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329#ORGULHODESERPRÓ Aguardente - Samba-enredo - O blá-blá-blá - Abaixo-assinado - Pão-de-ló - Amor-perfeito- O leva-e-traz - Beija-fl or- O corre-corre - Bem-amado- Quinta-feira - Guarda-roupa- Banana-maçã - Guarda-civil- Peixe-espada - Guarda-sol - 2) ARTIGO DEFINIDOS: o, a, os,as INDEFINIDOS: um, uma,uns,umas 3) ADJETIVO Locução adje� va: preposição + substan� vo (ou advérbio), com valor de adje� vo. Ex.: dia de chuva (chuvoso); a� tudes de anjo (angelical) 4) NUMERAL - Cardinais - Ordinais - Mul� plica� vos - Fracionários 5) PREPOSIÇÃO Chegou de ônibus. (meio) Chegou de Pernambuco. (origem) Chegou com ele. (companhia) Principais preposições: 6) INTERJEIÇÃO Indique interjeições que exprimam: a) alegria – b) advertência – c) alívio – d) animação – e) desejo – f) dor – g) espanto – h) impaciência – 7) ADJETIVO é a palavra que expressa uma caracterís� ca do ser e se “encaixa” diretamente ao lado de um substan� vo. Classifi cação do Adje� vo Explica� vo: exprime qualidade própria do ser. Por exemplo: neve fria. Restri� vo: exprime qualidade que não é própria do ser. Por exemplo: fruta madura. a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás, per MORFOLOGIA I (Classes Grama� cais) 1) SUBSTANTIVO Formação: primitivo ou derivado; simples ou composto Classificação: comum ou próprio; concreto ou abstrato Substantivo coletivo Flexão dos substantivos a) Biformes b) Uniformes (epicenos, comuns de dois gêneros, sobrecomuns) Coloque o artigo para determinar o gênero dos seguintes substantivos. Isso é coisinha de primário!!! Alvará Apendicite Alface Cal Clã Comichão Champanha Dinamite Libido Dó (sen� mento) Omelete Dó (nota musical) Omoplata Sen� nela Passe os substan� vos abaixo para o plural. ATENÇÃO À PRONÚNCIA!!! Caroço - Degrau - Poço - Escrivão - Cidadão - Capitão - Forno - Sacristão - Socorro - O tórax - Açúcar - Papel - Giz - Álcool - Caráter - Abdômen - Mel - Hífen - Projé� l - Barzinho - Troféu - Lugarzinho - Agora, passe para o plural esses substan� vos compostos: 330 Semi Extensivo FORMAÇÃO DO ADJETIVO Quanto à formação, o adjetivo pode ser: ADJETIVO SIMPLES: Formado por um só radical. brasileiro, escuro, magro, cômico. ADJETIVO COMPOSTO: Formado por mais de um radical. luso-brasileiro, castanho-escuro, amarelo-canário. ADJETIVO PRIMITIVO: É aquele que dá origem a outros adjetivos. Exemplo: belo, bom, feliz, puro. ADJETIVO DERIVADO: É aquele que deriva de substantivos ou verbos. Exemplo: belíssimo, bondoso, magrelo. 1. Assinale a frase cujas palavras sublinhadas sejam substantivo e pronome, respectivamente: a) A lata de doce é dele. b) A Inglaterra é um país muito bonito. c) Fale sobre tudo o que lhe perguntar. d) As pessoas estão inconformadas. e) Os refugiados não queriam sair do alojamento. 2. As expressões sublinhadas correspondem a um adjetivo, exceto em: a) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo. b) Demorava-se de propósito naquele complicado banho. c) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira. d) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga sem fim. e) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça. 3. Em qual dos períodos abaixo, a troca de posição entre a palavra sublinhada e o substantivo a que se refere mantém o sentido? a) Algum autor desejava a minha opinião sobre o seu trabalho. b) O mesmo porteiro me entregou o pacote na recepção do hotel. c) Meu pai procurou uma certa pessoa para me entregar o embrulho. d) Contar histórias é uma prazerosa forma de aproximar os indivíduos. e) Grandes poemas épicos servem para perpetuar a cultura de um povo. 4. As palavras destacadas na frase – A preocupação excessiva com as métricas pessoais pode levar à padronização e à robotização de seus usuários. – têm como sinônimos, respectivamente, a) descentralização e maquinação b) estandardização e automatização c) estatização e mecanização. d) particularização e majoração. e) alienação e industrialização. 5. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e em relação às classes de palavras, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, no trecho, a classificação correta dos vocábulos destacados. “Ninguém (1) sabe exatamente como se desenvolve o processo (2) da artrite, mas (3) sabemos que há pessoas mais suscetíveis (4) . a) 1. substantivo/ 2. adjetivo/ 3. preposição/ 4. adjetivo b) 1. pronome indefinido/ 2. substantivo/ 3. conjunção/ 4. adjetivo c) 1. pronome indefinido/ 2. adjetivo/ 3. preposição/ 4. substantivo d) 1. pronome indefinido/ 2. substantivo/ 3. conjunção/ 4. substantivo e) 1. substantivo/ 2. adjetivo/ 3. conjunção/ 4. substantivo 6. Quanto ao gênero dos substantivos, assinale a frase em que a forma em destaque é atendida corretamente: a) Na última noite de festa, a foliã incansável amanheceu pulando o carnaval. b) A pessoa mais agradável durante o jantar foi, sem dúvida, a anfitrioa. c) Dentre as hortaliças, o alface foi o mais afetado pelo excesso de chuva. d) A espécime é um achado e tanto. 7. Em relação ao plural dos substantivos, assinale a alternativa correta. a) Para pagar uma promessa, a senhora subiu de joelhos os degrais da catedral. b) Os novos escrivões serão nomeados na próxima segunda-feira. c) Os cidadões votaram e elegeram aquele candidato para presidente. d) A professora preferia usar gizes coloridos para explicar a matéria na lousa. e) O time de futebol recebeu muitos troféis na última década. 8. Comer ___________ de nozes, castanhas, amêndoas e outras sementes oleaginosas todos os dias pode ser um dos segredos para a longevidade dos ___________ . Um estudo feito nos Estados Unidos descobriu que pessoas que ___________ esse hábito desfrutam ___________ uma melhor qualidade de vida do que aquelas que nunca consomem esses alimentos. (…) A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira na revista The New England Journal of Medicine. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto, segundo a norma- padrão da língua portuguesa. a) porções… cidadãos …mantêm… de b) porções…cidadões…mantêm…por c) porçãos…cidadãos…mantêm…a d) porções…cidadãos…mantem…de e) porçãos…cidadões…mantem…por 331#ORGULHODESERPRÓ MORFOLOGIA II (Formação de Palavras) Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. Assim, compreendemos melhor o signifi cado de cada uma delas. Observe os exemplos abaixo: art-ista brinc-a-mos cha-l-eira cachorr-inh-a-s “cachorrinhas”: cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja, aquele que contém o signifi cado. inh - indica que a palavra é um diminu� vo a - indica que a palavra é feminina s - indica que a palavra se encontra no plural Morfemas: unidades mínimas de caráter signifi ca� vo. Obs.: existem palavras que não comportam divisão em unidades menores, tais como: mar, sol, lua, etc. São elementos mórfi cos: 1) Raiz, radical, tema: elementos básicos e signifi ca� vos 2) Afi xos (prefi xos, sufi xos), desinência, vogal temá� ca: elementos modifi cadores da signifi cação dos primeiros 3) Vogal de ligação, consoante de ligação: elementos de ligação ou eufônicos. Radical: elemento básico e signifi ca� vo das palavras, consideradas sob o aspecto grama� cal e prá� co. Por Exemplo: cert-o cert-eza in-cert-eza Processos de formação de palavras 1. DERIVAÇÃO (= um radical) 1.1 - Prefi xação Þ leal −> desleal 1.2 - Sufi xação −> leal −> lealdade 1.3 - Prefi xação e Sufi xação −> leal −>deslealdade 1.4 - Parassíntese - Colocação simultânea de prefi xo e sufi xo de tal modo que a palavra nova só exista com os dois ao mesmo tempo −> noite −> anoitecer 1.5 - Regressiva- A palavra nova é menor que a original, seja em relação ao número de letras, ao de fonemas ou de ambos. Ex.: combater −> combate; voar −> vôo 1.6 - Imprópria - A palavra muda de classe grama� cal sem mudar de forma. Ex.: O cantar do pássaro é belo. Substan� vo 2.COMPOSIÇÃO (= mais de um radical) 1.1 - Justaposição - sem perda ou alteração de som. Ex.: sempre + viva −> sempre-viva gira + sol −> girassol 2.2 - Aglu� nação - com perda ou transformação de som. Ex.: água + ardente −> aguardente plano + alto −> planalto 3. OUTROS PROCESSOS 3.1 - Hibridismo - é a formação de uma palavra com radicais de origem diferente. Ex.: automóvel −>grego + la� m sociologia −> la� m + grego Florianópolis −> português + grego 3.2 - Onomatopeia - é a reprodução de sons da natureza. Ex.: � que-taque; trim; pa� ; blá-blá-blá; cacarejar 3.3 - Abreviação - redução de uma palavra até o limite de sua compreensão. Ex.: moto (de motocicleta), cine (de cinema) 3.4 - Siglonimização - (Sigla) VASP, AIDS, Varig, Celesc 1. As palavras expatriar, amoral, aguardente são formadas, respectivamente, por: a) derivação parassintética, derivação prefixal, composição por aglutinação. b) derivação sufixal, derivação prefixal, composição por aglutinação. c) derivação prefixal, derivação prefixal, composição por justaposição. d) derivação parassintética, derivação sufixal, composição por aglutinação. e) derivação prefixal, derivação prefixal, composição por justaposição. 2. Assinale a alternativa correta quanto aos processos de formação de palavras. a) Em empobrecer temos o processo de derivação parassintética. Já em passatempo, ocorreu a composição por aglutinação. 332 Semi Extensivo b) Reagir, universal e desrespeito são palavras formadas por derivação prefixal. c) Aguardente, embora, outrora e pernalta são palavras formadas por justaposição. d) Um exemplo de derivação imprópria é a palavra cine. e) As palavras pedreiro, socialista, acidez e frontal são todas formadas por derivação sufixal. 3. Assinale a alternativa correta. a) A palavra rebater é composta, pois tem dois radicais: <re> e <bater>. b) Camponês e português são palavras que possuem afixos. c) Boiadeiro e seringueiro pertencem à mesma família etimológica, isto é, são cognatos. d) Na frase Aquele jogadorzinho fez um gol, finalmente!, o sufixo -inho, em jogadorzinho, expressa carinho, como em filhinho. e) O termo sublinhado em Não sei o porquê desta confusão constitui uma derivação imprópria. Costureira receberá indenização de ex-noivo Casamento adiado por 17 anos vale 20 salários para mulher “enganada” Belo Horizonte - Abandonada pelo noivo depois de 17 anos de namoro, a costureira Nair Francisca de Oliveira está comemorando um ganho inusitado: o Tribunal de Alçada de Minas Gerais condenou o motorista aposentado Otacílio Garcia dos Reis, de 54 anos, a pagar à ex-noiva uma indenização de 20 salários mínimos por danos morais. Ela receberá ainda 30% do valor da casa que os dois estavam construindo juntos, em Passos, sudoeste de Minas. “Estou cobrando pelo tempo que fui enganada”, diz ela. Nair não revela a idade, diz apenas que tem mais de 40 anos. Ela lembra que, mais do que o término do namoro, o que a fez decidir pela ação de danos morais foram as falsas palavras de Otacílio. Ao romper com a noiva, ele disse que, além de não gostar dela, sabia que não � nha sido o primeiro homem de sua vida. “Me caluniou e humilhou minha família”, lamenta Nair, que não consegue explicar como pôde fi car tantos anos ao lado de uma pessoa que ela diz, agora, não conhecer. Otacílio foi longe ao explicar o mo� vo do fi m do relaciona- mento. Disse à ex-noiva que � nha por ela apenas um “vício carnal” e que nenhum homem seria capaz de resis� r aos encantos de seu corpo bem feito. “Ele daria um bom ator”, analisa Nair, lembrando que, a cada ano, a desculpa para não ofi cializar a união mudava. A costureira confessa que nunca teve vontade de terminar o namoro, mesmo tendo-o iniciado sem gostar muito de Otacílio. Ele teria insis� do no relacionamento. “Eu dei tempo ao tempo e acabei gostando dele”, afi rma, frustrada com o tempo perdido, especialmente pelo fato de não ter � do fi lhos. “Engraçado, eu nunca evitei. Não sei por que não aconteceu.” Papéis - A história de Nair e Otacílio começou em 1975. Após quatro anos de namoro, fi caram noivos e deram entra- da nos papéis para o casamento religioso. Na ocasião, já haviam comprado um terreno, onde construíram a casa, que, segundo Nair, foi erguida com o dinheiro de seu trabalho de costureira, com a ajuda dos pais e também com dinheiro de Otacílio. Hoje, o que seria o lar dos dois é uma casa alugada. O advogado de Nair, José Cirilo de Oliveira, pretende requerer uma indenização também pelo tempo de aluguel. Fiquei sa� sfeito com a vitória de Nair, não tanto pelo valor da indenização, mas porque houve realmente a má intenção por parte do ex-noivo”, afi rma Oliveira. Os juízes da 3a Câmara Cível do Tribunal de Alçada também fi caram sensibilizados com o caso da noiva abandonada. O relator do processo, juiz Dorival Guimarães Pereira, jus� fi cou sua decisão destacan- do que “o casamento é o sonho dourado de toda mulher, obje� vando com ele, a par da felicidade pessoal de cons� tuir um lar, também a� ngir o seu bem- estar social, a subsistência e o seu futuro econômico”. A costureira, entretanto, afi rma que não estava preocupada com os ganhos fi nanceiros do casamento. (Roselena Nicolau - Jornal do Brasil, 11/08/1996) 4. Classifique como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das afirmações abaixo sobre a estrutura mórfica das palavras. I - O elemento “i” destacado em “decidir” é do mesmo tipo que aquele destacado em “felicidade”. II - As palavras “fi caram” e “deram” apresentam desinências modo-temporais que podem ser usadas em dois tempos verbais diferentes. III - “Indenização” e “abandonada” são palavras formadas a par� r de substan� vos. IV - No texto, a palavra “comprado” (ref. 2) tem as mesmas possibilidades de fl exão que “abandonada” (ref. 3). V - Os sufi xos de “motorista” e “costureira” apresentam o mesmo valor semân� co. a) F - V - F - F - V b) F - F - V - V - F c) V - F - V - F - V d) V - V - V - F - F e) V - F - F - F - V 5. Em qual dos exemplos abaixo está presente um caso de derivação parassinté� ca? a) Lá vem ele, vitorioso do combate. b) Ora, vá plantar batatas! c) Começou o ataque. d) Assustado, começou a se distanciar do animal. e) Não vou mais me entristecer, vou é cantar. 333#ORGULHODESERPRÓ 6. Assinale a(s) alterna� va(s) em que todas as palavras são formadas pelo mesmo processo: 01. Aeromoça, couve-fl or, pernalta. 02. Furta-cor, verde-claro, vaivém 04. Boquiaberto, fi dalgo, aguardente. 08. Girassol, guarda-civil, pontapé. 16. Combate, ataque, salto. 32. Envelhecer, aterrissar, retroagir 7. As palavras: adivinhar - adivinho - adivinhação têm a mesma raiz, por isso são cognatas. Assinalar a alterna� va em que não ocorrem três cognatos: a) ler - leitura - lição. b) ensinar - ensino - ensinamento. c) candura - cândido - incandescência. d) viver - vida - vidente. e) alguém - algo - algum. 8. Assinale a opção em que se faz a análise CORRETA dos elementos mórfi cos, em destaque: a) irreversível, desprotegidas -I, -DES: prefi xos expressando afastamento, separação; b) pesquisa, americana -A: desinência de gênero feminino; c) psicanalista, masculinizar -vocábulos formados por dois radicais. d) sen� mentos, emancipação -MENTO, -ÇÃO: sufi xos formadores de substan� vos a par� r de adje� vos; e) minuciosa, empresarial -OSA, -AL: sufi xos formadores de adje� vos a par� r de substan� vos; 9. Assinale a(s) alterna� va(s) correta(s) e dê o valor total. 01. As palavras leite, leitar, lactente, leitão, aleitamento e eleitorado pertencem à mesma família e� mológica, isto é, são formadas a par� r de uma única raiz. 02. Em redondeza, há prefi xo e sufi xo. 04. Na palavra incoerência, o prefi xo in- signifi ca privação, negação. 08. Em Quem não entende este esdrúxulo dialeto chamado economês é incapaz de deter-se às páginas de economiados jornais, as palavras em negrito são primi� vas. 10. Se, a par� r da palavra tarde, formamos tardar e entardecer, essas duas úl� mas serão respec� vamente: a) derivadas por sufi xação e por prefi xação. b) derivadas por prefi xação e parassinte� smo. c) derivadas por prefi xação e por prefi xação. d) derivadas por sufi xação e parassinte� smo. e) composta por aglu� nação e por justaposição. 11. Na frase Ela tem um quê de mistério, o processo de formação da palavra destacada chama-se: a) composição. b) aglu� nação. c) justaposição. d) derivação imprópria. e) parassíntese. 12. Assinale as proposições verdadeiras em relação ao texto acima 01) Em “...você é meio desumana...” o prefi xo DES indica negação. 02) No período “...se o seu marido não me � vesse arruinado.” Há ideia de condição 04) Em “Claro, você é a minha fi lha que estava na contraluz, me dê um beijo.” A linguagem coloquial está presente. 08) A palavra bruteza apresenta prefi xo formador de substan� vo. 16) Em “...talvez minha vida já fosse um pouco assim” a forma verbal destacada apresenta desinência número pessoal. SEM DATA 1 Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Fui a pé; achei aberta a porta do jardim, entrei e parei logo. 2 “Lá estão eles”, disse comigo. 3 Ao fundo, à entrada do saguão, dei com os dois velhos sentados, olhando um para o outro. Aguiar estava encostado ao portal direito, com as mãos sobre os joelhos. D. Carmo, à esquerda, � nha os braços cruzados à cinta. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho; con� nuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Ao transpor a porta para a rua, vi-lhes no rosto e na a� tude 2uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Queriam ser risonhos e 4mal se podiam consolar. Consolava-os a saudade de si mesmos. (ASSIS, Machado de. “Memorial de Aires”. In: OBRA COMPLETA. Rio de Janeiro, Aguilar, 1989.) 13. O prefi xo da palavra em destaque na oração “ao TRANSPOR a porta para a rua...” (par.3) tem, respec� vamente, o signifi cado de a) posição além do limite. b) movimento para além de. c) movimento intermitente. d) movimento através de. e) movimento em torno. FONOLOGIA Fonema = som produzido pelas letras. Dífono = uma letra qual representa dois fonemas. Dígrafo = duas letras que produzem apenas um fonema. 334 Semi Extensivo a) I, II e IV. b) II e III. c) I e II. d) III e IV. e) I e III. 4. (UFSC) A seguir, há palavras distribuídas em quatro colunas (A, B, C, D). Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s) que tem(têm), respec� vamente, palavras com: dígrafo (sendo, ao mesmo tempo, palavra derivada), hiato, oxítona e paroxítona. Coluna A Coluna B Coluna C Coluna D 01. Assassinato Aliviar Terá Correria 02. Senhora Agradável Direção Lápis 04. Felizmente Diálogo Café Açúcar 08. Chegou Pincéis Está Tensão 16. Olhando Ateliê Inglês Infan� l 32. Passos Infância Já Rápido 5. Assinale a(s) alterna� va(s) em que, na língua culta, há em todas as palavras o mesmo número de fonemas: 01. chave, quero, hábil, aguar. 02. Carro, quilo, água, desça. 04. canhotos, tóxicos, extrair, prosseguir. 08. horrível, velhaco, crescer, excessos. 16. classes, anexa, horrores, esquina. 6. Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s), referente(s) à � ra que segue: 01. No primeiro quadrinho, “nascido” e “trevas” apresentam encontros consonantais, sendo o primeiro imperfeito e o segundo perfeito. 02. Em todos os quadrinhos da charge, existem sinais de pontuação ao término das falas, sendo que nos três primeiros a pontuação é indica� va de indagação. 04. No úl� mo quadrinho tem-se uma incorreção grama� cal, uma vez que a escrita correta seria “há mil anos” . 08. As palavras “falam” e “anos” apresentam, respec� vamente, desinência número-pessoal e desinência de número. 16. A afirmação “As pessoas não estão seguras nem nas a) Vogais b) Semivogais c) Consoantes Encontros vocálicos Hiato V + V te-a-tro Ditongo SV + V (crescente) qua-se V + SV (decrescente) bai-xo Tritongo SV + V + SV U-ru-guai gOIaba, quEIjo, churrasquEIra, carguEIra não são tritongos. Separação silábica Prai-a joi-a mei-a fei-o sei-o sai-a sa-í-a Mai-o mai-ô mai-or ru-im sub-li-nhar 1. Assinale a(s) alterna� va(s) correta(s): 01. A palavra trem possui 4 letras e 4 fonemas. 02. A palavra emprego possui 7 letras e 7 fonemas. 04. As palavras andam e também possuem ditongo. 08. Nas palavras goiaba, queijo e Paraguai temos a presença de tritongo. 16. Em guerrinha temos três dígrafos. 32. A palavra tadinho possui mais letras que fonemas, pois “nh” é dígrafo. 2. Assinale a(s) alterna� va(s) em que, na língua culta, haja, em todas as palavras, o mesmo número de fonemas. 01. Nexo, festa, culto. 02. Miopia, classes, caminho. 04. Psiu, desça, quero. 08. Lhe, sim, quem. 16. Carruagem, cavalheiro, selvagem 3. Leia o período abaixo e as afi rmações relacionadas às expressões nele con� das: “O ceti cismo consti tui uma marca característi ca do conto machadiano, a qual vem sendo, amiúde, assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira, notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra.” I. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é, respec� vamente, ma-cha-di-a-no e as-si-na- la-da. II. De acordo com as regras de acentuação gráfi ca, o verbo “cons� tuir” escreve-se “cons� tuía” em uma das formas do passado. III. Sem contração de preposição com ar� go, a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. IV. O advérbio derivado de “notável” consta no texto como “notavelmente”. São corretas apenas as afi rmações: 335#ORGULHODESERPRÓ 8. