
O homem disse que ti nha de ir embora – antes queria 
me ensinar uma coisa muito importante:
- Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz 
para o resto da vida.
- Quero – respondi.
O segredo se resumia em três palavras, que ele 
pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e 
olhos nos meus olhos:
- Pense nos outros.
Na hora, achei esse segredo meio sem graça. Só bem 
mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na 
vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando 
me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino. 
SABINO, Fernando. O menino no espelho.
8. Em relação ao Texto 1, é correto afirmar que:
01. o pronome enclítico empregado no trecho “quando 
me lembrei de segui-lo”, exerce função de objeto 
direto e resgata o substantivo “conselho”.
02. o trecho “quando me lembrei de segui-lo”, pode ser 
substituído por “quando lembrei de segui-lo”, sem 
desrespeitar a norma culta.
04. a palavra “que”, nas três ocorrências sublinhadas 
no texto, está funcionando como pronome relativo, 
pois, ao mesmo tempo em que liga orações, também 
aponta para um antecedente.
08. em “como um menino” temos o conectivo “como” 
dando ideia de conformidade.
16. a ênclise constante em “fazendo-me feliz como 
um menino” é facultativa, uma vez que alterar a 
colocação pronominal para qualquer outra posição, 
também estaria de acordo com a norma culta.
297#ORGULHODESERPRÓ
32. Em “Na hora, achei esse segredo meio sem graça.”,
temos “meio” como um vocábulo invariável, por se 
tratar de um advérbio.
9. (ENEM) A conversa entre Mafalda e seus amigos:
a) revela a real dificuldade de entendimento entre 
posições que pareciam convergir.
b) desvaloriza a diversidade social e cultural e a 
capacidade de entendimento e respeito entre as 
pessoas.
c) expressa o predomínio de uma forma de pensar e 
a possibilidade de entendimento entre posições 
divergentes.
d) ilustra a possibilidade de entendimento e de respeito 
entre as pessoas a partir do debate político de ideias.
e) mostra a preponderância do ponto de vista masculino 
nas discussões políticas para superar divergências.
10. (UDESC) Assinale a alternativa em que o pronome 
oblíquo lhe está no lugar do pronome oblíquo o ou a, em 
desacordo com as orientações da norma culta.
a) Pediu a Rita que lhe explicasse tudo.
b) Então ela declarou-lhe que não voltaria mais.
c) O cocheiro propôs-lhe voltar a primeira travessa, e ir 
por outro caminho.
d) Ele, para lhe ser agradável, estava sempre 
discretamente afastado.
e) Vejamos o que lhe trouxe aqui.
11. Identifique a(s) alternativa(s) onde o trecho 
transcrito a seguir foi reescrito, mantendo-se o sentido 
original:
“Era a primeira vez que me encantavam assim 
aquelas gradações de verde, o verde-negro, de faiança, 
luzente da hera, o verde flutuante mais claro dos 
bambus.”
01. Era a primeira vez que aquelas gradações de verde 
me deixavam assim encantado, o verde-negro, de 
faiança, luzente da hera, o verde flutuante mais claro 
dos bambus.
02. Pela derradeira vez, senti-me encantado por aquelas 
gradações de verde, o verde-negro, de faiança, 
luzente da hera, o verde flutuante mais claro dos 
bambus.”
04. Aquelas gradações de verde, pela primeira vez, me 
encantariam assim. Seria o verde-negro, o verde 
da faiança, luzente da hera, assim como o verde 
flutuante mais claro dos bambus.
08. Assim, aquelas gradações de verde – o verde-negro, 
de faiança, luzente da hera, o verde flutuante mais 
claro dos bambus – me encantavam pela primeira 
vez.
16. Aquelas gradações de verde me encantavam deste 
modo pela primeira vez; o verde-negro, de faiança, 
luzente da hera, o verde flutuante mais claro dos 
bambus.
32. Era a primeira vez que aquelas gradações de verde 
me encantavam desta maneira, o verde-negro, de 
faiança,luzente da hera, o flutuante mais claro dos 
bambus.
64. E, assim, aquelas gradações de verde – o negro, de 
faiança, luzente da era, o flutuante mais claro dos 
bambus – poderiam encantar-me.
 ANÁLISE SINTÁTICA DO
 PERÍODO COMPOSTO - Parte I
ORAÇÕES COORDENADAS
As orações coordenadas sindéticas podem ser de cinco 
tipos:
a. Adi� va (adição): e, nem, mas também, mas ainda, 
bem como, como também. 
b. Adversa� va (oposição): mas, porém, todavia, no 
entanto, entretanto, contudo. 
c. Alterna� va (alternância): ou... ou, ora... ora, 
quer... quer, seja... seja. 
d. Conclusiva (conclusão): por isso, logo, portanto, 
pois (Nunca no início da oração!), então, assim
e. Explica� va (explicação): pois (Sempre no início da 
oração!), porque, que, porquanto
1. Assinale a única alternativa que possui uma oração 
coordenada assindética:
a) Defenda a vida, denuncie a violência contra a mulher.
b) Ele trabalha em casa e possui um escritório de 
advocacia.
c) A tecnologia é um bem, mas é instrumento de muitos 
crimes.
d) Quer chova, quer não, iremos à igreja.
e) Cuidado com seus pensamentos, pois eles se realizam.
2. O trecho destacado em “Wolton justifica-se dizendo 
que a internet é incrível para a comunicação entre 
pessoas e grupos que tenham os mesmos interesses, mas 
está longe de ser uma ferramenta de comunicação 
de coesão entre pessoas e grupos diferentes.” é uma 
oração:
a) coordenada sindética aditiva.
b) coordenada sindética adversativa.
c) coordenada sindética conclusiva.
d) coordenada assindética.
298 Pró Floripa
e) coordenada sindética explicativa.
3. “A nova bomba anunciava o rápido desfecho da guerra 
em curso contra o Japão. Mas também prenunciava uma 
nova era, cheia de inquietações.”
A expressão destacada exprime:
a) adição 
b) alternância 
c) contraste 
d) conclusão 
e) explicação
4. Leia atentamente as frases:
I - Mário estudou muito e foi reprovado! (= mas)
II - Mário estudou muito e foi aprovado! (= por isso)
Em I e II, a conjunção e tem, respectivamente, valor:
a) aditivo e conclusivo 
b) adversativo e aditivo 
c) aditivo e aditivo 
d) adversativo e conclusivo 
e) concessivo e causal
5. “Desde os cinco anos, merecera eu a alcunha de 
menino-diabo; e verdadeiramente não era outra coisa; 
fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, 
traquinas e voluntarioso.” 
(Machado de Assis)
No trecho acima há:
a) duas orações, dois períodos 
b) três orações, um período 
c) três orações, três períodos 
d) quatro orações, um período 
e) três períodos, três orações
6. A relação semântica implícita entre as orações 
coordenadas “Os pais já podem escolher o tipo de filho 
que querem, o filho continua não podendo escolher os 
pais que o terão é de:
a) adição. 
b) condição.
c) causa. 
d) oposição.
e) alternância.
7. “Muitos resultados são imprevisíveis, mas os dados já 
obtidos, diz a pesquisadora, ‘sem dúvida permitirão um 
desenvolvimento extraordinário, tanto na medicina e na 
biotecnologia quanto na bioinformática’.”
Os conectivos grifados podem ser substituídos, sem 
alteração do significado, respectivamente, por:
a) porém – não só – mas também;
b) entretanto – ora – ora;
c) portanto – não só – mas também;
d) porque – seja – seja;
e) contudo – ora – ora.
1
5
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1520
25
30
“A importância do conto popular em nossa 
cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o 
que se deve entender por popular, quando se trata 
de estudar gêneros literários.
Geralmente se entende por popular um ti po 
de criação rústi ca, caracterizada pela simplicidade e 
pobreza expressiva. Talvez você mesmo pense assim. 
Mas, veja bem, se assim fosse, como se justi fi caria 
a infl uência que a tradição popular exerceu e 
conti nua exercendo sobre a literatura e as outras 
manifestações ar� sti cas e culturais, inclusive aquelas 
de caráter eminentemente técnico?
Se este legado existe, é porque a cultura popular 
é algo muito mais rico do que podemos imaginar. 
Popular é, portanto, uma manifestação cultural de 
caráter universal, nascida de modo espontâneo e 
totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela 
cultura ofi cial. Também não pode ser entendido como 
sinônimo de regional, pois isto eliminaria a tendência 
universalizante das manifestações populares. Quer 
dizer, as criações populares não conhecem normas 
nem limites. Elas estão acima de qualquer ti po de 
aprovação social.
O conto popular, embora tenha um caráter 
universal, seja uma criação coleti va e tenha vivido 
muito tempo graças à transmissão oral, apresenta 
um modo narrati vo que o singulariza diante de outros 
ti pos de narrati vas. Com isso, é possível dizer que o 
conto popular é um gênero narrati vo que desenvolve 
traços que se repetem em histórias criadas nos 
mais variados locais e épocas. Suas característi cas 
composicionais não conhecem fronteiras de tempo 
nem de lugar.”
MACHADO, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 
1994. p. 28.
8. Conectores são elementos de ligação que estabelecem 
diferentes relações de sentido entre os segmentos de 
um texto. Tendo em vista a definição acima, marque 
a(s) alternativa(s) em que a relação estabelecida pelo(s) 
elemento(s) em negrito está corretamente indicada.
01. “… é tão forte que precisamos ter muito claro…” 
Relação de modo: expressa, numa das orações, o 
modo como se realiza o evento contido na outra.
02. “… quando se trata de estudar gêneros literários.” 
Ligação temporal: relaciona fatos ou eventos 
simultâneos.
04. “Mas, veja bem, se assim fosse…” Relação de 
oposição: introduz uma argumentação contrária ao 
que foi dito anteriormente.
08. “… a cultura popular é algo muito mais rico do 
que podemos imaginar.” Relação comparativa: 
estabelece a superioridade de um elemento sobre 
outro(s).
