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t (s) F (N) A 2 A 3A 1 Suplemento de reviSão • FÍSiCASuplemento de reviSão • FÍSiCA 6 TEMA Impulso e quantidade de movimento O impulso e a quantidade de movimento são duas grandezas vetoriais relacionadas pelo teorema do impulso. Essas grandezas são importantes para a análise das colisões entre corpos. Para sistemas de corpos isolados de forças externas, a quantidade de movimento se conserva. Figura 1 Impulso de uma força O produto da força pelo intervalo de tempo constitui o impulso da força. Essa grandeza está associada ao princípio da conservação da quantidade de movimento. Força constante Considere uma força constante F atuando num ponto material durante o intervalo de tempo St. O impulso I dessa força constante nesse intervalo de tempo é a gran- deza vetorial dada por: tSI F= Sendo uma grandeza vetorial, o impulso apresenta as seguintes características: • Intensidade: tI F S= • Direção: a mesma de F ( I é paralelo a F ) • Sentido: o mesmo de F (pois St é sempre positivo) No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade de medida da intensidade do impulso é newton # segundo (N $ s). Força de direção constante e intensidade variável Se a força F tiver direção constante e intensidade variável em função do tempo, de acordo com o gráfico da figura 1, para determinar o impulso, devemos recorrer necessariamente ao cálculo de áreas. A expressão anterior deixa claro que, para alterar a quan- tidade de movimento de um corpo, é necessário aplicar uma força que interaja com ele durante certo intervalo de tempo. Pelo teorema do impulso, podemos concluir que, no SI, a unidade do módulo de impulso (newton # segundo) e a do módulo de quantidade de movimento (quilograma # metro por segundo) são equivalentes. Princípio da conservação da quantidade de movimento Dizemos que um sistema de corpos é isolado de forças externas quando: I N= A1 - A2 + A3 S=-=I Q Q Q 2 1R O impulso da força resultante num intervalo de tempo é igual à variação da quantidade de movimento do corpo nesse mesmo intervalo de tempo. Sendo uma grandeza vetorial, a quantidade de movi- mento apresenta as seguintes características: • Intensidade: m vQ = ou Q = mv • Direção: a mesma de v (Q é paralela a v ) • Sentido: o mesmo de v (pois m é sempre positivo) No SI, a unidade do módulo da quantidade de movimen- to é quilograma # metro por segundo (kg $ m/s). Quantidade de movimento de um sistema de corpos A quantidade de movimento de um sistema de corpos, num certo referencial e num instante t, é a soma vetorial das quantidades de movimento de cada corpo nesse instante. Assim, sendo Q Q Q 1 2 3 , , , ..., Q n as quantidades de movimento dos corpos, no instante t, a quantidade de movimento Q do sistema de corpos será: 1 3 n ...Q Q Q Q Q 2 = + + + + Teorema do impulso As grandezas impulso e quantidade de movimento estão relacionadas por meio do teorema do impulso: Quantidade de movimento de um corpo Considere um corpo de massa m com velocidade v num determinado referencial. A quantidade de movimento (ou momento linear) desse corpo é a grandeza vetorial dada por: mvQ = 5656 PDF-ALTA-056-063-MPF1SR-TM06-M.indd 56 7/29/15 6:28 PM B A Situação 1 Situação 2 B A vA vB vA vB A QB = mBvBQA = mAvA eixo