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1 2 1 APOSTILA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL 2 BLOCO 1 : LEGISLAÇÕES DA EDUCAÇÃO ESPECIAL 2.1 Declaração de Salamanca _____________________________________ 4 2.2 Educação Especial na -Perspectiva da Educação Inclusiva ________ 39 2.3 DCNS para a Educação Especial________________________________41 2.4 Educação Especial na LDB____________________________________56 2.5 BNCC e Educação Especial ____________________________________58 2.6 Educação Especial no PNE_____________________________________71 2.7 Estatuto da Pessoa com Deficiência_____________________________74 Bloco 2 : conhecimentos sobre educação especial e bilíngue de surdos 2.8- EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE SURDO_____________________________91 - ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO_________________93 - modalidade da educação especial________________________________95 - modalidade educação bilíngue de surdos __________________________95 -Acessibilidade Curricular e Plano do AEE___________________________96 - AEE do Aluno com Deficiência Auditiva___________________________ 97 SUMÁRIO 3 AEE do Aluno com Deficiência Visual______________________________97 AEE do Aluno com Deficiência Física_______________________________97 AEE do Aluno com Deficiência Intelectual____________________________ AEE do Aluno com Altas Habilidades e Superdotação_________________ AEE do Aluno com Transtornos Globais do Desenvolvimento___________ Bloco 3: educação inclusiva e diversidade Educação Inclusiva ____________________________________________110 Dificuldades de Aprendizagem e Distúrbios de Aprendizagem__________112 Organização do Trabalho Pedagógico e Institucional _________________125 Organização e Gestão Escolar __________________________________126 Tecnologias da Informação e Comunicação______________________ 129 Planejamento na perspectiva da educação inclusiva ________________ Educação para diversidade ____________________________________127 Avaliação na perspectiva da educação inclusiva ___________________ 128 Deficiência Visual e o Atendimento Educacional Especializado________144 4 Deficiência Intelectual e o Atendimento Educacional Especializado ___154 5 Reconvocando as várias declarações das Nações Unidas que culminaram no documento das Nações Unidas "Regras Padrões sobre Equalização de Oportunidades para Pessoas com Deficiências", o qual demanda que os Estados assegurem que a educação de pessoas com deficiências seja parte integrante do sistema educacional. Notando com satisfação um incremento no envolvimento de governos, grupos de advocacia, comunidades e pais, e em particular de organizações de pessoas com deficiências, na busca pela melhoria do acesso à educação para a maioria daqueles cujas necessidades especiais ainda se encontram desprovidas; e reconhecendo como evidência para tal envolvimento a participação ativa do alto nível de representantes e de vários governos, agências especializadas, e organizações intergovernamentais naquela Conferência Mundial. Nós, os delegados da Conferência Mundial de Educação Especial, representando 88 governos e 25 organizações internacionais em assembléia aqui em Salamanca, Espanha, entre 7 e 10 de junho de 1994, reafirmamos o nosso compromisso para com a Educação para Todos, reconhecendo a necessidade e urgência do providenciamento de educação para as crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especiais dentro do sistema regular de ensino e re-endossamos a Estrutura de Ação em Educação Especial, em que, pelo espírito de cujas provisões e recomendações governo e organizações sejam guiados. DECLARAÇÃO DE SALAMANCA Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais IDEPENDENTE DAS DIFERENÇAS INDIVIDUAIS , A EDUCAÇÃO É DIREITO DE TODOS . 6 2. ACREDITAMOS E PROCLAMAMOS QUE: • atribuam a mais alta prioridade política e financeira ao aprimoramento de seus sistemas educacionais no sentido de se tornarem aptos a incluírem todas as crianças, independentemente de suas diferenças ou dificuldades individuais. • toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem. • toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas, • sistemas educacionais deveriam ser designados e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades, • aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma Pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer a tais necessidades, • escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos; além disso, tais escolas provêem uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional. 7 • adotem o princípio de educação inclusiva em forma de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas regulares, a menos que existam fortes razões para agir de outra forma. • desenvolvam projetos de demonstração e encorajem intercâmbios em países que possuam experiências de escolarização inclusiva. • estabeleçam mecanismos participatórios e descentralizados para planejamento, revisão e avaliação de provisão educacional para crianças e adultos com necessidades educacionais especiais. • encorajem e facilitem a participação de pais, comunidades e organizações de pessoas portadoras de deficiências nos processos de planejamento e tomada de decisão concernentes à provisão de serviços para necessidades educacionais especiais. • invistam maiores esforços em estratégias de identificação e intervenção precoces, bem como nos aspectos vocacionais da educação inclusiva. • garantam que, no contexto de uma mudança sistêmica, programas de treinamento de professores, tanto em serviço como durante a formação, incluam a provisão de educação especial dentro das escolas inclusivas. 4. Nós também congregamos a comunidade internacional; em particular, nós congregamos: - governos com programas de cooperação internacional, agências financiadoras internacionais, especialmente as responsáveis pela Conferência Mundial em Educação para Todos, UNESCO, UNICEF, UNDP e o Banco Mundial: • a endossar a perspectiva de escolarização inclusiva e apoiar o desenvolvimento da educação especial como parte integrante de todos os programas educacionais; • As Nações Unidas e suas agências especializadas, em particular a ILO, WHO, UNESCO e UNICEF: • a reforçar seus estímulos de cooperação técnica, bem como reforçar suas cooperações e redes de trabalho para um apoio mais eficaz à já expandida e integrada provisão em educação especial; • organizações não-governamentaisenvolvidas na programação e entrega de serviço nos países; • a reforçar sua colaboração com as entidades oficiais nacionais e intensificar o envolvimento crescente delas no planejamento, implementação e avaliação de provisão em educação especial que seja inclusiva; • UNESCO, enquanto a agência educacional das Nações Unidas; 8 • a assegurar que educação especial faça parte de toda discussão que lide com educação para todos em vários foros; • a mobilizar o apoio de organizações dos profissionais de ensino em questões relativas ao aprimoramento do treinamento de professores no que diz respeito a necessidade educacionais especiais. • a estimular a comunidade acadêmica no sentido de fortalecer pesquisa, redes de trabalho e o estabelecimento de centros regionais de informação e documentação e da mesma forma, a servir de exemplo em tais atividades e na disseminação dos resultados específicos e dos progressos alcançados em cada país no sentido de realizar o que almeja a presente Declaração. • a mobilizar FUNDOS através da criação (dentro de seu próximo Planejamento a Médio Prazo. 1996-2000) de um programa extensivo de escolas inclusivas e programas de apoio comunitário, que permitiriam o lançamento de projetos-piloto que demonstrassem novas formas de disseminação e o desenvolvimento de indicadores de necessidade e de provisão de educação especial. 5. Por último, expressamos nosso caloroso reconhecimento ao governo da Espanha e à UNESCO pela organização da Conferência e demandamo-lhes realizarem todos os esforços no sentido de trazer esta Declaração e sua relativa Estrutura de Ação da comunidade mundial, especialmente em eventos importantes tais como o Tratado Mundial de Desenvolvimento Social ( em Kopenhagen, em 1995) e a Conferência Mundial sobre a Mulher (em Beijing, e, 1995). Adotada por aclamação na cidade de Salamanca, Espanha, neste décimo dia de junho de 1994. DECLARAÇÃO DE SALAMANCA DOCUMENTO Fornece diretrizes para a reorganização da política social e educacional importante retomar o debate sobre as conseqüências e encaminhamento dos princípios básicos de formulação. Refere –se a todos que necessitam de educação especializada em algum ponto durante a sua Estrutura e fornece uma base sólida para o processo de integração da escola inclusiva com base no amparo de pessoas portadoras de deficiência . CONFERENCIA MUNDIAL EM 1994 Estabeleceu como princípio norteador a integração desses segmentos estudantil ao ensino regular. NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS 9 Introdução 1.Esta Estrutura de Ação em Educação Especial foi adotada pela conferencia Mundial em Educação Especial organizada pelo governo da Espanha em cooperação com a UNESCO, realizada em Salamanca entre 7 e 10 de junho de 1994. Seu objetivo é informar sobre políticas e guias ações governamentais, de organizações internacionais ou agências nacionais de auxílio, organizações não- governamentais e outras instituições na implementação da Declaração de Salamanca sobre princípios, Política e prática em Educação Especial. A Estrutura de Ação baseia-se fortemente na experiência dos países participantes e também nas resoluções, recomendações e publicações do sistema das Nações Unidas e outras organizações inter-governamentais, especialmente o documento "Procedimentos-Padrões na Equalização de Oportunidades para pessoas Portadoras de Deficiência . Tal Estrutura de Ação também leva em consideração as propostas, direções e recomendações originadas dos cinco seminários regionais preparatórios da Conferência Mundial. • 2.O direito de cada criança a educação é proclamado na Declaração Universal de Direitos Humanos e foi fortemente reconfirmado pela Declaração Mundial sobre Educação para Todos. Qualquer pessoa portadora de deficiência tem o direito de expressar seus desejos com relação à sua educação, tanto quanto estes possam ser realizados. Pais possuem o direito inerente de serem consultados sobre a forma de educação mais apropriadas às necessidades, circunstâncias e aspirações de suas crianças. 10 • 3.O princípio que orienta esta Estrutura é o de que escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras. Aquelas deveriam incluir crianças deficientes e super-dotadas, crianças de rua e que trabalham, crianças de origem remota ou de população nômade, crianças pertencentes a minorias lingüísticas, étnicas ou culturais, e crianças de outros grupos desavantajados ou marginalizados. Muitas crianças experimentam dificuldades de aprendizagem e portanto possuem necessidades educacionais especiais em algum ponto durante a sua escolarização. Escolas devem buscar formas de educar tais crianças bem-sucedidamente, incluindo aquelas que possuam desvantagens severas. Existe um consenso emergente de que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em arranjos educacionais feitos para a maioria das crianças. Isto levou ao conceito de escola inclusiva. O desafio que confronta a escola inclusiva é no que diz respeito ao desenvolvimento de uma pedagogia centrada na criança e capaz de bem- sucedidamente educar todas as crianças, incluindo aquelas que possuam desvantagens severa. O mérito de tais escolas não reside somente no fato de que elas sejam capazes de prover uma educação de alta qualidade a todas as crianças: o estabelecimento de tais escolas é um passo crucial no sentido de modificar atitudes discriminatórias, de criar comunidades acolhedoras e de desenvolver uma sociedade inclusiva. Tais condições geram uma variedade de diferentes desafios aos sistemas escolares. No contexto desta Estrutura, o termo "necessidades educacionais especiais" refere-se a todas aquelas crianças ou jovens cujas necessidades educacionais especiais se originam em função de deficiências ou dificuldades de aprendizagem. 11 • 4. Educação Especial incorpora os mais do que comprovados princípios de uma forte pedagogia da qual todas as crianças possam se beneficiar. Ela assume que as diferenças humanas são normais e que, em consonância com a aprendizagem de ser adaptada às necessidades da criança, ao invés de se adaptar a criança às assunções pré- concebidas a respeito do ritmo e da natureza do processo de aprendizagem. Uma pedagogia centrada na criança é beneficial a todos os estudantes e, consequentemente, à sociedade como um todo. A experiência tem demonstrado que tal pedagogia pode consideravelmente reduzir a taxa de desistência e repetência escolar (que são tão características de tantos sistemas educacionais) e ao mesmo tempo garantir índices médios mais altos de rendimento escolar. Uma pedagogia centrada na criança pode impedir o desperdício de recursos e o enfraquecimento de esperanças, tão freqüentemente conseqüências de uma instrução de baixa qualidade e de uma mentalidade educacional baseada na idéia de que "um tamanho serve a todos". Escolas centradas na criança são além do mais a base de treino para uma sociedade baseada no povo, que respeita tanto as diferenças quanto a dignidade de todos os seres humanos. Uma mudança de perspectiva social é imperativa. Por um tempo demasiadamente longo os problemas das pessoas portadoras de deficiências têm sido compostos por uma sociedade que inabilita, que tem prestado mais atenção aos impedimentos do que aos potenciais de tais pessoas. O desafio que confronta a escola inclusivaé no que diz respeito ao desenvolvimento de uma pedagogia centrada na criança e capaz de bem- sucedidamente educar todas as crianças, incluindo aquelas que possuam desvantagens severa. O mérito de tais escolas não reside somente no fato de que elas sejam capazes de prover uma educação de alta qualidade a todas as crianças: o estabelecimento de tais escolas é um passo crucial no sentido de modificar atitudes discriminatórias, de criar comunidades acolhedoras e de desenvolver uma sociedade inclusiva. 12 l.Novo pensar em educação especial II. Orientações para a ação em nível nacional: III. Orientações para ações em níveis regionais e internacionais A. Política e Organização B. Fatores Relativos à Escola C. Recrutamento e Treinamento de Educadores D. Serviços Externos de Apoio E. Áreas Prioritárias F. Perspectivas Comunitárias G. Requerimentos Relativos a Recursos 5. Esta Estrutura de Ação compõe-se das seguintes seções: • 6. A tendência em política social durante as duas últimas décadas tem sido a de promover integração e participação e de combater a exclusão. Inclusão e participação são essenciais à dignidade humana e ao desfrutamento e exercício dos direitos humanos. Dentro do campo da educação, isto se reflete no desenvolvimento de estratégias que procuram promover a genuína equalização de oportunidades. Experiências em vários países demonstram que a integração de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais é melhor alcançada dentro de escolas inclusivas, que servem a todas as crianças dentro da comunidade. É dentro deste contexto que aqueles com necessidades educacionais especiais podem atingir o máximo progresso educacional e integração social. Ao mesmo tempo em que escolas inclusivas provêem um ambiente favorável à aquisição de igualdade de oportunidades e participação total, o sucesso delas requer um esforço claro, não somente por parte dos professores e dos profissionais na escola, mas também por parte dos colegas, pais, famílias e voluntários. A reforma das instituições sociais não constitui somente um tarefa técnica, ela depende, acima de tudo, de convicções, compromisso e disposição dos indivíduos que compõem a sociedade. 13 • 8. Dentro das escolas inclusivas, crianças com necessidades educacionais especiais deveriam receber qualquer suporte extra requerido para assegurar uma educação efetiva. Educação inclusiva é o modo mais eficaz para construção de solidariedade entre crianças com necessidades educacionais especiais e seus colegas. O encaminhamento de crianças a escolas especiais ou a classes especiais ou a sessões especiais dentro da escola • 7. Principio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade à todos através de um currículo apropriado, arranjos organizacionais, estratégias de ensino, uso de recurso e parceria com as comunidades. Na verdade, deveria existir uma continuidade de serviços e apoio proporcional ao contínuo de necessidades especiais encontradas dentro da escola. PERFIL DO ALUNO AUTONOMIA E FLEXIBILIDADE CURRÍCULAR PROMOÇÃO DO SUCESSO ESCOLAR AVALIAÇÃO APRENDIZAGEM ESSENCIAIS ( AE) ESCOLA INCLUSIVA 14 em caráter permanente deveriam constituir exceções, a ser recomendado somente naqueles casos infreqüentes onde fique claramente demonstrado que a educação na classe regular seja incapaz de atender às necessidades educacionais ou sociais da criança ou quando sejam requisitados em nome do bem-estar da criança ou de outras crianças. • 9. A situação com respeito à educação especial varia enormemente de um país a outro. Existem por exemplo, países que possuem sistemas de escolas especiais fortemente estabelecidos para aqueles que possuam impedimentos específicos. Tais escolas especais podem representar um valioso recurso para o desenvolvimento de escolas inclusivas. Os profissionais destas instituições especiais possuem nível de conhecimento necessário à identificação precoce de crianças portadoras de deficiências. Escolas especiais podem servir como centro de treinamento e de recurso para os profissionais das escolas regulares. Finalmente, escolas especiais ou unidades dentro das escolas inclusivas podem continuar a prover a educação mais adequada a um número relativamente pequeno de crianças portadoras de deficiências que não possam ser adequadamente atendidas em classes ou escolas regulares. Investimentos em escolas especiais existentes deveriam ser canalizados a este novo e amplificado papel de prover apoio profissional às escolas regulares no sentido de atender às necessidades educacionais especiais. Uma importante contribuição às escolas regulares que os profissionais das escolas especiais podem fazer refere-se à provisão de métodos e conteúdos curriculares às necessidades individuais dos alunos. • 10. Países que possuam poucas ou nenhuma escolas especial seriam em geral, fortemente aconselhados a concentrar seus esforços no desenvolvimento de escolas inclusivas e serviços especializados - em especial, provisão de treinamento de professores em educação especial e estabelecimento de recursos adequadamente equipados e assessorados, para os quais as escolas pudessem se voltar quando precisassem de apoio - deveriam tornar as escolas aptas a servir à vasta maioria de crianças e jovens. A experiência, principalmente em países em desenvolvimento, indica que o alto custo de escolas especiais significa na prática, que apenas uma pequena minoria de alunos, em geral uma elite urbana, se beneficia delas. 15 A vasta maioria de alunos com necessidades especiais, especialmente nas áreas rurais, é consequentemente, desprovida de serviços. De fato, em muitos países em desenvolvimento, estima-se que menos de um por cento das crianças com necessidades educacionais especiais são incluídas na provisão existente. Além disso, a experiência sugere que escolas inclusivas, servindo a todas as crianças numa comunidade são mais bem sucedidas em atrair apoio da comunidade e em achar modos imaginativos e inovadores de uso dos limitados recursos que sejam disponíveis. Planejamento educacional da parte dos governos, portanto, deveria ser concentrado em educação para todas as pessoas, em todas as regiões do país e em todas as condições econômicas, através de escolas públicas e privadas. • 11. Existem milhões de adultos com deficiências e sem acesso sequer aos rudimentos de uma educação básica, principalmente nas regiões em desenvolvimento no mundo, justamente porque no passado uma quantidade relativamente pequena de crianças com deficiências obteve acesso à educação. Portanto, um esforço concentrado é requerido no sentido de se promover a alfabetização e o aprendizado da matemática e de habilidades básicas às pessoas portadoras de deficiências através de programas de educação de adultos. Também é importante que se reconheça que mulheres têm freqüentemente sido duplamente desavantajadas, com preconceitos sexuais compondo as dificuldades causadas pelas suas deficiências. Mulheres e homens deveriam possuir a mesma influência no delineamento de programas educacionais e as mesmas oportunidades de se beneficiaremde tais. Esforços especiais deveriam ser feitos no sentido de se encorajar a participação de meninas e mulheres com deficiências em programas educacionais. • 12. Esta estrutura pretende ser um guia geral ao planejamento de ação em educação especial. Tal estrutura, evidentemente, não tem meios de dar conta da enorme variedade de situações encontradas nas diferentes regiões e países do mundo e deve desta maneira, ser adaptada no sentido ao requerimento e circunstâncias locais. Para que seja efetiva, ela deve ser complementada por ações nacionais, regionais e locais inspirados pelo desejo político e popular de alcançar educação para todos. • 13. Educação integrada e reabilitação comunitária representam abordagens complementares àqueles com necessidades especiais. Ambas se baseiam nos princípios de inclusão, integração e participação e representam abordagens bem testadas e financeiramente efetivas para promoção de igualdade de acesso para aqueles com necessidades educacionais especiais como parte de uma estratégia nacional que objetive o alcance de educação para todos. Países são convidados a considerar as seguintes ações concernentes a política e organização de seus sistemas educacionais. 16 LEVAR CRIANÇAS COM DEFICIENCIAS PARA O ESPAÇO ESCOLAR MAS EM ESPAÇO ESPECIFICO CLASSE ESPECIAL. INTEGRAÇÃO INCLUSÃO TODAS AS CRIANÇAS TEM DIREITO À ESCOLA DE SUA COMUNIDADE. • 14. Legislação deveria reconhecer o princípio de igualdade de oportunidade para crianças, jovens e adultos com deficiências na educação primária, secundária e terciária, sempre que possível em ambientes integrados. • 14. Legislação deveria reconhecer o princípio de igualdade de oportunidade para crianças, jovens e adultos com deficiências na educação primária, secundária e terciária, sempre que possível em ambientes integrados. • 15. Medidas Legislativas paralelas e complementares deveriam ser adotadas nos campos da saúde, bem-estar social, treinamento vocacional e trabalho no sentido de promover apoio e gerar total eficácia à legislação educacional. • 16. Políticas educacionais em todos os níveis, do nacional ao local, deveriam estipular que a criança portadora de deficiência deveria freqüentar a escola de sua vizinhança: ou seja, a escola que seria freqüentada caso a criança não portasse nenhuma deficiência. Exceções à esta regra deveriam ser consideradas individualmente, caso-por-caso, em casos em que a educação em instituição especial seja requerida. 17 • 17. A prática de desmarginalização de crianças portadoras de deficiência deveria ser parte integrante de planos nacionais que objetivem atingir educação para todos. Mesmo naqueles casos excepcionais em que crianças sejam colocadas em escolas especiais, a educação dela não precisa ser inteiramente segregada. Freqüência em regime não- integral nas escolas regulares deveria ser encorajada. Provisões necessárias deveriam também ser feitas no sentido de assegurar inclusão de jovens e adultos com necessidade especiais em educação secundária e superior bem como em programa de treinamento. Atenção especial deveria ser dada à garantia da igualdade de acesso e oportunidade para meninas e mulheres portadoras de deficiências. • 18. Atenção especial deveria ser prestada às necessidades das crianças e jovens com deficiências múltiplas ou severas. Eles possuem os mesmos direitos que outros na comunidade, à obtenção de máxima independência na vida adulta e deveriam ser educados neste sentido, ao máximo de seus potenciais. • 19. Políticas educacionais deveriam levar em total consideração as diferenças e situações individuais. A importância da linguagem de signos como meio de comunicação entre os surdos, por exemplo, deveria ser reconhecida e provisão deveria ser feita no sentido de garantir que todas as pessoas surdas tenham acesso a educação em sua língua nacional de signos. Devido às necessidades particulares de comunicação dos surdos e das pessoas surdas/cegas, a educação deles pode ser mais adequadamente provida em escolas especiais ou classes especiais e unidades em escolas regulares. • 20. Reabilitação comunitária deveria ser desenvolvida como parte de uma estratégia global de apoio a uma educação financeiramente efetiva e treinamento para pessoas com necessidade educacionais especiais. Reabilitação comunitária deveria ser vista como uma abordagem específica dentro do desenvolvimento da comunidade objetivando a reabilitação, equalização de oportunidades e integração social de todas as pessoas portadoras de deficiências; deveria ser implementada através de esforços combinados entre as pessoas portadoras de deficiências, suas famílias e comunidades e os serviços apropriados de educação, saúde, bem- estar e vocacional. 18 • 21. Ambos os arranjos políticos e de financiamento deveriam encorajar e facilitar o desenvolvimento de escolas inclusivas. Barreiras que impeçam o fluxo de movimento da escola especial para a regular deveriam ser removidas e uma estrutura administrativa comum deveria ser organizada. Progresso em direção à inclusão deveria ser cuidadosamente monitorado através do agrupamento de estatísticas capazes de revelar o número de estudantes portadores de deficiências que se beneficiam dos recursos, know-how e equipamentos direcionados à educação especial bem como o número de estudantes com necessidades educacionais especiais matriculados nas escolas regulares. • 22. Coordenação entre autoridades educacionais e as responsáveis pela saúde, trabalho e assistência social deveria ser fortalecida em todos os níveis no sentido de promover convergência e complementariedade, Planejamento e coordenação também deveriam levar em conta o papel real e o potencial que agências semi- públicas e organizações não-governamentais podem ter. Um esforço especial necessita ser feito no sentido de se atrair apoio comunitário à provisão de serviços educacionais especiais. • 23. Autoridades nacionais têm a responsabilidade de monitorar financiamento externo à educação especial e trabalhando em cooperação com seus parceiros internacionais, assegurar que tal financiamento corresponda às prioridades nacionais e políticas que objetivem atingir educação para todos. Agências bilaterais e multilaterais de auxílio , por sua parte, deveriam considerar cuidadosamente as políticas nacionais com respeito à educação especial no planejamento e implementação de programas em educação e áreas relacionadas. • 24. o desenvolvimento de escolas inclusivas que ofereçam serviços a uma grande variedade de alunos em ambas as áreas rurais e urbanas requer a articulação de uma política clara e forte de inclusão junto com provisão financeira adequada – um esforço eficaz de informação pública para combater o preconceito e criar atitudes informadas e positivas - um programa extensivo de orientação e treinamento profissional - e a provisão de serviços de apoio necessários. 19 Mudanças em todos os seguintes aspectos da escolarização, assim como em muitos outros, são necessárias para a contribuição de escolas inclusivas bem- sucedidas: currículo, prédios, organização escolar, pedagogia, avaliação, pessoal, filosofia da escola e atividades extra-curriculares. • 25. Muitas das mudanças requeridas não se relacionam exclusivamente à inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais. Elas fazem parte de um reforma maisampla da educação, necessária para o aprimoramento da qualidade e relevância da educação, e para a promoção de níveis de rendimento escolar superiores por parte de todos os estudantes. A Declaração Mundial sobre Educação para Todos enfatizou a necessidade de uma abordagem centrada na criança objetivando a garantia de uma escolarização bem-sucedida para todas as crianças. A adoção de sistemas mais flexíveis e adaptativos, capazes de mais largamente levar em consideração as diferentes necessidades das crianças irá contribuir tanto para o sucesso educacional quanto para a inclusão. As seguintes orientações enfocam pontos a ser considerados na integração de crianças com necessidades educacionais especiais em escolas inclusivas. Flexibilidade Curricular. • 26. O currículo deveria ser adaptado às necessidades das crianças, e não vice-versa. Escolas deveriam, portanto, prover oportunidades curriculares que sejam apropriadas a criança com habilidades e interesses diferentes. • 27. Crianças com necessidades especiais deveriam receber apoio instrucional adicional no contexto do currículo regular, e não de um currículo diferente. O princípio regulador deveria ser o de providenciar a mesma educação a todas as crianças, e também prover assistência adicional e apoio às crianças que assim o requeiram. • 28. A aquisição de conhecimento não é somente uma questão de instrução formal e teórica. O conteúdo da educação deveria ser voltado a padrões superiores e às necessidades dos indivíduos com o objetivo de torná-los aptos a participar totalmente no desenvolvimento. O ensino deveria ser relacionado às experiências dos alunos e a preocupações práticas no sentido de melhor motivá-los. 20 • 29. Para que o progresso da criança seja acompanhado, formas de avaliação deveriam ser revistas. Avaliação formativa deveria ser incorporada no processo educacional regular no sentido de manter alunos e professores informados do controle da aprendizagem adquirida, bem como no sentido de identificar dificuldades e auxiliar os alunos a superá-las. • 30. Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal de apoio externo. • 31. Tecnologia apropriada e viável deveria ser usada quando necessário para aprimorar a taxa de sucesso no currículo da escola e para ajudar na comunicação, mobilidade e aprendizagem. Auxílios técnicos podem ser oferecidos de modo mais econômico e efetivo se eles forem providos a partir de uma associação central em cada localidade, aonde haja know-how que possibilite a conjugação de necessidades individuais e assegure a manutenção. • 32. Capacitação deveria ser originada e pesquisa deveria ser levada a cabo em níveis nacional e regional no sentido de desenvolver sistemas tecnológicos de apoio apropriados à educação especial. Estados que tenham ratificado o Acordo de Florença deveriam ser encorajados a usar tal instrumento no sentido de facilitar a livre circulação de materiais e equipamentos às necessidades das pessoas com deficiências. Da mesma forma, Estados que ainda não tenham aderido ao Acordo ficam convidados a assim fazê-lo para que se facilite a livre circulação de serviços e bens de natureza educacional e cultural. Administração da Escola. • 33. Administradores locais e diretores de escolas podem ter um papel significativo quanto a fazer com que as escolas respondam mais às crianças com necessidades educacionais especiais desde de que a eles sejam fornecidos a devida autonomia e adequado treinamento para que o possam fazê-lo. Eles (administradores e diretores) deveriam ser convidados a desenvolver uma administração com procedimentos mais flexíveis, a reaplicar recursos instrucionais, a diversificar opções de aprendizagem, a mobilizar auxílio individual, a oferecer apoio aos alunos experimentando dificuldades e a desenvolver relações com pais e comunidades, Uma administração escolar bem sucedida depende de um envolvimento ativo e reativo de professores e do pessoal e do desenvolvimento de cooperação efetiva e de trabalho em grupo no sentido de atender as necessidades dos estudantes. 21 • 34. Diretores de escola têm a responsabilidade especial de promover atitudes positivas através da comunidade escolar e via arranjando uma cooperação efetiva entre professores de classe e pessoal de apoio. Arranjos apropriados para o apoio e o exato papel a ser assumido pelos vários parceiros no processo educacional deveria ser decidido através de consultoria e negociação. • 35. Cada escola deveria ser uma comunidade coletivamente responsável pelo sucesso ou fracasso de cada estudante. O grupo de educadores, ao invés de professores individualmente, deveria dividir a responsabilidade pela educação de crianças com necessidades especiais. Pais e voluntários deveriam ser convidados assumir participação ativa no trabalho da escola. Professores, no entanto, possuem um papel fundamental enquanto administradores do processo educacional, apoiando as crianças através do uso de recursos disponíveis, tanto dentro como fora da sala de aula. Informação e Pesquisa. • 36. A disseminação de exemplos de boa prática ajudaria o aprimoramento do ensino e aprendizagem. Informação sobre resultados de estudos que sejam relevantes também seria valiosa. A demonstração de experiência e o desenvolvimento de centros de informação deveriam receber apoio a nível nacional, e o acesso a fontes de informação deveria ser ampliado. • 37. A educação especial deveria ser integrada dentro de programas de instituições de pesquisa e desenvolvimento e de centros de desenvolvimento curricular. Atenção especial deveria ser prestada nesta área, a pesquisa-ação locando em estratégias inovadoras de ensino-aprendizagem. professores deveriam participar ativamente tanto na ação quanto na reflexão envolvidas em tais investigações. Estudos-piloto e estudos de profundidade deveriam ser lançados para auxiliar tomadas de decisões e para prover orientação futura. Tais experimentos e estudos deveriam ser levados a cabo numa base de cooperação entre vários países. 22 • 47. A provisão de serviços de apoio é de fundamental importância para o sucesso de políticas educacionais inclusivas. Para que se assegure que, em todos os níveis, serviços externos sejam colocados à disposição de crianças com necessidades especiais, autoridades educacionais deveriam considerar o seguinte: C. RECRUTAMENTO E TREINAMENTO DE EDUCADORES • 38. Preparação apropriada de todos os educadores constitui-se um fator chave na promoção de progresso no sentido do estabelecimento de escolas inclusivas. As seguintes ações poderiam ser tomadas. Além disso, a importância do recrutamento de professores que possam servir como modelo para crianças portadoras de deficiências torna-se cada vez mais reconhecida. • 39. Treinamento pré-profissional deveria fornecer a todos os estudantes de pedagogia de ensino primário ou secundário, orientação positiva frente à deficiência, desta forma desenvolvendo um entendimento daquilo que pode ser alcançado nas escolas através dos serviços de apoio disponíveis na localidade. O conhecimento e habilidades requeridas dizem respeito principalmente à boa prática de ensino e incluem a avaliação de necessidades especiais, adaptação do conteúdo curricular, utilização de tecnologia deassistência, individualização de procedimentos de ensino no sentido de abarcar uma variedade maior de habilidades, etc. Nas escolas práticas de treinamento de professores, atenção especial deveria ser dada à preparação de todos os professores para que exercitem sua autonomia e apliquem suas habilidades na adaptação do currículo e da instrução no sentido de atender as necessidades especiais dos alunos, bem como no sentido de colaborar com os especialistas e cooperar com os pais. 23 • 48. Apoio às escolas regulares deveria ser providenciado tanto pelas instituições de treinamento de professores quanto pelo trabalho de campo dos profissionais das escolas especiais. Os últimos deveriam ser utilizados cada vez mais como centros de recursos para as escolas regulares, oferecendo apoio direto aquelas crianças com necessidades educacionais especiais. Tanto as instituições de treinamento como as escolas especiais podem prover o acesso a materiais e equipamentos, bem como o treinamento em estratégias de instrução que não sejam oferecidas nas escolas regulares. • 49. O apoio externo do pessoal de recurso de várias agências, departamentos e instituições, tais como professor-consultor, psicólogos escolares, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, etc.., deveria ser coordenado em nível local. O agrupamento de escolas tem comprovadamente se constituído numa estratégia útil na mobilização de recursos educacionais bem como no envolvimento da comunidade. Grupos de escolas poderiam ser coletivamente responsáveis pela provisão de serviços a alunos com necessidades educacionais especiais em suas áreas e (a tais grupos de escolas) poderia ser dado o espaço necessário para alocarem os recursos conforme o requerido. Tais arranjos também deveriam envolver serviços não educacionais. De fato, a experiência sugere que serviços educacionais se beneficiariam significativamente caso maiores esforços fossem feitos para assegurar o ótimo uso de todo o conhecimento e recursos disponíveis. • 50. A integração de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais seria mais efetiva e bem-sucedida se consideração especial fosse dada a planos de desenvolvimento educacional nas seguintes áreas: educação infantil, para garantir a educabilidade de todas as crianças: transição da educação para a vida adulta do trabalho e educação de meninas. 24 • 51. O sucesso de escolas inclusivas depende em muito da identificação precoce, avaliação e estimulação de crianças pré- escolares com necessidades educacionais especiais. Assistência infantil e programas educacionais para crianças até a idade de 6 anos deveriam ser desenvolvidos e/ou reorientados no sentido de promover o desenvolvimento físico, intelectual e social e a prontidão para a escolarização. Tais programas possuem um grande valor econômico para o indivíduo, a família e a sociedade na prevenção do agravamento de condições que inabilitam a criança. Programas neste nível deveriam reconhecer o princípio da inclusão e ser desenvolvidos de uma maneira abrangente, através da combinação de atividades pré-escolares e saúde infantil. • 52. Vários países têm adotado políticas em favor da educação infantil, tanto através do apoio no desenvolvimento de jardins de infância e pré-escolas, como pela organização de informação às famílias e de atividades de conscientização em colaboração com serviços comunitários (saúde, cuidados maternos e infantis) com escolas e com associações locais de famílias ou de mulheres. • 53. Jovens com necessidades educacionais especiais deveriam ser auxiliados no sentido de realizarem uma transição efetiva da escola para o trabalho. Escolas deveriam auxiliá-los a se tornarem economicamente ativos e provê-los com as habilidades necessárias ao cotidiano da vida, oferecendo treinamento em habilidades que correspondam às demandas sociais e de comunicação e às expectativas da vida adulta. Isto implica em tecnologias adequadas de treinamento, incluindo experiências diretas em situações da vida real, fora da escola. 