16. “Popular é, portanto, uma manifestação cultural…” 
Ligação conclusiva: introduz uma conclusão 
relativamente aos enunciados anteriores.
32. “… pois isto eliminaria a tendência universalizante…” 
Ligação explicativa: apresenta uma justificativa ou 
explicação do que foi dito antes.
299#ORGULHODESERPRÓ
64. “Quer dizer, as criações populares…” Relação de 
exemplificação: acrescenta um possível exemplo a 
uma declaração anterior, de ordem mais geral.
9. Considere este período composto, extraído do 
livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e indique a(s) 
afirmação(ões) incorreta(s):
“Então a velha apeou do tapir e montou num cavalo 
gazeo — sarará que nunca prestou nem prestará e 
seguiu.”
01. O período é formado por cinco orações, dentre as 
quais, apenas duas são coordenadas sindéticas aditivas: 
a 2ª e a 5ª, introduzidas pelo conectivo “e”.
02. A oração “que nunca prestou” inicia-se com um 
pronome relativo e refere-se ao substantivo cavalo, 
sendo ela classificada como subordinada adjetiva 
explicativa.
04. A segunda oração é coordenada sindética aditiva 
em relação à primeira e principal quanto à 3ª.
08. A última oração coordena-se aditivamente com a 2ª: 
“montou num cavalo gazeo — sarará (…) e seguiu”.
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20
“Qualquer inovação tecnológica traz certo 
desconforto àqueles que, apesar de conviverem 
com ela, ainda não a entendem. As tecnologias não 
são apenas produtos de mercado, mas produtos 
de práti cas sociais. Seus padrões são arquitetados 
simbolicamente como conteúdos sociais, para depois 
haver uma adaptação mercadológica.
As tecnologias da comunicação e informação 
não podem ser reduzidas a máquinas; resultam 
de processos sociais e negociações que se tornam 
concretas. Elas fazem parte da vida das pessoas; não 
invadem a vida das pessoas. A organização de seus 
gêneros, formatos e recursos procura reproduzir as 
dimensões da vida no mundo moderno, o tempo, o 
espaço, o movimento: o mundo plural hoje vivido.
Novos modos de senti r, pensar, viver e ser, 
construídos historicamente, se mostram nos 
processos comunicati vos derivados das necessidades 
sociais.
Cabe à escola o esclarecimento das relações 
existentes, a indagação de suas fontes, a consciência 
de sua existência, o reconhecimento de suas 
possibilidades, a democrati zação de seus usos.”
Trecho abaixo foi reti rado dos Parâmetros Curriculares Nacionais 
— Ensino Médio (Brasília,
DF: Ministério da Educação, 1999, p. 133-4)
10. Identi fi que o(s) item(ns) cuja proposição está correta.
01. O primeiro período do segundo parágrafo é composto 
por coordenação e subordinação.
02. No últi mo período/parágrafo do texto, o sujeito composto 
o esclarecimento das relações existentes, a indagação 
de suas fontes, a consciência de sua existência, o 
reconhecimento de suas possibilidades, a democrati zação 
de seus usos vem posposto ao verbo (caber), o que justi fi ca 
a concordância no singular.
04. A presença do pronome indefi nido certo junto a 
desconforto tem por função relati vizar ou atenuar o 
senti do atribuído a esse substanti vo no texto.
08. O uso da crase é facultati vo diante de pronomes 
demonstrati vos. Portanto, a forma àqueles poderia ser 
substi tuída, sem problemas, por aqueles.
16. Em As tecnologias não são apenas produtos de 
mercado, mas produtos de práti cas sociais, mas indica 
uma oposição de ideias.
32. Os pronomes que (l. 10) e elas (l. 11) remetem 
anaforicamente a negociações.
“TRANSAMARGURA
(...) Idealizada como um dos maiores símbolos da 
integração nacional, a Transamazônica começou a ser 
aberta há trinta anos, na condição de carro-chefe do 
projeto ‘Brasil Grande’, do regime militar. (...). Em sintonia 
com o discurso ufanista da época, o governo prometi a 
solenemente entregar ‘terra sem homens para homens 
sem terra’. Mais de um milhão de brasileiros acabaram 
seduzidos pelas promessas redentoras daquela obra 
grandiosa, mas a estrada jamais foi construída.”
Istoé, 11/10/2000.
11. A expressão “... mas a estrada jamais foi construída”:
a) estabelece uma relação de adição à ideia que a antecede 
no período.
b) estabelece uma relação de oposição à ideia que a 
antecede no período.
c) estabelece uma relação de conclusão à ideia que a 
antecede no período.
d) não estabelece relação alguma, pois independe da 
ideia que a antecede no período.
e) estabelece uma relação de explicação à ideia que a 
antecede no período.
12. Analise os dois fragmentos abaixo.
“nossos bisnetos vão passear ou, um dia, viver em 
Marte.”
“quando teremos robôs escravos, máquinas de orgasmos 
ou naves para viajar no tempo”
O vocábulo ou expressa, respectivamente, ideia de:
a) adição e exclusão. 
b) alternância e exclusão.
c) exclusão e adição. 
d) adição e alternância.
e) alternância e adição.
13. Considerando aspectos sintáticos dos períodos 
“Todo dia algum biruta apresentava uma nova máquina, 
anunciava um plano mirabolante e desafiava a gravidade 
e a prudência” e “A tecnologia da aerodinâmica, da 
engenharia de estruturas, do desenho de motores e da 
química de combustíveis havia chegado a um estágio de 
evolução inédito”, aponte as alternativas corretas. 
300 Pró Floripa
01. Ambos os períodos são compostos.
02. O primeiro período se compõe de três orações 
coordenadas.
04. Os verbos empregados nas orações do primeiro 
período têm em comum o fato de serem transitivos 
indiretos.
08. Na única oração que constitui o segundo período, o 
termo “tecnologia” funciona como núcleo do sujeito 
simples.
16. No primeiro período, a conjunção“e”, empregada 
duas vezes, está separando orações de igual valor e 
também termos de valor idêntico na mesma oração.
14. Observe os períodos a seguir:
“Lá penso em me eleger deputado. Já entrei em contato 
com membros do Partido Verde que me apoiarão.”
Assinale a alternativa que apresenta a expressão que 
poderia ser usada para relacionar as duas orações, 
mantendo as relações de sentido.
a) Por isso. 
c) Mas.
b) Porque. 
d) Como.
e) Nem.
15. No trecho “Aqui, em Brasília, só misérias (…). 
Mas não é só em Brasília.”, a palavra mas está sendo 
empregada para indicar:
a) uma conclusão sobre argumento já apresentado.
b) uma conclusão contrária àquela já sugerida.
c) uma justificativa sobre argumento já apresentado.
d) um argumento a favor de uma mesma conclusão.
e) uma justificativa coerente.
 ANÁLISE SINTÁTICA DO 
 PERÍODO COMPOSTO - Parte II
ORAÇÕES SUBORDINADAS (Substantivas e Adjetivas)
A oração que apresenta essas duas características chama-
se oração subordinada; a que se refere à subordinada 
chama-se oração principal.
De acordo com o valor que possuem, as orações 
subordinadas são classificadas como:
- Substantivas 
- Adjetivas 
- Adverbiais
I - SUBSTANTIVAS
São orações que exercem funções de substantivo.
Podem exercer as seguintes funções sintáticas:
a. Sujeito 
b. Predicativo do sujeito 
c. Objeto direto 
d. Objeto Indireto 
e. Complemento nominal 
f. Aposto
As O.S.S. podem ser substituídas pelos pronomes ISTO, 
ESTE, ESTA. Se for possível substituir toda a oração por 
um desses três pronomes, então ela é substantiva.
João disse que prefere sua vovozinha.
 (João disse ISTO.)
 Oração Subordinada Substantiva
Ao substituir a oração substantiva por ISTO, ESTE, ESTA, 
a função do pronome será a mesma da oração.
João disse ISTO.
Objeto Direto
João disse que prefere sua vovozinha.
 O. S. Substantiva Objetiva Direta
A O.S.S é introduzida pela chamada conjunção integrante. 
As mais importantes são “que” e “se”.
Tipos de Oração Substantiva
a. Subjetiva 
Na O.P. falta o sujeito.
Não é introduzida por preposição.
O verbo da O.P. está sempre em 3ª p. do singular.
Ex.: É improvável que a prova seja adiada.
b. Objetiva Direta 
Na O.P. falta o O.D.
O verbo da O.P. é T.D.
Não é introduzida por preposição.
Ex.: Não percebeu que a isolavam do grupo.
c. Objetiva Indireta 
Na O.P. falta o O.I.
O verbo da O.P. é T.I.
É introduzida por preposição.
Ex.: Impediu-os de que fizessem aquela maldade.
d. Predicativa 
Na O.P. falta o Predicativo do Sujeito.
O verbo da O.P. é sempre um verbo de ligação.
Não é introduzida por preposição.
Ex.: Meu desejo é que eu ganhe um pirulito.
e. Completiva Nominal 
Refere-se a um substantivo ou adjetivo da O.P.
É iniciada por preposição.
Ex.: Sou favorável a que jovens de 16 anos votem.
f. Apositiva 
Exerce a função de aposto de um substantivo.
Não é introduzida por preposição.
É a única substantiva que apresenta pontuação (os dois 
301#ORGULHODESERPRÓ
pontos).
Ex.:Desejo uma coisa: que você seja muito feliz.
II – ADJETIVAS
São orações que exercem funções de adjetivo.
São introduzidas por pronomes relativos (que, 
o qual, onde, no qual, quem, cujo, etc.)
O melhor modo de perceber a oração adjetiva é notar 
a presença do pronome relativo. O mais comum é o 
“que”. Sempre que for possível substituí-lo por “o qual, 
a qual, os quais, as quais”, ele funciona como pronome 
relativo, e a oração que ele introduz se classifica como 
subordinada adjetiva.
Tipos de Oração Subordinada Adjetiva
Restritiva
Possui função de limitar, restringir o sentido do 
substantivo que vem antes da oração adjetiva.