adotado + B A QB = mBvBQA = mAvA eixo adotado + B A Situação 3 Situação 4 B B A A vBvA vBvA tema 6 • Impulso e quantIdade de movImento • não atuam forças externas, podendo, no entanto, haver forças internas entre os corpos; • existem forças externas, mas sua resultante é nula; • existem forças externas, mas tão pouco intensas (quando comparadas às forças internas) que podem ser desprezadas. Se o sistema de corpos é isolado de forças externas, a resultante dessas forças é nula ( RF = 0) e também é nulo seu impulso ( IR = 0). Assim, podemos enunciar o princípio de conservação da quantidade de movimento: A quantidade de movimento de um sistema de corpos isolado de forças externas é constante. Q Q 2 1 = A quantidade de movimento pode permanecer constante, ainda que a energia mecânica não permaneça. Em outras palavras, os princípios de conservação da energia mecânica e da quantidade de movimento são independentes. Choques unidimensionais Numa colisão mecânica, supondo que a massa dos corpos não se altere, ocorrem duas etapas: deformação e restituição. Na deformação, a energia cinética dos corpos anterior ao choque se transforma em energia potencial elástica, energia sonora (ruído) e energia térmica (calor). Na restituição, toda ou parte da energia transformada re- torna na forma de energia cinética. Os choques passam en- tão a ser classificados de acordo com o reaproveitamento da energia cinética após o choque, como veremos a seguir. Vamos analisar cuidadosamente todas as possibilidades de sentido de velocidades vetoriais entre duas esferas que colidem na mesma direção. • Se os sentidos dos movimentos dos corpos são opostos (figura 2), o módulo da velocidade relativa correspon- de à soma dos módulos das velocidades de cada um dos corpos. Para as situações 1 e 2, temos: Figura 2 vrel. = vA + vB • Se os sentidos dos movimentos coincidem (figura 3), o módulo da velocidade relativa será a diferença entre os módulos das velocidades de cada um dos corpos. Supondo vA 2 vB , a velocidade relativa nas situações 3 e 4 será: Figura 3 vrel. = vA - vB A quantidade de movimento Q de um sistema de corpos, A e B, com quantidades de movimento Q A e Q B , respecti- vamente, é dada por: + A Q Q Q B = Quando os vetores têm mesma direção, a igualdade veto- rial transforma-se numa igualdade escalar, adotando-se um eixo e projetando-se os vetores. Assim, temos os exemplos: • Observe a figura 4 abaixo. Em relação ao eixo adotado: Q = QA - QB Em relação ao eixo adotado: Q = QA + QB Figura 4 • Observe a figura 5 abaixo. Figura 5 Q = mAvA - mBvB Q = mAvA + mBvB Coeficiente de restituição Para medir a variação da energia cinética que even- tualmente ocorre numa colisão, é comum recorrer a uma grandeza adimensional chamada coeficiente de restituição (e), que corresponde à razão entre a velo- cidade relativa de afastamento dos corpos depois da colisão e a velocidade relativa de aproximação desses corpos antes da colisão: e v v .rel rel. = depois antes 5757 PDF-ALTA-056-063-MPF1SR-TM06-M.indd 57 7/29/15 6:28 PM Suplemento de reviSão • FÍSiCA A partir da análise do coeficiente de restituição, pode- mos classificar os principais tipos de choque associados aos respectivos coeficientes de restituição, energia e quantidade de movimento: • Se e = 