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FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA Título: A importância dos Jogos Cooperativos no Ensino Fundamental: convivendo em harmonia Autora: Andréa de Lara Machado Disciplina/Área: Educação Física Escola de Implementação do Projeto e sua localização: Colégio Estadual Amyntas de Barros Endereço: Rua Salgado Filho, n° 1371 Pineville Município da escola: Pinhais Núcleo Regional de Educação: Área Metropolitana Norte Professor Orientador: Fábio Mucio Stinghen Instituição de Ensino Superior: Universidade Tecnológica Federal do Paraná- UTFPR Relação Interdisciplinar: Não Resumo: A elaboração do Caderno Pedagógico vem de encontro à urgente necessidade de novas práticas na escola, reconhecendo a importância de uma ação pedagógica baseada no exercício da cidadania e inclusão. Este estudo parte da ideia que a utilização dos Jogos Cooperativos nas aulas de Educação Física pode melhorar a convivência e as relações interpessoais dos alunos. O desenvolvimento dos Jogos Cooperativos tem como objetivo aprimorar os valores humanos respeito mútuo e cooperação. A metodologia adotada é qualitativa e possui como pilar a construção do conhecimento pela práxis. Palavras-chave: Jogos Cooperativos; relações interpessoais; cooperação. Formato do Material Didático: Caderno Pedagógico Público: Professores da Rede Estadual de Ensino SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO DIRETORIA DE POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS PDE 2016 Andréa Lara AGRADECIMENTOS Agradeço ao Professor Fábio Mucio pelo incentivo e ensinamentos. Obrigada Alexandre pela dedicação e apoio sem limites. APRESENTAÇÃO A elaboração do Caderno Pedagógico vem de encontro à urgente necessidade de novas práticas na escola, reconhecendo a importância de uma ação pedagógica baseada no exercício da cidadania e inclusão. Este estudo parte da ideia que o desenvolvimento dos Jogos Cooperativos nas aulas de Educação Física pode melhorar a convivência e as relações interpessoais dos alunos. Além disso, por meio deste conteúdo estruturante é possível aprimorar os valores humanos respeito mútuo e cooperação no ambiente escolar. Esta proposta metodológica é direcionada a uma turma de 7º ano do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Amyntas de Barros, localizado em Pinhais. O caderno é destinado aos educadores da Rede Estadual de Ensino do Paraná e demais educadores que se interessem pelo tema. As atividades selecionadas têm o intuito de orientar o trabalho dos colegas em sala de aula. O material é composto por três unidades com o objetivo de facilitar a compreensão e posterior aplicação. A unidade 1 refere-se às atividades para a aproximação e interação entre os alunos, que no início do ano letivo ainda não se conhecem. A unidade 2 aborda os Jogos Semicooperativos, Jogos de Inversão, Jogos de Resultado Coletivo e Jogos Cooperativos Sem Perdedores. A unidade 3 trata do tema Convivência, com a apresentação de um vídeo e a Dança Circular, responsável pela união de todos em torno de um objetivo comum. Espero contribuir com esta proposta. Professora Andréa Lara. Prof.ª Licenciada em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná e Pós-graduada em Educação Especial e Educação e Sociedade. Atua há dez anos na Rede Estadual de Ensino. No livro traduzido para o português, Vencendo a competição, classifica-os em: No livro traduzido para o português, Vencendo a competição, classifica-os em: jogos cooperativos sem perdedores: o objetivo é o de superar um desafio em comum, sendo que todos os participantes formam um único time; jogos de resultado coletivo: o objetivo continua sendo o de alcançar uma meta comum, contudo, os participantes são divididos em duas ou mais equipes que, por meio de um trabalho coletivo, acabam cooperando entre si; jogos de inversão: o objetivo é alterar o padrão de times fixos. Os participantes são divididos em equipes, mas, durante o jogo, devem ocorrer trocas entre os membros dessas equipes, modificando-se a configuração inicial, a fim de que todos possam se ajudar. Busca-se o prazer pelo jogo e não pela vitória. jogos semicooperativos: o objetivo é o de oportunizar a todos os participantes as mesmas chances. Os jogadores são divididos em equipes, jogando uns contra os outros, entretanto, são enfatizados o envolvimento e o prazer de jogar e não a competição. jogos cooperativos sem perdedores: o objetivo é o de superar um desafio em comum, sendo que todos os participantes formam um único time; jogos de resultado coletivo: o objetivo continua sendo o de alcançar uma meta comum, contudo, os participantes são divididos em duas ou mais equipes que, por meio de um trabalho coletivo, acabam cooperando entre si; jogos de inversão: o objetivo é alterar o padrão de times fixos. Os participantes são divididos em equipes, mas, durante o jogo, devem ocorrer trocas entre os membros dessas equipes, modificando-se a configuração inicial, a fim de que todos possam se ajudar. Busca-se o prazer pelo jogo e não pela vitória. jogos semicooperativos: o objetivo é o de oportunizar a todos os participantes as mesmas chances. Os jogadores são divididos em equipes, jogando uns contra os outros, entretanto, são enfatizados o envolvimento e o prazer de jogar e não a competição. OS JOGOS COOPERATIVOS Caros colegas, antes de iniciarmos as atividades com nossos alunos, vale a pena ressaltar as peculiaridades dos Jogos Cooperativos! Classificação dos Jogos Cooperativos, segundo Orlick (1989) Jogos cooperativos sem perdedores: o objetivo é o de superar um desafio em comum, sendo que todos os participantes formam um único time. Jogos de resultado coletivo: o objetivo continua sendo o de alcançar uma meta comum, contudo, os participantes são divididos em duas ou mais equipes que, por meio de um trabalho coletivo, acabam cooperando entre si. Jogos de inversão: o objetivo é alterar o padrão de times fixos. Os participantes são divididos em equipes, mas, durante o jogo, devem ocorrer trocas entre os membros dessas equipes, modificando-se a configuração inicial, a fim de que todos possam se ajudar. Busca-se o prazer pelo jogo e não pela vitória. Jogos