25 • 54. Meninas portadoras de deficiências encontram-se em dupla desvantagem. Um esforço especial se requer no sentido de se prover treinamento e educação para meninas com necessidades educacionais especiais. Além de ganhar acesso a escola, meninas portadoras de deficiências deveriam ter acesso à informação, orientação e modelos que as auxiliem a fazer escolhas realistas e as preparem para desempenharem seus futuros papéis enquanto mulheres adultas. Educação de Adultos e Estudos Posteriores • 55. Pessoas portadoras de deficiências deveriam receber atenção especial quanto ao desenvolvimento e implementação de programas de educação de adultos e de estudos posteriores. Pessoas portadoras de deficiências deveriam receber prioridade de acesso à tais programas. Cursos especiais também poderiam ser desenvolvidos no sentido de atenderem às necessidades e condições de diferentes grupos de adultos portadores de deficiência. possam assumir O currículo para estudantes mais maduros e com necessidades educacionais especiais deveria incluir programas específicos de transição, apoio de entrada para a educação superior sempre que possível e conseqüentetreinamento vocacional que os prepare a funcionar independentemente enquanto membros contribuintes em suas comunidades e após o término da escolarização. Tais atividades deveria ser levadas a cabo com o envolvimento ativo de aconselhadores vocacionais, oficinas de trabalho, associações de profissionais, autoridades locais e seus respectivos serviços e agências. 26 • 68. O desenvolvimento de escolas inclusivas como o modo mais efetivo de atingir a educação para todos deve ser reconhecido como uma política governamental chave e dado o devido privilégio na pauta de desenvolvimento da nação. É somente desta maneira que os recursos adequados podem ser obtidos. Mudanças nas políticas e prioridades podem acabar sendo inefetivas a menos que um mínimo de recursos requeridos seja providenciado. O compromisso político é necessário, tanto a nível nacional como comunitário. Para que se obtenha recursos adicionais e para que se re-empregue os recursos já existentes. Ao mesmo tempo em que as comunidades devem desempenhar o papel- chave de desenvolver escolas inclusivas, apoio e encorajamento aos governos também são essenciais ao desenvolvimento efetivo de soluções viáveis. • 69. A distribuição de recursos às escolas deveria realisticamente levar em consideração as diferenças em gastos no sentido de se prover educação apropriada para todas as crianças que possuem habilidades diferentes. Um começo realista poderia ser o de apoiar aquelas escolas que desejam promover projetos-piloto que objetivem testar abordagens eoriginar capacitação. 1) 2021 - Natividade da Serra/SP - Prof. Educação Especial. A Declaração de Salamanca é considerada inovadora porque, conforme diz seu próprio texto, ela “...proporcionou uma oportunidade única de colocação da educação especial dentro da estrutura de “educação para todos” firmada em 1990 (...) promoveu uma plataforma que afirma o princípio e a discussão da prática de garantia da inclusão das crianças com necessidades educacionais especiais nestas iniciativas e a tomada de seus lugares de direito numa sociedade de aprendizagem”. Com isso acreditam e proclamam que: I- Toda criança tem direito fundamental à educação. II- Toda criança possui características, interesses, habilidades. III- Sistemas educacionais deveriam levar em conta a vasta diversidade. SIMULADO QUESTÕES DE SALAMANCA 27 IV- Aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escolaespecial, que é adequada as suas peculiaridades e condições de ensino e aprendizagem. V- Escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias. Estão corretas as alternativas: a)II, III, IV e V estão corretas. b)I, II, III e IV estão corretas. c)I, II, III e V estão corretas. d)Todas as alternativas estão corretas. 2) PROVA Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE 2021) Para a Declaração de Salamanca (1994), o princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter. Nessa perspectiva, essa Declaração proclama que: 1. Todas as crianças têm direito à educação e deve-se dar a elas a oportunidade de alcançar e manter um nível aceitável de conhecimentos. 2. Cada criança tem características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhes são próprias. 3. Os sistemas de ensino devem ser organizados e os programas aplicados de modo que tenham em conta todas as diferentes características e necessidades. 4. As pessoas com necessidades educacionais especiais devem ter acesso às escolas comuns. 5. As escolas comuns devem representar um meio mais eficaz para combater as atitudes discriminatórias, criar comunidades acolhedoras, construir uma sociedade integradora e alcançar a educação para todos. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. a. SQUARE São corretas apenas as afirmativas 2 e 4. b. SQUARE São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3. c. SQUARE São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5. d. SQUARE São corretas apenas as afirmativas 2, 3, 4 e 5. e. Check-square São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5. 28 3) 5.2021 - Natividade da Serra/SP - Prof. Educação Especial. São estratégias sugeridas pelo MEC para colocação da pessoa/aluno com deficiência no mundo do trabalho: 1. Trabalho de sensibilização com as empresas. 2. Serviço de supervisão para o necessário acompanhamento do aluno. 3. Firmar convênios e organizar cursos com as escolas da rede federal tecnológica e/ou com o sistema S. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. a. SQUARE É correta apenas a afirmativa 3. b. SQUARE São corretas apenas as afirmativas 1 e 2. c. SQUARE São corretas apenas as afirmativas 1 e 3. d. SQUARE São corretas apenas as afirmativas 2 e 3. e. Check-square São corretas as afirmativas 1, 2 e 3. 4)Ano: 2022 Banca: AMEOSC Órgão: Prefeitura de Bandeirante - SC Prova: AMEOSC - 2022 - Prefeitura de Bandeirante - SC – Psicopedagogo Considerado os princípios da Educação Inclusiva, julgue os itens a seguir: I.Escola inclusiva é aquela que garante a qualidade de ensino educacional a cada um de seus alunos. II.Escola inclusiva reconhece e respeita a diversidade, respondendo a cada um dos alunos de acordo com suas potencialidades e necessidades. III.Escola inclusiva tem por característica a plasticidade empática que contempla a diversidade do universo escolar. IV.Na escola inclusiva o aluno se configura como um ser humano valorado e todos os esforços da comunidade escolar convergem para o desenvolvimento da autonomia e para o acesso efetivo à educação. Assinale a alternativa CORRETA. A II e IV. B I, II, III e IV. C I, III e IV. D II e III. 29 5)Ano: 2020 Banca: COTEC Órgão: Prefeitura de São Francisco - MGProva: Pedagogo Uma das alternativas abaixo NÃO se refere à necessária articulação entre ensino comum e Atendimento Educacional Especializado (AEE). Assinale esta alternativa. a) Em quaisquer escolas de ensino regular. b) Apenas em institutos de atendimentos especiais. c) Somente em escolas específicas para crianças com deficiências. d) Em quaisquer unidades de atendimento para educação especial. e) Em quaisquer escolas de educação especial. Questão 6 - IBADE - 2017 - Prefeitura de Rio Branco - AC - A Declaração de Salamanca, quanto ao que se refere aos princípios, políticas e práticas na área das necessidades educacionais especiais, acredita e proclama que: 1. toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem. 2. toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas. 3. escolas regulares que possuem orientação inclusiva constituem os meios mais ineficazes para o combate de atitudes discriminatórias. 4. sistemas educacionais e programas educacionais deverão ser designados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade das crianças. Estão corretos apenas os itens: A) 1, 2 e 4. B) 1 e 2. C) 2, 3 e 4. D) 3 e 4. E) 1, 3 e 4. Questão 7 - FUNDEP - 2014 - IF-SP - A Declaração de Salamanca faz algumas proclamações relativas às pessoas com necessidades educativas especiais. Dentre essas proclamações, NÃO se inclui o fato de que A) cada criança tem o direito fundamental à educação e deve ter a oportunidade de conseguir e manter um nível aceitável de aprendizagem. B) os sistemas de educação devem ser planejados e os programas educativos implementados, tendo em vista a vasta diversidade destas características e necessidades. C) as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares. D) os sistemas de educação inclusiva devem ser implementados preferencialmente no âmbito da educação básica. Questão 8 - FUNDEP - 2014 - IF-SP - Com relação às obrigações dos Estados que assinaram a Declaração de Salamanca, analise as afirmativas. 30 I. Conceder a maior prioridade, por meio das medidas de política e das medidas orçamentais, ao desenvolvimento dos respectivos sistemas educativos, de modo a que possam incluir todas as crianças, independentemente das diferenças ou dificuldades individuais. II. Adotar como matéria de lei ou como política o princípio da educação inclusiva, admitindo todas as crianças nas escolas regulares, a não ser que haja razões que obriguem a proceder de outro modo. III. Regulamentar as relações intraescolares e adaptar as práticas educacionais nos cursos de educação profissional e outras modalidades de ensino que tenham como objeto atividades práticas. IV. Estabelecer mecanismos de planejamento, supervisão e avaliação educacional para crianças e adultos com necessidades educativas especiais, de modo descentralizado e participativo. V. Integrar a família e a sociedade no processo educativo inclusivo que se inicia no ambiente escolar, tendo por base métodos e técnicas compatíveis e identificados com os objetivos a serem alcançados. A partir da análise, conclui-se que estão CORRETAS. A) I, II e III apenas. B) III, IV e V apenas. C) I, II e IV apenas. D) II, IV e V apenas. Questão 9 - FUNDEP - 2014 - IF-SP - A Declaração de Salamanca sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais, em sua introdução (preâmbulo): I. Constata: o envolvimento crescente dos governos, dos grupos comunitários e de pais, e, em particular, das organizações de pessoas com deficiência, na procura da promoção do acesso à educação para a maioria dos que apresentam necessidades especiais e que ainda não foram por ela abrangidos. II. Reconhece, como prova desde envolvimento: a participação ativa dos representantes de alto nível de numerosos governos, de agências especializadas e de organizações intergovernamentais nesta Conferência Mundial. Sobre as afirmativas acima, considerando-se o texto da Declaração mencionada, é CORRETO afirmar que A) I e II são verdadeiras. B) I e II são falsas. C) a I é verdadeira e a II é falsa. D) a I é falsa e a II é verdadeira. Questão 10 - Big Advice - 2017 - Prefeitura de Martinópolis - SP - A noção de necessidadeseducacionais especiais entrou em evidência a partir das discussões do chamado “movimento pela inclusão” e dos reflexos provocados pela Conferência Mundial sobre Educação Especial, realizada em Salamanca, na Espanha, em 1994. Nesse evento, foi elaborado um documento mundialmente significativo denominado “Declaração de Salamanca” e na qual foram levantados aspectos inovadores para a reforma de políticas e sistemas educacionais. De acordo com a declaração: I. O conceito de “necessidades educacionais especiais” passará a incluir, além das crianças portadoras de deficiências, aquelas que estejam experimentando dificuldades temporárias ou permanentes na escola, as que estejam repetindo continuamente os anos escolares, as 31 que sejam forçadas a trabalhar, as que vivem nas ruas, as que vivem em condições de extrema pobreza ou que sejam desnutridas, as que sejam vítimas de guerra ou conflitos armados, as que sofrem de abusos contínuos, ou as que simplesmente estão fora da escola, por qualquer motivo que seja.” II. A Declaração de Salamanca estabeleceu uma nova concepção, extremamente abrangente, de “necessidades educacionais especiais” que provoca a secessão dos dois tipos de ensino, o regular e o especial, na medida em que esta nova definição implica que todos possuem ou podem possuir, temporária ou permanentemente, “necessidades educacionais especiais”. III. Dessa forma, orienta para a existência de um sistema único, que seja capaz de prover educação para todos os alunos, por mais especial que este possa ser ou estar. IV. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), elaborados com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, orientam a respeito de estratégias para a educação de alunos com necessidades especiais. Para isso, estabeleceu um material didático- pedagógico intitulado “Adaptações Curriculares” que insere-se na concepção da escola inclusiva defendida na Declaração de Salamanca. Assinale a alternativa correta: a) Apenas a I. b) I, II e IV. c) I, III e IV. d) Todas estão corretas. e) N.D.A. Questão 11 - Big Advice - 2017 - Prefeitura de Martinópolis - SP - A década de 80 manteve a mesma tendência dos anos anteriores em relação a Educação Especial, que começou novamente a se modificar nos anos 90, especialmente após a Conferência Mundial de Educação para Todos, ocorrida em Jomtien (Tailândia, 1990), secundada e fortalecida no que se refere aos direitos das pessoas com deficiência, pela: a) LDB. b) ECA. c) PCN. d) Declaração de Salamanca, 1994. e) N.D.A. Questão 12 - FGV - 2015 - SEDUC-PE - Com relação às recomendações presentes na Declaração de Salamanca, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. ( ) A integração de alunos com necessidades educacionais especiais seria mais efetiva se fosse dada maior ênfase à educação infantil, à educação de meninas e à educação para o trabalho. ( ) As escolas deveriam prover oportunidades curriculares apropriadas para a criança com habilidades e interesses diferentes. ( ) A avaliação formativa deveria ser incorporada ao processo educacional. As afirmativas são, respectivamente, (A) F, V e F. (B) F, V e V. (C) F, F e F. (D) V, V e V. (E) F, F e V. 32 Questão 13 - UFMA - 2016 - UFMA - A Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais, organizada pelo governo espanhol, em colaboração com a UNESCO e realizada em junho de 1994, na cidade de Salamanca, ficou conhecida como DECLARAÇÃO DE SALAMANCA e trata Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. Assinale a alternativa que corresponde ao Item 29 da Declaração e que se refere aos FATORES RELATIVOS À ESCOLA no que tange à avaliação dos alunos com necessidades educativas especiais. a) Para que o progresso da criança seja acompanhado, formas de avaliação deveriam ser revistas. Avaliação formativa deveria ser incorporada no processo educacional regular no sentido de manter alunos e professores informados do controle da aprendizagem adquirida, bem como no sentido de identificar dificuldades e auxiliar os alunos a superá-las. b) Para que o progresso da criança seja acompanhado, a avaliação deveria ser desenvolvida na perspectiva de disseminação de exemplos de boas práticas e modelos de avaliação ajudando no aprimoramento do ensino e aprendizagem. c) Para que o progresso da criança seja acompanhado, os diretores de escola têm a responsabilidade especial de promover atitudes positivas através da comunidade escolar e viabilizando uma cooperação efetiva entre professores no processo de avaliação de alunos de classe pelo pessoal de apoio. d) Para que o progresso da criança seja acompanhado, os professores possuem um papel fundamental enquanto avaliadores do processo educacional, apoiando as crianças através do uso de recursos disponíveis, tanto dentro como fora da sala de aula. e) Para que o progresso da criança seja acompanhado, cada escola deveria ser uma comunidade coletivamente responsável pelo sucesso ou fracasso de cada estudante. O grupo de educadores, ao invés de professores individualmente, deveria dividir a responsabilidade pela avaliação formativa de crianças com necessidades especiais. Questão 14 - FCC - 2012 - SEE-MG - A inclusão escolar, que visa a reverter o percurso de exclusão de qualquer natureza e ampliar as possibilidades de inserção de crianças, jovens e adultos em escolas regulares, tem sido defendida em conferências, convenções e documentos internacionais. A Declaração de Salamanca, em 1994, propôs a escola inclusiva como aquela (A) aberta às diferenças, na qual as crianças, jovens e adultos devem aprender juntos, independentemente de suas características, origens, condições físicas, sensoriais, intelectuais, linguísticas ou emocionais, econômicas ou socioculturais. (B) na qual se desenvolva uma pedagogia centrada no professor e capaz de educar as crianças com diferentes necessidades, reordenando o trabalho pedagógico para as classes que irão receber estas crianças com suas características, origens, condições físicas, sensoriais, intelectuais, linguísticas ou emocionais, econômicas ou socioculturais. (C) que reconhece e responde às diversas necessidades de seus alunos, assegurando um currículo capaz de educá-los em espaços criados exclusivamente para os alunos com necessidades educacionais especiais, reordenando e adaptando o trabalho pedagógico para as classes que acolherão as crianças com estas características. (D) que tem como princípio o direito incondicional à escolarização de todos os alunos em espaços educativos diferenciados; para isso a escola deve transformar-se para receber estes alunos e isto deve constar no Projeto Político-Pedagógico da escola, construído pela equipe gestora. Questão 15 - CESPE - 2011 - SAEB-BA - A educação inclusiva tornou-se uma das preocupações das políticas educacionais em todo o mundo a partir da segunda metade da 33 última década do século passado, com a difusão da Declaração de Salamanca. Com base nesse documento, assinale a opção correta. a) O acesso de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais ao sistema regular de ensino propicia a formação de escolas inclusivas, um dos principais meios para o fortalecimento do princípio da educação para todos. b) Os alunos com necessidades educacionais especiais devem frequentar escolas regulares, admitindo-se como critérios para a sua inclusão nas turmas o desempenho escolar e características de conduta moral. c) Uma vez que todas as crianças devem ter a mesma oportunidade de permanência na escola e de aproveitamento escolar, devem ser desconsiderados quaisquer características, interesses ou habilidades peculiares a essas crianças. d) O ato de ensinar deve apoiar-se nas semelhanças entre os alunos com necessidades educacionais especiais. Questão 16 - FGV - 2014 - Prefeitura de Osasco - SP - A Declaração de Salamanca/1994 representaum marco no reconhecimento dos direitos à educação para pessoas com necessidades especiais. Em conformidade com a Declaração de Salamanca, com relação ao atendimento da criança com necessidades especiais nos primeiros anos de vida, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. ( ) Destaca a importância de combinar, para crianças na faixa de 0 a 6 anos de idade, atividades que focalizem a saúde infantil com as atividades pré-escolares. ( ) Destaca a importância de identificação precoce, avaliação e estimulação de crianças com necessidades educacionais especiais em áreas pré-escolares. ( ) Destaca que os programas para o desenvolvimento da educação inclusiva para crianças de 0 a 6 anos possuem valor econômico na prevenção do agravamento das condições que inabilitam a criança. As afirmativas são, respectivamente, (A) V, V e F. (B) V, V e V. (C) V, F e F. (D) F, V e V. (E) F, V e F. Questão 17 - UTFPR - 2017 - A Declaração de Salamanca apresentou princípios, políticas e práticas, que são explicitados nas legislações atualmente vigentes e nos documentos oficiais. Sobre tais princípios, é correto afirmar que: A) a Declaração de Salamanca refere-se à necessidade de todas as crianças se adaptarem à educação regular, a partir dos esforços da família e da comunidade. B) a Declaração de Salamanca acentuou as desigualdades historicamente construídas em nossa sociedade, reforçando a segregação e a exclusão. C) a Declaração de Salamanca refere-se à educação nos países em desenvolvimento, fruto das desigualdades promovidas pelo sistema capitalista. D) a Declaração de Salamanca ressalta que os sistemas educativos devem ser projetados e os programas aplicados de modo que tenham em vista toda a gama das diferentes características e necessidades. E) a Declaração de Salamanca afirma que todas as crianças têm direito fundamental à educação, mesmo que não consiga se desenvolver e manter um nível aceitável de conhecimentos. 34 Questão 18 - ACAFE - 2011 - FCEE-SC - Na Declaração de Salamanca, os delegados afirmam que as escolas que possuem os meios mais eficazes para combater atitudes discriminatórias e construir comunidades acolhedoras que alcance a educação para todos são as: A) Escolas especiais quando a especificidade for alunos cegos. B) Escolas especiais com uma pedagogia centrada na inclusão. C) Escolas regulares com espaços específicos para a Ed. Especial. D) Escolas regulares que possuem orientação inclusiva. E) Escolas especiais quando a especificidade for altas-habilidades. Questão 19 - FUNRIO - 2015 - UFRB - O conceito de educação inclusiva surgiu a partir de 1994, com a Declaração de Salamanca. A ideia da educação inclusiva é que as crianças com necessidades educativas especiais sejam incluídas em A) quaisquer escolas de ensino regular. B) apenas institutos de atendimentos especiais. C) somente escolas específicas para crianças com deficiências. D) quaisquer unidades de atendimento para educação especial. E) quaisquer escolas de educação especial. Questão 20 - IBFC - 2013 - HEMOMINAS - A Declaração de Salamanca é um documento internacional que apresenta proposições sobre: a) Propostas de educação em Direitos Humanos. b) Orientações de Educação para o trabalho coletivo e sustentável. c) Propostas para uma Educação inovadora para o século XXI. d) Perspectivas para uma educação inclusiva. QUESTÃO 1 inclusão das crianças com necessidades educacionais especiais nestas iniciativas e a tomada de seus lugares de direito numa sociedade de aprendizagem”. Com isso acreditam e proclamam que: Toda criança tem direito fundamental à educação. Toda criança possui características, interesses, habilidades. Sistemas educacionais deveriam levar em conta a vasta diversidade. Escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias. RESPOSTA LETRA : C QUESTÃO 2 SIMULADO COMENTADO QUESTÕES DE SALAMANCA. 35 4) O princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter. Nessa perspectiva, essa Declaração proclama que: . Todas as crianças têm direito à educação e deve-se dar a elas a oportunidade de alcançar e manter um nível aceitável de conhecimentos. Cada criança tem características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhes são próprias. Os sistemas de ensino devem ser organizados e os programas aplicados de modo que tenham em conta todas as diferentes características e necessidades. As pessoas com necessidades educacionais especiais devem ter acesso às escolas comuns. As escolas comuns devem representar um meio mais eficaz para combater as atitudes discriminatórias, criar comunidades acolhedoras, construir uma sociedade integradora e alcançar a educação para todos. RESPOSTA = E QUESTÃO 3 São estratégias sugeridas pelo MEC para colocação da pessoa/aluno com deficiência no mundo do trabalho: Trabalho de sensibilização com as empresas, serviço de supervisão para o necessário acompanhamento do aluno ,firmar convênios e organizar cursos com as escolas da rede federal tecnológica e/ou com o sistemas. RESPOSTA LETRA = E QUESTÃO 4 Considerado os princípios da Educação Inclusiva, escola inclusiva é aquela que garante a qualidade de ensino educacional a cada um de seus alunos,escola inclusiva reconhece e respeita a diversidade, respondendo a cada um dos alunos de acordo com suas potencialidades e necessidades, escola inclusiva tem por característica a plasticidade empática que contempla a diversidade do universo escolar,na escola inclusiva o aluno se configura como um ser humano valorado e todos os esforços da comunidade escolar convergem para o desenvolvimento da autonomia e para o acesso efetivo à educação. REPOSTA LETRA = B 36 QUESTÃO 5 A inclusão não ajuda no desenvolvimento de habilidades sociais NÃO se refere à necessária articulação entre ensino comum e Atendimento Educacional Especializado (AEE). REPOSTA CERTA = A QUETÃO 6 ao que se refere aos princípios, políticas e práticas na área das necessidades educacionais especiais, acredita e proclama que . toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem. toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas. . sistemas educacionais e programas educacionais deverão ser designados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade das crianças REPOSTA CERTA = A QUETÃO 7 Dentre essas proclamações, de salamanca NÃO se inclui o fato de que os sistemas de educação inclusiva devem ser implementados preferencialmente no âmbito da educação básica Adotar como matéria de lei ou como política o princípio da educação inclusiva, admitindo todas as crianças nas escolas regulares, a não ser que haja razões que obriguem a proceder de outro modo. REPOSTA CERTA = D QUETÃO 8 às obrigações dos Estados que assinaram a Declaração de Salamanca, Adotar como matéria de lei ou como política o princípio da educação inclusiva, admitindo todas as crianças nas escolas regulares, a não ser que haja razões que obriguem a proceder de outro modo. Estabelecer mecanismos de planejamento, supervisão e avaliação educacional para crianças e adultos com necessidades educativas especiais, de modo descentralizado e participativo. Integrar a família e a sociedade no processo educativo inclusivo que se inicia no ambiente escolar, tendo por base métodos e técnicas compatíveis e identificados com os objetivos a serem alcançados REPOSTA CERTA = D 37 QUETÃO 9 sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades EducativasEspeciais, em sua introdução (preâmbulo): Constata: o envolvimento crescente dos governos, dos grupos comunitários e de pais, e, em particular, das organizações de pessoas com deficiência, na procura da promoção do acesso à educação para a maioria dos que apresentam necessidades especiais e que ainda não foram por ela abrangidos. Reconhece, como prova desde envolvimento: a participação ativa dos representantes de alto nível de numerosos governos, de agências especializadas e de organizações intergovernamentais nesta Conferência Mundial. REPOSTA CERTA = A QUETÃO 10 , em 1994. Nesse evento, foi elaborado um documento mundialmente significativo denominado “Declaração de Salamanca” e na qual foram levantados aspectos inovadores para a reforma de políticas e sistemas educacionais. De acordo com a declaração O conceito de “necessidades educacionais especiais” passará a incluir, além das crianças portadoras de deficiências, aquelas que estejam experimentando dificuldades temporárias ou permanentes na escola, Curriculares Nacionais (PCNs), elaborados com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, orientam a respeito de estratégias para a educação de alunos com necessidades especiais. educação para todos os alunos, por mais especial que este possa ser ou estar. REPOSTA CERTA = C QUETÃO 11 Declaração de Salamanca, 1994. de Educação para Todos, ocorrida em Jomtien (Tailândia, 1990), secundada e fortalecida no que se refere aos direitos das pessoas com deficiência, pela: REPOSTA CERTA = D QUETÃO 12 A declaração de Salamanca A integração de alunos com necessidades educacionais especiais seria mais efetiva se fosse dada maior ênfase à educação infantil, à educação de meninas e à educação para o trabalho. As escolas deveriam prover oportunidades curriculares apropriadas para a criança com habilidades e interesses diferentes. A avaliação formativa deveria ser incorporada ao processo educacional. As afirmativas são, respectivamente, REPOSTA CERTA = D 38 QUETÃO 13 Declaração e que se refere aos fatores relativos à escola no que tange à avaliação dos alunos com necessidades educativas especiais. Para que o progresso da criança seja acompanhado, cada escola deveria ser uma comunidade coletivamente responsável pelo sucesso ou fracasso de cada estudante. O grupo de educadores, ao invés de professores individualmente, deveria dividir a responsabilidade pela avaliação formativa de crianças com necessidades especiais. REPOSTA CERTA = E QUETÃO 14 A Declaração de Salamanca, em 1994, propôs a escola inclusiva como aquela aberta às diferenças, na qual as crianças, jovens e adultos devem aprender juntos, independentemente de suas características, origens, condições físicas, sensoriais, intelectuais, linguísticas ou emocionais, econômicas ou socioculturais. REPOSTA CERTA = A QUETÃO 15 A educação inclusiva tornou-se uma das preocupações das políticas educacionais em todo o mundo a partir da segunda metade da última década do século passado, com a difusão da Declaração de Salamanca REPOSTA CERTA = A QUETÃO 16 O acesso de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais ao sistema regular de ensino propicia a formação de escolas inclusivas, um dos principais meios para o fortalecimento do princípio da educação para todos. Destaca a importância de combinar, para crianças na faixa de 0 a 6 anos de idade, atividades que focalizem a saúde infantil com as atividades pré-escolares. Destaca a importância de identificação precoce, avaliação e estimulação de crianças com necessidades educacionais especiais em áreas pré-escolares. Destaca que os programas para o desenvolvimento da educação inclusiva para crianças de 0 a 6 anos possuem valor econômico na prevenção do agravamento das condições que inabilitam a criança REPOSTA CERTA = B QUETÃO 17 39 A Declaração de Salamanca apresentou princípios, políticas e práticas, que são explicitados nas legislações atualmente vigentes e nos documentos oficiais. Sobre tais princípios a Declaração de Salamanca ressalta que os sistemas educativos devem ser projetados e os programas aplicados de modo que tenham em vista toda a gama das diferentes características e necessidades. REPOSTA CERTA = D QUETÃO 18 Na Declaração de Salamanca, os delegados afirmam que as escolas que possuem os meios mais eficazes para combater atitudes discriminatórias e construir comunidades acolhedoras que alcance a educação para todos são as: Escolas regulares que possuem orientação inclusiva REPOSTA CERTA = D QUETÃO 19 O conceito de educação inclusiva surgiu a partir de 1994, com a Declaração de Salamanca. A ideia da educação inclusiva é que as crianças com necessidades educativas especiais sejam incluídas em quaisquer escolas de ensino regular REPOSTA CERTA = A QUETÃO 20 A Declaração de Salamanca é um documento internacional que apresenta proposições sobre Perspectivas para uma educação inclusiva. REPOSTA CERTA = D 40 Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria no 555/2007, prorrogada pela Portaria no 948/2007, entregue ao Ministro da Educação em 07 de janeiro de 2008. - OBJETIVO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, orientando os sistemas de ensino para garantir: acesso ao ensino regular, com participação, aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados do ensino; transversalidade da modalidade de educação especial desde a educação infantil até a educação superior; oferta do atendimento educacional especializado; formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais profissionais da educação para a inclusão; participação da família e da comunidade; acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários, nas comunicações e informação; e articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial organizada de forma paralela à educação comum seria mais apropriada para a aprendizagem dos alunos que apresentavam deficiência, problemas de saúde, ou qualquer inadequação com relação à estrutura organizada pelos sistemas de ensino. Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial, resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência, em contraposição à dimensão pedagógica. 41 O desenvolvimento de estudos no campo da educação e a defesa dos direitos humanos vêm modificando os conceitos, as legislações e as práticas pedagógicas e de gestão, promovendo a reestruturação do ensino regular e especial. Em 1994, com a Declaração de Salamanca se estabelece como princípio que as escolas do ensino regular devem educar todos os alunos, enfrentando a situação de exclusão escolar das crianças com deficiência, das que vivem nas ruas ou que trabalham, das superdotadas, em desvantagem social e das que apresentam diferenças lingüísticas, étnicas ou culturais. O conceito de necessidades educacionais especiais, que passa a ser amplamente disseminado, a partir dessa Declaração, ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social, chamando a atenção do ensino regular para o desafio de atender as diferenças. No entanto, mesmo com essa perspectiva conceitual transformadora, as políticas educacionais implementadas não alcançaram o objetivo de levar a escola comum a assumir o desafio de atenderas necessidades educacionais de todos os alunos. Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a constituir a proposta pedagógica da escola, definindo como seu público-alvo os alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos. Consideram-se alunos com deficiência àqueles que têm impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que em interação com diversas barreiras podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. 42 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO No 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2009 (*) Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial. O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, de conformidade com o disposto na alínea “c” do artigo 9o da Lei no 4.024/1961, com a redação dada pela Lei no 9.131/1995, bem como no artigo 90, no § 1o do artigo 8o e no § 1o do artigo 9o da Lei no 9.394/1996, considerando a Constituição Federal de 1988; a Lei no 10.098/2000; a Lei no 10.436/2002; a Lei no 11.494/2007; o Decreto no 3.956/2001; o Decreto no 5.296/2004; o Decreto no 5.626/2005; o Decreto no 6.253/2007; o Decreto no 6.571/2008; e o Decreto Legislativo no 186/2008, e com fundamento no Parecer CNE/CEB no 13/2009, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 24 de setembro de 2009, resolve: Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes. Também apresentam elevada criatividade, grande envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. Dentre os transtornos funcionais específicos estão: dislexia, disortografia, disgrafia, discalculia, transtorno de atenção e hiperatividade, entre outros. As definições do público alvo devem ser contextualizadas e não se esgotam na mera categorização e especificações atribuídas a um quadro de deficiência, transtornos, distúrbios e aptidões. Considera-se que as pessoas se modificam continuamente transformando o contexto no qual se inserem. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, enfatizando a importância de ambientes heterogêneos que promovam a aprendizagem de todos os alunos. 43 Parágrafo único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. Art. 3º A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, tendo o AEE como parte integrante do processo educacional. Art. 4º Para fins destas Diretrizes, considera-se público-alvo do AEE: I – Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial. II – Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação. III – Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade. Art. 1º Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos. Art. 2º O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem. 44 Art. 5º O AEE é realizado, prioritariamente, na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns, podendo ser realizado, também, em centro de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente dos Estados, Distrito Federal ou dos Municípios. Parágrafo único. O financiamento da matrícula no AEE é condicionado à matrícula no ensino regular da rede pública, conforme registro no Censo Escolar/MEC/INEP do ano anterior, sendo contemplada: a) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais da mesma escola pública; b) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais de outra escola pública; c) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de instituição de Educação Especial pública; d) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de instituições de Educação Especial comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos. Art. 9º A elaboração e a execução do plano de AEE são de competência dos professores que atuam na sala de recursos multifuncionais ou centros de AEE, em articulação Art. 6º Em casos de Atendimento Educacional Especializado em ambiente hospitalar ou domiciliar, será ofertada aos alunos, pelo respectivo sistema de ensino, a Educação Especial de forma complementar ou suplementar. Art. 7º Os alunos com altas habilidades/superdotação terão suas atividades de enriquece com os núcleos de atividades para altas habilidades/superdotação e com as instituições de ensino superior e institutos voltados ao desenvolvimento e promoção da pesquisa, das artes e dos esportes. Art. 8º Serão contabilizados duplamente, no âmbito do FUNDEB, de acordo com o Decreto no 6.571/2008, os alunos matriculados em classe comum de ensino regular público que tiverem matrícula concomitante no AEE. 45 com os demais professores do ensino regular, com a participação das famílias e em interface com os demais serviços setoriais da saúde, da assistência social, entre outros necessários ao atendimento. Art. 10. O projeto pedagógico da escola de ensino regular deve institucionalizar a oferta do AEE prevendo na sua organização: I – sala de recursosmultifuncionais: espaço físico, mobiliário, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos; II – matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola; III – cronograma de atendimento aos alunos; IV – plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas; V – professores para o exercício da docência do AEE; VI – outros profissionais da educação: tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais, guia-intérprete e outros que atuem no apoio, principalmente às atividades de alimentação, higiene e locomoção; VII – redes de apoio no âmbito da atuação profissional, da formação, do desenvolvimento da pesquisa, do acesso a recursos, serviços e equipamentos, entre outros que maximizem o AEE. Art. 11. A proposta de AEE, prevista no projeto pedagógico do centro de Atendimento Educacional Especializado público ou privado sem fins lucrativos, conveniado para essa finalidade, deve ser aprovada pela respectiva Secretaria de Educação ou órgão equivalente, contemplando a organização disposta no artigo 10 desta Resolução. Parágrafo único. Os profissionais referidos no inciso VI atuam com os alunos público- alvo da Educação Especial em todas as atividades escolares nas quais se fizerem necessários. Parágrafo único. Os centros de Atendimento Educacional Especializado devem cumprir as exigências legais estabelecidas pelo Conselho de Educação do respectivo sistema de ensino, quanto ao seu credenciamento, autorização de funcionamento e organização, em consonância com as orientações preconizadas nestas Diretrizes Operacionais. 