1, a energia cinética se conserva, e o choque é dito perfeitamente elástico. • Se e = 0, não ocorre restituição, e os corpos perma- necem unidos após o choque. Esse choque, no qual ocorre a maior perda de energia cinética, é conhecido como perfeitamente inelástico. • Se 0 1 e 1 1, a restituição da energia cinética é parcial, e o choque é denominado parcialmente elástico. Há ainda os choques superelásticos, nos quais e 2 1 e há ganho de energia, evidentemente à custa de outra forma de energia. Ocorrem frequentemente choques superelásticos nas reações nucleares: um próton atinge um núcleo de lítio, formando duas partículas que saem com energia cinética maior que a do próton incidente no núcleo. Na resolução de exercícios de choques, é comum estabelecer uma equação com a conservação da quantidade de movimento e outra com o coeficiente de restituição, em lugar da conservação ou dissipação de energia. NO VESTIBULAR 1 (UFRGS-RS) Um veículo de massa 500 kg, percorrendo uma estrada horizontal, entra numa curva com velo- cidade de 50 km/h e sai numa direção que forma um ângulo de 60w com a direção inicial e com a mesma velocidade de 50 km/h. Em unidades do Sistema In- ternacional, a variação da quantidade de movimento do veículo, ao fazer a curva, em módulo, foi de, apro- ximadamente: a) 7,0 $ 104 b) 5,0 $ 104 c)3,0 $ 104 d) 7,0 $ 103 e) 3,0 $ 103 2 (UBC-SP) A força que age em um corpo variou segundo o gráfico dado. 30 0 10 F (N) t (s) O impulso que a força imprimiu ao corpo foi de: a) 150 N $ s b) 300 N $ s c) 40 N $ s d) 20 N $ s 3 (Mackenzie-SP) Uma bola de bilhar de 100 g, com ve- locidade de 8 m/s, atinge a lateral da mesa, sofrendo um choque perfeitamente elástico, conforme mostra a figura. No choque, a bola permanece em contato com a lateral da mesa durante 0,08 s. 30° 30° A intensidade da força que a bola aplica nessa lateral é de: a) 20 N b) 18 N c) 16 N d) 15 N e) 10 N 4 (UEL-PR) A quantidade de movimento de um ponto material se mantém constante num dado intervalo de tempo. Com relação à intensidade da resultante das forças que agem sobre esse corpo, pode-se afir- mar que: a) é constante não nula. b) é nula. c) aumenta linearmente com o tempo. d) diminui linearmente com o tempo. e) é não nula e tem o mesmo sentido do movimento. 5 (UFC-CE) Na superfície de um lago congelado (considere nulo o atrito), um menino de 40 kg empurra um homem de 80 kg. Se este adquirir a velocidade de 0,25 m/s, o menino: a) escorregará, em sentido contrário, com velocidade igual em módulo. b) ficará parado. c) deslizará, em sentido oposto, com velocidade de 0,50 m/s. d) deslizará, para trás, com velocidade de 2 m/s. 6 (UFG-GO) Um automóvel e um ônibus trafegam em sentidos opostos com a mesma velocidade. O moto- rista do automóvel faz uma manobra muito rápida para se desviar de um buraco e colide frontalmente com o ônibus. Considere que a colisão é perfeitamente inelástica e que a massa do ônibus é nove vezes maior que a do automóvel. Assim, a porcentagem da energia perdida na colisão é de: a) 20% b) 36% c) 64% d) 80% e) 100% 58 PDF-ALTA-056-063-MPF1SR-TM06-M.indd 58 7/29/15 6:28 PM tema 6 • Impulso e quantIdade de movImento 59 Considere a figura: y Antes da curva x y Depois da curva x Q0 Qy Q Qx 60° Como 50 km/h equivalem a