semicooperativos: o objetivo é o de oportunizar a todos os participantes as mesmas chances. Os jogadores são divididos em equipes, jogando uns contra os outros, entretanto, são enfatizados o envolvimento e o prazer de jogar e não a competição. Os Jogos Cooperativos, de acordo com Brown (1995) Libertam da competição, porque o interesse se volta para a participação, eliminando a pressão de ganhar ou perder produzida pela competição. Libertam da eliminação, porque procuram incluir e integrar a todos, evitando a eliminação daqueles considerados mais fracos, mais lentos, menos habilidosos. Libertam para criar, porque criar significa construir e exige colaboração. Libertam da agressão física, porque buscam evitar condutas de agressão, implícita ou aceita, em alguns jogos. Princípios desenvolvidos, para Soler (2011) Os participantes ganham ou perdem juntos. Os mais hábeis aprendem a conviver com os quem têm menos habilidade. Pode-se debater sobre o jogo sempre. Os praticantes aprendem o que significa bem comum. Oportunidade de participação de todas as diferenças. Combate à agressividade utilizando a resolução de problemas. Criação de soluções cooperativas. Figura 1 – Nuvem do pensamento Os Jogos Cooperativos são jogos de compartilhar, unir pessoas, despertar a coragempara assumir riscos, tendo pouca preocupação com o fracasso e o sucesso em si mesmos. Eles reforçam a confiança pessoal e interpessoal, uma vez que ganhar e perder são apenas referências para o contínuo aperfeiçoamento de todos. (BROTTO, 2013, p. 68) Fonte: Domínio Público ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS Professor, a disciplina de Educação Física proporciona inúmeros benefícios aos educandos, relativos ao desenvolvimento dos Jogos Cooperativos. Os mais expressivos são elencados a seguir: Contribuir para que os alunos sejam capazes de reconhecer o próprio corpo, adquirir expressividade corporal e refletir sobre as práticas corporais. (DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO BÁSICA DO PARANÁ, 2008) Construção do conhecimento pela práxis, ao proporcionar a expressão corporal, a reflexão sobre as atividades realizadas e o movimento corporal. Favorecer possibilidades de apropriação e recriação relativas à apreensão do conhecimento através da prática corporal. O sucesso das atividades depende de algumas estratégias, tais como: Segundo Fernández-Río et al. (2015), ao desenvolver os jogos o professor deve considerar aspectos como: Iniciar as atividades com pequenos grupos, compostos por duas ou três pessoas. Em tarefas criativas reduzir o número de participantes, pois diminui a timidez e favorece a participação de todos. A escolha do local é fundamental. Alguns jogos podem ser realizados no pátio, quadra ou sala de aula. É interessante verificar a realidade da escola para a melhor escolha em cada atividade. É importante realizar durante as atividades ou ao término da aula discussões ou um feedback sobre as situações do jogo e os temas abordados, não correndo o risco de executar a “atividade pela atividade”. Explorar todas as possibilidades, proporcionando discussões em que o grupo perceba seu próprio desenvolvimento. Para tanto, o professor pode organizar os alunos em círculo, dar retorno a cada observação realizada e encerrar a atividade pontuando os aspectos positivos. Dividir a turma em grupos, especialmente quando não há muita experiência no trabalho cooperativo. Planejar a disposição do material humano, favorecendo a proximidade e a ajuda mútua entre os grupos. Explicar a tarefa, de modo que inclua o objetivo a ser alcançado e a maneira desejável de interação. Observar os grupos para entender o que está acontecendo e realizar esclarecimentos. Avaliar e refletir sobre o processo. Figura 2 – Nuvem do pensamento Dica!! Adote novas formas de separar os grupos para evitar exclusões, como por exemplo: mês do nascimento; nascidos no primeiro e no segundo semestre; tipo de calçado; cor dos cabelos e preferências (gosta de café, gosta de suco, etc.), entre outros. (SOLER, 2011) Fonte: Domínio Público Figura 3 – Balões coloridos Fonte: Domínio Público ATIVIDADES QUEBRA-GELO E JOGOS DE APROXIMAÇÃO JUSTIFICATIVA O ano letivo inicia, uma nova turma é formada, alguns alunos se conhecem, outros ainda não. Esse período é o momento ideal para quebrar o gelo, aproximar os educandos e desfazer barreiras. As atividades quebra-gelo favorecem o primeiro contato entre o grupo, facilitam o aprendizado dos nomes e das características dos colegas, proporcionando descontração e integração. Os Jogos de Aproximação têm como característica estreitar os laços e promover a união. OBJETIVOS Estimular a cooperação Discutir valores humanos Aprimorar as relações interpessoais Desenvolver a orientação temporal e espacial, lateralidade, habilidades motoras, agilidade, atenção, equilíbrio, memória, ritmo, criatividade Favorecer a aproximação, integração e participação em grupo Proporcionar a descontração e a alegria Propiciar a empatia e o conhecimento mútuo Promover a ludicidade Socializar SUGESTÃO DE ATIVIDADES Tempo previsto: seis horas-aula, com a possibilidade de repetir as atividades e refletir sobre vários conceitos de um mesmo jogo. ATIVIDADE 01 Apresentação da disciplina e da professora aos alunos. Apresentação do Projeto de Implementação Pedagógica. SAUDAÇÃO Desenvolvimento: o grupo começa a caminhar pela quadra. Ao sinal, cada participante se apresenta à primeira pessoa que encontra, estendendo a mão para cumprimentá-la, e depois de realizadas as apresentações, volta a caminhar pela quadra. O sinal é repetido várias vezes para que cada pessoa se apresente e cumprimente as várias pessoas do grupo. CHAMANDO PELO NOME Material: bolas de diferentes tamanhos e texturas. Desenvolvimento: formam-se pequenos círculos com os alunos. Um dos alunos segura uma bola na mão e diz seu nome em voz alta, para que seus colegas o ouçam, antes de lançar a bola à pessoa que está à sua esquerda. Aquele que recebe a bola faz o mesmo, e assim sucessivamente, até que a bola retorne ao participante que iniciou a atividade. A partir daí, uma vez que os nomes de todos os integrantes já foram ditos em voz alta, ele chama qualquer um