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CHAGAS
Transmissão
· O vetor (triatomíneo), ao se alimentar em mamíferos infectados com elevadas taxas de T. cruzi, pode se infectar e, ao se alimentar novamente, infecta outro mamífero, inclusive o homem.
· As formas habituais de transmissão de T. cruzi para o homem são:
· Assim que o barbeiro termina de se alimentar, ele defeca, eliminando os protozoários e colocando-os em, contato com a ferida e a pele da vítima. 
· A doença de Chagas também pode ser transmitida por transfusão de sangue ou durante a gravidez, da mãe contaminada para o filho. Outro modo de transmissão é pela ingestão de alimentos contaminados com vetores triturados ou com seus dejetos. 
· Em ambientes desmatados ou alterados também pode haver transmissão vetorial.
· A transmissão acidental ocorre a partir do contato de material contaminado (sangue de doentes, excretas de triatomíneos) com a pele lesada ou com mucosas, geralmente durante manipulação em laboratório sem equipamento de biossegurança.
· O paciente chagásico pode albergar o T. cruzi no sangue e/ou tecidos por toda a vida, sendo assim reservatório para os vetores com os quais tiver contato. No entanto, os principais reservatórios são os outros mamíferos já citados.
· No ciclo doméstico, em função da proximidade das habitações do homem com o ambiente silvestre,
· os reservatórios são seres humanos e mamíferos domésticos ou sinantrópicos como cães, gatos, ratos e porcos.
Em função de ações de controle de vetores a partir da década de 1970, em 2006 o Brasil recebeu Certificação Internacional pela Interrupção da Transmissão de Doença de Chagas pelo Triatoma infestans, espécie importada e responsável pela maior parte da transmissão vetorial no passado. Estima-se que existam aproximadamente 12 milhões de portadores da doença crônica nas Américas, cerca de dois a três milhões no Brasil.
Transmissibilidade
· A maioria dos indivíduos com infecção por T. cruzi alberga o parasito no sangue, nos tecidos e órgãos, durante toda a vida.
· Qualquer mamífero pode albergar o parasito, enquanto aves e répteis são refratários à infecção. 
Período de incubação:
A Doença de Chagas (ou Tripanossomíase Americana) é a infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Apresenta uma fase aguda que pode ser identificada ou não (doença de Chagas aguda – DCA) e tendência à evolução para as formas crônicas, caso não seja tratada precocemente com medicamento específico.
Fase aguda
· Em casos de transmissão vetorial, podem ocorrer sinais de porta de entrada: sinal de Romana (edema bipalpebral unilateral) ou chagoma de inoculação (lesão a furúnculo que não supura).
· Mesmo não tratada nem diagnosticada, pode evoluir com desaparecimento espontâneo da febre e da maior parte das outras manifestações clínicas, evoluindo para a fase crônica. Em alguns casos, com quadro clínico mais grave, pode evoluir para óbito.
Fase crônica
· A parasitemia é baixa e intermitente. Inicialmente é assintomática e sem sinais de comprometimento cardíaco e/ou digestivo, e pode apresentar-se com as formas elencadas a seguir.
· Superada a fase aguda, aproximadamente 60% – 70% dos infectados evoluirão para uma forma indeterminada, sem nenhuma manifestação clínica da doença de Chagas. 
· O restante, entre 30 % a 40 %, desenvolverá formas clínicas crônicas, divididas em três tipos de acordo com as complicações apresentadas:
· Forma congênita: ocorre em crianças nascidas de mães com exame positivo para T. cruzi. Pode passar despercebida em mais de 60% dos casos; em sintomáticos, pode ocorrer prematuridade, baixo peso, hepatoesplenomegalia e febre; há relatos de icterícia, equimoses e convulsões devidas à hipoglicemia. meningoencefalite costuma ser letal.
· Determinada pela presença de parasitos circulantes em exames parasitológicos diretos de sangue periférico (exame a fresco, esfregaço, gota espessa). 
· Quando houver presença de sintomas por mais de 30 dias, são recomendados métodos de concentração devido ao declínio da parasitemia (teste de Strout, micro-hematócrito, QBC);
· presença de anticorpos IgM anti-T. cruzi no sangue indica doença aguda quando associada a fatores clínicos e epidemiológicos compatíveis.
Tratamento:
· O benznidazol é o fármaco de escolha disponível 
· Nifurtimox utilizado em casos de intolerância ou que não respondam ao tratamento com benznidazol.
· Os esquemas terapêuticos, encontram-se no II Consenso Brasileiro de Doença de Chagas (2016).
Tratamento de suporte:
· Especial atenção aos casos com comprometimento cardíaco para os quais as restrições hídrica e sódica estarão indicadas;
· O uso de bebidas alcoólicas é proibido;
· A internação hospitalar é indicada em casos de maior comprometimento geral, cardiopatia de moderada a grave, quadros hemorrágicos e meningoencefalite.
Notificação Compulsória
	