46 Art. 12. Para atuação no AEE, o professor deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica para a Educação Especial. Art. 13. São atribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado: I – identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias considerando as necessidades específicas dos alunos público- alvo da Educação Especial; II – elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade; III – organizar o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos multifuncionais; IV – acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de aula comum do ensino regular, bem como em outros ambientes da escola; V – estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade; VI – orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno; VII – ensinar e usar a tecnologia assistiva de forma a ampliar habilidades funcionais dos alunos, promovendo autonomia e participação; VIII – estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares. Art. 14. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 47 1)Ano: 2022 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Guatambú - SC Prova: FEPESE - 2022 - Prefeitura de Guatambú -SC - Professor de Educação Especial - Edital no 002 Os pressupostos vygotskyanos embasam os principais argumentos citados nas políticas atuais de educação inclusiva, bem como os pontos norteadores de práticas educacionais voltadas aos estudantes público-alvo da Educação Especial. Neste sentido, configura-se como um dos pressupostos destas práticas: A) Atender aos diferentes ritmos de aprendizagem dos estudantes nas propostas pedagógicas. B) Minimizar os desafios apresentados aos estudantes público-alvo da Educação Especial. C) Priorizar apenas ações voltadas ao favorecimento da zona de desenvolvimento real. D) Propor atividades para as quais o estudante necessite de apoio constante. E) Valorizar as atividades realizadas de forma segregada à turma. 2) Ano: 2022 Banca: FEPESE Órgão: CELESC Prova: FEPESE - 2022 - CELESC - Analista – Pedagogia O objetivo principal da educação inclusiva é: A) Promover o processo de segregação dos estudantes público-alvo da educação especial. B) Organizar práticas que favoreçam a homogeneização no processo de aprendizagem. C) Eliminar obstáculos que limitam a aprendizagem e participação discente no processo educativo. D) Possibilitar somente o acesso aos estudantes, público-alvo da educação especial, nas instituições de ensino. E) Respeitar o processo natural e linear de aprendizagem dos sujeitos público-alvo da educação especial. 3)Ano: 2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Lagoa Santa - MG Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Lagoa Santa - MG - Secretário Escolar SIMULADO DCNS EDUCAÇÃO ESPECIAL 48 De acordo com a Resolução CNE / CEB no 2, de 11 de setembro de 2001, a qual instituiu Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, há critérios para se considerar um professor capacitado para atuar em classes comuns com alunos que apresentam necessidades educacionais especiais. Essa consideração engloba aqueles professores que comprovem que, em sua formação de nível médio ou superior, foram incluídos conteúdos sobre educação especial adequados ao desenvolvimento de competências e valores. Isso possibilita A) enrijecer a ação pedagógica nas diferentes áreas de conhecimento, de modo que os estudantes com necessidades especiais se adéquem ao processo. B) avaliar esporadicamente a eficácia do processo educativo para o atendimento de necessidades educacionais especiais. C) atuar de forma individualizada, sem parceria com professores especializados em educação especial. D) perceber as necessidades educacionais especiais dos alunos e valorizar a educação inclusiva. 4)2022 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Guatambú - SC Prova: FEPESE - 2022 - Prefeitura de Guatambú -SC - Professor de Educação Especial - Edital no 002 A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL,2008) é um documento legal que apresenta grande relevância para a modalidade educacional Educação Especial. Sobre as diretrizes dessa modalidade apresentadas nessa política, é correto afirmar que: A) As atividades desenvolvidas no atendimento educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, sendo substitutivas à escolarização. B) O atendimento educacional especializado complementa e/ou suplementa a formação dos alunos. No processo de escolarização, esse atendimento deve ser desarticulado à proposta pedagógica do ensino comum, acontecendo paralelamente a ela. 49 C) O acesso à educação tem início no ensino fundamental I, no qual se desenvolvem as bases necessárias para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno. D) A educação especial é uma modalidade de ensino transversal, que realiza o atendimento educacional especializado, e disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto à sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino regular. 5) O atendimento educacional especializado é obrigatoriamente ofertado nos sistemas de ensino, sendo desvinculado da modalidade de educação de jovens e adultos e da educação profissional, da educação indígena, do campo e quilombola. O atendimento para o público-alvo da Educação Especial se dará prioritariamente em: A) classes e escolas especiais, admitindo-sea inclusão em classes comuns quando não houver vaga para todos nos locais prioritários. B) classes comuns por meio da inclusão, e em classes e espaços especializados sempre que a situação pedagógica do educando demandar. C) classes especiais, sendo que o atendimento em classes comuns deve ocorrer quando não houver oferta de atendimento especializado. D) classes especiais em funcionamento nas escolas de ensino regular para oportunizar o convívio estudantil, sendo que o atendimento em escolas especiais deve ser ofertado aos estudantes com deficiências de alta complexidade. E) escolas especiais, com a inclusão em classes especiais de escolas regulares quando não houver vaga para todos nos locais prioritários. 6)No que diz respeito às diretrizes operacionais para o Atendimento Educacional Especializado (AEE), instituídas pela Resolução CNE/CEB n.o 04/2009, assinale a alternativa correta. A) Os alunos público-alvo do AEE, no âmbito do FUNDEB, serão contabilizados regularmente se estiverem matriculados em classes comuns; duplamente se estiverem inseridos em atividades complementares; triplamente se estiverem matriculadas em classes ou escolas especiais. B) A sala de recursos é um espaço multifuncional destinado a diversas atividades na escola, podendo ser um espaço adaptado momentaneamente para as atividades da AEE desde que contenha mobiliário, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos. 50 C) Os alunos com altas habilidades/superdotação constituem público do AEE e terão suas atividades de enriquecimento curricular desenvolvidas no âmbito de escolas de ensino regular em interface com os núcleos de atividades especializados para essa situação. D) Os centros de AEE devem cumprir as exigências legais estabelecidas pelo Conselho de Educação do respectivo sistema de ensino, ou do Conselho de Saúde quando se tratem de espaços vinculados à Área da Saúde, como clínicas, hospitais e demais instituições desta natureza. E) Para atuação no AEE, o professor deve ter formação inicial em nível superior que o habilite para o exercício da docência e formação específica para a Educação Especial em curso de pós-graduação, preferencialmente em nível de mestrado ou doutorado. 7)A Lei Federal n.o 13.146/2015 instituiu uma política de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Sobre o direito à educação de que essa lei trata, é correto afirmar: A) O ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) deve ser dado a todos os estudantes e professores que tenham contato com pessoas surdas na escola, a partir do ensino fundamental. B) O Sistema Braille deve ser garantido nas escolas onde houver alunos com deficiência visual, podendo ser substituído por novas tecnologias de informação e comunicação, quando disponíveis. C) O acesso da pessoa com deficiência a jogos e esportes no sistema escolar está condicionado à existência de pessoal de apoio especializado, evitando-se riscos físicos aos alunos especiais. D) O prédio escolar deve ser adaptado para receber os estudantes e profissionais da educação com deficiência, sendo garantida, quando da impossibilidade de adaptação física predial, vaga em outra instituição próxima adaptada. E) A oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, deve ser garantida em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas. 8)Analise as afirmativas a seguir sobre a educação inclusiva e marque a opção INCORRETA. A) Uma grande dificuldade enfrentada para implementar a educação inclusiva é a falta de comprometimento por parte de alguns docentes que ou, simplesmente, negligenciam os alunos com deficiência ou os tratam de um modo que os oprime ainda mais. 51 B) É uma nova possibilidade que se abre para o desenvolvimento e para o benefício, apenas, dosestudantes que possuam alguma deficiência, para que todos possam ser inseridos totalmente na sociedade em todos os seus segmentos. C) É assegurada pela legislação, mas na prática escolar ainda encontramos muitas barreiras. D) A atitude de ver o aluno com deficiência como coitadinho, ou a de, simplesmente, ignorar a sua presença em sala de aula, contribuem para o bullying sofrido por ele. e)Pesquisas mostraram que alunos, sem dificuldades de aprendizagem, também têm vantagens no ensino integrado/inclusivo. 9) Assinale a assertiva incorreta. a) A escrita em relevo e a leitura tátil baseiam-se em componentes específicos no que diz respeito ao movimento das mãos, mudança de linha, adequação da postura e manuseio do papel. Esse processo requer o desenvolvimento de habilidades do tato, que envolvem conceitos espaciais e numéricos, sensibilidade, destreza motora, coordenação bimanual, discriminação, dentre outros aspectos. b) O punção é um instrumento em madeira, ou plástico, no formato de pera, ou anatômico, com ponta metálica, utilizado para a perfuração dos pontos na cela braille. O movimento de perfuração deve ser realizado da esquerda para a direita, a fim de produzir a escrita em relevo de forma não espelhada. c) Algumas crianças cegas congênitas podem manifestar maneirismos, ecolalia e comportamentos estereotipados. Isso porque a falta da visão compromete a imitação e deixa um vazio a ser preenchido com outras modalidades de percepção. d) As informações tátil, auditiva, sinestésica e olfativa, são mais desenvolvidas pelas pessoas cegas, porque elas recorrem a esses sentidos com mais frequência para decodificar e guardar na memória as informações. Sem a visão, os outros sentidos passam a receber a informação de forma intermitente, fugidia e fragmentária. e) Uma pessoa com baixa visão, apresenta grande oscilação de sua condição visual, de acordo com o seu estado emocional, as circunstâncias e a posição em que se encontra, dependem das condições de iluminação natural, ou artificial. 10) A utilização de recursos ópticos e não ópticos envolve o trabalho de pedagogia, de psicologia, de orientação, mobilidade e outros que se fizerem necessários. Conforme seu conhecimento sobre recursos, analise o teste e defina sobre que tipo 52 de recursos ele se refere. “Úteis para ampliar o tamanho de fontes para a leitura, as dimensões de mapas, gráficos, diagramas, figuras, etc. Quanto maior a ampliação do tamanho, menor o campo de visão com diminuição da velocidade de leitura e maior fadiga visual.” a) Óculos especiais. b) Telescópio. c) Circuito fechado de televisão. d) Lupa. e) Lápis 4B ou 6B. 11) Analise as assertivas e, de acordo com seus conhecimentos, aponte a incorreta. a) A identidade pessoal e social é essencial para o desenvolvimento de todo indivíduo, enquanto ser humano e enquanto cidadão. A) identidade pessoal é construída na trama das relações sociais que permeiam sua existência cotidiana. B) A participação da família e da comunidade traz para a escola informações, críticas, sugestões, solicitações, desvelando necessidades e sinalizando rumos. Este processo, ressignifica os agentes e a prática educacional, aproximando a escola da realidade social, na qual seus alunos vivem. C) Uma proposta de educação para a paz, deve sensibilizar os educandos para novas formas de convivência, baseadas na solidariedade e no respeito às diferenças, valores essenciais na formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres e sensíveis para rejeitarem toda a forma de opressão e violência. d) Nos anos 50, grande parte dos países, tendo como horizonte a Declaração Universal dos Direitos Humanos, passou a buscar um novo modelo, no trato da deficiência. A proposição do princípio da normalização contribuiu com a ideia de que as pessoas diferentes podiam ser normalizadas, ou seja, capacitadas para a vida no espaço comum da sociedade. E) A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas produziuvários documentos norteadores para o desenvolvimento de políticas públicas de seus países membros. O Brasil, enquanto país membro da ONU e signatário desses documentos, reconhece seus conteúdos e os tem respeitado, na elaboração das políticas públicas internas. 13) Indique dentre as assertivas a que traz informação incorreta. a) O aluno com deficiência mental, como os demais, participa igualmente de todos esses momentos: planejamento, execução, avaliação e socialização dos conhecimentos produzidos. 53 b) A avaliação dos alunos com deficiência mental, visa ao conhecimento de seus avanços no entendimento dos conteúdos curriculares durante o ano letivo de trabalho, seja ele organizado por série, ou ciclos. c) As barreiras da deficiência mental diferem das encontradas nas demais deficiências. Trata-se de barreiras referentes à maneira de lidar com o saber em geral, fato que reflete, preponderantemente, na construção do conhecimento escolar. d) A pessoa com deficiência mental encontra inúmeras barreiras nas interações com o meio para assimilar as propriedades físicas do objeto de conhecimento, como por exemplo: cor, forma, textura, tamanho e outras características retiradas diretamente desse objeto. e) A criança com deficiência mental consegue, espontaneamente, retirar informações do objeto e construir conceitos, progressivamente 14)Sobre deficiência mental, aprecie as alternativas e assinale a incorreta. A) Os processos de aprendizagem da leitura e da escrita por alunos com deficiência mental, são semelhantes aos daqueles considerados normais, sob muitos aspectos. Esses aspectos dizem respeito ao letramento, à dimensão desejante, às expectativas do entorno, ao ensino e às interações escolares. B) A arte é uma forma de expressão, principalmente, quando a deficiência mental afeta a utilização de alguns recursos, que possibilitam ao aluno exprimir-se oralmente, ou pela linguagem escrita. C) É necessário que se estimule o aluno com deficiência mental a avançar na sua compreensão, criando-lhe conflitos cognitivos, ou melhor, desafiando-o a enfrentá-los. D) O aluno com deficiência mental, assim como os demais colegas, escolhe a atividade que mais lhe interessar e a executa. Essa escolha e a capacidade de desempenhar a tarefa é predefinida pelo professor. e) As barreiras da deficiência mental diferem das encontradas nas demais deficiências. Trata-se de barreiras referentes à maneira de lidar com o saber em geral, fato que reflete, preponderantemente, na construção do conhecimento escolar. 15Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor – Artes A) elaborar o plano de Atendimento Educacional Especializado. B)estabelecer como condição para a matrícula a apresentação de um diagnóstico clínico. C) evitar contato com as famílias e com os demais profissionais de saúde. D)garantir o atendimento somente a partir do acesso da escola ao diagnóstico clínico. 54 E)realizar estudo de caso somente se houver a apresentação de laudo médico do aluno. 16)2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ES Prova: IBADE - 2020 – A LEI no 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012, que Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, define em seu Artigo 1o, pessoa com transtorno do espectro autista, EXCETO como: A) padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns. B excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos. C) ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento. D) deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento. E) presença de reciprocidade social; crescimento na manutenção relações sociais e interesses amplos e mutáveis. E) Incorreta, vez que, ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento, conforme art. 1o, inciso I da Lei 12.764/2012. 17)2020 Banca: IBADE A Lei no 12.764, de 27 de novembro de 2012, define em seu Artigo 3o, que são direitos da pessoa com transtorno do espectro autista, EXCETO: A) a educação e o ensino profissionalizante. B) em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, tem direito a acompanhante especializado. C) o atendimento multiprofissional. 55 D ) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo. E) o livro didático em formato acessível e nas cores específicas conforme determina a referida Lei. 18) 2020 Banca: IBADE A Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do espectro Autista (conhecida como Lei do Autista), garante certos direitos a este público. Sobre o tema está INCORRETO o que se diz na alternativa : A) Diagnóstico precoce, medicamentos e das informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento. B) O incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento constituem um direito do educador, mesmo que conste na política para o autista. C) Acesso à educação e ao ensino profissionalizante D) Promoção dos meios necessários, não importa se instituição de ensino pública ou de iniciativa privada, para que o autista fique em sala de aula em condições de igualdade com os demais alunos. E) Direito a ser incluída nas classes comuns de ensino regular, com direito a acompanhante especializado, nos casos de comprovada necessidade. 19)2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ES Prova: IBADE - 2020 - Prefeitura de Vila Velha - ES - Professor - Educação Especial - Deficiência Intelectual e Deficiência Múltiplas Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades e em geral se manifestam nos primeiros cinco anos de vida. Os TGDs englobam os diferentes transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett. Sobre o assunto é possível afirmar corretamente que: A) a implementação de políticas e ações intersetoriais é muito importante para o direito de inclusão de crianças com TGDs. B) o diagnóstico médico permite que cada escola estabeleça, desde o princípio, desde o ingresso, quais são os limites possíveis de aprendizagem desses alunos e sempre se reporte a eles. 56 C) a pessoa com transtorno do espectro autista não é considerada pessoa com deficiência, visto que podem mostrar-se muito inteligentes e adaptados. D) se a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular necessitar um acompanhante especializado, ele será pago pela família. E) os TGDs têm diagnóstico complexo, difícil de ser realizado precocemente e muito raramente antes de cinco anos de idade. 20 Ano: 2022 Banca: Avança SP São diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, EXCETO: I - a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista; II - a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação; III - a atenção parcial às necessidades desaúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes; IV - o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); V - a responsabilidade do poder privado quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações; VI - o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como a pais e responsáveis; VII - o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para estudos epidemiológicos tendentes a dimensionar a magnitude e as características do problema relativo ao transtorno do espectro autista no País. A) I e III. B) III e VI. C) III e V. D) II e IV. E) V e VII. 57 Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) § 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. § 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. § 3º A oferta de educação especial, nos termos do caput deste artigo, tem início na educação infantil e estende-se ao longo da vida, observados o inciso III do art. 4º e o parágrafo único do art. 60 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.632, de 2018) Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; III - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns; https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13632.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 58 IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. Art. 59-A. O poder público deverá instituir cadastro nacional de alunos com altas habilidades ou superdotação matriculados na educação básica e na educação superior, a fim de fomentar a execução de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento pleno das potencialidades desse alunado. (Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015) Parágrafo único. A identificação precoce de alunos com altas habilidades ou superdotação, os critérios e procedimentos para inclusão no cadastro referido no caput deste artigo, as entidades responsáveis pelo cadastramento, os mecanismos de acesso aos dados do cadastro e as políticas de desenvolvimento das potencialidades do alunado de que trata o caput serão definidos em regulamento. Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público. Parágrafo único. O poder público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na própria rede pública regular de ensino, independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm#art59a http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13234.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 59 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. • 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, com- preendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 60 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquernatureza. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. A Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 205, reconhece a educação como direito fundamental compartilhado entre Estado, família e sociedade ao determinar que Para atender a tais finalidades no âmbito da educação escolar, a Carta Constitucional, no Artigo 210, já reconhece a necessidade de que sejam “fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais” (BRASIL, 1988). Com base nesses marcos constitucionais, a LDB, no Inciso IV de seu Artigo 9o, afirma que cabe à União estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum (BRASIL, 1996; ênfase adicionada). 5 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Brasília, DF: Senado Federal,1988.Disponívelem:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado. htm>. Acesso em: 23 mar. 2017. A educação , direito de todos e dever do Estado e da família , será promovida e incentivada com a colaboração sociedade , visando ao pleno desenvolvimento da pessoa , seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho ( BRASIL,1988). 61 A sociedade contemporânea impõe um olhar inovador e inclusivo a questões centrais do processo educativo: o que aprender, para que aprender, como ensinar, como promover redes de aprendizagem colaborativa e como avaliar o aprendizado. No novo cenário mundial, reconhecer-se em seu contexto histórico e cultural, comunicar-se, ser criativo, analítico-crítico, participativo, aberto ao novo, colaborativo, resiliente, produtivo e responsável requer muito mais do que o acúmulo de informações. Requer o desenvolvimento de competências para aprender a aprender, saber lidar com a informação cada vez mais disponível, atuar com discernimento e responsabilidade nos contextos das culturas digitais, aplicar conhecimentos para resolver problemas, ter autonomia para tomar decisões, ser proativo para identificar os dados de uma situação e buscar soluções, conviver e aprender com as diferenças e as diversidades. Nesse contexto, a BNCC afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com a educação integral 13. Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto – considerando- os como sujeitos de aprendizagem – e promover uma educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades. Além disso, a escola, como espaço de aprendizagem e de democracia inclusiva, deve se fortalecer na prática coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades. Independentemente da duração da jornada escolar, o conceito de educação integral com o qual a BNCC está comprometida se refere à construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os desafios da sociedade contemporânea. Isso supõe considerar as diferentes infâncias e juventudes, as diversas culturas juvenis e seu potencial de criar novas formas de existir. 13 Na história educacional brasileira, as primeiras referências à educação integral remontam à década de 1930, incorporadas ao movimento dos Pioneiros da Educação Nova e em outras correntes políticas da época, nem sempre com o mesmo entendimento sobre o seu significado. 62 Assim, a BNCC propõe a superação da fragmentação radicalmente disciplinar do conhecimento, o estímulo à sua aplicação na vida real, a importância do contexto para dar sentido ao que se aprende e o protagonismo do estudante em sua aprendizagem e na construção de seu projeto de vida. No Brasil, um país caracterizado pela autonomia dos entes federados, acentuada diversidade cultural e profundas desigualdades sociais, os sistemas e redes de ensino devem construir currículos, e as escolas precisam elaborar propostas pedagógicas que considerem as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes, assim como suas identidades linguísticas, étnicas e culturais. Nesse processo, a BNCC desempenha papel fundamental, pois explicita as aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver e expressa, portanto, a igualdade educacional sobre a qual as singularidades devem ser consideradas e atendidas. Essa igualdade deve valer também para as oportunidades de ingresso e permanência em uma escola de Educação Básica, sem o que o direito de aprender não se concretiza. O Brasil, ao longo de sua história, naturalizou desigualdades educacionais em relação ao acesso à escola, à permanência dos estudantes e ao seu aprendizado. São amplamente conhecidas as enormes desigualdades entre os grupos de estudantes definidos por raça, sexo e condição socioeconômica de suas famílias. Diante desse quadro, as decisões curriculares e didático-pedagógicas das Secretarias de Educação, o planejamento do trabalho anual das instituições escolares e as rotinas e os eventos do cotidiano escolar devem levar em consideração a necessidade de superação dessa desigualdades. Para isso, os sistemas e redes de ensino e as instituições escolares devem se planejar com um claro foco na equidade, que pressupõe reconhecer que as necessidades dos estudantes são diferentes. De forma particular, um planejamento com foco na equidade também exige um claro compromisso de reverter a situação de exclusão histórica que marginaliza grupos – como os povos indígenas originários e as populações das comunidades remanescentes de 63 quilombos e demais afrodescendentes – e as pessoas que não puderam estudar ou completar sua escolaridade na idade própria. Igualmente, requer o compromisso com os alunos com deficiência, reconhecendo a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas e de diferenciação curricular, conforme estabelecido na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei no 13.146/2015)14. Como primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil é o início e o fundamento do processo educacional. A entrada na creche ou na pré-escola significa, na maioria das vezes, a primeira separação das crianças dos seus vínculos afetivos familiares para se incorporarem a uma situação de socialização estruturada. Nas últimas décadas, vem se consolidando, na Educação Infantil, a concepção que vincula educar e cuidar, entendendo o cuidado como algo indissociável do processo educativo. Nesse contexto, as creches e pré-escolas, ao acolher as vivências e os conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, e articulá-los em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo de experiências, conhecimentos e habilidades dessas crianças, diversificando e consolidando novas aprendizagens, atuando de maneira complementar à educação familiar – especialmente quando se trata da educação dos bebês e das crianças bem pequenas, que envolve aprendizagens muito próximas aos dois contextos (familiar e escolar), como a socialização,a autonomia e a comunicação. Nessa direção, e para potencializar as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças, a prática do diálogo e o compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de Educação Infantil e a família. 26 BRASIL. Emenda constitucional no 59, de 11 de novembro de 2009. Diário Oficial da União,Brasília, 12 de novembro de 2009, Seção 1, p. 8. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc59.htm>. Acesso em: 23 mar. 2017. Educação infantil como primeira etapa da Educação Básica, 64 são essenciais. Além disso, a instituição precisa conhecer e trabalhar com as culturas plurais, dialogando com a riqueza/diversidade cultural das famílias e da comunidade. As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil. (DCNEI, Resolução CNE/CEB no 5/2009)27, em seu Artigo 4o, definem a criança como Ainda de acordo com as DCNEI, em seu Artigo 9o, os eixos estruturantes das práticas pedagógicas dessa etapa da Educação Básica são as interações e a brincadeira, experiências nas quais as crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações e interações com seus pares e com os adultos, o que possibilita aprendizagens, desenvolvimento e socialização. A interação durante o brincar caracteriza o cotidiano da infância, trazendo consigo muitas aprendizagens e potenciais para o desenvolvimento integral das crianças. Ao observar as interações e a brincadeira entre as crianças e delas com os adultos, é possível identificar, por exemplo, a expressão dos afetos, a mediação das frustrações, a resolução de conflitos e a regulação das emoções. Tendo em vista os eixos estruturantes das práticas pedagógicas e as competências gerais da Educação Básica propostas pela BNCC, seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento asseguram, na Educação Infantil, as condições para que as crianças aprendam em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural. 27 BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Resolução no 5, de17 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.Diário Oficial da União, Brasília, 18 de dezembro de 2009, Seção 1, p. 18. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=2298-rceb005- 09&category_slug=dezembro-2009-pdf&Itemid=30192>. Acesso em 23 março 2017 Sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2009). 65 • Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas. • Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais. • Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando. • Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia. • Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens. • Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagem vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário. Essa concepção de criança como ser que observa, questiona, levanta hipóteses, conclui, faz julgamentos e assimila valores e que constrói conhecimentos e se apropria do conhecimento sistematizado por meio da ação e nas interações com o mundo físico e social não deve resultar no confinamento dessas aprendizagens a um processo de desenvolvimento natural ou espontâneo. Ao contrário, impõe a necessidade de imprimir intencionalidade educativa às práticas pedagógicas na Educação Infantil, tanto na creche quanto na pré-escola. 66 O eu , o outro e o nós visa a interação com seus pares adultos, valorização da sua própria identidade e desenvolvimento de autonomia e pertencimento a um grupo cultural e o respeito ás diferentes tradições culturais. Corpo gesto e movimento Aborda a importância do corpo no desenvolvimento da criança : é pelos sentidos, gestos e movimentos que a criança explora o mundo, o espaço e os objetos ao redor. O corpo da criança ganha centralidade. Traços ,sons cores e formas Visa mostrar as diferentes linguagens artísticas e culturais e seus diversos movimentos, a fim de ampliar o repertório cultural das crianças por meio das diversas experiências artísticas. Escuta, fala, pensamento e imaginação o foco desse campo é a comunicação : ouvir ,compreender,contar, recortar e criar narrativas,expressar ideias e sentimentos. Conhecer diferentes gêneros e portadores textuais . 67 O Ensino Fundamental, com nove anos de duração, é a etapa mais longa da Educação Básica, atendendo estudantes entre 6 e 14 anos. Há, portanto, crianças e adolescentes que, ao longo desse período, passam por uma série de mudanças relacionadas a aspectos físicos, cognitivos, afetivos, sociais, emocionais, entre outros. Como já indicado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de Nove Anos (Resolução CNE/CEB no 7/2010)28, essas mudanças impõem desafios à elaboração de currículos para essa etapa de escolarização, de modo a superar as rupturas que ocorrem na passagem não somente entre as etapas da Educação Básica, mas também entre as duas fases do Ensino Fundamental: Anos Iniciais e Anos Finais. A BNCC do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, ao valorizar as situações lúdicas de aprendizagem, aponta para a necessária articulação com as experiências vivenciadas na Educação Infantil. Tal articulação precisa prever tanto a progressiva sistematização 28 BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Resolução no 7, de 14 de dezrasília, 15 de dezembro de 2010,Seção 1, p. 34. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb007_10.pdf>.Acesso em: 23 mar. 2017 . dessas experiências quanto o desenvolvimento, pelos alunos, de novas formas de relação com o mundo, novas possibilidades de ler e formular hipóteses sobre os fenômenos, de testá-las, de refutá-las, de elaborar conclusões, em uma atitude ativa na construção de conhecimentos. Espaços, tempos,quantidades e imagina-ção Visa ampliar seus conhecimentos do mundo físico e sociocultural,a fim de potencializar os seus conhecimentos e visão sobre o mundo ao seu redor aborda conhecimentos matemáticos como contagem ordenação quantidades , etc. 68 Nesse período da vida, as crianças estão vivendo mudanças importantes em seu processo de desenvolvimento que repercutem em suas relações consigo mesmas, com os outros e com o mundo. Como destacam as DCN, a maior desenvoltura e a maior autonomia nos movimentos e deslocamentos ampliam suas interações com o espaço; a relação com múltiplas linguagens, incluindo os usos sociais da escrita e da matemática, permite a participação no mundo letrado e a construção de novas aprendizagens, na escola e para além dela; a afirmação de sua identidade em relação ao coletivo no qual se inserem resulta em formas mais ativas de se relacionarem com esse coletivo e com as normas que regem as relações entre as pessoas dentro e fora da escola, pelo reconhecimento de suas potencialidades e pelo acolhimento e pela valorização das diferenças. Ampliam-se também as experiências para o desenvolvimento da oralidade e dos processos de percepção, compreensão e representação, elementos importantes para a apropriação do sistema de escrita alfabética e de outros sistemas de representação, como os signos matemáticos, os registros artísticos, midiáticos e científicos e as formas de representação do tempo e do espaço. Os alunos se deparam com uma variedade de situações que envolvem conceitos e fazeres científicos, desenvolvendo observações, análises, argumentações e potencializando descobertas. As experiências das crianças em seu contexto familiar, social e cultural, suas memórias, seu pertencimento a um grupo e sua interação com as mais diversas tecnologias de informação e comunicação são fontes que estimulam sua curiosidade e a formulação de perguntas. O estímulo ao pensamento criativo, lógico e crítico, por meio da construção e do fortalecimento da capacidade de fazer perguntas e de avaliar respostas, de argumentar, de interagir com diversas produções culturais, de fazer uso de tecnologias de informação e comunicação, possibilita aos alunos ampliar sua compreensão de si mesmos, do mundo natural e social, das relações dos seres humanos entre si com a natureza. As características dessa faixa etária demandam um trabalho no ambiente escolar que se organize em torno dos interesses manifestos pelas crianças, de suas vivências mais imediatas para que, com base nessas vivências, elas possam, progressivamente, ampliar essa compreensão, o que se dá pela mobilização de operações cognitivas cada vez mais complexas e pela sensibilidade para apreender o mundo, expressar-se sobre ele e nele atuar. Nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, a ação pedagógica deve ter como foco a alfabetização, a fim de garantir amplas oportunidades 69 Nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, a ação pedagógica deve ter como foco a alfabetização. para que os alunos se apropriem do sistema de escrita alfabética de modo articulado ao desenvolvimento de outras habilidades de leitura e de escrita e ao seu envolvimento em práticas diversificadas de letramentos. Como aponta o Parecer CNE/CE no 11/2010 29, “os conteúdos dos diversos componentes curriculares [...], ao descortinarem às crianças o conhecimento do mundo por meio de novos olhares, lhes oferecem oportunidades de exercitar a leitura e a escrita de um modo mais significativo” (BRASIL, 2010). Além desses aspectos relativos à aprendizagem e ao desenvolvimento, na elaboração dos currículos e das propostas pedagógicas devem ainda ser consideradas medidas para assegurar aos alunos um percurso contínuo de aprendizagens entre as duas fases do Ensino Fundamental, de modo a promover uma maior integração entre elas. Afinal, essa transição se caracteriza por mudanças pedagógicas na estrutura educacional, decorrentes principalmente da diferenciação dos componentes curriculares. Ao longo do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, a progressão do conhecimento ocorre pela consolidação das aprendizagens anteriores e pela ampliação das práticas de linguagem e da experiência estética e intercultural das crianças, considerando tanto seus interesses e suas expectativas quanto o que ainda precisam aprender. Ampliam-se a autonomia intelectual, a compreensão de normas e os interesses pela vida social, o que lhes possibilita lidar com sistemas mais amplos, que dizem respeito às relações dos sujeitos entre si, com a natureza, com a história, com a cultura, com as tecnologias e com o ambiente. Como bem destaca o Parecer CNE/CEB no 11/2010, “os alunos, ao mudarem do professor generalista dos anos iniciais para os professores especialistas dos diferentes componentes curriculares, costumam se ressentir diante das muitas exigências que têm de atender, feitas pelo grande número de docentes dos anos finais” (BRASIL, 2010). Realizar as necessárias adaptações articulações, tanto no 5o quanto no 6o ano, para apoiar os alunos nesse processo de transição, pode evitar ruptura no processo de aprendizagem, garantindo-lhes maiores condições de sucesso. 70 BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Parecer no 11, de 29 BR 7 de julho de 2010. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de dezembro de 2010, Seção 1, p. 28. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=6324-pceb011- 10&category_slug=agosto-2010-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 23 mar. 2017. Ensino Médio é a etapa final da Educação Básica, direito público subjetivo de todo cidadão brasileiro. Todavia, a realidade educacional do País tem mostrado que essa etapa representa um gargalo na garantia do direito à educação. Para além da necessidade de universalizar o atendimento, tem-se mostrado crucial garantir a permanência e as aprendizagens dos estudantes, respondendo às suas demandas e aspirações presentes e futura Como bem identificam e explicitam as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio de 2011 (DCNEM/2011) Para responder a essa necessidade de recriação da escola, mostra-se imprescindível reconhecer que as rápidas transformações na dinâmica social contemporânea nacional e internacional, em grande parte decorrentes do desenvolvimento tecnológico, atingem diretamente as populações jovens e, portanto, suas demandas de formação. Nesse cenário cada vez mais complexo, dinâmico e fluido, as incertezas relativas às mudanças no mundo do trabalho e nas relações sociais como um todo representam um grande desafio para a formulação de políticas e propostas de organização curriculares para a Educação Básica, em geral, e para o Ensino Médio, em particular. Na direção de atender às expectativas dos estudantes e às demandas da sociedade contemporânea para a formação no Ensino Médio, as DCNEM/2011 explicitam a necessidade de não caracterizar o público dessa etapa – constituído predominantemente por adolescentes e jovens – como um grupo homogêneo, nem conceber a “juventude” como Com a perspectiva de um imenso contingente de adolescentes, jovens e adultos que se diferenciam por condições de existência e perspectivas de futuro desiguais, é que o Ensino Médio deve trabalhar. Está em jogo a recriação da escola que, embora não possa por si só resolver as desigualdades sociais, pode ampliar as condições de inclusão social, ao possibilitar o acesso à ciência, à tecnologia, à cultura e ao trabalho (Parecer CNE/CEB no 5/201152; ênfases adicionadas). 71 mero rito de passagem da infância à maturidade. Ao contrário, defendem ser fundamental reconhecer 52 BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Parecer no 5, de 4 de maio de 2011. Diretrizes CurricularesNacionais para o Ensino Médio. Diário Oficial da União, Brasília, 24 de janeiro de 2012, Seção 1, p. 10. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index php?option=com_docman&view=download&alias=8016-pceb005-11&Itemid=30192>. Acesso em:27 fev. 2018. Adotar essa noção ampliada e plural de juventudes significa, por tanto, entender as culturas juvenis em sua singularidade. Significa não apenas compreendê-las como diversas e dinâmicas, como também reconhecer os jovens como participantes ativos das sociedades nas quais estão inseridos, sociedades essas também tão dinâmicas e diversas. Considerar que há muitas juventudes implica organizar uma escola que acolha as diversidades, promovendo, de modo intencional e permanente, o respeito à pessoa humana e aos seus direitos. E mais, que garanta aos estudantes ser protagonistas de seu próprio processo de escolarização, reconhecendo-os como interlocutores legítimos sobre currículo, ensino e aprendizagem. Significa, nesse sentido, assegura-lhes uma formação que, em sintonia com seus percursos e histórias, permita-lhes definir seu projeto de vida, tanto no que diz respeito ao estudo e ao trabalho como também no que concerne às escolhas de estilos de vida saudáveis, sustentáveis e éticos. Para formar esses jovens como sujeitos críticos, criativos, autônomos e responsáveis, cabe às escolas de Ensino Médio proporcionar experiências e processos que lhes garantam as aprendizagens necessárias para a leitura da realidade, o enfrentamento dos novos desafios da contemporaneidade (sociais, econômicos e ambientais) e a tomada de decisões éticas e fundamentadas. O mundo deve lhes ser apresentado como campo aberto para investigação e intervenção quanto a seus aspectos políticos, sociais, produtivos, a juventude como condição sócio-histórico-cultural de uma categoria de sujeitos que necessita ser considerada em suas múltiplas dimensões, com especificidades próprias que não estão restritas às dimensões biológica e etária, mas que se encontram articuladas com uma multiplicidade de atravessamentos sociais e culturais, produzindo múltiplas culturas juvenis ou muitas juventudes (Parecer CNE/CEB no 5/2011; ênfase adicionada). 72 ambientais e culturais, de modo que se sintam estimulados a equacionar e resolver questões legadas pelas gerações anteriores – e que se refletem nos contextos atuais –, abrindo-se criativamente para o novo. O Plano Nacional de Educação (PNE) é uma lei brasileira sancionada em 26 de junho de 2014, que estabelece diretrizes e metas para o desenvolvimento nacional, estadual e municipal da educação. O PNE vincula medidas aos entes federados, os encarregando da tomada de iniciativas a fim do cumprimento das metas estabelecidas. Instituído pela Lei no 13.005/2014, o PNE atualmente definiu 10 diretrizes e 20 metas a serem cumpridas, que servem para guiar a educação brasileira no decênio 2014/2024. Essa lei também reitera o princípio de cooperação federativa da política educacional, presente na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e estabelece que “a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios atuarão em regime de colaboração, visando ao alcance das metas e à implementação das estratégias objeto deste Plano” e “caberá aos gestores federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal a adoção das medidas governamentais necessárias ao alcance das metas previstas deste PNE.” Para que esse regime de colaboração seja efetivado no que se refere ao acompanhamento das metas, a Lei prevê a criação da Instância Permanente de Negociação e Cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios (§ 5o do Art. 7o da Lei 13.005/2014), instituída pela Portaria MEC no 1.716 de 03 de outubro de 2019, essa instância objetiva contribuir para a implementação das diretrizes e cumprimento das metas definida no PNE e apoiar os 68 mecanismos articuladores entre os sistemas de ensino, através do desenvolvimento de ações conjuntas. Dada pela Portaria MEC no 2010 de 20 de novembro de 2019, a Instância permanente contempla as os entes federados de forma paritária considerando também a representatividade regional. Mais especificamente, a execução e monitoramento contínuo deste plano devem ser realizados pelo Ministério da Educação (MEC); Comissão de educação da câmara dos deputados e Comissão de educação, cultural, esporte do Senado Federal; Conselho Nacional de Educação (CNE); Fórum Nacional de educação. Além da execução e monitoramento, compete também as 73 essas instâncias a divulgação dos resultados na internet, a análise e proposição de políticas públicas para assegurar a implementação das estratégias e cumprimento das metas, a análises e proposição de revisão do percentual de investimento público em educação. Diretrizes do PNE 1 – Erradicação do analfabetismo; 2 – Universalização do atendimento escolar; 3 – Superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da justiça social, da equidade e da não discriminação; 4 – Melhoria da qualidade da educação; 5 – Formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; 6 – Promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; 7 – Promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do país; 8– Estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; 9 – Valorização dos profissionais da educação; 10 – Promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental Meta 4 – Educação Inclusiva: Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados. Meta 1 – Educação Infantil: Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE Meta 2 – Ensino Fundamental: Universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE. Meta 3 – Ensino Médio: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por cento). 74 Meta 19- Valorização docente - Valorizar profissionais com escolaridade equivalente (até 6o ano do pne). 1Meta - Ed. Infantil - Universalizar 4-5 anos (2016); - 50% 3 anos Meta 8- Escolaridade média- Mínimo 12 anos de estudo (18-29 anos); - População campo (25% negros/não negros). Meta 2- Ens. Fundamental - Universalizar 6-14 anos; - 95%concluinte na idade certa. Meta 3- Ens. Médio - Universalizar 15- 17anos (2016); - Elevar taxa líquida 95%. Meta 4- Ed. Especial - Universalizar 4- 17anos (TGD);- Inclusão (altas HABILIDADES SUPERDOTAÇÃO ). Meta 5- Alfabetização - Alfabetizar até o fim do 3o ano (todos).Meta 7- Qualidade Educação Básica - Aumentar todas as etapas/ modalidades; - IDEB (anos i: 60; anos f: 5,5, EM: 5,2). Meta 6- Ed. Integral - Tempo integral (50% escolas públicas); - Ed. básica (25%). Meta 15- Formação docente - Política nacional em favor da formação de todos os professores em nível superior. Meta 9- Jovens e adultos - Elevar taxa de alfabetização; - 15 anos ou + em 2015 (93,5%). Meta 18- Plano de carreira - Assegurar 2 anos. Meta 17- Valorização docente – Valorizar profissionais com escolaridade equivalente (até 6º ano do PNE). Meta 16- Formação continuada – Formar professores da ed. Básica até o último ano do PNE (50%). Meta 14- Pós- graduação - Elevação de matrículas anualmente; - 60 mil mestres; - 25 mil doutores. Meta 13-Docência Ed. Superior - Elevação no de mestres e doutores (75%); - 35% doutores. Meta 12-Ed. Superior – Elevação bruta(50%); - Líquida (33%); - de 18 a 24 anos; - 40% seg. público. Meta 11-Ensino Técnico - Oferta mínima de matrícula (50%);- Triplicar matrículas. Meta 10- EJA - Oferta mínima de matrícula (25%); - EF/ Médio + ed. profissional. 10 Diretrizes - Erradicar Analfabetismo;- Universalização; - Justiça social; - Melhoria da qualidade;- Trabalho e cidadania;- Gestão democrática;- Ciência, cultura e tecnologia; - Meta de recursos públicos; - Profissionais da educação; Promoção do respeito. ESTABELECE DIRETRIZES E METAS PARA O DESENVOLVIMENTO NACIONAL, ESTADUAL E MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO. 75 CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. Parágrafo único. Esta Lei tem como base a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, ratificados pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo no 186, de 9 de julho de 2008 , em conformidade com o procedimento previsto no § 3o do art. 5o da Constituição da República Federativa do Brasil , em vigor para o Brasil, no plano jurídico externo, desde 31 de agosto de 2008, e promulgados pelo Decreto no 6.949, de 25 de agosto de 2009 , data de início de sua vigência no plano interno. Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. § 1º A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará: (Vigência) I - os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo II - os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais; III - a limitação no desempenho de atividades; e IV- a restrição de participação. § 2o O Poder Executivo criará instrumentos para avaliação da deficiência. (Vide Lei no 13.846, de 2019) (Vide Lei no 14.126, de 2021 76 Art. 3º Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se: I - acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida; II - desenho universal: concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva; III - tecnologia assistiva ou ajuda técnica: produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social; IV - barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em: a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo; b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos e privados; c) barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes; d) barreiras nas comunicações e na informação: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação; e) barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas; f) barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às tecnologias; 77 X - residências inclusivas: unidades de oferta do Serviço de Acolhimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas) localizadas em áreas residenciais da comunidade, com estruturas adequadas, que possam contar com apoio psicossocial para o atendimento das necessidades da pessoa acolhida, destinadas a jovens e adultos com deficiência, em V - comunicação: forma de interação dos cidadãos que abrange, entre outras opções, as línguas, inclusive a Língua Brasileira de Sinais (Libras), a visualização de textos, o Braille, o sistema de sinalização ou de comunicação tátil, os caracteres ampliados, os dispositivos multimídia, assim como a linguagem simples, escrita e oral, os sistemas auditivos e os meios de voz digitalizados e os modos, meios e formatos aumentativos e alternativos de comunicação, incluindo as tecnologias da informação e das comunicações; VI - adaptações razoáveis: adaptações, modificações e ajustes necessários e adequados que não acarretem ônus desproporcional e indevido, quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar que a pessoa com deficiência possa gozar ou exercer, em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas, todos os direitos e liberdades fundamentais; VII - elemento de urbanização: quaisquer componentes de obras de urbanização, tais como os referentes a pavimentação, saneamento, encanamento para esgotos, distribuição de energia elétrica e de gás, iluminação pública, serviços de comunicação, abastecimento e distribuição de água, paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento urbanístico; VIII - mobiliário urbano: conjunto de objetos existentes nas vias e nos espaços públicos, superpostos ou adicionados aos elementos de urbanização ou de edificação, de forma que sua modificação ou seu traslado não provoque alterações substanciais nesses elementos, tais como semáforos, postes de sinalização e similares, terminais e pontos de acesso coletivo às telecomunicações, fontes de água, lixeiras, toldos, marquises, bancos, quiosques e quaisquer outros de natureza análoga; IX - pessoa com mobilidade reduzida: aquela quetenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentação, permanente ou temporária, gerando redução efetiva da mobilidade, da flexibilidade, da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso, gestante, lactante, pessoa com criança de colo e obeso; 78 situação de dependência, que não dispõem de condições de autossustentabilidade e com vínculos familiares fragilizados ou rompidos; XI - moradia para a vida independente da pessoa com deficiência: moradia com estruturas adequadas capazes de proporcionar serviços de apoio coletivos e individualizados que respeitem e ampliem o grau de autonomia de jovens e adultos com deficiência; XII - atendente pessoal: pessoa, membro ou não da família, que, com ou sem remuneração, assiste ou presta cuidados básicos e essenciais à pessoa com deficiência no exercício de suas atividades diárias, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas; XIII - profissional de apoio escolar: pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas; XIV - acompanhante: aquele que acompanha a pessoa com deficiência, podendo ou não desempenhar as funções de atendente pessoal. Art. 8º É dever do Estado, da sociedade e da família assegurar à pessoa com deficiência, com prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à sexualidade, à paternidade e à maternidade, à alimentação, à habitação, à educação, à profissionalização, ao trabalho, à previdência social, à habilitação e à reabilitação, ao transporte, à acessibilidade, à cultura, ao desporto, ao turismo, ao lazer, à informação, à comunicação, aos avanços científicos e tecnológicos, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária, entre outros decorrentes da Constituição Federal, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo e das leis e de outras normas que garantam seu bem- estar pessoal, social e econômico. 79 Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem. Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação. Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: I - sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida; II - aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, por meio da oferta de serviços e de recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam a inclusão plena; III - projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado, assim como os demais serviços e adaptações razoáveis, para atender às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista e o exercício de sua autonomia; 80 01 Ano: 2021 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de João Pessoa - PB Prova: INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Assistente Social em SaúdeDe acordo com o artigo 3° da lei n°. 13.146/2015, Estatuto da pessoa com deficiência, as barreiras atitudinais são A) atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas. B) as barreiras que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às tecnologias. C) qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação. D )as barreiras existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo. E as barreiras existentes nos sistemas e meios de transportes. 02 Ano: 2021 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Laranjal Paulista - SP Prova: Avança SP - 2021 - Prefeitura de Laranjal Paulista - SP - Agente Fiscal de Posturas A Lei n. 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) traz alguns direitos e deveres das pessoas e da sociedade como um todo. Sobre o tema, julgue os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta: I – Toda pessoas com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação. II – A deficiência só afeta a plena capacidade civil para o casamento. III – É dever de todos comunicar à autoridade competente qualquer forma de ameaça ou de violação aos direitos da pessoa com deficiência. A Apenas o item I é verdadeiro. B Apenas o item II é verdadeiro. C Apenas o item III é verdadeiro. D Apenas os itens I e III são verdadeiros. E Nenhum dos itens é verdadeiro. 03 Ano: 2021 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de São José - SC Prova: FEPESE - 2021 - Prefeitura de São José - SC - Professor de Educação Especial (AEE) - Itinerante O Capítulo IV da Lei n° 13.146/ 2015 dispõe sobre o direito à educação e em seu artigo 28 incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: A oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas. SIMULADO : ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIENCIA 81 B sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como a manutenção dos centros de convivência para o apoio aqueles que não obtiveram êxito na escolarização formal. C acesso à educação básica e à educação especial profissionalizante em igualdade de oportunidades e condições com as demais pessoas no mercado de trabalho. D articulação intersetorial na implementação de políticas públicas para a garantia do direito da família ao ensino em escolas inclusivas ou em centros especializados. E participação dos estudantes com deficiência e de suas famílias nas instâncias de atuação da educação especial inclusiva. 04 Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Piracicaba - SP Prova: VUNESP - 2020 - Prefeitura de Piracicaba - SP - Professor - Educação Infantil De acordo com o artigo 28 da Lei n° 13.146/2015, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, incumbe ao poder público, entre outras ações, assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: A) formação continuada de professores, em educação especial, através de cursos gratuitos de pós- graduação sobre as diferentes deficiências. B) projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional apartado para deficientes, promovendo a sua anomia. C)oferta de educação bilíngue para surdos, em Sistema Braille, como primeira língua, e língua portuguesa como segunda língua. D) inclusão obrigatória de temas relacionados à pessoa com deficiência em conteúdos curriculares de cursos de nível fundamental e médio. E) acesso da pessoa com deficiência, em igualdade decondições, a jogos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema escolar. 05 Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Morro Agudo - SP Prova: VUNESP - 2020 - Prefeitura de Morro Agudo - SP - Professor de Educação EspecialA Lei n° 13.146/2015 reconhece a “concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva”, como sendo a definição de A dosvox. B desenho universal. C ajuda técnica. D acessibilidade. E comunicação total. 06 Ano: 2021 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de São José - SC Prova: FEPESE - 2021 - Prefeitura de São José – SC - Professor de Educação Especial (AEE) - Itinerante A Lei Brasileira de Inclusão, Lei n° 13.146/ 2015, que no seu artigo 74 diz: “É garantido à pessoa com deficiência cesso a produtos, recursos, estratégias, práticas, processos, métodos e serviços de tecnologia assistiva que maximizem sua autonomia, mobilidade pessoal e qualidade de vida.” É(São) classificado(s) como recurso de tecnologia assistiva para a comunicação alternativa (CA): A Teclado expandido IntelliKeys. 82 B Virador de página por acionadores. C Aranha mola para fixação da caneta. D Vocalizadores de mensagens gravadas. E Pulseira de imã estabilizadora da mão. 07 Ano: 2021 Banca: CS-UFG Órgão: TJ-GO Prova: CS-UFG - 2021 - TJ-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária Leia as informações a seguir. A publicação da lei n. 13.146/2015 causou repercussão direta ao direito substantivo privado brasileiro. Em um caminho de superação da corpo normatividade, que vê corpos na legislação de maneira dicotômica, classificando entre capacidades, fortaleceu as discussões jurídicas acerca do anticapacitismo no nosso ordenamento jurídico a fim de garantir liberdade, igualdade e dignidade humana, como meio de horizontalização de direitos fundamentais. Neste contexto, desde a instituição da legislação, asseverase pelo uso adequado do termo referente aos sujeitos amparados pela legislação, que é: A portadora de necessidades especiais. B pessoa deficiente. C pessoa com deficiência. D portadora de deficiência. 08 Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: EBSERH Prova: VUNESP - 2020 - EBSERH - Assistente Social Promover a inclusão social e a cidadania da pessoa com deficiência é o que visa a Lei n° 13.146/2015. Ao tratar do direito à vida, determina o artigo 10 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, como competência do poder público, garantir a dignidade dessas pessoas ao longo de toda a vida. O parágrafo único desse artigo prevê que, em situações de risco, emergência ou estado de calamidade pública, deve o poder público adotar medidas para proteção e segurança da pessoa com deficiência, que será considerada A incapaz. B vulnerável. C útil. D valorizada. E privilegiada. 09 Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Morro Agudo - SP Prova: VUNESP - 2020 - Prefeitura de Morro Agudo – SP Considere o disposto na Lei n° 13.146/2015 quanto aos tipos de barreiras (1; 2; 3; 4) e os relacione aos seus significados (a; b; c; d), assinalando a alternativa correta. 1. Barreiras urbanísticas; 2. Barreiras atitudinais; 83 3. Barreiras arquitetônicas; 4. Barreiras nas comunicações. a. As que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas; b. São as existentes nos edifícios públicos e privados; c. São as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo; d. As que dificultem ou impossibilitem a expressão ou o recebimento de mensagens e de informações por intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação. A 1-b; 2-a; 3-c; 4-d. B 1-b; 2-d; 3-c; 4-a. C 1-c; 2-a; 3-b; 4-d. D 1-d; 2-b; 3-a; 4-c. E 1-a; 2-c; 3-d; 4-b. 10 Ano: 2022 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) -----Em 6 de julho de 2015 foi instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Em seu capítulo IV é tratado o direito à educação, como: “Art. 27 - A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurado sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.” BRASIL. Lei n° 13.146/2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF, 2015. Com relação aos processos seletivos para ingresso e permanência nos cursos oferecidos pelas instituições de ensino superior e de educação profissional e tecnológica, públicas e privadas, não deve ser adotada a seguinte medida: A )Atendimento preferencial à pessoa com deficiência nas dependências das Instituições de Ensino Superior (IES) e nos serviços prestados. B )Disponibilização de recursos de acessibilidade e de tecnologia assistiva adequados, previamente solicitados e escolhidos pelo candidato com deficiência. C) Dilação de tempo, conforme demanda apresentada pelo candidato com deficiência, tanto na realização de exame para seleção quanto nas atividades acadêmicas, mediante prévia solicitação e comprovação da necessidade. 84 D) Adoção de critérios de avaliação das provas escritas, discursivas ou de redação que considerem a singularidade linguística da pessoa com deficiência, no domínio da modalidade escrita da língua portuguesa. E) Tradução completa do edital e de suas retificações em Libras e Braile. 11 Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: SEE-AC Prova: IBADE - 2020 - SEE-AC - Assistente Educacional De acordo com a Lei da Inclusão, no Art. 2, § 1o a avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar que considerará: A) as barreiras atitudinais que são as atitudes ou comportamentos que impedem ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas. B) o acompanhante que é aquele que acompanha a pessoa com deficiência, podendo ou não desempenhar as funções de atendente pessoal. C) os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo; os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais; a limitação no desempenho de atividades e a restrição de participação. D )o desenho universal na concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva. E) as barreiras tecnológicas que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às tecnologias. 12 Ano: 2021 Banca: IBGP Órgão: Prefeitura de Dores do Indaiá - MG Provas: IBGP - 2021 - Prefeitura de Dores do Indaiá - MG - Professor PEB I De acordo com a Lei Federal no 13.146, de 06 de julho de 2015, avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará: I- Os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo. II- Os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais. III- A limitação no desempenho de atividades. Estão CORRETAS as afirmativas: A I e II apenas. B II e III apenas. C I e III apenas. D I, II e III. 85 13 Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Cananéia - SP Prova: VUNESP - 2020 - Prefeitura de Cananéia - SP - Professor - Educação Especial No início do ano letivo, uma família recém-chegada ao município procurou a rede de ensino para matricular sua filha de 6 anos, que tem surdez. A criança não frequentou a educação infantil e a família tem muitas dúvidas sobre o processo educacionalda filha. De acordo com a LBI (2015), o município deverá ofertar A) educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas. B) escola especial para surdos com ensino da Libras como primeira língua e a língua portuguesa associada aos sinais para contextos de leitura e escrita. C) escola comum inclusiva com interprete de Libras da educação infantil ao ensino médio, sendo a língua portuguesa como primeira língua. D) instrutor e intérprete de Libras para a Libras como primeira língua e professores de português para o ensino da segunda língua na modalidade escrita. E) professores especialistas e profissionais de apoio para o ensino da língua portuguesa como primeira língua e a língua de sinais como meio de comunicação. 14 Ano: 2021 Banca: PS Concursos Órgão: Prefeitura de São João do Sul - SC Prova: PS Concursos - 2021 - Prefeitura de São Segundo a Lei 13.146/2015, classifique os itens abaixo como verdadeiros (V) ou falsos (F): Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: ( ) Sistema educacional inclusivo apenas nos níveis fundamentais e médio e suas respectivas modalidades. ( ) Aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir condições de acesso, permanência, participação e ( ) aprendizagem, por meio da oferta de serviços e de recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam a inclusão plena. ( ) Oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas. ( ) Formação e disponibilização de professores para o atendimento educacional especializado, de tradutores e intérpretes da Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio. ( ) Acessibilidade para todos os estudantes, trabalhadores da educação e demais integrantes da comunidade escolar às edificações, aos ambientes e às atividades concernentes a todas as modalidades, etapas e níveis de ensino. Assinale a sequência CORRETA: 86 A V, V, F, V, F B F, V, F, V, F C F, V, V, V, V D V, F, V, V, F E F, F, V, V, F 15 : 2020 Banca: AMEOSC Órgão: Prefeitura de Itapiranga - SC Provas: AMEOSC - 2020 - Prefeitura de Itapiranga - SC - Professor de Geografia A Lei no 13.146/15 prevê que a educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem. Nos termos da referida Lei, nos processos seletivos para ingresso e permanência nos cursos oferecidos pelas instituições de ensino superior e de educação profissional e tecnológica, públicas e privadas, devem ser adotadas diversas medidas. Assinale a única alternativa que não corresponde a uma dessas medidas: A) Disponibilização de formulário de inscrição de exames com campos específicos para que o candidato com deficiência informe os recursos de acessibilidade e de tecnologia assistiva necessários para sua participação. B) Dilação de tempo, conforme demanda apresentada pelo candidato com deficiência, tanto na realização de exame para seleção quanto nas atividades acadêmicas, mediante prévia solicitação e comprovação da necessidade. C) Disponibilização de provas em formatos acessíveis que não atendam às necessidades específicas do candidato com deficiência. D) Tradução completa do edital e de suas retificações em Libras. 16 Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: SEE-AC Prova: IBADE - 2020 - SEE-AC - Professor Brailista P2 Segundo o Estatuto da Pessoa com Deficiência, no Capítulo IV do Direito a Educação, em seu Art. 28, incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar o/a: A )sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o aprendizado na infância e adolescência. B) oferta de educação bilíngue, sendo a língua portuguesa como primeira língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas. C )acesso da pessoa com deficiência a jogos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema escolar, específico para pessoa com deficiência. 87 D) participação dos estudantes com deficiência e de suas famílias nas diversas instâncias de atuação da comunidade escolar. E )formação e disponibilização de professores para o atendimento educacional especializado, apenas no nível superior de ensino. 17 Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Sorocaba - SP Provas: VUNESP - 2020 - Prefeitura de Sorocaba - SP - Professor de Matemática Ainda com referência à Lei no 13.146/2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), o Art. 27 dispõe que “A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e A) faixa etária”. B) aspirações pessoais”. C) expectativas familiares”. D) possibilidades econômicas”. E) necessidades de aprendizagem”. 18. Segundo a Lei Federal 13.146/2015, é a pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas. Estamos falando: ( ) a) do acompanhante. ( ) b) da tecnologia assistiva ou ajuda técnica. ( ) c) do elemento de urbanização. ( ) d) do desenho universal. ( ) e) do profissional de apoio escolar. 19 .Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor obre a Lei Federal que instaura o Estatuto da Pessoa com Deficiência, pode-se dizer que definiu: A) o conceito de deficiência como aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, 88 pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. B) o conceito de deficiência como a redução ou falta de capacidade de realizar uma atividade num padrão considerado normal para o ser humano, em decorrência de uma deficiência. C) o conceito de deficiência como a repercussão imediata da doença sobre o corpo, impondo uma alteração estrutural ou funcional ao nível tecidual ou orgânico. 20. A Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva/2008, propõe, EXCETO: A) Que no contexto escolar, todos aprendem a viver coletivamente, a repartir tarefas e dividir responsabilidades, pois a valorização da diversidade de talentos humanos é um exercício que desenvolve as ações dos alunos e que resulta do trabalho em grupos heterogêneos. B) Que a escola contemple todos os alunos, mesmo aqueles com severas limitações, que não conseguem aprender os conteúdos escolares, mas que se beneficiem da convivência com os outros alunos. Por conseguinte, os alunos, nestas condições, podem receber, como complemento, o Atendimento Educacional Especializado. C) A mudança de valores, atitudes e práticas educacionais para atender a todos os estudantes, sem nenhum tipo de discriminação, assegurando-lhes uma educação de qualidade. D) Que a intencionalidade da educação seja voltada diretamente para a preparação dosindivíduos para o desempenho de funções específicas: mão de obra qualificada para o mercado de trabalho, ou seja, funções atreladas ao desenvolvimento econômico do país. 89 QUESTÃO 1 RESPOSTA LETRA A . De acordo com o artigo 3° da lei n°. 13.146/2015, Estatuto da pessoa com deficiência, as barreiras atitudinais são atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência QUESTÃO 2 RESPOSTA LETRA D . I- Correto. Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação, de acordo com o art. 4o, caput do Estatuto. II- Incorreto. A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para casar-se e constituir união estável, conforme art. 6o, I do Estatuto. III- Correto. É dever de todos comunicar à autoridade competente qualquer forma de ameaça ou d violação aos direitos da pessoa com deficiência, conforme art. 7o, caput do referido diploma legaL. QUESTÃO 3 RESPOSTA LETRA . A n° 13.146/ 2015 dispõe sobre o direito à educação e em seu artigo 28 incumbe ao poderpúblico assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: A oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas. "Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar:(...) IV - oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas; (...)" QUESTÃO 4 RESPOSTA LETRA E . o artigo 28 da Lei n° 13.146/2015, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, incumbe ao poder público, entre outras ações, assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: E acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de condições, a jogos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema escolar. O item XV do Art. 28 estabelece que incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar o acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de condições, a jogos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema escolar. QUESTÃO 5 RESPOSTA LETRA D . Desenho universal: PAPS,Produtos,Ambientes,Programas,Serviços. QUESTÃO 6 RESPOSTA LETRA D . Vocalizadores de mensagens gravadas é um recurso de gravação e reprodução sonora que ajuda acomunicação das pessoas, garantindo eficiência na função comunicativa. SIMULADO COMENTADO DAS QUESTÕES ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIENCIA. 