aproximadamente 14 m/s, quantidade de movimento do veículo antes da curva era: Q0 = mv = 500 $ 14 ` Q0 = 7.000 kg $ m/s Após a curva: • na direção x: Qx = mvx ] Qx = mv $ cos 60w ] ] Qx = 500 $ 14 $ 1 2 ` Qx = 7.000 $ 2 1 kg $ m/s • na direção y: Qy = mvy ] Qy = mv $ sen 60w Qy = 500 $ 14 $ 2 3 ` Qy = 7.000 $ 2 3 kg $ m/s Agora: Q2 = Qx 2 + Qy 2 = $.7 000 2 1 2c m + $.7 000 2 3 2e o ] ] Q2 = 49.000 4 1 4 3+c m ` Q = 7.000 kg $ m/s Da relação vetorial Q Q QS 0= - temos o esquema: Como Q = Q0 e o ângulo entre Q e Q0 é de 60w, o triângulo da figura é equilátero. Logo: SQ = 7.000 kg $ m/s. Alternativa d. – Q0 SQQ 60° Ex er cí ci o 1 O impulso (I) da força em questão é numericamente igual à área sob o gráfico. Logo: $ $I b h2 2 10 30= = ` I = 150 N $ s De acordo com o gráfico, a projeção F da força sobre o corpo é sempre positiva. Logo, o valor do impulso também será positivo. Portanto: I = 150 N $ s. Alternativa a. Ex er cí ci o 2 Para determinar a intensidade F da força, usamos o teorema do impulso: IF = QS ] F St = QS ] F = t Q S S Segundo o enunciado: St = 0,08 s. Falta determinar SQ. Como o choque é perfeitamente elástico, podemos escrever: Q Qinicial final= = mv = 0,1 kg $ 8 m/s = 0,8 kg $ m/s Agora: Q Q QS final inicial= - . Vetorialmente: Como Q Qfinal inicial= e o ângulo entre Qfinal e Qinicial- é de 60w, o triângulo da figura é equilátero. Logo: QS = 0,8 kg $ m/s Assim: , , F t Q 0 08 0 8 S S = = ` F = 10 N. Alternativa e. SQ Qinicial Qfinal 60° – Ex er cí ci o 3 De teorema do impulso, temos: IFR = QS ; sendo SQ = 0, obtemos FR $ St = 0. Como St ! 0, devemos ter: FR = 0 Alternativa b.E xe rc íc io 4 Considere a seguinte sequência de figuras com respeito à interação entre o homem (H) e o menino (M): vH0 = vM0 = 0 vM = ? vH = 0,25 m/s (+) Antes da interação M H (+) Durante a interação Depois da interação M H FFe (+) M H vH0 = vM0 = 0 vM = ? vH = 0,25 m/s (+) Antes da interação M H (+) Durante a interação Depois da interação M H FFe (+) M H vH0 = vM0 = 0 vM = ? vH = 0,25 m/s (+) Antes da interação M H (+) Durante a interação Depois da interação M H FFe (+) M H Ex er cí ci o 5 Admitindo que o sistema (homem + menino) seja mecanicamente isolado, podemos escrever: Qdepois = Qantes ] mMvM + mHvH = 0 40 $ vM + 80 $ 0,25 = 0 ] 40vM = -20 ` vM = - 0,5 m/s Portanto, o menino se deslocará em sentido oposto ao do homem com velocidade de 0,5 m/s. Alternativa c. Sendo v o módulo da velocidade do ônibus e do automóvel antes do choque e 'v a velocidade do conjunto após o choque (choque perfeitamente inelástico) e considerando o eixo orientado no sentido do movimento do automóvel, aplicando o teorema da conservação da quantidade de movimento, temos: Q Q mv mv m m v v v9 9 10 8] e ] eantes depois= - = + = -` j Da definição de energia cinética, obtemos: E mv mv mv2 2 9 2 102 2 2 c = + =antes E m m v mv 2 9 2 10e e c 2 2 = + = depois ` j Portanto: E E v v 10 8 100 64e c c 2 2 2 = = - = depois antes c m Logo, a energia perdida foi de 36%. Alternativa b. Ex er cí ci o 6 PDF-ALTA-056-063-MPF1SR-TM06-M.indd 59 7/29/15 6:28 PM Suplemento de reviSão • FÍSiCA 7 (UFBA) Um bloco A, com 2 kg de massa, deslocando- -se sem atrito sobre uma superfície horizontal plana, com velocidade de módulo igual a v, atinge, em colisão frontal, um bloco B, com 3 kg de massa, inicialmente em repouso. Após a colisão, A e B deslocam-se uni- dos, com velocidade igual a 6 m/s. Admita agora que a colisão ocorra, nas mesmas condições da colisão anterior, entre o bloco A e uma mola ideal. A mola tem constante elástica igual a 5 $ 105 N/m e foi colocada no lugar de B, com uma das extremidades fixa. Determine a deformação máxima da mola, em uni- dades do SI e em notação científica. 