do círculo e lança a bola e aquele que a recebe faz o mesmo, e assim por diante. DUPLAS Desenvolvimento: ao sinal do professor os alunos devem se dividir em duplas com um colega que não tenha muita familiaridade. Então, durante mais ou menos cinco minutos, os integrantes das duplas fazem perguntas entre si, para se conhecerem melhor. Os alunos devem recordar as informações, para apresentarem depois para o grande grupo. CORES Desenvolvimento: os participantes se movimentam pela quadra, enquanto escolhem uma cor, o azul ou o vermelho, sem revelar a ninguém a sua escolha. Ao sinal, os alunos formam duplas com o colega que estiver à sua frente naquele momento. Cada dupla conta até três e seus dois integrantes dizem em voz alta e ao mesmo tempo a cor que escolheram. Se as cores da dupla coincidirem, os integrantes dão um abraço um no outro para celebrar a coincidência. Caso contrário, apertam as mãos respeitosamente e continuam a brincadeira. Podem ser formados trios, para que ninguém fique de fora. LEVANTANDO-SE EM DUPLAS Desenvolvimento: dois participantes posicionam-se de frente um para o outro de mãos dadas. Eles têm de se sentar e voltar a se levantar sem perder o equilíbrio ou soltar-se em momento algum. SENTAR-LEVANTAR Desenvolvimento: os participantes divididos em grupos de cinco pessoas fazem um círculo com os braços. A tarefa consiste em sentar e se levantar sem tocar o chão com braços ou mãos, de forma que ninguém se desequilibre. AS QUALIDADES Desenvolvimento: sentados em círculo, um aluno começa dizendo seu nome e uma qualidade sua. O próximo diz o nome e a qualidade do colega anterior, seu nome e uma qualidade sua, e assim sucessivamente. BEXIGAS AO AR Material: bexigas. Espaço necessário: sala ampla, pátio ou quadra. Disposição: grupo de seis participantes. Desenvolvimento: manter no ar a bexiga, utilizando partes do corpo, tais como mãos, pés, ombros, cabeça, etc. O objetivo do grupo será manter a bexiga o maior tempo possível sem cair. BAILE DOS BALÕES Material: balões e aparelho de som. Espaço necessário: quadra ou pátio amplo. Disposição: os alunos formam duplas, segurando uns as mãos dos outros. Desenvolvimento: o objetivo das duplas será enquanto a música estiver tocando manter o balão no ar sem soltar as mãos. A música para e as duplas soltam as mãos, mas continuam batendo no balão para que não caia. Quando a música volta eles devem trocar de duplas. FRATERNIDADE MUSICAL Desenvolvimento: ao som de uma música os alunos deslocam-se pela sala. Quando a música para eles se reúnem em duplas. A música volta a tocar, e quando parar os alunos se reúnem em trios, e assim sucessivamente. SOMOS UM Material:aparelho de som. Espaço necessário: pátio ou quadra. Disposição: formando pequenos times em fila com cinco participantes. Desenvolvimento: o professor explica que o primeiro da fila será o líder e esse terá que executar movimentos variados sendo imitado pelos demais, e a cada parada de música o último troca de lugar com o primeiro para que todos possam vivenciar o papel do líder. Objetivos: estimular a cooperação; exercitar a criatividade. TOQUE NAS CORES Desenvolvimento: alunos se deslocam pela sala ao som de uma música. Quando o professor falar cor verde, todos devem tocar nas vestes de um colega que esteja usando a cor verde. O professor continua dizendo as demais cores: amarelo, azul, etc. SALADA DE FRUTAS Desenvolvimento: alunos sentados nas cadeiras, em círculo. O professor pede que o aluno escolha uma fruta, que pode ser banana, maçã, laranja e abacaxi. Quando o professor disser banana, os alunos que escolheram essa fruta trocam de lugar, acontecendo o mesmo com as outras frutas. Quando o professor disser salada de frutas, todos os alunos trocam de lugar. CÁLCULOS Desenvolvimento: em círculo. Numerar todos os participantes do jogo. O professor lançará um número. Este será o resultado que os componentes deverão encontrar. Os participantes deverão se reunir em grupos, formando contas (qualquer operação) para chegar ao valor dado pelo professor. Por exemplo, se o resultado é 7, pode-se reunir os números 5, 9, 7 e 3 (5+9=14+7=21:3=7). Porém não pode sobrar nenhum número (participante). Objetivos: aproximação; cooperação; cálculos matemáticos. TODOS PEGAM Desenvolvimento: este é um jogo de pegar em que todos os participantes podem pegar todos os outros. As regras são: aqueles que forem tocados têm que ficar imóveis e os que ainda não foram pegos podem libertar jogadores imóveis, passando entre as suas pernas ou por baixo dos braços. Assim, cada jogador tem a dupla função de pegar e libertar outros jogadores. Aliás, quanto menos jogadores estiverem imóveis, mais divertido e dinâmico se torna o jogo. A partir dessas regras podem ser introduzidas outras, como, por exemplo, a limitação do espaço onde o jogo pode ocorrer. Objetivos: cooperação; agilidade; criatividade. BOLA SEM-VERGONHA Desenvolvimento: fila de alunos com seis participantes, cada fila com uma bola média. Ao sinal do professor, o primeiro aluno coloca a bola entre o queixo e o peito. O objetivo é passar a bola para o próximo colega sem usar as mãos e sem deixar a bola cair, até que todos os participantes completem a atividade. Variação: colocar a bola entre os joelhos e passar para os colegas. O GUIA Desenvolvimento: formam-se duplas, um será o guia e o outro o cego (de olhos vendados). Em um terreno com pequenos obstáculos o guia conduzirá o cego através da palavra oral (à direita, em frente, etc.). Depois mudam os papéis. BATENDO PALMAS Material: uma corda grande. Disposição: enquanto dois participantes batem a corda, os demais se colocam dos dois lados da corda. Desenvolvimento: dois participantes entram, um de cada lado da corda e, ao se encontrarem, devem bater palmas. Primeiro com a mão direita, depois esquerda, e ao final com as duas mãos. Depois disso devem sair pelo lado oposto ao que entraram. CABEÇA PEGA RABO Espaço necessário: quadra ou pátio. Disposição: formam-se colunas de mais ou menos dez alunos, cada um segurando na cintura do companheiro da frente. Desenvolvimento: o primeiro jogador tenta pegar o último da coluna, que procura se esquivar. Se conseguir, o primeiro jogador da coluna