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) em relação ao texto: 01. As palavras crônicas e cronistas apresentam dois encontros consonantais perfeitos e um imperfeito. 02. Em língua portuguesa o H inicial é assonoro como na palavra houver. 04. Na palavra bastante há dois encontros consonantais imperfeitos. 08-As palavras restar-lhe e surja-lhe são ambas oxítonas. 16. Em “...pode surgir o inesperado.” Fosse reescrita pôde surgir o inesperado.haveria mudança de sentido. “Irmão ... é uma palavra boa e amiga. Se acostumaram a chamá-la de irmã. Ela também os trata de mano, de irmão. Para os menores é como uma mãezinha. Cuida deles. Para os mais velhos é como uma irmã que brinca inocentemente com eles e com eles passa os perigos da vida aventurosa que levam. Mas nenhum sabe que para Pedro Bala, ela é a noiva. Nem mesmo o Professor sabe. E dentro do seu coração Professor também a chama de noiva.” (Jorge Amado: “Capitães da Areia”). 9. Em relação ao texto acima é correto afirmar que: 01. Predomina no texto o uso da terceira pessoa. 02. “E dentro do seu coração Professor também a chama de noiva.” a palavra professor está grafada com letra maiúscula por se tratar de um nome próprio. 04. Em “Se acostumaram a chamá-la de irmã.” A palavra destacada é uma paroxítona, pos apresenta a penúltima sílaba tônica. 08. “Professor também a chama de noiva” na palavra destacada a letra M apresenta som consonantal nas duas ocorrências 16. “E dentro do seu coração Professor também a chama de noiva.” As palavras destacadas apresentam ditongo decrescente oral. Pneumotórax Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos. A vida inteira que podia ter sido e que não foi. Tosse, tosse, tosse. Mandou chamar o médico: - Diga trinta e três. - Trinta e três... trinta e três... trinta e três... - Respire. - O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado. - Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax? - Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. Manuel bandeira 10. Em relação ao texto 2 é correto afi rmar que: 01. A palavra que dá nome ao poemaapresenta número maior de fonemas que de letras já que apresenta a letra X que é um dífono. 02. Em “Mandou chamar o médico”as palavras destacadas suas próprias casas!” significa que “Os seres humanos têm falta de segurança até nos próprios lares”. 32. Em “As pessoas só falam de guerra, assassinato, crime...”, há dois monossílabos átonos e um tônico, um ditongo nasal decrescente e um hiato. 7. Zoo Uma cascavel, nas encolhas. Sua massa infame. Crime: prenderam, na gaiola da cascavel, um ratinho branco. O pobrinho se comprime num dos cantos do alto da parede de tela, no lugar mais longe que pôde. Olha para fora, transido, arrepiado, não ousando choramingar. Periodicamente, treme. A cobra ainda dorme. Meu Deus, que pelo menos a morte do ratinho branco seja instantânea! Tenho de subornar um guarda, para que liberte o ratinho branco da jaula da cascavel. Talvez ainda não seja tarde. Mas, ainda que eu salve o ratinho branco, outro terá de morrer em seu lugar. E, deste outro, terei sido eu o culpado. (Guimarães Rosa, fragmentos extraídos de “Ave, palavra”) Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) em relação ao texto I 01. A função da linguagem predominante no texto é a emotiva. 02. A palavra pôde recebe acento diferencial e indica que o verbo está indicando uma ação no presente. 04. A palavra instantânea é paroxítona e apresenta número maior de letras que de fonemas. 08. As palavras morte e branco apresentam um encontro consonantal perfeito e um imperfeito respectivamente. 16. As palavra prenderam e gaiola apresentam encontros vocálicos. O exercício da crônica Escrever crônica é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de uma máquina, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um assunto qualquer, de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, restar- lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. (MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Cia das Letras, 1991). 336 Semi Extensivo apresentam respec� vamente um encontro consonantal e um dígrafo. 04. Predomina no texto a função poé� ca. 08. Em ” Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax...” as palavras destacadas são paroxítonas. 16. Em “e o pulmão direito infi ltrado” as palavras destacadas apresentam número maior de letras que de fonemas. ACENTUAÇÃO GRÁFICA Regras Gerais de Acentuação Gráfi ca Acentuamos... 1. Monossílabos tônicos terminados em O(S), A(S) ou E(S). Ex.: pó, lá, dê 2. Oxítonas que terminam em O(S), A(S), E(S), EM ou ENS. Ex.: sofá, mantê-lo, reféns Atenção com os derivados dos verbos TER e VIR! Compare: ele mantém, eles mantêm; ele intervém; eles intervêm 3. Paroxítonas terminadas em L, N, R, X, ONS, PS, Ã(S), ÃO(S), I(S), US, UM, UNS ou em ditongo. Ex.: bônus, elétrons, hífen (Mas: hifens), ímã, órgão, jóquei 4. todas as Proparoxítonas. Ex.: rápido, facílimo Casos Especiais de Acentuação Gráfica Acentuamos... 1. Os ditongos abertos ÓI(S), ÉU(S) e ÉI(S), desde que não formem paroxítona. Ex.: herói, heroico, ideia, eu apoio, o apoio, céu, papéis 2. Pela Nova Ortografia, não acentuamos mais a primeira vogal dos hiatos OO e EE. Ex.: voo, eles veem 3. As letras I e U quando: - forem tônicas; - formarem hiato com a vogal anterior; - estiverem sozinhas na sílaba ou, no máximo, acompanhadas de “s”; - não forem seguidas de “nh”. Ex.: baú, faísca, rainha, Luís, juízes, raízes (Mas: juiz, raiz, Luiz) Fique atento: A palavra veículo tem sua acentuação gráfica justificada por duas regras simultaneamente! 4. Também pelas novas regras, mantêm-se como acentos diferenciais apenas os casos: por −> pôr pode −> pôde forma −> fôrma (acento facultativo) ele tem −> eles têm ele vem −> eles vêm Cuidado com as silabadas!!! GRATUITO – AVARO – XÉROX – XEROX – ÍNTERIM – ACROBATA – RUBRICA – FILANTROPO – MISANTROPO – AUSTERO Aproveitando... PORQUE PORQUÊ POR QUE POR QUÊ 1. Assinale a alternativa cujas palavras são acentuadas graficamente pela mesma razão: a) há, até, atrás b) história, ágeis, você c) está, até, ninguém d) ordinário, próprio, defendê-lo e) mágoa, ícone, jóquei 2. Assinale a(s) alternativa(s) cujas palavras têm a sílaba tônica destacada corretamente. Observe que os acentos gráficos destas palavras, quando existentes, foram excluídos para efeito da questão. 01. Nobel, ruim, refem, erudito 02. Latex, pudico, rubrica, acrobata 04. pudico, nobel, rubrica, avaro 08. ruim, avaro, pudico, latex 16. sutil, avaro, mister, refem 3. Assinale a(s) proposição(ões) correta(s). 01. Os acentos gráficos em corrupião, lá e baldeação são justificados pela mesma regra. 02. São classificadas como oxítonas: saguão, poder e conduzi-lo. 04. A forma verbal destacada em “Ainda têm esperança” é acentuada por corresponder a um monossílabo tônico, assim como ocorre na oração “Os relatórios contêm alguns erros”. 08. Os acentos gráficos dos vocábulos você, protegê-los e contém seguem a mesma regra de acentuação. 16. Em idade, ainda e fluido temos o mesmo número de sílabas. 32. Os vocábulos gratuito, debaixo e implicou são trissílabos. 4. Considere o texto a seguir e indica a(s) afirmação/ afirmações verdadeira(s): “EIROS 337#ORGULHODESERPRÓ A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que, segundo ela, é um sufixo pouco nobre. Existem suecos, ingleses e brasileiros, como existem médicos, terapeutas e curandeiros. (...) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro, timbaleiro ou seresteiro. Há o importador e há o muambeiro. ‘Se você começou como padeiro, açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado, empresário, grande investidor ou latifundiário, a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. Aliás, há políticos e politiqueiros. (...)” VERÍSSIMO, Luís Fernando. Jornal do Brasil, 7/10/95. 01. O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. 02. O substantivo “diferença” apresenta um dígrafo nasalizado. 04. Em “chances” encontramos um dígrafo consonantal e um vocálico. 08. Os termos “Aliás” e “há” têm sua acentuação gráfica justificada pela regra das paroxítonas. 16. O paroxítono “pátrio” pode ser considerado, eventualmente, como um proparoxítono. 5. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado, porque está na hora.” Observe o uso de porque na frase acima. Agora, analise as seguintes: I. Porque deixar de lado uma causa porque lutamos há tanto tempo? II. Ninguém sabe o porquê de nossa luta. III. Ele vivia tranquilamente, porque tinha uma grande herança. IV. O governo não deve mudar, por quê? V. Não entendo por que você é tão irresponsável. VI. Vivo feliz, porque amo minha esposa. Assinale a única afirmação verdadeira: a) As frases I e III são as únicas corretas. b) As frases I, III e V são corretas. c) Na frase II, o porquê é uma conjunção. d) A frase V constitui uma pergunta indireta. e) Em II, porquê é formado por derivação regressiva. 6. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente os espaços constantes na frase a seguir. O ________ resulta da ______ entre a alga e o fungo. a) líquen, simbiose b) liquen, simbiose c) liquem, simbiose d) líquem, simbiosee) liquem, simbióse 7. Assinale a(s) frase(s) correta(s) quanto ao uso dos termos sublinhados: 01. Ele ganhou o prêmio porquê foi o melhor. 02. Vamos descobrir o por quê desta questão. 04. Você não compareceu à aula ontem por quê? 08. Não sei por que brigamos. 16. Ele não o procurou por que estava doente. 32. Afinal, porque não procura sua amiga? 8. Considere o seguinte diálogo: I. A: Por que você está triste? II. B: Porque ela me deixou. III. A: E ela fez isso por quê? IV. B: Não sei o porquê. Tentei acabar com as causas da crise por que passávamos. V. A: Ah! Você se perdeu nos porquês. Do ponto de vista gramatical, os termos sublinhados estão corretamente empregados: a) somente em IV. b) somente em I, III e V. c) somente em II e IV. d) I, II, III, IV e V. e) somente em II e V. 9. “Você só precisa comprar a pipoca. O DVD é grátis.” Assinale a alternativa que apresenta a forma correta para juntar os dois períodos da propaganda acima num só. a) Você só precisa comprar a pipoca, entretanto o DVD é grátis. b) Você só precisa comprar a pipoca, já que o DVD é grátis. c) Você só precisa comprar a pipoca, inclusive o DVD é grátis. d) Você só precisa comprar a pipoca e o DVD é grátis. e) Você só precisa comprar a pipoca, cujo DVD é grátis. 10. Assinale a alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas: a) pudico, pegada, rubrica b) gratuito, avaro, pezinho c) abdomen, itens, harem d) magoo, perdoe, ecoa e) contribuia, atribuimos, caiste PRONOMES PESSOAIS Pessoas do discurso Pronomes pessoas do caso reto Pronmes pessoais do caso oblíquo (átonos) Pronomes pessoais do caso oblíquo (tônicos) 1ª pessoa (singular) eu me mim, comigo 338 Semi Extensivo 2ª pessoa (singular) tu te � , con� go 3ª pessoa (singuar) ele / ela se, o , a, lhe si, consigo, ele, ela 1ª pessoa (plural) nós nos nós, conosco 2ªpessoa (plural) vós vos vós, convosco 3° pessoa (plural) eles/elas se, os, as, lhes si, consigo, eles, elas 1. Complete as frases com os pronomes adequados: Eu/ me/mim Não há nada entre ......... e você. Pediram para .......... resolver o exercício. Deixa ......... falar. Resolver o caso é fácil para ................. ......... , resolver o caso é fácil. É fácil para ................resolver o caso. Com nós/ conosco Ana quer falar .....................dois Ana quer falar ................... Ele(a), eles(as), de ele, dele, .............. foi ao cinema. Fui com ............... ao cinema. Encontrei ................ no cinema. Lhe/lhes, o/a/os/as Pediu-........ que falasse alto. Sou-............ favorável. Quebro-............ a cara. Amava-.......... intensamente. Resolveu levá-............. ao parque. Cantam-............... com fervor. Deixei-................. brincar 2. O uso do pronome átono no início das frases é destacado por um poeta e por um gramá� co nos textos abaixo. Pronominais Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro. (ANDRADE, Oswald de. Seleção de textos. São Paulo: Nova Cultural, 1988.) “Iniciar a frase com pronome átono só é lícito na conversação familiar, despreocupada, ou na língua escrita quando se deseja reproduzir a fala dos personagens (...)”. (CEGALLA. Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Nacional, 1980.) 05- Comparando a explicação dada pelos autores sobre essa regra, pode-se afi rmar que ambos: a) Condenam essa regra grama� cal. b) Acreditam que apenas os esclarecidos sabem essa regra. c) Cri� cam a presença de regras na gramá� ca. d) Rela� vizam essa regra grama� cal. e) Afi rmam que não há regras para uso de pronomes. 3. Sobre a colocação pronominal estão corretas as seguintes proposições: I. Diante de pronomes rela� vos, que, quem, qual, onde etc., o uso da próclise é faculta� vo. II. Diante das conjunções subordina� vas que, como, embora etc., o uso da próclise é obrigatório. III. Quando o verbo não inicia a oração e quando o verbo es� ver no infi ni� vo não fl exionado precedido de palavra nega� va ou de preposição, pode-se usar, indiferentemente, próclise ou ênclise. IV. A eufonia, isto é, a agradabilidade sonora da frase, não exerce infl uência sobre os fatores que regem a colocação pronominal. V. A mesóclise só é obrigatória quando se combinam dois fatores: verbo no futuro iniciando a oração e ausência de palavra atra� va exigindo próclise. a) II, III e V. b) I e IV. c) II, IV e V. d) III e IV. e) Todas estão corretas. 4. Assinalar a alterna� va na qual o pronome pessoal está empregado de forma incorreta: a) Estava aqui porque o mandaram visitar esta fi rma. b) Lembrei-lhe de que devia comparecer ao julgamento. c) Mandamos-lhe a encomenda pelo correio. d) Por esta vez, perdôo-lhe a ausência. e) Acuso-o de ambição desmedida. 5. Assinale o período em que se pode usar a forma consigo: a) Espera um pouco, que preciso falar …… . b) Escuta, amigo, tenho que conversar …… . c) Quando VSª vier, traga …… o menino. d) Quando fores embora, iremos …… . e) Se você par� r, par� remos …… . 6. Assinale a alterna� va em que o pronome pessoal está empregado corretamente: a) Este é um problema para mim resolver. b) Entre eu e tu não há mais nada. c) A questão deve ser resolvida por eu e você. d) Para mim, viajar de avião é um suplício. 339#ORGULHODESERPRÓ e) Quando voltei a si, não sabia onde me encontrava. VERÍSSIMO, L.F. As cobras em: Se Deus existe que eu seja a� ngido por um raio. Porto Alegre: L&PM, 1997. 7. O humor da � ra decorre da reação de uma das cobras com relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez de pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão da língua, esse uso é inadequado, pois a) contraria o uso previsto para o registro oral da língua. b) contraria a marcação das funções sintá� cas de sujeito e objeto. c) gera inadequação na concordância com o verbo. d) gera a ambiguidade na leitura do texto. e) apresenta du dupla marcação de sujeito . 8. Assinale a alterna� va que transcreve e converte, correta e respec� vamente, a frase do registro coloquial da linguagem em seu correspondente na modalidade culta. a) “Pois deixai ela virar” / “Pois deixa-a virar”. b) “Ele deitara de bruços na água” / “Ele � nha deitado de bruços na água”. c) “Depois dela passar” / “Depois de ela passar”. d) “ele enrolou-se nela tal qua lmente um apuizeiro carinhoso” / “ele enrolou-se nela mesmo sendo um apuizeiro carinhoso”. e) “Ia escorregando e afi nal a canoa virou” / “Ia escorregando e até que enfi m a canoa virou”. REFLEXIVO O que não escrevi, calou-me. O que não fi z, par� u-me. O que não sen� , doeu-se. O que não vivi, morreu-se. O que adiei, adeus-se. (Aff onso Romano de Sant’Anna) 9. Assinale a classifi cação grama� cal correta para os vocábulos ‘O’ e ‘se’: “O que adiei, adeus-se” (2o verso) a) ar� go - pronome refl exivo. b) pronome pessoal oblíquo - pronome apassivador. c) pronome pessoal oblíquo - pronome refl exivo. d) pronome demonstra� vo - palavra de realce. e) pronome demonstra� vo - pronome apassivador. 10. Assinale a opção em que o emprego do pronome pessoal NÃO obedece à norma culta da língua. a) A imagem do país para si mesmo é sa� sfatória. b) Levou consigo as mágoas da nação. c) Vim falar consigo sobre as violências recentes. d) Para mim, violar as leis é inadmissível. e) Resolvemos discu� r as questões para eu não fi car alheio às difi culdades dos fatos. 11. Assinale o item em que o pronome grifado tenha valor semân� co de possessivo: a) “A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa.” (Machado de Assis) b) “Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer.” (Machado de Assis) c) “Perdi-me dentro de mim / Porque eu era labirinto” (Mário de Sá Carneiro) d) “Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei!” (Manuel Bandeira) e) “Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais.”(Clarice Lispector) ANÁLISE SINTÁTICA DO PERÍODO SIMPLES (Sujeito) COMPARE: a) A resposta do aluno foi sati sfatória. b) A resposta ao aluno foi sati sfatória. a) Era favorável ao réu. b) Depôs favoravelmente ao réu. Termos da oração ESSENCIAIS • Sujeito • Predicado INTEGRANTES • Objeto Direto • Objeto Indireto • Complemento Nominal • Agente da Passiva ACESSÓRIOS • Adjunto Adverbial • Adjunto Adnominal • Aposto • Voca� vo SUJEITO 1. Simples 2. Composto 3. Indeterminado a) Ocorre com verbo na 3ª pessoa do plural. b) ou com a par� cula SE indeterminando o sujeito. 4. Inexistente ou Oração sem Sujeito: a) Com verbos que designam fenômenos meteorológicos. b) HAVER no sen� do de exis� r. Cuidado! Havíamos par� do. c) FAZER, HAVER e IR indicando tempo. d) SER, ESTAR e FAZER indicando tempo meteorológico. e) SER indicando horas, datas e distâncias. f) PASSAR, CHEGAR e BASTAR + DE. 340 Semi Extensivo 1. Use os seguintes códigos para os � pos de sujeito: (1) Simples (2) Elíp� co (3) Composto (4) Indeterminado (5) Inexistente ( ) Chegaram, de manhã, o mensageiro e o guia. ( ) Fala-se muito aqui. ( ) Aluga-se apartamento de dois quartos.. ( ) Não há fl ores no vaso. ( ) Não existem fl ores no vaso. ( ) Houve uma manifestação diante da catedral. ( ) Precisa-se de servente. ( ) No inverno, amanhece tarde. ( ) Estou “pagando um mico” desgraçado hoje. ( ) No dia seguinte, rezou João a Deus. ( ) “Há uma gota de sangue em cada poema.” ( ) Já haviam saído do estádio os fotógrafos e os jornalistas? “Chicó - João! João! Morreu! Ai meu Deus, morreu pobre de João Grilo! Tão amarelo, tão safado e morrer assim! Que é que eu faço no mundo sem João? João! João! Não tem mais jeito, João Grilo morreu. Acabou-se o Grilo mais inteligente do mundo. Cumpriu sua sentença e encontrou- se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre. Que posso fazer agora? Somente seu enterro e rezar por sua alma.” Auto da compadecida. Ariano Suassuna 2. Em relação ao texto acima , assinale as alterna� vas corretas. 01. Em João! João! Morreu! o verbo destacado é intransitivo. 02. Em Ai meu Deus, morreu pobre de João Grilo! Há um vocativo. 04. Em “Somente seu enterro e rezar por sua alma.” Há dois verbos intransi� vos 08. Em “Que é que eu faço no mundo sem João?” o verbo fazer é intransitivo. 16. Em “Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável,” cumprir e encontrar-se apresentam a mesma transitividade . “E naquela noite a pergunta conti nuava me atormentando. Havia anos que eu estava fora de minha casa em busca de melhor condição de vida para mim e para minha família: ela e minhas irmãs ti nham fi cado para trás. Mas eu nunca esquecera a minha mãe. Reconhecia a importância dela na minha vida, não só dela, mas de minhas ti as e de todas as mulheres de minha família. E também, já naquela época, eu entoava cantos de louvor a todas nossas ancestrais, que desde a África vinham arando a terra da vida com as próprias mãos, palavras e sangue. Não, eu não esqueço essas Senhoras, nossas Yabás, donas de tantas sabedorias. Mas que cor eram os olhos da minha mãe? 3. Em relação ao fragmento da obra Olhos D”água Conceição Evaristo assinale as alterna� vas corretas. 01- Em “Havia anos que eu estava fora de minha casa em busca de melhor condição de vida para mim e para minha família:” o verbo destacado está fl exionado incorretamente. 02- O fragmento “Mas eu nunca esquecera a minha mãe”poderia ser reescrito “Mas eu nunca me esquecera da minha mãe” sem que houvesse incorreção grama� cal. 04- Em “eu entoava cantos de louvor a todas nossas ancestrais” o verbo destacado é transi� vo direto e indireto. 08- Em “Reconhecia a importância dela na minha vida” a palavra destacada apresenta valor possessivo e classifi ca- se como adjunto adnominal. 16- Em “desde a África vinham arando a terra da vida com as próprias mãos, palavras e sangue.” Temos objeto indireto. 4. “Paquera, gabiru, fl erte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.” As gramá� cas diriam que esta fl exão verbal está correta porque o sujeito é composto: a) de diferentes pessoas grama� cais. b) cons� tuído de palavras mais ou menos sinônimas. c) posposto ao verbo. d) ligado por preposição. e) oracional. 