Notificação Unidade
	Imediata
	
	SMS
	SES
	MS
	Doenças de chagas aguda – imediata par SMS E SES
	X
	X
	
	Doença de chagas crônica - 
	Semanal
FASE CRÔNICA
Indivíduo que apresenta anticorpos IgG anti-T. cruzi detectados por dois testes sorológicos de princípios distintos, sendo a Imunofluorescência Indireta (IFI), a Hemoaglutinação (HE) e o ELISA os métodos recomendados. Por serem de baixa sensibilidade, os métodos parasitológicos são desnecessários para o manejo clínico dos pacientes; no entanto, testes de xenodiagnóstico, hemocultivo ou PCR positivos podem indicar a doença crônica. 
TRATAMENTO
O tratamento específico deve ser realizado o mais precocemente possível quando forem identificadas a forma aguda ou congênita da doença, ou a forma crônica recente (crianças menores de 12 anos). A droga Formas de transmissão disponível no Brasil é o Benznidazol (comp. 100mg), que deve ser utilizado na dose de 5mg/kg/dia (adultos) e 5-10mg/kg/dia (crianças), divididos em 2 ou 3 tomadas diárias, durante 60 dias. O Benznidazol é contraindicado em gestantes.
O tratamento sintomático depende das manifestações clínicas, tanto na fase aguda como na crônica.
Para alterações cardiológicas são recomendadas as mesmas drogas que para outras cardiopatias
(cardiotônicos, diuréticos, antiarrítmicos, vasodilatadores, etc.). Nas formas digestivas, pode ser indicado
tratamento conservador (dietas, laxativos, lavagens) ou cirúrgico, dependendo do estagio da doença.
Por tratar-se de doença que vem demonstrando novas perspectivas nas formas de transmissão e
de apresentação clínica, são de notificação compulsória e imediata todos os casos suspeitos ou confirmados de doença de Chagas aguda, isolados ou agrupados, ocorrido por qualquer forma provável de transmissão.
Os casos crônicos não devem ser notificados no Sinan, porém, perante a identificação de um caso
crônico está indicada a realização de investigação sorológica nos demais membros da família (pais, irmãos nn
filhos) e outras pessoas que convivem ou conviveram com o doente, na intenção de identificar outros
portadores da doença. Todos os portadores de T. Cruzi devem ser avaliados e acompanhados pelas equipes de
saúde da família e por especialistas sempre que indicado pelo médico da equipe.
No caso específico de grávidas, a solicitação de exames para detecção de doença de Chagas crônica
pode também ser realizada pelo ginecologista da gestante. A solicitação deve estar embasada na história
pregressa de saúde e de local e condições da residência atual e passada da gestante.
Os doentes crônicos devem ser acompanhados pelo SUS, preferencialmente pela Estratégia de Saúde da
Família recebendo atenção específica, tal como avaliação cardiológica e de gastroenterologista, de acordo com
seu estado de saúde.
Vetorial
Vertical ou Congênita
Oral
Transfusional /Transplante de órgãos
Acidentes laboratoriais
e por outras formas acidentais.
Aleitamento Materno
Transmissão vetorial
4 a 15 dias.
Transmissão oral
3 a 22 dias.
Transfusional
30 a 40 dias ou mais.
Acidentes laboratoriais
até 20 dias após exposição.
Outras formas de transmissão
não existem períodos de incubação definidos.
Fase aguda (inicial)
Parasito nacorrente sanguínea, em ↑ quantidade
Febre (38,5 a 39°C) até 12s
Miocardite difusa
Pericardite 
Derrame pericárdico 
Tamponamento cardíaco
Edema de face
Arritmias
Indeterminada
Assintomático e sem sinais de comprometimento circulatório e digestivo; 
Cardíaca
Frequentemente, evolui para quadros de miocárdiopatia dilatada e ICC;
Digestiva
Frequentemente evolui para megacólon ou megaesôfago
Ocorrência concomitante de lesões compatíveis com as formas cardíacas e digestivas
Maior responsável pela mortalidade na doença de Chagas crônica.
Associada
Poderá perdurar → toda a vida evoluir para a forma cardíaca, digestiva ou associada.
Diagnóstico:
Fase Aguda
Parasitológico
Sorológico
Fase Crônica
Sorológico
 É uma antropozoonose de elevada prevalência e expressiva morbimortalidade.
Sinonímia
 Tripanossomíase americana, Mal de Chagas, Chaguismo;
 São insetos da subfamília Triatominae (Hemiptera, Reduviidae), conhecidos popularmente como barbeiro, chupão, procotó ou bicudo. Os machos e as fêmeas são hematófagos;
Característica
Agente etiológico
 Protozoário flagelado Trypanosoma cruzi.
Vetores
 Centenas de espécies de mamíferos (silvestres, sinantrópicos e domésticos) presentes em todos os biomas do Brasil podem ser considerados reservatórios, como quatis, gambás e tatus, e algumas espécies de morcego;
Reservatório
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