8 (UFPB) Uma bola de massa 500 g e velocidade 72 km/h choca-se frontal e elasticamente com uma parede. Determinar: a) A intensidade da variação da quantidade de movimento. b) A intensidade do impulso da força aplicada pela parede sobre a bola durante a colisão. 9 (UFF-RJ) Dois carrinhos idênticos, ambos de massa m, são colocados em repouso num plano horizontal, comprimindo uma mola, conforme mostra a figura. A mola é mantida comprimida por uma linha fina, de massa desprezível, amarrada aos dois carrinhos, mas a mola não está presa a eles. Rompe-se a linha e os dois carrinhos movem-se em sentidos opostos e sobem as rampas ilustradas na figura, até atingirem uma altura máxima h0. Numa segunda experiência, uma massa desconhecida x é adicionada ao carrinho A. Os dois carrinhos são recolocados nas mesmas posições, comprimindo a mesma mola de forma idêntica à situação anterior. Entretanto, nessa segunda experiência, após o rompimento da linha, apenas a altura máxima hB atingida pelo carrinho B é medida. Considere que a aceleração da gravidade é g e que a massa da mola e o atrito entre os carrinhos e a superfície onde eles se deslocam são, ambos, desprezíveis. h0 A 1a experiência B h0 A 2a experiência B hBx h0 A 1a experiência B h0 A 2a experiência B hBx a) Determine a energia potencial elástica inicial- mente armazenada na mola em termos de m, g e h0. b) Na 2a experiência, os carrinhos A e B atingem ve- locidades, respectivamente, VA e VB imediatamente após a mola alcançar sua posição relaxada. Deter- mine a razão V V B A em função de m e x. c) Determine o valor da massa desconhecida x em termos de m, hB e h0. 60 Vamos determinar a velocidade inicial v do bloco A, admitindo que o sistema seja isolado. Para tanto, considere a figura: mA = 2 kg vA = v vA + B = 6 m/svB = 0 mB = 3 kg (+) A B (+) A B Antes da colisão Depois da colisão Pela conservação da quantidade de movimento, temos: Qantes = Qdepois ] mAv = vA + B(mA + mB) ] ] 2v = 6(2 + 3) ` v = 15 m/s Portanto, a energia cinética associada ao corpo A antes da colisão é: $E vE2 2 2 15]A 2 2 c c= = m ` Ec = 225 J No choque com a mola, para que haja deformação máxima, toda energia cinética do corpo A deve ser convertida em energia potencial elástica. Portanto, pela conservação de energia, temos: E E kx225 2] ] 2 pc = =elást. $ $x 5 10 2 225] 2 5= ` x = 3 $ 10 -2 m Ex er cí ci o 7 Para o choque, considere as figuras: v0 = 72 km/h = 20 m/s m = 0,5 kg F (+) (+)(+) v0 = 72 km/h = 20 m/s m = 0,5 kg F (+) (+)(+) a) Como o choque é frontal e elástico, a velocidade da bola após o choque é de -20 m/s. Logo: QS = Q Qdepois antes- = mv mv0- ] ] QS = $, ( ) ,0 5 20 0 5 20- - ` QS = 20 kg $ m/s b) Pelo teorema do impulso, temos: IF = QS ` IF = 20 N $ s Ex er cí ci o 8 PDF-ALTA-056-063-MPF1SR-TM06-M.indd 60 7/29/15 6:28 PM tema 6 • Impulso e quantIdade de