5. Em: “Ves� u ‘o índio’ ...” “ ‘O índio’ � nha despido ...”, os termos entre aspas simples exercem, respec� vamente, as funções de objeto direto e sujeito agente. Assinale o par de frases em que, para os destaques, a classifi cação sintá� ca é, respec� vamente, a mesma. a) “... e perdeu a ‘calma’.” “A ‘calma’ voltou a estabelecer- se.” b) “Do mundo, ‘nada’ se leva.” “ ‘Nada’ se cria; tudo se recria.” c) “O diretor exibiu ‘cenas’ do fi lme.” “As ‘cenas’ foram exibidas na noite de estréia ...” d) “Encontraram-se ‘ves� gios’ da ação.” “Dos ‘ves� gios’, nada fora encontrado.” e) “Fundiam-se no ‘personagem’ sen� mentos contraditórios.” “O ‘personagem’ exibia sen� mentos contraditórios.” 6. Em: “Eu era enfi m, senhores, uma graça de alienado”, os termos em destaque são, respec� vamente: a) adjunto adnominal, voca� vo, predica� vo do sujeito. b) adjunto adverbial, aposto, predica� vo do objeto. c) adjunto adverbial, voca� vo, predica� vo do sujeito. d) adjunto adverbial, voca� vo, objeto direto. e) adjunto adnominal, aposto, predica� vo do objeto. 341#ORGULHODESERPRÓ 7. (UDESC) Assinale a alterna� va incorreta em relação a “Tudo por estar cochilando!”: a) A passagem “por estar cochilando” tem valor explica� vo. b) “Tudo” é pronome indefi nido. c) Nessa oração o sujeito é inexistente. d) Em “cochilando” há dez letras e oito fonemas. e) “Estar cochilando” é uma locução verbal, cons� tuída por infi ni� vo e gerúndio. Texto 1 A. “A cabeça inclinada, o espinhaço curvo, agitava os braços para a direita e para a esquerda. Esses movimentos eram inúteis, mas o vaqueiro, o pai do vaqueiro, o avô e outros antepassados mais an� gos haviam-se acostumado a percorrer veredas, afastando o mato com as mãos. E os fi lhos já começavam a reproduzir o gesto hereditário.” (p.17) B. “Pisou com fi rmeza o chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. Tirou do aió um pedaço de fumo, picou-o, fez um cigarro com palha de milho, acendeu-o ao binga, pôs-se a fumar, regalado. — Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta. Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era um homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, � nha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra. Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém � vesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando: —Você é um bicho, Fabiano.” (p.18-19) C. —”Vivia longe dos homens, só se dava bem com animais. Os seus pés duros quebravam espinhos e não sen� am a quentura da terra. Montado, confundia-se com o cavalo, grudava-se a ele. E falava uma linguagem cantada, monossilábica e gutural que o companheiro entendia. A pé, não se aguentava bem. Pendia para um lado, para o outro lado, cambaio, torto e feio. Às vezes u� lizava nas relações com as pessoas a mesma língua com que se dirigia aos brutos — exclamações, onomatopeias. Na verdade falava pouco. Admirava as palavras compridas e di� ceis da gente da cidade, tentava reproduzir algumas, em vão, mas sabia que elas eram inúteis e talvez perigosas.” (p. 20) 8. Considerando os excertos de Vidas Secas, assinale a(s) alterna� va(s) correta(s). 01. No parágrafo “Pisou com fi rmeza o chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. Tirou do aió um pedaço de fumo, picou-o,fez um cigarro com palha de milho, acendeu-o ao binga, pôs- se a fumar, regalado.”, que inicia o excerto B, os verbos no pretérito perfeito do indica� vo representam uma sequência cronológica de ações. 02. As palavras fi rmeza e quentura (destacadas nos excertos B e C, respec� vamente) envolvem o mesmo processo de formação: são adje� vos derivados de outros adje� vos. 04. A sequência “com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só” (destacada no excerto B) pode ser reescrita como “com certeza iam admirar-se só ouvindo-o falar”, sem alteração do seu signifi cado. 08. No trecho “como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra” (destacado no excerto B), o elemento como estabelece uma relação semân� ca de comparação. 16. Em “haviam-se acostumado a percorrer veredas, afastando o mato com as mãos” (em destaque no excerto A), o verbo no gerúndio expressa uma noção de sequencialidade temporal entre as ações de afastar o mato e percorrer veredas. 32. Em: “Montado, confundia-se com o cavalo, grudava- se a ele.” (excerto C) os termos destacados indicam ações refl exivas. Texto 2 “O cego pedia suas esmolas rudemente. Xingava, arrogava, desensofrido, dando com o bordão nas portas das casas, no balcão das vendas. Respeitavam-no, mesmo por isso, jamais se viu que o desatendessem, ou censurassem ou ralhassem, repondo-o em seu nada.” ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias – A Benfazeja, pág. 162 9. Assinale a(s) proposição(ões) correta(s): 01. “suas esmolas” tem por função complementar o verbo pedir. 02. O pronome “se” – destacado no texto – indica uma ação refl exiva. 04. Caso a vírgula empregada e “o desatendessem, ou censurassem” fosse omi� da, o sen� do do período não sofreria alteração. 08. A próclise é faculta� va na passagem “se viu”. 16. Os pronomes destacados em “o desatendessem, (...) repondo-o em seu nada.” fazem alusão a “cego”. Achava-me, um dia, diante dos guichês do London Bank à espera de que o pagador gritasse a minha chapa, quando vi a cochilar num banco ao fundo certo corretor de negócios meu conhecido. Fui-me a ele, alegre da oportunidade de iludir o fasti o da espera com uns dedos de prosa amiga. - Esperando sua horinha, hein? – disse-lhe com um tapa amigável no ombro, enquanto me sentava ao seu lado. - É verdade. Espero pacientemente que me cantem o número e, enquanto espero, fi losofo sobre os males que 342 Semi Extensivo traz à vida a desonesti dade dos homens. - ? - Sim, _(1)_, se não fosse a desonesti dade dos homens, tudo se simplifi caria grandemente. Esta demora no pagamento do mais simples cheque, de donde _ (2)_? Da necessidade de controle em vista dos arti fí cios da desonesti dade. Fossem todos os homens sérios, não houvesse hipótese de falsifi cações ou abusos, o recebimento de um dinheiro far-se-ia instantâneo. (...) - O amigo tem razão – concordei eu (...). A vida é complicada, existem leis, polícia, embaraços de toda espécie, burocracia e mil peias (...). LOBATO, Monteiro. O Presidente Negro - Capítulo I – Trecho Adaptado 10. Tendo em conta o fragmento da obra de Monteiro Lobato, indique o que correto: 01. Ao declarar “Fui-me a ele, alegre da oportunidade de iludir o fas� o da espera” (l. 4-5), o narrador- personagem passa a ideia de que estava sa� sfeito por haver encontrado uma forma de amenizar o tédio causado pela espera. 02. Na intenção de se respeitar a pronúncia culta, é necessário reconhecer que o “e” presente em “espontâneo” corresponde a uma semivogal. 04. Por se tratar de uma proparoxítona, a palavra sublinhada no texto deveria estar acentuada. 08. As lacunas _(1)_ e _(2)_ devem ser preenchidas, respec� vamente, com porque e provêm. 16. As palavras “negócios” e “sérios”, embora não possuam o mesmo número de sílabas, têm sua acentuação gráfi ca jus� fi cada pela mesma regra. 32. O termo “complicada”, empregado na úl� ma frase do texto, tem como função caracterizar o sujeito “vida”. 64. A fi m de concordar com o sujeito composto, o verbo haver, empregado na linha 19, deveria apresentar-se no plural. 11. Indique a(s) alterna� va(s) em que se reescreve o trecho transcrito em destaque a seguir, sem alteração de sen� do e respeitando-se as normas grama� cais: “- Esperando sua horinha, hein? – disse-lhe com um tapa amigável no ombro, enquanto me sentava ao seu lado.” 01. “- Esperando sua horinha, hein? – disse eu a ele, dando um tapa de amigos no seu ombro, assim que me sentei a seu lado.” 02. “- E aí, esperando sua horinha? – eu disse enquanto me sentava a seu lado a ele, e lhe dava um tapa amigável no ombro.” 04. “- Está esperando sua horinha, hein? – eu disse a ele, dando um tapa de amigos no seu ombro, no momento em que me sentava a seu lado.” 08. “Enquanto me sentava a seu lado e dava um tapa amigável em seu ombro, disse-lhe: - Esperando sua horinha, hein?”. 16. “- Estás esperando sua horinha, hein? – lhe disse com tapa amistozo em seu ombro, no momento em que sentava do lado dele.” 32. “No momento em que eu estava sentando-me do seu lado dei um tapa de amigos no ombro e disse à ele: - Esperando sua horinha, hein?” 1 5 10 15 20 25 “Ao entardecer A chuva bate nas costas desnudas dos pescadores a puxarem os cabos da rede do arrastão. Alguns veranistas abrigam-se sob improvisados guarda-chuvas. As crianças entram no mar, cercam a rede e recolhem os peixes que escapam das malhas; misturam-se: crianças, peixes e água. Os pescadores andam de costas, em gritos e risos, num código só deles, corpo arcado para trás, calcanhares se fi rmando na areia, a cada passada. Ignoram o vozerio dos espectadores que se agrupam, em prévia disputa. - Me reserva uma pescadinha, Zé. - Que vier de lula eu fi co. - Olhaí uma raia. Como dá raia, hein? Diz que tem quem come elas, que tu achas? A rede na beira da praia, o pedido: Prá trás, faz favor! Os pescadores se juntam, redobram esforços. O tropeço dos veranistas, a disputa pela minguada colheita, a bulha das crianças, recolhendo sardinhas que lhes escapam das mãos, o ploc-ploc dos peixes se debatendo na areia. - Não esquece, Zé! – todos são Zé. Até Onofre, durante décadas vigia de pesca – ele preferia olheiro, estava mais de ajuste com sua função –, o melhor das praias todas da ilha, é o que diziam. Ele não carecia subir no costão ou se es� car na ponta dos pés, largando os olhos inquietos pela extensão do mar, em busca das manchas reveladoras. (...)” (KRIEGER, Maria de Lourdes. Treze Cascaes) 12. A par� r do conto transcrito acima, indique o que for correto: 01. Os dois-pontos empregados no primeiro parágrafo têm por fi nalidade destacar uma citação. 02. Com a fala “Que vier de lula eu fi co.”, o personagem revela uma preferência sua. 04. O substan� vo constante em “redobram esforços” (6º parágrafo) apresenta variação de pronúncia em relação a seu singular. 08. Onomatopeias dão veracidade a textos. As expressões ploc-ploc e hein – ambas empregadas no texto lido – são exemplos desse � po de recurso. 16. Em “Ignoram o vozerio dos espectadores que se agrupam, em prévia disputa.”, o vocábulo se indica uma ação refl exiva, tal como ocorre em “Alguns veranistas abrigam-se sob improvisados guarda-chuvas.”. 32. Transcrevendo a passagem “Diz que tem quem come elas” (5º parágrafo) para a linguagem formal, teríamos “Dizem que há quem coma-as”. 64. O pronome destacado em “recolhendo sardinhas que lhes escapam das mãos” (6º parágrafo) é indica� vo de posse. 343#ORGULHODESERPRÓ 13. Assinale a(s) alterna� va(s) que apresenta(m) uma reformulação do trecho em destaque, mantendo-se seu sen� do e respeitando-se a Gramá� ca Norma� va: Até Onofre, durante décadas vigia de pesca – ele preferia olheiro,estava mais de ajuste com sua função –, o melhor das praias todas da ilha, é o que diziam. 01. Inclusive Onofre, o qual foi, segundo diziam, o melhor vigia de pesca de todas as praias da ilha durante décadas.Ele preferia ser chamado de olheiro, pois estava mais de acordo com sua função. 02. Onofre, inclusive, preferia ser chamado de olheiro a ser denominado vigia de pesca, pois havia sido o melhor na função, segundo o que se conta. 04. Até Onofre, o qual se destacou como vigia de pesca – o melhor de todas as praias da ilha – preferia ser olheiro, por estar mais de acordo com sua função. 08. Até ele, Onofre, melhor de todos os olheiros da ilha. Foi ele destaque em todas as praias da ilha por décadas, por ajustar-se à função. 16. Inclusive Onofre – o melhor vigia pesca entre as praias da ilha por décadas –, embora preferisse ser chamado de olheiro do que ser iden� fi cado por vigia. ANÁLISE SINTÁTICA DO PERÍODO SIMPLES (Predicado) Para Recordar: VI – verbo intransi� vo (não precisa de complemento) VT – verbo transi� vo (necessita de complemento, ou seja, de objeto) VTD – verbo transi� vo direto (necessita de objeto direto, ou seja, SEM preposição) VTI – verbo transi� vo indireto (necessita de objeto indireto, ou seja, COM preposição) VL – verbo de ligação (ser, estar, parecer, permanecer, fi car, andar, con� nuar) PREDICADO, INTEGRANTES E ACESSÓRIOS PREDICADO Nominal: Quando houver VL; é obrigatório o PREDICATIVO DO SUJEITO. Verbal: Quando se trata de verbo que NÃO SEJA DE LIGAÇÃO. Apresenta como núcleo um verbo T.D., T.I., T.D.I ou I. Verbo-nominal: Apresenta dois núcleos. Ou seja, um V.T. ou V.I. e predica� vo simultaneamente. PREDICATIVO DO SUJEITO Caracterização não feita necessariamente por um adje� vo. OBJETO Objeto Direto: Complemento verbal pedido por VERBO TRANSITIVO DIRETO. Objeto Indireto: Complemento verbal pedido por VERBO TRANSITIVO INDIRETO. COMPLEMENTO NOMINAL Completa o sen� do de um nome (substan� vo, adje� vo e advérbio). Sempre terá preposição. AGENTE DA PASSIVA: equivale ao sujeito da voz a� va. Analise: Nosso pré-ves� bular disponibilizou um maior número de vagas. Um maior número de vagas foi disponibilizado por nosso ves� bular. (Voz Passiva Analí� ca) No presente: Nosso pré-ves� bular disponibiliza um maior número de vagas. Um maior número de vagas é disponibilizado por nosso ves� bular. No futuro: Nosso pré-ves� bular disponibilizará um maior número de vagas. Um maior número de vagas será disponibilizado por nosso ves� bular. Contudo... Disponibilizou-se um maior número de vagas. (Voz Passiva Sinté� ca) Atenção! Em uma oração com um VTD e um VTI, empregados simultaneamente, o complemento sem preposição deve vir primeiro. Há o OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO. Um erro quanto ao uso de preposição pode alterar o sen� do da oração. Ele gostou o suco. Ele gostou do suco. Então, cuidado com a Regência! ADJUNTO ADNOMINAL: modifi ca a signifi cação de SUBSTANTIVO. Trata-se, sempre, de um ARTIGO, um NUMERAL, um ADJETIVO, uma LOCUÇÃO ou um PRONOME. ADJUNTO ADVERBIAL: modifi ca o VERBO, o ADJETIVO ou o ADVÉRBIO. APOSTO: explica outro termo da oração. É separado do restante da oração por meio de vírgulas, travessões ou dois pontos (quando no fi nal do período). VOCATIVO: indica chamamento. Observe que, se não tomarmos cuidado com a pontuação, poderemos estar alterando o sentido da frase. Otavião, um aluno não recebeu a apostila. (VOCATIVO) Otavião, um aluno, não recebeu a apostila. (APOSTO) 1. Indique a função sintática de cada um dos termos sublinhados na música a seguir: “HOMEM PRIMATA Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia 344 Semi Extensivo Eu não trabalhava, eu não sabia Que o homem criava e também destruía. Homem primata Capitalismo selvagem Ô, ô, ô Eu aprendi: A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai ‘pro’ céu É bom aprender, a vida é cruel. Homem primata Capitalismo selvagem Ô, ô, ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi, eu me perdi (...)” BRITTO, Sérgio, FROMER, Marcelo, REIS, Nando, PESSOA, Ciro. Do CD Cabeça de dinossauro. 2. Na música Homem Primata, o paralelo estabelecido entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade capitalista. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. 3. Use o código adequado: (1) sujeito (2) predicado (3) objeto direto (4) objeto indireto (5) predicativo do sujeito (6) adjunto adnominal (7) adjunto adverbial (8) complemento nominal (9) vocativo (10) agente da passiva ( ) Em nosso país, a vulgaridade é um título. ( ) Foram assistir ao batizado. ( ) As circunstâncias mudam tudo. ( ) Aquela prova foi realizada pelos alunos. ( ) Todos os noivos parecem bons rapazes. ( ) Ele é resistente ao frio. ( ) Aqueles alunos parecem bons. ( ) Jamais me esquecerei de você. ( ) Meu colega caiu mal. ( ) Revelarei isto a ele. ( ) Os pais dão comida aos filhos. ( ) Os pais dão comida aos filhos. ( ) Minha redação não agradou. ( ) Oferecemos flores à noiva. ( ) Ele disse tudo. ( ) Cultive boas amizades. ( ) Saúde, amigos! ( ) É desejo de todos um mundo mais justo. 4. (UDESC HISTÓRIA 2007.2) Leia com atenção a tira abaixo. No segundo quadrinho da tira há uma vírgula e o terceiro quadrinho sugere a retirada do sinal de pontuação. a) Explique o sentido da oração com o sinal de pontuação. b) Explique o sentido da oração sem o sinal de pontuação. 5. (UDESC PEDAGOGIA - Adaptada) Em relação ao texto abaixo, comente a importância da atividade lúdica no desenvolvimento para a aprendizagem. “A atividade lúdica, inerente a toda criança, é vista como nova forma e possibilidade de ela entender a realidade, por poder vivenciar situações de seu dia-a- dia. Isso acaba propiciando-lhe o desenvolvimento em vários sentidos.” 6. A expressão em destaque no parágrafo acima poderia ser retira do texto, mantendo-se a clareza do exposto? Justifique sua resposta. 7. E o substantivo “situações” é imprescindível à compreensão do período? Por quê? 8. Identifique a função sintática do pronome átono empregado em “Isso acaba propiciando-lhe o desenvolvimento em vários sentidos.”. 9. Na oração “Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada.” (Gregório de Matos), temos: 01. vocativo 02. aposto 04. três adjuntos adnominais 08. predicativo do sujeito 16. predicado verbal. 10. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): 01. O Amazonas é o maior rio brasileiro. - A palavra sublinhada é adjunto adverbial de intensidade. 02. Tem compaixão de nós, ó Cristo! - A expressão sublinhada é complemento nominal. 04. Pai, eu te agradeço o agasalho que me deste. - A palavra sublinhada é vocativo. 08. Lemos “Vidas Secas”, a obra-prima de Graciliano 345#ORGULHODESERPRÓ Ramos - A frase possui objeto direto e aposto. 16. As suas forças foram rapidamente recuperadas. - A frase possui adjunto adverbial de tempo. 11. Dentre os enunciados a seguir, identifique o(s) correto(s). 01. Até conserva o mesmo valor semântico em “… Afonso Ribeiro seguiu os tupiniquins até sua aldeia…” (Eduardo Bueno, A viagem do descobrimento) e em “Doença associada à elite, a anorexia começa a fazer vítimas na periferia e até no sertão nordestino.” (Época). 02. A mensagem: “Movimento estudantil: é pau, é pedra, mas não é o fim do caminho.”, encontrada em um panfleto direcionado a estudantes de Comunicação Social, mantém relações intertextuais com conhecida canção da MPB. 04. O uso do futuro do pretérito em “Os cientistas vão ligar uma máquina que seria capaz de dissolver o planeta?” (Superinteressante) cria um efeito de sentido de incerteza, de irrealidade. 08. “Temendo o mau cheiro iminente, o proprietário do cabaré ordenou ao empregado que pegasse o cavalo para levar o morto.” (Abílio Leite de Barros, Campo Grande — 100 anos de construção) é um período composto por subordinação e coordenação. 16. No período “A ideia da teletaxaevoluiu a partir da constatação de que a sociedade paulista estaria disposta a contar com uma política de Primeiro Mundo.” (Folha de S. Paulo), há duas orações que exercem a função sintática de objeto indireto. 32. Em “Foi ele que levou a Costa e Silva a notícia de que seu governo estava extinto e seu cargo, vago.” (Manchete, 14/8/99, p. 61), a vírgula foi empregada para indicar a omissão de um termo. 12. Levando em consideração a análise sintática, há uma correta classificação do termo em destaque na(s) alternativa(s): 01. “Também não cantarei o mundo futuro.” – Objeto Direto 02. “Direi a todos aquilo que esperam ouvir.” – Verbo Intransitivo 04. “Não serei o poeta de um mundo caduco.” – Verbo Transitivo Direto 08. “Estou preso à vida e olho meus companheiros.” – Adjunto Adnominal 16. “Os verdadeiros vitoriosos sempre são humildes.” – Sujeito Composto 32. “Com muita destreza, atendeu a meu chamado.” – Adjunto Adverbial 13. Os termos destacados, quanto à função sintática, são, respectivamente: Clereosvaldo está convicto de suas ideias. “ Os setores do governo discordam do modelo proposto”. a)complemento nominal – objeto indireto – adjunto adnominal. b) objeto indireto - adjunto adnominal – complemento nominal. c) adjunto adnominal – adjunto adnominal – objeto indireto. d) complemento nominal - complemento nominal - objeto indireto. e) complemento nominal - adjunto adnominal – objeto indireto. 14. Analise as passagens a seguir. “(...) eu não sinto necessidade dos meus brinquedos (...).” “O seu destino fora cruel.” “Gritava, dizia tanta coisa (...).” Quanto à função sintática, os termos destacados são respectivamente: a) objeto direto, predicativo e objeto indireto. b) complemento nominal, objeto direto e sujeito. c) adjunto adnominal, sujeito e objeto indireto. d) complemento nominal, predicativo e objeto direto. e) Objeto direto, predicativo e complemento nominal. 15. Em que alternativa(s) há objeto direto preposicionado? 01. Passou aos filhos a herança recebida dos pais. 02. Amou a seu pai com a mais plena grandeza da alma. 04. Naquele tempo, era muito fácil viajar para os infernos. 08. Em dias ensolarados, gosto de ver nuvens flutuarem nos céus de agosto. 16. Assinale a(s) proposição(ões) correta(s): 01. Segure o garfo direito. (adjunto adverbial de modo) 02. Passava-se isto na Rua da Lapa. (adjunto adverbial causa) 04. Ficaram encantados com sua gentileza. (objeto indireto) 08. Sentiu falta das pequenas coisas. (objeto indireto) 16. Pede-se silêncio. (sujeito simples “ silêncio”) 32. Os viajantes chegaram cedo. (adjunto adverbial de tempo) 17. Em: “Vestiu ‘o índio’ ...” “ ‘O índio’ tinha despido ...”, os termos entre aspas simples exercem, respectivamente, as funções de objeto direto e sujeito agente. Assinale o par de frases em que, para os destaques, a classificação sintática é, respectivamente, a mesma. a) “... e perdeu a ‘calma’.” “A ‘calma’ voltou a estabelecer- se.” b) “Do mundo, ‘nada’ se leva.” “ ‘Nada’ se cria; tudo se recria.” c) “O diretor exibiu ‘cenas’ do filme.” “As ‘cenas’ foram exibidas na noite de estréia ...” d) “Encontraram-se ‘vestígios’ da ação.” “Dos ‘vestígios’, nada fora encontrado.” 