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1 Queimaduras • Lesões COAGULANTIVAS • VÁRIOS AGENTES (agentes químicos, físicos e biológicos) • DIVERSAS CAMADAS Mais superficial, exposto ao sol Mais profundo, com agente químico EPIDEMIOLOGIA o É muito comum: 1.000.000 casos ao ano o 100 mil atendimentos hospitalares ao ano o 51 mil internações o 4ª causa morte por trauma: cerca de 2.500 óbitos o 2/3 ambiente domiciliar, principalmente na cozinha e mais frequentemente em crianças menores de 5 anos devido a sua curiosidade o No brasil principalmente devido com álcool o Líquidos aquecidos em ambiente domiciliar, principalmente em crianças causando escaldadura o Idosos: vulnerabilidade da pele o Adultos: homens no trabalho – fios de alto tenção e mulheres tentativas de autoextermínio, morte lenta *em CRIANÇAS, entender como aconteceu e pensar sempre em maus tratos, internar e avisar a assistente social, policial para dar continuidade na investigação CLASSIFICAÇÃO 1- ETIOLOGIA AGENTES causais: o FÍSICOS - TÉRMICOS: calor; como os líquidos aquecidos, chamas, vapor, objetos aquecidos e o frio - ELÉTRICOS: corrente elétrica, raio - RADIAÇÃO: sol, aparelhos raio x, raios gama, ultravioleta, nuclear o QUÍMICOS: ácidos, bases, fenóis etc o BIOLÓGICOS: lagarta de fogo, agua viva, medusa, urtiga, seiva de algumas plantas AGENTES CAUSAIS FÍSICOS térmico => calor Escaldadura Chama direta Vias aéreas: Inalatória Suspeita: comprometimento da face, pelos nariz e sobrancelha chamuscados, fuligem ou escarro na saliva, inalação de fumaça, mudança da voz – pois está edemaciado mexe com as cordas vocais e sialorreia (salivação excessiva, extravasa liquido) . Edema pode fechar a glote, por tanto deve-se entubar o quanto antes!!! Contato Térmico => calor Térmico => frio Área de necrose, principalmente em idosos – devido a perda da sensibilidade pelo diabetes Mais raro no brasil!! ELÉTRICO Todas são consideradas graves. Contato: fontes de alta tensão e descarga elétrica (raios) – muito relacionado a ambiente de trabalho QUEIMADURAS: são lesões TRAUMÁTICAS resultam da exposição de tecidos a agentes físicos, químicos ou biológicos, com danos tissulares de intensidade e gravidade variável (de acordo com as camadas) 2 o Passagem de corrente elétrica pelo corpo o Lesão de entrada e saída: não reflete a gravidade, pois causa uma lesão nos tecidos profundos o Por onde passa tem musculatura, tecidos, ao queimar tem um AUMENTO da LIBERAÇÃO DE POTÁSSIO. Isso causa ARRITMIAS. Liberação de MIOGLOBULINAS, ao lesar o tecido muscular e em excesso causa LESÕES RENAIS. o ROTURA das MEMBRANAS TIMPÂNICAS devido da ação do estímulo elétrico. o Sangramento intracraniano, devido a passagem elétrica. o Contração muscular intensa; devido a fraturas o Maioria relacionada ao trabalho RABDOMIÓLISE SINDROME COMPARTIMENTAL; veia não faz contração, só a artéria que pulsa devido a sua parede calibrosa, quem fecha primeiro é a veia, traz o sangue de uma extremidade a outra. Se tiver apertado, com um garrote, diminui o retorno venoso, ficando turgido, para de levar o sangue, começa a sofrer e necrosa. Quando faz uma lesão que tem problema de retorno, sofre de líquido – turgido, fecha a parte arterial e morre. A