movImento 61 a) A energia potencial elástica, inicialmente armazenada na mola, se transforma na energia potencial gravitacional dos carrinhos ao atingirem a altura h0: E E E mgh mgh E mgh2 P P P P 0 0 0 .elást elást. = + = + = A B b) Vamos considerar o 2o experimento. A quantidade de movimento inicial do sistema é nula ( )Q 0antes = . Depois de a mola alcançar a posição relaxada, a quantidade de movimento do sistema é a soma das quantidades de movimento dos carrinhos A e B: A Bm x v mvQdepois= + +`c j m Pela conservação da quantidade de movimento, resulta: A B A Bm x v mv m x v mvQ Q 0] ]antes depois= = + + + = -` `j j Em módulo, temos: BA B Am x v v v m x m+ +m ]= =v` j c) A energia potencial elástica do sistema no 2o experimento transforma-se na energia cinética dos carrinhos A e B. A energia cinética de B se transforma em energia potencial gravitacional na posição de altura hB. A BE m x v mv 2 2P 2 2 = + + elást. ` j y Sendo: B;E mgh mv mgh2 2P B0 2 . = = elást e =B ;v gh v m x m2 B A 2 = + $ vB, temos em y: $mgh m x m x m2 20 2 = + +b l $ 2ghB + mgB h m x m2 0 = + $ hB + hB ] 2h0 = hB $ m x m x2 + + ] ] 2h0m + 2h0x = 2hBm + hBx ] ] 2m(h0 - hB) = x(hB - 2 $ h0) ] ] x h h m h h x h h m h h 2 2 2 ] B B B B 0 0 0 0 = - - = - - ` ` e ` j j o j Ex er cí ci o 9 PDF-ALTA-056-063-MPF1SR-TM06-M.indd 61 7/29/15 6:28 PM Suplemento de reviSão • FÍSiCA 10 (UFSC) Uma esfera maciça cuja massa é 2,0 kg desloca- -se, com velocidade 10 m/s, no interior de uma canale- ta que permite apenas o movimento unidimensional. Ela colide com uma outra esfera, de massa 1 kg, que se movimenta em sentido contrário com o dobro da velocidade. Determine o módulo da velocidade de cada uma das esferas após a colisão, sabendo que o coeficiente de restituição da colisão é 0,5. 11 (Unifei-MG) Uma partícula e um próton movem-se numa mesma direção e em sentidos opostos, de modo que se aproximam uma da outra com velocidades que, enquanto a distância d que as separa é ainda muito grande, são iguais em módulo a v = 1,0 $ 102 m/s. Considere que a massa e a carga da partícula são iguais ao dobro dos valores correspondentes ao próton. Quais os valores finais das velocidades da partícula e do próton, supondo que houve uma colisão elástica entre elas? 12 (UFBA) Uma esfera rígida de massa m1 = 0,5 kg, presa por um fio de comprimento L = 45,0 cm e massa des- prezível, é suspensa em uma posição tal que, como mostra a figura, o fio suporte faz um ângulo de 90° com a direção vertical. Em um dado momento, a es- fera é solta, indo se chocar com outra esfera de massa m2 = 0,5 kg, posicionada em repouso no solo. m2 L m1 Considerando o diâmetro das esferas desprezível e o choque entre elas perfeitamente elástico, determine a velocidade das esferas após o choque, supondo todas as forças dissipativas desprezíveis, o módulo da aceleração da gravidade local igual a 10 m/s2 e o coeficiente de restituição - e v v v ve e 1 2 2 1= - , em que ve1 e ve2 são as velocidades finais das esferas e v1 e v2 as velocidades iniciais. 