346 Semi Extensivo e) “Fundiam-se no ‘personagem’ sentimentos contraditórios.” “O ‘personagem’ exibia sentimentos contraditórios.” 18. “Quando soube que ele ia chegar, senti uma coisa estranha, fiquei agitado. A imagem que faziam dele era a de um ser perfeito ou de alguém que buscava a perfeição. Pensei nisso: se for ele o meu pai, então sou filho de um homem quase perfeito. A sabedoria dele não me intimidava, nunca tinha sido uma ameaça para mim. Eu o considerava um homem tenaz, respeitado em casa, a ponto de ser elogiado pelo pai, que não sabia até onde o filho queria chegar.” A respeito do parágrafo transcrito logo acima, o qual faz parte da obra dois irmãos, de Milton Hatoum, é correto afirmarmos que: 01. as passagens destacadas em “Quando soube que ele ia chegar, senti uma coisa estranha” exercem função de objeto direto. 02. o vocábulo sublinhado em “A imagem que faziam dele era a de um ser perfeito” é classificado como um verbo de ligação. 04. O verbo “pensar”, empregado na oração “Pensei nisso” é transitivo direto e indireto, simultaneamente. 08. O adjetivo “perfeito” constante no trecho “então sou filho de um homem quase perfeito” corresponde a um adjunto adnominal que tem função caracterizar o substantivo “homem”. 16. Também em relação ao trecho “então sou filho de um homem quase perfeito” podemos afirmar que “quase” é classificado como um adjunto adverbial. 32. Na oração “Eu o considerava um homem tenaz” o termo sublinhado exerce função de objeto direto. 1 5 10 15 20 “(...) Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler. Existem as conhecidas claustrofobias (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia (medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai nos aprontar) e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) e até treiskaidekafobia (medo do número treze), mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto de hotel, com insônia, sem nada para ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergomania, uma dependência patológica na palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de cama de hotel no meio da noite e entrei no banheiro para ver se as torneiras � nham ‘Frio’ e ‘Quente’ escritos por extenso, para saciar minha sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz e abri a lista telefônica, tentando me convencer que, pelo menos no número de personagens, seria um razoável subs� tuto para um romance russo. Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma e� queta, qualquer coisa. (...)” VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se Ler na Escola. Fobias, pág. 104 9. A par� r do trecho da crônica Fobias, considere as afi rmações a seguir e assinale a(s) correta(s): 01. A oração “como se chamaria o medo” (linha 1) atua como complemento de sua antecedente. 02. Para revelar humor, Veríssimo joga com a formação de palavras, empregando vocábulos que apresentam prefi xos como claustofobias (linha 3) . 04. O termo collorfobia (linha 5) é classifi cado como um neologismo. 08. O pronome destacado em “O vício que lhe dá origem” (linha 12) atua como complemento indireto do verbo dar. 16. A passagem “uma dependência patológica na palavra impressa” (linhas 13-14) cons� tui um aposto, visto que esclarece o termo “gutembergomania” (linha13). PONTUAÇÃO Na língua portuguesa, a ordem normal dos termos em uma frase é: sujeito – verbo – complemento verbal – adjuntos adverbiais Se os termos da oração se dispõem assim, dizemos que ocorre ordem direta. Você conquistará sua aprovação em breve Suj. Verbo Comp. Verbal Adj. Adv. Caso ocorra alguma alteração nessa sequência, teremos a ordem indireta. Em breve, você conquistará sua aprovação! Termo Deslocado Quando a oração está na ordem direta, não se separam seus termos imediatos por vírgulas. Ou seja, não devemos separar: - o sujeito do verbo - o verbo de seu(s) complemento(s) - o nome de seu(s) complemento(s) ou adjunto(s) A VÍRGULA será u� lizada no interior da oração para separar: 1 – expressões de caráter explica� vo ou corre� vo Ex.: Não teremos aula amanhã, ou melhor, depois de amanhã. 2 – conjunções coordena� vas intercaladas Ex.: Sua a� tude, no entanto, pareceu-nos incoerente. 3 – adjuntos adverbiais intercalados Ex.: O ator, naquele dia, parecia um pouco nervoso. 4 – aposto intercalado Ex.: Obama, presidente dos EUA, fi cou impressionado com a recep� vidade dos brasileiros. Importante: o aposto também pode ser intercalado por parênteses ou por travessões. Quando está posicionado no fi nal da frase, pode vir precedido de dois-pontos. A VÍRGULA também é empregada para indicar o 347#ORGULHODESERPRÓ deslocamentode um termo na frase. 1 – adjunto adverbial Ex.: No ano passado, fi z a viagem de meus sonhos. Importante: Se esse adjunto for um simples advérbio, a vírgula é dispensável. 2 – complemento pleonás� co Ex.: Esse livro, já o li quando cursava o Ensino Médio. 3 – o nome de lugar na indicação de datas Ex.: Florianópolis, 21 de Setembro de 2003. Então... Fique de olho se lhe for solicitado que produza uma carta neste “ves� ba”! A VÍRGULA também é usada para: 1 – separar voca� vo Ex.: Galera, fi quem de olho na pontuação. Lembre: Quando se quer dar maior ênfase ao voca� vo, pode-se usar ponto de exclamação. 2 – separar termos coordenados assindé� cos, ou seja, ligadas sem emprego de conjunção Ex.: Seus conselhos me inspiraram tranquilidade, segurança, paz. Termos coordenados ligados pelas conjunções E, OU, NEM dispensam vírgula. Seus conselhos me inspiraram tranquilidade, segurança e paz. A VÍRGULA entre orações As orações que formam um período podem ser separadas por vírgulas ou não, dependendo de sua classifi cação. 1 – orações subordinadas adje� vas explica� vas: sempre separadas por vírgula. 2 – orações subordinadas adje� vas restri� vas: via de regra não são separadas por vírgula. Contudo admite-se vírgula ao seu fi nal (Mas nunca antes delas!) quando: a) � verem certa extensão. Ex.: O homem que foi sequestrado na semana passada em São José, é um empresário muito conhecido na região. b) houver sequência de dois verbos. Ex.: O homem que fuma, vive pouco. 3 – orações subordinadas adverbiais: serão separadas por vírgula sempre que vierem antes da oração principal. 4 – orações subordinadas substan� vas: não devem ser separadas da principal por meio de vírgula (Com exceção das aposi� vas!). 5 – orações coordenadas: são separadas por vírgula (Exceto as adi� vas!) 1. Empregue as vírgulas nas frases a seguir: a. Os meninos a� ravam pedras na vidraça; e as meninas no carro. b. Durante a longa noite de vigília Marília esperou Dirceu. c. O quarto � nha uma cama uma mesa uma cadeira. d. O avô de Paulo um espanhol chamado Luciano era muito valente. e. Com muita rapidez e agilidade o piloto evitou um choque de aviões. f. Os tamanduás animais inofensivos sabem defender-se. g. Vá brigar em outro lugar meu senhor! h. Aquele aluno por exemplo obteve o primeiro lugar no concurso. i. A garota tem medo de altura de recintos fechados de ambientes escuros. j. Aproxima-te rapaz.. k. Daniel gosta de louras; Laudelino de morenas. l. Ela vai cantar ou melhor tentar cantar um samba. m. A festa foi cancelada ou seja fi caremos sem baile. n. Laguna cidade histórica de Santa Catarina possui o marco do Tratado de Tordesilhas. o. Importante pólo industrial Joinvile é a maior cidade de Santa Catarina. p. Marta e eu estamos te esperando pai. q. O funcionário chegou atrasado sem o uniforme sem o crachá de iden� fi cação. r. Atrás de algumas rochas escondeu-se o menino. s. Pediu a todos no começo da apresentação um pouco de silêncio. t. Eu quero a luz das estrelas; tu os raios de sol. u. A laranja rica em vitamina C é fruta para consumo diário. v. Ali está Filomena uma bela e elegante mulher. w. Caros colegas fazei do ideal uma ação concreta! x. As tuas ideias devem ser colocadas em prá� ca José. y. Pretendo estudar inglês ou melhor italiano. z. As guerras por exemplo são responsáveis por grande parte do sofrimento humano. 2. As frases “An� gamente, ia-se à cidade” e “Hoje se vai ao shopping center” são igualmente iniciadas por advérbio de tempo. No entanto, separa-se por vírgula o advérbio da primeira, mas não o da segunda. Tal fato revela: a) uma distração por parte do emissor, pois o uso da vírgula é fundamental nessa situação. b) Um erro grave, visto que não se deve usar vírgula para separar o advérbio do restante da frase. c) Que falta, ao autor do texto, o domínio dos sinais de pontuação. d) Obrigatoriedade de emprego da vírgula apenas na primeira frase. e) Uma escolha es� lís� ca do emissor, uma vez que nesse � po de construção é faculta� vo o emprego da vírgula. 3. Considere os períodos I, II e III, pontuados de duas maneiras diferentes: I - Os jovens que amam são mais felizes. Os jovens, que amam, são mais felizes. II - Eu não fumo por opção. Eu não fumo, por opção. III - Os padres rezavam e o povo acompanhava a reza. Os padres rezavam, e o povo acompanhava a reza. Com pontuação diferente, ocorre alteração de sen� do: a) Em todos os períodos. b) Em nenhum dos períodos. c) Somente nos períodos I e II. d) Somente nos períodos II e III. e) Somente nos períodos I e III. 348 Semi Extensivo 4. Observe as frases: I - Ele foi, logo eu não fui. II - O menino, disse ele, não vai. III - Deus, que é Pai, não nos abandona. IV - Saindo ele e os demais, os meninos fi carão sós. Assinale a afi rma� va correta. a) Em I há erro de pontuação. b) Em II e III as vírgulas podem ser re� radas sem que haja erro. c) Na I, se se mudar a vírgula de posição, muda-se o sen� do da frase. d) Na II, faltam dois pontos depois de disse. e) N.d.a. 5. “Às vezes, também a gente tem o consolo de saber...” A vírgula, na frase acima, foi usada: a) para indicar elipse do verbo. b) Por necessidade de clareza. c) Para realçar o aposto. d) Para realçar um adjunto adverbial. e) Para separar termos da mesma função. 6. Aponte a alterna� va pontuada corretamente. a) Entregarei àquele rapaz, o fi lho do farmacêu� co, a receita que, devia ser anexada ao envelope. b) Entregarei àquele rapaz, o fi lho do farmacêu� co - a receita, que devia ser, anexada ao envelope. c) Entregarei àquele rapaz, o fi lho do farmacêu� co, a receita que devia ser anexada ao envelope. d) Entregarei àquele rapaz o fi lho do farmacêu� co, a receita que devia ser anexada ao envelope. e) Entregarei àquele - rapaz o fi lho do farmacêu� co - a receita, que devia ser anexada ao envelope. 7. “Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da alma humana”, emprega-se a vírgula para: a) Separar voca� vo. b) Indicar a elipse de um termo. c) Separar elementos paralelos. d) Separar aposto. e) Separar uma oração adje� va de valor restri� vo. 289#ORGULHODESERPRÓ Futuro do pretérito do indicati vo I S - MOS IS M Presente do subjunti vo - S - MOS IS M Pretérito Imperfeito do Subjunti vo - S - MOS IS M Futuro do Sub- junti vo - ES - MOS DES EM 1. Assinale a(s) proposição(ões) VERDADEIRA(S) 01- No trecho ... começaram a se tornar realidade, o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical, |-a-| vogal temáti ca, |começa-| tema, |-ra-| desinência modo-tem-poral e |-m| desinência número- pessoal. 02- Há alguns verbos que possuem duas ou mais formas de Parti cípio, como ganhar (ganhado, ganho), prender (prendido, preso), exprimir (exprimido, expresso). 04- Se tomarmos as frases seguintes isoladas do seu contexto, a não acentuação gráfi ca dos dois verbos sublinhados ocasionaria uma construção inadequada apenas no primeiro caso: a) Se o computador monitorar a sua pupila e souber quais delas chamaram sua atenção, ele conhecerá o ti po de informação que você procura. b) Nenhuma máquina jamais conseguirá reconhecer integralmente a fala humana, com todas as suas nuanças. 08- As formas verbais em Ainda que viva e se elas não fi zessem estão fl exionadas, respecti vamente, no presente e no futuro do subjunti vo, modo que retrata fatos incertos, hipotéti cos. 16- Os verbos poderias, assisti ste, seria e foi estão todos no pretérito perfeito, o que signifi ca dizer que representam ações acabadas, como ocorre na sentença: Naquela época, as brincadeiras faziam a plateia muito feliz. Gabarito: 07 2. Assinale a(s) alternati va(s) em que está incorreto o uso do verbo no parti cípio. 01. Longa vela foi acendida para que se pudesse fazer a prova com sucesso. 02. Todos fi caram isentos? Quem é que o fi scal havia isentado? 04. A vela era benta? 08. A prova está sendo muito bem aceita. 16. Os repórteres já haviam chego uma hora antes dopresidente se pronunciar. 3. Observe as formas verbais destacadas. Quando ele vir o presente, fi cará emocionado. Quando ele vier, receberá o presente. VERBOS Verbo é a classe de palavras que fl exiona em pessoa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros processos: • ação (correr); • estado (fi car); • fenômeno (chover); • ocorrência (nascer); • desejo (querer). O que caracteriza o verbo são as suas fl exões, e não os seus possíveis signifi cados. Observe que palavras como corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as possibilidades de fl exão que esses verbos possuem. Responder - resposta Perguntar - pergunta Propor - proposta TEMPOS VRBAIS DVMT PRESENTE ----------------- PRETÉRITO PERFEITO ---------------- PRETÉRITO IMPERFEITO VA(VE)/ IA(IE) PRETÉRITO MAIS QUE PERFEITO RA/RE átono FUTURO DO PRESENTE RA/RE tônico FUTUO DO PRETÉRITO RIA/RIE PRESENTE DO SUBJUNTIVO E/A IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO SSE FUTURO DO SUBJUNTIVO R INFINITIVO R GERUNDIO NDO PARTICÍPIO ADO(IDO)/ STO FORMAS NOMINAIS Pessoas Singular Plural 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª Presente do indicati vo O S - MOS IS M Pretérito perfeito do indicati vo I STE U MOS STES RAM Prétérito imperfeito do indicati vo - S - MOS IS M Pretérito Mais- que-perfeito do ind. - S - MOS IS M Futuro do presente do indicati vo I S - MOS IS O 290 Pró Floripa Ver o presente será emocionante. Vir e receber o presente será emocionante. Agora, assinale a alternati va correta quanto à forma verbal conti da nas sentenças acima: a) Na frase 1: infi niti vo do verbo vir. b) Na frase 1: futuro do subjunti vo do verbo ver. c) Na frase 2: futuro do subjunti vo do verbo ver. d) Na frase 3: infi niti vo do verbo vir. e) Na frase 4: infi niti vo do verbo ver. 4. Observe os seguintes slogans e indique a(s) alternati va(s) correta(s) quanto à conjugação verbal: 01. Pega bem fumar Dallas. Pega o seu. 02. Taff man E. Se você não gosta, conti nua no milk-shake. 04. Dize-me com quem andas e te direi quem és. (anúncio da Antárcti ca) 08. Vem prá a Caixa você também. 5. Assinale apenas as frases em que o emprego do parti cípio esteja correto. 01. Sonhei que eu ti nha morrido de tédio. 02. Eles têm gasto mais do que ganham. 04. A campanha da cidadania tem salvo muita gente. 08. A mãe havia frito os peixes que o menino pescara. 6.Leia a ti ra a seguir e responda ao que se pede. A ti ra “As cobras”, de autoria de Luis Fernando Veríssimo, expõe a opinião da lesma Flecha acerca do machismo. Sobre isso, pode-se afi rmar que: a) explicitamente, Flecha se revela machista. b) Flecha não possui, de fato, uma opinião formada a respeito da temáti ca do machismo. c) Flecha defende, em seus dois momentos de fala, um único ponto de vista, que é contrário a ati tudes machistas. d) Flecha, através de uma opinião implícita, pode ser caracterizada como uma personagem que possui um raciocínio machista. e) a parti r das duas falas, de forma explícita, podemos perceber a defesa de pontos de vista confl itantes por parte da lesma Flecha. 7. A forma verbal destacada em – Talvez você queira aumentar a aposta... – é uti lizada para se referir a uma hipótese, uma possibilidade, como ocorre com a expressão verbal destacada em: a) Afi rma-se que elas foram a grande inovação de todos os tempos. b) Com isso, gerou-se uma relati va abundância de limentos... c) Um tecelão, em Constanti nopla, trabalhava três horas para comprar um pão de meio quilo... d) Perceberam que, se inventassem, se inovassem, poderiam abrir empresas... e) Na ânsia de fi carem ricos, começaram a escarafunchar o que escreviam os cienti stas. 8. Todas as formas verbais estão em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa em: a) Poucas revistas se proporam a discuti r com seriedade as causas e as consequências da compulsão por produtos tecnológicos. b) Até hoje, as publicações sobre tecnologia se manti veram reti centes ao tratar das estratégias usadas para viciar os usuários da rede. c) Preocupa-nos a compulsão por aplicati vos de celulares, pois ela cercea a liberdade de um número crescente de jovens e adultos por todo o mundo. d) Quando a mídia se ater ao debate acerca do aspecto viciante das redes sociais, a população poderá acessá-las com mais comedimento. e) O governo deve tomar as medidas que se fazerem necessárias para impedir que o vício em internet se torne um problema generalizado. 9. Assinale a alternati va na qual o infi niti vo não deve estar fl exionado. a) Aquele espertalhão diz não existi rem barreiras para ele. b) Para cumprires tua obrigação, precisas andar depressa. c) Pareciam se queixarem apesar da vida cômoda que levavam. d) É bom estudar para sermos bem sucedidos na vida. e) Via saírem pequenas naves do fundo do lago. 10. Transpondo para a voz ati va a frase “O processo deve ser revisto pelos dois funcionários”, obtém-se a forma verbal: a) deve-se rever b) será revisto c) devem rever d) reverão e) rever-se-á 11. Marque a(s) alternati va(s) correta(s), quanto ao emprego dos tempos verbais: 01. Quando acharmos o garoto, passará nossa angústi a. 02. Se Marta concordasse, eu vendo a casa. 04. Se ele fosse encontrado vivo, todos fi caríamos aliviados. 08. Que dor o desti no nos impusera! 16. Talvez seje ele o responsável por toda esta confusão. “Fomos através das árvores até um berço de relva coberto por espesso dossel de jasmineiros em fl or. Lúcia está vibrando: 291#ORGULHODESERPRÓ “- Sim! Esqueça tudo, e nem se lembre que já me visse! Seja agora a primeira vez!... Os beijos que lhe guardei, ninguém os teve nunca! Esse , acredite, são puros!” E o clímax foi aquele que só um par enamorado consegue haurir do sexo: “Não fui eu que possuí essa mulher; e sim ela que me possuiu todo, e tanto, que não me resta daquela noite mais do que uma longa sensação de imenso deleite, na qual me senti a afogar num mar de volúpia.” Lucíola - José de Alencar 12- Assinale as proposições corretas em relação ao texto 1. 01- A fase “Sim! Esqueça tudo, e nem se lembre que já me visse! Poderia ser reescrita “Sim, esqueça-se de tudo...” visto que o verbo esquecer apresenta dupla transiti vidade. 02- Em “Os beijos que lhe guardei, ninguém os teve nunca!” o pronome lhe é complemento indireto do verbo guardar. 04- Em “que não me resta daquela noite mais do que uma longa sensação de imenso deleite, na qual me senti a afogar num mar de volúpia.” O verbo restar apresenta apenas transiti vidade direta. 08- Em “Sim! Esqueça tudo, e nem se lembre que já me visse!” os verbos destacados apresentam regência diferente. 16- A últi ma oração do texto está escrito em senti do conotati vo. REGÊNCIA Primeiro recorde as PREPOSIÇÕES: A, ANTE, ATÉ, APÓS, COM, CONTRA, DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PER, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE, TRÁS Cuidado com o sen� do atribuído ao verbo! 1. Aspirar = sorver Aspirar a = desejar 2. Assis� r = ajudar Assis� r a = presenciar Assis� r em = residir 3. Gostar = provar Gostar de = aprovar 4. Querer = desejar Querer a = esti mar 5. Proceder = agir Proceder de = vir de Proceder a = realizar 6. Agradar = fazer carinho Agradar a = contentar 7. Visar = pôr visto Visar = mirar Visar a = almejar 8. Implicar = acarretar Implicar com = não simpati zar Implicar-se em = envolver-se Fique de olho! 1. Responder a 2. Obedecer a 3. Desobedecer a 4. Chegar a 5. Ir a 6. Vir a 7. Referir-se a 8. Morar em 9. Residir em 10. Situar-se em Tenha mais cuidado ainda com: 1. Preferir (VTDI) Errado: Prefi ro Exatas do que Humanas. Certo: Prefi ro Exatas a Humanas. 2. Lembrar (VTD) Lembrar-se (VTI) Compare: Não lembro seu nome. Não me lembro de seu nome. 3. Recordar (VTD) Recordar-se (VTI) Compare: Não recordo seu nome. Não me recordo de seu nome. 4. Esquecer (VTD) Esquecer-se (VTI) Compare: Nunca esqueci seu nome. Nunca me esqueci de seu nome. 5. Pagar (VTDI) Pense assim: Pagamos algo a alguém.Ou... Pagamos alguém por algo. 6. Perdoar Pense assim: Perdoamos alguém por algo. Ou... Perdoamos algo a alguém. 7. Agradecer Pense assim: Agradecemos algo a alguém. Ou... Agradecemos alguém por algo que tenha feito. 8. Informar Pense assim: Informamos algo a alguém. Ou... Informamos alguém sobre algo. 292 Pró Floripa 1. Reescreva as frases, substi tuindo os verbos sublinhados pelos constantes entre parênteses, obedecendo à regência e à conjugação verbal. 