 Ex.: Eu já li o livro que você trouxe.
Os homens que têm seu preço são fáceis de corromper.
Explicativa
Funciona como se fosse um aposto.
Possui função de explicar o sentido do substantivo que 
vem antes da oração adjetiva.
É marcada por vírgulas.
Ex.: Os homens, que têm seu preço, são fáceis de 
corromper.
Nossos pais, dos quais gostamos muito, já são idosos.
1. “O governo federal não pode tratar igualmente os 
desiguais, tem de investir mais nas regiões que venha 
possibilitar um crescimento maior e a unificação desses 
dois Brasis.” (Correio da Paraíba, 24/05/05) 
Listamos abaixo (de I a IV) explicações sobre o termo 
QUE, sob os aspectos morfológico e sintático. Assinale a 
alternativa (de a a e) que corresponde à(às) justificativa(s) 
possível(is) quanto à escolha do autor no trecho citado:
 I. QUE é uma conjunção consecutiva e estabelece uma 
relação de resultado ou consequência entre investimento 
nas regiões e crescimento dos dois Brasis.
 II. QUE é uma conjunção final (com elipse da preposição 
“para”) e estabelece uma relação de finalidade entre 
investimento nas regiões e crescimento dos dois Brasis. 
III. QUE é um pronome relativo e expressa noção de 
ênfase à possibilidade de crescimento e unificação dos 
dois Brasis.
 IV. QUE é um pronome relativo e tem como referente o 
termo “regiões”. 
a) Apenas a explicação IV está correta. 
b) As explicações III e IV estão corretas. 
c) Apenas a explicação I está correta. 
d) Apenas a explicação II está correta. 
e) As explicações I e II estão corretas
2. Assinale o período composto por três orações 
somente. 
a) Os homens se esquecem de que a verdadeira amizade 
é fundamental. 
b) Nunca fiz questão de que você viesse no horário. 
c) Vou ao cinema agora, ele ao teatro, mas nos 
encontraremos à noite. 
d) Tua chegada causa espanto e admiração, faz com que 
eu sonhe e delire. 
e) Nunca mais ouviram falar daquele caso. O pouco que 
soubemos veio pelos jornais.
3. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) quanto à 
classificação posta entre parênteses.
01. É possível que comunicassem sobre política. (O. 
Sub. Subjetiva)
02. Argumentei que não seria justo. (O. Sub. Objetiva 
Indireta)
04. A notícia que a imprensa divulgou foi fantástica. (O. 
Sub. Adjetiva Restritiva)
08. À medida que as nuvens escureciam, a noite parecia 
chegar. (O. Sub. Adverbial temporal)
16. A passarela foi feita para que os pedestres tivessem 
segurança. (O. Sub. Adverbial final)
32. Os homens, que têm seu preço, são facilmente 
corrompidos. (O. Sub. Adjetiva Explicativa)
4. (UFSC) Assinale, dentre as proposições a seguir, aquela(s) 
que apresenta(m) correspondência entre o(s) termo(s) 
sublinhado(s) e aquele que está entre parênteses.
01. A nova Lei de Trânsito impõe aos motoristas novas 
regras. (objeto indireto)
02. O processo foi-lhe favorável. (complemento 
nominal)
04. A prova terminou muito cedo. (adjunto adverbial de 
intensidade)
08. Dorme, cidade maldita, teu sono de escravidão. 
(aposto)
16. Loja com nome estrangeiro paga mais imposto. 
(objeto direto)
32. Estou certo de que ela passará nos exames (oração 
subordinada substantiva completiva nominal)
5. Observe o trecho “(…) mas não vejo a fé. E por que 
não aparece a fé nesta casa?”
Os sujeitos dos verbos grifados são respectivamente:
a) sujeito inexistente e sujeito oculto.
b) sujeito composto e sujeito simples.
c) sujeito simples e sujeito composto.
d) sujeito simples e sujeito oculto.
e) sujeito oculto e sujeito simples.
302 Pró Floripa
 ANÁLISE SINTÁTICA DO
 PERÍODO COMPOSTO - Parte III
ORAÇÕES SUBORDINADAS (Adverbiais)
A melhor maneira de classificar as orações adverbiais é 
pensar no significado da oração dentro do contexto da 
frase. Não se habitue, portanto, a decorar conjunções.
a. Causal: dá ideia de causa, motivo. 
Porque, visto que, já que, uma vez que, como 
(equivalendo a porque)
b. Comparativa: dá ideia de comparação. 
Como, que (precedido de mais ou de menos)
c. Consecutiva: dá ideia de consequência. 
Que (precedido de um termo intensivo: tão, tal, tanto)
d. Concessiva: dá ideia de concessão, que é o ato 
de conceder, de permitir, de admitir uma ideia contrária. 
Embora, se bem que, ainda que, por mais que, por 
menos que, conquanto
e. Condicional: dá ideia de condição. 
Se, caso, contanto, que, desde que
f. Conformativa: dá ideia de conformidade, isto 
é, de acordo, de adequação, de não-contradição.Como, conforme, consoante, segundo
g. Final: dá ideia de finalidade, entendida como o 
objetivo, a destinação de um fato. 
A fim de que, para que, que
h. Proporcional: dá ideia de proporção, entendida 
como a relação existente entre duas coisas, de modo que 
qualquer alteração em uma delas implique alteração na 
outra. 
Que, à medida que, à proporção que, quanto mais, 
quanto menos
i. Temporal: dá ideia de tempo. 
Quando, enquanto, logo que, desde que, assim que
1. Classifique as orações subordinadas adverbiais.
a) Minha mão tremia tanto que mal conseguia escrever. 
b) Joel acompanhou a irmã, embora estivesse cansado. 
c) À medida que subimos, o ar se rarefaz. 
d) Fiz-lhe sinal para que não insistisse. 
e) Os detentos fugiram da penitenciária porque eram 
maltratados. 
f) Envelheçamos como as árvores fortes envelhecem! 
g) Por que não foi lá ontem como me tinha dito? 
h) Ia escurecendo quando chegou em casa. 
i) Se Deus não guarda a cidade, em vão a sentinela vigia.
2. Assinale a opção em que a oração sublinhada é uma 
oração adverbial com valor de consequência.
a) A psiquiatria tem repensado a noção de cura, sem 
que obtenha resultados mais eficazes.
b) A psiquiatria tem repensado a noção de cura, para 
obter resultados mais eficazes.
c) A psiquiatria tem repensado a noção de cura, 
obtendo, assim, resultados mais eficazes.
d) Como a psiquiatria tem repensado a noção de cura, 
tem obtido melhores resultados.
e) Sempre que a psiquiatria repensa a noção de cura, 
obtém resultados mais eficazes.
3. A árvore caiu, embora estando bem presa ao chão.
 Vou agradecer-lhe a ajuda, logo que possa sair.
 Não demonstrava, mas amava o filho.
 Buscava um lugar silencioso para que pudesse pensar.
- As palavras e expressões sublinhadas podem ser 
substituídas, sem alteração de estrutura e sentido da 
frase, respectivamente, por:
a) mesmo – assim que – haja vista – a fim de que
b) apesar que – assim que – ou – onde
c) apesar de que – quando – logo – afim de que
d) mesmo que – ao – portanto – em que
e) mesmo – assim que – entretanto – a fim de que
4. “Ao se enviar uma carta através de alguém, imagina-
se a pobre pessoa, com uma carta atravessada no 
corpo.” Assinale a alternativa que melhor corresponde 
ao trecho destacado acima.
a) Logo que se envia uma carta através de alguém…
b) Quando se envia uma carta através de alguém…
c) À medida que se envia uma carta através de alguém…
d) Como se envia uma carta através de alguém…
e) Enquanto se envia uma carta através de alguém...
5. Assinale as proposições corretas:
01- Em “Resolvi optar pela forma de plural, pois vejo 
tanta gente agora com, pelo menos, dois.” A conjunção 
destacada poderia ser substituída tanto por porque ou 
que mantendo a mesma relação de sentido.
02- Em “Não pude foi evitar escutar o que minha 
companheira de sala de espera... berrava.” Não há 
pronome relativo.
04- Em “Para não dizer, no entanto, que não contei 
nada, também é discrição demais, só um pequeno 
303#ORGULHODESERPRÓ
detalhe, sem maior surpresa: ela estava a ponto de 
estrangular o marido.’ A expressão destacada apresenta 
ideia de oposição.
08- Na frase “propiciando já a formação do que poderá 
vir a ser chamado de auditeurismo, que ficará, assim, 
ao lado do antigo voyeurismo.” A expressão destacada 
poderia ser substituída por daquilo que já que temos um 
pronome demonstrativo e um relativo respectivamente.
16- Em “ Entrei em um consultório médico, uma senhora 
aguardava sua vez na sala de espera.” Há orações 
coordenadas assindéticas.
6. “Fomos e seremos assim, em nossa essência, embora
as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas.”
Assinale a opção em que, ao reescrever-se o fragmento 
acima, substituiu-se o conectivo sublinhado por outro 
de valor condicional, fazendo-se alterações aceitáveis.
a) Fomos e seremos assim em nossa essência, porque as 
circunstâncias mudaram e nós mudamos com elas.
b) Fomos e seremos assim em nossa essência, enquanto 
as circunstâncias mudarem e nós mudarmos com 
elas.
c) Éramos e somos assim em nossa essência, à medida 
que as circunstâncias mudaram e nós mudamos com 
elas. 
d) Teríamos sido e seríamos assim em nossa essência, 
se as circunstâncias mudassem e nós mudássemos 
com elas.
e) Temos sido e somos assim em nossa essência, 
conforme as circunstâncias têm mudado e nós temos 
mudado com elas.
7. “Como alguns moradores do vilarejo contam, muitos 
forasteiros perderam suas vidas tentando encontrar 
pedras preciosas.”