própria pele faz um garrote. RADIAÇÃO o Radiação IONIZANTES: raio x, gama, nêutrons e prótons o RADIOTERAPIA: tratamento de CA e trabalhadores o Contato ACIDENTAL com fontes ionizantes o Indústria bélica: armas nucleares AGENTES CAUSAIS QUÍMICOS ÁCIDOS Limão; óleo adere DOMÉSTICOS Soda caustica (candida), fenois, hipoclorito de sodio, acido sulfurico e acido cloridrico Industria; caldeiras e chamuscar Armas belicas PIORA O CREME DENTAL: gruda Acido sulfurico: Soda caustica: para-fenilenodiamina (PPD) → Tatuagem henna Gás mstarda, arma quimica da primeira guerra mundial – usado para tratamento de cancer AGENTES CAUSAIS BIOLÓGICAS LAGARTA ÁGUA VIVA/MEDUSA URTIGA 3 2- PROFUNDIDADE PELE Na derme tem que fazer reposição da matriz extra celular • Superficial: derme papilar • Profunda: derme reticular • Hipoderme: subcutaneo (gordura) • Ossos e musculos PRIMEIRO GRAU Restrrita a epiderme o Predomina eritema (vermelhidao) o Não há formação de flictemas (bolhas) o Edema discreto o Dor local; na superficie tem celulas sensoriais que vao dar a dor o Sem repercussao sistemica o Resolução completa em 3 a 5 dias o Não deixa cicatriz Clinica: Dor, hiperemia Tratamento: caladril, hidratação e oritentação para não tomar sol SEGUNDO GRAU Derme • SUPERFICIAL: derme papilar o Base rósea o Formação de FLICTEMAS – BOLHAS o Preservação foliculos pilosos e glandulas o Exposição terminações nervosas o Dor intensa o Resolução completa 7 a 10 dias (varia de acordo com o tamanho da lesao) o Possibilidade cicatriz sequelar Sindrome algica severa: exposição causa dor severa – terminações nervosas expostas causam muita dor • PROFUNDA: derme reticular o Base rosea, areas ESBRANQUIÇADAS (necrose, coagulada) o Superficie SECA – sem pelos ou glandulas o SEM FLICTEMAS (bolhas) o Destruição foliculos pilosos e glandulas o Sensibilidade variavel (menos dolorosa) o Resolução mais de 3 semanas o Risco de cicatriz deformantes Pode ter dor discreta Rósea e esbranquiçada Seca Sem pelos ou glândulas o PRIMEIRO GRAU Apenas a EPIDERME o SEGUNDO GRAU SUPERFCIAL: derme PAPILAR PROFUNDA: derme RETICULAR o TERCEIRO GRAU HIPODERME: Subcutaneo (GORDURA) o QUARTO GRAU Tecidos profundo; musculos, fascia e ossos 4 TERCEIRO GRAU SUBCUTÂNEO: HIPODERME o Destruição total da EPIDERME, DERME até SUBCUTÂNEO o ESBRANQUIÇADA até ENEGRECIDA (depende do agente) o Superficie RESSECADA, ENRIJECIDA (escara necrotica) o Comprometimento da ELASTICIDADE da pele o Ausencia da dor (zona de coagulação) o Não cicatriza: reparação com ENXERTOS e RETALHOS ZONAS DE LESÃO • ZONA DE COAGULAÇÃO: contato direto com o agente, áres de necrose sendo uma lesao irreversivel (desnaturou as proteinas) • ZONA DE ESTASE: ao redor do contato com o agente externo, apresenta uma lesao mais moderada, perfusão tissular reduzida – velocidade reduzida, depende do ambiente da ferida pode recuperar ou necrosar • ZONA DE HIPEREMIA: regiao a partir da qual se inicia processo de cicatrização, sem risco de necrose QUARTO GRAU Tecidos profundos: musculo, fascia e ossos o Não é citada por alguma fonte o Ultrapassa tecido celular subcutaneo, com exposição da fascia, musculos, ligamentos e ossos o Comprometimento SISTEMICO; DESEQUILIBRIO HIDROELETROLITICO o Altamente