1. Limpe a poeira de cima do móvel. (aspirar) 2. Ambicionam o � tulo. (aspirar) 3. Desejo a felicidade. (aspirar) 4. Vi o espetáculo. (assisti r) 5. Presenciei a briga. (assisti r) 6. Ele segue as leis. (obedecer) 7. Visitem a Bahia. (Ir) 8. O gerente pôs visto no cheque. (visar) 9. O ati rador mirou o alvo. (visar) 10. Moro em Blumenau. (assisti r) 2. Indique a(s) proposição(ões) em que as lacunas são corretamente preenchidas na sequência pelas preposições colocadas entre parênteses. 01. Pareci muito afl ita ______ a mudança inexplicável, porque não me encontrava apta ____ nova situação nem sou imune _____ choques emocionais. (com, à, a) 02. Confesso-te que estou ansiosa _____ ver-te ____ posição mais tranquila. (de, por) 04. Relati vamente _____ essa questão, penso ____ que ela não é perti nente ___ pesca artesanal. (à, de, à ) 08. A causa da demora está apenas ____ aversão que senti mos ___ uma missão ____ qual pouco acreditamos. (na, por, na ) 16. O ministro há de convir ____ que essa medida implicará _____ concurso de novos servidores habilitados ____ tarefa. (de, no, à) 3. Complete os espaços em branco da frase com elementos de uma das alternati vas dadas abaixo. Não nos referimos ___________ estava aqui, mas sim __________ aluna __________ tu falaste ontem. a) a que - à - a quem b) aquela que - a - à quem c) àquela que - à - sobre quem d) à que - a - de quem e) sobre quem - a - a respeito de quem 4. Assinale a alternati va cuja frase foi escrita respeitando-se a regência: a) A aposti la que preciso é a de Literatura. b) Perdi o ônibus e, por isso, ti ve que ir de pé até o centro. c) Em minha redação, fi z uma referência àquilo que lemos na crônica de Veríssimo. d) Tenho certeza que se sairá bem na apresentação! e) Infelizmente o apartamento que gostamos era muito caro. 5. Há o respeito às regras de regência verbal, exceto em: 01. Sempre aspirei a uma vida de luxo. 02. Talvez jamais nos esqueçamos disso. 04. Obedecê-la é necessário, ainda que você não goste disso. 08. “Senhor Luís do Amaral, residente à rua Pedro Michel (...)”. 16. Que toda causa implica uma conseqüência, não é novidade nem para mim nem para você. 32. Na minha infância, sempre preferia brincadeiras tradicionais do que brinquedos com controle remoto. 6. Indique a(s) alternati va(s) em que há o respeito às regras de regência verbal: 01. Talvez ele jamais tenha aspirado a uma ascensão profi ssional; por isso nunca pôde senti r o gosto de uma vitória como a minha. 02. Hoje os jovens preferem relacionamentos breves a terem que assumir um namoro mais sério. 04. Em um passado não muito longínquo, os pais eram a autoridade máxima em casa. Os fi lhos jamais ousavam desobedecê-los. 08. Nossa nova fi lial está situada à rua Getúlio Vargas. 16. Talvez ele namore com Clara, mesmo não lhe amando. 32. Eu jamais me esqueceria de que a nossa formatura foi realizada aqui. Texto 1 “Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afi a nas pontas para a colocação da cabeça do alfi nete; para fazer a cabeça do alfi nete, requerem-se três ou quatro operações diferentes.” Texto 2 7. A respeito do Texto 1 e do quadrinho é/são correta(s) a(s) afi rmação(ões): 01. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são submeti dos os operários. 02. O vocábulo “montagem” possui oito letras e seis fonemas. 04. O termo “o” constante em “o endireita” e “o afi a” corresponde a um pronome e resgata o sujeito “operário”. 08. O Texto 1 refere-se à produção informati zada; o quadrinho, à produção artesanal. 16. Ambos contêm a ideia de que o produto da ati vidade 293#ORGULHODESERPRÓ industrial não depende do conhecimento de todo o processo por parte do operário. 32. O numeral “quatro” apresenta, na ordem, um dígrafo e um encontro consonantal perfeito. 64. Segundo o exposto na charge, pode-se dizer que o operário “Aspira ao entendimento de algo.”. 8. Indique a(s) proposição(ões) correta(s) quanto à regência verbal: 01. Sabemos que tal ati tude poderá implicar em uma manifestação de nossos empregados. 02. Dizer que prefi ro ver jogo pela televisão do que ao vivo é fácil. O di� cil é convencer a mim mesmo de que estou certo. 04. É necessário que obedeçamos a todas as instruções que nos foram passadas. 08. Talvez ele tenha se esquecido que nos prometeu apoio. 16. Ao que parece, ele implicou-se em mais um acidente de trânsito. 32. Fiquei assisti ndo àquele documentário durante uma hora e meia. CRASE NÃO posso usar crase I - diante de: a) palavras masculinas1 b) verbos c) arti go indefi nido d) pronomes2 e) numerais cardinais3 II - Entre palavras repeti das III - Com “a” no singular seguido de palavra no plural Não posso me esquecer da crase FACULTATIVA diante de: 1 - nomes próprios femininos 2 - pronomes possessivos femininos 3 - pronomes de tratamento femininos Também devo me lembrar dos CASOS ESPECIAIS que pedem crase... I - especifi cando CASA, TERRA e DISTÂNCIA. II - permi� ndo a troca: àquele(s) = a este (s) àquela(s) = a esta (s) àquilo = a isto 1. Há crase ou não? a) Andei a pé. b) Estou apto a discuti r. c) Dirigiu-se a você com aspereza. d) Dirigiu-se a alguém com aspereza. e) Dirigiu-se a minha mãe. f) Estavam cara a cara. g) Fiz uma viagem a Roma. h) Fiz uma viagem a Roma Anti ga. i) Não se refere a pessoas estranhas. j) Não se refere as pessoas estranhas. k) Cheguei a uma hora da tarde. l) Cheguei a uma hora qualquer. m) Usa ternos a Clodovil. n) Chegou a tarde, o garoto. o) A tarde chegou logo. p) A medida que andávamos, sen� amos um calafrio. q) Estamos a beira do caos. r) Voltei a casa tarde. s) Voltei a casa de meus pais. t) Jogou o disco a distância de 10 metros. u) Refi ro-me aquele garoto. v) Pegue aquele lápis ali no chão. w) Dirigiu-se aquelas senhoras. x) Comprou aquilo no Mercado Público. y) Você fez as compras a vista ou a prazo? z) A garota cheirava a óleo. 2. Que diferença de senti do existe entre as frases? a) Saiu do salão à francesa. Saiu do salão a francesa. b) Desenham à chinesa. Desenham a chinesa. c) Ele cheira à ti nta. Ele cheira a ti nta. 3. Assinale a alternati va correta quanto à crase. a) A atração educa quem não teve acesso à outras informações. b) A atração educa quem não teve acesso à umas informações. c) A atração educa quem não teve acesso às informações. d) A atração educa quem não teve acesso à essas informações. e) A atração educa quem não teve acesso à algumas informações. 4. Leia os enunciados: I) “A espera do rato.”; II) “À espera do rato.”. Marque a alternati va que traduz o efeito de senti do dos dois enunciados: a) No enunciado II temos o senti do de que o rato está esperando. b) Nos enunciados I e II temos o mesmo efeito de senti do, já que, nesses casos, o uso do acento grave é facultati vo. c) No enunciado I temos o senti do de que alguém está 294 Pró Floripa “____ seis horas da manhã, já estávamos ____ esperar o trem que nos levaria ____ cidadezinha, de onde iríamos, ____ cavalo, ____ fazenda do Sr. Juca.” a) As - à - a - à - à b) Às - a - à - à - a c) As - a - à - a - à d) Às - a - à - a - à e) As - à - à - a - a. 11. Identi fi que a(s) proposição(ões) correta(s): 01. Não desobedeça a ninguém nem mesmo àquele que você não admira. 02. Não quero por isso no bolso, por isso, levem isso daqui. 04. Quero que eles dêem tudo o que têm aos que nada têm. 08. Esta caneta é semelhante à que comprei ontem. 16. Foram a Brasília falar com os ministros. 32. Essa peça teatral destina-se a pessoas que têm o senti do do humor. 12 Leia o texto seguinte: “Antes de começar a aula — matéria e exercícios no quadro, como muita gente entende —, o mestre sempre declamava um poema e fazia vibrar sua alma de tanta empolgação e os alunos fi cavam admirados. Com a suti leza de um sábio foi nos ensinando a linguagem poéti ca mesclada ao ritmo, à melodia e a própria sensibilidade ar� s� ca. Um verdadeiro deleite para o espírito, uma sensação de paz, harmonia.” OSÓRIO, T. Meu querido professor. Jornal Vale Paraibano, 15/10/1999. a) Qual a interpretação que pode ser dada à ausência da crase no trecho “a própria sensibilidade ar� sti ca”? b) Qual seria a interpretação caso houvesse a crase? COLOCAÇÃO PRONOMINAL PRONOMES E COLOCAÇÃO PRONOMINAL Entre eu e tu ou entre mim e ti ? Para eu fazer ou para mim fazer? Para ti decidir ou para tu decidires? Compare: Para mim, passar no vesti ba é moleza! Para eu passar no vesti bular, será moleza! ME - TE - SE - O - A - LHE - NOS - VOS - OS - AS - LHES Colocação Pronominal a) Próclise: posicionar o pronome antes do verbo. Ex.: Não te conheço muito bem. b) Mesóclise: o pronome “se intromete” no verbo... esperando pelo rato. d) Na alternati va II temos o senti do de que alguém esteja esperando pelo rato. e) Na alternati va I temos o senti do de que o rato está sendo esperado por alguém. 5. Marque a(s) afi rmati va(s) correta(s) quanto ao emprego da crase e dê o valor total. 01. A ati vidade que ora realizas é semelhante à que realizei em 1989. 02. Infelizmente, os preços conti nuam a subir. 04. À tardinha, todos vão apreciar o pôr-do-sol na Ilha da Magia. 08. Às vezes, não podemos ser honestos porque não deixam. 16. O pintor à cuja tela te referes fez uma exposição na galeria de artes da UFSC. 32. O sujeito recorreu à reparti ção e a ela se apegou como à uma tábua de salvação. 6. Assinale a alternati va correta quanto ao emprego da crase. a) Obedeça à sinalização, é o que pedem as placas nas rodovias. b) Telefonei à ela, depois à você e a todos os nossos amigos. c) Vesti -me as pressas e saí à procura de meus amigos. d) Tenho um carro à álcool e outro à gasolina. e) Não me refi ro à nenhuma dessas alternati vas. 7. Assinale a alternati va correta quanto ao uso da crase. a) Ela conhece à lei. b) Tu costumas andar à pé? c) Dirigiu-se à ela sem pensar. d) O advogado se mostrou disposto à rever o processo. e) Foram à Itália. 8. Marque a alternati va cujo uso da crase esteja adequado. a) À cadeira quebrou de novo! Isso acontece às vezes. b) Nem acredito que a noite vou encontrar à minha esposa. c) As vezes eu ganho à batalha, as vezes, perco. d) Estava à pensar: será que visto a amarela ou à rosa? e) Todas as vezes que o levo à escola me sinto orgulhoso. 9. Em todas as frases deve ser uti lizado o acento indicati vo de crase exceto em: a) É preciso resisti r a violência. b) Nem sempre se sobrevive a violência. c) A dor do agredido sucede a violência. d) É necessário desaprovar a violência. e) n.d.a. 10. Assinale a alternati va que preencha, pela ordem, as lacunas corretamente. 295#ORGULHODESERPRÓ Ex.: Algum dia, conhecer-te-ei por completo. c) Ênclise: o pronome fi ca após o verbo (Sempre com hífen!). Ex.: Conheço-te muito bem, meu amigo! Regrinhas Básicas - Jamais devemos iniciar uma oração com esse ti po de pronome. - A mesóclise só deve ocorrer em início de orações ou após vírgulas e com verbos no Futuro do Presente ou do Pretérito. - A próclise é obrigatória com: . vocábulos indicati vos de negação (não, nunca, jamais, nem, tampouco); . a palavra “que” (independentemente de sua classe gramati cal); . pronomes indefi nidos (tudo, nada, ninguém, alguém...); . conjunções subordinati vas (se, caso, embora...); . pronomes relati vos (que, que, qual, cujo...); . em + gerúndio (Ex.: Em se tratando de...); . orações interrogati vas, exclamati vas ou optati vas. - Então, nos demais casos... Dá-lhe Ênclise!!! Mas fi que atento ao pronome que irá empregar, principalmente se esti ver trabalhando com a terceira pessoa! RECORDE VI (=Verbo Intransiti vo) → não pede objeto VTD (= Verbo Transiti vo Direto) → pede OD VTI ( Verbo Transiti vo Indireto) → pede OI VTDI (=Verbo Transiti vo Direto e Indireto) → pede OD e OI simultaneamente Pronomes também podem servir como complementos aos verbos: 1. O uso do pronome átono no início das frases é destacado por um poeta e por um gramáti co nos textos abaixo. Pronominais Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro. (ANDRADE, Oswald de. Seleção de textos. São Paulo: Nova Cultural, 1988.) “Iniciar a frase com pronome átono só é lícito na conversação familiar, despreocupada, ou na língua escrita quando se deseja reproduzir a fala dos personagens (...)”. (CEGALLA. Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Nacional, 1980.) Comparando a explicação dada pelos autores sobre essa regra, pode-se afi rmar que ambos: a) Condenam essa regra gramati cal. b) Acreditam que apenas os esclarecidos sabem essa regra. c) Criti cam a presença de regras na gramáti ca. d) Relati vizam essa regra gramati cal. e) Afi rmam que não há regras para uso de pronomes. 2. Sobre a colocação pronominal estão corretas as seguintes proposições: I. Diante de pronomes relati vos, que, quem, qual, onde etc., o uso da próclise é facultati vo. II. Diante das conjunções subordinati vas que, como, embora etc., o uso da próclise é obrigatório. III. Quando o verbo não inicia a oração e quando o verbo esti ver no infi niti vo não fl exionado precedido de palavra negati va ou de preposição, pode-se usar, indiferentemente, próclise ou ênclise. IV. A eufonia, isto é, a agradabilidade sonora da frase, não exerce infl uência sobre os fatores que regem a colocação pronominal. V. A mesóclise só é obrigatória quando se combinam dois fatores: verbo no futuro iniciando a oração e ausência de palavra atrati va exigindo próclise. a) II, III e V. b) I e IV. c) II, IV e V. d) III e IV. e) Todas estão corretas. VERÍSSIMO, L.F. As cobras em: Se Deus existe que eu seja ati ngido por um raio. Porto Alegre: L&PM, 1997. 3. O humor da ti ra decorre da reação de uma das cobras com relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez de pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão da língua, esse uso é inadequado, pois a) contraria o uso previsto para o registro oral da língua. b) contraria a marcação das funções sintáti cas de sujeito e objeto. c) gera inadequação na concordância com o verbo. d) gera a ambiguidade na leitura do texto. e) apresenta dupla marcação de sujeito. O ÚLTIMO POEMA Assim eu quereria o meu últi mo poema 296 Pró Floripa Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que ti vesse a beleza das fl ores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação Manuel Bandeira 4. Em relação ao texto de Manuel Bandeira, assinale as proposições corretas. 01- As palavras MAIS e MENOS são advérbios, já que intensifi cam adjeti vos. 02- Em “A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.” A palavra destacada poderia ser substi tuída por O QUAL, já que é um pronome relati vo. 04- O poema é escrito em primeira pessoa, isso se justi fi ca pelo uso dos pronomes EU e MEU. 08- Em “...que se consomem...” a próclise é facultati va. 16- No poema predomina o senti do denotati vo. 5. Observando os três primeiros quadrinhos, pode-se perceber que, no diálogo entre Calvin e sua mãe, uma das formas verbais não condiz com as demais. Trata-se de: a) Ides. b) Pretendes. c) Tenhais. d) Segui. e) Julgais. 6. Indique o que seja correto afi rmar acerca da ti ra acima: 01. O pronome empregado logo na aberturada segunda fala da Calvin apresenta um erro de acentuação, já que, sendo átono, não deveria receber acento gráfi co. 02. O termo “onde” (últi mo quadrinho) pode ser substi tuído por “o qual”, mantendo-se o senti do da sentença. 04. O pronome destacado em “Vós me julgais mal” exerce função de objeto direto. 08. Reescrevendo o período “Segui vosso caminho!”, de modo a introduzir nele um pronome átono, teríamos “Segui-vos!”. 16. Em “Vós me julgais mal”, o últi mo vocábulo empregado é indicati vo de modo. 7. Nos quadrinhos, acontece um erro quanto à norma culta da Língua. Identi fi que-o: a) Falta vírgula depois do vocati vo. b) A personagem mistura, na sua fala, a 2ª pessoa do singular com a 3ª pessoa do singular. c) Há erro de grafi a ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. Exemplos: Tô, pra. d) É obrigatório o uso de ênclise no últi mo quadrinho. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. Texto 1 O homem disse que ti nha de ir embora – antes queria me ensinar uma coisa muito importante: - Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da vida. - Quero – respondi. O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos: - Pense nos outros. Na hora, achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino. SABINO, Fernando. O menino no espelho. 8. Em relação ao Texto 1, é correto afirmar que: 01. o pronome enclítico empregado no trecho “quando me lembrei de segui-lo”, exerce função de objeto direto e resgata o substantivo “conselho”. 02. o trecho “quando me lembrei de segui-lo”, pode ser substituído por “quando lembrei de segui-lo”, sem desrespeitar a norma culta. 04. a palavra “que”, nas três ocorrências sublinhadas no texto, está funcionando como pronome relativo, pois, ao mesmo tempo em que liga orações, também aponta para um antecedente. 08. em “como um menino” temos o conectivo “como” dando ideia de conformidade. 16. a ênclise constante em “fazendo-me feliz como um menino” é facultativa, uma vez que alterar a colocação pronominal para qualquer outra posição, também estaria de acordo com a norma culta. 297#ORGULHODESERPRÓ 32. Em “Na hora, achei esse segredo meio sem graça.”, temos “meio” como um vocábulo invariável, por se tratar de um advérbio. 9. (ENEM) A conversa entre Mafalda e seus amigos: a) revela a real dificuldade de entendimento entre posições que pareciam convergir. b) desvaloriza a diversidade social e cultural e a capacidade de entendimento e respeito entre as pessoas. c) expressa o predomínio de uma forma de pensar e a possibilidade de entendimento entre posições divergentes. d) ilustra a possibilidade de entendimento e de respeito entre as pessoas a partir do debate político de ideias. e) mostra a preponderância do ponto de vista masculino nas discussões políticas para superar divergências. 10. (UDESC) Assinale a alternativa em que o pronome oblíquo lhe está no lugar do pronome oblíquo o ou a, em desacordo com as orientações da norma culta. a) Pediu a Rita que lhe explicasse tudo. b) Então ela declarou-lhe que não voltaria mais. c) O cocheiro propôs-lhe voltar a primeira travessa, e ir por outro caminho. d) Ele, para lhe ser agradável, estava sempre discretamente afastado. e) Vejamos o que lhe trouxe aqui. 11. Identifique a(s) alternativa(s) onde o trecho transcrito a seguir foi reescrito, mantendo-se o sentido original: “Era a primeira vez que me encantavam assim aquelas gradações de verde, o verde-negro, de faiança, luzente da hera, o verde flutuante mais claro dos bambus.” 01. Era a primeira vez que aquelas gradações de verde me deixavam assim encantado, o verde-negro, de faiança, luzente da hera, o verde flutuante mais claro dos bambus. 02. Pela derradeira vez, senti-me encantado por aquelas gradações de verde, o verde-negro, de faiança, luzente da hera, o verde flutuante mais claro dos bambus.” 04. Aquelas gradações de verde, pela primeira vez, me encantariam assim. Seria o verde-negro, o verde da faiança, luzente da hera, assim como o verde flutuante mais claro dos bambus. 08. Assim, aquelas gradações de verde – o verde-negro, de faiança, luzente da hera, o verde flutuante mais claro dos bambus – me encantavam pela primeira vez. 16. Aquelas gradações de verde me encantavam deste modo pela primeira vez; o verde-negro, de faiança, luzente da hera, o verde flutuante mais claro dos bambus. 32. Era a primeira vez que aquelas gradações de verde me encantavam desta maneira, o verde-negro, de faiança,luzente da hera, o flutuante mais claro dos bambus. 64. E, assim, aquelas gradações de verde – o negro, de faiança, luzente da era, o flutuante mais claro dos bambus – poderiam encantar-me. ANÁLISE SINTÁTICA DO PERÍODO COMPOSTO - Parte I ORAÇÕES COORDENADAS As orações coordenadas sindéticas podem ser de cinco tipos: a. Adi� va (adição): e, nem, mas também, mas ainda, bem como, como também. b. Adversa� va (oposição): mas, porém, todavia, no entanto, entretanto, contudo. c. Alterna� va (alternância): ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja. d. Conclusiva (conclusão): por isso, logo, portanto, pois (Nunca no início da oração!), então, assim e. Explica� va (explicação): pois (Sempre no início da oração!), porque, que, porquanto 1. Assinale a única alternativa que possui uma oração coordenada assindética: a) Defenda a vida, denuncie a violência contra a mulher. b) Ele trabalha em casa e possui um escritório de advocacia. c) A tecnologia é um bem, mas é instrumento de muitos crimes. d) Quer chova, quer não, iremos à igreja. e) Cuidado com seus pensamentos, pois eles se realizam. 2. O trecho destacado em “Wolton justifica-se dizendo que a internet é incrível para a comunicação entre pessoas e grupos que tenham os mesmos interesses, mas está longe de ser uma ferramenta de comunicação de coesão entre pessoas e grupos diferentes.” é uma oração: a) coordenada sindética aditiva. b) coordenada sindética adversativa. c) coordenada sindética conclusiva. d) coordenada assindética. 298 Pró Floripa e) coordenada sindética explicativa. 