Em que alternativa a palavra como expressa a mesma 
relação de sentido que apresenta acima?
a) O grande pacificador morreu como herói.
b) Como era um garoto muito peralta, acabou 
espatifando-se no chão.
c) Félix e o advogado encontraram-se ao amanhecer 
como haviam combinado ontem.
d) Como o céu estivesse recoberto de nuvens escuras, 
não fomos à praia.
e) O garoto voltou para a cidade como quem vai para a 
prisão.
8. Assinale a alternativa em que se encontra a oração 
subordinada grifada com o mesmo valor semântico de 
“ao despedir-se do sol frio e gasto, o derradeiro homem 
há de ter um relógio na algibeira”:
a) “sentado entre dous sacos, o da vida e o da morte, 
imaginava então um velho diabo”.
b) “porque o relógio parava, eu dava-lhe corda, para 
que ele não deixasse de bater nunca”.
c) “quando eu perdia o sono, o bater da pêndula fazia-
me muito mal”.
d) “para que não deixasse de bater nunca, eu dava-lhe 
corda”.
e) “invenções há, que se transformam ou acabam; o 
relógio é definitivo e perpétuo”.
 ANÁLISE SINTÁTICA DO
 PERÍODO COMPOSTO - Parte IV
ORAÇÕES REDUZIDAS
Algumas vezes as orações subordinadas podem aparecer 
sob a forma de orações reduzidas. 
As orações subordinadas reduzidas têm duas 
características:
• Apresentam o verbo em uma das formas nominais: 
gerúndio, particípio, infinitivo. 
• Não vêm introduzidas por conectivos (conjunções 
subordinativas ou pronomes relativos). 
CLASSIFICAÇÃO
• Subordinada reduzida de gerúndio 
• Subordinada reduzida de particípio 
• Subordinada reduzida de infinitivo 
• 
DICAS
Para analisar uma O.S.Reduzida, basta fazer o seguinte:
• Desenvolvê-la, ou seja, tirá-la da forma 
reduzida, fazendo aparecer o conectivo 
• Analisar a oração desenvolvida 
• Aplicar a análise da oração desenvolvida à 
reduzida, acrescentando reduzida de (gerúndio, 
particípio, infinitivo). 
Observe atentamente o exemplo que segue:
Penso estar doente.
Desenvolvendo:
Penso/ que estou doente.
Se quem pensa, pensa algo, diz-se, então, que é uma 
oração subordinada substan� va obje� va direta. 
Agora basta aplicar a classifi cação à oração 
reduzida e acrescentar as palavras reduzida de 
infi ni� vo.
1. Desenvolva as orações abaixo, introduzindo conjunções.
a) Vi guardas conduzindo presos. 
b) Terminado o baile, todos saíram. 
c) Não parti cipou do torneio por estar doente. 
d) Viajando nas férias, não pôde concluir o curso. 
2. Na frase: “Sem estudar, você não será aprovado”, a 
oração destacada indica idéia
a) concessão. 
b) condição.
304 Pró Floripa
c) modo,
d) tempo.
e) causa.
3. As orações em destaque são substanti vas reduzidas de 
infi niti vo. Classifi que-as: 
( 1 ) subjeti va 
( 2 ) objeti va direta
( 3 ) objeti va indireta 
( 4 ) completi va nominal
( 5 ) predicati va 
( 6 ) apositi va
( ) Aconselharam-me a desfazer o noivado.
( ) Todos conheciam a mania de Laura: empenhar joias.
( ) Depende de V. Sª libertar esses presos.
( ) Um de seus passatempos é colecionar selos.
( ) Parti com a doce esperança de reencontrar meu amor.
( ) Lamento ter perdido essa oportunidade.
4. Classifi que as orações adverbiais reduzidas de infi niti vo.
( 1 ) causal 
( 2 ) concessiva
( 3 ) condicional
( 4 ) consecuti va
( 5 ) fi nal 
( 6 ) modal
 ( 7 ) temporal
( ) Não podia demorar-me, sob pena de perder o avião.
( ) Reti rei-me discretamente, sem ser percebido.
( ) É di� cil curar um mal sem lhe conhecer as causas.
( ) Ao clarear o dia, descemos da montanha.
( ) Não pude viajar por ter perdido o dinheiro.( ) Tirou o cachimbo da boca a fi m de poder falar.
( ) Apesar de ser mais fraco, Davi matou Golias.
5. Classifi que as orações adverbiais reduzidas de gerúndio:
( 1 ) causal 
( 2 ) condicional
( 3 ) modal 
( 4 ) temporal
( ) Aumentando-se a produção, a exportação crescerá.
( ) Vendo-se perdido, o toureiro gritou por socorro.
 ( ) Chegando ao alto da árvore, sacudiu-a fortemente.
( ) Matou as formigas esmagando-as com o calcanhar.
6. Classifi que as orações adverbiais reduzidas de parti cípio:
( 1 ) causal 
( 2 ) concessiva
( 3 ) condicional 
( 4 ) temporal
( ) Terminado o almoço, comentamos as no� cias do dia.
( ) Ofendido pelo empregado, o patrão descontrolou-se.
( ) Mesmo picado por uma jararaca, o novilho não morreu.
( ) Ins� tuída a pena de morte, o crime diminuiria?
7. Ponha o número correspondente à oração reduzida em 
destaque:
(1) subjeti va 
(2) objeti va direta
(3) objeti va indireta 
(4) completi va nominal
( ) Aconselhou-me a não o ler.
( ) Faz mal a Marcoré ver mãe e avó desunidas.
( ) Exortou-me a botar a mão na consciência.
( ) Sou avesso a derramar sangue humano.
( ) Eu estava com sede e curioso de experimentar aquela 
bebida.
( ) A FUNAI informou ter demarcado a reserva indígena.
( ) É uma obrigação pagar a dívida ao velho.
( ) Muitos preferem morrer lutando a viver sem liberdade.
( ) O treinador do clube observava o interesse do rapaz em 
melhorar o nado livre
QUE e SE
O termo “se” aparece na frase como:
1. Pronome Refl exivo
Os dois amam-se como 
irmãos.
Elas deram-se as mãos.
4. Par� cula Exple� va ou de 
realce
As moças sorriram-se 
agradecidas
O povo riu-se ao ouvir 
tantas asneiras.
2. Par� cula Apassivadora
Sabe-se que há pessoas 
safadinhas.
Doam-se aulas de 
Gramáti ca.
5. Parte integrante de 
verbos
Ele queixou-se do assunto.
Maria referiu-se ao pai.
3. Índice de Indeterminação 
do Sujeito
Aqui se vive bem.
Precisa-se de serventes.
6. Substan� vo
O se é a palavra que 
estamos estudando.
7. Conjunção Subordina� va
Se você não fi car quieto, 
não vai aprender a lição.
O termo “que” aparece na frase como:
1. Advérbio
Que fria está sua sala!
5. Conjunção
Penso que está tudo ok.
2. Substan� vo
Há um quê de censura no ar.
6. Pronome Interroga� vo
Que você quer comigo?
3. Preposição
Tinha que estudar.
7. Pronome Rela� vo
A candidata que treinei foi 
aprovada
305#ORGULHODESERPRÓ
4. Interjeição
Quê! Ela acreditou nisso?
8. Par� cula Exple� va ou de 
Realce
Que nome que te deram....
1. Classifique a palavra se nestas frases:
a) Ignorávamos se ele voltaria um dia à nossa casa. 
b) As pernas do velho encolheram-se debaixo do lençol. 
c) Ele se fez doutor ainda jovem e orgulha-se disso. 
d) Obtiveram-se ótimos resultados. 
e) Ele convenceu-se disso muito cedo. 
f) Só faremos o acordo se houver segurança na 
transação. 
g) Lá se vão os garotos. 
h) Os jogadores abraçaram-se felizes.
2. Identifique as funções do que nas frases abaixo:
a) A demora era tanta que desistimos de esperar. 
b) As fotografias que vimos eram fantásticas!
c) Quê! Você suspeita de mim? 
d) Você sabe que horas são agora no Japão? 
e) Os pais têm que dialogar com os filhos. 
f) A decoração da casa tinha um quê de extravagante.
3. Em que oração a palavra “que” é um pronome 
relativo?
a) Observei um quê de desconfiança em seu olhar. 
b) Que resultados você espera com essa atitude? 
c) A família é que lhe pagava todos os gastos. 
d) O itinerário que seguimos era o mais próximo. 
e) Não te intimides que há outros menos capazes.
4. Identifique a frase em que a palavra “se” é pronome 
apassivador.
a) Viaja-se pelas praias brasileiras no verão. 
b) Os namorados acomodaram-se no sofá, em silêncio. 
c) Deixou-se abater com a notícia de sua partida. 
d) Proibiam-se as queimadas por todo o território. 
e) Vivia-se tranqüilo naqueles confins da serra.
5. Em que frase a palavra “se” é índice de indeterminação 
do sujeito?
a) Aqui se aceitam encomendas de doces e salgados. 
b) O passante escondeu-se da chuva repentina. 
c) Neste restaurante italiano, come-se bastante bem. 
d) Os dois garotos protegiam-se da forte ventania. 
e) Liquidaram-se as dívidas em pouco tempo.
6. Em: “Vá-se embora, já, senão eu grito”, a palavra se
é:
a) pronome apassivador b) conjunção integrante 
c) conjunção condicional d) partícula expletiva
e) parte integrante do verbo
7. (ITA-SP) Considere as palavras destacadas em:
“Das grandes narinas escorriam gotas e pensei, por um 
momento, que fossem lágrimas.”
“Um de nós protesta que deviam servir-lhe a carne em 
pedacinhos.”
Elas classificam-se, respectivamente, como:
a) pronome relativo - conjunção explicativa 
b) conjunção consecutiva - conjunção integrante 
c) conjunção causal - partícula expletiva 
d) pronome relativo - pronome relativo 
e) conjunção integrante - conjunção integrante
8. Considerando as palavras sublinhadas nas frases 
abaixo, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
Imaginemos que (1) o mundo inteiro esteja em paz.
Durante a tarde, os manifestantes que (2) reivindicavam 
melhorias salariais foram às ruas protestar contra o 
governo, que (3) parecia não lhes dar ouvidos.