trocará de lugar com o último. Objetivos: desenvolver habilidades motoras; espírito de equipe. NUNCA SÓ Espaço necessário: quadra ou pátio. Disposição: à vontade pelo espaço destinado ao jogo. Desenvolvimento: escolher entre os participantes um para ser o pegador. Dado o sinal de início, todos os participantes deslocar-se-ão pelo espaço à vontade. O pegador tem a missão de pegar qualquer um que estiver sozinho. Os demais, para não serem pegos, deverão dar a mão para alguém, formando uma dupla, e estes não poderão ser pegos. O pegador se afasta, e todos soltam as mãos, voltando a andar à vontade. Objetivos: integrar-se ao meio social; trabalhar a atenção e a sociabilidade; investir em relações interpessoais; discutir valores humanos. O INQUILINO Espaço necessário: sala ampla, pátio ou quadra. Disposição: em trios, formando um apartamento, duas pessoas ficam de frente segurando as mãos da outra, acima da cabeça; uma representa a parede direita e a outra, a parede esquerda do apartamento. A outra pessoa ficará no meio das duas, o inquilino. Desenvolvimento: o professor poderá dizer parede direita, parede esquerda, inquilino, casa e terremoto. Parede direita os participantes trocam de apartamento, parede esquerda, mesma coisa. Inquilino, os inquilinos trocam de apartamento. Quando disser casa, tanto parede direita quanto parede esquerda trocam de lugar. No caso do terremoto, todos os participantes trocam de apartamentos. Objetivos: estimular a criatividade; propiciar alegria e descontração; desenvolver habilidades motoras. “Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.” Charles Chaplin Figura 4 – Retribuição Fonte: Domínio Público JOGOS COOPERATIVOS DE RESULTADO COLETIVO, JOGOS COOPERATIVOS SEM PERDEDORES, JOGOS DE INVERSÃO, JOGOS SEMICOOPERATIVOS JUSTIFICATIVA Os Jogos Cooperativos se destacam pela importância educativa em prol dos nossos educandos. O cerne da aprendizagem não é o objeto a ser conhecido, nem o resultado a ser alcançado, mas a qualidade das interações estabelecidas (aprendizagem compartilhada). Neste caso, há um olhar diferenciado para as diferenças, o que propicia a inclusão, pois esta prática considera as condições, qualidades e características individuais de cada pessoa. Este conteúdo estruturante é capaz de promover a integração, socialização, o exercício da cidadania e a manifestação de valores humanos (solidariedade, cooperação, respeito mútuo) que levam ao bem-estar geral. Propõe uma nova forma de jogar, com o intuito de diminuir as manifestações de agressividade, promovendo atitudes de sensibilidade, comunicação e alegria. Desenvolve a consciência humanitária tão necessária nos dias atuais ao valorizar a participação e o esforço do outro. Sendo assim, os Jogos Cooperativos são um veículo para que a cooperação e a convivência sejam exercitadas, uma vez que todos trabalham em busca de um objetivo comum. OBJETIVOS Discutir valores humanos Promover o respeito mútuo, a integridade do outro, a empatia, a confiança mútua e a solidariedade Exercitar a Liderança Circular Desfazer preconceitos Melhorar a autoestima Aprimorar as relações interpessoais Estimular a cooperação Reforçar o trabalho em equipe e a organização em grupo Desenvolver a orientação temporal e espacial, lateralidade, habilidades motoras, agilidade, memória, criatividade, atenção, raciocínio, entre outros Proporcionar a descontração e a alegria Promover a aproximação e o contato do grupo Propiciar a ludicidade Socializar SUGESTÃO DE ATIVIDADES Tempo previsto: oito horas-aula. JOGOS SEMICOOPERATIVOS JOGO DOS DEZ PASSES Material: uma bola de borracha. Espaço necessário: quadra ou pátio. Disposição: duas equipes, uma de cada lado da quadra. Desenvolvimento: o objetivo de cada equipe é atingir a marca de dez passes consecutivos, sem que a equipe contrária tome a bola, ou que a mesma caia no chão. A cada dez passes, é ponto para a equipe que conseguiu. Objetivos: estimulara cooperação; reforçar o trabalho em equipe; desenvolver habilidades motoras. VINTE E UM COOPERATIVO Material: cestas e bolas de basquete. Espaço necessário: quadra. Desenvolvimento: dividir a turmas em quatro grupos. Dois grupos revezam em uma cesta de basquete e outros dois na outra cesta. A equipe que começa posiciona-se na área de arremesso da quadra de basquete e o professor define os turnos de participação. O primeiro jogador lança propositalmente a bola contra a tabela para que ela rebata e volte para os jogadores. Então, o segundo jogador pega a bola e a lança à cesta de onde a pegou, tentando encestar. Se fizer cesta, ganha dois pontos para o grupo e continua lançando da linha de arremesso livre até errar. Cada cesta da linha de arremesso livre contabiliza um ponto para a equipe. Ao errar, é a vez do próximo jogador, que repetirá o processo. O objetivo do grupo é chegar a exatamente vinte e um pontos, já que se obtiver vinte e dois teria de começar do início. O jogo acaba quando uma das equipes alcança seu objetivo. BOLA AO CAPITÃO Material: bola e dois aros. Espaço necessário: quadra. Desenvolvimento: formando duas equipes com o mesmo número de participantes. Colocar um aro em cada lado da quadra e cada equipe escolhe um de seus integrantes para ficar dentro dos aros. Numa distância de três metros distante do aro, desenha-se uma linha onde não poderão passar defesa e ataque. O objetivo de cada equipe será conseguir passar a bola três vezes e arremessar para o seu capitão dentro do aro. Este deverá pegar a bola sem deixar cair e nem poderá sair do aro. Objetivos: cooperação; desenvolver habilidades motoras; trabalho em equipe. MULTIESPORTE Material: uma bola de handebol, basquetebol, voleibol e futsal. Espaço necessário: quadra. Disposição: participantes reunidos em dois times. Desenvolvimento: é praticamente um jogo que se utiliza da forma e das regras convencionais das modalidades envolvidas. A ideia é fazer circular as quatro modalidades sucessivamente durante o tempo todo, isto é, os alunos começam a jogar basquete, em seguida o futsal, depois o vôlei e por último o handebol. Depois recomeça essa ordem. O primeiro passo, depois de estabelecida a ordem das modalidades, em conjunto com os participantes, é