DEFORMANTE – multiplas intervenções o Grave comprometimento de funcionalidade CÁLCULO DA ÁREA QUEIMADA o Superficie corporal acometrida SCQ o Extensao das areas queimadas o Quanto MAIOR a extensão, pior prognostico (> mortalidade) o Cálculo (exclui primeiro grau) REGRA DOS 9 – MÉTODO DE WALLACE CABEÇA: 4,5 anterior e 4,5 posterior Tronco: 9 anterior e 9 posterior Abdomen: 9 anterior e 9 posterior Dorso: 9 anterior e 9 posterior Braço: 4,5 anterior e 4,5 posterior Pernas: 9 anterior e 9 posterior 5 Nenem e criança: mais cabeçudos! REGRA PALMA DA MÃO 1 palmo = 1% da área corporal GRAVIDADE Piora com tempo de Exposição Extensão das áreas queimadas o Queimaduras 2º grau ≥ 10% da superficie corporea queimada => GRAVE! o Queimaduras 3º grau ≥ 2% SCQ => GRAVE! o Face, genitália e períneo o Mãos, pés e extremidadeso Circunferenciais (evolui para sindrome compartimental) o Extremos de idade; idosos e crianças o Associado politrauma; alem da queimadura quebrou e etc o Inalatória, químicas e elétricas – sindrome compartimental o Morador rua, associada maus tratos e pobreza extrema – não sabe as condições de higiene e tratamento, assionar o assistente social PROTOCOLOS DE ATENDIMENTO A → Vias Aéreas - face e VAS (edema) B → Boa ventilação – lesão inalatória (pulmão) Podem ser indicativos de IOT C → Circulação – perda hídrica (choque hipovolêmico) → volume D → Déficit Neurológico – trauma associado ou hipoxia → O2 E → Exposição – retirar adornos, roupas e evitar hipotermia TRATAMENTO INICIAL: ESTABILIZAÇÃO REPOSIÇÃO VOLÊMICA Não usa soro e sim o Ringer Lactato: ½ nas 1ª 8hs da lesão e ½ nas 16hs EXEMPLO: adulto - Paciente 100kg com 40% SCQ→ 2 x 100 x 40 = 8 L 4 L em 8hs (500ml/hs) e 4L em 16hs (250ml/hs) Exemplo: o paciente demorou 4 horas para chegar ao hospital, em vez de asministar a primeira metade em 8 horas será em 4 horas - controle diurese→ 0,5 ml/kg/hs Ex: 40%SCQ e 100Kg → 0,5 x 100 = 50ml/hs ANTIBIÓTICO Não são todos os pacientes que há necessidade, pois nem sempre tem infecção e sim usado como PROFILAXIA - espera cerca de 4 a 5 dias, para ver se tem alguma alteração => apenas usar ao sinal de infecção, fora isso é usado como profilaxia MORFINA - em baixas doses → dor (zona estase e hiperemia) 2ml endovenoso TRATAMENTO: CURATIVO e ENXERTIA • Pronto atendimento: curativo seco, apenas uma faz eimpedindo a perda de calor • Limpeza e debridamento; retirada de material estranho, retirada de tecidos morto/esvitalizado – pois podem levar a infecções • Atentar a escarotmias e fasciotomias; sucvutaneo endurecido que impede a movimentação da parte respiratoria – realiza-se cortes ate ver o musculo. • Curativo a vacuo: tecido de granulação • Enxerto • Malha compressiva Debridamento Escarotimias Fasciotomias: Enxertias: 3 fases: 1ª INICIAL: ESTABILIZAÇÃO 2º TRATAMENTO: CURATIVO e ENXERTIA 3º REABILITAÇÃO: CIRURGIAS CORRETIVAS Fórmula de Parkland: 4ml/kg/SCQ (ATLS 2018) 2ml/kg/SCQ – adulto 3ml/kg/SCQ – criança 4ml/kg/SCQ – Queimadura Elétrica CASO O PACIENTE DEMORE X HORAS PARA CHEGAR AO HOSPITAL, DESCONTAR DAS 8 HORAS INICIAIS. 6 REABILITAÇÃO: CIRURGIAS CORRETIVAS a) Liberação bridas b) Zetaplastia c) Cosmiatria d) Tto ferida patológica PREVENÇÃO!!! Evitar deixar proximo de crianças