As desilusões que (4) ele sofreu justificam as decisões 
que (5) toma hoje em dia.
01. Em I, a palavra destacada é conjunção coordenativa, 
pois estabelece relação entre duas orações 
independentes entre si.
02. O antecedente de que (2) é “manifestantes” 
e a palavra que (2) representa o agente do verbo 
“reivindicar”.
04. Em III, que (4) é pronome relativo e pode ser 
substituído, sem alteração de sentido, por “as quais”.
08. O verbo “toma”, em III, tem como sujeito que (5) 
cujo antecedente é “decisões”.
16. Em II, que (3) inicia uma oração que tem como função 
restringir o significado de “governo”, especificando de 
que governo se trata.
9. A classificação entre parênteses da palavra “que” 
está errada em:
a) Tenho que comprar novos sapatos. (preposição) 
b) Quê! Você não quer sair daqui?!? (interjeição) 
c) Que bela apresentação, meu filho! (advérbio) 
d) Vamos para casa, que está chovendo. (preposição) 
e) Vou descobrir o quê da questão. (substantivo)
10. Em: “E então dormi tão depressa que nem sei como 
foi...”, a palavra destacada é uma conjunção:
a) explicativa 
b) integrante 
c) final 
d) consecutiva
e) concessiva
3. Em que oração a palavra “que” é um pronome 
306 Pró Floripa
11. Na frase: “Não sei se ela aceitará o vale”, a palavra 
“se” classifica-se como:
a) conjunção subordinativa condicional 
b) conjunção subordinativa integrante 
c) pronome pessoal oblíquo 
d) pronome pessoal reflexivo 
e) pronome apassivador
CONCORDÂNCIA NOMINAL
• Dois ou mais substantivos seguidos de um adjetivo, 
poderá ficar no singular ou ir para o plural.
Ex.: Comprei calça e blusa clara (s).
• Dois ou mais substantivos precedidos de um 
adjetivo, deverá concordar com o mais próximo.
Ex.: Havia intenso calor e poluição naquela região.
 Importante!!!
• Se os gêneros forem diferentes, prevalece a forma 
masculina.
Ex.: Vesti a terno e camisa clara / claros.
• Adjetivo composto flexiona somente o último
elemento.
Ex.: Vestia calcinhas verde-escuras. (azul-claras)
• Adjetivo anteposto concorda com o substantivo 
mais próximo.
Ex.: Velhas revistas e livros estavam no balcão.
• Dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo 
substantivo, ocorrerão duas construções.
Ex.: Estudo as línguas francesa e inglesa.
 Estudo a língua francesa e a inglesa.
Particularidades
 Mesmo Elas mesmas resolverão o caso.Ela não sabia disso mesmo. 
 Junto Juntos iremos longe.Iremos junto com ele.
 Anexo/Incluso
Próprio
Quite
Leso
Obrigado
As cartas seguem anexas.
As cartas seguem em anexo.
Eles próprios assaltaram o caixa.
Estou quite com você.
Cometeu crimes de lesas-pátrias.
Muito obrigada, diz a menina.
 
Tal
O fi lho é tal qual o pai.
Os fi lhos são tais quais os pais.
O fi lho é tal quais os pais.
Os fi lhos são tais qual o pai.
 Menos
Alerta
Pseudo
Monstro
Ela estava menos calma que ontem.
Fiquemos alerta ao combate.
As pseudo-atrizesforam presas.
Elas são um monstro.
 Só Só as meninas foram embora.As meninas fi caram sós.
Meio
Maria estava meio doente.
Os fi ns não justi fi cam os meios.
Comi somente meia melancia.
Bastante Eles estão bastante apaixonados.Comemos bastantes pêras.
Proibido É proibida a entrada de pessoas feias.É proibido entrada de pessoas feias.
Caro Compra caro os presentes. (adv.)Compra os presentes caros. (adj.)
Longe Andei por longes terras. (adj.)Estavam longe de nós. (adv.)
1. Faça a pequena lista de exercícios, completando as 
frases com o adjetivo entre parênteses e efetuando 
a correta concordância. Fique atento à posição do 
adjetivo.
a) Os religiosos mantinham alma e corações ________. 
(aberto)
b) O aluno apresentava leitura e escrita ________ de 
defeitos. (cheio)
c) Escolheste ________ lugar e hora para fazer 
chacotas. (inadequado)
d) Escolheste ________ hora e lugar para fazer chacotas. 
(mau)
e) ________ rosas e cravos enfeitam o altar. (belo)
f) Cravos e rosas ________ enfeitam o altar. (belo)
g) A formanda comprou vestido e meias ________. 
(preto)
h) Comi pão e peras ________. (maduro)
i) Coqueiro e palmeira ________. (alto)
j) O poeta apreciava chapéus e gravatas ________. 
(escuro)
k) Deodato trajava ________ calça e blusa. (claro)
l) Todos ficaram de olho ________ americano e asiático. 
(no mercado)
m) Todos ficaram de olho ________ americano e no 
asiático. (no mercado)
n) Os alunos ficaram ________ às explicações. (alerta)
o) ________ lhes remeto as declarações do imposto. 
(Anexo)
p) Seguem em ________ os dois recibos pedidos. 
(anexo)
q) Li ________ livros este ano. (bastante)
r) Cerveja é ________. (bom)
s) Atenção é ________. (necessário)
t) É ________ a dedicação de todos. (necessário)
u) Era meio-dia e ________. (meio)
v) A menina é ________ os irmãos. (tal qual)
w) Joana foi ________ precipitada.(meio)
x) Muito ________, disse a aluna. (obrigado)
y) Confesso que havia livros ________ para nós dois. 
(bastante)
307#ORGULHODESERPRÓ
2. Há concordância inadequada em:
a) campos e restingas devastadas.
b) restingas e campos devastadas.
c) campo e restinga devastados.
d) restingas e campo devastado.
e) restingas e campo devastados.
3. A palavra só pode ser advérbio com a acepção de 
somente, ou adjetivo, equivalendo a sozinho.
 
Observe o emprego dessa palavra, nas frases abaixo.
(I) Marcolina ficou só, ao pé do pinheiro carregado.
(II) Só Mané Juca para sofrer tanto!
(III) Mané Juca fez só o que a mulher lhe pediu.
(IV) Ao entardecer, o homem, só, escalou o pinheiro.
Assinale a alternativa que contém a classificação 
correta, de cima para baixo.
a) (I)adjetivo; (II)adjetivo;(III) advérbio; (IV) 
adjetivo
b) (I)advérbio; (II)adjetivo; (III) adjetivo; (IV) 
advérbio
c) (I)adjetivo;(II)advérbio;(III) advérbio; (IV) 
adjetivo
d) (I)advérbio ;(II) adjetivo;(III) advérbio; (IV) 
adjetivo
e) (I)adjetivo(II)adjetivo; (III) advérbio; (IV) 
advérbio
4. Quais frases estão de acordo com a modalidade 
culta?
01. Admiramos a cultura e a música latinas.
02. O televisor e o rádio importado foram entregues à 
polícia.
04. Comprou vestidos e blusas exóticas.
08. Admiramos o exército e a marinha brasileiros.
16. Servi-lhes champanha e porco assados.
32. Alimentavam-se apenas de milho e carne suínos.
5. Em que casos a forma entre parênteses deve ficar 
no plural?
01. O advogado se muniu de argumentos (bastante) 
para inocentar seu cliente.
02. Seguem (anexo) os comprovantes solicitados.
04. Eles ( mesmo) admitiram que tudo não passou de 
farsa.
08. Os livros estão muito (caro).
16. Eles vestiram calças (cinza).
32. Encontraram os portões (meio) abertos.
64. Os brinquedos de madeira custam mais (barato).
6. Assinale a alternativa em que a concordância nominal 
da frase não atende às normas:
a) Houve bastantes propostas, mas nenhuma agradou 
aos participantes.
b) As crianças só se queixavam quando os pais as 
deixavam sós.
c) O cabo exigia que as sentinelas se mantivessem alerta 
e meio escondidas.
d) Encontrou semimortos pai e filho, bastante feridos 
no acidente.
e) Perdido na ilha, alimentava-se de frutas e carne 
caprinas, que ali abundavam.
7. Que frases estão de acordo com a modalidade culta?
01. É necessário a tua participação.
02. Não era permitida nenhuma participação.
04. É proibido a passagem de alunos pelo corredor.
08. É preciso calma nesta hora.
16. Será permitida votação em segredo.
32. É necessário paciência.
8. Leia o poema de Mauro Mota.
Ausência
Vestias diante do espelho
o vestido de viagem,
e o espelho partiu-se ao meio
querendo prender-te a imagem.
(Canto ao Meio)
Ao reescrever o poema, empregando como sujeito 
explícito o pronome Elas, tem-se:
Elas vestiam diante do espelho
os vestidos de viagem,
e o espelho partiu-se ao meio
querendo ______ a imagem.
A expressão que preenche corretamente a lacuna, de 
acordo com o português padrão, é:
a)prendê-Ia.
b)prendê-Ias.
c)prender-vos.
d)prender-lhe.
e)prender-lhes.
308 Pró Floripa
CONCORDÂNCIA VERBAL
Sujeito O verbo concorda Exemplos
Coleti vo
Coleti vo + expressão no plural
No singular
Singular ou plural
A multi dão invadiu o parque.
A turma de meninos saiu (ou saíram).
Nome próprio no plural Com o arti go O Estados Unidos é um país de 1º mundo.Os Estados Unidos são um país de 1º mundo.
Mais de um(a) No singularNo plural se a ação for recíproca
Mais de um aluno saiu cedo ontem.
Mais de um aluno se olharam atravessado.
Um dos que
No singular, se a ação se refere 
a só um ser
No plural, se a ação se refere a 
mais de um ser
O Sol é um dos astros que aquece a Terra.
O Sol é um dos astros que brilham.