incentivar cada time a se organizar internamente para definir a composição dos “pequenos times” e se preparar, o melhor possível, para o momento da troca de modalidades. O jogo começa e assim que um ponto é convertido (cesta, gol, dependendo da modalidade), realiza-se a troca de modalidade. Para isto, basta trocar a bola (tirar a de basquete e colocar em jogo a bola de futsal, por exemplo). Os dois times devem se reorganizar rápido (promover a troca do “pequeno time”), pois o jogo não pode parar. Logo após a reorganização dos times e da troca da bola, o jogo prossegue. É muito comum, ao final do jogo, que os participantes não se lembrem do placar, uma vez que existiram tantos outros desafios pessoais e grupais (mudança de modalidades, organização dos “pequenos times”). Objetivo: aperfeiçoar a habilidade de se organizar em grupo. PEGA CORRENTE Material: nenhum. Espaço necessário: quadra ou pátio. Disposição: todos à vontade pelo espaço destinado para o jogo, o professor escolherá um para ser o pegador. Desenvolvimento: o pegador terá que perseguir os outros participantes; quando conseguir, segura a sua mão procurando pegar outro. Quem vai sendo pego, forma uma corrente que, ao chegar a oito integrantes, se divide em dois grupos de quatro pessoas as quais continuam perseguindo os outros, que ainda não foram pegos. Sempre que a corrente tiver o número de oito integrantes, ela se dividirá em duas. Objetivos: estimular a cooperação; aprimorar a relação interpessoal; desenvolver habilidades motoras. SALVE-SE COM UM ABRAÇO Material: bola de borracha. Espaço necessário: quadra ou pátio. Disposição: todos à vontade pelo espaço destinado para o jogo. Desenvolvimento: o professor explica que se trata de um jogo de pega-pega, em que o objetivo é que todos se salvem. O pegador, com a bola de borracha, tenta tocar o corpo do colega; se conseguir, ele passa a bola e invertem-se os papéis. Para não serem pegos, os participantes têm que se abraçar aos pares, salvando-se mutuamente. O professor pode ir aumentando o número de pegadores e propor abraços em grupos maiores. Objetivos: estimular a cooperação; propiciar a relação interpessoal; permitir uma maior aproximação do grupo. JOGOS COOPERATIVOS DE INVERSÃO CABO DA PAZ Material: uma corda resistente. Espaço necessário: quadra ou pátio. Disposição: dois grupos, cada um segurando em uma das pontas da corda. Desenvolvimento: assim como no cabo de guerra tradicional, os dois grupos tentam puxar a corda para o seu lado, só que o objetivo do jogo é equilibrar as forças de tal maneira que um grupo não consiga puxar o outro. Durante o jogo, um jogador de um lado da corda, sentindo que a outra equipe está perdendo, passa para o outro lado e equilibra o jogo, tornado os dois grupos em um só. Objetivos: integrar-se ao meio social; reforçar o trabalho em grupo; discutir valores humanos. QUEIMADA INVERTIDA Material: uma bola de borracha. Disposição: inicialmente organizados em dois grandes grupos. Espaço necessário: quadra demarcada como um grande retângulo. Desenvolvimento: joga-se como em uma “queimada” convencional, integrando uma pequena mudança que pode fazer uma enorme diferença. Quando existirem mais que dois participantes na zona do “morto” (“queimado”), o primeiro que chegou ali retorna para o campo de jogo trocando de time, ao invés de voltar para o seu próprio grupo (inversão). Variações: tentar a queimada alternando-se alunos e alunas; jogar com duas bolas ao mesmo tempo. Objetivo comum: queimar e evitar ser queimado. Objetivos: exercitar o respeito mútuo, a consideração pela integridade do outro e a empatia, uma vez que o jogador do outro time, mais cedo ou mais tarde será jogador do meu time. HANDEBOL TAPA-CONE Material: cones e bolas de borracha. Espaço necessário: quadra. Desenvolvimento: o grupo deve ser dividido em dois times, defensores dos cones e atacantes de cones. O professor divide a quadra com uma linha central. De um lado ficam os cones, com os seus respectivos defensores; do outro, os atacantes de cones com bolas de borracha nas mãos. O objetivo de quem tem as bolas é tentar derrubar os cones e quem defende deve evitar que o cone seja atingido, pegando a bola, tentar queimar algum atacante. Se conseguir, o atacante passa a ser defensor de cone. O jogo continua até que os atacantes consigam derrubar todos os cones ou até que os defensores queimem todos os atacantes. Objetivos: cooperação; trabalho em equipe; desenvolver habilidades motoras. UM TIME “ZONEADO” Material: uma bola de handebol. Espaço necessário: quadra de handebol dividida em 8 “zonas” A e B, demarcadas alternadamente. Desenvolvimento: os participantes são distribuídos nas 8 “zonas”, ficando 2 ou 3 em cada uma delas. Somente poderão jogar dentro da “zona” que ocupar no momento. O time A deve tentar fazer gol no time B e vice-versa. A bola deve ser passada para a “zona” seguinte mais próxima, correspondente ao respectivo time. Feito o gol, promove-se um rodízio e todos trocam de “zona” passando a ocupar a próxima “zona” (ex: a dupla que estava no gol da “zona” B, vai para o gol da “zona” A, empurrando a dupla que estava no gol da “zona” A para a próxima “zona” B, esta por sua vez, empurra a dupla que ocupava essa “zona” B para a próxima “zona” A, e assim sucessivamente até completar a troca lá na “zona” do gol B). Reinicia-se o jogo. Ao final do jogo, todos os participantes terão passado tanto pela “zona” A como pela “zona” B. Portanto, quem é o time Ae o time B? E quem venceu o jogo? Todos são um só time. Figura 5 – Oito Zonas Fonte: Site Projeto Cooperação FUTPAR Material: quadra, bola de futsal. Desenvolvimento: dividir a turma em equipes A e B (em círculo numerar os alunos e dividir em pares e ímpares, equipe A = pares e equipe B = ímpares). Em cada equipe escolher um colega para ser seu companheiro. O jogo deve acontecer com as duplas de mãos dadas. A dupla que faz gol marca ponto para sua equipe, mas em seguida, muda de lado, indo para o outro time. Ao final do jogo todos terão jogado nas duas equipes. Podemos durante o jogo usar mais de uma bola simultaneamente. Objetivos: trabalhar habilidades motoras; estimular a cooperação. GOLFINHOS E SARDINHAS Espaço