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Oeiras, 4 de julho de 2023 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí Universidade Aberta do Brasil Disciplina: Altas Habilidade/Superdotação Aula 02:Implicações teóricas e práticas sobre altas habilidades/superdotação Profa. Me. Iriane do Nascimento Rosa ➢ O que é a inteligência? ➢ Haverá uma inteligência ou várias? ➢ De que fatores dependem a sua evolução - hereditariedade ou meio? ➢ Haverá diferenças de sexo na capacidade intelectual? ➢ Será a inteligência treinável? ➢ E as novas inteligências - por exemplo, a social e a emocional - qual a sua importância na sociedade atual? Conceito controverso, de difícil definição. Existindo várias teorias diferentes. Teorias clássicas da inteligência, e fatoriais e psicométricas Teorias contemporâneas da inteligência Teoria bifatorial da inteligência Teoria multifatorial da inteligência Charles Spearman Louis Thurstone Teorias das inteligências múltiplas Teoria triárquica da inteligência Howard Gardner Robert Sternberg Inteligência Teoria bifatorial da inteligência de Spearman G s s s s Calculo lógico Habilidade mecânica Habilidade verbal Habilidade visual Teoria Multifatorial de Thurstone Fator G Inteligência Geral Fator V Aptidão Verbal Fator E Aptidão Espacial Fator R Raciocínio Lógico Fator N Aptidão Numérica Fator F Fluência Verbal Capacidade para captar ideias expressas através da linguagem. Capacidade para imaginar e conceber estruturas espaciais. Raciocínio lógico. Capacidade de abstração e visão global Capacidade para lidar com os números. Expressão oral Argumentação oral; expressão escrita e precisão das palavras. Renzulli Gardner Sternberg Teoria Triárquica (STERNBERG, 2000) Teorias que subsidiam a prática com alunos com AH/SD Dabrowski Gagné Teorias da inteligência Teoria Triádica de inteligência Valoriza a criatividade, considerando-a como um processo que exige o equilíbrio e aplicação dos três aspectos essências da inteligência: analítica, criativa e prática. Esternberg Modelo WICS • Desenvolvida por Robert Sternberg (1985), o Modelo WICS (Wisdom, Intelligence and Creativity Synthesid) é decorrente de sua Teoria Triárquica da Inteligência, que postula a existência de três tipos de inteligência: analítica, criativa e prática. • Nesse modelo essas três habilidades intelectuais estão presentes de modo dinâmico, fazendo com que a pessoa possa gerar ideias originais (habilidade criativa), avaliar a qualidade de suas ideias (capacidade analítica) e executar essas ideias de modo existencial (capacidade prática) trazendo um benefício a si próprio e a sociedade. • Por meio do Modelo WICS, Stemberg compreende as pessoas com superdotação como aquelas que buscam alcançar seus objetivos de vida reconhecendo e utilizando suas habilidades ao mesmo tempo que compensam suas dificuldades fazendo uma combinação entre as três inteligências: analítica, criativa e prática (RIBEIRO, 2013) Teorias que subsidiam a prática com alunos com AH/SD Teoria das inteligências múltiplas Modelo revolucionário que estabelece pontes entre a cognição e outros processos mentais, na medida em que inclui entre outras a inteligência inter e intrapessoal. Gardner “[...] potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado num cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados numa cultura” (GARDNER, 2000, p. 47). “[...] a inteligência não é um conceito unitário, mas há vários tipos de inteligência e, desta forma, definições únicas não podem ser usadas para explicar este complicado conceito” (RENZULLI, 1998, p. 3) O que seria inteligência ? Teoria das inteligências múltiplas Desenvolvida por H. Gardner (1995) A “Teoria das inteligências múltiplas” questiona a idéia de que as capacidades intelectuais de um indivíduo possam ser captadas numa única avaliação intelectual; ao contrário, sugere uma abordagem de avaliação que procura ativamente identificar o que é possivelmente único num indivíduo