3. “A nova bomba anunciava o rápido desfecho da guerra em curso contra o Japão. Mas também prenunciava uma nova era, cheia de inquietações.” A expressão destacada exprime: a) adição b) alternância c) contraste d) conclusão e) explicação 4. Leia atentamente as frases: I - Mário estudou muito e foi reprovado! (= mas) II - Mário estudou muito e foi aprovado! (= por isso) Em I e II, a conjunção e tem, respectivamente, valor: a) aditivo e conclusivo b) adversativo e aditivo c) aditivo e aditivo d) adversativo e conclusivo e) concessivo e causal 5. “Desde os cinco anos, merecera eu a alcunha de menino-diabo; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso.” (Machado de Assis) No trecho acima há: a) duas orações, dois períodos b) três orações, um período c) três orações, três períodos d) quatro orações, um período e) três períodos, três orações 6. A relação semântica implícita entre as orações coordenadas “Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem, o filho continua não podendo escolher os pais que o terão é de: a) adição. b) condição. c) causa. d) oposição. e) alternância. 7. “Muitos resultados são imprevisíveis, mas os dados já obtidos, diz a pesquisadora, ‘sem dúvida permitirão um desenvolvimento extraordinário, tanto na medicina e na biotecnologia quanto na bioinformática’.” Os conectivos grifados podem ser substituídos, sem alteração do significado, respectivamente, por: a) porém – não só – mas também; b) entretanto – ora – ora; c) portanto – não só – mas também; d) porque – seja – seja; e) contudo – ora – ora. 1 5 10 1520 25 30 “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular, quando se trata de estudar gêneros literários. Geralmente se entende por popular um ti po de criação rústi ca, caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. Talvez você mesmo pense assim. Mas, veja bem, se assim fosse, como se justi fi caria a infl uência que a tradição popular exerceu e conti nua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações ar� sti cas e culturais, inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe, é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. Popular é, portanto, uma manifestação cultural de caráter universal, nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura ofi cial. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional, pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. Quer dizer, as criações populares não conhecem normas nem limites. Elas estão acima de qualquer ti po de aprovação social. O conto popular, embora tenha um caráter universal, seja uma criação coleti va e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral, apresenta um modo narrati vo que o singulariza diante de outros ti pos de narrati vas. Com isso, é possível dizer que o conto popular é um gênero narrati vo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. Suas característi cas composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar.” MACHADO, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 28. 8. Conectores são elementos de ligação que estabelecem diferentes relações de sentido entre os segmentos de um texto. Tendo em vista a definição acima, marque a(s) alternativa(s) em que a relação estabelecida pelo(s) elemento(s) em negrito está corretamente indicada. 01. “… é tão forte que precisamos ter muito claro…” Relação de modo: expressa, numa das orações, o modo como se realiza o evento contido na outra. 02. “… quando se trata de estudar gêneros literários.” Ligação temporal: relaciona fatos ou eventos simultâneos. 04. “Mas, veja bem, se assim fosse…” Relação de oposição: introduz uma argumentação contrária ao que foi dito anteriormente. 08. “… a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar.” Relação comparativa: estabelece a superioridade de um elemento sobre outro(s). 16. “Popular é, portanto, uma manifestação cultural…” Ligação conclusiva: introduz uma conclusão relativamente aos enunciados anteriores. 32. “… pois isto eliminaria a tendência universalizante…” Ligação explicativa: apresenta uma justificativa ou explicação do que foi dito antes. 299#ORGULHODESERPRÓ 64. “Quer dizer, as criações populares…” Relação de exemplificação: acrescenta um possível exemplo a uma declaração anterior, de ordem mais geral. 9. Considere este período composto, extraído do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e indique a(s) afirmação(ões) incorreta(s): “Então a velha apeou do tapir e montou num cavalo gazeo — sarará que nunca prestou nem prestará e seguiu.” 01. O período é formado por cinco orações, dentre as quais, apenas duas são coordenadas sindéticas aditivas: a 2ª e a 5ª, introduzidas pelo conectivo “e”. 02. A oração “que nunca prestou” inicia-se com um pronome relativo e refere-se ao substantivo cavalo, sendo ela classificada como subordinada adjetiva explicativa. 04. A segunda oração é coordenada sindética aditiva em relação à primeira e principal quanto à 3ª. 08. A última oração coordena-se aditivamente com a 2ª: “montou num cavalo gazeo — sarará (…) e seguiu”. 1 5 10 15 20 “Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que, apesar de conviverem com ela, ainda não a entendem. As tecnologias não são apenas produtos de mercado, mas produtos de práti cas sociais. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais, para depois haver uma adaptação mercadológica. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas; resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. Elas fazem parte da vida das pessoas; não invadem a vida das pessoas. A organização de seus gêneros, formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno, o tempo, o espaço, o movimento: o mundo plural hoje vivido. Novos modos de senti r, pensar, viver e ser, construídos historicamente, se mostram nos processos comunicati vos derivados das necessidades sociais. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes, a indagação de suas fontes, a consciência de sua existência, o reconhecimento de suas possibilidades, a democrati zação de seus usos.” Trecho abaixo foi reti rado dos Parâmetros Curriculares Nacionais — Ensino Médio (Brasília, DF: Ministério da Educação, 1999, p. 133-4) 10. Identi fi que o(s) item(ns) cuja proposição está correta. 01. O primeiro período do segundo parágrafo é composto por coordenação e subordinação. 02. No últi mo período/parágrafo do texto, o sujeito composto o esclarecimento das relações existentes, a indagação de suas fontes, a consciência de sua existência, o reconhecimento de suas possibilidades, a democrati zação de seus usos vem posposto ao verbo (caber), o que justi fi ca a concordância no singular. 04. A presença do pronome indefi nido certo junto a desconforto tem por função relati vizar ou atenuar o senti do atribuído a esse substanti vo no texto. 08. O uso da crase é facultati vo diante de pronomes demonstrati vos. Portanto, a forma àqueles poderia ser substi tuída, sem problemas, por aqueles. 16. Em As tecnologias não são apenas produtos de mercado, mas produtos de práti cas sociais, mas indica uma oposição de ideias. 32. Os pronomes que (l. 10) e elas (l. 11) remetem anaforicamente a negociações. “TRANSAMARGURA (...) Idealizada como um dos maiores símbolos da integração nacional, a Transamazônica começou a ser aberta há trinta anos, na condição de carro-chefe do projeto ‘Brasil Grande’, do regime militar. (...). Em sintonia com o discurso ufanista da época, o governo prometi a solenemente entregar ‘terra sem homens para homens sem terra’. Mais de um milhão de brasileiros acabaram seduzidos pelas promessas redentoras daquela obra grandiosa, mas a estrada jamais foi construída.” Istoé, 11/10/2000. 11. A expressão “... mas a estrada jamais foi construída”: a) estabelece uma relação de adição à ideia que a antecede no período. b) estabelece uma relação de oposição à ideia que a antecede no período. c) estabelece uma relação de conclusão à ideia que a antecede no período. d) não estabelece relação alguma, pois independe da ideia que a antecede no período. e) estabelece uma relação de explicação à ideia que a antecede no período. 12. Analise os dois fragmentos abaixo. “nossos bisnetos vão passear ou, um dia, viver em Marte.” “quando teremos robôs escravos, máquinas de orgasmos ou naves para viajar no tempo” O vocábulo ou expressa, respectivamente, ideia de: a) adição e exclusão. b) alternância e exclusão. c) exclusão e adição. d) adição e alternância. e) alternância e adição. 13. Considerando aspectos sintáticos dos períodos “Todo dia algum biruta apresentava uma nova máquina, anunciava um plano mirabolante e desafiava a gravidade e a prudência” e “A tecnologia da aerodinâmica, da engenharia de estruturas, do desenho de motores e da química de combustíveis havia chegado a um estágio de evolução inédito”, aponte as alternativas corretas. 300 Pró Floripa 01. Ambos os períodos são compostos. 02. O primeiro período se compõe de três orações coordenadas. 04. Os verbos empregados nas orações do primeiro período têm em comum o fato de serem transitivos indiretos. 08. Na única oração que constitui o segundo período, o termo “tecnologia” funciona como núcleo do sujeito simples. 16. No primeiro período, a conjunção“e”, empregada duas vezes, está separando orações de igual valor e também termos de valor idêntico na mesma oração. 14. Observe os períodos a seguir: “Lá penso em me eleger deputado. Já entrei em contato com membros do Partido Verde que me apoiarão.” Assinale a alternativa que apresenta a expressão que poderia ser usada para relacionar as duas orações, mantendo as relações de sentido. a) Por isso. c) Mas. b) Porque. d) Como. e) Nem. 15. No trecho “Aqui, em Brasília, só misérias (…). Mas não é só em Brasília.”, a palavra mas está sendo empregada para indicar: a) uma conclusão sobre argumento já apresentado. b) uma conclusão contrária àquela já sugerida. c) uma justificativa sobre argumento já apresentado. d) um argumento a favor de uma mesma conclusão. e) uma justificativa coerente. ANÁLISE SINTÁTICA DO PERÍODO COMPOSTO - Parte II ORAÇÕES SUBORDINADAS (Substantivas e Adjetivas) A oração que apresenta essas duas características chama- se oração subordinada; a que se refere à subordinada chama-se oração principal. De acordo com o valor que possuem, as orações subordinadas são classificadas como: - Substantivas - Adjetivas - Adverbiais I - SUBSTANTIVAS São orações que exercem funções de substantivo. Podem exercer as seguintes funções sintáticas: a. Sujeito b. Predicativo do sujeito c. Objeto direto d. Objeto Indireto e. Complemento nominal f. Aposto As O.S.S. podem ser substituídas pelos pronomes ISTO, ESTE, ESTA. Se for possível substituir toda a oração por um desses três pronomes, então ela é substantiva. João disse que prefere sua vovozinha. (João disse ISTO.) Oração Subordinada Substantiva Ao substituir a oração substantiva por ISTO, ESTE, ESTA, a função do pronome será a mesma da oração. João disse ISTO. Objeto Direto João disse que prefere sua vovozinha. O. S. Substantiva Objetiva Direta A O.S.S é introduzida pela chamada conjunção integrante. As mais importantes são “que” e “se”. Tipos de Oração Substantiva a. Subjetiva Na O.P. falta o sujeito. Não é introduzida por preposição. O verbo da O.P. está sempre em 3ª p. do singular. Ex.: É improvável que a prova seja adiada. b. Objetiva Direta Na O.P. falta o O.D. O verbo da O.P. é T.D. Não é introduzida por preposição. Ex.: Não percebeu que a isolavam do grupo. c. Objetiva Indireta Na O.P. falta o O.I. O verbo da O.P. é T.I. É introduzida por preposição. Ex.: Impediu-os de que fizessem aquela maldade. d. Predicativa Na O.P. falta o Predicativo do Sujeito. O verbo da O.P. é sempre um verbo de ligação. Não é introduzida por preposição. Ex.: Meu desejo é que eu ganhe um pirulito. e. Completiva Nominal Refere-se a um substantivo ou adjetivo da O.P. É iniciada por preposição. Ex.: Sou favorável a que jovens de 16 anos votem. f. Apositiva Exerce a função de aposto de um substantivo. Não é introduzida por preposição. É a única substantiva que apresenta pontuação (os dois 301#ORGULHODESERPRÓ pontos). Ex.:Desejo uma coisa: que você seja muito feliz. II – ADJETIVAS São orações que exercem funções de adjetivo. São introduzidas por pronomes relativos (que, o qual, onde, no qual, quem, cujo, etc.) O melhor modo de perceber a oração adjetiva é notar a presença do pronome relativo. O mais comum é o “que”. Sempre que for possível substituí-lo por “o qual, a qual, os quais, as quais”, ele funciona como pronome relativo, e a oração que ele introduz se classifica como subordinada adjetiva. Tipos de Oração Subordinada Adjetiva Restritiva Possui função de limitar, restringir o sentido do substantivo que vem antes da oração adjetiva. Ex.: Eu já li o livro que você trouxe. Os homens que têm seu preço são fáceis de corromper. Explicativa Funciona como se fosse um aposto. Possui função de explicar o sentido do substantivo que vem antes da oração adjetiva. É marcada por vírgulas. Ex.: Os homens, que têm seu preço, são fáceis de corromper. Nossos pais, dos quais gostamos muito, já são idosos. 1. “O governo federal não pode tratar igualmente os desiguais, tem de investir mais nas regiões que venha possibilitar um crescimento maior e a unificação desses dois Brasis.” (Correio da Paraíba, 24/05/05) Listamos abaixo (de I a IV) explicações sobre o termo QUE, sob os aspectos morfológico e sintático. Assinale a alternativa (de a a e) que corresponde à(às) justificativa(s) possível(is) quanto à escolha do autor no trecho citado: I. QUE é uma conjunção consecutiva e estabelece uma relação de resultado ou consequência entre investimento nas regiões e crescimento dos dois Brasis. II. QUE é uma conjunção final (com elipse da preposição “para”) e estabelece uma relação de finalidade entre investimento nas regiões e crescimento dos dois Brasis. III. QUE é um pronome relativo e expressa noção de ênfase à possibilidade de crescimento e unificação dos dois Brasis. IV. QUE é um pronome relativo e tem como referente o termo “regiões”. a) Apenas a explicação IV está correta. b) As explicações III e IV estão corretas. c) Apenas a explicação I está correta. d) Apenas a explicação II está correta. e) As explicações I e II estão corretas 2. Assinale o período composto por três orações somente. a) Os homens se esquecem de que a verdadeira amizade é fundamental. b) Nunca fiz questão de que você viesse no horário. c) Vou ao cinema agora, ele ao teatro, mas nos encontraremos à noite. d) Tua chegada causa espanto e admiração, faz com que eu sonhe e delire. e) Nunca mais ouviram falar daquele caso. O pouco que soubemos veio pelos jornais. 3. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) quanto à classificação posta entre parênteses. 01. É possível que comunicassem sobre política. (O. Sub. Subjetiva) 02. Argumentei que não seria justo. (O. Sub. Objetiva Indireta) 04. A notícia que a imprensa divulgou foi fantástica. (O. Sub. Adjetiva Restritiva) 08. À medida que as nuvens escureciam, a noite parecia chegar. (O. Sub. Adverbial temporal) 16. A passarela foi feita para que os pedestres tivessem segurança. (O. Sub. Adverbial final) 32. Os homens, que têm seu preço, são facilmente corrompidos. (O. Sub. Adjetiva Explicativa) 4. (UFSC) Assinale, dentre as proposições a seguir, aquela(s) que apresenta(m) correspondência entre o(s) termo(s) sublinhado(s) e aquele que está entre parênteses. 01. A nova Lei de Trânsito impõe aos motoristas novas regras. (objeto indireto) 02. O processo foi-lhe favorável. (complemento nominal) 04. A prova terminou muito cedo. (adjunto adverbial de intensidade) 08. Dorme, cidade maldita, teu sono de escravidão. (aposto) 16. Loja com nome estrangeiro paga mais imposto. (objeto direto) 32. Estou certo de que ela passará nos exames (oração subordinada substantiva completiva nominal) 5. Observe o trecho “(…) mas não vejo a fé. E por que não aparece a fé nesta casa?” Os sujeitos dos verbos grifados são respectivamente: a) sujeito inexistente e sujeito oculto. b) sujeito composto e sujeito simples. c) sujeito simples e sujeito composto. d) sujeito simples e sujeito oculto. e) sujeito oculto e sujeito simples. 302 Pró Floripa ANÁLISE SINTÁTICA DO PERÍODO COMPOSTO - Parte III ORAÇÕES SUBORDINADAS (Adverbiais) A melhor maneira de classificar as orações adverbiais é pensar no significado da oração dentro do contexto da frase. Não se habitue, portanto, a decorar conjunções. a. Causal: dá ideia de causa, motivo. Porque, visto que, já que, uma vez que, como (equivalendo a porque) b. Comparativa: dá ideia de comparação. Como, que (precedido de mais ou de menos) c. Consecutiva: dá ideia de consequência. Que (precedido de um termo intensivo: tão, tal, tanto) d. Concessiva: dá ideia de concessão, que é o ato de conceder, de permitir, de admitir uma ideia contrária. Embora, se bem que, ainda que, por mais que, por menos que, conquanto e. Condicional: dá ideia de condição. Se, caso, contanto, que, desde que f. Conformativa: dá ideia de conformidade, isto é, de acordo, de adequação, de não-contradição.Como, conforme, consoante, segundo g. Final: dá ideia de finalidade, entendida como o objetivo, a destinação de um fato. A fim de que, para que, que h. Proporcional: dá ideia de proporção, entendida como a relação existente entre duas coisas, de modo que qualquer alteração em uma delas implique alteração na outra. Que, à medida que, à proporção que, quanto mais, quanto menos i. Temporal: dá ideia de tempo. Quando, enquanto, logo que, desde que, assim que 1. Classifique as orações subordinadas adverbiais. a) Minha mão tremia tanto que mal conseguia escrever. b) Joel acompanhou a irmã, embora estivesse cansado. c) À medida que subimos, o ar se rarefaz. d) Fiz-lhe sinal para que não insistisse. e) Os detentos fugiram da penitenciária porque eram maltratados. f) Envelheçamos como as árvores fortes envelhecem! g) Por que não foi lá ontem como me tinha dito? h) Ia escurecendo quando chegou em casa. i) Se Deus não guarda a cidade, em vão a sentinela vigia. 2. Assinale a opção em que a oração sublinhada é uma oração adverbial com valor de consequência. a) A psiquiatria tem repensado a noção de cura, sem que obtenha resultados mais eficazes. b) A psiquiatria tem repensado a noção de cura, para obter resultados mais eficazes. c) A psiquiatria tem repensado a noção de cura, obtendo, assim, resultados mais eficazes. d) Como a psiquiatria tem repensado a noção de cura, tem obtido melhores resultados. e) Sempre que a psiquiatria repensa a noção de cura, obtém resultados mais eficazes. 3. A árvore caiu, embora estando bem presa ao chão. Vou agradecer-lhe a ajuda, logo que possa sair. Não demonstrava, mas amava o filho. Buscava um lugar silencioso para que pudesse pensar. - As palavras e expressões sublinhadas podem ser substituídas, sem alteração de estrutura e sentido da frase, respectivamente, por: a) mesmo – assim que – haja vista – a fim de que b) apesar que – assim que – ou – onde c) apesar de que – quando – logo – afim de que d) mesmo que – ao – portanto – em que e) mesmo – assim que – entretanto – a fim de que 4. “Ao se enviar uma carta através de alguém, imagina- se a pobre pessoa, com uma carta atravessada no corpo.” Assinale a alternativa que melhor corresponde ao trecho destacado acima. a) Logo que se envia uma carta através de alguém… b) Quando se envia uma carta através de alguém… c) À medida que se envia uma carta através de alguém… d) Como se envia uma carta através de alguém… e) Enquanto se envia uma carta através de alguém... 5. Assinale as proposições corretas: 01- Em “Resolvi optar pela forma de plural, pois vejo tanta gente agora com, pelo menos, dois.” A conjunção destacada poderia ser substituída tanto por porque ou que mantendo a mesma relação de sentido. 02- Em “Não pude foi evitar escutar o que minha companheira de sala de espera... berrava.” Não há pronome relativo. 04- Em “Para não dizer, no entanto, que não contei nada, também é discrição demais, só um pequeno 303#ORGULHODESERPRÓ detalhe, sem maior surpresa: ela estava a ponto de estrangular o marido.’ A expressão destacada apresenta ideia de oposição. 08- Na frase “propiciando já a formação do que poderá vir a ser chamado de auditeurismo, que ficará, assim, ao lado do antigo voyeurismo.” A expressão destacada poderia ser substituída por daquilo que já que temos um pronome demonstrativo e um relativo respectivamente. 16- Em “ Entrei em um consultório médico, uma senhora aguardava sua vez na sala de espera.” Há orações coordenadas assindéticas. 6. “Fomos e seremos assim, em nossa essência, embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas.” Assinale a opção em que, ao reescrever-se o fragmento acima, substituiu-se o conectivo sublinhado por outro de valor condicional, fazendo-se alterações aceitáveis. a) Fomos e seremos assim em nossa essência, porque as circunstâncias mudaram e nós mudamos com elas. b) Fomos e seremos assim em nossa essência, enquanto as circunstâncias mudarem e nós mudarmos com elas. c) Éramos e somos assim em nossa essência, à medida que as circunstâncias mudaram e nós mudamos com elas. d) Teríamos sido e seríamos assim em nossa essência, se as circunstâncias mudassem e nós mudássemos com elas. e) Temos sido e somos assim em nossa essência, conforme as circunstâncias têm mudado e nós temos mudado com elas. 7. “Como alguns moradores do vilarejo contam, muitos forasteiros perderam suas vidas tentando encontrar pedras preciosas.” Em que alternativa a palavra como expressa a mesma relação de sentido que apresenta acima? a) O grande pacificador morreu como herói. b) Como era um garoto muito peralta, acabou espatifando-se no chão. c) Félix e o advogado encontraram-se ao amanhecer como haviam combinado ontem. d) Como o céu estivesse recoberto de nuvens escuras, não fomos à praia. e) O garoto voltou para a cidade como quem vai para a prisão. 