necessário: amplo, dividido por uma linha central. Desenvolvimento: “Golfinhos e Sardinhas” é um pega-pega muito parecido com os vários já conhecidos, senão por uma pequena mudança capaz de promover grandes transformações, pois existe o exercício do livre arbítrio, da tomada de decisão e iniciativa para correr riscos. Este jogo é baseado no pega-corrente. Começamos com todos os participantes (menos um) agrupados em uma das extremidades do espaço. Este é o “cardume de sardinhas”. O participante 1, separado das “sardinhas”, será o “golfinho” e ficará sobre uma linha transversal demarcada bem no centro do espaço. Ele somente poderá se mover lateralmente e sobre essa linha. O objetivo das “sardinhas” é passar para o outro lado do oceano (linha central) sem serem pegas pelo “golfinho”. Este, por sua vez, tem o propósito de pegar o maior número possível de sardinhas (bastando tocá-las com uma das mãos). Toda “sardinha” pega transforma-se em “golfinho” e fica junto com os demais golfinhos sobre a linha central, lado a lado e de mãos dadas, formando uma “corrente de golfinhos”. Nesta corrente, somente as extremidades podem pegar. O jogo prossegue assim até que a “corrente de golfinho” ocupe toda a linha central. Quando isso acontecer a “corrente” poderá sair da linha e se deslocar por todo o “oceano” para pescar as “sardinhas”. Atenção para quando a “corrente de golfinhos” for maior que a quantidade de “sardinhas” restantes, podemos então propor a seguinte ação: Agora as “sardinhas” poderão salvar os “golfinhos” que desejarem ser salvos. Como? Basta a “sardinha” passar por entre as pernas do “golfinho”. O “golfinho” então solta-se da “corrente” e vira “sardinha” de novo. Objetivos comuns: pegar e escapar; salvar quem foi pego ou não; decidir terminar o jogo ou terminar com ele. CORRIDA PÔ Material: giz branco para desenhar as linhas no espaço. Espaço necessário: quadra esportiva. Desenvolvimento: dividir os jogadores em dois grupos. Posicionar cada grupo na ponta direita de cada linha de fundo da quadra (no vértice da área do gol, por exemplo) ficando assim, um grupo na diagonal do outro. Ao sinal, os primeiros alunos de cada coluna começam a corrida. Ao se encontrarem, param um em frente ao outro e jogam o Jo-quem-pô. Quem vencer continua a corrida, e quem perder vai para o final da fila do outro grupo (troca de grupo). No mesmo momento em que o jogador que venceu continua a corrida, o segundo jogador do outro grupo sai em sua direção. Ao se encontrarem, jogam Jo-quem-pô; quem perde sempre se coloca no final da fila do outro grupo, e quem vence continua o percurso até conseguir chegar à marca do pênalti (por exemplo), o que significa que ele venceu todas as disputas de Jo-quem-pô. O ponto por ele conquistado é marcado para o grupo em que ele iniciou o jogo e ele se coloca no final da fila do outro grupo (Inversão do “Goleador”). Pode-se propor saídas em duplas, trios, quartetos ou em grupos maiores tornando o jogo mais desafiante e divertido. Este jogo proporciona o rompimento do modelo clássico de ganha-perde, pois a cada momento os alunos estão em um time diferente. Quando se consegue marcar um ponto, este fica para o grupo de origem. Entretanto, quando se alcança o outro lado da quadra, passa-se a fazer parte do outro grupo. Após alguns minutos de jogo, provavelmente o placar passará a ser algo secundário, e o prazer de jogar e brincar fica completamente resgatado. Podemos fazer inúmeras reflexões ao final o jogo: O que aprendi com este jogo? Qual grupo venceu o jogo? E qual é o “meu grupo”? O que acontecia comigo quando eu perdia o Jo-quem-pô? Alguém foi excluído/rejeitado por perder no jogo? Objetivo comum: marcar pontos, chegando à marca do pênalti do outro lado do campo. Objetivos: trabalhar habilidades motoras; desenvolver a atenção e a agilidade; melhorar a autoestima; respeitar o ritmo individual e grupal. Figura 6 – Posição dos Jogadores Figura 7 - Jo-quem-pô Fonte: Site Projeto Cooperação Fonte: Site Monge Nerd, 2011. JOGOS COOPERATIVOS DE RESULTADO COLETIVO BASQUETE COOPERATIVO Material: uma bola de basquete. Disposição: dois grupos com o mesmo número de participantes na quadra de basquete. Desenvolvimento: começamos com o jogo convencional, depois aos poucos vamos incorporando elementos cooperativos, tais como: a bola deve ser passada entre todos os jogadores do grupo antes de ser arremessada à cesta; o grupo só atingirá o objetivo se todos os participantes de um mesmo grupo fizerem cesta durante o jogo; a bola deve ser passada alternadamente entre meninas e meninos; uma hora vale cesta só de meninas, outra hora vale cesta só de meninos. Objetivos: incentivar o espírito de equipe; desenvolver habilidades motoras. VÔLEI INFINITO Material: duas bolas de voleibol e uma bola gigante. Espaço necessário: quadra de voleibol. Desenvolvimento: joga-se como um jogo de voleibol convencional, porém com o objetivo de realizar o maior número de passes possíveis sobre a rede, dentro de um tempo determinado. Dependendo do grupo, permitir que a bola toque uma vez no chão. Para manter o desafio e estimular o interesse em grupos mais experientes, pode-se utilizar mais que uma bola, ao mesmo tempo. Objetivos: promover o respeito, a confiança mútua, a harmonização de ritmos pessoais e a coordenação de esforços para realizar uma meta comum. VOLENÇOL Material: uma bola e dois lençóis. Espaço necessário: quadra. Disposição: divididos em dois grupos, cada grupo com um lençol. Desenvolvimento: colocamos as duas equipes com lençóis em cada lado da quadra de voleibol e propomos metas comuns. Por exemplo: manter a bola o maior tempo possível no ar. Podemos utilizar duas bolas, simultaneamente. Objetivos: integrar-se ao meio social; reforçar o trabalho em grupo; discutir valores humanos. JOGOS COOPERATIVOS SEM PERDEDORES PASSANDO O BAMBOLÊ Material: bambolês. Desenvolvimento: a turma é dividida em grupos de cerca de seis alunos. Os integrantes de cada grupo devem dar as mãos, formando um círculo. Coloca-se, então, um bambolê sobre as mãos unidas de dois integrantes de cada grupo. O objetivo é fazer passar o bambolê por todo o círculo de pessoas que o formam sem que soltem as mãos em momento