quanto a suas inclinações e capacidades numa série de áreas do conhecimento. (RAMOSFORD e GARDNER, 1991, p. 56). Teoria das inteligências múltiplas Desenvolvida por H. Gardner (1995) a teoria trata não trata especificamente das AH/SD, mas da manifestação das várias inteligências de um indivíduo, enfatizando a capacidade de resolver problemas e de elaborar produtos, afastando o conceito de uma inteligência única e geral. Assim, o ser humano é dotado de múltiplas inteligências. Teorias que subsidiam a prática com alunos com AH/SD Habilidade acima média Conjunto de traços e atributos que se manifestam através de elevadas potencialidades e/ou em significativos desempenhos; estas características são o resultado da carga hereditária somada às influências ambientais que, juntas, favorecem o aparecimento dos talentos (Novaes, 1998). Envolvimento com a tarefa É o expressivo interesse que o sujeito apresenta em relação a uma determinada tarefa, problema ou área específica do desempenho, e que caracteriza-se especialmente pela motivação, persistência e empenho pessoal nesta tarefa. Criatividade Define-se pela capacidade de juntar diferentes informações para encontrar novas soluções. Caracteriza-se pela fluência, flexibilidade, sensibilidade, originalidade, capacidade de elaboração e pensamento divergente. O aluno que apresenta indicadores de AH/SD, terá os três fatores, podendo ser em graus diferentes, pois fatores intrínsecos e/ou extrínsecos podem interferir ou mascarar as características, o que muitas vezes leva a uma não identificação da superdotação. Modelo de enriquecimento escolar Resultante do trabalho pioneiro do Dr. Joseph Renzulli. o Modelo de Enriquecimento Escolar aponta três pilares: ▪ (a) O Modelo dos Três Anéis; ▪ (b) o Modelo de identificação das Portas Giratórias, que fornece os princípios para identificação e formação de um Pool de Talentos; ▪ e (c) o Modelo Triádico de Enriquecimento. Dois tipos de superdotação • Superdotação acadêmica • Superdotação criativa-produtiva ▪ modos originais de abordar e resolver os problemas; não gosta da rotina; ▪ dispersivo quando a tarefa não lhe interessa; habilidades mais restritas a um campo específico; ▪ usa mais o pensamento divergente; ▪ produtor de conhecimento; muitas vezes seu desempenho é considerado baixo e/ou com falta de motivação; ▪ extremamente imaginativo, intuitivo e inventivo ▪ Competências nas habilidades cognitivas mais valorizados nas situações de aprendizagem tradicional (mais analíticas do que práticas) – habilidades linguísticas e lógico matemáticas; ▪ gosta de ler muito; ▪ mais estável, no tempo. A pessoa com AH/SD é aquela que apresenta capacidade acima da média em alguma dessas inteligências. Modelo diferenciado de dotação e talento Françoys Gagné Dotação "Superdotação designa a posse e uso de habilidades naturais superiores (aptidões ou dons) destreinadas e expressas espontaneamente, em pelo menos um domínio, a capacidade de um diploma que coloca o ser humano, pelo menos, entre os 10% do topo de seu colegas de sua idade" (Gagné, 2004, p.1). Talento "Talento designa o domínio superior de habilidades e conhecimento sistematicamente desenvolvidas em pelo menos um campo da atividade humana num grau que coloca um indivíduo dentro de pelo menos 10% superior a seus pares de idade que estejam ou tenham sido ativos nesse campo ou campos "(Gagné, 2004, p.1). Dotação Capacidade Intelectual Capacidade Criativa Capacidade Social Capacidade Perceptual Capacidade Física Domínios capacidades mentais Teoria da desintegração positiva Teorias que subsidiama prática com alunos com AH/SD Elaborada por Kazimierz Dabrowski 1964, “uma teoria da personalidade que apresenta contribuições significativas para a compreensão do desenvolvimento emocional de indivíduos superdotados”. (OLIVEIRA E ALENCAR, 2015) sobreexcitabilidade a forma ampliada de reagir a estímulos dentro das áreas sensorial, psicomotora, intelectual, imaginativa e emocional. Nesse