Pronome relati vo que
Pronome relati vo quem
Com o pronome que vem antes
Com o pronome que está antes, 
ou na 3ª pessoa do singular
Sou eu que pago a conta.
Sou eu quem pago/ paga a conta.
Sujeito Composto O verbo concorda Exemplos
Núcleos antes do verbo No plural A mãe e a fi lha chegaram.
Núcleos depois do verbo No singular ou plural Chegou/chegaram a mãe e a fi lha.
Núcleos em graduação No singular ou plural Um olhar, um gesto, um sorriso bastava/bastavam.
Núcleos reduzidos por: tudo, 
nada, ninguém, etc. No singular
Pedro, Antônio, Renato, ninguém fi cou 
contente.
Pessoas diferentes Eu + tu = nósTu + ele = vós
Eu e tu fomos ao parque.
Tu e ele fostes ao cinema hoje?
 Um e outro, nem um nem 
outro No singular ou no plural
Um e outro morreu/morreram.
Nem um nem outro correu/correram.
Nem Maria nem Antônio respondeu/
responderam.
Ligados pelas alternati vas 
ou...ou, nem...nem
No singular, se houver exclusão
No plural, se não houver 
exclusão
Ou Pedro ou Antônio casará com Maria.
O machado ou a serra destruirão aquela mata.
Núcleos ligados por com Com vírgula: singularSem vírgula: singular/plural
O professor, com seus alunos, saiu.
O professor com seus alunos saiu/saíram.
Sujeito O verbo concorda Exemplos
Isto, isso, aquilo, tudo + verbo 
de ligação
Como predicati vo ou com o 
sujeito
Isto são coisas deles.
Tudo são fl ores.
Nome próprio + verbo de 
ligação Com o sujeito Maria era as alegrias do pai.
 Tempo: (hora, dia) com 
verbos: ser, dar, bater, soar
 Com a palavra indicadora de 
tempo
Hoje é primeiro de abril.
Hoje são primeiro de abril.
Soaram nove horas.
Bateram dez horas.
Preço, quanti dade + verbo de 
ligação No singular
Dez centavos é pouco.
Dois quilos é muito.
Verbos: ser, estar, haver, fazer 
e fenômenos da natureza No singular
Faz dez anos que não faço uma redação.
Ontem nevou em Floripa.
Havia muitos ratos no porão.
Verbos apassivados pelo se Com o sujeito Alugam-se casas.Consertam-se sapatos.
Indeterminado pelo se No singular Necessita-se de empregadas.Fala-se em assuntos dramáti cos.
Porcentagem No singularNo plural
70% do povo reclamou do presidente.
70% das pessoas reclamaram do presidente.
309#ORGULHODESERPRÓ
1. Preencha as lacunas corretamente, flexionando os 
verbos entre parênteses.
a) _________o governador e sua filha ontem. (chegar)
b) O governador e sua filha ________ ontem. (chegar)c) Ele, Zé e eu ____________ à festa ontem. (ir)
d) Zé, tu e ele _____________ à festa ontem. (ir)
e) Casas, florestas, rios, tudo ______ por água abaixo 
naquela enxurrada. (ir)
f) _____________-se casas. (alugar – Pres.Ind)
g) _____________-se de empregadas. (precisar de – 
Pres. Ind)
h) _______________ dez acidentes na rua na semana 
passada. (haver)
i) _______________ anos que não o vejo. (fazer – Pret. 
Perfeito)
j) Naquele dia, 10% das crianças não ____________ na 
escola. (aparecer)
k) Naquele dia, 10% do povo ________________o 
candidato. (eleger)
l) Vossa Majestade não ____________ sair hoje. (poder 
– Pres. Ind)
m) Três reais ____________ muito. (ser – Pres. Ind)
n) Maria _________ as alegrias do pai. (ser – Pres. Ind)
o) A água ou o fogo __________ a casa. (destruir – Pret. 
Perf.)
2. A frase cuja concordância verbal está de acordo com 
as normas gramaticais é:
a) Se houvesse mais homens honestos, não existiriam 
tantas brigas por justiça.
b) Filmes, novelas, boas conversas, nada o tiravam da 
apatia.
c) É precaríssima as condições do prédio.
d) Não veio daí os males sofridos pela sociedade 
brasileira.
e) Houveram dificuldades para eu assumir o cargo.
3. Marque a(s) frase(s) que esteja(m) correta(s) quanto à 
concordância verbal e dê o valor total.
01. Tratava-se de detalhes pouco precisos.
02. Devem haver bons motivos para tanta euforia.
04. Como faziam dois anos que a produção estava 
 diminuindo, não haviam peças para todos os clientes.
08. Por falta de verbas, foram suspensas, ainda que com 
atraso, as experiências para a criação de cabras em 
recintos fechados.
16. Vossa Excelência, ministro da Saúde, haverá de 
 sustar esses projetos inúteis.
32. Aquilo são lembranças de um passado 
 comprometedor para Zuleide.
4. Analise as expressões destacadas e assinale as frases 
corretas. Depois dê o valor total.
01. Amanhã irão fazer vinte anos que me formei.
02. Comprariam-se alguns equipamentos necessários à 
implantação do projeto de informatização naquela 
indústria.
04. Queira ou não, o presidente do Congresso, o risco de 
que se repitam os erros do passado recente são reais.
08. O ex-comandante do exército não perdoa ao Ministro, 
a quem acusou de discriminar militares ainda na 
ativa.
16. Há palavras que se falam à toa e vazias de sentido.
 “E naquela noite a pergunta continuava me 
atormentando. Havia anos que eu estava fora de minha 
casa em busca de melhor condição de vida para mim e 
para minha família: ela e minhas irmãs tinham ficado para 
trás. Mas eu nunca esquecera a minha mãe. Reconhecia 
a importância dela na minha vida, não só dela, mas de 
minhas tias e de todas as mulheres de minha família. E 
também, já naquela época, eu entoava cantos de louvor 
a todas nossas ancestrais, que desde a África vinham 
arando a terra da vida com as próprias mãos, palavras 
e sangue. Não, eu não esqueço essas Senhoras, nossas 
Yabás, donas de tantas sabedorias. Mas que cor eram os 
olhos da minha mãe?
5. Em relação ao fragmento da obra Olhos D”água 
Conceição Evaristo assinale as alternativas corretas.
01- Em “Havia anos que eu estava fora de minha casa em 
busca de melhor condição de vida para mim e para minha 
família:” o verbo destacado está flexionado corretamente, 
pois é impessoal e indica tempo decorreido.
02- O fragmento “Mas eu nunca esquecera a minha mãe” 
o verbo destacado apresenta apenas esta transitividde.
 04- Em “eu entoava cantos de louvor a todas nossas 
ancestrais” o verbo destacado é transitivo direto.
08- Em “Reconhecia a importância dela na minha vida” a 
palavra destacada apresenta valor possessivo e classifica-
se como complemento nominal.
16- Em “desde a África vinham arando a terra da vida 
com as próprias mãos, palavras e sangue.” Temos um 
adjunto adverbial.
“Chicó - João! João! Morreu! Ai meu Deus, morreu 
pobre de João Grilo! Tão amarelo, tão safado e morrer 
assim! Que é que eu faço no mundo sem João? João! 
João! Não tem mais jeito, João Grilo morreu. Acabou-se 
o Grilo mais inteligente do mundo. Cumpriu sua sentença 
e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que 
é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele 
fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só 
rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre. 
Que posso fazer agora? Somente seu enterro e rezar por 
sua alma.”
Auto da compadecida. Ariano Suassuna
6. Em relação ao texto acima , assinale as alternativas 
310 Pró Floripa
corretas.
01- Em João! João! Morreu! o verbo destacado é 
transitivo.
02- Em “aquilo que é a marca de nosso estranho destino 
sobre a terra,”há verbo de ligação e predicativo do 
sujeito.
04- Em “Somente seu enterro e rezar por sua alma.” Há 
apenas uma oração
08- Em “Não tem mais jeito, João Grilo morreu.”os 
verbos apresentam diferentes transitividades.
16- Em ‘Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único 
mal irremediável,’ cumprir e encontrar-se apresentam 
transitividade diferente .
7. Assinale a alternativa em que a concordância verbal 
está correta.
a) Sempre haverão vozes discordantes.
b) Vão fazer três anos, a contar do momento em que 
comecei o projeto.
c) Deram duas horas a torre, é agora!
d) Deu duas horas na torre, é agora!
e) Hão de trazer o que me prometeram! Ora se hão!
LINGUAGEM 
Sistema de signos convencionados (gráficos, visuais, 
sonoros, ou aparecendo de modo misto) que funciona 
como suporte de comunicação de sentimentos ou ideias. 
ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO
• o locutor (aquele que diz algo a alguém)
• o interlocutor (aquele com quem o locutor se 
comunica)
• a mensagem (o texto, isto é, o que foi transmitido 
entre os falantes)
• o código (a língua portuguesa)
• o canal (a língua oral, ou seja, o meio físico que 
conduz a mensagem até o interlocutor)
• o referente (o assunto da mensagem)
Esses elementos podem ser esquematizados:
Referente
Mensagem
Locutor ............................................................................
........Interlocutor
Canal
Código
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Função emo� va 
(ou expressiva)
É aquela centralizada no emissor, 
revelando sua opinião, sua emoção. 
Nela prevalece a primeira pessoa do 
singular, interjeições e exclamações. 
É a linguagem das biografi as, 
memórias, poesias líricas e cartas 
de amor. Primeira pessoa do 
singular (eu), Emoções, Interjeições; 
Exclamações; Blog; Autobiografi a; 
Cartas de amor. 
Ex: Muito obrigada, não esperava 
surpresa tão boa assim! Não,... não 
estou triste, mas também não quero 
comentar o assunto.
Função 
referencial (ou 
denota� va)
É aquela centralizada no referente, 
pois o emissor oferece informações 
da realidade. Objeti va, direta, 
denotati va, prevalecendo a terceira 
pessoa do singular. Linguagem usada 
na ciência, na arte realista, no jornal, 
no “campo” do referente e das 
no� cias de jornal e livros cien� fi cos. 