algum e sem deixar o bambolê tocar no chão. Variações: podemos usar mais de um bambolê. PESSOA PRA PESSOA Espaço necessário: aberto ou fechado, compatível com o número de participantes e livre de obstáculos. Disposição: joga-se com um único grupo e com participação ilimitada. Desenvolvimento: inicia-se incentivando as pessoas a caminharem livre e criativamente pelo ambiente (andar com passo de gigante; de formiguinha; andar como se o chão tivesse pegando fogo; com um tique nervoso). Depois de alguns minutos, fala-se em voz bem alta, duas partes do corpo (mão na testa; dedo no nariz; orelha com orelha; cotovelo na barriga). A este estímulo, todos deverão formar uma dupla e tocar, um no outro, as partes faladas pelo professor, o mais rápido possível. Por exemplo:- “Mão na testa”. Cada pessoa deverá encontrar um par e tocar sua mão na testa do outro e vice-versa. Quando todos estiverem em duplas, tocando as partes faladas, o professor reinicia o processo, propondo a caminhada livre e criativa. Pode-se propor contatos em trios, quartetos ou em grupos maiores. Este jogo trata do toque e da liderança. Trabalha a questão do poder ludicamente, exercitando a aproximação e empatia gradativamente, respeitando a integridade pessoal e grupal. Objetivos: despertar a atenção e tempo de reação; diminuir a distância entre as pessoas e promover o contato; desfazer preconceitos e incentivar a criatividade; exercitar a Liderança Circular. ESTACIONANDO Material: bambolês. Desenvolvimento: os bambolês são dispostos no chão, espalhados pela quadra esportiva. Ao sinal do professor, os alunos devem caminhar sem parar e sem tocar um no outro. Depois de um novo sinal do professor, cada aluno deve entrar em um bambolê. A cada novo sinal do professor, um bambolê é eliminado da quadra. O objetivo do grupo é compartilhar os bambolês entre todas as pessoas, até que reste apenas um deles para ser compartilhado entre todos. MANTER O GLOBO VOANDO Material: uma grande bola leve. Disposição: livremente pelo espaço destinado ao jogo. Desenvolvimento: o professor lança a bola no ar. O objetivo do grupo será impedir que ela toque o chão. Variação: a pessoa que tocar na bola terá que sentar no chão, não podendo mais tocá-la. O objetivo comum será fazer com que todas as pessoas se sentem antes de a bola tocar no chão. Objetivos: estimular a cooperação; reforçar o trabalho em grupo; discutir valores humanos. NÓ HUMANO Espaço necessário: quadra ou pátio. Disposição: os participantes formando dois círculos, de mãos dadas. Desenvolvimento: as pessoas dos círculos se deslocarão em direções diferentes, passando por baixo ou por cima das mãos dos participantes. O objetivo será formar um grande nó humano, e depois do nó feito, tentar voltar à posição inicial. Variação: círculos com nove, dez alunos. Objetivos: estimular o raciocínio e a cooperação. “A escola tem de estar conectada com que acontece dentro e fora dela e ser o estímulo maior para que cada aluno faça suas descobertas.” Martha Medeiros Figura 8 – Crianças em círculo Fonte: Site Pixabay EXERCITANDO A CONVIVÊNCIA JUSTIFICATIVA Saber conviver é uma capacidade imprescindível para os indivíduos de uma sociedade, incluindo o ambiente escolar. Para tanto, é necessário o estabelecimento de regras que regulem o convívio, formando a base para o respeito mútuo. Trabalhar a convivência na escola faz com que os alunos pensem sobre o papel de cada um para a harmonia da coletividade. É importante criar espaços para o diálogo e a partilha de experiências. É essencial que os educandos, com a mediação do professor, reflitam sobre as regras existentes, problematizando-as e, se necessário, proponham alterações para que as mesmas se tornem mais eficientes para o bem-estar geral. O professor deve proporcionar atividades que enfatizem a descoberta do outro, a valorização da coletividade em detrimento da individualidade, a solução de conflitos, a busca por objetivos comuns e o respeito à diversidade. Deste modo, é possível uma educação construtiva que ultrapasse os muros da escola e beneficie a todos. Pilar da Educação para o século XXI- Jacques Delors Aprender a viver juntos desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências — realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos — no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz. OBJETIVOS SUGESTÃO DE ATIVIDADE Tempo previsto: duas horas-aula. Exibir o vídeo Mandamentos da boa convivência e do respeito mútuo, publicado pelos alunos das Faculdades Integradas Ipiranga, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZpQMlJAv3xs. Desenvolver, gradativamente, a autonomia em relação às regras sociais Partilhar experiências aproximando-se de regras de convivência Saber ouvir e falar no momento oportuno Refletir sobre a importância do respeito aos colegas, professores e demais funcionários Exercitar boas maneiras para uma convivência harmoniosa Identificar ações que auxiliam ou prejudicam a convivência https://www.youtube.com/watch?v=ZpQMlJAv3xs O vídeo apresenta importantes reflexões: Créditos do vídeo Alexandre Brito Gilnei Freire Naira Freitas Socorro Aguiar Somos ser sociais, precisamos dos outros e os outros precisam de nós. Não devemos magoar os outros com palavras ofensivas e brincadeiras de mau gosto. É importante ter uma mente aberta para respeitar as opiniões alheias e saber discordar sem ofender. Lembre: mostre interesse pelos sentimentos dos outros; alegre-se com os que estão alegres; apoie quem está com dificuldades. Irradie em volta de si um ambiente de bondade e confiança. Não comente os defeitos alheios ou faça fofocas. Controle suas palavras e fale em tom de voz agradável. Elogie!! Quando fizer promessas, cumpra-as. Com a exibição do vídeo o professor pode: DANÇA CIRCULAR JUSTIFICATIVA A dança, assim como o jogo, esteve sempre presente na história da humanidade. Dançar é sem dúvida uma das maiores manifestações e expressões do movimento humano. A Dança Circular é cooperativa por natureza. Assim, principalmente nos dias de hoje, quando se busca a harmonia para as diferenças, é indicada por sua simplicidade e profundidade. Do mesmo modo que os Jogos Cooperativos, dançar em círculo é uma prática