13 (Ufes) Um bloco A é lançado em um plano horizontal com velocidade de módulo vA = 4,0 m/s. O bloco A tem massa mA = 2,0 kg e colide frontalmente com uma esfera B de massa mB = 5,0 kg. Inicialmente, a esfera encontra-se em repouso e suspensa por um fio ideal de comprimento L, fixo em O, como mostra a figura abaixo. Após a colisão, a esfera atinge uma altura máxima de hB = 0,20 m. Os atritos do bloco A e da esfera B com a superfície são desprezíveis. A O B vA hB Com essas informações: a) determine o módulo da velocidade da esfera B, imediatamente após a colisão; b) determine o módulo e o sentido da velocidade do corpo A, após a colisão; c) determine a diferença entre a energia cinética do sistema, antes e após a colisão; d) responda se a colisão foi ou não perfeitamente elástica. Justifique a sua resposta. 62 PDF-ALTA-056-063-MPF1SR-TM06-M.indd 62 7/29/15 6:28 PM tema 6 • Impulso e quantIdade de movImento 63 a) Energia potencial da esfera na altura máxima: EPgrav. = mghB = 5 $ 10 $ 0,2 ` EPgrav. = 10 J Pela conservação de energia da esfera, temos: $ E E v 2 5 ] B 2 c p= grav. = 10 ` vB = 2 m/s b) Conservação da quantidade de movimento: Qantes = Qdepois ] 2 $ 4 = 2 $ veA + 5 $ 2 ` veA = -1 m/s O sinal negativo indica o sentido para a esquerda. c) $E 2 2 42 c =antes ` E 16 Jc =antes $ $E 2 2 1 2 5 22 2 c = +depois ` E 11 Jc =depois Portanto, SE = 5 J. d) A colisão não foi perfeitamente elástica, pois o sistema não conservou a energia mecânica inicial de 16 J. Ex er cí ci o 13 O enunciado sugere as seguintes figuras: mA = 2 kg vA0 = 10 m/s Durante a colisãoAntes da colisão Após a colisãovB0 = –20 m/s mB = 1 kg (+) A B (+) A B (+) A B mA = 2 kg vA0 = 10 m/s Durante a colisãoAntes da colisão Após a colisãovB0 = –20 m/s mB = 1 kg (+) A B (+) A B (+) A B mA = 2 kg vA0 = 10 m/s Durante a colisãoAntes da colisão Após a colisãovB0 = –20 m/s mB = 1 kg (+) A B (+) A B (+) A B mA = 2 kg vA0 = 10 m/s Durante a colisãoAntes da colisão Após a colisãovB0 = –20 m/s mB = 1 kg (+) A B (+) A B (+) A B Dado que 0 1 e 1 1, trata-se de um choque parcialmente elástico. Com base na definição, temos: 20),e v v v v v v 0 5 10]A B A B A B 0 0 = - - = - - - ( ] vA - vB = 15 y Aplicando agora a conservação da quantidade de movimento do sistema, temos: Qantes = Qdepois ] vmA A0 + vmB B0 = mAvA + mBvB ] ] 2 $ 10 + 1(-20) = 2vA + vB ] 2vA + vB = 0 ] ] vB = -2vA Substituindo em y, vem: vA - (-2vA) = 15 ` vA = 5 m/s Substituindo vA = 5 m/s em , resulta: vB = -10 m/s ] vB = 10 m/s Ex er cí ci o 10 Do teorema da conservação da quantidade de movimento, temos: Q Q mv mv mv mv v v v 2 2 2 ] ] ] 1 2 1 2 antes depois final final final final = - = + = + Como a colisão é elástica: ( )e v v v v v v v v v v1 2 2] ] 2 1 2 1 2 1 final final final final final final= - - - = - = - Resolvendo o sistema de equações, obtemos: v v3 5 2final = e v v3 1 1final = - Portanto: 33 m/sv1final = - e $,v 1 7 10 m/s2 2 final = Ex er cí ci o 11 São dados: m1 = m2 = m = 0,5 kg; L = 45 cm = 0,45 m; g = 10 m/s2. Vamos calcular a velocidade v1 da esfera de massa m1 imediatamente antes do choque, pela conservação da energia mecânica. $ $ `, , E E E E E E mgL mv v gL v v 0 0 2 2 2 10 0 45 3 0 m/s 1 2 1 1 1 mec mec p c p c = + = + + = = = = depoisantes antes antes depoisdepois Sendo o choque frontal e perfeitamente elástico entre corpos de massas iguais, ocorre troca de velocidades. Isto é: = ,3 0 m/s=v0 e== vv ve e1 2 2 1 Ex er cí ci o 12 PDF-ALTA-056-063-MPF1SR-TM06-M.indd 63 7/29/15 6:28 PM PDF-baixa-056-063-MPFSR-TM06-M