90 QUESTÃO RESPOSTA LETRA C . Pessoal com deficiência QUESTÃO 8 RESPOSTA LETRA B . O parágrafo único desse artigo prevê que, em situações de risco, emergência ou estado de calamidade pública, deve o poder público adotar medidas para proteção e segurança da pessoa com deficiência, que será considerada VULMERAVEL QUESTÃO 9 RESPOSTA LETRA C . QUESTÃO 10 RESPOSTA LETRA E. Não apresenta retificações em braile QUESTÃO 11 RESPOSTA LETRA C . E, portanto, gabarito da questão. Os critérios que a avaliação da deficiência considera são: os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo; os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais; a limitação no desempenho de atividades e a restrição de participação. Inteligência do art. 2o, § 1o, do Estatuto da Deficiência, que preceitua: § 1o A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará: I - os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo; II - os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais; III - a limitação no desempenho de atividades; e IV - a restrição de participação. A criança não frequentou a educação infantil e a família tem muitas dúvidas sobre o processo educacional da filha. De acordo com a LBI (2015), o município deverá ofertar QUESTÃO 12 RESPOSTA LETRA D . QUESTÃO 13 RESPOSTA LETRA A . A educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas. A assertiva está de acordo com disposto no art. 28, inciso IV do Estatuto da Pessoa com Deficiência. QUESTÃO 14 RESPOSTA LETRA C . QUESTÃO 15 RESPOSTA LETRA C . FVVVV Consoante ao disposto no art. 28, inciso I do Estatuto da Pessoa com Deficiência, sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida. Disponibilização de provas em formatos acessíveis que não atendam às necessidades específicas do candidato com deficiência. Errado e, portanto, gabarito da questão. A disponibilização 91 de provas em formatos acessíveis devem atender às necessidades específicas docandidato com deficiência. Inteligência do art. 30, III, do Estatuto em estudo: Art. 30. Nos processos seletivos para ingresso e permanência nos cursos oferecidos pelas instituições de ensino superior e de educação profissional e tecnológica, públicas e privadas, devem ser adotadas as seguintes medidas: III - disponibilização de provas em formatos acessíveis para atendimento às necessidades específicas do candidato com deficiência;. QUESTÃO 16 RESPOSTA LETRA D . Participação dos estudantes com deficiência e de suasfamílias nas diversasinstâncias de atuação da comunidade escolar. Correto e, portanto, gabarito da questão - para a banca. Inteligência do art. 28, VIII, do Estatuto da Pessoa com Deficiência: Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: VIII - participação dos estudantes com deficiência e de suas famílias nas diversas instâncias de atuação da comunidade escolar; QUESTÃO 17 RESPOSTA LETRA E . necessidades de aprendizagem”.o Art. 27 dispõe que “A educação constitui direito da pessoa com deficiência, asseguradossistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interessese QUESTÃO 18 RESPOSTA LETRA E . QUESTÃO 19 RESPOSTA LETRA .B o conceito de deficiência como a redução ou falta de capacidade de realizar uma atividade num padrão considerado normal para o ser humano, em decorrência de uma deficiência QUESTÃO 20 RESPOSTA LETRA D Exceto Que a intencionalidade da educação seja voltada diretamente para a preparação dos indivíduos para o desempenho de funções específicas: mão de obra qualificada para o mercado de trabalho, ou seja, funções atreladas ao desenvolvimento econômico do em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas. 92 EDUCAÇÃO BILINGUE DE SURDOS É A MODALIDADE DE EDUCAÇÃO ESCOLAR § 1o Haverá, quando necessário, serviços de apoio educacional especializado, como o atendimento educacional especializado bilíngue, para atender às especificidades linguísticas dos estudantes surdos. § 2o A oferta de educação bilíngue de surdos terá início ao zero ano, na educação infantil, e se estenderá ao longo da vida. § 3o O disposto no caput deste artigo será efetivado sem prejuízo das prerrogativas de matrícula em escolas e classes regulares, de acordo com o que decidir o estudante ou, no que couber, seus pais ou responsáveis, e das garantias previstas naLei no 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), que incluem, para os surdos oralizados, o acesso a tecnologias assistivas. Art. 60-B. Além do disposto no art. 59 desta Lei, os sistemas de ensino assegurarão aos educandos surdos, surdo-cegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas materiais didáticos e professores bilíngues com formação e especialização adequadas, em nível superior. BLOCO : 2 CONHECIMENTO SOBRE EDUCAÇÃO ESPECIAL E BILINGUE DOS SURDOS A EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE SURDOS LIBRAS PRIMEIRA LÍNGUA PORTUGUÊS ESCRITO SEGUNDA LÍNGUA HAVERÁ, QUANDO NECESSÁRIO, SERVIÇOS DE APOIO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO, SISTEMAS DE ENSINO ASSEGURARÃO AOS EDUCANDOS SURDOS, SURDO-CEGOS. 93 MATERIAIS DIDÁTICOS E PROFESSORES BILÍNGUES COM FORMAÇÃO E ESPECIALIZAÇÃO ADEQUADAS, EM NÍVEL SUPERIOR Parágrafo único. Nos processos de contratação e de avaliação periódica dos professores a que serefere o caput deste artigo serão ouvidas as entidades representativas das pessoas surdas .”Art. 3º A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 78-A e 79-C: “Art. 78-A. Os sistemas de ensino, em regime de colaboração, desenvolverão programas integrados de ensino e pesquisa, para oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos estudantes surdos, surdo-cegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas, com os seguintes objetivos: I - proporcionar aos surdos a recuperação de suas memórias históricas, a reafirmação de suas identidades e especificidades e a valorização de sua língua e cultura;II - garantir aos surdos o acesso às informações e conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades surdas e não surdas.” “Art. 79-C. A União apoiará técnica e financeiramente os sistemas de ensino no provimento da educação bilíngue e intercultural às comunidades surdas, com desenvolvimento de programas integrados de ensino e pesquisa. § 1º Os programas serão planejados com participação das comunidades surdas, de instituições de ensino superior e de entidades representativas das pessoas surdas. § 2º Os programas a que se refere este artigo, incluídos no Plano Nacional de Educação, terão os seguintes objetivos: I - fortalecer as práticas socioculturais dos surdos e a Língua Brasileira de Sinais; II - manter programas de formação de pessoal especializado, destinados à educação bilíngüe escolar dos surdos, surdo-cegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades o superdotação ou com outras deficiências associadas; III - desenvolver currículos, métodos, formação e programas específicos, neles incluídos os conteúdos culturais correspondentes aos surdos; IV - elaborar e publicar sistematicamente material didático bilíngue, específico e diferenciado. UNIÃO APOIARÁ TÉCNICA E FINANCEIRAMENTE OS SISTEMAS DE ENSINO PROVIMENTO DA EDUCAÇÃO BILÍNGUE E INTERCULTURAL ÀS COMUNIDADES SURDAS. 94 § 3º Na educação superior, sem prejuízo de outras ações, o atendimento aos estudantes surdos, surdo-cegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas efetivar-se-á mediante a oferta de ensino bilíngue e de assistência estudantil, assim como de estímulo à pesquisa e desenvolvimento de programas especiais.” Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação 1. O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO – AEE Uma das inovações trazidas pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) é o Atendimento Educacional Especializado - AEE, um serviço da educação especial que "[...] identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas" (SEESP/MEC, 2008). O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno, visando a sua autonomia na escola e fora dela, constituindo oferta obrigatória pelos sistemas de ensino. É realizado, de preferência, nas escolas comuns, em um espaço físico denominado Sala de Recursos Multifuncionais. Portanto, é parte integrante do projeto político pedagógico da escola. São atendidos, nas Salas de Recursos Multifuncionais, alunos público-alvo da educação especial, conforme estabelecido na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e no Decreto N.6.571/2008. l Alunos com deficiência: aqueles [...] que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas (ONU, 2006). AEE- ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO , OU AEE É O CONJUNTO DE ATIVIDADES , RECURSOS DE ACESSIBILIDADE E PEDAGÓGICOS ORGANIZADOS INSTITUCIONALMENTE , PRESTADO DAS SEGUINTES FORMA. COMPLEMENTAR Á FORMAÇÃO DOS ESTUDANTES COM DEFICIENCIA TRANSTORNO GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO , COM APOIO PERMANENTE E LIMITADO NO TEMPO E NA FREQUENCIA DOS ESTUDANTES Á SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS COMPLEMENTA R ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO SUPLEMENTAR ALTAS HABILIDADES OU SUPERDOTAÇÃO 95 l Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam al- terações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. (MEC/SEESP, 2008). l Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade, envolvimen- to na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse (MEC/SEESP, 2008). NUNCA É SUBSTITUTIVO AO ENSINO REGULAR , SENDO OFERECIDO DE MANEIRA COMPLEMENTAR OU SUPLEMENTAR. A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA INCLUSÃO ESCOLAR - A ESCOLA COMUM INCLUSIVA 17 Marcos Seesp-Mec Fasciculo I.qxd 28/10/2010 10:31 Page 17 A matrícula no AEE é condicionada à matrícula no ensino regular. Esse atendimento pode ser oferecido em Centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou privada, sem fins lucrativos. Tais centros, contudo, devem estar de acordo com as orientações da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) e com as Diretrizes Operacionais da Educação Especial para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica (MEC/SEESP, 2009). Na perspectiva da educação inclusiva, o processo de reorientação de escolas especial e centros especializados requer a construção de uma proposta pedagógica que institua nestes espaços, principalmente, serviços de apoio às escolas para a organização das salas de recursos multifuncionais e para a formação continuada dos professores do AEE. AS SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS SÃO: AMBIENTES DOTADOS DE EQUIPAMENTOS , MOBILIARIOS E MATERIAS DIDATICOS E PEDAGOGICOS PARA A OFERTA DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO. O ESTUDANTE DEVE FREQUENTAR O AEE NO CONTRATURNO DO HORARIO REGULAR. AEE 96 Modalidade da educação especial A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapase modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino regular. nas escolas comuns do ensino regular e ofertar o atendimento educacional especializado – AEE, promovendo o acesso e as condições para uma educação de qualidade. O atendimento educacional especializado – AEE tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras. Para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. Consideram-se serviços e recursos da educação especial àqueles que asseguram condições de acesso ao currículo por meio da promoção da acessibilidade aos materiais didáticos, aos espaços e equipamentos, aos sistemas de comunicação e informação e ao conjunto das atividades escolares. Para o atendimento às necessidades específicas relacionadas às altas habilidades/superdotação são desenvolvidas atividades de enriquecimento curricular nas escolas de ensino regular em articulação com as instituições de educação superior, profissional e tecnológica, de pesquisa, de artes, de esportes, entre outros. MODALIDADE EDUCAÇÃO BILINGUE DE SURDOS LEI No 14.191, DE 3 DE AGOSTO DE 2021 Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para dispor sobre A MODALIDADE DE EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE SURDOS. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o O art. 3o da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 3o .................................................................................................................. ............................................................................................................................... Os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, os com transtornos globais desenvolvimento e os com altas habilidades/superdotação 97 XIV - respeito à diversidade humana, linguística, cultural e identitária das pessoas surdas, surdo- cegas e com deficiência auditiva.” (Art. 2o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), passa a vigorar acrescida do seguinte Capítulo V-A “CAPÍTULO V-A ACESSIBILIDADE DO PLANO AEE. O atendimento educacional especializado - AEE tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. DA EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE SURDOS Art. 60-A. Entende-se por educação bilíngue de surdos, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida em Língua Brasileira de Sinais (Libras), como primeira língua, e em português escrito, como segunda língua, em escolas bilíngues de surdos, classes bilíngues de surdos, escolas comuns ou em polos de educação bilíngue de surdos, para educandos surdos, surdo-cegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas, optantes pela modalidade de educação bilíngue de surdos. A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino regular. Os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, os com transtornos globais do desenvolvimento e os com altas habilidades/superdotação nas escolas comuns do ensino regular e ofertar o atendimento educacional especializado – AEE, promovendo o acesso e as condições para uma educação de qualidade. 98 AEE DO ALUNO COM DEFICIECIA AUDITIVA Perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz; AEE DO ALUNO COM DEFICIENCIA VISUA Cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores; AEE DO ALUNO COM DEFICIENCIA FISICA No Decreto na 3.298 de 1999 da legislação brasileira, encontramos o conceito de deficiência e de deficiência física, conforme segue: Art. 3...: - Para os efeitos deste Decreto, considera-se: I - Deficiência – toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano; Art. 4...: - Deficiência Física – alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o1) Uma das alternativas abaixo NÃO se refere à necessária articulação entre ensino comum e Atendimento Educacional Especializado (AEE). a) A elaboração conjunta de planos de trabalho na construção do Projeto Pedagógico, sendo a Educação Especial um tópico à parte da programação escolar, já que não é a regra entre os alunos. Deficiência Física eficiência Física No Decreto na 3.298 de 1999 da legislação brasileira, encontramos o conceito de deficiência e de deficiência física, conforme segue: Art. 3...: - Para os efeitos deste Decreto, considera-se: I - Deficiência – toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano; Art. 4...: - Deficiência Física – alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções. O comprometimento da função física poderá acontecer quando existe a falta de um membro (amputação), sua máformação ou deformação (alterações que acometem o sistema muscular e esquelético). Ainda encontraremos alterações funcionais motoras decorrentes de lesão do Sistema Nervoso e, nesses casos, observaremos principalmente a alteração do tônus muscular (hipertonia, hipotonia, atividades tônicas reflexas, movimentos involuntários e incoordenados). As terminologias “para, mono, tetra, tri e hemi”, diz respeito à determinação da parte do corpo envolvida, significando respectivamente, “somente os membros inferiores, somente um membro, os quatro membros, três membros ou um lado do corpo”. 99 01 - Deficiência física é: A) A cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica. B) A perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz. C) Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano,acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções. D) Nenhuma das alternativas anteriores é correta. 02 Banca: AMAUC De acordo com as limitações apresentadas pelo educando com deficiência física, o professor deverá realizar uma seleção de recursos e estratégias para que o educando possa acessar o conhecimento e interagir com o ambiente escolar. Sobre recursos e estratégias para o trabalho junto a educandos com deficiência física, assinale “V” para verdadeiro e “F” para falso. ( ) O uso da Comunicação Aumentativa e Alternativa auxilia o educando com dificuldades de fala e escrita. ( ) Os acionadores são exemplos de recursos para adequação postural utilizados com educandos com deficiência física. ( ) A estratégia de fixar uma folha com uma fita adesiva auxilia para a realização de desenho e pintura por parte de educandos com deficiência física que possui dificuldades na área motora fina. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: A) V – V – V B) V – F – V C) F – V – V D) F – F – V E) V – V – F 03 Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: TJ-DFT Prova: FGV - 2022 - TJ-DFT - Analista Judiciário – Psicologia Um bebê indígena recém-nascido com uma deficiência física foi resgatado após ter SIMULADO DAS QUESTÕES 100 sido abandonado em um matagal e foi acolhido em uma entidade após o atendimento médico. De acordo com a legislação vigente no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): A) apenas membros da mesma comunidade étnica poderão adotar o bebê; B) os representantes da Funai terão preferência na adoção do bebê índio; C) os direitos fundamentais reconhecidos pelo ECA não se aplicam a indígenas; D) o bebê poderá vir a ser adotado por pretendentes habilitados à adoção; E) o bebê permanecerá em acolhimento em respeito à sua identidade cultural. 04 Órgão: SEAD-AP “Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”.(Art. 2 da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, 2015.) Com base no conceito de “pessoa com deficiência” referido acima, leia as práticas descritas a seguir: 1. Providenciar rampas, banheiros adaptados, plataformas elevatórias, piso tátil, entre outros. 2. Implantar processos de diversificação curricular, flexibilização do tempo e formas de conceber a aprendizagem e a avaliação. Essas práticas atendem, respectivamente, aos seguintes tipos de acessibilidade: A) instrumental e atitudinal. B) arquitetônica e metodológica. C) pedagógica e programática. D) comunicacional e instrumental. E) física e tecnológica. 05 Banca: CESPE Texto associado Considerando a regulamentação da acessibilidade, julgue o item seguinte. Define- se deficiência física como a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano que acarreta o comprometimento da função física. Não se consideram deficiência física as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções laborais. Certo Errado 06 Em relação às pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (PNE), considere: 101 I. Deficiência física é a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob forma, entre outras, de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzem dificuldades para o desempenho de funções. II. Deficiente auditivo é o portador de perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500 Hz, 1.000 Hz, 2.000 Hz e 3.000 Hz ou de perda unilateral, parcial ou total, de cinqüenta decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 250 Hz, 500 Hz, 1.000 Hz e 2.000 Hz. III. Deficiente mental é o funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: comunicação, cuidado pessoal, habilidades sociais, utilização de recursos da comunidade, saúde ou segurança, habilidades acadêmicas, lazer e trabalho. A) está correto o que se afirma em I e III, apenas. B) está correto o que se afirma em I e II, apenas. C) está correto o que se afirma em II e III, apenas. D) está correto o que se afirma em II, apenas. E) está correto o que se afirma em I, II e III. 07) Banca: PUC-PR Segundo o Decreto no 3.298/1999, que regulamenta a Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispondo sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, é considerada pessoa portadora de deficiência. A) física, quem apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, podendo apresentar-se sob a forma de paraplegia. B) mental, quem apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função motora, podendo apresentar-se sob a forma de paralisia cerebral. C) física, quem apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, podendo apresentar-se sob a forma de amputação ou ausência de membro, mesmo que a deficiência não produza dificuldades para o desempenho de funções ou atividades a serem exercidas. D) permanente, aquela que sofreu uma redução acentuada da capacidade de integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais para que possa receber ou transmitir informações necessários para os eu bem-estar pessoal e ao desempenho de função ou atividade a ser exercida. 102 E) múltipla, aquela que apresenta, de forma simultânea, em um dos olhos cegueira (acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho) e no outro 08 Leia as afirmativas a seguir: I. A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema osteoarticular, o sistema muscular e o sistema nervoso. II. A escolha e definição dos conteúdos de ensino é unicamente tarefa do governo vigente. Marque a alternativa CORRETA: A As duas afirmativas são verdadeiras. B A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. C A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. D As duas afirmativas são falsas. 09 Leia as afirmativas a seguir: I. A paralisia cerebral não é uma doença, mas uma condição especial que frequentemente ocorre em crianças, antes, durante ou logo após o parto. II. A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema osteoarticular, o sistema muscular e o sistema nervoso. Marque a alternativa CORRETA: A) As duas afirmativas são verdadeiras. B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. C) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. D) As duas afirmativas são falsas. 10 Leia as afirmativas a seguir: I. O desenvolvimento psicomotor não está relacionado com a interação entre a criança e o meio ambiente através de gestos, movimentos e do contato físico. II. As ações de alfabetização e letramento devem proporcionara construção de leitura e da escrita através de atividades agradáveis, prazerosas e, ao mesmo tempo, desafiadoras. III. A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema osteoarticular, o sistema muscular e o sistema digestivo. Marque a alternativa CORRETA: 103 A) Nenhuma afirmativa está correta. B) Está correta a afirmativa I, apenas. C) Está correta a afirmativa II, apenas. D) Está correta a afirmativa III, apenas. E) Todas as afirmativas estão corretas. 11 Analise as afirmativas a seguir: I. A deficiência física em uma criança refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende, sempre, o sistema osteoarticular, o sistema muscular e o sistema digestivo, simultaneamente. II. Na criança com paralisia cerebral, pode-se perceber algumas dificuldades típicas como, por exemplo, as altas habilidades no desempenho motor ao falar, inclusive línguas estrangeiras, assim como a facilidade em adquirir e aprimorar movimentos finos, como a escrita e a pintura. III. O currículo deve ser adaptado às necessidades dos alunos e não o inverso. As escolas devem, portanto, oferecer oportunidades curriculares que se adaptem a alunos com diferentes interesses, potencialidades e capacidades. Marque a alternativa CORRETA: A) Nenhuma afirmativa está correta. B) Apenas uma afirmativa está correta. C) Apenas duas afirmativas estão corretas. D) Todas as afirmativas estão corretas. 12 Banca: IBADE Órgão: SEE-AC Falar sobre a evolução conceitual da deficiência e sua terminologia correta é um importante meio para evitar estigmas e preconceitos. Salienta-se que, usar termos técnicos corretamente é ir além da questão semântica. É válido escrever construtivamente, principalmente, sobre a inclusão social e a educação para cidadania, pois se trata também de uma questão de direitos humanos. Atualmente, o termo correto é: A) Pessoa anormal B) Pessoa com deficiência C) Pessoa com necessidades especiais D) Aleijado 104 E) Mongoloide 13 Banca: IADES A plasticidade cerebral pode ser definida como uma mudança adaptativa na estrutura e na função do sistema nervoso, que ocorre em qualquer fase da ontogenia, como função de interações com o meio ambiente interno e externo, ou ainda como resultado de lesões que afetam o ambiente neural. No que se refere à neuroplasticidade, julgue o item a seguir. Axônios em cérebro imaturo têm grande capacidade de crescimento e arborização dendrítica. Certo Errado 14 Banca: IADES A plasticidade cerebral pode ser definida como uma mudança adaptativa na estrutura e na função do sistema nervoso, que ocorre em qualquer fase da ontogenia, como função de interações com o meio ambiente interno e externo, ou ainda como resultado de lesões que afetam o ambiente neural. No que se refere à neuroplasticidade, julgue o item a seguir. Após lesão do nervo periférico, há proliferação de células de Schwann, produtoras de mielina. Certo Errado 15 Banca: IADES A plasticidade cerebral pode ser definida como uma mudança adaptativa na estrutura e na função do sistema nervoso, que ocorre em qualquer fase da ontogenia, como função de interações com o meio ambiente interno e externo, ou ainda como resultado de lesões que afetam o ambiente neural. No que se refere à neuroplasticidade, julgue o item a seguir. O organismo sofre modificações em sua estrutura física e funcional, incluindo seus padrões de desenvolvimento maturacional e ontogenético, mudando padrões de conexões de acordo com as várias influências, desde o nível de receptividade sensorial até as solicitações e os desafios adaptativos complexos. Certo Errado 105 16 Ano: 2017 Banca: COMPERVE A surdocegueira pode ser classificada em pré-simbólica e pós–simbólica. Enquadra-se no primeiro tipo a surdocegueira A) adquirida após a adolescência. B) ocorrida antes da estruturação da linguagem. C) ocorrida após a estruturação da linguagem. D) adquirida com perda gradual da visão. 17 Ano: 2017 Banca: COMPERVE Órgão: UFRN É fato que a surdocegueira caracteriza o comprometimento auditivo e visual. Todavia, guardadas as especificidades de cada uma dessas deficiências, entende-se que a surdocegueira A) não se classifica como deficiência única, embora não resulte da somatória de duas deficiências sensoriais – auditiva e visual. B) constitui-se como deficiência múltipla, pela somatória de duas deficiências sensoriais – auditiva e visual. C) não se classifica como deficiência múltipla, embora se constitua pela somatória de duas deficiências sensoriais – auditiva e visual. D) constitui-se como uma deficiência única e não a somatória de duas deficiências sensoriais – auditiva e visual. 18 Ano: 2016 Banca: FGV Renata é professora de uma turma do segundo ano do ensino fundamental. Dentre seus alunos, está Ana, uma criança com surdo-cegueira. As opções a seguir apresentam atividades que podem ser consideradas como recursos para a aprendizagem de alunos com surdo-cegueira e deficiências múltiplas, à exceção de uma. Assinale-a. A) Cabra-cega, para integração dos alunos. B) Objeto de referência pessoal da professora. C) Caixa de antecipação, com identificação dos seus objetos de referência. D) Calendários, como estratégia para orientação temporal. E) Objetos de referência das atividades. 19 Ano: 2019 Banca: Quadrix Assinale a alternativa correta com relação à fase pré-linguística da surdocegueira. 106 A) Ocorre na fase adulta. B) Ocorre após a aquisição da linguagem, seja oral ou por sinais. C) É adquirida a partir da perda total da visão. D) É adquirida com a perda gradual da audição. E) Ocorre antes da aquisição da linguagem. 20 Ano: 2017 Banca: COMPERVE Uma das mais conhecidas personagens com surdocegueira da história é Helen Keller, mulher estadunidense, nascida em 1880. Aos dezenove meses de vida, parou de responder a estímulos visuais e auditivos por ter contraído "febre cerebral". À época, o fato de ela ter conseguido se comunicar por sinais táteis, leitura labial tátil e Braille foi considerado um verdadeiro milagre. Além destas, hoje, são também consideradas formas de comunicação de pessoas surdocegas: A) Língua de Sinais a curta distância, encenação e gravuras. B) escrita na palma da mão, datilologia tátil e Tadoma. C) Língua de Sinais à distância, comunicação cromática e oralização. D) Código Morse, sinais de luz pulsada e Malossi. 107 01 - Deficiência física é: C) Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções. 02 De acordo com as limitações apresentadas pelo educando com deficiência física, o professor deverá realizar uma seleção de recursos e estratégias para que o educando possa acessar o conhecimento e interagir com o ambiente escolar. Sobre recursos e estratégias para o trabalho junto a educandos com deficiência física, assinale “V” para verdadeiro e “F” para falso. REPOSTA VERDADEIRA : O uso da Comunicação Aumentativa e Alternativa auxilia o educando com dificuldades de fala e escrita. RESPOSTA FALSA: Os acionadores são exemplos de recursos para adequação postural utilizados com educandos com deficiência física. RESPOSTA VERDADEIRA: A estratégia de fixar uma folha com uma fita adesiva auxilia para a realização de desenho e pintura por parte de educandos com deficiência física que possui dificuldadesna área motora fina. RESPOSTA CORRETA B) V – F – V 03 Um bebê indígena recém-nascido com uma deficiência física foi resgatado após ter sido abandonado em um matagal e foi acolhido em uma entidade após o atendimento médico. De acordo com a legislação vigente no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): D) o bebê poderá vir a ser adotado por pretendentes habilitados à adoção; 04 Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”.(Art. 2 da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, 2015.) Com base no conceito de “pessoa com deficiência” referido acima, leia as práticas descritas a seguir: 1. Providenciar rampas, banheiros adaptados, plataformas elevatórias, piso tátil, entre outros. 2. Implantar processos de diversificação curricular, flexibilização do tempo e formas de conceber a aprendizagem e a avaliação. Essas práticas atendem, respectivamente, aos seguintes tipos de acessibilidade: B) arquitetônica e metodológica. GABARITO COMENTADO DAS QUESTÕES 108 05 Considerando a regulamentação da acessibilidade, julgue o item seguinte. Define- se deficiência física como a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano que acarreta o comprometimento da função física. Não se consideram deficiência física as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções laborais.Certo 06 Em relação às pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (PNE), considere: I. Deficiência física é a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob forma, entre outras, de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzem dificuldades para o desempenho de funções. III. Deficiente mental é o funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: comunicação, cuidado pessoal, habilidades sociais, utilização de recursos da comunidade, saúde ou segurança, habilidades acadêmicas, lazer e trabalho. A) está correto o que se afirma em I e III, apenas. 07) Segundo o Decreto no 3.298/1999, que regulamenta a Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispondo sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, é considerada pessoa portadora de deficiência. A) física, quem apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, podendo apresentar-se sob a forma de paraplegia. 08 Leia as afirmativas a seguir: RESPOSTA VERDADEIRA I. A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema osteoarticular, o sistema muscular e o sistema nervoso. RESPOSTA FALSA II. A escolha e definição dos conteúdos de ensino é unicamente tarefa do governo vigente. B A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 09 Leia as afirmativas a seguir: 109 RESPOSTA VERDADEIRA I. A paralisia cerebral não é uma doença, mas uma condição especial que frequentemente ocorre em crianças, antes, durante ou logo após o parto. RESPOSTA VERDADEIRA II. A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema osteoarticular, o sistema muscular e o sistema nervoso. A) As duas afirmativas são verdadeiras. 10 Leia as afirmativas a seguir: RESPOSTA FALSA I. O desenvolvimento psicomotor não está relacionado com a interação entre a criança e o meio ambiente através de gestos, movimentos e do contato físico. RESPOSTA VERDADEIRA II. As ações de alfabetização e letramento devem proporcionar a construção de leitura e da escrita através de atividades agradáveis, prazerosas e, ao mesmo tempo, desafiadoras. RESPOSTA FALSA III. A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema osteoarticular, o sistema muscular e o sistema digestivo. C) Está correta a afirmativa II, apenas. 11 Analise as afirmativas a seguir: I. A deficiência física em uma criança refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende, sempre, o sistema osteoarticular, o sistema muscular e o sistema digestivo, simultaneamente. B) Apenas uma afirmativa está correta. 12 Falar sobre a evolução conceitual da deficiência e sua terminologia correta é um importante meio para evitar estigmas e preconceitos. Salienta-se que, usar termos técnicos corretamente é ir além da questão semântica. É válido escrever construtivamente, principalmente, sobre a inclusão social e a educação para cidadania, pois se trata também de uma questão de direitos humanos. Atualmente, o termo correto é:B) Pessoa com deficiência 13 A plasticidade cerebral pode ser definida como uma mudança adaptativa na estrutura e na função do sistema nervoso, que ocorre em qualquer fase da ontogenia, como função de interações com o meio ambiente interno e externo, ou ainda como resultado de lesões que afetam o ambiente neural. No que se refere à neuroplasticidade, julgue o item a seguir.Axônios em cérebro imaturo têm grande capacidade de crescimento e arborização dendrítica. Certo 110 14 A plasticidade cerebral pode ser definida como uma mudança adaptativa na estrutura e na função do sistema nervoso, que ocorre em qualquer fase da ontogenia, como função de interações com o meio ambiente interno e externo, ou ainda como resultado de lesões que afetam o ambiente neural. No que se refere à neuroplasticidade, julgue o item a seguir. Após lesão do nervo periférico, há proliferação de células de Schwann, produtoras de mielina.Certo 15 A plasticidade cerebral pode ser definida como uma mudança adaptativa na estrutura e na função do sistema nervoso, que ocorre em qualquer fase da ontogenia, como função de interações com o meio ambiente interno e externo, ou ainda como resultado de lesões que afetam o ambiente neural. No que se refere à neuroplasticidade, O organismo sofre modificações em sua estrutura física e funcional, incluindo seus padrões de desenvolvimento maturacional e ontogenético, mudando padrões de conexões de acordo com as várias influências, desde o nível de receptividade sensorial até as solicitações e os desafios adaptativos complexos.Certo 16 A surdocegueira pode ser classificada em pré-simbólica e pós–simbólica. Enquadra-se no primeiro tipo a surdocegueiraB) ocorrida antes da estruturação da linguagem. 17 É fato que a surdocegueira caracteriza o comprometimento auditivo e visual. Todavia, guardadas as especificidades de cada uma dessas deficiências, entende-se que a surdocegueira D) constitui-se como uma deficiência única e não a somatória de duas deficiências sensoriais – auditiva e visual. 18 Renata é professora de uma turma do segundo ano do ensino fundamental. Dentre seus alunos, está Ana, uma criança com surdo-cegueira. As opções a seguir apresentam atividades que podem ser consideradas como recursos para a aprendizagem de alunos com surdo-cegueira e deficiências múltiplas, à exceção de uma.A) Cabra-cega, para integração dos alunos. 19 com relação à fase pré-linguística da surdocegueira. E) Ocorre antes da aquisição da linguagem. 20 Uma das mais conhecidas personagens com surdocegueira da história é Helen Keller, mulher estadunidense, nascida em 1880. Aos dezenove meses de vida, parou de respondera estímulos visuais e auditivos por ter contraído "febre cerebral". À época, o fato de ela ter conseguido se comunicar por sinais táteis, leitura labial tátil e Braille foi considerado um verdadeiro milagre. Além destas, hoje, são também consideradas formas de comunicação de pessoas surdocegas: B) escrita na palma da mão, datilologia tátil e Tadoma. 