Ex: Numa cesta de vime temos um 
cacho de uvas, duas laranjas, dois 
limões, uma maçã verde, uma maçã 
vermelha e uma pêra.
Função 
apela� va (ou 
cona� va) 
É aquela que centraliza-se no 
receptor; o emissor procura 
infl uenciar o comportamento do 
receptor. Como o emissor se dirige 
ao receptor, é comum o uso de tu e 
você, ou o nome da pessoa, além de 
vocati vos e imperati vos. Usada nos 
discursos, sermões e propagandas 
que se dirigem diretamente ao 
consumidor. Segunda pessoa do 
singular, Imperati vo; Figuras de 
linguagem, Discursos políti cos, 
Sermões, Promoção em pontos de 
venda - Propaganda.
Função Fá� ca
É aquela centralizada no canal, tendo 
como objeti vo prolongar ou não o 
contato com o receptor, ou testar 
a efi ciência do canal. Linguagem 
das falas telefônicas, saudações e 
similares. Interjeições, Lugar comum, 
Saudações, Comentários sobre o 
clima. Ex: - Olá, como vai, tudo bem? 
- Alô, quem está falando?
311#ORGULHODESERPRÓ
Função poé� ca 
É aquela centralizada na 
mensagem, revelando recursos 
imaginati vos criados pelo emissor. 
Afeti va, sugesti va, conotati va, 
ela é metafórica. Valorizam-se as 
palavras, suas combinações.É a 
linguagem fi gurada apresentada 
em obras literárias, letras de 
música, em algumas propagandas. 
Subjeti vidade,Figuras de linguagem, 
Brincadeiras com o código, Poesia, 
Letras de música. 
Ex: 
Tecendo a manhã João Cabral de 
Melo Neto
F u n ç ã o 
metalinguísti ca
É aquela centralizada no código, 
usando a linguagem para falar dela 
mesma. A poesia que fala da poesia, 
da sua função e do poeta, um
texto que comenta outro texto. 
Principalmente os dicionários são 
repositórios de metalinguagem. 
Referência ao próprio código, Poesia 
sobre poesia, Propaganda sobre 
propaganda, Dicionário. 
Ex: 
- Não entendi o que é metalinguagem, 
você poderia explicar novamente, 
por favor? - Metalinguagem é usar 
os recursos da língua para explicar 
alguma teoria, um conceito, um fi lme, 
um relato, etc.
1. (ENEM 2010) A biosfera, que reúne todos os 
ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide 
em unidades menores chamadas ecossistemas, que 
podem ser uma floresta, um deserto e até um lago. Um 
ecossistema tem múltiplos mecanismos que regulam o 
número de organismos dentro dele, controlando sua 
reprodução, crescimento e migrações. 
DUARTE, M.O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Predomina no texto a função da linguagem:
a) emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em 
relação à ecologia.
b) fática, porque o texto testa o funcionamento do canal 
de comunicação.
c) poética, porque o texto chama a atenção para os 
recursos de linguagem.
d) conativa, porque o texto procura orientar 
comportamentos do leitor.
e) referencial, porque o texto trata de noções e 
informações conceituais.
2. (ENEM 2009 – CANCELADO)
 Sentimental
Ponho-me a escrever teu nome
com letras de macarrão.
No prato, a sopa esfria, cheia de escamas e debruçados 
na
mesa todos contemplam
esse romântico trabalho.
Desgraçadamente falta uma letra, uma letra somente 
para
acabar teu nome!
— Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!
Eu estava sonhando...
E há em todas as consciências este cartaz amarelo: 
“Neste país é proibido sonhar.”
ANDRADE, C. D. Seleta em Prosa e Verso. Rio de Janeiro: Record, 1995.
Com base na leitura do poema, a respeito do uso e da 
predominância das funções da linguagem no texto de 
Drummond, pode-se afirmar que:
a) por meio dos versos “Ponho-me a escrever teu nome” 
e “esse romântico trabalho”, o poeta faz referências ao 
seu próprio ofício: o gesto de escrever poemas líricos.
b) a linguagem essencialmente poética que constitui 
os versos “No prato, a sopa esfria, cheia de escamas 
e debruçados na mesa todos contemplam” confere 
ao poema uma atmosfera irreal e impede o leitor de 
reconhecer no texto dados constitutivos de uma cena 
realista.
c) na primeira estrofe, o poeta constrói uma linguagem 
centrada na amada, receptora da mensagem, mas, na 
segunda, ele deixa de se dirigir a ela e passa a exprimir 
o que sente.
d) em “Eu estava sonhando...”, o poeta demonstra que 
está mais preocupado em responder à pergunta feita 
anteriormente e, assim, dar continuidade ao diálogo 
com seus interlocutores do que em expressar algo sobre 
si mesmo.
e) no verso “Neste país é proibido sonhar.”, o poeta 
abandona a linguagem poética para fazer uso da função 
referencial, informando sobre o conteúdo do “cartaz 
amarelo” presente no local.
3. (Enem-MEC)
O canto do guerreiro
Aqui na floresta
Dos ventos batida,
Façanhas de bravos
Não geram escravos,
Que estimem a vida
Sem guerra e lidar.
– Ouvi-me, Guerreiros,
– Ouvi meu cantar.
Valente na guerra,
Quem há, como eu sou?
Quem vibra o tacape
Com mais valentia?
Quem golpes daria
312 Pró Floripa
5. Leia a tirinha de Calvin e Haroldo para responder à 
questão:
As funções da linguagem podem ser encontradas em vários 
ti pos de textos, inclusive nas histórias em quadrinhos
Para tentar convencer o pai a comprar seu desenho, Calvin 
empregou uma função de linguagem específi ca. Assinale a 
alternati va que indica a resposta correta:
a) função metalinguísti ca.
b) função fáti ca.
c) função poéti ca.
d) função emoti va.
e) função conati va.
6. Relacione os fragmentos abaixo às funções da linguagem 
predominantes e assinale a alternati va correta.
 I - “Imagine a cena”. 
II - “Sou um homem de sorte”. 
III - “O que é uma crônica? Uma página e meia. Portanto, 
três páginas por mês e o cara me vem com esse papo 
de Neruda?”. 
a) Emoti va, poéti ca e metalingüísti ca, respecti vamente. 
b) Fáti ca, emoti va e metalingüísti ca, respecti vamente.
 c) Metalingüísti ca, fáti ca e apelati va, respecti vamente. 
d) Apelati va, emoti va e metalingüísti ca, respecti vamente. 
e) Poéti ca, fáti ca e apelati va, respecti vamente.
7.(ENEM-2006) 
A linguagem 
na ponta da língua 
tão fácil de falar e de entender. 
A linguagem na superfí cie 
estrelada de letras, s
abe lá o que quer dizer? 
Professor Carlos Góis, 
ele e quem sabe, 
e vai desmatando 
 o amazonas de minha ignorância. 
Figuras de gramáti ca, esquemáti cas,
 atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me. 
1Ja esqueci a língua em que comia, 
em que pedia para ir lá fora, 
em que levava e dava pontapé, 
a língua, breve língua entrecortada 
Fatais, como eu dou?
– Guerreiros, ouvi-me;
– Quem há, como eu sou?
 DIAS, Gonçalves.
Macunaíma (Epílogo)
Acabou-se a história e morreu a vitória.
Não havia mais ninguém lá. Dera tangolomângolo na 
tribo tapanhumas e os filhos dela se acabaram de um 
em um. Não havia mais ninguém lá. Aqueles lugares, 
aqueles campos, furos puxadouros arrastadouros meios-
barrancos, aqueles atos misteriosos, tudo era solidão 
do deserto... Um silêncio imenso dormia à beira do 
rio Uraricoera. Nenhum conhecido sobre a terra não 
sabia nem falar da tribo nem contar aqueles casos tão 
pançudos. Quem podia saber do Herói? ANDRADE, Mário 
de. 
Considerando-se a linguagem desses dois textos, verifica-
se que
a) a função da linguagem centrada no receptor está 
ausente tanto no primeiro quanto no segundo texto.
b) a linguagem utilizada no primeiro texto é coloquial,
enquanto, no segundo, predomina a linguagem formal.
d) há, em cada um dos textos, a utilização de pelo 
menos
uma palavra de origem indígena.
d) a função da linguagem, no primeiro texto, centra-se na
forma de organização da linguagem e, no segundo, no
relato de informações reais.
e) a função da linguagem centrada na primeira pessoa,
predominante no segundo texto, está ausente no 
primeiro.
4.
No quadrinho acima, observamos um problema de
comunicação entre os personagens. Assinale alternativa
que apresenta o elemento da comunicação que levou a
esse problema. 
 a) Canal. 
b) Código. 
c) Referente. 
d) Mensagem. 
e) Emissor. 
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do namoro com a priminha. 
O português são dois; o outro, mistério.
Carlos Drummond de Andrade. Esquecer para lembrar. Rio 
de Janeiro: José Olympio, 1979. 
Explorando a função emoti va da linguagem, o poeta
expressa o contraste entre marcas de variação de usos da
linguagem em 
a) situações formais e informais.
 b) diferentes regiões dos pais. 
c) escolas literárias disti ntas. 
d) textos técnicos e poéti cos. 
e) diferentes épocas. 
8. Observe a seguinte afi rmação: “Em nossa civilização
apressada, o “bom dia”, o “boa tarde” já não funcionam
para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se
do tempo ou de futebol.”
Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é
“quebrar o gelo”. Indique a alternati va que explicita
essa função.
a) Função emoti va 
b) Função referencial 
c) Função fáti ca
 d) Função conati va 
e) Função poéti ca
Operários, 1933, óleo sobre tela, 150x205 cm, (P122). Tarsila do Amaral
Desiguais na fi sionomia, na cor e na raça, o que lhes 
assegura identidade peculiar, são iguais enquanto frente 
de trabalho. Num dos cantos, as chaminés das indústrias 
se alçam verticalmente. No mais, em todo o quadro, rostos 
colados, um ao lado do outro, em pirâmide que tende a se 
prolongar infi nitamente, como mercadoria que se acumula, 
pelo quadro afora.