8. Assinale a alternativa em que se encontra a oração subordinada grifada com o mesmo valor semântico de “ao despedir-se do sol frio e gasto, o derradeiro homem há de ter um relógio na algibeira”: a) “sentado entre dous sacos, o da vida e o da morte, imaginava então um velho diabo”. b) “porque o relógio parava, eu dava-lhe corda, para que ele não deixasse de bater nunca”. c) “quando eu perdia o sono, o bater da pêndula fazia- me muito mal”. d) “para que não deixasse de bater nunca, eu dava-lhe corda”. e) “invenções há, que se transformam ou acabam; o relógio é definitivo e perpétuo”. ANÁLISE SINTÁTICA DO PERÍODO COMPOSTO - Parte IV ORAÇÕES REDUZIDAS Algumas vezes as orações subordinadas podem aparecer sob a forma de orações reduzidas. As orações subordinadas reduzidas têm duas características: • Apresentam o verbo em uma das formas nominais: gerúndio, particípio, infinitivo. • Não vêm introduzidas por conectivos (conjunções subordinativas ou pronomes relativos). CLASSIFICAÇÃO • Subordinada reduzida de gerúndio • Subordinada reduzida de particípio • Subordinada reduzida de infinitivo • DICAS Para analisar uma O.S.Reduzida, basta fazer o seguinte: • Desenvolvê-la, ou seja, tirá-la da forma reduzida, fazendo aparecer o conectivo • Analisar a oração desenvolvida • Aplicar a análise da oração desenvolvida à reduzida, acrescentando reduzida de (gerúndio, particípio, infinitivo). Observe atentamente o exemplo que segue: Penso estar doente. Desenvolvendo: Penso/ que estou doente. Se quem pensa, pensa algo, diz-se, então, que é uma oração subordinada substan� va obje� va direta. Agora basta aplicar a classifi cação à oração reduzida e acrescentar as palavras reduzida de infi ni� vo. 1. Desenvolva as orações abaixo, introduzindo conjunções. a) Vi guardas conduzindo presos. b) Terminado o baile, todos saíram. c) Não parti cipou do torneio por estar doente. d) Viajando nas férias, não pôde concluir o curso. 2. Na frase: “Sem estudar, você não será aprovado”, a oração destacada indica idéia a) concessão. b) condição. 304 Pró Floripa c) modo, d) tempo. e) causa. 3. As orações em destaque são substanti vas reduzidas de infi niti vo. Classifi que-as: ( 1 ) subjeti va ( 2 ) objeti va direta ( 3 ) objeti va indireta ( 4 ) completi va nominal ( 5 ) predicati va ( 6 ) apositi va ( ) Aconselharam-me a desfazer o noivado. ( ) Todos conheciam a mania de Laura: empenhar joias. ( ) Depende de V. Sª libertar esses presos. ( ) Um de seus passatempos é colecionar selos. ( ) Parti com a doce esperança de reencontrar meu amor. ( ) Lamento ter perdido essa oportunidade. 4. Classifi que as orações adverbiais reduzidas de infi niti vo. ( 1 ) causal ( 2 ) concessiva ( 3 ) condicional ( 4 ) consecuti va ( 5 ) fi nal ( 6 ) modal ( 7 ) temporal ( ) Não podia demorar-me, sob pena de perder o avião. ( ) Reti rei-me discretamente, sem ser percebido. ( ) É di� cil curar um mal sem lhe conhecer as causas. ( ) Ao clarear o dia, descemos da montanha. ( ) Não pude viajar por ter perdido o dinheiro.( ) Tirou o cachimbo da boca a fi m de poder falar. ( ) Apesar de ser mais fraco, Davi matou Golias. 5. Classifi que as orações adverbiais reduzidas de gerúndio: ( 1 ) causal ( 2 ) condicional ( 3 ) modal ( 4 ) temporal ( ) Aumentando-se a produção, a exportação crescerá. ( ) Vendo-se perdido, o toureiro gritou por socorro. ( ) Chegando ao alto da árvore, sacudiu-a fortemente. ( ) Matou as formigas esmagando-as com o calcanhar. 6. Classifi que as orações adverbiais reduzidas de parti cípio: ( 1 ) causal ( 2 ) concessiva ( 3 ) condicional ( 4 ) temporal ( ) Terminado o almoço, comentamos as no� cias do dia. ( ) Ofendido pelo empregado, o patrão descontrolou-se. ( ) Mesmo picado por uma jararaca, o novilho não morreu. ( ) Ins� tuída a pena de morte, o crime diminuiria? 7. Ponha o número correspondente à oração reduzida em destaque: (1) subjeti va (2) objeti va direta (3) objeti va indireta (4) completi va nominal ( ) Aconselhou-me a não o ler. ( ) Faz mal a Marcoré ver mãe e avó desunidas. ( ) Exortou-me a botar a mão na consciência. ( ) Sou avesso a derramar sangue humano. ( ) Eu estava com sede e curioso de experimentar aquela bebida. ( ) A FUNAI informou ter demarcado a reserva indígena. ( ) É uma obrigação pagar a dívida ao velho. ( ) Muitos preferem morrer lutando a viver sem liberdade. ( ) O treinador do clube observava o interesse do rapaz em melhorar o nado livre QUE e SE O termo “se” aparece na frase como: 1. Pronome Refl exivo Os dois amam-se como irmãos. Elas deram-se as mãos. 4. Par� cula Exple� va ou de realce As moças sorriram-se agradecidas O povo riu-se ao ouvir tantas asneiras. 2. Par� cula Apassivadora Sabe-se que há pessoas safadinhas. Doam-se aulas de Gramáti ca. 5. Parte integrante de verbos Ele queixou-se do assunto. Maria referiu-se ao pai. 3. Índice de Indeterminação do Sujeito Aqui se vive bem. Precisa-se de serventes. 6. Substan� vo O se é a palavra que estamos estudando. 7. Conjunção Subordina� va Se você não fi car quieto, não vai aprender a lição. O termo “que” aparece na frase como: 1. Advérbio Que fria está sua sala! 5. Conjunção Penso que está tudo ok. 2. Substan� vo Há um quê de censura no ar. 6. Pronome Interroga� vo Que você quer comigo? 3. Preposição Tinha que estudar. 7. Pronome Rela� vo A candidata que treinei foi aprovada 305#ORGULHODESERPRÓ 4. Interjeição Quê! Ela acreditou nisso? 8. Par� cula Exple� va ou de Realce Que nome que te deram.... 1. Classifique a palavra se nestas frases: a) Ignorávamos se ele voltaria um dia à nossa casa. b) As pernas do velho encolheram-se debaixo do lençol. c) Ele se fez doutor ainda jovem e orgulha-se disso. d) Obtiveram-se ótimos resultados. e) Ele convenceu-se disso muito cedo. f) Só faremos o acordo se houver segurança na transação. g) Lá se vão os garotos. h) Os jogadores abraçaram-se felizes. 2. Identifique as funções do que nas frases abaixo: a) A demora era tanta que desistimos de esperar. b) As fotografias que vimos eram fantásticas! c) Quê! Você suspeita de mim? d) Você sabe que horas são agora no Japão? e) Os pais têm que dialogar com os filhos. f) A decoração da casa tinha um quê de extravagante. 3. Em que oração a palavra “que” é um pronome relativo? a) Observei um quê de desconfiança em seu olhar. b) Que resultados você espera com essa atitude? c) A família é que lhe pagava todos os gastos. d) O itinerário que seguimos era o mais próximo. e) Não te intimides que há outros menos capazes. 4. Identifique a frase em que a palavra “se” é pronome apassivador. a) Viaja-se pelas praias brasileiras no verão. b) Os namorados acomodaram-se no sofá, em silêncio. c) Deixou-se abater com a notícia de sua partida. d) Proibiam-se as queimadas por todo o território. e) Vivia-se tranqüilo naqueles confins da serra. 5. Em que frase a palavra “se” é índice de indeterminação do sujeito? a) Aqui se aceitam encomendas de doces e salgados. b) O passante escondeu-se da chuva repentina. c) Neste restaurante italiano, come-se bastante bem. d) Os dois garotos protegiam-se da forte ventania. e) Liquidaram-se as dívidas em pouco tempo. 6. Em: “Vá-se embora, já, senão eu grito”, a palavra se é: a) pronome apassivador b) conjunção integrante c) conjunção condicional d) partícula expletiva e) parte integrante do verbo 7. (ITA-SP) Considere as palavras destacadas em: “Das grandes narinas escorriam gotas e pensei, por um momento, que fossem lágrimas.” “Um de nós protesta que deviam servir-lhe a carne em pedacinhos.” Elas classificam-se, respectivamente, como: a) pronome relativo - conjunção explicativa b) conjunção consecutiva - conjunção integrante c) conjunção causal - partícula expletiva d) pronome relativo - pronome relativo e) conjunção integrante - conjunção integrante 8. Considerando as palavras sublinhadas nas frases abaixo, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S). Imaginemos que (1) o mundo inteiro esteja em paz. Durante a tarde, os manifestantes que (2) reivindicavam melhorias salariais foram às ruas protestar contra o governo, que (3) parecia não lhes dar ouvidos. As desilusões que (4) ele sofreu justificam as decisões que (5) toma hoje em dia. 01. Em I, a palavra destacada é conjunção coordenativa, pois estabelece relação entre duas orações independentes entre si. 02. O antecedente de que (2) é “manifestantes” e a palavra que (2) representa o agente do verbo “reivindicar”. 04. Em III, que (4) é pronome relativo e pode ser substituído, sem alteração de sentido, por “as quais”. 08. O verbo “toma”, em III, tem como sujeito que (5) cujo antecedente é “decisões”. 16. Em II, que (3) inicia uma oração que tem como função restringir o significado de “governo”, especificando de que governo se trata. 9. A classificação entre parênteses da palavra “que” está errada em: a) Tenho que comprar novos sapatos. (preposição) b) Quê! Você não quer sair daqui?!? (interjeição) c) Que bela apresentação, meu filho! (advérbio) d) Vamos para casa, que está chovendo. (preposição) e) Vou descobrir o quê da questão. (substantivo) 10. Em: “E então dormi tão depressa que nem sei como foi...”, a palavra destacada é uma conjunção: a) explicativa b) integrante c) final d) consecutiva e) concessiva 3. Em que oração a palavra “que” é um pronome 306 Pró Floripa 11. Na frase: “Não sei se ela aceitará o vale”, a palavra “se” classifica-se como: a) conjunção subordinativa condicional b) conjunção subordinativa integrante c) pronome pessoal oblíquo d) pronome pessoal reflexivo e) pronome apassivador CONCORDÂNCIA NOMINAL • Dois ou mais substantivos seguidos de um adjetivo, poderá ficar no singular ou ir para o plural. Ex.: Comprei calça e blusa clara (s). • Dois ou mais substantivos precedidos de um adjetivo, deverá concordar com o mais próximo. Ex.: Havia intenso calor e poluição naquela região. Importante!!! • Se os gêneros forem diferentes, prevalece a forma masculina. Ex.: Vesti a terno e camisa clara / claros. • Adjetivo composto flexiona somente o último elemento. Ex.: Vestia calcinhas verde-escuras. (azul-claras) • Adjetivo anteposto concorda com o substantivo mais próximo. Ex.: Velhas revistas e livros estavam no balcão. • Dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo substantivo, ocorrerão duas construções. Ex.: Estudo as línguas francesa e inglesa. Estudo a língua francesa e a inglesa. Particularidades Mesmo Elas mesmas resolverão o caso.Ela não sabia disso mesmo. Junto Juntos iremos longe.Iremos junto com ele. Anexo/Incluso Próprio Quite Leso Obrigado As cartas seguem anexas. As cartas seguem em anexo. Eles próprios assaltaram o caixa. Estou quite com você. Cometeu crimes de lesas-pátrias. Muito obrigada, diz a menina. Tal O fi lho é tal qual o pai. Os fi lhos são tais quais os pais. O fi lho é tal quais os pais. Os fi lhos são tais qual o pai. Menos Alerta Pseudo Monstro Ela estava menos calma que ontem. Fiquemos alerta ao combate. As pseudo-atrizesforam presas. Elas são um monstro. Só Só as meninas foram embora.As meninas fi caram sós. Meio Maria estava meio doente. Os fi ns não justi fi cam os meios. Comi somente meia melancia. Bastante Eles estão bastante apaixonados.Comemos bastantes pêras. Proibido É proibida a entrada de pessoas feias.É proibido entrada de pessoas feias. Caro Compra caro os presentes. (adv.)Compra os presentes caros. (adj.) Longe Andei por longes terras. (adj.)Estavam longe de nós. (adv.) 1. Faça a pequena lista de exercícios, completando as frases com o adjetivo entre parênteses e efetuando a correta concordância. Fique atento à posição do adjetivo. a) Os religiosos mantinham alma e corações ________. (aberto) b) O aluno apresentava leitura e escrita ________ de defeitos. (cheio) c) Escolheste ________ lugar e hora para fazer chacotas. (inadequado) d) Escolheste ________ hora e lugar para fazer chacotas. (mau) e) ________ rosas e cravos enfeitam o altar. (belo) f) Cravos e rosas ________ enfeitam o altar. (belo) g) A formanda comprou vestido e meias ________. (preto) h) Comi pão e peras ________. (maduro) i) Coqueiro e palmeira ________. (alto) j) O poeta apreciava chapéus e gravatas ________. (escuro) k) Deodato trajava ________ calça e blusa. (claro) l) Todos ficaram de olho ________ americano e asiático. (no mercado) m) Todos ficaram de olho ________ americano e no asiático. (no mercado) n) Os alunos ficaram ________ às explicações. (alerta) o) ________ lhes remeto as declarações do imposto. (Anexo) p) Seguem em ________ os dois recibos pedidos. (anexo) q) Li ________ livros este ano. (bastante) r) Cerveja é ________. (bom) s) Atenção é ________. (necessário) t) É ________ a dedicação de todos. (necessário) u) Era meio-dia e ________. (meio) v) A menina é ________ os irmãos. (tal qual) w) Joana foi ________ precipitada.(meio) x) Muito ________, disse a aluna. (obrigado) y) Confesso que havia livros ________ para nós dois. (bastante) 307#ORGULHODESERPRÓ 2. Há concordância inadequada em: a) campos e restingas devastadas. b) restingas e campos devastadas. c) campo e restinga devastados. d) restingas e campo devastado. e) restingas e campo devastados. 3. A palavra só pode ser advérbio com a acepção de somente, ou adjetivo, equivalendo a sozinho. Observe o emprego dessa palavra, nas frases abaixo. (I) Marcolina ficou só, ao pé do pinheiro carregado. (II) Só Mané Juca para sofrer tanto! (III) Mané Juca fez só o que a mulher lhe pediu. (IV) Ao entardecer, o homem, só, escalou o pinheiro. Assinale a alternativa que contém a classificação correta, de cima para baixo. a) (I)adjetivo; (II)adjetivo;(III) advérbio; (IV) adjetivo b) (I)advérbio; (II)adjetivo; (III) adjetivo; (IV) advérbio c) (I)adjetivo;(II)advérbio;(III) advérbio; (IV) adjetivo d) (I)advérbio ;(II) adjetivo;(III) advérbio; (IV) adjetivo e) (I)adjetivo(II)adjetivo; (III) advérbio; (IV) advérbio 4. Quais frases estão de acordo com a modalidade culta? 01. Admiramos a cultura e a música latinas. 02. O televisor e o rádio importado foram entregues à polícia. 04. Comprou vestidos e blusas exóticas. 08. Admiramos o exército e a marinha brasileiros. 16. Servi-lhes champanha e porco assados. 32. Alimentavam-se apenas de milho e carne suínos. 5. Em que casos a forma entre parênteses deve ficar no plural? 01. O advogado se muniu de argumentos (bastante) para inocentar seu cliente. 02. Seguem (anexo) os comprovantes solicitados. 04. Eles ( mesmo) admitiram que tudo não passou de farsa. 08. Os livros estão muito (caro). 16. Eles vestiram calças (cinza). 32. Encontraram os portões (meio) abertos. 64. Os brinquedos de madeira custam mais (barato). 6. Assinale a alternativa em que a concordância nominal da frase não atende às normas: a) Houve bastantes propostas, mas nenhuma agradou aos participantes. b) As crianças só se queixavam quando os pais as deixavam sós. c) O cabo exigia que as sentinelas se mantivessem alerta e meio escondidas. d) Encontrou semimortos pai e filho, bastante feridos no acidente. e) Perdido na ilha, alimentava-se de frutas e carne caprinas, que ali abundavam. 7. Que frases estão de acordo com a modalidade culta? 01. É necessário a tua participação. 02. Não era permitida nenhuma participação. 04. É proibido a passagem de alunos pelo corredor. 08. É preciso calma nesta hora. 16. Será permitida votação em segredo. 32. É necessário paciência. 8. Leia o poema de Mauro Mota. Ausência Vestias diante do espelho o vestido de viagem, e o espelho partiu-se ao meio querendo prender-te a imagem. (Canto ao Meio) Ao reescrever o poema, empregando como sujeito explícito o pronome Elas, tem-se: Elas vestiam diante do espelho os vestidos de viagem, e o espelho partiu-se ao meio querendo ______ a imagem. A expressão que preenche corretamente a lacuna, de acordo com o português padrão, é: a)prendê-Ia. b)prendê-Ias. c)prender-vos. d)prender-lhe. e)prender-lhes. 308 Pró Floripa CONCORDÂNCIA VERBAL Sujeito O verbo concorda Exemplos Coleti vo Coleti vo + expressão no plural No singular Singular ou plural A multi dão invadiu o parque. A turma de meninos saiu (ou saíram). Nome próprio no plural Com o arti go O Estados Unidos é um país de 1º mundo.Os Estados Unidos são um país de 1º mundo. Mais de um(a) No singularNo plural se a ação for recíproca Mais de um aluno saiu cedo ontem. Mais de um aluno se olharam atravessado. Um dos que No singular, se a ação se refere a só um ser No plural, se a ação se refere a mais de um ser O Sol é um dos astros que aquece a Terra. O Sol é um dos astros que brilham. Pronome relati vo que Pronome relati vo quem Com o pronome que vem antes Com o pronome que está antes, ou na 3ª pessoa do singular Sou eu que pago a conta. Sou eu quem pago/ paga a conta. Sujeito Composto O verbo concorda Exemplos Núcleos antes do verbo No plural A mãe e a fi lha chegaram. Núcleos depois do verbo No singular ou plural Chegou/chegaram a mãe e a fi lha. Núcleos em graduação No singular ou plural Um olhar, um gesto, um sorriso bastava/bastavam. Núcleos reduzidos por: tudo, nada, ninguém, etc. No singular Pedro, Antônio, Renato, ninguém fi cou contente. Pessoas diferentes Eu + tu = nósTu + ele = vós Eu e tu fomos ao parque. Tu e ele fostes ao cinema hoje? Um e outro, nem um nem outro No singular ou no plural Um e outro morreu/morreram. Nem um nem outro correu/correram. Nem Maria nem Antônio respondeu/ responderam. Ligados pelas alternati vas ou...ou, nem...nem No singular, se houver exclusão No plural, se não houver exclusão Ou Pedro ou Antônio casará com Maria. O machado ou a serra destruirão aquela mata. Núcleos ligados por com Com vírgula: singularSem vírgula: singular/plural O professor, com seus alunos, saiu. O professor com seus alunos saiu/saíram. Sujeito O verbo concorda Exemplos Isto, isso, aquilo, tudo + verbo de ligação Como predicati vo ou com o sujeito Isto são coisas deles. Tudo são fl ores. Nome próprio + verbo de ligação Com o sujeito Maria era as alegrias do pai. Tempo: (hora, dia) com verbos: ser, dar, bater, soar Com a palavra indicadora de tempo Hoje é primeiro de abril. Hoje são primeiro de abril. Soaram nove horas. Bateram dez horas. Preço, quanti dade + verbo de ligação No singular Dez centavos é pouco. Dois quilos é muito. Verbos: ser, estar, haver, fazer e fenômenos da natureza No singular Faz dez anos que não faço uma redação. Ontem nevou em Floripa. Havia muitos ratos no porão. Verbos apassivados pelo se Com o sujeito Alugam-se casas.Consertam-se sapatos. Indeterminado pelo se No singular Necessita-se de empregadas.Fala-se em assuntos dramáti cos. Porcentagem No singularNo plural 70% do povo reclamou do presidente. 70% das pessoas reclamaram do presidente. 309#ORGULHODESERPRÓ 1. Preencha as lacunas corretamente, flexionando os verbos entre parênteses. a) _________o governador e sua filha ontem. (chegar) b) O governador e sua filha ________ ontem. (chegar)c) Ele, Zé e eu ____________ à festa ontem. (ir) d) Zé, tu e ele _____________ à festa ontem. (ir) e) Casas, florestas, rios, tudo ______ por água abaixo naquela enxurrada. (ir) f) _____________-se casas. (alugar – Pres.Ind) g) _____________-se de empregadas. (precisar de – Pres. Ind) h) _______________ dez acidentes na rua na semana passada. (haver) i) _______________ anos que não o vejo. (fazer – Pret. Perfeito) j) Naquele dia, 10% das crianças não ____________ na escola. (aparecer) k) Naquele dia, 10% do povo ________________o candidato. (eleger) l) Vossa Majestade não ____________ sair hoje. (poder – Pres. Ind) m) Três reais ____________ muito. (ser – Pres. Ind) n) Maria _________ as alegrias do pai. (ser – Pres. Ind) o) A água ou o fogo __________ a casa. (destruir – Pret. Perf.) 2. A frase cuja concordância verbal está de acordo com as normas gramaticais é: a) Se houvesse mais homens honestos, não existiriam tantas brigas por justiça. b) Filmes, novelas, boas conversas, nada o tiravam da apatia. c) É precaríssima as condições do prédio. d) Não veio daí os males sofridos pela sociedade brasileira. e) Houveram dificuldades para eu assumir o cargo. 3. Marque a(s) frase(s) que esteja(m) correta(s) quanto à concordância verbal e dê o valor total. 01. Tratava-se de detalhes pouco precisos. 02. Devem haver bons motivos para tanta euforia. 04. Como faziam dois anos que a produção estava diminuindo, não haviam peças para todos os clientes. 08. Por falta de verbas, foram suspensas, ainda que com atraso, as experiências para a criação de cabras em recintos fechados. 16. Vossa Excelência, ministro da Saúde, haverá de sustar esses projetos inúteis. 32. Aquilo são lembranças de um passado comprometedor para Zuleide. 4. Analise as expressões destacadas e assinale as frases corretas. Depois dê o valor total. 01. Amanhã irão fazer vinte anos que me formei. 02. Comprariam-se alguns equipamentos necessários à implantação do projeto de informatização naquela indústria. 04. Queira ou não, o presidente do Congresso, o risco de que se repitam os erros do passado recente são reais. 08. O ex-comandante do exército não perdoa ao Ministro, a quem acusou de discriminar militares ainda na ativa. 