111 AEE DO ALUNO COM DEFICIENCIA INTELECTUAL EDUCAÇÃO INCLUSIVA O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os estudantes de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação. EDUCAÇÃO INCLUSIVA • A educação educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. (MEC/SECADI) É uma modalidade de ensino voltada para o atendimento e educação de pessoas com deficiência ou superdotação. Ela se desenvolveu com base na igualdade de oportunidades, visando oferecer acesso à educação de qualidade para todos os cidadãos. Para isso, a educação especial busca atender as necessidades e diferenças individuais de cada aluno e assegura um conjunto de recursos e serviços educacionais para promover o desenvolvimento de potencialidades. AÇÃO POLITICA CULTURAL SOCIAL E PEDAGÓGICA 112 E “EDUCAÇÃO INCLUSIVA”? O movimento de inclusão das pessoas com deficiência é algo recente. É uma concepção de ensino contemporânea que tem como objetivo garantir o direito de todos à educação. Ela pressupõe a igualdade de oportunidades e a valorização das diferenças humanas, contemplando, assim, as diversidades étnicas, sociais, culturais, intelectuais, físicas, sensoriais e de gênero dos seres humanos. Implica a transformação da cultura, das práticas e das políticas vigentes na escola e nos sistemas de ensino, de modo a garantir o acesso, a participação e a aprendizagem de todos, sem exceção. DIVERSIDADES ÉTICAS ,SOCIAIS , CULTURAIS INTELECTUAIS FÍSICAS , SENSORIAIS E DE GÊNERO Políticas de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. O direito à Educação Básica para toda a população é garantido pela Constituição Federal Brasileira, formulada em 1988, cujo artigo 208, inciso III, afirma que o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino” Dificuldade de aprendizagem e distúrbio de aprendizagem. Educação Inclusiva é uma PERSPECTIVA, uma forma de olhar todo o sistema de educação de um país, não está direcionada especificamente para um “público alvo” (Pessoas com Deficiência, TGD, Altas Habilidades/Superdotação), mas tem como objetivo atingir a forma como os profissionais de educação "enxergam/trabalham/ensinam” todos os alunos em processo de aprendizagem. O direito à Educação básica PARA TODA A POPULAÇÃO É GARANTIDO PELA Constituição Federal Brasileira em 1988. Artigo 208, inciso lll 113 DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM E DISTURBIOS DE APRENDIZAGEM. Compreende-se, dessa forma, a partir das questões colocadas acima, que uma barreira ainda maior se coloca em relação aos indivíduos que possuem transtornos de aprendizagem. Deste modo, tratou-se da Dislexia no entendimento de que esses alunos necessitam de um esforço ainda maior para se “mover” entre as for- matações escolares e o modelo avaliativo excludente. A identificação logo nos primeiros anos de alfabetização, bem como as estratégias adotadas pelos profissionais são imprescindíveis para que o discente se A escola nos moldes tradicionais ainda prevalece em grande parte no país, o que significa dizer que permanece na valorização do método e dos conhecimentos objetivos. O professor continua no centro do processo de aprendizagem com a função de transmitir seus conhecimentos aos alunos e avaliá-los por critérios bem definidos. A escola nos moldes tradicionais ainda prevalece em grande parte no país, o que significa dizer que permanece na valorização do método e dos conhecimentos objetivos. O professor continua no centro do processo de aprendizagem com a função de transmitir seus conhecimentos aos alunos e avaliá-los por critérios bem definidos. Essa escola, não explora a capacidade criativa e resolutiva dos estudantes, tampouco encontra soluções eficientes e multidimensionais para os problemas enfrentados por estes. O período escolar de aquisição dos códigos de linguagem pode ser especialmente complicado para os discentes. Esse deslocamento do sujeito para o mundo letrado leva tempo e exige dos professores paciência, observação e estratégias diversas para identificar e lidar com algumas especificidades. db 3E db pq kk La Aa Ba O professor continua no centro do processo de aprendizagem com a função de transmitir seus conhecimentos aos alunos e avaliá-los por critérios bem definidos . 114 DISLEXIA: conceito, características e tipos A dislexia é classificada pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5, 2014) como Transtorno Específico de Aprendizagem, estando inserida dentro da classificação de Transtornos do Neurodesenvolvimento. Este distúrbio acomete aproximadamente 3% a 10% dos estudantes da educação básica e caracteriza-se por diversas dificuldades ocasionadas por um déficit cognitivo para o processamento dos códigos da linguagem, como a organização das letras em uma palavra (escrita), dificuldades de compreensão das palavras (leitura), compreensão e interpretação dos textos comprometida. As causas ainda são estudadas e discutidas, nas áreas da Neurologia e da Psiquiatria, contudo, os estudos apontam para algumas características diferenciadas na formação e no processamento cerebral, bem como para fatores genéticos, de forma a acometer outros indivíduo dentro do grupo familiar. Segundo Capellini (2004), a dislexia é uma decorrência da inter- rupção ou má formação das conexões cerebrais responsáveis pela ligação do lobo frontal com o parietal e occipital (ou zonas anteriores com zonas mais posteriores do córtex cerebral) que ocasiona um distúrbio específico de déficits nas capacidades fonológicas e de leitura. ALGUNS SINAIS NA PRÉ ESCOLA dispersão Fraco desenvolvimento da atenção Atraso do desenvolvimento da fala e da linguagem Fraco desenvolvimento da coordenação motora Dificuldade com quebra – cabeças Falta de interesse por livros impressos DIFICULDADE NA AQUISIÇÃO AUTOMÁTICA DA LEITURA E ESCRITA Desatenção e dispersão Dificuldade de ler e compreender as palavras 115 1. Na Declaração de Salamanca, o termo “necessidades educacionais especiais” refere-se a (A) todos os alunos que foram diagnosticados como deficientes físicos, mentais ou sensoriais. (B) todas aquelas crianças ou jovens cujas necessidades educacionais especiais se originam em função de deficiências ou dificuldades de aprendizagem. (C) todos os adultos cujas necessidades educacionais especiais se originam de transtornos globais do desenvolvimento. (D) alunos que frequentam centros ou escolas especiais, classes especiais e salas de recursos multifuncionais. (E) crianças, jovens e adultos que apresentam severas deficiências físicas, mentais, visuais ou auditivas. 2. A orientação de que o princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as criançasdevem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter, está expressa (A) na Convenção da ONU. (B) nos Parâmetros Curriculares Nacionais. (C) no Parecer CEE n.º 67/98. (D) na Declaração de Salamanca. (E) no Plano Estadual de Educação. 3. Ao discorrer sobre as áreas prioritárias, a Declaração de Salamanca (1994) afirma que a integração de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais seria mais efetiva e bem-sucedida se consideração especial fosse dada a planos de desenvolvimento educacional nas seguintes áreas: (A) formação de professores especializados e capacitados, destinação de recursos para áreas estratégicas e convênios com Universidades. (B) educação de jovens e adultos, preparação para o trabalho e provisão de recursos estratégicos. (C) educação infantil, para garantir a educabilidade de todas as crianças, transição da educação para a vida adulta do trabalho e educação de meninas. (D) educação de meninas das zonas rurais, formação de professores, aquisição de próteses e órteses. (E) adaptações curriculares, construção de escolas bem equipadas e contratação de psicólogos e psicopedagogos. 4) ANO 2007 BANCA : FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – VUNESP. Assinale a alternativa correta sobre dislexia . A)O indivíduo disléxico pode apresentar inteligência normal ou alterada e déficits nas funções receptivas, expressivas e de processamento de informações auditivas e visuais. B)Crianças com dislexia sempre apresentam dificuldades no entendimento e na execução do cálculo matemático em si e também na resolução de problemas com enunciado. SIMULADO : EDUCAÇÃO INCLUSIVA – DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM E DISTURBIO DE APRENDIZAGEM. 116 B) A dislexia é caracterizada pela dificuldade na linguagem em suas modalidades oral e escrita nos períodos pré-escolar e escolar. D)A dislexia corresponde a um transtorno específico no aprendizado da leitura, com rendimento escolar inferior ao esperado para a idade cronológica, ao potencial intelectual e ao nível de escolaridade. E)As falhas nas habilidades sintáticas, semânticas e pragmáticas da linguagem oral e escrita são as manifestações mais freqüentes da dislexia 5) Ano: 2019 Banca: GUALIMP De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/96), entende-se por educação especial a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Sendo assim, os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, EXCETO: A) Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades. B)Terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados. C) Professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns. D Educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, porém sem condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo. 06) Banca: NUCEPE Os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. A )Nas classes comuns do ensino regular, desde que ofereçam recursos multifuncionais. B)Nas salas de atendimento Educacional Especializado (AEE), limitadas ao número máximo de 10 alunos. C)Nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE). D)Nas classes comuns do ensino regular, e nas turmas de LIBRAS que ofereçam Atendimento Educacional Especializado (AEE) 117 E)Nas classes comuns do ensino regular que ofereçam Atendimento Educacional Especializado no contraturno. 07) Banca: VUNESP Conforme o documento Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva, incluem-se no grupo de alunos com transtornos globais do desenvolvimento as crianças com A )afasia, disfasia e transtornos relacionados à dislexia. B)afasia, Transtorno da Expressão Escrita e Síndrome de Borderline. C)autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. D)discalculia, disgrafia e disfunções psicomotoras. E)dislexia, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e síndrome de Down. 08) Ano: 2019 Banca: FEPESE Assinale a alternativa que indica corretamente os ambientes pensados para complementar ou suplementar a aprendizagem dos estudantes, por exemplo, com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. A)salas de aulas bilíngues. B)salas de aulas regulares. C)salas de recursos multifuncionais. D)laboratórios de atividades artísticas. E)laboratórios de línguas estrangeiras. 09)Ano: 2018 Banca: FEPESE Assinale a alternativa que indica corretamente transtorno neurobiológico enquadrado dentro da categoria de transtornos globais do desenvolvimento. Considerada, por muitos anos, uma condição distinta, porém próxima e bastante relacionada ao autismo. A)Reye. B)Down. C)Uscher. D)Ganser. 118 E)Asperger. 10) Ano: 2019 Banca: CESGRANRIO O transtorno de espectro autista (TEA) está entre os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) que afetam a escolarização. Sendo assim, na atuação escolar com crianças portadoras de TEA, deve-se considerar que A )a inclusão de crianças autistas é impossível. B)a ênfase deve ser nos fatores pedagógicos a serem reforçados. C)a aceitação de toda a equipe escolar é fundamental para o acolhimento. D)as crianças com esse transtorno devem ser separadas da turma regular. E)os campos de saúde e educação, neste caso, devem ser dissociados. 11) Ano: 2020 Banca: IBADE A alternativa que NÃO se refere a práticas pedagógicas inclusivas que favorecem a aprendizagem e respeitam a diversidade dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação é a seguinte: A)Realizar atividades que estimulem a convivência grupal e a aprendizagem de forma lúdica. B)Assegurar a heterogeneidade da turma, evitando constituir espaços e atividades segregadas. C)Manter a comunicação entre o professor regular e o da sala de recursos. D)Criar e alimentar estratégia interativa e colaborativa. E)Assegurar um espaço físico interno das salas pequeno para a quantidade de alunos, com maior sensação de acolhimento. 12) Ano: 2019 Banca: IBADE Segundo a legislação vigente, os sistemas de ensino devem matricular os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação. Na perspectiva da educação inclusiva, estão entre as ações que devem ser realizadas no espaço escolar: A)Determinar que o acompanhamento da aprendizagem Dos estudantes é de responsabilidade exclusiva do professor. B)Discutir estratégias para desenvolver uma proposta pedagógica que atenda ao grupo e às necessidades individuais. 119 C)Evitar o estabelecimento de contatos e parcerias entre estudantes que não apresentam deficiência e os que apresentam. D)Ignorar situações cotidianas que envolvam intimidação vexatória principalmente àqueles que correm risco de exclusão. E)Superproteger estudantes com deficiência intelectual porque seu processo de aprendizagem se realiza de forma lenta. 13) Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Assinale a opção que apresenta uma prática diferenciada a ser adotada por professor da escolaregular ao atuar em turmas com aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação para tornar as aulas inclusivas. A)falar de frente e devagar para que o aluno surdo faça a leitura labial, o que resolverá a questão da comunicação para esse tipo de aluno B)promover o acolhimento inclusivo para esse público pela turma com base no altruísmo, na comiseração e na tolerância C)dar apoio físico, verbal e instrucional para viabilizar a orientação e a mobilidade, visando à locomoção independente do aluno D)garantir que o tempo de leitura e a escrita em braile seja o mesmo tempo de escrita comum E)garantir a equidade na avaliação da aprendizagem deste público, proporcionando-lhes as mesmas condições, os mesmos instrumentos e critérios que aos demais alunos 14)Ano: 2022 Banca: FUNDATEC Considerando as características essenciais do transtorno do espectro autista (DSM-5), assinale a alternativa INCORRETA. A)Manifestações do transtorno variam muito pouco dependendo da gravidade da condição autista, do nível de desenvolvimento e da idade cronológica. B)Prejuízo persistente na comunicação social recíproca e na interação social são características essenciais. C)Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades são características essenciais. D)Os sintomas estão presentes desde o início da infância e limitam ou prejudicam o funcionamento diário. 120 E)O estágio em que o prejuízo funcional fica evidente varia de acordo com características do indivíduo e seu ambiente 15) Banca: FGV Assinale a opção que apresenta a característica essencial para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista. A)Padrões restritos e repetitivos de comportamento. B)Seletividade alimentar. C)Incômodo com o contato físico humano. D)Déficits de linguagem oral. E)Redução na capacidade de empatia. 16)Banca: FEPESE Os estudantes com Transtorno do Espectro Autista apresentam características relacionadas à díade que compreende déficits persistentes na comunicação social e na interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesse e atividades. Considerando estas características, assinale a alternativa que apresenta uma estratégia de trabalho junto a estes estudantes: A) As propostas de intervenção podem acontecer de forma desvinculada na sala de aula comum. O professor de Educação Especial poderá realizar atividades para o estudante com TEA, e o trabalho com a turma a qual ele frequenta continua paralelamente com o professor regente. B) Os recursos visuais são sinais concretos utilizados para complementar principalmente as informações não verbais dadas aos estudantes. As atividades desenvolvidas com os estudantes com TEA podem ser apoiadas por estes recursos. C )A utilização de recursos visuais, como objetos e imagens, para auxiliar a compreensão daquilo que é proposto ao estudante, dentre outros aspectos, quanto à previsibilidade do trabalho a ser realizado. D) Os materiais utilizados no trabalho com o estudante com TEA devem proporcionar a sua compreensão, pois quando o estudante compreende o que é esperado dele, pode apresentar comportamentos disruptivos. E) O professor do Atendimento Educacional Especializado e os professores do ensino comum, no ensino colaborativo, atuam separadamente, promovendo as adequações e as flexibilizações curriculares necessárias à participação do estudante com TEA nas propostas. 121 17)Banca: FGV Órgão: SEAD-AP Os números globais de indivíduos portadores de Transtornos do Espectro Autista (TEA) vêm aumentando significativamente, motivo pelo qual os cuidadores escolares precisam conhecer esse transtorno. Com relação ao TEA, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) Como o espectro autista pode comprometer habilidades motoras, é importante que o cuidador seja informado sobre os procedimentos terapêuticos em curso. ( ) Como a pesquisa sobre o diagnóstico e os medicamentos para o TEA permitem curar esse transtorno, cabe ao cuidador estar atualizado e contribuir para a involução da patologia. ( ) Como a qualidade de vida de estudantes com TEA melhora com procedimentos especiais, o cuidador é importante para auxiliar as competências de comunicação do estudante. As afirmativas são, respectivamente, A) V – V – F. B) V – F – V. C )F – F – V. D) V – F – F. E) V – V – V. 18) Ano: 2022 Banca: IESES Enzo é uma criança tímida, costuma evitar o contato visual, esconde-se atrás dos pais e não participa de brincadeiras com outras crianças; por esse motivo, algumas pessoas acham que ele é autista. Porém, é importante lembrar que no Transtorno do Espectro do Autismo - TEA, há outras características importantes que devem ser levadas em consideração para um diagnóstico preciso. Em relação às características do TEA presentes nos critérios diagnósticos, assinale as alternativas corretas: I. Déficits na reciprocidade socioemocional, nos comportamentos comunicativos e para desenvolver, manter e compreender relacionamentos são características do TEA. II. Os sintomas devem estar presentes precocemente no período do desenvolvimento. III. Enzo pode ter autismo, uma vez que padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades não é um critério diagnóstico essencial no TEA. 122 IV. Os sintomas devem causar prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, escolar ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. A alternativa correta é: A) As assertivas I, II e III estão corretas. B) Apenas as assertivas II e III estão corretas. C) As assertivas I, II e IV estão corretas. D) Apenas as assertivas III e IV estão corretas. 19) A elaboração e a execução do plano de AEE são de: I-competência dos professores que atuam na sala de recursos multifuncionais ou centros de AEE. II-em articulação com os demais professores do ensino especial. III-com a participação das famílias e em interface com os demais serviços setoriais da saúde, da assistência social, entre outros necessários ao atendimento. A)Apenas as afirmativas I e II estão corretas. B)Apenas as afirmativas I e III estão corretas. C)Apenas as afirmativas II e III estão corretas. D)Todas as afirmativas estão corretas. 20) Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Para Gomes, Poulin e Figueiredo (2010), o plano de atendimento educacional especializado é elaborado pelo professor do AEE a partir das informações obtidas sobre o aluno e a problemática vivenciada por ele, por meio do estudo de caso. Sobre esse plano, é incorreto afirmar: A)O acompanhamento do AEE considera, basicamente, o desenvolvimento e a avaliação desse plano. B)Representa a previsão de atividades que devem ser realizadas com o aluno na sala de recurso multifuncional e na sala deaula do ensino regular. C)Na elaboração do plano, o professor mobiliza os diversos recursos disponíveis (escola, comunidade, etc.), articulando-se também com o professor do ensino comum. 123 D)Nesse plano, o professor prevê um determinado período para o seu desenvolvimento, como também a realização de avaliação para redimensionar suas ações em relação ao acompanhamento do aluno. 1. Na Declaração de Salamanca, o termo “necessidades educacionais especiais” refere-se a (B) todas aquelas crianças ou jovens cujas necessidades educacionais especiais se originam em função GABARITO LETRA B 2. A orientação de que o princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter, está expressa (D) na Declaração de Salamanca. GABARITO LETRA D 3. Ao discorrer sobre as áreas prioritárias, a Declaração de Salamanca (1994) afirma que a integração de criançase jovens com necessidades educacionais especiais seria mais efetiva e bem-sucedida se consideração especial fosse dada a planos de desenvolvimento educacional nas seguintes áreas: (C) educação infantil, para garantir a educabilidade de todas as crianças, transição da educação para a vida adulta do trabalho e educação de meninas. GABARITO LETRA C 4)Assinale a alternativa correta sobre dislexia .D)A dislexia corresponde a um transtorno específico no aprendizado da leitura, com rendimento escolar inferior ao esperado para a idade cronológica, ao potencial intelectual e ao nível de escolaridade. GABARITO LETRA D 5) entende-se por educação especial a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Sendo assim, os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, EXCETO: a letra D Educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, porém sem condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo. 06) Os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. C)Nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE). GABARITO LETRA C 07) Conforme o documento Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva, incluem-se no grupo de alunos com transtornos globais do desenvolvimento as crianças com C)autismo, síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. .GABARITO LETRA C GABARITO COMENTADO DAS QUESTÕES 124 08 )os ambientes pensados para complementar ou suplementar a aprendizagem dos estudantes, por exemplo, com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.C)salas de recursos multifuncionais. GABARITO LETRA C 09) a alternativa que indica corretamente transtorno neurobiológico enquadrado dentro da categoria de transtornos globais do desenvolvimento. Considerada, por muitos anos, uma condição distinta, porém próxima e bastante relacionada ao autismo. E) Asperger. GABARITO LETRA E 10) O transtorno de espectro autista (TEA) está entre os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) que afetam a escolarização. Sendo assim, na atuação escolar com crianças portadoras de TEA, deve-se considerar que C)a aceitação de toda a equipe escolar é fundamental para o acolhimento. GABARITO LETRA C 11) A alternativa que NÃO se refere a práticas pedagógicas inclusivas que favorecem a aprendizagem e respeitam a diversidade dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação é a seguinte: E)Assegurar um espaço físico interno das salas pequeno para a quantidade de alunos, com maior sensação de acolhimento. GABARITO LETRA E 12) Segundo a legislação vigente, os sistemas de ensino devem matricular os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação. Na perspectiva da educação inclusiva, estão entre as ações que devem ser realizadas no espaço escolar: B)Discutir estratégias para desenvolver uma proposta pedagógica que atenda ao grupo e às necessidades individuais. GABARITO LETRA B 13) a opção que apresenta uma prática diferenciada a ser adotada por professor da escola regular ao atuar em turmas com aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação para tornar as aulas inclusivas. C) dar apoio físico, verbal e instrucional para viabilizar a orientação e a mobilidade, visando à locomoção independente do aluno 125 14) Considerando as características essenciais do transtorno do espectro autista (DSM-5), alternativa INCORRETA. A)Manifestações do transtorno variam muito pouco dependendo da gravidade da condição autista, do nível de desenvolvimento e da idade cronológica. 15) a opção que apresenta a característica essencial para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista. A)Padrões restritos e repetitivos de comportamento. 16)Os estudantes com Transtorno do Espectro Autista apresentam características relacionadas à díade que compreende déficits persistentes na comunicação social e na interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesse e atividades. Considerando estas características, assinale a alternativa que apresenta uma estratégia de trabalho junto a estes estudantes: C )A utilização de recursos visuais, como objetos e imagens, para auxiliar a compreensão daquilo que é proposto ao estudante, dentre outros aspectos, quanto à previsibilidade do trabalho a ser realizado. 17) Os números globais de indivíduos portadores de Transtornos do Espectro Autista (TEA) vêm aumentando significativamente, motivo pelo qual os cuidadores escolares precisam conhecer esse transtorno. Com relação ao TEA, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ALTERNATIVA VERDADEIRA : Como o espectro autista pode comprometer habilidades motoras, é importante que o cuidador seja informado sobre os procedimentos terapêuticos em curso. ALTERNATIVA FALSA :Como a pesquisa sobre o diagnóstico e os medicamentos para o TEA permitem curar esse transtorno, cabe ao cuidador estar atualizado e contribuir para a involução da patologia. ALTERNATIVA VERDADEIRA : Como a qualidade de vida de estudantes com TEA melhora com procedimentos especiais, o cuidador é importante para auxiliar as competências de comunicação do estudante. GABARITO LETRA B) V – F – V. 18 Enzo é uma criança tímida, costuma evitar o contato visual, esconde-se atrás dos pais e não participa de brincadeiras com outras crianças; por esse motivo, algumas pessoas acham que ele é autista. Porém, é importante lembrar que no Transtorno do Espectro do Autismo - TEA, há outras características importantes que devem ser levadas em consideração para um diagnóstico preciso. Em relação às características do TEA presentes nos critérios diagnósticos, assinale as alternativas corretas: 126 C) As assertivas I, II e IV estão corretas. 19) A elaboração e a execução do plano de AEE são de: I-competência dos professores que atuam na sala de recursos multifuncionais ou centros de AEE III-com a participação das famílias e em interface com os demais serviços setoriais da saúde, da assistência social, entre outros necessários ao atendimento. GABARITO LETRA B)Apenas as afirmativas I e III estão corretas. 20) Para Gomes, Poulin e Figueiredo (2010), o plano de atendimento educacional especializado é elaborado pelo professor do AEE a partir das informações obtidas sobre o aluno e a problemática vivenciada por ele, por meio do estudo de caso. Sobre esse plano, é incorreto afirmar: que B Representa a previsão de atividades que devem ser realizadas com o aluno na sala de recurso multifuncional e na sala deaula do ensino regular. GABARITO LETRA B ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO E INSTITUCIONAL Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância; V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; O PPP- PROJETO POLITICO PEDAGOGICO – É O PRINCIPAL INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO DA ESCOLA, POIS TRADUZ SEUS OBJETIVOS , DIRETRIZES E AÇÕES EDUCATIVAS . O PPP PASSOU A SER OBRIGATÓRIO COMA ADVENTO DA LEI DE DIRETRIZAES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL DE 1996 LBD/1996127 VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII - valorização do profissional da educação escolar; VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX - garantia de padrão de qualidade; X - valorização da experiência extra-escolar; XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. XII - consideração com a diversidade étnico-racial. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida. (Incluído pela Lei nº 13.632, de 2018) XIV - respeito à diversidade humana, linguística, cultural e identitária das pessoas surdas, surdo-cegas e com deficiência auditiva. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) ORGANIZAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR A finalidade da identificação dos estudantes com necessidades especiais é a possibilidade de orientar professores e demais profissionais da escola tanto no direcionamento pedagógico quanto na indicação de procedimentos adequados às necessidades educacionais dos estudantes com problemas de aprendizagem, que apresentam deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, e daqueles que apresentam transtornos funcionais específicos. Nesse sentido, a direção tem papel fundamental na construção de uma escola para todos, primeiro porque lhe cabe prever e prover o atendimento educacional especializado na escola e também porque precisa fomentar o comprometimento dos pais e dos professores das disciplinas, e a mediação do pedagogo no processo de identificação do estudante da Educação Especial. Mas como ocorre essa identificação? SEDUNDO VEIGA – PRINCIPIOS IMPORTANTES . 1- IGUALDADE 2- QUALIDADE 3- GESTÃO DEMOCRATICA 4- LIBERDADE 5- VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13632.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13632.htm#art1 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14191.htm#art1 128 É importante que a direção acompanhe e mobilize um trabalho colaborativo entre corpo docente e equipe pedagógica. de forma que os possíveis problemas de aprendizagem dos estudantes sejam considerados, principalmente os mais recorrentes. A partir dos relatos dos professores, sobre as dificuldades apresentadas, a freqüência às aulas, as notas, os trabalhos, as avaliações dos conteúdos das tarefas de escola e de casa, entre outros, a equipe pedagógica poderá se envolver de forma mais efetiva na identificação. O QUE ENTENDEMOS POR DIVERSIDADE? Ela envolve concepções que vão muito além da compreensão de que as pessoas são fisicamente diferentes, possuem origem étnico-social diversa e se diferem pela personalidade que apresentam. Muito além da concepção do que se refere ao “diverso”, o conceito de diversidade tem sido usado como sinônimo de deficiência, de diferença, de identidade, de desigualdade. As desigualdades estão relacionadas mais especificamente às oportunidades de participação socioeconômica dos sujeitos na vida em sociedade; as identidades se referem às noções que os sujeitos e os grupos de pessoas constroem de si mesmos, as formas de reconhecimento próprio, como “eu”, como individualidade única ou do grupo a que pertence. É a partir das relações com os outros que se constrói a noção de identidade. Isolado do grupo, da convivência social e do diálogo com os outros, a pessoa não desenvolve sua noção de “eu”, sua identidade. Identidade e diferença estão intimamente relacionadas. Ao me reconhecer como um “eu”, eu me reconheço concomitantemente como um “não eu”, portanto, diferente dos outros DIVERSIDADE diferença, de identidade, de desigualdade. oportunidades de participação socioeconômica dos sujeitos na vida em sociedade; . A diferença, ao mesmo tempo em que nos identifica, nos diferencia. Porém, a sociedade historicamente qualificou as diferenças entre as pessoas, atribuindo graus de valoração positivos e superiores às características dos grupos sociais hegemônicos, de poder. Foram, então, identificadas, como negativas ou inferiores, as características definidoras das diferenças para “menos”, para “baixo”; as que fogem ao padrão estabelecido pelos grupos majoritários. Especificamente utilizado para se referir às pessoas com deficiência, o termo diversidade avançou a partir de expressões carregadas de simbolismo negativo e pejorativo, para designá-las de maneira mais respeitosa e ética. ●diferenças entre as pessoas, 129 A diversidade se refere à multiplicidade de diferenças individuais na sociedade e na escola. Esta se constitui como um microcosmo da sociedade em que estão presentes indivíduos diferentes entre si em aspectos étnicos-raciais, linguísticos, religiosos; em aspectos socioeconômicos e em condições de funcionamento físico, emocional, intelectual, entre outras características. A diversidade, no entanto, pressupõe a heterogeneidade dos indivíduos materializada pelas diferenças, que enfrentam resistências para serem aceitas por indivíduos ou grupos que se consideram hegemônicos. São os ditos “normais”, quetendem a excluir de seu convívio negros, homossexuais, prostitutas, deficientes, doentes mentais – enfim, os outros, os diferentes. DIVERSIDADE: A diversidade se refere à multiplicidade de diferenças individuais na sociedade e na escola. Tendemos a nos afastar do diferente, por medo, por desconhecimento, ou mesmo por indiferença; ou tendemos a nos aproximar, por curiosidade, por admiração ou por identificação. Ou seja, aproximamos o que é idêntico e afastamos o que é diferente. Além disso, há outras facetas no entendimento da alteridade – daquilo que é relativo ao outro, da forma como percebemos o outro e sua difere– explicadas pela Teoria das Representações Sociais. A avaliação na perspectiva da educação inclusiva [...] toda avaliação que presuma o desempenho como decorrência da competência individual do aluno é equivocada. Beyer (2005, p. 100 No âmbito da educação inclusiva, a avaliação é um tema discutido sob diferentes vieses por vários autores, como Beyer (2001, 2005), Booth e Ainscow (2012), Carvalho (2004), Duboc (2012), Oliveira (2011), entre outros. Fazemos nossa a conclusão de Macedo (2005) de que a avaliar é uma ação difícil e complexa que implica em atribuir valores para inferir uma aprendizagem. Para Beyer (2001), a avaliação é um dos pontos nevrálgicos, que necessita Termos antigos – como imbecil, idiota, oligofrênico, demente, anormal, excepcional – serviam mais para desqualificar, agredir, menosprezar e discriminar as pessoas com deficiência do que para identificar sua alteração funcional. No âmbito da educação, o entendimento da diversidade está associado à condição de diferença, de multiplicidade. Nesse sentido, os termos deficiente, especial, portador de deficiência, portador de necessidades especiais, muito utilizados no discurso acadêmico científico ao final do século XX, foram substituídos pela expressão “pessoa com deficiência”. Pois trata-se de uma “pessoa”, na concepção mais plena de “ser humano”. 130 ser revista, discutida e aprimorada. A avaliação na escola está intrinsecamente associada ao currículo como forma de aferir, julgar e comprovar se houve ou não a aprendizagem, o domínio dos conteúdos por meio do alcance dos objetivos estabelecidos para cada aluno, em cada turma da escola. São muitos os objetivos que podem responder o que motiva uma avaliação: Decidir sobre como atender às necessidadeseducacionais dos alunos; Remover as barreiras de aprendizagem, participação e acesso à educação, enquanto direito de todo e qualquer cidadão: Conhecer para proceder com intervenções de prevenção, de correção ou atenuação dos obstáculos ao aprendizado; Identificar potencialidades e necessidades educacionais dos alunos; Conhecer as condições da escola e das famílias; Ressignificar e contextualizar os instrumentos e procedimentos avaliativos; Indicar apoios e recursos pedagógicos para alunos e professores a fim de favorecer o ensino, a aprendizagem e a participação eficaz de todos na educação; Planejar a ação pedagógica, provendo recursos necessários às demandas educacionais dos alunos. Remover as barreiras de aprendizagem, Identificar potencialidades e necessidades educacionais dos alunos; A avaliação pedagógica como processo dinâmico considera tanto o conhecimento prévio e o nível atual de desenvolvimento do aluno quanto as possibilidades de aprendizagem futura, configurando uma ação pedagógica processual e formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as intervenções pedagógicas do professor [...] (BRASIL, 2010, p. 23). TECNOLOGIA ASSISTIVA É um processo que exige do professor uma formação aprofundada cientificamente para dar conta de procedimentos e instrumentos condizentes com as características do aluno e de forma democrática e objetiva. Por isso, é comum encontrarmos nas escolas e nas famílias questionamentos acerca do por que, para quê, como, quando e a quem compete o processo da avaliação. Esclarecimentos didáticos auxiliam na compreensão das questões. No âmbito da educação inclusiva, é unânime a opinião de estudiosos que o processo avaliativo requer revisão e atualização porque há a necessidade de implementar uma prática que respeite as necessidades educacionais dos educandos, com base nas novas dimensões políticas e sociais da educação. 131 Art. 74. É garantido à pessoa com deficiência acesso a produtos, recursos, estratégias, práticas, processos, métodos e serviços de tecnologia assistiva que maximizem sua autonomia, mobilidade pessoal e qualidade de vida. Art. 75. O poder público desenvolverá plano específico de medidas, a ser renovado em cada período de 4 (quatro) anos, com a finalidade de: (Regulamento) I - facilitar o acesso a crédito especializado, inclusive com oferta de linhas de crédito subsidiadas, específicas para aquisição de tecnologia assistiva; II - agilizar, simplificar e priorizar procedimentos de importação de tecnologia assistiva, especialmente as questões atinentes a procedimentos alfandegários e sanitários; III - criar mecanismos de fomento à pesquisa e à produção nacional de tecnologia assistiva, inclusive por meio de concessão de linhas de crédito subsidiado e de parcerias com institutos de pesquisa oficiais; IV - eliminar ou reduzir a tributação da cadeia produtiva e de importação de tecnologia assistiva; V - facilitar e agilizar o processo de inclusão de novos recursos de tecnologia assistiva no rol de produtos distribuídos no âmbito do SUS e por outros órgãos governamentais. Parágrafo único. Para fazer cumprir o disposto neste artigo, os procedimentos constantes do plano específico de medidas deverão ser avaliados, pelo menos, a cada 2 (dois) anos Recursos de tecnologia assistiva e de comunicação alternativa e aumentativa Os recursos de tecnologia assistiva, e entre eles os de comunicação alternativa, estão inseridos dentro do campo de conhecimento intitulado acessibilidade. Mas o que é TA? Tecnologia assistiva (TA) é uma expressão utilizada para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promover vida independente e inclusão. Tem como objetivo desenvolver as potencialidades humanas, valorizar os desejos, habilidades, expectativas positivas e a qualidade de vida, as quais incluem recursos de comunicação alternativa, de acessibilidade ao computador, de atividades de vida diárias, de orientação e mobilidade, de adequação postural, de adaptação de veículos, órteses e próteses, entre outros. As políticas públicas para garantir recursos e serviços de acessibilidade à população vêm se ampliando, a partir da publicação de dispositivos legais, como os que discutiremos a seguir. Assim, o Decreto no 3.298, de 20 de dezembro de 1999, estabeleceu como recursos garantidos às pessoas com deficiência os equipamentos, maquinarias e utensílios de trabalho especialmente desenhados ou adaptados, bem como elementos de mobilidade, cuidado e higiene pessoal necessários para facilitar sua autonomia e segurança; elementos especiais para facilitar a sua comunicação, informação e sinalização; equipamentos e material pedagógico especial para educação, capacitação e recreação; adaptações ambientais e outras que garantam o acesso, a melhoria funcional e a autonomia pessoal. 