(Nádia Gotlib. Tarsila do Amaral, a modernista.)
9. O texto aponta no quadro de Tarsila do Amaral umtema 
que também se encontra nos versos transcritos em:
a) “Pensem nas meninas/ Cegas inexatas/ Pensem nas 
mulheres/ Rotas alteradas.” (Vinícius de Moraes)
b) “Somos muitos severinos/ iguais em tudo e na sina:/ a de 
abrandar estas pedras/ suando-se muito em cima.” (João 
Cabral de Melo Neto)
c) “O funcionário público não cabe no poema/ com seu 
salário de fome/ sua vida fechada em arquivos.” (Ferreira 
Gullar)
d) “Não sou nada./ Nunca serei nada./ Não posso querer 
ser nada./À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do 
mundo.” (Fernando Pessoa)
e) “Os inocentes do Leblon/ Não viram o navio entrar (...)/ 
Os inocentes, defi niti vamente inocentes/ tudo ignoravam,/ 
mas a areia é quente, e há um óleo suave que eles passam 
pelas costas, e aquecem.” (Carlos Drummond de Andrade)
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
Uma palavra é tomada no senti do denotati vo quando é 
entendida no seu senti do literal, na sua signifi cação básica, 
sem que se leve em conta o contexto em que está inserida. 
Toma-se o senti do conotati vo quando se faz uma análise 
contextual da palavra, admiti ndo-se a associação valorati va 
a outros conceitos possíveis.
• manter a mensagem original do fragmento. Para tanto, 
não poderá inserir nele novos fatos tampouco eliminar 
os ali constantes.
• Trabalhar a pontuação e respeitar a forma culta da 
Língua Portuguesa.
FIGURAS DE LINGUAGEM
Podem ser classifi cadas em quatro ti pos: fi guras de som, 
fi guras de palavra, fi guras de construção e fi guras de 
pensamento. A seguir, veremos as principais fi guras de 
cada um dos ti pos:
ALITERAÇÃO – é a repeti ção ordenada de consoantes de 
mesmo som, podendo sugerir, além do próprio jogo de 
som, a ideia de movimento.
Ex.: “A brisa do Brasil beija e balança” (Castro Alves, “O 
Navio Negreiro”).
ONOMATOPEIA – é a imitação de determinado som a parti r 
da criação de uma palavra.
Ex.: “Um forró de pé-de-serra
 Fogueira, milho e balão,
 Um tum-tum-tum de pilão,
 Um cabriti nho que berra(...)” 
 (Jessier Quirino, “Paisagem de Interior”)
METÁFORA – Consiste na uti lização de uma palavra para 
designar outra, com base em traços de similaridade entre 
os seus conceitos. É a realização de uma comparação 
implícita, sem o emprego de um termo comparati vo.
Ex.: “O amor é pedra no abismo, a meio passo entre o mal e 
o bem” (Zeca Baleiro, “Cigarro”)
CATACRESE – É o emprego de palavras com um senti do 
diferente do real, mas cujo uso reiterado torna 
impercep� vel o senti do fi gurado.
Ex.: “O pé da mesa”, “A perna da calça”, “Embarcar no 
avião”, etc.
314 Pró Floripa
METONÍMIA – Assim como na metáfora, emprega-se um 
termo para designar outro, cujo conceito guarda uma 
relação lógica com o termo empregado. Substi tui-se, 
por exemplo, o autor pela obra, a parte pelo todo, a 
marca pelo produto, etc.
Ex.: “Devolva o Neruda que você me tomou, e nunca leu 
(...)” (Chico Buarque, “Trocando em Miúdos”)
Aqui, refere-se ao autor Pablo Neruda em lugar da obra.
ANTONOMÁSIA ou PERÍFRASE - É a uti lização de uma 
expressão caracterizadora para designar um nome 
próprio.
Ex.: “O poeta dos escravos”, referindo-se a Castro Alves;
 “A cidade maravilhosa”, em lugar de Rio de Janeiro.
SINESTESIA - É uma derivação da metáfora e ocorre quando 
numa mesma expressão misturam-se sensações 
percebidas por diferentes órgãos de senti dos.
Ex.: “Você tem uma voz macia.” (a voz é percebida pela 
audição e a maciez, pelo tato)
 “Sinto o cheiro doce da paixão.” (o cheiro é olfati vo, 
enquanto o doce é percebido pelo paladar)
ELIPSE – ocorre quando da omissão proposital de um termo 
facilmente identi fi cável através do contexto ou de 
elementos presentes na própria oração.
Ex.: “No jardim, fl ores secas e cores mortas” (há omissão 
de havia)
EUFEMISMO – é a suavização de uma expressão por meio 
da sua substi tuição por outra mais polida e suti l.
 Ex.: “João bateu as botas.” (em vez de : João morreu.)
“Ela é uma dama da noite.” (em vez de: Ela é uma prosti tuta.)
HIPÉRBOLE – é o exagero enfáti co de uma ideia.
 Ex.: “Estou morrendo de sede.”
 “Ele ganha rios de dinheiro.”
PROSOPOPEIA ou PERSONIFICAÇÃO – é a atribuição de 
predicados próprios dos seres vivos a seres inanimados. 
Ex.: “A noite chora a sua ausência.”
 “Esta cama me convida ao sono.” 
ANTÍTESE – é a oposição de frases, orações ou palavras de 
senti do contrário.
 Ex.: “Onde queres prazer sou o que dói (...)” (Caetano 
Veloso, “Quereres”)
 “És velho na idade e jovem na alma.” 
IRONIA - é o uso de um termo com a fi nalidade de expressar 
o oposto do que este signifi ca, dando um efeito 
humorísti co ou críti co à mensagem.
Ex.: “Moça linda,, bem tratada, três séculos de família, 
burra como uma porta: um amor” (Mário de Andrade)
GRADAÇÃO – é a apresentação de ideias numa sequência 
ascendente (clímax) ou descendente (anti clímax).
Ex.: “Um coração chagado de desejos
 Latejando, batendo, restrugindo.” 
(Vicente de Carvalho). 
1. A prosopopeia, fi gura que se observa no verso “Sinto o
canto da noite na boca do vento”, ocorre em:
a) “A vida é uma ópera e uma grande ópera.”
b) “Ao cabo tão bem chamado, por Camões, de Tormentório, 
os portugueses apelidaram-no de Boa Esperança.”
c) “Uma talhada de melancia, com seus alegres caroços.”
d) “Oh! eu quero viver, beber perfumes.
 Na fl or silvestre, que embalsama os ares.”
e) “A felicidade é como a pluma...”
2. Assinalar a alternati va que contém as fi guras de 
linguagem correspondentes aos períodos a seguir:
I. “Está provado, quem espera nunca alcança”.
II. “Onde queres o lobo sou o irmão”.
III. Ele foi discriminado por sofrer de uma doença contagiosa 
muito falada atualmente.
IV. Ela quase morreu de tanto estudar para o vesti bular.
a) ironia - an� tese - eufemismo - hipérbole
b) eufemismo - ironia - hipérbole - an� tese
c) an� tese - hipérbole - ironia - eufemismo
d) hipérbole - eufemismo - an� tese - ironia
e) ironia - hipérbole - eufemismo – an� tese
3. Assinale a alternati va na qual a CONOTAÇÃO esteja 
presente.
a) Diante da explosão da aniversariante, todos engoliram o 
sorriso.
b) A mesa estava imunda e as mães enervadas com o 
barulho que os fi lhos faziam.
c) O vendedor insisti ra muito e ela, sempre tão � mida 
quando a constrangiam, acabou por comprar as rosas.
d) Quando recolheu do chão o caderno aberto, viu a letra 
redonda e graúda que era a sua.
e) Todas eram vaidosas e de pernas fi nas, com aqueles 
colares falsifi cados e com as orelhas cheias de brincos.
4. Sobre os ti pos de intertextualidade estão corretas as 
seguintes proposições:
01) A paródia não pode ser considerada como um ti po de 
intertextualidade por se tratar de uma releitura cômica, 
geralmente envolvida por um caráter humorísti co e irônico 
que altera o senti do original, criando, assim, um novo.
02) O termo “paráfrase” vem do grego (paraphrasis) e 
signifi ca a “reprodução de uma sentença”. Diferente da 
paródia, ela faz referência a um ou mais textos sem que a 
ideia original seja alterada.
04) Muitas vezes, a paródia e a paráfrase são consideradas 
termos sinônimos, no entanto, cada uma apresenta sua 
singularidade. Ambas são recursos uti lizados na literatura, 
artes, música, cinema, escultura, entre outros.
08) O termo “epígrafe” vem do grego “epi = posição 
superior”; “graphé = escrita”. Esse ti po de intertextualidade 
ocorre quando um autor recorre a algum trecho de um 
texto já existente para introduzir o seu texto. É um trecho 
introdutório para outro que venha a ser produzido.
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16) Na citação, o texto original é retomado, de forma que 
seu sentido passa a ser alterado. Normalmente, a paródia 
apresenta um tom crítico, muitas vezes, marcado por ironia.
5. Assinale a alternativa cujo termo grifado NÃO é 
linguagem conotativa:
a) “... mas um defunto autor, para quem a campa foi 
outro berço ”
b) “Acresce que chovia - peneirava - uma chuvinha miúda, 
triste”
c) “A natureza parece estar chorando a perda irreparável ...”
d) “... no discurso que proferiu à beira da minha cova.”
e) nda
Gabarito:D6. O item em que o termo sublinhado está empregado no 
sentido denotativo é:
a) “Além dos ganhos econômicos, a nova realidade 
rendeu frutos políticos.”
b) “...com percentuais capazes de causar inveja ao 
presidente.”
c) “Os genéricos estão abrindo as portas do mercado...”
d) “...a indústria disparou gordos investimentos.”
e) “Colheu uma revelação surpreendente:...”
316 Pró Floripa
RASCUNHO

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