16. Há palavras que se falam à toa e vazias de sentido. “E naquela noite a pergunta continuava me atormentando. Havia anos que eu estava fora de minha casa em busca de melhor condição de vida para mim e para minha família: ela e minhas irmãs tinham ficado para trás. Mas eu nunca esquecera a minha mãe. Reconhecia a importância dela na minha vida, não só dela, mas de minhas tias e de todas as mulheres de minha família. E também, já naquela época, eu entoava cantos de louvor a todas nossas ancestrais, que desde a África vinham arando a terra da vida com as próprias mãos, palavras e sangue. Não, eu não esqueço essas Senhoras, nossas Yabás, donas de tantas sabedorias. Mas que cor eram os olhos da minha mãe? 5. Em relação ao fragmento da obra Olhos D”água Conceição Evaristo assinale as alternativas corretas. 01- Em “Havia anos que eu estava fora de minha casa em busca de melhor condição de vida para mim e para minha família:” o verbo destacado está flexionado corretamente, pois é impessoal e indica tempo decorreido. 02- O fragmento “Mas eu nunca esquecera a minha mãe” o verbo destacado apresenta apenas esta transitividde. 04- Em “eu entoava cantos de louvor a todas nossas ancestrais” o verbo destacado é transitivo direto. 08- Em “Reconhecia a importância dela na minha vida” a palavra destacada apresenta valor possessivo e classifica- se como complemento nominal. 16- Em “desde a África vinham arando a terra da vida com as próprias mãos, palavras e sangue.” Temos um adjunto adverbial. “Chicó - João! João! Morreu! Ai meu Deus, morreu pobre de João Grilo! Tão amarelo, tão safado e morrer assim! Que é que eu faço no mundo sem João? João! João! Não tem mais jeito, João Grilo morreu. Acabou-se o Grilo mais inteligente do mundo. Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre. Que posso fazer agora? Somente seu enterro e rezar por sua alma.” Auto da compadecida. Ariano Suassuna 6. Em relação ao texto acima , assinale as alternativas 310 Pró Floripa corretas. 01- Em João! João! Morreu! o verbo destacado é transitivo. 02- Em “aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra,”há verbo de ligação e predicativo do sujeito. 04- Em “Somente seu enterro e rezar por sua alma.” Há apenas uma oração 08- Em “Não tem mais jeito, João Grilo morreu.”os verbos apresentam diferentes transitividades. 16- Em ‘Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável,’ cumprir e encontrar-se apresentam transitividade diferente . 7. Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta. a) Sempre haverão vozes discordantes. b) Vão fazer três anos, a contar do momento em que comecei o projeto. c) Deram duas horas a torre, é agora! d) Deu duas horas na torre, é agora! e) Hão de trazer o que me prometeram! Ora se hão! LINGUAGEM Sistema de signos convencionados (gráficos, visuais, sonoros, ou aparecendo de modo misto) que funciona como suporte de comunicação de sentimentos ou ideias. ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO • o locutor (aquele que diz algo a alguém) • o interlocutor (aquele com quem o locutor se comunica) • a mensagem (o texto, isto é, o que foi transmitido entre os falantes) • o código (a língua portuguesa) • o canal (a língua oral, ou seja, o meio físico que conduz a mensagem até o interlocutor) • o referente (o assunto da mensagem) Esses elementos podem ser esquematizados: Referente Mensagem Locutor ............................................................................ ........Interlocutor Canal Código FUNÇÕES DA LINGUAGEM Função emo� va (ou expressiva) É aquela centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção. Nela prevalece a primeira pessoa do singular, interjeições e exclamações. É a linguagem das biografi as, memórias, poesias líricas e cartas de amor. Primeira pessoa do singular (eu), Emoções, Interjeições; Exclamações; Blog; Autobiografi a; Cartas de amor. Ex: Muito obrigada, não esperava surpresa tão boa assim! Não,... não estou triste, mas também não quero comentar o assunto. Função referencial (ou denota� va) É aquela centralizada no referente, pois o emissor oferece informações da realidade. Objeti va, direta, denotati va, prevalecendo a terceira pessoa do singular. Linguagem usada na ciência, na arte realista, no jornal, no “campo” do referente e das no� cias de jornal e livros cien� fi cos. Ex: Numa cesta de vime temos um cacho de uvas, duas laranjas, dois limões, uma maçã verde, uma maçã vermelha e uma pêra. Função apela� va (ou cona� va) É aquela que centraliza-se no receptor; o emissor procura infl uenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além de vocati vos e imperati vos. Usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor. Segunda pessoa do singular, Imperati vo; Figuras de linguagem, Discursos políti cos, Sermões, Promoção em pontos de venda - Propaganda. Função Fá� ca É aquela centralizada no canal, tendo como objeti vo prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a efi ciência do canal. Linguagem das falas telefônicas, saudações e similares. Interjeições, Lugar comum, Saudações, Comentários sobre o clima. Ex: - Olá, como vai, tudo bem? - Alô, quem está falando? 311#ORGULHODESERPRÓ Função poé� ca É aquela centralizada na mensagem, revelando recursos imaginati vos criados pelo emissor. Afeti va, sugesti va, conotati va, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações.É a linguagem fi gurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas. Subjeti vidade,Figuras de linguagem, Brincadeiras com o código, Poesia, Letras de música. Ex: Tecendo a manhã João Cabral de Melo Neto F u n ç ã o metalinguísti ca É aquela centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem. Referência ao próprio código, Poesia sobre poesia, Propaganda sobre propaganda, Dicionário. Ex: - Não entendi o que é metalinguagem, você poderia explicar novamente, por favor? - Metalinguagem é usar os recursos da língua para explicar alguma teoria, um conceito, um fi lme, um relato, etc. 1. (ENEM 2010) A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma floresta, um deserto e até um lago. Um ecossistema tem múltiplos mecanismos que regulam o número de organismos dentro dele, controlando sua reprodução, crescimento e migrações. DUARTE, M.O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Predomina no texto a função da linguagem: a) emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia. b) fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação. c) poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem. d) conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor. e) referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais. 2. (ENEM 2009 – CANCELADO) Sentimental Ponho-me a escrever teu nome com letras de macarrão. No prato, a sopa esfria, cheia de escamas e debruçados na mesa todos contemplam esse romântico trabalho. Desgraçadamente falta uma letra, uma letra somente para acabar teu nome! — Está sonhando? Olhe que a sopa esfria! Eu estava sonhando... E há em todas as consciências este cartaz amarelo: “Neste país é proibido sonhar.” ANDRADE, C. D. Seleta em Prosa e Verso. Rio de Janeiro: Record, 1995. Com base na leitura do poema, a respeito do uso e da predominância das funções da linguagem no texto de Drummond, pode-se afirmar que: a) por meio dos versos “Ponho-me a escrever teu nome” e “esse romântico trabalho”, o poeta faz referências ao seu próprio ofício: o gesto de escrever poemas líricos. b) a linguagem essencialmente poética que constitui os versos “No prato, a sopa esfria, cheia de escamas e debruçados na mesa todos contemplam” confere ao poema uma atmosfera irreal e impede o leitor de reconhecer no texto dados constitutivos de uma cena realista. c) na primeira estrofe, o poeta constrói uma linguagem centrada na amada, receptora da mensagem, mas, na segunda, ele deixa de se dirigir a ela e passa a exprimir o que sente. d) em “Eu estava sonhando...”, o poeta demonstra que está mais preocupado em responder à pergunta feita anteriormente e, assim, dar continuidade ao diálogo com seus interlocutores do que em expressar algo sobre si mesmo. e) no verso “Neste país é proibido sonhar.”, o poeta abandona a linguagem poética para fazer uso da função referencial, informando sobre o conteúdo do “cartaz amarelo” presente no local. 3. (Enem-MEC) O canto do guerreiro Aqui na floresta Dos ventos batida, Façanhas de bravos Não geram escravos, Que estimem a vida Sem guerra e lidar. – Ouvi-me, Guerreiros, – Ouvi meu cantar. Valente na guerra, Quem há, como eu sou? Quem vibra o tacape Com mais valentia? Quem golpes daria 312 Pró Floripa 5. Leia a tirinha de Calvin e Haroldo para responder à questão: As funções da linguagem podem ser encontradas em vários ti pos de textos, inclusive nas histórias em quadrinhos Para tentar convencer o pai a comprar seu desenho, Calvin empregou uma função de linguagem específi ca. Assinale a alternati va que indica a resposta correta: a) função metalinguísti ca. b) função fáti ca. c) função poéti ca. d) função emoti va. e) função conati va. 6. Relacione os fragmentos abaixo às funções da linguagem predominantes e assinale a alternati va correta. I - “Imagine a cena”. II - “Sou um homem de sorte”. III - “O que é uma crônica? Uma página e meia. Portanto, três páginas por mês e o cara me vem com esse papo de Neruda?”. a) Emoti va, poéti ca e metalingüísti ca, respecti vamente. b) Fáti ca, emoti va e metalingüísti ca, respecti vamente. c) Metalingüísti ca, fáti ca e apelati va, respecti vamente. d) Apelati va, emoti va e metalingüísti ca, respecti vamente. e) Poéti ca, fáti ca e apelati va, respecti vamente. 7.(ENEM-2006) A linguagem na ponta da língua tão fácil de falar e de entender. A linguagem na superfí cie estrelada de letras, s abe lá o que quer dizer? Professor Carlos Góis, ele e quem sabe, e vai desmatando o amazonas de minha ignorância. Figuras de gramáti ca, esquemáti cas, atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me. 1Ja esqueci a língua em que comia, em que pedia para ir lá fora, em que levava e dava pontapé, a língua, breve língua entrecortada Fatais, como eu dou? – Guerreiros, ouvi-me; – Quem há, como eu sou? DIAS, Gonçalves. Macunaíma (Epílogo) Acabou-se a história e morreu a vitória. Não havia mais ninguém lá. Dera tangolomângolo na tribo tapanhumas e os filhos dela se acabaram de um em um. Não havia mais ninguém lá. Aqueles lugares, aqueles campos, furos puxadouros arrastadouros meios- barrancos, aqueles atos misteriosos, tudo era solidão do deserto... Um silêncio imenso dormia à beira do rio Uraricoera. Nenhum conhecido sobre a terra não sabia nem falar da tribo nem contar aqueles casos tão pançudos. Quem podia saber do Herói? ANDRADE, Mário de. Considerando-se a linguagem desses dois textos, verifica- se que a) a função da linguagem centrada no receptor está ausente tanto no primeiro quanto no segundo texto. b) a linguagem utilizada no primeiro texto é coloquial, enquanto, no segundo, predomina a linguagem formal. d) há, em cada um dos textos, a utilização de pelo menos uma palavra de origem indígena. d) a função da linguagem, no primeiro texto, centra-se na forma de organização da linguagem e, no segundo, no relato de informações reais. e) a função da linguagem centrada na primeira pessoa, predominante no segundo texto, está ausente no primeiro. 4. No quadrinho acima, observamos um problema de comunicação entre os personagens. Assinale alternativa que apresenta o elemento da comunicação que levou a esse problema. a) Canal. b) Código. c) Referente. d) Mensagem. e) Emissor. 313#ORGULHODESERPRÓ do namoro com a priminha. O português são dois; o outro, mistério. Carlos Drummond de Andrade. Esquecer para lembrar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. Explorando a função emoti va da linguagem, o poeta expressa o contraste entre marcas de variação de usos da linguagem em a) situações formais e informais. b) diferentes regiões dos pais. c) escolas literárias disti ntas. d) textos técnicos e poéti cos. e) diferentes épocas. 8. Observe a seguinte afi rmação: “Em nossa civilização apressada, o “bom dia”, o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa. Qualquer assunto servindo, fala-se do tempo ou de futebol.” Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”. Indique a alternati va que explicita essa função. a) Função emoti va b) Função referencial c) Função fáti ca d) Função conati va e) Função poéti ca Operários, 1933, óleo sobre tela, 150x205 cm, (P122). Tarsila do Amaral Desiguais na fi sionomia, na cor e na raça, o que lhes assegura identidade peculiar, são iguais enquanto frente de trabalho. Num dos cantos, as chaminés das indústrias se alçam verticalmente. No mais, em todo o quadro, rostos colados, um ao lado do outro, em pirâmide que tende a se prolongar infi nitamente, como mercadoria que se acumula, pelo quadro afora. (Nádia Gotlib. Tarsila do Amaral, a modernista.) 9. O texto aponta no quadro de Tarsila do Amaral umtema que também se encontra nos versos transcritos em: a) “Pensem nas meninas/ Cegas inexatas/ Pensem nas mulheres/ Rotas alteradas.” (Vinícius de Moraes) b) “Somos muitos severinos/ iguais em tudo e na sina:/ a de abrandar estas pedras/ suando-se muito em cima.” (João Cabral de Melo Neto) c) “O funcionário público não cabe no poema/ com seu salário de fome/ sua vida fechada em arquivos.” (Ferreira Gullar) d) “Não sou nada./ Nunca serei nada./ Não posso querer ser nada./À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” (Fernando Pessoa) e) “Os inocentes do Leblon/ Não viram o navio entrar (...)/ Os inocentes, defi niti vamente inocentes/ tudo ignoravam,/ mas a areia é quente, e há um óleo suave que eles passam pelas costas, e aquecem.” (Carlos Drummond de Andrade) DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO Uma palavra é tomada no senti do denotati vo quando é entendida no seu senti do literal, na sua signifi cação básica, sem que se leve em conta o contexto em que está inserida. Toma-se o senti do conotati vo quando se faz uma análise contextual da palavra, admiti ndo-se a associação valorati va a outros conceitos possíveis. • manter a mensagem original do fragmento. Para tanto, não poderá inserir nele novos fatos tampouco eliminar os ali constantes. • Trabalhar a pontuação e respeitar a forma culta da Língua Portuguesa. FIGURAS DE LINGUAGEM Podem ser classifi cadas em quatro ti pos: fi guras de som, fi guras de palavra, fi guras de construção e fi guras de pensamento. A seguir, veremos as principais fi guras de cada um dos ti pos: ALITERAÇÃO – é a repeti ção ordenada de consoantes de mesmo som, podendo sugerir, além do próprio jogo de som, a ideia de movimento. Ex.: “A brisa do Brasil beija e balança” (Castro Alves, “O Navio Negreiro”). ONOMATOPEIA – é a imitação de determinado som a parti r da criação de uma palavra. Ex.: “Um forró de pé-de-serra Fogueira, milho e balão, Um tum-tum-tum de pilão, Um cabriti nho que berra(...)” (Jessier Quirino, “Paisagem de Interior”) METÁFORA – Consiste na uti lização de uma palavra para designar outra, com base em traços de similaridade entre os seus conceitos. É a realização de uma comparação implícita, sem o emprego de um termo comparati vo. Ex.: “O amor é pedra no abismo, a meio passo entre o mal e o bem” (Zeca Baleiro, “Cigarro”) CATACRESE – É o emprego de palavras com um senti do diferente do real, mas cujo uso reiterado torna impercep� vel o senti do fi gurado. Ex.: “O pé da mesa”, “A perna da calça”, “Embarcar no avião”, etc. 314 Pró Floripa METONÍMIA – Assim como na metáfora, emprega-se um termo para designar outro, cujo conceito guarda uma relação lógica com o termo empregado. Substi tui-se, por exemplo, o autor pela obra, a parte pelo todo, a marca pelo produto, etc. Ex.: “Devolva o Neruda que você me tomou, e nunca leu (...)” (Chico Buarque, “Trocando em Miúdos”) Aqui, refere-se ao autor Pablo Neruda em lugar da obra. ANTONOMÁSIA ou PERÍFRASE - É a uti lização de uma expressão caracterizadora para designar um nome próprio. Ex.: “O poeta dos escravos”, referindo-se a Castro Alves; “A cidade maravilhosa”, em lugar de Rio de Janeiro. SINESTESIA - É uma derivação da metáfora e ocorre quando numa mesma expressão misturam-se sensações percebidas por diferentes órgãos de senti dos. Ex.: “Você tem uma voz macia.” (a voz é percebida pela audição e a maciez, pelo tato) “Sinto o cheiro doce da paixão.” (o cheiro é olfati vo, enquanto o doce é percebido pelo paladar) ELIPSE – ocorre quando da omissão proposital de um termo facilmente identi fi cável através do contexto ou de elementos presentes na própria oração. Ex.: “No jardim, fl ores secas e cores mortas” (há omissão de havia) EUFEMISMO – é a suavização de uma expressão por meio da sua substi tuição por outra mais polida e suti l. Ex.: “João bateu as botas.” (em vez de : João morreu.) “Ela é uma dama da noite.” (em vez de: Ela é uma prosti tuta.) HIPÉRBOLE – é o exagero enfáti co de uma ideia. Ex.: “Estou morrendo de sede.” “Ele ganha rios de dinheiro.” PROSOPOPEIA ou PERSONIFICAÇÃO – é a atribuição de predicados próprios dos seres vivos a seres inanimados. Ex.: “A noite chora a sua ausência.” “Esta cama me convida ao sono.” ANTÍTESE – é a oposição de frases, orações ou palavras de senti do contrário. Ex.: “Onde queres prazer sou o que dói (...)” (Caetano Veloso, “Quereres”) “És velho na idade e jovem na alma.” IRONIA - é o uso de um termo com a fi nalidade de expressar o oposto do que este signifi ca, dando um efeito humorísti co ou críti co à mensagem. Ex.: “Moça linda,, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor” (Mário de Andrade) GRADAÇÃO – é a apresentação de ideias numa sequência ascendente (clímax) ou descendente (anti clímax). Ex.: “Um coração chagado de desejos Latejando, batendo, restrugindo.” (Vicente de Carvalho). 1. A prosopopeia, fi gura que se observa no verso “Sinto o canto da noite na boca do vento”, ocorre em: a) “A vida é uma ópera e uma grande ópera.” b) “Ao cabo tão bem chamado, por Camões, de Tormentório, os portugueses apelidaram-no de Boa Esperança.” c) “Uma talhada de melancia, com seus alegres caroços.” d) “Oh! eu quero viver, beber perfumes. Na fl or silvestre, que embalsama os ares.” e) “A felicidade é como a pluma...” 2. Assinalar a alternati va que contém as fi guras de linguagem correspondentes aos períodos a seguir: I. “Está provado, quem espera nunca alcança”. II. “Onde queres o lobo sou o irmão”. III. Ele foi discriminado por sofrer de uma doença contagiosa muito falada atualmente. IV. Ela quase morreu de tanto estudar para o vesti bular. a) ironia - an� tese - eufemismo - hipérbole b) eufemismo - ironia - hipérbole - an� tese c) an� tese - hipérbole - ironia - eufemismo d) hipérbole - eufemismo - an� tese - ironia e) ironia - hipérbole - eufemismo – an� tese 3. Assinale a alternati va na qual a CONOTAÇÃO esteja presente. a) Diante da explosão da aniversariante, todos engoliram o sorriso. b) A mesa estava imunda e as mães enervadas com o barulho que os fi lhos faziam. c) O vendedor insisti ra muito e ela, sempre tão � mida quando a constrangiam, acabou por comprar as rosas. d) Quando recolheu do chão o caderno aberto, viu a letra redonda e graúda que era a sua. e) Todas eram vaidosas e de pernas fi nas, com aqueles colares falsifi cados e com as orelhas cheias de brincos. 4. Sobre os ti pos de intertextualidade estão corretas as seguintes proposições: 01) A paródia não pode ser considerada como um ti po de intertextualidade por se tratar de uma releitura cômica, geralmente envolvida por um caráter humorísti co e irônico que altera o senti do original, criando, assim, um novo. 02) O termo “paráfrase” vem do grego (paraphrasis) e signifi ca a “reprodução de uma sentença”. Diferente da paródia, ela faz referência a um ou mais textos sem que a ideia original seja alterada. 04) Muitas vezes, a paródia e a paráfrase são consideradas termos sinônimos, no entanto, cada uma apresenta sua singularidade. Ambas são recursos uti lizados na literatura, artes, música, cinema, escultura, entre outros. 08) O termo “epígrafe” vem do grego “epi = posição superior”; “graphé = escrita”. Esse ti po de intertextualidade ocorre quando um autor recorre a algum trecho de um texto já existente para introduzir o seu texto. É um trecho introdutório para outro que venha a ser produzido. 315#ORGULHODESERPRÓ 16) Na citação, o texto original é retomado, de forma que seu sentido passa a ser alterado. Normalmente, a paródia apresenta um tom crítico, muitas vezes, marcado por ironia. 5. Assinale a alternativa cujo termo grifado NÃO é linguagem conotativa: a) “... mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço ” b) “Acresce que chovia - peneirava - uma chuvinha miúda, triste” c) “A natureza parece estar chorando a perda irreparável ...” d) “... no discurso que proferiu à beira da minha cova.” e) nda Gabarito:D6. O item em que o termo sublinhado está empregado no sentido denotativo é: a) “Além dos ganhos econômicos, a nova realidade rendeu frutos políticos.” b) “...com percentuais capazes de causar inveja ao presidente.” c) “Os genéricos estão abrindo as portas do mercado...” d) “...a indústria disparou gordos investimentos.” e) “Colheu uma revelação surpreendente:...” 316 Pró Floripa RASCUNHO