132 1) A comunicação alternativa é de grande importância na educação inclusiva. A respeito disto, marque a alternativa INCORRETA. A A comunicação alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever B A comunicação alternativa pode acontecer sem auxílios externos e, neste caso, ela valoriza a expressão do sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala. C Os recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma totalmente personalizada, porém não levam em consideração várias características que atendem às necessidades deste usuário. D Com o objetivo de ampliar ainda mais o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão, são organizados e construídos auxílios externos como cartões de comunicação, pranchas de comunicação, pranchas alfabéticas e de palavras, ou o próprio computador que, por meio de software específico, pode tornar-se uma ferramenta poderosa de voz e comunicação. 2) Ano: 2020 Banca: VUNESP Segundo BERSCH e MACHADO (2010), a Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) é uma das categorias da Tecnologia Assistiva, que atende pessoas sem fala ou escrita funcional ou com A) formas de comunicação compreendida pelo seu grupo de convívio familiar. B) distúrbios de linguagem específicos de pessoas com deficiência. C) dificuldades entre a necessidade comunicativa e a habilidade em falar e/ou escrever. D) deficiência auditiva e que não fazem uso da língua de sinais. E )disfunções na produção de sons e na compreensão da fala em ambientes ruidosos. 3) Banca: FUNRIO Avalie se os itens a seguir definem os sistemas de Comunicação Alternativa e Suplementar criados ou adaptados. I. Língua de sinais. SIMULADO TECNOLOGIA ASSISTIVA 133 II. Pranchas de alfabeto ou símbolos pictográficos. III. Comunicadores. Assinale a alternativa correta: A apenas o item I está correto. B apenas o item II está correto. C apenas os itens I e II estão corretos. D apenas os itens II e III estão corretos. E os itens I, II e III estão corretos. 4) Banca: FEPESE São exemplos de Tecnologia Assistiva no contexto educacional. 1. Mouses diferenciados 2. Teclados virtuais com varreduras e acionadores 3. Softwares de comunicação alternativa 4. Textos em Braille 5. Recursos de mobilidade pessoal Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. A São corretas apenas as afirmativas 2 e 3. B São corretas apenas as afirmativas 4 e 5. C São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3. D São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 4. E São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5. 5) Banca: COMPERVE Órgão: UFRN"As altas habilidades/ superdotação (AH/SD) e sobre os estudantes com altas habilidades/ superdotação no cenário científico brasileiro, ainda são muitos pouco pesquisados, principalmente nas universidades, e faltam professores especializados para atender esta população. Podemos supor que 134 isso reflete o pensamento comum de que pessoas com comportamento de superdotação não apresentam as dificuldades que acometem outras pessoas, pois eles próprios superariam suas dificuldades por serem pessoas com níveis elevados de inteligência" Fonseca, S.M; Perèz, S.G. E depois que crescem... os estudantes com altas habilidades/superdotação. In Inclusão no ensino superior: Docência e necessidades educacionais especiais. Francisco Ricardo Lins Vieira de Melo (org). Natal: EDUFRN. 2013 p. 167-183. A partir desse texto, infere-se que a prática pedagógica dos professores deve considerar A ) a desmotivação e a desatenção dos estudantes com AH/SD em sala de aula, o que possibilita a perda de foco com facilidade. B) a maturidade emocional dos estudantes com AH/SD, a qual está acima da sua faixa etária, como uma característica comum. C) a aceleração, que se refere à abreviação do tempo de duração do curso e o enriquecimento curricular para atender aos estudantes com AH/SD. D) a identificação de estudantes com AH/SD como uma tarefa dos Pedagogos da instituição, baseada em provas objetivas sistemáticas. 6) Banca: CESPE / CEBRASPE No que se refere às deficiências intelectual, auditiva e visual e à surdez, julgue o item que se segue. O atendimento educacional especializado promove o ensino e o uso de recursos de tecnologia assistiva, tais como a comunicação alternativa e aumentativa, a informática acessível, o sorobã, recursos ópticos e não ópticos, softwares específicos, os códigos e as linguagens, as atividades de orientação e mobilidade. Certo Errado 7) Ano: 2020 Banca: VUNESP Assinale a alternativa correta, segundo Mantoan (2015), sobre como ensinar a turma toda na escola inclusiva. A )Parte-se do princípio de que os alunos sabem as mesmas coisas e que são capazes de aprender ao mesmo tempo. B) As dificuldades e limitações são reconhecidas e conduzem o processo de ensino na sala de aula. 135 C)É preciso ensinar atendendo às diferenças dos alunos, diferenciar o ensino e individualizar ao máximo as atividades. D) Busca-se a igualdade como produto final da aprendizagem, pois é sabido que há alunos menos capazes. E) É fundamental que o professor nutra uma elevada expectativa em relação à capacidade de progredir dos alunos. 8) Seguindo os preceitos do MEC (MEC, 2010, Fascículo 1), a escola comum é aquela que se torna inclusiva quando: A )Dificulta a trajetória de alunos deficientes, segregando-os dos alunos normais. B )Foca o processo formativo em avaliações clínico-terapêuticas com o aval de especialistas da área médica. C) Repassa o problema para os familiares dos deficientes buscarem alternativas mais promissoras na educação. D) Reconhece as diferenças dos alunos diante do processo educativo e busca a participação e o progresso de todos. E) Recebe todos os alunos, mas mantém as mesmas formulações pedagógicas praticadas com alunos normais. 9) Banca: FEPESE De acordo com MEC, 2010, Fascículo I, se o aluno com necessidades educacionais especiais, por exemplo, já estiver participando do AEE, a sua matrícula: A Deve estar condicionada à matricula no ensino regular. B Pode estar desvinculada da matrícula no ensino regular. C É custeada pelas famílias nas escolas públicas inclusivas. D Fica efetivada desde que a família disponibilize um cuidador. E Será realizada se não houver reprovação em nenhuma disciplina. 10) Banca: FEPESE Analise o texto abaixo: 136 “O trabalho do professor do AEE é ajudar o aluno com ........................... a atuar .................................., considerando as suas especificidades – especificidades que dizem respeito principalmente à relação que ele estabelece com o conhecimento que promove sua ......................... intelectual” MEC, 2010, Fascículo II. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto. A) Transtornos múltiplos • na vida profissional • vida profissional B )Deficiência auditiva • no ambiente escolar • autonomia C) Deficiência intelectual • no ambiente escolar e fora dele • autonomia D) Deficiência física • em sociedade • musculatura E) Transtornos globais • na vida social e familiar • formatação 11.Banca: FEPESEO professor do AEE em Libras trabalha com os conteúdos curriculares que estão sendo estudados no ensino comum,articuladamente com o professor de sala de aula. Trata-se de um trabalho ........................................... ao que está sendo estudado na sala de aula. SEESP/MEC, Fascículo, IV, 2010. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto. A) opcional B) de reforço C) voluntário D) complementar E) individualizado 12. Banca: FEPESE Com o objetivo de beneficiar os alunos e a melhoria da qualidade de ensino, o professor da Educação Especial pode contar com a articulação das atividades desenvolvidas por profissionais das Escolas Comuns (MEC, 2010, 137 Fascículo I). Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação a essa parceria. ( ) Elaboração conjunta de planos de trabalho durante a construção do Projeto Pedagógico, sendo a Educação Especial um tema à parte da programação escolar. ( ) O encaminhamento do aluno à Educação Especial deve ter sido previamente estudado e identificado. ( ) Reflexão e discussão dos planos de atendimento educacional especializado com os membros da equipe escolar. ( ) Desenvolvimento em parceria de recursos e materiais didáticos para o atendimento do aluno em casa com horário agendado. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. A )V • V • F • V B) V • V • F • F C ) F • V • V • V D) F • V • V • F E ) F • F • V • V 13. Banca: FEPESE Analise a frase abaixo: Em termos de recursos acessíveis de tecnologia assistiva, o ....................... facilita a .......................... do aluno com ......................... Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto. A )teclado luminoso • alfabetização • dificuldade auditiva B) mouse eletrônico • digitação • dificuldade visual C) teclado em relevo • comunicação • transtornos globais D) teclado colmeia • digitação • dificuldade motora E) visor luminoso • locomoção • disfagia 14. Banca: FEPESE São considerados(as) na organização do Atendimento Educacional Especializado (AEE): 138 A) as características individuais de cada aluno. B) os aspectos mais urgentes e similares de todas as deficiências. C) as exigências de um número mínimo de alunos nas salas. D) limites de inscritos no atendimento, separados por deficiência. E) prescrições de laudos médicos e/ou de técnicos da saúde. 15. Banca: VUNESP Leia o depoimento a seguir: “Sou mãe de uma menina com 5 anos, diagnosticada com autismo. Mudamos de bairro e procurei a escola de Educação Infantil mais próxima para realizar sua transferência. Fui muito bem atendida e orientada na secretaria da escola, assim combinamos que, antes de começarem as aulas, levaria minha filha para conhecer a nova escola. Para minha surpresa, quando cheguei na escola com minha filha, o tratamento mudou, negaram que tinham condições de recebê-la como aluna e não tentaram nenhum contato com ela. Fiquei muito chateada, decepcionada e, quando ganhei forças, questionei o motivo de mudança de postura da escola. Explicaram que minha filha era muito grande para 5 anos, que causaria problemas na turma, mas que não era um problema do diagnóstico e até me indicaram uma escola só para autistasno próprio bairro.” Com base nas contribuições do documento Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva, assinale a alternativa correta que apresenta ponderação a ser apresentada à mãe na busca da escola para a filha com TEA (Transtorno do Espectro Autista). A )A matrícula de aluno com necessidades educacionais especiais na escola deve atender ao pré-requisito essencial: laudo de médico descritivo do quadro da criança. B) A ausência de contato na escola com a criança revela respeito, pois toda pessoa com TEA apresenta dificuldade de contato físico, de concentração, com sons altos e outros. C) A escola deve se organizar para o atendimento de todos os educandos com necessidades educacionais especiais e assegurar a qualidade da educação. D) A escola necessita de um tempo para oferecer as condições de atendimento ao aluno com TEA, o que tem se tornado um problema com a má-formação dos professores. E) O atendimento educacional de alunos com TEA, quando realizado de forma mais isolada, impulsiona o desenvolvimento e permite o ingresso na sala comum. 16. Ano: 2018 Banca: COSEAC No Brasil, a política educacional do Ministério da Educação para os alunos identificados como portadores de Altas Habilidades e Talentos aponta para duas alternativas: programas de enriquecimento curricular e programas de aceleraçãodos estudos (LDB n° 9.394/96, art. 59o, inciso II), ou uma 139 combinação de ambos. A criança com altas habilidades/superdotação precisa de um programa específico, baseado em: A) projetos de consciência multicultural, com incentivo à curiosidade e experimentação. B) características individuais próprias, para suprir e complementar suas necessidades, favorecendo sua criatividade e seus interesses. C) aquisição de novas habilidades e desenvolvimento do processo cognitivo, como a atenção, memória, percepção e o raciocínio. D) exercícios para estimular a curiosidade intelectual e utilizar as ciências com criticidade e criatividade. E) domínio de repertórios da comunicação e multiletramento, como acesso a diferentes plataformas e linguagens de programação. 17 Banca: Colégio Pedro II Um olhar atento para os estudantes com altas habilidades ou superdotação permite constatar a importância de a instituição escolar desenvolver um trabalho pedagógico voltado para esse público. São objetivos do Atendimento Educacional Especializado, nesses casos, A) expandir o acesso do estudante a recursos de tecnologia, materiais pedagógicos e bibliográficos de sua área de interesse; estimular a proposição e o desenvolvimento de projetos de trabalho no âmbito da escola, com temáticas diversificadas. B) promover a participação do estudante em atividades de auxílio aos colegas com dificuldades de aprendizagem; solicitar à família que inscreva o estudante em projetos com temáticas diversificadas, como artes, esporte e ciências. C) potencializar a(s) habilidade(s) demonstrada(s) pelo estudante, por meio do enriquecimento curricular; expandir seu acesso a recursos de tecnologia, materiais pedagógicos e bibliográficos fora da sua área de interesse. D) minimizar a participação do estudante na classe comum do ensino regular; promover ações de complementação curricular em áreas em que apresente menor interesse. 18. Banca: IBADE A Educação Especial deve ser ofertada em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE), para os alunos com Deficiência (física, mental, sensorial), Transtorno Global de Desenvolvimento (TGD) ou Altas Habilidades/Superdotação, bem como garante as condições de acesso, permanência e, principalmente, de aprendizagem desses alunos nas salas regulares de ensino, junto com os colegas da mesma faixa etária. O Atendimento Educacional Especializado deve ser realizado nas salas de: 140 A) reforço escolar B) atendimento psicopedagógico C) recursos multifuncionais. D) aula particular. E) ensino regular. 19. Banca: FEPESE Analise o texto abaixo: Na educação inclusiva no contexto brasileiro, o trabalho em torno da tecnologia assistiva promove .................................. a participação dos alunos nos desafios educacionais. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto. A) a conscientização técnica que impede B) a ruptura de barreiras que impedem C) o assistencialismo que inclui D )estratégias paliativas buscando E) o amparo beneficente para efetivar 20. Banca: MS CONCURSOS O Comitê de Ajudas Técnicas do Brasil define Tecnologia Assistiva como: “Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação depessoas com deficiência, incapacidades, ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social” (ATA VII – Comitê de Ajudas Técnicas – CAT). Simplificando, podemos definir Tecnologias Assistiva como: A)Tudo aquilo que é criado para ajudar pessoas com deficiência a terem independência e serem incluídas, seja proporcionando, ou ampliando suas habilidades de se comunicar, ouvir, ver, andar, ou tocar. B)Uma tecnologia criada para ser usada esporadicamente. 141 C)Uma tecnologia a ser executada apenas para pessoas sem nenhum tipo de deficiência. D)Uma tecnologia desenvolvida para ser usada apenas para pessoas que trabalhem na área de informática. 1) A comunicação alternativa é de grande importância na educação inclusiva. A respeito disto, a alternativa INCORRETA É A LETRA . C Os recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma totalmente personalizada, porém não levam em consideração várias características que atendem às necessidades deste usuário. GABARITO LETRA C 2) A Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) é uma das categorias da C) dificuldades entre a necessidade comunicativa e a habilidade em falar e/ou escrever. GABARITO LETRA C 3) Avalie se os itens a seguir definem os sistemas de Comunicação Alternativa e Suplementar criados ou adaptados. I. Língua de sinais. II. Pranchas de alfabeto ou símbolos pictográficos. III. Comunicadores. E os itens I, II e III estão corretos. 4) São exemplos de Tecnologia Assistiva no contexto educacional. 1. Mouses diferenciados 2. Teclados virtuais com varreduras e acionadores 3. Softwares de comunicação alternativa 4. Textos em Braille 5. Recursos de mobilidade pessoal .E São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5. GABARITO LETRA E 5) "As altas habilidades/ superdotação (AH/SD) e sobre os estudantes com altas habilidades/ superdotação no cenário científico brasileiro, ainda são muitos pouco pesquisados, principalmente nas universidades, e faltam professores especializados para atender esta população. Podemos supor que isso reflete o pensamento comum de que pessoas com comportamento de superdotação não apresentam as dificuldades que acometem outras pessoas, pois eles próprios superariam suas dificuldades por serem pessoas com níveis elevados de inteligência" Fonseca, S.M; Perèz, S.G. E depois que crescem... os estudantes com altas habilidades/superdotação. In Inclusão no ensino superior: Docência e necessidades educacionais especiais. Francisco Ricardo Lins Vieira de Melo (org). Natal: EDUFRN. 2013 p. 167-183. A partir desse texto, infere-se que a prática pedagógica dos SIMULADO COMENTADO DAS QUESTOES ACIMA 142 professores deve considerar C) a aceleração, que se refere à abreviação do tempo de duração do curso e o enriquecimento curricular para atender aos estudantes com AH/SD. 6) No que se refere às deficiências intelectual, auditiva e visual e à surdez, julgue o item que se segue. O atendimento educacional especializado promove o ensinoe o uso de recursos de tecnologia assistiva, tais como a comunicação alternativa e aumentativa, a informática acessível, o sorobã, recursos ópticos e não ópticos, softwares específicos, os códigos e as linguagens, as atividades de orientação e mobilidade. A resposta é Certo GABARITO CERTO 6) a alternativa correta, segundo Mantoan (2015), sobre como ensinar a turma toda na escola inclusiva. E) É fundamental que o professor nutra uma elevada expectativa em relação à capacidade de progredir dos alunos. GABARITO E 8) a escola comum é aquela que se torna inclusiva quando: D) Reconhece as diferenças dos alunos diante do processo educativo e busca a participação e o progresso de todos. GABARITO LETRA D 7) Se o aluno com necessidades educacionais especiais, por exemplo, já estiver participando do AEE, a sua matrícula A Deve estar condicionada à matricula no ensino regular. 10) “O trabalho do professor do AEE é ajudar o aluno com ........................... a atuar .................................., considerando as suas especificidades – especificidades que dizem respeito principalmente à relação que ele Banca: FEPESEO estabelece com o conhecimento que promove sua ......................... intelectual” MEC, 2010, Fascículo II. C) Deficiência intelectual • no ambiente escolar e fora dele • autonomia GABARITO C 11. professor do AEE em Libras trabalha com os conteúdos curriculares que estão sendo estudados no ensino comum,articuladamente com o professor de sala de aula. Trata-se de um trabalho ........................................... ao que está sendo estudado na sala de aula. SEESP/MEC, Fascículo, IV, 2010. D) complementar GABARITO LETRA D 143 12. Com o objetivo de beneficiar os alunos e a melhoria da qualidade de ensino, o professor da Educação Especial pode contar com a articulação das atividades desenvolvidas por profissionais das Escolas Comuns (MEC, 2010, Fascículo I). Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação a essa parceria. ALTERNATIVA FALSA ; Elaboração conjunta de planos de trabalho durante a construção do Projeto Pedagógico, sendo a Educação Especial um tema à parte da programação escolar. ALTERNATIVA VERDADEIRA ; O encaminhamento do aluno à Educação Especial deve ter sido previamente estudado e identificado. ALTERNATIVA VERDADEIRA; Reflexão e discussão dos planos de atendimento educacional especializado com os membros da equipe escolar. ALTERNATIVA FALSA;Desenvolvimento em parceria de recursos e materiais didáticos para o atendimento do aluno em casa com horário agendado. GABARITO LETRA D) F • V • V • F 13 Em termos de recursos acessíveis de tecnologia assistiva, o ....................... facilita a .......................... do aluno com ......................... D) teclado colmeia • digitação • dificuldade motora GABARITO LETRA D 14. São considerados(as) na organização do Atendimento Educacional Especializado (AEE): A) as características individuais de cada aluno. GABARITO LETRA A 15. “Sou mãe de uma menina com 5 anos, diagnosticada com autismo. Mudamos de bairro e procurei a escola de Educação Infantil mais próxima para realizar sua transferência. Fui muito bem atendida e orientada na secretaria da escola, assim combinamos que, antes de começarem as aulas, levaria minha filha para conhecer a nova escola. Para minha surpresa, quando cheguei na escola com minha filha, o tratamento mudou, negaram que tinham condições de recebê-la como aluna e não tentaram nenhum contato com ela. Fiquei muito chateada, decepcionada e, quando ganhei forças, questionei o motivo de mudança de postura da escola. Explicaram que minha filha era muito grande para 5 anos, que causaria problemas na turma, mas que não era um problema do diagnóstico e até me indicaram uma escola só para autistas no próprio bairro.” Com base nas contribuições do documento Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva, assinale a alternativa correta que apresenta ponderação a ser apresentada à mãe na busca da escola para a filha com TEA (Transtorno do Espectro Autista).C) A escola deve se organizar para o 144 atendimento de todos os educandos comnecessidades educacionais especiais e assegurar a qualidade da educação. GABARITO LETRA 16. No Brasil, a política educacional do Ministério da Educação para os alunos identificados como portadores de Altas Habilidades e Talentos aponta para duas alternativas: programas de enriquecimento curricular e programas de aceleraçãodos estudos (LDB n° 9.394/96, art. 59o, inciso II), ou uma combinação de ambos. A criança com altas habilidades/superdotação precisa de um programa específico, baseado em: B) características individuais próprias, para suprir e complementar suas necessidades, favorecendo sua criatividade e seus interesses. GABARITO LETRA B 17 Um olhar atento para os estudantes com altas habilidades ou superdotação permite constatar a importância de a instituição escolar desenvolver um trabalho pedagógico voltado para esse público. São objetivos do Atendimento Educacional Especializado, nesses casos, A) expandir o acesso do estudante a recursos de tecnologia, materiais pedagógicos e bibliográficos de sua área de interesse; estimular a proposição e o desenvolvimento de projetos de trabalho no âmbito da escola, com temáticas diversificadas. GABARITO LETRA A . 18. A Educação Especial deve ser ofertada em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE), para os alunos com Deficiência (física, mental, sensorial), Transtorno Global de Desenvolvimento (TGD) ou Altas Habilidades/Superdotação, bem como garante as condições de acesso, permanência e, principalmente, de aprendizagem desses alunos nas salas regulares de ensino, junto com os colegas da mesma faixa etária. O Atendimento Educacional Especializado deve ser realizado nas salas de: C) recursos multifuncionais. GABARITO LETRA C 19. Na educação inclusiva no contexto brasileiro, o trabalho em torno da tecnologia assistiva promove .................................. a participação dos alunos nos desafios educacionais. B) a ruptura de barreiras que impedem GABARITO LETRA B 20. O Comitê de Ajudas Técnicas do Brasil define Tecnologia Assistiva como: “Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação depessoas com deficiência, incapacidades, ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social” (ATA VII – Comitê de Ajudas Técnicas – CAT). Simplificando, 145 podemos definir Tecnologias Assistiva como: A)Tudo aquilo que é criado para ajudar pessoas com deficiência a terem independência e serem incluídas, seja proporcionando, ou ampliando suas habilidades de se comunicar, ouvir, ver, andar, ou tocar. GABARITO LETRA A DEFICIÊNCIA VISUAL E O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO A deficiência visual envolve as condições de cegueira e de baixa visão. A pessoa cega apresenta perda total da visão até a ausência de projeção de luz, enquanto pessoas com baixa visão conseguem perceber a projeção de luz, mas sua acuidade visual interfere e limita seu desempenho. A pessoa cega aprende por meio dos sentidos remanescentes (tato audição, olfato, paladar) e utiliza o sistema Braille como principal meio de comunicação escrita. A pessoa com baixa visão (anteriormente chamada de visão parcial ou visão subnormal) aprende por meio visual, mas com a utilização de recursos específicos (BRASIL, 2003). Entre as causas mais frequentes estão causas orgânicas que podem ocorrer desde o nascimento, como: • Retinopatiada prematuridade – por imaturidade da retina decorrente de parto prematuro ou por excesso de oxigênio na incubadora; • Catarata congênita – por infecções na gestação, como rubéola, ou hereditárias; • Atrofia óptica – por problema de parto; • Deficiência visual cortical – encefalopatias, alteração do sistema nervoso ou convulsões (BRASIL, 2003). A baixa visão é uma deficiência que requer a utilização de estratégias e de recursos específicos, sendo muito implicações pedagógicas dessa condição visual e usar os recursos de acessibilidade adequados no sentido de favorecer uma melhor qualidade de ensino na escola. Segundo o Artigo 5º, alínea C, do DecretoFederal No. 5.296, de 02 de dezembro de 2004, o qual regulamenta as Leis No. 10.048, de 8 denovembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá ou traz providências, a baixa visão corresponde à acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no olho de melhor visão e com a melhor correção óptica. 146 Também pode ocorrer a cegueira adventícia ou adquirida – por causas acidentais ou traumas oculares, diabetes, deslocamento de retina, glaucoma etc. Quando a cegueira ocorre de forma associada com a perda da audição, ocasiona a deficiência chamada de surdo-cegueira. Muitas vezes, na escola, os professores podem identificar sinais e sintomas de possíveis deficiência visual e atuar preventivamente orientando a família a procurar o atendimento oftalmológico. Os alunos tendem a apresentar os seguintes sinais: apertar e esfregar os olhos, ter os olhos avermelhados e lacrimejantes, estrabismo, franzir a testa para fixar de perto ou de longe, dificuldades para leitura e escrita, desatenção e desinteresse, entre outros. capítulo 4 • 126 A criança cega se alfabetiza por meio da aprendizagem do sistema Braille de escrita, com base na combinação de 63 pontos que representam as letras do alfabeto, os números e outros símbolos gráficos. 01 Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Para a questão, considerar MACHADO (2009). Para alunos com baixa visão serão necessários, dentre outras coisas: A) pauta ampliada; plano inclinado; ampliação sonora. B) comunicação suplementar; tecnologia alternativa; braile. C) soroban; orientação e mobilidade; língua de sinais. D) material com contraste visual; braile; engrossador de lápis. E) ampliação de fontes; material com contraste visual; estimulação de resíduo visual. 02 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Os itens de Tecnologia Assistiva concedidos pelo MEC – SEESP nos kits de recursos para alunos com baixa visão e alunos cegos do ensino fundamental de escolas públicas são: A) sacolão criativo, material dourado e cadeira de rodas. B) bengala dobrável e lupa de apoio tipo régua. C) dominó e esquema corporal. D) mesas quadradas e armários de madeira. E) calculadora comum e memória de numerais. SIMULADO DEFICIÊNCIA VISUAL. 147 03 Banca: FEPESE Identifique se as afirmativas abaixo, sobre a adaptação de recursos ópticos para alunos com baixa visão, são verdadeiras. ( V ) ou falsas ( F ): ( ) Muitos alunos com baixa visão, severa ou moderada, poderão se beneficiar da ajuda de recursos ópticos específicos, para perto ou longe, como forma de facilitar o processo de ensino e aprendizagem. ( ) Óculos bifocais ou monofocais e lupas manuais e de apoio são exemplos de recursos ópticos especiais para auxílio para perto. ( ) No processo de adaptação de recursos ópticos, o aluno deve levar o recurso para casa, para poder pesquisar livremente em seu ambiente, nos espaços externos de sua preferência, e decidir seguramente a melhor opção. ( ) Os recursos ópticos oferecidos ao aluno com baixa visão no ambiente escolar não podem ser levados para casa ou para outros ambientes fora da escola. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. A) V – V – V – F B) V – V – F – V C) V – F – V – F D) F – V – V – F E) F – F – F – V 04 Banca: VUNESP O professor do AEE e o professor da sala comum podem fazer uso de recursos e auxílios não ópticos para melhorar o funcionamento visual de alunos com baixa visão nas atividades de leitura e escrita. São exemplos desses auxílios: Alternativas A) tiposcópio, lápis 5B ou 6B, auxílios de lâmpadas eletrônicas, folhas com pautas escuras e prancheta inclinada para leitura. B) lupas manuais para ampliar as letras e o texto, com auxílio de pautas ampliadas, e lápis de grafite forte. C) uso da letra fonte 24, com contrastes de cores, tiposcópio, pauta ampliada e apoio de lupas ou telescópios. D) lupa eletrônica, lupas manuais, livros com texto ampliado, luzes incandescentes e oclusores laterais. E) contrastes nas cores, tamanhos de margens, pautas ampliadas e espaçamento de letras e lupa eletrônica. 148 05 Banca: FEPESE A baixa visão é uma deficiência que requer a utilização de estratégias e de recursos específicos, sendo muito importante compreender as implicações pedagógicas dessa condição visual e usar os recursos de acessibilidade adequados no sentido de favorecer uma melhor qualidade de ensino na escola. Os recursos de acessibilidade para os alunos com baixa visão classificam-se em auxílios ópticos e não ópticos. Em relação aos recursos ópticos, é correto afirmar: A) São recursos utilizados pelo aluno exclusivamente nas atividades escolares e devem ter seu uso acompanhado e avaliado pelo professor do atendimento educacional especializado. B) A prescrição desses recursos é da competência do oftalmologista que define quais são os mais adequados à condição visual do aluno. C) A prescrição desses recursos é de responsabilidade do oftalmologista e/ou do professor do atendimento educacional especializado que avaliam a adequação à condição visual do aluno. D) São recursos prescritos pelo oftalmologista para todos os alunos com baixa visão para uso durante as atividades escolares. E) Para a prescrição desses recursos deve ser levada em consideração a condição econômica do aluno, pois são de difícil acesso devido ao alto custo de aquisição e manutenção. 06 no: 2019 Banca: FURB Ao matricular, em seu serviço de educação especial, um aluno com baixa visão, é correto afirmar que compete ao professor do atendimento educacional especializado: A) Identificar e organizar apenas os recursos não ópticos como lunetas e lupas B) Identificar e organizar o uso de recursos ópticos como ampliação em tinta. C) Identificar e organizar o uso de recursos ópticos e não ópticos. D) Identificar e organizar somente os recursos ópticos para esse aluno. E) Identificar e organizar o sistema braile. 07 Ano: 2020 Banca: IDCAP A definição de baixa visão (ambliopia, visão subnormal ou visão residual) é complexa devido à variedade e à intensidade de comprometimentos 149 das funções visuais. Essas funções englobam desde a simples percepção de luz até a redução da acuidade e do campo visual que interferem ou limitam a execução de tarefas e o desempenho geral. Em muitos casos, observa-se o(a) __________, movimento rápido e involuntário dos olhos, que causa uma redução da acuidade visual e fadiga durante a leitura. A) Fibrimialgia. B) Nistagmo. C) Estigmatizo. D) Retinopatia. E) Glaucoma. 08 Sobre a aprendizagem e alfabetização de alunos cegos é INCORRETO afirmar que: A) é considerado cego aquele que apresenta desde ausência total de visão até a perda da percepção luminosa. B) as crianças cegas, principalmente com cegueira congênita devem ser estimuladas o mais cedo possível, para que não haja um atraso em seu desenvolvimento. C) um ambiente favorável à alfabetização de uma criança cega deve estimular a exploração dos sentidos remanescentese considerar a cognição limitada. D) deve ser diminuído o contato com as demais crianças, videntes, nos intervalos de aulas, evitando o excesso de estímulos e a fadiga. E) o processo de aprendizagem de uma criança com deficiência visual requer procedimentos e recursos didáticos especializados. 09 Ano: 2018 Banca: IDCAP A definição de baixa visão (ambliopia, visão subnormal ou visão residual) é complexa devido à variedade e à intensidade de comprometimentos das funções visuais. Tais funções abrangem: A) Apenas as dificuldades visuais a curta e média distância, sem a possibilidade de uso de lentes corretivas. B) Desde a simples percepção de luz até a redução da acuidade e do campo visual que interferem ou limitam a execução de tarefas e o desempenho geral. 150 C) Desde a habilidade tátil de cada indivíduo até o reconhecimento de cores na ampla visão do dia a dia. D) Somente o não reconhecimento de cores na vida diária. E) Apenas a percepção de tons de cores primárias com o auxílio de lentes corretivas permanentes. 10 Ano: 2019 Banca: Colégio Pedro Estudantes com baixa visão fazem uso de recursos ópticos sendo que as escolhas e os níveis de adaptação obedecem às necessidades específicas de cada um. Observe os recursos de acessibilidade listados a seguir: 1. contrastes texto-fundo na tela de computador e em material impresso; 2. lupa eletrônica para TV e ampliação de tela; 3. softwares de ampliação e lupa manual; 4. pauta ampliada, reglete e Tadoma. Assinale a alternativa que aponta os recursos ópticos indicados para estudantes com baixa visão. A) 1, 2 e 3. B) 1, 2 e 4. C) 1, 3 e 4. D) 2, 3 e 4. 11 Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: As alternativas abaixo listam várias recomendações para facilitar a formação de conceitos e construção de conhecimentos dos alunos com cegueira. Sobre o assunto está INCORRETO o que se diz em: A) O professor deve primar para que as explicações sejam descritivas e concretas, deixando a manipulação de objeto pelo aluno cego para o atendimento especializado. B) O professor, na sala regular, deve estimular o aluno cego a ouvir, a cheirar, a tocar, para o qual é imprescindível a educação destes sentidos. Aliás, isto é importante para todas as crianças. 151 C) É importante aprimorar a utilidade dos sentidos remanescentes na relação com os objetos, coisas e pessoas. D) São interessantes e recomendáveis recursos que atendam às diversas condições visuais, podendo usar o Sistema Braille, as fontes ampliadas e outras alternativas no processo de aprendizagem. E) O ideal é que, em parceria com o AEE, o professor procure providenciar, estímulos táteis, auditivos e olfativos, para que a criança consiga perceber diferentes texturas, formas e aromas. 12 Ano: 2019 Banca: VUNESP O Sistema Braille possibilita para o aluno com cegueira o contato direto com a grafia das palavras, a interação do leitor com o texto e contribui para a compreensão e para o uso correto das letras, dos acentos e da pontuação, favorecendo o uso da escrita para comunicação, entretenimento e registro de informações de forma autônoma. Essa autonomia é relativa porque o Braille é um sistema restrito a um universo particular de usuários. Nessa concepção, é correto afirmar que o Braille. A) é o sistema específico de alfabetização para criança com cegueira que deve compreender que o Braille é uma modalidade de escrita diferente da escrita em tinta e que por isso tem outros usos e funcionalidades. B) é utilizado para ensinar a escrita a alunos com cegueira, suficiente para a sua alfabetização e que possibilita o processo de construção e conhecimento por meio da experiência não visual. C) deve ser introduzido em situações cotidianas, mesmo que a criança não saiba decifrar esse código, para que ela aprenda a se comunicar, se beneficiar da linguagem, da diversidade de jogos e de exercícios táteis o mais cedo possível. D) deve ser introduzido gradualmente no contexto de atividades preliminares à leitura, considerando os interesses, as habilidades e as necessidades da criança com cegueira, para que ela não se recuse a aprender seu único sistema de alfabetização. E) deve ser ensinado quando a criança com cegueira iniciar o ensino fundamental por ser um sistema de alfabetização, e, portanto, é necessário ensinar anteriormente as atividades do pré-Braille como pré-requisitos. 152 13) De acordo com a coleção do MEC “A Educação Especial na Perspectiva na Inclusão Escolar: baixa visão e cegueira”, sobre cegueira congênita e cegueira adventícia, é INCORRETO afirmar que: A) A ausência de visão manifestada durante os primeiros anos de vida é considerada cegueira congênita. B) A ausência de visão manifestada durante os primeiro anos de vida é considerada cegueira adquirida ou adventícia. C) A perda da visão de forma imprevista ou repentina é conhecida como cegueira adquirida ou adventícia. D) Dentre as principais causas da cegueira adventícia, destacam-se as doenças infecciosas, as enfermidades sistêmicas e os traumas oculares. E) Dentre as principais causas da cegueira congênita, destacam-se a retinopatia da prematuridade, a catarata, o glaucoma congênito e atrofia do nervo óptico. Trata-se de uma condição orgânica limitante que interfere significativamente do desenvolvimento infantil. 14) Conforme o que dispõe a Lei n. 6.478, de 09 de julho de 2020, é correto afirmar: A) A Lei garante o acesso ao ensino em braile para alunos com cegueira e baixa visão. B)As publicações eletrônica não têm relevância a ao convívio social das pessoas com cegueira. C)A imagem deverá ser descrita sem quaisquer julgamentos ou opiniões. D)Deve-se considerar os princípios da áudio descrição dissertativa- argumentativa para produção dos textos descritivos. E)Quaisquer publicações estão isentas de incluir a legenda “#PraCegoVer”. 15) Acerca da deficiência visual, assinale a opção correta. A) A visão depende exclusivamente do bom funcionamento do olho. B) A aprendizagem da pessoa com deficiência visual depende do uso de softwares e aplicativos de computador. 153 C) A baixa visão apresenta uma definição clara e objetiva, ao contrário da cegueira que inclui uma variedade de comprometimentos visuais. D) Do ponto de vista educacional, considera-se deficiente visual especificamente aquele que utiliza os sentidos remanescentes no processo de aprendizagem. E) A deficiência visual inclui dois grupos de condições distintas: cegueira e baixa visão. 