pedagógica cooperativa, pois une as pessoas em torno de um objetivo Perguntar aos alunos o que acharam do vídeo. Questionar se eles concordam que regras são importantes para que haja uma boa convivência em grupo e justificar a resposta. Pedir aos alunos que relatem situações em que as pessoas não tenham utilizado boas maneiras. Discutir com os alunos o que consideram boas maneiras para uma melhor convivência na escola. Realizar um debate relacionando o vídeo com os Jogos Cooperativos, cooperação, respeito mútuo e convivência. Solicitar aos alunos a confecção de cartazes sobre o tema. comum. O estudioso alemão Bernhard Wosien difundiu as danças circulares com o intuito de tornar a dança acessível a todos. A inserção desta prática nas aulas de Educação Física é muito importante, pois trabalha o domínio e a expressão corporal, o ritmo e desenvolve noções de espaço e tempo. A dinâmica das danças circulares é simples e de fácil aprendizado, sem necessidade de experiência anterior para participar. Ensina-se o passo, treina-se em roda, depois dança-se a música para que aos poucos as pessoas comecem a internalizar os movimentos. O enfoque não é a técnica, mas o sentimento de comunhão, que ocorre a partir do momento em que os participantes, de mãos dadas, se auxiliam. O círculo, por sua vez, simboliza a unidade e totalidade, onde há um mesmo ideal e a colaboração de cada um é fundamental para a união de todos. OBJETIVOS Desenvolver a orientação temporal e espacial, lateralidade, coordenação motora, criatividade, entre outros Ampliar a percepção, concentração e atenção Trabalhar a musicalidade e o ritmo Proporcionar o trabalho em grupo, valorizando a individualidade de cada um Promover o bem-estar Estimular a união, o apoio mútuo e a cooperação Melhorar o relacionamento interpessoal Vivenciar a Dança Circular SUGESTÃO DE ATIVIDADE Tempo previsto: quatro horas-aula. Realização de uma Dança Circular, acompanhada pela música California Dreamin de Mamas & The Papas. Os passos são ensinados buscando explicar os gestos, a postura das mãos e os ritmos, para que os alunos os compreendam damelhor maneira possível. Não existe um método específico para ensinar, o professor faz a demonstração do passo a passo (passos simples) sem música e os alunos repetem. Depois do treino, realiza-se a dança com o acompanhamento da música. Deste modo, os passos se repetem criando um ritmo corporal e uma mesma sintonia entre os participantes. “Triste de quem não conserva nenhum vestígio da infância.” Mário Quintana. Figura 9 - Professora Fonte: Site Gofreedownload.net A avaliação, dimensão baseada na formação, é um meio de diagnóstico e instrumento de investigação da práxis no processo ensino-aprendizagem. De acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Paraná (2008), por meio da avaliação, tanto professor quanto alunos podem revisitar o trabalho realizado, identificando avanços e dificuldades, com o objetivo de replanejar e propor encaminhamentos que reconheçam os acertos e superem as dificuldades constatadas. É importante que a avaliação esteja em consonância com o Projeto Político Pedagógico da Escola em que o professor atua e presente no Plano de Trabalho Docente do mesmo. O profissional deve ser capaz de compreender a avaliação como intencional e planejada, em busca de uma aprendizagem continuada. É fundamental que as avaliações estejam relacionadas aos encaminhamentos metodológicos, possibilitando o resgate das experiências e sistematizações realizadas durante o processo de aprendizagem. A utilização deste Caderno Pedagógico considera os aspectos do conhecimento, atitudes e habilidades dos educandos, levando em conta as diferenças individuais de cada um. Considerando que a disciplina de Educação Física desenvolve habilidades sociais, como o respeito mútuo e a cooperação, aspectos importantes para a vida dos nossos alunos, os mesmos serão avaliados mediante a realização de atividades coletivas e individuais, na participação de debates e produções realizadas e, fundamentalmente, em relação ao respeito com os colegas e na tarefa de cooperar. Considerações sobre a avaliação! PARA CONHECER MAIS Confira sites interessantes para maior aprofundamento sobre os temas. Figura 10 - Lupa www.projetocooperacao.com.br http://jogoscooperativos.net/profile/ReinaldoSoler http://www.teiacooperativa.pro.br/ http://jogoscooperativos.com.br/ Fonte: Site Pixabay http://jogoscooperativos.com.br/jogos.php http://www.dancacircular.com.br/ http://www.dancascirculares.org/ http://www.mundojovem.com.br/projetospedagogicos/proj eto-convivencia-um-exercicio-de-valores http://www.projetocooperacao.com.br/ http://jogoscooperativos.net/profile/ReinaldoSoler http://www.teiacooperativa.pro.br/ http://jogoscooperativos.com.br/ http://jogoscooperativos.com.br/jogos.php http://www.dancacircular.com.br/ http://www.dancascirculares.org/ http://www.mundojovem.com.br/projetospedagogicos/proj REFERÊNCIAS AMARAL, Jader Denicol. Jogos Cooperativos. 4. ed. São Paulo: Phorte, 2009. BROTTO, Fábio Otuzi. Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. 4. ed. São Paulo: Palas Athena, 2013. BROWN, Guilhermo. Jogos cooperativos: teoria e prática. 2. ed. São Leopoldo: Sinodal, 1995. CIVITATE, Héctor. 505 Jogos Cooperativos e Competitivos. 4. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2012. FAUSTO, Eliana. Jogos Cooperativos na Educação Física: criar e recriar. Projeto Cooperação. Disponível em: <http://www.projetocooperacao.com.br/publicacoes/artigo-jogos-cooperativos-na- educao-fsica-criar-e-recriar/> Acesso em: 02/11/2016. FERNÁNDEZ-RÍO, Javier et al. Atividades e jogos cooperativos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015. FREIRE, Gilnei. Faculdades Integradas Ipiranga. “Mandamentos da boa convivência e do respeito mútuo”. Online vídeo clip. You Tube ,Web. 16/06/2012. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ZpQMlJAv3xs> Acesso em: 24/08/ 2016. GIMENES, Nicholas. “Precisamos de Humanidade”, frase de Chaplin. Nicholas Gimenes. Disponível em: < http://www.nicholasgimenes.com.br/2008/09/precisamos- de-humanidade-frase-de.html> Acesso em: 15/08/2016. 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