sentido, pessoas com AH/SD possuem uma sobreexcitabilidade nessas áreas (OLIVEIRA, 2013). Para o autor, o desenvolvimento individual é influenciado por três fatores: 1) biológico; 2) ambiental; e 3) processos autônomos do desenvolvimento individual. Nível V: As funções cognitivas e emocionais são fundidas em uma união harmoniosa e flexível. Esse nível é marcado pela autonomia, autenticidade e empatia altamente refinada. As pessoas que estão nele podem ser caracterizadas por uma compaixão universal e pelo autossacrifício. Nível IV: o processo de crescimento torna-se mais consciente e o indivíduo tem mais responsabilidade pelo seu crescimento. Nesse nível, há um crescimento acentuado de sentimentos de empatia, autoconhecimento e autocontrole. Nível II: Sentimentos de autoavaliação e autorreflexão, conflitos morais intensos, percepção da singularidade dos outros e ansiedade existencial são característicos desse nível de desenvolvimento. Nível II:A rigidez, existente no primeiro patamar, vai sendo substituída por hesitação, dúvida, atitudes vacilantes e mudanças. Nível I- São automáticas e impulsivas, determinadas por impulsos primitivos e inatos, apresentando o autointeresse como principal motivação. Teoria da personalidade - importância fundamental ao papel das emoções ▪ Psicomotora: • caracterizam-se por alto grau de energia física, são ativos, agitados, impulsivos, muito falantes e com dificuldade em se manter parados. • Podem se confundidos com hiperatividade. • Sensorial: • Sensibilidade e elevado interesse em componentes estéticos de objetos, tais como os observados em suas cores, formas e texturas ou outros prazeres sensoriais, tais como aromas e sabores. • Pessoas que buscam constantemente prazeres sensoriais podem exibir exagerada busca por conforto, beleza, luxúria etc., o que não contribui para alcançar maiores níveis de desenvolvimento • Intelectual: • Indivíduos com SE Intelectual se caracterizam pela curiosidade, pensamento analítico, independência de pensamento, observação aguçada, facilidade em formular novos conceitos. • Podem apresentar questionamentos incessantes para satisfazer sua curiosidade, representando, assim, desafios para educadores. Sobre-excitabilidade Forma ampliada e intensificada de reagir pode ocorrer em uma ou mais das seguintes áreas ou padrões: Sensorial, Psicomotora, Intelectual, Imaginativa e Emocional TIPOS DE SEs • Imaginativa: Indivíduos com SE Imaginativa apresentam pensamentos criativos e têm maior facilidade para realizar criações poéticas, inventar histórias. Experimentar a realidade de modos não convencionais. Pessoas com forte e desequilibrada SE Imaginativa estão mais propensas a ilusões e sonhos, transes hipnóticos e, até mesmo, alucinações. • Emocional: Os indivíduos que manifestam esse padrão de SE apresentam elevada intensidade emocional e uma gama diferenciada de sentimentos, afetos e paixões, além de demonstrarem alto senso de responsabilidade social e empatia. Indivíduos com alta SE Emocional são mais predispostos a ter emoções intensas, devido à grande preocupação com os outros e consciência dos acontecimentos globais TIPOS DE SEs OBRIGADA! • Referências OLIVEIRA, J. C. de, Barbosa, A. J. G., & ALENCAR, E. M. L. S. de. Contribuições da Teoria da Desintegração Positiva para a Área de Superdotação. Psicologia: Teoria E Pesquisa, 33(1). Disponível em: de https://periodicos.unb.br/index.php/revistaptp/article/view/19500. 2017. Acesso. 09.06.2023 Guia para Professores e Educadores – Altas Capacidades e Sobredotação: Compreender, Identificar, Atuar – ANEIS. 2017. Disponível em: https://www.aneis.org/guia/. Acesso em: 13.06.2023. https://periodicos.unb.br/index.php/revistaptp/article/view/19500 https://www.aneis.org/guia/ Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19: Dois tipos de superdotação Slide 20 Slide 21: Modelo diferenciado de dotação e talento Françoys Gagné Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29