16) A articulação entre Educação Especial e escola comum, na perspectiva da inclusão, ocorre em todos os níveis e etapas do ensino básico e do superior, sendo assim os professores da escola comum e os da Educação Especial precisam se envolver para que seus objetivos específicos de ensino sejam alcançados, compartilhando um trabalho interdisciplinar e colaborativo. Com base no contexto acima assinale a alternativa que NÃO corresponde aos eixos de articulação: A)O estudo e a identificação do problema pelo qual um aluno é encaminhado à Educação Especial. B)A discussão dos planos de AEE ( Atendimento Educacional Especializado) com todos os membros da equipe escolar. C)O desenvolvimento em parceria de recursos e materiais didáticos para o atendimento do aluno em sala de aula e o acompanhamento conjunto da utilização dos recursos e do progresso do aluno no processo de aprendizagem. D)Atuação primordial no credenciamento, autorização de funcionamento e organização dos centros de AEE, zelando para que atuem dentro do que a legislação, orienta para que esse atendimento ocorra na escola comum. 18) Ano: 2020 Banca: Quadrix De acordo com Rodrigues e Angelucci (2018), julgue os itens seguintes com relação à escolarização de crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista. I. O estabelecimento do diagnósticobiomédico como verdade sobre o sujeito não é operativo para a educação. Isso porque o rótulo que reduz questões subjetivas, sociais e políticas a um diagnóstico nosológico desincumbe o professor de seu trabalho. 154 II. A manutenção da relação da educação especial com uma perspectiva de reabilitação faz com que o professor suponha que precise se submeter a um saber biomédico para poder ensinar a seu aluno. Dessa forma, aquilo que se entende como escolarização de crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista continua a se manter muito próximo à clínica da normalização. III. Para pensar em um projeto de escolarização, é necessário identificar as barreiras que estão dificultando a permanência e a fruição da escola e o aprender e o socializar para a criança com transtorno do espectro autista. Assinale a alternativa correta. A) Apenas os itens II e III estão certos. B) Apenas o item I está certo. C) Apenas os itens I e II estão certos. D) Apenas os itens I e III estão certos. E) Todos os itens estão certos. 19 Ano: 2022 Banca: SELECON Crianças com altas habilidades/superdotação (AH/SD) são aquelas que apresentam uma habilidade acima da média em determinadas áreas do conhecimento. No que tange à formação continuada, cabe ao psicólogo: A)ofertar o enriquecimento curricular para os estudantes B)ofertar a consultoria colaborativa para os professores C)acelerar a conclusão do percurso escolar dos estudantes D)afastar da prática docente os professores que não percebam os indicadores de AH/SD 20) Ano: 2022 Banca: FEPESE Dentre os componentes que podem compor o atendimento aos estudantes com altas habilidades/ superdotação, público- alvo do atendimento dos professores de Educação Especial, estão: A)Enriquecimento extraescolar e fixação de conteúdos. B)Enriquecimento escolar e reforço de conteúdos. C)Enriquecimento intracurricular e fixação de conteúdos. D)Enriquecimento intracurricular e extracurricular. 155 E)Enriquecimento extracurricular e reforço de conteúdos. 01) Para a questão, considerar MACHADO (2009). Para alunos com baixa visão serão necessários, dentre outras coisas: E) ampliação de fontes; material com contraste visual; estimulação de resíduo visual. 02) Os itens de Tecnologia Assistiva concedidos pelo MEC – SEESP nos kits de recursos para alunos com baixa visão e B) bengala dobrável e lupa de apoio tipo régua. 03) Identifique se as afirmativas abaixo, sobre a adaptação de recursos ópticos para alunos com baixa visão, são verdadeiras. ( V ) ou falsas ( F ): RESPOSTA VERDADEIRA: Muitos alunos com baixa visão, severa ou moderada, poderão se beneficiar da ajuda de recursos ópticos específicos, para perto ou longe, como forma de facilitar o processo de ensino e aprendizagem. RESPOSTA VERDADEIRA: Óculos bifocais ou monofocais e lupas manuais e de apoio são exemplos de recursos ópticos especiais para auxílio para perto. RESPOSTA VERDADEIRA: No processo de adaptação de recursos ópticos, o aluno deve levar o recurso para casa, para poder pesquisar livremente em seu ambiente, nos espaços externos de sua preferência, e decidir seguramente a melhor opção. RESPOSTA FALSA: Os recursos ópticos oferecidos ao aluno com baixa visão no ambiente escolar não podem ser levados para casa ou para outros ambientes fora da escola. RESPOSTA CERTA A) V – V – V – F 04) O professor do AEE e o professor da sala comum podem fazer uso de recursos e auxílios não ópticos para melhorar o funcionamento visual de alunos com baixa visão nas atividades de leitura e escrita. São exemplos desses auxílios: Alternativas E) contrastes nas cores, tamanhos de margens, pautas ampliadas e espaçamento de letras e lupa eletrônica. 05) A baixa visão é uma deficiência que requer a utilização de estratégias e de recursos específicos, sendo muito importante compreender as implicações pedagógicas dessa SIMULADO COMENTADO DAS QUESTÕES 156 condição visual e usar os recursos de acessibilidade adequados no sentido de favorecer uma melhor qualidade de ensino na escola. Os recursos de acessibilidade para os alunos com baixa visão classificam-se em auxílios ópticos e não ópticos. Em relação aos recursos ópticos, é correto afirmar: B) A prescrição desses recursos é da competência do oftalmologista que define quais são os mais adequados à condição visual do aluno. RESPOSTA LETRA B 06) Ao matricular, em seu serviço de educação especial, um aluno com baixa visão, é correto afirmar que compete ao professor do atendimento educacional especializado: C) Identificar e organizar o uso de recursos ópticos e não ópticos. RESPOSTA LETRA C 07) A definição de baixa visão (ambliopia, visão subnormal ou visão residual) é complexa devido à variedade e à intensidade de comprometimentos das funções visuais. Essas funções englobam desde a simples percepção de luz até a redução da acuidade e do campo visual que interferem ou limitam a execução de tarefas e o desempenho geral. Em muitos casos, observa-se o(a) __________, movimento rápido e involuntário dos olhos, que causa uma redução da acuidade visual e fadiga durante a leitura. B) Nistagmo. RESPOSTA LETRA B 08)Sobre a aprendizagem e alfabetização de alunos cegos é INCORRETO D) deve ser diminuído o contato com as demais crianças, videntes, nos intervalos de aulas, evitando o excesso de estímulos e a fadiga. RESPOSTA LETRA D 09)A definição de baixa visão (ambliopia, visão subnormal ou visão residual) é complexa devido à variedade e à intensidade de comprometimentos das funções visuais. Tais funções abrangem: B) Desde a simples percepção de luz até a redução da acuidade e do campo visual que interferem ou limitam a execução de tarefas e o desempenho geral. 10) Estudantes com baixa visão fazem uso de recursos ópticos sendo que as escolhas e os níveis de adaptação obedecem às necessidades específicas de cada um. Observe os recursos de acessibilidade listados a seguir: 1. contrastes texto-fundo na tela de computador e em material impresso; 2. lupa eletrônica para TV e ampliação de tela; 3. softwares de ampliação e lupa manual; RESPOSTA CERTA A) 1, 2 e 3. 157 11) Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: As alternativas abaixo listam várias recomendações para facilitar a formação de conceitos e construção de conhecimentos dos alunos com cegueira. Sobre o assunto está INCORRETO o que se diz em: A) O professor deve primar para que as explicações sejam descritivas e concretas, deixando a manipulação de objeto pelo aluno cego para o atendimento especializado. .RESPOSTA LETRA A 12) O Sistema Braille possibilita para o aluno com cegueira o contato direto com a grafia das palavras, a interação do leitor com o texto e contribui para a compreensão e para o uso correto das letras, dos acentos e da pontuação, favorecendo o uso da escrita para comunicação, entretenimento e registro de informações de forma autônoma. Essa autonomia é relativa porque o Braille é um sistema restrito a um universo particular de usuários. Nessa concepção, é correto afirmar que o Braille. C) deve ser introduzido em situações cotidianas, mesmo que a criança não saiba decifrar esse código, para que ela aprenda a se comunicar, se beneficiar da linguagem, da diversidade de jogos e de exercícios táteis o mais cedo possível. RESPOSTA LETRA C 13) “A Educação Especial na Perspectiva na Inclusão Escolar: baixa visão e cegueira”, sobre cegueira congênita e cegueira adventícia, é INCORRETO B) A ausência de visão manifestada durante os primeiro anos de vida é considerada cegueira adquirida ou adventícia. RESPOSTA LETRA B 14) Conforme o que dispõe a Lei n. 6.478, de 09 de julho de 2020, é C)A imagem deverá ser descrita sem quaisquer julgamentos ou opiniões. 15) Acerca da deficiência visual, E) A deficiência visual inclui dois grupos de condições distintas:cegueira e baixa visão. 16) A articulação entre Educação Especial e escola comum, na perspectiva da inclusão, ocorre em todos os níveis e etapas do ensino básico e do superior, sendo assim os professores da escola comum e os da Educação Especial precisam se envolver para que seus objetivos específicos de ensino sejam alcançados, compartilhando um trabalho interdisciplinar e colaborativo. Com base no contexto acima assinale a alternativa que NÃO corresponde aos eixos de articulação: D)Atuação primordial no credenciamento, autorização de funcionamento e organização dos centros de AEE, zelando para que atuem dentro do que a legislação, orienta para que esse atendimento ocorra na escola comum. 158 18) De acordo com Rodrigues e Angelucci (2018), julgue os itens seguintes com relação à escolarização de crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista. CERTO I. O estabelecimento do diagnóstico biomédico como verdade sobre o sujeito não é operativo para a educação. Isso porque o rótulo que reduz questões subjetivas, sociais e políticas a um diagnóstico nosológico desincumbe o professor de seu trabalho. CERTO II. A manutenção da relação da educação especial com uma perspectiva de reabilitação faz com que o professor suponha que precise se submeter a um saber biomédico para poder ensinar a seu aluno. Dessa forma, aquilo que se entende como escolarização de crianças diagnosticadas com transtorno do espectro autista continua a se manter muito próximo à clínica da normalização. CERTO III. Para pensar em um projeto de escolarização, é necessário identificar as barreiras que estão dificultando a permanência e a fruição da escola e o aprender e o socializar para a criança com transtorno do espectro autista. E) Todos os itens estão certos. RESPOSTA E 19) Crianças com altas habilidades/superdotação (AH/SD) são aquelas que apresentam uma habilidade acima da média em determinadas áreas do conhecimento. No que tange à formação continuada, cabe ao psicólogo: C)acelerar a conclusão do percurso escolar dos estudantes. RESPOSTA C 20) Dentre os componentes que podem compor o atendimento aos estudantes com altas habilidades/ superdotação, público- alvo do atendimento dos professores de Educação Especial, estão: D)Enriquecimento intracurricular e extracurricular. RESPOSTA D 159 DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO QUESTÕES 1.Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor – Educação Especial. Uma das alternativas abaixo NÃO se refere à necessária articulação entre ensino comum e Atendimento Educacional Especializado (AEE). Assinale esta alternativa. A) A elaboração conjunta de planos de trabalho na construção do Projeto Pedagógico, sendo a Educação Especial um tópico à parte da programação escolar, já que não é a regra entre os alunos. B)Estudo e a identificação, conjuntos, do problema pelo qual um aluno é encaminhado à Educação Especial. C) A discussão dos planos de AEE com todos os membros da equipe escolar. D)A formação continuada dos professores e demais membros da equipe escolar, incluindo tópicos do AEE. E)O desenvolvimento em parceria de recursos e materiais didáticos para o atendimento do aluno em sala de aula e seu processo de aprendizagem. 2,Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor – Educação Especial. A opção que descreve corretamente características mais comuns de crianças no espectro autista é : A) Déficits na reciprocidade não-verbal, ecolalia, fixações com padrões e/ou rituais. B) Ecolalia, “stim” - movimentos repetidos para expressar emoções, inteligência elevada. C) Reação exagerada a estímulos sensoriais, déficits na reciprocidade não-verbal, incapacidade de sentir emoções. D)Fixações com padrões e/ou rituais, dificuldade com comunicação verbal, agressividade com outro. E)Ecolalia, “stim”, dificuldade com comunicação verbal, fixações com padrões e/ou rituais, tendência a comportamentos perigosos para si e para outros. 3.Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor – Educação Especial. Para atuação no Atendimento Educacional Especializado (AEE), o professor deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica na educação especial, inicial ou continuada. A alternativa que NÃO corresponde às atribuições do professor do AEE é: 160 A) Identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos de acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alunos. B)Promover atividades e espaços de participação da família e a interface com os serviços setoriais da saúde, da assistência social, entre outros, salvo se a família já estiver em atendimento nesses serviços. C) Organizar o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos multifuncional (também prevista para a escola). d)Estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de diversos recursos de acessibilidade. E)Orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno. 4)BETAAno: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor - LibrasOs estudos de Quadros (Quadros, 1997, p. 30), afirmam que existem tipos de bilinguismo na educação de surdos. A alternativa que apresenta os tipos de bilinguismo é: A) existem de acordo com a autora citada, três formas catalogadas de bilinguismo: o concomitante, por identificação e competência. B) são formas de bilinguismo: o natural, o adquirido e o secundário. C) existem muitas formas de bilinguismo, porém a autora foca seus estudos apenas no bilingüismo concomitante. D) pode-se citar duas formas básicas de bilinguismo: uma delas envolve o ensino da segunda língua quase que de forma concomitante à aquisição da primeira língua e a outro caracteriza-se pelo ensino da segunda língua somente após a aquisição da primeira língua. E) a única forma de bilinguismo que a autora descreve seus estudos é a Diglossia. 5)Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor – Educação Especial. Numerosos documentos nacionais e internacionais fundamentam o direito universal à educação e, nos casospertinentes, à educação inclusiva. A alternativa que NÃO está correta sobre princípios da educação inclusiva é : A) Cada criança tem características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprias, únicas. B) A aprendizagem deve ser adaptada às necessidades da criança ao invés de se tentar adaptar a criança ao método de ensino e/ou teoria da aprendizagem em questão. C) Todas as crianças devem aprender juntas, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas tenham, sempre que isso seja possível. 161 D) As crianças com dificuldades de se adaptar ao método criado pela escola e equipe técnica chegaram a seu limite definitivo de aprendizagem e isso deve ser respeitado. E) Os governos devem adotar como lei e como política o princípio da educação inclusiva, admitindo todas as crianças nas escolas regulares, sendo isso possível. 6)Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor – Educação Especial. Dentre as opções a seguir, aquela que inclui alunos com um perfil que NÃO se qualifica dentro do público-alvo da AEE é: A) Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial. B) Alunos com deficiências como Down, paralisia cerebral, entre outras. C) Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. D)Alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos como hiperatividade e depressão. E) Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade. 8) Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor - Libras A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os serviços e recursos próprios desse atendimento e orienta os alunos e seus professores quanto a sua utilização nas turmas comuns do ensino regular (Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, 2008, p. 16) Com base na Política apresentada, NÃO são atribuições do atendimento educacional especializado: A) desenvolver atividades que se diferenciam daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. B) suplementar a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. C) disponibilizar programas de enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, ajudas técnicas e tecnologia assistiva, entre outros. 162 D) identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas. E) criar um currículo próprio de ensino, ao longo de todo processo de escolarização dos educandos, de modo a ampliar a proposta pedagógica do ensino comum. 8)Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor – Libras Skliar et al (1995), apresenta propostas de objetivos da educação bilingue- bicultural. Com base no autor, observe as proposições abaixo: A) Criar um ambiente linguístico apropriado às formas particulares de processamento cognitivo e linguístico das crianças surdas; B) Assegurar o desenvolvimento sócio-emocional íntegro das crianças surdas a partir da identificação com surdos adultos; C) Garantir o acesso das crianças as condições plenas de oralização e inserção a cultura de seu país, por meio da língua oral; D) Criar um ambiente linguístico apropriado às formas particulares de processamento cognitivo e linguístico das crianças surdas; e) Assegurar o desenvolvimento sócio-emocional íntegro das crianças surdas a partir da identificação com surdos adultos; Identificando os objetivos apresentados pelo autor para o estabelecimento da educação bilingue-bicultural, os itens corretos são, apenas: a) A e B. b) A, B, D e E. c) B, C, D e E. d) A, C e E. e) B, C e D. 9) Q1278177 Pedagogia Legislação da Educação A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os serviços e recursos próprios desse atendimento e orienta os alunos e seus professores quanto a sua utilização nas turmas comuns do ensino regular (Política Nacional deEducação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, 2008, p. 16) 163 Com base na Política apresentada, NÃO são atribuições do atendimento educacional especializado: A) desenvolver atividades que se diferenciam daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. B) suplementar a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. C) disponibilizar programas de enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, ajudas técnicas e tecnologia assistiva, entre outros. D) identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas. E) criar um currículo próprio de ensino, ao longo de todo processo de escolarização dos educandos, de modo a ampliar a proposta pedagógica do ensino comum. 10)Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor – Séries Iniciais. Antes, nós tínhamos a escola regular e a escola especial, separadamente. A educação inclusiva aparece para acabar com essa separação. Ela é a educação especial dentro da escola regular com o objetivo de permitir a convivência e a integração social dos alunos com deficiência, favorecendo a diversidade. A educação inclusiva não é a mesma coisa que a educação especial. A educação especial é uma modalidade de ensino que tem a função de promover o desenvolvimento das habilidades das pessoas com deficiência, e que abrange todos os níveis do sistema de ensino, desde a educação infantil até a formação superior. Ela é responsável pelo atendimento especializado ao aluno e seu público-alvo são os alunos com algum tipo de deficiência (auditiva, visual, intelectual, física ou múltipla), com distúrbios de aprendizagem ou com altas habilidades (superdotados). A educação inclusiva é uma modalidade de ensino na qual o processo educativo deve ser considerado como um processo social, em que: A) o ensino a distância não pode ser utilizado como complementação da aprendizagem. B) as comunidades indígenas e quilombolas não se encontram contempladas. C) todas as pessoas, com deficiência ou não, têm o direito à escolarização. D) é fundamental o fortalecimento dos vínculos com as famílias e demais redes de apoio. E) o ensino religioso faz parte integrante da formação básica em prol da cidadania. 164 11)Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor – Bilingue “A inclusão também se legitima, porque a escola, para muitos alunos, é o único espaço de acesso aos conhecimentos. É o lugar que vai proporcionar lhes condições de se desenvolverem e de se tornarem cidadãos, alguém com uma identidade sociocultural que lhes conferirá oportunidades de ser e de viver dignamente”. (Mantoan, 2003, p.30) A autora defende que a escola precisa ofertar uma educação de qualidade, portanto, pode-se dizer EXCETO que: A) existe ensino de qualidade quando as ações educativas se pautam na solidariedade, na colaboração, no compartilhamento do processo educativo com todos os que estão direta ou indiretamente nele envolvidos. B) tem-se um ensino de qualidade a partir de condições de trabalho pedagógico que implicam formação de redes de saberes e de relações, que se entrelaçam por caminhos imprevisíveis para chegar ao conhecimento. C) existe ensino de qualidade quando as disciplinas como meios de conhecer melhor o mundo e as pessoas que nos rodeiam. D) nas práticas pedagógicas predominam a experimentação, a criação, a descoberta, a co- autoria do conhecimento. E) o ensino deixa de ter qualidade quando as ações educativas se pautam na solidariedade e nacolaboração, visto que é necessário que a ação seja específica para aquela deficiência e nãocompartilhada com outras, correndo o risco de incorrer em grave erro técnico. 12)Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor – Educação Especial A alternativa que NÃO se refere a práticas pedagógicas inclusivas que favorecem a aprendizagem e respeitam a diversidade dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação é a seguinte: A) Realizar atividades que estimulem a convivência grupal e a aprendizagem de forma lúdica. B) Assegurar a heterogeneidade da turma, evitando constituir espaços e atividades segregadas. C) Manter a comunicação entre o professor regular e o da sala de recursos. D) Criar e alimentar estratégia interativa e colaborativa. E) Assegurar um espaço físico interno das salas pequeno paraa quantidade de alunos, com maiorsensação de acolhimento. 13)Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor Sobre a aprendizagem e alfabetização de alunos cegos é INCORRETO afirmar que: 165 A) é considerado cego aquele que apresenta desde ausência total de visão até a perda da percepção luminosa. B) as crianças cegas, principalmente com cegueira congênita devem ser estimuladas o mais cedo possível, para que não haja um atraso em seu desenvolvimento. C) um ambiente favorável à alfabetização de uma criança cega deve estimular a exploração dos sentidos remanescentes e considerar a cognição limitada. D) deve ser diminuído o contato com as demais crianças, videntes, nos intervalos de aulas, evitando o excesso de estímulos e a fadiga. E) o processo de aprendizagem de uma criança com deficiência visual requer procedimentos e recursos didáticos especializados. 14)Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor “Não importam as diferenças, não importam as deficiências: o ser humano tem direito de viver e conviver com outros seres humanos, sem discriminação e sem segregações odiosas. E quanto mais “diferente” o ser humano, quanto mais deficiências ele tem, mais esse direito se impõe. E este é um direito natural, que nem precisaria estar positivado em lei. Não precisava constar na Constituição” (Sartoretto, 2011). A) Recusar a matrícula por falta de condições objetivas da escola em realmente oferecer uma educação inclusiva não constitui discriminação. B) A partir deste entendimento, as classes especiais ou instituições especializadas passaram a ser o lugar das crianças e adolescentes com algum tipo de deficiência. C) O direito à educação, o direito de frequentar a escola comum, o direito a aprender nos “limites” daspróprias possibilidades são decorrentes do direito primordial à convivência e inclusão. D) Todos os alunos podem e devem estar na escola regular, sem qualquer exceção ou impossibilidade a ser considerada. E) A institucionalização e a impossibilidade de educação também são contempladas nesse princípio enunciado. 15)Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: ProfessorSobre alguns dos mais importantes marcos legais, políticos e educacionais da educação inclusiva NÃO é possível afirmar que: A) a Declaração de Salamanca consolidou a necessidade de inclusão das crianças, jovens e adultos comdeficiência e, em certos casos, com necessidades educacionais especiais, dentro do sistema regular de ensino. 166 B) a Declaração de Salamanca estruturou princípios, políticas e práticas na área da educação inclusiva e foi sendo incorporada às políticas educacionais brasileiras e ao arcabouço legislativo nacional. C) a Declaração de Salamanca estabelece que escolas inclusivas devem reconhecer as necessidades diversas de seus alunos, através de um currículo apropriado, estratégias de ensino, uso de recursos e parceria com as comunidades. D) as leis e normativas sobre educação inclusiva, de forma geral, não se referem à família e àcomunidade ou não o fazem de forma direta e extensa. E) as leis e normativas sobre educação inclusiva afirmam que a frequência em escola regular visaproporcionar ao estudante com deficiência o relacionamento com pares da mesma idade e o estímulo benéfico para seu desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo. 16)Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: ProfessorSobre o atendimento educacional especializado (AEE), pode-se afirmar que: A) é um serviço da educação especial que identifica, elabora, e organiza recursos pedagógicos e deacessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suasnecessidades específicas. B)tem como função complementar ou suplementar a formação dos alunos em todos os níveis, etapas emodalidades de ensino. C) os profissionais de AEE precisam identificar quaisquer barreiras que impedem o acesso de alunosconsiderados diferentes. D)o público-alvo do AEE são alunos com deficiência; com transtorno global do desenvolvimento e comaltas habilidades/superdotação. E)deve disponibilizar programas de enriquecimento curricular no caso de altas habilidades, ensino delinguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, meios de locomoção e transporte nocaso de deficiência física, dentre outros. 17) Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor Sobre a Lei Federal que instaura o Estatuto da Pessoa com Deficiência, pode-se dizer que definiu: A) o conceito de deficiência como aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física,mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. B)o conceito de deficiência como a redução ou falta de capacidade de realizar uma atividade numpadrão considerado normal para o ser humano, em decorrência de uma deficiência. 167 C) o conceito de deficiência como a repercussão imediata da doença sobre o corpo, impondo umaalteração estrutural ou funcional ao nível tecidual ou orgânico. D) o conceito de deficiência como portador de necessidades especiais sendo ela toda perda ouanormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano. E) o conceito de deficiência como pessoa incapaz para o trabalho e para a vida independente. 18) Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor O documento que NÃO é citado na Nota Técnica no 04/2014 – MEC como base para a educação inclusiva no Brasil é: A) Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU 2006). B)Constituição Federal Brasileira de 1988. C) Decreto Executivo n°6.949/2009. D)Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC/2008). E)Declaração de Salamanca (1994). 19) Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: ProfessorNa Resolução no 04/2009 CNE/CEB, que institui as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado – AEE, Art. 1o, temos: “Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos”. Pode-se afirmar que são os valores que guiam esta resolução: A) Educação inclusiva e foco técnico. B)Educação especializada e valorização da diversidade. C) Educação inclusiva e valorização da diversidade. D)Educação especializada e segregação do estudante com deficiência. E)Educação inclusiva e desenho universal. 168 20) Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor Alguns sinais, se persistentes, podem despertar o professor para a baixa visão de um ou mais alunos. A identificação da questão é importante para que se inicie o atendimento adequado e o professor pode ajudar nesse esforço. A alternativa que tem um ou mais termos NÃO se referem a um desses sinais é: A) inclinação da cabeça para enxergar e dor de cabeça constante. B) olhos vermelhos ou lacrimejantes e hábito de apertar os olhos. C) trazer a página escrita para perto dos olhos e irritabilidade. D) tropeçar ou esbarrar em objetos ou pessoas com frequência e dores de cabeça frequentes. E) aproximar-se muito e/ou sempre do quadro negro ou da televisão para enxergar e olhos irritados, avermelhados.1) Uma das alternativas abaixo NÃO se refere à necessária articulação entre ensino comum e Atendimento Educacional Especializado (AEE). a) A elaboração conjunta de planos de trabalho na construção do Projeto Pedagógico, sendo a Educação Especial um tópico à parte da programação escolar, já que não é a regra entre os alunos. 2) A opção que descreve corretamente características mais comuns de crianças no espectro autista é : a) Déficits na reciprocidade não-verbal, ecolalia, fixações com padrões e/ou rituais. 3). Para atuação no Atendimento Educacional Especializado (AEE), o professor deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica na educação especial, inicial ou continuada. A alternativa que NÃO corresponde às atribuições do professor do AEE é: b)Promover atividades e espaços de participação da família e a interface com os serviços setoriais da saúde, da assistência social, entre outros, salvo se a família já estiver em atendimento nesses serviços. 4) Os estudos de Quadros (Quadros, 1997, p. 30), afirmam que existem tipos de bilinguismo na educação de surdos. A alternativa que apresenta os tipos de bilinguismo é: d) pode-se citar duas formas básicas de bilinguismo: uma delas envolve o ensino da segunda língua quase que de forma concomitante à aquisição da primeira língua e a outro caracteriza-se pelo ensino 5) Numerosos documentos nacionais e internacionais fundamentam o direito universal à educação e, nos casospertinentes, à educação inclusiva. A alternativa que NÃO está correta sobre princípios da QUESTÕES COMENTADAS 169 educação inclusiva é : d) As crianças com dificuldades de se adaptar ao método criado pela escola e equipe técnica chegaram a seu limite definitivo de aprendizagem e isso deve ser respeitado. 6) Dentre as opções a seguir, aquela que inclui alunos com um perfil que NÃO se qualifica dentro do público-alvo da AEE é: d) Alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos como hiperatividade e depressão. 7) A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os serviços e recursos próprios desse atendimento e orienta os alunos e seus professores quanto a sua utilização nas turmas comuns do ensino regular (Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, 2008, p. 16) Com base na Política apresentada, NÃO são atribuições do atendimento educacional especializado. e) criar um currículo próprio de ensino, ao longo de todo processo de escolarização dos educandos, de modo a ampliar a proposta pedagógica do ensino comum. 8) Skliar et al (1995), apresenta propostas de objetivos da educação bilingue-bicultural. Com base no autor, observe as proposições abaixo:a) Criar um ambiente linguístico apropriado às formasparticulares de processamento cognitivo e linguístico das crianças surdas;b) Assegurar o desenvolvimento sócio-emocional íntegro das crianças surdas a partir da identificação com surdos adultos;d) Criar um ambiente linguístico apropriado às formas particulares de processamento cognitivo e linguístico das crianças surdas; e) Assegurar o desenvolvimento sócio-emocional íntegro das crianças surdas a partir da identificação com surdos adultos; Identificando os objetivos apresentados pelo autor para o estabelecimento da educação bilingue- bicultural, os itens corretos são, apenas: b) A, B, D e E. 9) Q1278177 Pedagogia Legislação da Educação A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os serviços e recursos próprios desse atendimento e orienta os alunos e seus professores quanto a sua utilização nas turmas comuns do ensino regular (Política Nacional deEducação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, 2008, p. 16) Com base na Política apresentada, NÃO são atribuições do atendimento educacional especializado:e) criar um currículo próprio de ensino, ao longo de todo processo de escolarização dos educandos, de modo a ampliar a proposta pedagógica do ensino comum. 10) Antes, nós tínhamos a escola regular e a escola especial, separadamente. A educação inclusiva aparece para acabar com essa separação. Ela é a educação especial dentro da escola regular com o objetivo de permitir a convivência e a integração social dos alunos com deficiência, favorecendo a diversidade. A educação inclusiva não é a mesma coisa que a educação especial. A educação especial é uma modalidade de ensino que tem a função de promover o desenvolvimento das habilidades das pessoas com deficiência, e que abrange todos os níveis do sistema de ensino, desde 170 a educação infantil até a formação superior. Ela é responsável pelo atendimento especializado ao aluno e seu público-alvo são os alunos com algum tipo de deficiência (auditiva, visual, intelectual, física ou múltipla), com distúrbios de aprendizagem ou com altas habilidades (superdotados). A educação inclusiva é uma modalidade de ensino na qual o processo educativo deve ser considerado como um processo social, em que: c) todas as pessoas, com deficiência ou não, têm o direito à escolarização. 11) “A inclusão também se legitima, porque a escola, para muitos alunos, é o único espaço de acesso aos conhecimentos. É o lugar que vai proporcionar lhes condições de se desenvolverem e de se tornarem cidadãos, alguém com uma identidade sociocultural que lhes conferirá oportunidades de ser e de viver dignamente”. (Mantoan, 2003, p.30) A autora defende que a escola precisa ofertar uma educação de qualidade, portanto, pode-se dizer EXCETO que: e) o ensino deixa de ter qualidade quando as ações educativas se pautam na solidariedade e nacolaboração, visto que é necessário que a ação seja específica para aquela deficiência e nãocompartilhada com outras, correndo o risco de incorrer em grave erro técnico. 12)Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor – Educação Especial A alternativa que NÃO se refere a práticas pedagógicas inclusivas que favorecem a aprendizagem e respeitam a diversidade dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação é a seguinte: e) Assegurar um espaço físico interno das salas pequeno para a quantidade de alunos, com maiorsensação de acolhimento. 13) Sobre a aprendizagem e alfabetização de alunos cegos é INCORRETO afirmar que: d) deve ser diminuído o contato com as demais crianças, videntes, nos intervalos de aulas, evitando o excesso de estímulos e a fadiga. 14) “Não importam as diferenças, não importam as deficiências: o ser humano tem direito de viver e conviver com outros seres humanos, sem discriminação e sem segregações odiosas. E quanto mais “diferente” o ser humano, quanto mais deficiências ele tem, mais esse direito se impõe. E este é um direito natural, que nem precisaria estar positivado em lei. Não precisava constar na Constituição” (Sartoretto, 2011). c) O direito à educação, o direito de frequentar a escola comum, o direito a aprender nos “limites” daspróprias possibilidades são decorrentes do direito primordial à convivência e inclusão. 15) Sobre alguns dos mais importantes marcos legais, políticos e educacionais da educação inclusiva NÃO é possível afirmar que:d) as leis e normativas sobre educação inclusiva, de forma geral, não se referem à família e àcomunidade ou não o fazem de forma direta e extensa. 171 16) Sobre o atendimento educacional especializado (AEE), pode-se afirmar que: e)deve disponibilizar programas de enriquecimento curricular no caso de altas habilidades, ensino delinguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização,meios de locomoção e transporte nocaso de deficiência física, dentre outros. 17) O Estatuto da Pessoa com Deficiência, pode-se dizer que definiu: b)o conceito de deficiência como a redução ou falta de capacidade de realizar uma atividade numpadrão considerado normal para o ser humano, em decorrência de uma deficiência. 18) O documento que NÃO é citado na Nota Técnica no 04/2014 – MEC como base para a educação inclusiva no Brasil é:e)Declaração de Salamanca (1994). 19) Na Resolução no 04/2009 CNE/CEB, que institui as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado – AEE, Art. 1o, temos: “Para a implementação do Decreto no 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos”. Pode-se afirmar que são os valores que guiam esta resolução: c) Educação inclusiva e valorização da diversidade. 20) Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vila Velha - ESProva: Professor Alguns sinais, se persistentes, podem despertar o professor para a baixa visão de um ou mais alunos. A identificação da questão é importante para que se inicie o atendimento adequado e o professor pode ajudar nesse esforço. A alternativa que tem um ou mais termos NÃO se referem a um desses sinais é: c) trazer a página escrita para perto dos olhos e irritabilidade.